12 de outubro de 2012

A Justiceira by Ruama Gomes

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Capítulo 1- Chegada.


Era muito tarde para qualquer alma viva ter coragem de andar pelas ruas de Seattle, tremia com os ventos vindos da direção oposta a sua caminhada, ela xingava mentalmente cada parte daquela cidade minúscula e deserta. Como poderia? Eram exatamente 22h e não havia sinal de nenhum mendigo na rua, ela desejava não ter ido até o encontro daqueles malditos vampiros do outro lado do Mundo. Mesmo uma imortal tinha seus momentos de cansaço e estava tendo o dela, depois de andar do Irã até uma cidade infeliz no fim de Seattle chamada Forks, ela precisava de pelo menos uma estalagem, e não havia NADA a não ser frio e o barulho agitado das árvores.
Ela olhava entediada a rua com os braços enrolados contra seu corpo, tudo bem que ela era uma imortal, mas para seu desagrado seu corpo tinha uma espécie de não envelhecimento e mesmo assim seus órgão funcionavam tão perfeitamente quanto de uma jovem de 19 anos, que era sua idade a mais de 4 séculos. foi durante 117 anos de sua vida treinada para aniquilar vampiros contra as regras de Ramon Scarlet, o rei dos feiticeiros, ela não era uma feiticeira, não, eles morreram há 5 séculos atrás, que nascera no século seguinte era filha de sangue legítimo do segundo rei dos 7 reinos, Robert Scarlet, eram descendentes puros dos feiticeiros, mas os poderes se perderam dentre os anos trancafiados em um livro, o tal livro que achou em seus 6 anos descobrindo que era nada mais nada menos que a escolhida dos feiticeiros, a que colocaria ordem no Mundo, mais conhecida como, a justiceira.
viveu muitos anos ainda inconformada com o fato de adquirir talentos que foram gerados da feitiçaria, seu pai um dia lhe disse que seus poderes tinham forças desconhecidas e talvez um dia ela entendesse que servir a algo distinto às regras de Ramon poderia atingir todo o Mundo, e ela de fato odiava esse cargo.
Matar vampiros, caçar criaturas místicas e perseguir bruxas era o que ela fazia a mais de 3 séculos, aprendera a trancafiar seus sentimentos, pelo menos os que a fariam sofrer, como por exemplo a morte de sua família, todos mortos por uma velhice sofrida e natural.
era a única da família Scarlet, não gerara filhos, afinal, nunca se relacionara com nenhum homem ou vampiro sequer.
As leis de Ramon deixavam bem claro em seu livro que vampiros que matassem por pura aventura e desordem deveriam ser mortos, lobisomens eram dentre todos os piores inimigos da Terra pois não tinham controle e matavam sem pensar quando era lua cheia, ela nunca entendeu o por quê de Ramon permitir a existência de vampiros, mesmo sendo discretos e se alimentando por ter de se alimentar, eles matavam pessoas e odiava qualquer criatura no Mundo que matasse um humano.
Ela decidiu sentar em um banco qualquer daquela rua e dormir por ali, não se importava. Então um folheto amassado batera em sua canela e parecia grudar em seu jeans, ela tirou o papel e antes de jogá-lo fora deu uma olhada.

“ Desde o mês passado, 50 pessoas foram encontradas mortas pelas florestas provados ataques animalescos, todos os ataques foram cometidos a noite, aconselhamos a todos os moradores de Forks que a partir das 19h fechem o comercio e se mantenham em suas casas.

Prezamos a vida de nossos moradores.”


Ela olhou um carimbo da prefeitura de Forks e bufou, “Ótimo, agora fui cair justamente numa cidade onde alguma criatura perdeu os neurônios”, pensou irritada.
Sentiu um vento mais gelado que o normal e um cheiro de chocolate com sangue a atingiu.
- Sério ? – aquela voz familiar a fez dar um sorriso brincalhão e ela se virou para seu velho amigo ainda de olhos dourados (o que a fez suspirar aliviada).
- Edward!- a menina correu para o amigo e o abraçou forte.
- Calma garota. - ele riu dentre o abraço esmagador- O que faz em Forks? Essa hora?- Edward olhou em volta a procura de algum ouvinte inesperado, mas não o encontrou.
