2 de maio de 2013

One More Time by Miss Félix

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(One More Time)











"Dizem que não se deve dar as costas para o amor , que ele te encontra uma só vez, que ele é cego e sempre chega no momento em que menos se espera. Dizem muitas coisas ..."


cap 1

´s pov

Flashback On

Acordei naquela manhã de sábado com os gritos da minha mãe. Ela discutia com meu pai sobre mim, mais uma vez.

- NÃO, ELA TEM QUE CRESCER! EU NÃO AGUENTO MAIS ESSAS COISAS DELA OU ELA VAI TRABALHAR PARA SUSTENTAR ESSA COISA DE ARTE OU EU NÃO DOU MAIS UM CENTAVO!!! -Disse meu pai aos berros. E minha mãe calou-se, em consentimento.

Ótimo final de semana seria o meu. Tomei meu banho matinal, fui até a cozinha tomar meu café da manhã reforçado ,peguei minha bolsa e fui a até a casa do meu namorado Dean, pelo menos com ele eu me sentia bem. Era meu porto seguro desde os meus 15 anos.

-Amor? – disse ao telefone depois que ele me atendeu

-O que foi agora? – disse ele com um tom azedo na voz

-Meus pais. Estou indo pra sua casa, chego em 10 minutos aí conversamos
.
-Tá

-Te amo.! - disse já com os olhos marejados e a única coisa que ouvi foi um ‘também’ e logo ele desligou.

Quando cheguei a casa dele pude perceber que a garagem dele já estava aberta esperando por mim e meu carro .

-Meu amor!! – disse ele com uma expressão e um tom de voz muito diferente da que ouvira minutos antes.

-Oi querido! – disse lhe dando um beijo de leve nos lábios macios que ele possuía.

-O que houve dessa vez? – ele perguntou abrindo a porta do meu conversível branco e personalizado , me abraçando lateralmente guiando-me até sua sala de visitas.

Contei o que ouvi do meu pai naquela manhã ensolarada .




Era meu aniversário de 21 anos, meus amigos estavam reunidos . A estava linda em seus 23 anos de idade, grávida e apaixonada, seu marido radiante com a chegada do primeiro filho . A estava conversando com alguns convidados. Meu Dean estava conversando com alguns de seus irmãos, confesso que nem sei o nome de metade deles. Dean é filho de um grande empresário . Eu estava apaixonada por Dean desde o dia em nos conhecemos, quando eu tinha seis anos de idade e ele oito. Ele foi meu único amigo de infância , foi com ele que dei meu primeiro beijo, ele foi meu único namorado e foi ele quem me tornou mulher. Nossa relação sempre foi tranqüila, dificilmente brigávamos exceto quando ele me deixava de lado pelas saídas com os amigos. Sempre me entreguei a ele e sempre fiz tudo o que ele desejasse sem nunca contestar , eu era submissa . Ele nunca me deu motivos para desconfianças. Ele me amava na mesma intensidade que eu a ele. Já fazíamos planos de nos casar, se bem que eu era a mais interessada nessa história, mas esse comportamento é típico de homem. Lembro do momento em que meu amigo Jacob chegou. .

- !!!! – Jacob gritou ao entrar no jardim da casa do Dean vindo em minha direção com um bouquet de rosas vermelhas e em seu rosto um enorme e lindo sorriso. Meu coração só reagiu depois de alguns segundos quando vi Dean enrijecer travando a mandíbula. O ciúme era mútuo, Dean odiava Jacob por ele ser um amigo tão próximo e gentil, para Dean ,Jacob nutria mais do que amor de amigo e Jake odiava Dean por achar que ele não era homem pra mim , meu amigo não confiava no meu namorado , dizia que tinha algo errado com ele ,que não era confiável.

-Oi Jake você veio!!! Meu dia terminou de melhorar significativamente com você aqui. – disse-lhe dando um abraço apertado e recebendo as rosas. Prontamente Dean já estava ao meu lado o cumprimentando com um aceno de cabeça e me arrastando para longe sob falso pretexto de que seus irmãos queriam me ver.



Haviam se passado meses desde meu aniversário. Agora era Dean quem aniversariava. Aproveitei a saída dele com seu irmão mais chegado, o Jared . Na noite que antecedeu seu aniversário fui dormir na casa dele, para minha surpresa ele deixou um bilhete dizendo que ia ver um jogo na tv na casa de um amigo e depois ia jogar poker com ‘’os rapazes do trabalho’’. Fiquei triste ,me produzi toda, estava usando lingerie comprada especialmente para aquela ocasião especial e eu estava ali, sozinha na casa dele olhando para as paredes. Eram alta horas da madrugada quando ele chegou nas pontas dos pés para não me acordar, ele tirou a camisa e os sapatos e deitou-se silenciosamente ao meu lado mas foi tudo em vão, meu sono era leve e eu despertei com um sorriso bobo no rosto olhando fixamente para dentro dos olhos dele.

-Te acordei amor, desculpa. – disse com um sorriso e um olhar angelical, meu Deus eu não merecia um cara tão perfeito .

-Não se preocupe eu estava de alerta esperando você chegar, queria ser a primeira a te desejar um feliz aniversário e até trouxe um presente. – eu disse.

-Nossa presente , cadê eu quero abrir agora!!- falou como uma criança prestes a ganhar um brinquedo . Lentamente abri parte do meu hobby mostrando parte da minha lingerie , , baguncei meus cabelos e suspirei fechando as minhas vestes. Ele cobriu o rosto e coçou a cabeça simulando arrependimento.

-Não acredito que perdi isso por causa de uma partida de futebol e algumas rodadas de poker!!! – ele vindo até mim me deu um abraço sussurrando em meu ouvido – Quero meu presente agora! . Fiz uma cara de negação me soltando dos seus braços.

-Não. Você não merece mais .....fiquei te esperando até tarde sabe – abri minha boca fingindo um bocejo - estou tão cansada....acho melhor guardar o vinho ,os morango e os brinquedinhos...- voltei para o meu lado da cama e fingi dormi. Ele veio engatinhando pela cama jogando seu peso sobre mim e em dois segundos ele me tinha na posição que ele queria.

-Hoje é meu aniversário e eu quero meu presente agora! Disse abrindo meu hobby tateando o feixe do meu sutiã quando o campainha da casa tocou. Ele grunhiu e eu junto , afinal já eram 05: 30 da manhã quem poderia ser? . Mas é claro que só poderia ser a família dele. Eles sempre faziam isso.
...

Organizei uma festa surpresa para ele enquanto os homens da casa tinha saído com o pretexto de que ele devia escolher o presente . Eu ,a irmã dele a quem eu nunca tinha trocado mais que duas palavras e sua mãe preparamos tudo.

A noite veio, nossos poucos amigos estavam na casa rindo e brincando sobre ‘’a sorte que ele tinha em me ter como companheira’’ e ‘’quando seria o casamento’’ . Eu estava radiante , ele prometeu que muito em breve oficializaria nossa união. Quem pareceu não gostar da idéia foi a irmã dele, a Susan. Ela ao ouvir toda a conversa saiu e por boa parte da noite não mais a vi. Horas depois eu fui à cozinha e vi que tinha um telefone tocando sobre a mesa, quando cheguei perto vi que era do Dean e atendi.

-Alô?- estranho silêncio do outro lado da linha. Devia ser engano. Desliguei e vi que ali tinha 10 mensagens não lidas, pensei se devia avisar ou ler, mas a minha curiosidade foi maior e li. Caí sentada ao ler cada uma delas, eram de mulheres dizendo ‘’sobre a noite passada’’ ,‘’gemidos ‘’ e ‘’noites de paixão’’. Fiquei sem chão e com os olhos ameaçando transbordar ,sai a sua procura pelo jardim . Disseram que ele não estava ali a muito tempo . Corri até seu quarto e abri a porta com violência . Fiquei aterrorizada com aquela visão. Dean, o meu Dean transando com a Susan. Eles se largaram ao me ver ali aos prantos de ódio e nojo.

-Seu cafajeste ! você me trai!!! Eu acabei de ler todas as mensagens que suas vadias te mandaram. Cretino eu te odeio!!! Como vo..cê faz isso comigo???- chorei , ele se enrolou no lençol e veio ate mim.

-Não amor! Não é nada disso que você ta pensando, eu juro..

-CALA BOCA CANALHA. ELA É SUA IRMÃ!!!!!!!!

-Não amor ela não é...

- ME ESQUECE, EU TE ODEIO E NUNCA MAIS ME CHAME DE AMOR, VOCÊ NÃO SABE O QUE ISSO SIGNIFICA !! – sai batendo a porta e correndo para a garagem pra pegar meu carro. Algumas pessoas perceberam que tinha algo errado quando Dean saiu correndo só de lençol atrás de mim e Susan enrolada numa tolha.

- me espera eu posso explicar ,a Susan não é minha irmã ela é minha prima – ele corria mais rápido que eu e me alcançou segurando meu braço me fazendo parar bruscamente me chocando contra seu peito nu.- Amor não vai foi um deslize.....eu juro.

-VOCÊ CHAMA DE DESLIZE TRANSAR COM MEIO MUNDO DE MULHRES? DE ME TRAIR NA NOSSA CAMA COM UMA ‘’IRMÃ’’? ESTÁ TUDO ACABADO ENTRE NÓS. – foi só aí que percebi que todos estavam vendo aquela cena , eu não tive coragem de olhar pra ninguém entrei no meu carro e fui atrás do Jake chorar no seu ombro.

Flash back off


Acordei molhada de suor naquela madrugada . Outra vez sonhei com Dean e um aperto no meu peito veio com toda a força como se tudo aquilo tivesse acontecido naquela mesma hora. Olhei para o relógio ao lado da minha cama eram 03: 40 da manhã. Levantei , fui até a cozinha preparar um chá de camomila e depois até a sala, chegando lá encontrei a aos prantos .

-Amiga o que foi?

-Saudade da minha filha. Eu quero ela comigo ela só tem três anos e aquele canalha fica gastando meu dinheiro com aquela vaca que ele chama de esposa. – ela me abraçou se acalmando um pouco.

-E você o que deu?

-Dean.

-Han? Como assim?

-Sonhei com ele de novo, esse maldito não poderia me deixar em paz? Por que ele está atrás de mim depois desses três anos, eu me mudei pra ficar longe dele e das lembranças.........ele me fez sofrer de mais , eu não consigo....se ele não me queria mais ele devia ter terminado comigo. Doeria menos.

-Calma ele não vai se atrever a te procurar de novo - minha amiga tentava me consolar, nós tínhamos apenas uma a outra . A era nossa amiga, mas a e eu éramos como irmãs.

´s pov

Flash back on

Estava atrasada como de costume, tinha planejado fazer uma surpresa ao meu marido no escritório. Arrumei minha bonequinha com um laço de fita rosa no cabelo cacheado e fui até a minha empresa , eu nunca fiz questão de tê-la , por mim tinha vendido assim que meus pais morreram e eu por fim acabei herdando. Mas Tom não permitiu, ele dizia que era a garantia de vida de nossa pequena Olívia. Ele se propôs a assumir a presidência em meu lugar, todo o lucro , ações, reuniões era de responsabilidade dele, assinei uma procuração dando a ele poderes legais para intervir na empresa. Pra falar a verdade assinei um papel em branco. Dois anos se passaram e eu fui pegar a Olívia na casa dos pais dele e decidi fazer uma visita de médico , ele tinha me dito que teria reunião às cinco naquela sexta-feira.
Estranho era a calmaria na sala de reuniões ou a ausência de Rosalia na recepção da sala da presidência . Decidi entrar na sala assim mesmo, Olívia dormia em meus braços quando ouvi vozes aos sussurros ...
‘’Eu não a quero mais...vou me separar dela o quanto antes , eu quero só você ’’- fui me aproximando cada vez mais até chegar numa porta semi-aberta e me deparar com meu marido com outra. Explodi . Gritei , esperneei , Olívia acordou no susto chorando. No outro dia pedi o divórcio . Ele não dormiu em casa por aqueles dias, também não tive coragem de ligar para ou para pedindo ajuda. Chorei na calada da noite todos os dias quando deitava em minha cama, amanhecia toda destruída , peguei minha filha e fiz nossas malas . Fui para um aparte que eu aluguei enquanto o divorcio não saia. Coloquei minha casa na mão de um corretor , fui até o banco pegar todo o meu dinheiro que para minha surpresa não estava lá a dias. Sempre tive uma condição favorável nunca precisei trabalhar , mas agora era diferente. Tom me traiu, roubou meu dinheiro, se apossou dos meus bens. Procurei um advogado para reverter aquela situação, mas nada poderia ser feito pois eu havia lhe dado minha assinatura. Naquele momento em que eu assinei aquele maldito papel em branco assinei minha desgraça. Perdi tudo, até a minha pequenina.

Flash back off

´s pov

Depois daquela madrugada horrível eu fui para a faculdade . Chegando lá encontrei a que estava saindo da biblioteca acompanhada de um homem loiro e de olhos claros , seu cabelo era muito bem arrumado apesar dele sempre bagunçar com os dedos jogando-os para trás .

-Oi !

-Oi !! Quero te apresentar o ... o... meu amigo Jasper . Nós estudamos na mesma sala e ele nos fez um convite irrecusável.

-Ah é ? e qual seria?

-Bom, eu vou ao Show Bar hoje a noite, meu irmão vai cantar hoje. Lá é muito bom para se distrair, tem karaokê , espaço pra recitar poesias, enfim todos os artistas e não artistas que querem mostrar seus trabalhos ou se só quiserem se diverti e aparecer ...é só chegar. – disse o rapaz de aparência terna.

-Hum pode contar comigo, depois da noite mal dormida de ontem e de tantos pesadelos eu preciso mesmo é me divertir. Então Jasper , pode contar comigo e com a .

-Ótimo então pego vocês as 19:00 horas ok!- nos despedimos e eu fui até o jardim do campus com a para contar meus sonhos e sobre a .

Cheguei em casa já passava das 15:00 horas e encontrei a revendo suas ultimas fotos com Olívia. Tentei distraí-la e tive êxito . Ela concordou em sairmos para o tal Show Bar.

A noite chegou e Jasper pontualmente estava tocando a campainha da minha casa.

-Boa noite lindas senhoritas ! hoje sou seu chofer particular – disse dando uma piscadela para a

Chegamos ao tal bar e me surpreendi com a fila enorme que dava voltas no quarteirão. Não acreditava que o lugar de aparência tão simples e que eu nunca ouvira falar era tão disputado.

-IH Jasper tem tanta gente acho que não vamos ver seu irmão cantar. – Disse , eu e concordamos com a cabeça enquanto ele estacionava.

-Meninas vocês me subestimam ! Aguardem... – argumentou ele

Seguimos ele até a entrada e ouvimos alguns palavrões de algumas pessoas que estavam na fila vendo o Jasper receber um abraço do segurança . Jasper fez sinal para nós nos aproximarmos e recebemos ali uma pulseira indicando VIP´S.

-Vamos minhas flores? – nos disse o Jasper apontando para a entrada. O lugar por dentro impressionava , era enorme e tinha um palco com instrumentos musicais preparados e um microfone com um banco , nas paredes haviam quadros pintados pelos freqüentadores , poesias estavam escritas em uma outra parede, haviam mesas espalhadas por todo o ambiente.

-WOW! – exclamamos juntas e ele riu

- De onde vocês são hein? Ele riu abertamente enquanto sentávamos em uma mesa no meio do salão.

-Ei não ria , somos castas e não saímos de casa ! - Rebateu

Jasper levantou as mãos como se rendesse .

-Cadê seu irmão? – perguntei

-Você quis dizer irmãos, somos em cinco no total, mas hoje só o Emm e o Eddie virão. As meninas estão em uma viagem com nossos pais por Milão.

O lugar estava cheio, gente ria e gargalhava em alto e bom som, mas ninguém reclamava. O locutor invisível anunciou o inicio das apresentações, as luzes se apagaram lentamente e a voz misteriosa indicou a programação, inicialmente os poetas, em seguida os atores , os músicos e por fim o karaokê. No meio da ultima encenação pedi licença e fui ao banheiro.
Me espremi entre as pessoas na tentativa de chegar ao banheiro, mas meu vestido ficou preso quando eu passei por uma mesa, tentei inutilmente me livrar daquele embaraço quando senti uma voz bem atrás de mim dizer...

-Posso te ajudar?





cap 2

Naquele momento um arrepio percorreu todo meu corpo, me virei, eu não acreditava que ele estava ali na minha frente com um sorriso amável e com as mãos a caminho do meu vestido para livrá-lo de um rasgão iminente.

-O que você está fazendo aqui? Como me achou? – perguntei com um nó na garganta , não sabia se era de raiva ou medo da minha reação afinal desde aquele maldito dia eu não o via.

-Amor você está tão linda com este vestido , ele é bem a sua cara- disse sorrindo de uma forma que se eu não tivesse presenciado o que ele me fez eu juraria que ele era o príncipe encantado em pessoa.

-Me responde! – já estava ficando nervosa.

-Eu e-r.... eu vim pra cá por acaso e quando eu te vi vim atrás de você, Amor precisamos conversar sinto sua falta...- começou ele a se defender.

-Me esquece pelo amor de Deus ! Eu não volto pra você nem morta!! – eu tentava desesperadamente tirar a barra do meu vestido enquanto falava sem nem olhar na cara dele. Ele na tentativa inútil de chamar minha atenção me puxou pelo braço me fazendo levantar minha cabeça para olhá-lo.

-VOCÊ VAI ME OUVIR QUER QUEIRA OU NÃO! – ele aumentou o tom da voz e isso me assustava , ele ora era calmo e amável e no minuto seguinte ele era estúpido e grosseiro beirando a agressividade. Mas ele nunca ousou antes levantar a voz para mim.

-ME LARGA SE NÃO EU GRITO! – imitei seu tom de voz ,desvencilhei-me dele e sai correndo para o banheiro já chorando. As imagens dele com a Susan vinha na minha mente, os meus pesadelos também me martirizavam, eu chorava litros. Eu segurava a barra do meu vestido que agora estava rasgado. Trombei com algumas pessoas enquanto corria olhando meus pés.

-Opa! – ouvi a voz de um homem.

-Me larga seu cretino, o que você quer de mim me humilhar ainda mais?? SAIA DA MINHA VIDA DE UMA VEZ POR TODAS!! – vociferei.

-Como é? Respondeu ele.

Me virei para olhá-lo. Meus Deus não era ele!

-Mil perdões - disse já soluçando e entrando no banheiro feminino

-Mas o que hou...

-Não foge de mim nós vamos conversar e não passa de hoje! Disse entrando no banheiro também.

-Sai do meu caminho, eu quero que você se exploda!!!!

Olhei para as mãos dele e vi que um pedaço de pano estava ali. Era a parte que faltava da minha roupa. O tal homem em quem eu esbarrei entrou logo atrás e veio se posicionar ao meu lado e pareceu ter percebido que alguma coisa não estava bem.

-Senhor educadamente te peço pra fazer o que ela pede.

-Quem é você e quem te chamou na conversa? Aliás em conversa de marido e mulher ninguém mete a colher!!

-EU NÃO SOU SUA MULHER!!! - Gritei

-Você a ouviu, saia e deixe ela em paz! – ele parecia estar começando a se irritar .

-META-SE COM SUA VIDA SEU MAURICINHO DESGRAÇADO! –disse olhando furiosamente para o tal homem depois olhando para mim o ignorando -AMOR EU CORRI POR ESTES TRÊS ANOS E MEIO ATRÁS DE VOCÊ PORQUE SE MUDOU PRA TÃO LONGE??

-O que você quer de mim? Vá embora eu não agüento sofrer mais – desabei em choros e soluços.

O homem loiro virou para mim tentando levantar meu rosto falando coisas que eu não entendia , eu só vi quando o Dean me puxou pelo braço e eu tentei me esquivar em vão.

-HEY SOLTA ELA! – disse meu defensor.

-QUAL É VOCE TÁ QUERENDO BRIGA OU O QUÊ?

-Não sou de briga, eu sou homem suficiente para resolver qualquer impasse no diálogo mas se você quiser posso abrir exceção.

Na ameaça embutida naquele tom de voz baixo e suave Dean nem respirou. Deu um soco no rosto do outro homem que se levantou massageando o rosto.

-Saia daqui senhorita, eu não quero acabar matando esse troglodita na frente de uma dama. – me ordenou

-QUAL É VAI FICAR NESSA? CADÊ ? ISSO NÃO É HORA DAQUELE DISCURSO DE NÃO QUERER BRIGA. SEJA HOMEM E REAJA, VOU TE ENSINAR A NÃO SE METER ENTRE MIM E MINHA MULHER!

-Eu não vou ficar calado assistindo a um idiota como você perseguir uma mulher que já expressou a vontade dela, portanto faça o que ela pede, suma da vida dela não vê que ela não quer nem falar com você ? está em prantos, não se envergonha de constrangê-la assim?

-QUEM É VOCÊ PRA ME DAR LIÇÕES DE MORAL?

disse tentando me arrastar para fora dali

-CHEGA YANKEE VOCÊ PEDIU!!

Quando vi estavam os dois se esbofeteando pelo chão do banheiro. Dean sempre foi bom lutador, mas o tal que me defendia não ficava atrás em força física e técnicas de luta, parecia dominar a arte também.

-PÁRA PELO QUE É MAIS SAGRADO! DEAN PÁRA AGORA!!

Mas foi como se eu não tivesse dito nada , Dean ainda golpeava o loiro, este por sua vez ao ouvir minhas súplicas parou de lutar, veio em minha direção chutando as coisas que eles tinham derrubado enquanto se matavam . Nessa hora duas garotas entraram no banheiro e viram aquela cena deplorável, eu aos prantos, o loiro todo amassado e com sangue escorrendo pelo supercílio e Dean que também sangrava pelo canto da boca. Elas saíram correndo e quando voltaram trouxeram seguranças, o loiro tentava me acalmar e Dean aproveitou o deslize e o golpeou mais uma vez , os seguranças o imobilizaram , um terceiro segurança chegou perguntando o que houve guiando o loiro para fora dali.

-Garota você está bem?

Perguntou a baixinha

-Sim, mas eu preciso ir ajudar...

-Calma você está nervosa o que houve aqui?

-Meu ex...ai meu Deus, será que o outro está bem?

Sai antes que elas me impedissem

Todos pelo meu percurso me olhavam , eu na tentativa de alcançar o ultimo segurança sai tão rápido quanto possível naquele lugar agitado. Entramos numa sala onde um homem alto e extremamente forte estava sentado atrás de uma mesa com monitores que julguei ser da vigilância. Ele levantou e veio até mim.

-Você esta bem? Está machucada?
Disse que não com a cabeça. Como poderia estar depois daquilo?

- Pode me dizer o que houve lá dentro?

Indiquei que sim, eu não conseguia proferir uma palavra, estava muito nervosa pela cena de violência que havia acabado de presenciar.

Expliquei todo o acontecido. Quando o segurança que continha o Dean fez menção de um movimento bruto eu intervim , ele podia ser um canalha mais eu não seria capaz de permitir que o machucassem. O homem que tinha uma certa imponência deu uma bronca daquelas no Dean que só revirava os olhos e o proibiu de freqüentar o bar. Dean finalmente se libertou limpando o sangue do rosto, ele caminhou na minha direção, eu estava a passos da porta enquanto meu ‘’herói ‘’estava a 1 metro de mim sentado no sofá .

- esta história não acaba aqui. Só quero que você me escute, se vai me perdoar ou não já é outra coisa. Por favor não some de novo se não enlouqueço.

Enquanto ele falava eu olhava para o vazio tentando não chorar na frente dele.

-E quanto a você loirinho, é bom saber se defender ,nunca se sabe....

E saiu da sala sendo acompanhado por dois seguranças até a saída do estabelecimento.
Eu finalmente olhei para o homem sentado no sofá, ele me olhou com aqueles olhos verdes super intensos e sorriu torto, eu estava tremendo mais ainda sim andei até ele e sentei ao seu lado dando uma certa distância entre nós.

-Como você está? Não devia ter brigado com ele, olha seu estado todo arrebentado !- respirei fundo tentando me acalmar - O que eu quero dizer é ... - suspirei mais uma vez- ... desculpa.

Peguei um copo com água que alguém trouxe pra mim

-Não devia se desculpar senhorita, ele é um estúpido e eu como homem de bem não podia deixar que ele continuasse te importunando.

-Mais uma vez , desculpa e muito obrigado.

Me levantei devolvendo o copo que agora estava vazio. Agradeci aos seguranças e sai correndo porta a fora . Pude ouvir a platéia aplaudir a uma banda que se apresentava. Vi que minha mesa estava vazia, apenas nossas bolsas estavam ali, imaginei que o irmão do Jasper estivesse tocando. Mas eu não tinha ânimo pra ficar. Peguei minha bolsa e fui para frente do bar esperar um táxi . Não demorou muito e eu já estava em casa.
Tranquei todas as portas , larguei meus sapatos no canto da sala, tirei meu vestido e sentei no vaso com o rosto enterrado nas mãos . Meus pesadelos estavam se tornando realidade, Dean havia me encontrado e o buraco em meu peito estava aberto de novo .


Edward´s pov

Meu irmão estava animado para a programação de hoje a noite. Ele tinha motivos, . Eu ia como sempre fazer uma boa apresentação ,era minha fuga da realidade. Depois que minha esposa e eu nos divorciamos me senti culpado , o ciúme de Vitória a enlouqueceu. Já estava quase na minha hora quando fui pegar meu violão que havia deixado numa salinha perto do banheiro feminino. Estava concentrado até aquele furacão passar.

-Opa! – eu disse e a peguei pelo braço ela parecia que estava ... nervosa ?

Eu nem pude pedir desculpa pelo esbarrão naquele corredor ela já tinha palavras que foram vomitadas em mim e nem ao menos se deu ao trabalho de olhar.

- Como é?

Foi tudo o que pude dizer. Mas pouco me importava o que ela tinha dito, quando a olhei fiquei perplexo com sua beleza.

-Mil perdões!

Quando fui questionar o que se passava com ela ,fui interrompido por um homem que falava alto . Pude ver que ele tinha um pedaço de tecido na mão que coincidia com o vestido do furacão que havia entrado no banheiro, ouvi a discussão e de imediato entrei no banheiro também.


-Senhor educadamente te peço pra fazer o que ela pede .

Me senti na obrigação de defender aquela mulher. Ela trazia nos olhos muitas informações ocultas .

-Quem é você e quem te chamou na conversa? Aliás em conversa de marido e mulher ninguém mete a colher!!

Como é ? aquela garota era casada ? mas ela é tão jovem ,não podia acreditar.


-EU NÃO SOU SUA MULHER!!!

Ela esbravejou

-Você a ouviu, saia e deixe ela em paz!

Disse com a voz ainda baixa e coerente eu não suporto ver um homem ameaçando uma mulher , isso me deixa irado.

Ele me fuzilou com os olhos mas isso não me intimida.

-META-SE COM SUA VIDA SEU MAURICINHO DESGRAÇADO!

Depois olhou para ela

-AMOR EU CORRI POR ESTES TRÊS ANOS ATRÁS DE VOCÊ PORQUE SE MUDOU PRA TÃO LONGE??

-O que você quer de mim? Vá embora eu não agüento sofrer mais

Ah não ela estava chorando por causa dele . Meus instintos me diziam para protege – la. Era algo inexplicável, cada centímetro de mim desejava defender , abraçar, a muito eu não sentia um impulso como aquele.

Me virei para seu lado e tentei fazê-la levantar o rosto, disse palavras de força para ela reagir e não mais baixar a cabeça para ele ou para qualquer um e foi nesse instante que ele a puxou pelo braço.

Perdi a cabeça

- HEY SOLTA ELA!

O sangue já fervilhava por cada parte do meu corpo.

-QUAL É VOCE TÁ QUERENDO BRIGA OU QUÊ?

Ele não me conhece - observei .

-Não sou de briga, eu sou homem suficiente para resolver qualquer impasse no diálogo mas se você quiser posso abrir exceção.

Ele me socou no rosto e eu só pude desejar que ela saísse dali para não ver o que estava por vim, eu ia dar a ele um lição de bons modos. Mesmo que dá pior forma.

-QUAL É VAI FICAR NESSA? CADÊ ? ISSO NÃO É HORA DAQUELE DISCURSO DE NÃO QUERER BRIGA. SEJA HOMEM E REAJA, VOU TE ENSINAR A NÃO SE METER ENTRE MIM E MINHA MULHER!

Idiota sem escrúpulos - pensei .

-Eu não vou ficar calado assistindo a um idiota como você persegui uma mulher que já expressou a vontade dela, portanto faça o que ela pede, suma da vida dela não vê que ela não quer nem falar com você , está em prantos, não se envergonha de constrangê-la assim? – eu disse.

-QUEM É VOCÊ PRA ME DAR LIÇÕES DE MORAL?

Ele disse tentando arrastar a mulher para fora dali a força. Não agüentei.

-CHEGA VOCÊ PEDIU!!

O sangue subiu à cabeça e eu perdi o controle, saímos no braço . Pude notar apesar de tudo que ele era um excelente lutador, eu não ficava atrás . Ele me deu muitos golpes e pude sentir o sangue escorrer pelo meu rosto, mas ele não se esquecerá tão fácil de mim, também deixei minha marca .

Ouvi os apelos da mulher para que parássemos e eu sabia que tinha passado dos limites. Parei de imediato e fui até onde ela estava, e fiz a 1° coisa que se aprende a não fazer em um combate , dar as costas ao inimigo. Ele me golpeou e foi ai que seguranças chegaram para nos conter.

Fomos a sala de segurança , ela explicou o acontecido. Eu nem prestava atenção em mais nada além da fisionomia dele, eu nunca tinha chegado a bater em alguém por causa de mulher, nem mesmo pelas minhas irmãs eu comprava briga em bar e cá estou, brigando no banheiro feminino por uma mulher que nunca vi na vida.

Eu estava sentado no sofá e a linda mulher estava perto da porta . O ‘’tal’’ estava de frente pra mim com uma certa distância sendo contido, mas depois das explicações ele foi fichado e proibido de voltar ali. Ele caminhou até perto da porta e disparou as palavras que estavam sendo repetidas por ele desde antes.

- esta história não acaba aqui. Só quero que você me escute, se vai me perdoar ou não já é outra coisa. Por favor não some de novo se não enlouqueço.

É fácil entender o desespero dele em tê-la de volta, mas ela não olhou para ele.

-E quanto a você loirinho, é bom saber se defender ,nunca se sabe....

Ele saiu escoltado e ela olhava com um olhar disperso até preocupado talvez, eu só pude encará-la fixamente e sorri meio de lado para que ela visse que estava tudo bem ,ela estava tremendo quando sentou ao meu lado dando uma certa distância entre nós.

-Como você está? Não devia ter brigado com ele, olha seu estado todo arrebentado . O que eu quero dizer é...... desculpa.

Falou já mais calma aparentemente.

-Não devia se desculpar não senhorita, ele é um estúpido e eu como homem de bem não podia deixar que ele continuasse te importunando.

Ela se desculpou mais uma vez e saiu sem nem me dá a vez de me apresentar formalmente.
Fui liberado sem maiores problemas , fui até onde estavam meus irmãos.

-Eddie o que foi isso?

Perguntou Emmett com uma cara de espanto.

-Briga de bar, nunca ouviu falar não? respondi .

-Conta logo o que houve , estávamos aflitos te procurando. Eu já ia te ligar, porque não chamou a gente?

Disparou Jasper sem dar importância a expressão feita pela sua namorada e pela amiga dela.

-Calma, eu estou bem. Eu ia pegar meu violão quando um furacão de saia esbarrou em mim...

-AHHH tinha que ter mulher no meio !!

Comentou Emm não como irmão mais velho e sim como Sr° Cullen , advogado da vara da família. Meu histórico é bem vasto quando se trata de me meter nesse tipo de situação. Mas reconheço que dessa vez foi diferente por que eu apanhei mais também bati. Ah bati! Aquele idiota nunca mais vai ser esquecer de mim, eu prometo!

-Posso continuar? Obrigado! Como eu ia dizendo , nós nos esbarramos e por impulso peguei no braço dela que falou um monte de coisa até que viu que eu não era quem ela pensava que eu fosse. Entrou no banheiro e um idiota veio atrás dela falando alto. Até aí tudo bem mais quando eu vi que o vestido dela estava rasgado e o pedaço que faltava estava na mão daquele homem. Surtei . Ela chorava e eles discutiram. Ponto final.

-O QUÊ ? COMO ASSIM PONTO FINAL? NÃO SE GANHA HEMATOMAS E SANGUE NO ROSTO DO NADA, VOCÊ SE METEU NA BRIGA DO CASAL E SAIU NO TAPA NÃO FOI?? – Jasper sempre foi o mais pacato de nós quando se tratava de discussões. E se ele perdeu a cabeça com minha atitude imagina os sermões que ouviria do resto da família.

-Foi. Vamos mudar de conversa? – olhei meus irmãos ordenando com o olhar que deixasse o assunto morrer e me dirigir as garotas na mesa- Peço perdão pelo meu comportamento senhoritas. Oi tudo bem – estendi minha mão – e você eu não conheço como se chama ?

A outra mulher parecia mais madura e até sofrida ,mas com certeza era uma pessoa especial. A cumprimentei.

-Oi sou a !

O Emm como sempre fez gracinha e todos riram. Ele sabia como animar o ambiente, mas sabia que ouviria muito dele.

Fomos para casa e as garotas estavam tentando falar com alguém pelo celular.

-Ela já deve estar em casa no 15° sono sonhando com os anjinhos .- falou tentando acalmar minha cunhada .

Telefone bipa.

-Ai graças a Deus! Ela mandou uma mensagem :

‘’fui para casa , comi algo que não me fez bem....divirtam-se e se desculpem com o Jasper por mim, realmente comi muita fritura e estou com uma baita azia. Amo vocês’’

-Pena que vocês não conheceram a outra garota que veio, pelo que a conta......ela é tão criança quanto o Emmett, talentosa como o Eddie e tão pacata quanto eu, ela parece ser um misto de nós três. – comentou casualmente Jazz

Eu estava pouco me lixando para quem era a ‘’tal ‘’ . Jasper tirou minha paciência a semana toda por causa dessa mulher. E depois do tornado que atravessou meu caminho menos ainda eu queria conhecê-la.

N/A : ♬#♪LIKE SKYCRAPER...♬#♪
Meninas passado o momento cantoria, venho apresentar ou reapresentar a minha fic ONE MORE TIME. Ela será postada do comecinho, muita gente já está aguardando a reta final dela, porém ou vocês esperam pra ler aqui ou podem acessar o meu blog onde ela está mais adiantada. Lendo aqui ou lá COMENTEM!!!!!!!!!!!
http://meninasveneno-gui.blogspot.com/

cap 3

´s pov

Meu dia havia sido maravilhoso, pena que a não ficou ate o final - pensei enquanto voltávamos para casa depois daquela noitada no pub.
Quando finalmente chegamos em casa já passavam das 3 da manhã, a já devia estar no mais profundo sono. Eu faria o mesmo depois de um banho .

- Tchau Jazz , tchau Emmett e tchau Edward. Foi ótima a noite de hoje! Boa noite.
- - Boa noite meninas – disseram juntos. Emmett e Edward estavam cada um em uma moto . Jasper seguiu em seu Audis 5.

- E então ? Perguntou com curiosidade

-Então o quê? - Questionou entrando no apartamento e largando as coisas no sofá .

-O Jazz, o que você achou dele e dos irmãos?

-Ah isso.........bem , eu adorei o Jasper ele é bem legal , entende de música , é de boa família e o Emmett então, nossa como ele é divertido! – vendo a carinha boba de apaixonada dela a acalmei – Amiga, Jasper é perfeito pra você ! – ela estava corada e em seguida a abracei protetoramente e diante daquele momento fraternal eu fiz cócegas nela que gargalhou alto e de imediato tapou a boca com as mãos para não acordar .

Tomei um banho enquanto a preparava um lanche para nós. Comemos silenciosamente, eu fui dormir e a ficou vendo tv. Apaguei.

´s pov

Preparei um lanche para nós duas enquanto tomava banho, comemos num silêncio total. seguiu o exemplo da e foi dormir. Eu não conseguia tirar da minha cabeça a noite maravilhosa que passei ao lado do Jazz e de como fui bem aceita pelos seus irmãos. Fui ver tv e ele me ligou. Ficamos conversando até o dia clarear.

Fui dormir mas acordei com alguém revirando as coisas pela casa. Resolvi ficar na cama dando cochilos até ouvir a dando gritos e pulos pelo quarto.

´s pov

Na manhã seguinte o meu telefone toca.

-Alô ?

Falei com a voz embargada .

- Bom dia senhorita Stuart , espero não tê-la acordado. – disse a voz masculina

-Não...-bocejei- tudo bem. O que deseja?

Filho da mãe , não podia ligar de tarde? São 8 da manhã de um sábado! Pensei

-Gostaria de marcar um encontro com você para discutirmos seu caso. Dentro de alguns meses será o julgamento e ainda precisamos acertar alguns detalhes.

Acordei num pulo.

-Claro , claro! Quando e onde o senhor quiser doutor Herrera !!

Falei com o estômago dando voltas.

-Segunda venha tomar um chá da tarde comigo. Pode ser na minha casa mesmo. Anote meu endereço.

Rapidamente peguei papel e caneta que achei revirando minhas coisas. Anotei o endereço . Fiquei imaginando as possibilidades do final daquele meu drama. Eu só sabia que queria minha filha de volta, não me importava o dinheiro.

...

´s pov

Fui retirada das minhas lembranças quando o telefone da casa toca. Atendi na extensão do meu quarto.

-Alô? É da residência da senhorita Davis?

- Sim , é ela quem fala.

-Olá minha querida! Sou eu , o professor Callaghan .

-Oh sim professor, quanto tempo?!

Que surpresa agradável receber a ligação do senhor professor , o mais prestigiado e competente que eu já vira.

-Tenho um segredinho para lhe contar.

-Como assim segredinho? Diga estou ouvindo.

- Bom acabo de ficar sabendo pelo setor acadêmico de um projeto que as maiores universidades estão tentando realizar, e eu pensei em você filha.

-Que bom, mas ainda não entendo.

-É o seguinte ... – suspirou como se tentasse acha as palavras para explicar – é um projeto beneficente envolvendo vários setores . O que quero dizer é que indiquei seu nome . Você é brilhante , foi minha mais incrível aluna . Haverá um coquetel em um mês onde você irá expor aos avaliadores toda sua bagagem acadêmica e seu currículo assim como já indicar um projeto social de sua autoria que beneficie os menos afortunados e se tudo der certo você irá trabalhar por um ano como professora Junior de história da arte na universidade que quiser e claro , desenvolver seu projeto social. Tudo pago pelas universidades. O que acha?

Fiquei muda por uns instantes para tentar digerir aquela história toda.

-Han......senhorita Davis?

-Uau! Nunca pensei que estivesse tão bem quista pelo senhor professor Callaghan....e é claro que eu aceito, será uma grande experiência profissional. Eu não tenho palavras para agradecer tamanha confiança! Quando posso vê-lo para maiores informações?

-Bem....deixe me ver aqui um horário....que tal na segunda? o que me diz?

-Que te vejo na segunda-feira então!

-Ok e até!

Desliguei e quando dei por mim estava quicando na cama e dando gritinhos nem parecia que horas antes eu estava aos prantos por ver o objeto da minha dor diante dos meus olhos . As meninas vieram ver o que diabos eu estava fazendo .

...

-Por que foi embora sem se despedir? – questionou .

não devia pelo menos ter avisado pessoalmente? – juntou –se a no interrogatório.

-Desculpa eu não estava bem e acabaria estragando a noite de vocês .

Meu olhar entristeceu com a lembrança do Dean , ainda não sabia como ele tinha me achado não acreditei muito na conversa de que estava ali por coincidência. Mas agora que eu o vi, que senti sua mão me tocando de novo, aqueles olhos meigos e gentis que ele sempre teve, aquela boca carnuda e rósea , quase tive uma síncope – era fato que ele ainda mexia com minhas emoções, com meus sentimentos. Mas me forcei a lembrar que havia jurado não amar de novo e me lembrei da sua traição e a dor que me causou – suspirei e em silêncio permaneci por algum tempo..

-O que você tem hein ? até agorinha estava pulando feito louca e agora fica com essa carinha...teve outro sonho com o imbecil? – falou

-Nãoooooo......por..por que mencionou o Dean? – foi inútil tentar disfarçar.

-Fácil, te conhecemos bem de mais , cara triste sinônimo de Dean. Por que você não enterra de uma vez esse cara da sua vida? – falou em um tom rígido.

-POR QUE VOCÊ NÃO FAZ O MESMO E ESQUECE TEU EX-MARIDO E PÁRA DE OLHAR PRA MINHA VIDA? -Explodi toda minha raiva em cima da minha amiga, não era dela que eu nutria aquele sentimento, mas meu sangue ferveu.

Peguei pesado , soube quando a vi chorar levantando-se e indo se aninhar no sofá.

- desculpa eu..eu e..u não quis...- disse correndo atrás dela me ajoelhando na sua frente. – me perdoa eu não quis te machucar.

veio logo atrás sentando ao lado da no sofá e indicando o lugar ao seu lado. Sentei.

-Escutem as duas. Nós somos uma unidade, vivemos juntas, somos amigas. Nós nos amamos. Caramba foi a que nos deu casa e comida quando chegamos aqui na Inglaterra e quem mais te ajudou quando o imbecil fez tudo aquilo foi a . Será que eu preciso dizer mais alguma coisa?

Ficamos em um profundo silêncio, nos olhamos e começamos a rir , acho que de nervoso ou pela atitude idiota de antes.- Vamos superar tudo juntas. ok?


Cap 4

Na manhã da segunda fui para minha aula, estava no fim do meu mestrado . A tarde fui trabalhar e finalmente estava na minha reunião com o professor Callaghan.

-Então professor qual a grandeza desse meu projeto? – perguntei sentando no lugar indicado por ele.

-Minha filha não se preocupe eu sei que se sairá bem. Quero que me escute bem. Você terá que preparar um currículo completo com sua bagagem acadêmica , estágios, e um projeto social. Eles irão avaliar seu projeto . Dentro de mais um mês será divulgado os alunos da Oxford que foram aceitos no programa. Depois só é esperar a carta de admissão com todas as informações e datas.

-Claro, e quanto aos custos?

-Nenhum. Tudo será bancado pelo fundo criado pelas universidades participantes como Oxford, Harvard , Pricenton e Darmstrang . Sabe uma mão lava a outra. Os alunos selecionados lecionarão como juniors com salário bem abaixo porém poderão ser contratados permanentemente, e o projeto social, bem...cá entre nós – disse se abaixando na minha direção como se contasse um segredo - é puro marketing. Pelo menos ações sociais serão feitos para os menos favorecidos.

-Bom então devo me apressar em por no papel meu projeto e preparar meu discurso se eu quiser impressionar os avaliadores. – disse tomando um gole do chá que me foi servido.

-Minha querida, a pressa é inimiga da perfeição. Faça com calma e o resto é com você .

Terminei meu chá e fui pegar meu carro no estacionamento para ir para casa .

...


Me tranquei no meu quarto e resolvi mergulhar no meu projeto. Do mesmo jeito que Dean arruinou meus sonhos , o que me impulsionou a vir para Oxford realizar meu sonho, usaria o mesmo artifício . Me dedicar a minha vida profissional ajudava a esquecer a dor e o buraco negro que ele abrira.

´s pov

Cheguei do trabalho em cima da hora de ir ao encontro com meu advogado. Corri o máximo que pude .

...


-Boa tarde senhor Herrera perdoe meu pequeno atraso.

-Não se preocupe senhorita Stuart , você não é inglesa então pontualidade não é seu forte – disse rindo . Sentei numa luxuosa cadeira em seu escritório residencial enquanto ele iniciava nossa reunião – bom minha jovem temos um pequeno problema...

-O que houve?

Eu já estava aflita e depois daquele inicio de conversa ...hum, nada bom.

-O seu ex- marido contratou mais um advogado e ele apesar de jovem é muito experiente e famoso. Teremos que ter um cuidado redobrado e sugiro que a senhorita contrate mais um advogado , eu já estou velho e é covardia neste caso eu estar sozinho. O seu caso é muito grandioso .

-Mas como eu vou contratar mais um ? O que ganho não dá para mais um advogado!

-Filha eu farei o possível para conseguir no mínimo um jovem e que não ligue para altos salários. Este é meu último caso e depois vou curtir umas férias merecidas. Mas só vou sossegar quando a senhorita tiver sua filha de volta ou seus bens.

-O senhor sabe quem é o advogado novo?

-Ele veio de Seattle , tem lá seus 27 anos e é um dos donos da Cullen & Thompson Advogados.

Conversamos sobre os prós e contras do julgamento.

...


..‘’apesar de jovem é muito experiente’’...’’ cuidado redobrado ... é um dos donos da Cullen & Thompson Advogados’’ foi o que não saiu da minha mente .

Sai dali indo pra casa. Encontrei as meninas assistindo a filmes tipo ‘’romance água com açúcar’’ me juntei a elas. Compartilhamos nosso dia e minha preocupação com esse tal advogado. Se ele é tão bom assim minhas chances de conseguir a guarda da minha pequena eram bem menores.


Cap 5

´s pov

Na manhã daquele sábado , após aquela semana agitada de reuniões e trabalho a Liz saiu com o Jasper , era lindo ver um amor tão inocente , doce e forte como o deles dois, eu os invejava. A foi comprar suas flores preferidas no outro lado do mundo, ok exagero meu , mais era uma longa viagem e quando ela ia para floricultura não tinha hora pra voltar . Resolvi sair também.

Caminhava até meu carro quando esbarrei naquela muralha de músculos – Au ! – disse sem prestar muita atenção no homem à minha frente – desculpa...- finalmente olhei para o rosto do Emmett – Hey é você !

-Olá que bom ‘’esbarrar’’ em você ! o que vai fazer ? está ocupada demais para um pequeno passeio com segundas intenções? – disse - me lançando um sorriso incrivelmente lindo que fez meu coração dançar dentro do peito.

-Como é que é? – sério que ele me propôs segundas intenções? pensei

-Hei calma – disse rindo feito uma criança brincalhona – eu preciso de ajuda pra comprar uns presentes femininos . – ahh só podia ter mulher na jogada, deduzi mentalmente.

- Ok! Fui abandonada mesmo. – fiz uma carinha de menor abandonada.

Saímos no meu carro e fomos ao shopping , durante o trajeto o telefone dele toca, não entendi muito da conversa.

-Fala !....ih vai chover é? - disse olhando para o céu através do pára- brisa -.......mas é nossa....nem vem que não tem hoje é um dia especial – depois disso tinha certeza que era mulher, pensei – tem certeza? ...– ok também te amo.’’


Finalmente chegamos . Ele era pior que criança quando via alguma coisa na vitrine só faltava quicar puxando a barra da minha saia . Ele comprou um monte de coisa sem sentido, pelo menos pra mim. Violão, um Zé colméia de pelúcia, tartarugas de aquário, uma fantasia do power ranger vermelho - segundo ele para o dia das bruxas . Quando vi já passava da hora do almoço.

-Emmett eu to morta de fome, vamos almoçar e depois compramos o que falta ,ok ? – ele concordou olhando para o relógio e depois depositou a mão na altura do estômago que também reclamava.

Comemos e rimos a vontade, ele era muito divertido o que me fez pensar o quê que um cara tão engraçado fazia dentro de um escritório, a julgar pelas vestes sociais que ele usava.

Terminamos e ele me arrastou para a loja de uma grife luxuosa . Ele me fez de modelo, me fazendo provar todas as roupas que eu gostava. Ele sempre pedia para o funcionário trazer todas as cores disponíveis e comprava quatro peças de cada. Eu me sentia estranha, aquele com certeza era o meu antigo padrão de vida porém depois que eu fali , por assim dizer , deixei totalmente aquela vida burguesa de lado, não que me fizesse falta aquele luxo. O dinheiro e todo o conforto eram bons , admito, mas nunca liguei. Dinheiro não trás felicidade.

Eu via meus olhos cintilarem diante da imagem da mulher que se refletia no espelho ,eu estava linda e elegante como eu fora em outra época . Mas essas lembranças não eram nada diante do fato de que eu estava perante o Emmett. Ele me olhava de uma forma que eu não reconhecia. Como se me avaliasse ou como se realmente estivesse me admirando. Mas que pensamento tolo o meu! Onde um homem inteligente, sagaz, dinâmico ,culto e de ótima família iria se encantar com uma sem futuro como eu? Eu não teria chances. Mas que diabos eu estou pensando? Ele é só meu amigo e nada mais.

...

Ele se ausentou um instante enquanto pagava e eu vi que de frente a loja tinha uma para crianças, o que me fez lembrar da minha Olívia. Por impulso entrei na loja e peguei um ursinho e fiquei ali toda nostálgica .

...

-Hei que susto mulher! Você saiu e nem me avisou. – senti ele se aproximar tocando meu ombro. – ?

-Oi . – falei meio distante.

- Você está bem? Que carinha tristonha é essa?

-Nada não. – larguei o urso e andei para o interior da loja com o Emmett na minha cola.

Ali estava uma boneca linda que eu peguei no colo como se fosse um bebê de verdade e o Emmett gargalhou me tirando do transe.

-Vamos brincar de casinha é?eu sou o pai, você a mãe e essa boneca será nossa cobaia...ops quis dizer filha. – Na mesma hora uma vendedora chegou sorrindo.

-Boa tarde! O que o casal procura? é o primeiro filho? temos roupinhas lindas, berços, armários e tudo para crianças até 10 anos.

-O quê? Não nós não... - nós começamos a explicar que não éramos um casal ao mesmo tempo o que fez a coitada não entender nada.

- Tudo bem se precisarem de qualquer coisa ou quando chegarem a uma conclusão, estarei esperando para ajudar. – deu aquele sorriso insuportavelmente falso de vendedor que quer conquistar o cliente pela simpatia e se foi.

Havia um casal comprando coisas para o filho que esperavam. Emmett também ficou centrado de repente.

-Queria ter um ou uns...sabe, sei lá. Meu sonho é ser pai, ter uma menininha linda para ser minha princesinha ou um moleque para jogar futebol comigo. – disse isso tão sério, coisa que nunca tinha visto nele . – E você?

-Bom.....dei um longo suspiro tomando coragem para dizer – eu já sou mãe. Não quero outro, nem tenho cabeça para isso.

-O quê ? você é mãe? Como que nunca vi e vocês nunca disseram nada? – realmente o peguei de guarda baixa.

-Vamos dizer que é complicado.

-Entendo. Mas você é casada, foi casada ou é viúva?

-Divorciada. E vamos embora , quero falar com a pra saber o que ela vai querer pro jantar.

...

Voltamos pra casa em silêncio. Ele conduzia agora, e o fiz prometer não comentar com ninguém sobre minha filha e que se eu quisesse eu tocaria no assunto . Nos despedimos e uma neblina começou a cair sobre nós , quando eu ia me virar pra entrar no hall do prédio ele gritou meu nome eu me virei e ele veio correndo com uma sacola na mão.

-Já ia esquecendo – e me alcançou a sacola – é o mínimo que podia fazer por te alugar hoje. Muito obrigado, minhas irmãs e minha mãe agradecem pelo bom gosto dos presentes. Espero que goste....-ele fez uma cara de quem pensava em algo divertido e me deu um beijo no topo da testa. O que me fez ficar sem reação.

Emmett´s pov

Mais cedo liguei pro Edward confirmando a presença dele na minha casa aqui , uma comemoração dupla, inauguração da minha casa nova e o aniversário de casamento dos nossos pais. Estava aflito. Sou péssimo para comprar presentes, principalmente para as mulheres da minha vida, elas já tinham praticamente tudo. Comecei a cogitar a idéia de pedir ajuda a e a , quando por sorte esbarrei na .
Foi hilário a expressão dela quando propus segundas intenções .

- Ok! Fui abandonada mesmo – disse - me fazendo uma cara de ‘’fazer o quê ? não tem nada melhor pra fazer mesmo’’

No trajeto o meu celular toca e era meu irmão Edward.

‘’Emm.... estou todo enrolado não sei se posso chegar em tempo além do mais está ameaçando cair uma tempestade daquelas.... eu sei que é aniversário deles e que é nossa mãe .......mas estou todo atolado de trabalho aqui não posso ir , te amo irmão .’’

Compramos um monte de coisas , conversamos bobeiras e nos divertimos. Como eu precisava me distrair! – pensei.

-Como ficou Emm? – ela disse saindo do provador a minha frente. Eu não acreditava no que via! Que mulher era aquela?, entrou uma tímida e recatada e saiu um mulherão. O vestidinho curto colado ao corpo acentuou suas curvas. Que a era bonita, inteligente e divertida eu já havia notado, mas nunca tinha reparado nela como uma mulher de fato.

– Emm? Eu estou falando! – havia me perdido nos pensamentos , nunca tinha imaginado a mulher dentro daquelas roupas tão compostas até para uma inglesa clássica, mas ela me chamou a realidade.

...

Quando dei por mim ela não estava mais no interior da loja. Corri para tentar achá-la e não a vi .

-Sr, sua senhora está na loja logo à frente. – disse-me o segurança da boutique em que estávamos minutos antes. Me deparei com a Hannah meio em transe, fiquei preocupado.
Mas consegui tirar um sorriso tímido daqueles lábios. Ela andou dentro da loja e pegou no colo uma boneca.

Confesso que a expressão vazia no rosto dela me fez pensar no que ela estaria pensando que a deixou daquele jeito. Logo a , a que mais brincava comigo, eu não permitiria que uma amiga ficasse triste assim.

-Vamos brincar de casinha é?eu sou o pai, você a mãe e essa boneca será nossa cobaia...ops quis dizer filha.- disse na tentativa de animá-la.

-Boa tarde! O que o casal procura? é o primeiro filho? temos roupinhas lindas, berços, armários e tudo para crianças até 10 anos.

-O quê? Não nós não... – foi estranho nossa tentativa inútil de explicar que não éramos casados, mas não vou negar a vontade de rir da situação . Imagina só, eu e ela juntos! Isso nunca passou pela minha cabeça. Somos apenas amigos.


Havia um casal comprando coisas para o filho que esperavam. Eles estavam tão felizes! Eu os invejava, eles tinham algo que não tinha mas que desejava. Afinal já estou na idade de formar uma família. E foi vendo aquele homem beijar o ventre de sua esposa me fez relembrar meu grande sonho de ser pai. De ser um grande pai, assim como Carlisle foi para mim e para meus irmãos.

-Queria ter um ou uns...sabe, sei lá. Meu sonho é ser pai, ter uma menininha linda para ser minha princesinha ou um moleque para jogar futebol comigo. E você? – perguntei meio casual.

-Bom.....ela deu um longo suspiro com o olhar perdido de novo – eu já sou mãe. Não quero outro, nem tenho cabeça para isso.

Aquilo não era a resposta que eu esperava. Acho que foi meio óbvio pela minha reação.

-O quê ? você é mãe? Como que nunca vi e vocês nunca disseram nada? – disparei misnha metralhadora de perguntas.

-Vamos dizer que é complicado.

Complicado? O que ela quis dizer com isso? Melhor não perguntar.

-Entendo. Mas você é casada, foi casada ou é viúva?

-Divorciada. E vamos embora , quero falar com a pra saber o que ela vai querer pro jantar.

[...]


A volta para casa foi estranha. Ficamos em silêncio. Quando chegamos em frente ao prédio onde elas moravam, ela quebrou o silêncio.

-Emmett? Me prometa que não vai comentar com Jazz ou com qualquer outra pessoa sobre a minha filha. Posso confiar em você ?

Aquele pedido tinha um tom amargo e eu me senti culpado por brincar com ela sobre a boneca. Mas prometi que não falaria nada, afinal ela me garantiu que se quisesse falar ela falaria. Eu estacionei o carro na garagem e voltei para o portão onde ela me esperava. Me despedi e logo ela rumou ao hall. Uma neblina caia e fazia frio. Eddie tinha razão quanto a metereologia. Num estalar de dedos lembrei dos embrulhos e do presente da .

