15 de abril de 2014

Meu Anjo Caído by Nubia Ruz

| |






(Cap. 1) Introdução

POV EDWARD CULLEN
Por vários anos a única coisa que fazia, era presenciar o amor das outras pessoas. Dentro da minha casa e fora dela. Sinceramente, esse poder de ler mentes, não me serve para nada. Do que adianta ouvir os pensamentos dos outros?
Mas eu nunca quis tanto ler a mente de humano como quis de Isabella Swan. Seus pensamentos eram mudos para mim. O que me instigava a querer saber tudo sobre ela. Fora isso, ela era uma garota que aparentemente não tinha nada de interessante. A não ser um sangue realmente doce. Ela do nada, conseguiu virar minha vida de ponta cabeça no mesmo instante que encarei aqueles olhos castanhos. A princípio eu não soube, mas eu me apaixonei no instante em que a vi.
E agora?
Estou casado com ela. Com Isabella Swan. A agora, Sra. Cullen.
Devo dizer que o caminho que percorri até chegar aqui não foi fácil. Para nenhum de nós dois. Daqui pra frente. Tudo seria diferente. Agora, eu poderia viver em paz esse amor que quase destruiu com a minha vida e com a da minha família.
Mas nem tudo são flores não é?
Eu tinha certeza absoluta que Bella era à mulher da minha vida. A mulher, pela qual eu tentei o suicídio. Pois eu não seria capaz de viver, num mundo, onde Isabella não existisse. Eu tentei juro que tentei ficar longe dela. Ela estava sofrendo, eu também estava. Mas ela estava viva e segura. E para mim, isso bastava. Cheguei a arriscar até a segurança da minha família pela segurança dela. Como eu podia imaginar que um dia, esse amor obsessivo e sofrido, poderia se transformar em nada, a não ser em uma lembrança de um passado cheio de dor por causa da indecisão dela.
Jamais pensei que chegaria a amar outra mulher. Uma mulher que apareceu na minha vida do nada e jogou pela janela toda a minha razão. Só deixando para trás, esse amor abrasador e doentio. Um novo amor que conseguiu superar o meu amor por Isabella Swan.
E a única forma que vejo de suportá-lo, é amando Amaral. Não a espaço para outra opção.


oOoOoOoOo

(Cap. 2) Capítulo 2


Evanescence – Bring Me To Life
TRAGA-ME PARA A VIDA
COMO VOCÊ PODE VER ATRAVÉS DOS MEUS OLHOS
COMO PORTAS ABERTAS?
CONDUZINDO VOCÊ ATÉ MEU INTERIOR
ONDE EU ME TORNEI TÃO ENTORPECIDA
SEM UMA ALMA
MEU ESPIRÍTO DORME EM ALGUM LUGAR FRIO
ATÉ QUE VOCÊ O ENCONTRE
E O LEVE DE VOLTA PRA CASA
Refrão:
{ACORDE-ME}
ACORDE-ME POR DENTRO
{EU NÃO CONSIGO ACORDAR}
ACORDE-ME POR DENTRO
{SALVE-ME}
ME CHAME E ME SALVE-E DA ESCURIDÃO
{ACORDE-ME}
OFERTAR MEU SANGUE PRA FUGIR
{EU NÃO CONSIGO ACORDAR}
ANTES QUE EU ME DESFAÇA
{SALVE-ME}
SALVE-ME DO NADA QUE EU ME TORNEI
AGORA QUE EU SEI O QUE EU NÃO TENHO
VOCÊ NÃO PODE SIMPLESMENTE ME DEIXAR
RESPIRE ATRAVÉS DE MIM ME FAÇA REAL
TRAGA-ME PARA A VIDA
{ACORDE-ME}
ACORDE-ME POR DENTRO
{EU NÃO CONSIGO ACORDAR}
ACORDE-ME POR DENTRO
{SALVE-ME}
ME CHAME E ME SALVE-ME DA ESCURIDÃO
{ACORDE-ME}
OFERTAR MEU SANGUE PRA FUGIR
{EU NÃO CONSIGO ACORDA}
ANTES QUE EU ME DESFAÇA
{sALVE-ME}
SALVE-ME DO NADA QUE EU ME TORNEI. fim do refrão
CONGELADA POR DENTRO
SEM O SEU TOQUE, SEM AMOR, QUERIDO
SÓ VOCÊ É A VIDA ENTRE OS MORTOS
TODO ESSE TEMPO
EU NÃO POSSO ACREDITAR QUE EU NÃO PUDE VER
ME MANTIVE NO ESCURO MAS VOCÊ ESTAVA LÁ NA MINHA FRENTE
EU TENHO DORMIDO HÁ 1000 ANOS
PARECE QUE EU TENHO QUE ABRIR MEUS OLHOS PARA TUDO
SEM UM PENSAMENTO, SEM UMA VOZ, SEM UMA ALMA
NÃO ME DEIXE MORRER AQUI/DEVE HAVER ALGO A MAIS
TRAGA-ME PARA A VIDA
segundo refrão
{ACORDE-ME}
ACORDE-ME POR DENTRO
{EU NÃO CONSIGO ACORDAR}
ACORDE-ME POR DENTRO
{SALVE-ME}
ME CHAME E ME SALVE-ME DA ESCURIDÃO
{ACORDE-ME}
OFERTAR MEU SANGUE PRA FUGIR
{EU NÃO CONSIGO ACORDAR}
ANTES QUE EU ME DESFAÇA
{SALVE-ME}
SALVE-ME DO NADA QUE EU ME TORNEI.


oOoOoOoOoOoOo


POV
Meus olhos estavam fortemente fechados, enquanto eu sentia entrar e sair de mim em movimentos leves e suaves, ele não estava sendo bruto. Nunca foi. Uma de suas mãos estava segurando meu quadril, enquanto a outra apertava meu seio esquerdo e usava sua boca para mordê-lo de leve e chupa-lo.
– Ahhh - Ele gemeu em meu ouvido - Você é a garota mais linda do mundo e é minha - Ele falou aumentando o ritmo das estocadas.
Devo dizer que ao contrário de muitas garotas que vivem a mesma vida que a minha, eu dei sorte. Isso mesmo. apesar de ter 24 e eu apenas 17, dei sorte por ele ser um homem carinhoso comigo.
Sentir enrijecer sobre mim e logo ele buscou a minha boca para um beijo. Mesmo eu não correspondendo como devia, ele continuava a insistir no beijo.
acabou desistindo diante da minha recusa e separou nossas bocas. Ele gemeu mais alto quando chegou ao seu ponto máximo de prazer e se derramou entro de mim. sorriu satisfeito e deu um último selinho e saiu de dentro de mim e de cima de mim, deitando ao meu lado na cama.
Virei meu corpo para o outro lado e passei a encarar as paredes brancas com desenhos pretos, que a noite formava desenhos com aspectos sombrios. Deixei que as lágrimas escapassem pelos meus olhos, molhando meu travesseiro. Sentir o braço de me puxar de encontro ao seu corpo frio, me prendendo ali. Ele passou seus lábios pela minha nuca e depositou um beijo em meu pescoço.

