14 de setembro de 2011

Rede do Destino by MissFélix

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Rede do Destino










Prólogo

1993

-Não posso mais ficar com ela! É uma aberração! Ninguém nunca saberá que eu dei a luz a um monstro!

-Então ande rápido e deixe essa cesta aí na porta!

-Espera! Vou colocar um bilhete. Ela anda é parte de nós dois.

“cuidem de mim, tudo o que tenho é este livro amaldiçoado...me chamo .”



Cap 1



...DIAS ATUAIS

- ! pare com isso sua aberração!

Ela gritava, é tudo que me lembro de minha infância. A única lembrança era das garotas do orfanato me zuando, me humilhando e eu cada vez mais fraca e revoltada. Ninguém nunca me amou .

Coisas estranhas acontecem quando perco meu equilíbrio....o que eu sou? Por que isso acontecesse comigo? O que me falta?


Pov

Dia chuvoso, grande coisa! Estou de péssimo humor e é estranhamente absurdo que o ritmo da chuva seja igual ao meu humor.

Inúmeras vezes fui chamada de aberração por coisas dessa natureza acontecer. Lembro – me da vez que desejei que uma chama da lareira queimasse o lindo e louro cabelo da Rachel quando ela descobriu que eu gostava do Erick e só para me irritar ela o beijou e se entregou a ele sabendo que aquilo me fazia sofrer.

Mais como é doce a vingança....o vento soprou forte fazendo o laço do vestido entrar em contato com o fogo da lareira e que logo se alastrou pelo seu longo cabelo.

Quantas surras levei da governanta por revelar seus segredos ocultos. Não sabia como descobria seus segredos, apenas a olhava fixamente e toda a raiva que existe em mim fazia o resto.

E hoje estou eu aqui revivendo cada mísero ano que passei dentro desse orfanato imundo. Ninguém nunca quis me adotar, minha fama se alastrou fácil e nenhum casal iria querer uma filha que pode dominar os elementos de uma forma destreinada .

-?

Olhei em busca de quem me chamava. Retirei meu capuz e o fone do ouvido, encarei Mel – minha colega de quarto e única amiga.

-Oi Mel.

-Feliz aniversário! – falou me entregando um presente e uma carta .

-Ah Mel, não precisava....você sabe, ter sua amizade já é um belo presente. Ao menos Deus ainda não me esqueceu. – falei sorrindo amargamente .

Abri o embrulho e havia um álbum de recordações – ao menos as boas que passei ao lado dela durante os 16 anos dela aqui comigo. Seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar.

-Você vai embora a qualquer segundo e eu ainda tenho mais 2 anos aqui dentro. Não queria te deixar ir sem te dar um abraço e essas fotos nossas.

-Eu venho te tirar daqui! Você vai ver, em 6 meses quando eu conseguir retirar meu dinheiro do banco. Eu sei que é pouco o que juntei trabalhando, mais é suficiente para alugar um apartamento. Venho te adotar e com o programa de bolsa de estudos terei dinheiro suficiente para nos manter.

-Ai amiga! Você é a irmã que eu pedi a Deus!

Nos abraçamos tendo platéia ao redor. Erick me olhava, uma parte dele queria vir me abraçar e a outra – que infelizmente o dominava – dizia para ele se afastar porque a loira oxigenada e sua gangue de desmioladas estavam por perto.

- Ruiz, seu táxi chegou e já é hora de você sumir de vez deste lugar!

Falou uma das diretoras daquele inferno na terra.

-Com maior prazer irei embora deste antro!

Disse pegando as malas , um passo antes de cruzar o portão me viro e encaro a cada um que presenciava aquela cena.

-Ah Erick, cuidado. Nem tudo que reluz é ouro!, ahn...Rachel, um aviso : cuidado com o fogo – Mel deixou escapar uma risadinha típica dela. – e como esquecer das minhas adoráveis governantas! Senhoras er...apenas cuidado, caso chova canivete certamente sou eu querendo infernizar a vida de vocês !

Caminhei até o táxi e rumei para minha nova vida. Darminstrog* College.

Uma vez nos terrenos da universidade me perdi vendo toda aquela alegria e festa de boas vindas , reencontros e azaração entre os alunos.

Cheguei ao campus e o sol da esperança se abria no céu. Estava de corpo e mente leve, veteranos e calouros conversavam em seus respectivos grupos.

De mala e tudo fui até uma mesa abaixo de uma frondosa árvore e me identifiquei para o veterano.

-Ah srta Ruiz, seja bem vinda a universidade! Sou o Dereck mais pode me chamar de ...de Dereck mesmo, serei seu monitor até que você se instale. Pegue isto e assine aqui.

Me entregou um envelope com meus horários, professores, regras da universidade, número do meu quarto e nome da pessoa com quem dividiria pelos quatro anos da minha vida aquele lugar chamado lar. Andrews Eugene Way.

-Obrigada srta Ruiz e hoje a noite tem festa de boas vindas aos calouros, está intimada! E aliás adorei seu estilo de roupa, você deve ser daquelas maluquinhas não é?

Ele sorria sempre ou estava tentando ser simpático? Vai saber!

-Me chame apenas de e talvez eu apareça na sua festinha sim e eu não sou maluquinha...tá , talvez eu seja sim!

Disse retribuindo o sorriso que era de fato sincero.

-Alô gatinha...serei seu guia particular e o que mais você quiser – disse um cara alto pegando minha mala , ele estendeu seu braço em torno do meu pescoço , ele tinha a maior cara de tapado. Usava uma camisa do Guerra nas estrelas e tinha na cabeça um tipo de chapéu onde a gente pode colocar duas latinhas .

Outro cara vestido feito um idiota usava uma pistola de água e atirava para todos os lados. – Ai está você ! – ele disse apontando a arma para o idiota do meu lado. – Hum...carne nova e fresca no pedaço! E aí gatinha...hoje a noite estou livre...- me olhou com seu “olhar sedutor” – se quiser conhecer a máquina do amor apareça no meu quarto hoje a noite – piscou e atirou no outro tapado que saiu correndo atrás dele gritando “Eu a vi primeiro seu fura olho jedi!”.

Havia festa em todos os lugares, uma guerra de trigo e ovo estava rolando. Devia ser algum rito de passagem.

Estava tranqüila e calma, me sentia equilibrada de novo.

Cheguei em um corredor e ele era sombrio e frio, me causava medo. A cada passo a tensão aumentava de uma forma vertiginosa, me sentia sendo seguida, observada, estava na mira.

Passei por um móvel e esbarrei derrubando uns objetos, soltei um grito de pânico e um gato negro com uma listra cinza cruzou meu caminho dando um grunhido escandaloso.

Me recuperei do susto e acelerei meus passos , dobrei o corredor.

Era impressão minha ou mesmo de dia estava escuro e frio ali? Em um dia o clima foi do chuvoso ao ensolarado e a agora jazia na escuridão fria - ainda não passava das 16:00 horas.

Não havia janelas e tudo era cinza e sem vida. Um sopro de vento vindo só Deus sabe de onde cortou o silêncio da minha caminhada até que meus pés me mandaram correr.

Não olhei para frente apenas me choquei com algo muito duro e antes de poder me emborrachar no chão, ele estava lá.

-Cuidado por onde anda senhorita.

Falou o homem.

-Desculpa eu não costumo ser destrambelhada, é que hoje não é meu dia.

Respondi com o sorriso amarelo, meu capuz escondendo meus olhos.

-Com todo o respeito à minha esposa aqui e a você , é claro, como uma garota tão jovem e tão bonita pode não ter um dia bom?

-Como é...?

Minha surpresa foi tamanha. Tínhamos a mesma idade e ele disse “esposa”. Retirei meu capuz e pude ver que uma mulher de cabelos cor de chocolate e olhos também na mesma cor me olhava sem nenhuma expressão. O homem de olhos dourados pareceu notar algo e começou a rir e eu desejei não ter pensado alto.

-Desculpa , eu não tinha visto você , aliás, vocês . E agora eu vou indo.

-Nós somos os Cullen, seremos quase vizinhos de dormitório, precisando de ajuda feminina...Bella poderá te ajudar e a propósito, me chamo Edward.

Até parece que eu vou precisar da ajuda de uma sem expressão, nada contra a garota, só não sei. E quem esse cara pensa que é? Sabe, ele pode pensar o que quiser, eu não ligo! – pensei, ele balançou negativamente a cabeça e sua esposa o segurou carinhosamente no braço.

-O que foi? – a tal da Bella disse.

-Alice, aquela baixinha espevitada! Sempre tem razão, nunca falha em suas visões!

-Entendi, a garota problema não é? A que mudaria a vida minha e do Jake.

-Er..desculpa mais eu ainda estou aqui e estou ouvindo!

-Desculpe , não queríamos te assustar...

-Bella não é ? como sabe meu nome?

O que é isso? Ela também é uma anormal como eu?, pensei me assustando novamente.

-Está escrito ali – ela indicou o envelope.

-Ok, estou realmente precisando descansar! Desculpa mais uma vez sr e sra Cullen.

Dei apenas um passo quando Bella me chamou.

-, não se preocupe, seremos grandes amigas. Podemos ir à festa dos calouros hoje a noite para nos conhecermos , enfim , você que sabe.


Sai dali achando que talvez eu não fosse a única bizarrice .

Enfim, o meu quarto. Dei uma leve batida e não houve resposta. Talvez meu colega não tivesse chegado. Entrei no dormitório e não era pequeno. Era quase um quitinete , uma cozinha americana , um banheiro, um corredor minúsculo com duas portas – o que deveria ser os quartos.

Abri a primeira porta e não havia nada dentro, porém a janela me dava uma visão esplêndida do campus. Larguei tudo pelo chão, percebi que Dereck ainda sorria e explicava as coisas para os outros novatos ali, ele me notou e acenou, retribui com aceno discreto.

Ouvi um barulho de porta rangendo e de um salto me virei para encarar o estranho enrolado numa toalha preta, a água pingava de seu cabelo escuro e sua cara devia ser reflexo da minha – espanto ou talvez vergonha pela cena.

-AI MEU DEUS! – falei e ele deixou cair a toalha, nas pressas tentando sair daquela situação constrangedora.

-Desculpa eu ..eu ..não sabia foi mal! – ele gaguejava

-Sai daqui e veste uma roupa !

-Tá ta!

Ele saiu voltando depois devidamente vestido. Observando bem ele tinha um corpo lindo, tinha olhos castanhos e o cabelo negro e liso na altura da nuca, usava uma calça jeans, um belo par de tênis , uma camisa de manga comprida dobrada até os cotovelos.

-Desculpa pelo incidente...é que eu não sabia que você tinha chegado, eu estava no banho e..

-Tudo bem Andrews ,não é? Foi mal pelo escândalo, é que você me assustou e eu nunca tinha visto um homem tão..de perto e sem roupas. – admiti me arrependendo da besteira que falei, eu precisava estampar na cara que era virgem? – er..sabe, deleta tudo o que eu falei.

-Eu não estou nem aqui. Espera um pouco. – e saiu do meu quarto. Fiquei com cara de paisagem sem entender nada.

TOC TOC

-Sério isso? – perguntei rindo.

-Assim você não ajuda...vamos lá, começando do zero. Vou bater de novo.

TOC TOC

-Quem é? – me senti tão ridícula, mais estava me divertindo com a cena.

-Oi sou o Andrews , sou seu colega de quarto. Posso entrar?

-Entra.

Ele veio sorrindo e me se curvou ante a mim.

-E como se chama a garota que vai morar comigo nesse “apertamento” ?

- Se chama .Ou Garry , a estranha....voe que sabe. – disse tentando fazer gracinha.

Ele riu tão alto que teve que se desculpar pela crise de riso.

-Tudo bem, pode rir. Amanhã você vai entender...- falei tentando ser simpática.

-E ai, vamos para a festa ou não?

-Eu não sei, nunca fui a festas de universitários antes. Não me encaixo. – falei o que sentia.

-Não se encaixa? Me responde uma coisa – ele colocou a mão no queixo e arqueou a sobrancelha como se estivesse desvendando algum mistério. – você é universitária?

-Andrews...- falei lentamente como forma de reprovação.

-Responde...- me imitou.

-Sou.

-AH eu sou um gênio! Elementar meu caro Watson...uma festa de universitários com universitários! É querida...você se encaixa!

Ok ele me convenceu e ganhou minha simpatia.

-Ok, eu vou! Mais tem um problema. Roupas. Olha como me visto! Eu não vou ser aceita aqui!

-Eu não entendo de roupa de mulher, só de tirá-las. – O olhei constrangida e ele notou. – Er...foi mal, enfim, vista o que te faz se sentir confortável e se alguém vier te zuar eu mato ele de porrada. Ninguém mexe com minha colega de quarto!

Falou o meu super-man.

-Agora vou te dar privacidade. Já que você se apossou do quarto que era meu...

-Ai desculpa, a gente ainda pode trocar. Você chegou primeiro.

-Uma coisa que eu aprendi com minha mãe “Faça os gostos de uma mulher e ela saberá te recompensar”. É mais não uso esse lema não, tem cada mulher por ai...enfim , eu gostei de você e sempre quis ter uma amiga de verdade, não me custa nada ceder o melhor quarto com a melhor vista para uma dama. – fingiu choramingar.

-Você é sempre assim?

-Palhaço, divertido...e blá blá blá? Sou!

-Ok, me deixa tomar um banho agora.

....

-Vamos? – ele falou sorrindo.

-Vamos! – respondi.

Pov Edward

Estava mais uma vez tentando persuadir Bella a aproveitar certos momentos como sendo experiência única enquanto humana. Não sei que idiotice é essa de transformação! Não quero corromper sua alma e a prender a minha forma de “vida”.

-Edward eu não quero ter esperar mais! – ela suplicava. – Não pode passar das férias de verão. E não há volta na minha decisão. Eu quero viver como você e com você meu amor, viver eternamente.

Como sou fraco perante essa mortal.

-Vou pensar no seu caso, mais tem que me prometer que vai viver todas as suas experiências primeiro.

-Faço o que você quiser! Eu te amo Edward e não posso viver sem você !

- Ou sem o vira-lata!

-Edward...

-Ele veio tentar te convencer a se divorciar de mim, te dizer que te ama mais que eu, que ele é a melhor opção para você e toda essa ladainha que você já conhece.

-Pára de ler minha mente seu chupa sangue maldito! – Black cuspiu as palavras fazendo Bella se afastar de mim.

-“Minha Bella” quando terminar de despachar esse cão me encontre na festa.

Sai e dei meu melhor sorriso cínico para o Jacob e fui para dentro, mentes tediosas e vagas estavam em todos os lugares, calouros, veteranos...nada de bom. Mais um cheiro chamou minha atenção, procurei ao redor e achei a dona do aroma mais doce que já senti. Nem mesmo o cheiro delicioso de Bella se comparava .

E céus! Como estava bonita.

Cap 2

Pov

O lugar estava muito bem ornamentado, muita gente me cumprimentava e eu não sabia como proceder. Estava tão acostumada a ser maltratada no orfanato que esqueci como é ter que ser simpática e receber simpatia das pessoas.

Andrews seria a minha salvação enquanto Mel não estivesse comigo, ele era muito divertido e com o pouco de tempo que passei com ele senti que era normal, não me sentia fraca e nem que minha anormalidade estava descontrolada.

-Para quem disse que não se encaixa e que não tem roupas adequadas você está muito bonita . – Observou Andrews me deixando sem graça.

-Sério? – perguntei incrédula analisando minha vestimenta, um vestido que ganhei de Melanie e que nunca usei. Só no mundo cor de rosa da Mel eu iria gostar de um vestido salmon no melhor estilo romântico do século XXI.

-Sério garota! eu pensei que você fosse usar um vestido roxo berinjela com uma bota do Frankienstein ...- ele pausou , no mínimo tentando imaginar a cena. – Pensando bem, você é muito linda e mesmo que estivesse vestida como o Frankienstein estaria muito belíssima, sabe, você deveria sorrir mais...além de mostrar a beleza interior que você tem faz bem para a alma .

-Olha aí – disse sorrindo – meu colega de quarto não é só um brincalhão e mulherengo, também é poeta! E sabe fazer uma garota sorrir, na boa Andrews, se você me faz sorrir por vontade própria você realmente tem o dom de tirar qualquer pessoa da escuridão. – agora não havia apenas um comentário verdadeiro e divertido, também havia uma pontada de dor.

-Eu agradeço pela parte do poeta , porém não gostei do que ouvi de você agora. Senti algo por trás desse seu ultimo comentário.

Nós paramos em frente ao jardim e ele me fitava preocupado.

-Eu falei que era estranha. Não se preocupe, se ninguém se importou comigo antes por que você que conheci hoje iria se preocupar com uma órfã problemática?

-Órfã? Eu não sabia, sinto muito...- não esperava a reação do meu colega, mais me senti bem quando ele me abraçou – se ninguém quis saber de você antes, a partir de hoje você ganhou um irmão e um amigo fiel!

Nos soltamos e havia lágrimas em meus olhos, apenas Mel conseguia me deixar daquele jeito. O clima havia mudado de novo, nuvens começaram a se juntar. Droga – pensei.

-Ih , vai chover! Andrews disse olhando para o céu. Mal sabia ele que a culpa era minha.

-Não vai não, irmão. Meu irmão. – disse dando ênfase pronunciar a ultima frase, uma alegria me tomou. Nos encaramos , olhos nos olhos, e vi parte de seu passado, ele perdeu a irmã gêmea e desde então procurava uma amiga de verdade a quem ele pudesse suprir a falta que a ela fazia.