-? – gritei seu nome, ela parou e eu fui ao seu encontro com a sacola na mão. - Já ia esquecendo ! é o mínimo que podia fazer por te alugar hoje. Muito obrigado, minhas irmãs e minha mãe agradecem pelo bom gosto dos presentes. Espero que goste....-‘’ah é você gosta , foi você quem escolheu’’ – pensei.

Naquele instante em que ela me olhava meio estática lhe dei um beijo no topo da testa. Eu só não esperava sentir meu corpo reagir.


N/a :desculpem a demora para att! Mais e ai meninas estão curtindo????

Capítulo 6


's POV:
As semanas se passaram e eu não consegui esconder das meninas o meu encontro com o, claro que não mencionei a briga com aquele homem misterioso, mas eu me neguei a pensar em ou se quer comentávamos sobre ele. Mesmo que a dor me maltratasse eu já havia feito minha escolha, ele estava fora da minha vida.
Meu discurso já estava pronto, meu projeto também. Faltava pouco tempo para a minha avaliação.

Era tarde de sábado de uma primavera, decidi ir à floricultura que ficava em outra cidade. Comprei minhas flores e peguei uma estrada de terra pouco trafegada. A noite fria e chuvosa já se apresentava, resolvi acelerar e pisei fundo, mal via o que estava a minha frente, quando numa curva bem acentuada me deparei com um cervo pastando. Pisei no freio e desviei para o lado, enfiando meu carro com tudo num buraco, o que me fez ir para fora da pista lamacenta com tamanha violência, e a única coisa que eu consegui ver foi meu carro indo de frente para uma árvore.

Edward's POV:
- Frio! - Foi o que ela disse enquanto dormia lindamente em minha cama. Prontamente peguei mais um cobertor e a cobri.
Eu não podia acreditar que o furacão estava diante dos meus olhos. Deus sabe o quanto sua imagem havia ficando em minha mente, os sonhos que tive com ela. Como uma estranha que eu nem sabia o nome ocupou tanto espaço na minha vida? – essa era uma questão que não saia da minha cabeça.
A chuva caía muito forte lá fora, os raios iluminavam através da minha janela e os trovões eram simplesmente violentos. Eu não me cansava de admirá-la. Como era linda, traços perfeitos, mãos delicadas. Perfeita na essência da palavra.
Estava realmente frio. Decidi deixá-la com alguma privacidade. O que ela pensaria se acordasse e me encontrasse ali, perdido em sua beleza? Resolvi esquentar-me por dentro. Fui ao meu bar e me servi uma dose dupla de wisky. Depois da segunda dose ouço seus passos.
- Olá? Tem alguém?
- Como se sente, minha cara?
De imediato fui ao seu encontro e ajudei a se locomover, já que ela tinha dificuldades.
- Como eu vim parar aqui? – disse, enquanto eu a ajudava a sentar no meu sofá. – minha cabeça dói e meu tornozelo também!
Abaixei-me para examinar sua entorse, estendi meu copo para que ela segurasse, enquanto eu avaliava sua cabeça a procura de algum ferimento. Ela cheirou meu copo fazendo careta, o que não pude deixar de achar graça.
- Quem é você e eu estou aqui por quê?... Onde está minha roupa, meu carro? Meu Deus! Cadê minha bolsa?
- Calma, eu explico. Primeiro acalme-se, ok? Você se lembra de quê exatamente?
- Eu estava pegando um atalho para a rodovia principal e bati numa árvore! Que horas são? Preciso que alguém venha me buscar. – ela estava desnorteada, não era para menos.
- Eu tomei a liberdade de mexer em suas coisas em busca de informações. Seu celular está sem bateria e tudo que eu consegui descobrir de você foi seu nome. Christine Davis.
Mais uma vez ela me questionou. – Que horas são?
- Já passam das nove horas.
Ela me olhava assustada.
- Preciso ir embora Sr... desculpe, qual seu nome mesmo?
Fiquei tão perdido olhando aqueles olhos pretos, as mechas de seu cabelo liso fora do lugar que me esqueci das formalidades. Além do mais, de certa forma, já nos conhecíamos.
- Perdão senhorita Davis, me chamo Edward, porém, prefiro ser chamado de Eddie. – Ela me olhava atentamente, acho que de alguma forma ela estava me reconhecendo. – Fiquei preocupado com a senhorita, demorou demais a acordar.
- Quem me trouxe para cá? Quem trocou minha roupa?
Calmamente expliquei o acontecido desde que desmaiara.
- Eu costumo caminhar pelos arredores na primavera. Estava a uns três quarteirões quando vi seu carro, me aproximei e te vi ali dentro. Eu tirei você de lá desacordada e... - enquanto eu fazia meu relato, um trovão fez um estrondo tão forte que a fez pular de susto, derramando um pouco do liquido no sofá.
- Me desculpe Edward! Eu não qu...
- Shii, não tem problema!
Uma força dentro de mim queria que eu a abraçasse para espantar seu medo, eu ansiava por seu toque. Eu nunca senti nada parecido por mulher nenhuma.
Mas com ela era diferente, era como se eu a conhecesse há séculos. Com as outras com quem me relacionei era puro sexo ou para espantar a minha solidão. Não havia amor e sim algum tipo de amizade com direitos e bônus extras. Mas, aqueles olhos pretos possuíam um dom de me hipnotizar, de me atrair. Vê-la usando apenas uma camisa minha deixando a mostra suas pernas torneadas e o volume dos seus seios despertava em mim uma chama intensa. Eu queria tomá-la como minha. Fui retirado dos meus pensamentos ousados quando ela me chamou em um tom mais alto.
- Desculpe. O que dizia?
- Perguntei se posso usar seu telefone. Preciso avisar o que aconteceu.
Terminei de limpar o sofá com um pano úmido que havia pegado e lhe estendi o telefone, quando mais uma vez trovões ecoaram por todo o ambiente e a casa foi tomada por uma escuridão.
- Ai não! - foi o que ela disse.
- Eu tenho lanternas por aqui em algum lugar, voltarei logo.
Fui até a cozinha onde eu costumava guardar umas coisas úteis numa gaveta do armário. Peguei duas lanternas e voltei para a sala.
- Senhorita Davis?
- Estou aqui e, por favor, me chame de .
- Claro, se assim deseja.
- Encontrou as lanternas? – ela parecia ter a voz tremula, só não sabia se de medo de mim ou pelo frio.
- Essa não! Droga de bateria! – exclamei quando minha lanterna não funcionou.
- O que houve? – ela quis saber
- Não funcionam!
- Esse dia não podia ficar melhor! Meu carro batido, sem energia, eu estou morrendo de frio, sem telefone e na casa de um estranho!
Confesso que ouvi-la dizer meu nome era algo sensacional, mas ouvi-la me chamar de estranho não foi algo que tenha gostado.
- Não sou um completo estranho. Eu te ajudei uma vez, lá no bar. Era eu naquele dia.
Ela ficou em silêncio enquanto eu via sua expressão de relance, a única luz que me permitia enxergar um palmo diante do nariz eram as luzes vindas dos raios que caiam constantemente. Ela levou as mãos à boca. Eu não sabia o que significava.
- Claro! Eu sabia que te conhecia! Você foi o homem que brigou com... – ela se interrompeu hesitante - Como eu não vi isso antes? Como você está? Fiquei preocupada, você estava sangrando e com a roupa toda amarrotada.
- Eu estou muito melhor que ele, eu garanto. O que uma mulher tão bonita vê em um babaca como aquele lá...
Ela me interrompeu com um tom seco antes que eu continuasse - Primeiro aquele “babaca” tem nome, , meu ex-namorado e segundo obrigada pela “mulher tão bonita” e por fim eu não vejo mais nada nele. Ele me fez o favor de destruir tudo e ponto final nesse assunto, ok?
- Tudo bem não quis ser inconveniente. Vou pegar velas, devo ter por aqui em algum lugar.
- Sim... cla... ro... Edward! – ela agora batia o queixo de tanto frio que sentia. Subi as escadas e peguei cobertor, travesseiros e por ultimo as velas.
Ascendi algumas velas e as coloquei em pontos estratégicos para iluminar de forma mais ampla o ambiente. A encontrei toda enroscada no sofá, como eu a invejava, como eu queria tê-la enroscada em mim daquele jeito. Pensei. Mas, reprimi mais uma vez meus pensamentos incoerentes. Acho que a bebida já havia feito efeito. Iniciei uma conversa tola.
- Sra. Holmes me ajudou com você mais cedo, preparou o quarto e trocou sua roupa que estava encharcada pela chuva que pegamos.
Eu observava atentamente seus mínimos gestos, ela parecia uma criança que tinha medo do escuro, estava confortavelmente encolhida dentro de uma cápsula protetora como se o cobertor fosse a sua maior fortaleza. Seu olhar se prendeu entre minha lareira e meu piano de calda e vi que ali havia fascinação.
- Gosta?
- Muito. – falou com certo entusiasmo.
Servi-me de mais uma dose de whisky e me sentei ao seu lado, com ela me fitando com um "ar" mais tranquilo.
- Como vou para casa com essa tempestade aí fora? Não tenho nem como telefonar. Estamos incomunicáveis!
- Não se preocupe, aqui comigo você está segura.
- Eu sei. É estranho, mas eu me sinto mais segura com você aqui comigo. – aquela pequena confidência me deixou um tanto feliz. Ela confiava em mim. - Mudando de assunto, você poderia me dar algo para beber? Estou sedenta.
Prontamente fui atender seu pedido. Fui até a cozinha na intenção de ver o que tinha ali para oferecer. Ofereci-lhe uma boa xícara de chocolate quente. Estremecemos juntos quando nossas mãos se tocaram. Foi elétrico, intenso, porém muito rápido, ela pegou a caneca com chocolate.
- Você sente muito frio não é mesmo? Está com as mãos gélidas!
- Sim, de onde eu venho faz sol, não me acostumei com o clima daqui.
- Bom quando eu quero me aquecer, além de uma boa roupa e cobertas, só uma boa dose disso faz efeito. - lhe mostrei meu copo.
- Sou fraca para bebidas, uma dose é mais que suficiente para eu fazer loucuras! – ela corou tão lindamente ao dizer, como eu não a encontrei antes? Meu coração desejava aquela mulher.
- Que tipo de loucuras? - pedi.
- Não vou dizer! Não mesmo! Tenho vergonha. – olhei a instigando a falar – Não me olha assim, por favor! – seu tom de voz já indicava confiança em mim, um mero estranho que oferecera ajuda duas vezes no mesmo mês.
Conversamos sobre nós, nos conhecemos bem eu diria, mas não o suficiente, eu queria saber mais de sua vida. Porém, ela ainda sentia frio, ofereci um gole do meu copo.
- Eu quero! Não vou tomar mais que um gole, quero experimentar. Vai, me dá, quero aquecer!
Eu já estava meio embriagado, não sei se fiz o certo, eu já não controlava meus desejos viris, meus pensamentos, e não queria me aproveitar dela, mesmo assim relutante dei meu copo e ela tomou em um só gole, tossiu com os olhos cheios de lágrimas.
- Céus! Você está bem? – não pude deixar de rir ao vê-la vermelha e respirando fundo.
- Sim! Desce queimando por dentro! É de gosto ruim, mas ajuda a esquentar, quero mais. – a servi - Nossa como você toma sem nem fazer careta?
- Prática minha querida. E muita!
Eu parei de beber só para aproveitar a imagem daquela mulher que estava se soltando diante de mim, ela ria mais abertamente, brincava comigo e eu comecei a me dar a liberdade e o direito de me envolver pelo momento. Ela levantou do seu ninho e tomou a iniciativa de ascender a minha lareira.
- Toca uma canção para mim?
- No piano?
- Sim!
Sentei no banquinho e deslizei meus dedos por sobre as teclas, pensando que música ela gostaria de ouvir. Toquei uma composição minha que estava inacabada e ela debruçou-se no piano. Ela me avaliava? Não sei, mas seus olhos em mim me queimavam. Quando terminei, ela me aplaudiu delicadamente com um sorriso de menina. Sentou ao meu lado no banquinho.
- Posso? – ela me perguntou em dúvida.
- Sim! Você sabe tocar?
- Talvez. Edward, quem compôs esta canção?
- Eu mesmo, mas nunca terminei. Me falta inspiração.
- Permita-me umas sugestões. – eu estava atônito, ela era linda, inteligente e dominava o meu piano. Eu a encarava nos olhos e ela apenas sorria para mim, aquela aproximação estava me deixando em chamas. O que mais ela escondia naquele corpo frágil de menina mulher? - Quais? – lhe perguntei.
- Repita para mim a última parte. – assim eu fiz, ela repetiu os mesmos movimentos que os meus me indagando silenciosamente – E que tal esse arranjo aqui? – dizendo isto ela completou de forma espetacular a parte que faltava de minha composição.
- Divina!
Ela sorriu encabulada, eu adorava vê-la ficar vermelha. Pedi para que tocássemos em dueto. Nossas mãos se tocaram. Foi novamente fogo, gelo, eletricidade, arrepio. Não resisti ao clima. Luz de velas, ela semi-nua, levemente entorpecida pelo álcool, seu olhar de felina selvagem. Meus instintos falaram mais alto, puxei seu rosto delicadamente para mim e tomei seus lábios calmamente, ela não impôs resistência e logo estávamos num beijo mais quente. Ela sem cortar nosso contato me puxou para mais perto e eu pus minhas mãos por dentro de seu cabelo arrancando fora o elástico que o amarrava, tomei o controle da situação e ela arfava com gemidos baixos.

's POV:
Eu estava meio desorientada, mas tudo ali era incrível. Edward me fitava todo o tempo e eu sentia seus olhos vendo mais do que eu mostrava. Seus olhos verdes esmeralda viam minha alma. Desde o dia no bar, ele não tinha saído da minha mente, mas sentir aquele cheiro entranhado na roupa que vestia, na cama, no sofá, era demais para mim. Só fazia crescer a vontade de beija-lo.
Depois daquela canção fiquei perdida. Por que não me permitir aproveitar a noite, estava com um homem lindo, um verdadeiro cavalheiro inglês. Ele me tomou em um beijo maravilhoso. Eu o queria! E não ia resistir, eu não queria resistir. Eu deixava escapar gemidos e ele gostava daquilo. Edward me tomou nos braços.
- Pronta para ser mimada, minha cara? – ao dizer isso eu já estava entregue aos seus beijos ardentes, enquanto ele me colocava no sofá, por reflexo abri minhas pernas e ele se encaixou entre elas. Nosso beijo era mais intenso, nossas línguas se encontravam famintas uma pela outra, senti meu corpo arrepiar. Tudo nele era convidativo, seus olhos me hipnotizavam, seus braços eram fortes, seu peitoral era puro músculo, sua voz cantava uma melodia que só meus ouvidos podiam ouvir. Senti sua mão passear por dentro da camisa que eu usava. Ele alisou cada parte lentamente e demorando-se em meu seio. Eu dava pequenas mordidas em seu lábio inferior e arranhava suas costas com minhas unhas.
- Oh Edward! – gemia em sussurros quando ele separava nossos corpos por milímetros que fossem. Ele me olhava como um caçador à sua presa e em seguida tomava com certa violência meus lábios. Tateei a procura de livrá-lo de seu moletom e o senti enrijecer. Ele parou subitamente tirando a camisa e largando-a no chão e o mesmo fez com a minha. Ele me contemplou por uns instantes. Eu olhei para sua calça e pude ver seu desejo latejante por mim, comecei a tirar sua calça e ele completou o serviço.
- Lindos! – foi o que ele disse olhando meus seios e beijou-os, eu estremecia com o toque.
Eu arfava quando sua boca chegou perto da minha beijando no canto. Não havia nada mais sexy que um homem charmoso que sabe como conquistar uma mulher. Quando ele afastou nossos lábios eu o puxei de volta e os selei num beijo ardente. Cruzei meus braços em volta do seu pescoço. A luz vinda das velas dava um clima a tudo aquilo, me permitindo ver apenas os contornos de seu corpo rígido e trabalhado em musculatura. Brincamos com nossas mãos em busca e reconhecimento do corpo um do outro e quando eu deslizei minhas mãos pelo seu peito descendo lentamente, cravei minhas mãos nele forçando contato mais intenso de nossos quadris e o senti ficar rijo.
- Não precisa temer serei bastante carinhoso – dizendo isso me penetrou delicadamente, eu dava mordidelas no lóbulo de sua orelha e ele palpava cada centímetro do meu corpo. Eu gemia de prazer a cada toque de suas mãos e ele sabia exatamente quando e como fazer para me deixar louca.
Eu não conseguia me controlar. Há muito tempo eu não fazia aquilo de uma forma tão cúmplice, tão ardente.
- O que foi? – ele me perguntou meio temeroso, parando com o movimento rítmico sobre meu corpo – Te machuquei? Estou rápido demais?
- Shiih! – eu disse tocando seus lábios com a ponta do meu dedo indicador. – Para que palavras? Deixe que nossos corpos falem por si só! – contornei seus lábios com a ponta do dedo e fui em busca de contato, levantei de leve minha cabeça e devorei sua boca num beijo que o fez gemer dentro da minha e ele retomou com intensidade seus movimentos em mim, até que nossos corpos chegaram juntos no mesmo ponto de prazer. Deitei ao seu lado e ele carinhosamente me acolheu em seus braços alisando meu braço em movimentos circulares. Ficamos em silêncio por um longo momento até que adormecemos agarrados um ao outro, usando o calor de nossos corpos para nos aquecer do frio trazido pela tempestade que ainda caia lá fora.


Cap 7


´s POV

O dia amanheceu e eu estava bem aquecida pelo edredom que nos cobria, porém muito melhor era sentir seu braço me envolvendo e seu corpo ainda colado ao meu. A luz do sol ainda era tímida e foi ela quem me despertou daquele sonho bom.
Mexi-me para poder olhar o rosto daquele que me amou de forma tão maravilhosa. Só não esperava era encontrar seus olhos me fitando de forma tão gentil. Aquilo fez meu coração bater mais rápido e o meu sangue se concentrar na minha face.
-Bom dia! Dormiu bem? – dizendo isto Edward afundou seu rosto nos meus cabelos e dando em seguida um beijo leve na minha bochecha me puxando para mais próximo num aperto desnecessário, porém aconchegante.
-Sim, Dormi muito bem, obrigada!
-Que bom! Porque eu dormi como um anjo!
Não tinha nada para dizer, então preferi o silêncio, nos mexemos naquele sofá em busca de uma posição melhor, eu já sentia partes do meu corpo dormentes. Fechei meus olhos enquanto Edward me fitava com uma expressão tão boba, eu corei e sorri de leve. Eddie sussurrou em meu ouvido o que fez meu corpo despertar de uma vez.
-Conhecer você foi a melhor coisa da minha vida e ontem foi a melhor noite que já tive!
Um arrepio percorreu meu corpo. Abri meus olhos e o beijei mansamente, suas mãos logo deslizaram pelas laterais do meu corpo e minhas mãos foram em busca de seus cabelos e nuca. Não demorou muito e nosso beijo se incendiou, nossas línguas travavam uma batalha onde não havia perdedores. Mas nesse momento meu estomago roncou e ele separou nossos corpos.
-Acho que isso pode esperar – disse rindo – Vamos, vou preparar nosso café da manhã.

Edward levantou-se do sofá e sua visão as claras era tão boa quanto na penumbra. Ele pegou sua boxer e seu moletom e seguiu para cozinha. Eu vesti sua camisa e o segui. Eu só o observava enquanto ele preparava tudo. Sentei no banquinho do balcão e ele fez o mesmo sentando à minha frente.
-Proponho um brinde – erguemos nossos copos de suco de laranja.
-Um brinde a... - quis saber
-A você.
-Hum...- fiz cara de pensativa.- Que tal a nós? – ele concordou e brindamos. Comemos e conversamos ao mesmo tempo. Lavei a louça depois de muito insistir. Ele saiu e foi arrumar a bagunça que fizemos durante a noite. Estava distraída enquanto enxugava manualmente a louça quando suas mãos cercaram minha cintura e ele com certa força me puxou contra si. Ele tocou com a ponta no nariz por trás da minha orelha me fazendo arrepiar, de imediato larguei o prato e o pano. Edward muito habilmente enquanto beijava meu pescoço deslizava suas mãos por dentro da minha camisa, suas mãos logo escorregaram pelas minhas coxas.
-Assim... Você... Me enlouquece – disse entre gemidos que deixei escapar.
-É isso que eu quero. Você louquinha por mim!
Senti um volume crescente vindo dele. Virei-me para beijá-lo, mas ele foi muito rápido e me sustentou no ar e logo enlacei minhas pernas em sua cintura. Nós beijamos ardentemente. Ele me carregou até a bancada da cozinha, onde antes tomávamos nosso café matinal. Edward começou a desabotoar minha camisa sem cortar o beijo. Separamos-nos para que eu pudesse retirar de vez a camisa e aproveitei para recuperar o ar. Edward estava todo vermelho, o que eu achei lindo. Ele devorou meus lábios e eu já não me continha em mim. Novamente ele me sustentou no ar me guiando pela casa sem nem ao menos ver por onde andávamos. Depois de algumas impressões nas paredes finalmente chegamos ao quarto. Ele chutou a porta que se escancarou. Eu ria e ele me prendia cada vez mais. Entramos no banheiro onde ele finalmente me pôs no chão e me encarou.
-Você é linda!
Em silêncio ficamos por breves segundos. Edward ligou o chuveiro e fechou o Box atrás dele, minha respiração estava falha e a dele também. Lentamente, ele me empurrou para debaixo da água corrente e meus braços cruzaram seu pescoço. A água morna começou a fazer vapor e a fumaça tomou conta do ambiente. Edward ainda se encontrava de roupa.
- Vai ficar com ela? – perguntei com nossos lábios ainda colados e puxei o cós da calça.
-Isso não é problema minha cara! – ele fez uma cara maliciosa diria safada mesmo esperando que eu fizesse o serviço. Eu abaixei retirando-a, subi lentamente passeando com minhas mãos pelas suas pernas grossas e quando cheguei à cima o beijei.
Depois de algum tempo entre carícias e beijos intensos nós fizemos amor de forma apaixonada.
Por fim tomamos um banho e fomos para a cama onde permanecemos acolhidos um ao outro até...


Edward’s POV

Aquela mulher ao meu lado era incrível! Ela se encaixava perfeitamente em meus braços. Seu rosto delicado possuía um sorriso genuíno que me fazia perder a linha de raciocínio. Meu corpo formigava com cada toque delicado de suas mãos. E se meu corpo ficasse segundos longe do dela, meus instintos se rebelavam pedindo contato. Ela era uma mulher por fora mas uma menina por dentro , o que me fez pensar em como eu procurei uma mulher assim para mim. Logo o dia amanheceu e eu com ele, deitados no sofá me convidei a admirá-la enquanto ela ainda dormia. Ela se aninhou em mim, eu estava pensando em como era feliz por ter uma mulher daquela ali comigo. Mas o que é isso? Mal a conheço e já estou assim... Meio bobo – pensei. Ela se mexeu abrindo os olhos e me encarando com um sorrisinho.
Juro como eu queria manter uma conversa com ela, mas fica complicado quando ela é tão atraente e está totalmente ao natural tão próxima do meu corpo. Quando eu deixei meus desejos agirem por mim ela deu sinal de que estava com fome. Eu também estava. Mas quem liga para comida nessas horas?
Me afastei dela contra minha vontade, fui para a cozinha preparar algo para comermos. Depois de ela bater o pé na nossa pequena guerra sobre quem lavaria a louça me vencendo, resolvi fazer algo. Quando retornei, ela estava ali, maravilhosamente linda encostada a pia , distraída, então resolvi testá-la. A apertei contra mim e provoquei seus sentidos, ela reagiu como eu queria. E não demorou muito, entre amassos e beijos, estávamos nos amando com paixão de novo. Eu me joguei na cama e ela se se encostou a meu peito.
-Já que o sol resolveu aparecer e ainda não temos energia elétrica ou telefone, que tal um passeio pela minha propriedade?
A olhei sorri de satisfação.
-Claro!
Troquei de roupa enquanto ela pegava as suas que estavam na secadora. A abracei pela cintura e comecei a guiá-la para fora. Levei-a para conhecer o lago, demos comida aos cisnes, a levei para uma trilha que dava em uma campina. Era lindo ver seus olhinhos brilharem ao ver aquelas flores – era uma de suas paixões.
-Gosta de animais? – quis saber
-Prefiro eles no zôo ou em seus habitats naturais. Por que?
Entrelacei nossos dedos e continuamos o caminho. Conversamos sobre nossos gostos, talentos, paixões, trabalhos até avistarmos uma das minhas grandes fascinações.
-Cavalos? – ela indagou surpresa
-Ué, sou inglês!
-Nunca entendi isso de vocês ingleses amarem cavalos, chá da tarde e pontualidade. - disse toda divertida
-Nunca entendi isso de vocês yankees amarem fast food, enlatados, congelados... – ele rolou os olhos e riu
Pedi para que ela escolhesse um cavalo do estábulo. Montei e estendi minha mão para que ela pegasse. Ela teve receio, foi o que pude notar, mas ela subiu e começamos a cavalgar calmamente. Senti seu corpo tenso, ela se segurou firme em meu corpo enlaçando seus braços em minha cintura.
-Calma meu anjo, Meia noite é calmo! – espera, ela agora era meu anjo? Quando a conheci era um furacão de saias! , pensei deixando escapar um sorriso bobo.
-Meia noite? Você o batizou de Meia noite? – ela ria como uma criança, eu adorava ouvir o som do seu riso, imagino como seria uma criança com aquele sorriso. Espera aí! Já estou falando em filhos? Por que ela exerce esse poder sobre mim?
-Edward?
-Han..? Perdão. Eu não coloquei esse nome nele, foi meu irmão. É meio óbvio, o nome veio por causa da cor.
-Hum...
-Só me admirei você tendo o escolhido. Até onde eu sei as princesas esperam o príncipe encantado num cavalo branco!
-Bom, a ‘’princesa’’ aqui não acredita em contos de fadas. Não mais. Os príncipes encantados hoje devem chegar de motos ou em carros esportivos, devem ser misteriosos, amáveis sem deixar de serem sedutores e inteligentes.
-Bem interessante sua visão sobre príncipes, você não é nada comum.
...


Andamos por mais alguns lugares e retornamos para meu lar. A energia foi reestabelecida. Muito relutante ligamos pedindo um táxi. Peguei seu número e seu endereço, já que se recusou quando me ofereci para levá-la pessoalmente para casa. E nos despedimos com um beijo, mas não um beijo de despedida. Nossa história estava só começando...
Olhamos através da minha janela e vimos um táxi estacionar.
-Já está na minha hora Edward, tenho que partir.
-Não diga que vai partir você acabou de entrar na minha vida! – meu deus eu disso isso mesmo? Vou assustá-la.
Enlacei meus dedos aos dela e fomos rumo ao táxi. A coloquei dentro e olhei ao redor. Vi outro táxi parando, vi ir embora. Meu coração parou. Não. Não. Não podia acreditar no que estava diante dos meus olhos!

NA: E então meninas....estão gostando?


Capítulo 8


´s POV

Senti Edward tencionar cada músculo, o olhei desconfiada e segui o ponto a nossa frente que prendia seu olhar.
-Edward? Você está bem? – eu realmente não sabia o que estava acontecendo.
Olhei para o táxi e nada vi. Dei sinal positivo e o taxista partiu. Olhei para trás e vi uma linda mulher sair de outro táxi. Fiquei imaginando quem seria aquela ruiva de cabelos cacheados.

[...]

-Meninas? Cheguei. Tem alguém em casa? Alô?
-GRAÇAS A DEUS!! – exclamaram juntas aparecendo na minha frente com caras espantadas e aliviadas ao mesmo tempo.
-A senhorita pode nos dizer onde esteve e o que aconteceu com você ? – questionou se acomodando no sofá a minha frente enquanto sentava ao meu lado ansiosa pela resposta.
-Bom... Eu fui até Oxfordshire comprar minhas flores, como de costume, o tempo começou a ficar feio então pisei fundo no acelerador, eu peguei uma estradinha de terra para cortar caminho, mas o nevoeiro não me deixou ver um animal que estava na pista pastando e bom... Desviei bruscamente sendo jogada para fora da pista e bati com o carro numa árvore...
- , você está bem ? por que não nos ligou? Eu quase morri de aflição sem saber onde você se meteu!!! - reclamou minha amiga .
-Eu tive ajuda. Um rapaz que havia presenciado a batida veio em meu socorro. Eu só não liguei por que meu celular descarregou e com a tempestade que caiu ficamos sem energia e nem telefone.
-Meu Deus! E onde você passou a noite? - Quis saber .
-Bom agora não importa – claro que não vou dizer a verdade. Imagina só se eu digo que dormi com um cara que só vi duas vezes na vida e em situações nada confortáveis, pensei - O que importa é que eu estou bem e de volta.
-Cadê seu carro? - Indagou novamente.
-O rapaz que me ajudou o mandou para a oficina do Kieth. Meninas se não se importam eu quero ir para o meu quarto descansar e mais tarde iremos jantar fora. Tudo por minha conta, ok?
Elas se entreolharam com expressões divertidas, afinal eu estava muito tranqüila - mesmo que meio encucada com a ruiva - com um sorriso no rosto, nem parecia que eu tinha sofrido um pequeno acidente de percurso. Elas assentiram com a cabeça simultaneamente. Fui para meu quarto, deitei em minha cama e sonhei com as carícias de Edward.
´s pov
Eu já estava ficando louca sem saber o paradeiro de . A já havia ligado para todas as floriculturas da cidade, para as colegas de trabalho, universidade , para o orquidário, planetário e para o Jazz e nada de ninguém saber dela. Se ela não entrasse em contato dentro de uma hora eu, e Jazz iríamos procurá-la nos hospitais, nas delegacias de polícia e nos necrotérios. Parece exagero, afinal, ela é maior de idade e sabe se virar, mas nunca havia saído para comprar flores e sumido.

“TOC TOC “

Bateram na porta do nosso apartamento e eu corri para abrir.
-NOSSA! – foi tudo o que eu consegui dizer ao entregador quando vi aquele urso de pelúcia tamanho família.
-Aqui é a residência da senhorita Stuart?
-Sim, sou eu.
-Bom, é para você e aqui tem um cartão. Feliz aniversário!!! – disse- me entregando o presente, não pude deixar de rir, não era meu aniversário. Agradeci, dei gorjeta e corri para ler o cartão.

”Só queria agradecer mais uma vez pela ajuda com as compras. Espero que goste de ursos... Porque eu adoro e espero que este te faça lembrar de mim.
Beijos do seu fiel Emmett.”


Terminei de ler e paralisei. O presente era lindo, e eu fiquei imaginado porque ele tinha se dado ao trabalho de me presentear de novo. Ele já havia me dado lindos vestidos antes. Fiquei abobalhada assim como a . Ela correu e tomou de minhas mãos o pequeno cartão escrito com uma letra caprichada. Ao ler ela também teve a mesma reação que eu. Olhamos-nos e por um instante esquecemos o sumiço de e começamos a quicar no sofá .
-!!! Que presente lindo!!! O Emm se superou! Eu não sabia que ele tinha esse lado... Romântico!
-Espera aí! Ele só me deu um presente.
- se fosse ‘’apenas um presente’’ ele não escreveria “espero que este te faça lembrar de mim. Beijos do seu fiel Emmett.”
-Não. Definitivamente não. O que um cara como ele iria querer comigo? O circulo de amigos dele vive em outro patamar, as mulheres com quem ele deve sair estão acima do meu padrão. E com certeza elas não têm ex-maridos canalhas, nem filhas e com certeza são ricas, influentes e poderosas. – disse me sentindo pior que lixo.
-Amiga, não devia ser inferiorizar assim. Você é tão linda e tão jovem! Merece um cara assim... Lindo, musculoso, com aqueles olhos azuis perfeitos e o melhor, de boa índole!
Hey, você tem namorado sabia? Se o Jazz te houve falando assim do irmão dele... - Dê chance ao amor... Quem sabe essa amizade seja no fundo outra coisa?
Encaramos-nos e rimos com a possibilidade dele realmente gostar de mim. Me senti como a irmã da Bennet quando conheceu o senhor Bingley no filme Orgulho e Preconceito. A me deixou sozinha na sala perdida em pensamentos . Revivi cada detalhe, cada mínimo detalhe a procura de pistas que me servissem como evidência de que Emmett pudesse estar gostando de mim. Mas nada encontrei, ele é sempre amável e muito brincalhão. Às vezes ele era pior que criança. Nunca vi brincar tanto.
-Deixa que eu atendo – berrei quando o telefone da casa tocou.
-Residência da senhorita Stuart?
-Sim, é a própria. Quem deseja?
-Sou eu, filha, Herrera, tenho boas noticias!!
-Quais?
-Entrei em contato com os advogados do seu ex- marido e entramos em um acordo...
-Qual?
-Ele permitiu que a senhorita comemorasse o aniversário da pequenina, sem interferência dele. Desde que no fim do dia ele a tenha de volta em troca de um adiamento na data do julgamento. O que me diz?
-CLARO QUE QUERO!!! – disse aos berros e chorando, pois havia mais de um ano que não via minha pequena. – Não sei como lhe agradecer.
- Sabe sim! Seja feliz minha cara e eu estarei recompensado.
Terminamos aquela ligação e eu corri para o quarto da para contar as novidades. Vinte minutos depois a chega contando os últimos acontecimentos , mas eu a conheço bem para saber que tinha algo que ela não tinha contado . Ela estava... Feliz? A minha “irmã” estava diferente.
´s POV
Acordei muito bem, tomei um banho e me arrumei. Estava muito produzida como eu nunca mais tinha feito. As meninas assobiaram e aplaudiram. Elas também não ficaram para trás, estavam belíssimas. Fomos ao nosso restaurante preferido.

...

-Eu proponho um brinde à nossa amizade, à nossa saúde e as nossas pequenas vitórias! – disse com uma taça de vinho tinto na mão
-E que nossa amizade nunca acabe, que nossa saúde seja de ferro e que a pequena vitória da hoje seja só o inicio de um novo capitulo que se escreve, a nossa pequenina Olívia de volta e... Ao novo casal em formação! – disse entre risos na ultima parte.
- Cala a boca ! – Retrucou
- Hey, eu quero detalhes! Que casal em formação? É só eu sumir que vocês aprontam, não é?
Rimos e brindamos. A noite passou bem tranqüila, a minha exposição aos avaliadores da minha candidatura a professora Junior em Harvard seria na próxima sexta, mas nem isso e nem a volta temporária de Olívia eram os responsáveis pela minha felicidade. Edward levava todos os créditos.
-Ai não! Não pode ser! – olhava fixamente para algo ou para alguém atrás de mim, ela tinha mudado sua expressão. Virei-me tentando focalizar o alvo, mas não vi nada até que a falou.
-Nossa! Mas é o... Dean?
Choquei ao me deparar novamente com aquele homem. Meu coração pareceu parar de bater por aqueles segundos em que vi Dean caminhar lentamente com um sorriso arrebatador direcionado a mim.
-Boa noite meninas que prazer revê-las! – disse de um jeito cordial
- O que você faz aqui Dean? – perguntou
-O mesmo que você sabe? Jantando. – disse ironicamente
- O que você quer? – questionou sem demora a
-Olá , como vai? Também senti saudades de você! Mas agora o que eu realmente quero é falar com você .
- Eu não tenho nada para falar com você Dean. Vá embora, por favor. – pedi delicadamente.
-Meu amor me dê uma chance para explicar o que aconteceu naquele dia e eu juro que se você me ouvir eu sumo da sua vida se você quiser... Por favor, eu só quero uma chance para explicar!! – ele disse implorando, as meninas estavam de queixo caído por vê-lo ali se rastejando.
-Você jura que vai embora? Dean eu falo sério! Você some de vez se me contar tudo o que ensaiou para me dizer?
-Vem comigo para o jardim e eu te explico e eu não ensaiei nada, tudo o que eu tenho para dizer é a mais pura verdade.
Levantei-me e fui saindo em direção a porta que dava acesso ao jardim as meninas com certeza ficaram sem entender nada, mais eu queria por um fim naquilo de uma vez, virei para eles.
-Dean? Você vem ou não? , não se preocupem comigo , acho que essa conversa vai demorar, podem ir para casa, eu pego um táxi . Elas negaram com a cabeça, mas nada disseram e logo Dean veio em minha direção e abriu a porta me dando à passagem. Caminhamos até sentarmos em um banco de praça que ficava de frente a um chafariz multicolorido, Dean sentou ao meu lado.
- eu quero que saiba que eu ainda te amo. Acho que te amo ainda mais, se é que isso é possível.
-E?
-E eu estou ficando louco sem você meu amor, é terrível acordar e não te ter ao meu lado. Passar meu aniversário sem você comigo. Tudo o que queria era te tocar de novo, sentir teu cheiro entranhado na minha cama, ver você ficar vermelha com minhas brincadeiras...
-Mas isso não muda o fato de você ter me traído, isso não muda nada! – senti que minhas lágrimas queriam me trair, tentei parecer firme, não queria que ele visse que aquilo ainda me doía.
-Eu era um estúpido! Um cego, idiota, que não soube te amar como você merece, , por tudo que é mais sagrado, tudo o que eu quero é ter você de volta! Perdoa-me? Volta para mim!
Ri com as lembranças de Dean. Ele já havia chegado ao ponto de rasgar as cartas que Jake havia escrito para mim, queimado algumas fotos minhas, me seguido, vigiado. Ele era um cara tranqüilo, quando eu seguia suas ordens sem contestar. Ele naquele momento me fez lembrar um diálogo onde ele disse ‘’ nunca vou me rastejar por mulher alguma, mesmo que seja você!’’ – que ironia.
-VOCÊ RI DE MIM? – segurou as minhas mãos entre as dele –, olha dentro dos meus olhos amor e diz que você me esqueceu? Que não sente mais nada? Que acabou para você...
Aquele silêncio foi matador. Senti vontade de correr, mas mesmo que assim fizesse ele me alcançaria muito rápido. Fiquei surpresa pela explosão dele. Não consegui sustentar aquele olhar cheio de sentimentos misturados, desviei encarando o chão.
- Percebe? Viu que você não me esqueceu? Você nem consegue me olhar nos olhos! Eu sei que fui um canalha, mas eu me arrependi amargamente nesses quase quatro ou cinco anos que estivemos longe. Eu te procurei em todos os lugares, seu pai se negou a me contar onde você estava e sua mãe infelizmente morreu sem me dizer. Por sorte eu vim para cá a trabalho e te encontrei.
-Solta minha mão! – e ele assim fez - Já terminou? Por que você falou e falou, mas não explicou. Por que me traiu? Eu te amava cegamente, eu só queria assinar teu sobrenome como sendo o meu, queria ter filhos seus... E o que você me deu? Dor, tristeza e decepção!
-Amor não fala assim que isso me machuca! Eu só queria quantidade e não qualidade, eu sei que te deixei de lado várias vezes, mas eu era muito novo para saber o que eu queria. Hoje eu vejo meus amigos de farra voltando para casa depois de um do trabalho e todos eles tem uma esposa esperando em casa, nos fins de semana eles saem com seus filhos para a praia ou para o parque. E eu? Volto para minha casa vazia, saio com meu cachorro e só tenho você na minha mente. Eu sonho com você em casa me esperando para jantar... É tudo o que eu mais quero.
Pude ver que havia sinceridade em seus olhos mais eu não podia esquecer o que ele me fez. As lágrimas teimosas escaparam pela minha face. Ele me disse tudo o que eu queria ouvir a três anos atrás, mas era tarde. Não vou negar que aquilo mexeu comigo, mas não ia me deixar enganar outra vez, o Dean que eu amei não era o que estava na minha frente.
-Dean sinto muito, mas eu não volto para você nem hoje e nem nunca mais. Você matou o amor que havia em mim. Não vou mentir e dizer que te esqueci completamente, mas eu não consigo confiar em suas palavras. Eu segui em frente, finalmente eu segui com minha vida e você não está nela...
-É aquele cara não é? Me diz, vocês estão juntos? – ele parecia tentar evitar que as lágrimas viessem junto com as palavras que dizia
-Não, - menti. De certa forma eu estava ligada a Edward.- Eu nem conhecia ele até aquele momento. Mas isso não vem ao caso, você não me quer porque me ama, você me quer para não ficar na solidão. E tudo o que eu posso te dar é meu perdão e minha amizade sincera.
Me levantei e sai pelo jardim, senti sua respiração bem atrás de mim e sua mão tocou meu ombro.
-, você vai ver...eu vou recuperar tudo o que perdi, vou ter seu amor de volta custe o que custar. Se você não for minha, não será de mais ninguém! Eu te amo.
Balancei a cabeça e voltei para o interior do restaurante. Peguei um táxi e ao chegar em casa fui bombardeada com perguntas , respondi rapidamente e me tranquei no quarto . Me coloquei a pensar até adormecer .


NOTA DA AUTORA 1: Meninas a que apareceu na verdade é minha personagem original rsrs , leiam ao invés de o nome da menina do Edward...rsrs.
NOTA DA AUTORA 2: VAMOS LÁ BRINCAR!!! A brincadeira se chama ‘’VOCÊ DECIDE’’, quer virar personagem da minha estória , ajudar o Edward e me ajudar com o nome de um novo personagem? Me convença....vamos lá, comentem e digam pq eu deveria escolher você! (ta valendo apelar no orkut, twitter..ou na caixinha de coments)
NOTA DA AUTORA 3: entenderam né? Vc comenta e a dona da melhor resposta se tornará uma personagem e ainda vai me ajudar com o novo personagem. Pra isso tem que comentar na caixinha aí em baixo. Essa brincadeira será válida até o próximos post (que será o cap 9). Bju amores!!!




Cap 9

Edward´s pov


Flash back on

-AMOR! – disse-me com um sorriso escancarado nos lábios, de uma felicidade contagiante . Ela saiu do carro e correu até mim se jogando nos meus braços.

-O quê? Mais como? – foi tudo o que saiu da minha boca. Eu estava atordoado.

-Meu amor quanta saudade eu senti! – ela ainda estava pendurada no meu pescoço e começou a distribuir beijos. Eu só pude reprimi-la segurando pelos pulsos afastando-a de mim.

-Edward? sou eu ! sua esposa, Vitória!

-Quem te liberou? Onde estão seus pais? – pedi nervoso.

-Vamos entrar amor, na nossa casa eu conto tudo! E não se preocupe eu já paguei o táxi.

Ela simplesmente foi andando para o interior da minha casa enquanto o taxista olhava para mim sem saber o que fazer. Peguei suas malas e entrei logo atrás dela. Quando deixei suas malas na soleira da porta, Vitória já estava com o meu copo de wysky na mão, com uma expressão enfurecida.

-Quem é vagabunda Eddie? Não acredito que só é eu sair de férias que você se diverte com estas vadias? E o nosso casamento Eddie? E o nosso amor?

Não dá para imaginar uma mulher tão inteligente como Vitória tenha chegado a tal ponto. Férias? ela acha mesmo que estava de férias numa clínica psiquiátrica?

-Foi Alice quem esteve aqui.- menti

-Mentira! – ela gritou e lançou o copo contra a parede . Ela não se conteve e começou a gritar a bagunçar toda a minha sala de estar maculando o local onde foi minha e só minha.

-ALLIE NÃO USA ESSA COR DE BATON EDWARD!

-Se acalma Vitória, você acabou de chegar e já está brigando!

-Tem razão, desculpa. Eu vou tomar um banho e quando voltar conversamos , ok? – apenas assenti e ela subiu ao andar de cima.

Enquanto ela se banhava na banheira eu telefonei para clinica St James.

-Bom dia , gostaria de falar com o diretor responsável pela instituição.

-Aguarde um momento por favor!

...

-Sim? – falou uma voz no outro lado da linha

-Bom dia, me chamo Edward Cullen e gostaria de saber quem autorizou a saída da paciente Vitória Mccartney ?

-Foi a família da própria. Por que? Houve algum problema? – quis saber

-Sim, houve! Ela está na minha casa e eu não fui comunicado de sua liberação.

-E o senhor é o que da paciente?

-Ex- marido.- falei sem nenhuma vitalidade na voz.

-Bom, peço perdão pelo inconveniente mas em nada posso ajudar. Enquanto ela estava sendo bancada aqui em regime terapêutico , ela era nossa responsabilidade. Porém, fora dos nossos muros nós não respondemos por ela. Até então os parentes dela assinaram um termo de liberação e de responsabilidade. Não posso me meter em assuntos familiares Sr Cullen.

-Tudo bem, obrigada pela atenção dispensada . – juro que senti meu mundo cair, sempre tive meus problemas com a família dela, mais isso foi golpe baixo.

Flash back off

-Bom dia Eddie! – disse com um sorriso fraternal a minha governanta , quando chegou na segunda-feira pela manhã.

-Não é um bom dia Sra Holmes, Vitória voltou. Está lá em cima. – ela me olhou com tristeza e incredulidade, ninguém suportava Vitória e eu me pergunto – Onde eu estava com a cabeça de ter me casado com ela , mesmo que só no civil? – se já era insuportável os chiliques de menina mimada dela, imagina com esse desequilíbrio mental.

-Bom dia amor! Hum...essa velha ainda trabalha para você? – começou Vitória nas primeiras horas do meu dia. Sra Holmes saiu silenciosamente para fazer suas obrigações e eu me tranquei no escritório para ter privacidade. Tiraria a limpo essa história com a família dela e depois iria trabalhar.

....

Na hora do almoço sai do meu ‘’esconderijo’’ e fui para a cozinha onde me acostumei a fazer minhas refeições com a Sra Holmes. Vitória estava andando pela propriedade , nem me lembrava mais da sua presença. Meus pensamentos voaram até e um sorriso bobo surgiu.

Será que devo ligar? - Foi o que pensei , eu já não agüentava mais. Eu queria ouvir sua voz. Eu precisava ouvi-la , mais ainda , precisava tocar seu corpo frágil de menina – mulher. Me pareceu precipitado ligar logo assim que ela foi embora.

-Aconteceu alguma coisa além do retorno de Vitória? Filho eu te conheço...- mas a interrompi

-Nada escapa de você não é? – sorri encabulado e admiti - Conheci uma pessoa especial.

-Que maravilha Eddie! – ela parou por um segundo olhando a ermo como se estivesse pensando em algo ou se estivesse tentando se lembrar de algo. – Foi aquela moça de sábado? Filho me conte logo antes que esta velha morra de ansiedade!

-Sempre dramática não é? – eu sorri em retribuição ao sorriso cheio de amor que ela sempre me dava. Contei o que era permitido sobre tudo o que aconteceu aqui em casa. - Será que ainda é cedo para ligar? Me indaguei olhando ansiosamente no relógio . A Sra Holmes parecia se divertir as minhas custas.

-Filho , pensa comigo, você mesmo disse que ela trabalha e estuda portanto aquiete este coraçãozinho ...ligue daqui a algumas horas. Enquanto isso vá tratar de resolver o que faremos com Vitória.

Fui para a sala e me senti convidado a tocar uma melodia no meu piano. Existia dentro de mim dois Edwards . O primeiro era debochado e divertido, mas ele mal dava sinais de vida depois do meu casamento conturbado e o outro era clássico e romântico, e era ele que me dominava naquele momento.

Toquei a primeira composição . A minha adorada Esme me ajudou a compor quando eu tinha apenas 11 anos. Fazia muito tempo que eu não compunha e mais tempo ainda que não tocava . E foi com meus pensamentos na minha protegida que toquei a canção que ela completou tão divinamente para mim.

-Eddie querido, que maravilha ouvi-lo tocar novamente! - Disse minha governanta, ela me conhece desde que nasci, meu pai havia a contratado depois que minha mãe não conseguiu dominar a hiper atividade do Emmett comigo ainda de berço. Era como uma mãe.

-Gosta de me ver aqui não é? – ela assentiu - Consegue Sra Holmes, consegue sentir a canção assim como eu a sinto agora?

- Toca tão divinamente , sua música é a alegria para esta casa . Acho que vou mandar trazer uns arranjos de flores do campo.

-Flores só por que estou a tocar o meu velho piano?

-Não. Flores por vejo meu pequeno feliz e com uma carinha de quem está apaixonado...seja qual for o nome daquele anjo , que Deus a abençoe por trazer alegria para esta casa!

Olhei para ela parando de tocar a canção. Minha expressão devia ser mesmo de um bobo. Apenas sorri para ela e num salto corri , dei um beijo no seu rosto e subi as escadas . Peguei o telefone , tranquei a porta e me larguei na cama. Liguei para a floricultura encomendando a entrega de lírios .

Aquela mulher mexeu comigo. Nem Vitória com sua perspicácia ou a Tanya com sua beleza e simplicidade tinham conseguido fazer comigo o que essa mulher fez. Nem eu me reconheci. Como minha vida parecia ter mudado em apenas um final de semana.





´s pov


Acordei radiante na manhã daquela segunda feira , mesmo tendo aquela conversa desagradável com o Dean. Me sentia leve e desejada. Edward tinha um poder sobre mim que eu não sabia explicar. Mas uma coisa era certa, eu queria aqueles braços me envolvendo de novo. Ele já tomava todos os meus pensamentos.

-Bom dia! – desejei em voz alta abrindo a minha janela e contemplei o que julguei ser um bom sinal e um milagre. O sol estava lá .

O dia passou rápido, Liz na universidade, no trabalho e eu fui ao encontro da minha orientadora para uma ultima reunião a respeito da minha tese .

Estávamos em casa cumprindo nossas obrigações. Meus pensamentos estavam em Edward . A estava ao telefone com seu advogado e Liz estava estudando até baterem na nossa porta .

-AI NÃO, OUTRO ENTREGADOR! AGORA EU FIQUEI COM CIÚMES, É PARA VOCÊ...DE NOVO ! – falou Liz de uma forma meio divertida chamando nossa atenção.

O entregador perguntou por mim e eu senti uma esperança crescente em meu peito, e se fossem do Edward? Corri para pegar as flores e ler o cartão para que enfim acabasse o mistério.

‘’ Sua sensualidade é um borbulhar de emoções submersas. Não tirei você dos meus pensamentos...Edward’’


-Vai ! Quem te mandou? Se foi o Dean eu mesma vou colocar fogo nisso! – avisou .

-Não foi ele! E é tudo, eu disse TUDO, que vou contar!!

Meu coração ia sair pela boca, uma emoção antes desconhecida por mim de repente me dominou. Eu flutuava como se estivesse nas nuvens. Uma onda de calor percorreu meu corpo.

-A NÃO! – exclamaram em uma só voz.


Corri para meu quarto e me larguei em minha cama. Me sentia como uma garota quando descobre o amor pela primeira vez, eu estava zonza , boba e sonhadora .



´s pov


Tinha algo acontecendo com a . Não me lembro de uma só vez que o nome do Dean fosse comentado que ela não ficasse mal. No entanto ela o vê duas vezes e ficou tão pouco abalada. Aconteceu alguma coisa nesse final de semana que a deixou assim, mas a pergunta é : o que?

Para ser bem realista , muita coisa estava estranha aqui. Batem à porta.

Nossa que agitação nessa casa! Telefonemas misteriosos da e presentes para a ! Se for mais algum do Emmett eu não atendo mais – pensei brincando.

-AI NÃO, OUTRO ENTREGADOR! AGORA EU FIQUEI COM CIÚMES, É PARA VOCÊ....DE NOVO! – falei alto fazendo as meninas virem para mais perto da porta, olhei por sobre o ombro e vi seus olhares de expectativas.

-Senhorita Davis? – indagou o entregador.

-Não! – Disse emburrada – onde assino?

Peguei aquele lindo buquet e vi rapidamente que havia um bilhete, nem deu tempo de ler o nome e praticamente voou tirando dos meus braços aqueles lírios brancos.

-HEY! – reclamei fazendo biquinho – eu nem tive o gostinho de pensar que foram para mim ! – caiu na risada e logo ficou tão apreensiva quanto eu para saber quem enviou as flores. Eu sentei no braço do sofá e a ficou em pé exatamente onde estava. Pude notar os olhinhos pretos da minha amiga brilharem, quando a ficava ansiosa ela mexia nas mechas de seu cabelo longo. Ela usava seu cabelo como uma cortina para esconder o rosto de modo que não pudéssemos ler suas expressões. Ainda pego ela por fazer isso!

-Vai ! Quem te mandou? Se foi o Dean eu mesma vou colocar fogo nisso! – explodiu .

-Não foi ele! E é tudo, eu disse TUDO, que vou contar!!

-A NÃO! – foi o dueto que fiz junto com a .

´s pov

Nos reunimos na sala, estávamos ocupadas com nossos afazeres. Meu advogado me deu a melhor notícia dos últimos meses. Olívia voltaria para mim mesmo que por apenas um dia. Tudo o que eu precisava saber o Sr Herrera me orientou e na próxima semana eu seria a mãe mais feliz do mundo.

Fiquei surpresa ao ver o entregador com aqueles lírios . Não poderia ser do Emmett , de novo.

-Senhorita Davis? – indagou o entregador. O que? Era para a ? Ela correu para ler o cartão.

-Vai ! Quem te mandou? Se foi o Dean eu mesma vou colocar fogo nisso – falei pouco exaltada. Não foi ele para minha surpresa, mas quem mandaria flores para a ?


´s pov


Ok! Definitivamente dez a zero para elas! Vestidos, ursos de pelúcias e agora flores! Jasper vai me ouvir. – pensei.

-? Quem será que mandou as flores? – fiquei curiosa em saber

-Hum ...não faço a menor idéia. – me respondeu com um tom decepcionado

-E o que o seu advogado disse? - pedi

Nunca mais havia visto aquele brilho nos olhos da minha amiga. Aquilo me deu uma felicidade tremenda. Ela correu e me puxou pelo braço , nos sentamos no sofá e ela começou a tagarelar.

- ,os advogados do crápula do meu ex – marido negociaram com o Sr Herrera
sobre eu ficar com Olívia no aniversário de quatro anos dela. Eu achei que ele não fosse aceitar...mas eles pediram um adiamento na data da audiência em troca . Bom, no sábado de manhã vamos buscá-la no local combinado e no final da noite terei que devolvê-la.

Agora isso foi uma apunhalada . Dar o gostinho de ter em seus braços sua filha e ter que ‘’devolver’’ como se fosse um objeto que se pega emprestado. Eu não sabia o que dizer, eu podia sentir a alegria da em ter sua filhinha ali mais já podia sentir o buraco que isso fará em todas nós. Olívia se vai e a tristeza de não vermos seu crescimento ou de tê-la mais tempo conosco ficará em seu lugar – pensei enquanto não parava de falar, nem prestava mais atenção quando ela me tirou do transe.

-!!!!!

-O que foi?

-Qual o tema da festa ? quero dizer, precisamos correr para aprontar a festinha de aniversário dela. O que será que ela gosta? – Céus! lá vem aqueles olhinhos brilhantes de novo.

-Bom não sei. Mais quero te dizer uma coisa...- Céus como vou dizer isso a ela? , pensei

-O que foi? – ela suspirou derrotada – eu sei. Não é para sempre, quando o dia acabar ela vai embora. Pelo menos eu posso sonhar , ainda tenho esperanças.

Seguiu – se um silêncio mortal.

Cap 10

Jasper´s pov



Minha vida está muito corrida. Estudar, ficar com minha família, mal tenho tempo para minha , e inda tenho que trabalhar. Decidi ir para a casa do Emmett ficar com minha família enquanto eles ainda estão aqui pela Europa.

-Esme! – disse com adoração ao ver aquela que me criou. Dei um abraço apertado e ela me retribuiu com um sorriso materno incrível. Que anjo!

-Olá meu filho pensei que não viesse mais nos ver, suas irmãs estão reclamando sabia querido?

-É!!! já não basta o Eddie que mal veio aqui! Vocês são muito ingratos sabia? Eu e Rose viemos do outro lado do mundo para reunir a família e vocês nem dão a atenção que merecemos!! – disse a caçula irritante

-Também te amo Ali! – sorri calmamente para minha irmãzinha e dei um abraço a prendendo pela cintura e a erguendo no ar dando voltinhas.