– Um dia... - Ele sussurrou em meu ouvido com uma voz sexy - Um dia você vai aprender a me amar.
NUNCA. Isso jamais irá acontecer.
Vocês devem esta pensando que sou uma ingrata, que tenho um cavaleiro apaixonado por mim, e eu agindo de forma fria em relação a isso. Não posso corresponder a esse amor, pelo simples fato dele ser... Meu irmão mais velho. Agora vocês entendem?
Mas agora aposto que estão me chamando de pecadora. Mas eu não sou por vontade própria.
e eu éramos unidos, nos dávamos bem e estávamos sempre ali, um pelo outro. Tudo mudou depois do meu aniversário de quinze anos. passou a me tratar diferente, era mais carinhoso, vivia comprando presentes mais caros para mim, não deixava nenhum dos garotos da minha escola se aproximarem e ficava furioso comigo quando me via conversando com algum garoto.
Todos acham a nossa relação, muito bonita. Um irmão mais velho, cuidando e protegendo de sua irmã caçula. Mas não era isso que se passava na cabeça dele.
Um dia após meu aniversário de 16 anos, ficamos só nós dois em casa. estava assistindo o jogo na sala, e eu estava em meu quarto. Estava deitada e quase dormindo, quando sentir um corpo estranhamente frio, deitar-se ao meu lado. Era ele. Não o mandei sair, pois sempre dormíamos juntos. me abraçou por trás e eu voltei eu dormir. Acordei e sentir beijos sendo distribuídos pelo meu pescoço e uma mão no meu seio. Era o . Entrei em pânico e tentei afasta-lo, mas ele era mais forte do que eu, e os meus esforços foram em vão.
Aquela foi a minha primeira transa e foi com o meu irmão.
Senti-me suja, com nojo de mim mesma. Queria me jogar no primeiro carro que aparecesse. Tentei me matar, duas semanas depois, mas conseguiu me impedir.
Desde então, ele faz “amor” comigo. É claro que tentei contar a minha mãe, mas ela o ama mais que tudo, e ficaria arrasada se soubesse. Cheguei até tentar fugir uma vez, mas me encontrou. Ele estava lá, sempre que eu tentava fazer algo para mim livrar dele. E desde esse dia, ele ameaça fugir comigo e me trancar em um lugar qualquer, se eu não fizer tudo o que ele disser.
E agora, minha vida é essa.
Eu fico aqui, esperando que um milagre aconteça e me tire dessa vida. Que acabou com a minha alma, me lançando no inferno.
E devo agradecer, ao meu querido irmão.



oOoOoOoOoOo

(Cap. 3) Capítulo 3


POV
Acordei no dia seguinte e agradeci a Deus quando não encontrei mais em minha cama. Fiquei de barriga pra cima, fitando o teto branco do meu quarto. Não sei quando as lágrimas começaram a cair molhando meu cabelo e o travesseiro. Minha vida era uma merda. Eu amava meu irmão. Ele era o meu porto seguro depois da minha mãe. Tudo que eu queria era sumir e nunca mais ser vista.
– Filha? Já esta acordada? - Minha mãe perguntou batendo na minha porta.
– Estou mãe - Respondi limpando as minhas lágrimas e cobrindo meu corpo com o cobertor.
– Bom dia filha - Minha mãe falou ao entrar no quarto - Ué? Deu pra dormir nua agora? - Ela perguntou rindo.
– Estava com calor ontem - Menti sorrindo amarelo.
– Tudo bem, agora se arrume que seu irmão a levará para escola. Tenho que chegar mais cedo no trabalho - Minha mãe beijou o topo da minha testa - Seu café já está pronto. Não demore. Até a noite - Ela falou e saiu do quarto.
Suspirei alto e joguei o cobertor na cama e levantei. Andei em direção ao espelho, mas parei em frente ao espelho quando vi marcas de dedos em meu quadril do lado direito.
– Droga! - Exclamei e entrei no meu banheiro para tomar um banho e tirar o cheiro do da minha pele.
Abri o chuveiro e deixei na água morna. Nem fria e nem quente. Entrei no Box e depois debaixo do chuveiro e resolvi lavar o meu cabelo. Enquanto fazia isso, pensei em como eu amava a escola. Não por que eu sou uma cdf, mas porque assim eu não ficava o dia inteiro sozinha em casa.
– Só mais alguns meses, . Só mais alguns meses. - Falei baixinho para mim mesma.
Eu só preciso esperar até 15 de dezembro para fazer dezoito anos, e assim me tornar de maior e poder finalmente me ver livre dessa vida.
– Mais alguns meses para quê? - Soltei um grito ao me assustar com a voz de tão perto de mim. Olhei para trás e vi nu entrando no Box.
– Não faça perguntas das quais você já tem as respostas - Falei desligando o chuveiro e saí do Box, mas segurou meu braço me puxando para dentro novamente me prensando contra a parede com o seu corpo frio.
– Acho que alguém acordou bem arisca hoje - falou baixo e divertido em meu ouvido.
– É melhor você sair daqui. A “nossa mãe” pode entrar e nos pegar aqui - Falei tentando empurra-lo.
– Ela já foi - Ele falou distribuindo beijo pelo meu pescoço.
– Não - Falei e o empurrei com mais força - Não posso chegar atrasada na escola hoje.
– Acho que você pode chegar alguns minutos atrasada - falou novamente me prensando na parede agora de costas para ele.
– Não - Esbravejei e tentei me soltar dele - Solte-me - Quase gritei quando ele segurou meus pulsos com uma só mão.
– Controle-se , não quero machucar você - falou afastando minhas pernas e me penetrando por trás - Você é tão quente - falou com a voz carregada de desejo.
- Supliquei com a voz embargada.
Mas de nada adiantou. voltou a ligar o chuveiro, deixando a água escorrer por entre nós dois. Tentei fechar minhas pernas, mas as manteve separadas com as suas. A mão que segurava meus pulsos os elevou acima de minha cabeça, a outra passou a explorar o meu corpo.
– Sabe ... - penetrou mais fundo - Perca suas esperanças de se ver livre de mim - apertou meu seio esquerdo
– Um dia isso terá que acabar - Retruquei e ele penetrou mais fundo e forte.
– Isso só irá acabar quando eu quiser - Ele falou enrijecendo e ejaculando dentro de mim gemendo meu nome - Aprenda uma coisa ... - sussurrou em meu ouvido - Você pertence a mim, põe isso na sua cabeça - Ele falou em tom possessivo.
saiu de dentro de mim e do meu banheiro. Deixando-me sozinha com as minhas lamúrias.

(...)