Outras lágrimas rolaram, dessa vez não só nos meus olhos, Andrews também chorava.

-Vamos parar com isso! – falei rindo e enxugando as lágrimas. – Estão nos olhando e não quero ter a fama de chorona logo no primeiro dia.!

-Tem razão, pega mal...mais agora que somos irmãos, quero saber de tudo sobre você !

Entramos na festa e me deparei com uma enorme faixa de BEM VINDOS CALOUROS! .A música estava alta, alguns casais se “pegavam” pelos cantos , algumas loiras de farmácia participavam do concurso das camisetas molhadas, e os mais idiotas tentam ganhar a aposta de quem bebia mais cerveja do barril.

Tinha de tudo para beber e comer Andrews me arrastou para um puff e começou o interrogatório.

-Qual sua cor preferida? Quantos anos tem? Onde nasceu? Qual sua opinião sobre o aquecimento global?

-O quê? É uma festa e você quer saber minha opinião sobre o aquecimento global? Você é o irmão – amigo mais louco que eu arranjei!

-E você tem outro?

-Outro não, OUTRA.

-Opa...apresenta aí !

-A Mel só tem 16 anos, tem calma Don Juan!

A música estava alta e já era difícil conversar , minha mente se esforçava muito para raciocinar , meu colega de quarto vez ou outra saia para pegar ponche para nós enquanto ele me torturava com suas perguntas sobre o G8 e o que eu pensava sobre a guerra no Oriente Médio ou como anda o plano político do Barack Obama.

Na boa, meu forte nunca foi política e além do mais estávamos em uma festa. Quem se importa com política?

-Vamos dançar? – falei a primeira idiotice que pensei.

-Eu não sei dançar – admitiu constrangido.

-Ai que bom, nem eu! – e rimos. –Escuta vou andar para conhecer o espaço.

-Vai lá e cuidado.

Sai dali observando cada pessoa ao meu redor, era tão mais fácil sorrir agora.

Uns veteranos estavam apostando com uns calouros num concurso de quem beberia mais cerveja do barril, outros calouros estavam pagando prendas, trotes se via em todos os lugares. Minha mente fervilhava de pensamentos e foi nessa hora que eu encontrei o casal Cullen.

-Oi ! Está muito bonita, que bom que você veio. Estava me sentindo perdida aqui. – falou a sra Cullen. Ela estava com a expressão pesada e o seu marido tinha cara de poucos amigos e fixava o olhar para longe, a curiosidade foi mais forte e segui seu olhar . Me deparei com um homem extremamente lindo, alto, forte, moreno e que também tinha um ar pesado.

-Er...oi sra Cullen, sr Cullen como vai?

-Por favor , só Bella.

-Olá , como disse minha esposa – foi impressão minha ou ele disse MINHA ESPOSA de uma forma tão possessiva sem desviar os olhos do moreno. Até parece que ele poderia nos ouvir. – Você está muito bonita.

-Obrigada.

-Eu queria que você esquecesse a forma como nos conhecemos hoje mais cedo , qualquer impressão errada ...- ela balançou a cabeça – esqueça.

-Tudo bem, eu nem lembrava mais.

-Fiquem a vontade vocês duas, vou ligar para minha irmã. – disse o homem de cabelos bronze. Que raio de cor é essa? – pensei e ele novamente sorriu, da mesma forma como mais cedo, como se ele pudesse ler meus pensamentos.

Um vento soprou forte pela janela, eu estava ansiosa, meu cabelo esvoaçando a minha frente.

Prendi meu cabelo com uma das mãos e o homem se contorceu tapando o nariz e a boca, saindo com o celular no ouvido.

-Ele está bem? – perguntei

Ela estava apreensiva mais depois suavizou.

-Está sim, acho que foi alergia ao seu perfume.

Eu só pude deixar escapar um “Ahh”. A conversa correu boa e Bella era até legal. Mais algo nela me soava superficial.

-Olá Bells – disse o Deus grego.

-Oi Jake, esta é .

Ele nem me deu bola, ele tinha a expressão dura. Ela tinha uma expressão sofredora e eu estava perdida ali.

-Ainda há tempo Bells, desista dele, desista de todos eles. Você só vai ser feliz do meu lado, não haverá perda, não haverá um literalmente “para sempre”, sem mentiras Bella.

Algo me dizia que eu não devia estar ouvindo aquilo, de repente algo ficou claro. Os olhares assassinos entre o tal Jake e o Edward. Ali era um triangulo amoroso.

Eu nem ia falar nada, de fininho eu ia sair daquele incomodo até que Bella me fez o favor de segurar meu braço. Implorava com o olhar que eu não saísse.

-Não vou desistir de nada meu amigo. Entenda de uma vez, aquilo foi medo e foi fraqueza da minha parte. Nunca quis te magoar, nem quando ele foi embora , nem na clareira e nem nunca.

-É um pouco tarde para arrependimentos Isabella. Os italianos virão atrás de vocês e eu por mais que te ame e não tem nada haver com a maldita impressão, não vou te ajudar. Você está do outro lado da fronteira.

-Jake...- ela pediu mais ele foi embora e ela me abraçou chorando. – Por que tem que ser assim?

Eu deveria dizer alguma coisa?

Pov Edward.

A mente de Bella era um mistério para mim porém, em contraste, a mente de que era aberta, clara , ativa e muito inquietante.

Vasculhei a mente de Jacob e vi que ele só ia se rastejar por ela e ver através dele a dor passar pelos olhos da minha amada não era fácil. Não queria admitir, mais ele tinha razão, ela também o amava.

Quem entende a mente dos mortais?

Como é possível um coração humano e mortal bater pelo amor de dois homens?

O que me deixava repleto de novo é que era por mim que vivia, cada vez que Bella dizia que me amava e tudo que ela estava abrindo mão era apenas para poder viver ao meu lado.

me inquietava, me distrair ouvindo seus pensamentos enquanto conversava com seu colega de quarto. Não sei em que uma humana de 18 anos iria mudar a vida de Bella. O que Alice quis dizer quando me mandou ter cuidado para não sofrer? E por que Alice diz para que eu proteja ?

Não desviei meus olhos de Jacob. Seus pensamentos era altos de mais. Me xingava e sofria por ter sido rechaçado por minha Bella. Tanta garota em Forks, tantas nativas em La Push e justo pela minha razão de existir ele teve que se apaixonar? E ainda por cima esse Imprinting !

Nem notei a chegada de , a cumprimentei rapidamente . O cheiro adocicado do seu sangue era forte de mais para mim e eu que achava que estava sob controle por causa de Bella. Agora eu tinha duas tentações, provar o sangue de Bella como aperitivo e me deliciar com o banquete que seria provar do sangue dessa .

Não pude deixar de sorrir com os pensamentos hilariantes dela. Uma hora falando de geopolítica e na outra hora falando do meu cabelo. Afinal, o que de mais na cor dele?

Ela ficou rubra e nem era preciso do Jasper para sentir que ela estava ansiosa . E do nada uma ventania entrou pela janela me atingindo em cheio com o seu aroma, não tinha outra opção a não ser sair dali.

Disquei para Alice e ela atendeu antes mesmo do primeiro toque.

-O que foi Edward? Eu vi que você estava alterado mais não pude ver mais nada . Como se algum lobisomem...- ela se interrompeu e continuou – Jacob está ai.

-Sim , está. Mas não vou falar dele Lice. Eu tenho um problema, a tal humana problemática que você falou que mudaria a vida de Bella e do Jake.

-O que tem ela?

-A conheci, ela e Bella se deram bem conforme você disse que seria.

-E qual o problema?

-Ela tem o sangue mais doce que o de Bella, não consigo passar cinco minutos junto dela.

-Calma Edward, se você venceu o sangue de Bella vencerá o dela. Aliás, qual o nome dela?

- Ruiz.

-Hum...onde está Bella ? não a vejo em minhas visões.

-Jacob está lá dentro, deve estar com elas agora. Sai por que é uma nova tentação para mim, meu monstro interior quer se rebelar Alice...não posso deixar.

-Calma Edward, eu vejo....- aquele silêncio matador – ela será uma de nós Edward!

-O quê? De novo não! – Já estava virando moda essa coisa de humanas simplórias caírem de pára-quedas na minha vida infeliz, ter que protegê-las e ainda ter o auto-controle suficiente para não drenar cada gota de sangue de seus corpos frágeis .

-Os Volturi , Edward. Eles estão vindo e vão querer a ela. é valiosa para Aro. Não consigo ver o por que.

-Quanto tempo até a chegada deles?

-Não está decidido, apresse -se com a transformação de Bella antes que seja tarde para vocês dois.

-E quanto a ?

-A proteja também, em minhas recentes visões ela tem olhos dourados mais também a vejo de capuz preto e olhos vermelhos. Você sabe o que significa.

Cap 3



Pov

Depois daquele momento estranho com a sra Cullen e do comportamento estranho do Edward me afastei e tentei curtir a festa. Fiz uma coisa que sempre tive vontade e nunca coragem. Ser autentica .

Então fui para pista de dança improvisada e liberei todos os sentimentos que me prendiam. As luzes piscavam e eu me esbaldei como se fosse a coisa mais importante do mundo e dancei sem me importar com platéia ou com os olhares maldosos das garotas e nem dos olhares dos rapazes.

-Olá boneca...sabia que uma garota tão linda não devia estar dançando sozinha? E com esse corpinho sexy tenho umas idéias que você vai adorar ...que tal irmos para meu quarto e eu te mostro o lado bom da vida?

-E que tal você procurar uma garota idiota ou bêbada suficiente que te aceite? Porque eu meu bem – parei de dançar e olhei para o cara que estava totalmente bêbado de cima a baixo, olhei fixamente para a região dos países baixos e completei a frase saindo de cena – não me contento com tão pouco!

A turma de calouros que estavam próximos fizeram a maior zueira com o tal cara, alguns me aplaudiram e para minha surpresa Edward estava a meio passo de mim.

-Achei que precisaria de ajuda para se livrar das garras desse cara ai e de todos os outros , sabe? Os pensamentos deles são tão altos que eu achei...

-Espera aí! Você disse que os pensamentos deles eram altos ? como assim? – fiquei a estranhar mais um comportamento ilógico desse Edward. O que ele tinha de charmoso tinha de estranho.

-Er...não é como se eu pudesse ouvir os pensamentos deles ...é que...eu...er – o homem de cabelos cor de bronze e desalinhados gaguejava? Afinal o que deu nesse cara ?

-Eu vou indo sr Edward Cullen , passar bem! – disse para enfim sair dali , queria andar e conhecer lado oposto do campus.

Saí sem esperar Edward falar, acenei para Bella que me olhava de longe com um copo de cerveja na mão e virou de uma só vez.

A noite estava quente como num verão tropical, quase não tinha nuvens e a lua cheia tomava para si toda a glória de sua beleza. As ruas da vila dos estudantes eram escuras e as árvores faziam suas sombras assustadoras.

Confesso que estava meio alta , não estava acostumada a beber. Havia um pequeno lago e um barquinho a remo. Não titubeei e empurrei o barquinho , para que tomasse impulso, subi e remei até me afastar da margem.

Deitei no interior do barquinho e fiquei admirando a lua e não demorou muito...

-Qual a minha origem, qual a minha história? Quem escolheu meu nome? E qual a data do meu aniversário?

-Não sabemos garota,tudo o que sabemos do seu passado é que você foi abandonada na porta numa noite estranha com um livro estranho .

-Posso ver esse livro?

-Tanto faz,está trancado mesmo. Precisaremos da chave para abrir o cadeado . – a governanta temporária me entregou um livro de capa preta com um titulo em dourado . Não sabia o significado.

E uma corrente percorreu meu corpo, como eletricidade. As janelas se abriram e fecharam várias vezes , as luzes piscaram e um clima tenso se instalou causando medo em nós duas.

-Ana o que foi isso? – perguntei colocando o livro longe de mim imediatamente.

-Não sei, joga essa coisa fora e esquece ela.

Pensei na possibilidade mais não podia, era minha única herança , meu passado.

-Ora ora ora...se não é a aberração desse orfanato e sua empregadinha de merda. – falou a lambisgóia da Rachel pegando o livro e manuseando com descaso.

-Devolve isso! – pedi

-Se não o quê sua aberração do circo dos horrores...vai fazer chover? Não, melhor! Vai desmaiar? Que medinho dela....-zombou Rachel, meu ódio fervilhando .

-ME DEVOLVE AGORA – cuspi entre dentes e Rachel parou olhando o livro que como se estivesse em chamas queimou sua mão a fazendo jogar no chão .

Corri até o livro e o peguei , as palavras em dourado se agitaram formando a frase SEU DESTINO, SEU AMOR para em seguida voltar a um idioma desconhecido.

...As lembranças me agitaram , não reconheci um palmo diante do nariz. Estava ofegante e apavorada , suava como uma bica e eu desejei morrer para não ter que sentir aquelas sensações e lembranças do orfanato.

Pulei dentro do lago que nem era tão profundo e não pensei em nada. Apenas me joguei na água e deixei meu corpo flutuar na superfície e aquela sensação fez meu coração desacelerar , a respiração ser bem baixa e deixei a mente vazia.
Senti um solavanco pelo braço o que me fez desequilibrar e engolir água em meu desespero. A parte superior do meu vestido foi rasgada enquanto eu lutava contra aqueles braços fortes e frios.

Senti, antes de poder reagir , lábios frios tocarem os meus soprando fôlego e imediatamente comecei a tossir e expelir a água que involuntariamente me fizeram engolir.

-Graças a Deus que cheguei a tempo! – suspirou Edward.

Automaticamente me levantei cobrindo a parte rasgada do vestido e girando a mão com toda a força que pude reunir num tapa na cara dele o que me fez gemer de dor e arrependimento logo em seguida.

-AI! VOCÊ ME FEZ QUEBRAR A MÃO! SEU IDIOTA! O QUE ESTAVA PENSANDO?

A estranheza daquele cara estava me perturbando e minha ira rompeu de forma tal que uma tempestade caiu violentamente quase de imediato e trovões rasgavam o céu, meu corpo formigava , adrenalina corria nas veias , minha visão foi ficando turva e pequenos flocos de neve começou a cair sobre nossas cabeças .

A dor latejante de minha mão de repente foi suavizando pelo toque dele , e eu só me lembro de apagar.

Pov Edward.

Estava impossível controlar meu ciúme, Jacob não deixava barato e eu não podia perder meu auto controle justo agora que os Volturi estavam vindo para certificar que eu tenha cumprido o trato e agora, como se não bastasse meus problemas tinha que proteger uma humana de sangue tão doce.

Via através das mentes daqueles humanos os olhares caírem sobre que dançava lindamente, tão solta e tão livre. Porém os pensamentos do quileute estava me pondo a prova.

O pensamento do cachorro ia do corpo da minha mulher aos momentos de intimidade que eles já desfrutaram. Perdi a conta de quantos copos quebrei com a mão sonhando que aquele simples objeto fosse a pescoço do vira-lata.

Os beijos trocados por eles já estavam tatuados na minha cabeça e o desejo luxuriante dele com ela já havia chegado ao meu limite de aceitação.

-Bella , vamos embora agora – disse pausadamente canalizando a raiva do índio.

-Edward, esqueça Jake. Não leia a mente dele! Por favor, por mim. Eu estou com você amor. Escolhi você . – suplicou Bella se pendurando em meu pescoço me beijando friamente. Tentativa vã de me acalmar, aquele beijo não tinha sentimento, não demonstrava o que ela sentia por mim e sim uma tentativa para me fazer ignorar o pulguento.

-Bella, eu não vou ficar aqui vendo as carícias que ele te deu, os beijos que trocaram e o desejo que ele tem ...de te fazer dele. Não me peça para ignorar isso, sou homem e não vou admitir isso!

-Por favor Ed, eu falarei com ele e ...

-E nada Isabella, ou você vem comigo para nosso quarto ou pode ficar com ele e desfruta o resto da noite.

Saí do ambiente e vi através “dele” que Bella chorava, por mais que meu coração pedisse para voltar e consolá-la não podia fazer, provaria o quanto sou fraco para ela e como fica meu orgulho de homem nessa hora?

Jacob correu até ela e a abraçou, travei cada músculo e dei meia volta. Mas Bella o dispensou e foi em direção ao nosso quarto.

Aquela festa deveria se chamar todos contra Edward. Jacob babava em cima de Bella e todos os outros babavam pela outra humana. Ouvia de longe os pensamentos nojentos dos alunos e foi até necessário uma intervenção minha, porém isso só assustou ainda mais a garota.

Algum tempo depois a mente inquieta da outra cantante me fez parar e olhar para outro lado, meu celular começou a vibrar no bolso e no visor piscava ALICE.

-Irmão , tive uma visão. deseja morrer e a vejo num lago , ela boiava e ela pode estar morta...não consigo ver direito. Jacob embaraça minha visão, ande logo e a proteja!

Olhei novamente ao redor caçando a nova garota e ela não estava , o que me assustou foi o silêncio da sua mente.

-Obrigado. – disse e desliguei. Na minha velocidade inumana corri pelo campus sentindo o cheiro dela e logo achei seu corpo flutuante. Quase não ouvia seu pulsar e seu respirar. Era quase tarde demais.

A arrastei para a margem, rasguei seu vestido e fiz uma massagem cardíaca, colei nossos lábios e ela reagiu. Levei um tapa e eu só pude imaginar a dor que ela sentia.

