13 de janeiro de 2011

A New Sun by Miss Felix

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Capítulo 1

POV JACOB

Acordei às cinco da manhã, como sempre. O frio que entrava pela minha janela só traziam lembranças gélidas.

Acendi o abajur ao lado da minha cama e aproveitei a penumbra do quarto para me aquecer. Eu usava apenas uma camiseta e uma calça moletom cinza, me espreguicei e comecei a me aquecer.

O relógio marcava 05:30 da manhã. Já devidamente aquecido comecei a me exercitar fortemente. Parei meio segundo para retirar a camiseta ensopada de suor e a joguei na cadeira juntamente com a camisola dela que ainda estava no mesmo lugar.

Olhei ao redor e fixei meus olhos na silhueta feminina. O sol já entrava pela janela com mais força obrigando Samantha a levantar.

Ela me lançou o mesmo sorriso que me fez apaixonar por ela há cinco anos.

-Está cedo Jake...volta para cama. – ela sussurrou fazendo manha.

-Vou fazer trilha por aí hoje. Quero conhecer as imediações da nova casa, Sam (N/B: Apelido da Samantha e não do Sam da Emily. Kkk). Por que não larga essa preguiça e vem comigo?

Parei de me exercitar e encarei seus lindos olhos azuis.

-Você sabe que isso não é saudável , não sabe?

Revirei os olhos colocando de volta a camiseta, calcei um tênis e um gorro para aquecer enquanto o sol do topo da montanha não me aquecia de vez.

Fui até a cozinha, preparei meu café e deixei um bilhete para Sam dizendo que voltaria antes do almoço. Peguei minha garrafinha com água e comecei a caminhar absorvendo a imagem do meu novo refúgio.

Olhei para o esplendor da minha casa, simples, de madeira, uma pequena varanda , portas e janelas de vidro.



Comecei a correr pela pequena mata que se abria, tornando-se densa e fria. Achei melhor não ir sozinho mais longe que aquilo, caso eu me perdesse ninguém me acharia.

Retornei o percurso pegando um atalho que me levou até uma pequena nascente. Fui seguindo o leito do rio e me deparei com duas enormes pedras camufladas sob a grossa camada de lodo e orvalho matinal.

Subi com cuidado e olhei para baixo onde se revelava para mim uma cachoeira de água cristalina. O ar bucólico daquele lugar me deu saudades da época em que vivia em La Push com minha tribo.

Acho que não me acostumaria com aquele lugar de novo. Não depois de ter saído de lá praticamente expulso por Billy apenas pelo fato de não ter aceitado me casar com uma moça da nossa tribo já em extinção.

Fui para a Califórnia.

Encontrei Samantha trabalhando num bar. Filha única, órfã desde a adolescência , meiga e simplesmente perfeita, me oferecendo ajuda às 03: 00 da manhã. Aquele sorriso me conquistou na hora.

Fui dormir no sofá de seu apart a milhas de distância da minha casa. Santa Clarita passou a ser meu lar.

Em uma semana começamos a namorar, com três semanas noivamos e no final do mês estávamos casados.

Comecei a descer a pedra e segui a correnteza. Tirei a roupa ficando completamente nu e entrei naquele rio gelado. Mergulhei até o mais profundo e voltei.

O sol já estava alto e forte , enquanto me aquecia naturalmente ouvi galhos sendo amassados , dei um pulo de susto catando minhas roupas e tão logo um grito.

Um grito feminino e de dor.

Samantha! – Pensei.

Corri me vestindo chamando seu nome e nada dela me responder. Corri por meia hora ainda ouvindo gritos dela. Meu coração descompassou.

Quando dei por mim estava muito perdido na mata mais os gritos de dor permaneciam altos e sofridos.

A mata se fechou por completo então decidi continuar andando tentando ouvir os gritos que haviam cessado .

Eu não poderia ter chegado tarde demais.

Suplicava por isso.

-Ai droga! - Exclamei ao pisar num buraco, a dor era grande mais sabia que não havia quebrado nada. Urrei mais uma vez ao sentir uma porrada nas minhas costas junto a um grito de socorro.

-Quem é você ? Que susto me deu! – Reclamei zangado, quase revidei a agressão mas parei ao vê-la.

Samantha que nunca me ouça, eu sabia valorizar as múltiplas etnias . Minha mulher era loira, branca e de olhos azuis, muito diferente do meu tom de castanhos dos olhos e da minha pele avermelhada...mas aquela mulher à minha frente...

-Eu sou e me desculpe se eu achei que você fosse um urso ou talvez um lobo. – ela retrucou violentamente quase cuspindo as palavras.

-Lobo!? – ironizei - Sabe onde estamos? – perguntei mal humorado. Só de pensar que para sair dali precisaria da ajuda dela.

-Tenho cara de guia turística? Se soubesse onde estava não teria saído do meu carro!

-Você veio de onde? E tente ser mais doce por que não estou para brincadeiras! Eu também estou perdido “Srtª resposta grosseira na ponta da língua”.

-Ótimo! Eu mereço! – ela puxou os cabelos violentamente para trás, desesperada.

-Vamos começar de novo , ok? – ela assentiu com expressão de dor encostada na enorme raiz de uma árvore . – Me chamo Jacob, moro no alto da montanha, sou novo por aqui , ouvi seus gritos e corri para ver o que era. Terminei me perdendo e você me acertou com um galho de árvore. Agora é a sua vez.

-Sou turista, vim visitar minha irmã que acabou de dar a luz. A rodovia fica a uns 5 km descendo esse morro. De um lado é mata, a rodovia fica ao meio e do outro lado é uma praia. Meu carro quebrou e eu vim subindo achando que aqui pudesse haver vida civilizada – O que? Vida civilizada numa mata fechada? Quem ela esperava ver...o Mogli?, pensei incrédulo. - para me socorrer. Aí quebrei meu tornozelo ao cair de uma pedra mais a oeste, gritei de dor e você chegou me assustando.

-Ok , você agüenta descer até seu carro ou prefere subir? Ao menos na minha casa tem telefone e podemos pedir ajuda.

-Por mim tudo bem. – ela disse retirando um lenço do pescoço amarrando no galho mais baixo. Ela notou que eu a observava – é só questão de marcar...quando eu vier pegar meu carro. Vou saber que é descendo esta trilha.

Já passava do meio dia e não havíamos subido nem 50% do trajeto. Estava impaciente pela demora dela ao caminhar.

-Dá para mancar mais rápido garota?

-“Sr sensibilidade “ meu tornozelo está inchado , dolorido, roxo e provavelmente fraturado!

Subitamente dei meia volta e a peguei no colo.

Ela não reclamou mas também não estava gostando daquilo. Mas foi inevitável não me sentir atraído por ela. Sua pele morena clara, seus cabelos negros e lisos que batiam no meio das suas costas, seu perfume fundido a flores e ao orvalho, mesmo estando suada pelo calor e seu toque...ah...tão delicada... suas mãos se segurando ao meu pescoço enquanto eu tentava caminhar pelo terreno íngrime .

Ela era leve mas não como se fosse uma dessas modelos esqueléticas da tv, suas curvas eram com certeza um perigo para qualquer um derrapar.

Tentei não pensar nela, eu não podia.

A noite caiu, o frio veio junto e o cheiro das ervas que Sam adorava cultivar invadiram as minhas narinas. O que provava que eu estava perto de casa, porém no breu em que estávamos não havia como continuar.

- ...vamos ter que acampar aqui. – a coloquei cuidadosamente no chão e indiquei uma pequena gruta.

-Sua casa ainda está longe?

-Mais ou menos. Espere que eu vou tentar nos manter vivos esta noite.

-Ok. – ela disse sorrindo um sorriso cansado. Onde estava a garota grossa de antes? Mais ainda sim...inacreditavelmente linda, doce, sexy e selvagem.

Olhei a gruta e não havia morcegos, juntei o máximo de folhas e fiz duas camas improvisadas. Eu a olhei e vi que chorava com a dor no tornozelo. Mesmo assim estava catando pelo chão gravetos e acendeu uma pequena fogueira.

Ponto para ela – pensei.

-Acho que não vamos comer nada hoje. – disse a ajudando a se sentar perto da fogueira.

-Eu tenho uma barra de cereal no bolso – ela tateou e puxou algo que um dia foi uma barra de cereal. – Ops. – ela disse e eu ri.

A noite avançava e ela gemia a noite toda de dor , sem que ela percebesse retirei suas botas de camping e olhei seu pé. Parecia assustador o grande hematoma roxo no local.

Dividíamos a pequena gruta e só o calor do fogo nos protegeu dos animais noturnos, mas o frio da madrugada era insuportável. Os dentes da garota misteriosa trincavam, seu corpo se debatia. Não consegui vê-la tão indefesa.

-Frio... – ela disse.

O lugar era pequeno então se o fogo não estava nos aquecendo eu sabia o que nos aqueceria. Cheguei mais junto do seu corpo que estava virado para o lado da fogueira e me deitei corpo a corpo, juntos, colados.

Ela pareceu relaxar um pouco. E eu ri.

O calor do meu corpo passando para ela e o dela me devolvendo em sorrisos involuntários, corrente elétrica e sua mão prendendo meu braço ao seu redor.

Relaxei um pouco depois e dormir.

A chuva fina que caiu de manhãzinha nos fez despertar. Ela nos olhou abraçados como dois amantes e se assustou.

-O que houve aqui? – ela perguntou corada e por dentro eu gargalhava de sua inocência .

-Nada. Você gemeu de frio a noite toda, aí te cobri com meu abraço. Assim nem você morreria de frio e nem eu.

Saí do seu lado tentando reacender o fogo.

-Desculpa a minha grosseria...é que esse é meu sistema de defesa.

-Tudo bem. - dei de ombros.

-Dormiu bem?

Ia dizer sim, dormi muito bem colado em você sem nem ao menos ter trocado um único afago...

-Estamos vivos então sim, dormi bem. – desconversei.

-Eu ainda morro de frio...você está congelando não é? Apenas com roupa de exercício.

-Estou bem. Apenas com fome...- ela se arrepiou inteira com o vento que passou por nós. – Quer que eu...er..te aqueça? Juro sem maldade! – tratei de me explicar depois de sua reação.

-Sim. – disse timidamente.

Por falta de espaço na gruta me sentei atrás dela a tendo em meio as minhas pernas e a abracei.

Juro que a vi tremer, só não sabia se era pelo frio ou pelo meu toque.

fechou seus olhos e me abraçou de volta.

-Vai ficar tudo bem. – sussurrei.

-Huhun. – ela respondeu de olhos fechados e depois me encarou.

Juro que me senti como na lenda dos meus antepassados que falavam de um amor irracional que te atraia para a pessoa amada ...assim do nada. Senti uma explosão dentro de mim ao fitar seus olhos castanhos escuros, uma força gravitacional me puxando para ela, é como se fosse morrer se ela fosse embora, eu morreria. Sei lá.

Ela me puxou pelo pescoço e me beijou de leve, apenas para sentirmos o toque suave de nossos lábios.

O que era aquilo? O que estava fazendo?

N/A: Demorou mas chegou a fic pedida sob encomenda com o Jake! Meninas, comentem.
P.S: Só pra avisar, o Jake é sim um Quileute porém a impressão e as lendas de Twilight sobre a tribo serão apenas lendas. O Impriting aqui não existe de verdade é apenas uma forma de expressar o que ele sentiu por você .



Capítulo 2

POV

Parecia loucura de mais...mas como resistir àqueles braços me envolvendo? Àqueles olhos cor de mel me chamando? Foi mais forte que eu resistir a tamanha loucura. Nessa hora eu não sentia mais o meu tornozelo, nem o frio e nem fome.

Quando senti aquele homem me protegendo, seus braços envolvendo meu corpo eu simplesmente senti uma força me puxando para ele e quando nossos olhares se encontraram...

O trouxe para mim numa necessidade inexplicável de tocar seus lábios com os meus. E tudo foi luz naquele beijo, me senti uma boba e bateu um frio na barriga, como se borboletas pudessem voar mesmo dentro do estômago.

-Ai...desculpa! Eu não devia ter feito isso! – Disse saindo de seus braços. – É melhor irmos andando e ..olha me desculpa, tá?

-Hey...shhh calma tudo bem. A culpa também foi minha, eu não devia ter me aproximado tanto. Além do mais ainda chove, quando estiar eu te levo daqui.

A julgar pelo sol que surgiu algumas horas depois, secando o solo antes encharcado, Jacob me colocou em seus braços de novo e começamos a subir.

- , acho melhor tomarmos um banho aqui. Quero dizer, seu tornozelo. Esta água é muito fria e talvez sirva como uma compressa de gelo, sei lá.

Assenti sem ter muita certeza se era isso mesmo que queria. Talvez a frase “acho melhor tomarmos um banho” não tivesse ajudado muito.

-Vou ficar de costas, você tira a roupa e entra, ok? Mas não vá até aquele ponto por que é fundo demais e...

-Entendi. Vire-se.

-Tá.

Comecei a tirar minha blusa ficando apenas de sutiã , tirei o cinto da minha calça e muito lentamente fui tirando ela. Apenas de peças intimas entrei na água.

A sensação foi imediata de alívio. Lavei o rosto, os cabelos. Olhei para Jacob e ele se mantinha de costas como prometeu. Só aí pude observar coisas nele que não tinha visto antes. Seu porte muito atlético, cada músculo bem desenhado e visível ...ao menos seus braços e parte do seu tronco. Ele tinha uma tatuagem no braço...perfeito.

Calma ! Você não pode pensar nessas coisas, mantenha-se na sua, ele é só um estranho que está te ajudando e depois disso você nunca mais o verá. Você tem problemas demais para resolver...Brian.

-Ai! – exclamei quando pisei em falso – Jake!

-O que foi? – ele disse espiando pelo ombro.

-Socorro...eu não consigo andar aqui.

-Eu vou ter que me virar, ok?

-Meu pé, Jake!

Eu estava próxima a margem e meu pé se enganchou em algo no fundo. Ele mergulhou e foi até onde meu pé estava enroscado.

Ele emergiu e tocou meu rosto.

-Tudo bem agora? – ele disse com a sua voz rouca fitando meu corpo a mostra. Aquela voz quase sussurrando no meu ouvido...era tentação demais para mim. Ele me ajudou a sair e me pôs em terra firme.

-Obrigada Jake! – disse sorrindo sinceramente.

Ele travou o maxilar e surgiu uma ruga entre suas sobrancelhas negras.

-Por favor só me chame de Jacob. Não gosto que me chamem de Jake. – ele disse friamente e eu me encolhi. Será que passei dos limites? Mas era só um apelido do nome dele!

Me vesti e não falei mais nada o restante do caminho, me recusei a ser carregada também.

-Qual é? Vai ficar sem falar comigo agora? Você nem quer que eu te carregue! Já podíamos ter chegado em casa.

Não respondi.

Ele bufou forte e quando passou por uma árvore a socou com raiva praguejando numa língua estranha. Me assustei ainda mais. E se ele fosse me fazer algum mal? Ele estava demonstrando ser do tipo violento.

A dor no meu pé voltou a incomodar e eu sentei numa pedra. Ele nem notou que eu havia parado.

-Senhor Jacob, não consigo mais andar. Preciso de dois minutos. – falei.

-Ótimo, por que já chegamos!

Ele andou até uma casa de madeira, perfeita e pelo que pude ver bastante aconchegante. Ele voltou com um telefone chamando ajuda.

-Ok, fico aguardando. – ele respondeu e desligou.

-Pediu ambulância?

-Sim. A sua irmã deu parte na delegacia declarando seu sumiço, a polícia achou seu carro e estão à sua procura. Eu já avisei que te encontrei e que está ferida. Logo eles chegam.

-Obrigada.

-Quer comer o quê? Eu preparo. – ele já era o mesmo cara amável de antes e isso me assustava assim como me atraia.

-O que fizer está ótimo!

-Você quer entrar?

Pensei em negar mais eu precisa usar o banheiro.

-Claro.

Ele apoiou meu braço em volta de seu pescoço enquanto sua mão livre descansava na minha cintura.

Ele me mostrou o caminho do banheiro e eu segui. Antes de fechar a porta ouvir ele dizer “Samantha, me perdoe não é nada disso que possa parecer.”.

Então ele era casado?

Não pude deixar de me sentir mal por tê-lo beijado.

Ele bateu na porta me fazendo acelerar o processo, penteei meu cabelo, me sequei e saí.

-Desculpa a demora.

-Olha só a polícia e a ambulância já estão aqui.

Jacob me ajudou a sentar no seu sofá de couro branco e me trouxe o que comer. Enquanto os policiais me enchiam de pergunta eu comia. Jacob estava sendo avaliado pelos para -médicos .

-...Então foi isso o que aconteceu. – finalizei.

-Senhora, agradecemos a sua ajuda. Agora os médicos vão te avaliar e depois está liberada. – me disse um policial.

-Ele está bem? – indiquei Jacob.

-Sim, não se preocupe. – me disse o médico que agora me atendia enquanto Jacob falava com a policia.

Eles imobilizaram meu tornozelo e me enfiaram naquela maca pavorosa com um colar cervical.

Quando as sirenes soaram Jacob veio se despedir.

-Vai na paz e da próxima vez que seu carro quebrar, chame um mecânico ou um guincho, ok? Nada de andar por florestas desconhecidas !

Ele abriu um sorriso que mais parecia o sol em dia de verão e meu coração deu um salto alucinado dentro do peito.

Fui embora sem saber se o veria novamente ou se deveria vê-lo novamente.

POV JACOB

-Jake! – Sam gritou quando entrei no meu quarto, ela entrou como furacão bufando.

-Oi Samantha, olha só me desculpa, tá? Não tive a intenção de me perder na floresta com aquela garota.

-Não é isso Jake! Eu vi o que aconteceu e já estava na hora, ok?

-Sam nem vem que não tem.

-Eu vi como ela te olhava, eu vi como você reagiu!

-Eu não te entendo! – Coloquei para fora. – O que você quer? Que eu vá ou que eu fique? Eu não posso ir Samantha!

-Não é você que vai e você sabe disso!

-Sam, eu te amo!

-Eu também Jake, mas isso não é bom para nenhum dos dois.

-Sam, eu não posso superar! Não posso esquecer...- Disse em um fio de voz, as lembranças daquela noite me faziam perder o ar.

-Você tem que entender que o que aconteceu ficou lá, no passado.

-Samantha não fale assim. Você é minha e eu não vou esquecer aquilo, não estou pronto para te perder de novo.

-Você não vai me perder por que eu estou sempre do seu lado amor, você me guarda no lugar mais seguro do mundo!

Ela veio até mim e colocou sua mão acima do meu coração.

-Eu estou no seu coração e você sempre estará no meu.

-Eu te amo demais. – Disse já chorando.

-E foi lindo enquanto durou. Mas agora eu preciso que você me deixe ir! Nossa relação não vale mais a pena.

-Eu nunca vou deixar você partir de novo, Samantha Black. Nunca!

Minha mulher suspirou e saiu.

Tomei um banho relaxante e fiquei remoendo o passado, Sam não podia está falando sério em me deixar sozinho de novo. Ela me ama e eu a amo então...porque ela quer partir de novo? Só pra me ver entregue as noites de sexo casual e álcool? Que tipo de amor era esse?

-Do tipo platônico e altamente destrutivo. – Sam entrou sorrindo no banheiro. – Uh..banho de banheira. Boas lembranças.

-E por que não entra?

-Seu pervertido!

-Vou sair amanhã, é sexta e eu só começo a trabalhar na segunda mesmo.

-Ok.

[...]

Vesti uma calça jeans, um tênis , coloquei uma camiseta vermelha e um blazer por cima. Peguei o meu carro – um Troller 4x4 – e desci a estrada de barro até chegar na cidade. Wilmighton era uma cidade boa e agitada apesar de pequena.

Fui até a casa de um velho amigo com quem havia trabalhado na Califórnia anos antes. Ethan havia se casado antes de entrar para a NBA . Eu o ajudei como preparador físico.

Comprei uma garrafa de vinho antes de tocar na companhia da sua casa.

Ele era um cara rico, mais muito humilde.

-Eu não acredito! – Disse Amanda ao me ver na porta. – Entra!

Entrei e dei um abraço amistoso nela.

-Tio Jake! – Um furacão de meio metro e de cabelos loiros veio correndo até se abraçar com a minha perna.

-Oi amigão!

-Querido vá chamar seu pai.

-Certo mamãe.

Will saiu correndo gritado pela casa anunciando a minha chegada.

-Ai Jake como é bom ter ver depois de três longos anos. – Amanda disse me abraçando de novo.

-Hey! Vá procurar uma garota para você meu chapa essa já é minha! – Ethan disse brincando.

-Vem cá meu amigo, dá um abraço! – falei .

Conversamos a noite quase toda, bebemos o vinho que havia trazido quando a porta é violentamente batida atrás de nós.

- ? O que houve? – Amanda se levantou preocupada – O que ele te fez?

Me virei e vi chorando nos braços de Amanda. Meu coração acelerou só de vê-la e meus punhos se cerraram em seguida ao processar a cena, alguém havia feito mal a ela.

-Essa é minha cunhada mais nova, . Ela veio passar uns dias aqui em casa já que ela precisa de certa proteção e cuidados. – Ethan disse baixo e logo se levantou para ir até elas. Queria fazer o mesmo mais não sabia se devia.

pegou as muletas e saiu do meu campo de visão.

-Ethan, Amanda, acho melhor eu ir embora. – Falei perto deles três .

-Não Jacob. – Disse – Você não precisa ir só por que eu cheguei nesse estado.

-Mas ...- Tentei falar.

-Mas nada Jacob. Eu volto logo. – Ela saiu.

-De onde vocês se conhecem? – Ethan perguntou.

-Bom, ela se machucou perdida na mata e eu estava por perto então...

-Ah, então era você! – Amanda parecia não surpresa e sim...feliz?

-Obrigado por ter cuidado dela. – Ethan disse.

-Faria por qualquer pessoa. – respondi. – Agora vou embora. Depois venho para uma outra visita.

-Te aguardamos, então. Aliás domingo seria perfeito já que é aniversário do Will, sete anos! Ele te adora.

-Domingo então.

Saí de lá pensando no que meu amigo disse “Ela veio passar uns dias aqui em casa já que ela precisa de certa proteção e cuidados.”

O que quis dizer com isso? Seria este o motivo dela ter chegado chorando?

Caminhei pela praia em frente a casa de Ethan e Amanda. Sentei na areia vendo as pequenas ondas quebrando na praia quando ouvi ela chamar meu nome.

- ?

-Se você for mais cavalheiro vai me esperar, certo? – Ela disse ofegando. – E por favor me chame de .

-Ok – disse a ajudando a sentar na areia. – Como está seu pé?

-Só uma torção das feias. – ela se virou para o meu lado e disse - Eu não sabia que você era amigo da minha irmã e do meu cunhado.

-É e nem eu. – rimos.

-Posso saber o que aconteceu para você chegar daquele jeito? – eu necessitava saber. Por que ? Eu não sei! Só sabia que precisava protegê-la.

-Longa história. Um dia te conto. – disse fitando o nada.

O celular dela soou quebrando um incomodo silêncio .

-Alô? ... Acabou Brian, simples assim. Eu não te amo mais! Me esquece e não me telefone mais!...Eu deixei de te amar e você tem que aceitar isso!

Ela desligou chorando e soluçando muito.

-Droga! Me leva daqui Jacob...sei lá, para o primeiro bar. Quero me embebedar até não lembrar meu nome!

-Opa...não é assim que a coisa funciona. – Oha quem tá falando? O cara que está sóbrio a apenas 48 horas. – ri internamente do meu próprio sarcasmo.

A levei para dar uma volta e paramos na ponte da cidade para olhar o movimento de barcos no porto.

-Eu ainda tô preferindo encher a cara. – ela disse olhando para baixo.

-Eu estou tentando me manter sóbrio. – admiti.

-Sério? E por que?

-Longa história, quem sabe um dia eu te conte. – disse rindo sem nenhum humor.

-Essa longa história se chama ...Samantha?

Travei cada músculo do meu corpo.

Capítulo 3

POV JACOB

Como ela chegou nessa conclusão? Quem contou a ela sobre a minha mulher? Eu estava travado e me sentia tanto atraído por como também ouvi-la pronunciar o nome da minha mulher que estava em casa me fez sentir um canalha sem escrúpulos!

-Acho melhor irmos embora. – Falei andando para o carro.

Ela me olhou sem vida alguma em seus olhos negros e em sua boca um sorriso amargo.

-Desculpa ...

-Não fala nada.

A deixei na casa da irmã e ainda de cenho franzido voltei para a minha casa.




Encontrei Sam deitada no sofá muito relaxada assistindo reprise de Friends.

-Sinto o cheiro dela daqui. – Ela disse.

-Sam...agora não!

-Ela é perfeita para você amor. Se bem que não gosto muito do jeito dela se vestir...enfim ela é melhor para você do que eu um dia fui. – Deu de ombros sem me olhar.

-Ela é só uma nova amiga. – Disse me servindo de whisky .

-Isso não é bom para você, baby.

-E falar com você por acaso é? – Rebati me servindo ainda mais.

Ela se calou, desligou a tevê e foi para nosso quarto com uma expressão cansada. Vi que a ofendi.

-Samantha...amor? Abre a porta. – Disse batendo na porta do meu quarto.

-Eu não estou aí Jake.

Ouvi sua voz vir do quarto do nosso bebê se ainda houvesse um.

-Sabe o que é deprimente? Você não ter superado. Pra quê manter este quarto intacto depois de três anos? Eu não fui mulher suficiente para te dar um filho Jake, fui fraca...- Ela disse alisando o véu que cobria o berço branco de madeira entalhada. Suas palavras formavam um nó na minha garganta. – E muito menos hoje posso te dar um herdeiro, Black. Você sabe.

-Eu não quero mais ter filhos, Sam. – Disse angustiado.

-E por que não? – Ela cruzou os braços emburrada.

-Por que não seriam nossos filhos, seriam meus com uma qualquer.

- não é uma qualquer e ela vai precisar muito de você ainda. Assim como você vai depender dela, aliás você dependerá muito mais dela que ela de você.

-E como você sabe disso? – Questionei de cara amarrada.

-Um anjo me falou. – Disse sorridente. – Ele disse coisas lindas para mim.

-Fique com seus anjos que eu vou me ocupar com coisas mais sérias.

Bati a porta do quarto da pequena e morta Anne e passei o resto da noite bebendo até dormir sobre o balcão da cozinha com o copo nas mãos e a garrafa vazia jogada no chão.

POV

Ok, peguei pesado. Nem conheço o cara e o agredi depois o beijei num surto de carência, escuto sua conversa e num momento tão tranqüilo eu invento de falar o nome da possível namorada dele. Eu simplesmente deveria ficar de boca fechada ou no máximo agradecer por ele ter salvo a minha vida.

O que é que está havendo comigo afinal? Eu tenho que me livrar de Brian antes de me enfiar num relacionamento conturbado.

Fiquei boa parte da madrugada na varanda do meu quarto olhando a piscina e eu não conseguia dormir pensando nos meus problemas e na minha vida...mais Jacob sempre aparecia em meio ao caos na minha cabeça e eu esquecia o ponto em que parei.

-Não consegue dormir? – Minha irmã perguntou.

-E você?

-Também não. Eu estou preocupada com você e com seu marido... , um casamento simplesmente não acaba assim sem mais nem menos. Você adora seu marido e ele te venera! Aí eu acordo de madrugada com você chorando no telefone pedindo para ficar aqui.

Me entreguei às lágrimas que tentei reprimir parte da noite ao lado de Jacob e as deixei fugir de meus olhos quando minha irmã me abraçou.

-Shhh não chora. Eu, Ethan e Will estamos ao seu lado sempre. Mais ainda sim precisamos de um motivo pra você querer se separar dele assim.

-Eu não quero falar sobre isso! – Pedi.

-Ele te violentou? Te bateu? Te traiu? – Quanto mais ela falava mais eu chorava deixando Amanda mais tensa e preocupada.

-Eu não posso!

-Não pode o quê? Você é inteligente, bem resolvida, tem um bom emprego como fotografa, é independente e eu como sua irmã do meio nunca vi você chorar! Você é a fortaleza entre as três irmãs, . Me diz o que ele te fez?

-Amanda, do que me adianta ter tudo isso que você falou se eu não tenho...- Minha voz sumiu.

-Não tem...

-Você é que é feliz mana, seu marido é o mesmo cara desde o primário, sempre feliz, sempre trabalhador, sempre está ao seu lado, vocês tem uma bela casa, um filho incrível e eu?

-Não acredito que ouvi isso! Você tem a mim e a minha família, você teve o amor do papai e da mamãe, a Adriane te adora, você tem amigos, você tem Brian, você faz o que ama!

-Não é tão assim Amanda! – Exasperei. – O brilho das coisas se apagou para mim, não vejo mais graça nas coisas que eu amava fazer, Brian mudou! Eu mudei! Tudo muda!

Saí dali secando as lágrimas e deitei na cama até que a melodia que o vento trazia para minha janela me fez acalmar e dormir.

POV JACOB

-Bom dia amor! – Disse para Sam quando ela finalmente saiu do quarto.

-Ainda são 06: 00 horas da manhã...de um sábado Jacob!

Ela reclamou bocejando.

-Não era você que vivia dizendo que não queria perder um só segundo de vida? Então...eu estou seguindo seu conselho! – Beijei sua bochecha enquanto colocava os ovos mexidos num prato à nossa frente no balcão.

-Me lembre de ficar de boca fechada próxima vez...ou na próxima encarnação. – Ela disse cochilando no balcão.

-Você que sabe ô Patrick Swayze.

-Hey! Me chama pelo menos de Demi Moore, uh? – Ela pediu divertida. – Vai fazer o que hoje?

-Vou conhecer as praias daqui, vou numa boutique infantil comprar um presente para o Will e de noite talvez eu vá sair por aí...para beber, ver gente. Quer ir comigo?

-Jake...você sabe que eu não posso!

-Chata!

-Implicante!

[...]

Conheci uma praia bastante simpática e sossegada, estacionei meu Troller no estacionamento de uma loja e comecei a minha aventura para encontrar um presente para Will.

Mais o que dar para quem tem tudo?

Vi na estante um modelo atual e toda aquela parafernália de jogos do Nitendo Wii, voei até a caixa e quando coloquei minhas mãos no que seria o meu presente outra mão encostou na minha.

-Eu vi primeiro! – Dissemos juntos e só aí vi que era a .

-Será que vamos nos encontrar sempre? Ou esse lugar é pequeno demais para nós dois? – Ela disse sarcástica ou talvez estivesse brincando. Vai saber!

-Acho que você é que anda me seguindo senhorita. – Respondi sem tirar a mão da caixa do jogo.

-Até onde sei, você veio até mim na floresta, foi você quem apareceu na minha casa e foi você quem apareceu justamente na loja em que eu sou sócia!

-E até onde eu me lembro, não fui até você na floresta...eu fui socorrer a alguém que pedia socorro, não fui na sua casa...fui na casa da sua irmã, e eu não fazia a menor idéia que esta loja também era sua! – Respondi todo convencido.

-Ok, você venceu essa! Mais me deixa levar este brinquedo? - Ela implorou fazendo biquinho o que me despertou ainda mais para a sua beleza exótica. – Por favor...- ela disse com manha , como resistir?

-Tudo bem! – Deixei-me ser vencido por ela.

-Ahh eu te adoro Jacob! – Disse dando pulinhos estranhos por causa da sua perna engessada e quando dei por mim ela estava com seus braços ao redor do meu pescoço – valeu mesmo! Sou uma tia muito cabeça oca que esqueceu de comprar o presente antes.

Eu não queria a soltar e ela parecia não querer me largar também, seu perfume se misturou a minha roupa, o calor do seu corpo fez o meu reagir, sem nem perceber minhas mãos já estavam em sua nuca, nossas respirações entrecortadas. Ela se inclinou levemente fazendo nossos olhares se encontrarem e foi então que ela permitiu ser beijada.

Eu pedi passagem para o interior da sua boca e assim nossas línguas se enroscaram em movimentos ritmados, seus braços apertavam mais o meu pescoço colando ainda mais nossos corpos. O sobe e desce dos seus seios encostando no meu tórax me fez perceber que precisávamos de ar apesar do imenso desejo de não se soltar jamais.

-O que foi isso? – Ela disse ainda se prendendo a mim. Nossas testas coladas enquanto tentávamos recuperar o fôlego.

-Isso foi incrível! – Disse baixo para depois selar rapidamente nossos lábios de novo.

-Eu preciso sair daqui. – Ela falou se afastando, sua expressão confusa. Será que eu fiz besteira? – Eu não devia ter permitido isso...eu...

Quando ela ia se afastando a peguei pelo punho a tempo e a encurralei contra a prateleira da loja.

-Eu preciso de mais disso. – Falei já devorando seus lábios com mais urgência que antes, com mais sede, com mais prazer. Ela gemia baixo e aquilo estava me deixando louco. Ela também queria muito mais. Com uma só mão dentro do seu cabelo solto, os puxei trazendo ela mais para mim e ela deixou escapar um gemido de prazer que me deixou satisfeito.

-Aqui não! – Ela disse com dificuldade. – É trabalho...o exemplo. – Ela falava tentando manter a calma. – Jacob, nós não podemos. Eu estou me divorciando...e você tem a Samantha e antes que você diga qualquer coisa, eu vi você falando com ela. Não quero ser uma aventura para homem nenhum, a gente mal se conhece...

-Perdão, a culpa foi mais minha que sua. E só para avisar...Samantha é passado. – Sussurei para ela, porém mentalmente pedindo um milhão de perdões para ela.

-Oi Jake! – Nos surpreendeu Amanda com uma cara de desconfiança.

-Oi, vim comprar o...- Esqueci a palavra.

-Presente do Will? – Amanda completou ainda mais desconfiada. Assenti.

-Vou resolver isso para você. – E saiu piscando para a irmã, fingi não ver.

-Jacob, não podemos mais fazer isso, ok? Vamos começar a tentar manter distância um do outro.

Ela saiu se apoiando até se sentar numa cadeira ao longe, fechou os olhos e ficou imóvel.

-Tenho três opções Jake...Jake! - Amanda chamou a minha atenção.

-Oi, me diz o que ele quer e eu compro. – Falei ainda fixo nela, naquela morena parda de lindos cabelos pretos e lisos.

Capítulo 4

POV

Tentei me ocupar com a loja, já que eu a deixava exclusivamente nas mãos na minha irmã. Mas o beijo de Jacob estava me fazendo errar os cálculos no caixa. Tentei ir arrumar o estoque, mas as sensações do seu toque...sua voz rouca e sussurrante próximo ao meu ouvido ...

Ah! Eu não posso me deixar levar pela carência. O melhor a se fazer é me afastar dele!

Mas como evitá-lo se sempre nos esbarramos nessa cidade? Como evitar sua presença se ela é constante em mim? Como evitá-lo se ele é amigo da minha família...inevitável.

-Que cara é essa mana? – Amanda se sentou ao meu lado no chão do estoque de mercadorias.

-Problemas.

-Quer conversar?

-Não, quero que você faça para mim um milkshake de morango, coloque o filme Um Amor Para Recordar, traga muitos lenços e eu quero colo. O seu colo! – Disse fazendo manha. – Isso já ajuda.

Amanda com seus cabelos castanhos escuros levemente ondulados me olhou como quem dizia “irmãzinha aproveitadora!”, mais sorriu dando um longo suspiro em seguida.

-Podemos assistir também Pearl Harbor? – Disse fazendo bico.

-Só se assistirmos Diário de uma paixão! – Negociei.

-Ah de novo não! Vamos mudar essa sessão reprise, uh? Que tal assistirmos Conde de Monte Cristo, Homem da Máscara de Ferro, Pearl Harbor e Um Amor Para Recordar?

-Uh...fechado!

Mais aliviada terminei o serviço e fui para casa. Pedi pizzas, sorvetes e muita guloseima. Coloquei os filmes empilhados no centro de sala, afastei o sofá, larguei os travesseiros e apaguei as luzes.

Amanda preparou o meu milkshake e começamos a nossa maratona de filmes de heróis épicos e super gatos.

Ethan havia saído com Will para “A noite dos homens da casa” – boliche e fast food.

Já era madrugada quando comecei a cochilar.
Eu estava usando uma roupa branca e antiquada e uma explosão me jogou no chão, quando ergui meus olhos vi Brian se rastejando. “Eu te amo” ele gritava em meio a dor e ao sangue que jorrava dele e meu coração se apertou. Logo depois ele morreu, bem ali na minha frente. Corri para encontrá-lo, porém braços me seguraram em meio aquela confusão de sangue, corpos e soldados feridos. Olhei para quem me detinha e vi Jacob...”deixe-o partir” ele dizia “seremos só nós dois agora” ele continuou. Eu estava em prantos, chocada e também protegida nos braços de Jacob quando houve uma rajada de tiros que o acertaram bem nas costas. Ele tombou no chão e eu tentei suportar seu peso gritando seu nome, ele segurou meu rosto com a sua mão suja de terra e sangue, fechou os olhos e respirou fundo numa tentativa falha de criar forças para reagir “estou morrendo, me beija” ele disse e eu o obedeci. Ele agonizou em meu colo e morreu. Eu só pude gritar seu nome. JACOB!

-Calma ! Shh eu to aqui! – Amanda disse limpando as minhas lágrimas.

-Cadê o Brian? – Perguntei ofegante olhando assustada ao meu redor.

-Deve está em casa. Foi só um pesadelo!

-O sangue...eu vi! Eu o perdi! – Falei me levantando do tapete, os filmes ainda rolavam na tevê.

-Foi só o filme mana, você não perdeu Brian.

-Mais foi real, eu vi Brian caindo morto e depois...- As lágrimas voltaram com força. – Jacob morria nos meus braços...o sangue...em mim!

-Calma! Foi só um pesadelo. Vamos para seu quarto, vou ficar com você até você dormir.

Deitei na minha cama e fiquei ali, apenas prestando atenção no martelar do meu coração, vendo Jacob toda vez que fechava os olhos...por que ele não me saia da cabeça?

[...]

A arrumação da casa estava quase pronta e os convidados do Will já chegavam, as crianças corriam ao redor da piscina e disputavam entre si pela atenção dos palhaços e do homem do algodão doce. Estava guardando os presentes numa sala quando alguém bateu à porta. Era Jacob.

Ele tinha um olhar sério e muito atraente, o que fez meu coração gelar. Ele estava escorado à porta de um jeito desleixado e eu podia jurar que era só para me fazer ter um colapso.

-Ethan pediu para te entregar o presente do William.

Ao terminar de falar Jacob saiu de sua posição inicial e veio até mim entregando o presente.

-Como vai, amiga? – Ele falou com sua voz máscula.

-Bem...apesar dos pesadelos de ontem à noite. – Falei tentando parecer casual .

-Comeu doce antes de dormir? – Ele perguntou e no seu olhar não havia mais o homem sedutor e sim uma criança, seu olhar era claro e transparente como toda criança é.

-Sim, doces e filmes. Muitos filmes! – Sorri corada.

-Eu também tenho pesadelos quando como açúcar antes de dormir.

-Hum, amigo...acho que temos algo em comum.

-Já é um começo. Amigos? – Ele estendeu a mão e me cumprimentou.

-Amigos. – respondeu sorrindo.

-Hora das brincadeiras! – Ethan gritou e um bando de crianças eufóricas saíram correndo atrás dele.

- Hora das brincadeiras. – Ele disse e sua expressão infantil que eu estava amando conhecer brincava em seu rosto.

Saímos de lá e ficamos vendo os animadores correrem pelo gramado e depois pela praia com as crianças. Os adultos começaram a beber seus drinks. Não demorou muito para a casa ir se esvaziando, os animadores se foram e Will apagou na cama com sua fantasia de vampiro.

No fim só restaram nós quarto. Jacob, eu, Amanda e Ethan, ficamos na piscina tomando ainda nossos drinks a base de frutas quando um táxi parou na frente de casa. Quase morri quando reconheci o homem que descia e marchava forte na minha direção.

Amanda deixou escapar um “E agora?”, Ethan se endireitou na cadeira e nos pediu naturalidade e quanto a Jacob...bom, ele só observava.

Brian, um homem loiro e de olhos azuis medindo lá seus 1,87 de altura, revirou com uma só mão uma mesa onde estava o que restou do bolo fazendo ela cair dentro da piscina junto com algumas cadeiras.

Estava apavorada.

-Brian o que é isso? – Ethan começou e logo levou um soco no rosto que o fez cair inconsciente.

-Brian! – Amanda gritou e correu até o marido.

Jacob se levantou e me passou para trás de seu corpo.

-Não sei quem é você, só sei que não se chega batendo, agredindo e ameaçando numa casa de família. – Jacob disse calmamente como quem fala sobre a previsão do tempo.

-Saia da minha frente seu idiota, acha que pode me enfrentar só porque temos a mesma altura? – Ele riu em deboche enquanto eu me encolhia atrás de Jacob. – , pegue sua mala e vá para o táxi agora! – Ele me ordenou .

-Ela não vai...a não ser que ela deseje ir. – Jacob disse encarando Brian de igual para igual. – E não é por sermos da mesma altura que eu estou peitando você , faço isso por que acho uns babacas, homens como você que se valem pelo tamanho para amedrontar mulheres indefesas .

-Quem você pensa que é para se meter onde não é chamado? Se não quiser terminar no chão estirado é melhor você sair do meu caminho ou nunca te disseram que em briga de marido e mulher não se mete a colher?

Senti Jacob mover dois centímetros para frente quando eu o toquei no braço e ele me olhou. Supliquei para que ele não fizesse ou dissesse nada. Minha situação já não era muito boa...

-Eu vou. – Disse contendo as lágrimas. Jacob não entendeu a minha ação pois a sua reação foi bastante visível dentro dos seus olhos amendoados, havia frustração e confusão.

-Su...- pediu a minha irmã erguendo o marido do chão. – Não faça nada que vá se arrepender depois.

-Tudo bem. – Disse emocionada, Brian fuzilava Jacob que ainda me protegia. Amanda olhava do marido zonzo sentado na cadeira para mim sem saber o que fazer, eu apenas respirei resignada e apanhei as muletas indo conformada para o táxi.

Brian deu meia volta e ficou me esperando, voltei meu olhar para minha irmã e meu cunhado que me olhavam preocupados e tensos. – Tudo bem, estou com meu celular...qualquer coisa...- Suspirei. Olhei para Jacob que estava incrédulo e sussurrei um “me desculpe” e saí.

Entrei no carro e fiquei calada. Brian me entregou um buquet de rosas vermelhas e tentou me fazer olhá-lo mais me mantive fitando o nada enquanto o carro deslizava sobre a rodovia.


POV JACOB

-O que foi isso? Quem é esse cara?

Perguntei louco da vida ao vê-la entrando no táxi indo embora com o brutamontes.