-PÁRA JAZZ! EU FICO TONTA! – ela reclamou

-Cadê o resto do clã? – quis saber enquanto colocava a caçula no chão.

E foi minha mãe quem respondeu.

-Bom, Carlisle e Rose foram até a casa do Edward e o Emmett foi ao escritório, mas já deve estar chegando. Pelo que conversei com ele, o sócio dele tem uma caso bem grande nas mãos , algo que envolve um império industrial e uma criança menor de idade.

Sentei no sofá onde parte da minha família se encontrava. Minha mãe na cadeira do papai do Emmett e a minha irmãzinha deitada no meu colo. Conversamos de tudo um pouco quando entra na sala uma Rosalie vermelha e meu pai preocupado.

-O QUE HOUVE QUERIDO? – pediu Esme assustada ao ver as expressões deles.

-Vitória. – ele respondeu seco

Conversamos sobre o ocorrido, não pude deixar de notar que aquilo não seria nada bom. Carlisle juntou – se a nós.

-FAMÍLIA CHEGUEI!!!!!! – disse o mais velho dos irmãos Cullen.

As mulheres deram gritinhos e Alice saiu saltitante pela sala indo de encontro ao Emmett que a recebeu de braços abertos. Como eu sentia falta disso! Quando morávamos em Forks na nossa adolescência nossa vida era assim, todos juntos e felizes. Mas hoje , crescemos e seguimos nossas vidas separados. Sinto falta de uma família.

-Ok Ali! Pode me largar agora? Eu ainda preciso respirar sabia? – apesar de brincalhão eu conhecia meu irmão muito bem para saber que algo não ia bem.

-Emmett! – disse Rose entrando na sala. – Vamos sair amanhã? Eu já estou de partida e não aproveitei minha estada aqui. O que vocês acham? Só os irmãos? – nunca tinha visto a Rose tão empolgada em nossa companhia, ela sempre foi reservada.

-Tô precisando me distrair mesmo. Por mim tudo bem....desde que possamos chamar as meninas também.

- ‘’Por mim tudo bem....desde que possamos chamar as meninas também.’’
Hum...estão sentindo ? – perguntou uma Rose divertida.

- O que ? – perguntamos em coro

-Um aroma de ... romance !! ou vão me dizer que não perceberam que o Emm só fala nessas meninas? fala aí maninho, quem é ? quero conhecer hein! – disse Rose segurando o riso

-Cala boca Rose! Deixa de ser chata, esse trabalho é da Ali! – retrucou Emmett

-Meninos parem com isso! – falou meu pai rindo de leve

-Deixa comigo, vou ligar para e ela fala com a e a . – falei antes que alguém caísse na gargalhada deixando meu irmão sem graça. Achava que isso era impossível, mas me enganei. A expressão dele o denunciava.

-Ei Jazz , vamos tentar apresentar a para o Eddie. Ele não escapa dessa vez. – Emmett me olhava travesso .

-Ai Rose, sobramos nessa! Vamos segurar vela! – falou Alice e nossos pais caíram na risada.

...

Combinamos tudo por telefone. Rose se trancou no quarto com a Ali para solucionar uma questão importantíssima para toda mulher – ‘’Com que roupa eu vou?’’ – Meus pais estavam jogando xadrez na sala e eu estava largado no sofá.

-Jasper, vou ligar para o Edward. – disse Emmett – eu apenas acenei em confirmação.

-Boa tarde mano!

-Boa tarde Emmett! Como vai?

-Vou ficar melhor se você disser que sim!

-Han? Não entendi.

-Te explico. A Rose quer sair amanhã com os irmãozinhos dela e nós não aceitamos um não seu como resposta. E a virá conosco .

-hum...não sei não, vocês não estão tentando me apresentar a amiguinha dela de novo , não é? Se for esse o caso eu não vou! Já disse que não quero conhecer ninguém Emmett eu sou completamente capaz de arrumar companhia ou uma namorada se eu quiser!

-Nossa mano,já se passaram dois anos e você...

-Emmett!

- fica calmo! Se quiser vir fique a vontade mas não faça má juízo da garota e nem nós queremos te insultar. ok?

-Desculpa , é que meu fantasma voltou a me assombrar hoje. Preciso da tua ajuda, de uma orientação profissional. Enfim, não esperem por mim se eu mudar de idéia eu telefono . Ok? , manda lembranças minhas ao pai e a mãe.

E aquela foi toda a conversa entre meus irmãos mais velhos.


Emmett´s pov

Acordei no outro dia com uma baita dor de cabeça. Depois de conversar com a Roselie eu entendi o que o Edward quis dizer com ‘’fantasma’’. Ele disse que precisa de conselho de um profissional mas eu discordo, ele precisa do irmão. Mas minha dor de cabeça não vinha só disso. Meu dia no escritório seria puxado. Tomei meu café antes mesmo da minha mãe levantar, peguei minha moto e corri para o trabalho.

-Bom dia Sr Cullen! – disse a nova secretaria .

-Bom dia . - respondi rapidamente e fui me trocar, afinal não podia estar tão informal hoje, logo hoje que eu iria conhecer o tal cliente que meu sócio largou na minha mão.

Entrei em meu escritório, liguei meu computador portátil, espalhei todos os documentos afim de revisá-los pela ultima vez antes de ir para minha reunião.

-Nathalie? – telefonei para minha assistente que se encontrava numa sala antes da minha. – quando o Sr Uckerman chegar encaminhe-o para a sala de reuniões e me comunique imediatamente após. Entendeu minha querida?

-Sim senhor ! – ela disse.

...

-Sr Cullen? – era Nathalie – o Sr Uckerman já se encontra na sala de reuniões à sua espera.

– Obrigada querida!.

Me dirigi a sala onde o tal homem me esperava. Ele era alto, forte e bem elegante. Ele encontrava-se na companhia de uma mulher. Fui em sua direção e estendi minha mão num gesto cortez.

-Bom dia Sr Uckerman, espero não tê-lo feito esperar muito – me virei para a mulher e a cumprimentei igualmente educado – Sentem-se por favor, se quiserem água, chá, suco ou algo para beliscar não se acanhem em pedir para minha assistente aqui.

-Não. Obrigado Emmett, eu e minha esposa agradecemos. – disse o homem.

-Para começo de conversa senhor Uckerman, aqui é uma reunião de trabalho e prefiro ser tratado formalmente, não lhe dei tal intimidade, não gosto de me envolver mais que o necessário com meus clientes , segundo fiquem a vontade para perguntar qualquer coisa sobre o caso ou para pedir algo e por fim vamos iniciar nossa reunião.

Sei que fui estúpido, não ganhei boa reputação e fama por ser bonzinho para meus clientes e pelo que li sobre o caso, pelo que meu sócio me contou sobre ele, e pelo meu sexto sentindo – eu não podia vacilar.

-Não quis ser intrometido, só acho que já que vai trabalhar para mim , devíamos ser mais próximos . Mas se esse é seu método de trabalho irei respeitar.

-Ótimo que nos entendemos. Bom Sr Uckerman , quero que me conte com suas palavras o que houve. Desde o inicio, depois quero que me diga o que quer de mim como seu advogado e o que espera do julgamento.

Antes que ele iniciasse a história percebi que a mulher do seu lado olhava assustada para mim e de volta para o marido.

-Tudo começou a alguns anos atrás. Eu conheci minha ex-mulher , nos casamos e ela engravidou. Só que seus pais queriam que ela herdasse a presidência da rede de multinacionais da família, coisa que ela não queria, e começamos a discutir porque queríamos objetivos diferentes. O casamento foi esfriando com o tempo, mas eu a amava ainda e queria lutar por nós dois ou melhor nós três , ela concordou que eu assumisse a presidência ela me implorou que eu assumisse suas responsabilidades . Todas elas, então ela me propôs um acordo, ela queixou-se de não estar bem que sua saúde mental não era mais a mesma depois da morte de seus pais. Tudo que fiz foi por nossa filha, sabe eu nem queria assumir tal cargo e muito menos tirar a nossa filha das mãos dela...

Sou bom ou melhor sou ótimo no que faço e não é a toa. Ele mente descaradamente e essa mulher ...vou pressioná-la para saber a verdade. Ela vai ser minha mina de ouro. Pude notar com meus olhos clínicos que iam dela a ele.

...mas aí senti a senhorita Stuart , que é a minha ex como o senhor bem sabe já que suponho ter lido todas as papeladas do processo...

Tive que interromper, defender um canalha não era algo que me orgulhasse e aquele tom irônico não ajudava muito – Não se preocupe com o meu trabalho, se eu fosse um péssimo advogado não seria dono da maior rede de advogados e você não estaria me pagando uma pequena fortuna por hora para defendê-lo, já que seus antigos advogados não foram capazes de por um fim nessa história toda. E por favor senhor Uckerman, se realmente quer que eu faça meu trabalho de advogado do diabo, CONTE-ME A VERDADE! - esbravejei assustando a mulher ao seu lado.

-O Sr é bem direto e grosseiro . Assim me ofende e ainda me dá o direito de processá-lo. – vá em frente, pensei, me processe – Mas não farei isso, um processo já me basta.

-Espero que esteja ciente de que depoimentos serão tomados e que qualquer contradição pode nos prejudicar Sr Uckerman, portanto espero que sua senhora seja muito boa atriz, por que se o juiz desconfiar da sua história estaremos com grandes problemas ou melhor , vocês estarão e a cadeia não é um bom lugar para se estar.

-Não estou mentindo! Essa é a verdade Sr Cullen! – agora era ele quem tentava me impor autoridade. E sua esposa se reprimia na cadeira quase as lágrimas. Odeio causar medo nas pessoas, principalmente em mulheres indefesas. Muito pior era a tristeza que eu sentia em ver uma família destruída Eu lutava mais pelas crianças que são as maiores vítimas nessas histórias do que por qualquer outra coisa envolvida.

-Se não está mentindo senhor Uckerman , como o senhor me responde ao fato de haverem provas concretas que o senhor mantinha um caso extra -conjugal com sua secretária desde antes da morte dos pais de sua antiga esposa?

– Isso é mentira!! - ele disse um tom mais alto.

– Não é o que estes tickets de motéis dizem contra o senhor! E como é que o senhor pretende justificar suas saídas enquanto a sua esposa que estava debilitada ? que marido ‘’apaixonado’’ como o senhor disse ser que deixava sua esposa sozinha quando ela mais precisava, grávida e abandonada pela única família que lhe restava? Esses vídeos aqui são bem interessantes. Você e a nossa cara , aqui presente, em Vegas! Tem noção que sua ex – mulher pode usar isso e muito mais contra o senhor?

O clima estava tenso. Eu tinha pena daquela mulher.

-Como você conseguiu isso? – quis saber e nesta hora sua esposa caia em prantos.

-Quando eu entro no jogo Sr Uckerman eu entro para ganhar! Eu tenho que está a dois passos a frente. Sua ex pode alegar traição, que foi iludida, e uma infinidade de coisas e a justiça vai ficar do lado dela sabe porque? Porque ela é mulher! É sozinha! Que foi injusto ela perder tudo! Que foi largada na rua da amargura! E que juiz vai acreditar que uma mulher que perdeu os pais iria abrir mão da guarda da sua única filha e de todo um império para ir morar de favor na casa de uma amiga?

-Mas...mas...- ele tremia na base, perdeu toda a pompa .

-Quer que eu diga o que eu realmente acho? Você jurou amor eterno a uma jovem rica , ela se apaixonou pelo príncipe encantado que na verdade era o vilão da história. Tudo foi de caso pensado, você queria vida boa e deu o golpe do baú. – dei meu melhor sorriso cínico – eu só não sei como você fez a pobre assinar aquele documento abrindo mão de tudo.

Ele estava chocado, a mulher chorava copiosamente e minha assistente nem piscava. Odiava quando eu me deparava com casos daqueles ,onde eu tinha que ser daquele jeito. Ríspido, irônico, articulado de uma forma negativa.

-Não tem como provar que eu fiz isso! – disse-me com um sorriso de vitória.

-Bom agora eu tenho , você acabou de confessar para mim que deu um golpe e que sua atual esposa foi cúmplice . Acho que pelas leis inglesas isso dá prisão perpétua para você e uns 80 anos ou mais para sua esposa. Era tudo o que eu precisa saber. A verdade da sua boca. Agora posso acertar todos os pontos do julgamento com vocês .

- Quais pontos? – perguntou – me engolindo a seco o fato de que eu havia descoberto toda a história.

-Vamos alegar que a queixosa sofre de transtornos de personalidade e que precisa de monitorizarão psiquiátrica , estando portanto incapaz de assumir tamanha responsabilidade como criar uma criança e liderar os negócios da família.

Terminamos a reunião depois de três exaustivas horas revisando cada ponto a ser explorado. Minha assistente me indica que alguém bate à porta e uma fresta abre me dando uma imagem de uma mulher com uma criança no colo.

-Pode entrar, o que deseja? – perguntei

-ER...desculpem a interrupção, mas é que a pequenina quer o pai e não pára de chorar. – disse a babá.

E uma criaturinha loira de cabelos longos e ondulados se solta das mãos que a prendiam e corre em direção ao pai. Aquela criança era linda, de laço de fita no cabelo, um vestidinho florido e agarrada a um ursinho de pelúcia que de súbito pára de chorar ao ver o pai. Ela me olhou assustada e eu apenas sorri para que ela não temesse. Aquele pequeno anjo me lembrou alguém, eu já vira aquele olhar e aquele sorriso, mas onde?

-Olívia quantas vezes vou ter que pedir para não me atrapalhar? Você é surda ou o que? E você ,sua empregadinha? já disse que te pago o triplo para você manter essa menina quieta e longe de mim – explodiu ele.

É difícil manter a ética numa hora como essa. Meu sangue já estava fervendo com a grosseria e canalhice daquele homem, mas ele ainda era um cliente. Se meu nome não estivesse envolvido eu mesmo quebraria a cara dele em quatro.


Cap 11

Edward´s pov

Eu ficava bem quando Vitória estava fora. Quando confrontei seus pais eles me alegaram que a culpa da insanidade da filha era minha. O nosso casamento já estava naufragando fazia meses, o ciúme doentio dela culminou no divórcio e meu desprezo por ela a tornou assim, chegou a tal ponto de enlouquecer.

-Sra Holmes por favor telefone para o escritório do Emm e me chame quando ele atender.

Não demorou muito e ela veio com o telefone na mão.

-Emmett mano?

-Oi cara! O que houve dessa vez?

-Pode falar? Caso contrário eu ligo depois...

-Não mano pode falar... eu estava mesmo pensando em você. A Alice já telefonou umas quinze vezes querendo saber se você vai sair connosco cara!

-É , ela sabe como irritar – não pude conter o riso, Alice realmente é insistente , já imaginava as expressões que ela fazia – mas mudando de assunto, eu preciso saber como faço para colocar Vitória de volta na clínica. Logo agora que eu con...- droga quase me denuncio - enfim, falei com os pais dela.

Depois de contar toda a conversa com a família dela, fiquei muito mais aliviado em saber que eu não tenho qualquer responsabilidade sobre ela, muito menos a obrigação de aceitá-la de volta, afinal quando ela foi internada já estávamos separados e foram os pais dela quem assinaram o termo de responsabilidade por ela.

Tudo o que precisaria era conversar com ela e pedir que fosse embora.


´s pov



Eu estava realmente animada para o encontro de logo mais a noite. As meninas estavam animadas à décima potência, nunca tinha visto a tão ansiosa. Já havíamos chegado fazia meia hora e estávamos conversando animadamente no quarto da diante do espelho tentando escolher uma roupa que ficasse bem em nós. Jogamos todas as roupas em cima da cama, havia sapatos, jóias, acessórios em geral espalhados. Telefone toca.

Me afastei um pouco enquanto as meninas me olhavam com expressões curiosas.

-Olá! – disse meio empolgada, meio boba. Dei bandeira.

-Que bom ouvir sua voz! – meu corpo reagia sempre a lembrança de seu toque e ao timbre de sua voz.

Abaixei ainda mais a minha voz

-Eu ia dizer o mesmo...- mas fui interrompida

-Meu amor ...- meu amor? Ouvi bem? - Eu preciso te ver novamente! Que tal jantarmos juntos? Você diz a hora e o dia, mas terá que confiar em mim quanto ao restaurante. – Contanto que ele esteja comigo tanto fazia onde iríamos jantar, mas o que ele estaria aprontando? Pensei.

-Sim eu confio!

-Que ótimo! Mal posso me conter. Só em pensar que vou te ver novamente minha mente voa longe. Meu corpo sente sua falta!

Não sei explicar este sentimento que crescia em mim por ele, nos vimos duas vezes e foi o suficiente para me preencher por dentro. Eu sentia que ele me completava, me curava do buraco que havia sido aberto por outro, que julguei não ser capaz de cicatrizar.

Não queria esperar muito para reencontrá-lo, meus instintos mais profundos não permitiam esperar tanto para sentir seu abraço ou sentir seus olhos, aquele mar esmeralda me queimar a pele . Só o vendo meu coração se aquietaria.


Emmett´s pov


Nossa, minha cabeça vai explodir. Em dois meses tive que comprar apartamento novo, decorar, mobiliar, preparar mudança de um país para outro, fazer uma minuciosa auditoria e de brinde ter que advogar para um safado alpinista social. E agora Vitória! Er...preciso esfriar a cabeça.

O Edward está estranho. Pude perceber quando estamos conversando ele parece evitar falar de mais ou se interrompe. Aí tem e eu vou descobrir.

-Nathalie? – chamei- a

-Sim?

-Já terminou seus afazeres?

-Sim. Precisa de mais alguma coisa?

-Preciso sim, eu sei que já passou da sua hora. Mais eu juro que não peço mais nada hoje. – nossa que maldade fazer isso...olha a expressão da coitada.

-O que precisa que eu faça?

-Eu preciso que você me faça um balanço geral dos relatórios do setor de contabilidade, me faça um milk shake e...- putz, ela vai me fuzilar – Hey eu to brincando , vá para casa! Eu só queria saber se você ainda estava aqui.

-Que susto! Ok, divirta-se chefe!

-Com certeza.

Voei baixo no asfalto, tomei um belo banho e quando dei por mim quem estava atrasado era o Jasper. Alice estava muito bem vestida como sempre, maravilhosa. A Rosalie estava divina, perfeição era a palavra certa.

-Hey escutem as duas. Vão tirar essas roupas agora e isso é uma ordem!

Meus pais me olharam confusos e elas desesperadas, se bem as conheço devem estar pensando que a roupa não combina ou que faltou algum detalhe.

-Por que Emmett? – questionou Rose

-Está tão feia assim? Esse vestido é novo! Comprei só para usar hoje! – falou Alice

-Vocês estão lindas demais e eu vou morrer de ciúmes se algum cara tentar tirar minhas irmãzinhas de mim! Eu juro que mato eles!

-AHHHHHHHHHHH EMMETT! – falaram as duas atirando travesseiros em mim

-Qual é? Eu sou ciumento mesmo!

-Vamos embora Emmett, já são 20:00 hrs e o táxi já está lá em baixo.


´s pov

Meu Jasper estava incrivelmente atrasado. Eu fui a primeira a me arrumar, escolhi um vestido belíssimo, me maquiei, perfumei todo meu corpo e por ultimo calcei minha Prada. Me admirei diante do espelho.

Até que enfim Jazz me telefona. – pensei.

- Amor?

-Oh querido que demora! Cadê você?

-Desculpa, eu estava no bar conversando com meu novo fornecedor, chego em vinte minutos, ok?

-Ok! Não demora não que eu estou morrendo de saudade dessa boca linda!

-Não fala assim garota que eu fico animadinho hein!

-Então vem logo!

-Ok, te amo! Tchau!


-WOW ! – minha amiga estava esplendida!

-Você está exagerando . Eu nem estou tão produzida assim, ok? – retrucou

-Assim você vai enlouquecer meu cunhadinho garota! Coitado do Emmett, será que ele vai sobreviver depois da parada cardíaca que ele vai sofrer depois que te ver? – brinquei

-Cala a boca e pára com essa brincadeira!! Alguém pode ouvir isso!! – eu adorava irritá-la com isso e ela sempre caia.

-Mudando o alvo da conversa . Será que a conheceu alguém? De quem eram aquelas flores? Quem era que estava ligando para ela mais cedo? Por que ela fala quase aos sussurros e fica toda vermelha? Sei não mais meu sensor de romances está avisando que aí tem!

-Eu ia adorar saber que ela seguiu em frente e que o Dean está morto e enterrado na vida dela. – respondeu

-Estou pronta! – disse ao entrar no ambiente. Como me fazia bem ver minhas amigas radiantes de alegria, uma onda de paz invadia aquele apartamento. – Demorei muito? – ela completou.

-NOSSA! Você está...está...ok, fiquei sem palavras. – disse por fim e gargalhou junto a .

-Vamos tirar uma fotografia! – falou e em segundos ela já tinha a máquina nas mãos. Posicionou a máquina no tripé sobre a mesa e nós corremos para nos alinhar e em poucos segundos um clarão surgiu.

-Eu quero ver me mostra como ficou!!! – implorou

-Vamos tirar outra...mas agora eu quero caras e bocas viu! – falou

-Você ainda está nessa de panteras é? – perguntei em tom de deboche

-Foto espontânea! E digam: Sexys! – disse antes de cair na gargalhada.

TOC TOC

-JASPER ! - Foi o coro que fizemos.


´s pov


Falei com o Jasper e não pude deixar de notar a expressão dele. Nos olhava de cima a baixo.

-MEU DEUS! MORRI E FUI PARA O CÉU! – disse todo divertido

-Se você morreu eu não sei só sei que estamos atrasados e se você continuar a olhar para nossas pernas vai te matar de verdade! – comentou entre risos , o olhou tentando fingir cara de má, mas seu rostinho angelical não permitiu seu sucesso.

...

Seguimos no carro do Jasper até o restaurante. Luxuoso e de muito bom gosto por sinal. Pude notar que algumas mulheres nos olhavam fofocando algo e pude ver também que os homens nos olhavam secando cada parte de nosso corpo a mostra. Jasper percebeu e não gostou tomando uma postura defensiva.

-Juro que se algum cara aqui olhar para vocês comendo com os olhos eu nem sei o que faço! – falou Jazz

-Você não vai fazer nada! Por que aquelas mulheres ali também estão te admirando muito para meu gosto! – era o lado ciumento da falando mais alto.

-É Jazz, estamos quites! – falei

-Vamos pensar assim: as mulheres estão com inveja de nós por que somos divinas e os homens estão sonhando em ser o Jasper nesse momento ! – definiu


Andamos até nossa mesa onde já se encontravam uma mulher pequena, uma loira de traços marcantes e meu mais novo amigo, Emmett. Todos estavam perfeitamente vestidos. Me deparei com um fato que antes eu não tinha percebido. Apesar de extremamente belos, Jasper e os irmãos não se pareciam em nada.

Foi hilariante ver a cara que o Emmett fez quando entramos no reservado. Seus olhos iam de cima a baixo, seu olhar fixo em nós três.

-Deixem que eu apresente ao restante do meu clã garotas. Esta loira é minha irmã Rosalie e esta pequena de cabelo espetadinho é minha Alice. – Jasper fez as honras.

Nos cumprimentamos formalmente.

- Hey esqueceu de mim foi? Deixa pra lá eu me apresento! Olá eu sou o Emmett, loiro, alto, solteiro e a procura! – brincou ele

As conversas paralelas não me impediam de pensar em Edward me chamando de amor e o que aquilo provocou em mim. Fui tirada do transe quando Emmett brincou com a .

A noite passou muito rápido quando dei por mim já era mais de 11 da noite, passei quase a noite toda conversando com Roselie e Alice, senti que eu possuía uma ligação com elas, que seríamos grandes amigas.


Emmett´s pov



O Jasper superou a mim com este atraso. Eu já não entendia uma linha do que Ali e Rose falavam quando dei por mim tive o prazer e a honra de admirar minhas amigas. Elas estavam tão maravilhosamente lindas, atraentes e sexys que não percebi a cara que eu fiz até notar que estava sorrindo , não para mim mas de mim.

estava estonteante, se eu havia me impressionado quando eu a fiz vestir cada peça de roupa estando ela limpa de maquiagem , acessórios e salto , agora ela havia me chocado. Como era linda, vislumbrante e aquele vestidinho curto e decotado em ‘’V’’ deixou à mostra seu colo com seios fartos , fui descendo os olhos por aquele vestido vermelho paixão colado ao seu corpo e pude admirar suas curvas perfeitas e suas pernas roliças . Que mulher era aquela na minha frente?

Alice me cutucou e foi aí que percebi que estava dando bandeira de novo. Entrei na conversa , brinquei . Do nada eu vi um flash. retratou aquele nosso encontro.

-Assim não vale eu não estava prestando atenção! – reclamei

-Ué mano, presta a atenção e pára de olhar a ! – observou Rose

Ou eu entrava na brincadeira ou me denunciava.

-O que eu posso fazer se ela está tão sexy?

Todos caíram na risada exceto que ficou muito constrangida.

...

-Wow garotas vocês estão muito lindas. Assim é maldade comigo e com o Jazz, somos apenas dois para cuidar de cinco! Olha aquele cara ali babando nas curvas da – indicou o tal homem – TEM GENTE QUE NÃO TEM VERGONHA NA CARA E FICA DANDO EM CIMA DA MULHER DOS OUTROS!

-EMMETT! – falou ficando toda vermelha -Quem escuta pensa bobagem! – rebateu

-Perdoa meu irmãozinho , ele esqueceu de tomar o remédio dele hoje! – brincou Ali

Fomos interrompidos por uma voz que ecoou pelo restaurante.

“Gostaria da atenção de todos por favor” – todos nós nos aproximamos e ao que parece todos os clientes também prestavam a atenção – “por favor, toque aquela” - e dito isto o pianista começou uma melodia que reconheci ser a música You never find, o rapaz ruivo começou a declamar uns versos simples e terminou com um pedido de casamento. Todos no recinto aplaudiram, juro que vi a ficar com olhos marejados de lágrimas, estava sonhadora e a fez uma caretinha azeda.

Voltamos aos nossos lugares. E teceu um comentário inesperado.

-Se um cara fizer isso comigo eu mato ele na hora. Odeio essas coisas melosas em público!

Ela selou sua sentença.

- não fale assim...nunca se sabe do amanhã – falou meu irmão, era a deixa que eu precisava.

Ela riu e se levantou indo ao toillet. Não perdi tempo. Fui até o pianista e pedi que tocasse uma música bem romântica e clássica. Meus irmãos não se agüentavam de tanto rir, Alice era contra, mas ela era sempre contra as minhas brincadeiras. Quando ela ia passando pelo salão eu chamei seu nome.

-, meu amor! – comecei, por dentro eu me acabava de rir com a cara de assustada que ela fez e depois me lançou um olhar fuzilador do tipo “pare se não morre” - esta canção é para você, o grande amor da minha vida! – todos ali aplaudiam - eu sei que você me ama tanto quanto eu te amo, não lute contra esse sentimento querida – olhei para Alice que reprimia o riso, Jasper chorava de tanto rir e registrava as imagens como previamente combinado.

Continuei a falar coisas melosas que me vinham a cabeça na hora. Fui até uma mesa e pedi uma rosa que havia lá. Ela estava paralisada fumaçando. Andei lentamente até ela, fiz todo um charminho e lhe dei a flor. No fim da canção repeti o gesto do outro cara e a pedi em casamento com direito a ficar de joelho na frente dela.

Olhei ao redor e instiguei um coro dizendo um “SIM”, ela olhou ao redor . Me levantei e não havia mais humor na minha brincadeira, ela me olhava torto e quando vi um meio sorriso sabia que estava perdoado. Ela simplesmente me deu as costas e voltou para nossa mesa. Se fez um silêncio no interior do restaurante. O feitiço virou contra o feiticeiro, fui eu quem ficou sem graça, todos me olhando com pena. Pensa rápido Emmett – pensei. Dei uma desculpa esfarrapada e sai de cena.


´s pov


Não podia acreditar que ele fez isso comigo! Eu odeio ser o centro das atenções! Mas como ficar com raiva do meu amigo? Principalmente quando ele me trata tão bem, tão amável, tão carinhoso?! Ele me olhando com aquele par de olhos azuis tão intensamente! Me fez pensar bobagens, mais eu tenho que me contentar em ser só uma amiga.

Sai do meio do salão deixando ele de graça. Se ele achou que fosse me deixar encabulada por muito tempo muito se enganou!

Cheguei à mesa, todos riam, eu fechei a cara mais não agüentei muito tempo e desatei a rir. Quando Emmett entrou tomei minha expressão anterior e fechei o cenho.

-Está com raiva amor? – ele perguntou com cara de cachorro que caiu da mudança

-Deixa de ser cínico! Você nem consegue disfarçar seu chato! – falei dando pequenos socos em seu peitoral.

Pedimos a conta e depois de muito insistirmos em dividir o pagamento, coisa que não conseguimos já que nem o Jasper nem o Emmett permitiram . Fomos para o bar.

Esticamos no pub do Jazz. Ele e sumiram por boa parte da madrugada dançando na pista. Eu já havia bebido de mais, de repente me deu vontade de dançar também. Alice, e Roselie estavam empolgadas conversando. Fui sozinha para a pista e comecei a dançar. Vi os olhos do Emmett me olharem sem piscar, fingi não notá-lo e dancei mais passional, mais sensual e quando dei por mim ele estava do meu lado com um sorriso malicioso me puxando com violência colando nossos corpos.

-O que foi? – perguntei debochada

-Você está me provocando ou é impressão minha? – ele me olhou tão intimamente que quase fez o efeito do álcool evaporar .

-Eu? Provar você ? Ops…quis dizer provocar você?...hum...acho que bebi de mais. – desconversei.

-Vamos ver quem pode mais nesse jogo!

Ele passeou com sua mão enorme espalmada pelas minhas costas parando a centímetros do meu quadril, baixou a cabeça e sentiu o aroma do meu perfume – o que me fez arrepiar toda, ele percebendo isso riu baixinho em meu ouvido.

-Achei seu terceiro ponto fraco!

Olhei sem entender.

-Quais os primeiros? – quis saber

-O primeiro sou eu e o segundo é o álcool. – disse me encaixando entre suas pernas
Senti um calor subir, minha respiração ofegar. Me desencilhei de sua pegada antes que eu perdesse a compostura, a vergonha na cara e por fim , meu amigo. Amigos são só amigos, não dá certo ou se é amigo ou é outra coisa.

Fui para longe dele e me soltei ao som da música. Alguém me cutuca pelo ombro. Me virei e era um homem lindo me chamando para dançar. Fui. Em menos de dois minutos Emmett aparece me tirando de perto daquele homem.

-Hoje você só pode dançar comigo!

-Então o que está esperando? Vamos dançar seu bobo!

Dançamos ao som daquela batida. Emmett deu um gole em sua bebida. Ele me olhava feroz, senti sua mão me alisar e o fogo subir, resolvi entrar na brincadeira e comecei a provocá-lo também. Peguei suas mãos com as minhas e deslizei pela minha silhueta. Ele sussurrava coisas que eu não entendia. Depois de um tempo disse que ia no bar. Pedi um drink e fiquei ali sentada no banco tentando me recompor. Ele chegou na minha frente, apoiou seus braços no balcão um em cada lada lado do meu corpo.

-O que eu faço com você? – me perguntou

-Simples. Nada. – falei

-Nada? Você com esse micro vestido cor de fogo, mostrando o que não deve, me provocando, linda por dentro e por fora, solta, sagaz...eu quero você mesmo que seja só por hoje!

Antes que pudesse responder ele me beijou numa intensidade inacreditável. Sua língua devorava a minha quando senti uma de suas mãos apertar minha coxa em seguida ele fez o mesmo com a outra.

Com certa força e velocidade ele abriu minhas pernas e se encaixou entre elas...


N/A: NÃO ME ABANDONEM E COMENTEM!!! Essa história promete fortes emoções...

Cap 12
´s pov

Quando suas mãos másculas apertaram as minhas coxas as afastando ele parou entre elas e as massageou. Quando dei por mim suas mãos já estavam dentro do meu vestido e subindo. Só conseguia olhar em seus olhos que estavam escurecidos de desejos e luxúria. Um tremor percorreu todo o meu corpo e o ar já não era suficiente para me manter estável.

Olhei em todos os lados à procura de qualquer sinal de que havia alguém nos olhando. Eu tinha medo. Medo de me deixar levar. Medo de não estar a altura daquele homem, medo de não corresponder fogo com fogo.

Ele simplesmente sorria maliciosamente e fazia trilhas de beijos pelo meu pescoço , o que me fez ofegar. Senti todo o peso daquele homem sobre o meu corpo. Tentei inutilmente me mover e terminei derrubando algumas coisas que estavam sobre o balcão. Ele se afastou de mim para olhar o meu pequeno estrago, me levantei e ele só disse um “eu pago” para o barman. Ele se virou para mim me puxando com um só braço o que foi suficiente para meu corpo se chocar com o seu, sem demora ele me beijou. No início foi calmo e apaixonado mas não demorou muito e tudo era um fogo incontrolável. Ele saiu me “rebocando” contra uma parede mais afastada da pista de dança e do bar. Não cortamos nosso beijo insaciável, ele já desabotoava sua camisa deixando a mostra seu peitoral super desenvolvido. Não me contive e pousei minhas mãos sobre aquele bloco marmóreo, queria sentir toda aquela masculinidade. Agora era ele quem não se continha. Me empurrou para dentro do que julguei ser o banheiro feminino contra uma parede. Logo ele me sustentou no ar pela cintura e me colocou em cima da pia e... trin...trin...

-Han? Ai meu deus que horas são? – falei meio atordoada. - Que sonho foi esse? – despertador maldito! Por que me acordou? – xinguei mentalmente. Não acredito que fantasiei uma noite com ele! – falei baixinho para mim mesma, estava ofegante com o desfecho que eu havia cogitado para noite anterior.

A primeira coisa que eu fiz foi correr para o banheiro tomar uma ducha fria. O Emmett havia incendiado meu corpo e libertado de dentro de mim uma série de sensações, calor e desejos que eu nunca pensei ser capaz de sentir. E tudo apenas com palavras diretas, um olhar sedutor inacreditável e um beijo.

Não sei de onde tirei tanta força para simplesmente repeli-lo. Fui forte demais ou burra de mais para não sucumbir as suas investidas. Senti queimar onde ele havia tocado com tanta vitalidade. Rosto, braços, minhas pernas. Mais uma parte de mim desejava ardentemente muito mais que palavras intensas ditas na hora certa – e esta parte estava sobre o efeito do álcool, pelo menos era nisso que eu queria crer, a outra parte de mim me dizia para lembrar de manter o foco.




´s pov


Acordei de contra gosto para ir trabalhar, estava exausta. Eu nem saí da mesa para dançar. Alice e Rose são ótimas companhias para conversar e sair. Vez ou outra espionava as pessoas dançando e via dançando com o Jasper. Via de relance a troca de olhares e beijos apaixonados entre eles o que me deu um novo fôlego. Eu poderia amar de novo. E se com Edward fosse diferente?

estava dormindo profundamente no seu quarto e quando cheguei na frente da porta entre aberta do quarto da me deparei com uma cena no mínimo estranha. Ela estava dormindo agarrada ao urso de pelúcia que o Emm havia lhe dado dias antes.

Tomei meu banho e sai, no caminho recebo uma ligação. Meu carro estava enfim pronto e minha exposição a bancada da universidade foi antecipada para a sexta de manhã.


´s pov


Nossa que noite! Foi ótimo quebrarmos a rotina. Enquanto dançava com Jasper meu mundo parou. Só havia eu e ele. Nada mais. Não precisava de nada mais, o nosso amor nos bastava preenchendo qualquer vazio, qualquer buraco que pudesse haver em nossas vidas. Ele era com certeza a parte que me faltava.

Acordei e olhei o despertador. Já estava atrasada mesmo, então resolvi voltar para os meus sonhos.

Não demorou muito e fome bateu. Levantei literalmente arrastando os lençóis e dei uma conferida nas meninas e para minha surpresa ainda estava dormindo e falando algo que não consegui entender.

A casa estava silenciosa e quando cheguei à cozinha li um recadinho da escrito na porta da geladeira .

Amo vocês ! não quis acordá-las , volto antes das três horas. Tem almoço pronto, só é esquentar!!!

-Ela sempre pensando em nós. – sorri com o recadinho e pensei em como era agradecida por tê-la como amiga.


Emmett´s pov

Ainda não acredito nisso! – era o que eu pensava desde que ela simplesmente me rejeitou. Nenhuma mulher havia feito isso antes. Que desculpinha foi aquela de "estou com sono" ? , eu a tinha a beijado , eu queria fazer aquilo e mais. Aquele vestidinho estava me matando. Que mulher espetacular! E mesmo ela me dando pistas de que queria algo mais ela só disse: "estou com sono" e saiu.

-Emm você pode pegar nossas malas? – perguntou uma voz que eu não vi de onde vinha

-Emmett Cullen! Terra chamando! – Era Rosalie

-Ele está assim ...meio cabisbaixo desde ontem quando ele voltou do bar. – comentou Alice. - Nada parece escapar de seus olhos. – pensei.

-Eu estou com uma baita ressaca pode ser ou está difícil? – falei meio mal-humorado

-Meninas deixem de implicar com ele – falou Esme

-Obrigado mãe! – agradeci

Me apressei em pegar as malas dos meus pais e fui colocá-las no carro do Jasper. Edward nos encontraria no aeroporto.

Meu humor já estava bem melhor com o decorrer do tempo, jogamos conversa fora até o voo dos meus pais ser chamado. Alice e Rosalie decidiram esticar sua estadia aqui por mais uma semana.

Segui para meu trabalho com a promessa de voltar para almoçar em casa com meus irmãos.


´s pov

Na hora do almoço aproveitei e dei uma fugida até a oficina para pegar meu carro. E o pior, saber o tamanho do meu prejuízo. Enquanto o meu mecânico de confiança fazia os cálculos eu aproveitei para ver s reparos.

Abri a porta do motorista e entrei. Quando já estava bem confortável no banco tateei pelos compartimentos, reajustei o retrovisor e foi pelo mesmo retrovisor que eu vi todas as rosas que eu havia ido buscar. Elas estavam murchas , sem vida. As peguei e fiquei a lembrar de tudo o que havia me acontecido por causa delas.

Se eu não tivesse ido buscar tão longe de casa eu não teria reencontrado Edward. Meu salvador. Meu herói . Meu anjo da guarda particular. Depois de achar que levaria anos até me recuperar do estrago emocional que o Dean me causou eu me via suspirando e sonhando acordada mais uma vez.


-? Está me ouvindo? – perguntou Kieth

-Han? Falou alguma coisa? – respondi mecanicamente.

-Perguntei o que houve? Digo com o carro, o que houve?

-Animais na pista. Em Oxfordshire.

...

Como havia planejado saí mais cedo do trabalho e voltei para casa.


Jasper´s pov

Nunca pensei que fosse sentir tanto amor por uma mulher como eu sinto pela . Com certeza ela é a mulher da minha vida. Sem ela eu não sou nada.

Não quis voltar para a república onde eu morava , preferi dormir na casa do meu irmão Emmett, já que de manhã cedo teríamos que levar nossos pais para o aeroporto.

-Ai que maravilha queimar um dia de aula! – comentei alto chamando atenção das minhas irmãs .

-Hum...será mesmo que essa alegria toda é só por queimar um dia de aula? – falou Rose que veio de algum lugar da sala me depositando um beijo na minha testa.

-Isso para mim tem outro nome. Eu bem vi vocês dançando juntinhos , trocando carinhos e beijos que faria inveja até Romeo e Julieta – falou Alice se juntando a Rose no sofá onde eu estava deitado.

-Fazer o que se eu encontrei a mulher mais doce, mais linda, mais pura que eu já vira?

-Ai que fofo Jasper! Você está completamente apaixonado! – esta foi Alice

-Eu te dou todo o apoio maninho, se é ela quem você escolheu eu te apoio. Eu amei ela, é tão angelical meio criança até. Ela é perfeita para você meu irmão. – Rose

Ficamos os três no sofá do Emmett. Deitei minha cabeça no colo da Rose que afagava meu cabelo num gesto fraternal e Alice estava sentada na outra ponta. Depois de algum tempo elas foram dormir para recuperar a noite mal dormida . Edward entra pela porta juntamente com o Emmett.


Emmett´s pov

Edward foi resolver seu pequeno contra tempo chamado Vitória e em seguida foi para o meu escritório.

Discuti com ele sobre alguns pontos da auditoria que ele realizou para mim e sobre outras questões administrativas, uma vez que ele é meu administrador.

No final relaxamos. Contei-lhe sobre a noite passada e em como ele foi azarado por não ter ido. Rimos à vontade. Ele vez ou outra tentava reservar uma mesa em um restaurante pelo que pude entender, eu fingia não prestar a atenção nele sentado na minha poltrona usando o meu telefone. A pergunta era : para que ele reservaria uma mesa? Seria um encontro? Mais com quem? E Vitória?

-Sim sexta as 20 :00 horas está perfeito. E as flores? (...) hum....não, lírios não. Rosas (...) não me importa a cor (...) ok! Pegarei as 19 : 30 hrs. Boa tarde. – foi o que ele disse

Eu estava doido para perguntar. Mais me segurei. Voltamos para minha casa e nos deparamos com o Jasper a vontade no sofá.

-Eddie! Que bom que veio. – disse Jasper todo animado.

-Nossa quanta euforia! Pelo jeito a noite foi realmente boa! – este foi Edward que se acomodava na minha poltrona do papai. Por que todo mundo senta nela, menos eu?

-Foi maravilhosa meu caro. Passei a noite toda com a minha garota, bebi, dancei, ri a vontade com meus irmãos e ainda , cá entre nós, o que foi aquilo ontem? A estava um espetáculo de mulher e então! Que a não me escute. – comentou Jasper num tom de confissão.

-O nome da tal que vocês querem tanto que eu conheça também é ? – Eddie quis saber

-É sim. Mais espera aí, como assim ‘’também é ’’? – pedi

-Edward você está....- começou Jazz

-LÓGICO! Está saindo com alguém só pode ser isso! – parei um segundo e completei – pelo menos justifica a reserva no restaurante e as flores que eu ouvi você pedir pelo telefone! – o olhei ficar inexpressivo .

-Ok! Me rendo, vocês venceram! Réu confesso! – Edward levantou as mãos como se realmente estivesse rendido.

Jasper sentou –se de imediato e o encarou esperando que ele continuasse e eu fiz o mesmo .

-Qual é? Vocês querem mais o quê? – perguntou ele querendo mudar de assunto – vão, perguntem, eu sei que vocês querem perguntar.

-Claro , isso não se esconde dos irmãos não é? Quem é , de onde é, quantos anos, mora onde? – Jasper despejou

-Ela também se chama , é mais nova que eu um ano e ela é simplesmente perfeita. Não sério, ela é linda, inteligente, parece um furacão e o mais engraçado é que ela é tão meiga, sabe? Tão doce...eu não sei por que não a conheci antes.

Edward estava realmente maravilhado com essa mulher. Ótimo, pensei. Jasper comprometido e agora Edward se arranjando e eu chupando dedo!

-Lembram no dia em que me meti naquela briga lá no bar? – olhei para o Jazz e assentimos. – pois bem, a mulher pela qual eu me arrebentei naquele dia é ela.

-Sério Edward? Mais e o cara? O tal homem que estava com ela? – pediu Jasper tão curioso quanto eu.

-Ele é um ex que não aceitou a separação. Cara , como é que tem homem que não se toca? Depois de quase quatro anos ele ainda a perseguia. Ele destruiu parte dos sonhos dela. Fico imaginando o tanto que ela sofreu e eu aqui, feito um idiota perdendo tempo com sexo casual ou relacionamentos vazios.

Nunca vi o Eddie tão sincero quanto a seus sentimentos, isso me deixou um tanto pensativo.

– Mais eu quero saber mais sobre ontem. Emmett , só você ficou para trás .- caçoou Edward.

-É mano até o Eddie tem encontros e você nada. Cadê o conquistador nato que havia em você? – Jasper também entrou na onda e começou a me zoar.

-Não quero falar! – falei já ficando emburrado.

-Emm você só fica assim quando leva um toco, qual é? Fala ai estamos entre homens e somos irmãos, não precisa ter segredos. As meninas estão dormindo, não vão ouvir. – Jasper quase implorou.

-Ok, eu falo. – como é que eu vou falar isso?, pensei. – Bom eu já estava bem alcoolizado quando cheguei no bar e me senti ...- será que devo dizer? Continuei a pensar, a lembrança da dançando solta me provocando daquele jeito mostrando toda uma sensualidade aflorada que me prendia à ela. Minha mente memorizou cada segundo daquele rebolado e de como o seu cabelo se mexia ou como ela ficou quando eu investi nela.

-Emmett? E o resto da história? – pediu Edward .

-Oh sim, sério eu não como dizer isso .- admiti – eu beijei a , pronto falei.

-Wow! – exclamou Eddie que agora ficou curioso.

-Conta, como foi isso Emmett? – questionou Jasper.

-Era a segunda vez que eu a via tão atraente, tão sexy , cara. Você a viu Jasper! Você mesmo admitiu que ela estava espetacular. Sei lá eu só tive vontade de ficar com ela. Confesso que pensei que ela também quisesse ficar comigo.

-Por que acha isso? o que houve? – Edward queria saber.

-Ela estava meio que me provocando, sabe? Ela dançava de um jeito que me deixou louco. Eu tentei provocar ela para ver se era isso mesmo, mais ela sempre fugia de mim. Até dançamos juntos e eu tinha certeza que era isso que ela queria. Ela foi até o bar e eu fui atrás dela, a provoquei mais uma vez e a beijei mais...-suspirei frustrado

- Mais...? – interrogaram juntos.

-E ela saiu com um “estou com sono” e saiu me deixando de graça.

-UAU! Por essa eu não esperava Emmett – comentou Jasper.


´s pov


Cheguei em casa e encontrei as meninas deitadas no sofá cama no meio da sala.

-Boa tarde minhas belas adormecidas! – cumprimentei-as

- Oi fala baixo que a está morta de dor de cabeça – avisou .

-Hum desculpa amor ficou de porre foi?. – desculpei-me -Adorei a noite de ontem e vocês? – comecei

-Eu amei! – esta foi

-Bom, nem vou comentar. Primeiro o Emmett faz aquela palhaçada na frente de todo mundo e depois eu quase fiz uma bobagem. – o quê? A fazendo bobagens? Como que eu não vi isso? – pensei.

-O que aconteceu? – quis saber

-O Emmett veio se jogando para cima de mim e a gente se beijou ontem. - respondeu

-Conta tudo menina, não me esconde nada. – pedi entusiasmada.

Ela contou sobre as diretas dele e de como ela reagiu a tudo. Sinceramente me pergunto como ela se refreou? Por que se fosse comigo eu não teria tanta força para fugir.

-Amores eu vou estudar mais um pouco, vou defender minha tese amanhã de manhã e de tarde vou comprar o presente da Olívia. – avisei

-Meu deus! Já tinha esquecido!!! – falou .



´s pov


-Eu não esqueci, como poderia esquecer o dia mais importante da minha vida? Contratei um buffet para 20 pessoas. Já comprei um presente...só não sei o tema da festa. O que será que minha pequenina gosta? – agora eu estava aflita

-Vamos vasculhar as coisas dela que ainda estão aqui , quem sabe não achamos alguma pista? – sugeriu .

Remexer nas coisinhas dela só fez aumentar minha saudade dela. estava remexendo em uns álbuns de fotografias quando eu vi cair uma foto. Me abaixei para apanhá-la e vi uma foto da com Olívia, ambas vestidas de bailarinas clássicas. Minha filha tinha pouco mais de um ano e meio.

-Já sei! – falei alto

-O quê? – quis saber minha amiga

-O tema será “O lago dos cisnes”! – anunciei otimista.

-Então o que estamos esperando para preparar tudo? – interrogou .

Cap 13

´s pov


Minha avaliação. Estava preparada e sabia que conseguiria. Deixei meus problemas de lado e me foquei no meu objetivo. Vesti uma roupa extremamente formal e elegante. Me dirigi até o local indicado e me deparei com outras alunas ali. Fui a primeira a ser chamada.

Meu coração batia a mil por hora. Olhei firmemente para os mestres sentados à bancada, respirei fundo e apresentei meu trabalho. Me sentia confiante , sabia que aquilo era fichinha perto da minha outra avaliação – a que carimbaria minha ida para minha carreira promissora.

-Obrigada pela atenção. – disse finalizando e tinha certeza que havia impressionado. Agora eu era a “Senhorita Davis – Mestre em história da arte”

Sai plenamente satisfeita com meu feito e quando chego no hall do prédio sou surpreendida pelo porteiro.

-Srta Davis, tenho uma encomenda para você! – falou o gentil senhor

-É? quem mandou? – pedi

-Um entregador. Como não havia ninguém em casa ele deixou aqui comigo – me respondeu

Ele me entregou e eu fui para meu apartamento. Ansiosamente adentrei e corri para abrir o embrulho refinado com um aço de fita luxuoso.

-Chocolates suíços! – exclamei e corri os olhos pelo pequeno pedaço de papel

“Te quero não só por como és, e sim por como sou eu quando estou contigo. Ansioso por hoje a noite, Edward...”


...


Estava ansiosa pelo meu encontro com o meu deus grego. Sua beleza faria Adônis ou o próprio Hércules parecerem meros mortais de tão insignificantes.

Escolhi um vestido simples porém de muito bom gosto. Eu não sabia o que esperar daquele jantar. E se ele quisesse só me levar para cama, e se ele estivesse me achando uma vadia ? eu não suportaria.

Anoiteceu e eu já estava pronta para jantar. Edward não me deixou fazer nada direito, seus cartões me deixavam alheia a tudo menos as lembranças da nossa noite juntos. Saí antes que as garotas chegassem.

Segui no meu carro até o local onde Edward havia combinado, segundo ele se me dissesse o local exato acabaria com a surpresa. Senti meu corpo pegar fogo, minhas bochechas ardiam em rubor e meu coração estava descompassado . Estacionei meu carro num parque e fiquei ali contando os segundos para meu reencontro com ele.

E nesse instante esqueci quem eu era e o que fazia. Ele surgiu como um meteoro no meu campo de visão. Lindo em seu Hugo Boss . Ele veio sorrindo torto o que me deixou sem reação.

-Boa noite – foi o que ele disse em sua voz calma e máscula. Antes de responder ele abraçou me beijando com...saudade?

Me deixei levar por que era isso que também ansiava . Nos beijamos calmamente até ele quebrar o elo.

-Desculpe , eu me excedi. - ele falou

-Não precisa se desculpar – comentei

Ele insistiu em pegarmos um táxi. Na metade do caminho ele me fez um pedido estranho.

-Querida, agora eu terei que te vendar os olhos.

-Por quê? O que você está aprontando?

-Surpresa...- e dizendo isto ele vendou meus olhos, em poucos minutos o táxi parou .

Edward me conduziu até a calçada. Senti um arrepio percorrer por todo meu corpo quando ele desvendou lentamente meus olhos e sussurrou em meu ouvido.

- Ose rever! *

-Uau !

-Gostou meu amor? Espera só pelo que preparei para quando sairmos daqui!

Ele ainda sussurrava em meu ouvido com uma voz extremamente rouca, gelei, ele me abraçou por trás me prendendo pela cintura fortemente, o que me fez acelerar o ritmo inspiratório, e como se não bastasse o efeito que ele causava em mim ele ainda provocava meus instintos, meus sentidos. Ele afastou o meu cabelo e beijou a minha nuca e eu só pude fechar meus olhos e recostar minha cabeça no vão do seu pescoço.

-Acho melhor entrarmos se não quisermos perder nossa reserva – falei realmente não desejando sair dali.

-Você está certa querida .

Entramos no restaurante e se eu não tivesse certeza que estava na Inglaterra , eu diria que estava em Paris. Tudo era extremamente lindo. Edward entrelaçou nossas mãos e fomos seguindo a recepcionista até nossa mesa, que ficava no centro do restaurante.

Ela continuava a fitá-lo . Ele fez sinal com a mão e prontamente o garçom veio até nossa mesa trazendo flores e me entregando .

-Espero que goste! – meus olhos brilharam com o mimo.

-São as minhas preferidas! Como descobriu? - quis saber.

-Deduzi. – depois de uns segundos admirando as rosas vermelhas ele me tirou do transe - parece loucura mais você me deixou sem rumo, viciado em você , na sua voz doce, no seu corpo. Seu nome não me saiu da cabeça. – Edward confessou olhando nos meus olhos e com uma mão pousada sobre a minha.

-Er...acho que ...– como dizer “você me deixa louca” ou “eu quero dividir novamente a cama com você” ou “você também não sai da minha cabeça” – meu sorriso bobo me denuncia Edward. Eu sou uma pessoa fácil de ler. Está na minha cara que...eu...que você ....

-Sabia que eu adoro o jeito que você fica quando está encabulada? Que você fica inacreditavelmente linda quando fica ruborizada, assim como agora. E que eu estou muito feliz em saber que isso que eu sinto é mútuo.

-Boa noite! Posso sugerir ao casal o cardápio? – perguntou um homem de meia-idade .

-Oh sim, por favor! – disse Edward ao homem.

Ele nos deu o menu, Edward nem abriu o livro preto.

-Você escolhe querida. – disse-me Edward

-Hum..., ok. Deixe-me ver...- li o menu e não sabia o que escolher.

-Posso indicar a especialidade do chef? – assentimos e ele começou a detalhar o prato. Fizemos o pedido e enquanto esperávamos pedi um vinho.

-Façamos um brinde – começou Edward me olhando de tal maneira que eu me senti como algo combustível e ele era o fogo. – “A uma noite inesquecível!”

Dei um gole e começamos uma conversa tola.


Durante o jantar as luzes foram caindo e todo o ambiente ficou na penumbra. Eu olhei -o assustada . Segurei a sua mão sem desviar do seu olhar intenso, minha mão num simples contato com a sua me fez estremecer.

Ouvimos quando um homem surgiu do nada indo de mesa em mesa tocando seu acordeon cantarolando uma canção belíssima. Ele veio até nossa mesa e eu estava encantada com aquilo, eu olhava de Edward para o homem com movimentos sutis e um sorriso escapando nos lábios. Não pude deixar de notar aquele homem maravilhoso sentado na minha frente abrir um sorriso também.

As velas que estavam sobre a mesa bruxuleavam dando um clima todo especial. O homem estendeu sua mão para mim com um pedido silencioso ao Edward, me levantou. Fiquei de pé e o senhor me rodopiou parando de tocar seu instrumento e recitou uma poesia em seu francês perfeito, beijou o dorso da minha mão e me entregou uma rosa .

O homem que cantava baixo como se fosse só para nós dois em uma capela convidou Edward a juntar-se a nós. Um grupo de músicos surgiu de todos os cantos fazendo coro . Não sabia o que fazer. Edward segurou uma de minhas mãos e com a outra espalmou em minhas costas. Começamos a dançar. A rosa que o senhor havia me dado ainda estava em minha mão. Os músicos se dispersaram pelo que pude ver com minha visão periférica e o senhor com o arcodeon se afastou um pouco para que pudéssemos dançar , mais ele não foi embora. Ele realmente cantava para nós.

A canção estava chegando ao fim quando Edward me rodopiou tomando-me em seus braços e mais uma vez me beijou como se fosse seu último segundo de vida. Ele me puxava para mais perto dele e agora me beijava com furor.

Quando as luzes se acederam todos ainda nos olhavam e aplaudiam . Podia sentir os olhares sobre nós . Ele parecia não querer me largar , mais eu precisava de ar . Ele me soltou segurando minha mão, eu com certeza estava vermelha.

-Edw...ard – disse ofegante – Nossa!

-Juro que não tenho nada a ver com isso – disse - me encostando sua testa na minha de olhos fechados em um sussurro – Também foi surpresa para mim.


