4 de julho de 2013

The Precious Blood by Déh - a partir do cap. 54

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PALAVRA DA AUTORA:
Leitor....
Leitora...
Escrevo-te.
Sinto-me cansada, indisposta. Lacrimosa. Palavras surgiram em meus dedos, escorridas de algum lugar dentro de mim e agora me avassalam em um nada e em um tudo inexplicável. É inexplicável a dor que sinto, é inexplicável o amor que sinto. Amo esta melancolia que me abate quando mais do que escrever, eu vivo. Vivo a vida, o sexo... e também a morte. Por vezes tento me afastar deste mundo de frases, letras, poesias... mas não consigo. Enraizada em mim, permanecem e crescem. De repente torna-se aquilo que me traduz, aquilo que me dignifica. Escrever tem sido meu amor, escrever tem sido minha lágrima. Escrever me faz abraçar a vida, senti-la junta de mim, em toda a sua magnitude etérea... Mãos dadas, companheiras, caminhamos. E isto tudo, nada significa, nada muda, o mundo não para... para me ver, para me ouvir, para me ler Mas tudo se tornou mais do que somente a mim. E é tão inexplicável, que há um momento em que dói. Dói porque transcende toca, invade. Dói porque eu me entreguei demais a este nada imenso e me fiz de instrumento. Para que? Não sei. Cabe em cada linha uma fibra do meu coração, cabe em cada linha o calor do meu peito, cabe em cada linha a força do meu afeto. Escrevo-me e dou-me. Doo-me. Refaço-me. Tenho medo de perder isto... porque estaria também me perdendo.
Por isto te escrevo. Leia. Leia-me. Sou eu, é minha alma. Um pouco, mas é! Eu te escrevo, leitor... e escrevo sobre um amor que não me pertence, não te pertence, mas nos é dado. E cada sentimento verdadeiramente sentido é o meu agradecimento. Porque, por meros minutos seu mundo parou, para ler a mim. Ler-me. Ver-me. Engrandecer-me. Que nossas almas se cruzem no etéreo.
E que minha loucura seja perdoada... porque metade de mim é amor e a outra metade.... também!
 Leiam este capítulo com o coração aberto, ouçam a música que indico , repetidas vezes, pq ela denota o sentimento, e mais uma vez eu digo: confiem em mim. Há males que vem para bem!!

Confiem em mim!


Abraço, Déh!



CAPÍTULO 54
PELO PODER DO MEU SANGUE

“Morre agora, morre
E descobrirás que não morrerás
Morre no amor e quando estiveres morto, nova vida receberás,
Novo sangue lhe correrá pelas veias.

Morre, deixa a fragilidade de tua alma carnal esvaecer-se:
Ela é a grade, tu o prisioneiro.

Morre diante da bela e imponderável rainha,
E quando morto estiveres ante tal majestade
Hás de tornar-te insigne senhor.

E aquilo que pensam ser a tua morte,
Será o início de tudo.
Da majestade verdadeira é que se regeneram os mortos.

Aguarde o silêncio da morte,
Em nome da vida...”