-Esse é o marido dela...ou talvez seja ex. – Ethan disse. – Ele nunca foi violento, ele sempre foi tão pacifico e...sei lá, éramos até próximos. Agora entendo por que ela quer o divórcio dele, ele me bateu! O cara que nunca matou uma barata na vida me socou!

-Espero que ele não faça nada contra ela. Eu acabo com ele! – Amanda falou com raiva. – Amor, vou pegar gelo para você .

Amanda saiu e eu me levantei angustiado, na verdade contrariado e com muito ódio dele. Como ele ousa falar alto com Su? Juro por mim mesmo que se ele fizer qualquer coisa contra ela eu mato ele.

-O que deu nela para ir com ele? Eles já brigaram assim antes? Ele teria capacidade de tocar nela? Por que eu juro que pego ele na curva...- disse com os dentes trincados andando de um lado a outro no deck da piscina.

Amanda nos surpreendeu trazendo a compressa de gelo para Ethan.

-Ele é muito calmo e pacificador, não sei o que deu nele para agir assim e sinceramente acho que essa é a primeira briga deles...ela não devia ter ido! Ele está fora de si...nem quero pensar! – Amanda esclareceu.

-Eu acabo com a raça dele! – Prometi.

-Vou tentar o celular dela. – Ethan disse e logo passou para Amanda atender.


POV

-Meu amor me perdoe se eu perdi o senso agora à pouco...é que eu não me vejo sem você na minha vida. Não me vejo sem seu amor...estamos juntos há tanto tempo que quando acordei e não te vi em casa...enlouqueci. Você não foi ao trabalho, pediu demissão, nem me disse um adeus!

Brian estava altamente vermelho e de olhos inchados quando enfim o mirei.

-Não vai falar nada? – Ele falou desesperado ganhando a atenção do taxista pelo retrovisor.

Não falei nada.

Só depois de algum tempo paramos em um hotel onde ele gostava de se hospedar quando vinha a trabalho para a Carolina do Norte.

-O que está havendo com você? Quando foi que nosso casamento deixou de ser...a nossa história para você? Eu não entendo! Semana passada estávamos na cama fazendo planos para nossa nova lua-de-mel Meu bem! E agora você deixa um bilhete dizendo um “não me procure, acabou”. Você está louco? Eu trabalho o dia todo, todos os dias para te dar o que você precisa...comprei um carro novo, montei um laboratório fotográfico dentro do nosso novo apartamento em Nova York e é assim que você me paga?

Não notei que estava chorando até que uma lágrima tocou a minha roupa. Olhei bem fundo em seus olhos azuis procurando vestígio do homem por quem me apaixonei e não o encontrei ali.

-Se eu te fiz algum mal, se eu esqueci a data do nosso aniversário, se eu te magoei de alguma forma, foi sem intenção e você sabe disso. Eu te amo , sempre te amei.

-E eu deixei de te amar no dia em que você se esqueceu de quem era.

Desci do táxi com as muletas e enquanto ele pagava a corrida entrei em outro táxi que parou em frente à entrada do hotel.

-Hey Su...! – Brian gritou batendo a porta do táxi quando me viu indo embora.

-Moço saia daqui o mais rápido possível! – Pedi e o taxista acelerou cantando o pneu no asfalto.

-Qual o endereço? – O negro forte de aparência jovem perguntou sem desviar os olhos da pista.

-Two Rivers Street , 727 . – Falei e então meu celular tocou. O rosto de Ethan piscava na tela.

-Oi. – Disse desanimada.

-Onde está? O que aconteceu?

-Estou voltando para sua casa, eu disse o que precisava...- Depois daquele momento de breve silêncio perguntei. – Mana? Eu posso morar com você?

Capítulo 5

POV JACOB

-Acho melhor você ir indo Jake...- Amanda me pediu sem jeito.

-Tudo bem. – me ouvi dizer derrotado – Qualquer coisa me avisa. – senti o sangue ferver só de pensar naquele cara fazendo qualquer maldade para ou Amanda , mais tinha que confiar em Ethan ... - Se ele ousar fazer mal a vocês me avisem.

Ethan me olhou com seus grandes olhos castanhos enquanto segurava a bolsa de gelo no rosto como quem diz “tudo bem, eu assumo a partir daqui”. Não confiei muito.

-Ao menos me liguem quando ela voltar. – disse saindo pelo gramado. Minha vontade era ficar e esperar por ela já que eu não fazia a menor idéia pra onde ela havia ido, se soubesse teria ido pessoalmente buscá-la.

Já passava das três da manhã quando Ethan telefonou dizendo que ela estava em casa e segura. Samantha resmungou ao meu lado na cama. Apenas apaguei o abajur e voltei a dormir, afinal começaria no novo emprego em algumas horas.

Às cinco da manhã me levantei e fiz todo meu ritual, às seis tomei meu café e peguei a velha estradinha de barro ladeada de árvores e flores silvestres até encontrar o asfalto que me levaria até a Wilmighton High School.

Estacionei meu Troller na vaga destinada a professores e ao descer já me deparei com pares de olhos me fitando, uns com admiração, outros com cobiça ,outros com inveja e outros com desejo, havia quem olhasse e não desse a mínima .

Fechei o carro e pendurei no meu ombro minha mochila de couro marrom, empurrei com o indicador meus óculos de sol e continuei meu caminho. Ouvi um burburinho de umas alunas eufóricas demais e entrei sem a menor cerimônia da sala dos professores onde haviam duas mulheres e o diretor do colégio.

A primeira mulher me olhou de cima a baixo com reprovação, ela aparentava ter mais de cinqüenta anos e ser muito ranzinza. A outra demonstrava ter lá seus 25 anos e já um pouco mais simpática e estritamente profissional.

-Bom dia. – falei já me apresentando. – Sou o professor Black.

-Oh sim! Estávamos à sua espera senhor Black. – me disse o diretor Reynolds.

-Estou aqui! – falei me sentando à grande mesa no centro da sala.

-No primeiro horário o senhor lidará com os alunos do primeiro ano, cuidado com o Kevin Tonks e seus amigos...eles sempre tumultuam . Às nove e quarenta e cinco você encontrará o segundo ano no pátio externo, já que eles comportam os melhores atletas da escola, o senhor trabalhará a parte física deles enquanto o nosso coach trabalhará as táticas para o campeonato inter – escolar que começa daqui a quinze dias e se o trabalho em conjunto entre vocês alcançar o campeonato estaremos indo rumo ao tri-campeonato estadual de basquete . – Senti ele jogar nas minhas costas a responsabilidade do troféu no final das contas - Sua próxima aula será após o almoço que é servido de meio dia e meia até às treze e quarenta e cinco. Até aí tudo bem senhor Black?

Assenti sem nada a comentar.

-Após almoço sua aula será com as nossas lideres de torcida. Só a parte de resistência física e musculação e por favor senhor Black seja razoável com elas . O último professor de educação física foi demitido por exigir e humilhar demais...a recepção delas poderá ser um pouco retraída ou até agressiva, então vá com calma , ok? Elas ainda não superaram o segundo lugar no acampamento nacional de líderes de torcida.

-Tudo bem. – falei e logo em seguida a cirene soou – pra que lado fica o ginásio?

Acompanhei o diretor Reynolds pelos corredores da escola ganhando atenção de alunas e professoras por onde passava.

-Aqui. – informou ele abrindo a porta da quadra poliesportiva.

Uma turma me esperava desleixadamente na arquibancada, alguns garotos se “pegavam” até que o diretor limpou a garganta ganhando o silêncio e os olhares devidos para nós.

-Bom dia primeiro ano!

Poucos responderam.

-Bom, aqui ao meu lado temos o novo professor de educação física da escola, sejam gentis e ele retribuirá. Professor a turma é toda sua.

-Bom dia turma, me chamo Jacob Black e prefiro ser chamado de professor ou de Black. Nada de intimidades comigo por que eu não vou tratar vocês por apelidos carinhosos, ok? Eu sou um cara legal e estou aqui para ajudar. Eu só tenho mais uma regra, nada de ficarem de amassos na minha aula. Já tive a idade de vocês e sei como isso acontece...não quero ser culpado caso a taxa de natalidade dessa cidade aumente. – tentei fazer graça mas tive uma resposta melhor que a do diretor.

As aulas correram bem, nada de mais.

Vez ou outra me perdia pensando em ...em como ela estaria, se estava bem e logo a imagem de Samantha me vinha na mente me fazendo perceber que eu não podia pensar nela. Eu sou um homem de palavra e eu estava comprometido com Samantha. Pelo menos a minha mente e meu coração ainda estavam.

Quando estava voltando para casa uma aluna veio correndo e acenando para mim, e essa agora? O que queria?

-Professor Black. – disse Hayley , uma loira de olhos mel. Muito bonita e popular pelo que percebi e seu sobrenome...problema!

-Olá senhorita ...desculpe, qual o seu nome mesmo? – dissimulei.

-Hayley Cast.

-Ok Cast, o que precisa?

-É que como líder das líderes de torcida tenho uns planos para ganharmos o campeonato deste ano e eu queria saber se você ...não poderia me dar aulas particulares. – disse maliciosa, sério...o que dá na cabeça dessas pirralhas?

-Claro que dou aula particular, afinal é pelo campeonato, certo? Então amanhã você e todas as líderes estejam aqui por volta das seis e meia da manhã para uma hora extra de musculação e exercícios de resistência. O que acha?

Ela titubeou e ficou completamente errada na situação.

-O que me diz?

-Er...vou falar com a equipe então. – mentiu e saiu.

Fui para casa relutante , minha vontade era de ir para casa de Ethan só para vê-la. Estava ficando desesperado em tomar conhecimento que ela havia se tornado o centro do meu mundo em tão pouco tempo. Será que comigo tinha que ser sempre assim? rápido, eficiente e certeiro? Um olhar e pronto! Me rendia ...apaixonado?

-Oi amor! – Samantha me recepcionou da varanda. – Como foi o seu dia? Aqui foi um tédio! Sabe eu tive uma idéia maravilhosa! Sabe o quarto que deveria ter sido da nossa Anne? Que tal você doar ou jogar tudo aquilo fora e montar ali o seu salão de jogos? Eu sei que você viu uma mesa de bilhar lá no centro da Cid...

-Já vai começar? Nem entrei em casa e você já está falando para eu esquecer e superar? Que isso...tudo isso é maníaco e doentio e blá blá blá. Eu sei que é, sei que não é saudável mais eu não posso me livrar de você ! ainda estou preso nisso!

-Pois eu não Jake! Eu preciso ir...você já tem quem cuide de você e você precisa cuidar dela!

-Eu estou inseguro, Samantha! Confuso!

-Mais não precisa! O meu amor vai cuidar de você e depois quando ela vier...você não está mais perdido amor, você só não se deu conta disso.

-Sam...me deixa!

Entrei transtornado em casa, tomei um banho, preparei o jantar e Samantha ainda me olhava ora com uma expressão cheia de birra ora cheia de sorrisos bobos .

Decidi deixar tudo como está, discutir com “aquilo” não era bom para minha sanidade. Bom mesmo era um bom drink ou muitos deles.

A semana voou , tentei manter minhas discussões com Samantha longe e quanto mais longe da minha mente Samantha ficava mais próximo estava...e o que me deixava ansioso, ela estava se instalando dentro do meu coração.

Seu perfume ficou impregnado em mim, seu sorriso era a primeira imagem que vinha na minha mente quando acordava e a sensação de tê-la em meus braços, mesmo que em breves momentos e o toque dos seus lábios...ah! cheguei a sonhar com isso todas as noites desde aquele fatídico domingo.

Sexta-feira , nada mais para fazer a não ser ir para um bar , jogar sinuca por lá, ouvir música...quem sabe eu não conseguiria parar de pensar nela?

Sentado no bar com uma cerveja na mão encarei o fundo da garrafa totalmente alheio as pessoas ao redor que ouviam uma garota no palco com o violão na mão.

-Cheio da vida? – uma alucinação me falou. – É acho que sim. – ela continuou e para o nó que se formou na minha garganta era ela. A desprotegida .

-Oi – disse tentando esconder a empolgação na minha voz.

-Oi. – ela disse – Chad, me dá uma cerveja também.

-Você não devia beber. – falei sem olhá-la, ainda encarando minha garrafa.

-E quem vai me impedir? Você? – ela riu e brindou.

-Como está sua perna? – perguntei quando não vi mais o gesso.

-Sarada. Talvez umas sessões de fisioterapia e tudo bem.

Silêncio...

-Er...- falamos juntos e ela riu – fale. – ela me disse.

-Não, damas primeiro.

-Tá. Eu queria pedir desculpas pelo domingo.

-Ele te machucou? – dei um gole na cerveja.

-Não.

-Se ele fizer isso me diga que eu acabo com a raça dele.

-Não será necessário.

Nessa hora o celular dele vibrou no balcão.
Era ele.

-Não vai atender?

-Não, já dei o meu recado para ele.

-O que ele te fez para você fugir desse jeito?

-Acabou o amor. – disse com a voz trêmula . – Eu só...eu só...

Ela castigou seu cabelo solto que tocava-lhe no meio das costas, seus olhos marejados, toquei sua mão para que ela soubesse que não precisa sofrer.

O celular começou a se tornar insuportável. Recebeu mensagens e ligações por vinte minutos seguidos.

-Acho melhor você atender e dispensá-lo de uma vez. Ele não vai parar. – disse mais minha vontade mesmo era quebrar o aparelho ao meio e tirar ela dali.

-Você está certo.

Ela pegou o celular e o atendeu com violência.

-Alô...eu não quero mais nada com você Brian, acabou! É o fim dessa história!...Nunca houve outro, seu idiota, como ousa insinuar? Quero o divórcio e você sabe disso, é isso o que eu quero! – ela gritou jogando o aparelho longe o fazendo em pedaços.

Ela se largou em prantos ao meu lado e toda a minha máscara de indiferença caiu. A abracei enquanto ela soluçava no meu peito.

Eu queria matar aquele desgraçado por fazer isso com ela. A minha pequena indefesa estava quebrada. E a agonia de não poder tirar essa angústia dela me sufocando. Só queria vê-la rir ou até mesmo vê-la implicar comigo ou ser grossa...

-Então, acha mesmo que vai sair assim sem me explicar onde foi que eu errei?

Ouvimos alguém dizer e para infelicidade dele eu não estava disposto a ser gentil.

-Brian vá embora! – ela gritou se pondo de pé.

-Não sem você me falar desde quando eu não sou o único homem na tua cama, quantas vezes foi desse aí? – O miserável disse fazendo ela jogar cerveja na cara dele. Prontamente me pus no caminho dela para protegê-la.

-Canalha estúpido! Como ousa falar algo dessa natureza dela? – cuspi. O bartender pulou o balcão encarando ele e mostrando a saída apenas com o olhar.

-Não se metam! – ele esbravejou contra nós dois. – E você volta para casa comigo sua estúpida!

Quando o vi puxar a minha com toda a força machucando seu pulso perdi o juízo. O bartender pegou uma arma atrás do balcão e apontou para ele.

-Cai fora!

-Não sem minha mulher! – ele a puxou a fazendo cair e machucar novamente o tornozelo recém cicatrizado.

Passei uma rasteira o fazendo cair com violência no chão e não perdi tempo em golpeá-lo. Um homem que jogava sinuca me segurou com força, já que minha visão estava turva de ódio, mulheres corriam e gritava por socorro.

“Calma rapaz” alguém que me segurou disse. Vi uma mulher ajudar a minha pequena se levantar e no meio da nossa distração Brian se levantou e projetou para frente todo o seu corpo contra mim fazendo com que uma dor me atingisse em cheio, o homem que me segurava caiu machucado, já que suas costelas amorteceram todo o impacto contra o balcão.

Ouvimos um tiro e todos pararam até de respirar.

-Eu falei cai fora ô grandalhão! Agora! – o bartender disse e Brian saiu contrariado. Não antes de ameaçar que chorava abraçada a mulher que havia ajudado.

Corri desesperado até ela e me abaixei para abraçá-la forte. O calor de nossos corpos passando de um para o outro. Seu coração batia a mil e ela soluçava e chorava ao mesmo tempo me deixando perdido.

-Calma...eu não vou te abandonar ! Shh...já passou, ele se foi.

-N-n-não vai Jake! Por favor...- me pediu num fio de voz que cortou a minha alma em duas.

-Vamos embora daqui. – a levantei e a abracei mostrando que comigo ela estava segura. – Manda o prejuízo para mim que eu pago. – falei para o bartender.

-Só leve ela daqui e você não me deve nada novato. ...fica bem, ok?

Ela assentiu e saímos.

-Vem vou te levar para minha casa.

-Não posso ...Amanda...

-Vai ser pior você chegar nervosa assim, ela vai surtar. Vem comigo...por favor? – implorei desejando poder proteger ela nesta noite.

Assim que parei o carro em frente a casa, desci e abri a sua porta, ajudando-a a descer . Ela tremia de frio, ela não estava acostumada ao frio do topo da montanha já que morava na praia, na parte baixa da cidade.

Segurei sua mão pela primeira vez entrelaçando nossos dedos, saboreei todo o prazer que aquele simples contato me causou. Beijei sua mão antes de entrar em casa, ela me fitou ruborizada e sorriu timidamente , aquilo foi perfeito para mim.

-Vem. – disse e ela entrou.

-Eu preciso lavar o rosto Jake..er...desculpe, Jacob.

-Não tem problema em me chamar de Jake, tudo bem. Vou pegar alguma roupa que sirva em você.

Fui para o quarto e procurei uma roupa que servisse. Mais tudo que eu tinha eram as minhas roupas e de Samantha...céus, Samantha! Não havia pensado nela.

Mais estranhamente ela não estava em casa e eu sabia que ela não voltaria tão cedo. Suspirei.

Peguei uma camisa minha. Ia ficar enorme , pelo menos ela estaria segura contra o frio.

Voltei para sala e ela estava lá observando as fotos de La Push de braços cruzados , sentindo frio.

-Vou preparar um chocolate quente para gente, tudo bem?

-Claro.

-Use essa camisa de lã. – joguei e ela pegou no ar.

Fui para cozinha, preparei um lanche e quando voltei ela estava cochilando no meu sofá. Sorri com a cena. Ela toda enrolada dentro do meu casaco mais parecendo um caracol.

Puxei uma mesinha de centro com cuidado para perto dela e me sentei no chão. Fiquei ali observando seu rosto perfeito e de traços marcantes. Ela parecia estar sonhando pois sua boca murmurava palavras inteligíveis e na sua testa , uma linha entre as sobrancelhas.

Queria ficar ali vendo-a dormir...mais ela precisava curar o susto. A acordei com um beijo na testa me embebedando em seu perfume.

- ?

-Han?

-Tá pronto, levante-se.

-Ok Jake.

Ouvi-la sussurrar meu nome me fez acordar para a vida. Foi prazeroso ouvir meu nome ser pronunciado numa voz tão rouca e sexy...queria que fosse de um outro modo que ela sussurrasse meu nome baixinho no meu ouvido.

Não resisti ao impulso de chegar mais perto até encontrar sua orelha, coloquei uma mexa de cabelo por trás do ouvido e falei baixinho no mesmo tom que ela estava usando.

-Vai esfriar querida.

-Obrigada – ela disse de olhos fechados, não sabia se ela estava dormindo ou se ela tinha consciência que eu estava tão perto .

-Você é o anjo que Deus mandou para mim ...


Capítulo 6

POV JACOB

Ainda de olhos fechados ela permaneceu e eu desisti de querer acordá-la , o chocolate já estava morno e eu ainda sentado no chão ao seu lado .

Levantei para fechar as janelas e apagar as luzes da casa. reclamou de alguma coisa e se encolheu ainda mais no sofá, eu apenas sorri e continuei a fechar as portas e janelas.

Lavei a louça e abri o armário para pegar uma garrafa nova de whisky , abri a garrafa e me servi um pouco. Quando ia dar o primeiro gole olhei para a sala onde estava deitada. Balancei a cabeça em reprovação e joguei todo o conteúdo do copo fora jogando a garrafa no lixo.

Talvez eu me arrependesse de ter feito isso...talvez não, só depois saberia.

continuou a reclamar enquanto dormia, então achei por bem carregá-la para meu quarto. Cuidadosamente a peguei no colo e ela se aninhou no meu peito . Eu estava feliz. Por que ? não sabia.

Chutei a porta para que ela abrisse , acendi a luz e a deitei na cama. Deixei a luz baixa e fui até meu closet pegar uma coberta limpa. A cobri retirando seus sapatos , fechei as cortinas e me sentei numa cadeira ao lado da cama.

Foi mais forte que eu tocar em seu rosto e quando a toquei ela sorriu. Sua mão estava fechada em punho , como se estivesse pronta para reagir, peguei com cuidado para ela não acordar e fiquei a segurando com a minha mão até que o sono me derrubou de jeito e eu apaguei na cadeira.

[...]

Acordei muito cedo como de costume e não a vi no meu quarto, ao meu lado, eu não podia ter sonhado com aquilo. Sua mão na minha era a ultima lembrança da noite passada.

Levantei e a procurei no meu banheiro, corri para a sala e não a vi, mais o cheiro de café sendo coado invadiu minhas narinas. Cheguei na cozinha e lá estava ela , de costas para mim, fazendo torradas e ovos.

Me encostei no batente da porta e fiquei com um sorriso idiota me entregando. Ela pegou um prato no armário e virou para colocar na mesa . Deu um tremendo grito assustada quando me viu , me assustando também.

-Ai Jacob!

-Desculpe...- ri abertamente – não quis te assustar. É que está tão cedo para você está de pé e eu te achei tão linda preparando o café da manhã que...
Parei de súbito no que estava falando, eu iria deixar transparecer que estava ficando gamado nela?

-Dormiu bem? – perguntei estrategicamente.

-Sim e obrigada por ontem, por me proteger, por me dá onde dormir. - Ela disse fitando a mesa.

-Você é especial ...é minha obrigação te proteger.

Mais o que diabos está acontecendo comigo? - Pensei.

-Você acordou cedo Jacob. – ela apontou.

-Sim, todos os dias sempre na mesma hora. – me sentei à mesa já me servindo enquanto ela se sentava também. – Mais e você? Porque tão cedo?

-Não costumo levantar antes das 06: 00 horas da manhã...mais aí tive um pesadelo e me acordei. Devia está mesmo assustada , vi que eu estava segurando a sua mão e bom... você dormiu na cadeira...achei que devia me redimir. – apontou para mesa.

Ela achava mesmo que ela tinha segurado a minha mão enquanto dormia?

-Eu ia pedir um táxi mais você acordou cedo...e estragou a surpresa do café da manhã e me pegou no pulo. – ela falou com uma cara divertida. Ela ia mesmo sair daqui sem me avisar?

-Esse final de semana você é minha! – falei mais rápido que pude processar a idéia . Não podia ficar longe dela e nem queria.

-Como é que é? – ela perguntou arqueando a sobrancelha.

-Digo, você será a minha responsabilidade. Vou cuidar de você , vamos nos divertir...e...er...claro, se você quiser ficar comigo também. Tenho filmes , baralho, karaokê...vai , vai ser divertido e você precisa se distrair.

-Hum...eu topo! – ela respondeu dando uma mordida na torrada.

-Ok! – respondi entusiasmado. – Você não toma café? Tem suco na geladeira. – ofereci.

-Cafeína me deixa elétrica . – riu – como se eu precisasse dela para ficar acesa até tarde. – deu de ombros .

-Então o que fazer primeiro? – quis saber.

-Preciso avisar para Amanda que estou aqui e pegar roupas. Ou você acha que eu vou usar as suas? – falou divertindo-se.

-Olha você até que fica bem com estas aí – apontei dando um gole final no meu café .

-Bobo!

Terminamos nosso café , enquanto retirava a mesa eu lavava a louça.

-Jacob...posso ouvir música? – ela perguntou me olhando desconfiada. – é que eu só consigo trabalhar com música.

-Claro, os cd´s e dvd´s estão na prateleira da sala .

Ela saiu para escolher os cd´s eu me vi parado olhando para o prato nas minhas mãos...não ouço música em casa desde...como faz isso? Desfaz meus nós sem o menor esforço.

- Você ouve Michael Bublé?

me perguntou saltitante .

-Não. Quero dizer, eu ganhei esse cd.

-Ah – ela soltou, acho que não a convenci muito.

Flash back on...

-Jake! Olha o que eu comprei! – Samantha disse se pendurando no meu pescoço.

-Como eu posso ver o que é se a minha mulher não me mostra?

-Um cd com as melhores músicas do Michael!

-Jackson? – arqueei a sobrancelha.

-Bublé, Jake! Michael Bublé!

-Ah...

-Vou colocar a nossa música. You and I.

Minhas esposa colocou a tal faixa para tocar e me tirou para dançar no ritmo suave daquela música que ela havia intitulado como nossa.

Flash back off...

-Jake?

A voz de me fez voltar para realidade.

-Oi.

-Tá bem?

-Tô sim. Só viajei nos pensamentos agora. – sorri fraco para ela. A melodia começou a tocar baixinho e eu logo reconheci a música. Tinha que ser a mesma?

-Eu amo essa música. – ela falou casualmente enxugando a louça.

-Hum. – o que mais eu poderia dizer?.

Depois de tudo arrumado fomos para a sala, ela parecia eufórica para me perguntar sobre as fotos na estante , mais ela se conteve. Peguei o baralho e coloquei na mesa de centro.

-Que tal uma aposta?

-Adoro apostas! – ela respondeu confiante.

-Melhor de três , se eu ganhar quero que você ...faça o que eu quiser e se for o contrario viro seu escravo. Topa?

-Opa, topado!

Deu trabalho vencê-la mais no fim eu consegui.

-Ok, achei um adversário a minha altura! – disse me cumprimentando. – o que quer que eu faça?

-Por enquanto nada.

Ela me olhou desconfiada mais desviou novamente para as fotos.

-Jacob...quem são as pessoas nas fotos?

Sabia que ela estava louca para saber.

-Aquela foto ali foi tirada a uns 6 anos, são meus amigos. Sam, Paul, Jared, Quil, Seth e Embry. Nós estávamos acampando nas terras da nossa tribo. As outras fotos são das minhas irmãs com meu pai, Emily e Leah que são minhas amigas, aquela garota pulando do penhasco comigo é a Bella e o cara branquelo com cara de quem comeu e não gostou é o marido dela. Já estas fotos minhas em praias ensolaradas foram na Califórnia, elas tem 3 anos.

-Você morava na Califórnia?

-Sim.

-E por que veio para cá? Digo, se você morava na praia por que se isolou no topo da montanha ao invés de comprar uma casa nas praias daqui?

Senti um nó se formar na minha garganta, ela notou.

-Esquece, não quis ser intrometida.

-Tudo bem, me fala de você . Onde nasceu, onde estudou, onde mora...

Continuávamos deitados no meu carpete um ao lado do outro. Meus pés no sofá e os dela também.

-Sim senhor – prestou continência me fazendo rir – eu cresci aqui, estudei aqui e ao invés de ir para faculdade...conheci Brian, nos casamos e fomos para Flórida e desde então eu moro lá.

Tratei logo de mudar de assunto assim notei que ela ficou incomodada e vê-la triste não estava nos meus planos. A tarde voou. Nos divertimos como nunca antes em nossas vidas.

-Quer ir ver o pôr do sol lá na praia? – sugeri levemente extasiado e ela assentiu sorridente fazendo com que mais uma calota de gelo que havia em mim se derretesse.

Ela pegou suas coisas e veio até mim com seu jeito alegre e radiante, ela tinha razão em não tomar cafeína. Ri mentalmente com meu comentário.

-Senhorita? – abri a porta do meu carro para ela.

A ajudei a subir e logo eu estava me prendendo ao cinto.

-Posso indicar um lugar que talvez você não conheça? – eu a olhei de canto de olho e a vi fazendo biquinho...como resistir? Eu já estava rendido à ela.

-Tudo bem.

-Pega a rodovia velha e vai até o quilometro 30, quase ninguém vai lá e é um dos meus lugares favoritos. Claro sem contar com o centro da cidade que fica a beira mar e as pontes daqui.

-Você que manda, neném.

-Neném? Essa foi horrível Jake! – ela disse naturalmente e quando a olhei sério ela emendou - Ops...Jacob.

Chegamos ao tal lugar e era realmente inacreditável . O lugar era um semi circulo perfeito, atrás de nós um paredão rochoso.

Estendi a toalha com uma pequena cesta com frutas e corri para o mar.

-Quem chegar por ultimo vai levar um caldo! – gritei e ela saiu resmungando injustiça. Larguei minha camiseta na areia junto com o sapato. A água era morna e não havia tantas ondas , deduzi ser este o motivo da praia não ser tão freqüentada.

-Assim não vale! – ela resmungou se jogando nas minhas costas.

De imediato a trouxe para minha frente, seus braços ainda envolviam meu pescoço e suas pernas a minha cintura. A vi corar rapidamente , nossos corações acelerarem de ansiedade pelo que viria a seguir.

-Er...meu tornozelo ainda não está bom Jacob. – ela disse se soltando de mim.

-O pôr do sol aqui é lindo. – apontei ao ver a enorme bola de fogo tocando lá no horizonte o mar afim de mudar de assunto.

-É sim. – ela disse saindo da água.

Dei o tempo que precisava para “relaxar” os ânimos e só então fui ao seu encontro. Ela estava acendendo uma pequena fogueira. Ficamos em silêncio até ela pedir para irmos embora – o que eu não queria.

-Estou com frio Jacob.

-Eu posso te aquecer...

Eu fui até ela e a abracei forte por trás com ela sentada no meio das minhas pernas .

-O lugar é tão lindo, a lua está iluminando o mar, somos só você e eu. Vamos curtir. – falei baixo em seu ouvido.

-Eu tenho medo de onde isso possa nos levar Jacob. – ela sussurrou. – se começarmos não vamos conseguir parar.

-E quem disse que eu quero parar ? – disse e depois beijei seu pescoço.

-Jacob...meu coração está fechado para o amor. Não posso me envolver com você mais do que já estou, não enquanto Brian existir na minha vida, sabe? Ele mudou muito e me machucou. Agora tenho medo de me envolver com alguém, mesmo que seja você .

-Eu entendo...mais acho que mereço uma chance . – disse mordendo o lóbulo de sua orelha. Ela se arrepiou toda amolecendo um pouco.

-Jacob, vamos apenas curtir o som do mar, o momento. Eu preciso superar a dor, as promessas e todos os desenganos. Vamos tentar ser amigos e depois...

-Shhh, tudo bem.

A abracei mais forte fazendo com que ela relaxasse, a luz da lua enfeitando o cenário e as labaredas aquecendo nossos corpos. Eu sabia que tinha algo acontecendo...eu não estava me deixando ser envolvido na situação, ela também estava sentindo a atração, o carinho e só Deus sabe lá o que mais.

Era mútuo e sincero o que estávamos sentindo, pela primeira vez não senti remorso por não pensar em Samantha, não era a minha mulher que eu desejava possuir...era . A olhei bem nos olhos e sua reação me deixou mais aceso.

Suas mãos apertaram os músculos dos meus braços de uma forma carinhosa e quando dei por mim estávamos entregue em um beijo tranqüilo e profundo. Me deitei sobre seu corpo e ela gemeu sob meu toque. O beijo ganhou urgência e nossos corpos pegaram fogo. Era inevitável .

apertava minha nuca me trazendo para mais próximo , sua língua brincava com a minha. Me afastei o suficiente para olhá-la , ela estava ofegante. Abri os primeiros botões da sua blusa enquanto mordia a sua orelha.

-Ai Jacob...- ela gemeu.

Voltei a mordiscar seu pescoço e logo depois beijos quentes, fui descendo até encontrar o feixe do sutiã rendado. Com um simples toque o abri expondo-a para mim.

-Você é tão linda. – A peguei no colo fazendo-a sentar em meu quadril. Seus lábios deixavam marcas por onde ela beijava e mordia em meu corpo. Ninguém agia mais com racionalidade, apenas com desejo que um sentia pelo outro. Eu não me sentia assim a muito tempo.

Continuamos a nos beijar com intensidade, meu “amigo” estava para lá de pronto , a deitei novamente na areia e retirei sua calça jeans.

-Vem Jake.

Era tudo o que eu precisava. Me livrei da calça e beijei seu queixo e fui descendo para seu colo, seus seios , seu umbigo e mordi seu ventre fazendo soltar um gemido.

-Jake ...não me torture mais! – ela pediu.

Então a penetrei devagar e pela expressão dela eu não havia a machucado. Coisa que eu não me perdoaria se tivesse feito. Comecei meu ritmo dentro dela e a senti-la ao meu redor era inacreditável. Como se meu lugar agora fosse ali. Seu quadril procurou mais contato, ela movia-se comigo, entre beijos, bombadas e fricção senti que estávamos chegando lá.

mordeu meu lábio e depois me beijou.

-Mais forte Jake, mais forte! – ela pediu e eu fiz, bombei mais forte dentro dela e por segundos parei deslizando meu membro para fora, sua mão encontrou novamente minha nuca e então ela gritou um “agora” bem sonoro e eu a penetrei com muita força a fazendo ter um espasmo surpreendente, mais não parei com o meu vai e vem dentro dela. Não enquanto não a fizesse sentir mais um orgasmo.

Estávamos suados e ofegantes , mantivemos nosso movimento , eu bombava cada vez mais forte até sentir que havia chegado no fundo, suas mãos deslizaram pelas minhas costas me arranhando. Senti que estávamos perto novamente de sentir o ponto máximo daquela loucura, fechou os olhos e seu corpo estremeceu no ápice e meu corpo junto ao dela.

Não consegui sair de dentro dela. Não tinha mais forças. Respirei fundo e colei meus lábios nos dela, ficando assim, de lhos fechados, procurando estabelecer nossas respirações.

-Meu Deus! – disse sem graça para logo em seguida me dar um selinho. – Isso foi perfeito! – disse ofegante.

-E você com esse papo de sermos só amigos – ri enquanto a beijava – Não podemos ser só amigos morena. Amigos não fazem o que acabamos de fazer.

se aninhou em meu peito, sua mão fazendo carinho enquanto a minha alisava seu corpo curvilíneo.

-Você agora é minha , minha garota, minha morena!

Disse antes de fechar os olhos .

Capítulo 9
Pov Jacob

Na manhã seguinte fui trabalhar com uma estranha sensação de vazio. Eu sabia que tinha feito algo de errado ou dito algo de forma errada para , só isso explicaria a reação dela, me afastando, indo embora.

Hoje comecei pegando pesado com os exercícios físicos. Acho que eu estava com tanta raiva de mim que descontei nas aulas ou melhor, nos alunos.

E cada vez que pensava nela longe de mim ou nas minhas besteiras , nas minhas alucinações com mais raiva ficava de mim e mais eu extravasava no treinamento físico dos alunos . E assim os dias foram se passando, ela não me telefonava e eu não tinha coragem de ir atrás dela.
[...]
Duas semanas se passaram desde que ela foi para a Flórida e desde então fazem duas semanas que não paro de pensar nela. De sentir seu corpo perto do meu, da sua voz e até das confusões que me meto por causa dela estava sentindo falta.

-Hey, professor! – um aluno veio correndo o máximo que podia, o coitado estava vermelho e muito ofegante.

-O que houve Matthew Donovan ? – perguntei enquanto recolhia o resto do material que usei na aula.

-Eu só queria saber ...- ele disse com muito esforço antes de voltar a falar – se todas as aulas serão assim.

-Assim como? – perguntei pegando uma bola de basquete que estava fora do suporte.

-Pesada. Sério...estou morto!

-Peguei pesado, não foi?

-Sim, só um pouco nos últimos quinze dias. – respondeu rindo.

-Desculpe, estou com a cabeça fora de órbita . – disse e arremessei a bola no garrafão.

-Somos dois. – Matthew pegou a bola e arremessou também, logo já estávamos jogando um mano a mano.

-Qual o problema?

-Pressão.

-Pressão? – repeti.

-Sim, o treinador está fazendo a gente treinar quase cinco horas após o horário de aula todos os dias, tem essa questão dos olheiros que estão vindo ver o campeonato e eu tenho que me superar para agradar aos meus pais, saca?

-Saquei.

-Além disso tenho que melhorar minhas notas esse ano se eu quiser permanecer no time.

-Posso te ajudar se quiser...mais só tem uma coisa que você não mencionou .

-E o que seria então?

-Garotas. Fala aí, qual o nome dela?

-Ah sério? Tá tão na cara assim professor?

-Um cara quando vem desabafar com outro só pode ter mulher no meio. – disse rindo sem graça.

-Tiffy.

-Tiffy?

-Tiffany . Das líderes de torcida, a ruivinha.

-Wow , ela é muito bonita, parabéns . Qual foi o rolo?

-A gente ficou nas férias e eu achei que a coisa toda ia engrenar mais aí eu descobri que ela tem um ex namorado grudento que fica cercando ela.

-Sei exatamente como é isso.

-Ela não quer me dar uma chance porque tem medo dele, mesmo dizendo que eu enfrentaria ele por ela, ela não concordou e está me afastando.

-Como eu disse...sei exatamente como é isso. Imagine você está ligado eternamente a uma garota, você a ama mais que tudo, por ela você mudou toda a sua vida, você abandonou sua família. Agora imagine que algo de muito ruim acontece a vocês dois e sua vida vira um inferno e você está sem a sua garota agora. Agora imagine que no meio de todo esse carnaval de altos e baixos você conhece uma outra garota que precisa de você assim como você precisa dela. Mais ela tem um ex-marido que a cerca e ela te afasta mais depois puxa de volta e eu nem sei o que eu fiz ou disse para ela ir embora. E quando olho em volta e não vejo nem uma nem a outra...

-Caraca velho, o senhor está muito ferrado.
-Eu sei. – admiti sentando no chão da quadra.

-Isso pode ficar entre nós? – ele perguntou.

-Só se você guardar o que te falei só para você ...topa?

-Topado.

-Beleza. Amanhã falarei com o coach sobre esse lance de pressão e tal , prometo pegar leve nos exercícios , ok?

-Ok. E professor?

-Oi.

-Boa sorte.

-Valeu.

Ele saiu e eu fiquei ali perdido no meu mundo até notar que não adiantava nada ficar ali sentado.

Enquanto voltava para casa liguei o som do carro e deixei a música me acalmar. Eu precisava de paz.

Ao chegar tomei um longo banho revivendo cada momento que vivi com . Como tudo correu muito rápido entre nós e agora eu me sentia perdido sem ela, como se ela estivesse escapando por entre meus dedos.

-Não posso já está apaixonado, não assim, tão rápido. – falei me largando na cama do jeito que saí do chuveiro.

Adormeci e sonhei com ela. vinha caminhando e usava um vestido simples e que valorizava seu corpo. Eu sentia seu cheiro de longe . Ela sorria fraco e quando pude notar, vi que ela estava chorando, meu coração se apertou no peito .

Abri meus braços para recebê-la em um abraço só para não vê-la mais chorar e quando senti seu corpo contra o meu ela se desfez um uma nuvem de fumaça. A procurei atordoado e não a vi.

-Tic tac ...tic tac – uma voz feminina e muito conhecida me disse.

Olhei para Samantha que sorriu e também se desfez em uma cortina de fumaça.

Acordei com o celular tocando.

-Alô? – disse apressado com o coração na mão.

-Jake?

-Sou eu . Quem é?

-Ethan.

Quase pulei da cama no susto.

-Oi cara o que houve? Está tudo bem? Aconteceu alguma coisa com o Will ou ?

-Calma ! – ele respondeu rindo. – até onde sei todos estão bem, Eu liguei para saber de você meu amigo.

Suspirei antes de falar – Eu estou tentando viver, sabe como é.

-Samantha ainda?

-Também, não consigo esquecer ela. Por outro lado... mexeu comigo e eu me sinto tão canalha com relação a Sam, como se fosse errado me apaixonar de novo.

-Mais você sabe que não é, não sabe? Sam é passado. Só te peço para ser cuidadoso com minha cunhada, ela está muito gamada em você e sua fama não ajuda muito.

-Eu imagino.

-Ela não pode ser só mais uma para esquentar a tua cama para depois você a mandar pular fora.

-Eu não a vejo assim, ela é diferente de todas as outras com quem saí depois de Samantha. Não é só sexo e baby, bye bye bye. É por isso que ando tão confuso.

-Só se cuida irmão, não quero ver você sumir de novo.

-Não vou.

-Certo. Sabe que dia é hoje não sabe? Então ligue para seu velho.
-Farei isso.

Desliguei e voltei a encarar o celular. Seis e meia da manhã, como perdi a hora desse jeito?

Telefonei para La Push e Rachel atendeu no segundo toque.

-Sim?

-Gostaria de falar com o velho da casa.

-Jake? É você mesmo? Meu Deus! PAI! – Ela gritou – Jacob meu irmão sinto sua falta sabia? Todos nós sentimos! Você não esteve aqui no meu casamento e você nem ao me nos sabe que vai ser titio! Eu to grávida! – ela disse entusiasmada e logo se calou. – Descul...

-Meus parabéns! Você e o Paul merecem . –minha cabeça girou.

-Papai chegou.

-Ok.

-Jake? – a voz firme do meu pai disse no outro lado da linha.

-Sim pai, sou eu. Liguei para dar meus parabéns pelo seu aniversário.

-Obrigado filho. Como você está? Desde que Samantha...

-Estou bem, não moro mais na Califórnia estou na Carolina do Norte , sou professor aqui, minha casa é linda e pequena no melhor estilo das casas da reserva, só um pouco mais sofisticada...sabe como é, não é? – disse rindo.

-Sei bem. Er...filho, você não quer passar esse fim de semana aqui? Sua irmã sente muito a sua falta, todos sentimos, até Edward sente sua falta. Acredite se quiser!

-Não sei pai, depois de tudo o que eu disse e fiz...

-Se eu sou quem deveria está magoado com você , não estou, então...problema de quem quiser apontar o dedo.

-Tudo bem pai, vou pegar o primeiro vôo . – era tão bom me sentir parte deles de novo, arte de alguma coisa, de uma família.

Me despedi do meu velho e comecei a arrumar uma bolsa de viagem, coloquei uma roupa mais apropriada e telefonei para o aeroporto.

-“...Hoje é aniversário do meu pai, ele está velho e quer ver todos os filhos reunidos moça. Por favor veja o que a senhora pode fazer por mim, qualquer encaixe já vale. Não quero ficar com peso na consciência. – disse fazendo maior teatro para conseguir uma passagem de ultima hora.

-Senhor o máximo que posso fazer pelo senhor é uma poltrona na área econômica em um vôo que parte ás 10:00 horas, vale lembrar que esse vôo tem escala em duas cidades antes de pousar em Seattle e de lá parte um jatinho de aluguel para o aeroporto de Forks ou se preferir pagando pouco mais ele te deixará no pequeno aeroporto de La Push. – ela disse.