Edward´s pov


Pontualmente cheguei ao local onde havia marcado para nos encontrar, mais ela já estava ali. Estava ansioso por vê-la. ela estava ali, bem na minha frente, com um vestido esporte – fino simples , de alça , bem ajustado a sua silhueta perfeita e com leve penteado nos seus cabelos lisos. Seus olhos negros me fitaram por um longo momento até que eu me dei conta de que eu era o cara mais sortudo do mundo.

Depois daquela dança eu pedi a conta e a levei para a minha segunda surpresa. Coloquei seu sobretudo , pois fazia frio, peguei em sua mão e saímos pela noite estrelada – para minha sorte.

-Gosta de estrelas? – perguntei

Ela me olhou meio desconfiada , não sei se pela pergunta ou se ela suspeitava do que eu havia planejado. Ela olhou para o céu enquanto caminhávamos pela calçada.

-Sim. Eu adoro ver as estrelas. Quando criança costumava pegar meu telescópio e ia para a praia contemplar as luzes.

-Bom saber...por que hoje eu vou te fazer ver estrelas! – falei malicioso só para ver qual seria sua reação

-Han? – ela me olhou com os olhos cheios de informações que eu não pude entender.

-Calma amor, não é nada disso que você está pensando vem aqui.

Puxei sua mão para que ela entrasse no observatório.

-Isso não deveria estar fechado Eddie? – ela perguntou.

-Não. Não este. Tenho lá meus contatos e bom...vamos apenas aproveitar.

Eu me sentia como se tivesse treze anos de novo e estivesse no meu primeiro namoro.

Retirei seu casaco que deixou a mostra seus ombros desnudos, depositei um leve beijo no local e vi ela se arrepiar. Eu deixei escapar uma risada .

-Sua risada é tão gostosa de se ouvir.

Ela disse virando para mim e enlaçando seus braços ao redor do meu pescoço. Por reflexo a prendi pela cintura. Seu perfume me inebriou e eu não precisava de mas nada . Nos entregamos ao momento e eu toquei seus lábios com a ponta da minha língua pedindo passagem e ela concedeu.

Ficamos ali daquele jeito, cúmplices, amantes por um longo tempo. Nós começamos a dar sinais que precisamos de oxigênio.

-Assim você me deixa querendo sempre mais sabia? – ela comentou risonha.

-Ótimo! por que eu quero muito mais. – confessei.

-Bom...vamos ou não ver as estrelas? Você me prometeu! – disse fazendo biquinho.

Havia um mega telescópio e eu ajustei para que ela pudesse observar as estrelas. Ela estava encantada.

-HEY!

-O que foi? – quis saber

-Uma estrela cadente! faz um pedido! – ela disse entusiasmada . Ela me olhou e notou minha cara de quem não entendeu nada. – Dizem que quando vemos uma estrela cadente devemos fazer um pedido mentalmente, por que só assim ele se realizará.

-Ele já foi realizado. – falei a encarando

-Foi? E qual foi? – pediu

-Você!

...

Depois dali fomos caminhando de volta até o parque onde ela havia deixado o carro. E do nada o bip começa a tocar.

-Não vai atender? – ela me falou

-O quê? – respondi

-O seu celular, está tocando!

-Eu não gosto de celulares , não tenh...droga o meu Pager!

Não podia ser! Vitória não poderia inventar de ter uma crise em outra hora? Coitada da Sra Holmes, deve estar apavorada. O que eu faço? Saio correndo e deixo aqui ou ligo para a clínica vir apanhá-la...ela não iria embora sem me ver. – Minha mente voava com destino ao desespero e sem escalas.

-Algum problema?

-Espero que não.

Continuávamos nossa caminhada conversando sobre nós quando recebo outra chamada no meu Pager.

-Sério Edward não precisa me acompanhar até em casa. Se você tem uma emergência pode ir. Eu entendo.

-Não amor, é que é a Sra Holmes fica preocupada comigo. Ela me criou desde que nasci. Eu e meus irmãos somos todos adotados e minha mãe...- outro bip do Pager

Já estávamos a 50 metros do carro dela e minha cabeça pairava sobre o que diabos Vitória estaria fazendo que está deixando a Sra Holmes tão aflita.

-Vai Edward - ela me disse

Me senti um canalha por sair assim e deixá-la sozinha a uma hora daquela.



N/A: Ose rever = expressão francesa para “ouse sonhar”, não deixem de comentar e até o próxima!!! Bj, I LOVE TODAS VOCÊS!!
N/A: Vixi Maria! Espero que vcs não me matem... o.O , gostaram da att dupla? E o nosso Monkey man hein? nossa senhora....ou como diria minha mana Drica Cullen “Meu São Carlisle das pervas banidas!” rsrs. Mais um capítulo pra vcs, espero que gostem....foi meio aguado * mais os próximos prometem...em especial as team...(oi?)


Cap 14

Edward´s pov


Cheguei em casa ensopado pela chuva que me pegou no caminho de volta para casa. Uma ambulância já estava na frente a ela com as luzes acesas, o que fez meu coração disparar. Mais não como fazia, dessa vez era medo.

-O que houve? – adentrei minha sala e vi os pequenos estragos que Vitória havia feito.

-ONDE VOCÊ ESTAVA EDWARD? – gritava e esperneava minha ex-mulher e os enfermeiros tentavam contê-la.

-Filho, ela quebrou quase tudo. Me perdoe por não conseguir segurá-la – começou a Sra Holmes tentando se desculpar de algo que ela não tinha culpa.

-Calma Sra Holmes, está tudo bem agora. – tentei a tranqüilizar.

-CALMA NADA EDDIE! VOCÊ ESTÁ DANDO ATENÇÃO A ESTA EMPREGADINHA, NEM ME RESPONDE OLHANDO NOS MEUS OLHOS E AINDA DIZ QUE ESTÁ TUDO BEM!?

-Calma Vitória, qual o seu problema? Eu estou bem e estou aqui, o que diabos você quer de mim?

-Eu quero você! Você não me dá atenção Eddie, você não diz que me ama! – ela estava mais calma e os enfermeiros já confiavam nela para soltá-la.

-Vitória entenda de uma vez. Nosso casamento acabou, foi bom, realmente muito bom enquanto durou. Mas não dá mais. E é claro que eu te amo, mas como uma amiga.

-NÃO! EU NÃO ACEITO! – Ela agora soluçava.

Caminhei até ela deixando um rastro de gotas de chuva e lama pela sala. Estava sentido por vê-la novamente assim e me sentia culpado.


´s pov


Dirigi lentamente para casa. Quando estacionei meu carro na minha vaga no estacionamento peguei as flores em meus braços e fiquei entretida com sua beleza.Muito mais rápido que a velocidade da luz foi a velocidade em que meus pensamentos foram até Edward.

Liguei o rádio em uma estação qualquer. E me deixei levar pela música que ecoava no interior do meu carro. Encostei minha cabeça e fechei os olhos.

*Jason Mraz – Love is real*

Love is real it is not just in novels or the movies
(O amor é real, não é só em novelas ou em filmes)

It is fact and it is standing here right in front of you
(Isso é um fato e está ficando bem na sua frente)

So if you just open your eyes, oh what a sweet discovery
(Então se você apenas abrir seus olhos, oh que doce descoberta)

There is hope, and there is joy and there is acceptance
(Há esperança, e há alegria e há aceitação)

So now let all the light that collects on your plants keep you
(Agora deixe toda claridade que recolhe em suas plantas te manter aquecida)

warm, make you
(morno , fazer você)

smile
(sorrir)

And I will be there with this pen in my hand to record all the
(E eu estarei aqui com esta caneta em minha mão para registrar todo o)

white
(branco)

You'll be laughing so loud that the house will shake with sound
(Você estará rindo tão alto que a casa vai tremer com o som)

And everything will be as new as the day it was found
(E tudo vai ser tão novo quanto no dia em que te encontrei)

Oh, love is real it is not just in long-distance commercials
(Oh, o amor é real, não é só em comerciais)

Or something that you thought you felt back in high school
(Ou algo que você pensou ter sentido antes na escola)

So I will turn black and white become that horoscope you're
(Por isso vou tornar em preto e branco que nem no horóscopo que você está)

reading
(lendo)

It predicts that something good is on its way
(Ele prevê que algo de bom está a caminho)

And I'll send you all the world green and blue in a box through
(E eu vou te mandar todo mundo verde e azul numa caixa trazida)

the mail
(pelo correio)

You can open it up, hold it right in your hand and be glad that
(Você pode abrir, segurar firme em sua mão e ficar satisfeita que)

it's there
(ele estará ai)

And be glad that you're there
(E ficarei satisfeito que está com você)

Now you can feel all the knots in your stomach they start to
(Agora você pode sentir que todos os nós em seu estômago começam a)

untie
(desprender)

And suddenly it's not so hard to say you're alright
(E finalmente não é tão difícil dizer que você está bem)

Oh, love is real it is not just in poetry and stories
(Ah, o amor é real, não é apenas na poesia e histórias)

It is truth and it will follow you everywhere you go from now on
(é verdade e que irá acompanhar você a qualquer lugar agora em diante)

So if you just cast all off your doubts then your lips would
(Portanto, se você acabou de lançar fora toda as suas dúvidas, seus lábios seria)

answer for you
(resposta para você)

Oh, my darling when you smile it is like a song
(Oh, minha querida, quando você sorri é como uma canção)

I cant hear it now
(Eu não posso ouvi-lo agora)


-Céus eu estou me apaixonando! – falei alto


´s pov

Acordei toda afobada. Mal dormir naquela noite de tão ansiosa que eu estava. Levantei e tomei um banho, preparei meu café e fui checar o salão de festas do condomínio. Em algumas horas minha pequenina estaria comigo.

-Tudo ok. – falei para mim mesma.

- vai dar tudo certo nós estamos com você . – fui surpreendida pela voz e pelo sorriso reconfortante de .

-Eu sei. Com vocês ao meu lado eu conseguirei ela de volta!

Sorri em retribuição e ela me abraçou.

-E então vamos? – ela perguntou e eu assenti.

Peguei meu carro e fui com pegar minha filha no local combinado. Estacionei e comecei a checar meu relógio de pulso a cada cinco segundos. Nada do canalha do pai da minha filha.

-Calma amiga, ele vai aparecer. – mesmo que as intenções fossem boas, eu sentia que também temia.

Passaram-se 10 minutos e um carro de luxo cruzou o nosso caminho.

-São eles! – falei quase as lágrimas.

-Vou descer e você fica aqui.

Olhei pelo retrovisor o carro parar e o motorista descer para abrir a porta de trás. Um homem alto e calvo desceu e cumprimentou que em seguida apontou para o meu carro. Pisquei as luzes traseiras do carro, o tal homem apenas olhou e voltou sua atenção à . Eu já estava aflita pela demora.

Foi aí que o homem abriu a porta do carro e eu mal pude ver um par de perninhas descerem com dificuldades. Eu ansiava para que esse mesmo homem fechasse a porta e assim me revelasse a imagem da minha Olívia.

Meu coração ia sair pela boca, a cada segundo que passava parecia mais uma eternidade. O ar já estava me faltando, eu pressionava o volante sem nunca desviar os olhos do retrovisor.

se abaixou sumindo do meu campo de visão e segundos depois ela me mostrou o meu objeto de devoção. Ela trazia nos braços a sua afilhada.

Desci do carro enquanto o outro sumia na pista. Corri até com os olhos cheios de lágrimas que ameaçavam fugir. Elas riam e pude notar minha amiga com os olhos vermelhos também.

-Olívia – falou minha amiga

-O que titia? – era a voz mais linda que já ouvira

-Acho que agora você deve dar um beijo e abraço na sua mãe. Ela está morrendo de saudade de você, querida.

Eu só deixei escapar as lágrimas da saudade que eu sentia. Ela me olhou tão desconfiada que por um segundo pensei que ela não fosse me aceitar. me entregou a parte mais valiosa da minha vida. A abracei com tanta força, tinha medo de que tudo fosse um sonho.

-Mamãe? Por que está chorando? Eu te fiz alguma coisa? – aquelas perguntas me confundiram um pouco .

-Não meu amor, estou chorando de alegria! Mamãe estava com tanta saudade de você!!

-AH! Por que a malvada quando chora ela diz que a culpa é minha.

-Que malvada? A Rosália ?

Ela só balançou a cabeça fazendo seus lindos cachos dourados balançarem junto.

-Por que você chama a Rosália de malvada minha filha?

-Por que ela diz coisas feias sobre mim, ela colocou o bicho papão no meu quarto para me pegar. Ela disse uma vez que a culpa do papai não gostar mais dela sou eu aí ela chora.

Eu já não queria saber de mais nada. Nenhuma vagabunda ia mais assustar e nem dizer coisas ou atormentar minha preciosidade.

-Filhinha, esqueça essa mulher ,ouviu? Que hoje é dia de FESTA! Mamãe preparou junto com a tia e tia uma surpresa....que tal irmos para casa?

-Vamos! – disse com alegria na voz.

...

Chegamos em casa e fomos recepcionadas pela que trazia nas mãos um embrulho enorme.

-Tia !

Minha pequena agitou as perninhas e saiu correndo dos meus braços e para os braços da minha outra amiga.

-MEU AMOR QUANTA SAUDADE!! – disse .

-Sabia que hoje é meu aniversário tia? Meu pai diz que eu sou uma mocinha!

-Estamos vendo, querida. Você realmente cresceu e está linda!

-Nós não esquecemos seu aniversário não meu amor. – comentou – e é por isso que nós três preparamos uma surpresa. Conto ou não conto meninas? – fazia um certo suspense e os olhinhos castanhos dela brilhavam na expectativa .

-O que titia? Cadê minha surpresa? – pediu a pequena.

-Não ! Surpresas ficam para depois do almoço – falei

-Ouviu sua mãe amor, só depois do almoço! – frisou.

-Mais o meu presente você poderá abrir agora Olívia, é meu e do titio Jasper – e dito isto entregou o embrulho.

-E quem é titio Jas…como é o nome dele?

Caímos na gargalhada e a pobrezinha ficou sem entender nada olhando para nós.

-Tio Jasper é o namorado da sua tia .

-Obrigada titia pelo presente!

Ela abriu e ficou encantada com a linda boneca de porcelana.

...

A manhã passou rápido demais. telefonou para o Jasper convidando-o e seus irmãos para virem a festinha da Olívia. Eu ainda não sabia como contar para eles que eu tinha uma filha e não sabia como me comportar na frente do Emmett depois de tudo.


Emmett´s pov


-Qual é? Vamos ou não para a casa de ? – perguntei já impaciente pela demora das minhas irmãs.

-Calma Emmett já estamos prontas! – anunciou Rosalie.

TOC TOC

-Sério que chegou visita? – falou Jazz sem acreditar.

Fui abrir a porta.

-Edward?

-OI! – respondeu.

-Entra aí cara!

Todos nós ficamos contentes com a chegada inesperada do nosso irmão.

-Ih, vocês vão sair? – perguntou

-Vem com gente Eddie? Por mim? – choramingou Alice.

-Eu devo perguntar para onde ou é melhor ficar na minha? – brincou ele.

-Fica na sua! – falamos ao mesmo tempo

-Ok! Eu vou, mas antes que eu mude de idéia vamos! - Ele falou.



´s pov


Os coleguinhas da escola já estavam lá brincando com os recreadores. Tudo estava sendo filmado e fotografado. Meu coração era só alegria ao ver aquele sorriso lindo.

-Deixa que eu atendo! – falou Quando o interfone do salão de eventos tocou.

-Quem é? – quis saber já saindo para se trocar.

Quando olhei meu coração disparou duas vezes mais. Emmett vinha me olhando e ao seu lado os seus irmãos.

-Olá – disse Alice com um sorriso lindo me abraçando. – porque você não disse que era uma festa infantil? Eu nem trouxe presente ! E aliás, de quem é a festa?

-Sai daí Alice, me deixa falar com ela – falou Rose também me abraçando.

Falei com todos e por ultimo, Emmett.

-Oi – Emmett falou meio tímido ou talvez seja outra coisa. Meu coração falhou uma ou duas batidas quando ele me abraçou fazendo carinho em mim.

-Oi – respondi ainda abraçada a ele – Emmett lembra que eu te disse que quando eu estivesse pronta falaria da minha filha?

-Sim. Você quer falar? – ele me falava com os olhos mais meigos possíveis.

-Ela está ali no meio, é a loirinha vestida de bailarina. – apontei.

Por algum tempo ficamos em silencio. Aí me dei conta que não falei com o Eddie.

-Edward perdão não te cumprimentei, desculpa.

-Tudo bem! De quem é a festa?

-Minha filha.

-Filha?

-É uma longa história, deixa para lá. Ei finalmente você vai conhecer nossa amiga ! Falei querendo mudar de assunto.

-É mesmo! – ele não me pareceu muito entusiasmado.

-Cadê a , ? – quis saber Emm enquanto ele observava minha Olívia

-Foi trocar de roupa. Ela vai dançar ‘’O lago dos cisnes’’ com a Olívia. Eu até aluguei um piano para ela tocar depois.

-Essa eu não perco por nada – disse Emm sorrindo.

-Posso tocar para sua amiga dançar . – ofereceu Edward

-Ótimo!!! – falei alegre.

-, sua filha me lembrou alguém – comentou meio disperso o Emmett.

-Sério?

-Uhum.

Alice, Jasper, Rose e estavam sentados no chão brincando com as crianças até meu celular tocar e era a dizendo que já está pronta para descer.

-Ela vai descer Edward, você pode assumir o piano?

Ele apenas sorriu e sentou no banquinho e começou a tocar. Olívia levantou e correu para seu lado. Quando todos começam a aplaudir é que me dou conta que já estava bailando . Ela estava divina. Olívia foi para seu lado repetindo seus movimentos. E eu me acabando de chorar de tanta emoção.

Senti Emmett dar um passo a frente me abraçando de lado pela cintura. Deitei minha cabeça em seu ombro enquanto admirava minha pequena bailarina.

No final todos aplaudiram e ovacionaram por sua destreza. Corri até elas e as abracei. Edward estava de costa para falando com o Jasper.

-Vem comigo, quero te apresentar o outro irmão dos meninos!

Antes de qualquer reação dela, sai a puxando pela mão.

-Edward essa é !

Cap 15


pov

Eu queria matar a por me fazer dançar depois de tantos anos sem nem ousar tocar nas minhas sapatilhas. Depois que meu pai me ameaçou cortar a verba para minha faculdade, eu deixei de lado as aulas de dança, a pintura e as artes plásticas.

Desci para o salão de festas do condomínio vestida a caráter. Confesso que estava morrendo de vergonha e de medo também, afinal a anos que eu não dançava como profissional.

Nem olhei para as pessoas ali, se bem que a maioria tinha menos de 5 anos de idade. Olhei para o piano e não pude acreditar que a havia contratado alguém para tocar. Para que ela me pediu então?

Me concentrei na coreografia e tentei não errar os passos. Minha afilhada veio ao meu encontro imitando meus passos. O músico ainda tocava quando ouvi os aplausos e eu finalizei a coreografia. veio me abraçar e fizemos um sanduíche de Olívia. Nos abraçamos com a pequena no meio.

-Vem comigo, quero te apresentar o outro irmão dos meninos! – Como assim? Irmão de quem? - pensei

Antes que eu pudesse questionar de quem ela falava olhei e vi Emmett, Alice e Rose espalhados por entre as crianças . Ela saiu me puxando pela mão até um homem que estava de costas conversando com Jasper.

-Edward essa é ! – foi o que minha amiga disse sorrindo olhando de mim para o homem. Quando o mesmo virou para nós, ficamos cara a cara. Aqueles olhos verdes...

-Ed...ward?

Meu coração disparou a mil por hora pelo choque. Era o meu Edward.

-? Você é a ...? – ele deixou a pergunta morrer e começou a rir.

-Vocês já se conhecem? – quis saber . Jasper que estava perto de nós e veio interagir com a conversa.

Jasper lançou um olhar que para Edward que eu não pude identificar o significado. Edward por sua vez baixou a cabeça e riu de leve. olhava para nós três na tentativa falha de entender o que se passava.

- Que mundo pequeno! Nunca que eu iria imaginar que você era a tal amiga dos meus irmãos ! – ele falou com certa empolgação na voz e depois de dois segundos ele completou. - Que ótimo saber que era você a quem eles queriam me apresentar...a quem eu ia conhecer naquele dia no bar. – Edward agora tinha um tom de confissão na voz.

-? Alô garota...- alguém falou e eu tornei do meu transe.

-Er…oi, eu e o Edward já nos conhecemos sim. - suspirei tomando fôlego para admitir a verdade – Foi ele quem deu aquelas flores naquele dia. – Minha face ficou rubra, pude sentir minhas bochechas pegarem fogo. Tanto pela confissão quanto pelos olhares trocados entre minha amiga e o irmão do Edward.

-AH! – foi o que Jazz e falaram em uma só voz como se agora tudo se encaixasse, muitas coisas se tornaram óbvias .

Não adiantava negar que havia algo entre nós dois. Ficou meio perceptível agora que nem eu e nem ele cortamos a conexão entre nossos olhares. Só ai eu pude entender o significado do olhar entre Edward e Jasper.



´s pov


Minha nossa! Nunca que eu poderia imaginar isso, todas as ligações, as flores, só podiam ser dele. A estava saindo com o Edward. Mais desde quando? Isso eu descobriria mais tarde.

foi trocar de roupa. Alice, e Rose ficaram comigo, pois perceberam que alguma coisa havia acontecido. Os rapazes ficaram de cochichos mais afastados durante a festa.

O cair da tarde chegou muito depressa. Os pequenos convidados e suas respectivas mães foram indo embora ficando apenas a bagunça.

-Eu tenho uma proposta! – falou com os olhinhos brilhando.

-O que? – perguntou Alice curiosa.

-Vamos jantar todos juntos em algum lugar legal para comemorarmos esse dia tão especial! – sugeriu .

Do nada Emmett surgiu usando os tutus da com duas crianças agarradas em suas pernas e minha filha pendurada em seu braço. Eles riam, ele parecia uma criança de quase dois metros de altura e as crianças não queriam largar dele. Emmett realmente seria um pai maravilhoso. Eu me flagrei pensando em como ele seria um bom pai para a minha Olívia. E mais uma vez voltei para a minha realidade. Emmett e eu somos apenas amigos – eu insisto em me esquecer disso e perco o foco olhando para o grande homem que ele era.

-O que acha ? Eu prefiro a segunda opção

-Han? – estava área , confesso.

-Ai garota você não está nos ouvindo? – disse Alice com um sorriso .

-O que? Desculpe eu estava perdida...olhando minha bebê. – menti – mas o que vocês querem saber?

-Ao invés de sairmos para jantar Edward sugeriu que ficássemos aqui e encomendássemos pizzas. O que acha? – Me explicou Rosalie

-Eu digo que sim! – gritou .

-Ei! Não devia ser eu quem escolhe? – retruquei fazendo biquinho para minha amiga.


´s pov


Depois de arrumarmos a zona que as crianças fizeram subiu com Olívia que já cochilava em seus braços sendo acompanhada pelo Edward . Emmett implicava com a , Alice e Rose tentavam inutilmente fazê-lo parar .

Todos estavam felizes. Ninguém mais que a minha querida amiga por ter sua filha por perto.

-Que sorriso bobo é esse amor? Está pensando em quê? – perguntou meu Jasper parando nossa caminhada e me puxando para um abraço.

-Eu estou muito feliz amor! – respondi com os olhos brilhantes das lágrimas de felicidade que ali brotaram.

-Feliz? Pelo quê? – Jasper me olhava tão profundamente que fez um milhão de borboletas voarem em meu estômago.

-Minhas amigas estão radiantes de alegria, é maravilhoso ver meu lar tão harmonioso . falava alegremente pelos cotovelos durante essa semana que antecedeu a visita da sua filha , a conquistou seu mestrado ,está as vésperas de conseguir um bom emprego nos Estados Unidos e com certeza tem algo mais...se é que você me entende...

Jazz camuflou seus dedos no meu cabelo e me beijou intensamente. Ficamos assim por algum tempo até Emmett gritar de longe por nossos nomes.

-Sabe amor, eu tenho um sonho de ter uma família. Mais tenho tanto medo também – confessei.

-Medo?

Ele ficou sério esperando minha resposta. Continuamos a caminhar com nossas mãos dadas enquanto eu explicava.

-Sabe, eu vi de perto o que aconteceu com as meninas e tenho medo que aconteça comigo também. Eu te amo, eu te amo mais que tudo Jasper , mais temo que um dia você se canse de mim e termine tudo. Tenho medo de seguir em frente e terminar encontrando um Dean ou um cara como o pai da Olívia.

-! Pare com isso, ok? Eu te amo e nunca vou te abandonar e vamos mudar de assunto, ok? Hoje é dia de festa...além do mais eu não quero perder por nada as briguinhas do Emm com a ! Hoje é dia de sorrir e eu te proíbo de pensar que nós um dia vamos nos separar ou que eu vá me cansar de você!


Edward´s pov


Eu não parava de mandar mensagens subliminares para minha mais nova paixão, meu vício. Quando chegamos no apartamento. Agora eu já não me importava em esconder o que eu estava sentindo por aquela mulher.

Meus irmãos sabiam de toda a verdade. Do dia em que eu me meti na discussão dela com aquele cretino ao dia em que ela bateu com o carro e dormiu na minha casa. Claro que sou homem suficiente para não contar em detalhes exatamente tudo o que aconteceu. Era desnecessário contar que transamos. Isso é apenas mais um detalhe para eles, por que para mim não foi apenas sexo.

- Quer ajuda amor? – sussurrei de um modo que só ela pudesse me ouvir

-Eddie! Não faz isso que eu fico toda arrepiada! – ela disse fazendo careta.

-É que ela parece pesada para você carregar. – tentei em vão convencer a me dar a filha da que agora dormia no seu braço.

me indicou a chave do seu apartamento que estava no bolso traseiro de seu jeans apertado. Peguei a chave e aproveitei a boa localização do bolso e tirei uma casquinha da minha namorada.

-Ei! – ela protestou

-Ah querida não mandei usar uma calça tão justa. Foi mais forte que eu!

Que sorriso lindo, que olhar profundo e intenso aquela mulher à minha frente possuía, que me aquecia por dentro muito melhor que qualquer Whisky que eu tenha provado. Enquanto eu tentava abrir a porta ela ninava Olívia cantarolando uma cantiga de ninar bem antiga. O que me fez pensar em como ela se sairia como mãe. Todas as crianças idolatravam a minha , pude ver isso hoje.

-Abri – falei abrindo de fato a porta. Quando ela fez menção de passar eu a barrei esticando o braço, impedindo que ela entrasse em casa. - Qual a senha? – brinquei

-Hum...sai da minha frente agora que eu to mandando? – ela respondeu me olhando torto.

-Não! Última chance querida...

-Edward, ela está começando a me cansar, ela está muito pesada. Deixa eu passar amor que prometo te recompensar depois – Disse fazendo manha na segunda parte.

-Só por que me chamou de amor, o que eu gostei muito de ouvir de você e me prometeu recompensas eu vou liberar sua entrada !

Quando ela passou por mim a segurei pelo braço e senti todo o fogo subir pelo meu corpo. Um desejo incontrolável de tomar o que é meu por direito guiava minha mente.

-Só mais uma coisa querida. – falei

-O que? – ela pediu.

-Isso!

Devorei seus lábios como se estivesse deixando minha marca. Ela é minha e só minha.

-COF COF! – ouvi uma voz bem atrás de nós .

se separou de mim num pulo e olhou assustada para Rose que estava ali observando.

-Vai estraga prazer! – falei divertido para minha irmã que fez cara de cachorro sem dono.

-Eu sei guardar segredos meus amores, não precisa ficar assustada ! – ela amenizou.

Em segundos Emmett, Alice e apareceram gargalhando distraidamente e não perceberam nada.

foi levar a pequena dorminhoca para seu quarto e eu a acompanhei. Lá tiramos mais algumas casquinhas já que ninguém havia se quer notado nossa ausência.

-Querida, eu queria te pedir perdão por ter te deixado só ontem.

-Tudo bem! Depois você me recompensa também. – ela falou entre risos.

-Agora vem aqui que eu quero cobrar com juros e correção o meu prêmio!

Depois que ela colocou Olívia na sua cama eu peguei uma de suas delicadas mãos e puxei contra meu peito o seu frágil corpo.

-Eu quero só você! – falei afundando meu rosto em seu pescoço e descendo até o colo que sua camiseta deixava à mostra com pequenos beijos.

-Eu também! – ouvi-la confessar que me queria foi a melhor coisa daquele dia. Isso me fazia esquecer de Vitória e me lembrava que eu precisava tirar ela da minha casa.

Depois de um tempo eu voltei para a sala onde as pizzas já estavam sendo repartidas. veio logo depois para não levantar suspeitas. Tudo desnecessário na minha opinião.

...

Ficamos todos espalhados pelo chão ou no sofá cama ao redor da mesinha de centro comendo nossas pizzas na santa paz. Pude perceber que Emmett e trocavam olhares intensos. e Jasper estavam me matando de inveja estando tão apaixonados e agarrados ali na frente de todos , sem medo de dizer o que sente um pelo outro para quem quiser ouvir.

Fui trazido ao planeta terra quando Emmett falou alto.

-Descobri minha verdadeira vocação , eu devia dançar ballet!

-Ou trabalhar no circo ou em alguma creche! – Falou Rose

-Vai Emm dança para gente ver e mostre como você é melhor que a ! Ops... foi mal , mais meu mano dança melhor que você . Fato - disse Jasper.

-Como quiser! querida, olhe para meu desempenho e destreza e chore! – este foi Emmett

Meu irmão se levantou e começou a fazer passos de uma coreografia que provavelmente ele mesmo acabara de inventar e ainda por cima usava vários tutus . A cada passo estabanado ele derrubava algum objeto pelo caminho.


´s pov


Anoiteceu e como prometido , eu teria que devolver minha filha. Jasper e os irmãos foram embora . já estava pronta e também. Eu era a única que ainda relutava para não ter que deixar a parte mais infinita de mim ir embora.

-É chegou a hora – comentei mais para mim mesma com uma profunda e esmagadora tristeza.

-Estamos com você , sempre e para sempre ! –

-Nós vamos tirar a guarda das mãos dele e traremos ela de volta , escreve o que eu estou te dizendo! Olívia será nossa de novo. Nós vamos educá-la, amá-la ainda mais e ela será plenamente feliz aqui, que é seu lugar! Portanto , levante a cabeça e veja que agora você não tem só a mim e a . Você tem o Jasper, o Emmett, as meninas e o Edward. –

Depois daquelas palavras não pude mais conter as minhas emoções. Deixei rolar toda lágrima que sufoquei.

Peguei minha filha nos braços entrei no banco traseiro do meu carro. foi dirigindo e no banco do carona. Fomos em um confortável silêncio até o mesmo local onde eu havia encontrado o advogado dele.

Apertei ainda mais minha bonequinha contra meu peito e tentei memorizar cada detalhe de seu crescimento físico que eu perdi estando longe dela.

-Vem , ele já está lá – falou .

Outra vez as lágrimas rolaram pelo meu rosto. Desci do carro e fui ao encontro do advogado do pai da minha filha. As meninas estavam bem atrás de mim caminhando em silêncio.

-Boa noite senhoritas , espero que o dia tenha sido proveitoso. – falou o advogado.

-Me deixa me despedir direito, por favor! – implorei.

-Seja rápida! – respondeu.

-Olívia meu amor? Acorde! – alisei seu rosto tirando uma mecha de seu cabelo que caia sobre seu rosto.

-Han? Mamãe!

-Querida agora você tem que ir com este homem para a casa do seu pai. - comecei

-Não mamãe, eu quero ficar e brincar com o titio Monkey man! Ele me prometeu um ursinho!

Eu queria gritar ou correr mais de nada isso funcionaria.

-Querida, você tem que voltar , mas eu prometo que se o seu titio Monkey man trouxer seu ursinho eu darei um jeito de te dar, ok? Agora venha dar um beijo bem gostoso e abraço bem apertado na sua madrinha – disse.

Passei ela para os braços da minha amiga que por sua vez passou Olívia para os braços de .

-Venha querida, - e a peguei de volta - mamãe te ama mais que a própria vida e eu vou lutar para você vir morar comigo para sempre, certo?

-Certo.

Ela com suas mãozinhas minúsculas e seus bracinhos curtos me envolveram num abraço . Não sei dizer o que eu senti, só senti as lágrimas caindo novamente e eu comecei a soluçar silenciosamente .

-Vamos Olívia seu pai está esperando! Srta Stuart me devolva a criança. Trato é trato.

-NÃO MAMÃE ! NÃO ME DEIXA NÃO! EU TENHO MEDO DO BICHO PAPÃO! – a minha garotinha chorava e esperneava já nos braços do advogado e eu estava destruída sem nada poder fazer para resgatá-la. –A MALVADA DISSE QUE EU IA SUMIR MAMÃE , EU NÃO QUERO SUMIR! ME LEVA DE VOLTA. POR FAVOR ,TIA , TIA ?

Morri mais um pouquinho vendo aquele homem calvo entrar no carro e sumir na escuridão. A lembrança da minha filha chorando com medo e implorando para viver comigo iria me atormentar até o dia do julgamento. Naquela hora eu também queria o Emmett do meu lado para me consolar.



Cap 17
 Edward´s pov Mesmo sabendo que minha namorada tinha um compromisso de extrema importância para sua carreira profissional eu já estava louco de saudade. Muitos acontecimentos ocorreram e eu só precisava sair e aproveitar uma noite decente com ela , desfrutar de sua companhia , quem sabe viajar por um final de semana. Não me contive e liguei sem a menor cerimônia. -Bom dia minha meu amor! -Bom dia! Que coisa gostosa e revigorante.Ouvir sua voz tão cedo! – ela me respondeu toda solta. -Isso era tudo o que eu precisava ouvir de você. Conheço um lugar perfeito para nos encontrarmos. Quero cobrar minha recompensa minha cara. De mim você não escapa! -Eddie! Não tira minha concentração! Falando assim eu fico até de perna bamba. – me respondeu divertida. -De que horas você vai estar livre? Vou te buscar! Depois de tudo combinado, tinha algo bem maior a ser acertado. Vitória. -Sra Holmes – chamei minha governanta. -Sim meu filho. – ela apareceu respondendo. -Onde está Vitória? -No estábulo. Por que? -Vou passar o final de semana fora e precisamos nos precaver quanto a ela. Do nada, Vitória entra sorridente agarrada a sua boneca de pano. -Oi amor! – disse me beijando o rosto. -Vitória precisamos conversar – comecei seriamente. -O que houve? Está tão carrancudo! -Preciso viajar a trabalho hoje e só volto no final do domingo, quero que me prometa que não vai aprontar nada caso contrario você vai embora. Você me entendeu? -Edward como você seria capaz de me mandar embora? Sou sua mulher e mãe dos seus filhos! – olhei friamente para ela – tudo bem Eddie eu vou ficar quieta. Posso saber para onde meu maridinho vai? -Não sou seu marido e não, não pode saber para onde eu vou. Como você acha que eu vou me concentrar nas reuniões sabendo que você vai ficar presa no quarto do hotel sem companhia? – que mentira mais cruel essa minha, pensei . ´s pov O coquetel foi extremamente proveitoso. Conversei com personalidades influentes no ramo da história da arte. Como já era de se esperar meu professor Callaghan estava vibrando por mim e apoiando claramente minha candidatura. Não me senti nem um pouco intimidada em ver meus oponentes ali. Muitos deles já tinham um peso a seu favor. Sobrenomes e títulos de nobreza. Explanei meus objetivos e metas, destrinchei toda minha bagagem acadêmica, e todo meu histórico. Muitos dos avaliadores me “bombardearam” com perguntas que fariam qualquer professor perder o fio da meada, mas me manti firme e respondi a todas as questões com firmeza e categoria, ética e conhecimento. Por fim demonstrei minhas intenções com meu projeto social. Agora só era esperar uma carta contendo um “sim” ou um “não”. Por hora eu só queria os braços de Edward e todas as surpresas que aquele final de semana me preparava. ´s pov -Mil vezes sim! Essa frase ecoava na minha mente. Eu e Jasper agora seriamos um só. Naquela mesma noite fomos para um hotel e consumamos mais uma vez o nosso amor. -Agora temos que avisar para meus pais e suas amigas – observou Jasper. -Meu deus! Eu serei muito em breve mais uma Sra Cullen! -Eu sei! E eu serei o cara mais feliz desse mundo, tudo por que eu tenho você comigo. -Te amo! Mais mudando de assunto vamos sair hoje a noite e contamos. O que acha? -Ótimo querida mais temo que as únicas pessoas que não saibam sejam meus pais, e , porque meus irmãos já sabem! – ele admitiu como se fosse a coisa natural do mundo. -Não importa, hoje vamos sair e oficializar! Vou telefonar para todo mundo avisando a hora e o local. ´s pov Saí apressada do auditório e fui a caminho de um restaurante que eu adorava. Já que eu havia ganho o meu dia de folga e Edward ainda não tinha aparecido , eu ria almoçar e caso ele não viesse me pegar eu iria correr para as mãos milagrosas da – massagista como ela não havia. Estava perdida com meus pensamentos para este fim de semana, nas coisas que eu queria dizer e principalmente no que meu corpo ansiava por fazer. Fechei meus olhos e suspirei lembrando da minha primeira noite com Edward. Meu corpo reagiu melhor que minha mente com as imagens borradas daquele corpo nu colado no meu, deixei um sorriso escapar. -Pensando em mim? – ouvi sua voz rouca bem atrás de mim. Me virei com um sorriso não só estampado nos lábios, eles também eram visíveis nos meus olhos. -, ...meu corpo sente tanta falta do teu...teu perfume. Esse final de semana será inesquecível para nós dois. Nos olhamos por uns instantes, não sabia como proceder, mas nem precisava pensar. Edward me abraçou pela cintura e inalou o ar profundamente e me beijou os lábios manhosamente. -Edward...não me provoca...eu não resisto – falei com meu corpo eletrizado pelas carícias. -Guarde esse fogo latente para mais tarde, hoje você vai ver o que Edward Anthony Cullen é capaz de fazer! Jasper´s pov Com exceção do Emmett, que comummente se atrasa, estávamos reunidos em uma longa mesa num restaurante indiano. Estávamos sentados em almofadas no chão. Resolvi iniciar formalmente a conversa. -Pessoal, eu sei que foi tudo de improviso. Eu queria mesmo fazer algo decente para esta comemoração. As únicas que ainda não sabem do que se trata são vocês meninas. Então... -Então...- falou que pela expressão já havia percebido tudo. -Vai Jazz! É para hoje ou não? – brincou . -Ok! – comecei – Eu e queremos convidar você e você para serem nossas madrinhas de casamento. -AHHHHH!!! É CLARO QUE ACEITAMOS. – exclamou . As três amigas se abraçaram e começaram a chorar e rir ao mesmo tempo, minhas irmãs estavam bobas sorrindo e Alice em especial já assumiu de cara a responsabilidade interina de realizar a festa. -Preparem –se para o casamento do ano! – Alice prometeu e começou a tagarelar sobre vestidos e estampas, champanhes e vinhos. -Ah não...cheguei atrasado! – falou Emmett se unindo a nós . - Todo mundo já está sabendo? Queria ter visto a cara delas com a surpresa. -Emmett, você como meu padrinho será o par da – falei e pisquei para ela que fez cara de espanto quando anunciei. -Sério? – ela perguntou incrédula. -Algum problema meu amor? Assim você já vai treinando para o nosso casamento, e aviso logo que nossa lua-de-mel será na Amazônia por uns 6 meses! – Emmett esclareceu. -Tarzan, ops...Emmett você não tem jeito mesmo! – falou minha noiva. -Deve ser defeito genético, ainda bem que somos todos adotados! – brincou Edward. -? Já ia me esquecendo – falou Emmett tateando umas sacolas em suas mãos- Achei! Esse mimo aqui é para minha melhor amiga...- ele estendeu o presente para ela. -Poxa Emmett ...muito abrigada...eu não sabia que ...- mas ele a interrompeu. -Paixão, isso não é para você ...isso é para Olívia. Mas eu te amo também amor, não fica com ciúmes não. – provocou ele. -Emmett meu caro amigo, se você teme pela sua vida acho melhor você ter cuidado com ela – falou rindo que estava encostada no peito do meu irmão, em completa sintonia. -Como eu ia dizendo, e Emmett são o primeiro casal de padrinhos, e Edward o segundo, Alice irá preparar tudo juntamente com e Rose. ´s pov Ok, agora as coisas vão ficar difíceis para mim. Eu tinha que ser o par do Emmett? Só podia ser de propósito isso. Como é que eu ia ficar perto dele sem que meu corpo reaja? Sem minha mente tomar conhecimento daquele corpo másculo ali perto todo o tempo? Depois de tudo que aconteceu ou quase aconteceu. Precisava tomar um ar. -Gente vou aqui e volto logo – dizendo isso saí para o jardim e não demorou muito senti uma mão rudemente me puxar pelo braço. Me virei e dei de cara com um Emmett sério. -Precisamos conversar. -Não tenho nada para conversar com você. – respondi louca que ele fosse embora antes que meus pensamentos se tornassem mais incoerentes. -Sim, temos que conversar sobre aquele dia no pub. Eu quero saber por que me provocou e depois saiu? Assim como se nada tivesse acontecido. -Você está apertando meu braço, solte se não eu...- mas ele me interrompeu. -Se não o que? Você vai gritar? Antes de você gritar eu vou te silenciar garota. Eu nem tive tempo para processar a idéia de como tudo estava acontecendo ali. Com um só braço ele me tinha presa ao seu corpo e eu deixei de lado minha consciência e me rendi totalmente naquele momento. Emmett me beijou com urgência mordendo meu lábio inferior, de modo que não me machucasse, sua mão livre pousou em minha nuca e depois por dentro do meu cabelo. O ar já me faltava mais eu não queria sair dali. Estava presa em seus braços viris. Quando me toquei minhas mãos passeavam pelo seu corpo. -Somos…só..amigos. Pára. – falei me chutando mentalmente por cortar aquele elo – Emmett não dá. -Qual é o problema? Amigos ficam sabia? -Mais eu não! -Me deixa pelo menos te dar um mimo? – ele perguntou meio desapontado. Me alcançou uma caixinha de veludo azul-marinho. O olhei e toda a decepção ou seja lá o que ele sentia já tinha se dissipado. Eu sorri enquanto abria a caixinha e ele estava impaciente esperando o resultado. -Uau! É lindo! São rubis com pérolas negras? Ai Emm...eu nem sei o que dizer – admiti. -Diga que está tudo entre nós, se você não quer terminar o que começamos naquele dia – ele baixou o tom de sua voz quase num sussurro – Vou tentar esfriar meu sangue fervilhante em uma banheira de gelo. Você não devia ter despertado meu corpo desse jeito! – ele sorriu sedutoramente e me deu um beijo demorado tão perto dos meus lábios que eu quase cedi a tanta tentação. N/A: Alguém trás o carro pipa? Liguem para o 193 e chamem o corpo de bombeiros!!!!!!! E ai, gostaram? Muitas surpresas vêm por ai...aguardem [cap em homenagem a Emmy Lutz – minha linda um EMMETT bem safadeenho pra vc! Ou pra mim neh kkkk]


Cap 18

Parte Um

Edward’s POV

A noite passou rápido e muito prazerosa. Eram 21h00 em ponto quando me despedi de minhas irmãs que embarcaram de volta à Seattle.
Consegui notar que algo havia acontecido quando Emmett saiu logo em seguida de . Dessa vez eu não ia querer saber. Pelas expressões deles dois, as coisas não saíram como planejado.
-Bom meninas...- começou – Estou... indo.
As garotas se entreolharam divertidas, como se comunicassem em códigos entre si fazendo minha bem amada ficar toda encabulada.
-Ok! – disseram em uníssono
se viu em um beco sem saída. agarrada ao corpo do meu irmão, de mãos dadas comigo e pronta para ir e finalmente, Emmett com cara de cachorro que caiu da mudança. Se eu não tivesse planejado com muita dificuldade – por causa da presença e problemas constantes que Vitória me trazia – lembrei em descontento, ficaria, só para ver como aquilo ia acabar.
Supondo que, por ser sexta-feira, Jazz fosse comemorar seu noivado e aproveitar o final de semana, só poderia voltar para casa de táxi ou na garupa da moto de Emmett... hum... ia ser interessante.
É melhor ocupar minha mente com coisas mais proveitosas.
-? Vamos? – perguntei lançando-lhe um olhar malicioso.
-Só se for agora! – ela me respondeu retribuindo seu olhar, mas não era um olhar sedutor e sim um olhar de criança peralta.
Abri a porta do carona do seu carro e a induzi a entrar. Segurei-lhe a mão e beijei o dorso. Ela apenas sorriu de um jeito tão único que me desfez por dentro. Eu estava completamente rendido àquela paixão.
Em pouco tempo estávamos cruzando a fronteira da cidade.
Ela me olhava com doçura e o meu eu interno se deliciava com aquilo. Meu coração batia rápido demais, eu estava ansioso pelo que viria a seguir. Meus pensamentos não eram mais coesos. Uma chama dentro de mim queria que eu parasse o carro ali mesmo e consumasse meus desejos luxuriosos.
Só voltei minha atenção para a pista quando ela me tocou. Seu braço se apoiou no meu banco e sua mão me fez carinho na nuca. Fechei meus olhos rapidamente e tão rápido os abri.
-Que foi? Não gosta do meu toque? – ela me perguntou. Quão absurda era.
-Aí é que está o problema. Você me toca e eu perco o raciocínio. Você não tem ideia do esforço que eu estou fazendo para não te amar aqui mesmo!
-Hum...bom saber! – ela disse brincalhona.
Ela cessou seus carinhos em mim e começou a revirar um porta CDs.
-Desisto! – ela finalmente disse.
-Do que você desistiu? – quis saber.
-De James! Argh!!
-E eu posso saber quem é esse tal aí? – fingi ciúmes.
-Não se faça de desentendido! Você sabe quem é James Morrison!!
-Você sabe que eu prefiro os clássicos! Debussy, Beethoven, e como bom inglês que sou, Beatles e extrapolando todos os limites, Elton John.
-Sério? – ela me pegou desprevenido quando começou a me caçoar.
-Qual foi? – pedi
-Elton John?
-Ele é um bom pianista, ok? E além do mais compõe lindas músicas. – fingi estar ofendido e franzi o cenho para ela.
-Oh! Não fica chateado... - ela entrou na minha brincadeira, senti seu corpo se aproximar do meu lateralmente. Ela afastou meus cabelos da minha orelha que estavam revoltos pelo vento que entrava pelas janelas abertas e sussurrou roucamente – eu também adoro, seu bobinho!
Ela não precisava de mais nada para que meu corpo reagisse a sua presença. Para minha sorte havíamos chegado em um mirante.
-Meu amor, eu adorava vir para cá quando era mais novo. Eu e meus irmãos vínhamos para cá nas férias de verão só para observar os casais que vinham ...digamos... “namorar”.
-Bando de pervertidos! – ela disse rindo – E agora que está crescido? O que você faz? – agora sim pude ver faíscas de paixão saírem de seus olhos.
-Agora. Bom, agora eu... agora isso.
Me soltei do cinto de segurança e fui de encontro com seus lábios quentes e macios, ela estava distraída por milésimos de segundo apreciando a vista da cidade. Ela retribuía o meu beijo de uma forma inigualável. Minhas mãos arteiras já desabotoavam sua camisa enquanto suas mãos já em desespero tentava se livrar do cinto.
Me afastei para que ela terminasse o serviço e tão logo ela se libertou eu desesperadamente procurei seus lábios. Mas ela me evitou e saiu do carro.
-Hey! – eu reclamei saindo do carro e indo em seu encalço.
Ela ficou ali, parada em pé absorvendo o ar puro do campo e do aroma trazido pelo vento das plantações de eucalipto.
Cheguei até junto dela e a abracei firme por trás. Ela encostou sua cabeça na curva do meu pescoço, jogando seu cabelo todo para o lado. Começamos uma dança lenta, as luzes da cidade pareciam a encantar como uma criança diante do parque de diversões. Suas delicadas e pequenas mãos me acarinhavam também.
Fechei mais uma vez os olhos e respirei pesadamente a fim de absorver o aroma de seu perfume. Curvei-me até a altura do seu pescoço à mostra e depositei suaves beijos, fui descendo e depois subindo, ela se arrepiou toda, mas nada falou, apenas sorriu de olhos fechados.
Já não mais me contendo naquelas caricias, mordi o lóbulo da sua orelha enquanto sussurrava palavras que descrevessem aquele momento para mim.
Sem que eu esperasse sua reação, e ainda encaixados, ela com uma mão puxou meu rosto a centímetros do dela e selou nossos lábios. Lentamente a virei para que ficássemos em uma posição confortável. A prendi pela cintura e fui a conduzindo até o capô do carro. Sentei e a trouxe até junto a mim. Nosso beijo era manso, mais nem por isso não era cheio de paixão e desejo.
Quando vi que não aguentaria mais, em um só gesto a trouxe para cima de mim. Deitados ali no capô do carro nosso beijo pegou fogo. Minha calça já estava apertada e ela começou a perceber. Ela gemia baixo dentro da minha boca, o que me deixava ainda mais excitado por ela.
Com certa urgência tirei sua blusa. Enquanto ela me despia eu admirava sua lingerie de seda com rendas. Joguei longe minha camisa, sapatos. Minha calça estava aberta. me beijava na boca e fora, descendo com leves contatos de seus lábios pelo meu pescoço, peito e abdômen. Ela se insinuava toda para mim. Quando sua boca chegou tão perto do cós da minha calça achei que explodiria ali mesmo. Nem chegamos lá e eu já estava daquele jeito.
Segurei suas mãos pelo punho e deslizei sobre mim a fazendo pegar no ponto vital. Enlouqueci. Abruptamente inverti nossas posições beijando seu ventre enquanto abria os botões e o zíper de sua calça, ela gemia e eu explodia de expectativa. Queria estar nela.
-AI MEU DEUS! – ela gritou.

’s POV
Não acreditava que depois de tantas preliminares torturantes, aquilo fosse ocorrer.
-O que foi? – Edward me perguntou preocupado, apenas indiquei com os olhos e tentei me esconder.
-Identidades por favor! – falou o policial
Edward muito habilmente se pôs na minha frente na tentativa de me proteger.
-Claro er... Boa noite senhor policial
Sua voz falhava e eu queria morrer. Nunca passei por uma situação dessa.
Edward me cobriu com sua camisa enquanto pegava nossas carteiras.
-Vocês não são daqui, são? Não sabem que este mirante foi comprado e que agora é proibida a entrada aqui? Recebemos duas ligações de moradores locais dizendo que jovens, adolescentes talvez estivessem praticando atos libidinosos aqui.
-Aqui senhor – Eddie entregou-lhe nossos documentos – Nós não moramos aqui, sou de Oxforshire e ela é cidadã americana que reside numa cidade próxima, tem casa própria, carro próprio e emprego fixo. Estamos só de passagem. – ele nos defendeu.

O policial checou tudo e nos liberou. Em meia hora voltaria para averiguar.
-Meu Deus do céu Edward! Que vergonha! – falei com o rosto em chamas de tanta vergonha
-Calma já passou, foi só o susto.
Eu desatei a rir, sinal de nervosismo.

Passados uns 10 minutos, enquanto o susto passava e Eddie “acalmava’’ seu amiguinho, ficamos apenas abraçados contemplando as poucas estrelas que se podia ver. Comecei a contornar os formatos das nuvens.
-O que você está fazendo amor?
-Brincando de contornar nuvens – falei.
-Eu costumava tentar descobrir formas nelas. Peixes, cavalos, carros...sabe, essas coisas.
-Eddie?
-Hun?
- Eu estou morrendo de frio, vamos embora.
Ele me deu um selinho risonho e fomos rumo a estrada de terra batida. Ainda sem saber onde ele queria me levar.
Já fazia frio, fechei minha janela e me encolhi toda no banco do meu carro. Edward ligou o rádio numa estação escolhida aleatoriamente e deixou o som ambiente. Nada se falou durante um bom tempo, o sono já havia me alcançado, eu nem prestava mais atenção na pista já que minha curiosidade não era maior que minha vontade de dormir. Chequei meu relógio de pulso.
-Eddie?
-Oi.
Bocejei enquanto lutava para permanecer de olhos abertos.
-Falta muito? É que eu estou moída pelo cansaço e... - cochilei – Er... eu queria tanto uma cama quentinha. Já é madrugada e você está dirigindo há horas, deve estar cansado também, além do mais não é... - bocejei novamente – Bom dirigir assim.

Edward’s POV

-Não se preocupe, praticamente já chegamos. Você vai adorar esse lugar, quando meu pai vinha à Londres ou nas férias, minha família e eu vínhamos para cá. Tem um pouquinho do meu lar aqui, você vai entender amanhã pela manhã e também tem um quê da velha Londres dos anos 70. Amor...você vai adorar, espero que você se divirta bastante e claro...
Olhei para ela ali toda encolhida no banco para constatar, óbvio. Eu estava falando sozinho. Ela adormeceu e eu só pude sorrir com cena. A minha paixão dormindo ao meu lado, tão linda e o babaca aqui falando para o vento.
Estacionei o carro diante do velho casarão, era uma réplica idêntica de uma vila medieval no melhor estilo Holandês, com moinhos, carruagens e estábulos. Eu me sentia realmente leve com as lembranças da minha infância ali, correndo atrás do Emm e com o Jazz na minha cola reclamando que já estava exausto de correr, Alice e Roselie brincavam de serem nobres da realeza. Como a Rose era um tanto mais velha, ela era sempre a rainha e minha pequena, a princesinha.

-Boa noite, ou melhor quase bom dia Sr. Cullen. – falou o gerente do hotel
-Ora Sr. Lampard, não precisa de tanta formalidade, você me conhece desde quando eu usava fraudas!
-Eu sei, só estava brincando. Aqui estão as chaves da sua suíte, e em minutos suas bagagens estarão lá em cima.
-Ótimo!
-E como vai Esme e Carlisle? E minhas nobres rainhas?
-Estão todos bem, Emm veio morar aqui e Jazz acabou de ficar noivo, Ali e Rose estão morando ainda com nossos pais em Seattle.
-Mande lembranças a todos, estou com saudades.
-E falando em lembranças... Me deixa voltar lá no carro, deixei algo muito importante lá.
Sai do hall do hotel e o frio que cortava a noite escura era simplesmente insuportável. Coitada da minha – pensei.
Abri a porta do seu Commet, retirei-a do cinto de segurança e com o máximo de zelo a carreguei no colo para dentro do hotel.
Lampard olhou de mim para a bela adormecida nos meus braços e sorriu em aprovação. Com a ajuda do bagageiro entrei no quarto e a coloquei confortavelmente na cama. Dei uma generosa gorjeta e ele se retirou.
Tomei um banho quente, troquei de roupa e fiquei por um bom tempo velando o sono dela. Como pode uma mulher ser tão graciosa até dormindo?
Olhei para o relógio na parede que marcava quase quatro da madrugada e um vento gélido entrou por uma fresta da janela que ficava ao lado da cama, que fez reclamar inconsciente.
Levantei e fechei a janela. Contemplava a paisagem quando a ouvi falar.
-Edward – fiquei tentando imaginar se ela estava sonhando comigo ou se ela falou meu nome sem querer.
Me agachei ao seu lado da cama e acarinhei seu rosto. Meu coração estava inquieto e só se acalmou quando eu a ouvi sussurrar novamente.
-Me apaixonei – agora eu tinha certeza de todo o resto.
Senti uma sensação tão gostosa ao ouvi-la confessar, meu coração estava em jubilo, minha vontade era de acordá-la e fazer amor com ela.
Ao invés disso apenas beijei seus lábios superficialmente e contornei a enorme cama e deitei ao seu lado.
A abracei trazendo seu corpo junto ao meu, sentindo seu perfume e o calor que emanava dela. Ali, de conchinha, dormi pesadamente.