            Ela tinha certeza. Eles estavam ali, no meio da floresta aparentemente vazia, uma emboscada perfeita para ela e Jacob. O medo deu lugar ao ódio puro, sentiu o seu sangue ferver, seus olhos ardiam e antes que pudesse pensar, ela liberou toda a força que tinha dentro de si.
            Gritou. O brado de ódio dela era como uma promessa de morte. O grito de fez tudo estremecer ao seu redor, pairou em ondas e ecoou por todos os cantos. Por sobre o grito dela, Jacob ouviu o som de uma explosão, como se todas as vidraças de um prédio enorme de estilhaçassem ao mesmo tempo. E então, a barreira que a impedia de vê-los, o poder que impedia Jacob de se mover: tudo desapareceu.
            A primeira coisa que Jacob fez foi uivar alto, chamando os lobos para ali. Mas o terror da batalha que sua matilha enfrentava invadiu sua mente. A maior parte dos lobos lutavam contra vampiros que haviam entrado em La Push pelo mar. Não eram vampiros jovens, no peito de alguns deles pendia um pingente com o brasão dos Volturi. A luta estava acirrada.
            Viu tudo isto em um segundo. O mesmo segundo em que encarou Marcus com nojo, enquanto ele retrocedia um passo para trás, cambaleando com a força do poder que veio da mulher a sua frente.
            avançou pra cima de Marcus, mas parou imediatamente. A Ukhaha havia pego Jacob de surpresa. Rapidamente pegou a garganta dele e o rendeu pelo pescoço. O grunhido de Jacob fez o peito de sangrar. Uma lágrima caiu lenta.
_ Um passo e eu esmago o pescoço do seu amado lobo. – A voz grotesca da coisa lhe disse.
_ Muito bem… muito bem Kadinah. – A voz fria de Marcus voltou a soar. O vampiro já havia se recuperado do susto que lhe causou. _ Não esperava que você chegasse até nós tão rápido… .
            A voz de Marcus era seca e sem vida. Seu rosto frio e apático, os olhos injetados de vermelho gritavam morte. E o cheiro que vinha dele era forte… nojento.
            O peito da moça subia e descia rápido no ritmo de sua respiração. Marcus fechou os olhos, maravilhado pelo som do coração dela pulsando, pelo sangue tão precioso que corria nas veias dela. Era dele… só dele.
_ O que você quer? – Ela perguntou, já sabendo a resposta.
_ Você… vim te buscar. Quero você ao meu lado, me dando o seu sangue quando eu precisar.
            Jacob voltou a grunhir preso nas garras de Kadinah. Ela aumentou a pressão no aperto. e Marcus olharam na direção dos dois.
_ Você só precisa se entregar… e vai ser mais fácil pra todo mundo. – Marcus disse, apontando para o lobo rendido. – Eu só preciso de você. – Ele disse. Marcus não sorria, seu rosto permanecia com quase a mesma expressão. Mas nos olhos dele, podia ver uma sede infinita.
_ É mentira… - Ela disse. Voltou a olhar para Jacob. – Você vai entrega-lo a ela.
            disse, se referindo a Kadinah. Ela tinha certeza disto: se se entregasse brandamente a Marcus, ele a levaria, mas não deixaria Jacob livre. A demônio já o havia convencido que o coração do lobo alpha era tudo o que daria mais poder a ela, sua principal aliada. Kadinah queria o coração de Jacob pra si, enquanto Marcus queria o sangue de .
_ Você não tem escolha. – Ele disse.
            sentiu quando Kadinah tentava colocar a bolha em volta deles novamente, para escondê-los e paralisá-los. Eles já podiam ouvir que outros se aproximavam, sentia o cheiro de Milla. Mas ela não podia deixar a Ukhaha agir novamente.
            Quando teve certeza que a coisa não se concentrava tanto em Jacob, mas na sua própria magia, ela saltou em direção aos dois. Marcus lhe agarrou a nuca, ela rugiu exasperada e continuou olhando Kadinah com ódio. Sentiu a energia se liberar de si e a Ukhaha cambalear, como se tivesse sido golpeada no peito.
            Jacob se desvencilhou, dando uma forte patada em Kadinah. Mas ela revidou rapidamente, e fincou as unhas no dorso do lobo. Ele uivou alto e o cheiro de seu sangue se dispersou no ar.
_ Não! – sussurrou, enquanto lutava por se libertar de Marcus. Mas sua velocidade não parecia ser o suficiente para livrar-se dele. Ele era ardiloso e concentrado na luta… agia como se esperasse cada golpe que dava.
            A moça gritou mais uma vez e finalmente, ela viu Milla surgir atrás de Jacob. A vampira saltou pra cima da Ukhaha, que parecia disposta a investir mais uma vez em Jacob. Milla armou um chute para dar exatamente no peito de Kadinah, mas esta agarrou seus pés e a fez voar em direção oposta.
            Lobos chegaram. Mas a notícia ruim era que com eles vinham outros vampiros. sabia que todos eram experientes, não meros recém-criados. Rapidamente contou: dez vampiros, sete lobos. Todos se misturaram na clareira. Estavam em desvantagem. Então arriscou… se concentrou e liberou todo o seu cheiro. De repente o alvo era só ela.
            Milla se pôs então a sua frente, lutando com dois ou três vampiros ao mesmo tempo com uma ferocidade impressionante. Nada tinha a ver com a menina humana de meses atrás. No meio do caos se perdeu de Marcus. Mas viu Kadinah tentando passar vampiros e lobos e alcançar Jacob que estava protegido por Seth em Embry. O ferimento em seu dorso parecia maior do que ela imaginava.
            Ela correu para a coisa, ciente de que se ela não a matasse, Kadinah mataria Jacob. Tudo o que ela tinha que fazer era destruir o interior da cabeça do demônio. Ela sabia disto, sabia como fazer.
            Kadinah a viu se aproximar e sorriu, como se a incentivasse. Antes que pudesse golpeá-la, teve que desviar das garras de Kadinah. Voltou a investir, com gana. Desviou mais uma vez das mãos asquerosas e deu um golpe certeiro em suas costelas. Kadinah saltou pra frente, mas passou uma rasteira em . A moça quase caiu, mas se recuperou rápido. Se virou novamente e se deparou com uma espécie de barreira mágica. Sorriu maligna para a coisa antes de romper com aquilo com um poder que antes ela nunca tinha usado, nem sabia que tinha.   
            Ia voltar pra cima de Kadinah, mas novamente teve a nuca agarrada. A morena foi jogada contra um enorme carvalho, que rangeu sob o impacto.  Abriu seus olhos para ver Marcus lhe encarar sedento. Agarrou as mão dele, mas o vampiro investiu o próprio corpo contra ela. A arvore não suportou e caiu.
            O estrondo da arvore caindo acompanhou o uivo dolorido de um lobo. O coração de disparou ainda mais, provocando a sede do vampiro que agora estava em cima dela, por entre destroços de madeira, imobilizando-a com o corpo. Ela se debateu desesperada, enquanto ele tentava a todo custo lhe morder.
            Então ele estava longe novamente. Milla o havia arrancado de cima dela e agora os dois lutavam.
_ Maldito! – Milla grunhia.
            passou pelos dois, procurando Jacob, mas uma vampira ruiva interrompeu seu caminho. Parecia que havia mais deles por ali. desviou e investiu repetidas vezes antes de conseguir arrancar a cabeça da fria.
            Outro uivo. olhou pro lado e viu Brad caindo… uma fratura exposta em uma de suas patas. Um vampiro saltava pra cima dele. Ela ia ajudar, mas Nessie apareceu nesta hora. O vampiro ficou confuso um instante, parecendo se embaralhar na visão. Foi o instante necessário para Nessie saltar e lhe arrancar a cabeça sem hesitar.
            olhou pra Nessie e a viu com os olhos escuros, a face de anjo distorcida em fúria, tal como Milla. Mas logo elas tiveram que desviar de algo peludo que passou voando em suas cabeças. Seth! Ele fora jogado longe por Kadinah. Milla gritou.
            e Milla correram em direção a Ukhaha. Marcus parecia ainda firme, mas Renesmee ousou ficar em seu caminho. Concentrou-se e focou na mente do vampiro milenar, criando uma visão completamente diferente da que havia ali. Então ela foi pra cima dele, chutou-lhe o abdômen, tentou agarrar sua cabeça, mas ele reagiu.
            Agarrou os cabelos da hibídria e jogou seu rosto contra outra arvore. Nessie cambaleou, mas se levantou. Seu sangue começou a turvar a visão.  Limpou os olhos a tempo de ver uma mulher linda e frágil encarando Marcus profundamente triste. Ela era loira, sua face delicada, tinha o corpo alto e esguio.
_ Quendra não! – Nessie ouviu Marcus sussurrar.
_ Suma daqui… - Ela disse de volta. Uma luz cegou os olhos de Nessie e depois ela não pode mais ver Marcus por ali… nem ele e nem a bela mulher loira.
            A hibídria olhou ao redor, ainda havia muitos vampiros resistindo e muitos lobos feridos. E que brigava furiosa no meio dos vampiros. Do outro lado Milla tentava agarrar a Ukhaha, mas não parecia ter muito sucesso. Em outro canto Jacob lutava, mas Nessie podia ver que ele estava ferido gravemente. Embry o ajudava, mas o vampiro que lutava contra eles parecia ser o mais forte.
            Ela podia ir pra qualquer pessoa, havia muitos para ajudar, mas tudo o que sentia era que precisava proteger Jacob. Correu em direção a ele, mas aconteceu tudo muito rápido. Ela teve que defender Seth de outro vampiro. A mulher loira voltou a aparecer e alguns vampiros começaram a recuar, ao mesmo tempo que a Ukhaha urrou de ódio e agarrou Milla pelo pescoço o apertando. Nessie sobressaltou-se temendo que a amiga morresse.
            parecia ter o mesmo sentimento, pois logo estava em cima da Ukhaha, agarrando os tentáculos que havia em sua cabeça. Os tentáculos se agarraram nas mãos de , ardia, mas ela não hesitou. Afundou mais as mãos até quase alcançar o centro da cabeça, em que algo pulsava. Conseguiu afastar os tentáculos do seu caminho, para pegar a coisa que reluzia e dava vida a Ukhaha, mas ela se jogou pra trás, fazendo as duas caírem.
            Kadinah se levantou antes de e estava prestes a dilacerar o pescoço da moça com suas garras quando um uivo furioso cortou o ar. Jacob via o que a demônio pretendia. Kadinah sorriu. tentou se erguer, mas Kadinah lhe chutou e se virou, recebendo Jacob que saltava pra cima das duas tentando defender a esposa. A Ukhaha ergueu a mão posicionando as garras e foi de encontro a Jacob.
_ NÃOOOOOOOO!!!! – gritou, lutando para se erguer do chão. Mas não foi tão rápida. Viu apavorada as garras longas de Kadinah rasgar o peito do lobo castanho-avermelhado antes que Nessie e Milla, que corriam naquela direção, chegassem até ela.
            Nessie imediatamente tirou a criatura de cima de Jacob, as garras saíram dele e o sangue jorrou. Jacob caiu. Milla segurou a Ukhaha e, furiosa, se ergueu sem sequer saber como e partiu para cima da criatura. Nessie agarrou os tentáculos da cabeça da coisa e chegou a tempo de enfiar a mão na cabeça dela, romper com a pele e arrancar com ódio o miolo reluzente que lá havia.
            Ela caiu aos pés de , sem vida. A ultima demônio Ukhaha estava morta.
            Um pouco mais a frente, estava o corpo de Jacob, aos poucos voltando a forma humana… o sangue se espalhando ao seu redor e o peito de morrendo. Era exatamente a mesma visão que a tinha atormentado nos últimos meses. Tudo deixou de ter importância ao redor dela, naquele momento era só Jacob, só pensava nele e faria tudo por ele. 
_ Não! – Aquela palavra escapou por seus lábios de forma pesada. E era muito mais do que uma negação fraca da realidade. Era uma determinação forte: “não, aquilo não ia acontecer”. – Não!
            Ela repetiu, finalmente se movendo, criando a consciência de que a luta realmente havia acabado, que eles haviam vencido e os vampiros que não foram mortos fugiram. Mas tudo o que a guiava naquele momento era o “não”. Ela não permitiria que aquilo acontecesse com seu marido.
            correu e se ajoelhou ao lado de Jacob. Passou a analisar o seu real estado. Ele respirava com muita dificuldade, seu olhar estava perdido, o seu coração batia cada vez mais fraco e ele perdia muito sangue a todo momento. Ela tirou a sua própria blusa, não se importando que ficasse seminua, e a rasgou em pequenas tiras, precisava fazer tudo muito rápido.
_ Leve os outros lobos feridos a Carlisle. Seth, entre em contato com os Cullen e diga que precisamos deles aqui: AGORA. – ordenou, enquanto suas mãos trabalhavam em velocidade incrível para estancar o sangramento dos ferimentos de Jake.
            Todos que permaneceram estáticos e em choque ao lado dela ao ver a mesma cena – Jacob Black, o lobo alpha, a beira da morte – despertaram. A voz de era mecânica, suas atitudes pareciam frias, mas havia nela uma determinação tão forte que todos sabiam o que ela queria dizer com aquela postura. Naquele momento, não havia tempo pra chorar, não havia tempo pra ficar assustado ou em choque. Eles tinham que continuar agindo, continuar lutando… lutando pra tentar alcançar um milagre.
            Seth ignorou o seu braço quebrado e se pôs a ajudar os outros lobos feridos. Milla e ele, como vinha acontecendo a dias, apenas se olharam, e isto bastava para que dessem força um ao outro, mesmo ainda não sendo capazes de se tocar.
            debruçou-se sobre Jacob e analisou a profundidade dos ferimentos. Os cortes no peito eram os mais profundos e aqueles que mais chegaram perto de mata-lo. O ferimento mais antigo em seu dorso não havia cicatrizado nem um pouco, a cura rápida dos lobos parecia não ter tido efeito nenhum. Ele perdeu sangue por aquele ferimento durante toda a batalha, e já estaria fraco o suficiente só com aquilo. E não havia indícios de que ele poderia se curar sozinho. Isto só significava uma coisa: nas garras de Kadinah havia algum veneno que impedia o processo de cura natural dos lobos.  
_ Eu preciso levar Jake pro hospital agora. Nessie… você aprendeu algo com seu avô? – A moça perguntou, enquanto cuidava de imobilizar Jacob para ser transportado até o hospital de Forks.
_ Sim… eu já vi ele agir em cirurgia e ajudei a…
_ Vá ao hospital… na nossa frente. Prepare uma sala de cirurgia ampla com todos os recursos possíveis. Use o seu poder para enganar a mente de qualquer humano que possa se meter no caminho. Vai agora, estou logo depois de você. – A voz autoritária de não fez Nessie nem pensar… ela simplesmente foi.
            Como todos ali, ela não tinha condições de decidir nada… por isto todos agiam tão passivamente as ordens de . Eram as únicas alternativas possíveis.  
_ Milla, me ajude a leva-lo. – ordenou, dessa vez se dirigindo a Milla. Se afastou minimamente do corpo de Jacob. – Pode carrega-lo? Rápido?
_ Posso. – A menina disse. Naquele momento, no entanto, ela não era mais a vampira feroz… ela era uma menina com muito medo e muita insegurança. Mas ela teria de ser forte um pouco mais, porque precisava dela.
            Num instante Ludimilla se abaixou e pegou Jacob nos braços da forma como instruiu. Ele quase não pesava, ela suportava carrega-lo facilmente. O sangue dele, no entanto, começou a manchar suas vestes rapidamente. Aquilo lhe estremeceu as pernas.
_ Milla, por favor. Não enfraqueça. Eu preciso de você! Agora só você e a Nessie vão poder me ajudar. – E naquele momento, havia fragilidade e medo no olhar de , mas foi um lapso.
            Logo que Milla se empertigou e se pôs a correr em direção ao hospital, a morena se arrumou e foi atrás. Em sua cabeça, nada do que deixava pra trás era importante, tudo poderia ser deixado pra depois, tudo poderia ser visto depois. Jacob não… ele precisava dela agora.
            Só uma coisa reteve sua atenção: Quendra. passou por ela no caminho. Em sua forma humana, parecendo frágil e desgastada. A elfo olhou para Jacob nos braços de Milla e não esboçou reação alguma. O olhar perdido dela encarou e nada disse: nenhuma explicação, nenhuma ordem. Havia um abismo negro no olhar da elfo, ela parecia perdida nele. Então ela desapareceu, deixando tudo nas mãos de e somente dela.
            Nada mais deteve a moça, que saiu atrás de Milla correndo em direção ao hospital. A cada momento, o som do pulsar do coração de Jacob mais fraco… o tempo perdido era a vida dele escoando por entre os segundos.
            Não demorou muito, Milla alcançou uma distância considerável de . Ainda que ela estivesse sendo cuidadosa com o transporte do lobo, ela conseguia ser mais rápida do que qualquer um. a deixou ir na frente, apenas gritando instruções sobre o que ela deveria fazer ao chegar ao hospital.
            Muito perto do hospital, dois lobos lhe alcançaram. Eram Paul e Quil.
, está me ouvindo?”
            Paul perguntou, testando o mesmo tipo de comunicação que Jared tinha tido com a moça mais cedo.
“Sim”. Ela disse, concisa, concentrada em seu caminho.
“Os Cullen estão vindo. Os lobos feridos foram levados para a mansão, o doutor presa chega em vinte minutos.”
            A moça apenas acenou com a cabeça.
“E Jake?” Paul perguntou, receoso.
            permaneceu em silêncio até o momento em que quase saíam da proteção das arvores para entrar no pátio de estacionamento do hospital.
“Protejam os arredores do hospital. Não permitam que nenhum vampiro se aproxime, nem mesmo  um dos Cullen.”
            Isto foi tudo o que disse a eles. Depois virou e entrou no hospital. Ninguém parecia vê-la passar, suas faces concentradas no que faziam, a moça sabia que aquilo era efeito do poder de Nessie, que já devia saber que ela estava ali. se guiou pelo cheiro de Jacob, pelo cheiro do sangue dele, e logo estava em uma sala ampla, coberta de azulejos brancos e com uma grande mesa cirúrgica em seu centro. O ambiente era conhecido, ela já havia estado muitas vezes em lugares como aquele. Poderia dizer que era até familiar. Mas naquele momento aquilo parecia opressor, frio demais.
            Milla estava parada ao lado da mesa cirúrgica em que Jacob estava deitado. Nessie agia da forma como sabia para tentar evitar que Jacob sangrasse mais. se movimentou pela sala rapidamente  pegando objetos, instrumentos cirúrgicos, agulhas, medicamentos.
_ Ele perdeu quase todo o seu sangue. Eu mal posso ouvir a pulsação. – Nessie sussurrou. – Não há nada que faça parar… e os ferimentos não fecham!
_ Nós vamos forçar o sangramento parar. Tem que interferir cirurgicamente. – disse trêmula. - E depois vamos fazer uma transfusão de sangue. – Disse. Milla olhou assustada pra morena, que já tinha todos os equipamentos preparados. – Eu vou dizer o que terão de fazer. – Ela lhes disse.
_ Como assim? – Milla perguntou quase em pânico.
            não respondeu, agiu. Uma mascara de oxigênio foi colocada no rosto de Jacob. As meninas obedeciam precisamente cada instrução que lhes dava, mas além disso, parecia dominá-las de alguma forma, de um jeito que elas pareciam saber o que queria que elas soubessem. injetou soluções salinas diretamente nas veias de Jacob para tentar repor o volume de sangue perdido, diluindo o que ainda restava. Mas isto não surtiu os efeitos precisos e seus sinais vitais diminuíam cada vez mais.
            O coração de Jacob parava. Em sua primeira parada cardíaca não pareceu perder o controle, o trouxe de volta. Mas ela sabia que ele não suportaria uma segunda.
_ Hemorragia classe IV… transfusão sanguínea urgente… - sussurrava pra si mesma, enquanto se  movia desesperada pela sala. - Ele precisa de sangue. – Ela disse. Era preciso repor toda a significativa quantidade de sangue que ele havia perdido e, mais do que isto, devolver a ele a capacidade de cura de seu próprio corpo. Do contrário Jacob não aceitaria nenhum medicamento, o corpo dele simplesmente não reagia a nada.
            Mas Nessie não compreendia. A hibídria tinha certeza que havia algum veneno no organismo de Jacob que o impedia de reagir. Seu corpo, mesmo que recebesse sangue, não parecia ser capaz de se curar. Mas a menina não quis dizer isto a , pois ela parecia convencida que tinha como salvar o lobo.
_ Ele precisa de muito sangue, . E precisa agora. E o sangue dele é diferente… Qual sangue ele vai receber… onde nós vamos arrumar? – Milla disse.
            O rosto de Jacob estava quase sem vida, seus lábios arroxeados e, assustadoramente, sua pele estava fria.
_ O meu sangue… - sussurrou. – O meu sangue vai te salvar, meu amor. – Ela disse.
            Por um segundo, por somente um segundo, parou. Olhou pra seu amor, acariciou-lhe a face e uma lágrima caiu. Por Deus! A pele do homem lobo estava fria!
            Depois ela voltou a sua frenética corrida.
            As outras criaturas que acompanhavam a agonia, tão capazes e tão poderosas, estavam tontas. Só depois de tudo pronto, perceberam que já estava tudo preparado para a retirada rápida do sangue de .
            A moça parecia um vulto ao redor das vampiras. Mas quando Nessie e Milla entenderam o que ela ia fazer entraram em pânico. estava preparada para retirar seu próprio sangue e dar a Jacob, porque ela sabia que seu sangue era mágico e que poderia suprir mais do que qualquer outro tudo o que Jacob precisava. Mas o problema era…
_ … nós não vamos resistir… - Milla disse, já com a voz arrastada.
            Lágrimas caíam a esmo pelo rosto de , ela nem ao menos se dava conta que chorava.
_ VOCÊS PRECISAM! – Ela gritou. – Precisam… - Murmurou. – Só posso contar com vocês. Vocês tem que resistir ao cheiro e, mais do que isto, vão precisar fazer tudo o que eu não vou poder fazer.
            Nessie se sentiu estremecer quando a própria injetou uma agulha em seu braço direito e o seu sangue começou a correr pelo tubo fino levando a uma bolsa. A moça se sentou em uma cadeira próxima a mesa de cirurgia.
_ Nós vamos ter que manipular o seu sangue? – Os olhos de Milla, que jamais perderam a coloração vermelha depois que chegou da ilha, escureceram.
_ Vão… eu vou fazer parte disto com vocês… - a moça respondeu.
_ Como? – Nessie murmurou, retendo os músculos.
            Os olhos castanhos de encararam as duas. Como? Esta era a pergunta. Durante a conversa, dez preciosos segundos se perderam. Não havia tempo. Como?  A pergunta soou na mente da moça novamente… e a resposta veio de dentro de si. sabia como.
            Os olhos castanhos mudaram. As pupilas cor de café se dilataram, aos poucos tomando conta de quase toda a íris e o olhar de pareceu engolir as almas preciosas de Milla e Nessie.
_ Anoyahew nok blohodir… - A magia élfica escapou pelos lábios morenos. – Pelo poder do meu sangue.
            Após dizer aquilo algo mudou. As meninas sentiam dentro delas, vendo o que elas viam, sentindo o que elas sentiam. E passou a sentir uma sede dupla pelo seu próprio sangue. Mas ela era muito mais forte para resistir.
            O comando mágico fizeram as mãos de Nessie agir. A pele de foi perfurada em outro lugar, mais sangue indo para bolsas, enchendo-as rapidamente. Enquanto isto Milla estava na mesa de cirurgia frente a Jacob. Suas mãos eram precisas, sabiam o que fazer. No peito de Jacob os ferimentos profundos deixavam a mostra seu interior. Milla podia ver precisamente o corte na artéria muito próxima ao coração, os ossos do tórax pareciam ter sido cortados por lâmina afiada. E lá, no centro das células sanguíneas, resquícios de uma substância negra poluía o sangue tão distinto do homem lobo.
            As mãos comandadas por magia iniciaram uma cirurgia delicada e rápida. No dorso de Jacob pontos foram dados, tudo que estava aberto delicadamente fechado. A pressão de Jacob oscilava entre baixa e quase nada.
            Sentada na cadeira, com seu sangue sendo retirado ao máximo, se sentia sonolenta, enfraquecia aos poucos, mas algo maior, dentro dela, agia com uma força impressionante. Seus olhos piscaram lentamente, sua respiração baixa e lenta parecia ser um dos raros sons daquele lugar, salvo os aparelhos que estavam ligados a Jacob.
            As primeiras duas bolsas de sangue foram completadas e retiradas, logo sendo substituídas por outras. Então sentiu a força de duas feras. Sua garganta seca, um rugido fraco arranhando sua garganta pra sair. A sede de Nessie e Milla, o desejo delas, a atormentava. apertou os punhos, os olhos e cerrou a mandíbula. E rugiu. Milla, com o pouco de consciência que tinha sobre si, prendeu a respiração, aliviando seu próprio tormento e o de .
            Nessie injetou as agulhas que levariam o sangue tão precioso nas veias de Jacob e a transfusão começou…
            O esforço mágico, a perda de sangue… sentia a inconsciência lhe chamar.
_ Não… - Sussurrava para si mesma, mais uma vez.
            Abriu os olhos, para ver o rosto de Jacob pelos olhos de Nessie… onde estava o brilho de sua pele castanha-avermelhada? A cor de seus lábios? Nessie ergueu a mão e afagou o rosto sem expressão… frio. Ele estava tão frio.
            Era como se uma serpente se enrolasse no coração de , começava a doer, doer muito, lá dentro.
            Então a pressão de Jacob voltou a cair… mais… e mais…
_ Aceita… aceita o meu sangue… - A voz chorosa de implorava.
            Milla fazia o que era pra fazer… o sangue de entrava lento dentro de Jacob e brigava com o veneno do demônio que estava nele…
            Uma batida do coração… lenta… fraca… quase perdida… mais uma… ainda mais baixa.
“Não vai… não vai…” Era a prece muda de .
            Do lado de fora do hospital, um uivo lacrimoso, que ajuntou-se com outro e mais outro. Os lobos sofriam… algo era arrancado deles. O choro da matilha doía. 
            Um solavanco sacudiu o corpo de na cadeira. Doía!
            Nessie foi socorrê-la. As unhas de cortavam sua própria mão devido a força com que ela as fechou. Os lábios da moça já estavam brancos e as lágrimas caiam escassas e gélidas cortando caminho por entre as pálpebras cerradas.
_ Jacob… meu amor… único amor… - Era seu murmúrio incessante.
            Uma batida do coração dele… depois de longo tempo… mais outra. podia ouvir a agitação de Milla ao redor da mesa cirúrgica, mas nem tinha consciência do que, exatamente, Milla era conduzida a fazer, mesmo que fosse a magia vinda dela que comandasse a vampira. Abriu os olhos, lentamente virou a cabeça em direção a Jacob… Uma luz bonita o rondava, um calor brando encheu a sala, envolveu o corpo de .
_ Não… - Ela murmurou. – Não, não, não!
            fechou os olhos novamente… o calor começou a aquecer o seu coração, um cheiro conhecido e confortável lhe perfumou os sentidos, um amor tão belo começou a fazer força para arrancar a serpente de dor que sufocava o coração de .
            Ainda sim havia dor nela, e ela repetia:
_ Não… não vai…
            Abriu os olhos, a luz se afastava do corpo dele… se dispersava e parecia tomar conta de tudo.
_ Não… eu preciso de você… aqui! Não, não, não! – Já não havia força em sua voz, seu corpo cedia, sua visão embaçava.
            Era como um abraço lhe envolvendo… uma presença forte pairando ao seu redor e lhe dizendo:
“Estou aqui… estarei do começo ao fim… nada pode vencer isto… nosso amor”
_ Não! – Ela repetiu, débil, sem mais coragem para abrir os olhos.
            Mas o rosto dele com aquele sorriso, surgiu em meio aquela escuridão. Tão doce, tão quente e tão suave que o pesadelo parecia se converter em sonho.
“Estou em você… em você para sempre…” A rouquidão daquela voz, lhe acariciando a ferida que se abria aos poucos… não!
_ NÃO! – O grito escapou. abriu os olhos, voltou a ouvir.
            Ouviu uma ultima batida daquele coração… e mais nada.
_ Massagem cardíaca… traga-o de volta! – Foi o que conseguiu sussurrar a Nessie e Milla antes de se render ao peso da inconsciência.
“Durma meu amor…” Jacob lhe disse, de algum lugar muito perto e muito longe.
CAPÍTULO 55
ABRA SEUS OLHOS
“Para bem ou para mal,
Eis que os amantes amados sempre regressam.
O amor nobre há de engrandecer almas,
O amor vil há de condená-las”
          A magia dela lhe trouxe até ali. Em um segundo atrás, ele estava em meio a uma guerra, agora, não mais. Ela não havia trazido de volta nenhum dos vampiros que ele ordenou que o acompanhasse, tão pouco Kadinah, que a uma hora dessas ele sabia que já estava morta. Quendra a queria morta. Da última vez que se viram, Quendra disse a ele que não a pouparia.
            Apesar de tudo o que lhe dissera, apesar do que ela confessou… a elfo ainda não estava ao lado dele.
_Se eu fosse humano ainda, Quendra… se estivesse perdido na vida humana… você não lutaria por mim? – Ele ainda se lembrava do que havia dito a ela, há dias atrás, quando ela seguiu Kadinah para Voltera.
_ Sim… lutaria.
_ O amor que Hector, o humano que eu era, lhe tinha… ainda está aqui. Em mim. Não pode mais lutar por isto? Não quer mais lutar por mim?
            Os ecos da conversa conturbada que o vampiro teve com a elfo ainda parecia ressoar nele. Ele ainda se lembrava dos olhos castanhos dela o queimando enquanto estavam fixos nele e só nele. Marcus poderia oferecer tanto a Quendra… tanto! Mas ela ainda se recusava a se entregar.
_ Como você a descobriu? Como descobriu ? Foi a maldita Ukhaha?  - Ela perguntou.
_ Não gosta que eu a tenha? Não gosta que uma Ukhaha, a única criatura capaz de descobrir os segredos dos elfos, esteja ao meu lado?
_ A magia que ela usa pra isto é pútrida… nefasta… Te contamina ainda mais! - Ela lhe dizia indignada, como que tentando convencê-lo a se afastar da Ukhaha para poupar sua ‘alma’... Como se tentasse convencer a si mesma que aquilo era inaceitável.
_ Minha querida… não existe magia boa ou má… existem apenas as que são poderosas e as que não são. Não temos que escolher o lado negro ou redentor… Apenas o que nos garante maior poder…
_ Não é assim… - Ela insistia, mas não parecia tão convencida disto.
_ É… você sabe que é. Fique ao meu lado, entregue a filha de Lairon em minhas mãos… nós podemos ter tudo Quendra! Tudo! E eu só seria capaz de dividir meu poder contigo. Você sabe! Sabe que o seu amor é a única coisa que me impede de perder-me completamente… Venha para mim Quendra…
_ Não…
            Ele pensou que a teria.Os olhos dela, que estavam tão sofridos enquanto ele lhe confessava o amor intacto depois de séculos e séculos, pareciam mostrar que ela ainda o queria… Quendra o queria! Mas o maldito dever élfico ainda a impedia.
            E foi isto que a fez ir até La Push aquela noite, o tirá-lo de lá… tirá-lo de tão perto de Black! A elfo ainda tinha o dever de proteger a preciosa . E  para isto ela tinha que sepultar seus próprios sentimentos, seus próprios desejos. Malditos sejam os elfos e Aquele que os ordenava!
_ Malditos! – Ele sibilou.      
            Marcus entrou então pelos corredores subterrâneos de Voltera, furioso. Esteve tão perto… quase pode sentir o gosto dela em sua boca. E tudo saiu de controle. E além de tudo, perdeu Kadinah…
            Ele estava sem a Ukhaha, que burlava a proteção dos elfos, sem Quendra e sem a humana-elfo, que estava cada vez mais poderosa.
            Seus passos apressados não produziam som, seu manto negro e pesado era o mesmo que o da batalha, ainda guardava um pouco do cheiro de . Seus pensamentos deixaram sua paixão frustrada para trás e se focaram na mulher de sangue precioso. Um rugido soou do peito do vampiro sisudo. Ele constatou por si mesmo o que Kadinah professava há tempos: estava a cada dia mais forte. Ele esperou muito tempo. Precisava tê-la antes que não tivesse forças pra lutar contra ela.
            Mas agora ele não tinha Kadinah e sua magia funesta para mostrar onde andava a moça, mostrar o que ela fazia. Antes ele tinha pouco, mas ainda assim tinha. Agora ele teria que fazer tudo por conta própria.
            Entrou em seus aposentos impaciente, pouco se importando com a outra figura de manto negro ao canto do cômodo.
_ Planos frustrados? – Aro disse. Marcos retirou suas vestes e nada disse enquanto se encaminhava a um banheiro espaçoso. O choque térmico provocado pela água férvida na pele fria do vampiro o fez soltar um suspiro. - Você não quer mais a família Volturi? – Aro voltou a perguntar.
            Aro sabia que aquele Marcus que conheceu quando ainda era humano nunca tinha morrido. E agora ele despertava, Aro podia ver novamente o ódio lascivo no olhar que por tantos séculos foram os mais apáticos que  conhecia. Por alguma razão, a força sombria de Marcus regressava com força, os gestos voltaram a ser mais firmes, a frieza mais dura, as frases mais cínicas. E agora ele dava ordens a Aro. Coisa que Marcus não fazia desde quando se firmou o reinado do clã Volturi.
            Por ordem de Marcus, Aro impediu que os vampiros da guarda caçassem vampiros arruaceiros. Por ordem de Marcus, Aro mandou Heidi transformar humanos e deixá-los a solta em áreas populosas. Por ordem de Marucus, Aro recomeçou a recrutar mais menbros para a guarda. E naquele dia, Marcus havia desaparecido, levando alguns dos melhores vampiros de  combate da guarda consigo.
            Nenhuma explicação.
            Aro não gostava daquilo, pois ninguém, jamais, era capaz de saber o que poderia vir de Marcus… Nem o próprio Aro, quando procurava lhe tocar para invadir sua mente.
_ Não faz mais diferença. – Marcus disse, ao voltar para o aposento, vestido em um roupão negro. Um canto dos seus lábios se ergueu, um meio sorriso de escárnio tomou a face pétrea. – Com medo de perder o posto?
            Aro estava certo: o antigo Marcus despertava. Talvez isto estivesse relacionado ao segredo tão bem guardado na mente dele, um segredo que Aro nunca pode ter acesso na mente de Marcus. Havia no vampiro um abismo oculto. Aro nunca teve problemas com seus poderes, exceto quando Isabella Swan apareceu em seu caminho. Mas com Marcus, o vampiro que lhe transformou, sempre foi assim. Havia uma parte da mente dele, do passado de Marcus, que Aro nunca pode ver.
            Até ali, a relação de união e poder entre os líderes vampiros se manteve oculta. O império Volturi alicerçado sob mentiras e histórias mal contadas.
 _ Você o quer? O meu posto... quer tudo só para si novamente? Como era no início?– Aro disse. Tentou esconder de si próprio a raiva que lhe dava só de pensar em ter que abandonar seu status de poder que toda aquelas farsas lhe garantiu. Escondia ao máximo, porque Marcus sabia muito bem aqueles que eram fiéis a ele, ou não.
_ Pode continuar com seus jogos de poder, Aro. Pode continuar brincando com suas coleções de talentos, se divertindo com seus peões… Eu lhe disse que daria isto ao te transformar, eu te dei isto por séculos e não vou tirar.
            Marcus andou em direção ao enorme espelho que tomava quase uma parede inteira de seu aposento. Se olhou: ele já foi mais belo. Sua pele estava porosa, parecia frágil. Seus olhos já não tinham aquele brilho que tanto causavam terror e impacto. Seu corpo de atleta grego, seus traços harmoniosos … tudo parecia escondido pela opacidade do tempo. Já se sentiu mais belo, mais poderoso, mais invencível. Há tempos não se sentia assim, há tempos não tinha sequer vontade de se sentir assim. Tudo pela maldita elfo… pelo que Quendra lhe fez perder.
            Mas há oito séculos atrás, surgiu uma esperança… e só agora ele estava perto de alcançar o poder que tanto almejava.
_ Meus planos são maiores que isto. – Ele terminou de dizer a Aro. – E foi muito bom o papel que representou até aqui… eu nunca quis nenhuma espécie de foco sobre mim. Você é um dos poucos que sabem disto… - Marcus se virou para o vampiro que ousava lhe chamar de “irmão”. – Mas não se esqueça que nunca ocupou uma posição acima de mim… e nem vai ocupar. Ninguém vai. – A voz gelada e monótona disse.
            Aro riu aquele riso exagerado dele. Marcus abominava aquilo. Seres que riam daquela forma louca, não contendo seu nervoso ou expectativa, não tinham controle de si mesmos. E jamais eram dignos de ter o controle de tudo. Aro sempre achou que tinha este controle… mas nunca passou de um imbecil lunático. Mais imbecil que ele somente Caius. Mas Aro foi muito providencial para a vida de Marcus, no entanto. Conseguiu, através dos séculos, montar um “império” com muitos soldadinhos úteis. Jane, Alec e principalmente Chealsea. Tinha grandes planos para esta ultima.
_ Eu sempre permaneci fiel a você… Marcus. – Ele lhe disse.
            Marcus virou as costas para ele.
_ Eu sei.
_ Os seus… planos  maiores… - começou ele.
_ O que tem eles? – Marcus interrompeu a falação de Aro bruscamente.
_ Bem… eles continuarão a envolver a nossa inércia em relação aos ataques de vampiros nada discretos aos humanos? Tudo está tomando proporções incalculáveis. – Aro terminou de perguntar. Os olhos de Marcus se estreitaram.
_ Eles atacam porque eu quero que eles ataquem. Os vampiros são meus… existem todos por minha causa, eu sou a origem desta raça. E em breve os humanos também serão meus… em breve…
“…Quando eu tiver força o suficiente pra que nenhuma criatura ouse lutar contra mim”. Marcus completou em sua mente. Novamente pensou na filha do elfo Lairon. Sua boca se encheu de veneno. Precisava dela.
_ Não seremos mais seres ocultos? – Aro tornou a perguntar. Diante da falta de resposta ele voltou a dizer. – Isto vai ser o caos… poderemos perder o controle.
            De repente um sorriso pleno brotou nos lábios de Marcus, surpreendendo Aro. Mas o que o vampiro tagarelava já não importava a Marcus.Ele havia sentido a presença dela… ele sempre sentia. Desde que nasceu ele sempre sabia quando ela estava perto.
_ Não Aro… eu nunca perdi o controle de nada. – Ele disse, se virando para porta, onde uma silhueta aparecia. Marcus sorriu mais, ficando belo com o ato. Uma beleza fúnebre. – Vieste pra mim… - Ele disse a ela, que deu um passo a frente. - … Quendra…
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            Seus sorriso sempre seria aquilo de mais belo que ela teria. E Jacob sorria, suas mãos quentes afagaram seu rosto.
_ Com saudade de mim? – Ele perguntou, enquanto suas mãos desenhavam as curvas de seu corpo. Estavam deitados em uma cama espaçosa, confortável. Era tudo muito claro e os lençóis brancos aumentavam aquela sensação de paz.
_ Sempre… - respondeu, se permitindo sentir aquela presença tão viva de Jacob perto de si.
            Ele lhe abraçou mais forte, beijou seu rosto. Quente… se sentiu aquecida.
_ Está tudo bem. Eu disse que ficaria com você… não disse?        
            estremeceu. Não, ele não disse que ficaria.
_ Você  não disse… não disse! – Ela soluçou. Chorava.
_ Mas digo agora: estou aqui. Vou ficar com você. Está tudo bem, . Está tudo bem meu amor…
… Está tudo bem… está tudo bem…
            Não, não estava tudo bem. Não estava nada bem. Novamente ela mergulhou na escuridão, a esmo. Sentia seu espírito longe de seu corpo e maior. Ela sentia que estava maior e mais poderosa. Queria ela ter poder sobre tudo, mas não tinha. Estava em um mundo etéreo, mas, ainda que sofrida, jamais se sentia sozinha.
            Como podia aquele amor a sustentar quando ela queria deixar-se ir, se perder? Como podia o sol resplandecer dentro dela quando tudo estava cinza? Aquele sol que morava em seu peito a aquecia, quase lhe dava a certeza de que eram os braços dele que ainda a envolviam, a embalavam. Ainda havia o tom de seu riso morando dentro dela, o sabor do nome tatuado em seu coração a tentar forçar uma alegria nela. Uma alegria que não fazia sentido funcionar.
            Ela continuou no fundo do abismo, naquela nuvem de escuridão do vácuo que assola uma alma perdida. Mas a voz dele, de alguma forma, parecia chegar até ela, dizendo:
_ Acorda amor… está tudo bem… eu sempre estarei aqui. – O timbre rouco que estremecia seu ventre, acalentava seus ouvidos.
            Mas ela não voltava… ela não queria acordar. Não ia funcionar. Aquela alegria não ia funcionar.
            Ele não estava mais lá. Ela não poderia mais voltar, deitar a cabeça em seu peito largo e adormecer ouvindo o som do seu coração, simplesmente porque não havia mais coração a bater.
            Era isto não era? Tinha acabado? Garras acabaram com tudo? E agora ela estava perdida…
            Perdida a esmo, seu espírito chegou a um portal.O véu de prata que dividia os dois mundos era uma parede sem início e sem fim. sabia que foi levada  lá. Ela tinha que fazer algo ali.
“Liberte os elfos” Uma voz conhecida lhe disse.
            Ela tocou o véu. Estava rígido. Acariciou-o lentamente e aos poucos tudo foi cedendo e o véu desapareceu.
_ Eu sabia que podia fazer isto. – Seu pai lhe disse. Lairon estava lá, ao lado dela. Ele pegou sua mão e a puxou para sentar embaixo de uma árvore enorme e linda. A relva macia acomodou bem as suas costas quando não só se sentou, mas se deitou ao lado do pai.
_ Que lugar é este? perguntou. Mal reconhecia sua voz. Era um sussurro esparso, ventoso.
_ Nosso lugar… da nossa família. – Ele respondeu, acariciando os cabelos dela.
_ Nossa família?
_ Nossa família. – Outro alguém respondeu. Era a mesma elfo que havia visto em outro sonho, a que carregava o belo colar com um coração azul. – Sou sua avó, meu amor. Évora.
            É claro. já sabia quem era ela. A mãe de seu pai, a rainha que cedeu a vida para que Lairon nascesse… para que ela, , nascesse.Como ela sabia disso? A sabedoria parecia fluir pra dentro dela.
_ Jamais fiz coisa melhor do que gerar o seu pai. O pai de , a humana-elfo. – Évora sussurrou, se sentando imponente ao lado da neta. – Nós estaremos sempre juntos agora, . Juntos temos um longo caminho pela frente. – A primeira rainha élfica suspirou. Tinha algo a revelar a neta. Lamentava que fosse naquele momento, mas assim tinha que ser.
_ Pra que caminhar? Pra que seguir em frente? - murmurou. O espírito da moça parecia confuso. Por isto estava angustiado ainda.
_ Porque precisamos, . Porque devemos. Caminhar sempre em direção ao bem. Lutar por isto. Muitos dependem de nós.  – Lairon lhe sussurrou, complacente.
_ Devemos… Mas porque eu? Por que eu? - A voz de ecoou.
            Évora suspirou.
_Um dia, uma pessoa muito importante, cometeu um erro muito grande. - Começou ela, prendendo a atenção da neta. - Tentamos evitar… mas não somos nós quem comandamos o destino. E nós não sabemos, não entendemos os caminhos que ele segue. Tudo que sabemos é que o destino tem que seguir, sempre.
            se encolheu, se aconchegando no colo de seu pai.
_ Eu fui esta pessoa . – Évora disse. – Foi eu quem cometeu o erro que condenou muitas almas. Por isto teria que vir de mim, do meu sangue, o único ser capaz de salvar estes perdidos. Este ser sempre foi você.
            A humana-elfo abriu os olhos, encarando Évora, surpresa. Atrás dela uma outra figura apareceu. se levantou de um impulso e como uma menina correu para os braços dela: sua mãe. Laura a recebeu com fervor, sorrindo.
_ Minha menininha! – A doce voz da mulher a fez chorar. Chorar de pavor, de amor, de dor, de medo. – Mal cabe nos meus braços agora. – Laura riu. pensou que tivesse preservado bem a memória de sua mãe. Mas estava enganada. Nenhuma memória vazia poderia fazer jus aquilo. – Vem, vamos nos sentar.
            Laura puxou novamente para o lado de Lairon e os três ficaram de frente para Évora. As mãos da bela humana, tal como se recordava, eram macias ao acariciar as costas da filha. O sorriso de Laura, sempre tão doce, foi acalmando aos poucos, dando a impressão de que não havia porque tanto desespero.
_ Que família linda é esta. – Évora disse, sorrindo. – Mas bem… você tem um longo caminho pela frente … eu te peço perdão… o erro foi cometido por mim.
_ Que erro? – perguntou, já tranquila, se sentido protegida no meio dos pais. Évora suspirou novamente.
_ Um dia me foi Dito que eu deveria matar uma criança. Me foi Ordenado que eu deveria sacrificar o corpo de uma criança para que a alma dela e de muitos outros fossem preservadas. Era uma ordem Suprema. Me foi dito que os meus teriam compaixão por esta criança, que me influenciariam a querer poupá-la. Mas ainda assim, eu deveria matar esta criança assim que a visse pela primeira vez. – Évora desviou os olhos de , passando a observar a copa da arvore.
_ Mas eu não a matei… eu enfraqueci. Eu não tive coragem de mata-la… não pude e… desobedeci. Dois anos depois esta criança foi usada como instrumento do maligno e por meio dela uma raça maldita se alastrou pela terra dos humanos, criaturas de Deus, e condenou almas preciosas. Eu não tinha a Sabedoria para saber que uma criança inocente era na verdade uma praga. Confiei em meu próprio julgamento um dia sequer… e foi fatal.
_ A criança que deu origem aos vampiros… - sussurrou, lembrando-se de uma história antiga contada por Quendra.
_ Sim… esta. Depois eu a matei, mas já era tarde.
            nada disse. Sua mãe apertou as suas mãos, beijou o topo de sua cabeça, ternamente. fechou os olhos.
_ Você precisa voltar, meu amor. Há muito para ser feito… - não permitiu que seu pai prosseguisse.
_ Não! – Ela não queria voltar, não queria acordar.
_ Isto não é um sonho querida… nós sempre estaremos aqui, dentro de você, morando em seu espirito. Mas agora você precisa voltar a si. Aqui você não poderá fazer nada nem pelos outros, nem por si mesma.
_ Não! – Como ela iria voltar? Voltar para viver o que? Ela não podia mais suportar a vida… Ela tinha uma estranha sensação de que não poderia suportar o que havia .
_ Querida, está tudo bem. Confie nisto. Confie em você…
_ Volte....
_ Acorde … volte. – Uma voz sussurrava para a moça que há muito permanecia desacordada.
            Enquanto estava perdida dentro de si mesma, outros lhe aguardavam despertar.
_ Não adianta. Nós já tentamos isto. – Leah disse, se aproximando do leito.
_ Ela sofre…
_ Sim. Mas agora está melhor do que nos primeiros dias. Ela vai precisar encontrar força em si mesma antes de despertar.
_ Eu sei. – Ele disse. Com uma ternura infinda ele acariciou os cabelos de e depositou um beijo em sua testa.
_ Você vai precisar cuidar da matilha. Eles não estão sabendo o que fazer agora que… bem… agora que tudo esta deste jeito. – Leah disse, colocando a mão no ombro dele.
_ Eu sei. – Ele suspirou, se levantando da cama. – Cuide bem dela. – disse, sorrindo.
_ Pode confiar. – Leah disse, retribuindo o sorriso.
_ E cuide bem deste garotão. – Disse ele, enquanto acariciava a barriga da índia.
_ Quem disse pra você que é garotão? Não tive tempo e nem como ver isto ainda!
_ Ora, eu sei que é! – Ele riu, deixando um clima mais leve.
            Na cama se mexeu, chamando a atenção. Porém permaneceu desacordada. Era sempre assim durante aqueles dias a fio. Um suspiro dela punha a todos em expectativa. Mas nada a despertava.
_ Bom, vou indo. Qualquer coisa me chame. – Ele disse, saindo.
            Mas não houve coisa alguma por mais sete dias. Dentro de havia sempre a luta de querer voltar e ter medo disto. Mas também havia nela aquela presença imponderável do bem amado, aquela certeza de que Jacob estava sempre muito perto… sempre muito vivo. Ele estava em cada vão dos seus pensamentos, dissipando qualquer sinal de dor, de desalento.
            A alma dele era imensa e forte e possuía, envolvia sempre a bela moça em sonhos sutis tão reais. Era como se ele existisse dentro dela e lá a amasse com infinda liberdade... não havia tamanho.
            E no fim das contas, foi o amor dele que acalentou o seu coração, foram as lembranças do seu sorriso que a fez submergir aos poucos, foram os sonhos doces que tivera com ele, em que sentia nitidamente os braços firmes ao seu redor,que a fez despertar no fim de uma tarde de domingo.
            Abriu os olhos, reconhecendo de imediato o ambiente, o cheiro dele ainda parecia estar incrustrado ali. Na cama onde tantas vezes se amaram e que agora ela ocupava sozinha. No fim os lençóis, como em quase todos os seus sonhos, eram brancos. Era o quarto deles, a casa deles, a cama deles.
            Virou a cabeça e se deparou com as janelas largas abertas, o vento frio cheirando maresia entrava por ela. O tempo estava cinzento.
_ E no fim das contas, fui eu quem te viu despertar. – Alguém lhe disse. Um elfo lhe disse. Koraíny.
            se ergueu lentamente, se pôs sentada e o olhou sem emoção.
_ Foi você quem nos libertou… todos os elfos. E por alguma razão inexplicável, conseguiu me libertar também. – Koraíny sorriu, não esboçou emoção.
_ Quanto tempo? – Uma voz robótica saiu dela ao perguntar aquilo. Koraíny não ficou em dúvida quanto ao que ela perguntou. Sabia que ela queria saber há quanto tempo esteve desacordada.
_ Quarenta dias. Exatamente quarenta dias. – Ele respondeu. elevou as sobrancelhas. Olhou ao redor verificando se havia algum resquício de que Carlisle havia passado por ali. Mas não: nada de soro, nada de sonda, aparelhos monitorando. Nada.
             É claro, os elfos estavam ali, eles tinham outras formas mais eficientes de mantê-la bem.
_ Muito tempo… - Novamente uma voz robótica, vazia ao falar.
_ Sim. Eu suspeitava que isto acontecesse na primeira vez que você perdesse seu sangue.
            Perder sangue… por Jacob. inquietou-se, mas nada disse.
_ Seu sangue pode se regenerar do nada, mas da primeira vez seria mais demorado.
_ Do nada? – A moça indagou. Mas ela não havia tirado todo o seu sangue, até onde se lembrava.
_ Sim, do nada. Você fez questão que não restasse uma gota sequer. –Koraíny disse aquilo e, ao ver a face confusa de , tratou de esclarecer. – Não foi preciso doar todo o seu sangue. Mas, mesmo depois de desacordada, você continuou a induzir Nessie e Milla por um tempo. Você tentou usá-las pra tentar aplacar sua possível dor. Fez com que elas lhe mordessem e sugassem todo o sangue que lhe restava.
            abaixou a cabeça. Não se lembrava disto… mas dada as circunstâncias, ela entendia o porque fez isto… e faria de novo, se pudesse. Só lamentava por ter usado as meninas daquela forma, ambas confiavam nela.
_ Você não precisava ter feito aquilo. – Koraíny lhe repreendeu. riu com escárnio.
_ Você não sabe de nada disto! – Murmurou raivosa. – Não entende!
_ Você não precisava ter feito aquilo! – Ele repetiu. – Só fez todos sofrerem mais!  E depois, você podia ter acordado antes se quisesse. Mas você quis fugir disto.Quis ficar desacordada pra não enfrentar tudo, sem saber o que realmente acontecia… as pessoas sofreram por vocês. Inclusive o…
_ Chega! – Ela implorou. – Por favor, chega!
_ Tudo bem. Não  sou eu quem deve te contar isto mesmo.
            Koraíny se afastou.
_ Irei avisar os outros… tem muitas pessoas te esperando acordar. Talvez você queira tomar um banho, se levantar desta cama. Por favor, faça isto ! – Ele pediu.
            De cabeça baixa ela respondeu que sim. Koraíny abriu a porta, saltou da cama.
_ Koraíny… vocês o… enterraram? – Ela perguntou, sentiu as pernas bambas, voltou a se sentar.
            O elfo lhe olhou profundamente, pelo castanho dos olhos dele passou um brilho que não identificou. Estava tonta, dolorida.
_ Não foi enterrado. – Foi só o que elfo respondeu antes de sumir.