- Vim caçar uns foras da lei e acabei ficando sem teto porque pelo que vi essa cidade está passando por um momento de terror- jogou o papel para o branco homem que franziu o cenho. - Não tem nada a ver com isso não é Ed?- ela desejava do fundo do coração que ele negasse e logo após a risada gostosa do mesmo, ela se acalmou.
- Sei que pode sentir meu cheiro, ainda me alimento de animais.
- Eu sei... Só estou um pouco cansada, mas... O que está havendo aqui?- ele apertou os olhos e soltou o ar frio pela boca.
- Vamos para minha casa? Carlisle vai amar te reencontrar. – se agitou por dentro ao lembrar-se de seu velho amigo, o mais controlado e sábio vampiro que já conhecera.
- Não será um incômodo?- ela olhou dentro dos olhos do vampiro que mantinha seus pensamentos tão severos quanto sua pose, sorriu ao encontrar a resposta.
- Senti sua falta baixinha, às vezes preciso de alguém tentando invadir minha cabeça. - ela deu um soco fraco em seu braço e sorriu.
- É bom te rever também Edward!- ele apontou com o olhar para a floresta e saiu como uma bala dentre as árvores, corria ao seu lado como se não fosse muito difícil acompanhá-lo. Edward era o mais rápido dos Cullen, mas era a predadora ali e bom... Os vampiros não eram tão rápidos a seu ver.
Pararam em uma mansão composta por paredes de vidros cuja a fizesse lembrar que os vampiros amavam sua estrutura corporal diante ao sol.
- Eles te sentiram. Alice conseguiu ver os vampiros mortos e deduziu que pela agilidade você estivesse por aqui- Edward explicou, riu baixo e o seguiu até a entrada da casa.
Mal passaram pelo batente da porta e ouviu um grande tumulto de vampiros querendo abraça-la, Alice pulou na amiga como se não a visse a mais de um século (o que era verdade), retribuiu o abraço da vampira mais baixa que ela sentindo sua fragrância doce e suave de vegetariana, sorriu com isso. Logo sentiu braços muito fortes a agarrando por trás a tirando do abraço de Alice que protestou um “HEY”, sabia que era Emmett, ela sabia o cheiro que cada vampiro nesse ambiente, pois todos adquiriam um sabor diferente. O grandalhão a apertou forte graças ao seu dom da força e retribuiu o fazendo gemer de dor e gargalhar, Rosalie revirou os olhos rindo baixo e foi até ela.
- Você não vai me abraçar Rose caramelo?- Rosalie bufou ainda risonha do apelido idiota que a menina criara a uns 200 anos atrás e pulou na morena como se precisasse daquele abraço. Rosalie de fato tinha cheiro de caramelo para assim como Emmett tinha de eucalipto (fraco), Ed de chocolate, Esme de rosas e Carlisle de um doce cheiro de perfume masculino. Depois de abraçar todos os vampiros sentiu um cheiro novo no ar, era de flores mas diferente ao de Esme.
- Sim, achávamos que você não aprovaria de primeira, digo, Alice o transformou há uns 100 anos mas ele ainda não é totalmente controlado diante ao sangue- Edward chamou sua atenção e todos examinaram a expressão da morena de olhos verdes tão claros quanto uma pedra preciosa.
- Ele é um Cullen... Por que o julgaria? Sabem minhas regras, os vampiros são ameaça a partir do momento que difamam a sua espécie.
- Sabia que ia aceitaaar- Alice a apertou novamente.
- Traga-o para conhece-lo- sorriu enquanto Alice voava para o segundo andar. – Muito obrigada por me receber Carlisle.
- Você é como uma filha , sumida, ocupada, mas uma de nós.- sentiu um aperto no coração, sentia falta de sua família e os Cullen eram o mais próximo que ela poderia chegar de uma, mesmo sendo todos eles de consideração, eram uma família perfeita e ela se sentia muito especial por ser considerada uma membro. Limpou uma lágrima besta dos olhos e fungou sussurrando um “obrigada”.
Alice desceu com Jasper mais que animada e o apresentou a , ela o adorou e apreciou seu dom tanto quando o de Alice.
- Acho que está cansada- Esme pousou a mão em seu ombro e ela fez uma careta.
- Não durmo há uns dias, vim caçando uns vampiros do Irã até aqui, por falar nisso acho que devo explicações dos ataques dessa cidade- ela colocou as mãos na cintura como uma menina mandona, era a mais velha dali e mesmo assim Carlisle a tratava como uma criança o que fazia ela se sentir como uma, todos riram e Carlisle negou.