’s POV

Acordei sentindo cócegas nos pés, abri os olhos, olhei ao redor e não reconheci o ambiente, de súbito me levantei e me deparei com Edward rindo provavelmente da minha cara.
-Desculpa, não quis te assustar.
-AI, EDWARD! – sorri de leve e atirei uma almofada nele.
-Eu não sabia que sentia cócegas nos pés. – ele falou todo divertido.
-Tem tanta coisa sobre mim que você não sabe ainda. – parei para raciocinar- Espera, onde estamos e como eu vim parar aqui?
-AH...- começou Eddie com uma expressão cômica – Você se refere ao fato de ter me deixado falando sozinho ontem? E que eu tive que te carregar no colo pelo hotel até te colocar na cama?
Minha cara era de incredulidade e vergonha. Será que alguém viu essa cena? Eu desmaiada de sono sendo carregada no colo?
-Mentira, diz para mim que foi mentira.
-Ok se você quer que eu diga eu digo. Mas não foi amor, sinto muito!
Edward começou a rir.
-Céus! Que vergonha Eddie!
-Tudo bem, o hotel estava vazio quando chegamos. Só é uma pena eu não ter gravado você falando enquanto dormia.
Enterrei meu rosto entre minhas mãos já com medo do que eu poderia ter dito enquanto dormia.
-Vai. Vai, me mata logo de vergonha, o que eu disse enquanto dormia?
-Que estava apaixonada... por mim.
Meu estômago revirou-se, de repente fiquei inquieta digerindo as palavras que ele me disse, uma onda de calor percorreu meu corpo e senti meu rosto queimar. Edward puxou minhas mãos e segurou meu rosto entre as dele.
-Que foi? Não é isso o que você sente por mim?
Notei um tom de preocupação, medo ou desapontamento em sua voz. Aquele mar esmeralda me fitava de uma forma que me queimava a pele.
-Não é isso...
-E o que é então? Pode falar, se abre comigo, eu vou entender se não for o caso...
-Não Edward, é só que eu...- suspirei pesadamente – É que eu tenho medo de você me achar uma mulher fácil. A primeira vez que nos vimos foi bizarro e...- não consegui mais conter as lágrimas – Depois quando você me “salvou” e me levou para a sua casa, eu me entreguei a você. Eu nunca tinha sido de mais ninguém. Mas você é tão gentil, tão perfeito, tão... tão...
-Shii, não chora, eu não ligo se você foi de outro cara, mesmo que tenha sido daquele idiota. Eu quis me aproximar de você, eu me encantei por completo, seu jeito de ser forte e frágil, linda de corpo e alma. Eu posso dizer com todas as letras que...
-Que...
-, eu te amo!
Fiquei sem saber o que dizer ou o que fazer diante daquele momento de conversas francas. Apenas o olhei fixamente, todo o resto desapareceu ao nosso redor. Não havia mais nada a não ser eu, ele e suas palavras. Num gesto amável Edward deslizou o dorso de sua mão pela minha face ruborizada e eu sorri. Ele veio sorrindo também colocando seu rosto anguloso, másculo e perfeito a centímetros do meu e me beijou o rosto, depois o meu queixo, descendo para a base do meu pescoço – fechei os olhos só aproveitando o calor do momento – ele me beijou os lábios docemente. Sem urgências ou ferocidades, apenas mansa e cheias de sentimentos.

Depois de um tempo nos beijando ouvimos um cantar dentro do quarto. Edward me largou e nós começamos a procurar o dono daquela melodia.
-Como foi que ele entrou aqui? – perguntou Eddie olhando para o dono da canção. – Vem , olha ele aqui!
Edward se abaixou até uma penteadeira no outro lado do quarto e viu um lindo passarinho que cantava a plenos pulmões. Ele o colocou na ponta de seu dedo e trouxe até mim o pássaro azul e branco.
-Ele é lindo Eddie!
-Vamos descer para almoçar querida, planejei muita coisa para nós dois.
Eu ainda brincava com o pássaro, porém, ele tinha toda a razão. Acordei muito tarde e estava com fome. – Céus como dormir! – pensei.

Pus a ave no ombro de Edward, que se distraiu, enquanto eu corri para o banheiro para um banho rápido. Troquei-me e confesso, aquele ambiente rústico me atrapalhou um tanto. Mais era incrivelmente luxuoso.
Pude notar através da janela que o sol estava presente e quase não haviam nuvens. Optei por um vestido floral. Era bem leve e rodado, calcei minhas sapatilhas e penteei o cabelo que estava chegando no meio das costas.
-Estou pronta! – falei animada.
Edward me ofereceu seu braço e descemos até o restaurante. Almoçamos e dali fiquei as cegas sem saber o que ele tinha em mente para nós dois.

Edward’s POV

-Vem amor, você para a cada cinco segundos por causa de uma flor que encontra no caminho! – falei brincando.
-Eu não tenho culpa se elas são lindas e muito menos culpa por amá-las! – a olhei atravessado fazendo careta e ela me retribuiu mostrando a língua. Que menina!
A levei para as lojinhas do vilarejo, fizemos algumas compras. Seus olhos se fascinavam pela réplica do ambiente medieval.
-Nossa, é melhor que qualquer parque temático! É tudo tão fiel quanto a época! – ela falou abobalhada observando as garçonetes vestidas a caráter.
-Amor, me dá estas sacolas, eu guardo no hotel e depois quero te mostrar uma coisinha...
Ela me olhou com uma expressão moleca, deixando transparecer o quanto ela ainda era criança.
-Sente-se aqui no jardim, contemple suas flores...- ela sorriu para mim estalando seus lábios vermelhos nos meus... - Não vai dar nem tempo de sentir saudades – falei baixinho.
Saí para guardar as compras em nosso quarto, chequei meu Pager.
-Nada de Vitória surtando! – suspirei aliviado.
Peguei a máquina digital que estava sobre o móvel e voltei ao local onde eu havia a deixado contra gosto, devo confessar, não queria perder um segundo que fosse.
Fui me aproximando dela sorrateiramente. Ela estava sentada no gramado de baixo de uma velha árvore e conversava com duas crianças, de uns 4 ou 5 anos, que riam alegremente e gesticulavam com aquelas mãozinhas miúdas. Aqueles olhinhos brilhavam, eu queria ser uma mosquinha naquele exato momento só para saber o que tanto a minha falava que parecia hipnotizar as criaturinhas.
- ...e foi assim que tudo aconteceu. – ela finalizou sem nem me perceber.
-Amanhã a senhora volta? – perguntou o garotinho.
-Não sei. – ela respondeu sorrindo calorosamente para ele.
-Que pena, eu queria tanto aprender mais. – falou uma menininha ruivinha de cabelos de cascata.
-Vocês podem aprender sempre, hoje foi comigo e amanhã pode ser com alguém melhor do que eu... – enquanto ela falava e eu me embasbacava com o dom que ela tinha com crianças, percebi que o garotinho saiu de perto e foi para perto de uns arbustos que ladeavam o grande jardim, voltando para próximo dela com as mãos atrás do corpinho franzino.
-Posso te dar uma coisa? – ele perguntou
-Claro meu amor, o que você quer me dar?
-Uma coisa tão linda como a senhora.
-Que gentil Aaron, muito obrigada pelas palavras.
-Feche os olhos! – ele ordenou e ela obedeceu
-Agora abra.
Ele trazia nas mãos duas violetas
-Que lindas Aaron!
Uma mulher apareceu ao longe chamando pelos filhos e eles saíram em disparada ao encontro da mãe.
-Garoto esperto esse Aaron. Primeiro, nessa idade já sabe como chegar numa garota e segundo, deu em cima da minha mulher! É... não existe criança inocente hoje em dia. Eu mal dou as costas e vem logo um meio metro dando em cima do que é meu. – falei brincando enquanto a levantava no chão.
- E eu não acredito que o cara mais lindo, mais charmoso, perfeito, talentoso e tão... tão... er... enfim, está com medo da concorrência! – ela riu e depois completou – Ele só tem 5 anos.
-Bem que meu irmão disse que você é a mistura dos três filhos de Esme. Domina as artes, como eu, é pacata, como o Jazz e hoje pude notar mais uma semelhança entre você e o Emm, primeiro você é bem criança e segundo tem um verdadeiro dom com crianças. – comentei e ela nada disse, apenas sorriu e balançou a cabeça.
Tomei de suas mãos as violetas e as coloquei atrás de sua orelha, joguei seus cabelos longos para o outro lado.
-Linda. – exclamei.
-Bobo – ela me respondeu.
Retirei do bolso a máquina e ela arregalou os olhos falando que ela era muito boa fotógrafa e péssima modelo. Mesmo com o esperneio desnecessário retratei aquele momento único em nossas vidas.
Ficou perfeito. O céu azul sem nuvens, uma extensa área verde ao nosso redor, as árvores balançavam no ritmo do vento e o sol estava soberano. O que tornou toda aquela paisagem mais divina e pura foi a simplicidade de e agora eu tinha aquele momento capturado eternamente em uma fotografia.
Não querendo perder o momento, fiz o que meu corpo pediu, segurei seu corpo com um dos meus braços, enlaçando-o pela sua cintura e com a mão livre segurei sua nuca e fui lentamente inclinando. Ela se agarrou a mim e trocamos um beijo ardente.

’s POV

Seguimos, e eu abobalhada com aquele lugar lindo, até um pequeno píer onde se encontravam vários barquinhos de madeira.
Já estávamos ladeados por cisnes de todos os tamanhos, a água era de um verde lodo. Edward com um pouco de esforço remava subindo o rio. Eu brincava com a água. O sol estava brilhando forte e tudo o que tinha era um chapéu inglês típico de verão e Eddie apenas se protegia com óculos solar.
Ele me encarava sorridente e meu coração acelerava, o rosto queimava em rubor. Que sorte a minha, eu pensava, finalmente seria feliz de verdade. Sem mentiras, sem traições, ele definitivamente não era Dean.

Fui cautelosamente até Edward que ainda remava para mais afastado dos grandes casarios e da margem, para distraí-lo o beijei, mas nem por isso ele parou de remar. Com uma mão hábil coloquei dentro de seu bolso e retirei a câmera. E flash, o peguei desprevenido.
-Assim não vale amor! – ele reclamou
-E eu com isso? Ficou lindo com esse cabelo desalinhado. Além do mais comigo a lei é “elas por elas”
-Ah! “Aqui se faz aqui se paga”?
-Fique esperto amor. – falei rápido demais, baixo demais, mas ele ouviu muito bem.
-Você sempre me surpreende. “AMOR” foi o que ouvi essa voz de anjo me chamar? – ele disse parando de remar e sentando do meu lado.
-Edwa...- comecei
-Tudo bem, se não está pronta ou se não sabe o que sente direito, por mim tudo bem, isso não vai mudar o que sinto.
Eu realmente não queria manchar aquele momento com palavras inseguras de uma garota medrosa. Parece loucura, eu me fechei para o amor quando fui traída. E foi quem me traiu que me trouxe aquele deus de olhos verdes. Edward me queria e eu o queria. Mas será que não estávamos sendo rápidos demais? Mal o conheço e logo me entreguei, agora me sinto atraída não só pelo sexo, mas pelo mistério que o envolve. Não sei o que ele pensa, mal conheço sua família eu só sei que estar ao lado dele era maravilhoso.
-? O que está se passando nessa cabecinha?
-Estou percebendo o quão ingênua eu sou perdendo tempo com coisas do passado, levantando questões que já foram resolvidas e que insisto em trazer de volta e numa coisa de extrema importância. Que agora eu tenho certeza e não tenho medo de dizer.
Edward me acolheu em seu peito me acarinhado protetoramente. Aquilo me fez acalmar e me entregar de vez aos meus sentimentos que ainda relutavam em admitir o que já era fato.
-Edward Cullen, de todas as formas possíveis, de todo o meu ser, de um jeito louco e sem sentido, rápido e eficiente eu me apaixonei por você. Posso dizer livre e feliz que eu te amo.

N/A: E então, gostando do quase lua de mel dos pombinhos? Aguardem novas emoções !

(<b>One More Time</b>)
      
)


Cap 18
PT II


 Edward´s pov

Aquilo era tudo o que eu queria ouvir da boca dela . Só não sabia como reagiria ao fato dela ter confessado estando ciente de suas próprias palavras. Mais foi bom. Muito bom, me senti completo e vivo por dentro.

A correnteza do rio nos levou a qualquer ponto enquanto eu consumava o meu desejo de tê-la comigo.

-Edward!

-O que foi?

-Já está escurecendo acho melhor voltarmos.

Algum tempo depois estávamos no píer novamente. Parecíamos um casal de adolescentes descobrindo o amor pela primeira vez, brincadeiras, gestos cúmplices , beijos intensos. Muita gente nos olhava e eu não estava ligando para o que elas estavam falando. Eu era feliz de verdade, finalmente encontrei a mulher da minha vida.

-Sr Cullen! – veio se aproximando o gerente do hotel, o velho amigo da família Senhor Lampard.

-O que eu disse sobre formalidades? O Sr não tem jeito! – brinquei.

Senti se encolher atrás de mim e percebi que eles ainda não se conheciam.

-Ah, eu já havia me esquecido. este é o Senhor Lampard, ele é um velho amigo de Carlisle e Esme, e esta linda bela adormecida é a .

Eles se cumprimentaram e eu vi corar de vergonha.

-Sr Lampard...er…- começou ela – por favor delete de sua memória o jeito como eu cheguei aqui. Eu estava exausta, meu Deus que vergonha!

Todos nós rimos.

-Tudo bem srta ...srta ...- Davis. - Falamos juntos. – OH sim srta Davis eu nem vi nada.

O homem virou novamente para mim e eu trouxe para minha frente a abraçando forte  por trás.
- O que tem para se fazer hoje? – quis saber.

-Vai ter apresentação de trovadores amanhã lá em Mansfield Park. Você se lembra daqueles festivais?

-Sim.

-Amanhã será realizado um. Como disse, haverá apresentações de trovadores, concertos ao ar livre, Beatles e uma feira hippie. Do jeito como a Alice gosta. Pena que a pequena não está aqui.

-Nisso você tem razão. Amor, quando vínhamos para cá Alice uma certa noite fugiu do quarto só para ver o circo que sempre acampava em Mansfield Park nos dias de festivais de rua.

-Alice e circo? – ela perguntou incrédula, talvez.

-Bom e hoje como é sábado aqui no vilarejo só teremos a taverna. Se quiserem algo mais...calmo sugiro sair.

-Muito obrigado, agora vamos jantar e depois decidiremos o que fazer.

Quando íamos saindo Sr Lampard me fez um sinal positivo indicando minha e murmurando algo do tipo “ela é perfeita”. Apenas sorri e devolvi um “eu sei”.

-Amor vamos ao festival amanhã? Eu sempre quis ir a um. Vamos por favor! – ela parou na minha frente ante a porta do nosso quarto. – Diz que sim, vai?

-Hum...deixe-me pensar no seu caso...o que eu ganho com isso? Vai ter que ser algo bem caro...

-Olha a chantagem Edward...- ela respondeu brincalhona.

-Estou pensando...

-Eu faço o que você quiser. – ela adotou uma postura mais sensual no tom de voz, se pendurou em meu pescoço e me beijou com furor.

Abri a porta praticamente na violência. Adentramos e dali fizemos o nosso ninho.

´s pov

- Hum estou faminta Eddie e você?

-Também, acho que hoje não vamos sair do quarto. Vou pedir nosso jantar aqui mesmo, talvez um vinho. O que você acha?

-Como quiser – bocejei – nossa eu ando com tanto sono. – observei.

-Eu percebi. Acho que não tem dormido direito esses dias. Como você mesma disse, você vive para a universidade, trabalhar e ajudar a e diga-se de passagem, eu nem quero saber o que tanto ela esconde.

-Edward, ela não esconde nada. Ela só não quer tocar no assunto, é doloroso para ela.

-Tudo bem, ela é minha amiga agora e eu não pretendo me intrometer em sua vida e nem quero perder nem mais um segundo falando nela. Você é o que me importa.

Enquanto Edward pedia nosso jantar fui tomar um banho de banheira com direito a sais e pétalas de rosas.

-O jantar chegou! – gritou Edward na porta do banheiro.

-Saio num segundo. – falei , mais era mentira. A água estava perfeita e eu queria aproveitar mais daquele momento relaxante. Apaguei.

-! A comida está esfriando! – ouvi ao longe a voz de Edward.

Ele entrou na banheiro e veio até mim.

-Amor  imagino o quanto a água está boa eu mais do que tudo queria estar ai dentro com você , mais precisamos comer.

-Eu sei...Ok, acordei.

Esse sono estava me matando. Eu nunca tive tanto sono na minha vida. Estou estudando e trabalhando demais, presumi.

Edward´s pov

A noite transcorreu maravilhosamente lenta, jantamos no conforto do nosso quarto, tomamos uma garrafa de vinho e pedimos uns filmes para assistirmos .

-Você pouco fala de seus sonhos amor. – Falei meio casual.

-Ser feliz. – me respondeu olhando a tv sem realmente prestar atenção.

A aconcheguei ainda mais perto de mim e lhe dei um beijo no rosto.

-Não amor, me refiro a algo mais íntimo mais pessoal.

-Bom...- ela pausou e depois continuou – velejar. – De repente notei um entusiasmo que não havia ali antes e seus olhos marcantes cintilaram. – Eu sonho em comprar um barco, nada muito grandioso , apenas um barco e velejar por uns meses. Quem sabe um dia eu não dê a volta ao mundo?

-Você realmente não é nada comum. Esperava você dizer “casar e formar uma família” ou “ser uma grande referência no mundo da história da arte”.

-Claro que quero tudo isso mais ainda sim viajar no meu barco é tão importante quanto.

Voltamos a atenção ao filme, uma comédia romântica. A nossa cama naquele momento era o lugar mais sagrado do mundo. Eu a tinha em meus braços, o vento soprava forte fazendo os galhos das árvores chacoalharem nervosamente, de repente uma chuva inesperada começou a cair e o frio que a acompanhava fez se arrepiar toda.

-Frio? – perguntei e ela assentiu.

-Me abraça? – nem era preciso falar tão serena e pedinte.

Ao abraçá-la trouxe para cima de mim. Encarei aqueles olhos que tanto me fascinavam por um minuto que mais parecia uma eternidade. Procurei seus lábios e consumi em um beijo cheio de amor, amor que a tanto guardei e nem sabia disso.

Aquele beijo era como se estivesse entrando em um universo paralelo. Meu corpo reagia ao menor toque do seu. Ela teria minha alma se ela quisesse. Ela já me tinha por inteiro nas mãos, eu estava incondicionalmente rendido a ela. Só não sabia se ela já teria notado isso de fato.

Enquanto nos beijávamos, suas mãos me faziam um carinho doce. Explodi dentro de mim, a deitei ao meu lado, retirei as cobertas que me permitiram visualizar o esplendor de sua beleza simples. Ela estava imóvel como se esperasse que tomasse a iniciativa.

Com cautela me pus em cima dela e com uma trilha de beijos fui descendo do seu queixo feminino, para seu colo e umbigo. Senti ela se arrepiar e suas mãos pequenas alisarem meus cabelos.

A olhei com um sorriso singelo e verdadeiro.

-Vem. – ela disse objetiva.

Retirei lentamente sua camisola de seda prata e logo em seguida com sua ajuda retirei as poucas peças de roupa que cobriam meu corpo.

- eu te amo hoje e sempre.

A tv ainda estava ligada e o filme ainda estava passando. tateou o controle enquanto eu a beijava com furor e posse. Senti o baque que o controle remoto levou ao ser jogado de cima da cama.

O quarto já estava em penumbra e com a melodia trazida pela chuva que açoitava a noite , fizemos amor . Muito mais cúmplices, muito mais apaixonados, mais intenso e sem pudor.

´s pov


Acordei revigorada mesmo com uma noite intensa de amor e paixão que deveria ter me deixado exausta. Sorri com a lembrança.

Edward ainda dormia ao meu lado, lindo como um Deus grego. Céus como eu o amava!

Levantei da cama sem o menor ruído, tomei um banho e pedi nosso café da manhã. Para minha surpresa fazia um sol digno de um país tropical. Abri a janela enquanto trocava de roupa. Ouço uma melodia. Era o mesmo pássaro de antes.

Ele cantava alegre.

-Ele parece gostar de você meu amor. – Edward se levantara e estava a espionar.

-Ele é um amor. Veio me dar bom dia e me alegrar ainda mais com seu canto.

-Ontem foi um moleque de 5 anos e hoje um pássaro! Vou perder minha mulher desse jeito. – falou divertido.

-Gostei disso. – falei.

-De que?

-Do que você falou.

-Que eu vou te perder para os meus rivais?

Me aproximei dele e o olhei de cima a baixo, ainda estava ao natural apenas enrolado num lençol.

-Não seu bobo. Que sou sua mulher.

Antes que ele recomeçasse a falar o beijei com vontade, com sentimento e fui correspondida, suas mãos grandes faziam carinho em meu corpo.

-AH NÃO! – ele falou e eu ri.

-Serviço de quarto amor. Pedi nosso café.

Sai para atender enquanto Edward banhava-se.    
   
Depois do café matinal fomos andar de “carruagem” com direito a cocheiro e tudo mais. Andamos por quase toda a extensão do hotel. Paramos poucas vezes e uma delas foi em uma pequena loja. Ela, como todo o hotel, era feita de tijolos aparentes e era bastante acolhedora. Fizemos um lanche e prosseguimos com a excursão.

-Vamos voltar querida, o festival já deve ter começado.

Edward me informou e orientou o cocheiro a dar meia volta com a carruagem medieval. Os belíssimos cavalos puro-sangue inglês trotaram rumo ao hotel.

...

Coloquei um vestido bem leve e rodado no melhor estilo romântico, fiz uma trança raiz em meu cabelo, uma fita de cetim branca estava a enfeitar o penteado. Edward vestiu-se com uma roupa bem informal e fomos até Mansfield Park.

-Eddie que lugar lindo!

Falei ao me deparar com o antigo casarão, onde minhas vistas alcançavam haviam pessoas rindo e conversando, havia música também. Crianças tagarelavam felizes com seus pais, balões multicoloridos enfeitavam todos os lugares. De longe avistei a lona do circo e em todo o lugar haviam tendas, músicos e poetas mostrando sua arte.

-?

-Han? – falei abobada.

-Eu estou falando com você. Ouviu pelo menos as últimas palavras? – ele ria.

-Desculpe...é que... isso aqui é enorme e é tudo tão lindo e divertido. Esse casarão é perfeito, parece um cenário de filme de época.

-Você fica tão linda assim quando fica meio boba. – fiz uma careta.

Fui sendo levada em meio a multidão, nos misturamos e meus ouvidos captavam meias conversas de todos ao meu redor. Do nada Edward pára.

-O que quer fazer primeiro?

-Hum...nem sei são tantas coisas.

-Tem o parque de diversões, mas acho que estamos meio grandinhos para isso, pra lá – indicou o caminho – tem uma feira hippie, ali ficam os trovadores, lanchonetes ficam ali no meio. Você quem manda amor.

-Vamos a tenda de discos, depois vamos ver os poetas.

Ele afirmou e me guiou até a tenda dos discos. Comprei alguns exemplares do Elvis e do Bee Gees. Depois de quase uma hora conversando sobre música e discos clássicos com Edward resolvemos ir andando pela feira.

-, sabia que Mansfield Park quase foi destruída pela família que morava aqui?

-Sério? Como assim?

-É que a família era de nobres, a condessa de Degraw morreu de desgosto. Seu marido, o conde, vivia de farras e em sérias dividas. Até que morreu deixando tudo para seu primogênito, Edmond. Que era exatamente como o pai.

-Que história, isso é bem comum hoje em dia.

-Shii eu não terminei. O irmão de Edmond que também se chamava Edward estava na guerra e sofria pela ausência de sua amada. Até que depois de 3 anos ele recebe uma carta dela desmanchando o noivado...

Enquanto ele me contava a história de Mansfield Park nos sentamos afastados, em um jardim meio secreto. Imaginei como deveria ser escuro ali durante a noite.

-...Ele sofria mais pelo rompimento inexplicado que pela morte do irmão alcoólatra e pelas dividas da propriedade. Edward tornou-se Conde Degraw, o fantasma amargurado. Uns moleques estavam invadindo o terreno e por sorte o conde estava cavalgando e viu que os mais velhos batiam no menor.

-E o que aconteceu?

-Ele afugentou os valentões e socorreu o menino. Dizem que ele se tornou o único amigo do conde. Certo dia ele intrigado pela semelhança do jovenzinho com sua amada ele perguntou quem era sua mãe e a criança disse “lady Sara”. O fantasma amargurado também se sentia traído. Afinal sua Sara casara-se com outro e teve um filho.

-Que história mais triste Edward, nem conta o resto.

-Você não quer ouvir o final feliz?

- E tem?

-Escute-me então. O conde estava tentando se reerguer e evitar a perda da mansão para quitação das dívidas. Sara lhe ofereceu ajuda e depois de um tempo ele aceitou. O pequeno Andrews fugiu da casa de lady Sara por achar que sua tia a quem ele chamava de mãe odiava o conde, seu amigo. Edward e Sara se uniram para procurá-lo. E no meio do desespero de Sara, o conde lhe indagou como ela foi capaz de terminar e casar com outro tendo uma criança que não fosse sua e o pior de tudo, conde Edward se sentia como um pai para Andrews. Sara alegou não ser a mãe e revelou o segredo. Andrews era filho de sua irmã caçula que falecera no parto e o pai da criança fugiu.

-Nossa! - balbuciei

-Depois que ela explicou todo o ocorrido a Edward ele implorou por seu perdão já que havia proferido palavras e pensamentos errôneos sobre ela. Ela jurou amá-lo até o fim de seus dias . No final do dia a criança foi encontrada no estábulo de Mansfield Park. Conde Edward casou com Sara unindo Mansfield Park à Yorkshire Park. O casarão foi revitalizado, as dividas sanadas, Andrews tinha um pai e uma mãe e o amor superou todas as barreiras.

-Que bela história Eddie! Como você sabe disso tudo? E como assim Mansfield Park se uniu a Yorkshire Park? – fiquei curiosa.

Edward levantou do banco e saiu tateando uma espécie de cerca viva. Os ramos da planta caiam como uma cascata verde. Minha atenção estava em Edward.

-Aqui.

Me levantei e fui ao seu encontro e me deparei com uma parede falsa. Edward a abriu revelando uma propriedade tão vasta quanto a que estávamos.

-Edward que lugar lindo!

-Lady Sara vivia aqui, deste lado e eles enquanto jovens e apaixonados se encontravam exatamente aqui neste jardim secreto.

-Ai Edward olha isso – mostrei meu braço – estou toda arrepiada. Que história de amor mais linda.

-Você me lembrou Alice, ela também ficou assim quando nos contaram esta história. Mais agora chega de dramas e amores passados. Vamos escrever a nossa história! – ele disse e nos beijamos.

...

Entardeceu muito rápido, sentamos no gramado para assistir uma apresentação de dança dos ciganos. Edward me recebeu em seus braços firmes.

Uma morena de cabelos cacheados surgiu em meio a uma fumaça branca. Seus olhos verdes eram intensos e marcantes, ela dançava sensualmente e pude notar que a dança na verdade contava uma história, talvez uma lenda cigana.

Ela dançava em volta da fogueira no centro de um semi-circulo que formavam os espectadores. A cigana andou por entre o público e veio até mim – ou melhor – até Edward. Segurou sua mão e o fez levantar.

Ela o conduziu até o centro do semi-circulo. Edward vermelho de vergonha pôs as mãos dentro do bolso. Ele querendo ou não estava extremamente sexy ali. A morena também tocava um pandeiro enfeitado com tiras de fita de seda. Ela se insinuava para ele e minha vontade era de voar em cima dela.

Um homem alto e moreno também surgiu. Ele segurou a mulher de cabelos cacheados pela cintura e ela o repeliu virando- se para Edward. O homem musculoso e de 1, 90 de altura bagunçou seus cabelos de cumprimento mediano e começou a andar por entre nós que assistíamos.

A cigana lançou um pó dentro da fogueira o que fez as chamas estalarem alto e uma nuvem de fumaça branca envolver eles dois.

O meu ciúme já estava ficando fora de controle.

Olhei para o cigano que estava com uma mulher da platéia, ele insinuou um beijo entre eles e a devolveu. O mesmo ele fez com várias outras. Quando estou atenta aos movimentos da sedutora morena sou surpreendida pela visão daquele magnífico homem. Como um homem pode ser tão lindo? – pensei e conclui mentalmente – que Edward nunca saiba disso.

Ele me estendeu a mão e eu a dei. Ele insinuou um beijo entre nós também, me rodopiou e deslizou sua mão pelo meu corpo embora ele não me tocasse de verdade.

Quando vi estávamos ao lado da fogueira também. A morena me olhava com desdém e o homem me abraçou e lentamente foi se inclinando sobre mim – eu estava nervosa, não sabia o que fazer e se ele me beijasse na frente de Edward?

A platéia estava ansiosa e eu ouvia o burburinho. A morena puxou o homem que me abraçava e lhe deu um tapa no rosto. Ele a segurou pelo punho e puxou-a contra si, ali ele lhe deu um beijo – que julguei ser bem verdadeiro.

O público aplaudiu e ela começou a dançar novamente reverenciando o publico. Ela segurou a mão de Edward e a do cigano, que por sua vez segurou a minha. Nos curvamos.

-Desculpem o susto – falou a morena – tudo foi encenação.

-Escolhemos nossas “vitimas” antes – disse o moreno alto.

-Quase tive uma crise de ciúmes quando te vi dançar daquele jeito para ele – admiti encabulada.

-Eu vi – ela disse rindo.

-E eu? Acha que eu gostei de ver esse grandalhão tão passional com você? – Edward falou.

-Desculpa irmão – falou o homem.

-Escolhemos vocês dois por que uma luz está sobre vocês. Eu senti algo vindo de vocês dois, um amor verdadeiro e iluminado. A mãe do amor, nossa Deusa, me deu um dom. – falou a mulher.

-Um dia vocês casarão e terão filhos abençoados, assim planeja nossa Deusa. – concluiu ele.

As pessoas já haviam se espalhado dando atenção para outras coisas. Edward veio para meu lado e me deu a mão.

-Muito obrigada pelas palavras de benção. – falei meio sem jeito.

-Vocês se amam tão profundamente mas ainda não sabem disso ou ainda não tiveram tempo para perceber. Queremos oferecer nossas bênçãos a vocês nossos irmãos. Algo simples, sem testemunhas ou papel. Apenas a certeza de que os dois são na verdade um só. – falou o cigano.

-Aceitamos – disse depois que Edward confirmou com a cabeça.

-Como líder espiritual, eu Soraya batizo vocês num gesto simbólico. Que o amor entre vocês meus irmãos, seja eterno. Enquanto brilhar um sol sobre nossas cabeças haverá amor entre vocês. Que nunca falte os grãos e nem o leite. E pelo poder investido em mim eu digo, um pertence ao outro.

Quando a mulher parou de falar quis chorar, não sei bem mais aquilo mexeu comigo, mas notei que um grupo de pessoas da platéia e muitos ciganos nos observavam. Uma senhora de longos cabelos negros trouxe algo nas mãos, uma coroa de flores e colocou na minha cabeça.

Edward me olhava atordoado, talvez.

Todos sorriam , aplaudiam e cantavam uma canção que não reconheci.

-Parabéns – disse o homem que agora estava abraçado a mulher. – Vocês segundo nossas tradições são como marido e mulher, casados. E sejam felizes. – Eles nos direcionaram sorrisos perfeitos e saíram lentamente festejando.

  

N/A: ain ain adorooooooo esses dois! Muitas surpresas virão por aí...


Cap 19

<script>document.write(Elizabeth)</script>´s pov

-Meninas eu fiz uma lista seleta das amigas e colegas mais próximas. – falei .

Estávamos sentadas no chão da sala vendo revistas sobre casamentos e analisando cores, estampas, orquestras e afins.

-Quero ver. – falou <script>document.write(Hanah)</script> retirando das minhas mãos meu caderninho .

-<script>document.write(Elizabeth)</script>, olha isso aqui . – <script>document.write(Sophia)</script> mostrou-me uma revista com um endereço de um escritório especializado em organizar casamentos.

-Salvação! – respondi rindo.

-Alguém pensou em despedida de solteira? – perguntou  <script>document.write(Hanah)</script>.

-Boa idéia amiga! – falou <script>document.write(Sophia)</script>.

Aquilo me assustou. Não me vejo enchendo a cara numa boate ou numa casa para mulheres. O que Jasper pensaria de mim?

-Meninas, definitivamente não. Não quero despedida de solteira, chá de cozinha está de bom tamanho. – praticamente implorei.

-Ah não <script>document.write(Elizabeth)</script>. Qual a graça de casar e não fazer uma despedida de solteira? Isso é tradição minha amiga e tradições devem ser respeitadas! – justificou <script>document.write(Hanah)</script> com um olhar malicioso e brincalhão ao mesmo tempo.

-Quem é você e o que fez com a minha amiga tímida e recatada? – <script>document.write(Sophia)</script> questionou fazendo cara de preocupação.

Caímos na gargalhada e iniciamos uma pequena guerra de travesseiros fazendo a maior bagunça na sala. O telefone residencial toca nos interrompendo.

-Alô... pára <script>document.write(Sophia)</script> – Alô ? – repeti segurando o riso.

-A festa está boa hein? – a voz de Emmett deduziu.

-Culpa da <script>document.write(Sophia)</script>. Ela está....ei meninas ....não! – minhas amigas estavam comendo os meus brigadeiros.

-Cunhada, eu queria te fazer uma pergunta.

-Fala.

-Você se chatearia se eu preparasse uma festa de despedida de solteiro para o meu mano?

-Ah não! Você também? Você e <script>document.write(Hanah)</script> andam muito pervertidos! Ela acabou de “tentar” me persuadir a ter uma.

-A <script>document.write(Hanah)</script>? Hum...muito bom saber disso. – ele falou baixo mais não o suficiente. – E então, posso fazer? Só vai ser uma noite de poker, alguns micos, o Edward e o pessoal do pub. Será na minha casa. Prometo solenemente que não haverá uma santa stripper, nenhuma garota de programa!

-Depois dessa ....

-A resposta é SIM? – ele perguntou um tanto entusiasmado.

-NÃO! Eu não quero nem saber, só de pensar no que vocês homens fazem numa “festinha” como essa me dá até arrepio. Se eu sonhar que vocês foram fazer farra eu vou te matar Emmett!

-Oh cunhadinha...- ele começou e de longe ouvi uma voz que julguei ser do Edward...- Alô? <script>document.write(Elizabeth)</script>, aqui é o Eddie tudo bom?

-Tudo, desembucha vai.

-Eu sou o mais responsável e te dou a minha palavra que nós não vamos fazer nada de mais.

-Eddie...eu não sei não. – parei e pensei numa solução. – Vamos fazer o seguinte, eu digo o que vocês podem fazer, tudo bem?

Ele demorou a responder, imaginei que estivesse repassando minha declaração.

-Pode falar suas condições.

-Nada de mulheres da vida, nada de strippers, poker pode, brincadeiras pode, só pode ter homem, por que se eu sonhar ou farejar rastro de mulher eu acabo com a raça de vocês. Museus, teatros, parques e o pub do Jazz estão liberados. Boates e qualquer outro bar está definitivamente P.R.O.I.B.I.D.O. Entendidos?

-Espera um pouco – ele disse e depois de uns minutos ele retorna. – É o seguinte, Jasper também fez exigências, nada de casas para mulheres, nada de gogo boys, festinha só com mulheres, Museus, teatros, parques e o pub dele estão liberados. Boates e qualquer outro bar está definitivamente P.R.O.I.B.I.D.O. – ele repetiu brincalhão minhas palavras.

-Acordo fechado.

Depois que desligamos repassei as informações.

-Quero só ver se eles vão cumprir – falou <script>document.write(Hanah)</script> não acreditando na promessa deles.

O dia correu tranqüilo. Marquei hora com o estilista e com a agência que organiza casamentos, enquanto eu, <script>document.write(Sophia)</script> e <script>document.write(Hanah)</script> resolvíamos os detalhes da cerimônia imaginei o que os rapazes estariam fazendo e o pior , pensando em fazer.

Emmett´s pov

DIAS DEPOIS

-O que raio essa menina tem na cabeça? Quem já viu uma despedida de solteiro nas condições que ela impôs?

-Emmett, quer parar de ficar repetindo isso? Já entendemos o recado. – Edward reclamou. – Você não pára de repetir isso.

-Elas estão redondamente enganadas se acham que vamos obedecer! – decretei encerrando o assunto.

-Irmão, se você me meter em confusão com <script>document.write(Sophia)</script> eu te arranco a cabeça. – Edward me ameaçou.

-Meu caro se você se meter com alguma stripper você vai se ferrar sozinho.

Ri debochadamente, era o único solteiro livre e desimpedido. Se bem que se <script>document.write(Hanah)</script> me desse uma chance de terminar tudo o que a gente começou...

Afastei os pensamentos íntimos que estava tendo com ela desde o maldito dia em que ela tão sedutoramente me provocou e depois fugiu me deixando na mão.

HORAS MAIS TARDE.

-Jasper está pronto? – quis saber.

-Estou, vamos? – ele disse meio desanimado.

-Que cara é essa mano? Você vai se enforcar daqui dois dias e fica assim na sua ultima noite como homem livre?!

-Irmão eu não me sinto bem burlando as regras, mesmo que sejam tão sem lógica como as que <script>document.write(Elizabeth)</script> impôs . Se ela descobrir que vamos a uma boate com a rapaziada eu mesmo me encarrego de te matar.

-Por que todo mundo anda falando que vai me matar hein? – falei com um ar de desentendido.

Telefonei para Edward  afim de garantir que ele não iria se perder . O trajeto foi tranqüilo, fui no carro de Jasper, já que ele não iria beber e eu sim. Edward também não iria beber já que voltaria para casa em sua moto, estava sempre esperando Vitória aprontar alguma.

-Chegamos. – disse estacionando o carro na frente da boate.

-Piano´s Bar? – Jasper me olhou incrédulo.

-O que é? Tá pensando que só você e Edward são cultos por aqui?

-Você falou que iríamos a uma boate. – Jasper ainda olhava esperando ver mulheres de mini saia e homens as cantando , como em qualquer boate.

- Vamos logo. – falei e ele me acompanhou.

Nosso irmão já estacionava a moto num canto próximo e também fez a mesma pergunta do Jasper.

-Piano?

-Ah vocês estão muito chatos hoje. Custa entrar para ver? O lugar é sofisticado, culto, pessoas bonitas, elegantes e influentes freqüentam este lugar e o som então... maravilhoso,o pianista daí é meu amigo.

-Emmett amigo de músicos? Jasper o que você fez com nosso irmão mais velho?

Jasper deu de ombros e eu rolei os olhos. Entramos pela saída, eu sabia que eles iriam ficar assim por causa do nome do lugar, eu não queria estragar a surpresa. Ao entrar eles me encararam... chocados?

-Emmett... isso é uma boate! – constatou o óbvio Edward.

-Claro! Ou vocês acham que eu iria programar a despedida do caçula no parque?

-Olhem ali, são os rapazes. – indicou Jazz.

Fomos até eles e nos cumprimentamos. Fizemos nossos pedidos e com pouco tempo três garçonetes vieram trazer nossos pedidos. Nós as olhamos de cima a baixo, Eddie e Jasper, claro olharam para o outro lado. Estavam dominados, eu já havia dito isso um milhão de vezes.

-Proponho um brinde – falou um cara amigo do Jasper que eu não conhecia. Acho que era Brad seu nome, não sei por que mais ele não me inspira confiança...pensei – A um camarada que a partir de agora joga no time dos casados. Jasper será uma perda valiosa, um solteiro convicto que agora foi encoleirado! Ao Jasper!

Todos repetiram o gesto com os copos e pronunciamos alto e em bom som “Ao Jasper!”

-Sério pessoal, muito obrigado pela consideração. – Jazz agradeceu e entornou o copo de vodka num gole só. Olha só quem não ia beber...

A conversa fluía solta até eu olhar longe e ver uma mulher de costas para mim. Ela era espetacular, estava com uma roupa típica para uma night, nada vulgar mais também um tanto atraente.

-Pessoal, eu vou ali e volto já. – disse sem desviar o olhar dela para não perdê-la de vista.

-Lá vai o gavião – falou um carinha mais nem liguei.

<script>document.write(Elizabeth)</script> ´s pov

Não acreditava que deixei <script>document.write(Hanah)</script> me trazer para uma boate. Eu estou quebrando as regras que eu mesma fiz. Se Jazz descobre ele vai ralhar comigo.

Por outro lado em 48 horas estaria casada. Eu tinha que me despedir da solteirice por que viveria até o fim dos meus dias ao lado do homem que amo. Não que hoje eu vá me entregar  ao primeiro que aparecer. Mais vou me divertir muito. Por que depois, será apenas eu e Jasper.

-<script>document.write(Hanah)</script>, eu vou ao w.c com <script>document.write(Sophia)</script> retocar a maquiagem, ok? – falei

-Ok, vou para o reservado com as meninas. – ela respondeu sumindo em meio ao pessoal que dançava ao som da pick up, o dj sabia como animar uma festa.

Fomos caminhando lentamente até enfim chegar ao banheiro, onde uma fila enorme nos esperava.

-Que sorte! – brincou <script>document.write(Sophia)</script>.

-Para melhorar só falta nós encontramos algum amigo dos meninos aqui – imaginei – não não, imagina se a gente encontra o Jasper! Ou o Eddie...- balancei a cabeça em negativa – não. Jasper não ousaria quebrar a promessa.

-Relaxa amiga, eles estão na casa do Emmett. Eu mesma conferi, telefonei para a casa do Edward e falei com uma empregada nova, talvez. Não era a sra Holmes. A empregada disse que ele foi para casa de Emmett e que voltaria de madrugada.

-Que bom.

Continuamos a conversar bobagens até chegar nossa vez de entrar. Re-avaliamos nossa maquiagem, roupa e tudo mais.

Estávamos indo para o reservado e não encontramos <script>document.write(Hanah)</script> lá. Continuamos ali admirando o ambiente e as pessoas que estavam a dançar.

<script>document.write(Hanah)</script>´s pov

Encontrei uma amiga da faculdade e fui colocar as conversas em dia. Ela estava comemorando seu aniversário, dancei com ela e suas amigas na pista que estava apinhada de gente.

-<script>document.write(Hanah)</script>, tem um cara olhando para cá. – ela disse.

-E daí? Vai menina flerta com ele. Me diz como ele é e eu vou disfarçadamente olhar ele e saio fora com as meninas.

-Tá...- ela disse nervosa- Ele tem uns quase dois metros de altura, olhos azuis... meu Deus – esta ultima parte disse bem lentamente e com os olhos bem atrás de mim .

-<script>document.write(Hanah)</script> eu posso saber o que você faz aqui? – uma voz máscula que eu reconhecia muito bem falava comigo.

Me virei, mordendo o lábio inferior em sinal de nervosismo.

-Emmett o que você ...?

-Eu perguntei primeiro meu amor. Mas é claro – ele pareceu constatar o óbvio – vocês quebraram as regras. – ele disse vitorioso.

-Vocês também quebraram!

-Mais é diferente docinho. Somos homens!

-SEU MACHISTA! – falei dando um tapinha no ombro dele.

-Não vai me apresentar suas amigas, amor?

-Vou se você parar de me chamar de amor, docinho ou qualquer outra coisa melosa. – o olhei dando um ultimato

-Tudo bem.

As minhas amigas nos olhavam sem entender nada.

-Claire, Brook, Nikki este é meu amigo Emmett. Emmett estas são as meninas da faculdade. – apresentei sem entusiasmo algum, principalmente quando vi Nikki quase se lambuzar toda olhando ele de uma forma que eu tenho certeza que se um olhar movesse objetos, ele estaria sem roupa .

-Devo dizer que suas amigas são muito lindas, <script>document.write(Hanah)</script>. Devia ter me apresentado há meses atrás.

-Claro que não. – respondi, óbvio que eu não iria entregar ele de bandeja para as oferecidas da faculdade, com exceção claro da Claire, que de fato sempre foi uma boa amiga.

Agora quem percebeu o óbvio fui eu. Estava me roendo de ciúmes do Emmett. Ele só era meu amigo e nada mais, tentei me convencer. Aquilo que quase aconteceu antes só aconteceu por que ambos estavam bêbados.

-Você fica uma graça quando fica com ciúmes <script>document.write(Hanah)</script>. – ele disse rindo.

Respirei fundo e o encarei.

-Emmett, me mira...e me erra! – falei dando as costas e indo embora.

Quando estava bem no meio da pista suas mãos grandes envolveram minha cintura e seu corpo colou no meu por trás.

Ele foi baixando o rosto até a curva do meu pescoço e deu um beijo de leve, o que fez meu corpo se arrepiar todo.

-Você é arisca mesmo não é?

-Você acha? – perguntei irônica.

-Mais eu sei amansar uma fera, principalmente uma gata selvagem.

-E como você faz isso? – perguntei enquanto balançávamos lentamente de um lado para outro. Depois me dei conta que estava estimulando ele a continuar a me provocar, eu não saberia como evitar se ele me beijasse.

-Garota não brinca com fogo...

-Tô pagando pra ver! – disse lançando um sorriso e voltando para o reservado onde estava as convidadas de <script>document.write(Elizabeth)</script>.

Jasper´s pov

Eu estava alheio as mulheres, melhor dizendo, beldades que desfilavam na minha frente. Meus amigos me zoando e eu já sem graça fazendo um pouco de esforço, admito, para não levantar da mesa e ir atrás de uma.

Emmett havia sumido já fazia uns vinte minutos. Comecei a conversar com Edward afim de evitar olhar para as mulheres que se insinuavam para nós.

-Er..e então Edward, como está seu relacionamento com <script>document.write(Sophia)</script>? – eu quase não acreditei no que eu disse.

-Sério?

Indiquei que sim.

-Irmão, estamos ferrados na essência da palavra. Dois homens jovens, estabilizados conversando sobre relacionamento. Estamos “dominados” como disseram antes.

Nos entreolhamos divertidos e pendurei meu braço ao redor de Edward bagunçando aquele cabelo desalinhado.

-Edward não estamos dominados, estamos apaixonados. É diferente.

-É sim e por falar em apaixonados é impressão minha ou a <script>document.write(Hanah)</script> está ali com...as meninas! – falamos juntos.

-O que foi cara? – perguntou meu amigo quando Edward se levantou para ver melhor.

-Quer mesmo saber? – Edward perguntou e os rapazes que ainda estavam na mesa assentiram. – A noiva dele e a minha namorada estão aqui.

Uma explosão de risos e frases do tipo “se ferraram” ou “vai dar confusão” tomou o ambiente.

-Elas quebraram as regras! – Afirmei.

Saímos para enquadrá-las.

-Muito bonito dona <script>document.write(Elizabeth)</script>....quebrando as próprias regras! – falei sério e ela de um susto virou para me ver.

-Amor...eu posso explicar...- ela começou.

-Jazz, alivia vai? Vocês também quebraram as regras. – <script>document.write(Sophia)</script> veio em defesa.

-Isso também se aplica a você srta Davis. – Edward falou sério.

-Opa – ela falou colocando um dedo na boca como uma menina moleca fazendo uma cara de criança que apronta e depois finge inocência quando flagrada.

-Ok, estamos quites. – falei por fim e abracei a minha noiva.

-Vem. – Edward levou <script>document.write(Sophia)</script> para o centro da pista.

-Vou te apresentar uns amigos meus. – peguei sua mão e a trouxe até onde estávamos.

-Tom, Clark, Brad, Thomas esta é minha noiva, <script>document.write(Elizabeth)</script>. – indiquei cada uma na mesa.

-Oi rapazes! – ela disse meiga. – Ei Brad, a gente não já se conhece?

-Ai meu Deus! Do acampamento em Laguna Beach! Foi você quem ficou perdida e o Jake foi atrás de você, me lembro agora. Vocês terminaram dormindo juntos no carro…opa. – ele se interrompeu e mais uma vez o nome desse ex-namorado dela aparece.

-Er...pois é, quanto tempo não? Tínhamos o quê? 15 anos?

-A conversa está boa mais agora nós vamos dançar, ok? Vamos amor – sai arrastando ela. Ia tomar satisfações quanto a esse passado.

<script>document.write(Hanah)</script>´s pov

Eu consegui me livrar da presença física de Emmett mais não conseguia tirar da cabeça. Sempre que saímos alguma coisa simplesmente pegava fogo dentro de mim.

Tonia, uma amiga da faculdade de <script>document.write(Elizabeth)</script> me rebocou para o bar, ela não parava de tagarelar e foi quando olhei ao redor que vi Jasper saindo com minha amiga de um reservado.

-Tonia eu vou aqui. – falei indo em direção ao lugar.

Chegando mais perto Edward entra em meu campo de visão com <script>document.write(Sophia)</script>.

-Ora ora ora – falei brincando.

-Eu nunca mais entro na sua srta Stuart! – falou minha amiga rindo.

-Muito bem <script>document.write(Hanah)</script> levando minha santa namorada para a perdição! – fingiu Edward  está afetado. – Você e Emm são perfeitos um para o outro sabia? Ele teve a idéia de vir para cá, me obrigou a vir e você abrigou minha <script>document.write(Sophia)</script> – Eddie balançou a cabeça em falsa reprovação.

-Ai Eddie estamos quites e fim papo.

-Perdi alguma coisa? – Emmett chega de mansinho atrás de mim.

-Nada de mais. – Respondeu <script>document.write(Sophia)</script>.

-Desculpa, você se chama <script>document.write(Hanah)</script> e você <script>document.write(Sophia)</script> , certo? – um homem falou. Lindo, devo acrescentar.

-Sim – falamos em dueto.

-Brad. – ele falou.

Nos entreolhamos e tentamos reconhecer.

-Vamos lá, uma dica. Laguna Beach.

-Hum...Brad , capitão do time de futebol! – <script>document.write(Sophia)</script> falou.

-Meu Deus! O acampamento em Laguna, claro, Brad você continua lindo, sabia? – deixei escapar.

-Você também, aliás vocês todas. Me contem por onde anda o Jake? E você casou com aquele cara chato? E você <script>document.write(Sophia)</script> o que me diz?

-Nossa, Jake. Eu não falo com ele a 4 anos, terminei com Dean…mas isso você já sabia. Estou com Edward agora...o irmão do noivo. – resumiu <script>document.write(Sophia)</script>.

-Você <script>document.write(Hanah)</script> ? – ele se levantou e cumprimentou minha amiga de forma cordial e quando foi chegando perto de mim me abraçou e beijou meu rosto.

Senti Emmett trincar os dentes e se posicionar ao meu lado com uma expressão no rosto nada gentil para Brad.

-Er...- comecei meio desnorteada, afinal o que estava acontecendo comigo? Nunca pensei encontrar alguém do meu passado. Um pedaço de mim estava em êxtase pela reação de Emmett mais a outra não achava certo ele sentir ciúmes. Por que eu sempre esqueço que ele é só meu amigo? Por mais que meu corpo se incendeia perto dele, ele só me vê como “mais uma” para a coleção dele. Eu não sou mulher para uma noite só, pensei. – bem, eu me divorciei, tenho uma filha, sabe? Nada de mais.

-Então...- ele olhou rapidamente para Emmett como quem está avaliando qualquer reação, por sua vez Emm cruzou seus braços em minha cintura, o olhei sem saber como reagir...- vocês estão juntos? – Brad quis saber.

-Não. Somos só amigos. – afirmei livrando-me das “garras”.

-Então posso te levar para a pista de dança, certo?

Antes de responder Emmett se colocou.

-Desculpa cara, mais ela não vai. Ela hoje tem uma divida comigo, fica para uma próxima. – Ele, sem a menor cerimônia me tirou do reservado até a pista que bombava.

Emmett´s pov

Quem aquele babaca pensa que é? Muito se engana se pensa que vai ficar atirando para cima da minha <script>document.write(Hanah)</script> assim.

Estou pouco me lixando para ele, ela hoje não ia me escapar. Cansei, toda vez que a coisa esquentava entre nós dois ela me jogava um balde de água fria.

Se ela pensa que eu vou ficar quietinho entrando no jogo dela, ela vai quebrar a cara. Eu sei que ela me quer. Eu a desejo. Sei como ela é como amiga, como mãe mas chegou a hora de conhecer essa mulher na minha cama.

Fui levando ela para o centro da pista de dança, ela me dava tapinhas nas costas e reclamava o tempo todo. Mais eu iria até o fim. Não sei por que mais eu sentia necessidade de tê-la, não sei se pelo fato dela me repelir e eu não estou acostumado a ser rejeitado ou se por outra coisa. Mais algo é certo, uma mulher que já me teve na cama nunca se esquece. Aí eu quero ver se ela vai continuar nesse joguinho de gato e rato.

-Dá para parar?

-Não...quero dizer não antes de você me dizer quem é aquele idiota lá. – fui bastante direto.

-Estudamos juntos, eu, ele, <script>document.write(Sophia)</script> e <script>document.write(Elizabeth)</script>. Satisfeito sr investigador? – ela me disse irônica .

-Quero saber se...se...

-Se o quê? Se eu tive alguma coisa com ele? Sim, uma vez ficamos logo depois conheci meu ex-marido. Agora dá para largar meu pulso?

Afrouxei um pouco e ela tentou ir embora, segurei-a novamente.

-Com uma condição. – Impus.

-Fala.

-Dança comigo?

-Só isso? – ela me perguntou com um olhar que dizia mais que aquelas palavras.

-É.

-Tudo bem. – ela falou derrotada.

Colei nossos corpos e ela soltou um gemido baixo tamanha a força da minha pegada. Eu sorri internamente. A multidão se aglomerava no centro, corpos se remexiam ao som da batida. Sabia que a hora era aquela, ia investir nela até que cedesse. Ela não é uma mulher feita de ferro.

No começo ela ficou rígida, se movia pouco. Até tocar uma música latina dançante e ela se soltar um pouco mais. O balanço de seus quadris me deixava fora de mim, luzes piscavam mais só nela eu estava conectado.

Pus minhas mãos em sua cintura e a trouxe para mim, deslizei bem devagar pelas suas curvas, Ela me deu as costas e foi até em baixo subindo bem devagar roçando seu corpo em mim. O que ela estava pensando? Se ela queria me fazer ficar em chamas ela conseguiu.

-Assim você me enlouquece garota.

-Cala a boca e dança.

Olhei conferindo cada centímetro daquela escultura e me desliguei até de mim mesmo. Sem pedir permissão coloquei uma mão em seu pescoço, e como diz o bom e velho ditado “colocou a mão na nuca, já era!”

Beijei. Beijei com intensidade, força. Ela não recuou e nos deixamos levar pela batida.

*Butterfly – Jason Mraz*

I'm taking a moment just imagining that I'm dancing with you
(Estou aqui só imaginando que estou dançando com você)

I'm your pole, and all you're wearing is your shoes
(Sou seu mastro e você está só usando sapatos)

You got soul, you know what to do to turn me on until I write a song about you
(Você tem alma, sabe o que fazer para me acender até que eu escreva uma música sobre você)

And you have your own engaging style
(E você tem seu próprio jeito envolvente)

And you've got the knack to vivify
(E você tem um talento de dar vida)

And you make my slacks a little tight, you may unfasten them if you like
(E você deixa minhas calças um pouco apertadas, pode afrouxá-las se quiser)

That's if you crash and spend the night
(Isso se ficar e passar a noite)

But you don't fold, you don't fade
(Mas você não dá o braço a torcer, você não desvanece)

You've got everything you need, especially me
(Você consegue tudo o que precisa, principalmente a mim)

Sister, you've got it all
(Irmã, você já conseguiu tudo)

You make the call to make my day
(Você me telefona e faz meu dia)

In your message say my name
(Na sua mensagem diz meu nome)

Your talk is all the talk,
(Sua fala é toda a conversa, )

Sister, you've got it all (you've got it all)
( Irmã, você já conseguiu tudo (você já conseguiu tudo))

Curl your upper lip up and let me look around
(Dobre seu lábio superior e deixe-me dar uma olhada )

Ride your tongue along your bottom lip and bite down
(Passe a língua pelo seu lábio inferior e dê uma mordida)

And bend your back and ask those hips if I can touch
(E curve suas costas e pergunte àqueles quadris se posso tocá-los)

Because they're the perfect jumping off point of getting closer to your
(Porque eles são o ponto de partida perfeito para se aproximar da sua)

Butterfly
(Borboleta)

Well you float on by
(Você flutua)

Oh, kiss me with your eyelashes tonight
(Oh, beije-me com seus cílios esta noite)

Or, Eskimo your nose real close to mine
(Ou fique bem perto de mim como num beijo de esquimó)

And let's mood the lights and finally make it right
(E vamos animas as luzes e finalmente fazer a coisa certa)

But you don't fold, you don't fade, you've got everything you need
(Mas você não dá o braço a torcer, você não desvanece, você consegue tudo o que precisa)

Especially me
(Especialmente eu)

Sister, you've got it all
(Irmã, você já conseguiu tudo)

...