Pus sua mão machucada entre as minhas, sua ira era notável e seus pensamentos eram confusos . Enquanto esbravejava o clima mudou e uma tempestade nos atingiu com força. Seu corpo tremia sob o meu e ela desfaleceu.

Peguei a garota frágil do colo e levei até seu quarto. Não foi difícil achar, seu cheiro já estava impregnado nos corredores . Com jeito destravei a porta e entrei com ela completamente inerte em meus braços.

-O que eu faço? – falei a coloquei na cama confortavelmente enquanto pensava no que fazer com ela. Minutos depois já estava andando pela “casa” à procura de álcool ou éter , perfume ou qualquer coisa de cheiro forte para fazê-la tornar.

Nada adiantava, a apoiei em meus braços e pus o algodão embebido em álcool , não regia.

-Garota pelo seu bem é melhor você acordar. – falei já desesperado, baguncei meus cabelos
de nervoso que estava. Ela tinha pulso, fraco, mais tinha e isso me tranqüilizava um pouco. Só um pouco.

-Carlisle! – como se o obvio tivesse sido estalado na minha mente. Do que adianta ter um pai médico se numa emergência você não liga para ele? Deixa de ser idiota Edward – pensei.

-Edward, o que houve? Alice disse...- nem esperei o término da frase, desejava salvar a qualquer custo para descobrir qual a futura ligação dela com meu mundo.

-Carlisle , consegui salvar – eu acho, pensei. – Ela desmaiou e não quer acordar! Já tentei álcool , perfume e nada da humana reagir. Estou desesperado Carl, o que devo fazer?

-Ela tem sinais vitais? – quis saber

-Tem. Porém fracos.

-Ela bateu com a cabeça filho?

-Não que eu tenha visto. – Porém...- Carl, tem uma coisa que você deve saber.

-O quê?

-O clima estava quente como se fosse verão só que...- parei para processar a idéia.

-Só que....o quê Edward?

-É que quando eu resgatei a humana da água, que ela se manifestou contra mim...sabe, esquece, acho que é coisa da minha cabeça, acho que foi coincidência o fato dela se exaltar e uma tempestade de chuva, trovões e neve cair.

-Edward...isso é estranho. – Carlisle calou-se antes de prosseguir seu raciocínio - Já parou para pensar na visão de Alice? E se esse dom da humana for o motivo para os Volturi querê-la ? isso explicaria a visão da sua irmã.

-Claro! Como eu sou idiota! Se ela sendo apenas uma simples mortal conseguiu mexer com o clima daquela forma intempestiva imagina se os Volturi pusessem as mãos sujas em cima dela...- não queria nem pensar numa jovem tão bela aprisionada nessa vida imortal utilizando seu dom para o mal com uma capa preta e olhos vermelhos.

-Filho? – falou Carl me trazendo de volta a realidade – você ainda está ai?

-Sim , vou desligar e tratar de cuidar dela. Vou proteger essa garota enquanto tento descobrir como ela faz isso , tenho que esconder ela e Bella dos italianos.

-É filho, boa sorte e cuidado.

Desliguei o aparelho e coloquei minha mão na testa da humana e ela gemeu sob meu toque. O seu cheiro mesmo queimando minha garganta era o que menos me preocupava . Mais ao olhar pela janela me dei conta de que o dia já havia nascido e eu precisava me proteger do sol.

Me certifiquei de que o companheiro de quarto da garota estava próximo, ele abriu a porta e meio segundo depois eu estava correndo de volta para meu quarto atrás da minha mulher.

-Bella meu amor?

-Ooi Edward! – ela falou chorosa em meus braços – eu ..eu ..eu me perdoa amor? Eu bebi de mais e..

-Calma o que foi?

Ela se afastou limpando as lágrimas e minha cabeça tomou consciência do meu afastamento dela.

-Bella?

-É que...ai Edward , eu e o..nós

-O quê que o Black fez? Ou melhor o que vocês fizeram a noite toda? – falei tentando não sair porta fora e ensinar uma boa lição aquele quileute atrevido.

- Ele me falou coisas e nós,sabe, ele me envolveu na conversa...

-Já vi esse filme antes Bella, você não sabe o limite dos seus sentimentos . Você ainda não sabe onde termina meu espaço em seu coração e começa o espaço do Jacob.

-Amor por favor! Me perdoa ? ele tocou no meu ponto fraco ontem e eu fiquei sensibilizada , eu bebi de mais e me deixei levar pela necessidade... – ela falava apressadamente demonstrando todos os seus sinais de nervosismo .

-Pára Bella! Não se machuque mais, nossos corações não agüentam . Só me responda... vocês dois...? Isabella, eu só preciso saber se ele te tocou. – falei pausadamente de olhos e punhos fechados.

-Não acredito que você acha que eu tenha perdido minha virgindade ! Edward , eu me guardo para você ! – gritou.

- Não quis te ofender amor. É que esse Black me tira do sério e eu temo que você acabe desistindo de tudo o que já lutamos . – disse a abraçando. – É que eu sou egoísta e não quero te perder mesmo tendo conhecimento de que se você optar por viver sua vida ao lado dele, como uma humana eu não vou suportar ...

-Onde esteve? – ela mudou bruscamente de assunto.

-As visões de Alice.

Expliquei todo o acontecido e para minha gratidão Bella se ofereceu para cuidar de , isso facilitaria as coisas já que são do mesmo de sexo e ambas correm risco, o mesmo risco.



O 1° dia aula enfim chegou e minha mente estava ocupada com minhas metas. Protegê-las dos Volturi e Jacob Black.

Aquela manhã era fria e cinzenta e fazia mais frio que o habitual. cruzou o meu caminho , estava pálida e com uma aparência horrível. A todo o tempo ela evitava me fitar , apesar de sua mente claramente procurava por mim ou simplesmente não parava de gritar meu nome ou simplesmente , pensar sobre mim.

Aquilo me confundia.

Uma semana depois...

As aulas transcorriam normalmente, regularmente saía para caçar – mais do que o normal, para minha frustração - e se manteve cada dia mais afastada de nós, como se temesse.

Pelos corredores ouvi muitos pensamentos mais apenas um prendeu a atenção.

não esta bem...está pálida, vou exigir levá-la para uma consulta médica, estes desmaios tem que parar.”

Andrews pensava alto e olhava amavelmente para em todo o momento, o que me fez pensar que houvesse algum envolvimento amoroso entre eles. E para ser sincero comigo mesmo, o que ele fez para merecer uma garota tão inteligente e poderosa? Ela merece coisa muito melhor que aquele homem. Não que eu me importe, mais se houver um relacionamento amoroso terei um belo problema. Proteger mais um humano não estava nos meus planos .

-Edward?

-Sim Bella.

-Tenho uma viagem ,um congresso em Toronto e eu estou de partida amanhã. – ela disse encostada em meu peito na biblioteca da universidade.

-Vou com você .

-Não precisa – disse se afastando. - Alice saberia se algo acontecesse...

-É, mesmo assim me afastar de você ...não me parece uma boa idéia .

-Vamos sair daqui, é sexta a noite e eu tenho uma idéia boa para curtirmos nossa noite. – disse maliciosa.

Saímos pela noite da cidade nos curtindo, avançamos o sinal um pouco mais e o clima estava quente dentro do volvo. O banco traseiro nunca foi tão bem utilizado. Meu desejo por aquela mulher era grande de mais e o medo de machucá-la era tão grande quanto.

-Bella..- disse ofegante, sua respiração também estava entrecortada e seu rosto vermelho. Admirei a silhueta da minha esposa, minhas mãos percorriam dos seus seios as suas coxas encaixadas em meu quadril. – é melhor diminuirmos...se avançarmos mais não vou me conter e eu com toda certeza – beijei seus lábios sem nenhum carinho – vou te machucar . Você ainda não está pronta para o estrago que eu posso causar... – sussurrei.

-Me transforme em vampira e eu posso suportar tudo. – mordeu meu queixo.

-Abram a porta! – falou um homem batendo na janela do meu carro, Bella cruzou os braços sobre os seios expostos .

-Boa noite senhores. – disse abrindo a janela da dianteira enquanto tentava proteger Bella atrás de mim.

-Documentos por favor.

Entreguei e após conferirem nossos nomes nos liberaram com a promessa de que seriamos presos por atentado .

-Não se pode mais se dar uns amassos na própria esposa! – bufei.

-Teremos uma eternidade Edward. – ela disse meio triste e isso me fez pensar que tinha dedo do Black na parada.

Dirigi de volta para a vila estudantil e já passava das 02 : 00 horas da manhã, Bella já cochilava . Ela dormiu em minutos e eu a carreguei para nosso quarto. Uma súbita curiosidade me fez sair e procurar minha mas nova protegida.

Entrei no alojamento dela e como de costume Andrews não estava, mais ela não estava lá também. Meu senso de proteção me fez seguir seu cheiro pelos corredores .

Seu cheiro se misturou ao cheiro de pó e mofo.



Pov

Perdi o sono mais uma vez e para tentar me distrair fui para a biblioteca. Peguei um monte de livros e me perdi em leitura, estava perdendo meu equilíbrio e rezava para que Andrews não notasse meus pequenos desmaios .

Me olhei no espelho e mesmo com maquiagem minha palidez assustava até mesmo um espírito.

Peguei um livro que contava a história dos ciganos nômades . Sempre tive fixação por eles.

Senti uma presença naquele ambiente que me causava arrepios. O grande salão repleto de estantes de madeiras com inúmeros volumes e idiomas estava vazio, apenas eu e a sensação.

Assustada me levantei e fui até um corredor, apenas a luz fraca de uma lâmpada que mal iluminava . Devolvi alguns livros e uma fraqueza foi me alçando.

-De novo não. – supliquei em voz baixa.

Som e imagem foram se apagando, meu corpo caindo e olhos dourados me fitavam, mãos frias me abraçavam.



Acordei e me deparei com Edward sentado em uma poltrona, ele usava uma camisa de gola alta , de lã preta bem colado ao corpo.

-O que faz no meu quarto? – falei rispidamente.

-Você quis dizer meu quarto, não?

-O que? Como vim parar aqui? Cadê Bella? Preciso do Andy aqui!

Desatei a falar, mais minha cabeça latejava.

-Calma eu só quero te ajudar – ele me disse sentando na beira da cama.

-O que houve...

-Você desmaiou e eu te trouxe para cá e há 3 dias estou dormindo no sofá e cuidando de você .

-Três dias?!

-É, eu estava na biblioteca e te vi lá, você foi caindo e caindo. Bella viajou com a classe para Toronto, eu prometi para seu irmão Andrews que cuidaria de você . –ele hesitou, mais uma hora ele teria que colocar as cartas sobre a mesa, então continuou. Algo me dizia que ele sabia sobre mim e isso me assustava - Eu queria te perguntar algo.

-Não sei se devo confiar em você ...- admiti

-Não precisa temer, pense que eu sou seu anjo da guarda. – ele soltou um suspiro pesado. – falando sério, você está bem?

-Fisicamente sim, mentalmente não.

-Tudo bem vou cuidar de você . Mais o que eu quero saber de você agora é, sinceramente como você mudou o clima naquele dia e o por que de seus constantes desmaios?

Não esperava ser pega de surpresa daquele jeito, me encolhi entre os lençóis .

-Não precisa mentir, eu entenderei qualquer explicação que me der. Acredite ,você não é a única com segredos.

-Como assim Edward?

-Conte o seu segredo e eu contarei o meu, de acordo? – sorriu e estendeu a mão, aceitei sem nem saber o por que.

-Sempre que perco meu equilíbrio interior ou quando minhas emoções estão descontroladas eu posso alterar o clima, mexer com os elementos da natureza. – como foi fácil dizer para ele o que eu nunca consegui conceituar e admitir para mim mesma.

-Ok, trato é trato. eu...- Edward me olhou tão fixamente e seu olhar trazia dor, alegria, mistério e meu corpo entrou num transe. Vi seu passado como em um flash back de quase 100 anos passando em minha mente.

-Você é um vampiro! – me ouvi dizer em alto e bom som o que fez o Cullen arregalar os olhos e se chocar com a minha convicção .

-Mais...mais como ? – ele gaguejava perplexo.


Cap 4

Pov Edward

Estranhamente aquilo me abalou. Como ela sabia o meu segredo? Tudo bem que vacilei algumas vezes mesmo assim ela não tinha como ligar os pontos.

-Ai meu Deus! Vampiros existem! – ela falou abafando um grito provavelmente histérico.

-Como...como você chegou a esta conclusão? Quero dizer...eu não... – eu estava perplexo.

-Eu não me sinto bem. – parecia apática e não era para menos, a acolhi entre meus braços.

-Tenha calma, tudo vai ficar bem. Não precisa temer a mim, agora eu quero que você me conte como descobriu sobre mim. Afinal o que foi isso? Como você faz isso?

Ela desabou em lágrimas e soluços enquanto falava, ao menos tentava falar.

-Eu... não sei, sempre tive esse dom, se é que eu posso chamar isso de dom. Fui abandonada pelos meus pais quando criança em um orfanato. A única coisa que me deixaram foi um bilhete e um livro misterioso.

-Livro?

-Sim. Ele possui uma inscrição em dourado na capa, mas não sei o que significa. Ele tem um cadeado, mas eu não tenho a chave.

-Deixa ver se eu entendi. Você foi abandonada quando era apenas um bebezinho e a única coisa que você sabe ou tem é um livro ? – a olhei ainda prendendo seu corpo tremulo entre meus braços.

-Isso mesmo.

-E seus poderes. Onde eles entram nessa história toda? – a instiguei a continuar, fitei em seus olhos e vi uma doçura nela. Ela era quase uma criança ainda, mesmo tendo um corpo escultural e uma beleza rara ela era ainda uma menina, não pude deixar de notar que parte de mim amoleceu, meu coração estava completamente sintonizado nela. Tudo que eu queria naquele momento era espantar seus medos e a proteger com a minha existência se necessário fosse.

-Eu...- ela hesitou retribuindo um olhar carinhoso. Ainda se prendia a mim como se temesse cair e encontrasse em mim sua muralha onde ela podia se escorar. – não sei explicar, fui crescendo e eles foram aparecendo, crescendo junto comigo.


Ela se afastou de mim ficando sobre os joelhos na cama bem a minha frente, amarrou os cabelos em um rabo de cavalo e deixou escapar um suspiro pesado.

-Vou te contar tudo. – disse e eu apenas assenti.

Flash back on...

-Ninguém te ama, ninguém te ama, todo mundo odeia a la la la...- cantava Rachel, não tínhamos mais que 5 anos.

-Para sua bruxa! – eu gritava respondendo às provocações , eu odiava aquela pirralha.

Mas ela não parou e todas as outras crianças fizeram um circulo ao meu redor, me apontando e empurrando enquanto cantavam a musiquinha. Só sei que eu desejei que eles sumissem. Eles recuaram assustados e eu praguejei . Havia uma fonte perto de nós e as águas se agitaram chicoteando o chão. Eles se dispersaram mais, enquanto eu pedia para que a água afugentassem eles, mais as águas da fonte se manifestavam.

-Bruxa! – gritaram e ai eu perdi o foco fazendo as águas se acalmarem. Desmaiei.

Flash back off

-Foi assim que descobriu que dominava os elementos?

-Foi, mas era apenas uma criança e não fazia a menor noção do que de fato tinha acontecido. Depois disso eu fui tomando consciência de que toda vez que eu chorava ou me sentia irada ou frustrada o clima mudava.

-Me lembre de ser seu amigo daqui pra frente, ok? – brinquei tentando suavizar sua expressão sofrida e ela fez careta, típica atitude de adolescente.

-Cuidado mesmo! Quando eu sou boa eu sou boa mais quando sou má....sou magnífica! – mesmo tendo que guardar tal segredo e passando por tanto sofrimento ela ainda guardava um lado moleca dentro si, não pude deixar de sorri com seu comentário.

-E como você soube sobre mim? Digo, você só...

-Esse “poder” veio depois, simplesmente olho dentro dos olhos e alguma coisa me puxa como se houvesse conexão entre mim e a pessoa. Pronto, entro em um transe maluco , estremeço e todo seu passado se revela para mim. Mais tem um detalhe que eu não contei Edward.

-E o que seria?

Flash back on...

-Coisas estranhas acontecem quando perco meu equilíbrio. – eu disse

- você anda muito fraca e pálida , você tem se esforçado de mais – reclamou Mel.

-Não Mel. Estou enfraquecida por que não tenho mais o livro! Lembra-se....eu o perdi e longe dele eu enfraqueço.

-Qual a ligação entre vocês ? Tipo, você é outra pessoa quando tem ele nas mãos, você irradia ...sei lá, poder e sem ele....- ela hesitou – você perde até sua beleza – a olhei arqueando as sobrancelhas – Quero dizer, não que você seja feia ou que esteja feia – Mel atropelava as palavras – ai, você me entendeu

Flash back off

-Mas como você já pôde perceber, eu não domino meus “talentos” e fico fraca e vulnerável quando perco meu equilíbrio.

-Você é incrivelmente interessante! – exclamei antes mesmo de ter consciência do que disse e ela notou pois encarou os dedos envergonhada.

-Er...eu preciso ir. Muito obrigada por cuidar de mim mais eu preciso sair daqui – subitamente se levantou tagarelando e nem deu dois passos e caiu.

Corri e a peguei no colo, até mesmo sem a minha audição aguçada eu poderia ouvir o pulsar frenético do seu coração.

-Que droga! – reclamei.

A carreguei de volta para cama e fui atrás de álcool.