            se deixou cair na cama e chorou. Chorou desesperadamente, mesmo sentindo que aquilo, aquele choro, não fazia sentido. Ela procurava sentir aquela ausência, aquele buraco dentro de si… mas não sentia! Como ele poderia estar tão vivo dentro dela? Ela parecia embriagada em algo impróprio, falso. Pois tudo nela insistia que ele nunca esteve tão vivo. poderia acreditar que realmente ele estivesse, mas ela havia visto o momento exato em que o espírito do alpha abandonou o corpo e se dispersou em tudo ao redor. Não se enganara sobre aquilo. Sabia que não.
            Depois de um tempo ela se levantou, tomou um banho da cabeça aos pés. Ainda molhada vestiu um roupão que… tinha um cheiro bom. Tinha o cheiro dele. Penteou os cabelos e encarou sua face no espelho. Não parecia que um dia seu coração ficou algum tempo sem ter sangue pra bombear. Não parecia que ela esteve em um “coma” durante quarenta dias. Estava com cara depressiva, mas saudável. Se é que isto era possível.
            O que fazer agora?
            Ela escutou uma movimentação no lado de fora dos portões da casa, mas não se importou com isto. Não percebeu que uma criatura rondava a casa há tempos, a ouviu chorar, e a  ouviu chamar “Jacob” enquanto se banhava.
            Desatenta, passo a passo, ela saiu do quarto. Fechou os olhos, se poupou da visão, e andou perdida pelos cômodos, tateando paredes, móveis, objetos, como se neles fosse encontrar a forma do corpo amado.
            caminhava descalça, havia arrancado do armário uma camiseta dele e vestido, os cabelos soltos estavam mais compridos e cheios. A moça tinha uma face triste e singela, mas parecia um espírito de fada fluindo por cada canto.
            Saiu da casa vestida como estava. Quase nua. Inspirou o ar frio, que lhe golpeou a face. sentiu algo que a fez sorrir, não soube identificar exatamente o que, mas seguiu andando.
            Havia alguém ali. Havia alguém pairando ao seu redor. Havia um cheiro ali… um cheiro forte, presente, conhecido, ao mesmo tempo diferente. Era o cheiro amadeirado, másculo. Um cheiro terrestre, fresco, amado, misturado a uma outra essência, algo diferente que parecia tão familiar ao seu próprio cheiro.
            O sussurro do vento, o silêncio da tarde que já virava noite, tudo beirava ao desalento. O mundo humano enegrecia. Mas aquele era somente um plano, um estágio dos viveres. Naquele momento buscava algo mais profundo, algo mais eterno e verdadeiro. Ela caminhava para algo que pudesse a fazer ser luz no meio de qualquer escuridão, por mais opressiva que fosse.
“Vem aqui.”  Ela já esperava ouvir a voz de Jacob, mas ainda assim sentiu seu corpo estremecer com uma deliciosa surpresa.
            Não queria pensar que novamente tinha caído no sono, se deixado perder no mundo dos sonhos. Ela caminhou, em direção ao riso dele.
“Você é tão boba! Devia confiar mais no poder que tem no seu sangue… e nas suas vontades…”
            Jacob conversava com ela como se estivesse ao seu lado, mas a voz dele só soava em sua mente. não ousou responder, absorta demais em senti-lo da maneira que pudesse sentir. Sozinha seguiu pela noite daquele domingo vazio, sem perceber que havia lobos ao longo de seu caminho, a acompanhando silenciosos e atentos a cada passo dela. Seus pés descalços começaram a sujar de terra úmida da floresta de La Push.
“Você devia abrir os olhos, doutora.” Jacob disse, com ar de riso. “Vai tropeçar.”
“Não quero acordar…”  Ela finalmente sussurrou de volta. “Me guie.”
            Ele novamente sorriu. Ela quase podia sentir o sorriso dele na pele. Jacob perecia ainda estar longe, mas ainda assim estava incrivelmente perto. Ele estava em tudo. Ela caminhou ainda por um tempo, os olhos bem fechados.
            De repente sentiu como se uma atração magnética a sugasse para algo. E este algo caminhava em direção a ela. O vento parecia mais frio, o oxigênio mais rarefeito, o chão mais íngreme. E ela estava subindo em direção a algo.
            Os lobos que a seguiam, a um sinal, recuaram, se viraram e partiram. Não precisavam mais protegê-la. A moça estava em um local seguro, com o único que poderia lhe proteger mais do que se toda a matilha a rodeasse. 
            Então era como se realmente houvesse  alguém. Perto, ali. Bem ali. parou, o coração indeciso: não sabia se parava de bater ou se acelerava absurdamente. Abaixou a cabeça, apertou ainda mais os olhos e abraçou o próprio corpo para conter seus repentinos tremores.
_ Se não abrir os olhos, não vai poder me ver.  – O sussurro dele parecia mais próximo.
            Então ela passou a ouvir passos, circundando-a, leves, sutis, certos. Se aproximava dela… e seu corpo se aquecia, de dentro pra fora. Sua alma, que vagou em si mesma por tantos dias, se aquecia. Seu corpo estremecia, seus pelos se ergueram e eram sensações tão intensas, que ela sentia sua pele doer.
            Estava perto… ela só precisava abrir os olhos. Mas ainda havia covardia nela… a mesma covardia que a manteve desacordada por quarenta dias.
_ Se eu abrir os olhos, posso não te ver. – E este era o maior medo. De olhos fechados ela pensava em Jacob e somente nele. Sua imaginação era preciosa, sua memória dele quase palpável.
_ Abra os olhos. – Ele pediu… voz branda… voz amada, rouca. Tão perto, tão viva. Porém, embora sutil, a voz dele tinha uma impetuosidade desconhecida, algo solene demais. Algo que inspirava confiança e uma certa obediência.
            Ela mordeu os lábios, respirou fundo e abriu os olhos. Sua visão desfocou-se por ela ter mantido as pálpebras tão fortemente fechadas durante todo aquele tempo. E também havia uma camada de lágrimas frias embaçando o seu ver. Mas ela ainda não podia ver nada… nada além de uma clareira verde, limpa e a luz prateada que a lua incidia sobre o lugar.
            Sim, a lua já estava brilhando com todo o seu vigor, e dali, um lugar tão alto, parecia maior e mais soberana. sentia que caso erguesse as mãos, esticasse os dedos, poderia tocá-la. A moça não viu Jacob a sua frente, embora seu coração e corpo ainda tremesse com uma certa proximidade, ele não estava diante de seus olhos.
            As lagrimas caíram pouco a pouco, enquanto a moça fixava seus olhos nos céus, nas estrelas que brilhavam no manto negro sem que nenhuma nuvem cinzenta as encobrisse. Era uma visão tão doce,era um lugar lindo bem no alto de uma colina… Nunca tinha estado ali.
            As pernas dela enfraqueceram, perdia as forças, ia cair… se não fosse abraçada ia cair. Mas  ela foi abraçada, envolvida por um calor terno e intenso. E o aquecer que envolveu a sua alma durante todo aquele caminho, floresceu para sua pele, para o seu corpo. O abraço quente e cheiroso lhe juntou os pedaços, lhe encheu de jubilo.
            Seu rosto corou, ela abandonou seu corpo em meio aquelas sensações tão únicas e sorriu. Seu corpo parecia ser tomado, cada polegada de sua pele acariciada. Outro corpo misturava-se ao seu, bem maior do que ela, mais forte do que ela. Um som grave e constante a enchia de riso. Sua cintura foi envolta por um toque firme, foi puxada para mais perto, foi aconchegada. Um inalar em seus cabelos, uma respiração forte soprou em seu pescoço, um rosnar baixo e ameaçador pareceu amedrontar até mesmo o vento. Não eram os seus pés que a sustentavam em pé. Outra força sustentava seu corpo… talvez a mesma força que dava sustento ao seu espírito.
            À suas costas sentia ainda uma pulsação constante, forte, vital. Seu ventre se contorceu, suas pálpebras tremeluziram e se fecharam. Estava nervosa diante daquela presença. Suas mãos foram pegas, conduzidas a sentir a textura suave e rígida da cútis, uma forma sinuosa que parecia ter tanta força. Sentiu seu corpo girar, teve que se manter por si mesma sob os próprios pés. As mãos de foram conduzidas novamente, a passear por um novo contorno, parecia uma forma conhecida, mas com algo a mais. Suas mãos pararam em um centro quente, onde algo parecia bombardear suas palmas.
            Um coração. Um coração poderoso. Um coração vivo.
            abriu a boca e sugou o ar com força e foi golpeada pelo cheiro devastador de um rei, ao mesmo tempo sua boca foi possuída, levada a experimentar um sabor tão conhecido e tão novo.  Era um toque íntimo, húmido, cheio de ardor e vida. Um toque que resplandecia algo tão mais profundo e sublime do que qualquer coisa que possamos pegar, ver ou medir. Era um beijo. Um beijo fundo. era beijada, com as mãos ainda apoiadas em um peito firme, quase tocando um coração, ouvindo os sons graves dele ecoando em seus ouvidos.
            Iluminou-se em meio ao sabor daquele beijo e renasceu. O beijo despertava e sua força, despertava a energia de seu espírito e este se encontrava com outro espírito tão ou mais forte que o seu.
            O toque cessou. O beijo acabou. Os lábios dela foram abandonados.
_ Abra os olhos! – O voz soou não mais tão branda, nada sutil. Estava mais rouca, impaciente e forte.
                        Brilhantes, os olhos castanhos de se abriram. Se abriram para ver, para realmente ver a imponência de uma criatura consagrada diante de si. Para ver o feitio caprichoso da mão de Deus nos cabelos negros, muito mais cheios de vida. Abriu os olhos para tremer diante de íris escuras e densas, cuja intensidade lhe roubou o ar. Fascinada contemplou a pele de cor marcante, tal como o desenho do nariz, da boca… Ergueu o pescoço para comtemplar sua altura. abriu até mesmo seus olhos d’alma para vislumbrar a aura magnânima dele.
            O coração, que batia forte, quase gritava pra ela: “vivo, vivo, vivo”.
            Ele abriu os braços.
_ Você foi a força que me prendeu a vida. – Ele disse.
_ Jacob! – Finalmente o nome amado escapou de seus lábios. sorriu, sorriu porque sua alma sorria.
CAPÍTULO 56
A MORTE DE JACOB BLACK
“Morre agora, morre
E descobrirás que não morrerás
Morre no amor e quando estiveres morto,
nova vida receberás,
Novo sangue lhe correrá pelas veias.
Morre, deixa a fragilidade de tua alma carnal esvaecer-se:
Ela é a grade, tu o prisioneiro.
Morre diante da bela e imponderável rainha,
E quando morto estiveres ante tal majestade
Hás de tornar-te insigne senhor.
E aquilo que pensam ser a tua morte,
Será o início de tudo.
Da majestade verdadeira é que se regeneram os mortos.
Aguarde o silêncio da morte,
Em nome da vida...”
40 dias atrás...
            Tudo o que sentia era dor. Seu sangue parecia ser composto por estilhaços de vidro e rasgavam seu interior conforme corria penosamente por suas veias. Jacob olhava perdido para o nada, mas seus olhos pareciam cegos, a dor tomava conta de tudo, inclusive de seus sentidos.
            Respirar era penoso, sentia as feridas abertas protestarem mais e mais cada vez que seu peito se movia em busca de ar. Seria tão melhor que ele não precisasse se mover. Jamais havia sentido dor igual, aquela tortura que o fazia esquecer de tudo o que era, de tudo que acontecia, de tudo que tinha. Nada mais possuía sua mente além da dor.
            Talvez houvesse alguém ao seu lado, alguém que lhe  dizia qualquer coisa. Talvez houvesse muitas pessoas ao seu redor. Nem ao menos sabia se alguém lhe tocava, se alguém fazia algo. Nada perecia livrá-lo da agonia. Sua garganta se fechava, sentia o sangue de seu corpo tentando escapar de si.
            Passou a sentir frio. Uma sensação que há tanto tempo não tinha, que havia se esquecido do quanto poderia ser incomodo. Queria ter forças pra se curvar diante daquelas sensações, queria ter forças para gritar ou chorar, mas parecia fraco demais pra isto. O pior sofrimento físico lhe era imposto e ele nem ao menos podia reagir a ele.
            Em algum momento de tudo isto, um rosto surgiu em sua frente, uma imagem que ainda que distorcida por sua visão lhe causou conforto. Uma mulher. Era apenas isto que podia definir com seus sentidos tão deturpados.
”. Algo gritou no fundo da sua mente. Era importante que ela não sofresse, que ela estivesse protegida. De alguma forma Jacob sabia, apesar de toda a agonia, que precisava resistir. Resistir para estar com ela.
             E ele tentou, mas descobriu que se sentia incapaz. Seu corpo não tinha mais força, era como se Jacob não tivesse mais controle sobre ele. Ele não suportaria lutar para se recuperar, porque não havia como. Deixou que seus olhos fechassem, passou a sentir a agonia na escuridão.
“Meu sangue vai lhe salvar, meu amor”.  Aquela voz conseguiu ultrapassar a barreira de sua inconsciência e lhe chegar nítida aos ouvidos.
!”
            Jacob queria chamá-la, queria vê-la, tocá-la. Para isto bastava acordar… acordar…
            Se forçou a isto, como se nadasse contra uma maré de concreto para despertar. Não conseguiu, não podia! Quanto mais se esforçava, mais torturante era a dor, o frio, o desespero causado pela escuridão. Até que por um momento, desistiu, cansado. E aconteceu… a dor diminuía, aos poucos o alívio lhe vinha, lhe desprendendo da agonia.
            Aos poucos se sentia mais forte, leve, livre! Uma liberdade passou a tomar conta dele, a dor quase se esquecia.
“Não!”
            Ele ouviu. Era a voz amada. Aquilo o desestabilizou por um momento.
“Não… Não vai!” A voz feminina repetiu. E a voz, somente aquela voz parecia ter uma força incrível, parecia ter braços a lhe puxar de volta do lugar onde ele ia sem ao menos se dar conta.
            Jacob se concentrou naquela voz novamente, na força e importância que aquele pedido tinha.
            Mas ao fazer isto voltou a sentir dor. E pior que isto: se sentia prisioneiro, fraco, submisso da dor. Era como se garras funestas agarrassem tudo o que ele era e conseguissem atingir sua essência, derrotando-o facilmente. Neste momento a consciência de Jacob despertou com outra voz, firme, poderosa, majestosa.
“Não se aprisione ao corpo, Jacob. Irá destruir-se e perder-se. Não podemos ajudá-lo se insistir.”
             Esta voz lhe parecia mais nítida, clara e próxima. O que ela lhe dizia parecia ser o certo.
“Abandone o seu corpo. Você tem poder pra isto. Nós lhe concedemos poder pra isto.”
            Jacob ainda procurou se ater a outra voz, procurava se concentrar no pedido lamentoso para que ficasse.
“…eu preciso de você… aqui!” 
            Ela dizia. dizia. Mas a voz dela não parecia ter a mesma força, quanto mais ele a buscava, tentando permanecer aonde estava, mais sentia que a perdia. Quanto mais tentava resistir, mais perto se sentia de sucumbir. Mas ele não podia simplesmente abandoná-la.
“Jacob, não se perca! Liberte-se do seu corpo agora! Agora!
            A outra voz lhe disse grave, rígida. Parecia o certo. Era o certo. Ele precisava obedecer.  
            E então deixou-se ir, deixou-se fluir. E foi a coisa mais fácil que já fez. Repentinamente não havia mais dor, não havia mais cheiros, toques, desespero, agonia. Estava livre para ser inteiro. Só então Jacob criou a consciência que seu espírito era muito mais amplo do que aquilo que seu corpo podia abrigar. Só então descobriu o quanto se comprimia para viver naquele corpo humano.
            Ele estava por toda a parte, fluía por todos os cantos e por todas as dimensões. Junto a si sentiu a presença nítida de outros espíritos, muitos outros. Juntos eles pareciam integrar-se. A força de um era a força de todos. Não tinha olhos, mas podia ver tudo, ouvir tudo. Bastava deixar-se ir.
            Mas uma força considerável ainda lhe prendia a dimensão terrena: . Ele podia senti-la, vê-la. Mas Jacob a via não como um corpo. não era aquela mulher de cabelos escuros e longos, corpo delgado, olhos castanhos.
            Jacob sequer se lembrava se ela era velha ou nova, se tinha manchas ou cicatrizes, se era alta ou baixa. Enquanto espírito, ele ao menos sabia que existia tais definições.
            A partir daquele momento era a luz que resplandecia e lhe chamava para perto. Ela era uma força magnânima que lhe fazia orbitar ao redor de si, sua aura envolta em beleza descomunal, uma beleza que não era vista, mas sentida de todas as formas possíveis. Sublime e única. Sua alma era larga, igual e tão maior que ele. Para ele, aquela alma traduzia o eterno, o amor.
            Porém ela ainda permanecia estática em um único plano, firmada no interior de uma vida terrena. Mas ainda assim, sua grandeza o impressionava, o enternecia e o chamava a se entrelaçar a ela, ficar com ela. Eram espíritos fadados a se somarem e tornarem-se um, e juntos resplandecerem em uma luz ainda mais brilhante, uma beleza inacreditavelmente mais pulsante e uma força imensurável. Uma união que estremecia as bases do mundo espiritual, o mundo que deveras existe e impera acima de todos os outros.
            Era impossível que não estivessem juntos, porque sempre estiveram assim. Não havia um e depois o outro. Eram os dois criados como um desde o princípio, quando a grandeza Divina lhes concedeu a Graça da Criação.  Almas que nasceram para ser par.
            Diante daquilo, o espírito de Jacob moveu-se a transmitir a humana uma verdade absoluta:
“Estou em você… em você para sempre…”
- É preciso que venha, espírito guerreiro. É preciso que venha só.
            Outros espíritos, lhe chamavam, no entanto. E Jacob, o chamado “espírito guerreiro”, sabia que ainda estava muito preso ao plano terreno, que precisava libertar-se um pouco mais. Porém um sentimento humano demais ainda o assolava: medo. Medo de perder o contato tão vital com o espírito que lhe completava.
            Percebeu então que não era pra ser assim. Se estivesse realmente liberto, sentimentos humanos não iriam dominar suas vontades.
- És espírito guerreiro. Ainda o chamam por Jacob Black. Ainda tem um corpo terreno a pertencer-lhe. Mas está conosco agora e precisa vir. – Espíritos sussurravam incontestáveis. – Não estará deixando-a. Mas precisa vir. Precisa evoluir. 
            Jacob tentou, mas descobriu-se quase incapaz. O espírito de se trançou ao dele de tal forma que tornava impossível a dissociação. Então outras luzes se juntaram ao redor deles, aos poucos se infiltrando e separando minimamente o laço espiritual. Isto fez-se somente em parte, somente até Jacob poder ir um pouco mais além, onde pudesse estar mais perto daqueles que o chamavam.
            Mas ainda que não estivessem completamente separados, Jacob percebeu a luz de minguar. Reconheceu aquilo como desespero humano. Sentimento de perca. Ela pensava que o perdia. No entanto, ele não podia voltar, não naquele momento, pois sabia que tinha que seguir em um outro caminho.
- Jacob Black. – A multidão de vozes lhe chamou novamente.
            O espírito de Jacob ventou como espiral cortando céus atingindo um amplo espaço de sensações. Em seu caminho, o espírito do guerreiro quileute deparou-se com mais sentimentos humanos: tristeza, dor, aflição, pesar.  Eram os sentimentos dos seus irmão quileutes, ainda tão ligados a ele. Tais sentimentos não o atingiam duramente, mas o fazia retroceder e fluir para perto daqueles que sofriam, transmitindo-lhe sua força.
            Mas não pôde ficar muito. Logo teve que seguir seu caminho, até que pairasse em um vácuo claro, com os tantos espíritos que lhe chamavam orbitando ao redor de si, com suas luzes eb graça. Jacob ainda se sentia menor que eles, tal como sabia que lhes devia reverência.
- O último Alpha. Jacob Black. – As vozes eram como vento. Ora se faziam mansas, infiltravam-se por todas as arestas e se faziam sentir. Ora eram fortes, sacudiam as barreiras impostas e zumbiam sinistramente.
            Jacob sabia que ali estavam seus ancestrais, seus irmãos antigos, aqueles que lhe abriram caminho. E ele sabia que um dia eles já haviam conversado com ele... mas neste dia, em sua juventude, quando renegou o imprinting no auge da sua fúria, negou também a graça concedida por aqueles que naquele momento o rodeava.
-  Grande poder lhe foi dado. Grande poder tu ainda poderá ter… Merece-o? – Perguntaram.
            E diante da pergunta, o espírito do Alpha se encolheu. Não sabia. O que havia feito para merecer seu poder?
- Diante do poder os fracos se tornam malignos. Já fostes muito fraco, Alpha Black. – Disseram acusadores, suas vozes com um timbre escuro, denso. Formaram um cerco ao redor de Jacob, o oprimindo ainda mais.
            Imagens tomaram conta dos espaços outrora só ocupado pelas auras luminosas dos espíritos. Imagens de um corpo de homem e também de um corpo de lobo.
            O espírito de Jacob viu passar diante de si todas as suas faltas, seus pecados, suas fraquezas humanas. Cada uma delas: quando, ainda menino, sentiu revolta por se tornar um lobo; quando desejou que sua vida acabasse ao perder o amor da humana Isabella; quando tentou matar a inocente criança Renesmee sem que ela nada tivesse lhe feito; quando proferiu maledicências aos espíritos e renegou o amor; quando virou as costas para pai, irmã, amigos, povo e seguiu em uma vida onde buscou somente riqueza efêmera e prazer carnal; quando desprezava sua matilha e não considerava os sentimentos de seus irmãos.
            Jacob viu o rosto da humana que verdadeiramente amou… viu a chorar diante de uma traição e viu quando desprezou Mery, sua bela amante ruiva. As cenas dele se servindo do corpo da moça para ter prazer e depois, a escorraçando de sua vida, pairavam ao seu redor junto com todas as outras.
- Merece poder? Merece esta Graça? - A pergunta veio acusadora a sacudir o espírito de Jacob.
- Eu me arrependo. – Respondeu. Sua própria voz parecia muito ínfima e insignificante. Mas ele foi ouvido. Por um instante o silêncio pairou e as imagens de suas infâmias continuaram a ser exibidas por todos os cantos.
            O silêncio então se fez muito mais esmagador do que a vozes altas e fortes dos espíritos a lhe acusar. Logo depois ele se sentiu invadido, sentia que lhe sondavam internamente.
- Arrepende-se? – Voltaram a questionar.
- Sim. – Afirmou.
            Uma a uma, as cenas que lhe atormentavam, da mesma forma como iniciaram-se, foram desaparecendo. E cada uma que desaparecia, era um peso de que se livrava. E assim foi, até que nada mais restasse. Era como se nada nunca houvesse existido.
            Os outros espíritos se afastaram, pararam de sondar sua essência. Depois de tudo aquilo, se sentia mais forte, mais limpo.
- Nunca se esqueça Jacob: O mais nobre ser é aquele que sabe se impor, mas também é aquele que não tem vergonha de se curvar diante daqueles que deve respeito. Sua sabedoria é a nossa sabedoria, sua força vem de nós.  Jamais deve nos recusar. Nós lhe ensinaremos seguir pelo caminho certo, para os braços Daquele que nos criou. 
            Novamente o espírito de Jacob se encolheu. Não por temor e opressão, mas por reverência. Inclinava-se, cordato, sentindo-se limpo para fazê-lo, sentindo-se digno em estar diante deles, junto a eles.
- Seu poder é divino. Não lhe é concedido para enaltecer sua vaidade. Aqueles que tem poder devem sempre usá-los para cuidar. Muitas almas dependem de ti. A dignidade da vida de muitos depende de ti. Vieste até nós agora, Jacob, porque padeceu em sacrifício nobre. Mas daqui tu só sairá com poder maior, para fazer o bem e cuidar do seu povo… - Aquelas palavras ecoaram no espaço por algum tempo antes que os espíritos prosseguissem - … ou não sairá! Mas se aqui ficares, ficará só, sem nós e ninguém mais.
            Jacob soube naquele momento que era posto a prova. Que ali estava o marco do sua existência. Ele teria que aprender o que quer que queriam lhe ensinar ou então só lhe restaria o vazio eterno. O nada. Nem dor e nem amor.  Descobriu então, o quanto a eternidade poderia ser terrível.
- Não! – Disse, antes que pudesse se conter.
- Tens uma missão louvável, Jacob. Mas repetimos que aquilo que lhe é concedido não é para si. É para outros. Poderá ser chamado de rei. Mas saiba que seu reinado é, em verdade, servidão. Viverás pelo outro. Estás preparado?
            Aquilo certamente abalaria profundamente qualquer espírito mais raso, inocente. Poderiam pensar que servir seria escravidão e não irem além disto. Ou então poderiam se prender a noção que vivendo pelo outro, como disseram os espíritos, não teriam existência própria. Mas Jacob já havia passado por muitas coisas.
            Ali era confrontado e sabia que ele poderia escolher o oposto daquilo que lhe era proposto, poderia escolher viver somente para si. Mas se assim escolhesse, o que lhe restaria seria somente a si mesmo. Nada mais. E ele já descobriu, a duras penas, que ele por si só não se bastava. Ele precisava do pai, dos irmãos, da esposa para ser completo. Ele precisava do outro, estar com o outro para ser pleno. Ele não suportaria mais viver como viveu durante dez anos, amargurando e preso a uma solidão fria.
            Viver pelo outro. Seu poder era para e pelo o outro. Sim. Ele entendia a profundidade que aquilo significava. Entendia, porque ele amava verdadeiramente. E por amar entendia que a felicidade estava não só em viver pelo outro, mas ter alguém por quem viver.
- Estou. – Respondeu finalmente. Realmente se sentia preparado para isto. Sentia que esta era a sua razão de viver.
            Ao seu redor, as luzes brilharam ainda mais.
- Alpha Black. O que dizemos não é leviandade. Não é viver só por quem te ama, por quem te entende e te apóia. É viver pelo seu povo, proteger quem precisa e não pode se proteger sozinho. Ainda que não compreendam as atitudes que tomares, ainda que te amaldiçoem, te joguem pedras, que te dediquem ódio. Ainda assim não deverá deixá-los. Estás disposto a pegar na mão de alguém, que por ventura, poderá te esfaquear pelas costas ou lhe ferir a face?
            Jacob se lembrou do rosto ensangüentado de Leah, dela encolhida e ferida por ele. Lembrou-se de como ele a odiou naquele momento por lhe dizer duras verdades. A frase que ela lhe disse naquele momento soou forte em seu interior:
“– Eu não te disse antes, mas agora eu digo: eu te amo amigo, volta, nós ainda te amamos... ainda sim… ainda amamos …”
            Já haviam feito aquilo por ele. Não o abandonaram mesmo quando tudo o que ele fazia era ferir. E aquilo o havia salvo da miséria.
- Sim. – Novamente se sentiu preparado para responder. E era sincero. Ali ele não podia mentir, nem era possível. E cada resposta era respaldada em um entendimento muito profundo. Tudo ali era essência. E só.
            E diante daquela ultima resposta, a magia final aconteceu. Um som forte eclodiu do nada, e era como um zumbido de vento em tempestade. As luzes dos outros espíritos rodopiaram ao redor do espírito de Jacob, como se ele repentinamente tivesse se tornado um centro. Uma ardência aos poucos tomava conta de seu intimo, as luzes a sua volta misturaram-se a sua, como se integrassem a ele. Se sentiu crescer, a ardência tímida tornou-se maior. Queimava.
_ Alpha guerreiro, seu poder é luz que escuridão alguma poderá apagar! – Disseram as vozes daqueles que não estavam mais ao seu redor, mas dentro dele.
            Jacob soube então que os espíritos se doaram a ele, concedendo tudo o que foram, todo o poder que tinham a um único ser. Ele.
            No vácuo claro daquela dimensão, o espírito engrandecido do guerreiro quileute tomou nova forma. A silhueta de uma fera imensa e bela se contornou aos poucos. Um lobo feito de luzes espirituais. O maior de todos, e sem sombra de dúvidas, o mais poderoso de todos. 
            O som do lugar passou a ser outro. Era um uivo profundo.
            E então Jacob não só ouviu, como sentiu uma ordem suprema e direta. A voz do Ser Magnânimo soou clara para si.
_ Regresse. Viva. Cresceu em espírito, filho. Cresça agora como homem.
            Foi como se um buraco negro se abrisse e lhe sugasse para baixo. Jacob despencou dimensões em uma velocidade incalculável. Despencou até que visse a imagem impressionante de seu próprio corpo, pálido e sem vida, deitado em uma cama conhecida, num quarto também conhecido. Era o quarto que ocupava em sua casa, antes de dormir junto com a esposa. Algumas pessoas o rodeavam, uns chorando, outros temerosos.
_ O que está acontecendo com ele? – Sua irmã, Rachel, perguntava. Jacob pairava ao redor deles,  mas percebia que eles não o sentiam. Era como se não tivesse ligação com a dimensão em que eles estavam. Era como se estivesse… morto.
_ O sangue dela…é como se tivesse vida própria. Corre pelas veias e cura o corpo mesmo com o coração parado. É… incrível. – Um vampiro estava ao lado dele. Mais precisamente, Carlisle Cullen.
_ É como acontece com os vampiros? O sangue está correndo pelas veias mesmo com ele morto? O veneno daquela coisa fez isto com ele? – Leah perguntou.
_ Não. Não é isto. Eu examinei o sangue de Jacob. Não há veneno nele. Só há o sangue dele, limpo, e o de , que se mistura ao dele em velocidade impressionante. O sangue dela tem vida própria e é ele que está curando o corpo de Jacob. – Carlisle disse, parecendo fascinado.
_ Eu não quero saber do sangue dela! Não quero só o corpo de Jake sem ferimentos! Quero mais do que isto! Eu quero o meu irmão vivo! Rachel gritou, histérica, sendo segura por Paul para não avançar em Carlisle.  
_ Acalme-se Rachel! – A voz de Billy soou firme, interrompendo a histeria da filha de forma imediata. Tal como a sua voz, a expressão do velho Billy estava firme e segura. – Meu filho não está morto e não vai se transformar em coisa alguma! Eu sei. Eu sei! Jacob se tornou um espírito guerreiro, como no princípio da nossa linhagem. Ele está vivo, mas seu espírito está longe do corpo agora.
            Jacob fluiu pra perto do pai, a certeza do velho o chamou a se aproximar. Sentiu então uma breve conexão com a dimensão terrena quando Billy sorriu. O pai havia sentido a presença do espírito do filho.
            Dois dias foi o tempo que Jacob permaneceu longe daquele mundo. Em meio a isto, já haviam chorado sua morte e o teriam velado se Renesmee não tivesse percebido que algo acontecia no corpo aparentemente morto do Alpha.
            Nessie, tal como Milla, quase foram mortas sumariamente  pelos lobos quando estes descobriram que elas haviam sugado todo o sangue que restava no corpo de .
            Quando os lobos – Seth, Quil, Paul, Jared e Sam - invadiram a sala de cirurgia do hospital de Forks, encontraram as duas chorando ao redor de , com os lábios sujos com o sangue da moça.
            Julgaram Jacob morto e julgaram morta. O caos se estabeleceu naquele ambiente e só não houve luta porque Seth se pôs em defesa da amada e de sua amiga. Foi impossível que os outros lobos o contestassem e dada a tensão que passavam com a suposta morte de Jacob e , deixaram que Seth levasse as duas vampiras do hospital.
            Ele teria conseguido, se Renesmee não tivesse teimado em ficar assim que ouviu Paul dizer que o cunhado e sua esposa receberiam a cerimônia fúnebre mais nobre de todas.
_ Não! Eles não estão mortos! Não estão! – Ela dissera.
            A menina gritava em meio a todos, se colocando protetoramente entre a mesa de cirurgia na qual Jacob estava e a poltrona em que estava desacordada. Marido e mulher assustadoramente pálidos. Ainda assim, Nessie se manteve firme na crença de que não estavam mortos.
            Os olhos da menina estavam ferozes e a força dela naquele momento era muito superior a dos lobos, uma vez que o sangue de corria fresco em suas veias. Ela parecia alucinada e todos estavam perdidos. Paul avançou sobre ela, mas antes que desse dois passos e completasse sua transformação, foi agarrado pelo pescoço por Renesmee. A híbidria o arrastou pra perto do corpo de Jacob, deixando o rosto do lobo quase rente ao peito de seu Alpha.
            Paul escutou então aquilo que só Milla e Nessie haviam percebido. Ouviu o ruído quase imperceptível que o sangue fazia ao correr por si só nas veias de Jacob, sem um coração a lhe impulsionar.
_ Santo Deus! – Murmurou Paul.
            Abismados, os outros lobos se concentraram para também perceberem o mesmo. Ainda alterada, Nessie  arrastou um Paul inerte pra perto de , para que ele ouvisse o eco baixo de um pulsar. O coração da moça ainda batia, quase silencioso.
            Jacob e foram retirados do hospital, levados para a casa do penhasco. Renesmee cuidou de distrair os humanos para que não percebessem a movimentação, Milla ficou pra trás com Seth e arrumou toda a desordem que deixaram pra trás.
            Nos dois dias seguintes, permaneceu desacordada e o corpo de Jacob, ainda com o coração silencioso, se curava lentamente das feridas deixadas pela Ukhaha. Ambos foram examinados por Carlisle, que pouco ou quase nada soube explicar sobre a situação dos dois. Alguns acreditavam que Jacob realmente estava morto e novamente em coma, se recuperando do ataque das vampiras.
            Outros, como Billy Black, confiavam que o Alpha estava sim vivo e que em breve retornaria.
            Mas depois de dois dias de agonia, eis que Billy sentiu algo sacudir seu interior, fazendo-o estremecer. E ele  soube que era o espírito do filho que estava perto. Não teve dúvidas. E assim era. Naqueles dois dias, o espírito de Jacob permaneceu em outra dimensão, mas naquele momento retornava.
_ Ele está voltando. – Billy dissera, firme.
            E a partir daquele dia, ninguém mais duvidou que o Alpha retornaria. O processo foi lento, mas milagrosamente lindo de se ver. Nem Billy e nem Rachel saíram de perto do corpo de Jacob um segundo sequer, mal pregaram os olhos nos dias seguintes.
            A cor da pele deixou de ser opaca, retomando novo brilho e sedosidade. Ele pareceu crescer, alcançando alguns centímetros a mais do que já tinha. Os contornos da face se tornaram mais firmes, como se uma mão mais caprichosa corrigisse as falhas que antes ser algum havia percebido. Os cabelos cresceram também e se tornaram ainda mais negros.
            No peito, no lugar em que as garras da demônio Ukhaha haviam feito enorme estrago, as cicatrizes ainda permaneceram. Três linhas finas de cor um pouco mais clara que o castanho-avermelhado da pele do índio eram nítidas até mesmo para olhos humanos. 
            E no sétimo dia após a batalha, um som causou comoção geral: o coração de Jacob voltara a bater. Lento, grave. Foi um marco durante ansiado retorno.
            Com o corpo humano recuperado, mais forte, o espírito de Jacob finalmente restabeleceu a ligação com a dimensão terrena. O coração passou a pulsar cada vez mais forte, até que o calor retornasse ao seu corpo e o seu cheiro, diferente do que era, se alastrasse aos poucos pelo ar, deixando seu rastro e sua marca onde estava.
            No décimo dia, os profundos olhos negros do Alpha Black se abriram. Regenerado, com nova vida concedida.
            Jacob encarou o teto, olhos bem abertos. Sugou o ar com força, o prendeu dentro de si por três segundos e soltou, ruidosamente.
_ Jacob… - Uma voz rouca e embargada sussurrou a seu lado direito. Billy. Só ele estava no quarto, os outros estavam fora.
            Sem um ruído sequer, sem que Billy realmente visse, Jacob estava ajoelhado a frente de sua cadeira. O coração do velho disparou consideravelmente. Billy engoliu em seco ao encarar o rosto do filho. Não era só o seu menino. Era um homem. O olhar dele parecia ter muito mais força do que já tinha, o primeiro impulso que Billy teve foi de recuar. Mas não pode, estava paralisado. O pai sentia a pele trepidar diante da imponência daquele homem.
_ E aí velho… - A voz soou despreocupada, controlada. Jacob falava como se nada tivesse fora do seu lugar. Absolutamente seguro de si.
            Billy engoliu em seco novamente. Pigarreou, procurando por sua voz.
_ Filho… o q… o que aconteceu?
            Jacob estreitou os olhos para o pai. E era como se sondasse sua alma.   
_ Você sabe. – Disse, voz baixa. Quase um sussurro.
_ Os espíritos guerreiros? – Billy perguntou, quase podendo sentir uma aura luminosa em seu filho. Jacob parecia resplandecer, de certa forma.
            Aos poucos os lábios de Jacob desvelaram um belo sorriso. E esta foi a única resposta que Billy obteve para sua pergunta.
            Depois disso o Alpha se ergueu e deu um beijo demorado na testa do pai. Billy sorriu de volta, e depois de todos os dias de agonia, deixou lágrimas escorrerem de seus olhos. Com dedos quentes, Jacob secou o rosto do pai e saiu do quarto, deixando para trás um senhor sorridente, murmurando preces de agradecimento aos Céus.
            Jake caminhou seguro para onde parte de sua vida estava. Não encontrou ninguém em seu caminho. Era melhor assim, pensou. Ainda não queria se encontrar com outros, não queria confrontar o mundo lá fora. Tudo o que ele precisava naquele momento era dela.
            Não havia fome, sede ou coisa alguma que pudesse adiar seu encontro.
            E desta forma, logo após despertar de uma quase morte, Jacob foi de encontro ao quarto onde ela repousava.
            Abriu a porta do outro quarto e respirou fundo ao sentir o cheiro de , que pareceu lhe revigorar ainda mais, se é que isto era possível. Seus olhos dispararam para a cama e para , deitada imóvel sobre ela. Apertou os olhos com aquela imagem. Ainda era insuportável vê-la assim.
            Se deu conta do soluço de Rachel, sentada em uma poltrona perto da cama. Ela olhava lacrimosa para o irmão, seus olhos brilhavam com um fascínio semelhante de alguém que vislumbrava um milagre. Um pouco mais perto da cama, estava outra criatura que lhe sorria brandamente: Koraíny.  
            Quando Jacob encarou o elfo, que claramente pousava de guarda ao lado de , recebeu uma breve reverência.
_ Alpha. – O elfo lhe saudou, respeitosamente. Depois o encarou, lhe avaliando de forma inescrupulosa. Jacob percebeu o poder do elfo vindo em sua direção e recuando logo depois. – Impressionante. – Koraíny murmurou  logo depois.
            Jacob ignorou aquela avaliação e o que possivelmente Koraíny havia concluído, e caminhou pra perto de
            Ao passar pela irmã, no entanto, parou. Pegou suas mãos e as beijou, fazendo com que a índia chorasse alto. Jacob a puxou pra um abraço, afagando carinhosamente seus cabelos, um tanto descuidados.
_ Jake… Jake… - Ela dizia, por entre soluços altos.
_ Está tudo bem. Estou aqui. – Ele murmurou no ouvido da irmã. A voz firme, mesmo sussurrada, fez Rachel estremecer. Jacob pegou os rosto dela entre as mãos e olhou fundo em seus olhos. – Se acalme. – Ao dizer aquilo, como se acariciasse os sentidos da irmã com a voz, Rachel cessou o choro aos poucos, como se recebesse uma ordem.
_ Não nos faça mais passar um susto como este, garoto! – Ela disse, com a voz ainda entrecortada, mas tentando parecer brava. Jacob sorriu, fazendo Rachel corresponder de forma quase imediata.
_ Vou me lembrar disto quando estiver em apuros.
            Rachel balançou a cabeça e voltou a abraçá-lo. Jacob a apertou delicadamente e beijou o topo de sua cabeça.
_ Por que não vai dar uma olhada no velho Billy, pra mim? O coração dele ainda não está controlado.
            Rachel se afastou, olhou para o irmão e depois para . Entendeu que ele queria ficar sozinho com ela. Sorriu uma vez mais, passou a mão pelo rosto do índio e saiu, voltando a chorar assim que fechou a porta. Jacob suspirou e pela primeira vez desde que despertou, se sentiu cambalear.
            Ignorou Koraíny e se aproximou do leito onde se mantinha imóvel. Já a tinha visto mais de uma vez em situação parecida, mas se sentia tão mal quanto da primeira vez.
            Os cabelos castanhos estavam bem penteados e jogados na frente de seus ombros. Rachel deveria estar cuidando dela, o cheiro da irmã estava forte ali.
            Vagarosamente Jacob se sentou na cama, observando a face melancólica e pálida de . Ela parecia pior do que na outra vez que esteve em coma. Jacob sentia certa tristeza emanar dela. Inclinou-se sobre ela e tragou o seu cheiro como um viciado faz com pó de cocaína. Fechou os olhos para sentir melhor.
_ … acorde… acorde, meu amor. Eu estou aqui. Eu voltei.
_ Talvez isto não adiante, Jacob. se mantém reclusa desde que sentiu sua ausência. – Koraíny disse a suas costas.  
_ O que aconteceu? – Perguntou, rouco.
_ Desconfio que saiba melhor que eu sobre isto… Mas suspeito que você foi convocado a outra dimensão e para isto teve que romper parte das ligações que tinha neste plano. Foi como uma morte. Quando percebeu isto ela se fechou em si mesma, de forma tão profunda que nenhum de nós, elfos, teve acesso. Ela nos libertou com o poder de sua mente, mas se mantém bloqueada desde então. Quando chegamos a La Push e soubemos o que houve, vimos como você estava, compreendemos. Ela não queria sentir sua morte e fugiu para o lugar mais profundo de si mesma.
            Jacob ouviu atentamente cada palavra do elfo, mas não tirou os olhos de . Ele lhe acariciou o rosto.
_ Volte, eu estou aqui. Está tudo bem, . Volte. – Jacob sussurrava próximo ao ouvido dela, implorando, quase ordenando que ela despertasse.
_ Vá com calma, Jacob. Seja paciente. encontrará o caminho de volta somente quando estiver preparada. – Koraíny pousou a mão em seu ombro.
_ Paciente… - Repetiu, vago. Jacob se acomodou melhor na cama e puxou para seus braços. Ela não esboçou reação, estava completamente entregue.
            Koraíny ainda o olhava avaliadoramente. 
_ Pode nos deixar a sós? – Pediu ao elfo.
_ Se lembra do que aconteceu contigo? – O elfo perguntou, ignorando o pedido de Jacob.
_ Vagamente. – Respondeu. Sua cabeça pareceu confusa ao lidar com assunto, mas resolveu falar com o elfo insistente, talvez Koraíny lhe ajudasse a compreender as coisas.
_ Se lembra de algo, isto significa que ainda possui uma ligação com o mundo espiritual. – O elfo disse.
_ Talvez. – Murmurou.
_ Você chegou perto, não? Sentiu a presença Dele de forma direta, não é? – Koraíny também murmurava quase imperceptivelmente e Jacob sabia que realmente, só ele era capaz de ouvir o elfo. Jacob sentiu um arrepio diante da pergunta do elfo. Sabia muito bem o que ele queria dizer.
_ Do Grande Criador? – Jacob perguntou, ainda necessitando confirmação para poder responder. - … Deus? – Tentou conter o tremor ao dizer o nome.
_ Chame como quiser. Falamos de um só. Só há um.  – O elfo respondeu, os olhos faiscando em expectativa.  
            Jacob se lembrou da ultima voz que ouviu antes de ser tragado a dimensão terrena novamente:
“Regresse. Viva. Cresceu em espírito, filho. Cresça agora como homem.”
            No corpo humano, só o poder daquela lembrança vaga lhe parecia uma experiência forte demais. Os olhos negros se umedeceram. Talvez, em espírito, tivesse tido a honra de ver a face do Altíssimo. Não se lembrava.
            Jacob se prendeu ainda mais ao corpo de , finalmente sentido o impacto da grandeza de tudo aquilo que havia passado.
_ Que Graça imensa lhe foi concedida, Jacob! – Koraíny, sensível a cada reação de Jacob, percebeu a resposta de sua pergunta sem que o lobo Alpha precisasse se pronunciar. – Seu poder concedido e verdadeiramente abençoado! Realmente és nobre. – Koraíny olhou diretamente para . – Agora entendo a união de vocês. São iguais. – A voz do elfo parecia emocionada, mas Jacob não olhou para o elfo para conferir, permaneceu encarando os cabelos de
_ Por favor… nos deixe a sós. E peça para que todos saiam da casa por esta noite. Só por esta noite. – Foi só o que pediu.
            Koraíny ainda permaneceu alguns segundos parado a sua frente, para depois de afastar e tirar todos da casa. Jacob sabia que alguns elfos faziam a segurança de La Push naquele momento, sabia também que ele teria que ir até sua alcatéia, retomar a liderança dos lobos, ver como estava o mundo. Tinha a desagradável sensação de que o caos permanecia para fora dos portões de sua casa.
            Mas tudo o que ele precisava naquele momento, logo depois de despertar como homem, era se restabelecer ao lado da sua mulher, ainda que esta permanecesse distante. Jacob podia senti-la muito bem, ter o conforto de estar próximo a ela.
            Aos poucos a lua se levantava no céu, já era tarde da noite. Jacob se deitou como estava -  vestido apenas com um moletom simples -  na cama ao lado de . Mantendo-a sempre muito perto, ainda murmurou que tudo ia ficar bem, que ele estava ali, com ela. Que ela podia voltar.
            não despertou, mas ele percebeu a melancolia de sua expressão se abrandar. Ela parecia quase serena.
_ Preciso crescer como homem… - Ele disse a ela, enquanto enrolava uma mecha dos cabelos castanhos entre os dedos. Disse o que havia sido recomendado a ele. – Mas preciso de você pra isto. – Pediu humilde.  
            Jacob acariciou o rosto da moça e encostou suavemente seus lábios aos dela.
_ Teu sangue curou o meu corpo, teu sangue permitiu que eu voltasse como homem. Você é a mulher que eu devo ter em minha vida. Volta. Eu preciso de você.
            se mexeu minimamente, se aconchegando a ele. Só com aquela reação mínima, o coração de Jacob disparou no peito, vivo e ansioso. Mas não despertou naquela noite. Nem nas seguintes.
            Jacob estava quase a todo momento com ela e quando não estava, pedia para que alguém ficasse em seu lugar. Por vezes Leah, outras vezes Rachel, Emily ou um dos quatro elfos que rondavam La Push.
            Mas quando a moça finalmente despertou, Jacob estava longe, junto dos lobos, ampliando a área de ronda. Porém, mesmo a quilômetros de distância, Jake sentiu o momento exato em que abriu os olhos. E a sentiu tão perto, tão intensa, que era realmente como se ela vivesse dentro dele.
            De alguma forma, o sentimento havia mudado. parecia lhe compor fisicamente e não só espiritualmente. Ele dispensou os lobos e andou até uma colina no coração da reserva.O lugar era de difícil acesso, mas era perfeitamente lindo.
            Até aquele momento, Jacob não havia se transformado em lobo. Descobriu naqueles dias que podia ligar sua mente a dos outros lobos mesmo em sua forma humana. E assim se manteve.
            No topo daquela colina, Jacob esperou que viesse até ele. A atraiu pra si e mesmo caminhando até ele, Jake a sentia temerosa e angustiada.
            Mas ela veio. Os olhos apertados, sua face tão linda estava ainda pálida. Ela caminhou trêmula até ele, que tinha o peito a se contorcer de ansiedade. Parecia que havia uma eternidade que não sentia o corpo de junto ao seu, e aquilo era um inferno.
            Quando ela apareceu em sua frente, Jacob não demorou a tomá-la em um beijo insano, pegar seu rosto por entre as mãos, entranhando seus dedos nos cabelos longos e juntar sua boca a dela em um ritmo fremente. Separou-lhe os lábios com a língua ansiosa, envolveu sua cintura com um braço e colou o corpo dela junto do seu. Inspirou o cheiro dela em meio ao beijo e tomou sua rainha em seus braços com a certeza absoluta que ela lhe firmava em seus próprios pés e também lhe elevava ao mais sublime lugar.
            Ali ele teve certeza que aquela mulher era o poder mais sagrado e secreto da face da Terra, e enquanto a tomava, tinha vontade de se encolher diante dela.
            E quando ele apartou os lábios dos dela, a viu languida e remida, com a boca inchada e vermelha, as faces coradas, o coração pulsante e uma aura majestosa a seu redor. Como era bela! Tanto que Jacob podia sentir sua beleza ainda que fosse cego, aquilo irradiava com tanta força que chegava aos ossos.
_ Abra os olhos! – Disse abruptamente a ela. Precisava que ela o visse e finalmente cresse que ele estava ali, vivo.
            O mar castanho se abriu para ele, um olhar nublado, desfocado, que demorou até realmente vê-lo. Mas quando aquilo aconteceu, Jacob viu as órbitas castanhas se iluminarem, viu os lábios dela se ampliarem em um sorriso.
_Jacob!
                        correu para os braços dele logo que suas pernas destravaram, pulando em seu colo e sendo erguida no ar como se não houvesse gravidade. 
_ Eu estou aqui! Estou aqui! – Os lábios dele murmuraram colados no ouvido dela. estremeceu da cabeça aos pés e se agarrou ainda mais no corpo dele.
            Sim, lá estava ele. Seu Jacob! Seu amor! Ela se prendeu a ele com força, tateando o seu corpo, beijando a pele exposta do pescoço e inspirando o cheiro.
­_ Jacob! – Era tudo o que ela conseguia repetir, enquanto sentia as mãos dele passeando em suas costas, em um carinho maravilhoso.
_ Shiii... se acalme! – Ele sussurrava, tentando abrandar os soluços incessantes que vinham da moça.
            Demorou até que ela se soltasse um pouco dele e finalmente contivesse os ânimos tão alterados.
_ Eu pensei… eu pensei… eu senti você partindo! Eu… eu tive tanto medo… eu não podia suportar isto! Eu sei que não poderia, eu preciso que…
            Jacob calou com um novo beijo. Este foi mais singelo, brando. Os lábios quentes se moviam sobre os dela com suprema graça, lentos e complacentes, arrancando um gemido languido da moça.
_ Eu. Estou. Aqui. – Cada palavra de Jacob foi pontuada com um selar de lábios.
            respirou fundo, tentando achar um rumo certo em meio ao caos de seus pensamentos e sentimentos. Ela se manteve de olhos fechados, respirando cada vez mais lentamente até que, finalmente, se controlasse.
_ O que aconteceu? – Com a voz controlada, se afastando alguns passos para longe de Jacob, perguntou. Era uma pergunta era tão simples, mas a resposta tão complexa.
            Jacob evitou explicar a qualquer um o que havia acontecido, se preocupou apenas em seguir adiante e cuidar do povo quileute naqueles tempos tão conturbados. E a sua segurança em olhar apenas para o tempo presente e futuro evitou maiores questionamentos sobre a notável transformação nele. Apenas o seguiam e confiavam. Quando tudo o que assolava as pessoas era o medo, a figura de Jacob tornou-se vital.
            Quando os próprios lobos não sabiam se poderiam resistir a um novo ata   que de vampiros, quando a existência dessas criaturas já não era desconhecida entre os quileutes, quando mortes e mais mortes aconteciam ao redor da reserva, não havia mais segurança. Era como se um manto negro, de mãos e braços funestos agarrassem todos os corações de uma só vez e os possuíssem.
            Foi assim que Jacob encontrou seus amigos, familiares, irmãos. Seu povo estava perdido na escuridão, desolados, completamente dominados por ela. E então ele se impôs, e suas ordens foram como um fôlego para o afogado, uma embarcação segura para o naufrago. Jacob surgiu com calor e luz. Passou a ser como um Sol para todo o povo.
            Por isto confiavam e o seguiam sem perguntas e, sobretudo, sem medo.   
            Mas com era diferente. Jacob sentia que a ela devia explicações. precisava saber de exatamente tudo o que havia acontecido.
            Ele respirou fundo, prendeu seus olhos aos dela, criando uma conexão potente. Naquele instante, o mundo externo caiu por Terra. Eram somente os dois.
            E Jacob suspeitava que seria ali, ao se explicar para , que compreenderia o seu novo eu.
CAPÍTULO 57 RAINHA E REI
"Na verdade, somos uma só alma, tu e eu.