Doll I need to see you pull your knee socks up
(Boneca, eu preciso te ver vestindo suas meias 3/4 )

Let me feel you up side, down slide, in slide, out slide, over here
(Deixe-me te sentir  por cima, escorregando pra baixo, pra dentro, pra fora, bem aqui)

Climbing to my mouth.
(Escalando até minha boca,)

...


You're an open minded lady
(Você é uma dama de mente aberta)

You've got it all
(Você já conseguiu tudo)

And I never forget a face
(E eu nunca esqueço um rosto)

If I'm making my own
(Se estou afim dele.)

I have my days
(Tenho meus dias )

Let's face the fact here, it's you who's got it all
(Vamos encarar os fatos aqui, é você quem já conseguiu tudo.)

You know that fortune favors the brave
(Você sabe que a fortuna favorece os corajosos)

Well let me get paid while I make you breakfast
(Bem, deixe-me ser pago enquanto te faço o café da manhã)

The rest is up to you, you make the call
(O resto é com você, você quem manda)

Quando o fogo dominava as ações de nossos corpos cheguei a conclusão que ela naquela noite finalmente seria minha. Enquanto ela arfava em busca de ar, respirei fundo.

-Concorda que não dá mais para ficar aqui? – perguntei baixo em seu ouvido e ela afirmou com a cabeça.

-Me espere na saída dos fundos. Me dê dois minutos amor.

<script>document.write(Hanah)</script>´s pov

Não sei o que me deu, aliás, sei sim. Faltou força para não sucumbir aquele homem. Não pensei duas vezes e fui para onde ele me mandou. Era uma rua calma e lá estava uma moto e o carro do Jasper.

Encostei na parede em busca do ar que ainda me faltava. Aquele contato de longe foi o melhor que já provei. Estava de olhos fechados quando a porta se abriu e ele surgiu. Ele veio até a minha frente e enquanto me beijava sem a menor suavidade, friccionava seu corpo em mim.

Eu estava louca para arrancar aquela roupa dele e provar as loucuras que ele podia proporcionar. Eu latejava em desejo.

-Vamos. – ele disse e me trouxe junto a ele .

-De moto? – perguntei, morro de medo de motocicletas.

Ele já estava montado na máquina e me estendia a mão.

-Você só precisa me segurar forte.

Sem grandes dificuldades subi. Minhas pernas prendiam – se a ele. Emmett deu partida e eu me agarrei a sua muralha de músculo que ele chamava de corpo. Sem demora ele acelerou e correu rua acima.

Uma chuva inesperada caiu sobre nós e ele parou no primeiro motel beira de estrada que apareceu. O lugar era nojento mais não dava para ficar na chuva principalmente com nossos corpos ardendo em luxúria.

Fomos para o quarto e durante todo o percurso ele me prensava nas paredes tirando meu fôlego com seus beijos intensos e exploradores.

Entramos naquele quarto vagabundo e ele lançou fora seus sapatos.

-Quero você por inteiro hoje <script>document.write(Hanah)</script>.

Ele disse entre beijos. Tirei seu cinto e desabotoei sua camisa. Parei para contemplar cada linha daquele corpo definido, beijei cada músculo daquele abdome . Me perdi.

Mais ele não. Com uma agilidade impecável ele me suspendeu no ar me fazendo enlaçar minhas pernas em torno do seu corpo viril, me guiando até a cama.

-Eu vou explodir dentro das calças <script>document.write(Hanah)</script>!

-Então tira! – respondi com as mãos tateando o botão da peça de roupa em questão.

Na pressa em que nossas mãos estavam foi questão de segundos ele tirar toda minha roupa. Ele flexionou meus joelhos me trazendo para seu colo, abriu o feixe  do meu sutiã enquanto eu tirava sua camisa já aberta e encharcada  pela chuva.

Completamente nus trocamos carícias e beijos avassaladores. Ele de volta na cama  se colocou dentro de mim com urgência , porém sem me machucar. Ele começou calmo, Mais eu não queria calmaria.

Ele bombava dentro de mim de um jeito diferente, a impressão que tinha é que eu não proporcionaria a ele o mesmo prazer que ele me dava, que eu não agüentaria.

-Você...não...sabe – ele começou.

Não pude conter por muito tempo os gemidos presos em minha garganta e ele também não. Ele estocava com força, meu corpo estremecia, os pêlos do meu corpo se eriçavam e ondas de espasmos percorriam como se ele fosse a eletricidade e meu corpo o fio condutor.

Em nosso beijo travamos uma batalha com as línguas, explorei seu interior com a mesma fome de prazer que ele fizera comigo.

-Você... não... sabe...o quanto...eu queria provar você .

-Espero... que... tenha... valido...a ..espera – respondi enquanto ele brincava com meu corpo e estocava ao mesmo tempo.

Emmett me virou fazendo-me ficar por cima dele.

-AH…valeu! – ele afirmou.

Depois de muito tempo de muitas loucuras naquela cama, estávamos ambos exaustos, não que estivéssemos saciados por completo mais precisávamos repor as energias.

Emmett me acolheu em seus braços fortes e permanecemos num silêncio confortável por um tempo. Contemplei nossa imagem refletida no espelho do teto. Que loucura foi aquela? – era o que eu pensava feliz por ter sido insana.

-Foi melhor do que eu esperava. – ele falou sorrindo para o nosso reflexo.

-Emmett você é...inacreditável. Com certeza a melhor transa que já tive!

-E você me rejeitando...- ele falou rindo.

-Emmett, não sou mulher de uma noite só, eu não queria ser só mais uma na sua lista de conquistas. Já sofri demais por me entregar a alguém...você é um conquistador e eu não quero ser só mais um troféu na sua estante. Você me confunde. Não faz idéia de todas as vezes que chegamos tão perto e meu corpo saiu do meu controle, mas você só me vê como uma transa casual e eu mereço ser considerada mais que isso. – admiti sem o menor receio do que viria pela frente.

Emmett fez uma negativa com a cabeça e aqueles poucos segundos foram martirizantes. Até ele levantar meu rosto para o encará-lo.

-Quem foi que disse que eu sou um conquistador que vê uma mulher como um pedaço de carne? Ou um prêmio a ser conquistado? Você é uma guerreira e é isso que eu gosto em você. – ele fez uma pausa e me beijou doce, não havia o furor de antes e sim carinho. – Você também me confunde, eu te via como amiga mas depois...você não é uma coisa casual, nunca será um troféu porém não prometo nada.

Depois daquela conversa que em parte acalmou meu coração.

-O que você quer dizer com “não prometo nada”? – perguntei séria .

-<script>document.write(Hanah)</script>, esta foi nossa primeira vez. Não quero que seja a última, estamos nos conhecendo e se não der certo não quero perder sua amizade. Entendeu? – ele falou pondo um fim naquela conversa.

Fui tomar um banho. Meu corpo ainda estava mole e minhas pernas cambaleantes .Quando sai do banheiro vi Emmett em pé, de costas para mim com a sua calvin Klein branca , atendendo a porta. Meu corpo se incendiou ao reparar, agora com calma, aquele corpo trabalhado e senti minhas partes latejarem ao ver o enorme dragão tatuado em suas costas.

Ele voltou ao meu encontro com um carrinho com um balde de gelo, champangne.

-Nossa eles oferecem serviço de quarto? – falei rindo tentando não demonstrar o que sentia ao vê-lo semi-nu.

-O que umas boas 100 pratas não fazem? – ele respondeu me dando um beijo.

Um frisson fez meu corpo ter um espasmo. Emmett pegou uma pedra de gelo e colocou na boca, sem malícia. A perversidade estava em mim naquela hora.

Então eu deitei o seu corpo e montei em cima dele. Beijei de leve seu pescoço e fui fazendo uma trilha até o cós da boxer e nem foi preciso mais que isso para ele ficar ereto, comecei a torturá-lo acariciando-o.

Ele abriu minha roupa de banho e com suas mãos bem abertas ele preencheu segurando meus quadris forçando para um roçar de corpo.

Continuei a massageá-lo, usei uma tática que aprendi na massagem tailandesa. Me libertei do roupão e continuei com a técnica. Ele não suportaria mais tempo. E nem eu.

Sem sair de cima dele e com toda a ajuda possível ele retirou a boxer. Peguei a garrafa da bebida e derramei em seu corpo lambuzando-o todo e com a língua fui tirando. Ele ergueu a cabeça em busca dos meus lábios mas o empurrei de volta.

-Agora quem manda sou eu. – falei sexy.

-AH garota...isso é tortura! – ele grunhiu.

Despejei um pouco mais da bebida em seus lábios enquanto o beijava de leve. Ele queria mais e eu neguei.

-Agora vem. – Falei derramando em mim a bebida.

E não demorou nada para sua boca devorar meu corpo, sua língua deixou um traço quente entre meus seios até o umbigo, meu corpo ardia. Suas mãos brincavam com meu sexo e agora era ele quem mandava no jogo.

Me virou com muita facilidade e jogou longe a garrafa. Emmett puxou o balde com gelo com tamanha força que fez o balde virar em cima do carrinho. Ele se pôs entre minhas pernas, com uma enlacei sobre seu corpo suado.

-Eu sou um vulcão e estou em chamas por você.- ele me disse.

Ele lambeu o sal da minha pele e me penetrou voraz. Eu explodi em prazer , enquanto ele fazia seu movimento de vai e vem dentro de mim eu arranhava sua pele tatuada .

Eu sentia que um orgasmo vinha e depressa. Ele também estava a ponto de explodir. Ele gemia enquanto bombava e quando não mais agüentamos, deixamos escapar um ruído de prazer. Emmett rolou para fora de mim arfando.

-Você é inacreditável – ele me disse selando nossos lábios. – você é melhor que qualquer afrodisíaco .

-E você... é como um entorpecente, sei lá ,uma máquina. E essa sua tatuagem...te torna tão mais... gostoso. – falei mordendo o lábio inferior.

Sorrimos fraco, cansados. Me aconcheguei em seus braços e o vi fechar os olhos.


N/A: Meldeus! G-zuis! Quase que esse capítulo não sai! Rsrs deu o maior trabalho escrever, espero que gostem....e não deixem de comentar...[Finalmente a noite do nosso tudibao Cullen . Dedicado à todas as team Emmett , em especial Emmy e Mag]


Cap 20


´s pov

Cheguei a casa na calada da noite, faltava muito pouco para clarear. Eu estava completamente sem reação, afinal o que foi aquilo? Eu nunca tinha sido tão ousada na cama como fui com o Emmett.

Meu corpo tremia todo. Catei minhas roupas e acordei-o de sua soneca. E se percebessem que estivemos juntos? Eu morreria de vergonha. Tanto que eu jurei para mim mesma não me deixar levar... Mas foi impossível evitar sentir o gosto dele.

Meu Deus! Ele é só meu amigo. Não posso sentir mais nada, além disso. – pensei.

Mas meu corpo não estava nem aí para minha mente. Vi-me rindo sozinha e derrubando alguns objetos pelo caminho. Estava completamente... Satisfeita? Feliz? Louca?

Na ponta do pé fui checar as meninas. Edward estava em casa? – melhor nem saber, pensei. – Cheguei ao quarto de e ela não estava. Pelo jeito todos tiveram uma noite feliz.

Tomei uma ducha fria para ver se meu corpo se acalmava, mas as constantes e tão recentes marcas feitas nele não deixavam.

Fui até a cozinha beber um copo de água e ao ascender à luz deixei escapar um gritinho.

- QUER... – comecei alto e depois me dei conta e fui baixando a voz -... me matar de susto Eddie?

Edward estava “catando” suas roupas pelo chão da cozinha, o que me fez pensar o que raios... Espera aí, eu sei o que eles estavam fazendo ali. Balancei a cabeça tentando afastar a imagem. Na minha cozinha não, né? Que nojo!

- Você chegou agora? – ele quis saber.

- Er... Não, tem um tempinho já. – menti toda encabulada me servindo da água.

- Bom , eu tenho que ir. Pede desculpas para em meu nome? É que eu tenho que pegar a estrada... Sabe?

- Ok, agora veste uma roupa. Eu não vou conseguir dormir. – claro, dois Cullen numa mesma noite apenas de “CK”. É maldade!

- Ai meu Deus! Eu estou só cueca! – ele observou. - E você só de baby-doll. Então estamos quites!

- Ah vai!

´s pov

Meu grande dia. Malas prontas, vestido, orquestra, Buffet, garçons, madrinhas, minha família. Tudo para a grande hora.
Eu mal dormi a noite inteira, casamento é sagrado e é para a vida inteira. É uma passagem única na vida de uma mulher, assim como gerar e parir um filho.
Eu estava pronta para vida que eu escolhi, mas nem por isso menos nervosa. E se Jasper desistisse? E seu eu não for o que ele espera? E se faltar energia e o gerador quebrar? E se a comida estragar? E se os garçons não vierem?
- eu aposto que eu sei o que você está pensando. – disse descontraída.
- Não enche amiga.
- Wow, olha quem está nervosinha – disse chacoalhando as mãos no ar.
- Meninas, é o meu casamento. Hoje é o jantar de ensaio e amanhã não terá mais volta, tudo tem que está perfeito. – disse num fôlego só.
- Nós sabemos amor, estamos só tentando suavizar sua tensão. - disse me abraçando.
- Meninas, vocês querem me fazer chorar é? Isso é maldade, parem com isso! – disse chorando e enfim todas estávamos às lágrimas.
Depois daquele momento eu desci com as malas e com algumas coisas. estava me ajudando.
- Srta Stuart... - falou o porteiro atrás da gente buscando o ar, depois de uma breve corridinha.
- Sim, o que foi homem? Está vermelho. – disse.
- Aqui, chegou ontem esse embrulho para a srta Davis. Não entreguei antes porque não vi ninguém em casa.
- Muito obrigada por sua gentileza – disse-lhe sorrindo.

´s pov
Eu estava feliz. Tantos acontecimentos felizes em minha vida em tão pouco tempo.
Eu amo amar o Edward, ele é tão perfeito, tão lindo. Nem meu ex tinha esse efeito em mim, Eddie me fazia sonhar acordada, suspirar.
Não consigo mais me ver longe dele, não existe Davis sem Edward Cullen. Nunca quero perdê-lo, seria preferível a morte que sua ausência.
Meu lugar era ao lado dele e não existe nada, nenhum fato ou qualquer coisa que seja que prove o contrário. E não há ninguém melhor a quem eu deva entregar todo meu amor, minha dedicação e o que possuir de mais sagrado a não ser ele.
Estava perdida, sonhando acordada quando minhas amigas chegaram sorridentes e tagarelas em cima de mim.
- Esperem aí! Uma de cada vez! – ordenei.
- , chegou essa caixa para você e é de Harvard! – explodiu , meus olhos rolaram pela caixa numa rápida conferida.
Peguei e lá estava o que eu estava esperando.

Cara Srta Davis

É com uma enorme satisfação que parabenizamos sua excelente exposição sobre história da arte e com louvor a seus méritos que te damos as boas vindas a Harvard University. Aguardarmos-te ansiosos

Michel O´conner
Reitor


-Me aceitaram! – eu quase chorei de tanta emoção, meu olhar poético e um tanto romântico sobre a história da arte e meus projetos de inclusão social e divulgação da arte, foram, enfim aceitos.
Minhas mãos tremiam, meus olhos estavam lubrificados com as lágrimas que ameaçavam rolar.
-MENINAS EU VOU PARA HAVARD! – falei entusiasmadamente e saltitante pela sala.
Eu estava alheia aos gritinhos e palavras que elas me diziam. Estava em choque.
Revirei a caixa e havia um manual de regulamentos, meus horários de trabalhos, meus direitos como professor Junior e também meus deveres. Havia uma carta da Oxford School me parabenizando e mais um livrinho de questões contratuais.
-Será que mereço tanto? – falei ainda sem acreditar.
-, agora é a hora da sua virada. Você agora vai levantar voo, você vai mostrar ao mundo o que você é capaz de fazer. – disse-me .
-Isso significa que você vai embora. – afirmou sem nenhum entusiasmo.
-Sim. Por um ano. Depois eu volto. – falei enxugando as lágrimas. – Agora temos que pegar a estrada, se escurecer os meninos nos matam.

Jasper´s pov

Eu sabia que não devia ter deixado guiar as garotas até aqui. Elas vão se perder, eu sei, eu sinto.
-Relaxa noivinho, elas vão chegar a qualquer momento. – esse foi Emmett que parecia ler meus pensamentos.
- conhece o lugar. Não se preocupe que ela irá trazer minha futura cunhada inteira. – brincou Eddie.
-Onde está a mamãe? – perguntei.
-Acabou de chegar, foi tomar banho. Alice e Rose estão em cima dos funcionários. Vai está tudo perfeito. Relaxe! – disse Emm
-Como você quer que eu relaxe se eu me caso em algumas horas? E eu nem sei por onde anda a noiva! E se ela desistir? Sei lá, tudo pode acontecer! – explodi.

-? Desistir? Vai sonhando! – falou Alice me beijando o rosto. – Fique calmo irmão. já telefonou, o pneu furou na estrada. Em 20 minutos elas chegam.

-E elas sabem trocar pneus? Com o carro cheio de malas?

Ok, estou descontrolado e esse não é o Jasper que eu conheço. Eu sou o pacato da família- repeti isso umas mil vezes como um mantra.

-Essa eu pagava para ver, as três mocinhas do amor trocando pneu! – Emmett caiu na risada recebendo um tapa bem dado da Rose que chegava na hora.

-Machista! – ela julgou.

-Fala sério! – ele replicou.

-A noiva chegou! – disse Rose correndo ao encontro das garotas e meu coração se aliviou ao vê-las sãs e salvas.

Me fixei na minha pequena, linda e tão meiga, quase como uma criança. Meu coração acelerou e eu torci para que ninguém mais notasse que ela ainda causava esse efeito em mim.

-Oi amor! – ela me disse me beijando doce.

-Ei, dá para guardar esses momentos melosos para depois? Já não basta ter que aturar Edward, o meloso? – Emm disse fingindo repulsa.

-Cala a boca Emmett, você está falando isso por que não tem ninguém. – rebateu um Edward divertido.

-Estão todos aqui correto? – perguntou Rose mudando o rumo da conversa. Assentimos em afirmação. – ótimo, a família da noiva está aí portanto em meia hora o ensaio e depois...bom , só é esperar pela marcha nupcial.

´s pov

Depois de obrigar Emmett a carregar todas as nossas malas, eu estava exausta da viagem. Chegamos na província depois de quase 5 horas de estrada.

Minha cabeça estava zonza. Me larguei na cama esperando a hora do ensaio geral. Edward entra no quarto e desaba todo o peso do seu corpo em cima do meu.

-Você pesa, sabia?

-Não reclama que eu sei que você agüenta.

Ele rolou para o meu lado, eu estava emborcada na cama ele contemplava o teto.

-Sabia que eu te amo? – ele perguntou sério.

-Duvido! – falei tão séria quanto ele.

Eu o encarei e ele me olhava estranho.

-Eu não...- ele começou e eu o calei beijando seus lábios.

-Duvido que você me ame mais do que eu te amo!

-Olha, eu escrevi isso para você. – ele me entregou um papel. Uma carta. – Sempre que eu fecho os meus olhos é em você que eu estou pensando, sempre que eu acordo e respiro é por você que eu estou fazendo isso. Você é meu mundo, entrou sem pedir licença e agora...bom está tudo escrito aí.

Eu observei a carta e depois observei seu rosto anguloso e perfeito.

-Não precisa ler agora ou nem precisa ler, eu só queria que você soubesse. Se minhas palavras ao proferirem o quanto eu te amo não forem suficientes espero que leia e tenha certeza de cada letra que ela contém.

-Ai Edward! – naquele momento me fugiram as palavras, fui tocada na alma. - No que depender de mim o nosso amor será para todo o sempre e eu não vou permitir que nada e nem ninguém se meta entre nós. Eu te amo e isso é tudo que deve importar.

-Eu te guardo no meu coração e isso é para sempre, é infinito. Essa carta contém de forma bem clara o quanto você é especial, diz ai que você é minha vida. Mais o amor que eu sinto por você nenhuma palavra é capaz de dizer.

-Eu te amo Edward Cullen.

Emmett´s pov

-Hora do teatro! Ops...quis dizer do ensaio. – Anunciei alto e claro. Isso seria divertido.

-Emmett! – ralhou minha mãe.

-Desculpa mãe. – me redimi.

-Ok, vamos ensaiar aqui dentro mesmo. Amanhã será em definitivo lá fora. – começou Allie.

-O pastor irá começar com um breve sermão e ao sinal dele Emmett entra com a madrinha, que no caso é a . – Complementou Rose.

-A orquestra só tocará na festa, durante a cerimônia violinos e uma harpa tocarão a marcha. – Falou minha mãe.

-Certo mãe – concordou Alice toda sorridente – Emmett? Por favor venha para meu lado e você também. – Falou Rosalie.

Agora sim a coisa ficou boa, os padrinhos, eu e a – a minha mulher maravilha.

-Emmett ofereça seu braço à ela. – ordenou a caçula. – lembrem-se que os padrinhos entram pela esquerda e as madrinhas pela direita, se encontram no inicio do tapete  e seguem até o final se separando. Os padrinhos no lado esquerdo do noivo e as madrinhas a direita da noiva. Agora vem Emmett.

-Nós ainda não conversamos depois daquela noite. Falei em tom de sussurro próximo ao ouvido dela. O que a fez se arrepiar toda.

-Emmett não me desconcentra. – ela falou.

-Eu não sabia que você era aquele vulcão todo. Ainda bem que eu estava lá quando sua chama entrou em erupção! – falei malicioso.

-Pára Emmett! – ela disse me dando um beliscão de leve.

-Adoro ver você assim...irritadinha.

Quando terminei de falar já era hora de nos separamos. Quando ela ia seguir para o lado indicado por Alice a puxei pelo braço, segurando forte fazendo-a amolecer num suspiro. Beijei sua bochecha bem próxima a sua boca.

Depois vieram Edward e e por aqueles breves minutos eu esqueci de provocar . Edward só tinha olhos para , era notável o amor deles, era real e sincero. sorria tão linda e meu irmão tão ...tão...bobo? Feliz? Apaixonado!

Olhei ao redor e constatei que de fato um dia eu queria estar no lugar onde meus irmãos estavam hoje. Eddie amando verdadeiramente uma mulher e o Jazz casando com a mulher que ele escolheu para carregar seu nome para o resto da vida.

-Agora, a mãe entra com Jazz. Mãe, quando chegar aqui você pode sentar aqui na primeira fila. E por fim, a hora mais aguardada. Minha cunhada linda entra com o pai.

Carlisle já estava sentado ao lado da nossa mãe. E a mãe da também se encontrava sentada na primeira fila. As portas do salão se abriram e uma radiante de felicidade entra.

Não pude deixar de sorrir internamente por ver as mulheres chorando e isso era só o ensaio, imagina se fosse para valer? Edward me cutucou e indicou Jasper, que estava vermelho e emocionado, podia jurar que ele iria cair aos prantos.

-Me lembra de filmar isso amanhã Eddie? – sussurrei fazendo meu irmão rir um pouco alto e receber um olhar crítico de Esme.

O pai da noiva entregou a filha a meu irmão e o pastor começou a tagarelar sobre o amor. Será que essa parte do sermão poderia ser editada? Ninguém merece! – pensei. No final de tudo os noivos saíram e Allie deu as instruções de como os padrinhos deveriam se portar depois daquilo.

-E isso é tudo! – finalizou Rosalie.

Fomos todos a sala de estar daquele casarão alugado apenas para o casamento do meu irmãozinho. A casa era enorme e bem clássica, atrás da casa existia um píer, um orquidário e um jardim inacreditável. Parecia mais cenário de filme romântico.

Fui atrás de .

-Vem comigo. – falei discretamente para ela e me retirei da sala em minutos, depois ela apareceu no corredor onde eu a esperava ansioso.

-Oi. – ela disse e eu fui logo a trazendo para colar seu corpo no meu.

-Eu não tirei aquela noite da cabeça, você me ascendeu e agora eu quero mais. – disse.

-Emmett, eu não sei não. É o casamento do seu irmão e...

“E” nada , pensei. Segurei firme seu rosto entre minhas mãos e beijei aquela boca cor de carmim até faltar o ar para nós dois.

-Emm...- ela falou arfando – não faz isso que minha mente voa longe. Se é para ter tão pouco é melhor nem sentir o gostinho.

-E quem disse que eu vou te dar pouco? Aquilo lá não vai chegar nem perto do que eu quero fazer com você. Te espero no quarto e se você não aparecer eu vou até o seu. Acho bom você aparecer amor, será bem interessante se eu surgir no seu quarto de madrugada…se quer sigilo é melhor aparecer.

-Está bem Emm mais não me provoca desse jeito que eu perco o juízo.

-Não vai ser só o juízo que você vai perder meu amor, te espero ansioso.

Edward´s pov

Depois do ensaio fomos para a sala de estar conhecer mais da família de . Emmett cochichou algo para e logo depois ela saiu, isso foi no mínimo estranho.

Sentado no sofá e dando alguns pitacos na conversa , recostei o corpo de ao meu lado e trouxe sua cabeça para meu ombro. Ficamos ali por muito tempo, trocando carinhos em silêncio.

-Vou andar. – ela disse.

-Por onde? – quis saber.

-Por ai, não sei.

-Vou junto.

Nos despedimos e fomos caminhar pelo orquidário. Ela pareceu por um momento ter esquecido de mim. Estava submersa nas orquídeas e nada falou por quase 10 minutos. Ela estava meio estranha depois do ensaio.

Não sabia se tinha algo a ver com a carta. Tive medo de perguntar. Nessa hora meu Pager deu sinal de vida. Vitória estava aprontando. Mais não iria me atormentar com ela agora. era minha prioridade.

-Amor? – a chamei.

-Han?

-Está tudo bem?                   

-Sim. Na verdade não, sei lá, talvez.

Fui ao seu encontro e a abracei. Firme e possessivo.

-O que houve?

-Edward eu não sei como dizer e por isso não farei rodeios. – ela tomou fôlego e quando ia falar o meu Pager interrompeu com um bip.

-Problemas? – ela quis saber. E como eu diria, sim querida é minha ex-mulher que está morando comigo e quer um filho meu está botando fogo na casa, tudo bem para você?

-Não – menti. Outro bip do Pager e depois outro e mais outro.

-Vai Eddie, deve ser sério.

-Desculpa, eu volto logo.

Sai fumaçando para dentro da casa. Liguei de um escritório da casa para Sra Holmes. Como de se esperar, Vitória surtando de ciúmes sem saber onde eu estava.

Voltei para tão logo falei com Vitória a acalmando. Minha vida estava sentada no balanço em frente a casa, fitava o chão.

-Amor o que há com você? Estava tão feliz a pouco.

Comecei a empurrá-la.

-É que...Edward seja sincero. Você acha que nosso relacionamento vai adiante? Será que você esperaria por mim?

-Que conversa é essa? Nós pertencemos um ao outro e não faz muito tempo que eu te disse isso, é para sempre. O que é? Você acha que não me ama o suficiente? Eu fiz alguma coisa de errado? Pelo amor de Deus me fala que corrijo.

-Você sabe que eu te amo e é para sempre também.

Parei na sua frente e me agachei para que ficássemos na mesma altura.

-E o que é então?

-Eu vou embora, tenho um prazo para voltar para os Estados Unidos.

Aquilo eu não esperava. Foi como um balde água fria, como se eu estivesse numa banheira cheia de gelo ao invés de sais de banho.

-Por que você vai embora? Não é feliz aqui? Comigo?

-Longe disso, é que eu fui admitida em Harvard. Sou oficialmente uma professora Junior de história da arte e devo voltar no prazo de um ano. Eu queria me sentir segura que você vai esperar por mim durante esse um ano.

-Confesso que não queria que fosse por tanto tempo, um ano longe de você vai ser meu fim. Mais não será o fim do mundo e nem do nosso relacionamento. Eu te espero pelo tempo que for.

-Promete?

- Davis, eu te amo e vou esperar por você para ficarmos juntos mais uma vez .


N/A: Deu pra notar a influência do j.quest neh? Rsrsr adoro essa música “Mais uma vez”. Espero que tenham gostado deste capítulo e portanto pelo sim ou pelo não, comentem e digam o que acham...adoro os coments de vcs



Capítulo 23

´s pov
Andava meio mal, odiava ficar sem falar com Edward, nossa primeira briga, principalmente com a audiência da vindo a galope. Odeio ter que ir a tribunais principalmente se eu for encontrar o safado do ex-marido da minha amiga, o que me lembrava o Dean.
-Tudo bem ? – questionei só para garantir que minha amiga não iria desmoronar.
-Vamos acabar logo com isso. Vou ter minha filha de volta!
A olhei fixamente e ela assentiu positivamente com confiança no olhar . Chegamos no fórum e o sr Herrera já nos aguardava ansioso.

´s pov
Estava muito nervosa, ansiosa e também temia pelo meu futuro. Já estava cansada de tantas idas e vindas com meu advogado para tentar reaver meus bens e a guarda da minha filha. Mas não iria demonstrar medo ou fraqueza, aquele traste iria pela primeira vez me ver triunfar.
-Srta Stuart, está se sentindo bem?
Ele também me olhava com receio assim como os olhares da e da .
-Asseguro-lhes que estou bem e confiante. Não precisam se preocuparem, só quero acabar logo com isso!
Falei firme tomando pelas rédias a situação, eu tentava a todo custo engolir meus receios perante esse tal advogado novo. Por dentro eu estava fraca mais não permitiria que isso me atrapalhasse.
-Alguma coisa para revisar Herrera? – quis saber.
-Não. Vamos para a ante-sala , logo eles nos mandarão entrar.
Sorri fraco para minhas amigas que estavam no corredor . chegara antes de mim . O sr Herrera me guiou até uma saleta e pediu uns instantes para falar ao celular.
Ouço passos vindo em minha direção e com muito pesar olhei e encarei o maldito que arruinou a minha vida. Ele trazia um sorriso diabólico no rosto e piscou para mim . Meu
corpo reagiu de imediato, me levantei para acertar-lhe a cara com um tapa bem dado , mas mãos me seguraram .
-Não , não caia no jogo dele. – O tom apaziguador do sr Herrera me trouxe ao juízo perfeito.
Respirei fundo e o encarei entrando na sala onde seria a audiência , ele estava acompanhado do advogado , quem eu já conhecia. Mais e o maldito que ele contratou? Onde estava e quem seria ele ?
-Vamos é a nossa hora – disse-me o meu advogado.

´s pov
Adentrei e me acomodei na primeira fila de cadeiras com ao meu lado. Eu me sentia mal e estava ficando pior. Com certeza minha pressão havia caído, sempre acontecia quando ficava nervosa.
-Está bem flor? Você parece pálida e está fria. – falou colocando a mão em meu rosto.
-Eu estou...
-!

Emmett´s pov
Grande dia. Repeti mil vezes antes de sair de casa. Já estava atrasado para o trabalho. Entrei em um dos corredores do velho prédio , uma verdadeira monotonia, tudo em cinza, preto, marrom. Tudo morto ,sem vida.
Estava tomando um café expresso antes de correr para a sala.
Finalmente ante a porta encontro um dos meus associados. Não troco mais que meias palavras com ele . Olhei para meu relógio para me certificar .
-Bom dia tio Emmett – uma vozinha me fala. Nem olhei direito para pingo de gente com menos de 1 metro.
-Oi querida tudo bom? – respondi por educação .
-O sr não me olhou nos olhos tio Emmett. O que o sr faz aqui?
Finalmente olhei para a criaturinha que me olhava com os olhinhos mais doces do mundo e cheio de questionamentos.
-Hey Olívia o que você faz aqui?
Mal terminei de falar a madrasta da menina veio murmurando coisas e a arrastou contra a vontade dela. O que raio a filha da.....- constatei o óbvio.
Fiquei nervoso , abri minha pasta para revirar meus papéis. Será possível? É muita coincidência – pensei.
-EMMETT – falou Thompson. – Já é hora.
Coloquei tudo dentro da maleta e entrei na sala. Uma pequena platéia assistiria a audiência . Corri para me posicionar ao lado do meu cliente a esquerda da sala e infelizmente não consegui olhar a cliente do Herrera.
-Silêncio – pediu o juiz. – Vamos iniciar a audiência . Eu sou o juiz Harry Cambridge , promotor Charles Bulman , escrivã Emma Ford , advogado da reclamante sr Herrera e advogados do reclamado senhores Thompson e Cullen.
O juiz deu a palavra para o advogado da queixosa em questão , ele se levantou e começou seu discurso acalorado. A Srta Stuart mantinha-se de cabeça baixa e eu não pude olhá-la. Meu coração ficou apertado de repente.
Afrouxei a gravata mais o nó ainda lá. As palavras da primeira vez que saí com Hannah para as compras ecoavam em meu cérebro.
-Protesto negado! – uma voz de trovão me trouxe a realidade.
-Emmett – meu sócio falou em um tom muito baixo. – o que há com você? É nossa vez , levante-se e faça a sua parte!
-O quê? Han....ok, desculpa.
Levantei e não olhei para ninguém mais ao não ser os jurados presentes .
-Senhores, meu cliente pensando no bem estar de sua primogênita foi obrigado a concordar com o trato imposto pela sua ex- mulher , a Srta Stuart , sentada ali atrás . – indiquei o lugar ainda sem olhar. Ela mesmo admitiu não ter condições psicológicas para assumir a responsabilidade pelo império industrial que sua família deixou por testamento e muito menos de criar de uma criança inocente e sem defesas. O que quero provar hoje aqui, através de um parecer médico de um psiquiatra e de um psicólogo , que a mãe da menor sofre de bipolaridade e outras patologias mentais . Com isto, a criança corre sérios riscos de vida. Se uma mãe não pode cuidar e educar um filho quem melhor que o pai para fazê-lo? O meu caro colega, o sr Thompson , trouxe o melhor psiquiatra da Inglaterra para explanar os riscos reais que a menor correria , caso a guarda fosse transferida para a genitora. Sr Thompson...a palavra é toda sua.
Sentei em meu lugar e revirei meus papéis enquanto meu sócio entrevistava .

´s pov
Eu já não agüentava mais andar de um lado a outro naquele hospital, sem saber uma única notícia . Telefonei para o Edward. Era o certo a se fazer.
-Onde está ela? O que houve? – Edward me sacudia pelos ombros.
-Calma Eddie! Você agitado desse jeito não me ajuda em nada!
-Me fala o que houve com ela ! – Esse homem realmente a ama, pensei rindo internamente.
-Ela teve uma queda de pressão por causa do nervosismo, sei lá, ela estava muito pálida e suando frio. Hoje é a audiência da e eu e ela temos que depor , acho que não agüentou a pressão e desmaiou .
-Audiência? Depoimentos..que história é essa? Onde ela está?
-É uma longa história Edward , não posso falar nada, quando a quiser compartilhar ...ali – apontei. - Hey doutor!
Fui ao seu encalço e segurei ele pelo braço. Edward , nervoso, estava atrás de mim.
-Como está a paciente Davis?
-Deixe-me olhar aqui nos prontuários – ele remexeu em suas pastas de fichas médicas e puxou uma com o nome dela – Vejamos...ela passou por um estresse grande, nada de mais. Ela chegou hipotensa* e hipoglicêmica**. Vou liberá-la daqui a pouco.
-Posso vê-la? – perguntou Edward.
-Claro. O cavalheiro é o que da paciente?
-Namorado. – Eddie respondeu meio encabulado, acho que por minha causa.
-Então por favor, nada de estressá-la, ok?
Ele apenas assentiu , checou o número do quarto e me mandou embora.
-Edward? – ela me olhou serena – cuida dela, ok? Vou voltar para o fórum e comunicarei o ocorrido.

Edward´s pov
Deixei Vitória ir para Londres com a Sra Holmes para resolver sobre o funeral e cremação e todas aquelas burocracias pós-morte. Elas ficaram muito mais tempo que o esperado. Estava livre de Vitória por tempo limitado.
Mais tudo o que eu não queria era estar longe de , principalmente quando ela mais precisava de mim. Quando ouvi a voz de dizendo que ela estava a caminho do hospital matriz da cidade ,corri como um louco .
Depois da explicação médica me despedi da minha cunhada e me encaminhei para o quarto de .
Entrei devagar para não assustá-la mais ela já estava semi sentada no leito e me olhava com um sorriso tímido nos lábios.
-Posso entrar? – perguntei esperando não ser enxotado por ela.
-Pode sim. – ela respondeu tímida.
Me aproximei dela me deixando sentir a essência natural do seu perfume.
-Eu assim que soube vim voando para te ver. – iniciei a conversa.
-Estou bem, não devia ter deixado seus afazeres por minha causa, você tem seu trabalho e...
-E nada srta. Eu vim para cuidar de você meu amor. Sabe de uma coisa? Que se dane, me perdoa? Eu sei que ando estranho...- deixei escapar um suspiro de desanimo -...eu estou com problemas que não sei resolver.
-Me deixa te ajudar! Você não me diz o que há de errado, você não me deixa entrar de vez na sua vida...eu nem sei o que fazer.
-Nunca mais diga isso, você não só entrou na minha vida como nunca mais vai sair dela!
-Edward...eu te amo tanto odeio ficar assim...longe de você , brigados . Me desculpa pela minha infantilidade?
-Você não é infantil eu é que sou medroso e não divido meus problemas com ninguém. Eu juro que vou resolver tudo. Também me perdoa?
Nos entreolhamos e não resisti em abraçá-la e tomar seus lábios nos meus. O médico entrou no quarto e nos separamos no susto.
-Está liberada e....cuidado mocinha! – ele disse sorrindo constrangido.
-Vamos, vamos sair daqui. Vamos lá para minha casa. – disse.

´s pov
Meu coração já estava em frangalhos. Não sei se minha obsessão secreta pelo Emmett estava me deixando louca ou se minha vontade de tê-lo ali comigo para segurar a minha mão estava me fazendo ouvir a sua voz.
Não consegui levantar a cabeça para olhar na cara do médico que me taxava de louca e nem do tão temido advogado americano. Mas a voz...não! não podia ser!
-...o transtorno bipolar ou distúrbio bipolar é uma forma de transtorno de humor caracterizado pela variação extrema do humor entre uma fase maníaca ou hipomaníaca, hiperatividade e grande imaginação, e uma fase de depressão, inibição, lentidão para conceber e realizar idéias, e ansiedade ou tristeza. Juntos estes sintomas são comumente conhecidos como depressão maníaca. – falou o tal psiquiatra.
-Herrera, eu quero fazer um acordo. Eu abro mão da minha fortuna, eu deixo tudo para ele desde que ela abra mão da guarda de Olívia.
-Ele não vai aceitar. Se ele o fizer vai admitir a verdade, que ele só queria o dinheiro da sua família. Mesmo assim , dependendo do resultado de hoje...- ele sussurrou .
-E como isso afetaria a menor em questão doutor? – perguntou a voz que reconheci ser a de Thompson.
-O paciente de bipolaridade pode chegar ao extremo da depressão seguida de suicídio e, no outro extremo, a euforia de tentar escrever um livro num só dia ou gastar todo o dinheiro que tiver a disposição em compras sem nexo, por exemplo.
-Bom senhor juiz, por mim é só. Uma mulher desequilibrada que pode torrar uma fortuna em futilidades pode facilmente esquecer das necessidades básicas da filha menor de idade ou o que é pior, e se a mesma mãe comete suicídio deixando a pobre criança órfã? Pensem nisso , senhores jurados.
-EU NÃO FARIA UMA LOUCURA DESSA SEU CANALHA! EU SÓ QUERO A MINHA MENINA DE VOLTA! – explodi e junto comigo um burburinho na platéia e uma bronca do juiz.
-Não é comum fazermos isso quando se tem em questão crianças menores de 10 anos de idade. Porém , abrirei um exceção por que na idade de O.M.U, a figura da mãe é de extrema importância. Portanto tragam a criança.
Gelei de cima a baixo, não queria expor minha menina aquilo. Meu ódio pelo meu ex-marido só foi aumentando quando eu vi um guarda trazendo minha linda bonequinha nos braços. Ela me olhou e abriu um largo sorriso , o que me fez chorar copiosamente.
-Tudo bom Olívia? - perguntou o promotor.
-Sim senhor. E a família vai bem? – a pergunta inocente dela fez o clima tenso se quebrar até o juiz deixou escapar um riso discreto.
- Pode me dizer seu nome , querida? – ele começou.
-Me chamo Olívia e o senhor?
-Pode me chamar de ‘’Charles’’ , mais é segredo – ele falou brincando, senti que tudo não passava de um jeito informal para não assustá-la. – Minha amiguinha , eu e algumas pessoas gastaríamos de te perguntar algumas coisas, tudo bem?
-Sim senhor. O tio Emmett também vai me perguntar?
Emmett – pensei. Eu sabia que não estava fantasiando aquela voz, ele estava ali. Me entreguei ao desespero silenciosamente .
-Quem querida? – o promotor voltou a perguntar.
-Ele ali, sentado do lado do meu pai. Ei, por que mamãe está chorando?
-De emoção querida – mentiu o promotor.
Eu me sentia duplamente traída, o homem que eu tanto neguei estar apaixonada era o mesmo que veio tirar minha ultima esperança. O olhei e ele me encarava com cara de espanto. Lancei-lhe um olhar assassino e desviei quando não pude sustentar aquelas orbes azuis.
Baixei a cabeça mais uma vez querendo morrer. Minhas mãos tremiam ,meu corpo tremia todo.
-Olívia você gosta de morar com seu pai?
-Sim, mais eu não gosto da malvada.
-Que malvada querida?
-Ela ali olha – indicou a madrasta. – Ela coloca o bicho papão no meu quarto para me assustar. Ela é má.
-Tudo bem querida, eu vou reclamar com ela. E com sua mãe? Você gosta de visitar ela?
-Eu adoro a minha mamãe. Ela , tia e tia brincam comigo. Papai nunca quer brincar comigo. Ele diz ‘’Menina cala boca, vai brincar com a babá’’. Eu gosto da Nana, ela faz brigadeiro para mim. Vou pedir para ela fazer para o senhor.
-Muito obrigado Olívia, vou querer sim. Agora os amigos do seu pai , vão te perguntar umas coisas e depois o amigo da sua mãe, está certo?
-Sim.
Emmett se levantou juntamente com o outro advogado. Eu estava desarmada. E não encontrava ou . O que aumentou o meu desespero.
-Olá Olívia, lembra de mim? Meu nome é Thompson e o dele é ..
-Tio Emmett, viva! A gente vai brincar hoje?

Emmett´s pov
-O que raio isso significa Emmett? De onde você conhece ela? Por que ela te chama de tio?
-Desculpa não dá Thompson. Não posso continuar.
Eu me chutei mentalmente por ser tão idiota. Como não percebi os nomes escritos nos autos do processo? Como eu não me lembrei de Olívia no escritório? Eu sabia que eu a conhecia.
-Que conversa é essa? – Thompson já fumaçava.
-Os senhores estão com algum problema? Não tenho o dia todo! – repreendeu o juiz.
-Desculpe , vamos começar. – disse Thompson sem fazer a menor idéia do que me pedia. Eu nunca iria ficar contra .
Foi a primeira vez que eu fiquei entre a razão e a emoção.
Engoli em seco enquanto me virava para fitar a minha , ela nem fazia idéia da batalha interna que eu travava.
Encarei a pequenina a minha frente sem entender o que de fato acontecia ao seu redor. Ora! Ela era só uma criança. Os pontos foram se ligando no meu cérebro mais meu corpo não reagia .
Thompson começou a conversar com a menininha e ela me olhava tão ...tão. DROGA! – explodi. Por que a vida é tão injusta? Se eu continuasse com aquilo poderia perder a e se eu continuasse ganharia mais uma vitória nos tribunais, uma fortuna na conta bancária e um quê a mais no meu super ego profissional.
-Emmett...
-Não. Não dá. – falei e dei um beijo no topo da cabeça loira de Olívia.
-Titio, o senhor está bem? – Olívia me perguntou com seus olhinhos meigos. Olhei para e vi que seu advogado se levantara.
-Senhor juiz, minha cliente não passa bem. Peço um tempo para ela.
-PROTESTO! – falou Thompson.
-Protesto aceito.
-Mas senhor...ela não está nada bem! – falou Herrera segurando-a .
-Recesso de 30 minutos. – ele finalizou depois de avaliar a situação dela .
saiu correndo porta a fora e eu atrás dela.
- ME ESPERA! – berrei fazendo todos no ambiente me olharem.
Vi sua silhueta tão vívida na minha mente escapar no final do corredor, mirei o ponto onde ela sumira e corri tão veloz quando possível. Uma porta é violentamente batida denunciando onde ela se escondera.
-, abre essa porta!
Eu estava em pleno desespero, não podia perdê-la. Não agora, não hoje. Nunca.
-VAI EMBORA EMMETT! EU TE ODEIO!
-Não diz isso! Pelo amor de Deus não me odeie. Eu já me odeio por nós dois juntos.
-Você veio tirar minha filha de mim. Isso é imperdoável.
Pude ouvi-la chorar descontroladamente atrás da porta de madeira. Sentei no chão encostado a mesma e pela primeira vez chorei por uma mulher.
- eu não teria aceito esse caso se eu soubesse que era você. Eu não tinha como saber, você nunca me disse o nome do seu ex-marido. Eu sei que fui burro de não ter ligado os pontos antes ...amor..abre a porta!
-EMMETT CULLEN SUMA DA MINHA VIDA! – ela gritou derrubando alguma coisa lá dentro.
-Não posso viver sem você . Abre a porta, me deixa explicar, vamos conversar! Eu estou desesperado!
-NÃO!
-Por favor...- estava fraco, não tinha força em minha voz para persuadi-la e deixei que as minhas lágrimas viessem a tona com mais força.
-Por que Emmett?....por que logo você ?
-, abre a porta. Juro que eu falo tudo que preciso antes de você proferir qualquer palavra mortal contra mim. Seu silêncio vai ser o pior de todos os meus castigos.
Apelei com todo o meu coração em cada palavra dita. E por um minuto inteiro ela se calou. Para mim aquilo foi o mesmo que a morte. Era o fim. Até ela ceder e destrancar a porta .
De um salto eu me pus de pé, timidamente abriu a porta, uma fresta. Ela escondia o corpo atrás da mesma e tinha um rosto vermelho, inchado.
-Fale e vá embora. Depois de hoje não fale comigo, não olhe na minha cara, mude de calçada se for o caso, não chegue perto da minha filha.
Aquelas palavras me cortaram a alma de uma maneira tal que eu perdi o raciocínio.
-Acredite em mim – comecei falando mansamente parado em frente a porta. - Eu não sabia que era você , quando eu soube, quando te vi de fato eu recuei.
-POXA EMMETT VOCÊS QUERIAM ME FAZER PASSAR POR LOUCA! COMO VOCÊ PODE?
fez menção de fechar a porta mais eu a segurei antes e adentrei na pequena sala . A abracei antes de poder pensar, suas mãos inutilmente me repeliam. Pressionei meu corpo contra o dela na porta .
-Por favor não me deixa – falei rouco. – não posso ficar sem você , . Sabe por que? Por que eu preciso de você , por que te amo. – me declarei talvez tarde de mais.
-Eu vou embora, me solta. Você destruiu meu coração Emmett! Logo agora que estava ap.. – ela se interrompeu com a voz chorosa, eu sonhei com esse momento, onde ela admitia que me amava. Mais não me lembro de no meu sonho haver dor.
-Sabia – comecei falando entre um respirar e outro – que ...você....foi...a única...mulher....que me fez chorar? – pressionei ainda mais o meu corpo no dela. Senti ela esmorecer entre soluços e lágrimas.
-Eu não consigo...Emmett...- agora era ela quem não conseguia estabilizar o fôlego. Beijei seu rosto e encostei minha testa na sua ofegando ambos de olhos fechados
-, eu te amo e isso é fato . Eu só preciso saber se você me ama tanto quanto eu.
Sem nem esperar por qualquer reação devorei seus lábios nos meus. Estava sedento por aquilo, queria que estivéssemos em outra situação, o beijo seria mais doce e não teria esse gosto amargo.
Ela resistiu por muito pouco tempo e cedeu.
-Srta Stuart? – ouvimos uma voz , ela separou nossos corpos me dando um tapa no rosto, abriu a porta e sumiu pelos corredores.

N/a : que pena do Emmett...tadinho. Agora falando a Vera, estou sumida pq estou numa ilha deserta sem os twiboys [sonha*] e sem net kkkkkkk ok ok, estou sem net mesmo [ Não se preocupem até o cap. 36 já estão escritos só é esperar as att´s ] Logo minha net volta e matarei minha saudade da tag, dos sites, do meu MSN *-* e de algumas pessoas que simplesmente não posso passar um dia sem, não que eu não ame Drica, POlly, Ruty, PAM, Panic [saudade dela] ou minha sobrinha Rafy kkk e mais umas q não deu p colocar aqui mas Miss Felix não vive sem [Dani super gêmea ,Amanda, Luiza, Mary Lira, Isabele, minha cumadre* Isis F mesmo eu indo na casa dela 3x na semana não é a mesma coisa se não nos falarmos [ esculacharmos uma com a outra kkk] via MSN, orkut e twitter [ viciadas? Imagina! Kk] ta bom agora, essa NA ta enormeeeeeeeeeeeeeeeeeeee.


Capítulo 24

´s pov
Meu corpo tremia, minha cabeça rodava, tudo era cinza a minha frente. As lágrimas rolavam pelo meu rosto.
-Srta Stuart? Está se sentindo bem? – meu advogado perguntou me amparando.
-Sim. – respondi. – Não. Eu não sei! – falei com muito esforço.
-Vou torcer para que haja um prazo maior para que você possa se recuperar. Agora querida...- ele hesitou antes de continuar e cada célula do me corpo sabia o que ele queria saber. - ...o que foi aquilo? Por que o sr Cullen saiu gritando atrás de você ? E as respostas de Olívia? De onde vem essa intimidade? Por que não me disse antes que se conheciam?
Quando ia tentar responder o juiz adentrou no ambiente e todos se silenciaram.
-Declaro reaberta esta audiência. – falou o juiz. – Srta Stuart , se sente melhor?
Apenas neguei com a cabeça e as lágrimas voltavam com força em meus olhos.
-Sr Uckerman, como está sua filha?
-Confusa meritíssimo. – o canalha respondeu.
-Diante dos fatos de hoje adiarei para as 16:00 horas de hoje o término da audiência. – Ele finalizou e todos nos retiramos.
Sai apressada encontrando na saída.
-Onde esteve? – perguntei beirando a histeria.
-O que houve? Já acabou? – disse-me ela.
-Me abraça? – pedi aos prantos.
Ela me envolveu e eu desmoronei em seus braços.
-Er..? Aquele ali não é o Emmett? O que ele faz aqui?
Senti sua presença ao meu derredor.
-Me tira daqui. Agora! – pedi.
- , por favor...- ouvi ele pedir. Mais fui mais rápida saindo de lá.
-Minha amiga dá para me explicar o que raio está acontecendo aqui?
Eu e estávamos em um café na esquina do fórum . Eu estava passando mal, tremia toda e uma dor alucinante me assaltava o peito.
-O advogado americano. Ele é o...- não consegui terminar porém ela compreendeu.
-Emmett. Como isso foi acontecer? Eu devia ter percebido, eu sabia que ele advogava ! Eu só não sabia...meu Deus ! me sinto tão mal eu não sei o que fazer!
-O pior de tudo é que eu ... eu me apaixonei por ele.
Admitir em voz alta era ainda pior . Eu queria poder matá-lo!
-Jesus!
-Ele veio tirar minha filha! E depois de tudo...
-Tudo bem, eu estou aqui, agora me explique como tudo ocorreu.
Depois de longos vinte minutos revivendo a ultima hora eu não tinha mais uma gota para derramar. não falava nada, apenas me reconfortava.
O telefone celular dela insistentemente começou a tocar.
-Vá, pode ser seu marido. – falei tomando ar .
Ela saiu mais não pude deixar de ouvi-la.
-...”agora ela está bem...a deixei no hospital com ele...amor, eu preciso ficar com ela e você já sabe o que deve fazer, segurá-lo. Também te amo.”
Ela retornou com as maçãs do rosto avermelhadas e com uma expressão preocupada.
-O que houve? – inquiri.
-Jasper. Está preocupado com e com...ele. – suspirou.
-O que houve com ela? Ouvi você dizer “hospital”. – mudei de assunto.
- desmaiou antes da audiência , pedi para Eddie ir para a hospital matriz e os deixei lá para voltar ao fórum. O resto você já sabe.
-E o que ela tem?
-Queda de pressão e falta de açúcar . Ligarei para ela mais tarde. Me lembre de comprar um celular para Edward – ela disse tentando suavizar o clima. – esse negócio dele de “odiar” tecnologias me irrita.
-Ele só tem Internet por que precisa para trabalhar e não sei para fim comprou um Pager, nos dias de hoje ninguém usa.
Senhor Herrera nos encontrou no café e conversou sobre o rumo das coisas e as conseqüências .
Dada certa hora retornamos ao fórum e todo meu inferno pessoal recomeçou.
-Daremos continuidade ao processo. – o juiz disse-nos.
O promotor tomou a frente e começou o seu discurso. – Sra Cullen, por favor entre. – ele disse e indicou o lugar para minha amiga que fez um sinal discreto que de que vai dar tudo bem.
-Sra Cullen, conte-nos o que sabe sobre toda essa história.
-Bom, nós éramos jovens e eles eram felizes. Ao menos pareciam ser, eu sempre tive um pé atrás com o Uckerman.
-E por que disso? – perguntou o promotor.
-Ele me parecia um tanto...- ela olhou para ele com seus olhos em fenda. – artificial. e sempre foram muito próximas e foi através de que eu soube o que ele havia feito a ela e foi nesse momento que passamos a ser como irmãs.
-Isso é muito tocante Sra Cullen, de fato. Mas esse tribunal precisa de fatos que comprovem a suposta fraude que tenha lesado a Srta Stuart e isso que nos contou não ajuda em nada.
-Protesto! – gritou Herrera. – Estão pressionando e persuadindo as respostas da intimada!
-Protesto negado! – disse em contrapartida o juiz.
-Não tenho mais para o momento, Sr Thompson , Sr Cullen. A sra Cullen é de vocês ! – disse saindo de cena. Estava tão alienada que não percebi que “ele” estava ali.
-Sra Cullen, pode provar concretamente todas as acusações que sua amiga fez contra o pai de sua única filha? – perguntou Thompson fazendo meu estômago revirar.
-Não. – ela disse cabisbaixa.
-E como você pode acreditar em uma pessoa que abre mão da própria filha e que depois reclama seus direitos sobre a menor? Digo, quem em sã consciência faria algo monstruoso
dessa natureza? E como a senhora pode acreditar numa pessoa como essa, que sofre de distúrbios de humor? Não acha que ela pode ter facilmente ter fantasiado tudo?
-Ela não é nenhuma desequilibrada mental, nunca abandonaria o próprio rebento , eu acredito nela e acredito que todos aqui vão enxergar a verdade. Uckerman a ludibriou , fez com que assinasse o maldito papel em branco! – ela levantou a voz o que me fez ter novas esperanças de vencer, seu discurso acalorado fez com que as coisas tomassem outro rumo. – Eu acredito na verdade e sei que esta injustiça não perdurará .
-Seu discurso é muito bonito mais não traz provas de nada, apenas de sua fidelidade à sua amiga . – tornou Thompson. – Cullen, é com você !
A pior hora. Vê-lo despedaçar minhas esperanças.
-Não tenho perguntas. – ele disse amargurado e aquilo me deu esperanças de que ele poderia estar falando a verdade.
-A promotoria deseja chamar mais alguém? – o velho disse.
-Sim meritíssimo, chamo a própria srta Stuart para depor.
Aquilo foi como um chute no ventre. O chão girava e as pernas não obedeciam. Resignada , sentei , fiz o maldito juramento de falar apenas a verdade e então estava cara a cara com as três pessoas que menos queria ver. Meu ex-marido, Thompson e Emmett.
-Defesa, é sua hora. – disse o promotor deixando-me a mercê daqueles três .
-Te faço a mesma pergunta srta Stuart, tem como provar com algo substancial que seu ex-marido tenha feito tão crueldade com a senhorita?
-Não senhor Thompson, tenho apenas a verdade. Não tenho nada documentado ou filmado, é simples como respirar, ele me dopou, me iludiu e aplicou o golpe. Não me importa os bilhões que ele tirou de minha família, só quero Olívia de volta.
Confesso que me surpreendi com a frieza com que assinalei a questão.
-Então não se importa em realizar alguns testes ? Sabe, uma pessoa debilitada mentalmente ...
-Poupe suas palavras senhor, eu não sou louca. – ainda falava com acidez. - Apenas tenho um defeito –olhei para Emmett e a voz agora não era firme e nem ativa, mesmo assim foi disparada como uma flecha direto e certeiro aos dois homens sentados a minha frente.
-E qual seria esse defeito srta?
-Me apaixono por canalhas mentirosos e dissimulados. – Uckerman rolou os olhos em repulsa e aquilo não me chocou em nada. Emmett estava frio, paralisado.
Com o depoimento a menos a nosso favor Herrera teve uma brilhante idéia . Ele me disse que pensou na mesma hora em que me sentei ao seu lado novamente ;
-Sr Hererra deseja algo mais ou posso prosseguir com meu veredicto? – comunicou o velho juiz.
-Senhor eu gostaria de suprir a falta de uma de nossas depoentes chamando uma pessoa. – ele disse.
-Que seja. – instigou ele.
-Gostaria de chamar para me responder algumas perguntas minhas o senhor Cullen. – todos nos entreolhamos em confusão.
-Protesto! O marido da senhora Cullen não consta nos autos, ele nem conhecia a própria esposa na época dos acontecimentos! – berrou Thompson.
-Não me refiro ao senhor Jasper Cullen e sim ao irmão mais velho dele, o senhor Emmett Cullen.
Um burburinho infernal se instalou naquele maldito lugar fazendo o juiz pedir silêncio com sua célebre frase”silêncio no tribunal!”.
O ar me faltou e o chão não existia, minhas pernas tremiam só de vê-lo. Meu coração deu de saltos dentro do peito.
-Senhor Cullen, serei breve. Me diga , qual sua ligação com a srta Stuart e em que momento dessa intimidade , você a viu surtar ou maltratar a filha ou qualquer comportamento inadequado para uma cidadã dentro de suas faculdades mentais?
Touché.
Pela primeira vez o vi abrir e fechar a boca sem nada emitir.
-Responda senhor Cullen! – ordenou o juiz.
-Er..nós, quero dizer eu e ela...- ele baixou a cabeça e nada disse.
-Sr Cullen sabemos os pronomes e conjugar os verbos, apenas responda. – ordenou o juiz.
-Foi o que pensei Sr Cullen, obrigado por suas explicações mudas.
O silêncio foi o que se ouviu, mas meu coração martelava para ouvir da boca dele as respostas. O que eu significava para ele? Até onde ele me levava a sério? Será que eu era apenas diversão para ele?
-Bom, diante dos depoimentos prestados, dados colhidos , esta côrte irá entrar em recesso e daqui quinze dias haverá uma nova audiência . E que Deus os abençoe.
Disse o juiz fazendo com que todos se levantassem. Após sua saída Dr Herrera me explicou os prós e contras que pesavam e vi de relance que meu ex-marido sorriu triunfante , Emmett me olhava inexpressivo, quando senti seus olhos azuis me queimarem a pele me voltei para a saída sendo acompanhada por Elizabeth.