-Tudo bem, é pegar ou largar e eu pego. Preciso ver meu pai...

Tomei meu café tranquilamente , peguei meu carro, joguei minha bolsa no banco traseiro e segui para o centro da cidade.

Estacionei meu Troller no centro portuário e saí em busca de um presente para meu pai, para minha irmã e conseqüentemente para o bebê , Paul e todos os meus amigos .

-Jake? – Amanda chamou. – Qual a emergência? – ela disse rindo da minha cara.

-Presente para grávida! Eu não sei o que comprar pra Rachel...são tantas coisinhas para bebê que eu nem sei o que levar!

-Eu não sabia que Rachel estava grávida.

-É. Nem eu. – respondi pegando os objetos e roupinhas para bebê que ela me passava.

Ela ficou em silêncio enquanto eu escolhia, o silêncio estava totalmente voltado para o meu passado . E o nó se formando na minha garganta, a saudade batendo forte.

-Você está bem? – ela me perguntou.

-Sim – respondi mostrando a ela o que tinha escolhido para o bebê.

-E quanto a você e minha irmã? É sério ou é casual?

-É complicado. Além do mais Samantha...sabe esquece isso! É difícil e é errado.

-Não fique assim e não faça minha irmã de boba ela gosta mesmo de você .

-E você acha que eu não gosto dela? Está rápido de mais e eu não sei se posso! Samantha ainda vive em mim, cada vez que acordo ou que respiro...sei lá, não me parece certo. Eu sou um canalha Amanda.

-Claro que não é!

-Sou sim! Estou traindo a minha mulher!

-Jake! Já se ouviu falando? Isso é loucura! Samantha nem está mais aqui!

-Por favor Amanda!

-Jake...- a interrompi.

-Me deixa resolver sozinho!

Peguei os novos objetos que ela trazia nas mãos e saí pisando forte completamente transtornado , eu não tinha certeza de mais nada. Amava minha esposa e tudo o que vivemos e como vivemos juntos mais agora ela se foi – ou não - e não é mais minha. Por que tinha que aparecer e bagunçar tudo?

Deixei Amanda no trabalho e não falamos mais nada.

Comprei os presentes para meus amigos e para a minha família. Dirigi para o aeroporto e estacionei, paguei uma taxa de duas pernoites no estacionamento .

Minha cabeça girava em torno da minha vida mais decidi que o certo seria esquecer por um final de semana tudo aquilo.

O vôo correu tranquilamente e quanto mais próximo eu ficava da casa do meu pai mais meu coração se alegrava e também se agitava sem saber o que esperar dele, dos meus amigos, se seria perdoado pela minha mudança brusca, se eles haviam percebido que Samantha não tinha culpa de nada.

Ao seguir pelo corredor de desembarque avistei o velho Billy Black em sua cadeira de rodas, seu chapéu , um tradicional casaco de frio bordado , seu rosto marcado com rugas, quase senti ódio de mim mesmo por não estar perto dele como queria.

Quando seus olhos me fitaram surgiu um sorriso que atenuou a sombra e tristeza que pareciam habitar nele, foi inevitável sorri e chorar ao vê-lo daquele jeito.

Larguei tudo pelo caminho e me ajoelhei para que ficássemos na mesma altura.

-Pai, me perdoa? Me perdoa por ter sido tão impulsivo e cabeça dura? – disse já chorando.

-Me perdoe você Jacob por ter te forçado a fazer algo que você não queria, por te culpado Samantha e implicado tanto com ela! Me sinto tão mal por tudo! – ele respondeu chorando também, só foi aí que notei que tínhamos platéia e entre eles, Paul e Rachel.

-Bem vindo irmão! –Paul disse me oferecendo a mão.

Aceitei e um sorriso largo surgiu no meu rosto. Nos abraçamos forte e logo ele começou a me dar pequenos socos.

-Ah cara você faz falta na reserva! – ele disse bagunçando meu cabelo.

-Também senti falta.

-Meu caçula não vai me dar um abraço? – Rachel falou segurando seu ventre bastante volumoso.

-Nossa! Você está enorme!

-Estou tão gorda assim? – ela se apressou a perguntar olhando para si.

-Ok Jake ! valeu ! agora ela vai ficar encucada. – Paul disse revirando os olhos.

-Você está linda Rachel! – falei dando um abraço apertado.

-Você cresceu, está mais maduro. – ela disse me apertando ainda mais – está diferente.

-Eu sei – disse me afastando dela para sentir com a palma da minha mão a sua barriga.

-É um menino. – Meu pai disse orgulhoso.

-Mais um Black no mundo! – disse feliz por eles.

-Black? – Paul falou com falsa ironia – Black nada ele é um belo de um Walker.

-E você sempre um idiota né Paul? – perguntei rindo da cena.

-Parem vocês dois! – minha irmã reclamou. – vamos embora, La Push te espera maninho!

-Claro. – respondi abaixando para pegar minhas malas que estavam no chão. Quando subi minhas vistas vi Samantha parada acenando e sorrindo para mim. Pisquei várias vezes para ter certeza que era ela mais ela não estava mais lá.

-...Jake? – meu pai falou – está me ouvindo?

-Han? O quê? – perguntei focando na conversa.

-Onde está sua cabeça? – eu parei tanto no tempo assim? – me ajude com a cadeira. Ou você acha que eu aprendi a voar? – o velho resmungou e depois riu – é , você não mudou muita coisa.

-Continua o mesmo distraído de sempre. – Paul falou.

Entramos no carro e seguimos para La Push.

-E então filho, alguma novidade para nós? – o velho Billy Black perguntou quebrando o silêncio.

-Defina novidade – falei já sabendo o que ele realmente queria saber.

-Ô Jake! Ele quer saber de garotas meu filho! – Paul disse levando um tapa de Rachel onde ele logo emendou um “desculpe” para ela.

-Nada de chuva hoje ,huh? – desconversei mostrando que não iria falar nada.

Meu celular tocou e para a minha mais perfeita surpresa era ela. Minha garota, aquela que está me deixando louco sem saber o que pensar , fazer e sentir.

-Oi – falei empolgado – você sumiu.

Ganhei olhares da minha irmã e do meu pai e um” esse é meu garoto” do meu cunhado.

-Er...desculpe , eu acho. – ela sorriu do outro lado da linha e aquele som me fez alargar o meu próprio sorriso. – fiquei com saudade mais lutei mentalmente sem saber se devia ligar.

-Mais é claro que você pode ligar.

-Não depois de ter saído daquele jeito da sua casa e sumido por duas semanas como fiz. – ela disse e sua voz estava um tom mais baixo.

-Você está bem?

-Acho que sim.

-Como assim você acha que sim? Não sabe como está? – ri.

-Brian...sabe como é.

-Te bateu? Ameaçou? Machucou de alguma forma? Ele metralhou a sua casa ou sequer apontou alguma arma para você? – perguntei aflito.

-Não.

-Então você está bem. – me senti mais aliviado.

Ela fez silêncio do outro lado e aquilo me assustou.

-Está mentindo para mim? Ou você fala por bem ou eu mesmo pergunto a ele ou a Ethan...escolha.

-Ele assinou o divorcio. – ela deixou escapar um suspiro pesado. – agora me sinto estranha.

-Arrependimento?

-Nenhum.

-Então não faz sentido se arrepender.

-O meu problema é outro Jacob.

-E qual seria?

-Esquece , bom vou desligar.

-Tudo bem, mais me promete que não vai sumir sem deixar notícias e que vai me ligar mesmo que seja para dizer que está tudo ok?

-Tudo bem desde que você também me ligue quando tiver vontade de conversar com uma amiga.

-Temos um acordo fechado então.

-Sim temos. – ela riu e desligou , nesse meio tempo pude perceber meu cunhado bufando e repetindo “um acordo?”. Logo notei que estávamos em frente a minha velha casa de madeira no seu tão característico vermelho desbotado.

Uma faixa de bem vindo Jake estava na fachada . Um a um fui reconhecendo vindo ao meu encontro , Bella, Edward com Nessie nos braços, Embry, Sam, Leah, Emily, Seth, Jared e Quil.

-Jake! – Bella correu ao meu encontro e me abraçou forte – que saudade meu amigo!

-Também senti. – disse para ela – Edward meu velho, como está?

-Bem, mais quem estava tão louca de saudade de você quanto a Bella era Nessie. Mais acho que ela só vai ver o padrinho quando acordar. – nós rimos da pequena Reneesme que dormia no colo do pai.

-Abraço coletivo! – Embry gritou e todos os rapazes da reserva se jogaram em cima de mim.

-Hey! – reclamei tarde demais.

-Paul , desça as malas de Jake - meu pai ordenou e começou a se mover na cadeira para dentro da casa.
-Vamos crianças deixem meu irmão respirar. – Rachel me defendeu e todos obedeceram.

-Obrigado mana.

-Não me agradeça...vou cobrar mais tarde.

-Uh! – os rapazes me zuaram.

-Tô ferrado! – brinquei.

-Bom Jake, eu e Edward vamos indo. – Bella disse. –amanhã nos falamos?

-Certo.

Depois que os Cullen foram embora , eu distribui os presentes que havia trazido para os meus amigos e para o meu pai. Todos evitavam falar no tema “Samantha” e eu agradeci mentalmente por isso.

A noite correu perfeita como jamais havia imaginado para um retorno de um filho “rebelde”. Todos um a um foram se despedindo e no fim só eu e Rachel ficamos.

-Agora vou cobrar o favor. – ela disse em zombaria.

-Tudo bem eu já até sei o que você vai perguntar, mesmo assim, pergunte. – incentivei .

-Hoje mais cedo era uma mulher, certo?

-Era.

-Estão saindo?

-Acho que estou me apaixonando por ela.

-Que bom! – ela disse alto e feliz de mais.

-Mais Samantha não sai da minha cabeça.

-Claro Jake, foi forte e bonito demais mais agora é passado meu irmão.

-Eu sei e é por isso que está tão dificil saber o que sinto. Me sinto culpado ...

-Quanta bobagem depois de 3 anos ! você é jovem e merece ser feliz . Saiba que o tempo não volta atrás e você não pode fazer nada quanto a isso.

-Eu sei.

-Mais me conta sobre ela! Nome , idade, onde e como a conheceu. Quero detalhes!

-Se chama tem a minha idade, a conheci quando estive perdido na floresta , eu ouvi um grito de dor e socorro , quando a encontrei terminei a assustando e ela me bateu com uma estaca de madeira bem no meio das costas. Ela também estava perdida.

-Você é o cara mais estranho para se conhecer garotas que eu conheço! – ela zombou.

-Eu que o diga! – ri me lembrando das garotas que conheci e as formas mais loucas que as conheci – Depois disso a levei para minha casa, ela havia quebrado o pé, ficamos e conversamos e ficamos de novo , e ultimamente tenho dado uma de superman .

-Sua Lois Lany vive em apuros?

-Sempre. Ex-marido que não aceita a separação, ciumento, violento. Até em tiroteio me enfiei no meio para salvá-la.

-Nossa! – ela exclamou assustada .

-Terminou tudo bem. – encarei Rachel que esperava ansiosa pela continuação mais o que mais eu poderia dizer ? - Ela me confunde e me deixa assim. – admiti sem jeito.

-Meu Deus você está muito ligado à ela! – Rachel disse sorrindo.

-Sim.

-Nunca pensei que fosse te ver assim de novo depois de Samantha. Tão corajoso em falar o que sente, tão ligado a alguém. Teus olhos brilham quando fala nela, você até sorri!

Tive que realmente rir da cara de boba dela.

-Quando vou conhecê-la?

-Hey! Eu nem sei vai dar certo ou se realmente posso ou devo me envolver com ela! Vai devagar que o santo é de barro mana.

-Tá esperando o que para ser feliz? Samantha iria gostar que você seguisse em frente, posso apostar!

-Vamos deixar a Samantha fora dessa.

-Tudo bem maninho mais agora está tarde e eu e seu sobrinho precisamos dormir.

-Eu também. Sonhe com os anjos e durma bem.

-Idem.

Fiquei pensando nela até adormecer no sofá da sala.

estava tão linda com uma flor no cabelo , estávamos caminhando na beira da praia e o sol californiano se fazia presente naquele entardecer. Não sabia como explicar as emoções que senti.

Era tão natural estarmos daquele jeito. Parei nossa caminhada e trouxe aquela mulher para junto do meu corpo para poder sentir sua presença e então nos beijamos apaixonadamente, sem pressa.

Senti mãos leves me tocando, meu sono sempre foi leve e quando abri os olhos vi Samantha.

-Vem amor antes que eles acordem, vamos para cama.

-Me deixa Samantha. – resmunguei fechando os olhos novamente .

-Amor, vim dizer adeus. Te amo, sempre amarei não importa onde estiver ou com quem estiver. – Ela sussurrou e juro que pude sentir ela me beijando na testa

Acordei atordoado e suado. Ascendi as luzes e não vi ninguém, fui a cozinha e bebi água para processar o susto que levei.

-Assim complica. – falei sozinho.

Todos dormiam e silenciosamente subi para o meu antigo quarto. Deitei na cama e não demorou muito para dormir de novo.

O dia amanhecia ainda quando se mexeu na cama e me encarou lindamente . Só aí vi que estávamos enroscados de baixo dos lençóis.

-Seu amor é tudo que preciso. – eu disse e ela assentiu sorrindo, de dentro dos seus olhos eu pude perceber o quanto nos amávamos .

-Eu preciso de você esta noite. – veio como uma gata brincalhona apesar de sua frase e de seu olhar indicar outra coisa. Nos beijamos com entrega e meu corpo reagiu inacreditavelmente rápido . O beijo era profundo porém calmo , minha mão deslizava pela sua coxa fazendo-a arrepiar toda.

Numa velocidade ultra eu estava diante do seu tumulo , chorando. Era noite fria e assustadora, olhei ao redor para ver algo que me mostrasse como ou quando eu cheguei aqui, o que tinha acontecido? E vi o que não esperava. estava me espiando por trás de uma árvore .

-Hey amor, posso explicar. – disse me levantando para correr atrás dela mais ela recuou um passo mostrando que trazia algo nos braços e era uma criança.

- quem é esse bebê? É uma garotinha! É a Anne? Mais como? – um milhão de perguntas eu tinha na cabeça mais cada vez que eu me aproximava mais difícil ficava para respirar, logo um espectro se aproximou de e envolveu ela e a minha filha . –Samantha! Não!

-Tic tac – Samantha disse e tudo mudou.

Olhei para o tumulo e quem estava lá era eu. Morto.

-NÃO! – gritei apavorado .

Peguei o meu celular largado no bolso traseiro da calça e telefonei sem nem piscar para o celular de , só ouvindo a voz dela me acalmaria.

-Jake você está bem cara? – Paul apareceu só de samba-canção com Rachel apavorada atrás dele.

- ? – falei angustiado quando ela atendeu. – onde você está agora? Me escute, preciso ver você agora! Parece loucura não sei mais acho que te amo e preciso de você , eu to apavorado e preciso de você comigo antes que o dia amanheça .

-Jake que história é essa?

-Preciso conversar com você , te contar quem é Samantha, eu preciso queimar tudo para viver em paz.

-Jake! Está me assustando!

-Eu não queria viver sem ela, eu não queria amar sem ela ,eu costumava pensar que morreria sem ela e agora isso está me matando.

Peguei a chave do carro de Paul na mesa de centro e desliguei o celular.

-Mando devolver amanhã Paul, Rachel peça desculpa ao coroa mais eu preciso vê-la.

-Jake espere! – ouvi Rachel gritar mais era tarde. Eu já pisava fundo no acelerador e voava na estrada de terra.

Peguei o celular e redisquei seu número e ela atendeu rapidamente.

-Vou te ver logo e vamos conversar.
-Por que isso assim, agora, do nada Jake?

-Tenho medo de te perder eu sinto que isso vai acontecer de um jeito ou de outro, mais preciso te ter essa noite, preciso te ver para ter certeza que está viva. Preciso que você me ajude a fazer duas coisas mais eu preciso fazer uma coisas antes, vou pra Califórnia.

-Califórnia?

-Sim , em um cemitério .

-Cemitério?

-Ah droga estou surtando só pode! – disse rindo – acho que te amo e só me dei conta disso a vinte minutos.

-Você me ama? Por que Jake eu te amo muito e ...

-Shh amor eu estou chegando .

-E essa Samantha , Jake? É tua mulher não é?

-Eu fui destruído uma vez antes e PUTA MERDA NÃO VOU CONSEGUIR!

Foi tudo que disse antes da dor ou da morte.

Capítulo 10

Pov

-Às duas da manhã Jake me liga todo agitado e apavorado ou sei lá. Onde ele se meteu? – perguntei para Amanda pelo celular.

-Não faço a menor idéi. Se acalme

-Me acalmar? Você não o ouviu falando! Cemitério, queimar, nada faz sentido e depois ouvi ele gritando e um barulho infernal, a ligação caiu. Amanda aconteceu alguma coisa com ele eu sinto!

-Não aconteceu nada, você vai ver, deve ter sido a bateria que descarregou.

-Não Amanda! Ele não teria gritado que não iria conseguir...eu só posso pensar no pior! – disse me debulhando em lágrimas .

-Vou ligar para ele, espere...- ela disse e me deixou na linha.

-Quem é amor? – ouvi a voz de Ethan.

-

-Aconteceu alguma coisa

-Vou saber agora. Atende Jake! – ouvi ela reclamar e eu sabia que ele não atenderia o que só aumentava meu desespero.

-Oi o que houve? – Ethan me perguntou.

-Jacob teve um surto eu acho, me ligou duas vezes de madrugada e ele estava agitado e não falava nada com nada. Eu estou preocupada com ele -disse - e de repente eu ouvi um barulho forte de algo batendo ou sendo destruído aí a ligação caiu. Por favor me diz que ele tá bem!

-Calma, eu vou ligar para ele.

-Não adianta! Eu já telefonei, Amanda também não consegue!

-Vou ligar para La Push, espere.

Quanto mais tempo eu perdia na linha mais eu ficava perdida e desesperada.

- ? – a voz de Ethan me chamou.
-O que houve?
-Estou indo para reserva Quileute agora. – sua voz anunciava o pior.
-Como ele está?
-Ele não está. Ninguém sabe onde ele está, ele saiu de carro e desapareceu. Vou pra o aeroporto agora.
-Também vou! A culpa é minha e eu devo achar ele de qualquer jeito.
-Tem certeza de que quer ir?
-Mais é claro meu coração manda eu fazer isso se não eu vou morrer!
-Me encontre no aeroporto de Forks porque o aeroporto de La Push não tem vôos muito comerciais.
-Ok.
Desliguei o celular, joguei umas roupas dentro da mala, peguei algum dinheiro no banco e corri o máximo que pude até o Palm Beach International Airport
Cada minuto que se passava meu coração parecia doer toda vez que batia dentro do peito. O dia já estava amanhecendo quando cheguei na tal Forks. Meus olhos ardiam de tanto sono mais a preocupação não me deixava dormir.
Respirei fundo e fui para o saguão de desembarque, peguei a minha mala e quando pensei em sentar para descansar um segundo que fosse Ethan chegou com um homem moreno , alto e forte do mesmo jeito que o meu Jake e eles não tinham expressões muito boas.
Temi que fosse tarde de mais.
-O que aconteceu a ele? – pedi já chorando indo de encontro a Ethan.
-Ele está em coma e o caso é grave. – ele despejou com a voz tremula.
-Eu quero vê-lo! – falei limpando as lágrimas que manchavam minha camiseta.
-Ele está na CTI , ninguém entra sem permissão médica. Vamos para casa dele e lá conversamos.
-Como aconteceu? – pedi e foi o moreno quem respondeu.
-Ele se envolveu num acidente de trânsito, colidiu de frente com uma carreta que transportava madeira, foi perda total do carro que ele estava e o motorista do caminhão morreu na hora.
-A culpa é minha! – desatei a chorar alto.
-Shh . Não foi sua culpa , ele vai sobreviver! Tenha fé. – Ethan me apertou no abraço e me levou para fora do aeroporto . O homem pegou a minha mala e colocou numa Land Rover .
-Vamos Embry, Billy deve está preocupado com ela.
-Claro.
Durante a viagem até a cidade acabei dormindo pesado. Não ouvi absolutamente nada depois que o tal Embry deu partida no carro.
- querida? Chegamos. – ouvi alguém dizer.
-Anh? – falei antes de me dar conta que estávamos diante de uma pequena casa.
Aceitei a ajuda de Ethan para descer do carro e uma pequena platéia me olhava com um misto de curiosidade e lágrimas principalmente uma mulher grávida , na mesma hora deduzi que ela deveria ser a Samantha .
Meu estômago deu nó dentro de mim, ele além de casado iria ser pai – se sobrevivesse. Me senti a mais imunda das mulheres!
- , esta é a família de Jake. – Ethan disse formalmente. – este é Billy Black , o pai, este é Paul, o cunhado dele, esta é Rachel a irmã do Jake, Embry , um amigo de infância . O resto do pessoal você conhecerá depois, são todos amigos desde a infância e vivem todos unidos aqui.
- é um prazer te conhecer, mesmo que em uma situação tão adversa. – Rachel falou me abraçando. – Eu já sei de tudo querida. – ela sussurrou para mim.
Ele havia então falado de nós para ela.
-O prazer é todo meu. – respondi.
-Vamos entrar todos. Precisamos conversar e a visita precisa tomar um banho e comer, certo? – Billy Black falou e eu concordei com a cabeça.
Entramos e eu me senti como um peixe fora d´agua , não me sentia a vontade ali, não naquela circunstância.
-Querida vem comigo até aqui em cima? – Rachel falou me dando um lindo sorriso mesmo com uma expressão cansada e triste, não hesitei.
-Como ele está? – perguntei segurando a alça da minha mala , me sentindo pouco a vontade.
-Vem. – ela disse me segurando pela mão livre.
Entramos em um quarto masculino e não demorou muito para perceber que era dele.
-Bom , eu nem sei por onde começar, sabia? – a morena comentou pouco a vontade também.
-Tudo bem eu também não estou a vontade. – ri sem humor.
-Era atrás de você que ele ia sabia? – ela disse acomodando uns lençóis sobre a cama. – Nós conversamos antes dele sair feito um louco por aí...
-Desculpe por isso. Me sinto tão mal, tão culpada! – admiti já com os olhos marejados.
-Hey, hey querida! Não foi culpa sua, não se culpe.
Rachel se sentou na cama e indicou um lugar ao seu lado .
-Meu irmão está apaixonado por você, por favor não se sinta mal pelo acidente. Ele simplesmente se deu conta que a vida continua e pelo visto ele quer você ao lado dele. Foi por isso que ele saiu tão desesperado , ele precisava te contar isso.
-O que você quer dizer com isso? Eu não entendo.
- seu nome, certo? – assenti – depois que a mulher dele morreu ele também morreu para vida, para família e depois de tanto tempo ele conheceu você e por tudo que ele me confidenciou...dou graças por ele finalmente ter enterrado Samantha de vez.
O silêncio predominou naquele quarto mais minha cabeça estava num barulho infernal . Como assim Samantha estava morta? Eu ouvi ele falando com ela e sobre ela várias vezes!
-Rachel , eu não entendo! Samantha está morta?
-Meu irmão não te contou?
-Não, pelo menos não diretamente.
-Ela morreu na mesa de cirurgia a alguns anos.
-Sinto muito. – falei engolindo o choro que estava louco pra sair.
-Ela estava esperando o primeiro filho deles. A Sam era tão jovem e linda, de repente sofreu um ataque cardíaco e não foi possível fazer muita coisa pela criança que já estava em dias de nascer.
Ao ouvir Rachel falar com tanta dor e saudade da mulher do irmão me senti ainda mais deslocada e terrivelmente arrasada por dentro, não contive minhas emoções que estavam gritando dentro de mim .
Me vi abraçada a irmã de Jake . As duas chorando muito, uma agonia me sufocando, Rachel soluçando e isso me deixava ainda pior.
-Eu não sabia de nada disso...meus Deus!
-Tudo bem querida, agora temos que nos dedicar à Jake e torcer para que ele saia do coma. Temos que ter fé e muita esperança em Deus que tudo vai dar certo.
-Sim !
-Agora tome um banho, vou preparar algo para você e Ethan comerem e amanhã vamos ao hospital.
-Obrigada Rachel. – agradeci ainda muito sentida e confusa.
-Por nada querida. – ela disse abrindo a porta para me dar alguma privacidade mais antes de sair ela parou . – ?
-Sim.
-Você é muito bonita e eu sei que você e ele vão ser felizes.
Apenas sorri antes de vê-la ir embora.
[...]
Banho tomado, mente confusa, coração apertado mais ainda sim tranqüila por não ser uma amante . Desci as escadas e todos , literalmente todos me olharam calando os cochichos o que me deixou ainda mais perdida ali.
Ethan se levantou com um meio sorriso e me abraçou quando cheguei ao ultimo degrau.
-Pessoal, esta é minha amiga e também é irmã da minha esposa. Amigos esta é .
-Vem querida, sente-se com a gente ou se preferir comer antes eu te levo à cozinha. – Rachel disse.
-Não tudo bem. – sentei ao lado de Ethan no pequeno sofá.
Cada par de olhos me fitava e posso ter certeza que eu estava vermelha.
-Seja bem vinda mais uma vez querida e não precisa ficar tão empulhada com a gente. – O senhor Billy Black pediu sorrindo.
-Fica até difícil quando eles ficam babando por ela né ,pai? – Rachel fez graça.
-É ! parece que nunca viram mulher antes! – Ethan também brincou.
-Ei! Mulher de amigo nosso para nós é homem hein! – Embry defendeu os amigos.
-Isso mesmo! – falou outro cara. – Meu nome é Seth e eles são Sam Uley, Leah e Quil.
-Oi – respondi sem jeito.
-Hey vamos lá, minha cunhada é linda mesmo. Não mais que minha esposa ,né? Mais enfim vamos deixar isso para lá e por favor parem de babar nela. – ele riu quebrando o clima pesado.
-Querida, conte-nos sobre você e Jake. – pediu Billy Black com a voz embargada. Uni as minhas mãos e olhei para ele, só não sei como eu comecei a falar.
-Senhor...eu o amo. – admiti cheia de emoção e juro que pude vê-los se emocionarem também.
As únicas certezas que tive naquela hora eram , um : eu o amava de forma irracional , dois: todos eles amavam Jake de uma forma tal que o fizeram me acolher entre eles como forma de esperança.
Jacob tinha uma ferida na alma e seria eu a mulher que iria curá-lo.
[...]
Na manhã seguinte eu já me sentia mais confortável e ambientada , mesmo com os olhos inchados pelas lágrimas eu me sentia melhor.
Tomei meu café da manhã logo depois de Billy e sua família. Ethan me fez companhia à mesa até quando Billy retornou .
-Querida, estou indo para o hospital. Quer ir comigo?
Meu coração acelerou .
-Claro.
-Então vamos.
-Sim senhor.
Me levantei apressada e peguei minha bolsa. Entrei no carro de Embry sendo seguida por Ethan e Billy.
Ethan se acomodou ao volante com Billy ao seu lado. Não demoramos mais que 50 minutos para chegar ao hospital.
-Bom dia senhor Billy. – falou um médico relativamente jovem.
-Olá Carlisle, como está meu filho? – Billy perguntou.
-Vamos todos para o meu consultório. – o homem loiro de jaleco disse . Ethan empurrou a cadeira de rodas de Billy até uma sala. La haviam algumas fotos e reconheci duas pessoas, a amiga dele Bella e seu marido.
Nos acomodamos na sala, o médico em sua poltrona, Ethan numa poltrona ao lado da cadeira de rodas e eu bem paradinha atrás dele .
-Os traumas que ...- ele olhou para mim e sorriu – não vai se sentar? Acho que não nos conhecemos.
-Ah...oi sou a . – falei .
-Ela é a nova garota do meu filho. – aquilo soou estranho , como se eu fosse uma adolescente outra vez e mesmo assim eu me senti a vontade na posição de alguém especial na vida de Jake, eu era dele.
-Muito prazer , sou o Carlisle Cullen, médico generalista e velho conhecido dos Black. Sente-se por favor . - Sentei.
-Como eu ia dizendo os traumas que ele sofreu não foram fatais mais as primeiras horas serão de profunda importância para a reabilitação dele.
-Carlisle o que isso realmente quer dizer? Meu filho ainda corre risco de morrer? – pela primeira vez senti o impulso de dar apoio ao pai de Jake. Coloquei minha mão sobe seu
ombro .
Billy me olhou e sorriu segurando minha mão também.
Depois te toda aquela explicação médica , o amigo da família permitiu a nossa entrada supervisionada no quarto de Jake.
Muitas coisas haveriam de ser explicadas entre eu e Jake mais para que isso aconteça eu ansiava desesperadamente para que ele acordasse. Vê-lo naquele quarto frio, branco e cheio de equipamentos apitando ou monitores me enchia de tristeza.
Dia após dia se seguiram assim, aquele silêncio desconfortante , o medo de simplesmente o quadro piorar e de repente – a morte. Aí quando o dia termina eu olho para La Push e vejo o mar, vejo os amigos de Jake se comportando como irmãos , me sinto em casa aí sei que ele vai melhorar.
[N/A: dê play no vídeo http://www.youtube.com/watch?v=e88vEt4kOtE&feature=related]
Numa tarde chuvosa – o que devo dizer que era quase sempre – resolvi acalmar meu coração. Dirigi até o hospital e quando encontrei Dr Carlisle implorei por uma visita rápida .
-Senhorita? Pode entrar mais por favor não passe mais que cinco minutos. – Carlisle disse .
Entrei na sala e tudo estava do mesmo jeito.
-Oi Jake – falei para ele que mesmo não me respondendo me fazia bem estar em sua presença. –O médico disse que não tem previsão para sua alta.
Peguei na sua mão e a beijei.
Fechei meus olhos para memorizar seu toque, para matar a saudade que sentia dele.
-Se você ao menos reagisse...tenho tanto para te falar, tanta coisa que você tem que me explicar! Ô Jake meu anjo porque as coisas tem que ser tão complicadas entre nós?
Me entreguei as lágrimas enquanto acariciava seu rosto sereno.
-Você não pode morrer , entendeu? – falei mais alto que o necessário como se brigasse com ele.
Bem que eu queria que ele me ouvisse e replicasse de volta. Daria tudo por uma discussão com ele.
-Eu te amo tanto e isso nem faz sentido! Foi tudo muito rápido e forte...
Nesse momento o monitor apitou rapidamente me dando um susto.
-Jake? É você ? – perguntei limpando as lágrimas que molhavam meu rosto.
Nada aconteceu a não ser o monitor cardíaco mostrando que o coração dele batia muito rápido. Chamei a enfermeira por via das dúvidas.
-Vamos amor, reaja! Preciso de você !
A enfermeira entrou no quarto e me pediu para afastar do leito, os monitores pareciam entrar em curto, a enfermeira fazia seu trabalho e eu sem entender nada apenas chorava entre palavras numa oração audível Quando olhei para Jake ele me fitava calmo com um sorriso angelical.
-Não me sinto mais perdido, você é minha passagem de volta. – ele disse e eu não pude me conter.
Voltei para seu lado no leito do hospital e selei nossos lábios de forma carinhosa.
Meu coração não cabia dentro do peito tamanha alegria e desespero. Jacob estava de volta!
-Você me salvou! – ele sussurrou antes de fechar os olhos novamente e da enfermeira me colocar para fora chamando pelo médico.



Capítulo 11

POV JACOB

[N/A: PONHA PARA CARREGAR O VíDEO,OK? http://www.youtube.com/watch?v=PU_Mpb-PZFM&feature=related ]

Uma voz atormentava minha viagem, eu queria que ela parasse mais ela nunca se calava. Cheguei a um ponto onde me vi diante de uma escolha.
Havia uma árvore frondosa e ante a ela uma estrada de terra que se bifurcava. A voz não se calava e aquilo me irritava, como não percebi que Samantha era tão chata quando queria? E o pior, porque eu não reagia? Porque não mandava ela se calar?
Era eternamente dia e o sol estava sempre lá sob nossas cabeças, Samantha usava um vestido branco de algodão e uma coroa de flores na cabeça. Ela adorava dançar ou falar da nossa filha e do quanto ela havia crescido. Eu apenas me via usando uma roupa de hospital, sempre sentado à sombra da árvore ouvindo – a tagarelar. Aquilo estava me enlouquecendo! Mal conseguia raciocinar

-...sabe Jake, a hora está chegando aí...- pela primeira vez tive forças dentro daquele platoom para reagir.

-Samantha! Por favor...cale-se!

-Esse é o Jake que eu conheço! – Ela vibrou. – Já estava na hora de você ter forças para dizer o que sente e o que quer.

-Você não me deixa escolha! – Reclamei.

-Ouve Jake? É a voz dos que te amam...- ela se calou e eu pude ouvir pela primeira vez a voz que não fosse a minha ou a dela.

“-Então Carlisle? Alguma melhora? – era meu pai.

-Nada. Ele não reage. – A voz de Carl parecia cansada.

-Isso é ruim? – Rachel também estava lá e ela chorava. Eu queria mostrar que estava ali e que estava bem...só não sabia voltar. Estava ficando desesperado.

-Bom, vamos conversar lá fora. Para todos os efeitos Jake pode nos ouvir e isso pode não ser muito bom para seu restabelecimento.”

-Eu estou aqui! – Gritei mais ninguém me ouvia.

-Eles não vão te ouvir desse jeito. Grite bem alto amor! Mexa um dedo...

-Mais eu não sei como! – Fiquei louco preso naquele mundo sem noites, sem sonhos, sem vida. A minha vida!

-Minha amiga chegou!

-Sam, você não tem amigas!

-Tenho sim, escute a voz do anjo que veio ficar no meu lugar. Aquela que vai cuidar de você por mim e que vai te amar mais que tudo nesse mundo.

Fiquei quieto prendendo o fôlego mais não ouvi nada. As horas se passaram e nada de ouvir a voz que Samantha se referia apesar de saber que se tratava de .

-Não a ouço. – apontei desesperado por um sinal.

-Acho que a culpa é minha, enquanto você me prender a você...Jake, seu tempo está no fim. Escolha seu caminha agora. Ou você me dá a mão agora e juntos vamos viver no céu com nossa filha em uma vida eterna e perfeita, convivendo com anjos e todas as coisas boas ou você se despede de mim guardando o que tínhamos de melhor numa lembrança saudável dentro do seu coração vivendo com uma mulher que te ama, que te quer e que você também ama. Pense Jake...vai morrer e perder a oportunidade de ser feliz novamente? Lá fora estão seus amigos, sua família e ela. Cumpri minha missão Jake e agora está na hora de você cumprir a sua.

-O que você quer dizer com cumprir minha missão?

-Quero dizer que eu fui a ponte que te levou à ela, que você deve a proteger e amar, ser feliz e só aí você cumprirá sua missão. Me diz uma coisa, você a ama?

Titubeei.

-Sem hesitar Jake. Admita, isso não vai me magoar, juro.

-Sim. – admiti com as mãos na cabeça.

-Então ouça o apelo dela...ouça seu coração. – depois disso a olhei e uma luz a envolveu e cada vez mais ela ia sumindo , me levantei apressado para vê-la uma ultima vez e em seus braços pude vislumbrar nossa pequena Anne. E tudo se foi.

“-Você não pode morrer, entendeu? – eu a ouvi pela primeira vez. ”

E ela parecia angustiada o que me deixava angustiado também.

“-Eu te amo tanto e isso nem faz sentido! Foi tudo muito rápido e forte...”

Era isso que eu precisava, saber que ela me ama. Droga eu não estava sendo justo com ela e nem comigo. Por que eu tinha que ser tão burro e idiota?

-“-Vamos amor, reaja! Preciso de você!”

Sim, reação Jake! Você é um Quileute, você é forte!

Não entendi muito bem o que estava acontecendo, tinha uma mulher jovem e agitada mexendo em algumas coisas que estavam em mim e logo encontrei o objeto da minha salvação. Apenas sorri enquanto ela chorava e sorria para mim...aí um beijo e...

[N/A: Dê play na canção]

-Shh – calma Jake estou bem aqui ao seu lado.

Estava atordoado revivendo meu estado de inconsciência, angustiado preso num sonho ruim. Então ela estava lá segurando a minha mão.

-Eu estou com você. – tentava me tranqüilizar.

-Eu sei – sussurrei de volta.

O quarto estava escuro, pelo barulho chovia lá fora. estava numa cadeira ao lado da minha cama, ela estava cochilando pelo visto, o rosto amassado e com uma expressão cansada porém aliviada e nem mesmo assim menos linda.
Fitei seus olhos e logo um pensamento me veio a mente: Como fui idiota de perder tanto tempo com coisas do passado tendo um bom, possível e provável futuro feliz ao lado daquela mulher?

-Você está bem? – ela arqueou a sobrancelha.

-A pergunta é: estamos bem?

-Er...Jake acho que não entendi. Você quer que eu chame uma enfermeira? – ela agora estava preocupada.

Não pude deixar escapar um riso abafado.

-Você é como uma porção de céu que eu jamais mereci. - segurei sua mão na minha sobre meu peito sem nunca deixar de admirá-la.

-Acho melhor você descansar, depois falaremos sobre isso, ok? – ela reagiu de uma forma que não esperava mais não podia perder meu tempo.

-Por favor me escute – pedi.

Ela nada falou apenas enxugava lágrimas que rolavam discretamente.

-Eu quase estive do outro lado, quase estive morto e de certa forma estava, mas você me fez voltar, foi por você que eu voltei. Não podia te perder sem nunca realmente ter tido você, eu te deixei sozinha e isso é imperdoável!

Ela tão sutilmente tocou meu rosto fazendo leves movimentos e eu senti todo o prazer do toque da sua pele. Fechei os olhos para aproveitar ainda mais todo aquele momento.

-O que quero é que seja o calor e a luz da minha vida, seja o meu sol! – estava ansioso para que ela soubesse o quanto a amava . Mais as palavras se atropelavam.

-Jake...- ela me silenciou com um dedo. -Eu amo você!

Na medida do possível a trouxe para mais perto e selei nossos lábios com amor. Ela se entregou no primeiro momento e juro não poder descrever como me senti quando nossas línguas se enroscaram.
A sua pele arrepiava com o toque da minha. Estava tão louco para me livrar daquele quarto e de toda aquela parafernália.

-Fica comigo?

-Já somos um Jake, eu e você! Sempre!

-Sempre. A partir de hoje será assim!

Já era quase meia-noite quando o sono me pegou, mais eu não queria dormir. Queria ficar acordado trocando afagos com ela.

-Descanse meu amor.

-Sim. Amanhã será um novo dia!

[...]

-Hora de levantar mocinha! – ouvi alguém dizer. Era Rachel.

-Ah, oi. Bom dia Rachel e...bebê. – brincou com o globoso ventre da minha irmã.

-Vá tomar café, lave seu rosto que agora é minha vez de ficar com meu maninho caçula que tanto amo!

-Ah Rachel! Odeio quando você faz isso! – reclamei, mass nem de longe estava chateado com ela.

-Vocês que são irmãos que se entendam. – disse e saiu.

-Como você está? – Rachel perguntou séria.

-Bem. Algumas dores apenas, estou relativamente bem. Só de pensar que quase estive do outro lado me dá arrepios.

-Eu sei! – ela se desmanchou em lágrimas.

-Hey! Não chora. Isso não faz bem para criança!

-Eu passei tanto tempo longe de casa e quando volto é você quem parte...e agora eu quase te perdi! – disse entre soluços.

-Mas eu voltei! Eu estou vivo! E estou com você irmã. Nunca mais vou sumir de novo e nem surtar por causa de nada. Juro.

- Eu sei...você agora tem a para te refrear, ela vai cuidar de você como se fosse eu.

-Só que com ela eu tenho bônus. – disse fazendo brincadeira.

-Ok Jacob sem detalhes, eu sei disso! Argh! – ela reclamou ficando num tom de pele morena rosa.

-Você é muito boba!

-Você é que é um mal-educado. Ninguém precisa saber o que você faz, com quem você faz e como você faz entre quatro paredes principalmente agora que fiquei íntima dela.

-Devo ficar com medo? Sabe como é...mulher quando se junta não dá em coisa boa.

-Deixa de ser tolo. Bom agora vou sair para que o pai possa entrar.

-Se cuida, ok?

-Você também seu teimoso, te amamos.

-Posso entrar? – meu pai colocou a mão para dentro do quarto. – Vamos Paul, força nesses braços, me empurre!

Meu pai adorava implicar com o genro...acho que é de família porque eu também amo irritar o Paul.

-Ele acha que é fácil empurrar um chumbo desse e carregar esse monte de presentes que a turma da Reserva enviou.

-Você sempre reclama! – meu pai disse num riso debochado.

-Bom vou esperar a minha vez de entrar. – Paul disse e saiu.

-Oi velho. – disse.

-Velho é teu passado! – ele brincou – Sério, como se sente filho?

-Bem, tranqüilo, calmo e doido pra voltar para casa.

-Bella esteve aqui ontem com Nessie. Estão doidas pra te ver.

-E eu para revê-las.

-Sabe, está difícil tirar essa moça do seu lado, não sei onde você foi encontrar, mas se tiver uma por lá com mais de quarenta e solteira me apresente!

Rimos.

-É, ela é muito teimosa e persistente.

-Notei e notei outras qualidades também, até Leah gostou dela!

-O quê? Não brinca! Leah gostou de alguém logo de cara?

-Acredite se quiser. Milagres acontecem!

-Falando em milagres...é bom te ver de novo pai. Senti sua falta.

-Não vamos voltar a este assunto, o que passou, passou. Agora é vida nova!

-Sim é!

-E quando é que você vai me dar netosn hein? Estou ficando velho e quero herdeiros está me ouvindo?

-Ah pai! O velho reclamão de sempre!

-Só quero netos bonitos e como você é meu único filho homem...é você quem tem a missão de perpetuar o sobrenome Black!

-Posso entrar? – a voz de Carlisle disse atrás da porta.

-Claro. – dissemos juntos.

-Como está se sentindo?

-Doido para ir para casa e comer comida de gente...odeio comida de hospital! – reclamei.

-Você sofreu grandes danos Jake, eu seria imprudente se te liberasse.

-Escute-o Jake. – meu pai disse solene.

-Mas eu me sinto bem! O que incomoda são os pesadelos e esse gesso na perna. Precisava ser tão grande?

-Jake você fraturou a tíbia, a fíbula e o fêmur. Sorte sua não ter quebrado o osso do quadril. Seriam mais de 3 meses para se recuperar.

-E qual a previsão da alta? – perguntei.

-Suas tomografias não acusam mais o edema cerebral, afinal você já está aqui há quase um mês. Seu metabolismo é muito bom, trabalha acelerado e você está quase pronto para outra.