Ela despertou enquanto eu pegava tudo que pudesse precisar, ela se arrastava segurando as paredes. Estava de costas quando a ouvi se aproximar.

-Não Edward...- ela disse encostada na parede – estou bem – obviamente ela não estava bem. Ela deu mais um passo a frente e em meio segundo apoiei seu braço ao redor de meu pescoço enquanto a minha mão livre a segurava pela cintura.

-Vem, você não comeu nada ainda. Isso é uma hipoglicemia. – a fiz sentar na cadeira da cozinha americana – não costumo cozinhar. Bella é quem faz isso então espero que a comida esteja boa.

Coloquei o prato de macarronada com almôndegas .

-Obrigada – sibilou.

Me sentei à sua frente e fiquei observando ela se alimentar, o que me lembrava de que eu necessitava caçar. Mais perdi a linha de raciocínio admirando a beleza sutil dela. Claro que era uma beleza diferente da beleza única de Bella. Ainda sim me prendia, eu era uma criança admirando um brinquedo novo.

-O que foi?

-O quê?

-Você está me encarando e eu estou sem graça – falou olhando pra mim.

-Desculpa ..é que você é ...muito bonita .

Admiti me chutando mentalmente por ter dito isto, eu não deveria olhar para ela com esses olhos! Eu sou casado e ela é só uma criança! – pensei mais minha consciência também rebateu – Ora Edward, você também é jovem! E sua esposa tem a mesma idade dela! não é criança.

Balancei a cabeça tentando apagar os pensamentos.

-Vou fingir que não ouvi.

-Obrigado.

-Edward ...ai - ela mordeu o lábio e um filete de sangue escorreu, aquilo me alucinou e minha garganta queimou. Droga! Ela precisava ser tão atraente e saborosa? Eu já não comandava 100% as minhas ações.

Levantei de imediato e quando ela fez menção de levantar também eu a segurei mais firme pelo punho. Ela se encolheu assustada e eu lutava internamente entre deixá-la ir ou cravar minhas garras em sua pele.
-Edward você está me machucando, me solta!

Nada disse.

-Por favor...- ela suplicou .

Contornei o balcão que nos separava sem nunca diminuir a pressão em seu punho .Inspirei profundamente o ar e saboreei aquele aroma apetitoso – mas não devia – o queimor aumentou e o meu desejo por seu sangue já era incontrolável. chorava silenciosamente. Mostrei minhas presas e a pobre e deliciosa garota arregalou os olhos, fui na direção de sua jugular.

-Não...Edward, por favor – sussurrou tão rouco que aquilo se tornou sexy e tentador demais.

-Não consigo evitar...é mais forte que eu – disse pausadamente cada palavra e beijei seu pescoço à mostra. Ela se arrepiou toda e aquilo me deixou animado.

-Puta merda você é demais para mim!

Ela tremeu e aquilo me atiçou ainda mais. O filete de sangue estava ali me chamando pra tomá-lo, rocei com a ponta do meu nariz do seu pescoço até onde o sangue escorria, passei a língua consumindo todo o sangue dali.

Estava em êxtase e um prazer inacreditável me atingiu em cheio. A soltei e ela correu trancando-se no quarto.

-Porra que merda eu fiz!? – baguncei o cabelo e fui atrás dela.

-? – disse ofegante pelo efeito do seu sangue em meu paladar, nem queria pensar se a quantidade de sangue fosse maior.
-VÁ EMBORA!

-Desculpa...eu nunca mais faço isso. Me perdoa por favor? - e ela não respondeu por quase meia hora. Tempo que eu usei para caçar, só por garantia.

...

-Edward? – ela sussurrou atrás da porta.

-Oi! Saia daí, eu já estou sob controle. Não vou te atacar !

Ela destrancou a porta e saiu.

-O que foi isso?

-Foi fraqueza minha. Minha família e eu não nos alimentamos de sangue humano, só de animais e seu sangue para mim é...tudo. Não se preocupe, eu nunca mais farei isso!

-Eu sei disso, eu vi em seus olhos lembra?

-Claro – ri sem nenhum humor. – amigos?

-Claro – sorriu meigamente.

-Edward cheguei! - Bella entra.

-Olá Bella! – a cumprimentou.

-Olá – respondeu desconfiada.

-O que houve?

- sabe de tudo, do dia da minha transformação até exatamente agora. – expliquei e minha mulher abriu a boca num “O” perfeito.

-E como foi isso? – perguntou.

-Longa história, esquece. Vocês só precisam saber que eu guardo o segredo de vocês dois. Meu Deus! Nunca imaginei ter dois amigos vampiros! Isso é irreal! – respondeu sorrindo serenamente.

-Eu não sou , , Edward sim eu não.

nos encarou boquiaberta.

-Estamos chegando numa definição na data de transformação de Bella. – disse.

-É. – disse Bella e ela encarou que por sua vez reagiu. Estranhei.

-Eu tenho que ir – se levantou e abraçou Bella de forma carinhosa e cúmplice. Deve ser coisa de mulher. – Obrigada Edward, por salvar a minha vida, por tudo.

-Não me agradeça. Guardando meu segredo estaremos quites – ou não contando a Bella sobre o desejo ardente de consumir seu sangue, completei mentalmente.

saiu deixando eu e Bella sozinhos .

-Como foi em Toronto? – perguntei beijando-a e ela se esquivou.

-Foi bom. – respondeu guardando as malas.

-O que foi? – perguntei e ela se esquivou de novo.

Algo não ia nada bem.

-Por que está me evitando?

-Não estou, estou cansada.

Pov

-Irmã!! Que saudade! – berrou Andrews

-Oi garanhão, pegou muitas menininhas por aí? – brinquei abraçando Andy.

-Só algumas e você? Não, tô brincando. - desconversou – Gatinha, vou tomar um banho e vou dormir, amanhã o dia será longo.

-Ok, vou ver minhas coisas pendentes.

Me larguei na cama e fiquei tentando processar o que tinha sido tudo aquilo. Tantos segredos revelados e também os não revelados. Não quero nem pensar na reação de Edward.

Meu livro estava no meu criado mudo. O peguei e sua inscrição estava mais dourada, mais brilhante. Tracei com a ponta dos dedos e as letras se agitaram novamente surgindo a mesma frase de tantos anos antes.

Seu destino, seu amor”

-E agora hein? Por que deu sinal de vida? O que você quer dizer com isso?

-Falando sozinha ?

Andrews estava com um brilho no olhar e se divertia com o meu monólogo.

-Surtei, relaxa.

Andy estava estranho mais provavelmente seja o cansaço da viagem, ele entrou no quarto e ficou hipnotizado com o meu livro, parecia que tinha um desejo por tocar, seus olhos tinham um tom diferente do que eu me lembrava.

-Que livro é este?

-Um qualquer. – respondi tirando de tempo. Não dava para contar para ele, né?

-Ele é lindo e parece ...poderoso!

Tá. Aquilo foi estranho. Ele voou até o livro e passou os dedos, um brilho malicioso brincava em suas orbes. Mas o livro vibrou ao seu toque e ele tirou as mãos.

-Er...Andy, eu preciso ir comer alguma coisa

Disse tão rápido que atropelei as palavras, joguei o livro dentro da minha bolsa hippie e sai em disparada. E se Andrews tiver percebido? Meus Deus, eu nem quero pensar.

Entrei na primeira lanchonete que encontrei aberta pelo caminho e fiz meu pedido.
Enquanto comia distraidamente meus pensamentos estavam na grande descoberta que eu havia feito. Vampiros existem e Edward era um, e dos poderosos.

Não sabia se meu choque era por vampiros existirem ou o fato de Edward quase ter me mordido. Ele não parecia querer me morder, aquilo parecia outra coisa. Por que fez aquilo?

Só de pensar naquelas mãos frias me apertando, ou ele cuidando de mim, seus lábios nos meus – mesmo que fosse numa respiração boca a boca – e aquele olhar e sorriso perfeito que ele tinha me tirava o ar. Eu não devia pensar nisso, ele é casado e era uma ameaça a minha vida. O certo era esquecer de tudo o que ocorreu entre nós, era mais seguro.

...

-Bom dia! – disse para Andy.

-Viu passarinho verde foi?

-Hum...só tive uma boa noite de sonhos.

- você me contaria sobre seu passado? Digo, eu não sei tudo sobre você.

Não entendi esse súbito interesse por minha vida mais eu não acho certo falar, segredos são segredos, já tem gente sabendo demais sobre mim.

-Um dia. – respondi encarando a mesa de café da manhã.

Fui para a aula e nessa cadeira Bella e Jake eram meus colegas de sala. Bella sentou ao meu lado no fundo da turma, me olhou desconfiada e apenas sorriu. Na paralela, aquele deus grego de pele morena e nada simpático se sentou e mandou um olhar certeiro pra Bella.

-Tá tudo bem?

-Sim , obrigada por perguntar.

A aula correu tranqüilamente. O professor pediu para formarmos trios para uma pesquisa científica, eu, Bella e Jake formamos o grupo – para minha infelicidade.

-Então...posso passar no seu quarto para podemos fazer o trabalho? – Bella disse recolhendo suas coisas.

-Tá, pode ser. – disse

-Sábado às 08:00 quero as duas na biblioteca, ok? – o não mais antipático e ainda muito do maravilho Black falou. Ele até que não é antipático, ele apenas sofre por amor e eu pude ver a alegria estampada em seus olhos também. Pobre Edward...

Cap 5

Pov Edward

Olhava o calendário para ver o que não saia da minha cabeça. Bella estava fria e distante de mim, andava me evitando também, eu já estava frustrado com tudo aquilo.

e Isabella andavam muito mais amigas do que eu esperava e quando mulher anda muito juntas não é coisa boa.

-Isabella? – chamei.

-Oi – disse parada a porta.

-Vou perguntar só uma vez, tudo bem?

Ela assentiu nervosa. Espera! Nervosa por que? Tem algo errado e eu pretendo descobrir que porra ta acontecendo.

-Não precisa ficar nervosa eu só preciso saber se você já decidiu a data da sua transformação – disse sério para avaliar o que já desconfiava.

-Er...a data? Assim do nada? É que ..eu, sabe..- Isabella ficou vermelha e gaguejava, eu não sou nenhum idiota. Ela me escondia alguma coisa.

-Tudo bem Isabella, quando decidir me avise, tenho coisas a programar. – porra ela me esconde alguma coisa, como assim “do nada” ? ela sempre quis a maldita mudança, ela nem notou que desde que ela voltou eu só a chamo de Isabella.

Saí deixando ela sozinha, era uma noite sombria e percebi que precisava pensar – e caçar.

Pov

-Mana, vou curtir e só volto pela manhã. Cuide-se, nunca se sabe quando o mal está a espreita. – Andy disse de forma seca e ameaçadora me fazendo arrepiar e juro que vi seus olhos de uma outra cor – aquilo era vermelho?

-Lente. Só pode. – disse me enrolando até o pescoço com o lençol.

Comecei a cochilar e me vi presa em um sonho.

“corria até Edward e oferecia o meu ombro amigo. Ele mostrava as presas..mais não me mordia.
Me beijava loucamente , suas mãos eram como rochas e me apertavam até que eu ficasse roxa e dolorida. Ao invés de sentir dor sentia desejo por ele de uma forma que me colocava louca.

Ele me fazia sentar em seu quadril roçando nossos corpos, eu estava ofegante mais ele nem demonstrava sinal de falta de ar...tava quente demais, ele estava aceso demais e eu...
-Telefone maldito! – xinguei ao ser acordada de um sonho tão...intenso. – Oi? – falei depois de atender.

Era Bella. - Preciso de você agora, está no dormitório? Já estou a caminho da sua porta . Eu realmente preciso de você.

Bella estava aflita e eu me sentindo estranha por sentir tanto desejo pelo marido dela...por outro lado...

Não demorou muito e uma Bella ansiosa entra porta a dentro se jogando na poltrona ao lado da minha cama.

-O que foi? – disse levantando da cama, ela não disse mais não demorou muito para que meus poderes se agitassem. – EU NÃO ACREDITO! – disse alto demais, chocada com a verdade dentro do olhar dela. Edward iria surtar.

-Eu..eu não sei como! Eu...eu não sei o que fazer! você tem que me ajudar. Edward vai me matar. E eu ..não quero, não mais. Será um erro, estava cega de amor mais agora... você é mulher, você me entende tem que me entender!

-Garota não diga que não sabe por que você sabe como isso aconteceu. – disse irritada com as idiotices dela. Me levantei e me troquei no quarto mesmo enquanto ela choramingava .

-Onde você vai? – Bella.

-Vamos sair, vamos conversar e colocar os pingos nos is , vamos dar a Cezar o que é de Cezar. Aí você decide o que você faz.

Saímos para o primeiro bar pelo caminho.

-Você está me achando uma vadia né? – ela disse sentando numa mesa do bar.

-O que eu penso não vem ao caso, a questão é o que você vai fazer. Porra Bella! Edward te ama e depois de tudo que ele fez pra te ter, você faz uma merda dessa?! – falei e fiz meu pedido ao bartender. – uma tequila para mim e um...sei lá qualquer coisa sem álcool pra minha amiga aqui, sabe ela não agüenta . – brinquei.

Ele saiu e eu estava me sentindo puta pela sacanagem de Bella e também cheia de ciúmes , desejo e frustração . Cacete eu quero Edward, ele quer Bella, Bella não sabe o que quer!

-E agora? – ela perguntou com as mãos desgrenhando os cabelos cor de chocolate.

-É o seguinte... – comecei a falar. Ficamos ali até mais tarde e ela já estava mais confiante...ou mais indecisa.

...

-Boa noite Bella e pense bem antes de qualquer decisão.

Deixei Bella no dormitório e fui para meu quarto até encontrar pelo caminho entre o prédio dela e o meu um Edward cheio de informações ocultas no olhar.

Ele estava escorado numa árvore no escuro, Edward me olhou sedutoramente e meu coração deu um salto e voltou a bater desesperadamente. Fechei o zíper do casaco e desviei meus olhos dele e meus pés do caminho que me levava até ele.

-Você também vai me evitar? Vai fingir que não me conhece? – disse de forma amargurada talvez.

-Tenho que ir Edward.

Antes que eu pudesse pensar, ele em sua ultra velocidade parou na minha frente e eu senti que o ar faltava. Ele era a personificação de tudo que é atrativo em um homem. Edward é extremamente sexy, charmoso, sedutor, lindo, perfeito em todos os sentidos e seu cheiro era tão bom...

Ele riu satisfeito com meus pensamentos e então falou.

-Como você está? – falou com sua voz de trovão.

-Bem – mal consegui dizer agora que sabia demais e percebi que ele leu a minha mente.

-E por que você está me evitando? Você anda mais com a Isabella do que comigo e disso eu não gosto nada. Tenho algumas opções sobre o que tanto vocês fazem ou falam mais prefiro que você mesma me diga o que há.

Me arrepiei toda.

Ah claro! Vou dizer “ Edward estou loucamente atraída por você e me sinto uma vadia por saber que você é casado e por esconder segredos da sua esposa de você , o que vai te deixar arrasado e muito puto da vida” – tagarelei mentalmente e no momento seguinte nossos olhos se encontraram de um jeito único. Como um elo inquebrável que me atraia mais para ele, minha respiração estava entrecortada , mais os olhos dele pareciam ler os meus.

Não tive tempo de entender, apenas permitir que sua língua encontrasse a minha . Não foi um beijo suave, tinha fome, desejo e só Deus sabe mais o quê. A mesma força que ele usou em mim no meu sonho eu estava comprovando na pele, seu toque frio me deixava excitada.

Eu precisava de ar e tentei empurrar ele , Edward me soltou um pouco sem deixar meu corpo longe do dele, sua mão já estava apoiando minha coluna por dentro do casaco.

-Não. – disse tentando me afastar.

-Você quer , eu quero, fim de conversa.

-Mais Edward...- ainda tentei argumentar.

-Na minha cama ou na sua? – ele disse beijando sensualmente meu pescoço e depois abrindo o zíper do casaco.

-Na minha...- disse me entregando aos desejos e seus beijos que apesar de lábios frios eram inacreditavelmente quentes.

-Boa garota...- disse sacana.

Subimos até meu andar , Edward me devorava e não havia mais culpa em minha mente. Bella que se dane!

Aquele homem – vampiro maravilhoso segurou minha cintura com suas mãos encaixando nossos corpos um no outro. Estávamos em frente a minha porta, o corredor estava vazio e escuro.

-Cheiro de vampiro – Ele disse parando de me beijar. Edward travou tenso olhando em volta e depois relaxou quando eu tomei a iniciativa de tirar sua roupa ali mesmo.

Edward trocou nossas posições, ele me colocou contra a porta e depois me observou com seus olhos de predador. Aquilo era sexy demais!

-Eu não vou agüentar Edward...me possua – supliquei baixinho.

Edward voltou a me beijar com urgência ao mesmo tempo que tateava minha roupa para se livrar dela. Uma vez já sem o casaco ele simplesmente rasgou minha blusa ao meio. Parei ao ver minha roupa em pedaços no chão e eu ri.

Girei a maçaneta e ele me jogou na cama com tudo, cruzei as mãos bagunçando meu cabelo enquanto ele se despia todo em cima de mim.

-Você não faz idéia do quanto que eu quero fazer isso! – ele confidenciou e me senti muito poderosa por ter um homem como ele me desejando tão ardentemente.

-Me toma Edward, me faz tua.