Edward´s pov
Dentro do táxi de volta para casa acolhi em um abraço protetor. O taxista vez ou outra nos olhava pelo retrovisor sorrindo mas nada falava.
Fechei os olhos para absorver a essência dela no interior do carro, nada mais me faria ficar longe dela .
Paramos em frente a casa, paguei e descemos . Ela estava absorta observando o terreno enquanto eu me sentava no degrau em frente a entrada . Encostei minha cabeça na coluna e fiquei ali, contemplando aquela jóia rara, lapidada apenas para mim.
-Que foi? – me perguntou como quem faz traquinagem.
-Nada. – respondi.
-Estava com saudades daqui. – ela me disse sentando ao meu lado.
-É. – falei alisando seu rosto que estava repousando em meu ombro. – Aqui não é o mesmo sem você .
Como eu amo essa mulher!
-Olha ali. – ela me apontou o portão principal que dava acesso a entrada e saída de veículos da minha casa. – Está esperando encomenda? – me perguntou.
-Não. Entre que eu vou ver o que é aquilo.

´s pov
Obedeci ao pedido de Edward, bati à porta esperando Sra Holmes abrir ou a nova empregada.
A porta se abriu e uma ruiva familiar atendeu sorrindo.
-No que posso ser útil? – a ruiva disse ainda com um maldito sorriso estampado.
-Desculpa...mais quem é você ? onde está a senhora Holmes? – indaguei esperando que ela confirmasse que era a nova empregada com quem eu falei no telefone.
Ela fechou a cara e disse azeda.
-Sou a esposa do Edward Cullen e você o que deseja ?
Aquilo foi um tapa na cara, me tirou da realidade por segundos, acho que empalideci por que ela abriu toda a porta e veio em meu auxilio .
-Desculpa ...eu estou fraca – falei com ela me apoiando.
-Vamos entrar.
Uma vez dentro da casa, tudo estava fora do lugar. Em nada se parecia com as lembranças que tinha. Apenas o piano estava no mesmo lugar.
Sentamos no sofá e havia um carrinho de bebê encostado a um canto da sala. Aquele objeto me prendeu a atenção.
-Você trabalha para o Jasper? Desculpa não quis ser enxerida...é que você parece com umas das garçonetes que trabalha lá.
Me levantei de um salto e olhei dela para o carrinho, e não só tinha o carro , haviam ursinhos em todo o lugar. Minha vista estava turva , tudo girava na minha frente.
-Ele nunca me falou de você ! – acusei. – e você está ...
Ela completou radiante. – Grávida! É estou! E estou tão feliz Edward e eu finalmente depois de tantos anos de casados...
Antes que ela pudesse finalizar a frase Edward entra na sala e ela fica de pé e começa a tagarelar ao seu encontro.
-Eddie meu amor, você nem imagina a surpresa que eu tenho para te contar! – ela o beijou bem na minha frente.
-Pára! – ele falou alto contra ela. – O que diabos você está fazendo aqui e o funeral...?
-Eu vou embora! – falei saindo da sala rumo ao alpendre .
Edward me segurou pelo punho com o rosto avermelhado.
-Amor, eu juro que posso explicar...
-Amor? Edward! Então é com essa vagabunda ordinária que você vem me traindo seu cachorro! – ela berrou me apontando.
-...eu juro que..
-Que o quê, Edward? Você me disse que era divorciado e agora....meu Deus Edward, ela está grávida! Como você pode me enganar e enganar ela desse jeito e ainda levo nome de vagabunda ordinária? – falei atropelando as palavras.
- me escuta! Não é bem assim me deixa falar , ela é louca! Não existe mais nada entre nós ela...ela..- puxei meu punho com força para me libertar.
-Edward eu não sou louca! Olhe aqui – a maldita ruiva trouxe um papel assinado. – Veja Eddie, estou grávida !
Minhas lágrimas rolavam continuamente e meu corpo estava novamente enfraquecido. Edward leu o papel e largou –se contra a parede , sua mão livre castigava os cabelos já desalinhados.
-Quatro semanas. – ele por fim disse olhando em desespero para a ruiva e depois para mim.
-Parabéns Edward! – falei cínica . – Parabéns pelo filho de vocês e parabéns, você em nada é diferente do Dean! – disse batendo a porta.
A mesma dor que senti quando fui traída e humilhada por Dean cortou meu coração, corri para a entrada que dava acesso aos veículos e me deslizei contra a parede, a dor agora era mais forte, mais extensa, mais profunda, me dilacerava a alma.
Ele chegou e me encontrou daquele jeito. Ele se agachou e me olhos nos olhos.
-Eu posso explicar – ele defendeu-se.
-Dane-se Edward, você disse que me amava. Você disse “hoje e sempre”.
Edward tentou me beijar mais eu o repeli com as poucas forças que tinha, ele chorava com lágrimas de crocodilo.
-Existe uma coisa que eu não te falei...- o interrompi aos gritos.
-EU SEI. VOCÊ É CASADO E VAI SER PAI!
-Facilita pelo amor de Deus e me ouve – implorou elevando a voz.
Me levantei indo de encontro ao táxi que eu havia pedido pelo celular.
-Não vai me escuta, não me peça para escolher entre vocês duas. Eu não posso! Esbravejou.
-TUDO BEM, EU NÃO IA TE PEDIR ISSO, NÃO VOU ARRUINAR SEU CASAMENTO E NÃO VOU TE DIZER “OU EU OU ELA”...- falei aos berros e em prantos.
Ele tentava formular alguma resposta e muitos de seus pensamentos se refletiam cruzando seu rosto.
-Ótimo! – ele respondeu quase inaudível e completou quando me aprisionei ao cinto de segurança. – por que não vou mandá-la embora . – disse me olhando.
-Já entendi. Você escolhe ficar com ela, não sou burra, sei fazer cálculos. Adeus. – disse sem olhá-lo e parti. Apenas segundos antes de cruzar a esquina o vi se ajoelhar no chão com as mãos na cabeça.

N/A : Meu Deus e agora?????????????????????????????????? é de partir o coração.

Capítulo 25
Edward´s pov
Duas malditas semanas e nada de , já tentei seu celular, sua casa, no trabalho e nada. Que merda eu fiz da minha vida?
Enquanto pensava nos últimos acontecimentos da minha medíocre vida, entornava copos e mais copos de wisky. Sentei no banco do bar de Jasper e bebi litros, não sabia se me odiava pelas merdas que fiz ou se odiava a insensatez de .
Por que mulher tem que ser tão difícil ?
Entre um gole e outro bufava de raiva.
-Dia ruim? – disse Emmett sentando no banco ao lado do meu puxando a garrafa da bebida que estava em minha posse e virou de um só gole diretamente do gargalo.
-Wow cara! Pedia uma garrafa só para você. – reclamei.
-Ah velho cala a boca! – resmungou. – Jesse, traz mais duas garrafas de vodka ou de qualquer outra coisa que desça rasgando goela a baixo.
-Dia ruim? – repeti irônico sua pergunta.
-Me diz você se você acha que descobrir que está apaixonado pela mulher certa na hora errada te faria ter um bom dia. – Jesse colocou as benditas garrafas à nossa frente, eu peguei uma e meu irmão, a outra.
-Um brinde. – propus . – “Aos idiotas que somos por causa do amor de nossas mulheres”
-“Ou a falta delas” – ele completou e entornarmos. Era impossível não contorcer o rosto em uma careta .
-Ai Jesse, agora você acertou! Que porcaria é essa que você nos ofereceu? – perguntei.
-“Sua vida está um inferninho” – ele respondeu e saiu para os fundos.
-Muito apropriado. – Emmett disse.
-O que houve entre você e a ? – quis saber.
-Ela me odeia, rejeita minhas ligações, devolveu meus presentes, definitivamente sumiu. Cara, eu sou um burro de marca maior! Como eu não saquei logo que ela era a ex do meu cliente? Ela deixou vestígios e eu não saquei. Tava na cara.
-Sinto muito.
-E você e ?
-Não quer me ouvir. Eu sei que vacilei quando transei com Vitória e muito pior a forma como descobriu tudo, aquilo foi um tremendo baque. Como eu iria saber que a única vez que toquei em Vitória desde o divórcio resultaria em um filho que nem nasceu mais já fez o maior estrago?
-É somos dois filhos da mãe azarados e burros.
-Sinceramente não sei o que é pior, ter omitido Vitória de ou ter engravidado Vitória.
-Bom...se você falasse para que “por obrigação” teve que aceitar Vitória sob seu teto, meu caro irmão, ela não aceitaria, por outro lado ter engravidado Vitória é pior duas vezes mais. Você traiu sua namorada com sua mentalmente perturbada ex-mulher e que resultou em uma criança . Dá para aceitar sua omissão mais não dá para aceitar um filho que não é seu. Não nessa condição.
-É Emmett! Pisa mais, passa com o rolo compressor em cima de mim. – virei mais um pouco do álcool boca a dentro.
-Só estou sendo realista mano.
Emmett tinha o olhar triste e uma expressão vazia e dolorida, acho que nunca em toda nossa vida, irmãos adotivos pareceram tanto um com o outro.
-E agora o que a gente faz? – ele quis saber.
-Agora eu não sei de mais nada.
-Eu não sei você Ed mais eu vou lutar por aquela mulher, sei que é ridículo um homem bem resolvido e estruturado se rastejar e até chorar pelo amor da mulher que ele ama, mais eu estou mais que disposto para correr todos os riscos só para tentar ter ela de volta.
-Só posso dizer uma coisa Emm. – ele me olhou antes de dar um gole na bebida vermelha e quente. – Boa sorte!
Disse e saí.


Emmett´s pov
Se Edward não tinha força ou qualquer outra coisa que o impulsionasse a correr atrás de , eu não poderia fazer mais nada para ajudá-lo.
Eu sentia sua dor mais não iria viver o mesmo luto.
Tudo o que eu queria é que ele fosse forte ou louco suficiente para trazer à realidade dos fatos, ao menos ela deveria saber o outro lado da história. Mais eu não devia estar pensando em Edward e , não era ela quem me preocupava, não era do sorriso dela que eu sentia falta, dos beijos, do toque, de tudo. Somente tirava minhas noites de sono a exatas duas semanas.
O bar do Jazz abriria – oficialmente - em meia hora e hoje haveria uma apresentação de uma pequena banda local, mais eu não tinha ânimo para isso aqui.
Virei o resto da bebida e notei uma mão segurar firme em meu ombro, era Jasper.
-Beber não vai te tirar dessa enrascada .
-Eu sei, não estou bebendo para esquecer. Estou bebendo para pensar . Aliás onde está ?
-Foi trocar de roupa. Ela insiste em querer trabalhar aqui comigo para se familiarizar com a rotina.
-Você é sortudo .
-Bom..., e ficaram o dia todo procurando casas para mim e . não estará em casa esta noite, ela vai sair com Alice, e passará a noite aqui.
-Isso foi um incentivo?
-Encare como quiser – disse e saiu sorrindo.
Não sabia o que de fato fazer então o mais certo era ligar para Alice e torcer para que ela desse um conselho bom.
-Allie? – disse ao escutar sua resposta.
-Emmett, pode dizer .
-Me ajuda?
-Claro, por que acha que eu deixei Rosie sozinha? Eu vim cuidar de vocês dois.
-Obrigado.
-Por nada maninho. Agora me diz o que quer.
-O que eu faço? Vou na casa dela e a obrigo a me ouvir? Monto no elefante com um cartaz em frente ao prédio...ou sei lá, mando anunciar na Internet . Me diz como fazer ela me escutar.


Depois de uma hora grudado no telefone, resolvi sair dali que já estava lotado e o barulho era insuportável. Agradeci a Alice pelos toques e fui diretamente para a casa de .
Comprei uma dúzia de balões, um enorme urso de pelúcia, chocolates suíços e flores. Ao chegar na portaria fui educadamente barrado pelo porteiro a mando dela.
Não achei que fosse fácil, uma hora ela teria que sair e aí eu a pegaria.
-Por favor , ela tem que me ouvir. – supliquei ao porteiro – tente persuadir. Te pago R$ 5.000 pratas se você a convencer a me deixar subir.
-Sr Cullen por favor entenda.
-Entenda o senhor, tudo foi coisa do destino, eu não sabia de nada! – repliquei chamando a atenção dos moradores que entravam e saiam – eu só sei que não posso ficar sem ela. Ela é meu tudo.
-Eu não posso fazer nada a não ser pedir para o senhor ir embora. Está embriagado e o interfone da portaria não pára de tocar, todos estão reclamando do seu comportamento.
Aquilo era ridículo. Um homem não pode mais se humilhar por amor?
Eu não fiz nada para atentar contra a paz ou a ordem, mais agora sim eles iriam ver.
Subi no balcão da recepção largando tudo e gritei .
-QUEM AQUI NUNCA SOFREU POR AMOR LEVANTA A MÃO? QUEM AQUI NUNCA FEZ UMA LOUCURA? – todos me olhavam perplexos, outros me encorajavam – ACHO QUE AQUI NINGUÉM TEM CORAGEM DE ADMITIR, MAS EU TENHO. SE ESTOU BÊBADO E GRITANDO EM CIMA DE UM BALCÃO É PORQUE QUERO QUE TODOS SAIBAM O QUANTO EU AMO UMA CERTA MULHER QUE NÃO QUER SABER DE MIM E QUE ME CULPA POR CRIMES QUE NÃO COMETI, ENTÃO SE ESTÃO INCOMODADOS COMIGO SÓ TENHO UMA COISA A DIZER : “DANEM-SE!”
Pulei de onde estava e recolhi os objetos. –Agora senhor, tente mais uma vez e diga que eu a amo e quero falar com ela agora.
A platéia havia aumentado e a maioria reclamava e ameaçava chamar a polícia, não dei importância. Bati boca com alguns condôminos .
O bom senhor sensibilizado com a situação interfonou, explicou, implorou mais ela não quis saber.
-Lamento. – disse ele.
-Tudo bem, vou passar a noite toda aqui plantado.
Não tardou muito e uma viatura policial chegou me convidando a sair do hall. Cansado e sem mais opções tive que sair. Mas não iria desistir, não podia entrar no prédio a menos que fosse convidado mas ninguém falou nada sobre eu acampar na calçada do edifício.
Sentei no chão e fiquei ali até adormecer. Vez ou outra o porteiro pedia para eu voltar para casa, mas me negava. Amarrei os balões na grade do portão, coloquei as flores no chão junto com o chocolate e me aninhei no urso de pelúcia.
Estava uma madrugada fria e silenciosa. Cochilei até começar a sentir grossos pingos de chuva caírem sobre mim. Mesmo assim não desisti.
Permaneci na chuva pensando até ouvir passos leves e sorrateiros atrás de mim.
-Você é idiota ou que se matar? – suspirei aliviado por saber que ela ainda se importava comigo, mesmo que parecesse não ligar. Ah mas ela veio e isso é bom.
Me levantei num pulo e seus olhos estavam vermelhos. Ela esteve chorando.
-Só peço cinco minutos e se você quiser eu posso...
-Cinco minutos e mais nada!
-Claro amor, como quiser! – disse estranhamente feliz. Segurei sua mão que estava apoiada na grade do portão e uma sensação energizante correu em minhas veias.
-Entra. – ela disse soltando sua mão da minha cruzando os braços sobre o peito. – antes que eu desista, não quero me sentir culpada se você morrer de pneumonia.
A chuva grossa havia estourado a maioria dos balões, eu estava encharcado, os chocolates destruídos e as flores despedaças.
-Tudo isso era para você mais a chuva acabou com tudo, sinto muito.
Peguei o urso e a olhei nos olhos, ela desviou e o portão se abriu. Ela andava em passos largos e eu a segui. Entramos no elevador e um insuportável silêncio tomou conta do ar. A sua frieza e hostilidade eram palpáveis.
abriu com violência a porta o apartamento e entrou segurando a mesma até que eu passasse.
-Fale o que quiser por cinco minutos e vá embora.
Apesar da brutalidade de sua voz eu sabia que por dentro ela estava tão arrasada quanto eu e que seu amor por mim não morreu.
-...- comecei receoso mais prossegui sem medo – eu te amo e isso devia bastar para você me perdoar...
-Como é que é? Isso não é desculpa nem justificativa Emmett!
-Eu sei, me escuta por favor, se eu soubesse quem era ele...se eu ao menos soubesse que era você eu não teria aceitado jamais! Eu não quero te perder por causa disso, eu faço qualquer coisa para me redimir com você , se você pudesse me perdoar... – falei quase implorando baixo.
Ficamos em total silêncio. permanecia junto a porta com seus braços cruzados na altura do tórax e chorava em silêncio, como eu queria tocá-la e dizer em seu ouvido que está tudo bem...
-Se terminou pode ir embora.
Sua voz estava rouca e seu olhar era duro e sombrio demais para seu rosto lindo. caminhou até porta e a abriu, eu me recusava a acreditar que ela iria me pôr para fora daquele jeito. Fui até ela e parei segundos antes de cruzar para o corredor.
Segurei a maçaneta e fechei a porta com força.
-Não, não acabei porque simplesmente nossa história não terá um fim . Nos amamos demais para deixar que uma infelicidade do destino nos separe assim.
Abracei seu frágil e maravilhoso corpo com força. Queria mostrar que a queria, que a amava, queria senti-la novamente, afastar seus medos, protegê-la do perigo, mimá-la.
Ela não me repeliu mais também não me abraçou de volta. Chorávamos silenciosamente , eu não sabia mais o que falar ou fazer. Só tinha uma coisa na cabeça e com certeza sexo não iria consertar as coisas naquela hora.
-Eu te odeio – disse com dificuldade.
-Me odeie mais não me tire de sua vida. Nunca.
-Como você é capaz de me pedir para nunca tirar você da minha vida se minha vida você afastou de mim Emmett? Se eu perder a minha filha a culpa será toda sua! E eu te odiarei mais.


-Não fala assim Cariño, eu te amo tanto. Faço qualquer coisa para reverter isso. Eu saí do caso. Eu larguei meu sócio, se eu não te amasse, se eu não amasse Olívia eu não teria pago uma indenização milionária para o Uckerman. Thompson me encurralou, ou eu escolhia entre nossa sociedade e tudo que conquistamos ou você e eu escolhi você! Não quero dinheiro sujo nas mãos, não queria ter o sangue daqueles dois idiotas nas mãos por que era isso que iria acontecer. Eu mataria aqueles dois por tudo que nos fizeram. Quando é que você vai entender isso?
Ela chorava mais e mais com seu corpo inerte sob o meu então a beijei cheio de amor e desespero, talvez fosse saudade.
Me deixei levar pelo calor da emoção e intensifiquei o beijo invadindo sua boca com a minha língua, gemia pelo contato, sua pele arrepiou. A empurrei contra a parede e retirei meu terno e minha camisa molhada sem cortar o beijo, se apressou em me ajudar a abrir o cinto enquanto eu retirava os sapatos .
Estávamos sem ar. Cortei nosso elo e encostei minha testa na sua, estávamos sem fôlego . Apoiei cada braço ao redor de seu corpo deixando-a sem escapatória. Ainda de olhos fechados falei.
-Casa comigo e que se dane todo o resto. Eu quero você para mim e vou dar a minha vida se preciso for para trazer nossa pequena de volta.
Ela não respondeu mais sabia que aquilo era um sim quando devorou minha boca com a sua. Sem demora a fiz enlaçar as pernas em torno do meu corpo colocando sobre a mesa de jantar.
Rasguei sua camisa e depositei beijos apimentados em sua pele. puxou meus curtos fios de cabelo me trazendo para mais perto. Ambos nus me introduzi nela, o prazer explodiu pelo meu corpo, me mordiscava, alisava, arranhava e tudo era fogo, amor, prazer e desejo.
...
-É tão bom te ter nos braços.
-É tão bom ser amada e tocada assim, te amo – selou nossos lábios
Estávamos tão aninhados em sua cama que parecíamos ser apenas um. Foi uma longa noite de carinhos, carícias, amor e sexo.
-Temos que conversar – disse
-Sobre o que?
-Sobre nossa união e sobre como recuperar nossa filha.
-Nossa filha? Você disse nossa filha?
-Você é minha e ela será nossa. Vou dar um jeito em tudo isso. Mais agora quero seus beijos e...- parei ao me dar conta de que uma idéia se formava na minha cabeça.
-E....o quê?
-Nada não só me beija.


´s pov
Eu estava completamente nas nuvens. Passamos horas inesquecíveis, momentos tatuados a fogo na minha mente, não agüentava mais a distância entre Emmett e eu, eu amava aquele homem e eu não era forte o suficiente para me manter longe dele por mais tempo.
Meu coração pedia desesperadamente que tudo aquilo não fosse apenas um sonho. Emmett estava em minha cama, iríamos nos unir para sempre e ele não tinha culpa , apenas meu ódio cego pelo pai da minha filha me fez afastar ele.
A dor que me consumia era forte, mais ao vê-lo horas e horas na chuva, no frio e gritando que me amava para quem quisesse ouvir me fez amolecer, tudo aquilo não era justo.
-Posso saber o que tanto você pensa para estar tão calada?
Emmett me perguntou trazendo-me de volta a seus braços.
-Pensei que estivesse dormindo.
-Eu não consigo dormir, tenho medo de acordar e está sozinho de novo.
-Sozinhos nunca mais, amor.
-Nunca mais Cariño. Mais mudando de assunto, gostaria de que você mantivesse segredo sobre nossa reconciliação.
-Por quê?
Não estava entendendo, eu queria gritar as quatro ventos que estávamos juntos de novo.
-Isso pode complicar a nós dois, deixe primeiro ver o que ocorre no processo judicial e aí sim comunicamos as nossas famílias que vamos casar.
-Tudo bem se isso for me ajudar a ter minha menininha de volta.
-Nós seremos a família mais feliz desse mundo , eu prometo.
Emmett disse me envolvendo em seus beijos doces.


N/A : AHHHHHHHHHH enfim mais um final feliz!!!!!!!!!!! Menos para o Edward claro...pq eu sou má MUAHAHAHA! Ed ainda vai sofrer o pão que o capeta trucidou



Capítulo 26
Edward´s pov
O que isso quer dizer?? Eu não acreditava no que eu ouvia.
-Sinto muito pelo inconveniente Sr Cullen, mas a única alternativa neste momento será a sua ex- esposa morar com você. Os familiares, er...vivos, dela não a querem tampouco podemos ficar com ela sem apoio familiar e financeiro deles.
Disse o psiquiatra da clínica onde Vitória esteve internada desde nosso divórcio a dois anos.
-Você não tem idéia dos problemas que ela me trouxe! – tentei explicar.
-Sr Cullen, eu sei o quanto é trabalhoso, mas entenda a nossa política.
-Entenda você! Vitória fez o meu atual relacionamento ir para o espaço, estou sem a minha mulher por culpa dela...se ao menos te ouvisse, se ela entendesse...
Como eu poderia explicar para a Sophia quem era Vitória e o por que de tê-la aceitado de volta em minha casa e o que de fato aconteceu quando eu a engravidei... Justo agora que eu planejava nosso futuro juntos.
Meu telefone residencial tocou me tirando do meu desespero interno, minha vida saiu da minha casa para não mais olhar nos meus olhos , não me atende as ligações e o que é pior, como justificar ter engravidado minha ex- mulher ainda por cima tendo dito que não a mandaria embora. Oras! Eu não poderia abandonar Vitória grávida de um filho meu, mesmo ela sendo uma louca varrida . Novamente , meu telefone toca e me vi obrigado a atender.
-Alô? – disse – Oi Alice! O que foi? – estava nervoso e um tanto decepcionado por não ouvir sua voz de anjo , a voz de .
-Você já disse o que sente por ela?
-Não...- suspirei envergonhado – na verdade ela não quer me ouvir...Alice eu preciso falar com ela, mas ela não atende minhas ligações, já não sei como chegar nela e mostrar que tudo aquilo foi um equivoco .... Alice....- parei de falar para que minhas lágrimas não viessem junto.
-Aprece –se! Ela embarca hoje. Ela antecipou a ida, meu irmão se você a quer corra para o aeroporto. Garanto-lhe que ela não terá como te evitar, sei que ela vai te ouvir. Por isso corra, você tem uma hora.
-Não sei o que faria sem você fadinha!
- Está bem eu também te amo, mas se quiser que ela te veja tem que se apressar ! Vai o que ainda faz pendurado na linha???
Desliguei o telefone, dispensei o médico, pus meu casaco preto, peguei meu capacete e montei na minha moto . Andei em cima de 220 km/ h. Não me importava chuva que já caia nem o frio. Cheguei em tempo recorde no aeroporto, me informei no balcão onde era o portão de embarque para os Estados Unidos. Eu estava ensopado, ofegante e sem saber o que dizer para ela caso ela me ouvisse . Passei por uma lojinha que ficava no caminho até onde ela estaria e vi suas flores preferidas. Comprei um bouquet de rosas brancas. A fila estava grande no caixa, então apelei.
-Senhora por favor! É caso de vida ou morte. A mulher que amo vai embora sem acreditar que meu amor por ela é verdadeiro, ela vai subir a qualquer momento naquele maldito avião. - Nem precisei falar nada depois disso, a senhorinha de óculos me tocou no rosto e sorriu.
-Vá meu filho, pelo amor ainda vale a peleja. E seja feliz com ela.
Ela não sabe como eu me senti ali, cheio de esperança de que ela me ouviria. Eu iria largar tudo aqui se ela me ouvisse. Nem pensaria duas vezes , eu ia atrás dela e viveria ao seu lado. Saí voando por entre as pessoas e ao longe reconheci aquela silhueta. Eu precisava correr aquele salão que parecia bem maior do que o normal. Ainda cheguei a chamar seu nome , mas era tarde. Ela virou a cabeça olhando a ermo e continuou a andar pelo corredor, uma porta se fechou na minha frente e ela se foi.


´s pov
Era mais um dia nublado e chuvoso, típico da Inglaterra. Meu coração estava apertado com a minha volta ao meu país de origem. Mas estava indo em busca de uma realização profissional. Edward seria mais um capitulo virado em minha vida. Agradeço por ter descoberto que ele vivia com outra e que seria pai . As palavras daquela ruiva ainda estão ecoando na minha cabeça, ‘’ –Sou a esposa dele e você o que deseja? ‘’ ou as ultimas de Edward para mim ‘’não vou mandá-la embora’’ .
- Bom, agora é minha hora de voltar...amo vocês minhas amigas, Jazz cuide da minha e Emmett tome conta de todos por mim. – Disse me despedindo em um abraço individual. – Prometam me ligar sempre e que vão se divertir por mim..e Emm?....não use meus tutus, ok?
-Ah! Mas são tão bonitinhas aquelas sainhas, Olívia gosta e eu também ! – fez falsa manha.
-Emm, cala a boca!! – disse dando um tapinha em seu braço forte. Algo me dizia que eles estavam as boas de novo e isso me deixava mais aliviada, já basta uma que não dá sorte no amor.
Eu já ia para a fila de embarque quando Alice veio me abraçar, ela tinha um sorriso discreto e um olhar tristonho. No mínimo ela já sabia do nosso rompimento e sentia por que ficamos próximas em muito pouco tempo. Eu estava zonza , nos últimos dias antes da viagem eu já não me sentia bem sem contar com o nervosismo da nova empreitada que eu tinha pela frente. Apaixonada por um homem casado e em pleno inicio de carreira, como eu ia passar por aquilo sozinha? Fui retirada dos meus devaneios por Alice.
-Querida, eu não sei o que houve mais sei que vocês vão se acertar, ok? E assim que eu voltar para Seattle eu te ligo marcando uma visitinha a sua nova casa.
Alice parecia um tanto emocionada ou talvez fosse outra coisa que eu não sabia decifrar. Ela me deu mais um abraço. Todos ao redor nos olhavam , lancei um beijo invisível e soprei como se fosse dado a cada um pessoalmente. Olhei ao redor e ouvi a voz indicar a ultima chamada para Massachusetts. Dei um passo a frente e dei meu bilhete ao rapaz da companhia aérea que me deu passagem para um corredor, olhei mais uma vez para trás e todos acenavam , dei as costas e caminhei rumo ao meu futuro.


Edward´s pov
-Ah Edward! - Disse Alice me abraçando.
Era constrangedor ver todos me olhando com dó de mim. Eu levantei minha cabeça, sorri e agi com naturalidade. Voltamos todos juntos, Alice , Emm e vinham mais atrás conversando baixo, Jazz e vinham ao meu lado em silêncio. Passei pela porta principal e encontrei a mesma idosa que me cedeu a vez, sorri para ela que pareceu notar as flores ainda em minhas mãos.
-Meu anjo, lembre-se que vale lutar. Como diz a filosofia popular ‘’mais vale a lágrima da derrota que o sorriso de nunca ter tentado’’
Ela me deu um sorriso , pegou minha mão e fez carinho no dorso .
-Calma rapaz, não é o fim do mundo, vá atrás dela.
Olhei para as flores e a entreguei, ela sorriu mais uma vez e entrou no táxi sumindo do meu campo de visão. Me despedi dos meus irmãos e fui para a casa do Emmett ver meus pais. Queria esquecer que cheguei tarde demais.


´s pov
Assim que entrei no avião fiquei imaginando o que seria da minha vida. Longe de casa. Meu lar agora era a Europa e minha família se resumia as minhas únicas amigas, Emm,
Jazz e Alice, e sem esquecer é claro da Olívia. Coloquei o fone nos ouvidos para assistir ao filme sem incomodar o passageiro ao lado. Depois de algum tempo as lágrimas teimavam em rolar.
-Menina você está se sentindo bem? – perguntou o senhor ao meu lado
-Sim, obrigada.
-E se está bem por que chora?
-Saudade. Espero que esse ano passe depressa. – menti.
-Jovens! – ele disse e riu baixinho – Sempre com pressa.
Tirei os fones desistindo do filme. Horas depois chegamos . Peguei minha mala e segui rumo ao apartamento que eu dividiria com mais alguém.
Meia hora após ter me instalado , tomei um banho e me larguei no sofá – cama.
-Quem é ? – questionei ao ouvir as batidas na porta
-Acho que moro nesse apartamento também. – respondeu.
Essa voz era muito familiar e querida. Abri a porta . Um moreno alto, musculoso, de olhos amendoados e um sorriso simplesmente perfeito me fitava.
-Jake? Ai meu Deus!! É você mesmo? – estava de boca aberta em ver como ele amadureceu . Eu voei em seu pescoço dando-lhe um abraço apertado.
-Hey garota assim você me mata asfixiado! Me deixa te ver! – me rodopiou dando uma bela conferida em mim.
-Entra seu bobo!! A casa é nossa! – minha tristeza e dor diminuiu quase que instantaneamente, Jake, o meu Jake tinha esse dom sobre mim.
-Nossa como você está linda! Pena que você nunca me quis – ele me olhou com cara de quem foi rejeitado e depois caiu na risada. Ai como era bom ouvir a risada do meu melhor amigo.
-Deixa de conversa garoto, já não temos 18 anos! ....mas me fala de você o que faz aqui?
-Ué fui selecionado para ser professor Junior. Mas eu não quero saber disso não, me conta de você...sumiu. – vi ali sua decepção comigo e aquilo me doeu. - Me matou de saudade, sabia? Nunca me ligou, não me deu seu endereço...
-Desculpa, eu não queria o Dean atrás de você para saber onde eu estava. – suspirei derrotada - Mas foi em vão porque ele me achou . Mas agora eu estou aqui e ele não vai me perturbar.
Me aninhei em seu colo como costumava fazer sempre que precisava de um ombro amigo para chorar ou desabafar. Ele fazia carinho em minha cabeça e o mesmo enjôo voltou a me perturbar.
-Você está bem? – ele me perguntou meio preocupado depois do silêncio que imperou.
-Estou enjoada e ...-nem terminei a frase saindo correndo para vomitar no banheiro. Jacob estava ao meu lado segurando meu longo cabelo e só aí eu percebi.
-Ai meu Deus – disse pausadamente - Jake...eu acho que estou grávida. Desmaios, tonturas, sono excessivo e muito enjôo .Como sou burra! Como eu não vi isso antes?! O que eu faço? – pedi em desespero.
Ele arregalou os olhos sem acreditar.
-Como é? De quem? Que história é essa?
Contei toda a história, desde quando fui para a Inglaterra, o bar, o acidente de carro, o inicio do meu relacionamento e por fim as discussões por causa da esposa de Edward.
Ele me olhava com carinho.
-Não se preocupe , eu estou com você agora, já que vamos morar juntos por um ano eu vou me comprometer em te ajudar em tudo. Seu filho também será meu filho.
-Obrigada Jake! – levantei-me para encará-lo e dei mais um abraço apertado.
-Esse Edward....nem desconfia que vai ser....
-Pai? – olhei para o chão e balancei a cabeça em negativa. – nem sei se estou realmente grávida. – eu implorava para que fosse coisa da minha cabeça...maldita sorte se for real.
-Entendo....vamos mudar de assunto por enquanto , quero lhe contar algo.
-O que meu amigo?
-A um certo tempo conheci uma garota.
-Sério? Ela era legal? – Jake contou em breves flahs sua vida ,ele sabia como me fazer sentir bem. Realmente os assuntos da vida dele me interessavam e me faziam esquecer da minha. Mesmo que por dentro piscassem em néon que sim , eu estava grávida, sim Edward era o pai, e agora o que faria? Tentei não transparecer o medo.
-Ela era não, ela é! Ainda estamos juntos. Vamos nos casar!
Não pude deixar de soltar um gritinho histérico e de me agitar de empolgação com a notícia.
-Me conta isso! Quando eu vou conhecê-la ? Qual o nome? De onde ela é?
-Calma ! Sempre curiosa huh?....bom , eu a conheci quando estava de férias em Malibu , ela praticamente me atropelou . Ela cuidava de alguns cachorros e um deles se soltou , a coitada gritava atrás do cão. Mas enfim, nos conhecemos , chamei para sair ela aceitou e aqui estamos nós a um passo do ‘’sim’’.
-Ela se chama...
-Elise, ela era uma estudante de intercambio, é brasileira. Hilária e linda, vocês vão se dar muito bem.
Arrumamos suas coisas, brincamos , rimos, chorei em seus braços fortes e fomos a primeira farmácia fazer o teste de gravidez.


-E então ? – perguntou ele nervoso pela minha demora no banheiro. Eu já estava no quinto teste. Ao sair com lágrimas nos olhos, o farmacêutico nos deu ‘’parabéns’’ e eu corri para abraçar Jacob. Depois do meu rompimento com Dean, nunca me imaginei sendo mãe.
-Eu? Mãe!?
Depois de um momento só nosso ,onde expressei todos os sentimentos que passavam pelo meu coração fomos nos orientar quanto ao nosso inicio de trabalho . Ocupar a mente com trabalho era meu objetivo. Pelo menos por enquanto.
Saímos para as compras e por fim para jantar. Eu, Jacob e o meu filho. O filho ilegítimo de Edward Cullen.
Ao chegarmos em casa lembrei de telefonar para as minhas amigas, eu tentei não pensar no filho que carregava no ventre, não queria chorar por Edward de novo.
-Alô residência da senhorita Davis? – tentei simular minha voz.
-AH !!! Sabemos que é você , espera um segundinho para eu colocar no viva – voz...pronto pode falar
-Cheguei bem e já de cara ganhei dois presentes maravilhosos, eu estou tão radiante de felicidade...
-Conta – Reconheci a voz de .
-Primeiro eu vou morar com o Jacob!! E segundo ,vou trabalhar com ele!! Isso não é incrível? Depois de tanto tempo a vida nos uniu de novo!!
Eu estava realmente feliz pelo casamento do Jake. Mas não conseguia tirar da minha mente o fruto de um amor proibido que carregava no ventre. Como eu ia contar para a sem que ela desse com a língua nos dentes para o Emmett?
Nessa hora lágrimas rolaram e não consegui disfarçar minha voz.
-Nossa que mundo pequeno! Vocês juntos de novo! – despejou
-Ok, preciso ir dormir amanhã tenho uma consulta médica.
- Você está bem? Está chorando? – perguntou .
-Estou bem sim. Não liguem para mim, vocês sabem como eu andei emotiva essa semana. – Malditos hormônios!


Edward´s pov
Conversei com meus irmãos e resolvi passar a noite ali mesmo na casa de Emmett, talvez até passasse a semana. Fiquei pensando no que fazer com Vitória e em como eu iria fazer para provar que Vitória é uma desequilibrada e que infelizmente gerava um filho meu, fruto do meu deslize idiota.
O domingo chegou rápido e com ele notícias do meu anjo.
-...foi o que entendi. – disse o Jasper
-Conta direito essa história de médico. – eu estava impaciente.
- Eddie, isso é tudo. Ela mora com um ’’ amigo’’. O tal cara que namorou com e que era apaixonado por – disse fazendo aspas no ar – eles se conhecem de longas datas e ela ia ao médico.
-Eddie, eu e Rose ficaremos de olho nela. – Falou Alice sem prestar atenção dando a entender que não era nada.
Voltei para casa e ela não saia da minha mente. Cada centímetro da minha casa tinha a essência dela. Dormia e sonhava com ela. Cada composição que fiz, foi pensando nela, minha vida agora era ela. Ela se tornou o meu ar, meu alimento. A minha vida. Mas chegando no meu lar não era ela quem eu via me esperando. Meu problema estava lá na porta de casa acenando e sorrindo. Me dói ver o que aconteceu a todos nós.


N/A : Ai que dó deles meninas...não me matem por favor! Só avisando que este cap não ficou como eu planejei...se ficou ruim avisem!!! AVISO PARA O EDWARD E PARA AS
SUAS TEAMS Prometo que um dia Ed vai se dar bem kkkkkkkkkkkk “meninamá.com”...enquanto o capitulo final não chega...eu vou ferrar com a vida dele

kkkkk taparey*

Cap 27
<script>document.write(Sophia)</script>´s pov


-Bom dia doutor. – estava ansiosa pela confirmação e com muito medo dela também.
Um homem de meia idade me esperava sorrindo. Jacob se recusou a esperar do lado de fora e eu nem queria que ele ficasse longe de mim. Ele era meu porto seguro.
-Bom dia meus jovens! – ele nos indicou duas cadeiras a sua frente para que sentássemos .
-O senhor já deve deduzir o que me trás aqui, não? – tirei de dentro da minha bolsa um envelope que continha meu exame de sangue confirmando - ou não. Se tiver sorte! completei em pensamento - minha gravidez que foi colhido à horas no laboratório.
Ele assentiu e pegou o envelope dando uma rápida lida e digitou algo no seu computador.
-Para começar quero parabenizar ao casal. É o primeiro filho?
POSITIVO! – gritei mentalmente , não sabia se chorava de emoção , de raiva ou de medo.
Eu olhei para Jacob que tinha uma expressão divertida, ele apenas riu silenciosamente, balançando a cabeça. Em seguida olhei para a expressão confusa do médico.
-Não, ele não é quem o senhor pensa. Ele é meu melhor amigo! – tentei explicar – digamos que o pai não poderá comparecer. Nunca.
Dizendo isso uma tristeza bateu dentro do meu peito. Como eu desejava que ele estivesse ali naquela primeira consulta, que ele visse que o fruto do nosso amor crescia dentro de mim. Mas só tinha o Jake. E agradeço a Deus por ter ele , um alguém em que confiar e me ajudar nessa fase.
Como a vida pode mudar tão rápido? A alguns meses eu nem sonhava em amar de novo, praticamente estava bem com Edward e hoje estou grávida e sem o pai do meu bebê! Por que esse tipo de coisa só acontece comigo? Por que minha mente não pára de raciocinar?
Estou ficando louca!
-Perdoem minha indiscrição, é que vocês realmente parecem ser um casal e ao ver que estavam de mãos dadas e dedos entrelaçados ....- ele pareceu constrangido e tratou de mudar de assunto - bom vamos dar inicio a fase mais bonita da vida de uma mulher.
A consulta foi bastante demorada o que me deixou bem confiante , soube ali que eu e meu filho ou filha estaríamos bem nas mãos do doutor Rogers. Ele nos orientou sobre as mudanças fisiológicas e físicas que ocorreria em meu organismo e corpo. Sobre os cuidados no primeiro trimestre, adequou minha alimentação, recomendou o mínimo de esforço e outras dicas para pais de primeira viagem.
-Ouviu o médico <script>document.write(Sophia)</script> . Nada de esforço desnecessário! Eu te proíbo de fazer qualquer coisa a partir de hoje, vou cuidar de você 24 horas.
Jake fez o percurso de volta para casa refazendo todas as recomendações médicas me fazendo jurar que iria obedecer . Ele parecia que era o pai – ou o meu pai. Estava ansioso, meio preocupado . Paramos em frente ao estacionamento do prédio universitário em que morávamos.
-Jake? – chamei seu nome ,fitando o vazio e depois peguei em sua mão olhando firme para ele.
-O que foi minha amiga? – ele tinha um misto de ternura e receio em seus olhos.
-Quero te agradecer no mais profundo do meu ser pela pessoa maravilhosa que você é para mim. Eu não suportaria atravessar essa fase sem você . Mas não quero atrapalhar você e Elise, caso eu me torne um peso entre vocês eu quero que me digam, ok?
Ele me puxou para um abraço apertado.
-Você nunca foi e nunca será um peso na minha vida. Elise te amará , te verá como uma irmã que ela nunca teve. Você e esse bebê são dádivas em nossas vidas. Só quero que me prometa que não vai sumir sem deixar vestígios e que se precisar de qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, você vai nos procurar. Promete?
Me libertei daquele abraço com lágrimas nos olhos, eu poderia jogar a culpa de tanta emotividade na minha gravidez. Afinal grávidas são sensíveis . Mas não, aquelas lágrimas eram de frustração.
-Prometo.
Descemos do carro e ele veio em minha direção, eu estava ao lado do carro e enxugava as lágrimas . Ele me fez cócegas me fazendo ri e ele abriu um sorriso que mais parecia um sol de tão brilhante e intenso. Jake era o meu amigo, meu irmão, era tudo que eu precisava. Só não era o meu Edward.
Ele me abraçou e eu deixei ser abraçada ali na frente das pessoas que passavam, só depois notei que eram alguns alunos que atravessavam . Isso não seria boa coisa.
-Vamos subir? Eu estou morto de fome!! E você?
-Somos dois então meu caro amigo! – disse já com um sorriso no rosto mas que não vinha do coração.
-Você quis dizer três. Não se esqueça do meu zagueiro ai dentro!!
-Hey para de fazer cócegas!! Você sabe ...Jake! pára!
-Ok eu paro!
-E não será um zagueiro, será uma pianista como o pai ou uma grande historiadora, ok?
-Não . Definitivamente não <script>document.write(Sophia)</script>. Será um garotão, eu sei, eu sinto. Ele vai ser zagueiro
e vai torcer para os Lakers! Mas se for uma menina será uma enfermeira como Elise e caso encerrado.
Eu odiava quando ele fazia esse tipo de birra . Terminava o assunto sem que eu pudesse contestar. Já estávamos no pequeno e confortável apartamento quando ele telefonou para a noiva perguntando sobre uma encomenda, sai da sala para dar privacidade.
Enquanto eu organizava o almoço , ele punha a mesa até que nossa campainha toca.
-Pode deixar Anjo que eu atendo! – ele disse saindo da sala de jantar indo abrir a porta.
-Quem é Jake? – gritei da cozinha
-Elise.
-Trouxe um presente de boas vindas!!! – disse- me a noiva do meu melhor amigo
Jake apresentou a novidade para ela que reagiu como se nos conhecêssemos a anos, a abracei e ela trazia em mãos um embrulho muito bonito por sinal. – era bom me sentir protegida e amada.
-Vamos garota! Abra logo!! Espero que goste!
-Hum...o que será? – peguei o embrulho e passei as mãos tentando descobrir o que era. E pela rigidez da superfície e aspecto parecia um livro.
-Abre <script>document.write(Sophia)</script>, até eu fiquei curioso agora – Jake parecia mais curioso que eu e enquanto retirava o laço ele puxou Elise pela mão dando um abraço e um beijo carinhoso . Aquilo me matou. Eu queria estar daquele mesmo jeito com o Edward ,mas ele sendo casado e tendo mentido para mim, seria algo impossível.
-Ai que lindo Elise! – minha expressão se iluminou ao ver um lindo livro de nomes para bebês todo colorido .
Ela veio me abraçar sinceramente. Eu retribui .
-Não precisava Elise, ainda temos alguns meses para escolhermos um nome. Nem sabemos se é menino ou menina.
-Mas o tempo passa muito rápido e temos que comprar as coisinhas dele, eu já até andei vendo uns quartos decorados maravilhosos!
Elise parecia ter se antecipado a tudo. Quando se trata de organizar eventos ou uma simples
mudança da localização da mobília ela já tinha tudo planejado e esquematizado. Jake não poderia estar em melhores mãos.
-Elise! – reclamou Jacob - você é absurda!
-Já deveria estar acostumado, vai ser pior quando forem os nossos filhos! – ela disse fazendo careta para Jake que saiu da sua posição inerte e correu atrás dela que dava gritinhos e ria ao mesmo tempo.
-Ai gente por favor! Assim eu morro de inveja sabia? Dá para parar com isso? – eu ria das expressões deles que me acompanharam na risada. Almoçamos, conversamos sobre os preparativos do casamento e sobre trabalho. A noite logo veio e eu decidi liberar a casa para os pombinhos.
Estava perto de uma cabine telefônica e decidi ligar para meu pai. Ele ainda não sabia que eu havia retornado.
-Pai?
-Filha é você mesma?
-Sim pai ,sou eu mesma. Eu estou ligando para dizer que eu voltei para os Estados Unidos.
-Sério? Por que? Sua vida na Inglaterra não deu certo? Eu avisei que esse negócio de arte não é futuro...
Interrompi meu pai e sua máquina giratória de palavras grosseiras.
-Pai pára! Muito pelo contrario, eu venci. Eu agora sou professora Junior em Harvard, ouviu isso? Eu lesiono história da arte em Harvard!
-Wow, eu nem sei o que dizer!
-Diga ‘’parabéns filha!’’, fique feliz por mim.
Minha raiva me consumia, meu pai era incapaz de me apoiar ou de ficar feliz pelo meu êxito .
-Onde você está agora?
-Massachusetts.
-E quando vem ver seu velho?
-No primeiro fim de semana livre , te ligo antes, ok? Agora tenho que desligar, tem alguém querendo telefonar.
-Até!
Saí da cabine sem nem olhar para o homem que estava esperando para telefonar.
-A vida tenta nos unir hein?
Olhei finalmente para ver quem era e o que falava. Não, de novo não. – pensei.
-Dean? Mas que diabos...?
-Boa noite amor! Eu sabia que devia vim aqui nesta noite, algo me dizia ‘ Dean vá passear pela noite , algo te espera’’ e BUM! – ele fez uma onomatopéia tão alta que me assustou – E cá estamos nós. É o destino que nos une, é fato. Quando é que vai entender que você é minha e de mais ninguém?