- Explicamos tudo amanhã depois de você descansar.- a empurrou para a escada.- E não adianta tentar ler nossas mentes, você vai esperar. Alice, leve-a para o quarto de visitas- A vampira baixinha pulou sorridente do sofá e puxou a amiga em protestos para o quarto.
- Amanhã eu te trago roupas, boa noite Scarlet- Alice abandonou o quarto saltitante e feliz pela chegada da amiga pensando em mil planos para elas fazerem durante sua estadia.
- Isso ai, me deixem aqui sem nada.- bufou na cama, odiava esperar que a contassem algo, ouviu a risada do grupo e Edward falou em sua mente, “durma logo rabugenta”. Ela respondeu “cuidado Cullen, eu te amasso só com o pensamento.”, ele riu mais alto e falou em voz alta.
- Você não machucaria seu irmãozinho predileto.
- Me tente- ela riu e finalmente capotou na cama só dando tempo de tirar os sapatos gastos e dormir.

Capítulo 2- Transformo?


O sol batia fortemente em meu rosto, demorei um segundo para lembrar que estava na casa dos Cullen’s. Levantei num pulo e me espreguicei. Ótimo, Alice deixou uma peça de roupas e um par de botas, pelo menos ela entende que não sou muito chegada a saltos.
Sorri ao me olhar no espelho, pelo menos uma qualidade em ser uma imortal, quero dizer, você nunca acorda com cara de sono ou nunca parece estar com sono. Peguei as roupas deixadas por Alice e entrei num longo banho quente, cantei umas 3 músicas até me sentir totalmente limpa e sai me vesti em menos de meio segundo e já descia as escadas jogando meus cabelos molhados para trás.
- Com esse cheiro é impossível ficar sóbrio nessa casa- recebi um braço imenso do meu ursão Emmett, Rosalie bufou do sofá e eu o afastei de mim rindo.
- Esse sanguinho aqui- apontei pro meu corpo- Não é pra você- virei fazendo pose e fui rindo até a cozinha.
- Bom dia meu amor- Esme me deu um beijo estalado na testa e eu corei.
- Bom dia Esme, tem algo pra comer?- na mesma hora que perguntei senti um cheiro de panquecas que me fizeram babar, Esme gargalhou e me indicou à mesa.
- Dois pratos?- perguntei assim que sentei no meu lugar da mesa e vi que na verdade não eram sós dois pratos, mas dois copos e muita comida só pra mim.
- Ah querida, não se incomoda de comer com Bella não é?- Bella? Assim que esse nome entrou em minha cabeça, ouvi uma voz aguda demais e baixa demais atingirem minha audição. Ela deveria estar a uns 2 quilômetros daqui, ouvi a mesma voz na mente de Esme e me arrepiei ao vê-la com Ed.
- , não tente saber antes do tempo- a vampira me repreendeu e eu sorri sapeca.
- Acho que posso esperar o resto. – perguntaria onde estavam Carlisle, Ed, Alice e Jasper se não tivesse visto claramente na mente de Esme que Carlisle fora para o hospital, Alice e Jasper decidiram caçar de madrugada e Ed... Edward estava com Bella.
Fiquei sozinha sentada na mesa e não conseguia tocar no meu prato, não sei quantos minutos se passaram até ouvir uma respiração acelerada a uns metros de distância, e isso faz diferença porque como todos sabemos, os vampiros não respiram, eles até fingem respirar, mas não em casa. Era ela, senti seu cheiro forte e doce que chamaria atenção de qualquer vampiro que fosse.
- Ah não- Rosalie grunhiu para Emmett na sala e ele murmurou algo como “Rose! Ela é parceira do Edward agora”, parceira? Desde quando uma humana pode ser “parceira” de um vampiro? E desde quando o meu vampiro tem uma parceira?
Continuei imóvel na cadeira, sim, sou ciumenta demais ao ponto de odiar tudo em Bella antes mesmo de vê-la. Ed era meu confidente, dividíamos nossas mentes e nunca ninguém tiraria isso de mim.
“Não seja tola”, ouvi aquela voz mansa em minha cabeça e o escudo entre meu corpo se formou fazendo com que fosse impossível algum contato com a mente de Ed.