Antes que eu pudesse enlouquecer com a expectativa Edward me invadiu de uma só vez e a dor daquele contato me fez soltar um grito e só depois de muito ofegar tentando suportar todo aquele volume e a força que ele aplicou foi que Edward começou a bombar .

No começo foi lento – ele sabia da força que tinha e das dores que eu sentia – depois o ritmo foi aumentando. Eu queria muito mais! Edward estava ensandecido e estocava e bombava violentamente dentro de mim e além de dor aquilo me trazia muito prazer e desejo. Era inevitável.
Deixamos escapar sussurros , gemidos e êxtase entre um orgasmo e outro. Como ele era bom amante!

...

-Bom dia! – disse toda molenga ao ver Edward ainda deitado na minha cama, raios de luz entravam pela janela e atingia sua pele pálida e meu Deus! Ele brilhava como diamante. Edward era meu diamante raro e bruto.

-Bom dia. – disse meio seco.

-O que houve? – perguntei me levantando para encará-lo.

-Por que esconderam isso de mim? Ou melhor, por quanto tempo Isabella acha que vai esconder que transou com o vira-lata? – ele falou de olhos fechados , sua expressão era dura e sua voz tinha o tom da ira.

-Edward eu não...

-PORRA! Ela ta grávida ! Depois de tudo que minha família e eu passamos para proteger ela! Eu pensei que ao menos a amizade permaneceria ou o respeito! Eu sei que viver ao meu lado trouxe escolhas e riscos para ela, mais EU implorei para que ela me esquecesse e vivesse a vida humana dela em paz, EU disse “que seria como se nunca tivesse existido” , abri mão do meu orgulho por ela ! e ela me trai justamente com ele? Se ela tinha medo ou se deu conta que se tornar uma vampira não era o que ela queria, por que não me disse e poupava todos disso?

Ele explodiu e praticamente cuspiu as palavras em cima de mim, nunca tinha visto ele tão irado. Me deu muito medo.

-Desculpa você não tem nada com isso. Vem aqui – ele me trouxe para seu peito que reluzia me fazendo carinho.

-Você é lindo.

-Já ouvi isso antes. – disse seco novamente.

-Acho melhor eu me levantar. – disse saindo de seus braços.

-Não – ele disse forte. – preciso de você aqui comigo, ao meu lado. Simplesmente preciso de você muito mais do que eu imaginava.

Edward me encarou finalmente com olhos meigos e me beijou de forma carinhosa fazendo meu coração entrar choque. Eu estava apaixonada por ele e só me dei conta disso agora.

Ele fazia eu me sentir normal e mais segura.

O beijo ganhou intensidade e força, Edward me devorava . Foi descendo com seus lábios pela minha pele enquanto sua mão acariciava meu corpo e quando dei por mim suas presas roçaram no meu pescoço .

Me arrepiei toda me sentindo estranhamente louca por sentir suas presas me perfurando a pele.

-Posso perder meu controle. – ele disse lendo minha mente.

-Que se dane os riscos, me morde.

Edward apenas mordeu de leve e meu sangue escorreu. Senti sua língua lamber o filete de sangue e uma explosão em nós dois nos fez nos entregarmos mais uma vez um pro outro, dessa vez com mais intensidade.

Edward estava impulsivo e descontrolado, bombava no seu ritmo e aquilo estava me levando a loucura. Seus olhos mudaram de cor , dos naturais dourados que viviam escondidos em lentes verdes , passando para o preto. Ele mais parecia uma fera selvagem.

Suas presas cravaram em minha pele e a dor me fez esquecer tudo. Edward sugou meu sangue na mesma hora que parou seu movimento em mim.

-NÃO EDWARD! PÁRA! ASSIM ME MACHUCA!

-Não ...- ele disse grosseiramente, minha vista foi escurecendo, meu corpo ficando fraco e um calor junto com um frio me fazendo tremer. Suas presas estavam cada vez mais profundas em minha pele. Era o meu fim.

-Pára Edw...

-Puta merda – ouvi ele dizer antes de sair da minha cama .

Só me lembro de ficar com muito sono...depois disso nada mais.




Pov Edward

O que porra eu fiz? Eu não suportaria ter que carregar a responsabilidade e a culpa de ter feito mal a .

Vesti a merda da roupa e corri o máximo que pude para longe dela , caso contrário eu acabaria drenando ela toda ou a transformando.

-Oi – disse no primeiro toque do celular. Era Alice.

-Edward o que eu acabei de ver? Você é louco? E a Bella, Edward? O que está havendo? Tive duas visões e ...

-Alice eu sei que sou um idiota por ter provado do sangue da humana, perdi o autocontrole , as coisas entre e eu é muito mais intenso que meu desejo pelo seu sangue. E quanto a Isabella, não se preocupe.

-Como não irmão? Ela é sua mulher!

-Não é mais.

-Como assim, o que você fez? – ela pareceu ficar nervosa , pude ler em sua mente. Jasper estava ao seu lado.

-Eu?!- disse irônico. – pergunte o que ela fez.

-Ok, o que a Bella fez? – ela perguntou.

-Ela me traiu Alice. – disse quebrando uma árvore ao meio.

-Que história é essa? Ela seria incapaz ! ela te adora. – esganiçou minha caçula.

-Alice me escuta. Isabella está grávida do cachorro Black! Por que você acha que não tinha mais visões dela? Por que eles estavam juntos.

-NÃO! – ela berrou e pude ouvir Jasper tentando controlar seus sentimentos. Merda o que ela estaria vendo agora?

-Alice? Jazz? O que está havendo? – pedi impaciente.

-Volturis. Num corredor. e.....não! – ela pronunciou pausadamente.

-O que houve Lice? – perguntei nervoso.

-Edward, os Volturis chegaram. foi levada e Bella estava junto mais não corre perigo. Não vi como Bella escapou. Estamos indo para aí.

Não! Só é dar as costas e tudo desmorona. Vou matar o Volturi que levou . Corri de volta para seu dormitório e tudo estava revirado. Livros, cadernos, o notebook estava em pedaços no chão e o cheiro forte de vampiro misturado com algum tipo de perfume feminino dominava o lugar.

Aparentemente nada foi levado...a não ser , minha .

Meu celular ganhou vida no bolso enquanto eu corria para o meu quarto.

-Bella? Onde você está? O que houve? – atropelei as palavras.

-Edward – disse soluçando. – Os Volturis levaram e foi horrível! Jake me salvou por pouco. Edward vem para cá agora! Eu tenho medo.

-Calma Isabella, onde você está? Está sozinha?

-Estou no nosso quarto e o Jake está aqui comigo .

-Ok não saiam daí.

Apertei meus passos e em 10 segundos estava lá. Jacob cachorro fedido Black estava fazendo um curativo na perna de Bella.

-Como foi isso? – perguntei para minha futura ex-mulher. Li na mente de Jacob a idéia e a ironia, mais uma vez estávamos tendo que nos unir e engolir nossas diferenças em nome de Isabella.- Boa idéia cachorro, faça isso e me ligue quando estiverem longe o suficiente.

-Longe? Edward não vou deixar você aqui. – Bella disse limpando as lágrimas.

-Jacob terá a ajuda da matilha Isabella e eu ainda te amo, apesar de tudo – quis deixar claro que já sabia de tudo. Da traição, do filho e do amor que ela sente por ele. – tudo bem, vou te proteger sempre. Me conte como levaram .

-Eu ia no dormitório dela por que precisa desabafar...coisa de mulher, foi quando comecei a sentir que estava sendo seguida, eu apressei o passo e quando eu ia entrar no hall do dormitório leste Jake apareceu...para conversar. Ele sentiu um cheiro diferente de perfume feminino e de vampiros. Jacob contou mais de 3.

-Foi aí que eu desconfiei e a trouxe para um lugar escuro e escondido , vimos um vampiro enorme seguido de mais dois vampiros, um loiro e um de cabelos escuros e de aparência jovial. Eles traziam amordaçada e inconsciente . Eles a jogaram dentro do carro e sumiram. – Jacob explicou. - Mais um homem surgiu de dentro do prédio com um livro na mão. Era o colega de quarto dela.

-Um livro? Preto e de cadeado? - perguntei

-Não deu para ver tão bem. – Bella completou.

-Edward está tudo pronto, a qualquer momento podemos partir e se você quiser posso deixar Bella com a sua família e volto para procurar . – se ofereceu o idiota.

-Não precisa. Cuide de Bella e estaremos quites.

Ele apenas assentiu e colocou a mochila nas costas.

-Vem Bella, não há nada que possamos fazer. Edward encontrará com vida e aí nós voltamos. – ele falou estendendo a mão para ela que tinha os braços cruzados no peito.

-Espera, preciso me despedir de Edward. – Bella disse e o vira-lata saiu para nos dar alguma privacidade. Humpf! Até parece que com sua super audição ele não vai ouvir.

-Edward por favor me perdoe , eu fui uma idiota medrosa e ...

-Bella , só era preciso você ter me dito que não me amava ou que não me amava o suficiente para viver ao meu lado pelo resto da eternidade.

-Edward eu te amo, sempre te amarei. Você foi meu primeiro amor e isso é para sempre. Nunca vou te esquecer por todas as horas que passamos juntos, todas as palavras que dissemos, nossas noites no meu quarto ou na clareira estarão sempre na minha memória. Mais o que eu sinto por você não é tão grande a ponto de me fazer abrir mão da minha velhice, ou dos meus amigos, do meu pai e do sol. Edward, eu não posso viver sem pisar na areia da praia e tomar um belo banho de sol sem me preocupar com milhões de diamantes brilhando em mim. Eu desejo ser mãe Edward e agora serei. – ela disse com o que sobrava da minha Bella, mais havia algo nela que não estava ali antes. E isso me mostrou que o que sentíamos um pelo outro não existia mais. Era apenas uma doce e boa lembrança.

-Amigos então Isabella? – estendi minha mão.

-Amigos. Para sempre Edward. – nos abraçamos – Mais só se você aceitar ser o padrinho do meu filho e desde que você volte a me chamar de Bella.

-Tudo bem. – sorri. – Se apresse, temos Volturis querendo sua cabeça Bella.

Jacob apareceu na porta esperando por Bella.

-Cuide bem deles dois Jacob. Bella é especial. Se não eu mesmo mato você seu saco de pulgas e pego ela de volta para mim – pisquei, claro que estava sendo maldoso .

-Não se preocupe seu chupa cabra, eu vou dar muita assistência para a Bella...eu não tenho medo da concorrência – respondeu malicioso e sumiram rapidamente.

pov

Acordei dias depois em um galpão sujo e úmido . Ratos dividiam o espaço comigo, havia um prato com pão, leite, ovos e torradas.

Estava de mãos e pés atados , uma vampira estava ao meu lado. Ela tinha cara de criança e um sorriso diabólico no rosto. Seus olhos eram da mesma cor que eu me lembrava ter visto em Andrews.

Um calafrio percorreu minha espinha.

Comecei a tossir e a me virar no colchonete , notei que de repente estava suando frio e me debatia feito uma britadeira.

-A febre não passa. – disse a garota com cara diabólica. – Você deve ser realmente importante para Aro. Vejo que foi mordida e não faz muito tempo, talvez dois dias, uh? – ela disse zombando. – quer me contar quem te transformou?

-Deixe de ser idiota Jane, se ela tivesse sido transformada ela estaria se contorcendo de dor e queimação, no entanto a febre dela é baixa . – falou um vampiro muito parecido com a loira.

-Calados vocês dois, levem-na para Aro. – ordenou um grandalhão.

Fui indelicadamente levantada , o rapaz cortou as cordas do tornozelo e me arrastou pelo braço. Eu estava fraca demais para gritar ou reagir, meus poderes estavam quase nulos.

Entramos numa sala muito luxuosa e bem no centro tinha três tronos , o homem de estatura mediana se levantou com um doce sorriso nos lábios mais aquilo não me trazia segurança de nada, os outros dois estavam sérios.

-Ora ora ora! Seja bem vinda minha cara...perdão bela jovem, qual o seu precioso nome ? – perguntou o cara.

O olhei desconfiada enquanto ele mantinha seu lindo rosto e seu perfeito sorriso.

-Minha pequenina não tenha medo. Vamos lá do começo, meu nome é Aro Volturi e estes são meus irmãos Caius e Marcus. Creio que já deva ter conhecido o restante de nosso clã, Jane, Alec, Demetri, Félix, Heidi.

-Infelizmente já. – disse encarando diretamente em seus olhos. Estava fraca mais não o suficiente para não manifestar, mesmo que involuntariamente, o meu dom e vi o quão sábio, generoso e também cruel ele era.

O filho da mãe desejava me matar para roubar o livro e libertar os poderes . Quer dizer que eu não sou especial e sim o livro! Ótimo!

-Aqui tem roupas limpas querida. Depois conversaremos sobre um certo objeto pessoal seu e de seus ..digamos dons. – juro que vi um brilho maligno no seu olhar.

-Obrigada pelas roupas senhor mais desconheço qualquer coisa que o senhor chame de “dom”. – menti descaradamente.

-Querida não minta. Se eu tocar sua pele todo e cada mísero detalhe ou pensamento serão revelados a mim. Agora tome um banho, vista-se e volte aqui para conversarmos.




Eles só podiam ser loucos , eu estava louca! Mais com certeza estava fraca. A loira com cara de boneca assassina apertou meu braço e me levou para um quarto limpo, arejado e luxuoso.

Fiquei com cara de idiota admirando a beleza do quarto e esqueci por completo que eu estava sendo mantida prisioneira em algum tipo de mega casarão mal assombrado onde meus carrascos eram vampiros.

-Faça o que o mestre ordenou. Volto aqui em vinte minutos e nem ouse sonhar em escapar se não eu mesma te mato! – falou docemente aquela vadia loira.

Sem opção entrei no enorme banheiro de ouro e tirei a roupa. Vez enquanto meu corpo sentia um calafrio como se eu estivesse com uma gripe, meus olhos ardiam e estava com uma febre baixa.

Totalmente nua e tremendo me olhei de corpo inteiro e me assustei ao ver marcas em todos os lugares. Haviam hematomas nas minhas costas, nas minhas coxas e nos punhos e tornozelos, estes com certeza não foi causado pela noite de amor com Edward, no meu pescoço haviam pequenas marcas e arranhões.

De repente me lembrei da dor insuportável das presas dele se aprofundando naquela região. Lavei o rosto e respirei fundo, quando vi meu reflexo soltei um grito histérico. Meus olhos estavam mesclando cores, da cor natural passou reflexos de vermelho, alaranjado à dourados e por fim na cor normal.

Eu só podia estar enlouquecendo. Tomei um banho e em pouco mais de 20 minutos a vaca –loura estava me arrastando de volta. Eu estava abatida e não comia desde quando Edward sumiu. Céus! Será que alguém deu a minha falta? Será que Edward notou que fui seqüestrada pelos inimigos dele? Como eu poderia pedir ajuda a ele?

-Entre! – ordenou a vadia.

Entrei sozinha na sala e lá estavam os tão assustadores Volturi.

-Olhem meus irmãos – disse Aro bem no seu melhor estilo vilão irônico – como é bela a nossa convidada!

-Vamos ao que interessa Aro, não quero perder o dia todo com ela. – reclamou um que tinha cara de quem era o mais velho.

-Então vamos ao que interessa. – Aro disse. – Querida, irei perguntar apenas uma vez e você me responde com a verdade, ok? – disse não me fazendo uma pergunta e sim um aviso – onde está a chave que abre o livro?

-Não tenho a chave. Nunca tive. – respondi roucamente, estava ficando mais vulnerável e fraca.

-Criança insolente! Eu pedi a chave que libera todo o poder místico da sua raça! Quero a chave agora! – berrou Aro.

Meus joelhos cederam e cai no chão.

-Não sei – arfei longamente – é só um livro amaldiçoado.

Minha vista ficou cada vez mais turva e logo eu estava em posição fetal.

-Por favor me deixem ir. O segredo ...sobre vocês está a salvo...eu suplico – quase não conclui tamanha a dor cortante que estava sentindo.

-Ela não nos serve de nada, matem-na . O livro já está sob nossa posse e será questão de tempo abri-lo para nos apossarmos do seu poder místico e de uma vez por todas estabelecer a supremacia Volturi. – falou um loiro aparentemente mais jovem.

-De fato, mais ainda sim gostaria de tê-la por perto. Acho que a ligação entre ela e o livro libera mais poderes, são incompletos quando separados. –Aro argumentou antes de eu fechar meus olhos e começar me contorcer em convulsões. Não antes de ouvir a voz de Edward ecoando na minha mente...seria um sonho?

Pov Edward

Me certifiquei que Bella estava segura em Orange County e voltei para o dormitório da pequena . Emmett e Jasper investigavam tudo, qualquer rastro. Qualquer coisa que pudesse nos indicar quem estivera lá e para onde a levaram. Meu coração morto e petrificado estava ansioso e preocupado, sabia que mesmo tendo dons era apenas uma humana jovem e que não duraria muito nas mãos de vampiros maléficos e experientes.

Uma onda de tranqüilidade me atingiu.

-Calma Edward, ela está bem. Alice está vasculhando o futuro dela e se algo for acontecer ela vai avisar. – me tranqüilizou Jazz. – Eu só não consigo identificar este cheiro. É doce, feminino e também ...eu não sei, o cheiro dos vampiros que estavam aqui está ficando cada vez mais distante e se mistura com essa essência.

-Edward olha isto! – falou Emmett quebrando um pequeno móvel com os dedos.

Era um diário e tinha ordens escritas nelas. Reconheci a caligrafia do maldito colega de quarto dela.