Meia hora depois, estávamos saindo da nossa casa. Você pertence a mim. Essas palavras ficaram rondando minha mente. Nunca fui uma garota santa, sei disso. Errei e pequei como todo mundo. Mas não fiz nada de tão grave, para merecer um castigo desses. Aonde foi parar aquele garoto que nas noites em que eu tinha pesadelos, dizia que me protegeria de qualquer coisa? Então por que ele não me protege dele mesmo? Sequei rapidamente uma lágrima que escapou, antes que percebesse.
– Ainda está chateada comigo por causa de hoje cedo? - perguntou apertando minha perna por cima da saia do uniforme.
– E de novo você está fazendo perguntas das quais já tem as respostas - Falei friamente encarando a janela.
não falou mais nada o caminho todo. Quando ele estacionou no estacionamento da escola, não havia mais ninguém. Eu estava atrasada.
– Se eu levar bronca no primeiro dia, a culpa é toda sua - Apontei e sair do carro sem me despedir.
Entrei na escola andando apressada nos corredores vazios. Os únicos barulhos que eu ouvia, eram os que vinham de dentro das salas de aulas.
– Merda! - Xinguei quando o sinal bateu.
Corri pelos corredores aproximando-me da minha sala de aula, parei por um segundo quando um cheiro adocicado e delicioso entrou em minhas narinas. Nunca havia sentido nada igual aquele cheiro. Balancei a cabeça e voltei para a minha corrida. Respirei aliviada quando bate e entrei na porta e não encontrei o professor na sala.
... - Nando e Fany (Fernando e Tiffany) gritaram meu apelido ao me verem.
– Tô de volta - Falei antes de receber um abraço em grupo.
– Senti a sua falta - Fany falou - Ainda mais nas compras - Nós duas rimos.
– Não se preocupe. Agora que voltei vamos falir nossos pais - Brinquem.
– Vocês garotas só pensam em roupas, maquiagens e sapatos - Nando falou rolando os olhos.
– Só somos assim para que vocês garotos reparem na gente e tomem a iniciativa e cheguem em nós - Falei imitando a voz da Briana. A patricinha da escola, só porque é a filha do prefeito.
– Essa é a pior imitação da brivaca - Fany falou rindo.
– Ninguém é melhor do que eu. A melhor de todas sou eu – continuei a imitando e jogando o cabelo pro lado.
– Vocês vão mesmo ficar falando mal da Briana? - Nando perguntou nos olhando indignado.
– Você só a defende por que ainda tem esperança de não ser o único garoto de terminar a escola e ficar sem come-la - Apontei e o rosto do Nando ficou vermelho. Era vergonha.
– Você consegue coisa melhor do que a vaca da Briana, Nando - Fany falou melosa. Por que ele não via que a Fany o amava e faria tudo para ficar com ele? Garotos são tão lerdos.
– Chega de falar da Briana - Fany falou e sorriu de canto - Já conheceu os novos moradores? - Fany perguntou de um jeito malicioso.
– Fany querida, me deixa refrescar a sua memória - Falei a segurando pelos ombros - Fiquei um mês viajando com a minha família, isso significa que eu não estava aqui esse um mês. Como eu poderia conhecer os novos moradores estando quase do outro lado do mundo? - Perguntei e Nando começou a rir da cara de ofendida da Fany.
– Eu não sou burra está legal? - Fany falou bicuda.
– A gente sabe bicudinha - Falei imitando voz de bebê, fazendo nós três rirmos.
– Eles são uns gatos. São lindos de morrer - Fany falou animada até demais - As garotas também não ficam pra trás. Até parece uma família de modelos igual a sua - Fany sussurrou.
– Por que você esta sussurrando? - Perguntei no mesmo tom.
– Você não quer que eles ouçam a gente falando deles, não é? - Fany perguntou e olhei-a confusa
Fany e Nando me giraram em 90º graus exatos, fazendo com que eu olhasse para um grupo de três casais sentados no fundo da sala. Eles eram simplesmente perfeitos. Até demais para um humano? O que eu estou pensando? É claro que eles são humanos iguais a mim e aos meus amigos.
O primeiro casal era uma loira com um cara grandão de cabelos pretos. O segundo era uma garota que parecia ser baixinha com cabelos pretos e meio espetados com um garoto loiro que trazia uma expressão quase que torturada. O terceiro era uma garota de cabelos castanhos acompanhada de um garoto com o cabelo em cor de cobre ou bronze. Era o mais lindo que havia ali, com certeza.
Mas eles tinham a pele pálida e olhos de um dourado forte. Que com certeza, faziam com que se destacassem uma multidão.
O garoto do cabelo da cor estranha olhava para mim com uma expressão confusa e séria. Mas mantinha um sorriso torto nos lábios, capaz de fazer milhares garotas desmaiarem aos seus pés.
Devem ser uma família de metidos. Mas espero que esteja enganada. De metidos já basta à família do prefeito. E o sorriso dele aumentou, parecia que se divertia com alguma coisa. Eu em. Garoto estranho e lindo. Devo acrescentar. Esquece isso . É melhor deixar quieto.
– O que você achou deles? - Fany perguntou quando desviei meu olhos daqueles modelos.
– Ganhariam muito dinheiro se seguissem a carreira de modelo e nem precisariam fazer uma faculdade chata - Falei rindo.
– Cara, se eu pudesse. Pegaria a loira ou a baixinha. - Nando falou. Foi impressão minha, ou eu ouvi um rosnado vindo de trás de mim?
– Mas ainda sobra uma - Fany falou.
– É bonita, mas tem cara de ser garota problemática. E de problemática já basta vocês duas - Ele nos sacaneou.
– Seu besta - Falei fingindo esta irritada - Lembre-se de que se não fosse por nós, você não teria passado em matemática ano passado.
– E sou muito grato por isso - Ele colocou a mão direita sob o coração - Mas isso não me impede de achar vocês loucas.
– Idiota - Fany e eu falamos ao mesmo tempo.
– Olá turma - O professor Nick falou ao entrar na sala - Todos sentados em seus respectivos lugares - Ele pediu. E sorriu ao me ver - Srta. Amaral - Ele falou e eu me adiantei indo abraça-lo.
– Tio, todos aqui sabem que o senhor é meu padrinho - Falei rindo.
– Quando foi que voltou de viagem? Sua mãe não me avisou - Ele perguntou quando nos separamos.
– Ontem à tarde - Respondi - Ligamos para o senhor, mas só caiu na caixa postal.
– Então diga a ela, que irei hoje à noite para o jantar. Agora é melhor se sentar - Ele sugeriu.

Virei-me para ir para o meu lugar, e vi que sentaria bem na frente do cor estranha. Ninguém merece. Respirei fundo e sentei no meu lugar.
? - Fany sussurrou e eu olhei para ela ao meu lado.
– O que foi? - Perguntei tirando meu material da mochila.
– Preciso que você vá na minha casa hoje e me ajude com um lance aí - Ela respondeu.
– Que seria?
– Não posso falar aqui, tem muitos ouvidos - Fany falou constrangida.
– Me deixa adivinhar... - fingir pensar enquanto tirava um lápis do estojo e fazia um coque mal feito o prendendo com o lápis - É sobre o Nando. - Fany corou furiosamente fazendo-me rir alto - Desculpe-me - Pedi ao meu padrinho que escrevia na loja.
– Você é cruel - Fany falou fazendo bico e olhando para frente.
– Mas você sabe que eu te amo - Falei e coloquei-me a concentrar na aula. E foi assim que passei a duas primeiras aulas sentindo aquele cheiro doce.
– Isso é uma droga - Bufei irritada.
Tirei meu iphone da bolsa e coloquei pra ouvir musica disfarçadamente.

P!nk – Perfect

Peguei o caminho errado
Uma ou duas vezes
Cavei até conseguir sair
Sangue e fogo

Decisões ruins
Tudo bem
Bem vindo à minha vida boba

Mal tratada
Deslocada, mal compreendida
Senhora sabe tudo, tudo bem
Isso não me fez ir devagar

Errática
Sempre a segunda opção
Subestimada
Olhe, ainda estou por aqui

Querida, querida, por favor
Nunca, nunca se sinta
Como se fosse menos que perfeita pra caralho

Querida, querida, por favor
Se em algum momento você se sentir
Como se fosse nada
Você é perfeito pra caralha pra mim

Você é tão mau
Quando fala
Sobre si
Você está errado

Mude essas vozes
Na sua cabeça
Faça eles gostarem de você dessa vez

Tão complicado
Olhe como estamos conseguindo
Cheios de ódio
Tão empatado esse jogo

Chega
Eu fiz tudo que pude
Eu persegui todos os meus demônios
E vejo que você faz o mesmo

Querida, querida, por favor
Nunca, nunca se sinta
Como se fosse menos que perfeita pra caralho

Querida, querida, por favor
Se em algum momento você se sentir
Como se fosse nada
Você é perfeita pra caralho pra mim

O mundo inteiro está assustado
Então eu engulo o medo
E a única coisa que eu deveria beber
Era uma cerveja bem gelada

Tão fácil ficar iludido
E nós tentamos, tentamos, tentamos
Mas nós tentamos demais
É um desperdício do meu tempo

Cansei de procurar pelas criticas
Porque elas estão por todo lado
Eles não gostam do meu jeans
Não entendem o meu cabelo

Rigorosos com nós mesmos
E somos o tempo todo
Por que fazemos isso? Por que faço isso?
Por que faço isso?

Yeah?

Oooh?

Oh, querida, querida, querida

Querida, querida, por favor
Nunca, nunca se sinta
Como se fosse menos que perfeita pra caralho

Querida, querida, por favor
Se em algum momento você se sentir
Como se fosse nada
Você é perfeita pra caralho pra mim

Você é perfeita
Você é perfeita

Querida, querida, por favor
Nunca, nunca se sinta
Como se fosse menos que perfeita pra caralho

Querida, querida, por favor
Se em algum momento você se sentir
Como se fosse nada
Você é perfeita pra caralho pra mim


Eu cantarolava a musica baixinho.
– Srta. Amaral qual é a resposta? - Perguntou o professor.
– É Hades, ele foi traído por seu irmão Zeus que o mandou para governar o submundo, o reino dos mortos - Respondi ainda copiando os exercícios do livro.
– Resposta correta - Falou o prof. e o sinal bateu - Bom, pessoal. Até amanhã - O prof. se despediu.
Arrumei minhas coisas na minha mochila e levantei. Quando fui para caminhar, tropecei no pé de alguém. Mas antes que eu pudesse cair estrambelhada no chão, uma mão gelada segurou meu braço e eu fui de encontro a um peito firme.
– Obrigada - Falei quando vi que era o garoto da cor estranha. Agora será o apelido dele. Ele riu e tentou disfarçar. - Sou Amaral - Apresentei-me formalmente.
– Edward Cullen, prazer - Ele também se apresentou com a aquela voz de anjo. Cara será que tudo nessa família é perfeito? - Essa é minha namorada, Isabella Cullen - Ele indicou a garota de cabelos castanhos - Emmet e Rosalie - A loira e o grandalhão - Alice e Jasper - A baixinha e o torturado.
– Sejam bem vindos, estão gostando da cidade? - Perguntei para ser educada.
– Ela nos favorece muito - Respondeu Edward. Mas por que será que sua frase, tinha duplo sentido?
? - Fany chamou.
– Fany - A chamei e ela se aproximou - Pessoal, esses são meus melhores amigos Fany e Nando. Tiffany e Fernando - Os apresentei - Esses são Alice e Jasper, Emmet e Rosalie, Edward e Isabella - Os apresentei apontando para cada um.
– Sejam bem vindos - Nando e Fany falaram e os Cullen sorriram em resposta.