Nos mostramos e nos escondemos tu em mim, eu em ti

Eis aqui o sentido profundo da minha relação contigo,

Porque não existe, entre tu e eu, nem eu, nem tu." 
by Rumi
            acariciou o rosto de Jacob mais uma vez, desta vez se demorando a deslizar os dedos por cada ínfimo contorno daqueles traços tão belos. E agora, quanta imponência cabia a ele. Jacob fechou os olhos e permitiu que em silêncio ela lhe acariciasse. De olhos fechados era como se sentisse aquela carícia dentro de si. E também de olhos fechados ele se recordou de quando estivera longe do corpo e se entrelaçou ao espírito daquela mulher.
_ Te perder é a sensação mais horrenda que eu já pude sentir. – Ela murmurou. – Eu posso passar e suportar qualquer coisa, menos isto… menos isto! Eu perdi meu rumo… eu me perdi.
            Enquanto ela dizia aquilo, seus dedos passavam trêmulos pelos lábios de Jacob. Ele lhe agarrou a mão, cessando os movimentos e lhe beijou a ponta dos dedos. Os olhos negros se abriram, atingindo como dois dardos afiados e certeiros.
_ É impossível que você me perca, … é impossível! – Ele murmurou e depois sorriu, com uma calma inconcebível.
            A moça encarou o marido de volta, ainda confusa. Tinha acabado de acordar depois de dias fora daquele mundo, sendo que a ultima sensação que teve antes de sucumbir foi a completa desolação diante da aparente morte de Jacob. E ao despertar era esta a sensação que se lembrava, era este sentimento desesperador que lhe toldava os sentidos. Se sentia ainda meio letárgica, com medo de que estivesse em algum nebuloso sonho.
            Novamente sentiu os lábios quentes de Jacob se apertarem em seus dedos, logo depois ele levou a mão da moça em contato com a pele de seu peito. O som que ela ouvia do coração de Jacob passou então a pulsar sob sua palma, vigoroso e tão real. passou a encarar aquele contato, sua mão quase coberta pela de Jacob.
_ Uma vida… sob suas mãos. – A voz de Jacob voltou a lhe sussurrar, desta recordando-a de palavras antigas, ditas antes que todo aquele tormento começasse. Ela sorriu. – Você cuidou muito bem de mim, doutora. Sente este coração pulsando? – Jacob apertou ainda mais as mãos dela em seu peito. – Sente? O sangue que ele bombeia também é seu. Você se alastrou em mim, tomou posse de meu corpo… você está presente até no meu cheiro, agora! É impossível nos separarmos.
            Quando Jacob lhe disse aquilo é que ela se deu conta de que aquela era a sutil mudança que sentiu no cheiro de Jacob. O cheiro dele estava misturado ao dela e a fazia recordar do cheiro que impregnava seu quarto quando os dois passavam horas de corpos colando, juntos em um ato de amor. Um tremor lhe assolou da cabeça aos pés e ela sentiu o meio de suas pernas pulsarem.
            O olhar de Jacob imediatamente se estreitou, dedicou um sorriso de canto a , a perturbando ainda mais.
_ Jacob… - Ela disse, como quem estava sendo torturada e pedia piedade.
            Ele sorriu e a puxou para o meio de seus braços, dando-lhe um aconchego indescritível. passou a respirar o cheiro dele diretamente de sua pele, como se cheirasse um entorpecente. Ficaram assim por um momento. Não cabia ali uma palavra sequer… Jacob a abraçou até sentir a respiração da moça mais controlada, seu coração menos inconstante e suas mãos mais firmes a lhe apertar.  
_ Eu precisava me afastar. Eu precisava partir. – Ele disse, simplesmente.
            franziu o cenho, mas não disse nenhuma palavra. Por um instante não compreendeu o que Jacob lhe dizia. Mas de repente tudo se fez claro. Ele se referia a sua “morte”. Ela tentou se conter, mas foi inevitável não engolir em seco e deixar que sua pulsação acelerasse imediatamente.
            Ela voltou a sentir as mãos de Jacob acariciando seus cabelos.
 -  Não era uma escolha, assim como as coisas aqui não acontecem por acaso. – Ele prosseguiu.
            Depois ele a afastou brevemente, Jacob ofereceu-lhe a mão, prontamente aceita por ela, e a conduziu para além da proteção das arvores.
            olhou ao seu redor. O vento que batia em sua face trazia um cheiro forte de maresia. Estavam em um local alto e muito próximo do mar. Um penhasco se revelou então, logo após alguns passos. E sim, se lembrava daquele lugar. Ela e Jacob estavam no mesmo penhasco, exatamente no mesmo ponto em que, séculos atrás, seu pai havia aparecido com Quendra para socorrer um desesperado quileute.
_ É o lugar onde meu pai passou a magia elfo ao índio quileute. – Ela disse em voz alta. E era como se vislumbrasse novamente aquela cena: o quileute ajoelhado frente a Lairon e o elfo com as mãos em seu peito, concedendo a magia que faria um povo especial.
            Ela  também se recordava do nome do índio quileute: Khairã. soltou as mão de Jacob e caminhou um pouco a frente, quase na beira do penhasco e se ajoelhou. Se ajoelhou no mesmo chão que um dia os joelhos de seu pai pousaram. Sentiu tanta emoção ao fazer aquele simples movimento que não conteve novas lágrimas, que escorreram lentas por seu rosto. Fechou os olhos e ouviu nitidamente a voz de seu pai sussurrando as mesmas palavras de séculos atrás. Repetiu-as tal como as ouvia em suas lembranças:
“– Dou-te agora o que de mais precioso temos: o poder que está em nosso sangue. A partir de agora terás uma magia em vossas veias. Passará ela aos teus, usará conforme achar necessário para seu propósito, mas não levianamente. Ela irá crescer e se adaptar as suas necessidades, da forma que só ela pode fazer.”
            Ela abriu os olhos e Jacob estava ajoelhado a sua frente. Tal como ela estava no mesmo lugar em que Lairon estivera tempos atrás, Jacob estava no mesmo lugar onde Khairã estivera. Os olhos do índio estavam luminosos, ele tinha a expressão séria e ao mesmo tempo parecia extasiado com alguma coisa.
            Abriu os lábios, tentando falar algo, mas não conseguiu. As palavras de ainda fazendo efeito sobre ele. Era como se, naquele momento, estando ela desperta, estando ele de corpo e espírito renovado, estivessem selando um novo início para elfos e quileutes.
            De início, nem ele entendia a necessidade de ir até aquele lugar e lá esperar por . A única coisa que sabia, ao perceber que ela estava de volta, era que tinham que estar ali naquele exato momento. Por isto a havia atraído até lá e não ido de encontro a ela em sua casa.
            abaixou os seus olhos e se virou, se sentando de frente para o mar, seus cabelos sendo lançados para trás com a força do vento. Respirou fundo.
_ O que precisa me dizer… aqui? – Ela perguntou.
            Jacob voltou a olhar para e sorriu. Talvez a moça não tivesse consciência disto, mas era notável sua soberania para quem olhava. Ainda que ela estivesse descalça, vestida somente com uma camiseta, os cabelos em completa desordem, ainda assim havia uma aura ao redor dela que deixava claro que a moça não era uma mera mortal.
E naquele momento, ela não era apenas a sua esposa. Ali estavam novamente um elfo e um quileute, ao redor deles dois mundos – humano e sobrenatural – se colidiam de forma catastrófica. 
_ Você sabe. – Ele disse, sua voz rouca, os olhos profundos, as feições graves. engoliu em seco.
_ Não! Não sei. – Ela disse, a voz baixa um tanto impaciente. – O que aconteceu? – Ela voltou a perguntar, um pouco mais calma. – O que aconteceu com você? … Disse que precisou partir… onde esteve enquanto eu quase me desintegrei pensando que tinha te perdido?
_ Você sabe… - Ele repetiu, desta vez seus olhos estavam fechados, sua cabeça curvada pra baixo e a postura tensa. O vento pareceu mais gélido para naquele momento.           
            Uma vez mais, Jacob lhe estendeu a mão, mas daquela vez, a moça hesitou antes de agarrá-la. Seu coração batendo loucamente dentro de seu peito, a respiração escassa. Tremula ela ergueu a mão direita para pousar delicadamente na palma quente de Jake. Este estava imóvel, como uma bela estátua de bronze.
            Mas quando a mão dela encostou na dele, os dedos de Jacob fechou-se sobre ela, com a força inquebrável de um diamante. sugou o ar com força, mas não teve tempo de raciocinar antes de ouvir milhões de vozes em sua mente.
            Espíritos.
            Espíritos guerreiros. Espíritos quileutes.
_ Rainha elfo.  – Disseram-lhe juntos, a força deles fazendo o corpo de convulcionar-se e pender em direção ao fim do penhasco.
            E era como se a reconhecessem como tal, como rainha. Seus olhos se turvavam, mas ela não pode fechá-los. Na imensidão do horizonte, um clarão e espectros luminosos apareceram para ela, orbitando sem peso. Fluíam pelo espaço. Ela ainda sentia a mão de Jacob agarrada fortemente a sua e foi com assombro que entendeu que todos aqueles espíritos estavam, na verdade, abrigados no interior de Jacob.
            Os tremores causados pelo forte impacto daquelas emoções lhe doíam o corpo, ela não tinha certeza se poderia suportar aquilo sem sucumbir novamente. As luzes vieram até ela, giraram ao redor dela. Disseram:
_ De teu sangue veio a nossa magia, por tempos findos permanecemos fiel e submisso as vontades do deu povo. Cumprimos nossas promessas.- No meio de todos eles, distinguiu um rosto. Khairã. O quileute que fez as promessas que uniram a vida dos quileutes ao poder dos elfos. – Crescemos, evoluímos. Cumprimos a promessa. Nos libertamos. Somos povo independente…
            se assustou com o som de algo se quebrando. Como se uma muralha de vidro explodisse. Ela sabia o que era. Era a submissão dos quileutes para com os elfos. O dever inegável de submissão que sempre tiveram. Nenhum laço os unia mais em magia. Era isto?
            Então ela sentiu a sua mão que estava presa a de Jacob arder. Unidas. E então, inexplicavelmente, os espíritos se fundirão em uma explosão de luzes e cores, tomando uma nova forma. Expectante, esperou, até que seus olhos pudessem vislumbrar aquilo.
            Os grandes olhos negros pareciam estar tão perto dela, que ela os sentia sondá-la de dentro para fora. A soberania da criatura causava terror que enregelava sua espinha, tal como também lhe despertava um caloroso deslumbramento. Eram leves e luminosos os pelos escuros que cobriam a sua pele. Era enorme, ao seu redor parecia haver um campo magnético que atraia. Tinha uma beleza aterradora.
            se levantou de um salto, buscando Jacob a seu lado, querendo vê-lo. Mas ele não estava lá. Ela novamente voltou seus olhos a fera a sua frente, que havia se movido sem provocar o mínimo ruído. Perscrutou sua forma. Era algo inimaginável, impossível de descrever. Quatro patas, estas eram grandes, pareciam ter garras. Havia alguns traços na face que lhe remetia aos lobos, mas ela não pensava que o poderia definir idêntico a um lobo. Havia algo mais… e era maior, definitivamente maior.
_ Jacob? – Ela murmurou, trêmula, a boca seca. A criatura abaixou a grande cabeça, em uma afirmação muda. tapou a boca com as mãos, sufocando um grito.
            Sim, era ele. Jacob ali, na sua mais nova forma.
            fechou os olhos, os apertou, tentou respirar devagar, por os pensamentos em ordem. As vozes dos espíritos ainda ecoava em seus ouvidos, ela ainda podia sentir a energia deles em sua pele. Não sendo suficiente somente os olhos fechados, a moça apertou as mãos em punho, ficando suas próprias unhas nas carnes de sua palma.
            O que os espíritos quiseram dizer com tudo aquilo?
 _ O poder do povo quileute ultrapassou aquilo que os elfos nos concedeu. E eu fui chamado diante dos meus espíritos ancestrais e nos fizemos um. Todos eles habitam em mim e me fortalecem. Eu também sou a essência de todos eles. – A voz rouca se sobrepôs a todas as outras vozes que ouvia. Ela sentia que a inominada criatura andava em círculos ao redor dela, mas ainda assim manteve seus olhos fechados. – E já não somos inferior ao teu povo, .
            Um sorriso brotou dos lábios de , de entendimento. Jacob lhe disse naquele momento que era tão poderoso quanto ela mesma. Talvez mais. Mas ela ainda não entendia o fato dos quileutes serem independentes dos elfos, não entendia o rompimento da ligação entre eles. Aquilo os afastaria?
_ Mas você me deu o seu sangue. – Jacob voltou a lhe dizer, explicar. –Seu sangue corre em minhas veias e dá força ao meu corpo. Eu represento todo o meu povo e você representa todo o seu…  a nossa ligação mágica não pode ser rompida inteiramente.
_ Eu só queria mantê-lo junto a mim! – disse, ainda muito trêmula.
            Ela abriu os olhos, percebeu Jacob a suas costas, baforadas quentes em sua nuca contrastavam com o frio do vento vindo do mar.
_ Eu sei. Eu sei. – A voz de Jacob voltou a soar em sua mente. – Mas nossa união é mais do que somente nós.
_ É a união de dois povos… - completou, tomando aos poucos a consciência daquilo que Jacob lhe dizia.
            Almas que nasceram para ser par… não tinha dúvida que assim era. Jacob e ela realmente não nasceram para existir sem o outro. Dê-se o mundo as voltas que quisesse.  Eles sempre se buscariam e se reencontrariam.
            Mas acontece que o espírito de Jacob carregava a essência dos quileutes, ao ponto que o de , agora ela sabia, era a essência mais suprema não só dos elfos, mas também dos humanos.
_ A ligação mágica entre nossos povos não pode ser… rompida. – Jake disse manso em seus pensamentos. Ela não ouviu, mas sentiu quando a criatura se movimentou silenciosamente, voltando a parar em sua frente. Ver Jacob naquela forma, mais uma vez, ainda lhe roubou o fôlego. – Mas agora ela está sendo…
_ …renovada. – Mais uma vez ela completou. esticou as mãos as levando em direção aos pelos tão mais finos e macios de Jacob em sua forma animal. – Renovada porque… os líderes mudaram. 
            Os olhos da fera lupina cintilaram. teve medo, não dele, mas do futuro. Aquilo significava que ela realmente seria rainha elfo e não se sentia preparada para tal. Mas agora ela entendia porque estavam ali, justamente ali, naquele lugar tão sagrado.            Era para reafirmar as bases daquela união.
            sentiu Jacob estremecer abaixo de suas mãos. Se afastou, assustada, só para ver a grande criatura regredir em seu tamanho, os traços humanos voltar. Mágico! Sublime.
            As poucos ele se fez homem novamente. Estava nu, o corpo suado, tanto que seus cabelos estavam molhados. Ele cambaleou e caiu ajoelhado no chão. Aquela fora a sua primeira transformação depois que “voltou a vida”. Sentia a dor da mudança de todos os teus ossos, a ardência quase insuportável da magia que o fazia se transfigurar.
            correu para ele, se jogando a sua frente, pondo suas mãos em seu rosto.
_ Você está bem? Está bem? – Apesar da voz baixa, parecia histérica. Ele respirava cansado, mas sorriu. Os dentes absolutamente brancos contrastando a cor avermelhada dos seus lábios febris.
_ Estou. – Ele disse, ainda mantendo o sorriso. Porém o seu corpo pendeu mais uma vez, e ele praticamente caiu no colo de . Riu, um riso quase descompromissado, aliviando um pouco o peso de toda a situação.
            queria poder rir com ele, mas se sentia em frangalhos. Apenas sorriu, enleada pelo som daquele riso.
_ Acho que só preciso me recuperar um pouquinho. – Ele disse, se aconchegando no colo da esposa e se agarrando a sua cintura. Deu um cheiro em sua barriga. Na barriga! Contra todos os propósitos, riu com aquilo.
            Então passou a acariciar os cabelos negros, por um tempo não calculado.
_ Tenho medo… não vou conseguir. Isto tudo é demais… demais pra nós! Demais pra mim. – confessou. Ela sabia que todo o poder tinha um peso, um preço. E ela temia aquilo. Muito.
            Jacob se ergueu em um átimo, parecendo recuperando.
_ Nós vamos conseguir! Porque estamos juntos e nada pode mudar isto! Nada! – Ele disse firme, seguro, a encarando abrasador. Pegou  o rosto da morena entre suas mãos, aproximou seu rosto dela. – Nada! – Enfatizou.
_ Prove! – Ela rebateu, também firme. Jacob franziu o cenho.
_ Como? – Perguntou, confuso.
            se afastou das mãos de Jacob.
_ Me ame!  Ame como há tanto tempo não faz! – Ela desceu as mãos para a barra da camiseta que vestia, a tirando diante de olhos que demonstravam uma sede cada vez maior. – Apenas me ame… meu rei…
            Não coube a ela mais palavra alguma, os lábios de Jacob estavam colados aos dela. Um singelo toque, apenas um encostar de lábios, a fez entrar em combustão. Se deixou amolecer. Imediatamente braços fortes envolveram seu corpo, colando-a junto dele. Ele esfregou os lábios nos dela, depois passou a língua por eles, ganhando um languido suspiro como resposta.
_ Minha rainha… - murmurou ele, para em seguida tomar a completa posse da outra boca que lhe pertencia.
            Ambos deixaram escapar um sôfrego gemido, energia pulsando e correndo pelas veias. Dois coração que pulsavam um sangue de mesma essência. Ele se inclinou mais sobre ela, a deitando no solo sagrado daquele penhasco.
            Com louvor sentiu o peso do corpo de Jacob sobre ela, a pele dele em contato com a sua. Inteiro… E aquele beijo, que nunca cessava, a língua que se enroscava a sua, o fogo que passava dele para ela. Era tudo novo, tinha um sabor a mais. Ela abriu-se para recebê-lo mais enroscado a si, as mãos dele foram para as bases de suas coxas e a ajudaram no movimento. Os quadril dele se encostou ao seu, as intimidades próximas e o sangue fervendo.
            Jacob desceu seus lábios pelo pescoço, salpicava beijos quentes e leves ao longo do caminho, até chegar a curva do pescoço. Não resistiu e sugou com força. As pernas de se contraíram sobre seus quadris, ela se remexeu em baixo dele, curvou a cabeça para trás e sorriu em deleite. O atrito das peles fez Jacob rugir sobre a pele da morena.
            Os dedos de se entranharam no cabelos negros, enquanto os lábios férvidos continuavam a doce tortura de sugar, lamber e beijar-lhe. Como em um redemoinho o vento se agitava a volta deles, que se amavam no topo daquele penhasco… tão perto do céu.
            Os gemidos roucos se misturavam ao som das ondas se chocando contra as rochas.  Os beijos, sempre loucos, uniam boca a seio, língua a pele, fogo e ardor. Jacob invadiu com dedos e vontade, enquanto se dedicava a beijar-lhe e dizer-lhe por aqueles carinhos que a amava…  Com gana e graça,  o corpo de reagia e correspondia cada toque, estremecia a cada rosnado ao pé de seu ouvido.
            Parecia exalar de seus poros o amor por Jacob, o júbilo por tê-lo novamente vivo tomando-a como sua. Tomando posse de seu corpo e de sua alma. Tanta era a exultação do espírito da moça, que o ar parecia ser feito mais leve, seu perfume se alastrou, levado pelo vento, espalhando com ele o mais puro contentamento.
            Até que Jacob a puxou  para si, a fez subir em seu colo e a ajudou a se sentar nele, penetrando-a aos poucos. Colaram as testas, juntaram as mãos, arfaram, gemeram. Estavam juntos. Um no outro, um para o outro. descia e subia sob Jacob e a cada choque de quadris, sentiam-se embriagar na essência um do outro, selando amores, pactos, poderes, carmas, magias e mundos. Era uma dança suprema, de êxtase e delícias múltiplas.
            Convulsionavam-se os corpos, desfaleceu em seu ápice de prazer uma, duas vezes, até que não tinha mais forças para comandar os movimentos. Jacob então deitou-se sobre ela, e tomou posse do corpo amada como um lobo faminto. Até que perdido naquela mulher, já não tinha consciência do caos externo, nada mais importava.
            O que tiver de ser, será.
            Sussurravam os ventos sagrados, acariciando e abençoando aquela união. sentiu Jacob estremecer ainda mais, seus gemidos se tornarem mais insólitos. Abriu seus olhos turvos, encarou-o movendo-se sobre si. Fixou o olhar nas órbitas negras, sorriu.
_ Vem… - Pediu, quase sem fôlego, quase desfalecida em meio aqueles braços. Queria dizer mais, no entanto.
            Ela queria pedir que ele fosse para ela com todo seu ardor, fúria, paixão. Queria dizer que era dele seu coração e que atrelada a ele, como estavam, atravessaria o pior inferno, faria do algoz flor perfumada e de seu carma, uma leve caminhada.
            Mas não tinha forças para emitir voz, então apenas o olhou. Olhou profundamente, indo muito além das órbitas negras. Então Jacob chegou ao seu ápice, estremecendo sobre ela. E naquele momento, pode jurar que viu milhões de luzes resplandecer no fundo das orbes negras e invadi-la de forma quase dolorosa. 
            Jacob então sorriu, tão perfeito como era o ato. E o sorriso de Jacob não se fazia indescritivelmente belo simplesmente pela simetria de seus traços, pelos seus dentes alinhados e brancos. O sorriso dele era belo, pois refletia um espírito nobre, que acima de tudo, cultivava amor e devoção.
            sorriu de volta, satisfeita. Sim, eles jamais poderiam se separar. Viesse o que viesse, aquela união tinha os alicerces firmados na rocha do supremo sagrado.
            E ali, no topo de um penhasco, em solo cheio de segredos e significados, é que se concebia aquele amor... e seus frutos.
********
Volterra, Itália.
            Quendra abriu os olhos repentinamente. Sentiu de forma imediata: estava feito! Havia acontecido!
            Procurou disfarçar sua inquietação imediatamente. Olhou ao seu redor, Marcus não lhe encarava, mas sim a Chelsea, seu grande trunfo. A miserável vampira sequer imaginava o que lhe reservava o futuro, tão pouco qual seria sua condenação por ter um poder em específico.
            Olhou então para o outro líder Volturi. Aro era um dos poucos, além de Marcus, que podia ver a elfo. Ele lhe encarava com receio, mas também com notável fascínio. Quendra o encarou, escureceu os olhos e ele desviou o olhar para a sua mais nova presa.
_ Não reaja assim, meu caro Eleazar. Será melhor para todos nós se você colaborar. – Aro disse, com sua característica polidez, ao seu prisioneiro. Este se debatia inutilmente nas garras invisíveis de Sólon, o mais novo vampiro da guarda.
            Solón não tinha nenhum outra habilidade além de paralisar os movimentos de um vampiro pelo poder da mente. A criatura podia se debater o quanto quisesse: não podia despregar os pés do chão enquanto Sólon assim quisesse. Aro exultava pela sua nova descoberta, adorando ter carta branca de Marcus para continuar a frente de tudo, como se todas as decisões viessem dele. Parecia exultante também por poder aumentar a guarda Volturi a cada dia.
            E era por esta razão Eleazar Denali estava ali: para ajudar Aro a encontrar novos talentos.
_ Já disse que não é de meu interesse participar dos seus planos torpes, Aro! Ainda mais agora, que perderam a cabeça e estão permitindo que os vampiros sejam descobertos pelos humanos! O que planeja com isto? Instalar o caos? – O vampiro de olhos dourados questionou duramente, parecendo irredutível em sua decisão.
_ Bom… é uma pena que não queira colaborar. Pena para mim, para você… e também para pobre Kate e Tânia Denali. – Aro lamentou, continuando com seu jogo de hipocrisia.
            Quendra observou Marcus, que ainda fingia sua completa apatia, como se não fizesse parte de nada daquilo, como se ainda lamentasse a morte de Didyme quando tudo sempre foi uma grande farsa. Didyme sempre foi uma pobre vitima de Marcus e de seu próprio irmão, Aro. Quendra poderia ter pena dela… se tivesse sentimentos para isto.
            Mas os pensamentos da elfo novamente se voltaram para e para o que tinha acabado de acontecer. Ela precisava chegar até ela! Ela precisava ver antes que o plano de Marcus se consolidasse! Precisava chegar em  antes de Marcus.
            E ela sabia como fazer isto. Sabia como ludibriar Marcos para ganhar tempo e sabia como atrair até ela, sem defesa e sem armas.
            A elfo sorriu. Sim, era ali que tudo realmente começava. N/A: Meus amores!!!! Que saudades de vcs!!! Parece que faz séculos q não passo por aqui! Neste meio tempo, muitas coisas aconteceram, a pior, com certeza, foi terem hackeado o nosso blog principal! Uma droga! Mas isto não impede de atualizarmos nossas queridas fics!! CANTEM COROS DE ALELUIA!! TPB SAIU!!! To sentindo falta das leitoras daqui! Muitas sumiram, outras andam tão timidas! Vamos meninas, calor! Adoro receber a opinião de vcs! Me xinguem, mas falem! O que acharam do capítulo? O que acham que vai acontecer agora? O que Quendra está aprontando? Huhullll.. muitas coisas pela frente, e a reta final desta fase da história se aproxima!  Outra coisa, TEM TRAILER NOVO DE TPB!!! VIU? NUM VIU? Olhaaaaaaaa:
CAPÍTULO 58
O OCULTO SE DESVELA
"Segure em minhas mãos, Os portões se abriram para uma nova era. Tudo o que verá daqui para frente são montanhas e abismos, Todavia teus poderes são novos. Porém da mesma terra que comeu nossa antiga carne, Nasce a vida paciente, Que tudo suporta e tudo espera. Já é hora; vamos entrar pela entrada das sete chaves. Sorrir talvez seja doloroso. Talvez tu grites por conta de algumas chagas, Como eu também gritaria. Nem tudo deve ser fácil, Mas deve ter sentido. Viva com a paciência de quem espera O Sol numa noite de inverno. Vá, e não se esqueça de que tu não está sozinho. Guarde para si o segredo das chamas e dos infernos, Que toda dor jamais será em vão. E, quem sabe num futuro distante, chegaremos a um glorioso destino."
By Rhodys de Rodrigues Sigrist – Versão adaptada
Um mês depois...
           