-Eu assumo os riscos, assino o termo de responsabilidade, Carl. Eu não agüento mais esse lugar, não agüento mais ver dormindo sentada nessa cadeira. Em casa estarei bem melhor que aqui.

-Minha opinião ainda é não mas se seu pai disser que sim, então é sim.

-Pai? – usei o tom que ele sempre alegava ser “golpe baixo” quando eu queria as coisas.

O velho suspirou e girou as rodas de sua cadeira para me olhar.

-No primeiro grito de dor você volta!

-Obrigado pai!

-Não faço por você, faço pela minha nora que cozinha muito bem, se você ficar aqui, ela também quer ficar e com você em casa...bom, todos ganham!

-Só o senhor mesmo Billy. – Carlisle falou rindo

-Bom então agora é “lar doce lar” – disse muito feliz.


N/A : Oiiie gatas! Gostaram desse momento? Eu ameiii! Este capítulo foi baseado nas músicas MI SOL – Jesse e Joy e na música TODO CAMBIÓ – Camila. Espero que tenham curtido porque eu estou amando...até a próxima!
http://www.youtube.com/watch?v=tJ47CtIEdHw&feature=fvst MI SOL
http://www.youtube.com/watch?v=PU_Mpb-PZFM&feature=related TODO CAMBIÓ

Capítulo 12


Pov Jacob

Carlisle não me deixou sair sem antes uma última bateria de exames. Embry ficou com a missão de ficar comigo e de me levar para casa quando tudo terminasse

Se eu disser que não estava sentindo dor estava mentindo claramente, tanto tempo imóvel numa cama ainda por cima todo engessado levava todos os créditos. Mais eu tinha que me fazer de forte se eu quisesse convencer Carl

-E aí velho, como está? – Embry perguntou querendo quebrar o clima.
-Isso é um pé no saco. Estou cheio de dor mas...é melhor estar em casa. – disse enquanto a enfermeira trazia minhas coisas numa bolsa.
-Se eu tivesse um mulherão daqueles me esperando em casa… – ele assobiou lentamente como se estivesse imaginando – cara, não tinha dor certa!
Fechei a cara para ele depois de seu claro e espontâneo comentário sobre a minha namorada.
-Hey velho, foi só um comentário...ela é sua e eu respeito isso, ok? Você é meu mano, cara!
-É bom mesmo respeitar. Quer uma? Vá procurar!
Embry deu um empurrão de ombro, só não mandei ele para p*** q** o p**** por que eu respeito a mãe dos outros.
-Vai devagar Em!
-Mal cara!
-Ok – disse Carl entrando no quarto com um monte de papel nas mãos. – Embry, aqui estão os resultados, está tudo indo bem com ele. Mas qualquer coisa de diferente no comportamento dele me ligue que eu mesmo vou arrastar ele de lá e tranco ele aqui.
-Pode deixar doutor. – ele respondeu pegando os resultados.
-No mais, aqui estão as receitas dos remédios que eu exijo! Ouviu bem Jake? Exijo que você tome e tome na hora marcada!
-Pode deixar Carlisle, tenho um monte de enfermeiros e enfermeiras no meu juízo. – bufei.
-Certo. Mas agora eu tenho uma coisa para você – Carlisle retirou da carteira um papel cor de rosa e perfumado. – Olha.
Peguei o papel e abri. Mal pude acreditar que minha afilhada já escrevia! Ela devia ter o quê...4 anos?
“Saudade do tio mais legal do mundo! Nessie.”
-Cara o que eu perdi! A menina já escreve!
-E lê e toca violoncelo...bem mal, eu diria, mas mesmo assim é melhor que todos da família Cullen com aquele troço. – todos rimos.
Olhei mais uma vez para o papel e nele havia um desenho meu com ela brincando num parquinho.
-Acho que agora é hora de irmos – Embry disse pegando minha bolsa.
-É vão, antes que eu me arrependa.
Toda uma estrutura foi preparada para mim. Embry trocou o carro dele por uma van adaptada e aquilo teria volta. Não podia deixar o meu melhor amigo se desfazer do seu xodó por minha causa!
Ele empurrava a cadeira de rodas que mais parecia uma cama hospitalar só para poder me acomodar melhor.
Paramos em frente ao carro e ele destravou o alarme.
-Vem mano, conheça o Jake móvel!
-Em cala a boca! – reclamei.
Embry abriu a porta lateralizada de correr e uma escada se moveu até o chão do estacionamento, um click depois a escada virou uma rampa.
-Agora é comigo mano.
Ele acomodou a minha cadeira na rampa e prendeu as rodas, outro click e eu estava sendo levado para dentro com todo conforto e segurança possível.
-Gostou do brinquedinho?
-Primeiro, se você comprou esse carro, eu vou te devolver todo o dinheiro. Segundo, estou me sentindo um inválido.
Embry revirou os olhos enquanto me prendia ao cinto de segurança.
-Primeiro, este carro é alugado. Segundo, cala a boca! – ele disse zombando.
-Hum – disse num tom de falsa irritação.
-Esse carro é maneiro. Tem umas coisas legais nele...dá para pegar a mulherada fácil! – ele disse convicto enquanto umas enfermeiras jovens e bonitas por sinal estavam passando.
-Huhun...tipo médicas, enfermeiras e cadeirantes? – impliquei.
-Cara chato você, hein! – ele reclamou dando partida e ligando o som numa estação de música country.
-Country, Embry? – perguntei desconfiado.
-Sei lá, depois que fui no Texas semana passada fiquei viciado nisso.
-Hum...deve ter mulher no meio.
Pela reação dele acertei.
-Sabe qual o seu problema senhor eu-sei-de-tudo-da-vida-alheia? Falta!
-Falta? – repeti sem entender a piada.
-Falta... de sexo!
-Desse mal você entende né? – impliquei mais um pouco.
-Putz! Que cara irritante!
-Mas você me ama, irmão!
-O pior é que é o único irmão que tenho nessa vida. O resto são amigos ou meros conhecidos... mas a família Black é a única família que me resta.
-Poxa cara não fala assim que eu fico mal. Nem devia ter começado com isso!
-Relaxa. – ele disse desligando o motor.
-Chagamos? – não dava para ver através das janelas escurecidas.
-Sim.
Todo o processo inverso foi feito e enfim eu estava entrando em casa por uma rampa recém construída.
Seja bem vindo de volta Jacob Black!”
Dizia a placa na sala. Todos estavam lá, incluindo Bella e sua família.
-Oi Jake! – Bella disse emocionada.
-Oi Bells sem expressão. – brinquei com seu apelido de infância.
-Oi titio Jake! – Nessie se soltou do pai e correu até mim sendo segurada bem a tempo antes de bater na minha perna remendada.
-Oi meu anjo! Como minha garotinha cresceu!
-Papai diz a mesma coisa, sei lá, eu tô do mesmo tamanho de ontem! – ela disse inocente.
Apenas os mais chegados estavam lá e a única que eu queria que estivesse comigo estava sempre de longe, observando tudo. As vezes a chamava mas sempre negava com a cabeça.
-Onde está Ethan? – perguntei.
-Ele voltou faz tempo para família dele. – meu pai respondeu. – Hey, que tal um corrida de cadeira de rodas? – ele sugeriu piscando.
-Ah, esse meu pai! – disse não acreditando na sua capacidade de fazer piada.
-Já está tarde, Jake. – Edward falou. – Nesse fim-de-semana eu trago as meninas para te ver, ok?
-Faça isso – respondi.
-Te cuida – Bella disse me dando um beijo na testa.
-Eu vou. – prometi.
-Titio – Nessie disse entre um bocejar e outro – vou pedir para papai do céu mandar meu anjo da guarda cuidar da sua perna.
Aquilo foi tocante, quase pude imaginar minha Anne falando a mesma coisa para mim, só que me chamando de papai.
-Obrigado querida.
Todos foram embora, Paul se recolheu com a minha irmã, meu pai também se recolheu restando apenas eu, Embry e que pela primeira vez saiu da sua “toca”.
-Acho que está na hora do meu trabalho final por hoje, uh? – Embry sugeriu. – Tô morto e amanhã eu trabalho meu amigo.
-Tudo bem.
Ele começou a me rebocar para o meu novo e adaptado quarto e com algum esforço me colocou na cama hospitalar que me arranjaram.
-Partiu! – Embry disse e se foi depois de despedir de .
-Oi. – falou parada a porta.
-Por que não entra? – perguntei.
Ela entrou e sorriu para mim.
-Seu sorriso é lindo. – falei.
-O seu também. Ele ilumina as coisas, aquece.
-A única coisa que ilumina é a sua luz, meu anjo da guarda e o que aquece com certeza é sua presença, sua respiração contra a minha, seu corpo no meu...
-Jake...nada de diversão por um bom tempo. – ela me informou o que me fez pensar que pela primeira vez eu estava falando em fazer amor e ela em fazer sexo. Quando foi que os papeis se inverteram?
-Que cara é essa Jake?
-Senta aqui do meu lado? – desconversei.
Ela fez. Peguei sua mão na minha e fiz olhando nossos dedos unidos.
-Você não pode impedir o meu “amigo” de se animar ...é só você aparecer e...
-Você está bem? – ela cortou o clima.
-Você está na minha cama comigo, eu estou em casa com a minha família, então sim. Estou muito bem! – disse me sentindo livre e feliz realmente.
-Isso é o que importa meu amor.
Ela disse e depois se calou.
-Sou seu amor? – perguntei.
-Sabe que sim. – ela respondeu ainda olhando nossos dedos.
-Então porque não me beija agora?
Ela me olhou como se fosse um pedido absurdo.
-Você é imprevisível! – ela sussurrou já me beijando com todo o cuidado do mundo.
Me perdi dentro de sua boca, era tão bom o gosto do prazer que aquilo causava. Sua língua acariciando a minha, sua mão arranhando de leve minha nuca.
Minha pele arrepiou e eu estava ficando louco dentro das calças. O beijo estava intenso. Conduzi sua mão por dentro da moleton até chegar no meu ponto vital. Ela soltou um gemido que me deixou ainda mais excitado.
-Nossa Jake! – ela cortou o beijo, ambos ofegando muito.
-Sua culpa!
-Eu não fiz nada! – ela se defendeu.
tirou a mão de dentro das minhas calças e eu reclamei. Tirei a minha camisa e voltei a assaltar seus lábios num beijo quente. beijou meu queixo, minha garganta e fui deslizando seus lábios sobre meu corpo a mostra.
-Não brinca com fogo amor...
-Se não...- ela provocou.
-Não respondo por mim!
Ela parou e se endireitou ao meu lado na cama. Puxou todo o cabelo para trás e respirou fundo.
-Ok, é melhor parar por aqui. Você não está em posição de fazer esforço.
-Ah – reclamei – no meio da brincadeira você faz isso? Maldade .
-Bobalhão. – ela brincou – Jake eu vou dormir agora. Qualquer coisa, chame, grite, esperneei que eu venho rapidinho.
-Ok, então fica aqui hoje.
-Jake, não. – ela me repreendeu.
-Olha o meu estado!
-Vamos fazer um acordo, você toma seus remédios nas horas certas todo os dias, se alimenta direitinho e eu prometo que não deixo você na mão.
-Tô começando a gostar disso...
-Se se comportar prometo vir te dar banho na cama amanhã – ela disse toda maliciosa e saiu me deixando ainda mais “aceso”.
[...]
Uma semana se passou e cada vez menos eu tinha privacidade com , eu já estava ficando louco com tanta gente, estava começando a sentir falta da minha casa.
Nessie, Bella, e minha irmã sempre estavam juntas saindo e nesse meio tempo de prisão domiciliar a casa ficou ainda menor. O nascimento de Zachary mexeu comigo.
Eu sabia que precisa ter uma conversa com sobre meu passado para ficar em paz com relação a nossa relação.
Quando peguei meu sobrinho pela primeira vez senti uma emoção sem limites. Estávamos na varanda de casa enquanto e Nessie estavam em La Push curtindo um raro dia de sol.
-Acho que ele se parece com você quando nasceu. – meu pai disse todo abobalhado olhando o neto que estava nos meus braços.
-Então eu era lindo – brinquei passando o recém-nascido para o avô. Com todo cuidado e sem dificuldades – já que estávamos na mesma altura devido a cadeira de rodas.
-Espero que ele se pareça comigo quando crescer – Paul disse mimando o filho.
-Deus que não permita isso Paul, você é feio. – brinquei.
-Meninos parem! – Rachel apareceu pegando o Zachy.
-Pai?
-Que?
-Eu vou embora. – disse e logo depois avistei Bella, Nessie e voltando da praia, todas sorriam e brincavam com a menor.
-Certeza que não quer ficar aqui até melhorar?
-Tenho, preciso conversar com sobre coisas...- deixei a frase morrer.
-Ah qual é filho? Vai pedi-la em casamento? Porque se é isso...
-Pai. – falei levemente chateado.
-Então o que?
-Sogro, acho que isso só diz respeito a eles dois. – Paul se manifestou em meu favor.
-Filho, só não desapareça de novo e não perca essa mulher. Ela é guerreira e é perfeita para você.
-Eu sei. – disse sorrindo para elas que estavam bem a nossa frente.
-Vamos Nessie se despeça da tia , do vô Billy e dos tios Paul e Jake. – Bella disse.
-Tchau todo mundo! – ela disse rodopiando com seu balde de areia.
-Tchau boneca – falei – aproveite e me dê um beijo porque tio Jake vai embora.
Ela parou já com lágrimas nos olhos.
-Por que? – ela perguntou chorosa.
-Porque eu tenho que voltar para o trabalho, porque tenho pagar minhas contas, porque eu quero dormir na minha cama. Só por isso docinho.
-E ela também vai? – ela perguntou abraçada a perna de .
-Se seu tio tiver que ir eu vou junto, afinal, quem é que vai cuidar dele? – disse alisando o longo cabelo cor de bronze com chocolate que ela tinha.
-Mas depois vocês voltam? – ela perguntou.
-Mas é claro! – todos responderam.
A noite logo caiu e fez nossas malas. A despedida não foi tão difícil quanto a última vez.
Dentro do avião cochilou no meu ombro, mais uma vez cruzei nossos dedos e me permiti curtir a viagem na sua companhia.
Chegamos na Califórnia nas primeiras horas da manhã. Acordei minha namorada com um beijo breve.
-Já chegamos? – ela disse sonolenta.
-Bem vinda a terra do sol.
Ela estava meio perdida, muito calada. Suponho que ela já saiba o que vim fazer aqui.
Pegamos um táxi e fomos para um pequeno hotel. Ficamos em silêncio todo o dia, ao entardecer pegamos outro táxi e fomos ao cemitério.
-Não é onde queremos estar mas é onde eu tenho que ir. – falei para ela que apenas assentiu apoiando.
Comprei flores e fui sendo empurrado por ela até uma lápide branca de mármore.
“Samantha Black & Anne Black
Esposa eternamente amada e filha desejada.”
-Esse momento é seu Jake, vou esperar lá fora. – disse com a voz embargada.
-Não. Fique por favor. – pedi assim que senti que ela não segurava mais no encosto da cadeira de rodas. – Você precisa saber de mim toda a verdade...
N/A : Meldeus! Que dó deles!!! Vamos lá quero ver os comentários viu! Beijin e inté
N/B: Caraca! Acho que vou me afogar em lágrimas, menin! Que capitulo mais melodramático e liindooo! Eu adoro drama, portanto, AMEI o cap!
Quero mais. Quero saber a história toda do Jake!
COMENTEM!
Kisses da Baby



Capítulo 13

POV JACOB

Ainda continuava afastado das aulas e passava o dia em casa sozinho apenas esperando que chegasse para alegrar o ambiente. Já não precisava da cadeira de rodas para andar, me apoiava em muletas .
Encomendei o nosso jantar e esperei pela minha garota.
A companhia da casa soou .

-Já vou! – devolvi.

No passo de uma tartaruga cheguei a porta e lá estavam o entregador e olhando para mim. Paguei pela comida e fez o favor de colocar nos pratos.

-O que fez de bom hoje amor? – ela me perguntou se servindo.

-Li quinze páginas de um livro.

-Uau! É o novo recorde do livro dos recordes! – ela zombou.

-Ah é? – perguntei com ironia e para me vingar lancei um pouco de molho de tomate da macarronada no rosto dela.

-Ah Jake! É guerra? Então toma! – ela jogou um copo de suco de uva em mim.

-Você não devia ter feito isso! – disse já jogando o resto da comida nela.

-Eca Jake agora eu to toda suja e cheia de molho! – ela reclamou fazendo bico.

-Desculpa amor...vem aqui para te ajudar a tirar esse monte de macarrão de você .

Fiquei de pé usando o balcão da cozinha como apoio enquanto tirava o macarrão dela.

-Hum...seu cheiro. – ela disse.

-Que tem? Você jogou suco em mim!

-É bom... – ela disse me beijando suavemente.

Minhas mãos nada bobas cravaram no seu quadril pressionando contra mim. Sua intimidade em contato com a minha.
Logo eu cortei o beijo e mordisquei sua orelha fazendo ela soltar um pequeno gemido. Continuei meus beijos e mordidas pelo seu pescoço sem nunca parar de apertá-la contra mim, podia sentir meu desejo por ela cada vez mais evidente.

-Acho que precisamos de um banho – ela disse baixinho no meu ouvido para logo em seguida beijar meu queixo ao mesmo tempo que tirava minha camiseta.

-Eu acho que você me deve isso enfermeira. – sussurrei de volta puxando com os dentes a parte inferior dos seus lábios.

-Jake...-ela gemeu meu nome de forma sexy.

-Quero você agora! – falei firme.

Não demorou muito para irmos para o meu quarto. Me encostei a cabeceira da cama, ela apagou as luzes do quarto e veio ronronando pela cama. Senti ela fincar cada joelho ao meu redor. Segurei com firmeza sua cintura enquanto ela tirava a camisa.
Beijei seu ventre liso enquanto minhas mãos passeavam por suas coxas e quadril. se agachou um pouco mais para beijar e morder o meu pescoço e tudo o que eu precisa era enfiar a minha língua na sua boca para sentir o gosto dela.
Soltei o fecho do seu sutiã e me dediquei a acariciar seus seios rijos pelo estímulo. Ela estava me deixando no ponto. Sua boca desceu pelo meu abdome me deixando muito desconfortável dentro da boxer, como se fosse pouco ela mordeu o elástico e puxou com a boca até a metade da coxa ,antes que alcançasse o gesso.

-Não brinca desse jeito...não posso fazer muita coisa – adverti.

-Deixa que eu faço por você . – ela disse com a voz rouca.

Ela tirou toda a minha moletom e voltou com seus dedos suaves deslizando pela minha perna até encontrar minha masculinidade.

-Uau Jake!

Acendi um abajur para vislumbrar aquela mulher na minha cama, ela se deitou contra a minha perna sadia para poder alcançar a minha boca num beijo urgente e cheio de gemidos, acariciou meu membro e sem dó nem piedade começou a movimentá-lo o que me deixava louco.
Quanto mais ela movimentava mais eu queria explodir dentro dela, me livrar daquele gesso e me enfiar dentro dela, queria ouvir sua voz gritar meu nome, queria seu corpo suado no meu.

-Assim...ah! vai! Eu vou...- gritei quanto o espasmo me atingiu.

-Queria que isso fosse melhor...que fosse para nós dois.

-Você que me aguarde! Você não vai me escapar quando eu me livrar disso – falei acomodando ela no meu peito.


Toda a noite se passou assim, entre carícias ousadas, beijos ternos até que ela apagou por completo do meu lado.
Acordei às 05 : 00 horas da manhã e a vi seminua dormindo tranquilamente . Me acomodei um pouco mais junto a ela e tentei dormir novamente, mais ficar num jejum sexual por tanto tempo e ainda por cima tendo a minha namorada seminua na minha cama não me ajudava muito.
Levei uns bons 10 minutos para tentar vestir a calça de algodão e ir até a cozinha. Preparei um café expresso para mim, torradas, frutas e montei uma bandeja simples. Peguei as muletas e segui para minha pequena varanda, e tentei colher umas violetas.
Fracasso total.
Me estiquei ao máximo para alcançar as flores que estavam meio metro abaixo .

-Vem florzinha, vem com o Jake aqui! – pedi tentando me abaixar, seria mais fácil me esticar todo para pegar com a mão do que descer os degraus com da varanda que davam acesso a frente da casa. – Vem! – falei alto.

-O que você acha que tá fazendo? – me assustou o que me fez tombar no chão e sentir uma dor na perna além de derrubar algumas violetas que consegui apanhar.

- ! Que susto! – falei e ela logo correu ao meu auxilio.

-Desculpa amor, foi sem querer , você está bem ? – ela com certo esforço me ergueu.

-Sim estou.

-O que você estava tentando pegar? Não podia me esperar acordar para eu pegar para você?

-E qual graça teria meu esforço ? – falei selando nossos lábios – era para ser uma surpresa.

Entreguei a flor e entramos em casa. Era perfeito ver o quanto ela ficava corada com uma coisa tão boba, ela parecia feliz e realizada de certa forma e isso me deixa radiante de felicidade. Se ela estava bem eu estava maravilhosamente bem.

-Eu fiz seu café. – falei indicando a cozinha.

-E você ? – ela quis saber.

-Vou comer alguma coisa.

-Tá. – ela usava apenas um blusão meu, os cabelos desgrenhados mais um sorriso radiante.

Quando ela voltou com a bandeja , ela sentou do meu lado no sofá.

-Então você come comigo.

Comemos e ficamos grudados num abraço quente, me sentia muito mais leve depois de ter contado sobre Samantha , de ter ido visitar seu tumulo e saber que estava tudo bem. Mais ainda havia uma coisa que eu não falei para ela e precisava mostrar. Depois disso sim , eu teria virado a página do passado e viveria apenas o presente .

-Amor, eu queria te falar uma coisa. – comecei receoso.

-Fala – ela respondeu se ajeitando no sofá só para poder me encarar.

-Eu acho que preciso da sua ajuda. – disse e ela continuou calada esperando a minha conclusão – preciso fazer uma doação.

-Doação? Doação de quê? – ela estranhou.

-Vem comigo.

Peguei na sua mão e a conduzi até o quarto de Anne. A reação dela foi de choque e seu silêncio pelos primeiros minutos me assustou.

-Você sabe para quem eu possa dar tudo isso? Eu não vou precisar... não mais. Tudo o que quero guardar está dentro de mim, não quero mais nada disso me martirizando, lembrando a minha perda. É triste chegar neste quarto e não ver a minha filha.

-Sabe que pode contar comigo, não sabe?

-É por isso que te trouxe aqui. Eu tenho você agora e nada do meu passado deve ficar comigo, além do mais seria mais nobre da minha parte doar para quem precise.

-Eu tive uma idéia! – ao dizer seus olhos cintilaram como eu nunca vi.

-Então me fala.

-Nada disso. – ela fez segredo e saiu rapidamente do quarto a procura do celular, fui atrás mais na minha velocidade tudo o que consegui foi chegar minutos depois.

-Tudo resolvido. Sábado que vem você e eu no outro lado da cidade!

-E o que tem no outro lado da cidade? – quis saber.

-Há... bem, é um lugar especial onde eu costumava passar as férias.

-Tudo bem se é surpresa então...eu espero.

-É por essas é outras que eu te amo sabia? – ela perguntou brincalhona.

-Só por isso? –fiz manha.

-Hey!

-Tudo bem olha só, eu tenho uma proposta para você .

-Hum... pra mim?

-Quer vim morar aqui comigo?

-Jake...você...

-Quer ou não ficar comigo aqui?

-Claro que quero meu amor! – ela abriu um largo sorriso e me abraçou forte , quase me fazendo perder o equilíbrio.

Tê-la em meus braços naquele momento foi simplesmente...tudo o que eu precisava. Sabia que ela me amava de verdade, ela soube me entender, me ouviu, foi mulher para me dar prazer e acima de tudo foi a mulher que esteve ao meu lado quando quase perdi a vida, foi a mulher cuidou de mim e vigiou o meu sono, foi a que cuidou de mim mesmo sabendo que poderia não ter nada em troca.
Como não me apaixonar por ela? A única que quis um abraço mesmo quando podia me ter na cama!
Era ela, com certeza era a ela que estaria até o fim dos meus dias ao meu lado e eu estaria sempre aos pés dela.


N/A : Ain eu to adorando essa fic! Ela ta saindo muito devagar para meu gosto mais quando escrevo me apaixono por ela! Então dedinhos ao trabalho! Comentem!!

Capítulo 14
Pov Jacob
No meio da semana apareceu com uma caminhonete e uns caras bem fortes vestindo um macacão cinza.
-Hey! – ela disse me beijando.
-Hey você! – respondi a abraçando.
-Trouxe esse pessoal para levar as coisas da Anne . – ela me disse receosa, dava para ver em seus olhos.
-Tudo bem – sussurrei para ela. – Pessoal , podem seguir nesse corredor a porta do quarto tá aberta.
-Tudo bem! – um dos caras respondeu – vamos lá pessoal.
Eles seguiram pelo corredor em silêncio e eu os observei, de onde foi que minha namorada retirou esses brutamontes?
-Terra chamando Jacob...- estralou os dedos na minha frente.
-O quê? – eu disse feito um idiota.
-Esquece. – ela riu e se desvencilhou de mim indo atrás do ultimo cara que passou com umas caixas vazias.
Fui andando atrás dela no meu passo lento e me escorei na porta do quarto a vendo organizar a bagunça .
-Montanha, me passa uma caixa média .
-Na mão pequena! – o cara disse com intimidade e eu não gostei.
-Juan, coloque esses bichinhos de pelúcia nessa caixa aqui e depois coloca lá na sala.
-Ok. – o cara com pinta de latino americano respondeu.
-Cuidado Montanha ! esse berço é muito caro...- ela repreendeu o tal “Montanha” que apenas riu dela, ele continuou a desmontar o berço. Quase desisti de doar só por ver aquelas mãos aliás todas aquelas mãos nas coisas sagradas que pertenciam a minha menininha . – Isaac , me passa essa mala?
-Essa rosa aqui? – disse com uma bolsa que estava dentro do guarda roupas de Anne.
-É! Vou colocar os tecidos e roupinhas do enxoval dentro dela.
Ela segurava com carinho cada roupinha, toalha, meias e luvas como se fossem de cristal e fossem se partir . Eu estava me segurando para não chorar mas não havia nada que pudesse fazer, Anne estava morta e todas aquelas coisas não a trariam de volta.
veio até mim com duas malas cor de rosa penduradas nos ombros, um de cada lado, ela sorriu para mim e ao passar soltou um “eu te amo” bem discreto e saiu porta a fora.
Em meia hora não havia mais nada no quarto. Peguei minha muletas e me arrastei até a sala onde Su estava perdida em meio aos bibelôs infantis.
-Isso é muito nobre da sua parte. – ela disse me olhando serena.
-Aprendi com você. – disse me sentando com esforço no sofá.
-Isso é coisa que vem de berço, eu não fiz nada.
Ela se aconchegou em mim enquanto os trabalhadores passavam com as caixas com os pertences.
-Sábado quero você pronto às oito da manhã, ok?
-O que você está aprontando hein? – perguntei.
-Eu? – ela disse com graça – nada!
-Pequena? Terminamos aqui, você volta comigo ou vai ficar?
-Vou ficar minha Montanha! – ela disse soltando beijos no ar para ele e eu não gostei deixando bem claro isso pela cara feia para ele.
-Tudo bem minha Pequena! – ele pegou as malas e a ultima caixa que estava na sala saindo da minha casa.
-Agora somos só nós! – disse manhosa se pendurando no meu pescoço.
-Que intimidade é essa hein? quem é esse guarda roupa aí? – perguntei emburrado.
-Quem? O Montanha? – ela repetiu como se não acreditasse na minha pergunta.
-Claro! – disse a enlaçando pela cintura – você é minha mulher e eu não gostei disso.
-Você fica tão lindo com ciúmes! – ela disse selando nossos lábios com suavidade.
Ri com malicia e invadi sua boca com a minha língua, soltei seu cabelo que estava preso com um daqueles palitos japoneses ou seja lá o que for aquilo e enfiei minha mão por dentro do seu cabelo massageando , minha vontade na realidade era estar dentro dela fazendo loucuras entre quatro paredes mas com a minha perna engessada até a metade da coxa isso seria apenas um plano para o futuro – próximo eu espero!.
Su começou a amolecer nos meus braços e retribuía o beijo com paixão , isso me deixava animado demais...ela retirou o casaquinho sem nunca parar o beijo, o ar já nos faltava mas quem se importava? Coloquei a mão por dentro da sua camiseta branca, super colada no corpo e ela gemeu dentro da minha boca. Meu corpo já se acendia com o menor contato com o dela.
Seus lábios procuraram o caminho até minha orelha e lá ela mordiscou , minhas mãos ainda permanecia no seu cabelo a prendendo a mim , seus lábios foram descendo bem lentamente e isso foi me deixando ansioso.
-Vamos parar! – ela disse me afastando – não podemos nos exceder , você ainda não pode...você sabe!
Soprei de raiva mas ela tinha razão.
-Eu mereço pelo menos um stripper ,né? – disse e ela riu me dando um tapa de leve no ombro.
-Seu pervertido!
-E eu to errado? – disse cínico.
-Minhas irmãs querem saber porque ainda não desfiz minhas malas e toda a mudança.
-O que você disse para elas?
-Nada ainda. Não sei como contar para eles que eu vou morar com você.
-Simples, você chega nas suas irmãs e diz “ eu vou morar com o Jake” aí pega seu carro e dirigi até aqui. – falei simplesmente e ela rolou os olhos – simples assim.
-Não é tão fácil assim, mas vou falar com Ethan primeiro. Ele já desconfia mesmo!
-Ethan sempre observador! Ele se antecipa a tudo. – disse acariciando seu rosto.
-Graças à ele muita coisa entre a gente aconteceu. – ela disse se aninhando em mim de novo.
-Ele será nosso padrinho de casamento, não se preocupe. – falei olhando para ela que travou nos meus braços e me encarou. – Que foi? Não quer casar comigo?
-Jake...isso é sério?
-Claro que é! Um dia, no futuro, se eu não morrer , a gente se casa.
-Sei – ela deu de ombros não sei se ela acreditou ou não em mim ou o que aquele gesto quis dizer.
Logo a noite caiu e se foi com o meu carro , de hoje ela não me escapava, teria que dizer à família que agora era a minha mulher e tão logo ela fizesse isso estaríamos aqui, juntos.
A semana parecia demorar a chegar no fim, ficar só em casa sem fazer nada não ajudava muito. No meio da noite a companhia toca, lentamente cheguei à porta e era Su, bem atrás dela duas enormes caixas , umas malas e nos seus braços um travesseiro e uma escova de dentes.
-Posso entrar? – ela perguntou baixo e logo me deu um sorriso aberto e radiante.
-Claro! – disse e meu coração bateu retumbante no peito, ela era minha e só minha!
Dei passagem e ela entrou jogando seu travesseiro no meu sofá e me beijou com desejo. Apenas enlacei sua cintura com força e retribui o beijo com a mesma violência com que ela me beijava.
-Vai ser assim sempre que chegar da rua? – eu perguntei brincando.
-Sempre! – ele respondeu me largando no meio do caminho .
Ela saiu e eu fiquei observando ela arrastar a primeira caixa com muito esforço.
-Nossa isso pesa! – ela reclamou.
-Me deixa te ajudar! – falei me movendo para o lado dela.
-Epa! Não, nada disso, sua perna amor! – ela que estava abaixada levantou o rosto que estava corado pelo esforço e pelo beijo.
-Não vai me afetar.
-Uhum. – ela resmungou me olhando como se tivesse me dando uma bronca.
Ela arrastou as duas caixas até o meio da sala.
-Domingo eu arrumo isso. – ela disse – agora precisamos dormir porque amanhã o dia é longo.
-Eu te amo – admiti abraçando-a com carinho , beijei seu ombro e depois a fitei. – Obrigado!
-Obrigado pelo que? – ela não entendeu.
-Obrigado por existir, obrigado por ser minha!
Ficamos em silêncio naquele momento até que ela me soltou e me levou até o quarto.
O dia amanheceu , tomei meu banho, vesti uma roupa nem muito formal nem muito social. Não sabia que raio de surpresa ela estava armando para mim. Preparei nosso café e foi só aí que ela despertou.
-Assim fico mal acostumada.
-Você comigo será tratada como rainha !
-Sei... – disse como se duvidasse.
-Vem comer que tá fresquinho, panquecas. Minha especialidade! – disse orgulhoso.
-Parece bom! – ela disse me dando um selinho discreto.
Comemos conversando bobagens até que ela saiu apressada para um banho. Voltou usando uma bermuda justa até o joelho, uma camisa leve, sapatilhas , prendeu o cabelo num rabo de cavalo e pronto, estava linda!
-Vamos? – ela perguntou.
-Claro.
Em poucos minutos saímos no meu carro, ela dirigiu. As ruas da cidade foram passando diante dos meus olhos e ela parecia animada, não me contive e perguntei.
-O que você tá aprontando? Que carinha de alegria é essa? – falei acariciando seu rosto.
-Nada. – disse moleca.
-Sei! – duvidei.
Ela ligou o som do carro numa estação de rádio que só tocava músicas animadas, ela cantava junto me fazendo ri e atei cantei um refrão ou outro. Ela sorria muito e isso me deixava muito bem, tranqüilo por saber que ela era minha e estava ao meu lado, a cada dia que passava desde que a conheci eu mudava, eu crescia e me recuperava tanto mental como fisicamente.
-Chegamos! – ela disse radiante de felicidade e sua luz me iluminava também.
-O que é isso?onde estamos? – questionei ao ouvir som de música infantil e uma verdadeira gritaria de pequenas vozes.
-Vem ver! – ela disse sorridente e logo saltou para fora do carro e me ajudando a descer também.
-Que lugar é esse? – tornei a perguntar.
-Um orfanato. Eu costumava ajudar ao pessoal daqui com trabalhos voluntários, tudo começou como um castigo da detenção no primeiro ano do colegial por ter queimado aula para ficar de pegação com carinha que usava drogas ai depois de sermos flagrados ele foi revistado e tinha maconha no bolso da calça...enfim, ele livrou a minha cara já que eu não sabia que ele estava se drogando e terminei tendo que trabalhar aqui como punição.
-E desde então você ajuda ao pessoal daqui?
-É, tem crianças de todas as idades e histórias. Eu as amo e não consigo me afastar daqui de verdade!
Entramos na casa e logo reconheci os brutamontes que estavam na minha casa. Várias crianças brincavam com recreadores, haviam muitos adultos fazendo doações em postos montados no pátio, palhaços estavam por todos os lados e as crianças estavam encantadas. Elas não passavam de doze anos de idade.
-Olha quem deu o ar da graça! – uma mulher de uns quarenta anos se aproximou e abraçou minha namorada.
-Oi Megan! – ela cumprimentou para depois me apresentar oficialmente – este é Jacob, meu namorado e foi dele que partiu essa idéia.
Como assim a idéia foi minha?
-Olá Jacob , muito obrigada por sua doação e pela atitude de iniciar esse evento para arrecadar donativos para os órfãos, foi muito nobre da sua parte!
O que eu poderia dizer? – Não foi nada!
Quando ela saiu correndo atrás de um moleque de uns quatro anos que subia na grade e ameaçava se jogar, virei -me para encarar que me olhava matreira.
-Surpresa! – ela disse e eu a abracei com ternura.
-Você não existe! – falei.
-Bobo, vem! Vem conhecer os meus xodós!
Ela me arrastou para o interior do casarão e me levou até uma sala onde tinha um tablado colorido, uma enorme TV , ursinhos espalhados, puffs e vários berços e “quadrados”. Lá estavam algumas mulheres usando uniformes do orfanato e elas embalavam algumas crianças.
-Vem conhecer a Stacey, ela era uma neném quando foi abandonada e hoje já tem três anos. Ela é tão linda e loira! – parecia realmente feliz e encantada com aqueles pequenos anjinhos.
-Tia ! – uma menininha de cabelos encaracolados veio correndo e se abraçou com ela.
-Oi meu anjinho, esse é o tio Jake! Não vai falar com ele?
-Eu não – ela sussurrou desconfiada e eu prendi o riso .
-E por que não meu amor? – perguntou.
-Eu não sei quem é ele e eu aprendi que não posso falar com estranhos. – ela respondeu ainda mais desconfiada, nem eu e nem Su conseguimos segurar o riso.
-Eu vou te apresentar, Jake essa é minha amiguinha Stacey, Stacey esse é meu amigão Jake. Você pode chamar ele de tio também, ok?
-Tá – ela respondeu e sorriu para mim – vem tia brincar!
A pequena levou para o centro do tablado e ambas se jogaram nos travesseiros. Fiquei admirando a cena e depois de um tempo esquecido pela minha namorada resolvi ir até ao banheiro .
Mancando com as muletas fui desviando dos órfãos que corriam para todos os lados. Vi uma porta entreaberta e fiquei curioso. Empurrei a porta e me deparei com um berço e todas as coisas da minha Anne.
Vi que havia uma criança dormindo. Ela era morena e de olhos apertados, no pescoço tinha um medalhão de Nossa Senhora de Guadalupe – ela era mexicana com toda certeza.
-Oi? – uma voz feminina me assustou.
-Oi.
-Essa é Maria – disse Megan – nossa preocupação.
Ela parecia triste.
-O que houve com ela? Qual a história da pequenina?
-Cardiopata, sem menor chance de cura a não ser por um milagroso transplante e ela só tem dez meses.
-Que pena, ela é tão linda – disse entristecido, era horrível ver um anjinho sofrer tanto.
A criança acordou chamando a minha atenção, Megan a pegou no colo para acalmá-la e pude observar os lábios roxos, o olhar perdido e o choro sofrido daquele bebê .
Por mais que Megan a ninasse Maria não se acalmava e chorava estridentemente até faltar o ar e logo ela tentava respirar , parecia que o ar lhe faltava e ela ficava cada vez mais arroxeada. Tudo aquilo estava me deixando nervoso e preocupado.
-Vou chamar a Cassie – ela riu sem graça – parece que só ela consegue acalmar a pequena Maria!
Megan balançava o bebê e a criança não se calava, eu não sabia o que fazer.
-Megan , chegou um pessoal aí...só você pode responder pelo orfanato. – disse o tal do “Montanha”.
-Jake, você me faz um favor? – assenti – fica com Maria enquanto eu resolvo isso e Carl, chame a Cassie e diga que Maria acordou!
Eu? Cuidando de um bebê? O que eu vou fazer com ela? E se a menina morresse justamente nos meus braços? Entrei em desespero! Mas não adiantava nada, Megan me entregou a neném e saiu em disperada.
Maria esperneava ficando cada vez mais roxa, ela fazia um ruído enorme quando respirava como se o coração fizesse um esforço descomunal para bater.
-Ai meu Deus Maria! O que eu vou fazer com você? – ela deu uma leve estremecida nos meus braços e eu surtei em pânico. – Maria! Shh neném me ajuda! Eu não sei fazer nada! Eu sei que os anjos merecem o céu mas não invente de ir para lá agora!
Estranhamente ele riu.
-Tá achando graça do meu desespero, tá? – sussurrei no ouvido dela que imediatamente cessou o choro e riu de novo. – Eu mereço! Até um bebê tira sarro da minha cara de pamonha!
Maria dobrou a risadinha e depois puxou com força o ar.
-Menina, respira pelo amor de Deus! – entrei em desespero de novo. O som estava alto lá fora e a tal de Cassie não chegava nunca.
Maria deitou sua cabecinha no meu ombro, afastei as muletas que estavam no chão e mancando fui até uma cadeira de balanço, daquelas que se colocam nos quartos do recém nascidos, ela estava virada pra janela e de lá se via o rio e bem ao longe um ponte. A imagem era linda e acalmava.
Olhei reconhecendo os objetos e móveis da minha Anne que agora pertenciam à Maria e me senti comovido.
E se fosse a minha Anne nos meus braços naquele momento? Passando por tudo aquilo, precisando de um coração novo para viver? Ao menos Anne teria uma família para proteger e cuidar...e Maria? E todos aqueles órfãos? Quem intercederia por eles?
-É Maria...- suspirei fazendo carinho na nuca do meu anjinho gorducho – que sorte a sua ter quem cuide de você . Espero mesmo que você encontre um coração novo e saudável para você.
Fiquei em silêncio apenas ouvindo o esforço dela para respirar.
-Oi Maria cheguei! Calma ! – uma mulher entra toda afobada no quarto , me virei para olhá-la e logo a vi colocar as mãos na boca . – mil desculpas senhor! – ela sussurrou.
-Que bom que chegou não sei o que eu fazer com ela! Ela tá tão quieta...diz pra mim que ela tá viva? – falei.
-Senhor , ela está dormindo!
-Como é que é? -perguntei chocado.
-Ela nunca dormiu nos braços de ninguém , que não fossem os meus.Como o senhor conseguiu essa proeza?
-E eu sei? – estava sem ação e consternado. Sempre sonhei com esses momentos onde colocaria minha Anne para dormir enquanto Samantha descansava.
-Acho que ela te escolheu.
-O que? – repeti enquanto Cassie me tirava ela do colo para colocá-la no berço. – nada. – ela respondeu e riu.
Maria se remexeu como se fosse acordar e nós fizemos o maior silêncio para não acordá-la. Mas o vazio que ficou quando não senti seu corpinho gorducho e seu perfume de bebê entranhado na minha camisa me deixou deslocado.
Era isso que eu precisava. Uma família.
Andei indo embora naquele quarto e olhei uma ultima vez para o bebê que dormia profundamente e que respirava com muita dificuldade. Fui para o pátio externo onde haviam balões multicoloridos , crianças correndo ou brincando com os animadores enquanto os adultos que também ajudavam com doações circulavam sorrindo .
-Hum...fui abandonada! – me surpreendeu fazendo biquinho.
A enlacei em meus braços com firmeza.
-Foi você quem sumiu me deixando sozinho! – rebati com um beijo.
-Tá tudo tão lindo né? – ela perguntou virando de costas para mim ainda a prendia pela cintura.
-Foi bonito da sua parte doar as coisas da minha filha para cá, mas não precisava ter dado o mérito à mim. A idéia foi toda sua!
-Que bobagem, não interessa se a idéia foi minha ou sua o que realmente importa é que fizemos o bem!