– Não quero ser mal educada, mas temos que ir para o refeitório e você , tem que me contar todos os detalhes da sua viagem e se conheceu algum gatinho - Fany falou animada.
– Você não sabe quantos, achei até que me mudaria pra lá, mas pensei melhor e achei injusto deixar o Nando te aguentar sozinho - Brinquem e ri da cara da Fany.
– E eu sou muito grato a você por isso - Nando falou abraçando nós duas.
– Foi bom conhecê-los, até mais - Despedi-me e sai da sala com os meus amigos. Pera aí, ele falou que a namorada tem o mesmo sobrenome que o dele? Acho que são casados isso sim.

Capítulo 4


– Então, como foi lá? - Fany perguntou depois de nos sentarmos em na mesma mesa que sentamos desde a 5 série.
– Foi horrível, Fany. - falei depois de tomar um gole do meu refrigerante.
– Como assim? - ela perguntou desconfiada.
– Ele estragou tudo, Fany. - desabafei e ela largou o garfo sobre o prato.
– Já falei para você contar a sua mãe. - Fany falou irritada e de punhos fechados.
– Ela não vai acreditar em mim, Fany. - falei desanimada. - Ela o ama demais para acreditar em uma coisa horrenda dessas. - continuei e ela ficou calada. Ela sabia que eu não gosto de tocar nesse assunto.
– Oi. - Nando falou animado sentando-se a mesa com a gente.
– Demorou, hein? - Fany falou irritada olhando para a Brivaca que vinha em nossa direção.
– Hoje não. - falei baixo o suficiente para que só Fany e Nando escutasse.
– Ora, não é que a ovelha desgarrada do trio pateta voltou? - Briana falou sarcasticamente.
– Briana. - falei seu nome calma. - Acabei de voltar de férias e não pretendo começar o primeiro dia de volta às aulas batendo boca com você. - falei voltando a comer, vendo-a sorrir largamente.
– Pena que não compartilhamos do mesmo pensamento, ladra de namorados. - ela me acusou pela centésima vez.
– Por que você não vai rodar bolsinha na esquina, Briana? - Fany perguntou despreocupadamente. - Você não tem o quarto período, deveria aproveitar para ganhar dinheiro e comprar roupas novas. Porque você está precisando. - Fany falou e eu me segurei para não rir, pena que Nando não conseguiu.
– Ora, sua órfã invejosa. - Briana falou dando passos em direção a Fany.
Ali era a minha deixa. Fiquei de pé e me postei entre ela e a Fany, que também ficou de pé.
– Posso ser orfã, mas eu não tenho uma mãe que rouba o marido das outras porque ele tem mais dinheiro. - Fany gritou e o silêncio baixou no refeitório. Todo mundo esperando para ver a briga.
– Se sua mãe fosse uma mulher competente, teria segurado o homem dela e ele não teria que procurar por outra na rua. - Briana falou sorrindo cinicamente.
– E se sua mãe não fosse uma vadia que abre as pernas pra qualquer um que dê mais, ele não teria largado a mãe da Fany pela sua para depois ficar pedindo desculpas dizendo que foi seduzido e embriagado pela ex-mulher do prefeito. - falei e todos abriram a boca em perfeito O.
– Olha só, uma vagabunda falando de outra. - ela falou apontando aquele dedo branquelo na minha cara. Aí não.
O único barulho que se ouviu depois foi dos meus cinco dedos estalando na bochecha de Briana.
– Olhe aqui... - dei dois passos para frente e tive o braço segurado por Nando. - É última vez que falo. Se eu soubesse que Derek era seu namorado, eu nem tinha olhado para ele. Primeiro: porque eu não sou vadia ao ponto de ficar com um cara que já é comprometido. E segundo: por ele namorar uma vagabunda que dorme com o professor para tirar nota azul. - soltei meu braço da mão do Nando e fiquei frente a frente com Briana. - Eu não seria louca ao ponto de me arriscar pegar resto de baba de uma qualquer como você. - falei e vi a raiva faiscando nos olhos dela. - E pra começar, se ele realmente gostasse de você, não teria dado em cima da metade dessa escola estando comprometido com você. Até em cimas dos seus clones ele deu. Agora vem cá, isso é amor? Pelo que eu sei isso tem outro nome.
– Você vai pagar por esse tapa e suas palavras. Você e essa órfã invejosa. - ela ameaçou e riu com gosto.
– Venho escutando essas palavras há mais de dois anos e até agora nada. Mude o disco, Briana. Não, melhor. Vai fazer algo que coloque alguma inteligência no seu cérebro, além de água oxigenada. - retruquei e ela soltou um grito e saiu do refeitório empurrando todos pela frente.
– Eu peço a Deus para que esse último ano escolar acabe rápido. - falei ao me virar para Nando e Fany. – S e não eu mato a Briana ou ela vai acabar me matando.
–Talvez eu que a mate. - Fany falou secando uma lágrima que escapou de seus olhos.
– Fany. - falei seu nome carinhosamente e a abracei. - Não liga para aquela vadia, ela só quer que você se sinta mal. - falei.
– Às vezes ela consegue isso. - Fany falou séria e o sinal tocou.
– Droga, nem comi direito. - xinguei pegando minha bandeja e despejando tudo que havia nela no lixo.

[...]


– Olá, pessoal. - a professora Tiana falou ao entrar na sala. - Bem, como hoje é o primeiro dia, vou pegar leve. - ela falou abrindo o livro de matemática. - Façam os exercícios da página 87 até a 95 e em duplas. - ela falou e todos reclamaram pela quantidade de tarefas. - Sem reclamações, se eu não acrescentarei mais 5 páginas.
Bufei irritada, não estava com cabeça para resolver problema matemáticos hoje.
– Com licença, professora. - o cor estranha pediu e eu levantei a cabeça para vê-lo.
– Está atrasado, senhor Cullen. - a professora falou após assinar o papel que ele havia entregado a ela.
– Desculpe-me, isso não vai se repetir. - ele sorriu torto deixando as bochechas da professora vermelhas.
– Humm... Sente-se ao lado da senhorita Amaral e resolva os exercícios. - ela mandou.
O quê? Por que eu? Olhei ao redor da sala vendo que somente eu estava sem par. Ótimo, valeu professora.
– Oi. - ele falou ao sentar-se ao meu lado com aquele sorriso torto no rosto.
– Oi. - falei azeda voltando a minha atenção ao meu livro e ao que eu escrevia.
– Senhorita Amaral, a tarefa é em dupla. - a professora falou em frente a nossa mesa. Não, professora, é quarteto. O cor estranha riu e tossiu tentando abafar uma risada.
– Você faz os primeiros e eu termino. - avisei dando o meu caderno onde eu já tinha começado a escrever.
– Tudo bem. - ele somente pegou uma caneta e ficou calado escrevendo no meu caderno.
Peguei meu iPhone e dei play na próxima música.