  Era um pesadelo. Não tinha como ser realidade. Mary não acreditava em nada daquilo, os boatos na televisão e internet, o pânico das pessoas, as notícias corriqueiras nos jornais: nada daquilo fazia sentido. Tudo só podia fazer parte de uma psicopatia mundial. Alguma seita de desocupados que resolveram brincar com a imaginação das pessoas e que ganhou adeptos em todo o mundo.
            O problema era que antes somente os noticiários mais sensacionalistas se valiam da desculpa de criaturas sobrenaturais e ocultismo para justificar os números cada vez maiores de mortes e desaparecimentos. Porém agora, grandes e respeitados jornais e veículos de notícia discutiam em suas matérias as mesmas coisas: criaturas sobrenaturais... vampiros!
            Mary, secretária, 30 anos, sem filhos, jamais acreditaria que vampiros ou qualquer outro tipo de monstro existisse. Tal como ela, muitos se mantinham  firmes na convicção de que tudo era mentira. Eram os céticos, os mais apegados a certeza de supremacia humana, da exclusividade da raça animal sobre a Terra. Estes se esquivavam dos fatos absurdos que as notícias apresentavam, chamavam de loucos aqueles que relatavam experiências estranhas.
            No entanto, era impossível que qualquer humano negasse os tempos sombrios que pairava sobre o seu mundo, antes tão regrado, tão controlado. Mortes e mais mortes, pessoas enlouquecendo, alegando visões e experiências inexplicáveis diante de qualquer pensamento racional...
            ... Desaparecimentos e o medo se enraizando e se alastrando por todos os cantos do mundo, sob todas as formas.  Os humanos se sentiam no escuro, suas certezas, tão firmadas naquele século XXI, começavam a ruir pouco a pouco.  Eles tinham medo do que não conheciam. E deste medo ninguém podia fugir.
            E haviam armas, bombas, radares… Mas o perigo estava nos becos mais escuros, além do lugar onde as vistas humanas podiam enxergar, mais rápidos do que pudessem pensar em atirar.
            Algumas cidades eram mais atingidas por ataques e mortes, mas os avanços tecnológicos e a rapidez com que as noticias se disseminavam ajudava a espalhar o pânico para o mundo todo. Seattle  era uma das cidades que mais sofriam com ataques, mortes, desaparecimentos e fatos inexplicáveis.  Tanto que durante a noite as ruas ficavam desertas, todos os estabelecimentos fechados... a cidade parava. Cético ou não, poucos ousavam demais naqueles últimos tempos.
                        Exceto Mary. Ela parecia sentir necessidade de provar a si mesma que tudo aquilo era só uma fase negra da humanidade. Um absurdo retrocesso de inteligência humana.
            Até aquela noite.
            Ela saiu da empresa tarde, adiantando seu trabalho para o dia seguinte. Mas por uma tremenda falta de sorte, seu carro parou de funcionar de um momento a outro, no meio de um beco qualquer de Seattle. Os amigos haviam a alertado sobre não ficar até tarde fora de casa, mas ela não dava ouvidos aquilo.
            Não fazia sentido este medo por coisas infundadas. Mas foi ali, naquele beco vazio, que a prova viva de que nada do que corria pelas notícias era mentira lhe foi dada. Foi ali que Mary se arrependeu  de não ter acreditado no que lhe diziam.
_ Precisa de ajuda, princesa? – Uma voz melodiosa lhe disse, enquanto ela tentava, inutilmente, chamar socorro pelo celular sem rede. A cidade estava parada ás dez da noite.
            Ela poderia sentir alívio por aparecer alguém, quando quase a cidade inteira estava se refugiando em suas casas. Mas tudo o que ela sentiu ao ouvir a voz foi medo. Puro e genuíno. Ela tentou se acalmar, repetindo em pensamento que para todos os efeitos, poderia ser algum policial que vistoriava o local e a ajudaria.
            Mas seu coração acelerou de um segundo a outro quando, rápido demais, sentiu a presença de um homem fungando seus cabelos ruivos.
_Deliciosa… - ele sibilou ao pé do seu ouvido, dedos gélidos passando levemente pelo braço da mulher. Gelado demais para uma noite amena como aquela.
            Mary engoliu em seco, apertou os olhos e rezou fervorosamente. Sentiu a presença longe de si. Tal como havia aparecido, o homem desapareceu de perto dela. Mary se virou e sondou o lugar escuro. O medo fazendo seu corpo parecer gelatina. Não havia ninguém. Ela respirou fundo, tentando se convencer de que tudo não havia passado de um devaneio de sua mente cheia de bobagens.
            Mas por via das dúvidas ela iria sair dali. Se abaixou, arrancou os saltos e saiu quase a correr do beco, procurando a área residencial próxima dali. Mas então, ela escutou uma explosão e as luzes dos poucos postes que iluminavam o seu caminho desapareceu. Com a adrenalina a comandar suas ações, Mary gritou de susto, largou os sapatos e se pôs a correr.
            Assim que ela ouviu uma risada escancarada atrás dela, muito perto, ela soube que sua vida dependia daquela corrida. Logo ela podia vislumbrar um vulto a rodeando, fazendo-a desviar do caminho e indo, sem perceber, para um local cada vez mais afastado da área populosa de Seattle. Quando ela se deu conta disto, já parecia tarde demais.
            Continuou a correr, mas logo soube ser inútil, quando um homem começou a aparecer do nada em sua frente. Não importava o lado que ela corresse, o homem estava lá: rindo. Apesar da escuridão, Mary pode ver os olhos vermelhos cintilantes cada vez que dava de frente com a criatura, assim como os dentes brancos e perfilados se mostrando para ela. Ela começou a chorar em seu pânico e a gritar por socorro, ao ponto que seu perseguidor ria cada vez mais alto.
            Só podia ser um pesadelo… e ela precisava acordar antes que tivesse um enfarto.
_ Chega de brincar. – Ela o ouviu dizer e no segundo seguinte estava presa. Era como braços de aço ao seu redor, lhe esmagando com uma força absurda. Mary sentia que se ele apertasse um pouco mais, poderia espatifar todos os seus ossos.
            Ela chorava e se debatia descontroladamente, mas era inútil. Sentiu algo como pedra de gelo acariciar sua coxa e subir a saia de seu vestido.
_ Não! – Gritava inutilmente, mal sabendo que seu desespero aumentava o prazer assassino do seu perseguidor.
_ Gostosa em tudo. – A voz branda sussurrou em seu ouvido. – Excelente caçada hoje.
            O vampiro girou a mulher para frente dele, exibindo seus dentes e sua expressão de monstro sedento para aumentar seu pânico. O cheiro de medo que vinha dela parecia deixar tudo mais saboroso. A moça gritou mais, porém o vampiro se preparou para dar o bote final, já vislumbrando o ponto pulsante da jugular.
            Inspirou profundamente  antes de mordê-la, mas foi aí que identificou um cheiro estranho. Havia mais alguma criatura ali. E não era humana ou vampiro. Porém o predador não teve tempo de fazer mais nada. Um rugido cortou o céu de Seattle e Mary caiu no chão, seu predador havia sumido. A moça abriu os olhos a tempo de ver o vampiro ser imediatamente destruído por uma imensa criatura.
            Sua boca se abriu sem voz assim que o animal glorioso e imenso voltou-se para ela. Tinha olhos negros que exalavam um poder aterrador. Perturbada, a mulher não resistiu e perdeu os sentidos. Logo após um tempo ela voltou a ser envolta por braços de aço. Mas estes eram muito mais quentes.
_ Vou levá-la pra casa. – A voz grave disse aos outros. – Façam o cerco sobre Seattle. Há outros pela cidade.
            Os outros dois lobos concordaram, sem questionamentos, a ordem do Alpha.
_ Seth avisou que estão limpando a área de Port Angles. Forks está por conta dos Cullens e La Push estão com as garotas vampiras e os lobos mais jovens. está selando o maior numero de casas em Port Angeles. – O outro lobo, recém chegado ao círculo anunciou.
_ Certo, Paul. – Jacob disse, acomodando a mulher ruiva nos braços. A pulsação dela voltava ao normal aos poucos, breve despertaria. – Voltem ao trabalho.   
             Os lobos se afastaram. Jacob segurou a mulher com apenas um braço e com o outro, acendeu o isqueiro que trazia no bolso do jeans, ateando fogo nos restos mortais do vampiro recém-criado. Aquele era um dos piores, pela forma como o cheiro do medo de Mary estava alastrado no lugar, ele a havia feito o temer quase ao ponto de enlouquecer.
            Acomodando a moça melhor em seu braços, Jacob se preparou para novamente vê-la e reparar na mulher que um dia fora sua amante. Mary… sua secretária ruiva. Não fazia mais de um ano a ultima vez que a teve em uma cama, mas aquilo parecia absurdamente distante de si, daquilo que havia se tornado. Mas o destino, caprichoso como nunca, a colocou em seus braços novamente... talvez para que ele pudesse reparar o erro de tê-la feito um objeto de prazeres fugazes.
            O alpha caminhou com passos seguros ao lugar que sabia que ela morava, esperando que  não tivesse se mudado. O prédio não estava muito longe dali, logo chegou com ela nos braços. De fora dos portões pode ver o porteiro se desesperar com a visão de um homem carregando uma mulher desmaiada.
_ Abra! – Ele disse, pausadamente, usando o tom de Alpha sem esperança de ser obedecido.  
            De dentro da guarita, o homem paralisou, talvez de medo, talvez apenas por não saber o que fazer. Impaciente, Jacob esticou a mão e forçou o portão, abrindo-o sem grande esforço. Aquilo fez o porteiro se mexer, desaparecendo edifício adentro. Jacob não se preocupou com ele, seguindo até o elevador e subindo ao décimo terceiro andar com o cenho franzido. No saguão do prédio já pode sentir: vampiros, pelo menos dois, haviam passado por ali há algum tempo. Ele podia colocar Mary em seu apartamento, mas ela não estaria segura ali nunca.
            Depositou a ruiva na cama que já conhecia, tentando não se lembrar de nada impróprio, e se dirigiu a janela do quarto. A noite estava bonita, iluminada, estrelada, mas estranhamente silenciosa para uma cidade daquele tamanho. Do alto da sacada, Jake sentiu novamente o medo por aquilo que quase não podia controlar.
            Os lobos e os Cullens decidiram estender sua área de “proteção”, pois querendo ou não, havia uma infestação de vampiros por ali. Agiam pela proteção dos outros e de si mesmos. E os humanos tão perdidos, tão incapazes de ver ou agir de uma forma coerente. O Alpha suspirou com pesar.
            Seus pensamentos foram interrompidos quando ouviu um suspiro atrás de si. Mary. Ele não podia abandoná-la ali, na frieza de um apartamento. 
            Por isto fechou os olhos e se concentrou. Pensou nela. Havia pouco tempo tinha descoberto este dom que se desenvolveu entre eles. Ela podia senti-lo, podia descobri-lo onde quer que estivesse e ir até ele, encontrá-lo sem precisar de nenhuma explicação, sem precisar ser guiada pra isto.
“O que aconteceu?” Rapidamente a voz dela soou em sua mente.
_ Estou bem. – Ele murmurou para o vazio. – Preciso dos seus dons.
            Houve um momento de silêncio, ele só podia ouvir a respiração entrecortada de Mary e sua pulsação constante. Não tinha certeza se ela pode ouvi-lo. Jacob ainda não sabia como aquilo tudo funcionava, vinha se descobrindo cada vez mais poderosa, mas muita coisa de sua origem élfica ainda permanecia oculta.
            não respondeu mais nada e Jacob desistiu de tentar algo assim que ouviu a mulher se mover atrás de si, despertando. Andando muito calmamente, ele se sentou na beirada da cama.
            Mary abriu os olhos, piscou algumas vezes, mas logo sua pulsação se acelerou, ela começou a arfar. Tentou se levantar no impulso e gemeu ante uma dor que tomava todo o seu corpo.
_ O que…? – Ela sussurrou, confusa. Estava em seu apartamento? Tudo não havia passado de um pesadelo, realmente? Então de onde vinha a dor em seu corpo, como se ela realmente tivesse sido prensada pelos braços de um homem estranho…?
            Ela tentou se mexer de novo, parecendo sentir mais dor, soltando outro gemido.
_ Evite se mexer. Está tudo bem agora. – Mary paralisou. Toda a linha de raciocínio que ela tentava montar se perdeu ao som daquela voz. Ela conhecia aquela voz. Seus olhos procuraram a fonte, confirmando suas suspeitas.
            Eram os mesmos olhos negros, mas estavam diferentes. Havia uma força diferente naqueles olhos. Antes o olhar de Jacob era pesado, denso, carregado de uma espécie de rancor. Mas agora, seu olhar exalava um poder capaz de fazer Mary estremecer, uma profundidade que a fez se perder de si mesma ao primeiro contato com aquelas íris. De uma forma instantânea ela percebeu que ele estava acima de qualquer outra pessoa que tivesse conhecido antes, acima de qualquer outro humano.  
_ Jacob? – Ela murmurou. A moça paralisou, o rosto voltou a empalidecer de repente, imcapaz de olhar para nada mais além daqueles olhos.
            Depois ela sacudiu a cabeça devagar, como se negasse. Fechou os olhos apertados e começou a murmurar: – É só um pesadelo, tudo um pesadelo… pesadelo. Por favor Deus, me acorde… um pesadelo.
            Ela começou a balançar o corpo para frente e parar trás, a despeito da dor aguda em seus músculos, até sentir mãos quentes e suaves em seus braços. Um toque quente demais, em completa oposição ao outro toque que recebera… gelado demais. Nada daquilo poderia ser natural.
_ Um pe-sa.... pesad... – Ela começou a chorar histérica em seu murmúrio e Jacob viu novamente os efeitos que o mundo sobrenatural tinha sobre alguns humanos. Ela estava a beira de um colapso.
            O toque quente cessou, Mary abriu os olhos para ver ao redor. Não havia ninguém com ela, era só o seu quarto. Mas então ela viu a silhueta na cozinha. Gritou.
_ Mary. Mary! Pare! Está tudo bem agora. Sou eu, Jacob Black. Não vou te fazer mal. – Num instante ele estava na sua frente, lhe afagando os braços e dizendo palavras de conforto em um tom macio, que ela jamais havia ouvido de Jacob Black antes. Jamais.
_ Tome. Tome isto. – Ele tornou a dizer, lhe estendendo um copo cheio do que parecia ser água. Ela continuou a soluçar, ao ponto que Jacob insistiu com ela, pegando suavemente em sua nuca e ele mesmo levando o copo até seus lábios, com delicadeza extrema. – Tome, é pra te acalmar.
            Soluçando, com os grandes olhos verdes encarando Jacob, ela tomou dois ou três goles da água doce que ele lhe oferecia.
_ Só mais um pouco. – Ele insistiu, mas a moça recuou, voltando a se recostar em sua cama.
            Jacob via nos olhos dela inúmeras perguntas, mas não sabia como responder a elas sem que Mary recordasse todo o pânico que viveu há menos de uma hora. E ele não sabia como devia proceder. Poderia deixá-la a própria sorte e sair dali. Mas sentia que não devia. A ultima vez que se viram ele lhe dera as costas enquanto ela chorava. Por causa dele. Jacob sentia um certo dever de reparação para com ela.
_ O que… que aconteceu? – Ela finalmente perguntou, com a voz chorosa e trêmula, mas parecendo um pouco mais calma.
            Jacob respirou fundo.
_ Do que se lembra? – Perguntou, sondando.
            Mary lhe olhou, novas lágrimas de pânico inundaram seus olhos. A moça enterrou os dedos entre os cabelos e apertou os olhos. Jacob sentiu o cheiro do medo dela se disseminar pelo ar. Provavelmente se recordava dos detalhes.
            Mas então o ambiente pareceu mudar para Jacob. Ele sentiu uma eletricidade lhe pulsando nas veias e soube imediatamente que estava perto. Ele mal entendia como ela havia chego ali tão rápido, mas ela estava ali. Antes mesmo de ouvir seus passos, sentia seu cheiro mais perto dele, seu coração batendo mais veloz em reconhecimento.
            Não demorou muito ele escutou passos no corredor.
_ Jake? – Ela murmurou.
_ Aqui.
            Ele se levantou e abriu a porta do apartamento de Mary bem em tempo que apareceu em frente a ela. o escrutinou com o olhar, como se procurasse algum arranhão, a sensação de perda ainda não a tinha deixado completamente. A quase morte de Jacob foi algo grande demais para que ela se esquecesse tão facilmente.
_ Estou bem. – Jake disse, com um sorriso nervoso. Ele não parecia tão bem. se precipitou para dentro e foi então que sentiu o cheiro. Seus olhos se fecharam em fendas, passou direto por Jacob até chegar ao quarto e ver Mary, a ultima amante de Jacob, deitada na cama.
            Jacob a seguiu e teve receio ao ver os punhos de cerrados. Mary esbugalhou ainda mais os olhos e encarou a mulher de postura tão ameaçadora a sua frente. Ainda que estivesse com a mente turva, reconheceu-a. A morena não estava tão impecavelmente vestida como naquela festa, não havia resquícios de maquiagem em seu rosto, mas era a mesma postura de dona do mundo, a mesma beleza pura e inalcançável, o mesmo olhar denso. 
_ Por que está aqui? – murmurou entre dentes. Jacob soube que a pergunta era para ele.
_ Fazendo o que devo fazer. Protegendo humanos de ataques. 
            suspirou.
_ Pensei que tudo se resumisse a matar as criaturas que pudessem atacá-los.
            sabia que estava sendo irracional, sabia muito bem o motivo de Jake estar ali. A moça a sua frente estava péssima, ela sentia o medo, ansiedade e terror exalando da humana, atingindo-a como em ondas. Ele seria incapaz de abandona-la naquele estado.
            Mas ela não podia se controlar, o gosto amargo do ciúme e rancor estava em sua boca, seus sentimentos, aliás, andavam muito mais voláteis ultimamente.
_ Faça que ela esqueça. Proteja o apartamento. – Jake pediu para que fizesse aquilo que podia fazer, mas ela engoliu em seco.
_ Não posso. – Ela virou as costas para Mary,que ainda permanecia muda em cima da cama, e encarou Jake. Ele rebateu o seu olhar sério, apesar de ele estar lhe pedindo algo, era inegável que ele colocava certeza em seu tom. A contra gosto era obrigada a enxergar razão em seu pedido. Mas ainda assim, negou. – Não sou capaz de fazer ninguém esquecer nada, este é um truque que Koraíny ainda não me ensinou. E nem seria bom. Quanto mais ignorantes os humanos permanecerem, mais riscos eles vão correr. E não vai adiantar muito eu selar este lugar, tem vampiros neste prédio, há uma infestação na cidade, maior até do que em Forks.
            Jake apertou a mandíbula.
_ Não é a melhor solução, mas temos que tentar algo.
            desviou o olhar e confirmou com um aceno de cabeça. Sim, eles tinham que fazer o máximo que pudessem. Logo ela andou para Mary, fazendo esta se encolher involuntariamente. A morena ainda não sabia muito bem como controlar seus dons, mas descobriu que algumas coisas eram intuitivas. Colocou as mãos nas têmporas de Mary e capturou seu olhar.
_ O que vocês são? – Mary sussurrou, tremendo.
            sorriu de lado. Mary pensou no quão linda e perigosa ela parecia com isto.
_ Não somos aqueles aos quais deve dedicar alguma preocupação. – Ela disse. – Se acalme agora.
            De longe Jacob pode distinguir a voz de sua mulher mudar quando ela pronunciou a ultima frase, assim como o ambiente todo pareceu irradiar uma energia diferente. O cheiro do medo de Mary foi desaparecendo aos poucos, assim como seu coração foi desacelerando. Quando retirou as mãos de Mary ela estava visivelmente mais controlada.
_ O que sente? – perguntou já em outro tom. Fria, direta.
_ Dor. – Mary se limitou a responder.
_ O vampiro quase a esmagou antes mesmo de tentar mordê-la. Era um recém-criado, não tinha consciência da sua força. – Jacob disse, fazendo Mary lançar imediatamente um olhar brilhante em sua direção.
_ Vampiro?
_ Sim. Um vampiro. Existem muitos deles por aí ultimamente. Você foi atacada por um. – despejou aquilo pra moça impiedosamente, mas esta não se alterou, ainda sob efeito das influências de .
            Depois disto ela se virou bruscamente, sem se importar em usar toda a sua velocidade, farejando o ar em  busca do cheiro de um analgésico pra medicar Mary. Mas antes que pudesse chegar até onde queria, Jacob lhe agarrou o braço.
_ O que está sentindo? – Ele murmurou, enrugando o cenho. bufou. Sério que ele não sabia? Tinha acabado de chamá-la pra cuidar de sua ex-amante e não sabia o que ela estava sentindo? Ela só o encarou, mas titubeou quando enxergou certa mágoa brilhar no olhar dele. – Você duvida do que sinto por você? – A pergunta fez a morena engolir em seco. – Isto me ofende! – Jake quase rosnou.
            Com um movimento brusco se desvencilhou dele com uma súbita vontade de chorar e gritar. Sentia-se sufocada e… enjoada.
            Correu para o banheiro, lugar onde sentiu o cheiro de remédios. Mas fez isto rápido demais. Antes de chegar a porta parou abruptamente sentindo a cabeça rodar. Isto quase a fez perder o equilíbrio, se não fosse Jacob a lhe segurar quase imediatamente ela suspeitava que teria caído. Subitamente um cheiro novo encheu suas narinas: o cheiro do seu próprio sangue. O cheiro pareceu tomar conta de tudo, como se ela, repentinamente, estivesse vertendo sangue por todos os poros. Impossível! Seu estomago deu voltas. 
_ ? Amor? O que foi? – A voz de Jake ficou mais rouca e veloz enquanto perguntava.
            fechou os olhos, mas aquilo não surtiu efeito. Deixou seu corpo tombar no de Jacob, se sentindo muito melhor ao ser envolta por seu calor. O cheiro de seu sangue parecia um mal agouro que a fez sentir um arrepio doloroso. E então, tão rápido quanto surgiu, o cheiro absurdo sumiu, ao seu redor só os odores de antes. Ela abriu os olhos, estranhando, temendo ver seu sangue escorrendo e manchando todos os lugares possíveis.
_ ? – A voz de Jake tinha ficado mais urgente.
            Respirando fundo, ela pode ver que tudo aquilo foi uma espécie de alucinação. Ainda estava um pouco tonta, mas não ao ponto de perder o equilíbrio.
_ Eu estou bem. É só que ando abusando de mim mesma, não durmo a mais de 40 horas, não comi direito hoje e ando gastando muita energia. É isto. – Disse, baixinho, querendo acalmar o marido.
            Se sentindo mais segura ela se virou para ele e sorriu. Jake não correspondeu.
_ Só vou dar um analgésico pra ela, cuidar de proteger este lugar e vamos embora, okay?
_ Não acho bom você usar mais magia. – Ele disse, desconfiado, os braços ainda a prendiam fortemente contra si.
_ Uma a mais ou a menos não vai fazer diferença. – Ela deu de ombros, salpicou um beijo nos lábios quentes e se afastou andando devagar.
            Jacob observou enquanto medicava Mary e lhe dizia algumas palavras tranquilizadoras em uma espécie de hipnose.
_ Existem muitos outros preocupados em acabar com os vampiros, empenhados em fazer os ataques diminuírem. – Ela disse, novamente cordata, lidando com Mary como se ela fosse uma humana qualquer.
            Logo depois ela “sugeriu” que a ruiva dormisse, o que não demorou a acontecer.
_ Eu preciso que você saia Jake. – Ela pediu, já com o olhar distante, o semblante concentrado.
_ Tem certeza que pode fazer isto? – Ele disse, se aproximando. Ela apenas acenou que sim.
            Jake se abaixou e deu um beijo terno em sua testa. Mas antes que pudesse sair pela porta voltou a murmurar.
_ Saia do prédio. Vou tentar estender a magia o mais longe que puder.
            Jacob franziu o cenho, com receio de que ela voltasse a passar mal, mas ela lhe sorriu.
_ Eu posso fazer isto. Confie em mim. 
            Jake reparou no brilho diferente que tinha em seu olhar, na voz suave e segura que tinha, na forma como seu cheiro se desprendeu como um encanto poderoso. Mal pode responder e se afastou. E quando ele saiu, voltou-se para si mesma.
            Há um mês ela estava sendo treinada pelos elfos para assumir um posto que estava vago depois do sumiço inexplicável de Quendra. A morena ainda se recusava a admitir que a elfo desaparecera de um momento a outro, abandonando-os no momento mais tenso e complicado de todos. Ela e nenhum dos outros elfos conseguiam entender. Eles haviam tentado se comunicar com a rainha por incontáveis vezes, mas sempre eram repelidos em certo ponto, era como se a elfo estivesse além do alcance de qualquer um deles.
            respirou fundo e buscou em sua mentes os últimos ensinamentos dos elfos:
“Tudo está em você. O poder e a fonte para alcançá-los. Basta se concentrar”.
            Ela se lembrou das palavras de Koraíny enquanto ele lhe ensinava a magia que estava prestes a realizar. Algo muito antigo, que há séculos atrás foi usada pelos elfos, mas que há muito não era praticada. Era a magia que resguardava os lares em que residiam humanos. Estes eram selados e nenhuma criatura não-humana poderia invadi-lo sem permissão.
“O livre arbítrio dos homens. Este é o limite dos nossos poderes e influência sobre eles. Podemos manipular a mente de alguns, mas se eles quiserem, irão se lembrar. Podemos fazer alguns dormirem, mas se eles não quiserem assim, nada terá efeito.”
            Koraíny havia lhe explicado. Esta magia foi muito usada pelos elfos quando os vampiros começaram a existir, quando ouve uma pequena infestação em algumas lugares e havia somente os elfos com poder suficiente para lutar contra. Então eles selavam todas os casas que podiam, para que, ao menos em seu lares, os humanos ficassem seguros.  A magia não durava muito, dado que, a partir do momento em que um humano liberasse a “visita” de uma criatura sobrenatural, toda a magia era rompida imediatamente. E se, por algum acaso, o humano que residisse no local não considerasse aquele o seu lar, então tudo também não tinha efeito algum.
“Foi isto que originou o mito entre os humanos de que vampiros não entram sem ser convidados.”
            O elfo lhe explicou.
            olhou ao seu redor, avaliando o confortável apartamento de Mary buscando alguma dica de que aquilo era um lar e não um mero abrigo. Encontrou algumas fotos de família, alguns desenhos em uma escrivaninha ao lado da cama. Eram desenhos impecáveis, traços muito delicados. voltou a olhar para a ruiva exuberante na cama e novamente para os desenhos. Realmente, não parecia que ela os fazia, mas havia uma assinatura comprovando que sim, os desenhos eram de Mary. Vários tipos de lápis estavam postos em copos plásticos coloridos, a cadeira impregnada com o cheiro da humana era confortável. Ela parecia ficar um bom tempo ali.
            Nervosa, foi para o centro do apartamento de cômodos conjuntos. Ela tinha que tentar. Jamais tinha feito aquilo sozinha, sempre tinha um elfo junto de si quando ousou, mas agora não havia outra forma e, além de tudo, ela queria testar seus limites.
            Se agachou, sentando-se no chão e fez o que Koraíny e Niadhi tinham lhe ensinado: concentrou-se em si mesma. Procurou acalmar sua respiração, fechou os olhos, curvou a cabeça, tentou calar os sons ao seu redor. Mergulhou dentro de si até se deparar com a imensidão instável de seus próprios mistérios, lugar em que era tragada com tanta força e facilidade. Sentiu seus pelos se eriçarem, a garganta fechar e a pulsação acelerar. Suas têmporas começaram a formigar tal como as extremidades de seus dedos. De um momento a outro ela passou a ter consciência de todo o seu corpo, que pulsava enérgico.
            Mudou a postura, pondo-se sobre os seus joelhos. Encontrou a fonte do poder dentro de si, mas ela buscou por mais. Apertou os olhos, seus lábios se abriram, soltando ofegos e gemidos baixos e descontrolados. Sentiu a magia lhe golpear com força, parecia se apoderar dela de uma forma assustadora. mal tinha consciência, mal tinha controle. Seu peito começou a se aquecer, sentiu este calor se espalhar por todo o corpo. Abriu os olhos, que ardiam, mas não enxergou as paredes que a encerravam naquele lugar. Não. Ela se deparou com uma gloriosa tempestade de luzes.
­_ Deus! – Ela murmurou, maravilhada.
            Estendeu as mãos, procurando alcançar os raios de luz que dançavam a frente de seus olhos. Com alarme percebeu que as luzes pareciam sair da ponta de seus dedos. Era algo que ela jamais tinha feito, jamais tinha se deparado. Sabia que estava no centro do lugar onde toda a sua magia começava e, naquele instante, só precisava aprender a usar tudo aquilo.
“Peça. Peça, porque este poder não vem de nós”. As palavras do seu elfo querido lhe soaram nítidas novamente.
            Então ela pediu.
_ Permita que eu possa.… permita que eu possa proteger estes lares. Estender sobre cada canto onde residem homem, coração e espírito a muralha que os resguardem. – Mal houve tempo para que   pudesse estranhar o som distinto das palavras que saia dos seus lábios. Como um golpe muito forte, sentiu a magia poderosa saindo de si.
            Fora do edifício, Jacob sentiu este momento em particular. O chão abaixo dos seus pés tremeu, ele olhou pra cima, para o ponto de luz que irradiava e que se espalhava a uma velocidade espantosa.
            O vento ficou mais forte, de um momento a outro, chicoteando no corpo de Jacob.  
“Vou tentar estender a magia o mais longe que puder.”
            Ela tinha dito. E foi com assombro que Jacob viu a luz se erguendo e se espalhando pelo céu de Seattle, cobrindo tudo. Ao longe, apesar do barulho do vento forte, ele pode ouvir uivos assustados dos outros lobos, pode sentir o pânico deles.
_ Meu Deus! – Jacob murmurou, sua boca seca.
            A magia se alastrava rapidamente, formando uma bolha ao redor de Seattle. Jacob sentiu o ar que lhe golpeava ficar pesado, como se passasse a comprimi-lo, rejeitá-lo. Ele sabia que isto era reflexo da magia. Nenhuma criatura mágica tinha poder contra ela. Somente outro humano ou elfo.
            Então a grande bolha mágica eclodiu de repente, caindo do céu como uma tomba d’água. Foi tão forte que Jacob teve que se encolher no chão e se proteger da melhor forma com os braços. Como Alpha que era, soube que a magia havia feito todos os lobos ao redor entrarem em fase, obrigados a voltarem a ser humanos. O impacto da aparente “explosão” teve força pra reter seu poderoso corpo ao chão e ele não conseguiu e não pode se levantar até sentir o vento se acalmar.
            Sentiu o corpo dolorido, pesado. Com receio se mexeu, testando os movimentos aos poucos. Sim, ele podia permanecer ali.  E parecia que seus ouvidos haviam ficado ocos. Não podia ouvir som algum exceto os da natureza. A cidade pareceu ficar ainda mais silenciosa, como se ainda sofresse o impacto daquela magia.
            Respirando com dificuldade ele se levantou, fechou os olhos, concentrando a sua mente a procura dos outros lobos. Paul era o que estava mais perto e logo Jacob pode vê-lo caminhar lentamente para perto, como se arrastasse.
_ Cara! Que diabos foi isto? – Ele sussurrou e se Jake não tivesse uma excelente audição, mal teria percebido, ainda que estivesse muito perto.
            Paul chegou perto de Jake e desmontou no chão, caindo sentado.
_ . – Jacob respondeu, olhando pra cima. Ela precisava descer logo. Jake precisava ter certeza, que depois de tudo aquilo, ela estaria bem. – . – Ele repetiu, desta vez mais forte. Mas não teve resposta, tão pouco ouviu algo vindo do prédio a sua frente.
            Ele se precipitou pra frente, mas quando tentou entrar no prédio imediatamente sentiu um golpe e recuou.  Ela tinha conseguido proteger todo o edifício?
_ ! – Ele gritou.
_ Ela tá aí dentro? – Paul perguntou, ainda com voz fraca.
_ Sim. Ela está lá e só tem humanos lá dentro.
_ Então relaxa, Jake. Ela tá segura. – Paul respirou fundo, como se tentasse recuperar o fôlego. – Isto daí que ela fez, foi aquilo de selar as casas contra vampiros? – Jacob confirmou com um movimento de cabeça. – Cacete! Isto me pareceu bem mais eficiente do que ela e os outros elfos fizeram lá em La Push e em Forks. Acho que espantou os vampiros que estavam por aqui por um bom tempo. Tem certeza que ela fez tudo sozinha? Não tem nenhum outro elfo aí dentro?
            Jacob franziu o cenho.
_ Não. Não tem nenhum outro elfo aí dentro. Eu deixei ela sozinha.
            Sozinha.
            Mas Jacob estava enganado. não estava somente com humanos lá dentro.
            A criatura tinha entrado antes mesmo que Jacob saísse, tinha seguido durante todo aquele mês caótico, em que lobos, elfos e até mesmo os Cullens tentavam se proteger de uma guerra iminente. Ela viu como evoluiu aos poucos, viu como absorvia de forma surpreendente cada ensinamento de Koraíny e viu como o poder dela era triplicado. Mas ela, Quendra, sabia muito bem o porque estava tão poderosa quando nem tinha requerido o trono élfico da forma como deveria ser.
            E aquela noite tinha sido o ápice. A bendita mulher tinha alcançado a ligação direta com os tesouros que ela carregava dentro de si, sem ao menos ter consciência disto. Quendra se curvou sob o corpo desmaiado de , observando a face pálida da moça. Ela tinha feito muito esforço, abusou. E agora, estava tão… vulnerável…
            Delicadamente Quendra passou os dedos pelos cabelos de , espalhados pelo tapete. Quendra ouviu o grito de Jacob e sorriu. A própria tinha cuidado para que ele se mantivesse do lado de fora. As duas estavam praticamente sozinhas. A rainha atual e a prometida ao trono.