-É do Andrews. Como pude ser tão idiota! – Emmett puxou o diário de volta e Jasper parou de vasculhar a casa juntando-se a nós e então Emmett leu.

“Dia 1#
Hoje eu nasci de novo , meus olhos agora são vermelhos e nem me lembro mais da dor que me queimava . Hoje eu sou imortal e indestrutível. Estou ainda confuso com o aconteceu e pouca coisa eu me lembro, mais agora tenho uma nova vida .

Dia 2#
Encontrei com meu criador, aliás , criadora. Victoria estava lindamente encantadora e conversamos por horas...pobre mulher, Bella e Edward pagarão pelo que fizeram a ela. Eu juro!

Dia 3#
Já se passaram muitos e muitos dias desde que vi Victoria pela ultima vez, ela queria vingança e me prometeu seu amor se eu a ajudasse. Ela me explicou que temos um tipo de realeza vampirica, os Volturi,, e eles fizeram um acordo. Victoria se vingaria de Edward e Bella em troca daria o livro que minha humana e suculenta colega de quarto possuía. Não entendi a importância do maldito livro, mas se isso fosse me fazer ter Victoria como minha companheira eu faria e todos teriam o que desejam. Aro teria o livro, Victoria se vingaria e eu teria Victoria aos meus pés.”

-Chega! – rugi e Emmett parou de ler.

-Vamos encontrá-la! – disse Emmett tentando me reconfortar, mais não foi isso que ele pensou . Não seria capaz de “viver” sabendo que ela sofreu ou morreu por minha causa. Eu...eu a ...amava!

-Alice! – disse alto.

Meus irmãos ficaram estáticos esperando pelas visões de Alice que brotavam na minha mente.

- Alice a viu caída no chão, em algum tipo de cativeiro sujo e...- fechei os olhos e os punhos tentando controlar a minha ira.

-E o quê Edward? – perguntou Jasper.

-Ela será morta antes da meia noite de hoje. Estou embarcando para a Itália agora! – disse saindo do quarto numa velocidade vampirica , meus irmãos ao lado.

...

Chegamos em Volterra faltando menos de meia hora para a morte da minha . Emmett roubou uma Ferrari e pisou fundo até chegarmos na entrada principal daquele maldito lugar.

-Vamos ! - Disse para Emmett, Jazz seguia com um outro carro e entrou por outra via de acesso.

Corremos velozes e alguns guardas reais tentaram nos impedir. Como sou mais veloz fugi do cerco procurando por qualquer indicio de . Emmett é o mais forte e logo estaria comigo. Dez guardas vampiros não são absolutamente nada para meu irmão.

Vi Jane andando por um dos corredores e li sua mente. estava se contorcendo de dor, febre e convulsões na sala de julgamento de Aro.

Já conhecia bem aquele lugar, não muito tempo atrás eu estava lá tentando salvar Bella e Bella tentando me salvar. Hoje eu volto aqui para salvar .

Sem que ela ou qualquer outro notasse minha presença corri até a tal sala. Entrei sem a menor cerimônia escancarando as portas e disse a única coisa que não saia da minha mente.

- !

-Como ousa entrar assim?! – De novo Edward? – Ora ora ora se não é o meu Cullen preferido! – disseram respectivamente Marcus, Caius e Aro.

Corri até que se contorcia freneticamente no chão frio, seus olhos estavam brancos. Mais antes que eu pudesse tocar nela Felix estava me impedindo com uma só mão.

-Não Edward – disse mansamente o verme do Aro. – Que modos são esses? Já faz algum tempo que não nos vemos , não? Onde está a sua cantante? Aquela garota é uma vampira formidável! Ou será que ela ainda é uma humana? Ah meu caro amigo, se este for o caso teremos um problema. Os Volturi não dão segunda chance.

-Isabella..-disse com dificuldade – não é problema meu. Não mais Aro.

-Oh! Mais vejam só! Quantas revelações?! Diga-me Edward, por que Isabella não é mais problema seu? Até onde sei você veio pedir para ser destruído por que...-Aro fez uma pausa dramática e então prosseguiu – “Bella, você é meu mundo agora..blá blá blá...eu não posso existir num mundo onde você não exista e mais blá blá blá”. Não foram estas suas palavras meu amigo talentoso? – Aro desembestou a falar.

-Sim.

-E então o que mudou? Você a matou sugando cada gota de seu sangue? – perguntou Caius.

-Ela me traiu e fugiu com outro homem. – admiti.

-Sério?! – todos exclamaram e até Felix relaxou a pressão que exercia para me deter, todos com cara de espanto. Até eu ficaria se me contassem.

-Tanto sacrifício para nada. Agora ela vai ter que morrer Edward, Isabella sabe demais. – Decretou Marcus todo presunçoso.

-Da Bella cuido eu, por favor Aro. – pedi.

-Veremos. Agora o que me pergunto é, o que diabos você veio fazer aqui atrás da nossa hóspede ? Até onde sei e Isabella se conhecem a pouco tempo e você me parece tão...preocupado? – Aro meneou a cabeça – não, não é essa a palavra. Está novamente apaixonado por uma humana Edward? Você tem mesmo queda por adolescentes humanas ! seu pervertido! – aquele filho da puta começou a rir.

Voltei a fixar meus olhos em cada vez mais seu ritmo cardíaco diminuía até que ela parou de tremer e ficou inerte, seu coração parou, era o meu fim, ela estava morta.

Me agitei contra Felix e olhei o relógio e já passava da meia noite, a visão de Alice estava certa sobre a morte de e errada quanto a forma dela morrer.

Me joguei contra seu corpo frio e uma dor surgiu no peito. Emmett apareceu e nem por isso os Volturi se incomodaram.

-Sinto muito irmão – Emm me disse dando duas tapinhas no meu ombro.

-Ah que momento lindo! Merecia ser retratado em algum romance épico. A mocinha em perigo , o príncipe encantado a sua procura e o ápice! A mocinha morre nos braços do seu príncipe que é consolado pelo irmão. Realmente tocante! Carlisle soube educar seus filhos com primor! – o desgraçado do Aro debochou.

-Eu estava disposto a qualquer coisa pela vida dela. – disse – faria o que você me mandasse se fosse pra sair daqui com ela – com ela viva. – disse apertando seu corpo frio contra o meu.

Algo estranho aconteceu, uma luz fina e prateada adentrou pelas janelas e nos envolveu suavemente. Paramos para ver aquilo e foi aí que abriu seus olhos e tomou fôlego em meus braços. Seus olhos cintilaram três cores e depois ficaram nos tons naturais que eu achava tão perfeito.

-Como? – ouvi um coro ser feito. Eu mesmo estava pasmo. ressuscitou em meus braços.

-Você está bem ? - Emmett perguntou tirando ela de mim.

-Sim, o que houve? – ela falou e sua voz estava perfeitamente mais delicada, como se sinos ressoassem .

-Longa história querida, depois te contamos.

-Minha garganta queima Edward, tenho sede. – ela confirmou o que temia. De algum jeito eu a transformei. A abracei protegendo contra seus medos.

-Aro ainda está de pé o que ofereci. É uma troca justa. Saio daqui com e meu irmão além de me encarregar da vida de Isabella em troca da minha obediência eterna. Quando precisar dos meus dons eles servirão à você .

-Muito tentador. – Aro pareceu ponderar.

-Aro não pense duas vezes. Meu irmão fala a verdade, se ela não fosse importante para ele, para os Cullen , Edward não teria te enfrentado – de novo, ele pensou mais não disse. - Não concordo com ele se colocar desse jeito nas tuas mãos, mais se ele se ofereceu, aceite. Nos deixe em paz em troca dos serviços dele. – Emmett falou sensatamente.

-E não é que o senhor músculo também tem cérebro!? – caçoou Marcus.

-Sendo assim eu decido que está feito, trato é trato e você não poderá quebrar o acordo. Finalmente concordou Aro. – criança, espero que não fique chateada conosco pela forma nada amigável que te tratamos. Sem ressentimentos? – cínico. Aro era simplesmente ridículo. – E antes de você ir embora , minha pequena, quero te devolver seu livro, ele não nos serve mais de nada.

Emmett pegou o livro e saiu caminhando sustentando . Se Aro queria o livro e o poder dele, por que estava devolvendo?

-O que está aprontando Aro? – perguntei.

-Nada. Ela não sabe como abrir o livro e portanto livro fechado é livro sem utilidade.

Fui embora mais aquilo não me convenceu de nada.

-Aro o que deu em você para devolver o livro? – alguém perguntou antes de eu cruzar a porta.

E em pensamento ele respondeu “Quando ela descobrir como liberar os poderes do livro, estarei pronto para agir”

N/A : o próximo capitulo é o final!! Aguardem e comentem!


Cap 6


Pov

Tudo aquilo era muito estranho para mim, todos os meus sentidos aguçados. A brisa que soprava trouxe de longe cheiros vindo de animais e plantas da floresta, meus olhos enxergavam muito além do alcance. Mesmo estando zonza e assustada eu sentia meus poderes fluindo em mim.

Edward, o grandalhão a quem ele chamava de Emmett e eu caminhamos em silêncio pelos corredores daquele lugar. Edward me amparava pois eu não tinha força alguma, nem para manter meus olhos abertos por mais de dois minutos.

-Não se preocupe com nada , minha família e eu te protegeremos sempre. – ele me disse baixinho.

, tudo vai ficar bem. – falou Emmett me encorajando.

Senti braços gelados me pegando no colo e vi de relance dois carros. O grandalhão entrou em um com um homem loiro – imaginei ser o outro irmão do clã. Edward me colocou no banco do outro carro prendendo o cinto. Ele acelerou mais eu não tinha consciência das coisas ao meu redor.

Uma sonolência foi me pegando e então dormi.

Ao acordar abri meus olhos lentamente tentando entender onde estava, ainda acreditava que tudo aquilo tinha sido um sonho maluco. Meus ouvidos captaram cochichos vindo de baixo coisas do tipo “ela acordou”, “será que devemos dar boas vindas?”, “é melhor esperar ela descer”.

Cheiros da mata entravam pela janela, a casa exalava um cheiro adocicado mais não muito exagerado, era suave e agradável. Retirei parte das cobertas e olhei um pouco mais os objetos do quarto.

Um vento entrou pela janela juntamente com um vulto me fazendo ficar atordoada.

-Dormiu bem? – Edward perguntou sorrindo para mim de um jeito amável que nem de longe parecia ser o cara viril e bruto com quem dormi.

-Sim. Eu acho.

-Está com sede? – ele perguntou meio preocupado.

-Eu ...-parei segundos pensando só para dizer um ...- eu não sei. Arde mais é suportável.

-Tudo bem linda. Aqui tem roupas que minha irmã caçula fez para você, ela se empolgou um pouco e fez tudo isso aqui para você – indicou uma porta atrás dele. – Me desculpe ...digamos por algumas falhas da minha família. – Edward parecia meio desconcertado e eu ri internamente com aquilo.

-Edward, nenhuma família é perfeita! Imagina uma família cheia de vampiros?! – rimos e meio segundo depois nos encaramos seriamente, achei que ele fosse me beijar – eu queria – no entanto ele me abraçou tão carinhosamente que me senti segura e feliz em estar ali com ele.

-Este será nosso quarto – ele começou e depois corrigiu o que disse. Acho que minha reação ao ouvir “nosso quarto” o fez recuar – digo, se você me aceitar depois de todo o mal que te causei...não sei se...esquece! Tome um banho, troque de roupa, vou te apresentar minha família e depois a casa. Temos muito para conversar.

Senti uma pontinha de medo ao ver que Edward recuou tanto. Era óbvio que eu o aceitaria! Sempre e de qualquer jeito. O que eu sentia por ele era muito mais forte do que eu, meu sangue fervilhava, minha mente se agitava, meu coração disparava e simplesmente me sentia poderosa.

Ele saiu me deixando sozinha. As paredes eram de vidro e as janelas davam de encontro com as copas de algumas árvores. Olhei o sol invadir timidamente a janela, nuvens cobriam todo o céu.

Tirei o blusão da Forks High ficando apenas de camiseta e short, fui até a janela sentir o vento soprar em meu rosto. Eu sobrevivi a vampiros! Tinha motivos para comemorar, eu morri e revivi de uma forma mística e o homem que eu amava parecia me amar também.

O sol apareceu de relance e tocou na minha pele. Quase gritei ao ver minha pele cintilar...isso só significava uma coisa. Eu era uma vampira!

O medo tomou conta de mim, já não bastava ser uma adolescente anormal? Já não bastava estar apaixonada por um vampiro casado com uma garota complicada? Já não bastava ser alvo de vampiros maus por causa dos meus poderes? Eu precisava ter me transformado em uma? Estaria presa eternamente naquele corpo juvenil...céus e meus planos de resgatar minha única e melhor amiga do orfanato?

Uma agonia me sufocou, as árvores se agitaram violentamente, outras eu estilhacei fazendo o chão estremecer. Edward e toda sua família entraram repentinamente no quarto, Jasper tentava usar seu poder sobre mim o que me irritou ainda mais, uma tempestade gigantesca atingiu o lugar.

-Calma nós vamos conversar! – ouvi a voz de Edward dizer.

-NÃO! EU NÃO QUERO OUVIR! EU SOU UMA BIZARRA! – gritei, todos estavam aflitos e assustados com o meu descontrole.

-, por favor você já destruiu metade de Forks! Está trovejando, ventando violentamente, granizo e focos de incêndio na reserva quileute! Você vai causar muitos danos se não se acalmar querida! – falou Alice.

Esme tocou meu rosto e quando a olhei dentro dos olhos dourados absorvi toda a sua realidade.

Vi todo a amor que ela sentia por cada vampiro do seu clã, do seu afeto por Bella e do carinho que ela já guardava para mim, vi também seu medo de ser rejeitada por mim e o medo de não saber o que fazer caso eu abandone esta casa, minha nova vida e principalmente se eu abandonar Edward.

Quando tornei ao presente todo o inferno que eu causei estava acabado e quando olhei para ela me entreguei em um abraço que sempre sonhei ter, o de uma mãe abraçando a uma filha.

-Seja bem vinda ...bem vinda à família Cullen. – disse o chefe, Carlisle.

Sorri, me desculpando com todos. Alice me deu um abraço e me chamou de irmã, Emmett soltou um “vamos tocar fogo nesse lugarzinho cunhada!”, Jasper com sua postura distante e fria como de um militar – que de fato ele era. – apenas acenou com a cabeça e se desculpou por tentar tranqüilizar o meu gênio. Todos saíram, exceto Edward que tinha estampado na cara uma dor e eu sabia que a culpa era minha.

Quando eu ia falar ele me interrompeu.

-Não é sua culpa. Tudo é minha culpa. – ele estava encostado na parede próxima a porta e não me olhava , apenas fitava o chão.

Eu estava ficando cansada dele lendo minha mente, as vezes eu esquecia desse detalhe e isso me irritava.

-Prometo não ler mais sua mente. – ele disse.

O olhei em reprovação.

-Desculpa, fiz de novo. – ele disse e só então olhou para mim.

Cruzei meus braços no peito e me virei para a janela, olhei todo o estrago que fiz na floresta. Como eu era estúpida!

-Você não é estúpida – ele disse.

-E você fez de novo - ri.

-Ok, eu sou o babaca aqui. – ele disse e rimos discretamente.

Senti seus braços cercando meu corpo pelas laterais, cada mão segurando firme as bordas da janela. Meu corpo reagiu a aproximação repentina.

-Temos tanta coisa para conversar – disse baixinho no meu ouvido – você tem todo o direito de me odiar, de querer me matar por ter te transformado. Mas meu pior castigo será sua rejeição. O destino brincou com a gente, nos jogou em sua rede e agora estamos presos. – Edward delicadamente jogou meu cabelo todo para um lado deixando a mostra meu pescoço então beijou a pele e entre os pequenos e delicados beijos continuou dizendo...- três palavras, isso é pouco em relação ao que eu sinto, mas enquanto não encontro palavras certas, uso a mais humilde dos mortais. EU TE AMO.

Virei para olhar para ele, minhas pernas estavam bambas, um aroma delicado vindo dele me inebriou e de olhos fechados me mantive enquanto ele beijava meu pescoço subindo depois para meu queixo e com certa demora me beijou mansamente.


Custou me separar dele mais eu fiz. Precisava tomar um banho e organizar minha mente. Ele entendeu e saiu. Tomei um banho relaxante, já enrolada numa toalha sequei meu cabelo e fui até a porta que Edward me mostrou e quase morri de susto. Era um enorme closet repleto de lindas roupas. Nem em mil vidas eu poderia pagar por qualquer peça daquela numa loja.

Vesti a mais simples que achei e desci. Todos já me esperavam na sala e todos sorriam, me senti muito estranha.

-Como se sente? – perguntou Esme.

-Bem. – disse muito sem graça.

-Você causou um belo estrago na cidade – falou o grande e estabanado Emmett.

-Ops...foi mal, cara eu sou uma idiota! – falei e logo pedi perdão pelo meu linguaja.

- querida você ainda não comeu nada ou seria...quero dizer sua sede. – Esme estava tentando não ser indelicada.

-Tudo bem eu não sinto mais tanta sede, não passa de um leve ardor. O que eu sinto mesmo é fome, sabe? Comida normal, de humano.

-Eu disse que ela era diferente! – Alice disse saltitante. – vem eu comprei comida chinesa .

Depois de comer Carlisle me chamou para uma conversa e eu nunca me senti tão deslocada como agora.