Meu imortal
Estou tão cansada de estar aqui
Reprimida por todos os meus medos infantis
E se você tiver que ir
Eu desejo que vá logo
Porque sua presença ainda permanece aqui
E isso não vai me deixar sozinha

{Essas feridas parecem não cicatrizar
Essa dor é tão real
Há tantas coisas que o tempo não pode apagar

Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
E eu segurei sua mão por todos estes anos
Mas você ainda tem tudo de mim}

Você costumava me cativar
Com a sua luz ressonante
Agora sou limitada pela vida que você deixou para trás
Seu rosto assombra todos os meus sonhos que já foram agradáveis
Sua voz expulsou toda a sanidade em mim
{repete novamente}
Eu tentei tanto dizer a mim mesma que você se foi
E embora você ainda esteja comigo
Eu tenho estado sozinha por todo esse tempo

Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas
Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos
E eu segurei sua mão por todos estes anos
Mais você ainda tem tudo de mim.


Segurei-me para não chorar em plena sala de aula. A letra dessa música retrata muito bem o dilema que tenho passado por estes dois anos. Por quê? É tudo que fica se repetindo em minha mente como um disco arranhado.
? ? - escutei alguém me chamar e olhei para lado vendo o cor estranha estendendo o meu caderno.
Tirei os fones de ouvidos e peguei o caderno ordenando a minha mente para se concentrar na tarefa. Reparei na letra do Edward e devo dizer que ele tem uma bela caligrafia, daquelas que ficam lindas em uma carta de amor em um papel velho. Cartas de amor? Pelo amor de deus, . Concentre-se.
Terminei a minha parte da tarefa xingando mentalmente, o cor estranha exalava um tipo de perfume adocicado, mas não enjoativo, muito pelo contrário. Era até que viciante e embriagante. Forçava a caneta a escrever cada vez mais rápido para sair do seu lado e daquele cheiro maravilhoso.
– Todos entreguem suas folhas para mim. - a professora falou e Edward tão cavalheiro que é, se ofereceu para entregar. - Bem, devo dizer que não teremos muito tempo de aula nesse bimestre por causa das organizações para o baile e a formatura que é daqui há 5 meses. Então,peço a vocês que não faltem e estudem. E para compensar a nota de vocês, resolvam todos os problemas destas 10 folhas e entreguem a mim até quarta-feira.
– Professora, não dará tempo de resolver tudo isso em dois dias. - falei vendo todos aqueles números de problemas depois que ela entregou as folhas em nossa mesa.
– Eu não quero saber. - ela falou ríspida. - Quero até quarta-feira, quem não entregar vai ficar com zero na minha matéria e ficará de recuperação no fim do ano.
– Vaca. - falei baixo.
– E só para acrescentar, o trabalho é em dupla, as pessoas que vocês sentaram hoje são seus parceiros. Todos podem sair. - ela falou quando o sinal tocou.
Fiquei sentada ali de boca aberta. Aquela professora quer é ferrar com a minha vida.
– Na minha casa ou na sua? - o cor estranha perguntou de pé ao meu lado.
– Na sua. Estarei lá depois da escola. - falei guardando meu material sem olhar para ele. - Olha, eu não vou fazer tudo isso sozinha, e se você quer tirar uma nota boa, terá que se esforçar também. - falei séria. Mas aposto que a professora daria uma nota alta só pelo fato dele ser lindo.
– Você não terá que se preocupar com isso. - ele falou sorrindo achando graça de alguma coisa. Garoto esquisito.


Capítulo 5 - POV Edward


Fazia exatamente duas semanas desde que nos mudados para Amélia, aqui na Rússia. Bella estava quieta e distante de nós e preferia ficar isolada nos cantos da ex-mansão Amaral. E todos respeitávamos o seu sofrimento.
– Ela está muito diferente meu filho. - Esme falou enquanto acariciava o meu cabelo.
– Sabia que seria difícil para ela se separar do pai. - falei levantando do seu colo e me sentando ao seu lado.
– E foi ela quem escolheu assim. - Rosalie intrometeu-se na conversa. - Agora não adianta ficar chorando pelo leite derramado. - ela acusou.
– Ela sabe muito bem disso Rosalie. - falei sério para ela que só rolou os olhos. Isabella deve ter escutado.
– Rosalie, não devemos... - Alice calou-se quando uma visão surgiu.
– O que vamos fazer Carlisle? Ela tem alguma chance de viver? - a minha imagem perguntou aflito para Carlisle que examinava um borrão deitado em uma cama. Estávamos todos em volta da cama olhando para aquele borrão, tristes com o que víamos.
– Ela não vai sobreviver Edward. - Carlisle respondeu desanimado. - Vai caber a você decidir se vai transforma-la ou não. - ele deixou a decisão em minhas mãos.
A visão mudou e agora estávamos todos correndo pela floresta.
– Venha . - Alice gritou sorridente enquanto saltava uma árvore caída.
– Calma Alice, ainda estou me ajustando a essa super velocidade. - uma garota falou com a sua voz perfeita demais.
– Venha, eu ajudo você. - me vi estendendo a mão para um borrão e tudo que vi foi uma mão de pele parda segurando a minha.
– Obrigada Ed. - a garota agradeceu. Olhei para a garota e me surpreendi ao ver uma garota de pele parda, olhos vermelhos e o cabelo com longos cachos também vermelhos. Lábios carnudos e bem desenhados. Uma garota de beleza natural e não a nossa beleza depois da transformação.
Novamente a visão de Alice mudou e agora todos nós estávamos diante de uma lápide.
– Eu sinto muito Edward. - Esme falou tentando me confortar. - Sei que não vai ser fácil, mas estaremos todos aqui para te dar apoio. - ela me abraçou mesmo eu não retribuindo.
A visão de Alice terminou e agora todos estavam em volta dela, menos Isabella, é claro.
– O que você viu Alice? - Jasper perguntou apertando as mãos delas com carinho.
– Nossa família vai ganhar mais um membro. - Alice falou me encarando com um olhar estranho.
– E quem vai ser o novo membro? - Carlisle perguntou temeroso.
– Não deu para ver. - Alice respondeu meio irritada. - Mas ela só será uma de nós se o Edward quiser. - ela revelou e todos olharam confuso para mim.
– Como assim, Alice? - agora foi Isabella quem perguntou.
– Tive três visões. - ela começou a explicar. - Na primeira Carlisle dizia que a garota não teria chances de viver e dependeria do Edward se iria transforma-la ou não, na segunda a garota era uma de nós. E na terceira. - Alice fez uma pausa dramática. - Estávamos em seu enterro. - ela terminou e eles ficaram olhando para mim, todos confusos.
– Então o destino da garota está nas mãos do Edward. - Carlisle decretou.
– Eu não irei transformar mais ninguém. - falei firme ficando de pé.
– Então ela irá morrer. Simples. - Rosalie falou encarando suas unhas com mais atenção, como se elas fossem mais importantes.
– Não, ninguém vai morrer ou se transformar. - Esme falou séria. - Vamos nos mudar e...
– Não vai adiantar. - Alice falou tendo as mesmas visões. - Não vai fazer diferença, nada muda. - ela falou e todos ficaram em silêncio, até que...
– Tinha que ser o Edward. - Emmet falou e eu bufei. - Vai ser o que agora? Uma loira peituda? - ele perguntou examinando Bella.
– Emmet. - Esme exclamou.
– O que foi? - ele perguntou inocente.

oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo

2 DIAS DEPOIS....

– Tenham cuidado. - Esme falou olhando diretamente para mim.
– É só a escola mãe. - Emmet falou rolando os olhos. Até parece que somos crianças. Ele pensou.
– Você ainda é uma criança Emmet. - falei batendo em seu ombro.
– Criança não faz o que eu faço. - várias imagens dele e Rosalie em situações nada agradáveis passou por sua mente.
– Emmet. - Rosalie exclamou batendo em seu braço adivinhando com seria os pensamentos do marido.
– Vão e não demorem para voltar. - Esme mandou e todos entram em seus respectivos carros.