- Olá querida. – Esme a cumprimentou na sala, eu ouvia tudo desde sua respiração a seus pensamentos, mas que merda de garota pensa “como se um anjo de cristais sorrisse para mim”, Esme pode ser a criatura mais perfeita do mundo, mas “anjo de cristais”? Fala sério!
Em um minuto eu já estava cansada dos pensamentos tolos de Bella, e percebi que Edward não a decifrava, ele não a ouvia.
- ? Essa é Bella.- Edward estava à minha frente com uma espécie de branquela meio molenga demais, o que essa garota era? Ela parecia doente e com um rosto meio assustado.
- Prazer- sorri o mais sincera possível. – Bella Swan, não tive muito tempo pra ouvir falar de você, mas pelo visto vocês tem uma coisa bem... Forte- fiz careta enquanto ela olhava para Ed pedindo respostas.
- Er... – ela pareceu prender o ar, seus pensamentos gritavam algo como “respira”, “ela consegue ser mais linda que Rosalie”, “Será que ela é uma vampira?”, “Por que ela está aqui?”.
- Bella e eu... Nós... – antes de Ed se enrolar em suas palavras tolas eu o completei.
- Namorados, eu sei, acha que não consigo ouvi-la? – ri alto, mas sabendo o que causaria com o comentário.
- Você... Lê mentes?- Bella perguntou um pouco sufocada com o próprio ar, assenti de leve dizendo que sim e Edward não deixou sua cara de espanto escapar.
- Mas Edward... - ela perdeu a fala e ele também, ignorei aquilo tudo, não acho que estava pronta para conhecer a “Mrs. Monga Namorada do Meu Melhor Amigo”, me levantei e sorri para eles.
- Já estou cheia, bom café- olhei acolhedora para Bella e desbloqueei minha mente para Ed dizendo “Não venha atrás de mim”. Sou muito bipolar, eu sei, antes de sair da casa vi um sorriso maléfico de Rose e um olhar preocupado de Emmett, com certeza por motivos bem diferentes. Fui em direção à floresta sem pensar em nada, que raiva eu tenho dessa Swan!
Vaguei um bom tempo sozinha até sentir a presença de algo, nunca senti esse cheiro antes. Não era um humano, ou vampiro. Não precisava me concentrar muito para achar o animal, talvez fosse o causador das mortes de Forks, sorri quando capturei sua mente, então era um lobisomem...
Ele corria um pouco desajeitado pelo que ouvia de suas patas sendo arrastadas no chão.
“Mas que merda Seth, eu falei pra não se mover, agora corre daí enquanto eu chego”, me assustei ao ouvir mais de uma voz em sua cabeça, o tal de Seth bufou enquanto o outro ainda falava.
“Como e você fosse ótimo em ser discreto não é Embry?” ele rebateu. Como pode? Lobisomens não leem mentes e muito menos se comunicam por elas.
“Ela parece saber exatamente onde eu estou”, Seth parou de correr e olhou para trás. Eu não precisava estar na frente dele para vê-lo, é para isso que eu sirvo, eu só preciso me concentrar em sua mente que eu o acho.
“O que está havendo aqui?” uma voz mais grave tomou conta da ‘rodinha de mentes’, Seth passou toda a imagem que presenciou desde a minha chegada à floresta.
“Seth, Embry, chamem Sam, eu sinto que essa garota é muito mais que uma humana” pelo menos ele sabe não é? Fala sério, quantos lobisomens existem em Forks? Preciso matar todos eles.
“Ela não fede a vampiro” feder? Vampiros não fedem! Muito menos para os lobisomens.
“Exatamente, não sente o cheiro? Chega a ser melhor que o de...”.
“Bella” Seth riu baixo enquanto o outro grunhia baixo.
“Agora... Por que ela continua parada ali?” Embry perguntou, eu podia senti-lo bem longe dali, parecia que todos me viam pelos olhos de Seth.
Percebi que estava mesmo como uma bobona ali.
“Eu vou lá” o terceiro murmurou, Seth e Embry protestaram e eu só esperei.
Segundos depois, um lobo avermelhado apareceu na minha frente, diferente de todo lobisomem que já havia visto, ele era enorme e tinha pelos tão sedosos e brilhantes quanto os de uma top model. Então a fixa caiu, estávamos de manhã e eles estavam transformados.