Fomos para seu escritório e o lugar era amplo, claro e limpo. Edward também entrou na sala e segurou a minha mão como forma de me mostrar que eu não devia ter medo.

- , querida você entende todas as mudanças que aconteceram na sua vida? – ele começou e se sentou na cadeira atrás do birô.

-Sim e não. Sr Cullen eu nunca fui normal por assim dizer mais não estou preparada para ser uma anormal pela eternidade. Eu não pedi isso! – desabafei, senti Edward travar ao meu lado mais que se dane, mesmo amando ele a culpa dessa minha mudança pra um monstro chupador de sangue é toda dele.

-Querida vamos do começo, me conte sobre seus pais, sua origem e depois falaremos sobre sua transformação. – Carlisle disse com seu tom calmo e sensato.

-Não tem o que falar, fui abandonada com um livro amaldiçoado quando era apenas um bebê. Nunca consegui abrir o livro e pelo que parece ele é o responsável por meus “talentos“ com os elementos. Outro fato que percebi é que uma vez longe do livro eu fico muito debilitada e vulnerável.

-Interessante! – Carlisle exclamou de repente meio entusiasmado demais. – me diga querida, onde está o livro ?

-Está comigo Carl. – respondeu Edward ainda dolorido pelos meus pensamentos .

-Traga aqui.

-Por que todos querem aquela coisa? Ele só arruinou a minha vida! – falei um pouco mais alto fazendo as luzes piscarem. – Perdão, tenho que controlar meu gênio.

-Tudo bem. – ele sorriu enquanto Edward voltava com aquela coisa na mão.

-Aqui. – e entregou.

-Meus Deus! Não pode ser! A lenda é verdadeira então! – Carlisle estava eufórico demais.

-O que é dessa vez? – perguntei.

-Esperem um momento, sim? – Carlisle voou até sua prateleira abarrotada de livros e trouxe um pequeno livro de lá.

-O que é isso Carl? – Edward perguntou.

-Acho que...uma profecia acaba de se cumprir.

Eu e Edward nos olhamos sem entender.

- tem um livro antigo de feitiços extremamente poderoso. Mas ele está trancado com um cadeado. – Ele explicou o que já sabíamos.

-E daí? – Edward perguntou o que eu também queria perguntar.
-Este diário aqui foi de um velho amigo romeno , ciganos, eles eram vampiros místicos e muito poderosos. Infelizmente eles foram destruídos mas não antes de presentear Edward com este diário com as lendas ciganas e...

-E...- falamos ao mesmo tempo.

-Diz a lenda – ele começou lendo uma página do pequeno diário – Haveria de renascer uma das mais belas histórias de amor já vistas. Ao longo dos anos um demônio branco se apaixona por uma mulher de sangue cigano e o filho deles levaria adiante a tradição e os poderes apenas para provar ao mundo que o amor é o sentimento mais nobre, puro e poderoso desse mundo. Não importando a época, a cultura ou qualquer outra coisa.

-Então você acha que ao longo da história da humanidade um vampiro se apaixona por uma cigana, repetidamente? – arqueei a sobrancelha .

-Sim. – respondeu satisfeito.

-Mas Carlisle, não é cigana e sinceramente não acho que nós dois sejamos o casal ...- Edward foi interrompido.

-Aqui diz – então continuou a ler – o livro sagrado possui poderes que atiçarão aos mais invejosos e apenas o amor verdadeiro será capaz de libertar e proteger o poder contido no livro. O demônio branco deve proteger acima de qualquer coisa a sua alma gêmea e ao livro. A descendente de Zayran terá o livro nas mãos e possuirá poderes e o seu companheiro será portador da chave que abre o livro.

-Espera aí, a garota que tiver o livro é descendente desses ciganos místicos e o demônio branco é um vampiro? onde o vampiro deve proteger a garota por uma ligação muito maior do que o amor?

-Por ai – respondeu Carlisle.

-Mais Edward teria que ter a chave para ser o tal demônio, certo?

-Sim – respondeu Carlisle olhando diretamente para o filho.

-Mas ele não...- ia dizer até Edward me atrapalhar – eu tenho a chave.

Olhei para ele de boca aberta, era muita loucura para mim. Edward correu saindo do escritório e o livro começou a ganhar vida nas mãos de Carlisle. Surpreendentemente o livro levitou e voou até mim.

Quando Edward bateu a porta atrás dele o livro começou a irradiar uma luz fina e pálida. Edward sentou ao meu lado e abriu uma caixa pequena de madeira.

-Olhem tem a mesma inscrição que o livro! – a caixa possuía as mesmas letras douradas em algum idioma antigo.

-O que será que isso quer dizer? – Carlisle perguntou.

-Seu amor...- disse.

-Seu destino. – Edward completou e finalmente nos olhamos, era ele, éramos nós. A descendente cigana e o demônio, eu e ele.

Edward abriu a caixa antiga retirando um cordão de ouro onde a chave estava presa, encaixou na fechadura do livro e o abriu.

Uma rajada de vento e luz tomou conta do lugar cegando a mim. As páginas foram correndo à minha frente e como se eu pudesse ver meu passado, presente e futuro passando em meus olhos , senti um baque e cai sentada.

-Isso foi inacreditável! – Carlisle parecia extasiado.

-Você está bem amor? – Edward estava ajoelhado ao meu lado.

-Sim. Estou me sentindo relativamente mais...controlada e poderosa.

-E você é, só espero que Aro nunca descubra o que aconteceu agora. Esses poderes nas mãos dele seria muito perigoso. – Edward disse fechando o livro e guardando a chave. – Espero mesmo que ele nuca me toque... – ele pareceu preocupado. Eu diria que não haveria problema quanto a isso, bastava Edward não cruzar o caminho dos italianos...mas ele ofereceu seu dom pela minha vida. Seu dom por mim, Bella e seus irmãos.

-Você querida poderá com esse livro aprender a dominar seus talentos e fazer o bem com eles. – Carlisle disse sorrindo.

-Muita coisa vai mudar, muita coisa mudou, agora tenho toda a eternidade para me controlar. – disse.

-E para ser feliz. – Edward respondeu.

-Er...acho que agora vocês dois tem muito para conversarem. – Carlisle saiu da sala meio risonho nos deixando sozinhos.

-Edward você acha que me ama de verdade ou seria apenas pela profecia cigana?

-Claro meu amor. Te amo muito antes de saber dessa história toda. Merda! Eu nunca desejei tanto um sangue humano, um corpo feminino, um aroma como desejo o seu.

...

Meses depois....

Dia após dia pegava o meu livro e o diário do cigano romeno e lia as suas histórias e tradições afim aprender a dominar meus poderes e talvez entender o porque meus pais me abandonaram ou se ali me daria pistas de quem eles são.

Era uma manhã até ensolarada para uma cidade como Forks, peguei o livro, a chave e o diário e fui para o meu lugar preferido ,o topo da montanha. Não havia ninguém em casa, os homens da casa foram caçar, Alice , Esme e Rose foram para Port Angeles fazer compras . Queria aproveitar a folga para fugir da faculdade e das intermináveis perguntas sobre o sumiço e morte de Andrews. Era horrível ter que mentir. Aproveitei e telefonei para o orfanato. Precisava falar com a minha melhor amiga, precisava tomar uma decisão quanto a ela. Mais desliguei o celular ao ouvir a voz dela.

Sentei numa pedra e fiquei olhando para o horizonte, respirei fundo e retirei a chave que trazia pendurada no peito. Abri o livro e como sempre uma luz fina e pálida me envolvia para logo em seguida morrer.

Era incrível como em poucos meses já tinha notado meu avanço, depois do furacão que quase arrasou esse lugarzinho eu nunca mais tive problemas para me acalmar e controlar meus poderes.

-Oi. – uma voz familiar disse atrás de mim e eu me assustei. Virei e vi que era Jacob.

-Oi. – respondi sorrindo amarelo. Ainda morria de vergonha pela situação tosca que era a nossa relação.

-Bella precisa de você. – ele disse se sentando ao meu lado. Deus! Ele precisa andar sem camisa? Edward que me perdoe!- ta na verdade o desesperado sou eu, eu preciso de ajuda. Eu não sei o que fazer com ela, todo santo dia ela enjoa, ela tem desejos estranhos...e ela precisa de uma amiga. Na verdade você e Ângela são as únicas amigas dela mas só você a entende melhor...se é que me entende. - ele parecia desconfortável e eu constrangida.

-Tudo bem Jacob, você me leva até ela e eu ajudo como puder.

-Obrigado – disse se levantando e limpando a bermuda suja de terra. Jacob foi até a beirada do topo e olhou para baixo, a terra sob seus pés cederam por causa do seu peso e antes mesmo dele se dá conta do que acontecia eu fiz com que o ar e a terra me ajudassem. Me concentrei bastante e o trouxe meio que levitando até um lugar seguro.

-Minha nossa! – arfei assustada.

-Minha nossa digo eu! Você salvou a minha pele ...obrigado , de novo! – ele fez uma cara até divertida.

-Disponha – falei me recompondo.

-Você é poderosa mesmo, seus dons são incríveis. Edward não poderia está em mãos melhores. – ao dizer isso eu senti uma necessidade de abraçar Edward e dizer o quanto eu o amo. No entanto era Jacob quem estava comigo, ele estendeu a mão para mim num gesto amistoso. – amigos?

-Amigos. – retribui.

-Ok, agora que somos amigos posso te perguntar como é ser uma vampira – bruxa? Como é ser um sanguessuga que não se alimenta de sangue ou como é brilhar no sol? Isso é tosco, sei lá.

-Ok, agora que somos amigos, eu respondo...- fechei o livro, guardei a chave e o encarei. – eu não faço a menor idéia! Eu simplesmente sou diferente e fim de papo. Cara eu sou anormal até para um monstro!

Nos encaramos antes de cair numa gargalhada.

-Você é estranha mais eu gosto de você.

-Também gosto de você.

-Obrigado por ter entrado na vida de Bella e dos Cullens, hoje eu não teria a mulher da minha vida ao meu lado. Não seria chefe de família...não seria nada.

Ele simplesmente foi embora depois dessa.

O entardecer ali em cima era perfeito, o sol já nem se via. Decidi que havia de voltar até o orfanato e era isso que eu ia fazer, voltar lá e falar com Mel. Mais não antes de ir na Casa de Jacob.

 Obviamente fui recepcionada com certa hostilidade por Billy Black e alguns amigos de Jake, mais ele aliviou a tensão.

-Oi vamp-bruxa! Que bom que veio! – Jake me saudou.

-Oi monte de músculo! Vem cá, aqui na sua terra é proibido andar de roupa é? – disse apertando sua mão.

-É porque somos... muito quentes ! – disse todo convencido. Tentei evitar os olhares e a desconfiança dos outros quileutes. – Não deve estar acostumada com aquela coisa gelada lá – rimos feito dois idiotas.

-!? Que bom que você veio me ver! Estava com saudades! – Bella surgiu na pequena varanda com uma enorme barriga de 7 meses, ela usava uma calça jeans, um tênis e uma bata bem estilo anos 70, Ela estava linda. – Meninos relaxem, ela é minha amiga e apesar dela pertencer aos Cullen e ser ...inacreditavelmente poderosa , ela é apenas minha amiga.

Como assim? Eu pertencer aos Cullen como se fosse um objeto?! Mesmo com o infeliz comentário dela senti a leveza e felicidade ao dizer “inacreditavelmente poderosa, ela é apenas minha amiga”.

-Quem está falando aqui é o alfa galera, tem carta livre em La Push independente do tratado. Não repito mais, ela é de minha total confiança e portanto quero que a tratem bem. Sempre.

Ouvir a voz máscula e forte dele me fez notar o quanto ele era respeitado pois todos os outros se encolheram, Bella por outro lado estava radiante bem ao lado de Jake que logo tratou de abraçá-la fazendo carinho no ventre.

-Como estão? – perguntei.

Bella e Jake se entreolharam e depois olharam para o ventre que parecia agitado.

-Muito bem! – disseram juntos e sorrindo, aquilo me deu inveja. Eu até onde sabia já havia me acostumado com essa história de que vampiros não podem ter filhos...se bem que a lenda dizia o contrário..a minha lenda.

-Vem, entra e me conta como vão as coisas!

Bella me arrastou pra dentro e nos sentamos na cozinha onde ela me serviu algumas guloseimas.

-Desculpa...mais você não se alimenta né?

-Muito pelo contrário Bella. Eu me alimento de comida como você – sorri me servindo.

-Como eu? Jamais! Eu apreço uma draga, não fecho a boca um minuto. Quase como mais que o Seth!

-Exagerada!

O clima estava bem leve e não me lembro de um encontro assim com Bella, parecíamos amigas de séculos.

-E o Edward? Como ele vai? Ele me perdoou? E vocês? – ela disparou e eu tive que tomar fôlego.

-Wow, devagar Bella. – sorri fraco e ela notou que algo não estava muito bem. – Bom, Edward está bem e realmente te perdoou e quanto a nós... bem, eu não sei, me sinto insegura quanto a ele e a nossa “profecia” – disse fazendo aspas.

Expliquei toda a história dos ciganos romenos e sobre eu e Edward sermos a descendente e o demônio, claro sem esquecer os meus medos, minhas inseguranças quanto ao que ele diz sentir por mim e blá blá blá.

-Ele te ama garota, não precisa duvidar. Eu sei, eu sinto – Bella parecia querer me confortar. Porque eu tinha que ser tão insegura? Ela devia ter razão.


Por mais que eu ame Edward, por mais que ele diga que também me ama, por mais que a família dele tenha me acolhido e me amasse...faltava algo, ali não era tão meu.

Voltei à mansão e ninguém havia voltado ainda, deixei o diário e a chave no quarto de Edward – já que fiz questão de não dividir a mesma cama que ele. Não enquanto eu não aceitasse minha condição de imortalidade e esse lance de super-poderes ou de ter um bando de mafiosos italianos querendo me destruir para roubar a magia do livro e blá blá blá – fiz uma pequena mala, fui até o centro de Forks peguei um táxi até o aeroporto.

Chegando em frente ao portão do inferno na terra senti meu celular vibrar, era Edward. Não atendi.

Toquei o sino e não demorou muito para uma monitora vir me atender, foi hilário a reação dela ao me ver. Na certa não tinha certeza se eu era eu mesma ou por que de ter voltado.

-? É você? – perguntou a bruxa.

-Claro que sou eu.

Entrei e era a hora do lanche noturno antes de irmos deitar. Todos me olharam como se eu fosse uma estranha – e eu era, só um pouco.

-Boa noite. – disse meio sarcástica.

-?! – Mel exclamou correndo ao meu encontro, tive medo da reação dela ao sentir a minha pele pouco mais fria que o normal e pálida. Não que a palidez ou a frieza se compare aos Cullens – eu era mais corada que eles e menos fria também. Mais ela nem notou e começou a chorar no meio do abraço.

-Oi Mel. – sussurrei.

-O que veio fazer aqui? – a governanta do mal gritou.

-Não interessa a você e se eu fosse você ficaria pianinho pro meu lado, você não faz idéia das coisas que eu agora sou capaz de fazer. – ameacei sorrindo.

Todos prenderam a respiração e eu quis gargalhar.

-Mel temos que conversar seriamente. – disse pra minha melhor amiga, mais ainda não sabia se devia contar sobre vampiros e lobisomens deixando tudo que tinha no banco para ela e sumiria de uma vez por todas e iria viver as custas de Edward – o que não me alegrava – ou o que de fato eu devia fazer.

-Oi – Erick falou para mim de um jeito que me teria feito suspirar.

-Olá Erick como você está? – realmente eu queria saber – por que você não levanta daí e vem me dá um abraço? Eu ...vim me despedir de vocês dois. Pra sempre.

A reação de choque foi generalizada.

-Se despedir é? – debochou a cachorra da Rachel – o que você fez ? Se meteu em encrencas?

-Foi isso mesmo... Sua cachorra do quinto dos infernos! Vê se me esquece.

Erick veio até mim e me abraçou forte e eu pude desmoronar um pouco.

-Vamos pro jardim. – eu concordei .

-Melanie , quero que você troque de roupa e nos encontre no jardim e ai de quem ousar ir nos espionar. – Apontei para as monitoras e depois para os órfãos. – vocês não sabem do que eu sou capaz. – estalei os dedos e uma chama se acendeu , as janelas bateram forte por causa do vento, soprei o fogo e ele se apagou. Todos engoliram em seco. Mel correu para o quarto e Erick me levou pra fora.

Sentamos no banco do jardim e então desembuchei.

-Vocês estão bem? Digo você e Mel?

-Que história é essa de despedida?

-Estou decidindo isso Erick, não sei o que fazer...passei por muitas coisas que nem em sonho posso te contar, coisas assustadoras, enfrentei a morte, seqüestro e...

-O que? Você está bem? Que papo é esse ? – ele estava nervoso e isso me deixava aflita.

-Não posso dizer nada, só peço que você nunca fique longe de Mel, eu a amo demais e tenho medo de não poder mais ficar perto dela. Sou problema perto de vocês.

-Eu te protejo , protejo as duas. Eu te amo e nunca permitiria que algo acontecesse a você. – olhei em seus olhos e penetrei em seu passado. – ele falava a verdade, ele me amava desde sempre.

Me vi abraçada a ele num momento muito intimo, era a despedida. Eu podia ouvir seu coração martelar dizendo o quanto me amava.

Um cheiro conhecido invadiu minhas narinas e vi Edward parado bem atrás de mim.