oOoOoOo

Quem são? Eles são lindos. Será que são da mesma família? E blá blá blá...
Eram sempre os mesmos pensamentos.
– Eles até parecem da mesma família da . - uma garota sussurrou.
– Eles podem ser primos. - a outra retrucou.
– Quem é essa garota? - Rosalie perguntou indignada por ser comparada com uma humana.
– Você também já foi uma, Rosalie. - falei bem rápido para que ninguém mais escutasse.
– Que seja. - ela falou com desdém jogando o cabelo para trás.
Fomos para a nossa sala onde teríamos aula de literatura, e nessa estaríamos todos juntos. Sentamos no fundo sendo observados por todos que entravam na sala, eles cochichavam entre si e nos olhavam sem se preocuparem em serem discretos.
Ouvi uma batida na porta que foi aberta e meus olhos não podiam acreditar no que estava vendo. Olhei assustado para Alice que retribuiu o olhar.
... - uma garota loira e um garoto gritaram ao ver a garota entrar.
– Tô de volta. - ela falou sendo abraçada pelos dois.
– O que foi Edward? - Bella perguntou percebendo o meu corpo rígido.
– Nada. - falei olhando suplicante para Alice, para que ela não dissesse nada.
Não se preocupe, não falarei nada. Alice pensou e eu assenti agradecendo. Fiquei encarando a garota, quando ela jogou para o lado, seu cheiro chegou até mim deixando meu corpo mais rígido e tenso. Aquele definitivamente era o melhor cheiro que já senti em toda minha vida.
Ele não atiçou minha sede, pelo contrário, ele fez meu corpo reagir, se é que me entendem. Olhei para Jasper que me olhava confuso, com certeza sentindo meus sentimentos. Droga.
Prestei atenção na conversa quando eles começaram a falar sobre nós, os dois amigos dela a viraram em nossa direção e eu pude ver seus olhos verde d’água encarando diretamente a mim.
Tive que sorrir perante aos seus pensamentos, e fiquei feliz por poder ouvi-la mentalmente. E pelos seus pensamentos, não fui só eu que fiquei mexido. Ela caminhou em nossa direção e sentou-se. E por alguma razão desconhecida, não gostei nada dos pensamentos dos garotos que e a encaravam.
Fiquei olhando para ela prender o cabelo com um lápis, espalhando ainda mais o seu cheiro pela sala, vi que em sua nuca tinha uma tatuagem de um sol preto.
Ela colocou fone de ouvidos enquanto seu tio iniciava a aula, fiquei impressionado ao ver que mesmo escutando música e copiando os exercícios do livro, ela ainda estava prestando atenção na aula.
Quando o sinal tocou, quase cantei aleluia, mas parece que o destino gosta de humor negro. A , como os amigos a chamaram, tropeçou no pé da amiga e iria se espatifar no chão se eu não a tivesse segurado, mas parece que fiz isso com força demais, ela acabou por se chocar contra o meu peito, ela olhou para mim e me chamou de cor estranha, não aguentei e ri. Ela me olhou como se eu fosse algum retardado e eu a soltei.
Ela muito educada perguntou se estávamos gostando da cidade.
– Ela nos favorece muito. - respondi sincero. Aqui, nos preocuparíamos raramente com o sol.
E quando ela saia da sala, vi que teríamos problemas com essa garota, quer dizer Alice viu.
– Eu te amo Edward. - falou enquanto estava nua e sentada em meu colo.
– Edward. - Alice esbravejou. Você vai trair a Bella? Ela perguntou mentalmente repetindo a visão.
Mas que porcaria é essa agora?

oOoOoOoOoOoOo

Capítulo 6 – POV



O último sinal tocou anunciando o fim do meu refúgio. Merda!

– Você ainda vai pra minha casa né? - Fany perguntou assim que pisamos fora do prédio.
– Claro que sim. - respondi e entramos no carro dela.
. - tia Ana falou alegre vindo em minha direção de braços abertos. - Que bom que está de volta. - ela falou apertando-me entre seus braços.
– Eu também acho, tia. - menti sorrindo amarelo para ela.
– Bom mãe, a gente vai subir porque temos muita coisa pra fazer e a daqui a pouco tem que ir. - Fany falou puxando-me escada acima.
– Qualquer coisa é só chamar, filha. - tia Ana ainda gritou.
– Tudo bem mãe. - Fany gritou em resposta e trancou a porta do quarto quando entramos.
– Tá legal... - falei jogando-me na cama macia de Fany. - O que você tem de tão importante para me dizer que não podia ser na escola? - perguntei e senti o colchão afundar ao meu lado.
– Nandoeeunosbeijamos. - ela falou rápido e baixo, deixando-me confusa.
– O que você disse? - perguntei deitando de lado para encarar Fany que tampava o rosto com as mãos.
– Nandoeeunosbeijamos. - sua voz saiu mais alta, mas as palavras saíram emboladas.
– Porra Fany, desembucha de uma vez. - falei nervosa e curiosa pela enrolação.
– NANDO E EU NOS BEIJAMOS. - ela gritou saltando da cama e passando a andar de um lado para o outro pelo quarto.
– Sério? E como foi? Você gostou? - perguntei afobada. Isso sim é uma noticia boa.
– Foi há duas semanas. - ela voltou a deitar na cama. - Ele me convidou pra ir numa festa e eu fui, quando chegamos lá acabamos por beber ponche batizado e ficamos meio que alegres e quando eu dei conta, estávamos nos agarrando encostados em uma árvore, e devo dizer, foi o melhor beijo da minha vida. - ela confessou.
– Mas pelo que eu vi hoje, vocês estão se tratando normalmente. - falei confusa.
– Porque ele não tocou no assunto no dia seguinte e eu resolvi fazer o mesmo. - E eu não sei mais o que fazer. - ela choramingou. - Prefiro fingir que tudo aquilo não aconteceu do que confronta-lo e perder a sua amizade. Isso seria um castigo pra mim.
– Você não pode Fany. - exclamei sentando na cama. - Você o ama desde que se entende por gente, você tem que se declarar e rezar para que ele também tenha a coragem de assumir os seus sentimentos. - falei e na mesma hora tampei a minha boca com as minhas mãos olhando para Fany que tinha os olhos arregalados.
– Como assim assumir os sentimentos? - ela perguntou e eu levantei da cama xingando mentalmente. - Amaral, pode indo soltando essa língua. - ela pediu firme.
– Tudo bem, chega. - falei cansada. - O que eu vou te contar é segredo e se eu descobrir que Nando sequer desconfiar que fui eu que te falei eu mato você, entendeu? - perguntei e ela assentiu freneticamente. - O Nando também é apaixonado por você, mas tem medo de assumir com medo de que você o rejeite. - falei rápido e Fany ficou me encarando esperando que eu desmentisse. - Essa é a verdade. - falei e tampei os ouvidos quando uma Fany elétrica começou a gritar e a dar pulinhos pelo quarto.
– Eu não acredito. Ele também me ama. - ela era a felicidade em pessoa.
– Então agora você entende que tem que fazer ele ver que você também o ama? - perguntei e ela assentiu sorrindo de orelha a orelha.
– Preciso pensar com calma, não posso chegar assim e ir me declarando ou ele pode se assustar e fugir. - ela falava consigo mesma.
? - tia Ana me chamou do corredor.
– Oi tia? - falei abrindo a porta deixando Fany com os seus planos.
– Seu irmão esta aí e veio busca-la. - ela falou sorrindo e o meu sumiu.
? - Fany me chamou preocupada.
– Eu tenho que ir Fany. - falei pegando minha mochila e saindo do quarto acompanhada por ela.
. - falei seu nome vendo-o levantar do sofá.
– Mamãe pediu para busca-la e leva-la para casa AGORA. - ele falou sorrindo de lado. Aquilo não era nada bom.
– Olá . - Fany o cumprimentou com desprezo e eu olhei suplicante para ela. - Vejo você amanhã na escola. - ela me abraçou. - Me ligue se algo acontecer. - ela sussurrou e eu assentir.
– Vamos logo. - falei para o meu irmão saindo da segurança da casa da Fany e entrando no carro com que agora, não fazia questão de esconder o sorriso largo.
Fiquei calada enquanto ele dirigia, queria logo sair do lado dele e me trancar no meu quarto. Como se fosse fácil. Ele tem a cópia da chave sua burra. Minha consciência falou.
– Merda. - xinguei baixinho e franzi as sobrancelhas quando passou direto pela nossa casa. - , a nossa casa ficou lá trás. - zombei e ele riu alto.
– Acha mesmo que a nossa mãe me ligou? - ele perguntou olhando para me somente por alguns segundos. - Ela só irá voltar amanha à tarde, assim teremos bastante tempo a sós. - ele apertou minha coxa com força.
– Eu odeio você. - falei com lágrimas nos olhos.
– Mais irá aprender a me amar. - ele falou convencido.
– Eu amei você. - gritei furiosa e ele apenas deu risada. Não me preocupei em que ele visse as lágrimas em meu rosto, queria que ele morresse e me deixasse em paz de uma vez.
– Você me amou sim. - ele olhou raivoso para mim. - Mas não do jeito que eu quero, eu não quero apenas ser seu irmão. COLOQUE ISSO NA SUA CABEÇA. - ele gritou dando um soco no volante e encarando a estrada sem se importar comigo.
Não fiquei nem um pouco surpresa ao perceber que ele seguia o caminho para a nossa cabana, a qual agora era utilizada por somente nós dois. Minha vida é um inferno.