Capítulo 15
Pov Jacob
Me diverti muito com aquelas crianças, o dia correu de jeito que quando dei por mim já era noitinha.
O tal do “Montanha” se mostrou ser um cara do bem assim como todos os outros caras que estiveram na minha casa . e eles eram amigos desde a adolescência dela e não havia motivos para sentir tanto ciúmes.
-Amor, to caindo de sono. - disse cochichando.
-Claro querida, vamos embora por que amanhã eu tenho minha primeira sessão de fisioterapia.
Nos despedimos de Megan e para minha agradável surpresa, a pequena Maria havia acordado e estava nos braços de Cassie. Acenei para a linda Cassie que retribuiu com um largo sorriso, pegou a mãozinha da Maria e acenou de volta.
Com o apoio da minha namorada voltamos para o carro e quando deu por mim ela acelerava na pista levando menos tempo de viagem até em casa.
-Amor tem alguma coisa de errado com você?
-Não, por quê? – ela respondeu ácida.
-Então o porque dessa cara emburrada e desse jeito rude?
-Porque eu vi você dando mole para aquela lambisgóia da Cassie! – ela jogou cruzando os braços. Eu desci do carro vendo que ela descia logo em seguida.
-Primeiro, eu te amo, ok? Segundo, eu só falei com ela por causa de Maria – disse a encostando na porta do carro – depois de tudo o que você fez e faz por mim depois de você ter me mostrado que sou capaz de amar e ser feliz novo...você acha mesmo que te trocaria por qualquer uma?
-Promete? Promete que vai me amar do mesmo jeito que te amo?
-Prometo!
Mordisquei seu pescoço e ela se arrepiou toda, não mude deixar de sorrir com o efeito que causava nela , lentamente fui subindo com beijos suaves até encontrar seus lábios que clamavam por mim com desespero. Invadi sua boca com a minha língua sem dó nem piedade a fazendo arfar. Seus delicados dedos arranhavam minha nuca enquanto ela gemia por mais.
-To louca de vontade de arrancar essa sua roupa, esse gesso na sua perna te colocar na banheira e deixar você me fazer tua mulher! – ela sussurrou de forma sexy no meu ouvido.
-Ah não brinca com fogo para não se queimar...eu também to louco pra arrancar essa sua roupa e te fazer minha! Quero te fazer gritar meu nome muitas vezes até você desmaiar nos meus braços!
-É mas não adianta nos animarmos muito...maldito gesso! Além do mais temos a vida inteira juntos. – disse se afastando.
-Tenho que agradecer por poder estar vivo para acordar todos os dias de manhã e ver teu rosto todo sereno e no fim do dia ouvir você dizer que me ama.
-Eu te amo! – ela disse matreira antes de sair saltitante pelo meu jardim, peguei as muletas e a segui na minha velocidade.
Quando o dia amanheceu não estava na cama e o cheiro do café da manhã já invadia o meu quarto. Entrei no banho, vesti uma roupa mais adequada para minha primeira sessão de fisio, caminhei até a cozinha e fiquei calado só vendo e ouvindo rebolar e cantarolar só Deus sabe que raio de música era aquela.
Ela usava meu blusão de frio, um ipod e nada mais.
deixou cair no chão uma colher , colocou a mão na cintura, bagunçou os cabelos de forma muito sensual e se agachou para pegar a colher, quando levantou deu uma voltinha ficando de frente para mim totalmente vermelha.
-J-Jake? Quanto tempo que você chegou? – ela parecia terrivelmente encabulada.
-Adorei o rosa – disse me sentando à mesa.
-Que rosa? – ela perguntou olhando ao redor.
-O rosa das suas bochechas! - Disse me entregando ao riso.
-Seu ridículo! – ela jogou um pano em cima de mim e depois se pendurou no meu pescoço.
-To preocupado com essas sessões de fisioterapia. – confessei fitando o nada enquanto sentia o perfume que vinha dos seus cabelos recém lavados.
-Por que amor? Você tem todas as chances do mundo para se reabilitar, além do mais vamos fazer um acordo.
-Que acordo? – eu perguntei curiosa.
-A cada progresso seu na fisio, um progresso na nossa cama...- ela disse safada e saiu do meu colo.
-Hey! Como é que você me diz isso e sai assim? me deixando no vácuo? Amor...eu to carente! – fiz bico.
-Quer diversão amor? Se empenhe no tratamento e você terá de mim o que bem quiser! – ela disse cruzando os dedos e os beijando como forma de promessa.
-Você é má – brinquei.
Tomamos nosso café em plena e total sintonia e harmonia. Queria tocar no assunto Maria, mas não sabia como.
Fomos até a clínica de reabilitação, sentei numa cadeira confortável na recepção enquanto se debruçava sobre o balcão à procura de uma recepcionista. Seu quadril me chamou muita atenção, todas aquelas curvas escondidas dentro de uma calça jeans branca e para meu lado possessivo e ciumento se manifestou quando outros homens que aguardavam passaram a admirar o que é meu.
Levantei sem a menor cerimônia e me encaixei atrás dela.
-Ui o que foi Jake? – ela perguntou cruzando meus braços ao redor da sua cintura.
-Proteção.
-Uh? – ela retornou sem entender.
-No que posso ajudar? – uma recepcionista sem sal nos atendeu.
-Temos hora marcada com Drº Alexander. – disse.
-A senhorita quis dizer Drª Alexander? Clarissa Alexander?
Uma loira de belos olhos azuis, corpulenta e extremamente sensual sem ser vulgar apareceu com seu jaleco branco.
-Algum paciente meu chegou Ana? – ela disse .
-Sim senhorita, o senhor Black acaba de chegar. – a tal Ana respondeu.
-Ótimo , mande-o entrar.
Ela saiu sem nem olhar para mim ou para . Que grossa!
-Acho que agora eu sigo com a miss simpatia amor. – brinquei com a minha mulher.
-Boa sorte com essa Fiona, amor! Venho te pegar daqui duas horas.
Fiz questão de beijá-la como nunca antes mostrando para todos que ela era minha e só minha.
Segui até a sala da tal miss simpatia e lá tinha um monte de equipamentos de tratamento.
-Bom dia senhor Black! – ela disse sorrindo. Que louca!
-Bom dia.
-Vamos lá , estive vendo seus exames e bom, seu acidente foi feio e por pouco sua lesão não foi fatal. Hoje o que proponho é, vamos retirar seu gesso e ver como está tudo. Vamos desenvolver algumas atividade e veremos como seus ossos, tendões e musculatura trabalham, ok?
-Ok.
Ela indicou uma maca e deitei na mesma. Ela ligou uma peça que mais parecia um cortador de pizza com motor.
-Não tenha medo, isso não corta nada a não ser o gesso.
Ela abriu de canto a canto de forma longitudinal fazendo o gesso partir em dois.
-Nem se vê mais os pontos que você levou no primeiro dia.
-Levei pontos? – perguntei incrédulo.
-Sim, devido à sua fratura exposta. Depois de cicatrizado engessaram sua coxa para ajudar na cicatrização óssea.
-Sei.
-Então senhor Black, posso chamar de Jacob, certo? Quero que você articule seu tornozelo para que eu possa ver.
-Mas ele está ótimo! – reclamei.
-Não discuta Jacob, aqui quem manda sou eu! – ela disse não com autoritarismo e sim com diversão.
Obedeci.
-Ótimo. Agora dobre o joelho.
Com certo esforço e um pouco de dor fiz. Travei o maxilar mas estiquei e dobrei o joelho.
-Perfeito. Agora vamos até aquele corredor ali.
Ela me deu minhas muletas e eu segui até um equipamento que simulava um corredor.
-Agora, você vai me dá essas muletas, se apoiará nos corrimões e tentará andar até a outra ponta.
-Acho que não agüento.
-Você nem tentou Jacob. – ela usou o mesmo tom de antes.
-Não foi a sua perna que foi dividida em duas – imitei sua voz.
-Vamos lá, imagine que eu sou o que você mais quer e você está a cinco passos de conquistar, vai ficar aí parado reclamando sem tentar?
-Claro que não! – falei firme.
-Então...o que você mais quer Jacob? por que não vem me pegar?
Juro que senti um duplo significado na frase. Mentalizei o corpo nu de e dei dois passos em falso.
-Isso aí Jacob, dois passos sem muletas para quem estava a quase dois meses sem andar direito já um grande passo!
-Mas dói! – reclamei fazendo careta – minha perna parece que vai cair sei lá, que está solta.
-Isso é em parte psicológico, vamos mais divagar. Por hoje vamos com outros exercícios mais leves, na próxima sessão pego mais pesado com você .
Sai do meu lugar seguindo as ordens dada pela senhorita Alexander. Cada exercício foi feito com cautela, sacrifício e dor, logo eu estaria de volta.
-Por hoje é só Jacob resmungão Black – ela divertiu-se com a minha cara.
-Você é que é durona demais para um quase aleijado. – ri também.
-Ok sem drama Jacob, quero você aqui na quarta-feira de manhã...- ela seguiu em sussurro – para eu te pegar de jeito...
-Como é?
-Nos exercícios Jacob. Nos exercícios da fisioterapia.
-Ah – deixei escapar.
A loira mal educada / divertida / tarada me conduziu até a saída da clínica quando encontrei vindo sorrindo para mim de um jeito que me fez lembrar de como é bom ter alguém que nos espere em casa depois de um dia de trabalho duro, de como é bom ter alguém a quem se pode amar sem medo. De como é bom ter uma família.
-Vamos Jake? – disse observando a inexistência do gesso.
-Eba sem gesso... o que é bom.
-Com certeza meu amor! - Falei enlaçando sua cintura com muito alívio.
-Bom senhor e senhora Black – disse Clarissa com ar de dúvida. – Quarta-feira no mesmo horário, certo?
-Pode deixar Drª Alexander que eu serei a enfermeira desse paciente.
-Ah que bom, assim logo ele estará recuperado. Tem que seguir os exercícios que ensinei, medicação para dor se necessário e assim te libero dando a alta.
-E muito amor doutora Alexander – disse com segundas intenções me fazendo rir com discrição. A fisioterapeuta olhou de forma estranha mas acho que ficou sem graça da piada da minha namorada. – Vamos Jake, hoje vamos almoçar na casa da minha irmã. Will está louco para jogar com você no guitar hero.
Seguimos dentro do carro conversando sobre os exercícios da fisio e o prognóstico de uma alta hospitalar.
Almoçamos tranquilamente em família, perdi feio nos games e vi de longe Ethan em um momento íntimo, era um simples abraço mas foi perfeito. Meu amigo abraçado à esposa com o pequeno e enxerido Will no meio, eu queria aquilo, aquele momento.


Cap 16

Pov

Jacob ficou na sessão de fisio enquanto eu aproveitei para ir as compras no centro portuário. Trabalhei um pouco na minha loja, afinal eu também deveria ajudar a minha sócia que também é a minha irmã, estava distraída pensando nas minhas primeiras noites de sexo com Jake.
Como ele me tocou, como meu corpo acendeu em reação ao dele, os espasmos que senti, todo o prazer que ele me deu e a minha satisfação em vê-lo estremecer com meus carinhos com nossos corpos conectados.
-Tá no mundo da lua hoje né mana? – Amanda falou me chamando .
-Tô.
-Vocês brigaram?
-Quem, eu e Jake? – perguntei surpresa.
-Não, você e o Vin Diesel!
-Ai grossa!
-Desculpa minha caçulinha! O que houve meu anjo?
-Posso ser curta e grossa?
-Deve.
-Sinto falta de sexo! – falei mais alto do que o necessário. – Sinto falta da pegada dele , sabe? Daquele monumento em cima de mim.
-Ok eu já entendi – ela disse cortando meus comentários - mais você tem que entender que esse jejum é para o bem dele.Quando ele estiver 100% recuperado você vai ter seu namorado de volta.
-É que ele é tão quente e tão sexy...ele é enorme e me faz me sentir uma menina depois de me fazer loucuras na cama...na praia e...
Amanda me puxou pelo punho e nos trancou no escritório.
-Menina não fala isso na frente dos clientes! – começamos a rir. – Mais mana, ele é tudo isso mesmo?
-Amiga...- comecei.
-Nossa ele é uma máquina de fazer amor! – ela cochichou rindo – com todo respeito à você e ao meu amor, ok? Que nunca falhou comigo e me faz muito feliz entre quatro paredes.
-Ethan é bom de pegada? Porque Jake tem umas mãos habilidosas! Ai só de pensar me dá um calorão!
-Nossa ficar só pré-aquecimento não tá te ajudando muito né?
-Pois é e eu não gosto dessa fisioterapeuta dele , ela dá em cima dele descaradamente. Na minha frente ele ignora mais e por trás? Ele fica estranho quando chega em casa depois das sessões e nem me toca direito aí quando ele quer alguma coisa ele vem atrás de mim.
-Duvido que ele te traia, deve ser outro motivo.
-Espero por que eu to louca por ele.
-Em outras palavras “você tá louca para dar para ele!”
-Cachorra! – impliquei apertando-a num abraço fraternal. – te amo irmã.
-Também sua vadiazinha.
Depois que peguei Jake na clínica ele não falou uma única palavra.
-Tudo certo hoje? – perguntei quebrando o clima ruim.
-Tudo.
Depois de incontáveis minutos de outro silencio , falei.
-Por que anda tão calado?
-Pensando. Volto ao trabalho amanhã o que quer dizer que eu vou viajar com os garotos e o coach e...líderes de torcida no meu juízo por que querem ganhar o campeonato e blá blá blá.
-É só isso? – falei.
-É.
-Hum...
O assunto morreu e minha agonia aumentou...ele tá escondendo algo.
Desci do carro e fui pisando firme até o meu quarto e me larguei na cama, não me dei ao trabalho de esperar Jake sair do carro.
Tirei o tênis e me larguei na cama, não queria pensar em Jake me traindo.
-Hey. – ele disse.
-Que foi? – respondi socando o travesseiro na cabeça.
-Olha para mim? – pediu gentilmente.
-Jake, eu to cansada . Diz o que você quer!
-Você ...olha para mim, por favor?
-Não to afim.
-Nossa! –ele chiou . –Qual foi o problema? Já faz tempo que percebo você diferente, isso é TPM?
Me virei na cama para encará-lo , meus olhos vermelhos que demonstravam as lágrimas que queriam rolar.
-Hey...o que foi? –ele perguntou cauteloso .
-Fazem seis meses Jake, seis meses que nos conhecemos , você me salvou, me defendeu, me amou loucamente, lutou por mim e...
-E?
-Esfriou!
-Esfriou?!
-Jake você não me ama nessa cama como antes, como no primeiro fim de semana naquela praia! Eu quero aquele Jake de volta, eu quero aquele fogo, eu quero aquele amor todo só para mim. E nesses quatro últimos meses quando você volta das sessões de fisio você fica calado, anda misterioso . – me calei depois de ter despejado tudo de um fôlego só - Tá me traindo com aquela loira de farmácia, não está? – perguntei já chorando em silêncio.
Jake respirou fundo e só aí vi que ele já andava sem muletas, quando foi isso?
-Eu amo você e ponto final, nunca te trairia, ok? Confie em mim!
-Mais você não me toca com antes! Nem se quer me toca Jake! Me sinto rejeitada!
Jake veio na minha direção de cenho fechado e respirava fundo. Segurou com brutalidade minha blusa de botões e a abriu fazendo saltar fora alguns deles, Jake se posicionou com a perna sadia ao lado do meu corpo e me olhou com desejo.
Jacob abriu o fecho do meu sutiã deixando meus seios a mostra.
-Jake...- sussurrei.
Seus olhos faiscavam de desejo e meu corpo já pulsava por aquele homem sobre mim que tinha tanta garra e paixão, exalava a sexo, eu exalava o mesmo aroma o que o atraia para mim e eu a ele.
Jake se inclinou ainda mais sobre mim preenchendo sua mão com meu seio exposto, sua boca vermelha e carnuda se aproximou da minha orelha .
-Eu amo você e posso provar! – ele massageou meu seio e depois mordeu minha orelha – vou te fazer minha mulher só pra te provar que eu sou o teu homem, o único que te vai fazer gemer de prazer.
Jacob caçou minha boca e as devorou como nunca antes,sua língua se enroscou na minha enquanto nossas mãos buscavam retirar as peças de nossas roupas.
Jake me lambuzou com a sua língua pelo meu colo, descendo até encontrar o umbigo , puxou com dois dedos o elástico da minha calcinha deixando minha intimidade livre para recebê-lo.
-Me ama Jake! Agora! – pedi.
-Eu sou o único homem para você! – ele disse convicto e cheio de posse.
Jake com força abriu ainda mais as minhas pernas me fazendo laçá-lo enquanto ele me penetrava com virilidade e isso me fez reprimir um grito , minhas mãos cravavam nos lençóis enquanto meu namorado me penetrava cada vez mais fundo e com mais força .
Agarrei seus cabelos que agora já batiam na altura da nuca o trazendo para um beijo ardente tanto quanto suas investidas duras em mim, ele arfava e gemia tanto quanto eu, nossos corpos cobertos por uma película de suor . Seu vai e vem me deixava mole .
Meu corpo não agüentava mais as forças dele em mim, meu corpo sentia o orgasmo vindo com força e ele bombava ainda mais, ambos gemendo sem o menor pudor ou receio, meu corpo arqueou procurando mais contato com o corpo dele e quando não mais me contive meu corpo se contraiu ao redor dele e seu líquido quente invadia-me por dentro.
Seu corpo desabou sobre o meu e trocamos um beijo calmo. Nossas respirações estavam muito alteradas, meu corpo relaxou por completo debaixo do dele.
-Nossa...também sentia falta de você tão dada desse jeito para mim – Jake disse e riu.
Jake rolou para do meu corpo e eu procurei segurança nos seus braços. Jake sorriu e beijou minha testa com carinho.
-Nunca vai me trair né? – perguntei receosa.
-Óbvio que não , nunca se esqueça, você é a minha passagem de volta! Você é a minha vida, meu chão, meu ar, você é tudo para mim!
Fechei meus olhos para sentir meu homem do meu lado. Jake passou a passear sua mão pelas faces internas da minha coxa e depois subindo com malícia. Inevitável não abrir as pernas e permitir seus dedos massageando meu ponto mais sensível enquanto nossas línguas dançavam juntas. Senti Jake me invadir com um dedo fazendo o seu vai e vem dentro de mim, meu quadril começou a dançar junto com os movimentos dele ,logo dois dedos me invadiam e nossas bocas não se desgrudavam.
Jake aumentou seu ritmo o que foi me deixando louca.
-Toda molhada baby? Eu nem comecei! – ele disse rouco no meu ouvido.
-Uh – gemi em resposta.
Fechei meus olhos para sentir cada movimento dele, Jake deslizou sua boca pelo meu corpo entre beijos, mordidas e lambidas até encontrar meu centro. Quando senti , foi sua língua me penetrando e aquilo atiçou a minha mente e meu corpo de um jeito inédito!
Meu quadril acompanhava seu movimento, ele aumentou o ritmo ditando o movimento do meu corpo também, sua língua me torturava profundamente ,não mais agüentando cravei meus dedos nos seus cabelos o pressionando ainda mais dentro de mim, ele me encarou satisfeito e eu desfaleci na nossa cama quando um espasmo me atingiu me deixando totalmente sem forças.
-Espero te convencer amor, não só na cama, não só com palavras, mais com a minha alma que te amo demais. –ele disse tomando fôlego .
Seria possível amá-lo ainda mais depois daquela declaração? Sim! Meu coração bateu retumbante dentro do peito.
Jake me apertou em seus braços num gesto de proteção e carinho e ficamos assim por muito tempo, apenas em silêncio.
-Ninguém nunca tinha ido tão fundo - eu disse quando recuperamos nossas respirações. – nunca me tiveram como você me teve hoje amor.
-Eu disse que sou teu homem! – disse beijando meus lábios de forma sutil – e agora te marquei definitivamente como minha. Eu cheguei mais longe ,me enraizei em você e você em mim amor, bem aqui no meu peito.
-Eu te amo. – disse . Outro silêncio.
-Amor tenho dois pedidos para te fazer e isso explica por que fiquei tão afastado de você.
-Faz – disse ainda de olhos fechados bem aconchegada ao seu corpo nu.
-Quer ser a mãe da minha filha?aliás dos meus filhos?
Abri os olhos e encontrei os seus me olhando com ternura.
-Mais é óbvio que quero ser a mãe dos seus filhos Jake! – disse radiante de felicidade. Ele pegou uma caixinha no criado mudo e abriu me mostrando o conteúdo.
Um belo anel azul.*
-Me aceita como sou e casa comigo?
Beijei seus lábios como resposta e ele sorriu contra a minha boca.
-Você não me respondeu se quer ser a mãe da minha filha?
-Claro que quero Jake, quando tivermos os nossos filhos eu serei a mãe deles , certo? – brinquei.
-Me refiro à Maria. Entrei com o pedido de adoção, estive lutando pela guarda temporária dela, quero que ela tenha os melhores dias da vida dela caso ela não tenha outra chance.
Minhas lágrimas correram livres pelo meu rosto, esse homem não poderia existir!
-É claro amor! – mal disse devido as lágrimas.
-Foi por isso que me afastei, mais no fim eu consegui a guarda provisória e ela chega amanhã, preciso que fique com ela, comprei um enxoval mais adequado para ela, respirador, medicações enfim...acho que amanhã eles devem entregar tudo por aqui.
-Quando você volta?
-Dois dias.
Pov Jacob
Como de costume me levantei muito cedo, fiz um breve alongamento dentro do quarto mesmo sem acordar a minha noiva.
Isso era estranho depois de tanto tempo chamar uma mulher de “minha noiva”, ela dormia tão serena , o lençol apenas cobria suas partes e aquilo me atiçava. Por mim eu voltava para cama, a despertaria com um beijo daqueles e passaria o dia inteiro fazendo amor com ela.
Entrei no chuveiro antes que acabasse perdendo o foco do trabalho, pedi um táxi para mim e enquanto aguardava fiz minha mala. Não demorou muito e eu já partia para a escola.
Ao chegar notei as expressões de “ai meu Deus finalmente o professor Black chegou!”. O diretor da escola como no primeiro dia fez seu nada sutil e nada opressivo pedido de vitória, fez aqueles discursos chatos, aplaudimos por pura conveniência e enfim minha primeira parte efetiva. – Tomar conta das mimadas e insinuantes líderes de torcida! – Por que a pior parte fica sempre comigo?
-Ok garotas, silêncio! – pedi e elas se calaram, umas por medo, outras por respeito e as mais abusadas se calaram apenas para me comer com os olhos. – Vou chamando pelo nome, me entreguem as autorizações dos pais de vocês , se acomodem e vamos embora.
Comecei a listagem e uma a uma foram entrando no ônibus, as piores ficaram por ultimo só para que eu pudesse ficar de olho. Desde o inicio dos jogos eu tinha problemas com o perturbador Tonks e as oferecidas líderes de torcida e de todas a pior era a líder das líderes –Hayley Cast, mais conhecida como “problema” ou “dor de cabeça”. Ela mascava um chiclete de forma apelativa e subia um centímetro da sua saia azul e branca. Na idade dela eu adorava ver as líderes com aqueles uniformes e como elas adoravam se exibir...todos ganhavam , mais também me lembro que elas não eram tão metidas. Até parece que essas fedelhas aliás a fedelha da Cast iria me despertar como homem, principalmente quando se tem uma mulher como a minha esperando em casa cheia de amor para dar.
O ônibus voava no asfalto , as garotas tagarelavam sobre maquiagem, garotos e baile de outono e com certeza no outro veiculo os meninos falavam de sexo, líderes de torcidas e de fazerem sexo depois do baile ou até mesmo durante o baile com as líderes de torcida.
Conversei muito pouco com o único adulto do ônibus, o motorista Bill. Ele não era de bater papo e parecia tão aborrecido quanto eu ouvindo e aturando aquelas meninas.
Olhei de relance pelo retrovisor e vi Hayley se insinuando para mim , sabia que aquilo iria dar em confusão. Não vou negar que ela é um mulherão para idade dela mais tenha dó! Pedofilia ainda é crime!
Meu celular tocou e vi piscar no visor o nome de Ethan.
-Fala mano – falei .
-Parabéns velho! Soube de você e ...ela tá radiante cara!
Me senti extremamente feliz em saber disso.
-Pois é cara, aconteceu! – olhei novamente pelo retrovisor e observei Hayley prestar muita atenção na conversa, quando ela sacou que eu observava desviou os olhos, ela estava vermelha.
-Soube também da bebê, mais uma vez parabéns! Nunca imaginei isso, sério! Por isso no jogo de hoje a noite vou dedicar todos os meus pontos à vocês três .
-É pois é, a sua família tá aumentando irmão! – rimos como dois idiotas. – Assim que chegar no hotel ligo para casa para saber como elas estão e ligo pro meu velho, ele vai ter um troço.
-Vai mesmo, você deveria se casar por lá mesmo, sabe? Aquela coisa toda de povo cherokee unido e tal além do mais tradições devem ser respeitadas e seu pai já está velho, faça a alegria dele homem! – Ethan disse me zoando.
-Eu sou quileute seu idiota e não cherokee! Além do mais você virou membro do conselho da reserva por acaso senhor “eu sei as tradições nativo americanas”?
-Nada disso apenas sou o padrinho por que a sua noiva me convidou!
Ela havia se antecipado...pelo menos pensou no mesmo que eu. Ri mentalmente.
-Tudo bem, tenho que desligar.
-Abraço e vê se assiste ao meu jogo hoje,ok?
Guardei o celular no bolso e senti a presença do meu antigo anel de casamento, não sabia bem o porque de tê-lo colocado lá e nem se devia usá-lo. Mesmo assim o trouxe comigo.
-Chegamos – disse Bill.
Havia uma placa de bem vindo à Charlotte.
Os rapazes do outro veiculo já desciam com suas malas e agora era a vez das garotas. Enquanto elas pegavam suas malas nos compartimentos, peguei o anel do meu bolso e coloquei na mão direita. Me senti seguro e de certa forma me fazia lembrar de casa, naquele momento a minha futura esposa estava cuidando da nossa futura filha.

Tiramos a tarde para descansar e conhecer a cidade, a noite enquanto os alunos estavam em seus quartos, os professores foram para o bar do hotel assistir aos jogos simultâneos da NBA. O safado do Ethan cumpriu a promessa, a cada ponto ou jogada perfeita dele ele fazia um gesto para câmera.
O técnico olhou para minha cara e depois olhou de volta para tv.
-Você foi preparador dele , não foi?
-Fui.
-Ainda tem contato com o pessoal da NBA?
-Tenho.
-Hum...legal. Me apresenta aí qualquer dia desses, quero o apoio de um deles para indiciar um dos nossos.
-Qual deles?
-O Crawford.
-Pode deixar, falo com alguém sobre isso.
Eu, Bill, o coach e uma professora da escola voltamos a atenção para o final do jogo. Um jornalista correu com o microfone na mão e foi atrás do Ethan.
-“Então Ethan e essas jogadas?”
-“Sorte, talento e treino, valeu Jacob Black!” – ele respondeu respirando fundo, totalmente vermelho pelo esforço do jogo.
-“E o que foram aqueles gestos? O nosso site e nossos telespectadores não paravam de ligar perguntando”
-“Foi bom você perguntar...Jake meu velho eu disse que faria ,não disse? – ele disse para mim como se soubesse que eu estava assistindo , ele voltou a olhar o repórter e então continuou- meu antigo preparador físico agora é pai! Ele é meu melhor amigo, vai se casar com a minha cunhada e agora eles são pais da pequena Maria, minha sobrinha linda! Família amo vocês!
O idiota fez todos os meus colegas de trabalho olharem para mim surpresos.
-Nossa professor Black...acho que eu devo dizer “parabéns papai” – a professora disse erguendo seu copo de limonada.
-Cara você é cunhado do Ethan...você sabe esconder o jogo em Black. – o coach falou erguendo o copo – Ao novo papai então!
Enrolei por cinco minutos e sumi dali. Entrei no corredor do meu quarto e estava tudo escuro, coloquei o cartão-chave na porta e para minha surpresa ela estava aberta . No breu do meu quarto vi o vulto se mover com graça na minha direção e quando pensei em falar qualquer coisa mãos seguravam a minha nuca e lábios se moviam com os meus num beijo intenso, simplesmente não neguei o contato.
Ouvi um ruído estranho e recobrei a consciência repelindo aquela sombra.
-Quem é você e o que faz aqui? – perguntei enquanto corri para acender a luz.
-Olá professor Black!
Hayley estava usando apenas lingerie , a fitei de cima a baixo e ela parecia satisfeita. Mais que diabos eu estava admirando? Ela é minha aluna e ponto final.
-Você é louca? Vista-se e volte para seu quarto! – ordenei.
-Ou eu posso simplesmente deitar nesta cama e fazer amor gostoso com você - ela disse me rondando – posso fazer você gemer de prazer...- ela se posicionou atrás de mim mordendo o lóbulo da minha orelha enquanto suas mãos deslizavam pelo corpo retirando minha camisa de mangas compridas me deixando apenas de camiseta. – Uma tatuagem? – ela disse sexy – Que tesão!
-Olha aqui sua pirralha atrevida saia daqui ou eu mesmo tomarei minhas providencias ! - ameacei expulsando ela do meu quarto pelo braço.




Cap 16
Pov Jacob



-Vai Ashton! Arremessa essa bola! – gritei para o ala-armador do time. O técnico estava a beira de um ataque de nervos , estávamos perdendo por um ponto quando nos segundos finais Taylor arremessou da linha dos três pontos .
Cronometro zerado e a vitoria era nossa! A arquibancada veio a baixo numa explosão , parte em comemoração parte em reprovação . Um peso das costas foi tirado de mim, havíamos garantido vaga na semi-final e só mais duas vitórias e estaríamos no campeonato estadual.
-Yeah! Agora ninguém nos segura! – o técnico berrou do meu lado.
O time se reuniu no centro da quadra e urraram o seu grito de guerra.
Sentei no banco e respirei fundo, queria minha mulher comigo , eu precisava comemorar com ela e ainda por cima precisava saber como ela se comportou no primeiro fim de semana como mãe, justo o fim de semana mais importante para nós eu na estava por perto. Isso com certeza vai pegar mal na avaliação do conselho tutelar.
Mais antes que a preocupação me pegasse milhares de mãos e braços me pegaram , só senti o meu corpo ser lançado para cima enquanto toda a equipe urravam.
-Hey galera vamos devagar com o preparador! Ao queremos que ele se machuque de novo, certo? – o coach me salvou.
-Valeu turma mais o mérito não é meu, é do time e do técnico ! –falei.
-Mais professor com as suas aulas puxadas , todos aqueles exercícios nos deram resistência e habilidade. – falou Tom.
-É isso aí, essa vitória é de cada um! – falou a professora que nos acompanhava.
O estádio foi se esvaziando , o time derrotado já havia evaporado e nós seguimos para o vestiário. Agora era apenas um banho e pé na estrada.
Quando entrei no vestiário saquei de longe a pivete da Hayley me secando...aquela garota ainda vai me causar problemas!
Meu celular tocou e era . Como eu precisava ouvir a voz dela!
-Alô! – disse mais o sinal estava péssimo .
-“...quando volta? - ouvi ela dizer.
-Chego de madrugada e como foi o seu fim de semana com nossa pequena? – estava curioso em saber.
-...”tá horrível o sinal, volta logo, te amo! – ela disse e depois finalizou. – diz que me ama?
-Ok er...- olhei ao redor e alguns alunos estavam bem atentos na conversa – nos vemos mais tarde. Tudo bem? Aí digo o que você quer ouvir.
-O quê? Não vai dizer? – ela fez um muxoxo até divertido mais não sabia se era de brincadeira ou não. – Vai perder pontos hein! ou diz ou faço greve !
- Greve?
-De sexo meu amor! Ou você não me ama?
Estava ficando encabulado e o pior é que todos prestavam atenção em mim.
-O gato comeu sua língua? – ela brincou e eu me rendi.
-Tudo bem – disse derrotado afinal não posso sonhar em ficar sem o sexo e muito menos sem ela. – ok gata, te amo! – sussurrei.
-Agora sim!
A ligação caiu e eu enfiei o celular no bolso.
-Aew professor Black! – ouvi alguém falar alto logo em seguida vários auês seguiram dentro do vestiário.
-Professor Black, o pegador! – outro aluno me zuou.
-Quando crescer quero pegar todas como o senhor! – outro aluno falou e a algazarra aumentou.
Pedi para que fizessem silêncio , subi no banco que estava encostado a parede e falei.
-Bom...vocês precisam comer muito arroz com feijão ainda para ter em casa uma gata como a minha! – disse segurando o riso da minha atitude adolescente de subir no banco e praticamente declarar que estou apaixonado. Os alunos fizeram um barulho maior ainda e eu pedi para que se calassem – E agora vocês devem tomar um banho e mudar o assunto , seu eu ouvir qualquer barulho sobre o que aconteceu aqui eu mato vocês com treinamento extra de 5 horas diárias! Entendido?
-Sim senhor, gatinho Black! – algum engraçadinho falou , todos riram até eu mais depois eles voltaram ao rotineiro blá blá blá juvenil.
Horas depois estávamos entrando no estacionamento da escola, muitos pais esperavam pelos filhos. Já passava da meia noite aliás já berrava as 03:00 a.m. Olhei de relance para a atrevida da Hayley que me mandou um beijo no ar e saiu do meu campo de visão.
Alguns pais vieram me agradecer, pedi desculpas pela hora da chegada afinal deveríamos só voltar na manhã seguinte mais por motivos escolares tivemos que voltar antes.
Entrei no meu carro e pisei firme no acelerador.
O caminho estava muito escuro, a floresta estava fria mais voltar para casa era tudo que eu queria.
Desliguei o motor e desci do carro entrando em casa. Haviam alguns brinquedos espalhados no mais estava tudo no mais absoluto silêncio.
Mais meu desejo estava totalmente sintozinado na minha mulher. Andei apressado até meu quarto e vi sua silhueta enroscada num lençol fino apesar do frio que entrava pela fresta da janela.
Larguei meu casaco e toda a minha roupa num canto, toquei a pele delicada de e ela se arrepiou toda virando-se totalmente para me encarar. Depois do pequeno susto que lhe causei ela sorriu e na minha sede suguei seus lábios com firmeza.
enlaçou meu pescoço fazendo carinho na minha nuca. Ela caçou a minha língua com a mesma paixão que eu desejava seu corpo, deitei ao seu lado trazendo sua coxa até ela se encaixar na minha cintura. Minha mão segurou com firmeza sua coxa onde cravei meus dedos e isso a fez gemer, sorri contra seus lábios e subi minha mão para dentro da sua camisola de seda cor de pele onde trouxe ainda mais seu quadril contra o meu, roçando nossas intimidades.
-Jake! Uau...- disse com dificuldade – O que foi isso?
-Saudade! – sussurrei malicioso no seu ouvido.
Logo em seguida rasguei o fino tecido trazendo para cima de mim. Ela entendeu o meu desejo e começou sua tortura em mim .
Ela mordiscou minha orelha enquanto prendia meus punhos no alto, sua língua travou um contato de fogo no meu pescoço, desceu pelo meu peitoral parando com um leve beijo no cós da boxer. Minha ereção já me incomodava , a atirou para longe e num breve descuido enquanto ela olhava onde caía a boxer me virei sobre seu corpo nu segurando seus punhos com uma só mão.
Ela parecia surpresa ou talvez ansiosa pelo que viria mais eu precisava apenas que ela cofiasse em mim e me olhasse nos olhos enquanto eu a possuía.
-Me olha nos olhos – falei e ela não desviou nenhum segundo do meu olhar.
Soltei seus punhos e arqueei suas pernas , me acomodei entre elas e me introduzi nela , no começo devagar, ela reprimia um gemido mordendo o lábio inferior . veio em busca da minha boca e quando eles se encontraram a possui com vitalidade.
Nossas bocas se moviam juntas assim como nossos corpos roçando um contra o outro, o beijo ganhou urgência assim como a fricção dos nossos quadris, já sentia como se fosse explodir a qualquer momento, gemíamos alto, o prazer nos consumia. Tudo que eu precisava era ela, se ela estava satisfeita eu estaria em êxtase .
Aumentei meu ritmo nela já sentindo algo percorrer minha coluna, minhas bombadas estavam cada vez mais fortes e precisas até que ela intimamente se contraiu contra mim soltando um grito de prazer , logo foi minha vez de explodir dentro dela.
Arfei ainda gemendo mais não tive forças para sair dela. A sua respiração estava muito acelerada contra meu ombro.
-Eu te amo – ela sussurrou para mim e só aí rolei para fora do “meu lugar”.
-Você é meu tudo . Meu tudo!
Aninhei seu corpo no meu enquanto buscávamos ar. Mais aquilo estava muito longe de acabar, aquela foi apenas a primeira rodada da noite.
***
A noite mal havia acabado quando ouço um chorinho, aquilo era estranho, eu devia estar sonhando com choro de criança.
O choro não parava e se tornava mais alto e angustiante.
-MARIA! – gritei assustado indo apenas de boxer para o quarto do bebê.
A peguei no colo e ela se calou. apareceu logo em seguida com uma cara assustada , ela verificou a temperatura da mamadeira , a coitada estava com a cara toda amassada da noite mal dormida e esfregava os olhos.
-Deixa eu ver a fralda dela, deve estar cheia. – ela disse.
-E eu te deixei sozinha nesse fim de semana. – lamentei.
-Tudo bem amor, acontece.
acalentou a pequena Maria nos braços e elas pareciam se dar bem. Colocou a menina no trocador e fez o processo de higiene e depois trocou a fralda.
-Não é tão difícil depois da terceira fralda – ela disse e riu.
sentou numa cadeira de balanço e esticou o braço para a mamadeira. Eu peguei e entreguei a ela, me acocorei do seu lado para observar aquele momento. Beijei suavemente minha mulher enquanto Maria sugava com certa dificuldade o leite da mamadeira.
No fim a criança já dormia profundamente de novo, a deitou na cama e me abraçou. Com malicia puxei o laço do seu roupão .
-Jake...- ela resmungou – você acabou comigo essa noite, tô cansada.
-Hum...-chiei – quero estar com você meu amor, eu preciso estar dentro de você todo o tempo!
-Tudo bem mais agora não, estou morta, prometo que mais tarde faço o que você quiser. – ela choramingou um pouco mais

Eu entrei literalmente numa fria, tomei um banho super gelado para acalmar o meu fogo e também para despertar. voltou para cama enquanto eu logo em seguida foi preparar um café da manhã especial para ela, aliás para nós, porque eu estava morto de fome.
Levei um susto quando assim que terminei de pôr a mesa a campainha soou, pela hora só podia ser noticia ruim. Do jeito que estava fui atender a porta, se levantou e veio correndo ao meu encontro.
Ao abrir a porta me deparei com uma viatura do conselho tutelar, um senhora d meia idade usando óculos de meia lua e uma prancheta na mão. Com ela estava um oficial.
Ela me encarou de cima a baixo com reprovação e só aí percebi o que estava acontecendo.
-Não vai me convidar a entrar senhor Black? – ela falou num tom seco e irônico.
-Ah é, perdão, eu...- eu comecei a gaguejar sendo salvo por .
-Perdoe-nos , é que não esperávamos a senhora aqui tão cedo. Por favor entrem e se acomodem.
Até eu obedeci a voz firme e segura da minha mulher, eu estava nervoso e muito ansioso. E se desse tudo errado?
-Deus ajuda quem cedo madruga, não é isso o que falam? – ela tornou a usar o mesmo tom de antes.
-Sim , é o que dizem. – respondeu sem jeito.
-Bom , acabei de passar um café, a senhora e seu amigo não querem? – ofereci com a voz meio falha.
-Não senhor Black. – ela disse firme e com um olhar inquisidor. – Diga-me senhor Black, é apenas de tolha e sem camisa que atende suas visitas?
-Oh não! – quase gritei. – É que não...eu não – droga , ela ia me ferrar! E porque não consigo me explicar.
-Querido, porque você não vai trocar de roupa enquanto eu atendo as visitas? – disse e tocou meu ombro com firmeza.
-Mais uma vez, desculpas. Eu não costumo ficar sem roupas por aí. – disse e saí sabendo que essa avaliação não seria nada boa.
Troquei de roupa , coloquei a mais formal que encontrei.
-Vai sair senhor Black? – ela questionou.
-Não senhora, porque diz isso? – perguntei receoso.
-A um instante estava semi-nu e agora parece-me que vai sair e deixar a sua noiva sozinha novamente.
O que? Ela só pode está querendo me prejudicar! Que bruxa dos infernos!
-Senhora eu não deixei minha mulher sozinha por que quis e sim por porque precisava trabalhar. Muito se engana se a senhora acha que sou um homem que fica vadiando por aí deixando minha família desamparada. Eu as amo demais . – respirei fundo antes de terminar de jogar o que estava entalado na garganta , enfiei as mãos nos bolsos e sorri cinicamente depois de concluir- Senhora, só uma dica : não julgue pelas aparências!
arregalou os olhos para mim já denunciando que peguei pesado. Nada impediria daquela velha se levantar e ir embora com Maria nos braços me negando a oportunidade de dar a ela um fim de vida decente.
Ao invés da velhota reagir ela simplesmente riu, anotou só Deus sabe o quê na papelada que ela trazia nas mãos e retirou os óculos de meia lua.
-Muito bem senhor Black, então me diga o porque de você merecer a guarda desta criança? – ela disse e apertou os olhos em fendas esperando pela minha resposta.
***

Foi difícil ver a pequena Maria ir embora nos braços do policial, não passei meia hora de relógio com ela, mesmo essa sendo a primeira etapa do processo de adoção, haveriam outros fins de semanas teste . Mais de uma coisa eu tenho certeza , minha primeira avaliação não foi nada bom pra mim.
Eu deitei na minha cadeira do papai e fechei os olhos para tirar um cochilo.
-Amor? – me chamou.
-Quê? – resmunguei.
Ela se sentou no meu colo e deitou sua cabeça no meu ombro. A envolvi com firmeza roubando muitos beijos urgentes o que fazia puxar o ar .
-Hey, me deixa respirar, tudo bem? – ela riu contra meu pescoço enquanto se aconchegava. – Minha irmã quer que a gente vá jantar com ela hoje. Ela quer comemorar nosso pseudo noivado, o seu sucesso com o time da escola e principalmente pela nossa filhota.
-Hum...- não gostei desse “pseudo noivado” soou como se não tivesse importância o meu pedido ou até mesmo o jeito como a coisa fluiu. Será que ela esperava toda a pompa e circunstância ? – Claro que vamos! – respondi dando um beijo suave na minha mulher.
-Tudo bem! – ela ficou mega feliz se levantando abruptamente no meu colo. – Vou avisar a ela que vamos descer e eu prometo – ela baixou a voz voltando a se sentar no meu colo sendo dessa vez de frente para mim. – Eu prometo te recompensar de todas as formas dentro daquele quarto.
Falou com a voz sexy e rouca mordiscando o lóbulo da minha orelha de forma provocativa...é a noite promete!


Cap 18
Pov


Desde o retorno de Jake ao trabalho tenho me dedicado à casa e a minha loja. Vez ou outra me reunia com as minhas irmãs durante as tardes para pegar um sol na piscina.

-Telefone para senhora tia. – disse meu sobrinho.

-Passa pra cá – pedi.