O lobo gigante me olhou nos olhos e por um segundo fiquei sem ar, meu peito acelerou e eu podia dizer que não conseguiria acordar sem poder ver aqueles olhos, não conseguiria viver em mundo onde ele não vivesse.
“O- o-o-quê... JAKE DESENCALHOU” Embry gritou em sua cabeça e o lobo na minha frente sacudiu a cabeça atordoado.
“Cala boca Embry, nós ainda temos que achar Sam, deixa o Jake ai” assim que Seth disse isso pude sentir duas mentes a menos ali.
- Ok, o que são vocês?- soltei enfim, não esperaria uma guerra para decidir o que fazer.
“Você... Pode nos ouvir?” aquela voz de novo fez meu coração acelerar, limpei a garganta e disse.
“Claro que posso! Por que acha que eu estou aqui parada?” respondi em sua cabeça, ele esbugalhou os olhos.
“Quem é você? O que faz aqui?” bufei com aquilo, olhei para as arvores e para ele de novo.
“Bem... Sou , estou com os Cullen, e... Na verdade parece que eu estou aqui para matar vocês” suspirei um pouco triste com minhas próprias palavras.
“Matar? Você tem coragem de nos enfrentar em nossa própria terra?” ele pareceu incrédulo.
“Lobisomens não têm terras, vocês matam pessoas sem misericórdia, olha o que fizeram a essa cidade!” ele soltou uma gargalhada estrondosa e murmurou um “Pera ai”, sentei num tronco atrás de mim já que ele nunca poderia fugir mesmo, mas logo que o lobo entrou na floresta ouvi um barulho e o som de quatro patas passou para duas pernas, ele se vestiu rápido e voltou para mim. Seu rosto era divertido, ele tinha pele avermelhada e músculos tão definidos quanto os de Emmett, seu cabelo era um liso espetado e seu sorriso sapeca fazia seu olhos se encolherem e o garoto mais lindo visto por mim, aparecer bem na minha frente.
- Do que está rindo?- me numa velocidade incomum para qualquer humano.
- Prazer Jacob, e tenho certeza que não é atrás de mim ou dos meninos que você está. - ele sorriu de novo.
- É, Jacob? Por quê?- coloquei as mãos na cintura e ele passou a mão no cabelo fazendo os músculos de seu braço se enrijecer.
- Primeiro. Não somos lobisomens, somos lobos, transformos- minha cabeça se confundiu então pedi refugio à dele, logo, fui atingida por lembranças de lendas, transformações, paixões, e Bella, Bella Swan. Mas que merda essa monga tem de mais?
Meus olhos com certeza mostravam raiva, mesmo que eu ainda estivesse totalmente hipnotizada pelas histórias dos Quileutes, eu poderia jogar uma árvore na cara de Jacob, tudo por conta dela.
- Você está bem?- ele se aproximou me fazendo ranger os dentes.
- Estou, Black- suspirei tentando puxar ar para meu pulmão e acabei o encarando novamente. Meu nariz coçou de um jeito engraçado e meu estômago deu um giro de 180º. Jacob era com certeza um índio daqueles que você quer na sua cama usando somente uma faixa nas partes íntimas, ou nada.
Depois de lutar contra aquele homem, percebi que ele estava rindo e logo minha carranca voltou.
- Que é cachorro?- murmurei, ele revirou os olhos.
- Você parece a vampira loira- fez uma careta e eu não precisava ouvir seus pensamentos para saber que ele se referia à Rosalie.
- Talvez... E dai?- bufei impaciente, ok, eu sabia que estava sendo um pé no saco mas se fosse num dia normal eu já teria arrancado o coração desse cachorro/moreno/suado/gostoso e ele nem teria tempo pra questionar.
- Ok Sra. Problemas, não vim arranjar uma super luta- ele tossiu- e nem quero, é que bom... Não sei se os Cullen te avisaram mas, essa é a área dos quileutes.- então era isso? Eu invadi a terrinha dos índios sarados?
- E vampiros não podem entrar...- ri.
- Ótimo, não vamos ter problemas então- me virei andando para longe.
- O-o que?- ele rápido acompanhou meus passos, me desviava rapidamente dos galhos tentando achar uma saída, senti uma movimentação à uns metros mas Jacob me parou segurando meu braço, tentei ignorar a temperatura de seu corpo e os formigamentos em meu braço mas tudo que consegui foi um gemido inaudível e frustado.