-Então é assim? você simplesmente foge de mim sem um único motivo? O que é que te falta ...o meu amor é insuficiente para você ou o apoio e afeto da minha família não te agrada ? – ele estava com a cara amarrada e falava baixo e suave.

Me soltei de Erick que ficou prontamente de pé como se fosse me defender caso necessário, Mel estava de volta e parada feito uma estátua olhando tudo de perto. Os internos estavam todos olhando pelas janelas ou de longe espalhados pela varanda em frente a casa, estavam cochichando e de ouvidos bem atentos a conversa. Poxa! Eu só vim ver meus amigos para poder enfim sumir da vida deles...

-Edward não é o que pensa.

-Ah não? E porque não avisou que iria vir aqui? Porque deixou os objetos...para trás?

-Você não iria permitir e eu precisava tomar uma decisão Edward que graças a você eu tenho que tomar.

- quem é esse cara aí...é ele quem te faz mal? – Erick perguntou arregaçando as mangas da camisa.

Edward nem se deu ao trabalho de  olhar Erick.

- por favor, converse comigo...somos peças do mesmo quebra cabeça. Não existo sem você ! e nem você existe sem mim...lembra-se? Lembra do quanto eu te amo, lembra que minha vida é te proteger e te amar? Lembra que eu sou a chave que abre seu coração? Então porque faz assim comigo? Com a gente? Se Alice não tivesse visto...se eu não tivesse er...lido...- ele me olhava tão sofrido e meu coração disparou na mesma velocidade que eu desejava abraçá-lo e poder parar com aquele mal entendido.

-Edward eu não fugi de você e sim eu também te amo. Como poderia me esquecer disso depois de tudo que passei? Eu só estou confusa e me sentindo desprotegida...eu só queria poder proteger Erick e Mel de tudo. – de todos . Eu te amo mais que tudo Edward mas Erick e Melanie fazem parte de mim e eu vim me despedir deles - completei mentalmente. – Desculpa. – sussurrei baixo.

Ele se aproximou de mim e Erick se encolheu amedrontado.

-Desculpe a mim também por me sentir inseguro quanto ao que você sente por mim...é que eu fico louco sem saber se posso te beijar, sem saber o porque de não dormimos na mesma cama, você evita pensar sobre nós dois perto de mim e eu não ouso ler sua mente... – disse tão baixo que tenho absoluta certeza que apenas eu ouvi. – Não posso te perder...te amo demais, te desejo demais...

Nos beijamos ali mesmo, com platéia e tudo. E foi maravilhoso sentir os braços dele me cercando, sua boca na minha.

-Volta comigo para casa? – ele perguntou bem audível e eu apenas sorri largamente. – volta comigo para nossa casa?

-Claro que volto!

Nos abraçamos e trocamos um breve beijo. Edward se pôs de prontidão ao meu lado enquanto eu falava.

-Mel...Erick? – chamei aos dois. – meus amigos, só quero pedir alguns favores a vocês . Erick, proteja Mel de todo e qualquer mal. Mel, tudo que tenho no banco é seu. Fique perto de Erick sempre. Só quero dizer que amo vocês e que hoje é a ultima vez em que me verão, é mais seguro eu me afastar. Estarei sempre rondando vocês mais não poderemos mais nos ver ou nos falar. – senti um nó se formando na garganta.

-Mas..mas ...- Mel nem conseguiu completar a frase.

- vamos? – Edward me chamou.

-Claro. – respondi e depois olhei para os dois a minha frente – vou passar amanhã no banco e espero vocês dois lá as 08:00 horas e depois ...é adeus.

Não consegui olhar para eles, apenas me abracei a Edward e fomos caminhando para a rua. Já a uma certa distância pedimos um táxi. Recostei minha cabeça no peito de Edward e me prendi a ele como se minha vida dependesse disto.

-Nós temos a eternidade juntos ...se é importante para você a segurança e felicidade daqueles dois, eu te prometo isso. – ele disse me fazendo carinho.

-Eu te amo Edward e acho que eternidade não será suficiente para te mostrar o quanto! – admiti.

A noite correu muito rápido, dormi nos braços de Edward enquanto ele me ajudava a superar a separação da minha amiga.

Ao amanhecer ele estava sentado na cama encostado à cabeceira e afagava meu cabelo, em seu perfeito rosto – um sorriso.

Foi a melhor forma de acordar e encarar o dia. A despedida pareceu doer menos com Edward segurando minha mão com firmeza sussurrando o quanto me amava.

Sentados em nossas poltronas no avião, entrelacei nossos dedos procurando a segurança que precisava, contemplei o por do sol pela janela enquanto meus pensamentos voavam longe, para o meu futuro ao lado daquele homem.

-Tudo ficará bem . Vamos escrever a nossa história!


Epílogo


Uns anos depois...

-Bom dia! – disse ao Edward ao me deparar com aqueles lindos olhos dourados me fitando com um sorriso malicioso.

-Bom dia sua safadinha.

-Eu não sou safada você é que é...- qual as palavras mesmo? Gostoso? Maravilhoso? Hot? Isso é uma perdição na vida de qualquer uma! – esquece!

-Gostoso? Maravilhoso? Hot? – ele leu a minha mente, que golpe baixo! – depois sou eu o pervertido!

Nos beijamos mansamente e depois fomos aprofundando, aprofundando e…

-Ah telefone maldito! – Edward reclamou e meio segundo depois o telefone tocou.

-Deixa eu atender...passa o telefone. – pedi.

-Oi tia . – disse uma voz muito amável do outro lado.

-A senhora e o tio Ed vem para meu aniversário? – como negar algo a uma criaturinha tão doce?

-Claro Ian. Na verdade eu e seu tio estávamos indo comprar seu presente nesse exato segundo. – Edward fez cara feia , ele odiava ter de bancar o tiozão principalmente depois que as coisas “esquentavam”. Pedi mil desculpas em pensamento.

-Te espero tia, te amo.

-Também te amo meu amor e seu tio Ed está aqui mandando um beijo para você e disse que te ama também. Até mais tarde.

-Vou passar para minha mamãe.

Edward se jogou em cima de mim e começou a me torturar com seus beijos pelo meu corpo, a mordiscar minha orelha, a rasgar a própria camisa que eu vestia.

-Pára Edward...-uma chama crescendo em mim e ele me provocando. Tive que conter um riso mais foi inevitável.

-Er…estamos atrapalhando? – ai meu Deus , será que ela ouviu alguma coisa?

-Oi Bella...é que...e ai? Como vão os preparativos para mais tarde?

-Ai que constrangedor! Só...só não se atrasem! Ian morreria se os padrinhos não estivessem aqui na hora de cortar o bolo.

-Tudo bem. Tchau. – Morri de vergonha com essa, fato.

-Temos uma agenda cheia hoje amor, já que não teremos mais “nosso lazer”. Primeiro comprar um presente para nosso afilhado, segundo hoje fazem três anos que Erick e Melanie casaram e terceiro...vamos deixar como surpresa.

-Surpresa? Para mim? Adoro!

Me levantei jogando Edward na cama e fui para o nosso banheiro me aprontar.

 Voltamos até o antigo orfanato, Edward e eu estávamos protegidos dentro do carro totalmente preto com vidro fumê que alugamos. Não dava para não me conter em ver o antigo nome do orfanato sendo retirado. Mel estava linda e radiante ao lado do marido – a força que Edward deu para eles anonimamente os impulsionou a comprarem o lugar. Estava tranqüila em saber que o orfanato estava sob nova direção.

Senti um desejo de descer até lá e festejar. Mais era arriscado demais. Me contentei em baixar a janela, retirei os óculos e o lenço de cabeça. Edward apenas ficou em silêncio me olhando.

Soprei um vento litorâneo enquanto segurava sua mão e na mesma hora que o vento chegou até eles, Melanie virou e olhou em minha direção, ela sabia que tinha sido eu. Coloquei meus óculos e fechei o vidro seguindo de volta a Forks.

A viagem era curta e antes das três já estávamos de volta.

Chegando na casa de Bella um monte de crianças corriam para todos os lados. Edward não baixava a guarda perto da matilha, eu e os quileutes nem ligávamos mais.

-Oi Edward, oi ! Querem me ajudar aqui com o Naman? - Bella praticamente jogou o filho mais novo em cima de mim. – Vai inventar de fazer festa, tomar conta de um bando de pestinhas e trocar fraldas...e a propósito, dá uma olhada na fralda dele para mim? Jake te mostra onde fica as coisas.

-O quê? Eu não quero minha mulher indo pro quarto com esse cachorro! – Edward disse brincando.

-Fala chupa-cabra! E não se preocupe eu não tenho quedas por vampiras- bruxas não! – Jake respondeu estendendo a mão a ele. – Fala aí vamp-bruxa, como vai?

-Vou muito bem seu monte de músculo descamisado!

Edward foi entregar o presente ao Ian enquanto eu trocava a fralda de Naman.
-Segundo a tal profecia cigana ...você e Edward podem ter um filho certo? – Jake perguntou.

-Certo.

-E vocês já não acham que está na hora de ter o de vocês?

-Não é algo que se planeje. Somos diferentes, lembra? Eu nem sei se Edward um dia poderia ser pai nessa condição de “morto-vivo”.

-Hum…sei. Vamos cortar logo o bolo, não agüento mais os filhos dos vizinhos de Charlie por aqui, já bastam os meus, o de Sam e os de Embry.

Entreguei o bebê ao pai e me encantei com o carinho e amor dele pelo filho. De fato Jacob amava a família que tinha, Bella era o Impriting dele e ela o amava de uma forma sobrenatural.

-Eles são a sua cópia, Ian tem apenas os olhos da mãe e o Naman, pelos céus! Ele é você miniatura.

-São sim.

Ficamos na festa vendo aquele tanto de crianças correndo, cortamos o bolo depois de cantar os parabéns, abrimos os presentes e Edward e eu decidimos ir embora pela floresta.

-Preciso caçar, te encontro em casa. – ele disse.

-Ok.

Na verdade não queria voltar para casa então fui para uma área da floresta que estava morta, por mais que eu tentasse ela não ganhava vida. Árvores mortas, solo infértil e o rio seco. Era deprimente.

Sentei e fiquei por lá olhando pro nada por duas intermináveis horas.

-O que faz aqui? – Edward perguntou.

-Queria trazer vida pra esse lugar.- respondi entediada. Uns anos atrás aquele lugar tinha se tornado minha obsessão.

-E porque não dá?

-Porque sozinha não consigo.

O céu estava limpo, sem nuvens, apenas a lua crescente e lindas estrelas. Edward me levantou do chão e numa dança íntima ele pegou a minha mão.

-O que você quer que seja feito. Será!

-Eu quero árvores frutíferas, quero solo produtivo e quero que a água renove seu ciclo trazendo vida e paz para quem dela necessite.

-Então feche os olhos e imagine tudo isso e de algum jeito será assim.

Edward falava como se soubesse o que fazer, senti um aroma de terra molhada após a chuva, logo ouvi o canto dos pássaros e o barulho de água seguindo seu rumo.

Parecia mágica!

Continuamos unidos naquela dança e quando abri os olhos tudo estava lá. Do jeito que eu imaginei.

-Oh! mas...mas como? – não sabia como ele tinha feito aquilo.

-Não fiz nada...não sozinho...você fez, nós fizemos! Estou tão surpreso quanto você!

Ambos perdidos na incredulidade. Seria mesmo o amor capaz de regenerar aquilo que está morto?

-Eu te amo ! Isso que você fez foi... magnífico!

-É.

Disse ao me deparar com um fato constatado. Cada ponto e vírgula do livro e do diário estava se realizando menos o meu maior sonho...

-Que foi?

-Nós fizemos um milagre acontecer bem aqui! Isso é incrível! Mais...a profecia diz que a descendente de Zayran teria um filho ao qual ela, no caso eu, e o demônio branco, no caso você, ensinaríamos os segredos do amor verdadeiro e os poderes do livro.

-Você tem medo de se frustrar? Dessa parte da profecia não se cumprir? meu amor, somos diferentes. Você é especial! Se é um filho que você quer , você o terá! Nem que tenhamos que passar a eternidade praticando – Edward não perderia a oportunidade de falar alguma gracinha.

Eu me senti vazia diante daquele fato, eu não seria capaz de gerar um filho. Edward percebeu que sua piadinha não tinha feito efeito e me abraçou protetoramente.

Logo nos perdemos em um beijo sereno e apaixonado, sob a luz fraca daquela lua crescente nos entregamos ao amor mais puro que sentíamos e algo de muito estranho aconteceu, só não sabia explicar o que era.

A magia e nosso poder estavam aumentados e todo aquele lugar dizia isso, dava pra sentir.

Edward entrou na água fluida do rio recém ressurgido, límpida e pura me levando com ele. Nossas mãos espalmadas uma na outra, nossos corpos nus colados um ao outro e tudo o que me vinha a cabeça era que nada me faria mais feliz que ter um filho do homem que eu amava.

Do mesmo jeito que juntos trouxemos vida aquela floresta, juntos com ou sem profecia eu teria meu filho. Eu havia amadurecido, Edward havia mudado um pouco e seriamos os pais mais felizes desse mundo. Com nossa família perfeita.

Fizemos amor, perdidos um no outro como se fossemos Adão e Eva naquele pequeno paraíso.

Edward me fez repousar sobre seu corpo pálido e definido, a luz prata da lua tornava tudo tão misterioso e nosso, era o nosso mundo. Ouvi o coração dele retumbar dentro do peito.

-O que há?

-Não tá ouvindo?

Estranhei, agucei os sentidos e não percebi nada.

-, isso vem de você.

Me sentei entre as pernas do meu marido tentando entender o que ele estava dizendo. Meu cabelo cobria os meus seios mais logo eles foram varridos pelo vento suave como uma brisa de verão e junto a ele duas pequenas luzes cintilantes começaram a nos cercar.

“Façam um desejo”

Ouvimos.

Olhei-o e o beijei desejando viver momentos como aquele sempre e daí se não fossemos capaz de ter o nosso filho, eu ainda o teria.

-Vem de você! – Edward repetiu sorrindo enquanto brincava com a luz dourada por entre os dedos. A luz esbranquiçada que dançava a minha frente se uniu a de Edward que logo levou a mão a meu ventre.

Seu sorriso era maior que tudo e sua felicidade me embalava, eu também sentia aquele pulsar. Ele tinha razão, vinha de mim.

-Sente isso Edward? – perguntei entusiasmada.

Ele quase chorava de tanta satisfação e eu sorria largamente desejando poder chorar de tanta alegria por sentir que meu filho era real.
Edward me beijou ainda com a mão espalmada sobre o baixo-ventre, justamente no ponto onde as luzes se fundiram. Ele me deitou novamente na relva e me amou desesperadamente apaixonado, sabendo que muito em breve nossa profecia estaria totalmente concretizada assim que víssemos o rostinho do nosso bebê.







N/A: Acabou!!!!!!!!! Espero que tenham gostado!!! Vou sentir falta desta fic!!!!  Continuem lendo Reino Dividido, One More Time e todas as minhas outras fanfics. Fortes emoções aguardam por vocês! Beijos da Miss Félix! E ah, curtam a minha página no facebook https://www.facebook.com/EuLeioMissFelix?fref=ts

13 comentários:

  1. Haaaa '-' essa historia de cullens e lobos na faculdade vai ser mt bom '-'

    Tenho a impressão de que sei que o Edward sentiu o cheiro ,-,

    JAKE *-* todo lindo!! ;*

    posta mais ,-,

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  2. Santo Deus! SOU FODA!
    Edward, vem neném, sei que sou cherosa :x ASHUAHUSHUUH'
    Fã numero 1 da fic, ok?
    Posta mais amorecooo *--*

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  3. Quee isso ?
    Agora eu estou confusa... eu vou ficar com o Edward ou com o Jacob ?
    Maiis tirando isso eu adoreei
    Bjks

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  4. Quee isso ?
    Agora eu estou confusa... eu vou ficar com o Edward ou com o Jacob ?
    Maiis tirando isso eu adoreei
    Bjks

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  5. Ahhhhhhhhhhhhh eu amei essa fic *-*
    Eu lia ela no FFTT! Quando ele fechou eu nao sabia se vc postava em outro lugar... pelo menos aki sempre q eu quiser eu poderei ler novamente *-*

    MENINAS! ESSA FIC É MTO BOA! VALE A PENA LER! MAS NAO SE AFOBEM PQ ELA SÓ TEM 5 CAPITULOS( a menos q a autora os fragmente)

    Bjos amora

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  6. Mais uma pro Edward tentar se controlar, ele está mesmo sendo posto a prova.
    Adorandoooo, bjsssss!!!!

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  7. Aaaah Eu gosteei
    muito curiosa pra saber oq significa a visão...
    bjs

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  8. Quero mais sua fic é muito boa.........

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  9. Ei dona Miss Félix,o negócio aqui tá ficando bom hein!!!! Quero mais!!!!

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  10. amei!!! bela com lobão null com ed... amei.....

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  11. Clessiane Magalhães22 de julho de 2013 20:16

    Cara, que liiiiiiiiiiiiiiiiiiiindoooooooooooooo! Amei, e eu achando que ela ia abandonar eles e ia dar um revestrés na história e ela ia ser transformar numa Volturi e a bagaceira toda! Incrível! Estarei ansiosa esperando por mais fanfics suas. Continue sempre assim! Ficou perfeito!
    Beijos!

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  12. Ai que perfeitoooooo!! Eu sou Team Jake, mas essa fic!! Deus me apaixonei! Maravilhosa! Tipo nem sei o que dizer!!! Continue assim sempre! Bjos!

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