N/A: O que raios esperam por vocês nos próximos capítulos? Cara to me divertindo a Vera com os comentários de vcs. Primeiro a campanha MORRE VITÓRIA e depois a campanha VITÓRIA PERCA O BB kkkk cara vcs são demais! Eu esqueci de avisar sobre o surgimento da personagem ELISE – criada pela vencedora da brincadeira VC DECIDE que eu fiz a um tempinho atrás...Aguardem, fortes emoções virão...e sim Edward vai sofrer muitooooooooooooooooooooooooooooooooooo ainda, sim sou má! kkk



Capítulo 28

´s pov

Dean soube que eu estava de volta, graças ao meu pai, e passou a me seguir pelo campus da universidade, a mandar flores no meio da aula e até a me esperar na saída. Isso já estava passando dos limites e Jacob já havia perdido a paciência. Tive medo de um encontro entre eles dois. Não suportaria ver Dean batendo em outro alguém por minha causa.
-Jake?
-Oi.
-Esse fim de semana eu não tenho aula e eu estive pensando em ir para a Califórnia, sabe, para ver meu pai. Eu queria saber se você não poderia ir comigo?
Ele me olhou pensativo.
-Com uma condição – ele esperou duas professoras se retirarem da sala dos professores, fechou sua maleta e afrouxou a gravata.
-Qual? – agora tinha ficado curiosa. Coloquei minhas mãos sob meu queixo para ouvir o que ele tinha a me propor.
-Vai contar para ele que está grávida. Apenas isso, eu não sei por quanto tempo vai ficar calada sobre isso. e já deviam estar sabendo, já estamos com um mês e meio . O que pretende? Dizer que adotou?
-Não. Eu prometo contar para todos, exceto a Edward. Eu não quero ser um problema no casamento dele.
-Você sabe o que eu acho sobre contar a ele. Mas a vida é sua. – passávamos horas discutindo sobre contar ou não a Edward sobre o outro filho que ele teria. O meu filho nunca seria “o outro filho” ele era o meu filho!
Ele tateou o celular do bolso e fez uma chamada. Eu enquanto isso peguei o material da minha ultima aula daquela sexta feira e levei até o carro do Jake , conferi mais uma vez tudo o que eu precisava para levar ao hospital do câncer e retornei para a sala dos professores. Me deparei com algumas alunas praticamente em cima de Jacob e ele com cara de quem não sabia como se livrar do embaraço.
-Boa tarde meninas, precisa de ajuda Sr Black? – disse fazendo elas olharem para mim .
-Claro ! Ou melhor Senhorita Davis! As alunas estão com dúvidas sobre a ultima aula. Por que não explica para elas.
As meninas não gostaram nada da idéia.
-Ok garotas, qual a dúvida?
Elas gaguejaram , óbvio que não havia dúvida sobre a matéria. Elas estavam se insinuando para ele – coisa que eu odiei.
-Han...Senhorita Davis enquanto explica a elas eu vou ver aquela nossa questão, ok ?
Dizendo isto ele apenas sorriu para as garotas e saiu com sua maleta
As alunas começaram a inventar dúvidas e eu a explicar. Até que meu celular tocou.
-Desculpa meninas, serei breve.
-Oi pai – disse ao ver seu nome no visor.
-Está tudo certo para você vir?
-Sim, eu e o Jake chegaremos aí amanhã.
-O Jake vem? – ele com certeza estava duvidando.
-É pai, eu e Jake iremos juntos, agora eu não posso falar, ok ? Te ligo quando estiver saindo.
-Onde paramos? – disse para as alunas.
Elas estavam mais preocupada em ver se Jake voltava ou não do que manter a farsa.
- já comprei nossas passagens para am...ah desculpa, pensei que estava sozinha. Te vejo depois professora. – Jake sabia que elas iam ligar os pontos e para tudo aquilo virar fofoca não ia demorar um piscar de olhos.
-Muito obrigada senhorita Davis, não queremos mais atrapalhar. – disse uma loira
Elas saíram da sala e eu logo atrás delas, Jake estava encostado na parede à minha espera. E nós dois ficamos observando elas andarem bem lentamente dando olhadas rápidas por sobre os ombros. Não agüentamos e rimos.
-Vamos?
-Sim – falei toda boba. Voltar a sentir o calor da minha cidade me faria muito bem.
Andamos o percurso até minha sala de aula fazendo piadas sobre as alunas atiradas.
Quando de repente Jake segurou a minha mão me fazendo parar e olhar em volta. Dean estava parado com um sorriso sedutor que só ele seria capaz de dar. Jake travou de raiva e eu de medo. Dean estava com malícia no olhar e veio caminhado por entre as mesmas alunas que antes estavam na sala dos professores comigo. O pequeno público que estavam ali pararam para ver.
Dean começou a aplaudir lenta e firmemente – o que chamou mais a atenção das pessoas ao redor.
-Ora ora ora! Quem eu encontro depois de tanto tempo?!
-O que você quer Dean? Aqui é local de trabalho. Eu já disse que não quero mais ver a tua cara. – falei apertando a mão de Jake, que me puxou pela cintura me passando para trás dele.
-O que é isso querida? Quanta hostilidade! você não era assim...- Dean baixou a cabeça balançando em negativa - Jacob, meu caro Jake! Quando é que você vai sair do meu caminho? Quando é que vai parar de ficar correndo atrás dela? Ela não te quer , nunca quis, foi a mim que ela escolheu antes e logo vai voltar para mim. É questão de tempo.
-Primeiro vá embora e segundo esqueça de uma vez por todas. Eu não responderei por mim se você continuar a importunando! Este é meu único aviso.
Dean começou a arregaçar as mangas da camisa e eu sabia que aquilo era um mal sinal.
-Não tenho medo de você Black. Você não vai afastar ela de mim. CAI PARA DENTRO SE É HOMEM!!
Jacob não deu ouvidos para ele e me guiou novamente para dentro do prédio quando eu cai da pequena escadaria no gramado ao sentir uma mão fechada me acertar e pude ouvir de longe os gritos das alunas, passei a mão na cabeça e vi que estava sangrando. Uma dor me atingiu em cheio, senti algumas mãos me tocarem e apaguei.
[...]
Jacob´s pov
Quando eu vi caída em cima de uma pedra perdi a cabeça, o idiota errou a mira e terminou acertando meu Anjo amigo.
Um calor me incendiou todo e eu não enxerguei mais nada. Arregacei as mangas da camisa, atirei para longe a minha gravata e parti com tudo para cima dele.
Dean estava distraído olhando no chão, pude ver sangue saindo de sua testa e pessoas gritando por socorro ao redor dela. Fechei minhas mãos em punhos e soquei o rosto de Dean até ele tropeçar e cair no chão. Não pensei duas vezes e montei em cima dele e o esbofeteei até ele ficar roxo e sangrando também.
-Ela é minha seu idiota! – berrou ele revidando um soco na minha cara.
-Ela nunca mais será sua! - Dean usou uma técnica marcial me jogando no chão, o safado me chutou no estômago.
Eu havia ficado sem ar me contorcendo no chão, mais ele me ergueu e começou a me golpear.
-Você nunca vai tirar de mim Jake! Nunca!
Antes dela ousar ficar com você ou com quem quer que seja, eu a mato e mato o canalha junto! Ouviu Jake? EU VOU MATAR E TE MATO TAMBÉM!
A platéia estava horrorizada e meu ódio ferveu nas veias, eu não deixaria Dean chegar perto dela , ele não iria ameaçar matá-la nunca mais. Eu o mataria!
Reuni toda a força que tinha e golpeei Dean com tanta força o fazendo cair junto de uma viatura policial que estacionava no local. Dean poderia dominar artes marciais, mais eu era duas vezes seu tamanho, três vezes seu corpo, e tinha um coração bom. E tudo isso me ajudou.
Enquanto os policiais o cercavam chamando reforços eu corri até
que ainda estava estendida no chão.
-Meu Deus! ? Meu amor....- sacudi seus ombros – acorda pelo amor de Deus! – eu estava desesperado.
-O que houve aqui? – gritou um policial me tirando de perto dela.
-Senhorita? – chamou o policial. – Reynolds chame a ambulância, a vitima está sangrando e desacordada.
- Você está detido também! – disse outro policial me algemando e me puxando para viatura, eu não podia sair de junto de , ela era minha responsabilidade.
-Mas eu também sou vítima senhor policial! A culpa foi daquele idiota!
-Todos dizem isso, na delegacia vamos apurar os fatos. Agora pare de resistir e ande! – ele gritou.
-Mais eu não posso deixá-la senhor, ela está grávida! É meu filho!
Gritei.
Ambos algemados e no banco de trás da viatura policial , eu bufava de ódio . Dean me fulminava de ira. O trajeto foi insuportável.
-Vamos bonecas! Chegamos na delegacia. – falou o tal do Reynolds.
-O que temos aqui? – perguntou um velho barrigudo. – ah deixa para lá, levem-nos para o xilindró.
Os policiais nos deixaram em celas separadas junto com mais outros caras mau encarados.
-Satisfeito seu idiota? – perguntei olhando diretamente para Dean na cela à frente.
-A culpa é toda sua seu canalha filho da mãe! Você não tinha nada que ter se metido entre minha mulher e eu!
Os outros presos começaram um verdadeiro auê gritando um “se fosse minha mulher eu matava” ou “briga!”, havia quem dissesse “aposto R$100 pilas no moreno”.
-Dean eu juro por tudo que é mais sagrado nesse mundo se
perder o filho que está esperando eu acabo com a tua raça!
Os idiotas da minha cela começaram a bater na grade e a se agitarem sorrindo e falando alto.
-MENTIRA! NÃO ESTÁ GRÁVIDA DE VOCÊ! ELA É MINHA MULHER! – Dean respondeu.
BRIGA, BRIGA, BRIGA! Gritavam todos das outras celas.
-ELA NÃO É MAIS SUA HÁ MUITO TEMPO DEAN! ELA FUGIU DE VOCÊ! SUMA DE NOSSAS VIDAS! NÃO QUERO E NOSSO FILHO PERTO DE VOCÊ!
-Eu mato aquela vadia se essa história for verdade, mato ela, mato o filho dela e deixo você aleijado para aprender a não roubar a mulher dos outros! – ameaçou cuspindo as palavras
na mesma hora que o policial entrou.
-Você não vai matar ninguém seu idiota. Jacob Black? Quem é Jacob Black?
-Sou eu.
-Tá liberado. Tem três testemunhas que te inocentaram, o delegado quer falar com você . – disse abrindo minha cela e tirando as algemas.
-E minha...- ia completar a frase . Mais o policial não deixou.
-Calma rapaz, ligaram do hospital, sua mulher está bem e o bebê também. Agora venha, o delegado quer ouvir você.
-E eu? – gritou o canalha.
-Você fique quietinho aí.
Os aprisionados começaram a zombar de Dean e aquilo foi pouco para ele. Cheguei até a sala do investigador e ele começou a me fazer perguntas sobre o que aconteceu. Lhe contei desde o principio do relacionamento de com ele até as perseguições e ameaças. Dean foi preso em flagrante , porém seu advogado já estava a caminho e eu sabia que ele estaria livre para responder ao processo em liberdade. Fui liberado e corri para a emergência do mesmo hospital onde minha amiga estava, fui acompanhado por dois policiais.

´s pov
Acordei numa cama que não era a minha.
-Como está se sentindo querida? – disse uma mulher de branco ao meu lado.
-Bem, eu acho. Onde estou? Cadê o Jake? – fiquei nervosa por finalmente perceber que estava no leito de um hospital.
-O rapaz moreno? Ele está bem, teve alguns arranhões e nada mais. Está na enfermaria masculina, vou mandar chamá-lo.
-Faça isso, obrigada.
Ainda estava zonza e com um curativo na cabeça. Eu queria Jake ou a comigo. Sentia medo.
-! Como você está? Fiquei tão preocupado com você e o bebê como ele está? Ele corre risco enfermeira? Eu posso levar ela para casa?
-Calma , assim você não a ajudará a se recuperar do susto meu rapaz!
-Perdão, é que se algo de ruim acontecer a eles eu juro que mato aquele desgraçado!
Peguei nas mãos do meu porto seguro e beijei o dorso . Jake afagou meu rosto com um olhar terno. Quase comecei a chorar.
-Jake, o que houve? Cadê o Dean? Ele te machucou?
-Shiiih! Não se preocupe amor. A policia se encarregou dele. Como eles estão enfermeira?
-Está bem , tudo está bem. O seu bebê não sofreu nada e quanto a ela , só foi um corte superficial. Ela será liberada daqui a pouquinho.
-Ouviu? Estamos bem Jake. Vamos para a aula e depois ...
-Nada disso! Você não vai dar aula hoje, fomos liberados .
-Obrigada – disse e sorri
[...]

Edward´s pov
-Meu bom menino? – interrompeu Sra Holmes entrando no escritório com uma bandeja de chá e tortas. – Trouxe algo para você comer, está pálido e carrancudo, você é muito novo e bonito para estar tão abatido desse jeito.
- ngela, por favor, não tente ser a Esme. Já me basta ela e minhas irmãs me torrando a paciência sobre como eu ando levando minha vida. – disse rudemente fazendo a pobre senhora se encolher . – Perdão, não quis ser estúpido.
-Eu sei, te conheço e sei que você não é assim só te peço duas coisas filho.
-Peça – disse e me servi com uma tortinha de limão.
-Pare de beber desse jeito e tente superar o que aconteceu. – Sra Holmes sentou numa cadeira e me olhou triste suspirando longamente. – Eu sei que você a ama e também sei que ela te ama, o que não dá é você se enfurnar nesse escritório se matando de trabalhar e de beber. Você não está ajudando a ninguém desse jeito. Te dou duas opções, ou você pára com isso e vai lutar pelo relacionamento de vocês ou você a esquece e se dedica a Vitória e o filho de vocês dois, lembre-se a criança não tem culpa de absolutamente nada, ele não pediu para nascer.
Parei de beliscar a mini torta, o gosto ficou terrivelmente amargo em minha boca. Eu não estava prestando assistência à Vitória e ao nosso bebê, também não estava lutando para fazer entender os erros consecutivos que ambos estavam cometendo, eu por ter a traído e ela por ser orgulhosa demais, cabeça dura demais e por não ter me dado a chance de explicar.
Sra Holmes se levantou e me deu duas tapinhas em meu ombro e saiu.
Me levantei depois de uns 5 minutos pensando sobre o que ela me disse e resolvi amenizar minha ausência com Vitória. Querendo ou não o filho também era meu.
Tranquei-me no banho para tirar o aspecto de morto-vivo, escovei os dentes para diminuir o cheiro do álcool , vesti uma roupa confortável e fui até os estábulos.Como imaginei , ela estava lá conversando com Meia-noite.
-Posso atrapalhar? – perguntei chutando uma pedrinha no chão tentando criar coragem para olhá-la nos olhos.
-Claro meu amor! Que bom que parou de trabalhar, nosso filho ou filha já estava morrendo de saudade do pai! – ela tagarelou em um só fôlego.
-Er..Vitória, de quantas semanas você está mesmo?
-Olha bebê quem está interessado em você – ela disse segurando com as duas mãos o ventre que já dava sinal de ter crescido, Vitória sorria enquanto eu tentava me lembrar como seu ventre cresceu e eu não percebi.
-Estamos caminhando para 8 semanas. Por que?
-Só queria saber mesmo. – Fui me aproximando de um outro cavalo que estava na baia ao lado . O animal relinchava enquanto eu acariciava seu focinho. – E você já foi ao médico este mês
-Ainda não...é que eu, sabe eu queria saber se você não gostaria de ir comigo. É que para mim é terrível ter que ir para lá sem você . Eu vejo os outros casais felizes por estarem ali vendo seus bebês crescerem dentro das mães e eu...- ela suspirou chateada e com toda a razão.
-Eu sei Vitória, eu sou um idiota sem coração. Me perdoa? – ainda não conseguia encará-la. Por que era tão difícil? Ah sim eu sei por que é difícil , ela não é .
-Claro meu amor, eu te perdôo por tudo.
-Posso pedir uma coisa? – falei agora tomando coragem e olhando para ela.
-O que quer?
-Posso tocar?
Vitória arregalou os olhos mais sua felicidade era imensa a tal ponto que acho que até eu consegui dar um discreto sorriso sem graça.
Ela abriu o colete que usava e levantou um pouco a camisa que usava por baixo. Vitória pegou minha mão e levou até seu ventre e algo aconteceu comigo.
Vitória chorava e eu estava totalmente sintonizado ao bebê para logo em seguida sentir um vazio enorme. Porcaria eu iria chorar.
-Ainda não dá para sentir ele ou ela se mexendo , mais logo logo vai dar para sentir . – me informou .
-Obrigado por me deixar tocar. – disse saindo apressado. Onde estaria agora? O que estaria fazendo? Ela já estaria em outra me esquecendo? Por que não era a minha que carregava um filho meu?

´s pov
-Doutor, está tudo bem mesmo com o meu zagueiro aí dentro? – Jacob perguntou pela milionésima vez.
-Claro senhor Black, o seu filho está bem . Fizemos uma ultrassonografia , o coraçãozinho dele bate dentro do ritmo esperado, vamos muito bem em nossas 12 semanas.
-Doze? – dissemos juntos.
-Sim, vocês estão grávidos de 3 meses. – o médico da emergência sorriu e falou algo com a enfermeira . – Estão liberados e o senhor trate de cuidar dessa luxação no braço, ok?
Fiquei calada processando a idéia, eu estava grávida de 12 semanas. Exatos 3 meses e a esposa dele devia está com o que? Quase 8 semanas? Exatamente 2 meses. Merda!
-Ficou tão quieta. – Jake disse enquanto íamos de volta para casa.
-Ele disse que eu estou de 12 semanas, isso é muito tempo. Como eu não percebi?
-Sei lá, ta perguntando pro cara errado. Sabia que deveria ser eu a dirigir e não você?
Graças à Summer que levou o carro e os documentos de Jake até a delegacia não precisamos esperar um táxi.
-Ah Jacob nem vem! Você está com o braço machucado. – ele rolou os olhos e desceu assim que eu estacionei, muitos alunos e umas duas professoras que presenciaram a cena vieram oferecer ajuda e saber o que de fato aconteceu.
Subimos e ele pegou o celular , fui para meu quarto tomar banho e fazer minhas malas para ir ver meu pai no fim de semana.
-Anjo? – Jacob me chamou pela fresta da porta aberta. – Elise disse que é para você ficar de repouso e também disse que está indo para Inglaterra.
-Como assim? – perguntei levantando da cama e indo ao seu encontro.
-Ofereceram um emprego irrecusável pra ela. O embarque será em duas horas..aí eu pensei em anteciparmos o nosso vôo também. O que acha?
-Por mim tudo bem.
Era apenas mais um fim de semana muito atribulado, uma viagem antecipada a mais ou a menos que diferença fazia?

N/A: Oiiiiiiiiiiii meninas que saudade de vocês! O que vocês acham que vem por ai? Nossa... muita coisa intensa, divertida , fofa e...ah só lendo pra saber! Comentem bem muito e eu postarei rapidinho!
P.s : Edward ainda vai sofrer kkkkkkkkk meninamá.com*

 Capítulo 29
  ´s pov 
 O voo foi tranquilo, nos despedimos de Elise e pegamos o nosso vôo em seguida, agora era questão de minutos e estaríamos em terra firme. Mesmo sendo noite o calor e a energia boa do lugar me fez sentir mais acolhida.
 -Vamos encarar a fera! – disse Jake fazendo graça.
 -Deixa de ser chato – o cutuquei com meu cotovelo .
 -Ei! Não comprei nada para ele, me dá tempo de comprar qualquer coisa Anjo?
 -Vamos juntos, eu não comprei nada também.

Saímos rindo como dois adolescentes desmiolados, tudo agora era motivo para cair em largas e sinceras gargalhadas. Capturamos atenção de muitos, mas não ligamos para nada, éramos novamente Jake e dos velhos tempos. Ah isso era tão bom!

 -Anjo, que tal esta camisa aqui pro velho?
 -Jake , pára de chamar meu pai de velho! – reclamei fingindo raiva.
-É melhor eu chamar seu pai de velho que de fera, concorda?
 -Não! – rebati o abraçando firme, nos olhamos dentro dos olhos e algo nos olhos dele me diziam que no íntimo não havíamos mudado.

Ele me amava, não como antes, mais havia um amor puro e singelo e eu com certeza tinha a dúvida de arriscar por está presa a outro homem. Por quê que a vida tem que ser assim? eu poderia amar Jacob, poderia me casar com ele e meu filho teria um maravilhoso pai...o que é que eu estou pensando? Estou louca! Nos soltamos sem graça enquanto a vendedora estava esperando por nossa decisão.

-Você diz isso por que não é o seu fígado, coração e cérebro que será arrancado daqui a pouco.
 -Ele não vai te matar Jake.
 -Imagina amor – ele clareou a garganta e imitou meu pai – “ ! Tanto que eu disse para você se afastar desse suburbano! E você me trás ele aqui depois de tanto tempo? Oh vida! Por que essa menina não casou com o Dean?” - Travei. -Desculpa, não quis dizer o nome dele.
 -Tudo bem. – fiquei estática por ouvir seu nome mais depois suavizei.
- Mas a minha imitação é melhor – zombei e depois imitei o meu velho pai – “Menina teimosa! Ainda me faz desgosto! Como é que você foge de casa e volta 5 anos depois grávida do Jake? Oh vida maldita essa minha!”
 -Tá, sua imitação é melhor, ao menos concordamos que ele me odeia e que vai querer me matar hoje.
 -É mesmo – ri.- Moça, vamos levar as duas peças e embrulhe para presente por favor, e você Jacob? Vai levar o que para seu carrasco?
 -Hum...vou levar um disco do Elvis, uma vara de pescar novinha e uma camisa havaiana, que tal?
 -Isso é medo do meu pai? Que horror Jake!
 -Só por garantia.
 Rimos enquanto esperávamos os presentes. Mas senti Jake ficar sério de repente.
 -Que foi ? meu sorriso de sol sumiu do seu rosto.
 -Você vai dizer que o filho é meu?
 -Eu não pretendo dizer quem é o pai.
 -Ele vai surtar.
 -Ou te matar. – olhei divertida mais não havia humor.
 -Eu disse que assumiria ele e é o que vou fazer, para todos os efeitos seu filho é meu filho.
 -Você tem certeza disso?
 -Aqui estão os presentes. – disse a funcionária da loja que se encontrava dentro do aeroporto. -, eu tenho certeza do nosso filho.
 Pegamos as sacolas e Jacob deu o meu sorriso iluminado. Partimos para a casa de meu pai num táxi e logo chegamos a minha antiga casa.

 -Pai? – o chamei assim que pisei na varanda que dava para a praia.
 -? – ele respondeu abrindo a porta com um belo sorriso no rosto que logo se desfez em uma careta ao ver Jacob bem atrás de mim.
 -Boa noite senhor Davis. – Jake disse.
 -Boa. – ele limitou-se a responder. Nos acomodamos, jantamos e conversamos bobagens por muito tempo.
 -Filha o que houve com vocês? Estiveram metidos em briga de rua por acaso? – o velho Davis começou a rir.
 -Não, a culpa de estarmos assim foi do seu precioso Dean. – informei.
 -Dean? Como assim? – quis saber ligeiramente nervoso.
 -Ele começou a perseguir, senhor Davis, a ameaçá-la. E eu a defendi e a protejo desde que passamos a trabalhar juntos. A poucas horas atrás sua filha estava num leito de hospital correndo risco de perder o...- olhei para Jake e ele entendeu que não era hora de matar meu pai do coração – enfim, todos estes cortes e ferimentos foram feitos por ele. caiu de cabeça numa pedra , eu perdi a cabeça e dei uma surra naquele maldito imprestável .
 -Jesus! Não posso acreditar.
 -Acredite pai, ele não é quem o senhor pensa.
 -Agora , me digam sinceramente uma coisa, o resto eu deduzo sozinho.
 -O que foi pai?
 -Você está grávida e foi por isso que veio?
 Gelei.
 -Sua cara disse tudo. A quanto tempo estão juntos?
 -Pai...é que...
 -Tudo bem filha, eu percebi logo que vi ele. Não vou obrigar vocês dois se casarem o que hoje em dia seria ridículo, mas Jake – ele usou seu tom firme encarando Jacob. – cuide bem da minha filha e do meu neto. Caso contrario te mato.
 -Acho que já dei prova mais que suficiente que amo sua família e que faria de tudo para proteger, concorda?
 Meu pai só assentiu.
 -Estarei com ela para o que der e vier.
 -Ótimo, estamos conversados. Agora eu vou dormir e amanhã iremos sair os três .
 -O senhor não quis dizer os quatro, pai? Ele riu e beijou a minha testa.
 -Tem razão. Fiquem no quarto de visitas, é de casal e é maior que o quarto de .

Meu pai foi deitar e eu fui para a praia pensar, Jake ficou sentado na cadeira de balanço me observando da varanda. Senti a água morna banhar meu pés descalços e isso foi incrível. Relaxei de uma forma que me deixou levemente sonolenta. Continuei andando pela areia molhada, as ondas indo e vindo até meus pés. Havia um grupo sentado em torno de uma fogueira, olhei para a casa bem atrás deles, ali morava . Bateu uma saudade dela ao ver aquilo.
 -Ei! , é você mesma? – gritou uma mulher do grupo.
 -Sou eu sim.
 -Oh meu Deus! Quanto tempo?!
 -Amber? É você?
 -Sou eu, nossa que legal! Como nos velhos tempos. Lembra deles? - Ela apontou para o grupo e eu me esforçava para enxergar no escuro. Amber saiu me puxando e tagarelando , os rapazes até que eu me lembrava bem por causa das disputas de vôlei que eles faziam.
 -Olá , quando voltou? Tem noticias de ou da ? – falou uma loira.
 - está relativamente bem e casou a pouco mais de um mês e foi o casamento mais lindo que eu já vi.
 -Que máximo, agora só faltou Dean, o Uckerman e o gostoso do Jake. – disse Amber. Um cara me ofereceu cerveja e eu recusei. -Ué, antes você não negaria um gole, principalmente se Dean estivesse por perto. – falou a loira.
 -Eu não dependo do Dean para tomar decisões e também naquela época eu não estava grávida. – disse seca.
 -O quê? – foi o que todos falaram ao mesmo tempo.
 -Dean finalmente vai ser pai. Quem diria?! – disse o cara da cerveja.
 -E quem disse que o panaca do Dean é o pai? – falou Jake atrás de mim me matando de susto, olhei feio para ele que logo me abraçou pedindo desculpas.
 -Jake! – falou o cara da cerveja, os outros se levantaram e cumprimentaram ele. As meninas babavam por ele e eu senti muito ciúme, eu odiava aquelas garotas desde o jardim de infância só por serem metidas a princesinhas quando na verdade eram umas abusadas e oferecidas, só me lembrei disso agora - por que vi o motivo. Jake começou a beber sem me deixar longe dele por muito tempo, mais também não dava para ficar ouvindo sobre o campeonato de futebol americano a noite toda, então me soltei de seu braço que me envolvia e fui brincar de molhar os pés na água de novo. Meu celular tocou e sorri ao ver o nome da piscando no visor.
 -Alô? – disse ansiosa.
 -?
 -Oi amiga, sou eu.
 -Desculpa a hora, mais eu precisava falar.
 -Aconteceu alguma coisa?
 -Sim. Me casei. ~
-O quê? – disse chocada.
 -Sem platéia, sem medo. Perdoei Emmett e ele me pediu em casamento e eu aceitei. Nos casamos e pronto. Jasper e foram nossas testemunhas, eu estou tão feliz! Queria tanto você aqui.
 -Eu também queria estar com você. – disse quase em sussurro.
 -Que voz é essa? Está triste? É por causa de Edward? Se for ele também...
 -Não quero saber dele, é melhor para mim.
 -Você nem o ouviu , tem uma coisa que você não sabe amiga e que pode...- a interrompi, ela já havia se passado para o lado dele.
 -Você também não sabe de uma coisa. – falei meio estúpida.
 -O que é então?
 -Eu estou grávida . – informei um pouco amolecida.
 -De quem? Jake ou Edward? – podia sentir o baque da noticia .
 -Que pergunta idiota! Edward claro! Mas você está terminantemente proibida de abrir a boca para ele ou para qualquer um da família dele.
 - ele tem que saber, ele merece saber. Poxa ! Ele é o pai! – ela quase gritou.
 -Não é mais, o pai é o Jake.
 -O que? Como assim, conta essa história toda.
 -Ele assumiu. Para todos, todo mundo incluindo meu pai. Estamos na Califórnia agora, estamos com a turma do colegial e todos já sabem que o meu filho é dele, Edward não pode nem sonhar da existência dessa criança. Se ele souber, se ele ou Jazz ou Emm desconfiarem, juro que te mato!
 -Mas você ama o Edward.
 -Eu – suspirei contendo as lágrimas. – eu sei. E eu não quero atrapalhar a vida dele. Abracei as minhas pernas enquanto chorava silenciosamente, sentada na areia.
 -Você ainda está ai? – me chamou.
 -Meu coração está tão apertado, tão dolorido. Como eu queria pegar o primeiro avião e correr até ele e dizer que teremos um filho, mas ele foi bruto demais quando disse que não mandaria ela embora, eu vi o berço, os brinquedos, o exame e ela disse claramente “sou a mulher dele”.
 -Ele sofre também, é de dar pena. Ele está acabado em tão pouco tempo, nem de longe é o cara legal, bonito e saudável que conheci. Ele sempre pergunta se você ligou ou se você está bem. Ele sente sua falta. 
-Mas é casado e agora terá um filho da ruiva, ele pisou no meu coração e não há retorno.
 -Não me meto mais, se você ao menos desse chance dele falar você iria ver que houve um equivoco terrível.
 -Não quero saber dele, meu coração não suportaria vê-lo sem poder abraçá-lo ou tocá-lo, ele não é meu. 
A dor me sufocava e eu não me sentia bem, eu queria morrer, aquilo tudo era forte demais para mim. As lágrimas corriam livremente.
 -, Dean estava me perseguindo de novo.
 -Aquele canalha filho da mãe! Ele te fez algo?
 -Não só a mim, como a Jacob também.
 -Eu juro que mato ele e o Uckerman. Você está bem agora?
 -Agora sim. Ganhei um corte na cabeça e um belo susto que poderia ter me causado um aborto. Jake ganhou uma luxação no braço e pequenos arranhões, já o canalha ganhou uma surra do Jake e uma noite na delegacia. Espero que ele fique por lá o resto da vida.
 -Ótimo, ele preso eu fico mais tranqüila. Pena que ele pode pagar a fiança e sair para te procurar de novo. 
-Jake não vai deixar.
 -Eu sei e é por isso que eu o amo. Sempre nos protegeu. Senti Jacob sentando bem atrás de mim me trazendo para seu peito.
 -Vou desligar, senhora Cullen. – ri sem nenhum humor, mesmo estando feliz por ela.
 -O que houve ? – ele quis saber, sua voz alterada pelo álcool .
 -. Casou com o irmão do Edward, você acredita? Minhas amigas casadas com os irmãos dele.
 -Poxa...
 -Eu mereço! – disse frustrada.
 -Relaxa. – Jake me disse segurando meu ventre com sua mão espalmada.- Vai dar tudo certo.
 -Eu estou enjoada. – disse ao sentir o gosto ruim do vômito - Muito enjoada, acho que vou... Nem terminei, coloquei tudo para fora. Jacob segurou meu cabelo solto em um rabo de cavalo. Me oferecendo um lenço em seguida. -Desculpa por isso.
 -Nada, vai ser pior e mais freqüente daqui em diante. – disse e começou a rir, ele já estava um pouco alto. 
-Isso não ajuda muito.
 -Foi mal.

Meu porto seguro me ajudou a levantar e fez um sinal para o grupo indicando que já íamos embora, ele gritou um “enjôo” eles retribuíram com um “ah” coletivo. Jacob exalava cerveja, tropeçava a cada três passos e ria de tudo. Nos abraçamos e ele me pedia para ter calma, que tudo ia dar certo. Meus olhos estavam encharcados e não segurei as lágrimas. Jake me ninava tentando me fazer acalmar. Um vento gelado soprou fazendo as folhas das plantas de meu jardim balançarem junto. Jacob me abraçou ainda mais para me proteger do frio. Me virei para encará-lo e topei com seus olhos me fitando de um jeito intenso, quase cheio de desejo. Sua mão puxou meu corpo para ele e a outra me segurou pela nuca. Roçou a ponta do nariz na base da minha orelha até meu queixo. Meu corpo estremeceu, ele era forte demais, quente demais, acolhedor demais, perfeito e o pior, estava perto demais. Fechei os olhos e uma estranha sensação percorreu meu corpo. Jake me beijou intensamente, sua língua deslizando pelo interior da minha boca, minha pele se arrepiou toda ao senti-lo tão quente, me pegando, meu corpo e minha mente queriam deixar a coisa acontecer mais meu coração – estúpido - não. Nos soltamos e nos encaramos para cairmos em uma gargalhada gostosa.

 -Poderia ter sido. – falei.
 -É, tínhamos tudo para sermos perfeitos um para o outro. Se eu me separar de Elise ou ficar viúvo eu me caso com você, ok?
 -Ok, nosso segredinho. – disse por fim achando graça. Mas no fundo sabia que se deixassemos rolar não haveria volta. Amar Jacob, eu já amava, desejá-lo como homem... não era nenhum problema.

 N/A: Jake casa comigo tbm! Kkkkkkkkkkkkkk Proxima ATT Team Emmett e Team Edward terão algumas surpresas...

Capítulo 30


Edward´s pov


Pelo sim ou pelo não, decidi contratar uma enfermeira particular especializada. Li vários e variados currículos de diversas profissionais até que recebi uma indicação em especial.


-Senhora Holmes, quando a enfermeira chegar peça para que entre e me aguarde no escritório para acertarmos o contrato, ok?


-Claro meu filho. – ela disse saindo atrás de Vitória.


Em pleno domingo eu estava mais uma vez mergulhado no trabalho. Emmett me deu a maior dor de cabeça com a dissolução de sua sociedade com Thompson. Não demorou muito para Ângela Holmes, minha protetora e amada governanta, me indicar a chegada da enfermeira.
Me assustei ao comparar a imagem que criei da senhorita Elise Ferrari. Entrei em meu escritório e encontrei uma belíssima mulher de cabelo castanho, ondulado, olhos verdes e de pele branca.


-Bom dia senhorita Ferrari - disse apertando a sua mão e sentando em minha cadeira.


-Bom dia senhor Cullen. – me respondeu com um sotaque diferente.


-Perdão, de onde você é ? – ela me olhou divertido. Acho que fui indelicado ou sinceramente não entendi a graça.


-Sou do Brasil e vivo nos Estados Unidos a poucos anos. Por isso meu sotaque carregado, e se me permite o comentário ... não precisa ficar com essa cara , todos me fazem essa pergunta e confesso que meu sotaque é forte mesmo e isso causa estranheza.


Clareei a garganta e voltei a encarar suas referências .


-Bom aqui diz que você é especializada em pediatria.


-Sou sim, sou especializada em saúde da criança e da mulher.


Suspirei e continuei .


-Tem alguma experiência com pacientes psiquiátricos?


-Desculpe mas não. Por que?


-Por que você vai cuidar a partir de hoje de uma mulher grávida portadora de problemas emocionais. Vitória ficou ...digamos instável e nos últimos dois anos esteve internada em uma clínica.


-Não haverá problemas.


Ótimo! – pensei.


Acertamos seu contrato, regras e todas as questões empregatícias, logo Elise, - segundo ela mesma - prefere ser tratada pelo primeiro nome, foi se instalar em seu quarto, dei o resto do domingo para que descansasse da longa viagem.
Algo me dizia que Elise seria meu anjo da guarda.


Emmett´s pov


Flashback on
Eu precisava agilizar um plano para surpreender <script>document.write(Hanah)</script>. Desde que <script>document.write(Elizabeth)</script> casou e foi morar no apartamento alugado com meu irmão e a partida de <script>document.write(Sophia)</script> para os Estados Unidos, ela tem ficado sozinha naquele apartamento.
Me reuni com meu futuro ex-sócio e desfiz toda a sociedade. A coisa toda foi bastante complicada e resultou em muito prejuízo financeiro para ambos os lados.
O que me deixava mais aliviado é que mesmo perdendo um pouco do respeito e da imagem que construí como advogado , eu tinha <script>document.write(Hanah)</script> comigo.


-Edward, muito obrigado pela mão que você está me dando. – disse ao meu irmão ao sairmos da sala de reunião da minha antiga empresa.


-Tudo bem velho. Irmãos servem para isso também. – Edward estava visivelmente abatido.


Apertei sua mão firmemente para que ele percebesse que tudo ia dar certo no final para todos nós. Ele sorriu e foi embora.


Passei para me despedir de alguns funcionários, em especial minha assistente Nathalie . Descemos até a cafeteria do escritório.


-Sr Cullen eu ainda não acredito nessa história toda! É tipo...impossível. É muita falta de sorte tudo isso.


-Vem dizer para mim? Eu quase não consegui respirar quando me dei conta de que a ex daquele abrute era a minha namorada. Comi o pão que o diabo amassou sem ela depois da audiência.


-E agora? O que o senhor irá fazer?


-Vou lutar para tê-la de volta, vou reconstruir minha carreira...não sei bem.


Minha consciência pede para me redimir da minha burrice, vou tentar ajudá-la a reaver a guarda da Olívia mesmo sabendo que se conseguir <script>document.write(Hanah)</script> não irá me perdoar.


-Tenha fé meu patrão eternamente preferido – sorriu esperançosamente. – chefe, aqui tem uma caixa com seus pertences íntimos. Tem fotos, seu notebook, alguns objetos que acredito que possam ser importantes.


-Ai Nathalie, o que eu faria sem você? A propósito, quando eu montar um novo escritório vou querer você de volta. Aliás, você quer pedir demissão agora e ir embora comigo para “Emmett Cullen Advogados “ ? – brinquei mesmo falando sério.


-Claro sr Cullen! Será um prazer te ajudar a recomeçar!


-Ótimo. Agora....me diz uma coisa pessoal? – ela arregalou os olhos sem entender. – O que você considera romântico?


Flashback off


[...]


-Bom dia amor! – fui acordado do meu transe pela minha mulher.


-Bom dia Cariño!


Ela trazia uma bandeja com café, leite e ovos para nossa cama.


-Amanhã será um grande dia para todos Emmett, acho melhor você ir se arrumar e ir trabalhar. Nathalie já telefonou dizendo que está tudo pronto para a efetivação da compra dos escritórios. – <script>document.write(Hanah)</script> disse deitando-se ao meu lado.


-Tudo bem. – mal sabia ela o que eu estava tentando fazer.


Tomei meu café da manhã enquanto tinha sobre mim aqueles olhos me fitando desconfiada.


-O que foi? – quis saber.


-Você está calado.


-Se eu disser que estou pensando no nosso casamento e de tudo o que eu senti naquela hora você acreditaria? – menti.


-Você foi perfeito Ursão. – era maravilhoso ver seus olhos brilhando ao relembrar aquele momento único.


Flashback on


-Nathalie, você acha que o London Eye é uma boa idéia? – perguntei nervoso pela milionésima vez.


<img width=”200” src=”http://3.bp.blogspot.com/-4MhOnZRbh9I/T3HUp2oRuBI/AAAAAAAAAXA/FKYjOzfH11A/s1600/london-eye.jpg”/> <img width=”200” src=”http://www.boostinspiration.com/wp-content/uploads/2011/08/LondonEyePhotos.jpg”/>
[N/A: Vista interna e vista externa]


-Não há nada mais romântico em Londres.


Respirei fundo e dei continuidade ao plano de Nathalie. Jasper me encontrou emcasa e partimos para o lugar. <script>document.write(Elizabeth)</script> mentiu para <script>document.write(Hanah)</script> dizendo que iríamos a um evento social de gala. Eu estava nervoso e se ela não acreditasse?
O lugar era de fato esplendido. Luzes azuis enfeitavam as árvores que ladeavam a rua, a noite já caía. Eu observava a paisagem do alto, meu irmão consultava o relógio e Nathalie dava os últimos retoques nas flores.
Coloquei minhas mãos nos bolsos da calça, comecei a assobiar, andava de um lado para outro. Nunca pensei em ficar tão nervoso com algo tão simples.


-Senhor Cullen...é a hora – Nathalie disse me pegando de surpresa, deixei escapar o fôlego , ela abriu a porta e <script>document.write(Hanah)</script> estava impecavelmente linda.


O Seu vestido era muito simples e de um bom gosto excepcional. Ela travou assustada ao ver tudo aquilo, pequenas velas enfeitavam o caminho que a traria até mim. O juiz de paz pediu gentilmente para que ela entrasse.
Minha noiva olhou para sua amiga e de volta para mim com um largo sorriso que me fez suspirar aliviado, <script>document.write(Elizabeth)</script> lhe entregou um pequeno ramalhete de flores azuis . Nathalie muito sutilmente baixou as luzes, para que apenas as luzes vindas das velas iluminassem e começou a cantar em capela.
<script>document.write(Hanah)</script> caminhou calmamente até me encontrar com um sorriso que não cabia no rosto, ela chorava discretamente e me deu um beijo leve no rosto. Todo aquele processo até ali estava valendo a espera. <script>document.write(Elizabeth)</script> e Jasper ficaram à nossa esquerda sorrindo envolvidos em um abraço simples e aconchegante.


“...sobre duras penas chegaram até aqui e deste momento em diante <script>document.write(Hanah)</script> e Emmett serão apenas um. Viverão em unidade e amor, sem mentiras ou palavras subentendidas. Deus criou o homem para amar uma única mulher , ele deve ser o chefe, o líder e deve suprir sua esposa de tudo, a mulher por sua vez, foi feita para acompanhar seu marido, guiá-lo, ser submissa . O amor é algo inexplicável, acontece quando, onde e com quem menos se espera e ele não é fácil, o amor é acordar todo dia ao lado da pessoa amada e sorri, é acordar na ponta dos pés para não acordar o companheiro, é serem cúmplices e fieis um ao outro. Então pergunto a vocês, meus jovens, estão dispostos a enfrentar o dia a dia, os problemas que virão, prometem diante de nós e de Deus que haverá união entre vocês? É de coração que vocês se recebem como parte integrante um do outro? É por amor que se aceitam como marido e mulher?”


Palavra de três letras que mudou para sempre toda minha vida.
Segurei suas mãos e beijei as costas, <script>document.write(Hanah)</script> estava lindamente corada e ali nos beijamos suavemente.
Nathalie acendeu as luzes, e todas as mulheres estavam emocionadas.
Trocamos as alianças e assinalamos nosso nome no livro oficializando que <script>document.write(Hanah)</script> Stuart agora era <script>document.write(Hanah)</script> Cullen, a minha senhora.


Flashback off


<script>document.write(Hanah)</script>´s pov


Dar o beneficio da dúvida foi a melhor coisa que eu fiz . Me deixar voar livre e solta para os braços de Emmett foi de longe a melhor coisa que eu fiz.
Nunca imaginei meu ursão sendo romântico mais do jeito que ele me pegou de surpresa me deixou ainda mais louca por ele.
Emmett correu para se encontrar com Edward e Nathalie para efetivar a compra dos imóveis no respeitável edifício comercial no centro. Aproveitei a manhã livre para terminar de arrumar a mudança.
Eu tirei férias do trabalho e isso me ajudou a aproveitar minha “lua de mel” e a mudança para a minha nova casa .


-Ai que preguiça! – reclamei pela milionésima vez. A casa de Emm era enorme se comparada a de <script>document.write(Sophia)</script> e trazer meus objetos e reorganizar todos os móveis não está sendo nada fácil. Faço tudo sozinha enquanto ele tenta começar do zero.


Ao bater meio dia e meia resolvi encomendar sushi para um almoço solitário, eu tinha apenas dias de casada e já estava “abandonada” pelo marido. Não pude deixar de rir com meus pensamentos dramáticos. Logo meu sorriso idiota morreu ao lembrar do telefonema que dei para <script>document.write(Sophia)</script>, aquilo foi de doer na alma, senti sua dor e seu drama principalmente sabendo que tudo poderia ter outro rumo.


-Por que eles são tão idiotas, cegos, surdos e cabeça dura? – xinguei alto.


-Opa! Mal chego em casa e é assim que me recebe Cariño?


Emmett estava parado a porta com cara de quem não estava entendendo nada, claro que meu susto foi maior que a cara que ele fez. Ele entrou e jogou sua pasta para um lado e se largou ao meu lado no chão da sala.


-Ridículo! Eu não estava falando de você seu bobalhão – ofereci um pouco do sushi e ele logo tratou de se sujar.


-Eu odeio esses pauzinhos. – ele reclamou.


-Como foi seu dia? – me interessei.


-Bom...- ele começou derrotado e eu me assustei , nada podia dar errado agora, depois ele ao ver minha apreensão abriu um sorriso maior que tudo. – moleza! Ninguém resiste ao meu charme neném . – disse todo convencido – as vendedoras caíram fácil na minha lábia de pegador nato e agora eu tenho não só um andar como também consegui comprar outros escritórios em um outro andar. Em dois tempos eu recomeço a trabalhar, boneca.


Soltei um “hum” e ele logo tratou de me melecar com a comida.


-Emmett! – reclamei.


-Deixa que eu limpo amor. – ele disse todo malicioso e me deu um beijo intenso e apaixonado.


-Hoje eu não tenho mais nada para resolver portanto, não desfaça suas malas. Vamos viajar. - avisou retirando a camisa suja mostrando seu tronco mais que perfeito.


-Tô adorando tudo isso – disse secando sua enorme tatuagem que agora estava a mostra, ele claro estava alheio a que de fato eu estava me referindo.


-Ah que ótimo. Será mais uma surpresa minha e por isso não vou dizer para onde vamos – ele retirou o resto da roupa jogando cada peça pelo caminho até nossa suíte. – Cariño?


-Oi – disse colocando o último pedaço da comida na boca olhando para o meu deus grego.


-Quer se divertir? – fiz que sim com a cabeça. – Siga a trilha.


Não pensei duas vezes e o segui pulando em suas costas, beijando sua nuca. Emmett me prendeu firme com suas mãos e nos entregamos de corpo e alma ao nosso amor.


<script>document.write(Sophia)</script>´s pov


-Bom turma agora que vocês já tem como começar seus trabalhos, as duplas e seus respectivos temas eu quero pedir desculpas pelo incidente da ultima semana, aquilo nunca mais irá acontecer. Eu prometo.


Dispensei a turma e corri para almoçar , não podia me alimentar mal e logo me dirigi para uma reunião com outros professores juniors. Planejei fundir nossos projetos sociais transformando tudo em um mega projeto filantrópico.


-Vocês concordam comigo? – perguntei e todos sorriam assentindo. – Ótimo. Ana Catarina, você fica responsável pela estruturação, coloque no papel tudo o que nós acertamos aqui e entregue pessoalmente ao reitor. Jhon, você fica responsável de arquitetar uma sala multiuso para ser nosso QG, Jake meu caro, você trate de conseguir autorização para realizarmos uma mostra de arte moderna aqui no campus. Eu e você iremos atrás de patrocínio e de artistas contemporâneos. Eu irei organizar chapas para uma eleição democrática. Nossa pequena organização será composta de um presidente, um vice, um secretário e um tesoureiro. Após a eleição vamos criar cargos onde todos possam trabalhar mais intimamente . – depois que falei senti minhas pernas pesarem e a cabeça latejar de dor.


-<script>document.write(Sophia)</script> para presidente, meu voto já é seu! – Jake disse brincando e os outros concordaram.


-Jake cala a boca – joguei uma bolinha de papel.


-Nem nas forças armadas vi uma mente tão disciplinada e autoritária como a sua Anjo. - Jake voltou a brincar. – Sério, se você se candidatar ao senado de Massachusetts ou a presidência dos Estados Unidos meu voto é teu.


Todos riram.


-Ela pensa por dois Black é por isso. – disse Jhon que recebeu um cutucão de Ana Catarina.


-Não ligue para ele <script>document.write(Sophia)</script>. – ela se desculpou por ele.


-Tudo bem Ana eu sei o que falam de mim por aqui e não vai adiantar muito negar que estou grávida. Logo minha barriga começa a aparecer...- deu um sorriso amarelo. Aquilo só fez aumentar minha dor de cabeça.


Saímos para nossas aulas da tarde e minha cabeça ainda doía.


-Quanta careta Anjo. – Jake notou.


-Minha cabeça que dói.


-Tenho uma solução para seu problema. – disse


-Analgésico! – eu disse fingindo fazer grande descoberta.


Jake murchou e depois me deu o sorriso de sol.


-Tá, são duas soluções agora. – disse quase saltitando na minha frente. – um, analgésico, dois, compras.


-Compras Jake? – fiz careta mais não adiantaria nada reclamar.


Chegamos em casa, jantamos uma bela lasanha – e devo acrescentar, comi 90% da travessa e ainda roubei metade do prato do meu amigo. Tomamos banho e saímos para as tais compras de Jacob.
Fomos ao novo shopping da cidade, ele era ao ar livre, o que era muito comum na Califórnia ,mas lojas ao ar livre em Massachusetts?
Jake pegou a minha mão e me arrastou para dentro de uma loja.


-Enxoval Jake?


-Claro, já não temos tantos meses assim para comprar as coisas. Já perdemos 3 meses querida, acorde! – ele disse de um jeito estranho e nós começamos a rir.


-Isso ficou muito gay! – dissemos juntos ainda rindo.


-Ok, vamos – disse estranhamente excitada.


N/A: AH EU QUERO UM JAKE DESSE PRA MIM!!
QUEM NÃO QUER UM AMIGO DESSE? QUE AJUDA, QUE DÁ CARINHO E QUE CUIDA DE VOCÊ?!

Capítulo 31

´s pov

-Olha isso aqui – Jake me chamou.

Estávamos no setor de quartos decorados e era cada um mais lindo que o outro.

-É lindo Jake...mas o que te garante que o meu filho é um menino? E se for uma menina?

-Eu sei que será um menino, fim de papo Anjo. – ele disse olhando para mim e depois desviou para a representante da loja – Senhorita, vocês personalizam?

-Sim , claro! – disse a ruiva secando Jake.

-Ótimo, vamos querer este quarto e mais uma cadeira de balanço personalizada. – Jake estava entusiasmado demais com tudo aquilo.

-Jake, Jake pára com isso...temos 6 meses ainda para comprar e se for uma menina ? – tentei impedi-lo mais de nada adiantou.

- Anjo, nosso filho merece! Aceite meu presente, amor. – seus olhos diziam mais que suas palavras e toda a emoção do momento aflorou.

-Ai Jacob...o que eu faria sem você?

Disse me entregando as lagrimas. Senti os braços morenos de Jake me cercando em um abraço reconfortante que me transmitia paz e segurança. Nesse instante pensei ouvir a voz de Edward me chamar...mero desejo do meu coração.
Jacob beijou a minha testa e logo estávamos envolvidos em outro abraço, ele era tão alto e forte que me senti pequena e segura em seus braços.

-Vamos . – ele disse segurando a minha mão.

-Vamos.

-A propósito senhorita...quando chegarão minhas encomendas?

-Trinta dias contando a partir de amanhã. – a ruiva respondeu.

Jacob pagou à vista, o que achei inaceitável, o valor de R$ 3,500 por um quarto. Entramos em uma outra loja, dessa vez de roupas.
Me maravilhei ao ver aquelas roupinhas tão pequenas e tão delicadas. Aquilo só podia ser um sonho, tudo era maravilhoso.
Estava perdida olhando umas mantas quando Jake surgiu atrás da prateleira usando em seus dedos um pequenino par de sapatos feitos a mão.

-Que tal?

-São lindos! – disse pegando os sapatinhos de seus dedos.

-Vem aqui, há um monte deles e de muitas cores. Aí você aproveita e me ensina pra que serve isso aqui – ele me apontou um ordenhador.

-Certo. – ri.

-Onde a gente usa isso? Sério, eu to assustado agora! – ele perguntou com cara de bobo assustado.

-Isso serve pra ordenhar o leite materno, Jake. – respondi como se fosse a coisa mais óbvia do mundo.

-Ordenhar? Feito vaca? – ele arregalou os olhos - ainda bem que nasci homem! – ele disse retorcendo o lindo rosto em uma careta hilária.

Continuamos andando pela loja e senti meus olhos se encherem de lágrimas...este momento deveria ser vivido com Edward. Como queria que ele não tivesse feito o que fez! Como eu queria construir minha família ao lado dele...como o queria.
As lembranças foram me deixando enjoada e muito tonta, a dor da traição dele ainda pesavam no meu coração, ainda estava muito recente as marcas que foram feitas.
Me vi abraçada a uma roupinha de bebê no meio da loja, chorando em silêncio.
Jacob ainda não havia me notado então espanei as lembranças doloridas e comprei alguns sapatinhos e um macaquito branco que de tão pequeno cabia dentro de minhas mãos.

-Jake eu estou morta, vamos para casa? – choraminguei. Não queria que ele notasse que estive chorando e continuar ali vendo jovens casais festejando a chegada de um filho não estava ajudando em nada.

-Sua dor de cabeça passou?

-Totalmente. Você é meu anjo da guarda, sabia?

-Tô sabendo minha pequena. – Jake me deu aquele sorriso de sol que derreteria um iceberg em dois tempos. Como era bom tê-lo por perto.

Jacob carregou todas as sacolas até o seu carro , entramos e nos aprisionamos ao cinto de segurança e então liguei o som do veiculo. Tocava uma música pop qualquer que falava de sonhos de adolescência* o que me fez refletir no quanto meus sonhos juvenis haviam mudado.
Chegamos em casa e eu desabei no sofá – cama dormindo profundamente .

Emmett´s pov

-Alpes Suíços ou Buenos Aires? Buenos Aires ou Alpes Suíços? – tentava escolher o paradeiro da minha lua de mel.

-Falou alguma coisa amor? – gritou do quarto.

-Não – respondi de volta.

-Estou pronta! Pra onde vamos? – ah aquele sorriso ... aquele jeito de olhar.

-Holanda!

Puxei pela mão, retirei do vaso uma flor e a coloquei na boca e ali mesmo começamos a “dançar tango” ou seja lá que raio de coreografia foi aquela.

-Só posso tirar uma semana de folga, Cariño. Mas prometo que vamos tirar pelo menos um mês de lua de mel depois.

-Mas você disse seis meses na Amazônia! – ela fez bico.

-Fala sério! Você lembra daquilo? Eu só falei pra te irritar!

Como ela podia se lembrar daquilo depois de tanto tempo?

-Você disse e eu fiquei er...- ela estava vermelha? – imaginando como seria.

-Você é louca! – disse rindo , meus lábios contra os dela.

-Por você Emmett, sou louca por você!

Depois de decidir para onde iríamos aprontei minha mala e enfiei dentro meu notebook de trabalho...alguma coisa dizia que eu deveria levar.
Pegamos um táxi para o aeroporto e nem demorou muito para estarmos pousando. A viagem foi muito mais rápida do que eu queria, pareceu que minha mulher estava ao meu lado por uns cinco minutos apenas.

-No que você tanto pensa Emmett? – me perguntou.

-Em como sou um cara de sorte por ter você – beijei no canto de sua boca avermelhada – Em como eu te amo tanto – beijei a ponta do nariz arrebitado – No quanto quero te fazer feliz – beijei o outro canto de sua boca carnuda – No quanto eu penei pra te ter de volta – dei um selinho – No quanto eu sofri por te perder , e em todas as coisas que eu vou fazer pra te satisfazer – outro selinho – e…

-Já entendi...chega de falar naquele maldito mal entendido Emmett – ela falou tão séria que tive certeza que ela iria chorar – cala a boca e me beija logo.

Em meio a multidão que saía e chegava no aeroporto, a beijei com força e vontade. Com uma mão a prendi contra meu corpo e com a mão livre empurrei o carrinhos com nossas malas até a saída.

-Táxi, senhores? – perguntou alguém , eu apenas o mandei guardar as malas dentro do carro com a mesma mão que empurrava o carrinho.

Sentir o gosto da língua se misturando ao desejo, ao amor, a necessidade que eu tinha dela não me faria por nada parar aquele beijo.
começou a me empurrar mas eu não a deixei sair, abri meus olhos e ela estava vermelha e muito provavelmente sem ar...ah iríamos praticar aquilo até que ela criasse resistência.

-Emmett! – ela arfou me abraçando de volta. – Quer me matar? – disse sorrindo toda corada.

-Só se for de ...você entendeu!

-Pervertido!

Entramos no carro e pedi para que nos deixasse no primeiro hotel que ele visse – um respeitável dessa vez – pensei.

´s pov

-Jasper, o que você acha que as meninas devem estar fazendo agora?

-Sério? – Jazz tirou seus lindos e vidrados olhos da papelada da universidade e me olhou com cara de quem não acreditava no que estava ouvindo.

Ele levantou da sua poltrona atrás da mesa de escritório que comprei para ele, senti o peso do seu corpo em cima do meu.

-Eu acho que você deve cortar o cordão umbilical que une vocês três e você deveria usar mais a sua mente...por exemplo, você poderia estar me beijando agora ou poderíamos...você que sabe. – deu de ombros saindo bem devagar de cima de mim.

-Hey! – reclamei me sentando .

-O que ? – adorava quando ele fazia cara de anjo inocente...inocente, sei...

-Vem aqui...bem aqui – mostrei o lado vazio do meu sofá novo.

-Sim...

Ele se sentou onde eu mandei com a maior cara de safado me secando. Nós éramos péssimos nesse lance de ser sexy e provocativo...

-Eu te amo, sabia? – perguntei abraçando seu braço afundando minha cabeça em seu ombro.

-Te amo também minha flor.

-Jazz, você acha que Edward e vão se acertar? Digo, ele é casado e vai ter um filho...ele não podia ter feito isso com ela. O que me incomoda é saber que eles se amam de verdade. – ou saber que ela está grávida dele e ele nem sonha que a mulher que ama terá um filho seu. – pensei.

-Pequena, eu não sei o que e o quanto você sabe dessa história. Toda história tem duas versões. Edward não é casado com Vitória, ele “foi” – Jazz deu bastante ênfase ao termo no passado – casado. O erro mais ...mais...nem sei que palavra usar, ele foi um babaca por ter engravidado a louca da ex-mulher. Eu acredito nele, acredito que ele estava dopado pelos comprimidos que tomou enganado e confundiu Vitória com .

-Mas elas são diferentes e até onde sei a outra lá é ruiva! Nenhuma mulher é igual a outra Jasper! – quase falei mais alto que o necessário.

-Mas entenda, somos homens, era madrugada, ele estava dopado, e no escuro o corpo feminino é um só!

-Esse seu comentário foi ridículo! Todo homem no escuro também é igual e nem por isso eu deixaria de reconhecer o seu corpo ou de confundi-lo com qualquer outro homem!

-Não sei se fico feliz em saber que você nunca me trocaria por outro na cama ou se acho nós dois, dois idiotas por estarmos discutindo isso. Afinal estamos casados a tão pouco tempo...estamos nesse apê alugado que é todo e só nosso...vamos aproveitar – ele não precisava fazer manha para conseguir o que queria.

Ele me beijou com carinho e rapidinho estávamos deitados no sofá no maior amasso...é, vida de recém casada é uma eterna lua de mel!


N/A: oi flores do meu jardim! Como vão? Gostando? Comentem hein! E ah antes q esqueça a música que citei nesse cap foi da Katty Perry – teenage dream

11 comentários:

  1. Hey flor, não sei se é só comigo mas não consigo ver o nome das PP's. Então tá meio confuso. ;s

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  2. Eu amo essa fic, já li ela antes e adorei saber que você está postando aqui*u*
    Parabéns ;D

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  3. AMEI A FIC ESTOU ENCANTADA POR CADA DESCRIÇAO FEITA PELA AUTORA...CONTINUE VOU ACOMPANHA -LA

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  4. Amei continua isso está otimo. mas quando foi chegando no final os nomes ficaram diferente outros nomes mas tirando isso está perfeito amei.<<Larissa

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  5. ESTOU AMANDO ACOMPANHAR A FIC,VC ESCREVE MARAVILHOSAMENTE.

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  6. MENINA QUE CAPITULO FOI ESSE PEGOU FOGO,NOSSO JACOB HERÓI E DEAN UM PORRE COMO SEMPRE, EDWARD BEBER NÃO ADIANTA QUANDO ELE VAI PERCEBER ISSO.QUE E A PP QUE ELE QUER NÃO A OUTRA.

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  7. Eu adoro a sua fic. Já a acompanhava pelo Meninas Veneno e cá estou eu acompanhando novamente. E como diria o rei Roberto Carlos... são tantas emoções.
    Bjs, Analuamel

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  8. CAPITULO MARAVILHOSO ,NOSSO Jake FÓFO COMO SEMPRE.CONTINUE

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  9. Adoro a sua fic. Não demora tanto para nos presentear com capítulos novinhos. Quero tanto!!!
    Bjs, Analuamel

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