- O que você é?- olhei pra baixo com a respiração acelerada pela aproximação daquele homem todo.
- Não sou uma vampira, satisfeito?- ele ergueu uma sobrancelha e riu
- Muito na verdade, então... Se não é uma vampira, é...?
- Nunca coloquei um nome na minha espécie, vamos dizer que sou um pouco, talentosa.
- Entendo... e quantos anos a moça talentosa tem?- como assim ele perguntou minha idade? Pareço tão velha assim? Quero dizer, eu não envelheço!
- Não se pergunta a idade de uma mulher, Jacob!- ele enfim me soltou e sacudi os braços.- Sou mais velha que seu bisavô- ri da cara de espanto dele- 407 anos pra ser mais exata, eu nunca paro de contar.

Capítulo 3- A Lenda


Depois de uns 30 minutos vendo Jacob paralisado, minha paciência estourou, eu era um pouquinho velha, mas e dai? Ele vive num mundo onde os vampiros têm mais ou menos essa idade. Bufei impaciente e revirei os olhos, aquele garoto só pode ser doente, talvez esse seja o motivo de gostar da Puro-Osso-Swan. Lembrei que não havia comido na casa dos Cullen por conta dessa “coisa”, e meu estômago roncou, junto disso Jacob fez uma careta.
- 407? Não quis dizer 17?- sério lobo? Eu gargalhei.
- Sou descendente de feiticeiros, Black, alguns lugares do Mundo me
caracterizam como “Justiceira”, “A bem feitora”, “caçadora”, mas eu me chamo de - sorri no final.
- Você tá dizendo que essa coisa de bruxa é verdade?
- Não seja cabeça pequena Jacob, bruxos não são feiticeiros, e feiticeiros não existem mais, eu herdei um fardo, e esse fardo me deu alguns dons.- eu precisava comer, meu estômago roncava tão alto que eu sentia que meu corpo ia desfalecer.
- Dons...- choraminguei baixo e apertei minha barriga.
- A gente pode continuar isso depois?- eu realmente queria vê-lo de novo e não sabia o porquê. Ele me encarou um pouco confuso e enfim riu.
- Você come- como assim “você come”, claro que eu como, todo mundo come!
- Duh- eu sou definitivamente a pessoa mais chata do Mundo, acho que esse tempo de perseguição de vampiros e lobisomens me deixaram assim.
- É que vampiros não comem- ele se explicou.
- Na verdade, eles comem- fiz careta. – Queria muito que não se alimentassem definitivamente- bufei.
- , que tal ir à aldeia?- ele tá me convidando assim?- Meu pai amaria saber da sua história, e já que não é vampira, tem passe livre.
- Não acho que seja prudente- qual é , ele não conseguiria arrancar um fio do seu cabelo mesmo que tentasse, não custa dar uma chance ao cachorro.
- Vamos !- ele me olhou tão intensamente que minhas pupilas quase dilataram.
- Tudo bem- soltei os ombros- Mas só se tiver comida- sou debochada mesmo, ele me convidou, que arque com as consequências.
- O que mais temos é comida.- uma piscadela daquele ser maravilhoso e eu quase caí no chão. Limpei a garganta novamente e assenti positivamente, eu era louca de seguir um lobo?
Jacob me guiou dentre a floresta para o tal lugar movimentado que eu sentira. Pude ver, ao longe, pequenas casas de madeira, uma ao lado da outra, algumas distantes e mesmo assim causando um ar de “família”, me arrepiei com o pensamento. O vento ali era mais forte e algumas crianças corriam pelas ruas de terra, Jacob, sempre sorrindo, parou em uma casa vermelha, pequena e com uma escadinha baixa, eu o segui até a varanda em silêncio, não conseguia nem pensar em entrar em seus pensamentos.
- Bem vinda- ele abriu a porta da casinha e sorriu abertamente me esperando entrar.
- Arn, licença...- Passei os olhos no lugar e fiquei impressionada em como uma casa tão pequena poderia ser tão aconchegante.
- Jacob voc...- um senhor apareceu na sala sentado em um cadeira de rodas, eu franzi o cenho ao vê-lo, na verdade seus traços eram muitos parecidos ao de Jacob, mas seu cabelo era muito longo e uma mecha branca descia em um movimento retilíneo em seus fios.- Trouxe visita- ele me encarou profundamente e após isso abriu um sorriso acolhedor.