Você pegou o meu coração e entregou sua boca
E com a palavra, todo meu amor saiu à tona

E cada sussurro é pior

Esvaziado por uma única palavra

Há um vazio em mim agora



Então eu coloquei minha fé em algo desconhecido

Estou vivendo em um nada tão doce

Mas eu estou cansada de esperar e não ter nada para segurar

Estou vivendo em nada tão doce

E é difícil aprender

E é difícil amar

Quando você está me dando um nada tão doce

Nada doce

Nada doce



Não é fácil pra mim deixar pra lá

Porque eu engolir cada palavra

E cada sussurro, cada suspiro

Varre esse meu coração

Há um vazio em mim agora



Então eu coloquei minha fé em algo desconhecido

Estou vivendo em uma nada tão doce

Mas eu estou cansada de esperar e não ter nada para seguraar

Estou vivendo em um nada tão doce

E é difícil aprender

E é difícil amar

Quando você está me dando um nada tão doce

Nada doce

Nada doce

Você está me dando um nada tão doce



E não é sufciente

Me falar que você se importa

Quando nós dois sabemos

Que palavras são um ar vazio



Nada doce




oOoOoOo



? - Fany gritou assim que me viu sair do carro do que se apressou em dar partida e sair dali com um sorriso bobo no rosto. Como eu queria tira-lo a tapas do seu rosto. - Ele te machucou? - Fany perguntou preocupada examinando o corpo da amiga tentando ver atrás do uniforme ridículo.
– Nada mais que ele faz me machuca Fany. - falei desanimada encerrando o assunto e entrando no prédio.
Caminhei, assisti às aulas. Tudo no automático tentando não pensar nas coisas horríveis que tive que fazer e sentir ontem à noite. Ficar com a mente vazia era a minha melhor opção no momento.
Por que um carro ou até mesmo um caminho não me atropela e eu parto dessa pra melhor, ein Deus? Perguntei olhando para o céu. Pode ser um ônibus ou até mesmo uma moto, uma minivan, eu não me importo. Só quero que isso acabe. Pedi suspirando fortemente.
? - abaixei minha cabeça encarando o cor estranha que continha uma expressão de confusão e pena?
– Oi. - respondi ficando de pé e tirando a sujeira da minha calça.
– Pensei que poderia lhe dá uma carona a minha casa, já que você vai lá hoje mesmo. - ele falou até um pouco tímido. - Teremos mais tempo para fazer o trabalho. - ele sugeriu.
– Aham... Tudo bem então. - falei dando de ombros e pegando minha mochila do chão.
Caminhamos pelo estacionamento e parei ao lado do seu carro esperando a namorada ou seja lá o que ela for dele.
– Então vamos? - ele abriu a porta do passageiro pra mim. - Bella não veio hoje, teve que... Sair. - ele explicou a minha confusão.
Dei de ombros entrando no carro vendo-o fazer o mesmo, pouco tempo depois seguimos para a estrada de terra que eu conhecia de cor.
– Foram vocês que compraram a mansão Amaral? - perguntei espantada. Cor estranha apenas assentiu.
Fiquei olhando para todos os lados relembrando da minha infância. A época mais feliz da minha vida, e nada daquilo perto daquilo voltaria acontecer.
Edward estacionou em frente à mansão descendo do carro e abrindo a porta para mim, como um perfeito cavalheiro que parecia ser. Entramos na mansão e minha mente foi banhada por lembranças minhas e do correndo e rindo felizes da vida. Bela otária que eu sou.
– Edward. - uma mulher mais velha e bonita com o seu rosto em formato de coração falou vindo do corredor que dava para a cozinha. - Aham é humm... - ela pareceu desconfortável e depois sorriu. - Olá, eu sou Esme a mãe do Edward. - ela estendeu a mão que eu prontamente apertei.
– Sou Amaral. - apresentei-me formalmente.
– Amaral? Amaral como o ex dono da mansão? - ela perguntou intrigada.
– Ele era o meu avô. - respondi e olhei em volta. - A senhora fez um belo trabalho aqui, está tudo lindo. - elogiei a vendo sorrir mais largamente.
– Obrigada. - ela agradeceu.
– Mãe, nós vamos para o escritório, pois temos trabalho escolar pra fazer. - Edward perguntou apontando para o corredor. Conheço essa casa melhor que você, cor estranha. Pensei vendo o sorriso discreto se formar em seus lábios. Garoto estranho.


~~~~~~~~~~~~~~X~~~~~~~~~~~~~~~

POV EDWARD

estava concentrada em fazer sua parte do trabalho, eu já tinha terminado há séculos a minha parte, mas fiquei fingindo que não tinha para deixa-la mais a vontade.
Mais de quatros horas tinham se passado e nada dela sequer falar um ai para nada. E todo aquele silêncio verbal e mental estava me matando, e não pergunte o porquê disso.
– Aff... - soltei recostando-me na cadeira passando a fita-la somente ouvindo cálculos serem feitos mentalmente.
– Acabei. - ela foi depois de mais uma hora. - Devo dizer que vamos tirar a nota máxima. - ela falou depois que caminhou até a minha mesa e olhou rapidamente as todas as minhas folhas respondidas. - Você tem uma caligrafia muito bonita. - ela falou no impulso e depois só a ouvi xingando a si própria.
– Obrigada. - agradeci encarando seus olhos que não sei por quanto tempo, mas quando percebi estávamos quase com o rosto colado.
– Acho melhor eu ir pra casa. - ela falou afastando-se abruptamente de mim e passou a recolher suas coisas.
– Eu te levo. - falei apressado pegando o meu casaco e as chaves do carro.
– Não precisa, daqui a pouco um ônibus passa aqui perto. - ela abriu a porta saindo dali como se a casa estivesse pegando fogo.
– Ei... - gritei e corri na velocidade humana e segurei em seu braço. - Não vou deixar você andar por aí sozinha, eu levo você. - falei firme soltando seu braço e caminhando na sua frente.
– Filho? - Esme chamou quando íamos sair.
– Oi mãe. - respondi. - Vou levar em casa. - expliquei.
– Tudo bem, dirija com cuidado. - sorri torto com a sua piada interna. - E você querida, volte mais vezes, mal tivemos tempo de conversar.
– Quando der eu apareço sim. - falou só por educação. Ela queria ir embora e nunca mais por os pés ali.
– Vou cobrar. - Esme se despediu de e saímos da mansão entrando no carro, ela deu seu endereço e eu liguei o caro saindo dali.
– Sua mãe é muito gentil. - comentou enquanto fazia desenhos imaginários no vidro da janela ao seu lado.
– Esme é nossa mãe adotiva. - esclareci. Não sei por quê. - Ela nos ama mesmo não sendo filhos dela, e por isso nós também a amamos como a nossa verdadeira mãe. - falei e ela ficou em silêncio.
– Será que posso te fazer uma pergunta? - ela perguntou depois.
– Claro. - a incentivei.
– Não é estranho namorar com a sua irmã, mesmo sendo irmãos adotivos? - ela perguntou e eu sorrir.
– Quando se ama de verdade, nada mais importa. - falei lembrando de Isabella. Não a vi o dia todo. - Você não concorda?
– Se esse amor for correspondido, é o que vale. Não adianta amar e lutar uma guerra que você sabe que vai perder, mas não quer admitir. - suas palavras fizeram com que um frio na minha barriga se instalasse. Apesar de ter lembrando de Jacob, aquilo soou mais como uma indireta pra mim?
– Mas se não lutarmos, nunca saberemos se conseguiremos. - Apontei e ela riu. Sua risada era diferente da Bella, era mais contagiante.

– Até posso concordar, mas acho que uma coisa que você sabe que irá lhe fazer mal, não vale a pena “tentar” conquistar. A nossa felicidade, tem que vir em primeiro lugar. - ela falou deixando-me sem palavras.
– Você fala como se já conhecesse todos esses sentimentos. - apontei e apertei o volante, pensar em um homem a tocando e ela o correspondendo mexeu um pouco comigo. Você é casado, Você é casado. Você é casado.
– Nunca amei um homem ou garoto. - ela deu ombros. - Mas eu amo a minha mãe, o meu pai que eu não cheguei a conhecer, os meus falecidos avós e os meus amigos. Esse tipo de amor, eu conheço. - Ela virou seu corpo na minha direção. - A única diferença entre esse tipo de amor, para de um homem com uma mulher, é que tudo é mais carnal. Envolve desejos e a continuação da espécie. - ela gargalhou alto de sua própria piada.
– Se você diz. - dei de ombros e continuamos o resto do caminho em silêncio.