Tirei os óculos de sol e atendi.

-Alô?

- , sou eu, Rachel.

-Oi! Como está? – disse empolgada.

-Bem e morrendo de saudade de vocês dois. Telefonei para sua casa e não tinha ninguém, liguei pro Jake e ele me deu o número daí. Espero não está sendo inconveniente.

-Que nada! Eu estou aqui na piscina com as minhas irmãs tentando organizar umas coisas, aqui está fazendo um sol lindo!

-Ai que inveja! – ela disse e sorriu – Agora eu queria falar sobre você e Jake.

O tom de sua voz soou alarmante para mim.

-O que foi? – disse preocupada.

-Como foi com o conselho tutelar?

-Nada bem...eu acho. Não vamos desistir.

-Jake me telefonou.

-E o que ele disse? – quis saber.

-Perguntou sobre nós, sobre os amigos, falou sobre Maria e sobre mais uma coisa.

Fiquei curiosa, Rachel definitivamente estava estranha.

-Ele me pediu ajuda para te fazer uma surpresa.

-Surpresa? Pra mim? – inquiri desconfiada, minhas irmãs estavam tão eufóricas tanto quanto eu – supondo que esta surpresa fosse algo relacionado ao nosso casamento.

-Acho que ele vai te propor uma festa de noivado aqui em La Push.

-Ai meu Deus! – disse alto e pausadamente.

-O que você acha?

-Eu nem sei o que dizer...eu, eu adoraria!

-Fico feliz, meu pai só fala em você e que queria que o casamento fosse aqui conforme nossas tradições e tal.

-Eu não me importo em fazer uma cerimônia simples e tradicional, seja conforme as tradições do véu e da grinalda daqui ou seja lá como é a cerimônia nativa daí.
-Você tem muito o que aprender! – ela riu.- Agora tenho que ir, Paul está aqui querendo levar o filho dos meus braços.
Desliguei e encarei minhas irmãs que estavam ansiosas.
-Bom...- comecei – Acho teremos uma cerimônia para organizar! – gritei dando pulinhos .
-AH! – minhas irmãs gritaram assustando o bebê e ao Will.

-Shhh!! – pedi .

-Temos que saber a data! – a mais velha disse.
-Concordo ! já decidiu a cor mana? – Amanda me perguntou.
-Calma gente! Ela só acha que ele vai preparar uma festa social para oficializar o noivado e perguntou para irmã se ela acha que eu gostaria de uma cerimônia lá na tribo.
Eu tentei deixar transparecer que não era nada de mais, não queria criar expectativas ainda mas o meu peito estava quase explodindo de euforia.

-Mal posso esperar. – Amanda disse feliz. – Tantas notícias boas para um só dia!

Eu estava tão feliz por todas nós que mal cabia em mim.

Levantei da cadeira e retirei o short, minhas irmãs fizeram o mesmo na mesma velocidade que eu e no “três” corremos de mãos dadas aos gritos e gargalhadas dando um salto para dentro da piscina fazendo levantar água para todos os lados.

-Que farra! – Ethan falou . Will correu ao seu encontro gritando um “papai, papai, a mamãe tem uma surpresa”

-CALA A BOCA WILLIAN! – gritamos com ele e depois rimos as gargalhadas.
-Opa surpresa...-Jake que até então estava escondido atrás de Ethan falou.
Corri ao seu encontro e me lancei em seus braços.
-Que papo é esse se surpresa? – Ethan questionou.
-Poxa...era para ser de fato surpresa mas Will estragou tudo! – Amanda disse.
-Desculpa mamãe. – ele disse cabisbaixo.
-Hey! Não fica assim! – nossa irmã pediu.
-Eu posso saber o que diabos tá rolando aqui? – Ethan pediu.
-Vamos ter um bebê! – Amanda anunciou radiante e Ethan quase não entendeu, ficou parado olhando para ela que precisou estalar os dedos para ele voltar da viagem.
-Outro? Vamos ter outro filho? – ele explodiu feliz.
-Sim amor!
-Torcendo pra que seja uma menina dessa vez. – falei.
-Quando teremos os nossos hein? – Jake perguntou baixinho.
-Quando você me pedir. – respondi o abraçando ainda mais.
Depois de horas curtindo a minha família decidimos ir embora.
Pov Jacob
-Como foi o trabalho? – perguntou enquanto eu lavava a louça.
-Bem e o seu?
-Bem também, a loja está bem e sob cuidados de boas mãos.
-Esse fim de semana Maria vem ficar conosco outra vez – informei.
-Mal posso esperar para poder chamar Maria de nossa filha, sabia? – Meu amor disse se aninhando em mim na nossa cama.
-Para mim ela já é nossa filha.
-Eu seria mais feliz se eu te desse um filho. – ela disse fazendo círculos pequenos com a ponta do dedo no meu abdome . – Já imaginou? Um mini Jake correndo por essa casa? E se fossem dois mini Jake?
-E se fosse uma mini ? Linda, com os teus olhos...já pensou?
-Hum...prefiro ter dois de você do que uma de mim. – ela riu.
-Então para isso dar certo, que tal dois de cada?
-Quatro filhos Jacob? – ela perguntou fingindo estar assustada com meu pedido.
-Sempre quis ter muitos filhos. – admiti. – Nasci em família grande e com muitos irmãos, primos. Sabe como é, né? – disse antes consumir nosso amor outra vez mais.
[...]
O dia amanheceu rápido demais. Fiz meu ritual de higiene e exercícios, preparei o café da manhã da minha mulher e fui trabalhar.
Hayley foi a primeira cara que eu vi. Sempre provocativa e insinuante, veio rebolando até mim, piscou e se foi.
Ainda perco a cabeça por causa dela!
A sexta feira correu tranquila até o meu penúltimo horário. Aula das líderes de torcida. As líderes das líderes de torcida entraram com seu uniforme de treinamento.
-Vamos lá mocinhas, alongando esses músculos por cinco minutos e quero só para começar dez minutos de corrida ao redor da quadra! –infirmei com vigor e soprei o apito ganhando reclamações delas.
Meu telefone vibrou dentro do bolso da calça, uma mensagem. Corri os olhos no texto e quase engasguei com o apito.
“Vc ainda será todinho meu Black! Mal posso esperar para saber do que vc é capaz de fazer na cama entre quatro paredes. Que tal um teste drive no vestiário após a aula?”
Só podia ter alguém de gozação comigo, meus olhos varreram a quadra a procura de Hayley e ela estava livre de culpa, não poderia ter sido ela...ou ela mandou alguém enviar isso para mim.
Perdi a estribeira e descontei na aula, assim que o treino acabou esperei Hayley se aproximar, aquela fedelha ia escutar poucas e boas ainda.
-Você fica! – eu disse áspero.
Ela me olhou cheia de provocação e mascou o chiclete.
-No que posso servir? – ela perguntou com duplo sentido.
-Onde conseguiu meu número?
-Que número? – ela fez de desentendida.
-Não seja sonsa! Se eu receber mais uma gracinha sua te expulso do time e te delato ao diretor! – cuspi entredentes . Ela se aproximou mais e riu em deboche.
-Gostoso! Adoro homem bravinho!
Ela saiu rebolando vitoriosa e eu só pude descontar minha raiva nos aparelhos .
-MERDA! – urrei sentindo dor na perna recém cicatrizada.
[...]
-Jake ? – falou do outro lado da linha.
-Oi – disse ainda de cabeça quente.
-Tô te esperando em frente ao orfanato, a bruxa já está aqui olhando impaciente pro relógio esperando por nós.
-Em cinco minutos. – respondi e desliguei.
Nem se passou o tempo previsto e eu entrei no estacionamento externo no orfanato. Só foi ver ali , aflita e ansiosa me esperando para eu esquecer a dor de cabeça e a dor na perna.
-Desculpa, a ligação caiu – menti.
-Tudo bem vamos logo.
Entramos no orfanato e demos de cara com a velha carrasca.
-Espero que dessa vez senhor Black tenha pelo menos um tempinho para Maria, ela esteve internada e está muito debilitada. – a conselheira disse.
-Nem se preocupe com isso.
Maria ao nos ver deu um singelo sorriso, como se nos reconhecesse, como se já nos amasse. a pegou no colo e começou a chorar em silêncio. Abracei as duas com bastante carinho.
-Segunda pela manhã irei encontra-los aqui as 07:00 horas da manhã. – a monstra disse e se foi.
Maria deu um pequeno gritinho de alegria, parecia conversar conosco. Eu, bobo como estava, comecei a sorrir completamente apaixonado por aquela criaturinha frágil.
-Vamos para casa filha? – falou pra ela.
Minha filha espalmou sua mãozinha no meu rosto e balançou a cabeça como quem assente algo. Por Deus eu amo demais essas duas.
Quando íamos embora Montanha se aproximou.
-Posso falar com vocês dois?
-Claro – minha mulher disse.
-Maria foi desenganada – ele vomitou as palavras antes de começar a chorar discretamente. – Os médicos disseram que ela precisa de um coração novo em três meses ou então...
-Jesus! – exclamei apavorado, não podia perder outra filha.
-Só dêem amor a essa criatura porque se não acharmos um doador para ela o céu vai ganhar mais um anjo.
Ele se foi e se desmanchou em lágrimas na minha frente. A abracei transmitindo segurança.
-Vai dar tudo certo amor, ela será nossa e ela vai ter um novo coração nem que seja preciso eu viajar o mundo inteiro atrás de um doador compatível.
-Promete?
-Prometo meu anjo.
[...]
Chegando em casa meu celular vibrou novamente. Dessa vez uma foto foi enviada, uma foto da Hayley seminua no meu quarto de hotel.
-O que houve, que cara é essa Jake? – minha mulher perguntou depois de notar o meu pânico.
-Nada não. – menti tentando controlar a fúria e o medo do que aquilo poderia representar contra mim.
-Hum...- ela deu de ombros – Vou falar com uma antiga colega da escola, ela é uma renomada pediatra, talvez ela possa ajudar com nossa filha.
-Hum...é...pode ser.
Levantei do sofá me dirigindo para a cozinha beber água , precisava pensar friamente.
-Jake como foi seu dia amor?
Se aquela maldita pirralha pensa que vai me prejudicar ela tá muito enganada. – pensei. – meu corpo tremia de raiva, soquei várias vezes o balcão.
-Jake? – ouvi falar – Não está me ouvindo?
-Han? – indiquei que não entendi nada.
Quando passei para sala vi pegando inocentemente o meu aparelho celular que eu larguei no sofá onde estávamos .
-Solta isso agora! – falei rápido demais.
-Como é que é Jacob? – ela torceu o nariz me encarando feio. – O que tem nesse telefone que eu não posso ver?

Cap 19


Pov Jacob
me olhou com um misto de desconfiança com alguma outra coisa , talvez raiva pela minha grosseria.
Fui até ela apressado e peguei o celular enfiando ele no bolso. Ela apenas se levantou sentida e muda saiu da sala.
-? – a chamei. – me desculpa, vem cá.
Ela não respondeu. Bufei, a pirralha estava conseguindo o que queria. Me tirar do sério e acabar com meu casamento.
Respirei fundo e fui atrás de no nosso quarto.
-Amor, desculpa. Eu estou estressado e acabei descontando em você. – falei da porta.
-O que tem naquele celular que eu não posso ver? – ela perguntou séria.
Não dava para falar a verdade, ela não acreditaria...por outro lado mentir não seria justo com ela, comigo e de qualquer forma me traria problemas.
-Coisas de trabalho. – menti me sentindo um idiota.
-Você não sabe mentir muito bem. – a voz dela falhou.
Entrei no quarto com a mão enfiada nos bolsos e cabeça baixa.
-Não posso contar.
-Por que não?
-Problemas que eu tenho que resolver e você não precisa ser envolvida.
-Sei. – ela disse – por favor, quando for deitar apague a luz do abajur e não faça barulho , Maria está a menos de dois metros daqui e ela precisa descansar. - Disse distante e deitou virando-se contra mim.
Um minuto depois eu continuava parado próximo a cama olhando pra ela .
-Tá chateada comigo?
-Não. – ela respondeu – o que te faz pensar isso? Se você mesmo disse que são problemas de trabalho os quais eu não preciso ser envolvida. Se são problemas seus eu não tenho porque está chateada , certo?
Ela não se deu o trabalho de me olhar e eu não falei mais nada e saí do quarto.
Pov
Acordei as 04:30 a.m com o choro angustiado de Maria, Jake dormia pesado ao meu lado. Toquei em seu rosto e ele sorriu com o carinho. Repuxei meus lábios num sorriso de canto e me levantei antes que ele também acordasse.
-Mamãe chegou, shh, tô aqui Maria. – eu disse assim que entrei no seu quartinho totalmente decorado de rosa e pérola.
A tirei do berço e a aconcheguei nos braços. Seu rostinho estava magro e abatido, de baixo dos olhos manchas escurecidas de quem não dorme direito, seus lábios estava arroxeados.
-Calminha Maria – eu pedi enquanto abria a tampa da mamadeira com a mão livre , sentei com ela na cadeira de balanço e ofereci a mamadeira.
Ela sugava com dificuldade , logo faltava o ar, seu coraçãozinho não tinha força para bombear sangue para seu corpo frágil e pequeno, ao menor esforço ela cansava fácil.
Depois de um bom tempo ela conseguiu comer tudo, estava sonolenta. A coloquei no trocador , troquei sua fralda e voltei para a cadeira de balanço onde cantei canções de ninar pra ela. O sono não demorou a chegar mais o descompasso do seu pulmão em busca de ar estava me deixando preocupada. Ela puxava o ar com mais força e tinha momentos que parecia que ela não respirava.
A coloquei no berço e coloquei-a conectada ao torpedo de oxigênio, puxei uma cadeira onde me sentei e fiquei segurando a pequena máscara de oxigênio .
Nem notei o tempo se passando, dormi sentada segurando a máscara.
[...]
-? – ouvi alguém dizer. – amor? Acorde, a quanto tempo está aqui?
-Han? – respondi.
-, sou eu Jacob. Acorde.
Quando finalmente entendi o que se passava acordei atordoada.
-A quanto tempo está aqui? Maria passou mal? Porque não me acordou?
-Bom dia – eu disse ainda desorientada.
-Bom dia meu amor, levante dessa cadeira e vá pra nossa cama. Eu fico aqui agora.
Levantei a contra gosto, Maria dormia serena e aprecia estar sonhando com alguma coisa boa, Jake me abraçou forte e eu desmoronei ali.
-Calma, ela tá bem e nós estamos aqui por ela. – ele me disse.
-E por quanto tempo ela estará aqui por nós? – perguntei saindo de seus braços e indo embora.
Ao invés de ir para o quarto fui para a cozinha preparar um café forte, fazia muito frio naquela manhã de sábado. Uma vez tudo pronto e disposto sobre a mesa peguei minha xícara de chá e fui para o terraço ver as árvores e nosso pequeno jardim.
Me enrolei ainda mais no grosso cobertor e tomei um gole do chá fumegante.
Jake me surpreendeu.
-O que houve com ela?
-Acordou de madrugada chorando, estava com a fralda cheia, estômago vazio e sem ar.
-Porque não me acordou?
-Problemas que eu tinha que resolver que não precisava te envolver. – eu disse com a língua afiada.
Ele soltou um riso sem graça.
-Touché. Um a zero para você. – ele respondeu. – eu só espero que você saiba que eu te amo e que vou te defender de todos os problemas que surgirem.
Ele levantou e saiu.
Fico pensando, o que está acontecendo para ele não querer me envolver, que problema é esse que ele diz querer me defender? Problemas devem ser resolvidos entre os casais, se ele tem algum problema porque ele não se abre comigo? Se eu não o ajudar, que sou a mulher dele, quem vai?
Isso não está certo, tem algo muito errado e ele está mentindo pra mim.
[...]
A segunda chegou mais rápido do que eu esperava. Jake me acordou bem cedo com o café da manhã já preparado e me levou uma bandeja na cama com a cara mais sem vergonha desse mundo.
-Pra você! – ele disse como se não estivéssemos numa crise, tentou me beijar mais eu desviei a tempo.
-Obrigada, vou comer depois – disse afastando a bandeja pra me levantar da cama. – Vou arrumar a Maria pra podermos descer até a cidade.
-Não, não. Coma primeiro, Maria já está pronta e suas coisinhas estão na mala. – ele disse todo convencido de aquilo iria me amolecer.
-Ah, ok então, vou tomar banho.
Jake sentou na beira da cama e colocou as mãos na cabeça, fiquei detrás da porta do banheiro olhando pela fresta. Sua expressão era cansada e triste, será que eu peguei pesado com ele?
Entrei no chuveiro e comecei o meu ritual de sempre, distraída nem notei quando ele entrou e ficou me olhando da porta transparente do box.
-JACOB! –Gritei de susto. – Estou no banho, sai daqui!
Tentei me cobrir com a tolha.
-O quê que tem aí que eu não tenha visto ou tocado antes? Eu só queria conversar sobre nós!– ele reclamou batendo a porta e sua voz normalmente rouca tornou-se grosseira e forte, foi inevitável deixar escorrer lágrimas teimosas.
Troquei de roupa, tomei apenas o suco de frutas vermelhas que ele preparou e fui pegar a pequenina no berço.
Ele estava lá, de costas pra mim, conversando com ela.
-...eu não sei o que faço, sua mãe me mata com essa atitude. Você entende , né? Que isso é um mal entendido? Afinal eu não fiz nada dentro daquele quarto de hotel , fui pego desprevenido e essa vadia...- ele apertou a mão livre em punho que os nós dos dedos ficaram brancos.
Aquilo me deu muito no que pensar, uma equação se formou na minha cabeça. Jacob+quarto de hotel+vadia+pego de surpresa é igual a...traição!
Entrei no quarto e ele se levantou assustado.
-Tá aí a muito tempo? – ele perguntou com os olhos arregalados.
-Não. – menti com a expressão dura.
Coloquei Maria na cadeirinha do automóvel e notei que ela tinha além dos lábios arroxeados tinha também as pontas dos dedos e dos pés.
-Jacob, você viu isso? – perguntei alarmada.
-O que? – ele respondeu com uma pergunta rude.
-Esquece! – eu fui categórica. Visivelmente chateada.
Chegamos no orfanato 15 minutos antes do combinado e a bruxa velha já estava lá. Jake pegou as coisas na mala e desceu com elas, eu carreguei Maria até ela.
-Bom dia – ela disse apertando os olhos naqueles óculos de meia lua.
-Bom dia – respondi.
-Como ela está?
-Relativamente bem. – Jake respondeu me surpreendendo.
-Como assim? – ela indicou que entrássemos no escritório. – Deem ela a uma de nossas funcionárias.
Muito contrariada, dei um beijo na sua cabeça e um abraço já cheio de saudade. Querendo ou não ela já era minha de alguma forma. Maria estremeceu e fechou os olhinhos só voltou a abrir quando Jake sussurrou pra ela um “papai te ama” , ela sorriu e amoleceu novamente. Ela estava mais abatida.
Lágrimas escorreram dos meus olhos ao vê-la partir, Jake me deu apoio abraçando-me pelos ombros.
-O que houve?
Jake narrou o que aconteceu com ela no sábado, disse que a medicamos e que procuramos ajuda médica para cuidar melhor dela. A monstra – como Jake mesmo a chamava- anotou tudo e parecia sempre olhar dentro da gente com aquela cara nazista dela.
Jake me deixou no trabalho e seguiu pro dele. O silêncio era algo assustador dentro daquele carro, eu sabia que esse mal estar não passaria nem tão cedo e meu coração estava sufocado por causa de Maria.
As horas dentro da loja não passavam, os únicos sorrisos que dava era quando Amanda começa a enjoar de tudo.
-Vou almoçar. – eu disse fechando o escritório. Amanda fez um positivo pra mim mais logo ficou de pé e assustada.
Um mal presságio.
Notei que era eu quem não estava bem. De repente uma dor angustiante no peito, um nó na garganta, um enjoo até que meu telefone vibrou. Amanda e outros dois funcionários me levantaram , alguém atendeu meu telefone e me disse que Maria não estava bem.
Chorando e completamente desesperada corri até um táxi e voei para a escola. Bati em algumas pessoas pelo caminho.
-Calma! – uma aluna disse.
-Preciso de Jacob Black, onde ele está? – perguntei aos prantos.
-Calma , eu te levo até ele. Respire fundo e me diga seu nome – a líder de torcida disse.
-. Black, esposa dele.
A garota me olhou estranho mas me levou até um ginásio repleto de alunos em treinamento.
-? –ele falou mais alto e foi aí que fiquei mais desesperada. – O que houve? Hayley o que está havendo? – ele perguntou duramente para garota.
-Jake, Jake! – falei mais alto para que ele me ouvisse, ele estava ajudando um garoto com uns pesos e não podia sair do lugar. – é a nossa filha – comecei a chorar copiosamente outra vez, Jake estava assustado – ela piorou Jake e...ela só tem horas de vida!
Dizer aquilo doeu mais do que tudo nessa vida, acho que nenhuma dor que eu possa sentir futuramente se compare a dor de uma mãe que perde um filho.
A tal Hayley- a líder de torcida que me ajudou – me abraçou forte e me pediu calma. Todos olhavam de mim pra Jacob apreensivos, alguns alunos choraram até ele chorou.
Pov Jacob
-Conta isso devagar . – eu pedi afastando Hayley dela.
me abraçou e em silêncio ficamos chorando baixo, vi Hayley baixar a cabeça e se afastar. O silêncio dos alunos era palpável.
-Me ligaram do Hospital Geral, Montanha está com ela e a conselheira também. Ela teve três paradas cardíacas e está na UTI. Os médicos disseram que ou ela faz o transplante já ou ela não passa dessa noite. – ela começou a chorar novamente.
Saí do ginásio com ela e fui embora pro hospital sem nem ao menos comunicar minha saída da escola paro o diretor. Chegando no hospital correu ao encontro do seu amigo, os olhos deles estavam tão vermelhos e inchados quanto os dela ou até mesmo os meus.
Recebemos atentamente os boletins médicos e tudo o que podíamos fazer é esperar um milagre. sentou-se do meu lado e pegou na minha mão, sorri sem graça pra ela que deitou Sua cabeça no meu ombro e ficou imóvel.
Depois de muito tempo ouvi a voz da minha fisioterapeuta vindo de uma sala ao lado da nossa. Ela surgiu no meu campo de visão e isso não despertou do luto que vivia.
-Senhor Black, que grata surpresa! – ela disse daquele jeito de me provocar.
-Olá. – limitei a responder.
-Tá tudo bem? – fez uma pergunta idiota.
-A criança que estou querendo adotar está entre a vida e a morte e a menos que você tenha uma coração novo compatível que possa transplantar agora aí sim, vai ficar tudo bem. – disse rude.
-Wow, eu não fazia ideia. – ela disse pensativa. – Me desculpe, se eu puder fazer algo por você...- ela disse ignorando totalmente minha mulher e as outras pessoas que ali estavam.
Ela saiu sem dizer mais nada.
-O que essa fisioteraputa quer? – finalmente reagiu.
Ri do trocadilho.
-Encher o saco.
[...]
Um médico se aproximou com uma cara não muito boa. Ficamos os quatro de pé.
-Quem são os pais da menina?
A conselheira respondeu.
-Por enquanto ,órfã.
-Ah sei, bom ela ...piorou. O prognóstico não é nada favorável, se antes eu previa até o final da noite acho que agora devo dizer que não chega 18:00 p.m. Eu realmente não queria dizer isto, sinto muito.
conteve um choro histérico se agarrando como pôde em mim.
-É a nossa filha Jake, não deixa! – ela implorou.
Como negar um pedido desse vindo da mulher da minha vida? Vi uma filha morrer antes, não suportaria ver a segunda . Mas o que mais eu poderia fazer?

N/A; Divas!!! Gostando do enredo da fic? Pois então tenham calma porquê tudo vai piorar só um pouquinho pro Jake, claro que ele não vai passar pelo perrengue que o Edward de One More Time passa né kkkkkkk. Queria dizer que um hacker filho da mãe roubou minhas senhas por isso perdi TUDO PORÉM meu amigo é quase um Dr House da computação e informática e está reavendo meus blogs, e-mails e meu MSN!!!!!!!!!!!!! Buá buá querendo falar cmg add no novo msn agathasfelix@hotmail.com

Cap 20


Pov
-Jake – sussurrei – é a nossa bonequinha…não deixa ela morrer.
-Não meu amor, não posso prometer nada. – ele disse me apertando ainda mais contra seu peito. – só posso segurar a sua mão e rezar pela alma dela.
Ele também parecia transtornado como eu estava. Porém ele com certeza estava mais controlado e firme do que eu jamais estaria, ele me passava alguma paz.
-Acho melhor você levar ela pra casa e qualquer coisa eu mesma ligarei avisando. – a conselheira disse e pela primeira vez vi um rosto suavizado, terno, quase maternal.
-É melhor mesmo. – Jake disse me forçando a andar mais as minhas pernas estavam presas no chão.
-Quero ficar até o fim Jake. – pedi enxugando as lágrimas.
-Do que adianta? Ficar aqui sofrendo por saber que ela está sofrendo e morrendo...- ele travou e engoliu o choro antes de continuar – isso não vai fazer um coração novo surgir pra salvar a nossa filha.
-Escute seu namorado minha querida. – meu amigo disse.
-Vá srta, é uma ordem minha! – a velha rabugenta disse. – não posso ficar aqui e deixar você sofrer desse jeito, é melhor que vá pra casa e fique com seu noivo, é deprimente te ver assim.
Ela disse de um jeito que ficou entre ser rude e estúpida com alguma preocupação comigo. Mesmo assim me pareceu cruel o tom de suas palavras e isso fez uma raiva crescer dentro de mim que não pude me conter.
-Alguém já te disse que você é insuportável, assustadora e uma cretina sem coração? – disse com os dentes trincados.
Ela olhou para os lados e com um meio sorriso vitorioso respondeu.
-Na minha cara...- ela parou antes de continuar com aquela cara que expressava superioridade - não.
-Vem amor, você já passou dos limites. – Jake disse me puxando pelo braço.
Jacob me arrastou até o estacionamento, eu estava exausta, estressada e com muita ânsia de vômito. Minha cabeça girava e eu nem mais entendia o que Jake falava.
-SR BLACK! – uma voz feminina gritou e nos viramos na mesma hora. Era a fisioterapeuta dele. Ótimo!
-Vê o que ela quer logo. – resmunguei tomando a chave do carro da mão dele.
-Você que sabe – ele devolveu mal humorado e foi falar com ela.
Assim que tentei encaixar a chave na fechadura vi tudo ao redor girar e coloquei tudo pra fora ou pelo menos tudo que eu tinha comido no café da manhã.
-Droga ! – Jake reclamou ao me ver agachada em frente ao pneu. – Você tá bem?- nem vi quando ele voltou apressado pro meu lado.
Quando pensei em responder outra rodada de mal estar.
-Estou brigada com você, minha filha está morrendo e a única refeição que fiz foi feita antes do sol nascer , será que tô bem Jacob?
Respondi azeda e devolvi as chaves para que ele dirigisse.
Pov Jacob
Um a zero pra ela, mais também minha cabeça estava a mil . Não estava mais forte e sóbrio quanto aparento. Ora droga! Já perdi uma filha antes e doeu...ainda dói! tinha quem me entender! Sem contar nos problemas que a aprendiz de vaca da Hayley está fazendo comigo.
Eu só precisava proteger meu relacionamento e tudo que fiz só levou pra longe de mim.
Chegamos em casa e ela mantinha aquela birra . Bateu a porta do carro e se trancou no quarto, bufei, soquei as paredes e joguei no chão todas as fotografias que estavam na estante fazendo milhares de cacos de vidro se espalharem.
-DROGA ,. EU TE AMO E ISSO DEVERIA BASTAR! NÃO ESTÁ SENDO FÁCIL PRA MIM TAMBÉM, CUSTA ME ENTENDER CARAMBA?! –Explodi na sala. Ela não respondeu.
Não estava sendo fácil lidar com Hayley, não estava sendo fácil mentir pra . Estava sendo insuportável perder uma filha ao mesmo tempo que não tinha inteiramente ao meu lado.
Deitei no sofá com a cabeça a mil, torcendo pra que a Drª cumprisse sua promessa.
Horas depois , exausto do sofá, me levantei e fui pro meu quarto, minha mulher dormia com uma linha entre as sobrancelhas, sinal de que não dormia tranquila. Tirei a roupa, tomei um banho rápido, vesti a primeira roupa que vi e me deitei ao seu lado.
Deixei minha mão deslizar pela silhueta dela, nem imaginava como eu precisava dela naquele momento, do quanto eu precisava que ela me desse a mão e ficasse comigo, eu precisava desabar...como fazer isso se meu alicerce estava rachando?
Como fazer isso , como desabar se eu não tinha ela?
Pov
No meio da noite o telefone tocou, Jake e eu levantamos atordoados já esperando pelo pior.
- falando – disse apressada.
-, a doutora que cuidou do Jacob conseguiu uma transferência para uma cidade maior, Maria tem uma chance! – Carlos vibrou.
Desabei contra o tronco desnudo de Jake e ele me afagou.
-Tudo bem, estamos descendo – eu disse contendo as lágrimas da esperança.
-Não precisa, Maria já foi e assim que chegar no hospital eles avisam.
-Ok Montanha, me avise qualquer coisa.
Desliguei e Jake procurou meus olhos em busca de resposta.
-Parece que sua fisioterapeuta conseguiu transferir nossa menina , talvez tenham um doador em vista.
-Por Deus! Que seja verdade. – ele disse me abraçando.
Era estranho estar brigada com ele, era ruim mas nem parecia que estávamos em pé de guerra, todo o tempo meu corpo procurava esbarrar no dele e vice e versa. Como se fosse involuntário, na verdade automático, eu precisava sentir o choque que corria em mim que vinha dele pra saber que tudo que sentimos é real. Nosso amor era real apesar de não mais ver isso.
-Pra onde levaram ela ?
-Cidade vizinha.
[...]
-Que demora! – reclamei.
-Calma , essas coisas demoram mesmo. – Jake disse tentando me acalmar.
-E esse médico que não aparece pra dar uma satisfação ? – perguntei pela milionésima vez enquanto andava de um lado a outro na sala de espera da UTI pediátrica.
Maria desde a noite da segunda estava aqui nesse hospital novo, talvez a levassem para Charlotte porque havia um possível doador pra ela lá. Um garotinho, um menininho da mesma idade de Maria , os pais morrerem num acidente de carro e ele ainda resiste lutando pela vida.
-Nem sei como vamos agradecer a minha fisioterapeuta se conseguirmos um doador pra Maria. – jake falou me chamando a atenção.
-Ainda não entendi o porque dela querer ajudar.
-Ah, acho que ela viu a mancada que deu ontem à tarde e quis se redimir. – ele deu de ombros.
-Oh é a Virgem Maria em pessoa! Que alma caridosa! – ironizei.
-...- Jake me advertiu.
-Qual é? Acha que não notei que ela deu em cima de você, acha que não sei que ela te paquerava durante as sessões de fisio? Não sou tão boba Jacob.
O silêncio tomou conta de nós dois até ele quebrá-lo.
-Porque está me chamando de Jacob e não de Jake? - ele parecia sentido.
-É pra responder? – fiz uma pergunta retórica.
-Boa tarde, alias já é boa noite. – um homem alto, atlético e de grandes olhos azuis disse ao entrar no ambiente. – sou o doutor Diamond. Vocês são os pais da pequena Maria, certo?
-Sim e não. Estamos tentando salvar a vida dela antes de adotá-la. – Jake respondeu e eu me sentei ao seu lado. Quando sua mão procurou a minha eu desviei.
-Diga o que há doutor Diamond. – pedi.
-O garotinho de Charlotte não é compatível , eu sinto muito mais o tipo sanguíneo dele não bate com o dela.
-E quais as nossas chances reais? – Jake perguntou.
-Mínimas. Não sei como ela ainda está viva! O coração dela é fraco, quase não bate dentro do peito , apenas 20% do seu organismo funciona sozinho. Coração, pulmão, e alguns outro órgãos funcionam superficialmente apesar de todo o esforço e debilidade. O resto é vida artificial.
Ele foi curto e grosso sem deixar de ser delicado mais isso não impediu as minhas lágrimas histéricas de rolar. Jake me abraçou forte chorando copiosamente também.
Fomos interrompidos pelo bip do médico e por uma enfermeira que entrou correndo.
-Doutor, é a menina! Parou de novo e não volta!
-Droga! –ele exclamou antes de sair correndo.
Fui atrás dele e Jake correu atrás de mim porém fui impedida por uma enfermeira alta e gorda.
-Não querida, sinto muito! – ela disse com os olhos vermelhos.
-É a minha filha! – cuspi entre dentes.
-Amor, não podemos fazer mais nada.
-Eu não vou desistir dela Jacob! É a nossa filha! – falei histérica.
Só pude me deixar cair aos prantos no chão e ficar ali ouvindo a agitação atrás da porta.
-Senhor leve ela daqui, isso não é bom pra ela.
Jake me levantou e me abraçou , eu andava no piloto automático vendo o meu sonho de ser mãe de um filho do homem que eu amo morrer atrás daquela porta. Mas estava perdendo Jacob com a sua omissão e estava perdendo Maria.
O que mais eu precisava perder?
Jake me levou até uma capela dentro do hospital, sentamos diante um altar simples onde só haviam flores ornamentando e um Jesus preso na cruz, o lugar estava na penumbra e não havia mais ninguém lá.
Ficamos em silêncio, Jake me fazia carinho e fazia de tudo para não ser ouvido chorando até que seu telefone tocou.
-Olá Doutora.
-Soube que o garoto não era compatível.
-É verdade , mesmo assim , obrigado por ter tentado. Agora não será mais necessário, ela não tem chance.
-Calma Jacob, eu vou mexer meus pauzinhos e vou encontrar alguém compatível.
-Se diz. – Jake falou e eu estava dando um braço pra saber do que se tratava aquela ligação apesar de já deduzir.
-Adeus Jacob Black.
Ele desligou e foi enxugar as lágrimas longe de mim. Pela primeira vez em toda a minha vida pensei em Deus, me ajoelhei diante do altar e rezei. Coloquei todo meu desespero para fora, pedi perdão e Lhe fiz uma proposta.
A minha vida pela da minha filha.
Me levantei me sentindo mais leve e dei de cara com um homem sentado onde eu estava minutos antes, ele sorriu e quando passei por ele senti algo forte, como se minhas esperanças estivessem sendo revitalizadas.
-Deus é justo mulher. Vai dar tudo certo. – ele disse me assustando.
Acelerei o passo e saí de lá. Esbarrei com Jake já do lado de fora.
-Onde esteve? – perguntei impaciente e com a voz baixa.
-Pedindo para os meus ancestrais curarem ela. Pedi para meu pai reunir o conselho da tribo em nome de Maria. Porque o desespero?
-Sei lá, tinha um homem estranho me observando dentro da capela.
-Fique aqui, vou ver.
Jake saiu pisando firme e entrou na igreja e eu torci pra que ele não comprasse briga à toa.
Logo ele voltou. – Não tem ninguém lá amor.
-Como não? Eu teria visto ele sair! Só tem um porta Jacob!!
-Você deve está muito cansada. – ele falou deslizando seu dedo sobre minha face.
Voltamos para recepção da UTI e encontramos a bruxa.
-Meus parabéns! – ela vibrou.
-Pelo que sua...-eu ia completar com um “idiota” se Jake não tivesse tapado a minha boca.
-Acharam o doador!
-O quê? – dissemos juntos.
-Foi o que a enfermeira acabou de me dizer.
-Vou atrás dela. – Jake falou saindo do meu lado para procurar a primeira enfermeira que aparecesse.
-Vamos conversar srta. – a bruxa começou – eu sei que vocês devem me odiar, mas esse é o meu papel. Tenho que ver até onde vocês estão dispostos a ir pela criança. Tem alguma noção de quantas crianças são abandonadas nesse país todos os dias? Quantas apanham dos pais? Quantas mulheres querem ter filhos e não podem? Quantas são mães e não querem seus filhos?
-Não faço a menor ideia.
-Eu sei que não faz. Mais a questão é que eu vi até onde vocês iriam pela Maria e você me enfrentou e isso é bom. Me provou que tem personalidade, me mostrou como uma mãe de verdade reagiria por um filho.
Rimos.
-Me desculpa por isso é que...parecia que você queria provar que somos incapazes. Jake é mais controlado que eu, ele conta até mil antes de explodir por isso é mais fácil pra ele te ignorar.
-Pelo menos na minha frente.
-Sim, pelo menos na sua frente – eu ri.
-A minha avalição pro juiz que vai liberar ou não a adoção é positiva . No que depender de mim Maria passa a se chamar Maria Black ou qualquer coisa que vocês decidirem chamá-la.
Eu não cabia em mim de tanta alegria.
-É verdade! - Jake entrou na sala com um sorriso enorme.- conseguimos um doador compatível! Estão trazendo de Nova Iorque pra cá um coração novo e totalmente compatível pra ela!
Corri para os braços dele e o apertei o quanto pude.
-Muito obrigada Deus!- eu disse rindo e chorando ao mesmo tempo.
-Bom acho que devo deixar a família a sos. Vejo vocês na audiência e meus parabéns!
-Obrigado . - Jacob respondeu.
-É a nossa menina Jake! Ela é nossa de verdade agora!
-Eu sei meu amor, eu sei.
Jake tinha um lindo sorriso iluminado nos lábios, seus olhos sorriam também e cintilavam, enfim a paz estava chegando.
Pov Jacob
As horas não passavam , Maria estava a uma eternidade na sala de cirurgia, se negava a dormir, estávamos acordado a mais de 24 horas.
Quando ia me sentar um médico usando aquelas roupas verdes de bloco cirúrgico entrou na sala tirando a máscara e a touca.
-Bom...- ele começou com uma expressão cansada – deu tudo certo! Podem respirar aliviados, agora é só esperar ela acordar e vê se não vai rejeitar o coração novo.
Praticamente voei até o médico e lhe apertei a mão com vigor.
-Muito obrigado.
-Não por isso meu caro, não por isso.
O homem se foi e me olhava com olhos pedintes, sua alegria e seu alivio eram notáveis.
-Vem cá vem ! – chamei para um abraço. Tentei encontrar a sua boca mais ela não permitiu ser encontrada.
Um passo de cada vez Black, um após o outro. – pensei entristecido.
-Eu queria vê-la. – ela disse se soltando do meu abraço.
-Eu sei, também quero. Temos que esperar.
[...]
-Eu dirijo. – disse pedindo as chaves.
-Você não dormiu nada desde ontem de manhã ...deixa que eu dirijo. Vai indo pro carro que eu quero trocar umas palavras com as enfermeiras.
Ela saiu sem reclamar enquanto eu procurava pela enfermeira para agradecer a atenção.
-Black.
-Sou eu. – disse ao me virar e me deparar com a minha fisioterapeuta. – Ah ! oi muito obrigado mesmo por ter facilitado as coisas pra minha família e pra mim...
Eu nem sabia como agradecer ou como usar as palavras corretamente pra expressar a alegria que ela causou ao conseguir um leito de hospital e um doador pra minha filha.
-Jake...Jake – ela disse balançando a cabeça lentamente com um sorriso diabolicamente sexy nos lábios. – Tudo na vida tem um preço e você já deu o seu lance e eu arrematei você.
-Desculpa, como é que é? – perguntei sem entender nada .
-O preço para você ter a menina é um só. Caia na minha cama e me faça tremer na base! – ela disse roçando seu corpo no meu.
-Você é louca ou o quê? – perguntei a empurrando.
-Você queria um doador, eu te dei um. Quer adotar a órfãzinha? Faça o que eu digo, quero você na minha cama sempre que eu te chamar pelo tempo que eu decidir, vou te usar e abusar até você perder a graça, baby. – a estúpida sussurrou no meu ouvido e mordeu meu lóbulo com provocação. – Meu pai é o juiz da vara da infância de todo este condado, se eu me queixar de você pra ele...é , seria uma pena depois de tudo você não ficar com a pirralha.
N/A: okok não me matem!!! Muita coisa vai rolar nesses capítulos finais.