CAPÍTULO 59
O OCULTO SE DESVELA – PARTE II


            A bela elfo franziu o cenho quando escutou a humana, Mary, acordar. Claro, a influência de tinha acabado, agora que ela jazia ao chão, sem forças, como a principiante incontrolada que era.
            Se levantou e deixou-se ver. A humana andou até a pequena sala e arfou quando viu a criatura lindamente bizarra que se erguia no meio de seu apartamento. A elfo capturou o olhar da ruiva e ordenou:
_ Durma e esqueça-te de tudo. – Os olhos da humana piscaram, sonolentos, mas ela não acatou a vontade de Quendra, a elfo soube. Principalmente no quesito esquecer.
            “Livre arbítrio!” Quendra pensou, irritada. Mas acontece que Quendra sabia formas de burlar aquilo. A humana deu dois passos pra trás quando viu os olhos da criatura a sua frente enegrecerem completamente, de uma forma macabra. Mas ainda assim, não pode escapar de ser “presa” pelo olhar medonho.
_ Durma e esqueça-te de tudo. – A elfo ordenou novamente. Com um sorriso, percebeu os olhos verdes da humana ficarem opacos, perderem o brilho, no exato momento em que sua mente era limpa de tudo. Dez segundos depois, a humana jazia adormecida em sua cama.
            Lá de baixo, Quendra ouviu o grito de Jacob novamente, desta vez mais forte. Depois ouviu a voz do outro lobo dizendo:
_ Calma cara. Ela deve estar se recuperando. Vamos ter que esperar ela descer. Não tem outro jeito.
            “Sim, não tem outro jeito”, a elfo pensou. Voltou sua atenção a , ainda desmaiada. A pobre ainda não sabia como lidar com tanto poder, mal sabia ela que colocou em risco outras vidas ao ousar tanto. A elfo se curvou sobre ela e inspirou, sentindo o seu cheiro: muito mais forte, muito, mas muito mais vigoroso e poderoso. Seus olhos se turvaram. Recuperando-se, a elfo chegou próxima ao ouvido de e murmurou:
_ Desperte.
            Os olhos da morena tremeluziram até que se abrissem aos poucos. somente abriu os olhos, mas não se moveu. Com a visão turva ela vislumbrou Quendra agachada a sua frente. Esta lhe pegou delicadamente entre os braços, erguendo-a, depois tirou algo das vestes, parecia uma fruta de formato oval e da cor púrpura.
_ Coma. – Ela disse, colocando a “fruta” frente ao lábios de . A morena franziu o cenho e espremeu os lábios, sentindo o estomago se contorcer ao sentir o cheiro cítrico daquilo. Quendra sorriu. – É só um alimento que te dará a força suficiente. É das nossas terras.
            A elfo explicou, e como “nossas terras”, entendeu que ela falava do lugar oculto ao qual os elfos se refugiavam. Restava saber como ela entrou lá pra pegar aquilo – já que a fruta parecia fresca – se os elfos diziam que estava desaparecida.
            Quendra espremeu um pouco a fruta. Um líquido doce e, conforme o cheiro, cítrico, escorregou por entre os lábios de , agora entreabertos. Era algo forte, incomum. Imediatamente separou mais os lábios e mordeu a fruta misteriosa oferecida pela elfo, sentindo que só ela parecia capaz de revigorar seu corpo, de forma imediata.
_ Você não deveria se esforçar tanto na magia. Se eu não estivesse aqui, poderia ter ficado horas e horas desmaiada e ninguém poderia te ajudar. – Quendra explicou, parecendo preocupada.
            Conforme ganhava forças, pegou a fruta das mãos da elfo, se sentou, e se pôs a comer mais, apenas concentrada naquela ação. Quendra apenas ficou a observá-la, sentada ereta a sua frente. terminou de comer e se sentiu muito melhor com aquilo, mas continuou sentada. Então, a primeira coisa que disse foi o que rondou sua mente por todos aqueles dias.
_ Onde esteve? – Sua voz ainda estava fraca.
            Quendra suspirou.
_ Onde disseram que eu estava? – Ela rebateu com outra pergunta.
_ Os outros elfos me mostraram. Sentiram que você estava em… Voltera.
            A elfo desviou o olhar.
_ Sim. Eu estava lá. Eu estava com ele.
Ele. Marcus Volturi.
_ Por que? – perguntou, a garganta fechada. Quendra tardou a responder, abaixou os olhos e não voltou a encarar . A morena passou a se incomodar com isto. – Olhe pra mim!
            Os olhos castanhos de Quendra se voltaram imediatamente pra ela.
_ Marcus é muito mais perigoso do que pensa. – A elfo disse, parecendo angustiada. Ela foi evasiva e direta na resposta. Por um momento ficou confusa, só respondendo depois de alguns segundos.
_ Só se ele conseguir meu sangue. – Disse, querendo ter mais certeza a respeito daquilo.
_ Nós duas sabemos que ele não vai desistir e cedo ou tarde vai conseguir. Quanto mais tentar impedir, pior será.
            sentiu um arrepio diante das palavras murmuradas da elfo.
_ Ele não será o único vampiro com meu sangue nas veias.
            Então um brilho estranho passou pelos olhos da elfo, ela sorriu, amarga.
_ E você acha que qualquer uma das suas meninas, Renesmee ou Ludimilla, poderão fazer frente a ele?
_ Por que não fariam? – perguntou.
_ Por que ele é o vampiro de origem. O veneno da maior parte dos vampiros de hoje vem dele. Todos os outros são menores que ele. E mesmo que você , se torne a criatura mais poderosa da Terra, Marcus é o mal que pode te fazer frente.  
            Quendra disse aquilo com voz tensa, com uma certeza tamanha que só serviu pra deixar confusa. A morena procurou por a cabeça em ordem. Quendra havia dito “vampiro de origem”, mas o que aquilo significava? Até onde se lembrava, o primeiro vampiro havia sido uma criança… e esta havia transformado muitos outros, não somente Marcus. Ou será que ela se equivocou em alguma parte desta história?
_ Mas você me disse uma vez que aquela criança vampira, a primeira, havia transformado muitos… muitos outros. – disse, se lembrando do momento em que a elfo havia lhe contado a história da origem dos vampiros. – Disse que por isto eles se alastraram rapidamente e vocês não puderam ter controle de mais nada.  – prosseguiu recordando.
            Quendra percebeu que aquele era o momento de saber o que ela tinha lhe ocultado aquele dia, quando se propôs a contar como os vampiros surgiram. No passado, não muito distante, ela havia omitido diversos fatos, mas sabia que hora ou outra teria que revelá-los. O momento era aquele.  
_ Mas ele foi o primeiro. O primeiro a ser transformado pela criança. O primeiro a receber toda a carga de veneno Diamper e todo o peso nefasto da magia que corrompeu a alma humana de um inocente. – A elfo fechou os olhos. Como uma armadilha perfeita do demônio, havia sido ele, o seu Marcus, que recebeu o pior de tudo.
            A morena engoliu em seco. Apesar de se sentir um pouco zonza e enjoada, colocou de lado o estado frágil de seu corpo e forçou a sua mente a trabalhar em alta velocidade, para acompanhar cada mínima informação que a elfo lhe dava. E se Quendra tivesse razão, se Marcus foi o primeiro a ser mordido e recebeu toda a primeira carga de magia funesta… então…
_ Mas se fosse assim, ele já é tão ou mais poderoso que todos os outros. Não precisa do meu sangue. – Concluiu.
            Quendra sorriu.
_ Seria… Ele seria… - Ela suspirou, fechou os olhos e foi como se voltasse há séculos atrás, quase dois mil anos haviam se passado desde então. Ainda de olhos fechados a elfo murmurou: - Mas Lairon interferiu. Foi a única vez, o único momento em que seu pai tomou posse do reinado que lhe pertencia. E ele usou isto contra Marcus.      
            De repente a curiosidade de estava extremamente aguçada, quase ao ponte de fazê-la se curvar para frente.
_ Fale! Fale tudo! – Ela não pediu, ordenou que Quendra lhe dissesse tudo.  A elfo titubeou diante da ordem. Por um milésimo de segundo viu ela estreitar os olhos e travar a mandíbula, como se tentasse resistir. Mas logo em seguida, voltou ao normal.
_ No começo Marcus era incontrolável, insaciável e irracional. E, acima de tudo, absolutamente consciente dos poderes que tinha. Quando ele se descobriu uma criatura poderosa, ficou maravilhado com aquele poder, pouco se importando com o que aquilo significava, realmente. Ele tinha a capacidade de dominar e imperar sobre os humanos, de influencia-los, de forçá-los a permanecer fiel a ele… Eram como brinquedos para ele e ele gostava disso. Gostava de ter este controle sobre os outros, desde seus tempos de humanos.– Sem disfarçar, a elfo travou a mandíbula.
            Só depois de um momento prosseguiu. sequer respirava, atenta:
_ E ele tinha outros talentos especiais. Descobriu que tinha a capacidade de desenvolver muitos outros. Mas o que mais fazia uso era o de submissão. Sua influência sobre qualquer um era letal e sua vontade imperava acima de qualquer outra. Porque esta era a sua principal característica humana: manipular as vontades dos que estivessem a sua volta, fazer com que o seguissem cegamente.  Era de sua natureza querer ter absolutamente tudo sob o seu controle. E por isto ele mesmo, Marcus, caçou cada vampiro que tinha sido transformado por aquela criança e os destruiu. Por um momento, só por um momento, nós elfos pensamos que ele estava nos ajudando… - “…fazendo aquilo por mim”, Quendra completou em pensamento. - … e o deixamos continuar com aquilo enquanto matávamos a criança e corríamos atrás dos outros transformados pelos primeiros vampiros. Tudo isto durou anos, décadas. Tarde demais fomos perceber o plano de Marcus. Ele matou os outros vampiros de origem, aqueles que foram transformados diretamente pela criança e por isto eram mais poderosos. Ele matou também muitos “descendentes” destes vampiros, enquanto transformava muitos outros, outros que eram facilmente subjulgados por ele. Marcus dificilmente poderia ter controle sob os vampiros que não descendiam dele, mas já com aqueles que compartilhavam o seu veneno… estes nunca escapavam da força de suas vontades.  
“…enquanto transformava muitos outros, outros que eram facilmente subjulgados por ele.”
“nunca escapam da força de suas vontades”
            Aquela ultima frase ecoou nos ouvidos de , fazendo sentindo aos poucos. Ela sabia que isto tinha algum significado maior do que parecia, mas tardou a perceber o porque. Como se soubesse do seu medo, Quendra parou de falar, como se esperasse o raciocínio de completar-se. Mas não demorou muito e ela juntou as peças. E foi com extremo pânico que percebeu o seu mais perigoso erro: Milla!
_ Milla foi transformada por Marcus!  - Disse em um esgar.
            Seu coração se acelerou de maneira absurda, ela se levantou de maneira brusca.
_ ELE SABIA! Sabia que eu ia tentar reverter a situação dela! Sabia que ela era preciosa pra nós! Sabia do grau de envolvimento dela com um lobo! Sabia sobre o imprinting! – Rapidamente a mente de começou a trabalhar. – E ele pode… ele pode… - O coração da morena se espremeu, seus olhos se arregalaram. - … ele pode ter controle sobre ela!
            Aquilo não podia ser verdade! Não podia! Olhou pra elfo, buscando explicação, mas o que ela lhe disse piorou ainda mais suas conjecturas.
_ Ele mantém os lobos sob vigia há um bom tempo. – Quendra lembrou-lhe.
            Sim! É claro! Jacob começou a suspeitar disto há um bom tempo também! Mas era incapaz de imaginar que ele tivesse obtido tantas informações. Quendra continuou a falar o que sabia.  
_ E quando Edward foi pleitear em defesa de Renesmee, quando fizeram uma pequena rebelião pra afirmar que Renesmee era híbrida e não uma criança vampira, por um momento ele permitiu que Aro visse toda a sua mente. Edward forneceu informações preciosas sobre os lobos. Aro é incapaz de esconder coisa alguma de Marcus, seu criador. – A elfo tornou a dizer, incapaz de se conter e revelando absolutamente tudo a , conforme a ordem que esta tinha lhe dado.   
            sentiu sua cabeça rodar. Se sentou no sofá vermelho que havia ali.
_ Por que não me disse antes? Por que não falou que a atitude dele ao transformar Milla era muito mais do que algo para me aterrorizar? – acusou.
            As informações começaram a se juntar e ela começava a perceber o quão ardiloso seu inimigo era.
            Nenhum lobo pode matar o objeto de imprinting de outro lobo.
            Era a lei mais elevada entre eles. E eles se sujeitariam a Milla e não a matariam mesmo que corressem risco de vida. E esta sim foi a verdadeira razão de Jacob não ter podido matar Milla durante sua transformação! Não foi por causa do pedido de ! Não! Foi por causa do poder incontestável daquela magia e a irmandade legítima entre os lobos.
_ Quando decidiu levar ela para aquela ilha, eu tentei contestar.  – A elfo a recordou de mais um fato, uma nota de rancor transparecendo em sua voz.
            Sim. Realmente, Quendra havia lhe dito não em um primeiro momento. Mas estava obcecada e foi ali, pela primeira vez, que usou seu poder sobre Quendra e fez a elfo lhe obedecer. Teria se precipitado?
_ E agora? – Murmurou, com terror.
_ A forma como você fez, a pureza que imprimiu ao ato de doar seu sangue, pode anular o poder dele sobre ela. Mas, independente disto, tudo dependerá somente da garota. Ela terá que travar batalhas contra si mesma e contra a sua nova natureza. Marcus sabe que agora não terá poder para subjulgar Milla a sua vontades. Mas se ele recuperar o seu poder e se isto vier da mesma fonte que veio o poder de Milla… poderá ter mais chances.
            As doses de pânico que recebia com cada informação dada pela elfo a fazia se sentir pior a cada segundo. Sentia uma dor incomoda na nuca.
_ Controle sua pressão, . Novo descontrole seu pode ser… perigoso. – A elfo disse, apenas observando .
_ Você diz “recuperar o seu poder”… Disse que meu pai interferiu no poder dele… Como? – se inclinou no sofá e tentou manter o controle. Estava difícil, mas ela não podia enfraquecer agora. Sabia que Quendra estava sendo absolutamente sincera e verdadeira sobre tudo, sabia porque tinha certeza que agora a elfo não era capaz de lhe esconder nada. – Continue! – E uma vez mais ela usou seu tom de ordem que descobriu que Quendra não podia resistir.
            A elfo ficou em silêncio por poucos segundos antes de voltar a falar.
_ Quando descobrimos o que Marcus fazia fomos até ele. Éramos somente eu e Lairon, já crescido, mas ainda jovem. Fomos  só nos dois porque… - Ali percebeu que Quendra hesitava, como se não quisesse falar. Mas por fim soltou. – Porque Lairon sabia que Marcus iria se comportar diferente comigo perto. Pois quando humano… - Nova hesitação. -… quando humano eu sempre estive muito próxima a ele, cuidando dele…
_ Tão próxima quanto meu pai esteve de minha mãe? – sondou, sabendo muito bem o tipo de relação que o pai e a mãe tiveram. Quendra voltou a ficar circunspecta, silenciosa. – Fale! voltou a ordenar, com mais impaciência e vigor.
_ Quase! – A confissão escapou entre dentes, do mais intimo da elfo. Desta vez ela não escondeu o brilho raivoso de seus olhos castanhos. Ela não queria revelar aquilo, mas tinha um dever para com .
            se desencostou do sofá e voltou a olhar para a elfo. Então, Quendra quase se entregou para Marcus? O que a impediu?
_ Évora. – A elfo respondeu a pergunta oculta que dançava pelos olhos de . Prosseguiu. -  E depois Lairon.
            Era a primeira vez que Quendra mencionava o nome da rainha legítima diante de . E a pronuncia do nome dela também saiu com notas de rancor. Quendra prosseguiu.
_ Seu pai me fez encontrar Marcus, atraí-lo para perto, porque sabia que eu poderia fazê-lo ficar vulnerável. E de fato eu fiz! E neste momento Lairon tomou posse de seu reinado e atingiu Marcus.
_ Por que não o matou? Por que meu pai não o matou ali e acabou com tudo? – perguntou e os olhos da elfo se voltaram furiosos para ela. A morena não recuou, imediatamente entendendo. – Você não permitiu. – Disse, com voz acusatória.
            Quendra abaixou a cabeça.
_ Eu disse a Lairon que havia algo bom nele. Disse a Lairon que ele me amava. E se era assim, algo o salvava da miséria. Disse que ele tinha sido vítima de tudo.
            E o pai de teve compaixão. E por compaixão errou. Cometeu o mesmo erro que sua avó cometeu ao não matar a criança. Cometeu o mesmo erro que ao dar seu sangue e todo o seu poder a Milla, não uma, mas duas vezes. O quanto sua família erraria? Como poderiam concertar a sucessão catastróficas de erros?
_ Então ele disse a Marcus que mataria a nós dois se ele não desse provas do que eu estava falando. Lairon pediu que ele abrisse mão de parte substancial do seu poder, recusando sua habilidade sobrenatural de dominar, de eliminar o livre arbítrio dos outros, e cuidasse para ocultar os da sua raça dos humanos. Disse que Marcus teria que garantir que os vampiros nunca, jamais, rompessem com o equilíbrio e a supremacia do mundo humano e que cuidasse para que nenhuma outra criatura mágica maligna andasse sobre a Terra. Esta seria a prova de amor que ele daria a mim e assim mereceria viver.
_ Marcus aceitou. – afirmou.
_ Sim.
_ E este acordo também impediu que os elfos continuassem a dizimar os vampiros?
_ Não. A prova de amor incitou nos elfos a esperança de que as almas dos vampiros não seriam completamente corrompidas. Eles poderiam sentir, poderiam amar. E o amor é nosso bem mais sagrado. Não podemos macular algo, por mais pecaminoso que pareça, se houver um mínimo resquício de amor nele. O amor é a melhor armadura contra os elfos. Quando Marcus se sacrificou por mim ele deu provas disto e acabou por proteger não somente a ele, mas todos os outros da sua raça. Eles se tornaram diferentes de todas as outras criaturas que dizimamos ao longo dos séculos, porque os vampiros, de alguma forma, ainda eram capazes de amar. – A elfo continuou sua série de confissões de forma submissa. 
_ Mas Marcus se arrependeu do que fez. Ele não me parece mais preocupado em manter equilíbrio algum. Por que? Descobriu que não te amava tanto assim?– A morena perguntou.
_ Não! Foi… foi porque ele pensou que, depois de tudo, eu permaneceria ao lado dele. Que deixaria o reinado élfico e que ficaria com ele. – Era notável o pesar que Quendra sentia diante de tudo aquilo.
_ Mas não foi assim.
_ Não. Não foi assim, . Seu pai, depois daquele momento, me deu o trono novamente, e me incumbiu o dever de garantir que tudo permanecesse assim, como retribuição por ele ter poupado a vida de Marcus e acatado meu pedido. E depois, ele me cobrou este dever novamente, me fazendo prometer que  deixaria você viver, mesmo que nossa lei dissesse o contrário, mesmo que eu sentisse que deveria fazer o contrário, e que cuidaria de você, até que estivesse… segura.
_ E você fez tudo isto Quendra, por causa da chantagem do meu pai? O tempo todo? Durante todos estes anos? – Havia uma angustia no peito de , um pesar repentino.
            A elfo curvou a cabeça e continuou em silêncio, em sua assustadora postura de submissão. Era deprimente vê-la daquela forma. Aos poucos um sentimento de culpa foi atingindo aos poucos. Quendra nunca tinha agido por vontade própria? Esteve sempre sujeita a vontade ora de Évora e ora de Lairon?
_ Eles não eram qualquer um, . – Quendra sussurrou. – Eram os meus soberanos. Obediência nunca foi uma escolha.
_ Mas me diga agora! O que você quer? O que você realmente quer pra ti?
            A elfo sorriu.
_ ! Eu sou uma elfo. Os elfos jamais desejam. Coisa alguma.
_ Mas você desejou! Você desejou estar com Marcus, você desejou poupar a vida dele, você não deseja vê-lo morto! Minha avó também desejou amar um humano, assim como meu pai. Vocês não são imunes a isto.
_ Mas deveríamos ser. Desejo… - A elfo tornou a sorrir daquele jeito amargo. - Isto é um regalo das criaturas humanas, .  Conviver em meio a eles, perto demais, nos contamina.
            bufou irritada, era impossível fazer Quendra falar, a não ser que desse nova ordem. Mas não queria fazer isto. Não mais.
_ E eu sei que é meu dever colaborar para que você consiga fazer aquilo que eu impedi o seu pai de fazer. Marcus descumpriu sua promessa, não deve mais existir. – Ela continuou.
_ Mas você não deseja vê-lo morto.
_ E por isto vai poupar ele mais uma vez, ? Como o seu pai fez?
            A cabeça de latejava, ela se curvou e colocou-a entre os seus joelhos, numa posição fetal. Sentiu o carinho dos dedos delicados da elfo em seus cabelos.
_ Você sabe que não é o certo. Sabe que se permitir ele se tornará incontrolável. Independente dos nossos desejos, devemos fazer o certo.
            ergueu os olhos e se deparou com a elfo chorando ao dizer aquelas palavras, as lágrimas cristalinas inundavam os olhos castanhos os deixando límpidos e ainda mais brilhantes.
_ E você está disposta a fazer isto mesmo? – perguntou, sondando.
            A elfo exalou, apertou os olhos e deixou os lábios tremer.
_ Jamais! Nunca estarei disposta. Nunca conseguirei fazer por mim mesma. Porque nem ao menos terei o alento de saber que a alma dele descansará em paz.
            se comoveu ao sentir tanta sinceridade emanar da elfo, ela tinha se mostrado frágil naquele momento, sem a armadura de “elfo” que vestia. E como para demonstrar isto, aos poucos as características elfo dela foram desaparecendo: os desenhos na pele, a cor azulada dos cílios, sobrancelhas e também da pele. Logo ela parecia apenas uma humana muito bela, com a pele branca e as faces rosadas. Os cabelos continuavam brilhantes e loiros platinados.
            Quendra e se mantiveram em silêncio por um tempo.
_ Eu tentei! Eu estive com ele durante este tempo, tentei convencê-lo a abandonar tudo isto, tentei recuperar um pouco do que ele tinha, mas… Não pude!  - A elfo respirou fundo. – E agora você precisa fazer o certo. Tem que destruí-lo antes que ele possa tomar o controle de tudo e eu não posso mais te impedir… o meu dever é… te ajudar nisto.
            percebeu o quanto era difícil para Quendra admitir aquilo, propor aquilo. Por um segundo, começou a pensar que talvez pudesse haver uma chance de Marcus permanecer “vivo”. Mas não podia se deixar levar. Um dia seu pai havia cometido o mesmo erro. Marcus não tinha salvação.
_ Suponho que não será tão simples destruí-lo. Ele não vai permitir isto tão facilmente. Não vai se colocar em uma situação de risco. – murmurou.
_ Não. Não vai. Ele nunca foi imprudente. – A elfo resmungou. – Mas tem-se que encontrar um jeito.
_ Sim.
            E agora era isto. Ela tinha que destruir Marcus e sabia que nenhum outro ser seria capaz disto além dela mesmo. Então, ela teria que matá-lo pessoalmente. E isto não era um risco somente pra ele, mas sobretudo pra ela. poderia ser muito poderosa, mas sabia que não tinha a mente ardilosa de Marcus. Ele estava há muito mais de mil anos a sua frente.
            Sem que pudesse controlar, um resquício de medo se apoderou de seu coração. O que aconteceria se ela falhasse?
_ Ele vai precisar ser atraído até mim. Mas não virá por qualquer coisa.
_ Não. Mas eu sei o que o trará a você.
_ O que? – A moça perguntou, apreensiva.
 _ Nesta guerra, eu irei trair um dos lados. É importante que Marcus pense que estou traindo você.
            entendeu.
_ Você fará parecer que tudo se trata de uma armadilha pra mim? – Sua pergunta foi quase uma afirmação.
            Quendra concordou com um gesto e disse:
_ Será só você . Você e ele. É importante que esteja preparada e segura para isto. E é preciso que… você tenha assumido o trono élfico. Você não poderá controlar todo o seu poder enquanto não for a rainha legítima.
_ E como tomarei o trono, definitivamente?
            Quendra passeou os dedos longos pela face de .
_ Quando estiver mais forte que isto. O processo é doloroso e… desgastante, principalmente para alguém que não é completamente elfo. Você mesma terá de me dizer quando e onde ocorrerá, longe de tudo e de todos.
_ Tudo bem. – murmurou. – Onde você estará?
            Quendra não respondeu, apenas a olhou profundamente. É claro, ela estará com Marcus.
_ Em Voltera. – Quendra respondeu o que já tinha inferido. – E para que eu possa falar com você enquanto estiver longe é preciso que você permita.
_ Como assim? – A morena ficou confusa. Quendra nunca teve problema para falar com . Quando ela menos esperava a voz da elfo retumbava em sua mente. Simples e fácil. Sempre foi assim.
            Quendra sorriu.
_ Você tem a mente bloqueada há tempos, . Desde o dia em que Jacob quase foi morto, ninguém pode invadir sua mente sem sua permissão. Isto é reflexo da sua posição. Somente quem tem o poder e o sangue real pode fazer isto.
            ficou surpresa com aquilo, nenhum dos outros elfos haviam comentado isso com ela. Mas talvez isto explicasse o fato de que os outros elfos não conseguiram se comunicar corretamente com Quendra enquanto ela se manteve afastada. A própria elfo poderia estar bloqueando o acesso deles.
_ E como eu posso controlar isto? – perguntou.
_ Basta querer, em seu intimo. Você só precisa criar consciência daquilo que deve bloquear e do que deve permitir. É muito simples. Você me dá acesso a sua mente?
_ Sim. Sim, eu permito. – Ela disse, tentando imprimir sinceridade às suas palavras. Imediatamente sentiu um leve formigamento nas têmporas. Os olhos da elfo estavam fixos nela.
“Bom”.
            ouviu a voz de Quendra em sua mente. Tinha funcionado. Quendra lhe sorriu,um sorriso triste, e pegou em suas mãos.
_ Vamos confiar que dará tudo certo? – Lhe disse, brandamente. apertou as mãos macias.
_ Sim, vamos. – Confirmou, mesmo sentindo um certo desassossego no peito. Quendra sorriu, complacente.
_ Então vá. Creio que Jacob lhe espera ansioso lá embaixo. Voltarei assim que me chamar, tudo bem?
            se levantou, testando a firmeza de suas pernas. Ainda se sentia zonza diante de tudo aquilo. Quanto tempo ela havia passado conversando com Quendra, afinal? Quanto tempo Jacob lhe esperava?
_ Você vem comigo? – Perguntou a elfo, embora já soubesse a resposta.
_ Não. Não é seguro.
            sabia que ela não iria. Sabia que Quendra retornaria para onde estava: ao lado de Marcus. A morena apenas suspirou e acenou com a cabeça. Sem dizer uma palavra ela deu uma ultima olhada em Mary, verificando que ela dormia profundamente e se encaminhou para saída.
            Silenciosa, Quendra caminhou do seu lado até que ambas estivessem no hall. Encontrou o porteiro adormecido em seu lugar.
_ Ele parecia assustado com algo, achei melhor tranquilizá-lo. – Quendra disse.
            se voltou para a elfo.
_ Quando estiver pronta, . Eu voltarei imediatamente.  Basta me dizer quando. Não vou me comunicar com você enquanto você não me der um sinal. Não é seguro. – Quendra lhe disse, com a voz grave.
_ Tudo bem.
            imediatamente se voltou para a saída assim que ouviu a voz de Jacob. Ele parecia conversar com outra pessoa.
_ Vá em frente, tenho que ir. Até breve, .
            se voltou a tempo de ver Quendra desaparecer em um farfalhar de roupas. Fitou o vazio do átrio por um tempo, pensando em quando ela mesma teria a capacidade de se transportar assim. É certo que ela quase conseguia, em alguns momentos. Naquele dia, por exemplo, conseguiu vir de La Push a Seattle em pouco menos de dez minutos, correndo.
            Atraída pela voz de Jacob, mais uma vez ela se voltou para as portas de saída e caminhou muito lentamente para fora. Ainda se sentia fraca, parecia pisar em nuvens, sem a ajuda da gravidade para firmar os pés no chão. Sua cabeça parecia leve demais e suas vistas um tanto embaçadas.
_ ! – Jacob se levantou do asfalto em que estava sentado assim que a viu sair do prédio. Franziu o cenho, ela estava pálida.
            Ela estacou na escadaria de entrada e lhe ofereceu um sorriso trêmulo. Sem pensar Jacob se precipitou para frente, mas foi repelido pela magia assim que encostou no portão. franziu o cenho ao perceber que a sua magia tinha alcançado aquele ponto.
            Com as pernas cada vez mais trêmulas ela caminhou para fora, só enxergando os braços de Jacob, ansiando por seu aconchego. Mal se deu conta de que outros lobos estavam ao lado dele.
            Ela só conseguiu caminhar até que estivesse a meio metro de distância de Jacob, depois disso, sentiu o peso de sua fraqueza voltar e ela simplesmente despencou em direção ao chão. Foi imediatamente amparada pelo marido, que lhe apertou em meio ao calor de um abraço desesperado.
_ , o que foi? – Jacob colocou a mão em sua testa, ela estava fria.
_ Jake, cara, ela não parece nada bem. – Paul disse.
_ Estou bem. – Ela murmurou. Mas não estava, sua cabeça parecia dar voltas inteiras, seu estomago parecia querer saltar pra fora. Ela precisava de outra fruta daquela que Quendra lhe tinha dado.
_ Eu disse! Disse que você não poderia se esforçar mais! – A voz de Jacob era uma mescla de raiva e preocupação.
            abriu os olhos e o encarou. O castanho de suas íris estava mais límpido e resplandecente do que Jacob se lembrava de alguma vez ter visto. Se calou, sentindo algo nela o tragar para perto… cada vez mais perto. Seus lábios encostaram nos dela, escovando-os com suavidade. Sentiu um choque em todo o seu corpo, resmungou e abriu os lábios, uma deliciosa tentação para que Jacob a beijasse. Ele se esqueceu de tudo então e mergulhou a boca nos lábios dela e então se sentiu ser tragado.
            fincou as unhas em seus ombros, o prendendo em seu abraço com o máximo de força que podia. Jacob sentiu os joelhos ceder e caiu ao chão com ela em seus braços. O breve choque que sentiu ao tocar os lábios dela se triplicou ao ponto dele sentir que tinha a energia de todo o seu corpo saindo dele de forma quase dolorida. Soltou um esgar por entre os lábios de , sem fôlego, mas não conseguiu despregar as bocas.
            Seu coração passou a bombardear sangue mais de pressa, todos os músculos de seu corpo passaram a tremer  enlouquecidamente enquanto estava preso ao beijo que lhe roubava energia, força e lhe concedia um prazer inexplicável.
            Então as mãos de abrandaram o aperto, a boca deixou de ser exigente, a intensidade do beijo diminuiu até regressar ao sutil escovar de lábios. Jacob respirava com exaustão imensa, como se tivesse permanecido muito tempo sem ar.
_ Da próxima vez façam isto em um quarto. Assim… só um conselho. – Brad murmurou.
            Jacob mal deu atenção. Se sentia cansado, mas ficou maravilhado ao ver as faces de novamente coradas, ao senti-la mais quente. Sorriu assim que ela se sentou no asfalto parecendo confusa, mas com o mal estar subitamente curado.
_ O que foi isto? – Ela perguntou, encarando Jacob que ainda tremia. Com a visão  novamente apurada, podia ver os músculos de Jake pulsarem sob a pele.
            Ainda sorrindo, como se o que tivesse acontecido fosse muito hilário, ele lhe disse:
_ Acho que acabei de ser atacado por uma vampira de energia. – Depois curvou a cabeça pra trás e riu. – E ela é minha própria esposa.
            elevou as mãos a boca, espantada. Então, já que ela estava sem força, ela simplesmente foi lá e roubou a de Jacob, sugando-a com um beijo tão…?
_ Meu Deus!
_ Se ela fez isto com um beijo… - Paul começou. - eu não quero nem imaginar o que ela pode fazer com você quando…
_ Cala a sua boca! – Jacob rosnou, se levantando devagar e puxando consigo, como se tentasse ampará-la. Mas acabou que foi quem lhe deu uma ajuda para permanecer de pé.
_ Eu não pretendia fazer isto, mas foi algo que… droga! Você está bem? – Os olhos castanhos estavam preocupados ao encarar o índio, mas Jacob, com sua incrível capacidade de achar humor em situações tensas, apenas sorria, divertido.
_ Imagine, amor. Foi um prazer! – Ele lhe dirigiu um olhar safado, que foi seguido de assovios e murmúrios insinuantes de Paul, Brad e Jared.
            rolou os olhos.
_ Vamos embora! – Disse, dando um tapa sutil no braço do marido. Mas Jacob cambaleou com aquilo e riu de novo.
_ Hey , acho que você sugou uma parte do cérebro dele também. – Jared disse, fazendo uma expressão preocupada. Aquilo quase convenceu , se ela não tivesse percebido um brilho de riso no olhar do lobo.
_ Okay. Acabou a graça. – Jacob voltou a sua pose de alpha costumeira, embora ainda se apoiasse mais que o comum no braço que o agarrava. – Os vampiros saíram fugidos de Seattle, mas podem ter ido se abrigar nas redondezas, temos que ir pra casa.
_ Como assim? Os vampiros fugiram daqui? – perguntou, interessada.
            Jacob afirmou com a cabeça e Paul lhe respondeu:
_ Pois é. E foi você que fez isto, com aquela magia louca. Quase obrigou a gente a correr daqui também, se a gente tivesse força pra continuar na forma lupina, teríamos conseguido escapar.  
_ O quanto a magia se entendeu? – A morena voltou a questionar.
_ Acho que por toda Seattle, não havia um lugar que a gente olhasse que não estivesse coberto com aquela nuvem brilhante. – Foi Jared quem lhe respondeu então. – Cada um de nós estava em um ponto da cidade quando aconteceu. Eu vi dois ou três vampiros saindo em completo desespero da cidade, quase não podiam caminhar e gritavam como se estivessem sendo torturados. Foi assustador até pra mim.
            Brad e Paul murmuraram em concordância e Jacob voltou a ficar com o semblante  sério.
  _ Mas isto foi só no ponto alto, enquanto estendia a magia. Se nós lobos já conseguimos caminhar pelas ruas sem sentir desconforto significa que os vampiros podem voltar. Acho que só as casas estão protegidas mesmo. – Jacob explicou, enquanto ouvia o coração de bater apressado. – Mas acho que isto vai afastá-los por um tempo, pelo menos. É seguro voltar pra La Push agora e descansarmos por uns dias, vigilantes, mas um pouco mais calmos.
_ Sim… eu acho que sim. – confirmou. Depois encarou Jake com expressão de culpa. – Pode correr?
            Jacob sorriu.
_ Não tanto. Mas suspeito que nenhum de nós possa, já que estamos um pouco indispostos pra nos transformar depois de sofrer o impacto da sua magia. Vamos seguindo um pouco mais calmos.
            encarou os quatro lobos, inclusive Jacob, como se pedisse desculpas. Paul ignorou aquilo rolando os olhos, Jared lhe sorriu e lhe deu um tapinha amigável no ombro, Jacob lhe fez uma carranca e lhe murmurou um “não seja tola”.
            Já Brad, o mais jovem deles, lhe deu um monte de parabéns e lhe bombardeou de perguntas, como: Onde aprendeu aquilo? Como fez aquilo? Você pode fazer mais magias igual aquela? Pode matar quantos vampiros por vez com o seu poder? 
            Ele só parou quando Jacob lhe deu uma bronca e envolveu o braço forte ao redor dos ombros de . Eles se encaminharam para La Push correndo, mas não a toda velocidade que podiam. No caminho, sentiram o rastro de alguns vampiros, mas por sorte eles tinham se dirigido para além de Port Angles, Forks e La Push. Demoraram cerca de uma hora antes de, finalmente, chegar aos limites de Forks. E mal deram dois passos para que um furacão ruivo surgisse em sua frente, bloqueando o caminho.
_ O que aconteceu
            Era Nessie. Ela lhe encarava com os olhos estatelados, assustada e extremamente preocupada.
_ Calma, Nessie, tá tudo bem. – Jacob respondeu, com uma careta.
_ Não! – Nessie quase gritou, assustando Jacob e os outros lobos. Ela se voltou pra . – Eu senti, ! Senti o seu mal estar. Eu e Milla! O que diabos aconteceu?
            Encarando , Nessie percebeu algo estranho nublar os olhos da morena antes que ela perguntasse:
_ Onde está Milla?
_ No lugar de sempre: vigiando a costa. – Nessie respondeu, estranhando a expressão de ao fazer esta pergunta. A morena afirmou gravemente e voltou a caminhar em direção a sua casa.
_ Espera! – Com um único movimento, Nessie voltou a se colocar em sua frente. – Vocês precisam me dizer o que aconteceu! Você está bem?
_ Não precisa se preocupar tanto, Renesmee. Está tudo bem agora. – Jake respondeu, mas Nessie lhe ignorou grandemente.
_ Por favor, me diga que está tudo bem com você. – Nessie se aproximou de e lhe agarrou as mãos. Os lábios vermelhos da menina tremiam, ela parecia realmente preocupada. Mas por que tamanho desespero? pensou. Nessie não lhe via ali, a sua frente, perfeitamente recuperada?
_ Já disse que está tudo bem. Só me exauri demais em uma magia nova.
            Nessie lhe apertou as mãos, ainda parecendo angustiada.
_ Tome cuidado, por favor. – Lhe disse, parecendo ter uma razão vital em saber que ficaria segura.
            Por um momento, estranhou aquilo, até que sentisse um formigamento em suas mãos e um impulso absurdo em proteger e acalmar a menina híbrida. Saiu dos braços de Jacob e se agarrou ao corpo pequeno e falsamente delicado de Nessie, lhe acariciando os cabelos. No mais profundo de si, sentiu uma emoção forte lhe irradiar o corpo inteiro, seus olhos se umedeceram e lhe abrasou a certeza de que Nessie era importante…
“Muito importante” Uma voz lhe soprou no fundo d’alma.
            Em meio ao abraço, Nessie se acalmou, finalmente.
_ Está tudo bem. – murmurou, se desvencilhando da ruiva aos poucos e voltando aos braços de Jacob, que observava a cena silencioso.
            Definitivamente, ele nunca poderia acompanhar os mistérios que rondavam as reações de sua esposa.