~~~~~~~~~~~~~~X~~~~~~~~~~~~~~

POV

Edward estacionou o carro e saiu dele abrindo minha porta, fiquei um pouco envergonhada por lembrar que nós havíamos conversado abertamente sobre o amor. Qual é? O cara tem namorada que é a irmã adotiva dele, ele sabe mais sobre o amor do que eu.
– Bem, nos vemos amanhã na escola. - ele falou.
– Tudo bem. Tchau. - novamente, eu no impulso fui para beijar sua bochecha. Mas o idiota virou o rosto em minha direção e acabei por lhe dá um selinho. Foram somente dois segundos que os nossos lábios se tocaram, mas mesmo assim pude sentir a maciez e a gelidez deles.
– Mas o que... - ele não terminou sua frase. ele olhava espantando para mim, assim como eu o olhava.
– Edward... Eu... Eu não... Me desculpe. - falei atropelando as palavras e corri em direção a porta da frente da minha casa.
Procurei as chaves dentro da minha mochila, mas minhas mãos tremiam tanto que demorei mais do que eu queria. Quando finalmente a encontrei acabei derrubando no chão, quando levantei, senti mãos frias virarem meu corpo. Não tive tempo para gritar, porque Edward foi mais rápido e colou seus lábios nos meus com certa fúria. Fiquei paralisada sentindo seus lábios se moverem contra os meus, eu não sabia o que fazer. E quando tomei a decisão de corresponder, ele se afastou e eu pude ver que seus olhos estavam negros.
... Eu não... - ele parecia envergonhado.
– Cala a boca. - falei e o puxei pela camisa o beijando.
Agora quem estava paralisado era ele e não eu. Mas essa “paralizada” não demorou muito, quando suguei seu lábio inferior ele arfou abrindo um pouco mais a boca, aproveitei e forcei passagem com a minha língua. Aí ele reagiu.
Ele prensou meu corpo contra a porta e o seu próprio corpo, uma de suas mãos subiu até minha nuca se embrenhando no meu cabelo forçando ainda mais nossos lábios. Quando sua língua encontrou a minha, algo em mim ascendeu. Algo que eu nunca havia sentindo. Puxei o cabelo sedoso do Edward com certa força, aquilo pareceu ser mais um incentivo para ele continuar.
A outra mão que estava em minha cintura, desceu pela minha perna a apertando e colocando em seu quadril. Gemi sobre seus lábios inconscientemente ao sentir um certo volume entre suas pernas, e quando eu vi, já estava com as duas pernas em seu quadril e sendo sustentada por suas mãos que apertavam minhas nádegas.
Meus pulmões começaram a reclamar por ar, mas eu não queria parar, queria continuar ali o beijando. Mas Edward infelizmente parou o beijo e desceu com seus lábios para o meu pescoço distribuindo beijos molhados pelo mesmo.
Eu sei que não deveria está fazendo aquilo, ele tem namorada que é sua irmã e... Meus pensamentos foram interrompidos quando sentir sua mão gélida subir pela minha barriga por debaixo da minha blusa acabando por alcançar o meu sutiã que só com um puxão foi rasgado e ele pode ter acesso a um deles o apertando com força.
– Edward... - gemi puxando ainda mais o seu cabelo com mais força. Me movimentei em seu colo sentindo seu aperto em meu seio e ele soltou um grunhido estranho movendo seu quadril contra o meu e foi a minha vez de gemer... Ele estava duro.
Edward voltou a me beijar agora com mais força, exigindo e pedindo por mais. Sua mão abandonou meu seio e foi descendo. Sei que deveria para-lo, mas eu não o fiz, pelo contrário. Um maldito carro passou buzinando pela rua.
– Vão pro motel seus safados. - ouvimos gritar.
Edward se afastou e olhou para mim com os olhos arregalados.
eu... Não... Meu Deus... Eu... - ele me colocou no chão.
– Edward você...
– Me desculpe por isso . Eu... Eu tenho que ir. - ele falou caminhando apressadamente para o carro e o arrancando dali fugindo como o diabo foge da cruz.
O que nós havíamos feito, meu Deus?

14 comentários:

  1. Olá!!!!
    Por favor, poste mais.
    Tô super curiosa pela sua história. Ela tem uma ideia super diferente de que já vi.

    ResponderExcluir
  2. Oi???? Como assim?? Que irmão problemático que a pp foi arrumar... credo :/ louco de pedra..
    E agora ?? como vai ser com o Edward casado? Essa história promete e eu estou louca para acompanha-la...
    Adorei..e poste outro cap. o mais rapido que vc puder, pela minha sanidade kkkk e seja generosa (com um hiper capitulo :D)

    ResponderExcluir
  3. MAIS QUE ESTREIA ARREBATADORA FOI ESSA,COITADA DA PP,NÃO SERÁ NADA FÁCIL PRA ELA,MAIS VOLTANDO AO ASSUNTO PERFEIÇÃO SUA FIC E PERFEITAMENTE MARAVILHOSA.BEIJOS ATÉ A PRÓXIMA E POR FAVOR NÃO NÓS DEIXE MORRER DE ANSIEDADE .

    ResponderExcluir
  4. Adoreiiiii..... por favor não demore pra postar...
    Bjsss..

    ResponderExcluir
  5. AMEIIII.... POR FAVOR MAISSS... ISSO VICIA....♥♥♥♥♥♥
    BJS

    ResponderExcluir
  6. ELE VAI AJUDAR ELA.... POIS REALMENTE A SITUAÇÃO E MUITO DIFICIL....

    ResponderExcluir
  7. AMEI....MAIS UM CAPÍTULO ESPLENDIDO,DEIXA AGENTE COM GOSTINHO DE QUERO MAIS ENTÃO POOOOOOOOOOOOOR FAVOR NÃO DEMORE POSTAR,

    ResponderExcluir
  8. Porque????Porque só um meu Deus??? Estou mais ansiosa agora, o que vai acontecer ??oq??? Não demore pra postar outro cap maravilhoso :D por favorzinho kkkk

    ResponderExcluir
  9. AAAAAAAH PELO AMR DE DEUS CONTINUE! MAIS GNT! :0
    CARACA EU ACHEI Q IA ROLAR PEGAÇAO! u.u
    AI MDS SUA DIVA CONTINUA LOGO PLSSSS

    ResponderExcluir
  10. MOÇAAAAAAAA POQ VC NAO CONTINUO AINDA? QUER ME MATAR TIA? NAAAAO PELO AMR DE DEUS! CONTINUA OU EU VOU MORRER E A CULPA VAI SER DE QUEM? HÃ? SUA ISSO MSM! PELO AMR CONTINUA OK? OBG DND!❤

    ResponderExcluir
  11. Aaaaaaaaaaaah pls continuaaaaa! <3 eu to a DIAS esperando ATT dessa fic e ate agr ela não veio =/ entaum pfff continuaaaa! <3

    ResponderExcluir
  12. Continua!! Mdss é mto boaa

    ResponderExcluir