Cap 21

Pov Jacob


-, chegamos! – eu disse depois da longa viagem que fizemos de volta pra casa.
Minha mente pesava uma tonelada e meia por causa da proposta indecente que recebi. Ao menos acho que esse pequeno milagre de Maria hoje vai acalmar e se isso acontecer, sorte a minha! Quero ter o amor sem medida dela, sem medo de brigar e perdê-la. Apenas quero seus abraços, seus beijos e seu corpo para mim.
Trégua!
Tudo que eu queria era não mais brigar com ela, fazer as pazes e fazer amor.
- , amor? – a cutuquei de leve. – dormiu. – constatei e ri da cena.
Desci do carro , abri a porta de casa e voltei pro lado do carona. Soltei o sinto de segurança e ergui a mulher dos meus sonhos nos braços, ela não reclamou. O que era muito bom. se aconchegou ainda mais em mim como quem procura proteção.
Aquilo era o mais próximo que eu chegaria dela.
Entrei no nosso quarto e a deitei na cama que rangeu com o nosso peso. –Durma bem meu amor, sonhe comigo. – sussurrei em seu ouvido. Ela sorriu e então falou.
-Amo você.
Eu precisa ouvir aquilo pra poder relaxar.
-Também amo você – respondi quase roçando meus lábios nos dela, que estava completamente sonolenta . Provavelmente ela não se lembraria do que disse hoje caso eu pergunte amanhã pela manhã .
Apaguei as luzes e fui até a cozinha, peguei uma longneck e virei de um gole só. Quem aquela vadia pensa que é pra me comprar com sexo? Nunca trairia ! Muito menos para ter Maria conosco.
A conselheira estava do nosso lado!
Voltei pro carro pra pegar minhas coisas e principalmente meu celular, travei o alarme e voltei para dentro de casa, fazia frio naquela madrugada e o meu desejo era um só naquela hora. Me perder em só pra ouvi-la chamar meu nome bem baixinho enquanto nossos corpos tremiam juntos.
Meu telefone bipou, o que me fez acordar para realidade.
Me larguei no sofá e vi uma mensagem de número desconhecido.
“Pensando em nós Black? Te espero amanhã para uma louca aventura na minha cama, me pegue às 20:00 p.m”
-Cadela!
Minha cabeça latejava de tanto ódio, assim que o dia amanhecesse iria até a cidade atrás de um advogado pra me defender dessa chantagista.
Quando dei por mim o sono me nocauteou e eu apaguei.
[...]
-Jacob? – uma voz de mulher disse bem de longe. –Jake acorde! Sua mulher não vai gostar de saber que você dormiu fora, vai?
- não pode saber! – disse alto e claro.
-O quê Jacob? – disse com a cara amarada.
-O quê o quê? – levantei atordoado.
-Eu disse “Jake acorde, sua mulher precisa de você naquela cama” mas fique onde está e continue sonhando só Deus sabe com quem. – ela falou ofendida e com lágrimas nos olhos.
-Anjo meu...- tentei me defender.
-Tudo bem Jacob, eu vou fingir que não sei de nada.
Ela saiu e voltou pro quarto.
Bati à porta.
-, por favor me escute. Era só um sonho maluco que tive. Abre essa porta e vamos conversar. Eu preciso que confie em mim, vai dá tudo certo.
-Vá embora quero dormir sozinha agora!
-Tudo bem, mais me escute quando eu digo que esse inferno vai passar e só aí vamos nos entender novamente. – eu disse deslizando contra a porta.
Olhei o relógio e já marcava 05:30 da manhã, não iria abrir a porta. Tomei um banho, comi qualquer coisa e desci pra escola.
Já que a vida pessoal não ia bem ao menos o trabalho tinha que ir.
Pov
Acordei às 08: 00 a.m com um som irritante do meu celular tocando.
Amanda piscava no visor.
-Oi mana. – eu disse desanimada.
-Credo mulher, que voz é essa? Nem parece que conseguiu salvar a vida da filha.
-Duas palavras : “Jacob Black” – eu disse indo pra varanda da casa.
-O que houve dessa vez?
-Ele estava sonhando e ...
-E... o que?
-E ele disse “ não pode saber”, depois ficou nervoso e todo enrolado pra se explicar.
-Quer que peça pro Ethan falar com ele? Sei lá, é mais fácil ele abrir o jogo.
-Não não. E a confiança fica onde? Não vou perder a minha razão.
-Tudo bem.
-Amanda eu não vou descer hoje ,tá? Talvez mais tarde eu vá fazer trilha. Vai me ajudar a pensar. – parei e ouvi um bip irritante que tocava a cada 10 segundos. – Amanda vou desligar, tem alguma coisa aqui apitando.
Desliguei o aparelho e saí em busca do barulho e para a minha surpresa Jake esqueceu o celular. A curiosidade duelava contra a invasão de privacidade.
Mordi o lábio em nervosismo.
Mas não pensei muito. Peguei o celular dele e abri no contatos, todos os arquivos de vídeos, fotos e mensagens.
Quase caí pra trás com as mensagens que li. Então era isso! Ele estava tendo um caso com outra mulher. Vi a foto dele no quarto do hotel com uma garota só de lingerie, ela era familiar...
-Oh meu Deus! É a líder de torcida! Por isso ele ficou nervoso no dia que fui atrás dele na escola!
Ele me trocou por uma aluna menor de idade!
As lágrimas caiam sem o menor pudor, o peito estava comprimido de tanta dor até que o celular vibrou novamente – outra mensagem.
“Mal posso esperar pelo nosso encontro de hoje à noite, comprei uns brinquedinhos para apimentar...você agora vai saber o que é mulher de verdade.
Beijos picantes da sua fisioterapeuta safadinha”
-Ok, ele tem um caso com duas!? Que canalha! Como ele faz isso comigo?
Chorei por horas na minha pequena varanda vendo meus sonhos morrerem novamente. Chorar não ia fazer nenhuma diferença afinal, lágrimas , agonia, esperança, desespero, amizade, amor, fidelidade e tudo que eu passei por ele e com ele não significavam nada afinal?
-Reaja ! – disse pra mim mesma.
Tomei um banho frio, vesti a primeira roupa confortável que vi. Preparei um belo e caprichado almoço e depois as malas.
Um táxi chegou à porta da minha casa, aliás que idiotice chamar a casa dele de minha, deixei que o senhor me ajudasse a carregar as malas até o interior do carro e pedi que me esperasse.
Precisava me despedir daquela miragem.
Peguei papel e caneta e me sentei no balcão da cozinha.
“Jacob,
Não quero que pense que saí fugida da sua casa,
Eu não devo nada a ninguém e muito menos à você.
Estou levando tudo o que é meu e se ficou algo, jogue fora pois eu não quero mais nada que me ligue a este lugar.
Se não percebeu fui embora, acabamos.
E se não sabe o motivo da nossa separação, olhe seu celular, as mensagens falam por si só e a foto então...
Assim que a guarda da nossa filha for liberada eu levarei ela comigo, você não tem condições de cuidar dela sozinho, seu trabalho e suas amantes tomam muito do seu tempo.
Só quero dizer nestas ultimas palavras que seu direito de pai estará garantido. Um final de semana a cada 15 dias e férias escolares. É com muita dor que te digo adeus e que talvez eu sangre pelo resto da minha vida a dor desse amor partido.
.”
A carta estava completamente borrada pelos pingos das lágrimas que caíam, mas tanto faz.
Fechei a ultima janela e deixe sobre o tampo da cozinha o celular dele por cima da carta.
-Pronta senhorita? – o senhor taxista perguntou.
-Claro. – disse tentado conter as lágrimas que embargavam minha voz.
-A senhorita está bem?
-Nada que o tempo não faça curar.
Ele não disse mais nada e desceu do alto do morro onde deixei para trás uma linda casa rústica, jardim, um trilha que me levava a um rio, à gruta onde passamos a nossa primeira noite, ambos perdidos e receosos um em relação ao outro. E todos os momentos bons do nosso tempo juntos.
Tudo passado agora.
Da serra à praia. Larguei minhas malas no quarto de hóspedes da casa de Amanda. Era sempre bom ter a cópia das chaves sem à mão. Ethan estava em temporada de jogos, Will estava na escola e Amanda na loja. Isso facilitaria as coisas para mim.
Paguei ao taxista e voltei a encarar o horizonte.
Precisa de ar.
Caminhei por horas e horas até o cair do sol. Sentei na areia e fiquei vendo nada além de mar e uma luz prateada fazendo uma trilha nas ondas.
-Isso é hora de alguém me encher ...? – chiei ao sentir o celular vibrar.
Número desconhecido.
-Alô? – disse eu.
-? – uma voz grossa falou do outro lado.
-Sim, quem é?
-Giancarlo! – reconheci enfim a voz de um antigo amigo de trabalho como fotografa.
-Giancarlo Paolo? – tentei confirmar com certa alegria na voz.
-Ele mesmo musa! Tenho uma proposta para você e não aceito não como resposta!
-Nossa...- respondi sem saber ao certo o que dizer.
-Eu e você. Juntos. NY. Que tal?
-Paolo, eu não fotografo mais. – dei de ombros e deitei na areia.
-Como não? Por quê?
-Separei, casei, tive uma filha e separei de novo – disse sem nem ao menos tentar esconder a dor e as lágrimas. – Não dá .
-Hey querida, você é o seu talento. – ele sempre dizia isso quando eu pensava em desistir, ele é o tipo de amigo gay que toda garota sonha em ter, exceto pelo fato dele ser um italiano de pele bronzeada, cabelos encaracolados enegrecidos e dono de um corpo escultural.
-Minha filha. Não posso deixa-la, ela acabou de passar por transplante de coração. Não dá pra deixar ela com minha irmã Paolo e nem com o pai.
-Por que não me disse que estava passando por isso minha Monalisa? Sabe que posso ajudar.
Dava para sentir o peso da pena que ele sentia de mim caindo nas minhas costas.
-Traga sua bambina. Vamos trabalhar juntos, assim você me conta o que houve nesses últimos dois anos. Que acha?
Pesei as consequências de simplesmente ir embora levando Maria comigo. Jake surtaria, ao menos o amor dele pela pequena era sincero, Amanda ia ficar preocupada, Ethan ia encher a minha paciência. Por outro lado, ficaria longe de Jake e poderia pensar de novo em mim.
-Recomeçar – falei.
-Isso mesmo! Recomeçar!
-Eu aceito a proposta.
-Ótimo! Vou providenciar tudo para você e para sua filha. Manterei contato!
Ia perguntar como ele conseguiu meu celular novo. Provavelmente meu ex-marido , o primeiro deles, tenha dado.
Fechei os olhos por breves segundos e os abri para admirar as estrelas, era tão bom não pensar em nada. Ajudava muito.
Meu celular ganhou vida de novo e isso me irritou.
-Oi mana.
-Onde você se meteu? – a mais velha de nós perguntou quase histérica.
-Dá cá isso! – ouvi Amanda dizer – Sua louca, onde raios você se meteu o dia todo? Jake está surtado correndo atrás de você em todos os lugares! O que diabos aconteceu para você sair de casa?
Ela gritava .
Minhas duas irmãs tagarelavam e reclamavam ao mesmo tempo, Will tentava acalmar o bebê da minha irmã enquanto provavelmente Ethan estava em algum vestiário pendurado no telefone falando com Jake.
-Posso falar? – pedi.
-Sim – disseram as duas ao me ouvirem no viva voz pelo jeito. – Não vai mais ter casamento tribal ou na igreja, não existe mais eu e Jake. Acabou.
-Como assim acabou ? –Amanda exigiu impaciente .
-Tô indo embora. Ele me traiu! – gritei chorando. – Satisfeitas ? ele mantem um caso com a fisioterapeuta dele .
-A mesma que arranjou o doador para Maria? – a mais velha perguntou.
-Sim. – respondi derrotada.
-Caramba! – Amanda disse pega de surpresa.
Sorri sem humor – O pior é que ele tem um caso com uma líder de torcida que ele treina.
-O quê? – elas voltaram a falar em coro.
-Ele surtou! Ele vai me ouvir! Isso não se faz – elas voltaram a falar juntas.
-Assim que Maria tiver alta a levarei comigo para Nova Iorque. Paolo me ofereceu trabalho e eu aceitei.
-Jake não vai aceitar. – Amanda falou séria.
-Agora é tarde – respondi com a voz abalada. – ele mentiu.
-Ele está louco procurando por você. Ele foi na loja mais cedo com um pedaço de papel nas mãos e juro por Deus que vi ele chorar. Aquilo não parecia mentira. – Amanda falou.
-Vou desligar, não estou me sentindo bem. Não quero ouvir vocês defenderem ele.
-Não estamos defendendo, só acho que tem algo muito errado nessa história toda , ele até pode ter te traído mais me recuso a acreditar que ele não te ame. – Amanda falou e eu desliguei sem a menor cerimônia. Não queria ouvir ninguém falando que ele me amava, não depois das mensagens.
Uma dor de cabeça surgiu fazendo minha cabeça girar.
-Nunca mais faça isso !
Tremi toda ao delirar ouvir a voz dele bem perto de mim.
-Me olha no olho e diz que não me ama!
Não era delírio, ele me encontrou.
-Jake vá embora! Meu recado foi dado. – disse firme ou torcendo para minha voz soar altiva.
Jake se ajoelhou na minha frente , seus olhos realmente estavam vermelhos e desesperados. Ele pegou meus pulsos e os uniu.
-Diz na minha frente que não me ama mais.
Ele pediu forte. Não podia mentir mais também não ia dizer a verdade que ele queria ouvir.
-Diga! – ele explodiu – diz que não quer meus beijos, que não me quer por perto, diga que não quer mais fazer amor comigo.
Eu não conseguia mais conter a emoção e chorei. Jake afrouxou os meus punhos. Tudo o que mais queria era ser dele na cama outra vez, tudo que queria era que aquelas mensagens fossem pegadinhas dos amigos dele.
-, tudo o que eu mais quero e preciso nessa vida miserável é ter você comigo naquela casa. Eu preciso de você e preciso fazer amor com você a noite toda. Preciso marcar você, você é a minha mulher! É a minha vida! É a razão pela qual voltei do submundo e não aceito que não acredite em mim.
-Contra fatos não há argumento Jacob! Eu li as mensagens, eu vi a foto...uma aluna Jacob? Precisava ir tão baixo?
Antes que eu pudesse reagir seus lábios já estavam contra os meus, ele colocava pressão enquanto eu resistia o quanto podia, mais eu era fraca.
Abri meus lábios esperando sentir o gosto da língua dele acariciando a minha. Beijo com lágrimas, meu corpo reagiu aos carinhos da sua mão na minha nuca. Tão carinhosamente como nossa primeira vez, ele me deitou na areia da praia e se colocou entre mim. Seu cheiro me embriagava, minhas mãos procuravam livrá-lo da camisa.
Nosso beijo parecia que nunca ia acabar, quanto mais fundo mais gostoso ficava. Jake arqueou minha perna para moldar nossos quadris fazendo nossas intimidades se encontrarem pedindo um contato mais direto.
-Não, pára! – eu pedi o afastando, virei o rosto para poder respirar e ele também.
-Viu? Somos fogo e pólvora! – ele argumentou procurando meus lábios.
-Não po... – ia contestar se ele não tivesse iniciado suas carícias picantes em mim. Droga! Onde fica a consciência nessa hora?
-Jake não! – pedi distribuindo tapas nos seus ombros. – Eu estou indo embora para Nova Iorque ainda hoje. Só me ligue quando nossa filha sair do hospital. Acabou.
N/A: OIE! Quem quer me matar levanta a mão! 1,2,3...vixe vou parar de contar! Calma gente, tem muita água pra rolar de baixo dessa ponte. Será que Jake vai permitir que Maria vá embora com vc? Será mesmo uma boa ideia ir morar com Paolo em Nova Iorque? Jake não vai se defender da difamação ? ele vai ceder à chantagem? #tenso.

Cap 22

Pov Jacob
Senti uma apunhalada no peito quando a minha mulher disse que ia embora. Fiquei olhando-a chorar reprimida me fitando. Desabei na areia ao lado dela sem acreditar.
-Por que? – quis saber. Ela não respondeu e eu continuei – Nós nos amamos e porque na primeira crise de verdade você vai embora?
-Jake não complica as coisas...você sabe o que fez! – ela acusou em tom baixo, quase um sussurro.
-Sei sim. Fui burro de não te contar o que realmente estava acontecendo, eu só peço que acredite em mim. Nunca te traí, nem com minhas alunas nem com aquela vadia de jaleco.
Ela riu sem humor e se levantou limpando a areia do short .
-Guarde suas mentiras para próxima idiota.
Levantei imediatamente para restringir seus passos, a segurei pelo punho e colei nossos corpos, colei nossas testas, nossas respirações estavam alteradas e sem o menor esforço nos beijamos desesperadamente.
Eu sentia que aquilo não podia ser verdade, nossas línguas se enroscando confirmava os meus pensamentos, nosso amor era intenso de mais para se deixar morrer assim, sem luta. Eu estava em batalha mais já havia retirado seu exército.
-Não Jacob, pára. – ela disse ao se afastar de minha boca mas sem ir muito longe.
-Vou provar que sou inocente e vou lutar pelo nosso amor por mim e por você! – eu disse com a voz embargada. A praia estava calma, o mar trazia a sensação de paz e de esperança de que ia dar tudo certo apesar de tudo está indo para baixo. Senti a carta pesar uma tonelada no meu bolso e não pude impedir as lágrimas caírem no meu rosto e não me senti inferior ou fraco por ser um homem que chora a perda de um amor, de um grande e eterno amor – , não se diz isso a um homem perdidamente apaixonado...- as lágrimas caiam e ela tentava enxugar as minhas que molhavam meu rosto, havia cuidado nela e esses pequenos gestos me mostravam que ela me amava sim! Talvez estivesse confusa. – farei minhas as suas palavras meu anjo – abri a carta e li a parte que mais me doeu “. É com muita dor que te digo adeus e que talvez eu sangre pelo resto da minha vida a dor desse amor partido.” Por favor, não me diga adeus! Não vá para New York, reaja! Lute pela nossa história ! Pela nossa filha, já passamos por muita coisa para você duvidar de mim.
Eu estava despejando as palavras com nervosismo e desespero. Ela apenas chorava enquanto me abraçava.
-Lute. Vou provar que tudo isso foi armação, que fui chantageado e aí vou brigar com o destino se for necessário para te trazer de volta para meu lado. Para minha vida, que é o seu lugar.
Peguei a aliança de noivado que ela deixou para trás e o coloquei no meu cordão pendurado ao pescoço logo em seguida pendurei nela e o vi cintilar em seu colo.
-Não tire isso se houver dúvida...ainda tenho esperanças.
-E se eu tiver certeza que não volto? E se realmente acabou Jacob?
-Pode ficar com ele de lembrança ou pode devolver pelo Fedex.*
Fui embora a deixando para trás , entrei no meu carro e segui predestinado a resolver tudo.
Dormir aquela noite foi impossível, sonhei diversas vezes me despedindo de , ora ela entrava no avião com Maria chorando nos braços , ora ela embarcava em um trem e até em navios a via me deixando só.
Os gemidos de prazer que lhe causava nas nossas noites ecoavam pelo quarto e pela casa. Podia vê-la em todos os cantos da casa, cozinhando, arrumando os móveis, fazendo bagunça pela sala enquanto víamos a um filme, das vezes que ela me fazia cuidar do jardim...podia jurar que estava febril e sem ninguém para cuidar de mim.
Assim que o dia amanheceu não tardei em descer até o escritório do meu advogado. Fique duas horas esperando ele abrir para me atender . Expus tudo, ele correu em providenciar tudo, paguei o triplo do seus honorários para ele já me garantir que ao menos de Haylay eu estava livre...já a vaca de jaleco era outro problema.
Fui até o diretor da escola e mostrei todos os documentos que me protegiam, meu advogado ficou esclarecendo tudo com ele e com um sorriso triunfante saí pisando firme até a sala de aula onde Haylay fingia assistir aula de matemática.
-Com licença professa Hompks – disse entrando na sala de aula fazendo todos se assustarem. – Haylay – disse quase cuspindo o nome – vim comunicá-la que está oficialmente fora dos campeonatos de líderes de torcida e antes que você fale asneira, está expulsa do time e em breve desta escola, já tratei de comunicar pessoalmente aos seus pais que um oficial de justiça irá bater à sua porta. – sorri cínico enquanto ela tremia – estou te denunciando no conselho escolar e mesmo que seus pais forneçam gordas quantias de dinheiro para esta escola acho que sua ficha de más notas, excesso de faltas e uma acusação judicial não vai facilitar sua entrada em Harvard.
Todos estavam amedrontados sem entender muita coisa. E eu estava vingado.
-Acho melhor você achar um bom advogado porque vai lhe custar muito caro as suas “investidas”, tenham todos um maravilhoso dia!
Fui até minha sala e peguei o celular, disquei para mais tudo que ouvi foi uma mensagem gravada por nós dois em algum tempo feliz - “Oi aqui é a e o Jake, se não atendi é porque estou ocupada – sim fazendo amor comigo!, Jake! Er...enfim deixa recado depois desse bip horroroso e eu te ligo de volta”
O bip soou e eu ri sem humor, ela não atendeu, deveria está ocupada mais não era fazendo amor...comigo . – , tô ligando para saber de você. Dormi mal sentindo você em cada lugar da nossa casa, você já deve está em NY, certo? Me liga assim que pousar ou se quiser falar...sei lá. Vou desligar, estou lutando por nós.
-Black? – o diretor bateu à porta que estava aberta, ele e todos ali ouviram a minha ligação, tentei não ligar para isso.
-Entrem.
Os pais de Haylay estavam apavorados pelo escândalo da princesinha, meu advogado estava sério, o meu chefe preocupado, Haylay em pânico e eu acabado.
-Viemos fazer um trato com o senhor professor Black. – o pai da ninfeta falou.
-Calma lá senhor – meu advogado disse – assim parece-me que está querendo comprar o meu cliente.
-Harold, calma querido. – a esposa dele pediu.
-Estamos a par de tudo senhor Black e estamos chocados com a atitude da nossa filhinha.
Interrompi o discurso do bom pai. Candidato as eleições da cidade! Grande prefeito teremos!
-Desculpe senhor, mais ficar chocado não vai trazer a minha esposa de volta para casa, não vai me ajudar a cuidar da minha filha que mal completou um ano de vida e estava à beira da morte. Os senhores sabiam que minha filha mais velha nasceu morta? E que eu nunca vou poder educá-la? Que eu não vou poder dizer à minha Anne para não ser como a sua Haylay? Sabia que a minha segunda filha passou por um transplante de coração à uma semana e ela acabou de fazer um ano de vida? Não fiquem chocados, fiquem barbarizados! Minha mulher foi embora para New York e vai seguir a vida sem mim e eu não vou poder ensinar a minha segunda filha a não ser como a princesinha de vocês...sabe por que? Porque Haylay aprontou tantas comigo que minha mulher não acredita em mim! Foi embora e eu vou ficar sem as duas pessoas mais importantes da minha vida.
Disse até calmo, pensei que fosse explodir.
-Tudo bem Black. Eles estão dispostos a conversar e chegar num acordo. – Sylvester Hales disse. –Como seu advogado aconselho a ouvi-los.
-Estamos dispostos a lhe indenizar com R$500,000,00 dólares se o senhor retirar a acusação da ficha escolar dela, isso não será bem visto quando ela for para a faculdade, pode nos processar na justiça comum se quiser e pode tirá-la da torcida e de qualquer outra atividade extracurricular desde que o senhor preserve o nosso sobrenome. – o pai disse.
-Não me parece justo, não traí minha esposa com sexo e não vou traí-la por dinheiro, não quero aliviar a barra da aluna...
-Black – Hale falou – vale lembrar que a foto no celular apenas prova que forjou uma relação que não existe e mesmo assim foi fora da escola.
-Mais foi numa viagem escolar. – rebati. – Faremos um trato, peço que saiam q me deixem com meu advogado, logo chamo-os de volta.
Todos saíram e me deixaram a sós com Hales.
-No que está pensando?
-Vou aceitar o dinheiro e vou doar para orfanato, expulso a aluna das atividades de crédito extra, obrigo os pais assumirem compromisso de colocá-la em tratamento psicológico e para não sujar a ficha acadêmica dela quando ela pensar em ir para universidade Haylay terá que trabalhar como voluntária na escola, quem sabe na limpeza ou na cantina?
-Jacob Black, você sabe como acabar com a vida de uma cheerleader mimada. –Hales disse e sorriu.
Quando todos estavam de volta Hales ponteou o meu trato e depois de meia hora de discussão , um acordo foi assinado.
-Er...Haylay, só uma pergunta- ela pôs seus olhos assustados em mim – Porque eu? Porque acabar com a minha vida desse jeito?
Ela desatou a chorar e soluçar enquanto respondia .
-Foi uma aposta...tive que fazer...para me manter na liderança do time de líderes. – a bruxa-mor abraçou a filha como se ela fosse a vitima, o pai saiu relinchando com as duas, Hales sorriu satisfeito e meu chefe...esse pediu pela aposentadoria.
Dispensado pelo resto do dia fui ver Maria.
Meu anjinho de fraldas estava corada e alegre, ao me ver abriu um lindo sorriso e balbuciou sua primeira palavra “maman”. Aquilo me pegou de jeito. Como se soubesse que não a veria ali Maria esticou a mãozinha para que eu a retirasse do leito.
-Em breve bebê, muito em breve. – eu disse pra ela.
-Olá papai! – uma enfermeira disse.
-Oi. – respondi.
-Já soube da boa nova? – a senhora de cabelos curtos e avermelhados perguntou enquanto administrava a medicação pós operatória de Maria.
-Não, o que houve?
-Maria receberá alta em poucos dias.
-Graças à Deus enfermeira! Mal posso esperar para ter a minha pequena comigo outra vez.
De fato era uma alegria enorme saber que Maria reagiu bem ao transplante mas a única pessoa que deveria compartilhar aquilo comigo não estava ali.
-Bom, pai, vou indo que tenho muitos bebês para tomar conta, felicitações à sua senhora e parabéns pela filha e pela família que formam.
Ela sorriu e acenou indo embora. Onde estaria agora?
Saí do hospital e entrei no bar do Chase. O que mais eu podia fazer para horas se passarem? Meu corpo estava dando choque de tanta coisa acontecendo e eu sem poder fazer muita coisa para impedir que o meu mundo desabasse de uma vez.
-Olha quem tá de volta! – Chase fez grande reverência – Cadê a ? – ele perguntou animado e logo mudou a expressão.
-Me chutou. – dei de ombros.
-Sério?
-Olha minha cara de quem tá brincando – apontei para meu rosto. – Acabei de ganhar meio milhão de dólares mais perdi a minha mulher.
-Tudo bem, quer uma dose bem forte que desça queimando, certo?
-Sempre dose tripla por favor, já que vou parar de beber...que me despeça com estilo, não acha?
-Promessa para ela voltar é? – ele riu.
-Que nada, minha filha vai morar comigo e bom…sem a minha mulher agora acho que vou precisar de ajuda e vou ter que dá atenção a ela redobrada. Nada de bebida alcóolica!
Ele me deu as costas para procurar a bebida.
A data da audiência com o juiz estava próxima, Maria estava a um passo de ficar comigo e eu só não conseguia entender como teve coragem de ir embora sem se despedir. Eu sei que ela me ama e ela também sabe, então, como ela pôde ir com Maria ainda hospitalizada? Se ela não ficou por mim, por nós, como não pôde ficar pela nossa Maria?
Me sentei numa mesa bem afastada e fiquei lá por horas bebendo e tentando achar uma saída racional para os problemas onde me meti.
O bar começou a ficar cheio e o meu celular não parava de receber torpedos
- Vadia de jaleco. – disse ao ver as assinaturas. Era muita canalhice ! mais faria o que meu advogado orientou, vou deixar acumular as mensagens e farei com ela o mesmo que fiz com Haylay.
Vou processá-la.
-Mais uma para um coração partido! – Chase trouxe um drink roxo fumegante.
A noite caiu e eu nem me dei o trabalho de ler as mensagens, sabia que todas receberia eram dela. A vontade era jogar o celular no fundo do rio. De repente as lembranças da primeira vez que pisei aqui...me meti num tiroteio por ela. Mas nada nesse mundo se compara a sensação de tê-la em meus braços, a sensação de protegê-la, a sensação de saber que ela “ confiava” em mim e dormia serena no meu peito com nossas pernas enroscadas e seu cabelo espalhado no meu peito, as conversas moles durante as madrugadas de tpm ou dos passeios planejando o futuro.
Todas aquelas bebidas pareciam água, não tinham gosto de nada e não faziam mais efeito. Nada faria estancar o meu coração que sangrava. Paguei o que devia e fui.
Entrei no carro totalmente bêbado, julguei errado as bebidas sem gosto que tomei , fiquei sentado olhando o nada. Liguei o radio para distrair mais aquilo não ajudava em merda nenhuma.
Com dificuldade coloquei o sinto de segurança e parti. Devia ser umas 21:00 p.m e resolvi parar o carro sobre a ponte, onde me fez me sentir mal por causa do meu passado. Quanta bobagem a minha!
-Idiota! Custava nada ter dito logo que estava sendo assediado na porcaria da escola?!
Desci do carro e olhei o rio calmo naquele dia, apesar da calmaria das águas fazia frio e ventava um pouco, me arrependi de ter descido e voltei pro carro acelerando para casa quando uma música qualquer tocou e eu aumentei o som um pouco mais.
[McFly - She Left Me / Ela me deixou]
Ela entrou e disse que
Não queria saber
Mais
Senti a carta queimar no bolso.
Antes que eu pudesse perguntar o porque
Ela já tinha saído pela porta
Eu não sabia, o que eu tinha feito de errado
Mas agora eu não consigo seguir em frente
Refrão:
Desde que ela me deixou
Ela me disse:
“não se preocupe”, “você vai ficar bem”,
“você não precisa de mim”,
“acredite, você vai melhorar”
Então eu soube o que ela queria dizer
E não era o que ela disse
Mas agora, eu não consigo acreditar que ela se foi

Flashes surgiram na minha cabeça com cada palavra daquela maldita música. O que ela me disse não era o que de fato o que seu coração dizia.

Eu tentei ligar em seu telefone
Não havia ninguém
Deixei mensagens depois do bip...
"sério?"
"é cara, muitas"
Eu não sabia, o que eu tinha feito de errado
Mas agora eu não consigo seguir em frente
yeah, yeah, yeah
-Vou provar para você que você tá errado! – feito um idiota discuti com a música e peguei o celular , disquei repetidas vezes e nada dela atender. Isso me sufocava.


Refrão
Desde que ela me deixou
Ela me disse:
"não se preocupe", "você vai ficar bem",
"você não precisa de mim",
"acredite, você vai melhorar"
Então eu soube o que ela queria dizer
E não era o que ela disse
Mas agora, eu não consigo acreditar que ela se foi

Seguir em frente? Sem ela por perto...não parecia lógico ou o melhor para mim e era por isso que eu odiava certas músicas, elas te fazem se identificar com elas mas não te mostram a solução do problema.

Bem, uma vez que ela me deixou
Ela me disse
"não se preocupe", "você vai ficar bem",
"você não precisa de mim",
"acredite, você vai melhorar"
Então eu soube o que ela queria dizer
E não era o que ela disse
Mas agora, eu não consigo acreditar que ela se foi

não não não não

-Música idiota! – desliguei o som e nem reparei que já estava em frente de casa.
“É agora ou nunca, quer ter a fedelha te chamando de papai? Me encontre em meia hora no píer...acho que vou pescar um peixão hoje à noite! Meu corpo ferve Jake...vem apagar meu fogo!
Da sua fisioterapeuta selvagem!”
Puta.
Voltei para aconchego da minha cama e dormi pedindo à Deus para sonhar com .


cap 23



[Flash back]
Pov
Essa relação precisava de um tempo, deixei o celular desligado desde o momento em que fui deixada na praia olhando para o nada. Nem demorei muito para voltar para casa de .
Voltei caminhando até encontrar Will brincando solitário com seu carrinho perto da piscina e minhas irmãs sentadas observando tudo.
-Oi. – eu disse me sentando ao lado delas.
-Sabia que eu quase tive um aborto por sua causa sua louca? – disse oferecendo seu colo para mim.
-Desculpa.
-Ao menos vai se despedir de Jake? – Adriane perguntou.
-Ele me encontrou na praia.
-E...? – minha irmã mais velha ficou levemente curiosa.
-Adriane, , eu preciso de tempo! Eu e Jake temos uma história confusa desde o principio, eu detestava ele, ele me salvou de Brian, fomos felizes, eu o ajudei a superar a morte da ex-mulher e da filha e tomei para mim as dores e os sonhos dele! Eu que desejei ser mãe aceitei adotar Maria porque sabia que ele ansiava por ter uma família para agora ele não confiar mais em mim?
Minhas irmãs se mexeram inquietas nas cadeiras prestando ao máximo de atenção ao que dizia.
-Um homem só procura na rua o que ele não encontra em casa meninas. – disse dando de ombros.
-Ainda acho que tem coisa errada nessa história. – Adriane falou com tom de maturidade e experiência de mulher casada, sendo ela a mais velha de nós.
-Como o quê? – perguntei.
-Não sei, mais acredito nele. – Adriane falou se levantando.
-Concordo com você mana. – respondeu.
-A única coisa que eu sei que é que meu amor por ele é estranhamente forte e que isso não foi suficiente para mantê-lo fiel.
-Titia! – Will chegou com seu olhar triste e se abraçou comigo.
-Oi garotão, o que há?
-É verdade que o tio Jake não será mais meu tio? – ele perguntou com sua voz triste. – é verdade sim meu amor – mais titia, ele é nosso amigo, ele brinca comigo e é meu amigão. Se ele for embora todo mundo vai ficar triste.
Sentei meu pequeno sobrinho à minha frente e segurei a sua mão.
-Olha só baby, os adultos são assim mesmo. Quando uma coisa não dá certo a gente muda as coisas para ver se melhora. Entendeu?
-Sei lá, acho que sim. Eu nunca quero crescer!
-Ninguém quer crescer. – Adriane disse com o seu filho no colo. – vou indo – ela disse. – Meu marido a qualquer momento vem me pegar.
-Cuida bem desse bebê hein, mana! – eu disse me despedindo com um abraço e um beijo. – Assim que eu pisar em New York telefono.
[Flash back off]
Mal me instalei na nova casa e Jake já encheu a minha secretária eletrônica de mensagens. Trabalhava fotografando no Central Park e sendo fotografada. Não sei de onde Paolo tirava essas ideias malucas !
-Pronto! Cinco minutos de pausa! – Paolo gritou e um monte de gente começou a se mover ao meu redor. Um retocava a minha maquiagem , outro mexia no meu cabelo, Paolo me mostrava as fotos que tirava de mim e outros mexiam nos cenários e nas minhas roupas.
-Paolo, eu não sou modelo! – chiei baixinho.
-Mais é você a minha musa! – ele brincou comigo no seu tom afeminado e com forte acento italiano.
-Telefone! – uma ajudante informou trazendo meu celular.
-Quem é? – perguntei pegando o aparelho.
-Ele disse que é o pai da sua filha.
Soltei um “Ah” mais não sabia se era um “ah” de nervoso por falar com ele ou se era outra coisa, só sei que respirei fundo antes de falar com o homem que mudou a minha vida.
-Oi Jake. – eu respondi, Paolo piscou pra mim e suspirou.
-Maria recebeu alta hoje, amor. – era fato que ele me deixava nervosa e quando me chamava de amor ou de anjo eu me derretia ainda mais. Ele parecia tão melancólico ao telefone – Você foi buscá-la? Como nossa princesinha está?
Fiquei tremendamente feliz em saber que nossa filha estava bem.
-Fui buscá-la hoje de manhã. – ele disse baixinho e imediatamente comecei a borrar a maquiagem com minhas lágrimas.
-Ela está aí com você? Tá cuidando dela direitinho? – desatei a perguntar.
-Queria você comigo . – ele disse e eu senti que por trás das palavras havia muito mais.
-Eu também. – suspirei.
-Então volta casa. Minha cama está fria sem você! – ele sussurrou.
-Por favor...-supliquei – me deixa pensar.
-Tudo bem - ele se deu por vencido. – Maria foi levada daqui tem meia hora pelo pessoal do conselho tutelar e já temos uma data para audiência.
Senti minhas esperanças alçarem voo.
-Pode estar aqui em 48 horas?
-Claro. – disse. – Ok – foi a resposta rápida e curta dele antes de desligar e eu desmoronar em um abraço com o Paolo.
-Ah, o amor é lindo! – Paolo disse.
-Acho que vou vomitar! – repliquei.
[...]
Acordei da viagem e logo no desembarque do aeroporto vi Ethan e minha irmã exibindo sua barriga já aparente.
-Bem vinda de volta! – disse com um sorriso radiante aquecendo a frieza que me cercava – Pronta para conseguir a guarda definitiva da minha sobrinha?
E foi apenas essa ultima parte que me fez relaxar.
-Com certeza! – respondi jogando minha mala para Ethan.
-Tá pronta para o que vem por aí cunhada? – Ethan perguntou levando um cutucão de .
-Sinto que estão aprontando para mim...desembucha Ethan!
-Não se mete Ethan...- advertiu.
-É melhor acabar com o elemento surpresa, amor.
-Ok vocês dois – eu disse enquanto o carro deslizava pela pista. – o que está havendo?
-Jake tem certeza que o juiz vai liberar a guarda e coisa e tal...- lancei meu melhor olhar que diz “fala logo!” e ele entendeu – La Push inteira está aqui para ver isso.
-A família dele está aqui?
Por que de repente meu estômago revirou e eu fiquei enjoada? Não estava preparada para rever aquele povo todo que aprendi a amar. Com que cara ia encarar Billy ou Rachel?
-Viu o que você fez? – falou para o marido e ele deu de ombros – , não precisa se preocupar ,eles não estão contra você por ter largado ele as vésperas do noivado oficial e muito menos com poucos dias faltando para adoção.
-Tudo bem, esquece. Só quero tomar banho e ir para o fórum . – eu disse querendo soar forte.
Passada uma hora segui com e Ethan para o fórum e mal cheguei já dei de cara com Jake, Rachel, Paul e Billy.
Um nó se formou na minha garganta quando vi o homem da minha vida formalmente vestido, Billy com seu jeito típico, chapéu de cowboy, jeans, camisa de mangas longas escondendo braços trabalhados e uma jaqueta por cima. Rachel e Paul não se desgrudaram até me verem e todos pararam. Um clima incomodo se instalou.
-Oi ! – Jake falou animado e veio na minha direção encurtando o espaço entre nós , me deu um beijo amistoso no rosto, falou com e Ethan e me puxou pela mão. – Minha família estava louca para te ver.
Ele parecia animado demais ou talvez nervoso e eufórico. Aquela emoção que vinha dele estava me deixando nervosa também, a mão dele suava na minha, vez ou outra passava a língua pelo lábio inferior e com a mão livre castigava os cabelos.
-...tá ouvindo ? – Billy falou.
-Han?
-Ouviu qualquer palavra que dissemos? – Paul brincou.
-Tô meio aérea hoje.
-É ansiedade, também tô nervoso. – Jake disse e eu sorri amarelo.
-vamos entrar? – a conselheira chegou nos arrastando pelo caminho até uma sala.
-Já vamos. – Jake disse. –, espera. – ele falou rouco e um tanto nervoso, porém doce.
Todos à nossa volta pararam até de respirar ou talvez fosse apenas eu que tivesse parado de respirar porque com certeza estava pressentindo algo.
-Bom, hoje vocês vão presenciar uma linda família se formando e eu acho que uma família boa é como a minha. Grande e unida. – todos sorriam amavelmente para nós dois. – Então, eu escolhi ser pai de Maria e escolhi para ser a mãe...mais na verdade muito mais que a mãe que escolhi para minha filha, é a mulher que eu escolhi para dividir a cama, para chamar de minha , foi a mulher que me salvou e portanto, é a mulher da minha vida!
Eu estava chocada com aquele discurso mais nada me deu mais medo da minha própria reação do que ele ter se ajoelhado e mostrado um lindo anel de noivado com uma pedra safira bem no meio.
-Casa comigo?
Olhei mais uma vez ao redor e nossas famílias torciam pelo final feliz mais eu não conseguia reagir.
-? – Jake me chamou com olhos apreensivos.
-Claro que não! – eu disse nervosa e saí cambaleando até entrar na sala indicada para a audiência. Meu coração martelava e doía, não sabia explicar por que agi assim, talvez fosse a pressão na minha cabeça. Precisava organizar as coisas antes de perdoar. Tinha que ser sincera a minha resposta e ele nem ao menos veio se explicar! Ele mesmo dizia que era inocente mais eu não conseguia ouvi-lo e nem enxergava a verdade que ele jurava estar com ele sobre o que aconteceu.
Jake entrou com os olhos vermelhos e se manteve calado , sentou ao meu lado e assim ficou até o pronunciamento final do juiz. A conselheira ficou a nosso favor, Jacob defendeu o nosso lado e juro que o juiz lançou um olhar feio para ele e por mais que justificasse nada foi válido quando a palavra final foi um belo “não. Não estão aptos para terem um filho”.
E foi assim que tudo terminou nesse dia. Jacob arrasado, eu péssima e confusa com Jake e com o fim da audiência, todos em silêncio.
Pov Jacob
Não conseguia entender como tudo terminou daquele jeito. Aliás, até entendia o que aquele velhaco fez pela puta que ele chama de filha...mais a ter me rejeitado daquele jeito não fazia sentido. Ela nem parecia brava comigo e de repente ela surta e foge de mim!?
-Do jeito que está você vai afundar de novo campeão. – Ethan me falou enquanto observávamos Will na sala de estar brincando com seu game novo.
-E o que é que você quer que eu faça? Tô tentando do meu jeito bro.
-Levanta , sacode a poeira e dê a volta por cima irmão. – ele falou e bebeu um gole. -A Ligou ontem.
-Sério? – fiquei meio ansioso em ouvir seu nome.
-Ela falou do trabalho, blá blá blá, trabalho, Maria, blá blá blá ,Will, blá blá blá “Como o Jake está?”
Fiquei imensamente feliz em saber que ela ainda se importa.
-O que disseram?
-Que você é um idiota. – Ethan riu e bebeu mais um gole.
-Isso é óbvio Ethan!
-Falamos que você ficou mal por ela não ter aceitado se casar e para minha surpresa ela também não sabe porque disse não. – ele disse naturalmente olhando para o horizonte pela janela onde o sol estava se escondendo.
-Como é que é? E só agora com essa cara que você me diz isso?! – falei mais alto e levemente irritado.
-Sabe...use essa energia para reconquistar ela ou para provar que o juiz estava corrompido, isso deve bastar.
Ia revidar a idiotice dele mas ela estava certo. Eu tinha como provar ... só precisava de uma ajudinha. Me levantei apressado e derrubei a cerveja dele no chão.
-Hey cara sabe quanto custa uma garrafa dessa? – ele brincou.
-Vá a merda bro. – eu disse brincalhão e saí o quanto antes em busca da minha salvação.
Se eu pudesse coagir o juiz...um dossiê ajudaria!
Corri o dedo pelas teclas do celular e telefonei para a única quem poderia me ajudar, só precisava contar o meu plano... - Era isso! Estava tão na cara! – eu disse após explicar tudo.
[5 Dias após...]
Entrei no restaurante e me dirigi a minha mesa. A puta de jaleco estava acenando para mim com cara de triunfo.
-Boa tarde – eu disse e completei mentalmente com um “se é que é possível!” para logo colocar o celular sobre a mesa.
-Melhor agora que você chegou. Me diz Jacob...mudou de ideia? Sabe...sobre nós e sobre a fedelha? – a piranha falou tomando um gole de Martini enquanto roçava seu pé na minha perna.
-Você não se cansa de tentar me comprar? Não se cansa de manipular seu pai ao seu gozo? Qual é? Você é rica e bonita, o que você viu em mim que te fez articular e destruir toda a minha a vida só para ... me ter na cama ? – bufei irônico. – Fala sério, eu não tenho nada a te oferecer.
-É puro capricho Jake – ela disse firme. – Pelo prazer de ter quem eu quero na hora que quero. E por sorte você queria algo que só meu pai poderia dar, então juntei o útil ao agradável.
-Você é nojenta!
Nesse momento seu pai estava se aproximando de cenho fechado.
-O que diabos está acontecendo? – ele exigiu.
-Boa tarde senhores – a conselheira que entrava pela outra porta do restaurante disse entregando duas pastas contendo as provas contra eles.
-Alguém pode explicar o que está acontecendo? – a vadia mimada perguntou desesperada.
-Eu explico Jake. – a conselheira começou. – você fez sujeira, seu pai se corrompeu em nome da filhinha mimada e aqui vai um dossiê que irá parar em todos os jornais e na promotoria caso seu papai não volte atrás e libere a guarda definitiva para o senhor e senhora Black.
Sorrimos vitoriosos.
-Não podem provar nada disso! – o juiz tentou rebater.
-Ah é...podemos sim. – eu disse – graças a um dispositivo muito bobo que todo aparelho celular tem.
-Uma dica – minha companheira disse. – gravador de voz! – ela sussurrou e eu imediatamente salvei o áudio no celular e o guardei no bolso.
-Agora é com vocês. – ela disse e nos retiramos da mesa.
[...]
É a grande hora! Vou fazer uma surpresa para , vamos pegar Maria e vamos conversar.
Essa ideia me fez ficar tranquilo e eu tinha esperanças de que ela entenderia o que se passou e com certeza dessa vez ela não me diria não. Peguei meu telefone e disquei para a galeria onde ela trabalhava.
-Galeria do Paolo , bom dia! – uma voz que eu tanto amo disse.
-? – só em pronunciar meu peito deu pulo e meu coração disparou como um adolescente inexperiente .
-Oi Jake. – ela falou seria.
-Atrapalho?
-Mais ou menos, é que estamos em reforma aqui e eu fiquei com a missão de inspecionar o trabalho dos pedreiros. O que houve?
Apesar de estarmos separados e de que eu levei um “não” na frente de todos quando a pedi em casamento e mesmo por todos os motivos do mundo que ela alegasse contra mim para me odiar, ela simplesmente agia como uma amiga e isso era muito bom. Me dava esperanças.
-É que você vai precisar voltar, o juiz que nos negou a guarda quer nos ver amanhã .
-Porque?
-Ele mudou de ideia quanto a nós e bem, precisamos da sua assinatura afinal de contas você é a mãe. – eu ri me deliciando com aquilo, ela não poderia jamais sair da minha vida, era a mulher que eu escolhi para ser mãe do meu filho, bom, filha.
-Que maravilha Jake! Nossa filha!!! Vamos dar a ela uma família de verdade. – parecia radiante e eu podia sentir suas emoções através daquela linha de telefone. – vou providenciar meu retorno para a Carolina do Norte o quanto antes e depois que ela estiver conosco – ela parou e suspirou antes de continuar com a voz baixa e suave – vamos ter que conversar.
-Tudo bem – eu disse calmo porém cheio de expectativas – vou te amar para sempre, ouviu?
Podia jurar que ela abriu um sorriso tímido. – Mais do que nunca , eu também vou.
Ela desligou antes que eu pudesse digerir o que ela tinha dito. Não faz sentido um homem que ama uma mulher e que é correspondido viver sem ela e ela sem ele. Era questão de horas e eu a pediria em casamento outra vez e seria tudo diferente.
[...]
Sem ela saber, pedi para Ethan me informar as coordenadas do voo dela. esperava encontrar uma das irmãs na chegada mas seria eu quem estaria lá.
Olhei para o painel eletrônico e vi que seu voo estava atrasado. A impaciência e o nervosismo começaram a tomar conta.
Estava tranquilo em saber que Maria estava bem no orfanato apenas esperando seus pais chegarem para buscá-la.
Sentei no café e tomei uns bons goles de um café brasileiro. Dez minutos depois a voz da locutora do aeroporto anuncia a chegada do voo que vinha de New York. Apressadamente paguei o cafezinho e fui para o portão de desembarque.
Um milhão de pessoas iam e vinham e nada dela surgir. Será que ela não vem? – meu lado em pânico tomou conta do meu cérebro.
De repente uma morena chamou atenção com seu caminhar elegante. Ela não olhava para ninguém a não ser para seu celular enquanto discava para alguém. Seu perfume me atingiu em cheio, suas curvas eram generosas, sua elegância era algo incrível de se olhar e enquanto muitos homens babavam se perguntando sobre a identidade da modelo que desembarcara eu dei dois passos a frente a fazendo parar subitamente e me olhar sorrindo.
-Jake! –ela disse alegre.
A abracei com carinho, houve entrega e pedido mudo de proteção vindo dos dois lados.
-Vejo que ainda usa o meu colar e a aliança ainda está aí, quer dizer que ainda pensa em nós. – eu observei ela ficar constrangida ao tocar no anel que lhe dei.
-Você disse que se houvesse dúvidas sobre o que eu sinto que eu não retirasse. – Nos calamos sem saber exatamente o que dizer - Onde está Ethan? – ela perguntou mudando de assunto.
-Pedi para ele me deixar vim te pegar.
-Hum – ela disse catando algo na bolsa.
-Pensei que fosse surtar ao me ver, pensei que estivesse chateada comigo por ter te pedindo em casamento diante de todos.
-Águas passadas Black.
-Você está exuberante sabia? Todos os homens aqui acham que você é alguma supermodelo. – eu ri enquanto caminhávamos chamando atenção de homens e mulheres.
-Eu?! – ela parecia chocada – que nada Jacob, só estou usando roupa de grife porque o Paolo jogou todas as minhas roupas fora e me comprou umas novas. Principalmente agora que virei garota propaganda da galeria...minha cara tá estampada em todos os lugares daquela ilha e eu não posso andar com roupas simples...isso é um saco!
-Mesmo assim...vislumbrante. – eu disse completamente apaixonado feito um idiota enquanto entravamos no meu carro.
-Onde está nosso pequeno anjo?
-Vamos vê-la em breve, antes você assina um documento no juizado e vamos lá para casa ,depois pegamos ela.
me olhou desconfiada mais seguiu calada.
Assim que pisamos no fórum a nossa ex-carrasca veio sorrindo e abraçou a minha luz.
-Precisamos de seu autografo – ela cantarolou e saiu arrastando , quando pensei em seguir, ela levantou o dedo em riste me fazendo parar onde estava.
Uma eternidade se passou enquanto eu esperava. Pelo menos era assim que pensava.
Vinte minutos depois elas voltaram com os olhos vermelhos e cheias de segredos, me preocupei e não me contive em ficar parado no lugar. Andei apressado até que me abraçou com força.
-Me tira daqui. – ela soprou no meu ouvido e eu assenti.
Ela ficou quieta a viagem toda, as vezes a via sorri depois ela ficava inexpressiva e isso me lembrou que tínhamos uma conversa séria sobre nossa filha e sobre o que de fato aconteceu entre mim e a fisioterapeuta.
-Chegamos.
Ela sorriu.
-É bom está em casa.
Aquilo foi bom de se ouvir, ela ainda considera a minha casa como “nossa casa.”
Entramos em casa e tudo estava como ela deixou. Tirei a gravata, os sapatos, joguei longe o paletó e afrouxei os botões da camisa social, aquilo estava me matando sufocado.
-Quer alguma coisa? – perguntei.
-Quero.
-Diga então – eu disse levemente brincalhão enquanto ia para nosso quarto.
-Que você me perdoe por ser tão insegura e tão tola. Devia ter acreditado em você desde o começo.
A hora era agora, falar a verdade e pedir perdão.
-A culpa foi minha, me deixa te explicar algo que aconteceu desde o principio. – eu disse a sentando na nossa cama.
-Amor, amor – ela disse impaciente . – eu já sei de tudo, a conselheira me disse tudo o que aconteceu e eu acredito em você. – ela se virou para mim e me abraçou. – sinto não ter ficado do teu lado.
-Vamos esquecer isso.
A sua respiração batendo em meu pescoço me fez despertar para saudade que sentia do corpo dela, ela sussurrando baixinho me pedindo que eu a mate de prazer e a sensação maravilhosa entre suas pernas me fez procurar loucamente pelos seus lábios.
Aquele primeiro beijo em um mês me fez delirar de paixão, eu já estava duro por ela e não me contendo a trouxe para se encaixar em meu quadril.
Nossas línguas faziam uma dança sensual que me causava arrepio na pele. Espalmei minhas mãos no seu quadril a trazendo para mais perto de mim, podia jurar que haviam polegadas a mais em suas curvas, desci as mãos mais um pouco pela lateral de suas coxas enquanto ela gemia dentro da minha boca.
Sem demora cravei um chupão em seu pescoço enquanto retirava sua blusa de grife e seus acessórios, ela lutava contra minha roupa também.
Seminus notei bem melhor o quanto seu corpo mudou. Ela ainda sentada no meu colo deslizou suas mãos pelo meu abdome até chegar ao cinto e ao botão da calça que estava quase explodindo de tão inchado e duro que estava por possuir seu corpo.
-Você mudou. – eu disse mordiscando seu lóbulo esquerdo e fui descendo pelas maçãs do rosto e pelo queixo. – está mais gostosa.
Ela riu antes de lamber meus lábios e me deixar enlouquecido de tesão. Toquei no feixe do sutiã de cor pérola fazendo cair ao chão. Mergulhei em seus seios chupando, acariciando , lambendo enquanto cavalgava me deixando mais duro ainda , ela projetava seu corpo para trás para que eu tivesse mais liberdade de brincar com seus seios fartos.
Minha morena de cabelos negros me empurrou de volta contra a cama e me livrou da calça de boxer.
-Tudo isso Jake? – ela perguntou me provando com prazer.
O vai e vem da sua boca sobre mim me deixava louco e sua língua deslizando em meu membro me excitava ainda mais. Segurei com uma única mão seu cabelo solto só para poder admirar o belo trabalho que ela fazia em mim.
O seu ritmo foi aumentando e meu corpo se retraíndo com pequenos espasmos , era tão singular tê-la naquela posição que eu não sentia mais nada a não ser o gozo que vinha até que explodi num gemido que mais parecia um rugido de uma fera selvagem. Sem muita delicadeza a peguei pelos braços e deitei na cama, abri suas pernas e me lambuzei todo com seu sabor.
O prazer estava estampado em nossos olhares , subi a boca fazendo uma trilha até encontrar sua boca e me perder em beijos e gemidos de amor, prazer e saudade. A penetrei com dois dedos e brinquei com a sua intimidade, ela arqueava o quadril querendo mais...
-Jake não me tortura! – ela ofegou.
Quando senti que seu orgasmo estava chegando perto retirei meus dedos para me introduzir nela, fui cada vez mais fundo e duro dentro dela até que ela gritou de prazer mordendo meu ombro.
Nossos corpos suados e enfraquecidos pelo esforço estavam frenéticos.
-Jake...- ela soprou e quando a olhei ela parecia machucada e eu travei imediatamente.
-O que eu fiz? Te machuquei? – perguntei já me retirando dela até que ela me restringiu.
-Fique onde está...dentro de mim. – ela tomou fôlego. – tenho que te contar algo importante.
-Agora? – estranhei.
-Tome mais cuidado comigo amor, faça amor comigo...- ela parou de novo para respirar – mais tome cuidado para não nos machucar.
Sinceramente não entendi o que ela quis dizer, sempre fomos atrevidos, quentes e eu nunca a machuquei, por que isso agora?
-Desculpe – eu disse tirando meu peso sobre o corpo dela. Ainda conectados ela sentou no meu quadril e começou a cavalgar lentamente sobre meu pênis.
-Assim também é gostoso Jake. – ela disse cravando minhas mãos na sua bunda , imediatamente a cada movimentar dela eu a trazia para mais perto, enlaçou o meu pescoço e começou a me beijar doce e aquilo era tão prazeroso quanto sexo mais agressivo.
Fizemos sexo com saudade, paixão e tesão mas agora...aquilo era amor, de verdade o amor.
-Jake – ela disse roucamente quando seu corpo sentiu mais um orgasmo. Quando ela sentou lentamente sobre meu membro vi escorrer uma lágrima e aquilo me apavorou. Primeiro ela pede para ter cuidado com ela e agora mesmo tendo cuidado ela , ela chora...
-Amor, o que está havendo? Te machuquei?
Ela fez que não.
-Sabe porque voltei sem pestanejar?
-Por causa de Maria? – chutei.
-Também...mais não foi só isso.
-E o que foi?
-O meu amor por você Jake e ele cresceu, nosso amor mudou. Me dê a sua mão.
Achei estranho mais atendi. pegou a minha mão e me fez tocar em seu seio bem onde seu coração pulsava desesperado.
-O seu amor aqueceu aqui. No coração. – sorrimos um para o outro e ela colou as nossas testas antes de continuar. – Mais ele evoluiu Jacob. Bem aqui! – ela falou deslizando nossas mãos unidas que estavam no coração até pousarem sobre o baixo ventre dela. – é aqui que nosso amor vai crescer dia após dia até que ele nasça. Quem sabe um quileute moreno e robusto igual ao pai?
Levei um segundo e meio para entender toda aquela história de ter cuidado com ela na hora do sexo selvagem. Ela estava...
-Está me dizendo que espera um filho meu? – perguntei de olhos fechados apenas sentindo a sua respiração bater contra o meu rosto.- É. - ela assentiu. A beijei com tanto amor, sem pressa, com carinho e cuidado, a beijei dizendo em cada contato um “eu te amo”, “é a mulher da minha vida” e “sem você não vivo” misturado às lágrimas de nós dois e logo ela voltou a cavalgar em mim tão suave quanto nossos beijos.