N/A: heyyyyyyyyyyyyyyyyy amoressssss!!!!!!!
Muitoooooooooo obrigada a todas as meninas que VOLTARAM a comentar aqui!!! UUipiiiiiiiiiiiiii!!!! Amei cada linha que me escreveram no ultimo capítulo, apesar de não ter podido responder todas vcs! Vou logo dizendo alguns palpites de vcs estão certos, outrosss... passam longe do que vai acontecer.
E falando em palpite: o que acham da Quendra agora hã? Confiam nela? Não confiam? Por que? O que vcs acham que a PP tem que fazer??
LOL
Tudo isto no comentários! Ah! Este capítulo foi difícil, pois eu volto com muitosss detalhesinhos de coisas que ficaram láááá pra trás! Se tiverem dúvidas ou perceberem alguma contradição, é só falar nos comentários, beleza??
Desculpem a demora e... até os comentários!
Bjs amores! Espero que tenham gostado!

Gostaram?
  

67 comentários:

  1. Mantenho o que escrevi no Nyah!
    Estou sem palavras!

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  2. Bom, depois de chorar horrores, enfim, consegui me controlar para escrever um comentário.
    Pois definitivamente escrever, estando aos prantos não dá, né?! ¬¬ Ainda bem que estava sozinha em casa, pois com certeza me mandariam internar no sanatório mais próximo. Já não agüentam mais me ver falar do Jacob, quem dirá se souberem que estava chorando por ele. Rsrsrs Certamente não me veriam aqui tão cedo, a não ser que me deixassem usar um note no hospício. U.u hehehehehe
    Agora chega de lenga, lenga e vamos ao coment, né?! Antes que vc ache que me matou. ¬¬ Se bem que chegou bem perto. Devo acrescentar. U.u
    Mesmo sabendo que a morte do meu lobinho era inevitável, meu core não pôde agüentar vê-lo tão gravemente ferido. :’( Foi de cortar o coração. Fato!!
    As cenas do ataque foram perfeitas, as imagens ainda dançam em minha mente. E só de me lembrar, meu peito se aperta. E para abrilhantar ainda mais, tivemos aquele poema lindo abrindo o capítulo. Omg, Déh vc sabe como nos emocionar. Me faltam palavras para descrever o que senti lendo as cenas.
    Senti a raiva, senti a angústia, o medo, a aflição e por fim senti a perda junto com a PP. Perda essa que, como ela, não me dou por vencida. Sei que vc está caprichando para nos abrilhantar com mais uma surpresa grandiosa e por isso, somente por isso, por acreditar na sua capacidade de nos encher de emoções diversas, é que sem sombra de dúvidas vou até o fim nessa jornada encantadora que é a sua estória. ^_^
    Não tenho mais o que dizer desse capítulo, a não ser que ameeeeeei demais cada palavra, cada frase, ou seja, me apaixonei novamente por TPB. S2
    Déh!! EU AMEEEEEEEEEI DEMAIS, DEMAIS, DEMAIS!!! E mais uma vez vc me fez chorar em TPB, já era para ter me acostumado. ¬¬ E já estou à espera do próximo!!! ^_^
    Bjinhosss e abraços sufocantes a lá Paul Lahote!!! ;)

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  3. Déh eu li esse capitulo no nyyah,eu não me aguentei só não comentei pq eu não parava de chorar,esseas dias eu tenho andado mt sensivel ai lendo uma coisa dessas acaba com a pessoa aqui hj mais controlada reli o capitulo e advinha chorei de novo(#ufarespira!)
    Voltei ao normal.Se vc diz confia eu confio mas confesso meu coração ficou pequenninho depois de tanto esforço da pp,estamos no capitulo 54 e nenhuma personagem,heroina me cativou mais que ela,se essa estória fosse um livro não sairia da minha cabeceira,se fosse um filme não sairia da minha lista de favoritos.Ai eu teria q arrumar um lençol pras minha lágrimas kkkk.Falando serio agora eu amo e to amando TBP,mesmo me fazendo chorarkkkkk!

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  4. É e eu pensando que meu pior medo fosse ver no final a PP tendo que largar o Jake por causa da magia e ele acabando tento o imprint pela nessie, mas eu não estava preparada para o que aconteceu, sei que pode ser bobagem da minha parte, mas como vc disse esse amor foi dado por vc para nós, então sentimos os mesmos sentimentos que a PP, e agora eu não consigo explicar o tamanho da dor de perdê-lo. Não sei mais o que será da PP sem o Jake, acho que ela não vai conseguir superar e nem eu, mas apesar da dor o capítulo foi lindo e emocionante, estou louca para ler o próximo. Mais uma vez parabéns e obrigada por nós proporcionar esses sentimos magníficos que TPB nós proporciona todas as vezes que leio.

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  5. post por Lucynda
    Me perdoe, mas não tenho palavras para comentar, simplesmente, vc me roubou as palavras e só deixou lágrimas, estou muito emocionada, mais uma vez.
    Bjs.

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  6. Meu Deus! eu nem sei o que dizer... eu chorei durante o capitulo e to chorando agora, eu não acredito nisso... eu não aguento isso! EEu to soluçando de tanto chorar aqui, pq ta realmente doendo em mim!! Apesar de tudo eu to sem palavras... esse meu comentario ta virando uma enrolação, mas é pq eu não sei o q dizer, eu não consigo..........
    Sinceramente isso acabou cmg, acabou msm....

    O q já estava evidente agora ta mais claro que nunca, Deh seu talento é incrivel garota, incrivel msm..continua sempre escrevendo pq esse realmente é seu dom!

    Agora eu fico por aqui e vou tentar me recuperar para o proximo capitulo.

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  7. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. PUTAAAAAAAAAAAA QUEEEEEEEEEEEEEEE PARIIIIIIIIIIIIIIIIUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!
    Que sofrido, cara!!!! E essa música só serviu pra foder ainda mais tudo D:

    O pior é que o maldito do Marcus ainda ta vivo... Maldita Quendra! Ele tinha que morrer! A monstrenga ta morta, mas ainda assim...
    Que sofrimento meu deus!!!!
    Foi simplesmente lindo esse final...A alma dele falando com ela...Perfeito!

    Eu só não estou chorando feito um bebe por conta daquele poema láaaaaaaaa atrás q vc mostrou...Estou me prendendo a ele com unhas e dentes e torcendo pra vc postar logo o proximo capitulo com meu caramelinho renascendo...

    Não me deixe nessa angustia Débora! Poste mais logo! Bjs

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  9. Eu chorei, foi inexplicável ...Bem intenso , anciosa para os próximos capitulos

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  10. Eu amei essa historia.Acompanho desde o inicio posta logo os próximos capítulos por favor

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  11. Bom err, Oi! :D
    Bom depois de andar sumida por um ano sabe EU VOLTEI! Desculpas por sumir, mas agora vou voltar a comentar e a ler a fic afial tava mega atrasada!
    Bom a unica coisa que tenho a dizer que tudo está incrível, a cada capitulo que eu havia perdido e lia pensava, por qual loucura da minha vida deixei de ler isso?! Você consegue fazer coisas incríveis com as palavras, Déh. Você cativa, conquista e emociona você faz com que a gente entre realmente na historia, se veja lá e acaba que nós sentimos tudo as dores, alegrias! Enfim falando agora do capitulo em si, só posso dizer MEU DEUS O QUE FOI ISSO!
    Capitulo incrivelmente doloroso, nunca me desesperei tanto em um capitulo como esse, é claro que a morte do Jake já era algo inevitavel, mas imaginar a morte dele é uma coisa, a gora ler ela realmente acontecendo, é completamente sem expliocação!
    Ver a PP assim tão desesperada com tudo, foi inevitavel não chorar litros dentro de casa, via a hora me perguntarem se eu tava doida chorando no computador. Mas foi tudo incrivelmente perfeito, a musica só trouxe mais emoção ao capitulo, deixou tudo mais impressionante!
    A morte de Kadinah, COISA BEM FEITA, já devia ter morrido faz tempo! A Quendra sem poder deixar seu amado se machucar e ao mesmo tempo sem poder deixar de proteger a PP. Tudo incrível Déh!
    E essa magia do final, o calor do espirito do Jake se abrigando na PP, a preenchendo e acalmando, muito lindo!
    Ansiosa pelo próximo capitulo, espero dona Déh que o Jake volte logo, pois eu sei que você num é nem doida de deixar isso como está!
    Bom é isso! Até o próximo capitulo bjos!

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  12. Ta, peraí, como assim Déh, eu sinceramente sabia que ele iria morrer, mas, mas, ain, de verdade ta doendo, como você me deixa assim? Como você deixa todos nos assim?
    Que desespero!!!
    Sabe me agarro com todas as forças naquilo que ele disse: Que ela nunca vai ta sozinha, que ele vai ta com ela pra sempre, quem sabe o meu lobinho não renasce.
    Hum...
    Que raiva e o Marcus ainda fica vivo, Por que a Quendra fez isso é o Jake cumpriu com a palavra dele.
    Chorando horrores aqui ta, to ansiosa pelo próximo, não deixa esperando não ta.
    Vou parar de escrever pois não consigo nem ver o teclado mais.
    Té mais.

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  13. Estou morrendo de vergonha em aparecer depois de tantoooo tempo, desculpa Déh. Tenho certeza que você deve ter ficado decepcionada comigo, e eu sinto muito por ter sumido por quase um ano, vocês não faz idéia de como senti falta dessa história maravilhosa, mas aconteceram tantas coisas, mas enfim não vou ficar dando desculpas afinal tenho certeza que você está interessada em outra coisa..
    Então, a historia hun? nem preciso dizer que ela continua DIVINA, tantas emoções vividas por mim nos últimos dias, quanta tensão, medo, angustia, você vem se aprimorando cada vez mais, a forma como eu me perdi novamente nesse mundo mágico e particular criado por você é incrível, definitivamente só a Déh pra fazer eu me perder desse jeito.
    Os detalhes de cada acontecimento, os fatos, é tudo tão envolvente, tão lindo que chega a tirar o fôlego, falando em fôlego foi exatamente o que houve a alguns minutos atrás,o aperto no peito e as lagrimas não deram trégua até o fim do capitulo, lindooo, a forma como a PP se esforçou tanto para salvar o Jake, o amor explicito o jeito q você demonstrou a necessidade dela pelo Jake, tudo tão profundo, tão avassalador que chega a me deixar tonta. Mas eu nem vou me preocupar com essa suposta morte, porq eu confio em você e sei que a mocinha nunca faria isso com o lobão. (Pelo menos eu acredito nisso)
    Cada mínimo detalhe tem se encaixado tão perfeitamente que garota, estou te aplaudindo de pé pela imaginação incrível e talento pra expressa-la que você tem.
    Deis do começo eu imaginava o Aro como o vampiro FDP e como sempre você chega pra surpreender completamente eim mocinha, juro que fiquei chocada com a revelação, em momento nenhum o Marcus passou pela minha cabeça. A Leah grávida foi outro momento lindo, fiquei surpresa e feliz (tirando o fato q esse baby veio pra ficar no lugar do Jake), essa loba incrível merece. Milla vampira? Choquei, tadinho do Seth. A monstrinha uma protegida da PP outra surpresa, meninas super poderosas? Gostei disso, mó dó de emmett kkkkk.. Serio como diz um colega de trabalho meu estou bravox (brava kkk) com a Quendra, não gostei da atitude dela no fim do capitulo, já era para o Marcus estar mortooo.. Ai tantos tantos taaantos acontecimentos para se comentar, mas eu estou com tanto sono que vou encerrando por aqui (saudades da época que eu ficava até as 3 da manhã lendo fic, agora não agüento mais ficar acordada ate meia noite kkkkk)
    Deh, sinto muito pela demora, mas eu quero que você saiba que eu continuo te admirando e permaneço fascinada pela sua história encantadora e deliciosa de ler e viver nesse mundo particular eletrizante, apaixonante lindooo e todos os outros adjetivos positivos (o sono já esta afetando, a criatividade já está no fim, sorry) Bom saiba que mesmo demorando pra ler e comentar (prometo não demorar tanto agora =D ) eu amo sua história viu, então vamos fazer um acordo, não demora a postar e eu não demoro pra ler kkkk ( vc deve estar pensando “garota abusada, some e ainda se acha no direito de fazer acordo” da um desconta vai..)
    Parabéns pela historia divina e tenho certeza q se tornou a favorita pra muita gente assim como é a minha..
    Não consigo acessar a minha conta, para poder comentar aqui, me esqueci completamente kkkk!
    Kiss kiss bye bye! sz
    (se não me engano era assim que eu finalizava os meus comentários. rs)

    ResponderExcluir
  14. Ahhhhh, surtando e quicando de alegria. Meu moreno aceitou o sangue da PP. Iupiiiii!!! Meu core foi a mil, ao ouvi-lo novamente conversando e tentando trazê-la de volta para si. Ain, foi tão lindo essa coisa das almas sendo aquecidas uma pela outra. A PP o sentia tão perto, tão dentro dela que até pensou ser um sonho, de tão vivo que o Jake estava nela. *o*
    Não a condeno por não querer voltar... Eu mesmo não iria querer voltar para um mundo onde o que a mantinha ali, não existia mais. ¬¬
    Mas o sangue dela foi forte, a magia que ela traz em si, foi forte o suficiente para ajudar o Jake a sobreviver e voltar ainda mais soberano do que nunca. ^_^ Omg, omg, omg!! É felicidade demais!!Uhuuuuu!!
    Agora lá vamos nós para a Quendra... Até agora não sabemos se podemos ou não confiar nela. Ainda fico com o pé atrás. u.u Ela ajudou a PP, tirando o Marcus de perto dela, mas agora... já está ela lá, de frente a ele. De frente aquele que ela tanto ama. ¬¬ Isso não pode dar coisa boa. Não mesmo!
    Marcus perdeu uma batalha, mas já vimos que ele não vai desistir tão cedo de seus planos. Affs!! Maldito vampiro. ¬¬ Aro é fichinha perto dele. Fato!!
    Awn, ver a PP com seus pais novamente em espíritos foi tão emocionante. *o* Ameeeei essa cena. Simplesmente perfeita!!!
    Mas nada se compara a emoção de rever o meu lobinho com o coração batendo novamente.
    Ain, Déh, ficou divinoooo!!
    Capítulo mais que esplêndido!! *o*
    Dá vontade de ficar lendo e relendo a cena do meu casal favorito. ^_^
    Amandooooooooo demais, demais!!!!
    BjinhosssS!!!!

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  15. O meu homem ta vivooooo ebaaaa

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  16. eu tenho varias coisas pra te falar primeiro capitulo perfeito como sempre,segundo tenho que agradecer p q? o seu modo de escrever limpo,floreado eme inspiraram a começar a escrever um livro sonho que criou vida depois que eu comecei a ler fic's e o meu primeiro contato com esse mundo foi aqui nesse blog com TPB sendo uma das primeiras que comecei a ler,agora eu me policio quando escrevo,leio e releio o que escrevi .Então é isso Stefany Meyer me deu um conteudo pra minhas estorias e você o incentivo pra escreve-la.

    Agora voltando pro capitulo,nossa averdade marcos que é o verdadeiro rei ele manda em Aro !choquei!" to passada até agora quem diria.

    Outra coisa que me chamou a atenção foi a maldade,sem querer,de Evora pô como jjá não bastasse tudo que a pp tem que passar ela joga mais essa responsabilidade nas costas dela,eu sabia que a pp era importante mais não tanto pelo que entendi é ela que tem que matar o Marcos né? mas o encontro com os piais foi lindo.

    E pra coroar com chave de ouro Jacob está VIVO,eu sabia quando ela acordou e koralyn começou a falar aquelas coisa pra ela eu disse,bancando a louca sozinha aqui,ele não morreu mais o encontro tinha que ser tão lindo assim acha coração criança!kkkkk

    Esperando ansiosamente os proximos capitulos.xxxxxxxxxxxxxx

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  17. *OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO*
    UMA PALAVRA PARA ESSE RETORNO DO JAKE: MAGNÂNIMO!
    Eu confesso que imaginei algo como ele lutando pra viver, ele sentindo o sangue dela nele e tudo isso fez ele não ir para a "lux" ou qualquer coisa clichê e esplendorosa que ja lemos em alguma fic... Mas, essa volta não foi menos foda... Ela o sentindo vivo, ele "brincando" com ela...Ela sendo guiada/protegida pelos lobos ... TUDO FOI PERFEITO!
    Mega Lindo *-* hahahahaha Agora imagina... 40 dias em coma? E o caramelinho vivinho da silva ali... do lado dela hahahahahha Isso é uma lição pra deixarmos de sermos medrosas.
    Sobre o momento familia dela inconsciente tbm por lindo...Ela amparada pelos pais *-* lindo! Muito interessante saber como tudo começou...E mais ainda é saber o PQ tem q ser a PP a resolver tudo... Gostei!
    Interessante tbm foi saber a real ligação/importancia do Marcus pros Volturi...
    Amei o capitulo Déh! Poste mais assim q conseguir

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  18. Déh, não quero parecer repetitiva, mas infelizmente ou felizmente, não sei, acho que não existe palavras para descrever o quão boa em escrever vc é, vc consegue nos levar para um mundo paralelo em que podemos não somente sonhar, mas ter uma visão quase que real dos fatos relatados nesta história, que pra mim até agora, de todas que eu já li, é inegavelmente e me atrevo a dizer insuperavelmente a melhor já escrita,
    Achei que o capitulo do vinho foi o melhor, porém vc me surpreendeu com o do casamento e confesso que achei que vc não faria mais nada que impressionasse , não por duvidar do seu talento, pois disso nunca tive dúvidas, mas por achar que não seria possível pois pra mim esses cptls citados forão muito fortes e emocionantes, teve outros momentos que me surpreenderam, a transformação de Mila, o cuidado com Renesmee, o enfrentamento da PP com os Cullens, a gravidez de Leah, a morte do lobinho, a suposta morte de Jacob e agora esta cena simplesmente incrivel e sem comparação. Perfeita.
    Sempre te dediquei minha admiração, agora não tem mais jeito, as outras amadas autoras que me perdoem, mas elas tem que concordar comigo, VOCÊ É A MELHOR e ponto.
    Mais uma vez lhe digo, invista neste dom e publique não só um, mas vários livros, quantos vc quiser sem medo de errar, pois estamos sujeitos a erros e é com eles que aprendemos, se bem que acho quase impossível vc errar, mas em fim, é isso
    Me desculpe se disse algo errado ou não tenha me feito entender , mas no calor do momento, escrevo o que penso e espero profundamente que tenhas entendido minha admiração.
    Ps. Estou torcendo para que sua inspiração volte logo, porém não se preocupe, isso é somente uma fase que todo bom escritor passa, pois os bons tendem a superar eles mesmos.

    Bjs e até a próxima.

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  19. Perfeito e oque define amei tudo: )
    Acho que o Marcos jogou tudo pro alto e que agora as coisas vão virar um caos e uma cofunção,quando eu terminei de ler nossa como essa fic me impressiona não acredito que meu lindo ta vivo eu chorei quando eu achei que ele tivesse morrido e quando ele apareceu de novo que lindo eles juntos mais parece que no momento por enquanto ainda não vão ter paz,E Quendra nunca confie nela não acho ela confiavel sei lá,
    momento lindo ela com a família,ela tem nas mão muita responsabilidade e muita coisa acontecendo mais espero ter momentos fofos entre ela e o jake.
    super curiosa para ver os proximos capitulos : )
    e não se preocupe quando sua inspiração voltar vai voltar com força total Bjss!

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  20. Deh vc realmente eh uma diva.... eu ci esta fanfic rapidente e o que descrever o que eu senti??? Chire, ri, fiquei mega brava, aflita... Era como se sentisse toda a dor... Serio senti ate meu estomago embrulhar de imaginar o meu Jake morto e por mais que eu confiei em vc, veio a mega surpresa! Meu LOBAO esta Vivooooo... Ahhhh que perfeitp por mais que tenha a grande guerra pela frente tudo fica mais facil ao seu lado... Ahhhh resumindo uma leitora totalmente apaixonada e anciosa pela continuacao e implorando pra sua inspiracao voltar... Parabens por tudo e estou re aguardando... Bjs

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  21. PUTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
    PARIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIUU

    QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
    FODAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

    Débora Santos, vc não imagina o esse seu capitulo fez comigo menina... Vc não tinha como saber, mas eu sou espirita kardesista, e durante todo o momento do espirito guerreiro dele, subindo, falando com os outros espiritos guerreiros, recebendo a ordem Dele... Cara, meu pelos se arrepiaram, mas não foi um arrepio comum. Foi um formigamento que levantava devagar, bem devagar, pelo por pelo do meu corpo!!!
    Eu já falei o quanto VOCÊ é FODAAAA?! O quão bem vc escreve? O quão incriveis e magnânimas são suas cenas? Vc recebeu um dom incrivel da imaginação, da criatividade... A cada vez eu fico mais e mais impressionada com você! Você é um desperdício da literatura brasileira! Cadê uma editora pra ler sua história? Pra ver o quão magnificamente você escreve? Meu Deus! Eu fico honrada de poder ler suas histórias. SÉRIO! Não importa o quanto que demore, mas cada dia vale a pena. Parabéns Débora, você é incrível!