Prologo
Pov
Vesti meu vestido branco feito à mão por Rachel, ela, Leah e a tal da Bella me ajudavam a me preparar para meu casamento. Embry ficou com a missão de cuidar de todos os bebês e crianças, meus sobrinhos, o sobrinho de Jake e de Maria, minhas irmãs organizavam a cerimônia e a festa e os homens da vila estavam ajudando as minhas irmãs.
-Nem acredito que depois de tanto tempo Jake resolveu seguir em frente – Bella comentou espiando pela janela do quarto de Jacob.
-Você é um anjo nas nossas vidas – Emily entrou com o pequeno Samuel Uley II nos braços – Edward está ajudando Embry com as crianças, vocês estão perdendo a cara do coitado de desespero.
-Ele supera! –Leah brincou. – quero só ver quando ele casar que tiver os dele...
-Ah Leah deixa de ser má – eu disse e ela riu.
-Como você está? - Rachel perguntou.
-Ian Ephrain Black não pára de me chutar, eu estou ansiosa e morta de fome! – respondi nos últimos retoques .
-Ian Ephrain!? – todas gritaram.
-É um menino? –Rachel perguntou.
-Ele já sabe? – Leah quis saber.
-Você escolheu o nome? -Bella questionou e eu fiquei estranhamente mais nervosa e comecei a chorar.
-Ow , não chora ! – Emily falou me abraçando.
-Gente, eu passei por muita coisa ao lado dele para estarmos aqui hoje. Tudo que mais quero é fazer ele feliz!
-E você vai – Bella disse olhando pela janela novamente. – ele não para de andar de um lado a outro e os rapazes estão curtindo com a cara dele com certeza.
Todas correram para ver, menos eu.
-Vou contar para ele que é um menino depois da cerimônia.
Enxuguei as lágrimas e alguém bateu a porta.
-Quem é? – Leah gritou.
-Billy.
-Ah entra! – Emily abriu a porta.
-Wow que noiva mais linda!
-Obrigada – sussurrei.
-Pai – Rachel interrompeu – o que acha de ter um neto com nome do seu pai?
Um sorriso caloroso se abriu em cada rosto naquele quarto.
-Então é um garoto? – Billy quis saber.
-Um dos grandes – eu disse antes de descermos e a cerimônia começar.
[...]
-Você está bem? – Jake sussurrava enquanto um ancião da tribo falava só Deus sabe o quê.
Havia uma tenda branca com flores multicoloridas , algumas fileiras de cadeiras revestidas com seda perolada e poucos convidados.
Deitei minha cabeça em seu ombro e suspirei. Jake estava preocupado.
-Estou bem, é só que ele será um atacante dos bons. – soprei cansada.
Jake reagiu imediatamente parando a cerimônia.
-É um menino? – ele disse alto e claro e todos caíram na gargalhada enquanto ele me beijava de leve nos lábios e depois beijou minha barriga de seis meses. Acho que ele se deu conta do que fez e ficou serio de novo – desculpe ancião.
-Tudo bem filho – o senhor disse antes de voltar a sua oração em um língua morta.
Nossos padrinhos pegaram um colar com uma espécie de pingente pendurando no pescoço de Jake e depois em mim, Jake proferiu palavras na língua nativa deles direcionado a mim e bebeu de um jarro logo era a minha vez de beber...água!? da mesma jarra e uma linda cantoria começou.
Aquelas palavras que se seguiram com certeza foram as palavras mais doces que ouvi depois de Maria ter dito suas primeiras frases e em todas elas “maman” e “papá” estavam.
-Acabou. Agora somos o senhor e a senhora Jacob Black. – ele disse roucamente. – Somos, você, eu, Maria e...
-Ian. Ephrain. Black.
Ele me abraçou por trás fazendo carinho no meu ventre. – Muito bem Ian, temos um longo trabalho pela frente meu filho. – ele fez pausa antes de continuar – cuidar das mulheres Black!
Embry chegou afobado e nos devolveu Maria que estava radiante e cheia de saúde, olhei para Jacob e nos entregamos em um beijo apaixonado sonhando com a chegada do nosso fruto enquanto todos festejavam a nossa união.

N/A : Perdoem pela demora nas atualizações e pelos erros de postagens de capítulos, peço perdão também pelo final piegas a la novela mexicana...sei que vocês esperavam algo melhor! Estava sem criatividade. E sim meninas, amo o McFLY sou uma Pudd convicta e completamente apaixonada pela voz do Danny Jones...ou seja , sou uma Flones incorrigível, no fim amo todos eles imensamente!!! Para quem quiser, no Nyah tem fics que eu escrevo sobre eles, na vdd é uma fic Pudd e umas one-shorts Poynter. Basta procurar meu nome Miss Felix!!! See ya!

82 comentários:

  1. Nossa Jake casado??
    Ser amante dele?? G-Zuis [2]
    Ahh Jacob manda a Samantha ir passear e fica cmg ;)

    Poxa eu bem aki afoita e quando rola uma bitoca o capítulo acaba :$
    Mas tah Blz...

    Esperando o proximo

    Kisses

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  2. Gente o Jake casado.Que isso.
    e ain seria um prazer enorme ser amante dele(perva on aki)
    E ain ain,pelo que ele falo o sentimento por mim é grande (que sonho)
    Ah amei a fic
    Posta mais tá
    Kisses

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  3. Uma fic com o Jake finalmenteeeee!!! \o/

    menina saidinha eu né? rsrsrsrs
    tô amandoooooooooooo

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  4. Esse casamento do Jake é no mínimo bizarrézimo!!!
    E eu aqui achando que o Jake..ops... Jacob ia ter que chutar ela para fora mas não ela só fala que vai dar o fora :$ mulher meio louca, mas melhor para mim *.*



    Perfeito!!!

    Posta mais ;))

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  5. Nossa,eu e o Jake combinamos néah.Ele com problemas no casamento e eu com o ex namorado uia serve direitinho um pro outro hihi.
    Amei o cap,e amo a fic
    Posta mais tá
    Kisses

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  6. Nossa quie foi isso menina.
    Dando uns pega na loja,e o exemplo?
    Bom se fosse o Jake,na verdade é o Jake,o exemplo que se f*** é sim.
    Então diva amei o cap,amo a fic
    Posta mais tá
    Kisses

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  7. Ai gente p/ mim esse Brian é do tipo: cara bonzinho que se passar por alguma desilusão vira um maníaco psicopata!! *O*

    Acho que o Jake vai falar: Vc é doida menina de entrar no táxi com aquele maluco??!!

    HAHAHA

    ADOREI o capítulo...

    BjaO ;)

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  8. Aii que capítulo fofo ><

    Esse homem teima em continuar com essa Samantha...que coisa hein?!!!

    Mas o final foi Perfeito...Lindo...Fabuloso ^^

    BjaO

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  9. Menina jake como professor de Educação fisica *ui que calor* E quando ele vai se definir finalmente? Pensar em mim estando com outra não rola né? O.o Bjus! Adorei!

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  10. Nossa, to adorando sua história hein! Imagina só se o Jake fosse meu prof de educação fisica, eu ia ser uma aluna exemplar!! haha *sonha*
    Ameei mtt :DD

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  11. Ta muito bommm isso aki,to amando ler.E ñ sei se foi só eu que notei mas eu acho que essa Samantha está morta e o Jake acha que ela ainda esta ali.Pq ele ñ conseguiu superar a dor da perda.Sera?

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  12. Com o Jake me amando desse jeito,nem ligo de ser a outra... Só espero que a Samantha demore muito para encher a paciência, pq com certeza ela vai... ninguém abandona um homem espetacular desses tão fácil assim.

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  13. QUE-NOITE-PERFEITA!!!
    Deus!!Isso que é homem!! *O*

    Imagina sentar a beira da fogueira com Jacob sob a luz do luar e ainda com esse Deus grego provocando?!!!
    Não há ser-humano que aguente!!!

    Eu já disse que essa Samantha não bate bem dos pinos u.u
    Melhor p/ mim se ela desistiu do Jake...ela sabe que não dá p/ competir u_u

    Adorei o capitulo!!

    BjaO

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  14. Putz! Agora que eu saquei que essa Sam é um fantasma...=#
    Pq esse Jacob não deixa a mulher seguir o caminho dela em paz e fica logo comigo...ele fica empacando a vida dele, a minha e a da Samantha ¬¬

    Nossa que casalzinho quente nós somos hien?!! Não paramos nem um minuto sequer (666'

    Ps: Meu apelido é o mesmo que o nome da filha do Jake e da Sam O.O

    Tah muito DEMAIS!!!
    Quando é que o Jake vai deixar a Sam ir p/ luz tbm?...deixa ela ser feliz cara!!
    BjaO

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  15. O Jake tá meio insano.. casado com a mulher fantasma? Cruzes essa fic tá arrepiante e quente ao mesmo tempo!!!! Tô amando!!!!!!!!

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  16. Nossa essa fic é ótima, espero que o jake consiga resolver a sua vida e fique comigo. Sou super fã de vcs Bjos

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  17. Estou as 00:18 escrevendo aki, sendo que tenho que acordar as 05:50 para ir para escola e ter aula de apoio historia...
    mas cara... valeu a pena!
    sou curiosa msm e estou amando mais e mais essa fic.
    Apesar do Jake esta me confundindo, na msm hora que ele quer, ele nao quer.
    O bixo indeciso!
    Agora vou dormir bjo.

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  18. Espero que o Jake consiga superar os sentimentos mal resolvidos do passado e possa liberar esse coração só pra mim... Tô torcendo por isso.

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  19. Poxa Jake...tava tudo perfeito e vc tinha que falar o nome da Sam dormindo??

    Eu que já estava insegura, agora fiquei completamente desnorteada ¬¬
    Eu estou achando que o Jake tem uma mulher e que eu sou a outra...qual será a minha reação quando eu descobrir que a mulher dele está morta?? O.O

    Eu já mudei tanto o Jake que ele já deixa eu usar o apelido dele e já está ouvindo música em casa \O/
    BjaO

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  20. Uiii amei essa fanfic
    Jacob indeciso fica empatando minha vida e a dele!E da Samantha também!
    Continua... ;D

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  21. Nossa que mistério, na minha opinião a Sam morreu e Jake não consegue superar, mas eu estou aqui já ajuda-lo e ama-lo eternamente.
    Estou adorando continua.
    Bjos

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  22. AHHHHH QUE AFLIÇÃO!!!!

    Que pesadelo HORRÍVEL!!!!
    Justo quando o Jacob vai p/ casa e reencontra a familia dele T.T

    Será que o pesadelo foi um mal presságio?? é claro que foi né?!! Ele ficou tão desesperado em me contar tudo que deve ter batido com o jipe em algum lugar afinal ele tava em alta velocidade y.y

    Ahhhh que eu esteja completamente errada e o Jake esteja bem...logo agora que a Samantha deixou ele...

    Posta logo, pq eu não vou aguentar toda essa aflição!!!

    BjaO

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  23. Finalmente o Jake vai abrir seu coração pra mim... e esse surto todo por mim... é muito lindo. Dizer que está apaixonado, sair correndo no meio da noite para me ver, é muitos sentimentos para esse meu pobre coraçãozinho carregar, mas pelo Jake eu aguento. Ansiosa pela continuação.
    Agradeço às dicas de Baby Suh e com certeza acompanharei as fics, pois essa autora escreve muito bem, deixando-nos envolvidos e interessados na trama.

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  24. Gente, que história é essa? MARAVILHOSA!!!! Eu me confundi um pouco no começo, mas já entendi que Samantha é a esposa de Jakes que morreu... mas agora para tudo... o que aconteceu no final foi um acidente com o Jake? Pelo amor do meu Deuzinho fala que ele vai ficar bem!

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  25. Amigaa como vc consegue sempre me fazer chorar com as suas fics,vc sabe que eu ñ to exagerando.Eu amoo muitooo cada uma delas.Sou sua fã n°1.Bjossss

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  26. Ain...como vc faz isso cmg???
    Eu chorei tanto nesse capítulo y.y
    O Jake em coma? Tristeza sem fim...
    O Jake acordando...ALELUIA...Ele não podia morrer!!!

    Foi tão lindo esse final...
    Melhor frase:"Não me sinto mais perdido, você é a minha passagem de volta" Ahhhh!! Chorei muito...

    BjaO

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  27. Gentem!!! que capituolo foi esse? Chorei feito bezzerro desmamado (tá todo mundo rindo de mim agora)... mas foi tão lindo! "Você é minha passagem de volta" foi tudo! Posta mais flor, agente ama sua fic!

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  28. Adorei o capitulo flor. Muito emocionante. uhhhhhhhhhhh jake..
    posta mais viu?

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  29. Que isso, vai nos matar do coração de tanta ansiedade. E ai ele acordou? Ansiosa para o próximo capitula.

    Bjos

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  30. Esse final do capitulo ficou lindo *-*
    Meu bombom ta de volta *-*

    Hey, queria só dar um toque. Ao que parece vcs do blog fizeram um jeito de nao se poder selecionar o texto, vi q foi por conta de alguem plagio e tals, mas se é assim que colocassem pelo menos o link dos videos do youtube, pq nao dá pra seleiconar para colar na barra de endereços. obrigada (:

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  31. Finalmente um sorriso no rosto do meu lindinho! Finalmente felicidade depois de sofrer tanto! E quem vai faze-lo feliz? Quem? Euzinha! Adorando a fic flor!

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  32. Jake voltou por mim, se libertou do fantasma da Samamtha e está se recuperando, que capítulo emocionante!!!
    Agora teremos que nos concentrar em dar netos ao Billy, já que ele quer tanto perpetuar o nome dos Black... Que sacrificio!!!!

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  33. Finalmente consegui achar um tempinho p/ ler algumas fics...e eu devo dizer que eu AMEIII esse capitulo!!!

    O JaKE finalmente se recuperou \O/
    As piadas do Billy são as melhores HUHUUAUAHUAHU

    BjaO

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  34. Ainnn que final mais sad!!!! Mas mesmo assim a fic foi Diva! Háaaa mas que safado esse Jake hein? Todo convalescente na cama e ainda assim fica todo assanhadinho... hummmm....

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  35. Meu deus hein... até todo quebrado o Jake é safado kkkkkk Ele nao tem jeito... Que bom -Q (6'
    Já vi que o próximo capitulo vai ser tenso...
    Posta logo

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  36. Aiaiaiaiai como eu amo essa fic!!!! Eu sei que falo isso em todas as fics, mas fazer o que se as autoras desse blog são as melhores?

    Eu vou morar com o Jake êhhhh \o/. Pra onde será que eu vou levar Jake e as coisas da pequena Anne? Mistério... tenho certeza que a cena vai ser linda... afinal tudo com Jake é lindo!!!!

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  37. Ain Gente...a cada capítulo que passa eu amo mais e mais essa fic!!

    agora as coisas estão se ajeitando...finalmente!
    Mas eu quero o meu Jake recuperado logo, com todo o fogo dele (666...

    BjaO

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  38. Esse capítulo foi apaixonante... simplesmente estou suspirando até agora... Quero um Jake desses para mim, será que tem algum sobrando no Mundo?

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  39. Fiquei super emocionada com a cena de Jake e Maria... que quero mais logo... mimimimimimimimi...

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  40. Ahh eu quase chorei com a parte do Jake e da Maria Ç.Ç

    Esse capítulo foi o mais lindinho eu acho...tomara que ele adote ela, e ai que achem tbm um doador p/ Maria!

    EU QUERO MAIS!! mimimimi...y.y

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  41. uhuh Jake ta sem gesso, finalmente!

    Ahhh e a Maria gente... eu (leotora) fiquei tao encantada com ela....

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  42. Até que enfim o Jake tah sem o gesso!!
    E essa doutora?? Muito louca ela!!!

    Gente o que eu mais gosto nessa fic são essas frases de duplo sentido e essa falta de inibição por parte minha e do Jake!! UI!! HAUHUAHA

    BjaO

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  43. Muito bom perfeito é pouco para essa fic e parabéns é pouco para a autora, estou adorando.
    Só espero que essa médica não fique de graça se não eu corto as asas dela. kkk


    Bjos

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  44. Doutora tarada vei... Espero que ela nao se engrasse pra cima do MEU jacob! ;@ Se nao vai ter porrada.
    Posta logo por favor

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  45. Que legal, parece que Jacob Black está pronto para ser papai... e pelo jeito é da Maria...

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  46. O que foi aquele amor ali cara? Puts... O Jake falando akelas coisas ali é de matar vei! KKKKKKK
    Mto fofo isso do adotar a Maria *-* ela é tao fofinha...
    E essa aluna? Que piranha! :@ Vou bater nessa piriguete!
    O pior foi o Jacob ter correspondido, isso pra mim é traição! :@
    Espero que o ruido que ele ouviu nao tenha sido alguem que te viu isso... se for o Ethan entao FUDEU!
    Espero que nao!
    Espero mais ansiosamente

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  47. Primeiramente o Jake foi maravilhoso comigo e que pegada foi aquela?!!! Meu Deus ... tive que tomar banho gelado! Mas, tinha que aparecer uma piranhuda chefe de torcida para embolar o meio de campo. Essa vaca da Hayley vai dar pano pra manga. E o barulho estranho? Será que a maluca tirou foto para fazer chantagem? Só faltava essa para fazer a PP sofrer. Já não bastava todo o sofrimento que esses dois passaram? Aguardando ansiosa por mais.

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  48. Ai que linds!!!

    Adorei o pedido de casamento depois de um créu gostoso (666'
    O Ethan falou assim na televisão mano...fez o Jake quase morrer!! AHUAHUAHUAH


    Nossa que patricinha mais quenga u_u
    Vem p/ cima do meu Jake que eu meto o sarrafo' ò.ó
    (recadoparaafisioterapeutatbm/)
    BjaO

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  49. Amiga klinda do meu coração,ñ tenho palavras para dizer o quanto vc é talentosa.Menina sei que falo isso várias vezes e vc já deve estar cansada de escutar isso,mas vc sempre me faz chorar,sendo fic com o Jake ou com Ed.Te amoooooo amigaaa.
    Bjos de sua fã n°1.

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  50. HUM, ESSE JAKE É MESMO TUDO DE BOM!!!
    E QUE LÍDER DE TORCIDA MAIS SEM-VERGONHA, ISSO PRA NÃO DIZER COISA PIOR!!!
    TOMARA QUE NOS DÊEM A GUARDA DA MARIA. ELA É MUITO FOFA!!!
    ADORANDOOOO, BJSSSS!!!!!

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  51. Muito bom, eita que eu sinto que essa lider ainda vai causar muitos problemas! Ai que dê certo a adoção! Capitulos por favor! ;D

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  52. Ai ai ... tô até com medo dessa tal de Hayley, parece que ela vai trazer muitos problemas para o Jake... Amo essa fic!

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  53. Muito bom esse capítulo, essas pegadas do Jake e essa mania dele rasgar as coisas mexe comigo kkk, mas mudando de assunto espero que o Jake consiga a guarda da Maria ele merece.Também quero dizer que adoro essa fic desde o primeiro capítulo sou sua fã.

    Bjos

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  54. Esse povo é fogoso.... HAHAHAHAHAHAHHA
    Eu fiquei imaginando a cena da mulher do conselho tutelar chegando e o Jake de toalha KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    RI DEMAIS!
    Tomara que nao tenhamos problemas com isso kkk

    posta logo plis

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  55. Meu Deus!!

    A gente não para um minuto!! Tbm..quem quer parar quando tem um Jacob Black ao seu lado? Eu é que não!!

    Ai ai essa mulher do conselho tutelar é uma megera!! Mulherzinha mal amada u_u
    O Jake tem que conseguir a guarda da Maria Y.Y

    posta logo!!

    BjaO

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  56. Sabia que essa liderzinha de torcida ia dar problema. Já começou.
    E essa bruxa mal amada do conselho tutelar, vai ser chata lá na China, espero que ela não atrapalhe a adoção da Maria. Tadinha da Maria, tomara que consigam um doador pra ela.
    Adorandoooo, bjssss!!!!

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  57. Eu sabia que essa Haley era do mal, mas justo agora que a PP e o Jake estavam tentando dar um lar decente pra Maria viver o seu tempinho sendo amada, esse monstro vai estragar tudo... não acredito!!! Espero que a PP não seja tão má com o Jake e que ele ponha essa pirralha como Lider do Jardim de Infância que é o lugar dela.

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  58. Haley filha de chocadeira! Da pra matar ela? Por favor.... só um pouquinho! Ahhhh cadelinha sem vergonha! Eita raiva.... Mas gente como assim a Maria já está enganada.... ahhhh não o Jake não pode perder mais um baby.... eu choro muito..... Adorei o capitulo flor... BJo

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  59. Nossa como estava com saudades dessa fic, não demora apostar não estou curiosa pra saber no que essa historia do Jacob vai dar.

    Bjos

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  60. Pirralha desgraçada!VACA!O jake tbm é burro né, pq nao apagou? u.u
    Tomara q consigam um coração pra Maria, nao quero q ela morra T-T
    posta logo plis

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  61. nossa, muito burro ele, se fosse eu, tinha apagado ne ? mais nao.

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  62. VCÊ QUE ME MATAR SÓ PODE! cOMO TERMINA UM CAPITULO ASSIM,! nOSSA O JAKE FOI BURRO EM NÃO APAGAR AS MENSAGENS E MAIS BURRO AINDA DE NÃO CONTAR NADA PRA PP! MAS TA INCRIVEL A FIC, MUITO LINDA, POSTA MAIS FLOR, POSTA LOGO TO LOUCA DE ANSIEDADE!

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  63. Ahhhhhhh!!!
    Como você pôde fazer isso comigo? Nossa estou tensa até agora, derrepente caiu tudo em cima da PP, ain, que ódiooooo!!!
    Amandooooo, bjsssss!!!

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  64. karamba por tua culpa tô roenda minhas un has pra saber como vai terminar essa fic, posta logo se ñ eu enlouqço

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  65. Momento surto on: @3¨#*@*!@*
    Como pode o mundo virar contra a coitadinha da PP... A sua vida de repente virou de cabeça pra baixo... E não bastava sofrer pelo Jake, tinha que sofrer pela filhinha também? Haja coração pra aguentar...
    Será que um anjinho passou naquele momento na capela do hospital para dizer amém, enquanto a PP barganhava com Deus a sua vida pela de Maria?
    Será que aconteceu alguma coisa com ela, por isso ela não atendeu os telefonemas do Jake e nem foi ver a Maria no Hospital?
    Fiquei tão tensa com essa história, e com tantos questionamentos em minha cabeça, que não consigo dormir... espero que vc poste o próximo capítulo logo e que ele venha esclarecedor para que eu possa acalmar a minha ansiedade.Bjos

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  66. q vadia essa medica....
    tomara que a Maria fique com a gente...
    continue... esta muito bom...
    e espero que tudo se resolva logo

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  67. Ownt!! Amandooooo!!!
    Nossa quanto sofrimento para a PP e para o Jake. Como se não bastasse a vadia adolescente, a pobre da Maria quase virou um anjinho, ain!!
    Mas tudo deu certo!!!
    Pulei de alegria quando soube que o nosso anjinho enfim vai sobreviver.
    E a também adooooorei o fim que a vadia adolescente teve, foi mais do que justo.
    Agora só falta a piriguete da fisioterapeuta, ô mulherzinha sem coração, se aproveitou de um momento de fraqueza para arruinar a vida do nosso casal. Aff, mas ela terá o que merece, assim espero.
    Amandoooooo, bjsssss!!!!

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  68. Adorei o capítulo já estava com tanta saudade dessa fic, estou muito ansiosa para saber como vai acabar esse processo de adoção espero que a vaca da fisioterapeuta se ferre que nem a líder se torcida.
    Bjos

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  69. Nossa quantas emoções!! Ainda bem que deu tudo certo com a Maria.. me indentifiquei muito com esta história dela, pois passei o mesmo com uma sobrinha.. só que infelizmente o final não foi feliz!

    Quanto a PP e o jake.. quanto sofrimento.. isso tudo po ele não contou a verdade desde o começo tentando numa doce ilusão poupa a PP dessa situação horrenda!

    E essa fisioterapeuta.. bem que a PP nunca foi com a cara dela, que tipo de ser humano usa uma situação delicada como essa para tirar vantagem?? a ainda por cima sexual!

    Não demora a posta, a fic está ótima!!
    Beijo.

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  70. Essa é uma das minhas fics favoritas!!Eu amei a att,espero que essa fisioterapeuta se ferre,q vaca!!grrr...

    PS:Flor vc gosta de McFly??OMG!!Eu sou louca por eles!!!*-*

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  71. QUE LOUCURA ESSES CAPS *O*
    Eu não tive tempo p/ ler antes e fiquei meio atrasada, mas já li tudo de uma vez só!
    Ai gente, ainda bem que deu tudo certo com a Maria!!Eu não tava aguentando de aflição aqui e eu quase achei que ela não iria aguentar a barra.Mas Deus é sempre bom e correu tudo bem y.y
    Eu estou COMPLETAMENTE passada com a audácia dessa terapeuta maldita!! Que mulherzinha desgraçada! Bem que a PP não ia com a cara dela u.u
    Ai cara, tadinho do Jake T.T Mas tbm ele é um besta! Pq não contou logo o que tava acontecendo? Eu tenho certeza que a PP iria entender e ajudar ele...agora ela foi embora e a vaca de jaleco ainda é filha do juíz p/ melhorar tudo ò.ó
    Foi muito bem feito a vadiazinha adolescente ter se ferrado e o papai dela ter que desembolsar meio milhão de dólares u.u
    Espero que mais uma vez o Jake consiga que as coisas deem certo p/ ele e que ele consiga a guarda da Maria e que aquela PUTA seja processada e punida como merece u_u
    Nem preciso dizer que eu tbm estou de dedos cruzados a espera de que ele reconquiste a confiança da PP né?!!
    Ahh quantas emoções! Tbm adorei a música do cap, ficou direitinho até a parte da carta ;D Eu tbm adoro McFly e A7X p/ mim eles são demais!!
    Posta mais e logo!
    BjaO

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  72. aaaaaaaaa eu tô triste pela separação, com raiva dessas vadias dando em cima do Jake e feliz q a líder de torcida se ferrou legal.rsrs
    Ansiosa pelo próximo capítulo.
    Bjs

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  73. Amei esses capitulos, mnossa to mal pela separação que fisioterapeuta vadia!
    E a haley se deu mal, bem feito pra essa lider de torcida mimada e Drika onde estara, sera que ja foi pra NY sem falar coma Maria deixando a pequena não entendi! PMmuito bom continua flor! ^^

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  74. Ameeeeeei!!!!
    Final DIVINOOOO!!!!
    Aquela filha de uma pu..., teve o que merecia.
    Mas quase tive um treco quando a PP disse não para o meu moreno.
    Foi um final de tirar o fôlego, sem sombra de dúvidas.
    E muuuuito emocionante, pode acreditar, ameeeei, bjssss!!!!!

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  75. Amei o final, aliás amei a fic inteira!!!
    Foi muito emocionante e sem dúvida muito bonito o modo como você conduziu o fim dessa história de amor.
    Sentirei saudades de seus capítulos, mas tenho certeza que novas idéias já devem estar surgindo nessa cabecinha fantástica. Continuarei sendo fã de sua maneira de escrever!

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  76. EU NÃO ACREDITO QUE ACABOUUUU!!!!
    E o final foi LINDOO sua boba!

    Gente, que tristeza no coração foi o começo do capítulo...eu fiquei com muita dó do Jake quando a PP disse um NÃO p/ o pedido dele e logo depois o juíz filho de uma boa mãe ainda não cede a guarda da Maria...Mas ele e a sua filhinha vadia tiveram o que mereciam (8) BEM FEITO! E ainda foi lindo de se ler, eles com aquela cara de tacho foi I-M-P-A-G-Á-V-E-L u.u

    Ainda bem que tudo deu certo e nada melhor do que fazer as pazes com o jake né?! ADOREIII

    Ahhh! Foi tudo de tirar o fôlego! O casamento, o nome do baby, o surto do Jake, a Maria super radiante e saudável...T-U-D-O!
    Adorei acompanhar essa fic flor, amei o desenrolar da estória, como vc escreve...realmente gostei!

    BjaO
    Até a próxima fic ;D

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  77. OWNNNNN ACABOU MESMO?????*cry* Amei cada linha dessa fic florzinha.... Ainn Jake aqui era uma perdição só.... quase morri no acidente dele, mas fiquei mega feliz com os momentos dele e da PP depois.... chorei com o drama da Maria... tive vontade de estrangular a Hayley e principalmente a fisioterapeuta.... vulgo capeta de jaleco.... e quando a PP foi embora? OMG eu literalmente morri, mas renasci quando Jake foi atrás dela pedir pra que ela não desistisse deles... ownnnnnn... ok eu tive vontade de matar a PP quando ela disse não para o pedido de casamento do Jake, mas entendi o lado dela.... eu quise entrar na fic e bater no juiz que se corrompeu pela filhinha mimada, mas adorei a vingaça do Jake e da conselheira... por falar na conselheira... odiei ela a principio... uma megera sem coração... mas depois vi que ela só queria garantir que Jake e a PP fossem o melhor para Maria.... e a Maria... ownnn fiquei tão feliz quando ela conseguiu o transplante e reagiu bem a ele... adoooorei saber da chegada do Ian, eu já desconfiava disso desde o dia que a PP chegou para a audiencia....

    Enfim flor, amei cada letra, cada linha da sua fic... e como todas as fics que leio, fiquei triste com fim, pois não terei mais novos capitulos de NS pra ler, mas fiquei feliz por você nos ter presenteado com essa estória divina. Bjos, bjos, bjos florzinha....

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  78. Amei o final flor, a fic foi linda e ótima! Espero novas fics suas flor! Bjoss!

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  79. PARABÉNSSSS a fic foi linda, desde o começo eu sabia que ia amar essa fic, também quero dizer que você escreve maravilhosamente bem e que o final foi lindo. Ansiosa para a sua próxima fic.
    Bjos

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  80. Fiquei surpresa com esse final repentino...nao imaginava q fosse mandar todos esses capitulos juntos =/
    Enfim,por um lado foi bom que eu nao fiquei na agonia de saber o restante,mas o ruim é q a fic acabou =/
    Ela foi bem legal *-* Espero mais fics suas...parabens!

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  81. A historia ficou perfeita... amei o fim dela *---*

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  82. Ain que lindo!!!! Amei a fic!! li direto devorando a fic muito emocionada li em menos de um dia adorando cada palavra!!! estava com saudades de uma fic assim meio clichê, novela mexicana kkk. Adorei serio agfora eu não achei você no nyah Miss Felix :( Mas, vou continuar procurando!!
    Beijos

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