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  22. Ain, eu não tenho nem mais palavras para dizer o quanto essa fic é perfeita!! Vc simplesmente consegue fazer um capítulo mais incrível que o outro... sua criatividade é enorme, vc consegue transformar um texto em algo tão profundo que me arrepia inteira.
    Sua descrição da morte de Jake e da liberdade de seu espírito foi tão lindo e envolvente que nuss... fiquei impressionada e totalmente entregue. Fiquei e ainda estou totalmente entorpecida por suas palavras. Ameeeei demais!! *o*
    Foi uma coisa grandiosa e vc conseguiu nos passar toda essa grandeza e realeza que Jake recebeu dos espíritos ancestrais.
    Vê-lo tão majestoso espiritual e carnal, foi uma sensação incrível.
    As cenas desse capítulo foram emocionantes e agora temos certeza absoluta de que Jake e a PP são um só e juntos podem transformar o mundo em que vivem.
    Ain, Déh... vc caprichou mais uma vez, estou encantada com sua forma de escrever, e é um fato vc é a DIVAAAAA DA ESCRITA. Pronto falei! u.u
    Seu jeito leve de escrever, nos remete a um mundo tão limpo e magnânimo que nem dá vontade de sair de lá. Por isso TPB faz parte de minha vida, não vivo mais sem a sua história, ou melhor dizendo, esse pedacinho de vc. Esse pedaço que vc nos doa a cada novo capítulo, nos enchendo de uma felicidade imensa.
    Obrigada Déh, por dividir conosco esse seu mundo maravilhoso que é TPB! ^_^
    Ameeeeeeeeeeeeeeeeeii!!! Demais, demais, demais...
    Bjinhossssssss!!!!

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  23. linda historia nao demora pra posta mais nao.

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  24. Respiração suspensa, batimentos e pulsação acelerados, visão turva, soluços incontroláveis, tremedeira corporal constante e um note prestes a dar defeito devido à lágrimas incessantes.
    Isso te diz alguma coisa?
    pois bem, é assim que me encontro neste momento.
    me desculpe, mas minha capacidade de raciocínio está lenta e prejudicada devido aos sintomas citados acima.
    Quando me acalmar eu comento

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  25. Agora sim, estou mais calma, porem não sei o que comentar, somente me repetir dizendo que TPB é a melhor fic que já li
    por favor não demore tanto para postar ou vou entrar em crise de abstinência
    Bjs.

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  27. Perfeitaaaaaaa!!! Quase morri quando li sobre o Jake,mas logo vc foi me acalmando,perfeita sua fic...
    Parabéns Déh!!! <3

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  28. eu fiquei besta com essa fic perfeita a melhor que eu já li na minha vida eu fiquei lendo essa fic do primeiro capitulo ate agora e CHOREI isso é meio besta de falar mais chorei cara.Nos primeiros capitulo eu fiquei chocada como Jake era mais depois fiquei relaxada eu AMEI ESSA FIC.<<Larissa Emanuela.

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  29. Déh, eu lhe disse que um dia, você ainda me mata...
    Como é possível você superar todas as minhas expectativas, que não são poucas, o capítulo esta incrível...
    Eu posso te bater??? Porque não tem como eu expressar a minha frustração de outra forma, eu quero muito ler o próximo capítulo...
    Muito curiosa para saber o que a Quendra está armando...
    E eu acho que meu palpite estava certo, "geraram frutos", OMG, se for isso eu vou chorar no capítulo que de fato tudo vai acontecer...
    E já estamos chegando ao fim dessa fase da historia??? Qual será a próxima fase em????
    Acho que já estou falando de mais...
    Quero ler mais e mais... TBP é viciante... ;)
    E desculpa pelo "vou te bater", você sabe que eu nunca teria coragem ( e nem posso)... rsrsrs' Acho que você já se acostumou com as minhas maluquices... kkkkk'
    Beijo até o próximo...

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  30. Omg!! Céus... Que capítulo divino!! *o*
    Como é bom voltar a apreciar essa fic... Meu Deus, ela é de fato minha segunda casa... fico a deriva quando não posso me deliciar com ela.
    Ain, Jake e PP sendo tão magnânimos foi te tirar o fôlego... Ahhh, Jake em sua forma nova foi de arrepiar... eu senti daqui a força que exalava do meu lobinho... lobinho não... agora é mais do que um lobão. *o* Omg!! Divino!!!
    E a prova?! Céus!! Morri!! Depois daquilo... Não há duvidas de que conseguirão qualquer coisa juntos. ^_^
    Awn... ficou tão esplêndido!! Simplesmente perfeito como sempre...
    E agora, temos os Volturis já se preparando e capiturando o máximo de servos possíveis. Como se já não bastasse os antigos. ¬¬
    E Quendra nos deixando cada vez mais encucadas...Céus o que será que ela está tramando? o.O
    Agora não sei se torço para ela conseguir chegar a PP a tempo, ou não. ¬¬ Duvidas me consomem... ô mulher... quer dizer... elfo. u.u
    Mais um capítulo perfeitoooo!!! Amandooooo demais, demais!!! *o*
    Bjinhosss e até o próximo, já estou ansiosa pelo que está por vir, pois certamente será esplêndido. Como sempre a nos deixar com os olhos brilhando de tanta emoção ao lê-la.

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  31. O que eu posso dizer? Eu li o capítulo todo sem pausas, com o coração na boca, mastigando meu próprio sangue e lágrimas e agarrando fortemente as roupas enquanto mordia o lábio para conter meus soluços.
    Eu nem consegui absorver direito as cenas de luta pq apenas me concentrava em Jacob e no que estava acontecendo com ela, pq eu tinha essa sensação, faz tempos, desde que vc anunciou que coisas ruins viriam, que Jacob fosse morrer.
    Ao final desse cap eu posso quase afirmar que ele não morreu, que foi um lapso, a fraqueza da PP, a angústia que a fez pensar desse modo. Sim, ele pode ter tido a paragem cardíaca mas acho q Nessie e Milla conseguiram trazê-lo de volta.
    O que me preocupou agora foi a PP. Ela teve de doar todo o seu sangue para fazer Jake sobreviver e resistir e em meio a toda essa confusão tentando salvar Jake, Milla e Nessie nigligenciaram um pouco a PP. Fiquei com medo de ser a PP quem morra e não Jacob...
    MAs voltando um pouco para a luta e uma questão que me deixou um pouco confusa. Oxe, de onde Quendra surgiu? E o que ela fez com Marcus?? Porque eu acho que ela só desapareceu com ele e não o matou?
    E isso de membros dos volturi estarem envolvidos nessa batalha só aumentou minhas suspeitas de que Aro é apenas um Mero peão do grande plano de Marcus.
    Enfim, será que houveram muitos lobos morrendo? ai que agonia...e por mais que essa batalha parece ter terminado, eu ainda acho que a guerra apenas começou. Pressinto isso. Ai que nervoso!!!

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  32. Oiiiiii, que saudades, muita, muita +muita saudades mesmo de vc e dessa fic que me fascina , encanta e faz com que meu dia seja mais feliz por poder ler algo que simplesmente faz a diferença.
    Acredite!, estou aqui literalmente pulando de alegria e fazendo a dancinha da vitória, depois de um longo período de "ABSTINÊNCIA FORÇADA", eu sou só felicidade. Quase enlouqueci quando vi que o blog estava fechado e fui em todos os blogs que conheço para saber o que tinha acontecido, encontrei resposta no blog da Nannah .Mas voltando a fic, adorei o capitulo e gostei mais ainda da dica lá no final, o que deixou a Quendra preocupada.
    Será que o Marcus tem algum poder e também pode sentir o que aconteceu e por isso Quendra tem que encontrar a PP antes dele? sim pois o que aconteceu foi magico, e o que vai sair deste momento lindo entre a PP e o nosso duplamente tudo de bom Jacob Black deve fazer com que Marcus sinta-se ameaçado e queira fazer algo para que a mágica não se realize.
    Se vc entendeu o que eu quis dizer
    me responda nos comentários ou por e'mail, não sei se vc viu, mas mandei meu e'mail por MP pra vc no seu perfil do nyah.
    Depois nos falamos mais
    Bjs da sua leitora n° 1
    e até a proxima

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  33. Cap 55
    Agora sim tá tudo explicado sobre o sumiço de Quendra! Marcus quase conseguiu ludibriar a Elfa, mas por sorte ela foi mais forte. Agora ele perdeu a demônio, mas parece cada vez mais determinado em atuar rápido!
    Eu bem me parecia que Aro era só um peão nas mãos de Marcus! Ficou bem explícito nessa pequeno "confronto" entre eles dois.
    Marcus é mais lunático e psicopata que Aro. PQP. Que medaaa. kkkkkkkkk
    Eu ainda continuo achando que é o medo da PP que a está fazendo acreditar na morte de Jacob. E enquanto ela acreditar nisso, ela nunca poderá nem quererá voltar à "realidade". Vai sempre achar um meio espiritual de estar com ele, com as suas lembranças. E isso pode ser perigoso pq ela pode se perder ali e não conseguir voltar mais e talz :/
    Foi mega emocionante esse reencontro com os pais da PP e bem esclarecedor as palavras de Évora!
    Putz, QUARENTA DIAS?? 40 dias desacordada? Eu sabia que era só ela não querer voltar que a mantinha lá. Ela ficou na expetativa de se habituar à ausência terrestre de Jacob. Uma espécie de luto interno. Eu quero só ver a reação dela quando perceber o tempo que esteve perdendo *-*
    E aposto que aquele que falava com Leah era o próprio Jacob. Sinto isso ♥
    A PP consegue ser tão teimosa. Querendo evitar passar pelo mal maior ela acaba por fazer birra e não escutar a verdade. Se ela ao menos acreditasse mais no que o seu coração lhe diz. Ele nunca mentiria pra ela! Tola!
    E por fim, todo esse lêrêlê e mimimi pra eu estar certa ^-^ HAHAHAHAHA eu estava com mais medo dela não resistir do que de Jacob morrer.
    Se bem que o título do cap seguinte deixa mto a desejar u.u rum, não queira morrer com tanta pressa, senhorita Débora! u.u

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  34. OMG OMG OMGGGG>>>
    Gente que capituçp perfeito Senhorita diva!! Gente eu sou a Rainha do MEU JAKE... ahhhh amando e ansiosa pelo próximo....

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  35. Cara... O que dizer desse capitulo? Não tem ideia de por onde começar...
    O que foi aquele momento de esclarecimento entre rei e rainha? Que coisa mais magnífica! Simplesmente perfeito, sem tirar nem por! E o que foi aquela união ali? "Eles selando um novo pacto" ? Eu já imaginava que toda aquela grandiosidade, seria o momento perfeito pra se conceber uma criança. Criança essa muito especial, e que seria a nova união entre os povos... Eu já imaginava. E ler "se concebia aquele amor... e seus frutos." só me deu a certeza disso...
    Ainda não entendi de q lado a Quendra está... As vezes parece que ela esta do lado do marcus, e as vezes, parece que ela qr ajudar a PP... Estou confusa. E muito temerosa do que vêem por ai.
    Portanto, por favor, poste assim que possivel. Só existe uma palavra pra definir sua fic... Magnânima!
    Bjs

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    1. Olha só a metideza da autora testando o novo sistema de resposta de comentários no TFI!!! Veja, que MÁXIMOOOOOOOO!!!!!

      KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

      Obrigada pelo comentário Raquel, e por vc nunca falhar em um capítulo! Sempre por aqui! Fedelidade a prova de mil!
      E sobre Quendra... bem, ela é meu maior trunfo, então, não posso revelar nada sobre esta criatura enigmática.... pq as vezes, nem eu sei de que lado ela tá! kkkkkkk

      E magnífíca é tu!

      Brigadaaa!!!!

      Inté o próximo!

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  36. amei!!! esta emocionante... parabéns.....

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  37. eu nao tenho palavras pra descrever o quanto eu gosto dessa fic e estou feliz que vc tenha voltado a escrever e estou ansiosa por mais

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    1. Obrigada Simone! Fico feliz que vc goste da fic! Logo posto mais!
      Bjss!

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  38. Meu Deus a fic esta perfeita imagino as cenas todas na minha cabeça:)tenho um pouco de receio da Quendra não confio muito nela, todos os momentos do Jacob com a PP são perfeitos mesmo que seja pequenos ,estou louca por mais.

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  39. Omg, como sempre vale a pena esperar quantos dias forem necessários por um capítulo de TPB. Caramba, eles são sempre divinos, sempre com coisas de arrepiar até o último fio de cabelo.
    Céus a PP chegou com tudo... Mary quase perdeu a vida por, assim como vários outros, achar que nada vai acontecer com ela. u.u Abusou da sorte e quase foi pras cucuias. ¬¬
    Mas essa tem o anjo da guarda forte, que mandou o Jake pro seu lado na hora certa. u.u Alpha lindo!! *o*
    Own, a ligação entre nosso lobo e a PP, nossa rainha, está maior que nunca. Que evolução! Agora basta um pensamento e eles sabem onde o outro está. ^_^
    A descrição da cena, onde ela descobre a fonte de seus poderes foi incrível. Me arrepiei toda, eu simplesmente pude sentir junto o quão poderosa ela se tornou.
    E esse enjoo do nada?! o.O Hum, sei não... Fiquei encucada. u.u Mas mais encucada ainda com o fato dela ter visto sangue sair de seu corpo... Será mesmo um presságio... Ohh, céus, que seja algo bom, como o que eu acho que é. :3
    Quendra!! Essa rainha... Tem horas que ela me passa tranquilidade, mas na maior parte do tempo sinto meu corpo ter calafrios com essa elfo. ¬¬ Talvez por ela ser um ser tão poderoso. Será que ela trairá sua própria raça? Tem algo aí... No fundo ainda não acho que ela seria capaz de machucar a PP. Ela já teria feito isso se fosse por causa do trono. Ou talvez só estivesse a espera da PP libertar seu poder. :(
    A única coisa que sei é que essa elfo me dá nos nervos, ainda mais quando diz que a PP está tão vulnerável. ¬¬ Não gostei disso, não mesmo. Poxa, a PP sem querer se colocou em perigo e afastou até mesmo o Jake. :'(
    Nervos à flor da pele, Fato!
    Mas amandoooooo demais, demais!! E louca pelo próximo. :3
    Bjinhossss!!!

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  40. Sabe eu odeio isso eu tipo estou escrevendo um puta coments e super empolgada quando a pagina me sai e trava e perco a linha do meu raciocinio.
    Um saco mas e la vaos nos de novo.

    CARALEO.....

    Desculpe o palavrão mais foi a primeira palavra que me veio a cabeça apos ler esses capitulos.
    Mais em especifico este ultimo, como assim que poder e este que a pp tem fiquei mortificada autora, sabe a sua fique e tão boa mais tão boa que eu consegui vizualizar tudo minha mente viajou fui capaz de sentir a energia emanar, como pode isso Deh??!
    Você escreve muito mulher a demora compensa em tudo so pelo fato de vc conseguir deixar tão envolvida na historia. Essa Quendra ainda vai nos surpreender.! E minha mente esta a mil com os fatos que estão acontecendo se for oque eu estou pensando que esta acontecendo com a pp... estou soltando fogos por isso.!! Aiai *suspiros* perfect!
    Deh estou sentindo mudanças por vir minha mente viaja e muito com essa fic e oque esta por vir.
    Vou te dizer foi um sacrificio conseguir conseguir ler ela viu toda hora fui enterrompida ai desisti e esperei as coisas aqui acalmar, mas consegui e poxa valew mesmo a pena. E isso aguardo a proxima att.
    Beijones cabelos ao vento fuiiizz

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  41. Ah Deh desculpe pelos erros de potugues e que eu so consigo comentar pelo celu ai ja viu escrevo rapido e as vezes o teclado naum me acompanha um horror. Mas ta valendo pelo menos estou comentando ..
    Bom eu acho que vale neh.

    Ahhhh e Deh que capa DIVAAA muito linda mesmo que homem sexy viu pela amor. Muito lindo ..

    Bom era isso agora me fuiii.

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  42. Nossa! É sério estou impressionada com os poderes da PP, a cada dia ela tá se mostrando mais forte. E sobre essa tontura não sei não, em? Acho que vem minisJacobs por aí.... A fiction está perfeita como sempre.

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  43. Ameiiiiiiiiiiiiiiii♥♥♥♥♥♥♥♥

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  44. WOOOOOOOOOOOOOOW! Ela ta realmente muito poderosa! Cobriu Seattle inteira O.o Eu consegui visualizar direitinho a imagem do que aconteceu... Como sempre, você é magnífica descrevendo Deh. E como eu já havia dito antes... Baby are coming... E eu sabia q ela mandar o Jake sair, era furada... Agora ela ta vuneravel com a Quendra... Com todos os misterios da Quendra, eu ainda não sei se ela ta do lado bom ou do lado mal... Tem algo sombrio nela. E eu não gosto nadinha disso. Por favor, poste o restante logo. Bjs

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  45. EU AMO ESSA FIC ELA E MARAVILHOSA ,PERFEITA NÃO TEM PALAVRAS PRA DESCREVER ESSA FIC .PERFEITA.

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  46. Ola Déh, são 07:44 da manhã de segunda feira, ou seja o ano acaba de começar e eu vim aqui aproveitar que estou só para ler TPB pois não consegui ler antes e tenho que te dizer que vou ter um dia bom por ter conseguido ler o cap, mas será muito ruim pois não acredito que vc parou, como vc mesmo disse, num momento crítico e para mim de muita expectativa.
    Quanto ao cap. não sei se capitei realmente o que deveria, minha mente as vezes viaja longe.
    Certa vez uma estava lendo uma fic e a autora pediu que comentássemos o que esperávamos que aconteceria nos próximos cap., e eu com minha mente curiosa e ,posso dizer , fértil disse o que achava que aconteceria, ela me mandou um e'mail dizendo que parece que eu escrevi a fic junto com ela, por tanto, não vou dizer o que identifiquei nas entrelinhas, mas algo ficou muito claro e acho que muita gente entendeu como a magia ter aumentado devido a algo que aconteceu no penhasco no cap. anterior, mas acho que posso dizer que (isso é oque passa pela minha mente) o sangue saindo do corpo dela tem a ver com o que está dentro dela.
    Bom, é isso, eu simplesmente amo esta fic e já estou pensando como vai ser quando acabar,
    Ainda acho que vc deveria publicá-la, tenho certeza de viraria filme se já não tivesse um filme relacionado a sua história(crepúsculo).
    Mas como disse antes, meu dia não vai ser muito bom, vou ficar imaginando como a história vai se desenvolver a partir de agora.
    Bjs e até a próxima.

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  47. Déh, o comentário ai em cima é meu, Lucynda Reese, é que eu estava no note da minha filha e acabei me esquecendo deste detalhe e publiquei na conta dela, como sou meio limitada em relação ao mundo digital,+ o "momento crítico" em que vc me deixou deu nissso.
    to brincando, vc entendeu né?
    Bjos procê.

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  48. E serio sei que faz um tempao que nao posta talvez nem entre mas nesse ,site ,mas por favor termine ,simplismente nao conseguirei dormi sem esse final.E acredite sonhar nunca e demais ,e eu te digo uma nunca vie pessoas escreverem como vc escreve ,vc nao coloca so vc ,mas sim sua alma seu coraçao ,tudo que tem de com em vc ,a senhorita emprega na fic e por isso que te peço poste ate mesmo sua mente esplodir de tantas ideias e sentimentos .Por mas que as coisas sejam dificeis e sei que e,mas esse amor que vc sente e que emprega em cada uma de suas palavras podem vencer o que vc passa ,hj te chamo de amiga sem nem mesmo te conhecer mas conheço teu coraçao tua alma a forma que vc trata cada uma de suas leitoras ,e muitas vezes arranco lagrimas de meus olhos suas palavras consolaram minha alma quando se encontrava aflita ,e me levo na dimençao onde nunca andei onde nunca pissei me fez descubri um novo mundo ,a qual nunca quero parar de adentralo,e suas palavras e o que faz entra nele entao nao pare nunca ,mesmo que nao te conheça mas ja faz parte da minha vida .

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    1. Oh, meu anjo, eu não vou abandonar nada, não vou deixar de escrever a fic. Posso demorar pra postar, por força das circunstâncias, mas não vou deixar a fic de lado.
      Fiquei muito emocionada e surpreendida pelo que vc me falou. Tanto que nem sei o que dizer. Eu escrevo as vezes só percebendo e sentindo o que há em mim, sem nem imaginar em como aquilo será recebido por outras pessoas. É incrivel quando alguém nos fala como se sente, tudo ganha uma importância e significado bem maior.
      Obrigada, obrigada por tudo!
      P.S: já atualizei de novo!

      =)

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    2. E isso q faz a diferença em vc ,desculpa pelos erros e pq minha net tava lenta e eu q fico honrada por ser sua leitora .

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  49. Com o final do capitulo passado eu achei q ia dar merda, q a Quendra ia fazer alguma coisa... Mas, acabou q ela revelou tudo e ainda maquina o plano pra acabar com o Marcus? Não sei, não. Eu ainda não confio na Quendra. Ela contou tudo, pq foi obrigada pela PP. Mas, quando a PP parou de ordená-la, ela me vem com esse plano? A Quendra é mto fingida. Ela tem raiva e rancor em seu coração. Não acredito em contos de fada, ela não mudou drasticamente."Nesta guerra, eu irei trair um dos lados. É importante que Marcus pense que estou traindo você" Pra mim faltou o pensamento dela "e você deve achar q estou traindo ele"
    "Será só você. Você e ele. É importante que esteja preparada e segura para isto. E é preciso que… você tenha assumido o trono élfico. Você não poderá controlar todo o seu poder enquanto não for a rainha legítima." Tradução: Eu tive que me afastar do meu amor graças ao trono, eu já me fudi. Agora é a sua vez de se fuder e deixar seu amor pelo trono. E essa coisa de "só você e ele"... não me cheira bem. É muito facil ela realmente fazer com isso seja o contrario do que ela diz... Quando a PP avisar para trazer o Marcus, ela vai estar sozinha. Ai a Quendra fala pro Marcus levar reforços... E pronto. Fode a porra toda. E a PP sugando a energia do Jake? hahahahaha LOOOOOL. Que beijo foi aquele hahahahaha Like Dementador ta ligado? hahahaha tirando a parte do sofrimento e substituindo por prazer hahahaha Enfim, adorei. Eu AMO essa história de paixão. Ela deveria virar um livro. Não importa que você demore pra att, sei que a espera vale a pena. Você tem o dom das palavras, Professora Debora :D Posta mais, bjs

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  50. MDS!! A Quendra me buga. Caramba, como assim ela ajudou a PP? Eu pensei que ela fosse fazer algo muito maligno com ela, e, céus, agora eu não sei se eu acho ela boazinha ou não, pois como já disse estou bugada. Eu sei que tem algo na Quendra muito maligno, porém não acho que ela seja do mal, acho que é esse amor que ela tem pelo Marcus que faz ela ter algum sentimento do mal. E esse beijo com o Jake, em? Mds, até sugar a energia suga... Nem vou falar nada sobre a fic tá perfeita, pois isso você já sabe. Beijos.

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  51. MARAVILHOSO,AGENTE TENTA COMENTAR,MAIS ACABA FICANDO SEM PALAVRAS DEPOIS DE LER UM CAPÍTULO MARAVILHOSO COMO ESSE,NÃO TENHO PALAVRAS PRA DESCREVER COMO ESSA FIC MEXE COM O NOSSO IMAGINÁRIO,CADA PEDACINHO DESCRITO POR VOCÊ FAZ COM QUE DE CERTA FORMA AGENTE VIVA O QUE VOCÊ ESCREVE NOS LEVANDO A ILHAS MARAVILHOSAS,AMIGOS DE SANGUE E DE CORAÇÃO,E AMORES AVASSALADORES,QUE NÓS FAZEM SUSPIRAR ACADA VEZ QUE LEMOS,UMA BOA HISTÓRIA,POR ISSO NÃO TENHO COMO DESCREVER COMO EU FICO ENCANTADA CADA VEZ QUE A LEIO.

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  52. Amei, nao tenho nem palavras pra descrever.. amei,amei e amei muito .
    Bjs e nao demore porfavor pra posta.....♥♥♥♥

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  53. Caramba, só a Quendra mesmo para mexer com nosso equilíbrio emocional. ¬¬ Ficamos sempre na corda bamba com essa elfo, mas se ela foi mesmo incitada a dizer a verdade, já deu pra perceber o quão maligno e perigoso o Marcus é... Céus, Milla sempre foi uma peça e tanto desse jogo. Mas acho que com o amor e carinho que ela tem pela PP e principalmente pela magia que a uni ao Seth, ela ainda vai surpreender. Marcus subestima e muito esse laço de amor que uni a Milla aos outros. Também temos Nessie e essa voz misteriosa que ainda não deu as caras. :\ Morrendo de curiosidade aqui. :3
    Ahhhh, e senhor que beijo foi aquele?! o.O Tirei as energias do meu logo, literalmente. rsrsrsrsrsrs
    Por essa ninguém esperava. Eita beijo! :3
    Ownt!! Mais um capítulo perfeito e cheio de mistérios. Adoooooro!! ^_^
    Mais uma vez nos surpreendendo, você é demais Déh! Simplesmente maravilhoso! ^_^ <3
    Amandooooo demais, demais!!
    Bjinhossss e até o próximo!!

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  54. Meu deus do céu, Deh!
    Eu tive alguns problemas pessoais e acabei não conseguindo acompanhar a fic nos ultimos meses. Porém, resolvi voltar, e me propus a reler toda a fic. Confesso que estou ainda mais apaixonada. Você está escrevendo cada vez melhor! Juro, essa fic está cada vez mais incrivel e me surprendendo a cada capitulo. Admito que adoraria saber o que tem na sua mente para o resto dessa história, minha curiosidade está me matando! Nem vou tentar adivinhar, porque sou péssima nisso e prefiro aguentar a expectativa do que você imaginou. Sou sincera quando digo que você escreve bem demais e eu seria a primeira a comprar seu livro se você por acaso algum dia escrevesse um. Eu sei que as vezes é difícil encontrar inspiração, vontade ou tempo pra escrever, porque eu também escrevo (muito mal se comparado a você, mais ainda sim eu tento). Porém, lembre-se que tem leitoras que amam demais a sua fic e morrem de ansiedade pra saber mais dessa historia maravilhosa que você criou. Eu sou uma dessas leitoras, que agora que está de volta, vai te infernizar até não poder mais para você postar logo. E pode ter certeza que eu posso ser muito, mas muito chata mesmo!
    De qualquer forma, obrigado por nos dar o prazer de ler essa historia fantástica, você é demais!

    Xoxo,
    De uma nova, porém antiga, leitora fanática!

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  55. Boaa noiteee =D (Se escondendo atrás da poltrona)

    Sei que eu tentei fazer um acordo mas o tempo passa tão rápido, acredita que na minha cabeça eu tinha comentado pela última vez a uns três ou quatro meses, e fiquei chocada quado vi q vai fazer um ano a última vez o.O Desculpa Déh, mil perdões mesmo. Não pense que eu enjoei da história ou algo do tipo, eu AMO ela, tanto que vivo até hoje tentando deduzir o final, mas eu vivo sem tempo pra tudo, e ler fanfic está impossível pra mim ultimamente.
    Enfim, espero que você me desculpe.

    A história? DIVINA como sempre, nunca me decepciono com ela, sua escrita, enredo ou criatividade, continua tudo maravilhoso. O Jake rei dos quileutes e a PP rainha dos elfos? Uma combinação perfeita, a magia a profundidade da magia e amor deles continua de tirar o folego, eletrizante e tudo que puderem pensar de perfeito e maravilhoso. É impressão minha ou a PP está esperando um lobinho?????????? o.O e talvez é esse o responsável pela voz misteriosa *o* A voz que aparece sempre que Nessie está na área e precisa de apoio ou a proteção da nossa heroína PP (seria interessante ver os Cullens e os Quileutes unidos dessa forma).
    Milla do mal? Nãoo duvido muito, acho que o sangue é mais forte que o veneno do inescrupuloso Marcus, uma grande história precisa de um grande vilão e esse está se saindo muito bem, cara insuportável ruun. Quendra tbm está ali é ou não é, no fim de que lado está, só eu achei q ela demorou muito para aparecer e dar uma explicação?
    Enfim, Déh eu sinto muito mesmo, dessa vez não vou fazer promessas, mas não importa quanto tempo eu suma meses ou até anos, eu volto porq além de ser APAIXONADA pelo mundo fantástico que vc criou eu preciso, necessito saber o final, preciso ver todo o caminho que esses reis lindos ainda vão percorrer, preciso ver o império que eles vão criar, preciso ver a luta final, preciso ver os lobinhos chegando, preciso ver TUDO.
    Bom até a próxima Déh sua linda, e não demora a postar ok? quando voltar quero ficar horas a fio perdida com o lobão gostoso e toda as maravilhas que a história me propõem. =D

    Kiss kiss bye bye! sz

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  56. Cara nem sei o que falar... Mentira eu sei sim! E só se resume em uma única palavra: PERFEITA!
    Você escreve muito bem, tive até um bloqueio agora por que não sei se vou conseguir escrever tão bem quanto você, mas eu vou tentar! Eu amei a história, a luta com os vampiros, a questão do Marcus e Quendra!
    Tudo é perfeito, eu senti como se vivesse na história, como se eu fosse a própria!
    Está de parabéns, a melhor que eu já li! Com certeza!

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  57. aaaaaaaaaah, VOLTA A POSTAAAAR! Que história PERFEITA, eu sou apaixonadaaa por ler o que vc escreve! Vai lá na minha alma, capta meus sentimentos de uma maneira que só sentindo pra saber!

    *-*

    Se eu pedisse pra vc nunca parar de escrever, vc faria? *-* hahaha
    Já sou sua fã! Escreve! *-*

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  58. Como...Porque ninguém me contou o que sao essas preciosidades chamadas fanfic?
    Deh,meu nome é Cristiany (mas eu prefiro Cris) e so fui descobrir esse meio de afogar minhas magoas relembrando um pouco de minha saga predileta,esse ano.Peço mil perdoes por nunca ter comentado,era a vergonha.Mas agora eu estou aqui...falando pra você,que...na verdade não tenho nem palavras pra descrever o que sinto.Voce é una autora...se eu falar espetacular,perfeita ou qualquer um desses adjetivos que sejam sinônimos,não vai chegar à ponta do Iceberg do que eu realmente quero expressar.Entao...vou falar o que a Senhorita fez na minha vida:Sempre fui apaixonada por qualquer coisa relacionada ao sobrenatural,e tambem por livros,então imagina os foi juntos?!Pirei,completamente.Lendo sua fic,eu fiquei com raiva,pela PP não gostar do Jake,mas depois eu fui entendendo o que ia acontecer e deixei esse sentimento pra la.Chorei horrores,com tudo.Desde a morte da mãe dela ate a (quase) morte completa de Jacob.Essa estória foi tomando conta de min de tal jeito,que hoje não me vejo sem ler ela.Leio,releio,leio novamente.Nao por gostar tanto da saga,mas por gostar do contexto:A desenvoltura,o jeito com que você trata desses assuntos sobrenaturais,com Deus acima de tudo.Confesso que foi a primeira fic que li,que falava assim,de Deus,tão abertamente.Sem mais delongas,não me vejo longe dessa vida de leitora mais,acho que me viciei.Essas estórias são como droga para min.Pretendo ler muitas outras tuas,porque suas escrita é como os olhos de Jacob."Nos traga para dentro dele..."
    Nunca,repito,NUNCA pare de escrever.Porque voce tem um dom.Beijos e miiiiiil desculpas por ter demorado tanto nesse comentário,uma fãzona sua!!!
    (P.S:Se você reponder,coloque algumas dicas de fica suas pra min lê?)Te Amu Sinceramente.Criiiissss....

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  59. AMOOOOOO
    sua fic linda.
    Tenho 20 anos e sou uma grande fā dessa fica. nāo fico comentando em att. mas sempre fico dando uma atualizada para ver como esta a fica.

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  60. OMG! já é a milésima vez q releio sua fic e continuo perdendo o fôlego a cada capítulo, enfim... Déh, vc precisa continuar isso, já estou ficando maluca sem atualização. preciso saber se minhas suspeitas estão corretas sobre a grande ligação da PP com a Nessie. suspeitas q mantenho deis de os primeiros capítulos. mas não irei revelar aqui pra não perder a graça. mas continuando... DÉH ATUALIZA ISSO MULHER PELO AMOR DE DEUS, SE NÃO EU MORRO DO CORE! A SUA FIC ESTA NO TOP 3 DAS MINHAS PREFERIDAS DE CREPÚSCULO COMO PRIMEIRO LUGAAR. NÃO NOS DEIXE ESPERAR MAIS TANTO TEMPO, PLEASE!!!

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