- Eu... Prazer, .- assim que minha mão tocou a do índio, não pude evitar invadir sua mente, era misteriosa, grandes histórias sobre as lendas, os lobos, a família Black, a mãe de Jacob, suas irmãs, e algo que estava martelando na cabeça do índio, algo que nem mesmo eu conseguir entender. Uma coisa chamada “imprinting”.
- Satisfeita?- ele me perguntou ainda com o sorriso no rosto, sacudi a cabeça atordoada e me afastei.
- Eu... Me desculpe.
- Tudo bem querida- ele olhou significativamente para o filho e mesmo que eu não quisesse, ouvi ele pensar “Parece que as lendas se concretizaram”, mas que lendas são essas? As únicas que eu vira foram dos Quileutes.
- Pai, a está com fome- Jacob quebrou o clima- E eu também.
- Ah, sim, venham...- segui o cadeirante em silêncio e Jacob ia na frente.- Eu não sabia que receberíamos visita então fiz somente comida para no máximo 4, divida Jacob- ele respondeu com uma risada baixa e eu fiquei parada na frente de um cadeira de madeira. Nunca fui do tipo tímida, mas aquele senhor conseguia me fazer sentir... Respeito.
- Então , de onde é? Eu nunca te vi por aqui.- percebi que estava parada demais então limpei a garganta e falei.
- Na verdade eu nasci em Roma- me virei para Billy que me pareceu assustado, “Do outro lado do universo”, ri com seu pensamento.- Tenho me mudado muito de uns anos pra cá.
- Mas tão nova- ele pensou um pouco e desisti de desvendar aquela mente complicada.- Por que parou em Seattle?
- Acredite, não foi por querer, na verdade, eu vim aqui em um trabalho e acabei me metendo em outro- bufei- Por mim eu já estaria longe.
- Estaria?- Jacob tirou minha atenção, ele estava sendo me encarando com seu prato na mesa. Abaixei a cabeça
- Minha vida é assim, eu não posso parar em um lugar.- o clima ficou meio tenso e eu estava confusa com isso, mas Billy colocou um prato na minha frente com um frango que parecia delicioso, eu me sentei rápido o agradecendo e comecei a devorar o frango.
- Tem um apetite e tanto- Billy riu.- Pra falar a verdade eu duvidava que você comesse.
- Ela não é...- Jacob ia falar mas o pai o cortou
- Vampira, eu sei, não vê que ela anda corando de segundo em segundo? Eu me referia ao corpo dela, magra.
- AH- eu ri e Jacob também- Obrigada pelo elogio, mas isso é por causa do meu congelamento de corpo.
- Hã?- perguntou o gostoso a minha frente de boca cheia, ri mais. Me sentia muito bem na presença deles e isso era... Incrível.
- Meu corpo está congelado por um tempo, mas por fora é claro, meu organismo funciona normalmente.- não tinha medo de me abrir com nenhum deles, na verdade acho que me simpatizei demais com os Quileutes, e conhecer a vida deles por um introduçãozinha de mente, ajudava muito.
- Adoraria ouvir sua história , se não fosse incômodo é claro- o senhor riu e seu rosto ainda não tão velho assim me deixou ver duas covinhas quase imperceptíveis.
- Sem problemas- retribui o sorriso. Ele saiu da cozinha e Jacob largou o garfo na mesa.
- Você parece bem mais simpática com ele- se queixou, eu revirei os olhos.
- Ele merece- dei ombros.
- Eu te trouxe a minha casa, pra comer e é assim que me agradece?- Jacob sabia me irritar, mesmo que fosse quase impossível com aquele corpo, mas eu não ia cair naquela ladainha.
- Obrigada pelo almoço Jacob.- fiz a pior cara de sínica e ele ergueu a sobrancelha.
- Bem melhor- riu. Como não aguentei, em um movimento com o olhar movi seu próprio braço dando um tapa em sua cara, ele aterrorizado, me olhou com raiva. Aí sim eu ri.
- Bem melhor- repeti suas palavras.
- Você não sabe com quem está mexendo!- seu rosto mostrava raiva, mas sua mente mostrava... Sua mente falava “Mesmo com o humor negro, essa garota me faz perder o fôlego, bendito imprinting”, o que? Ok, já chega, o que é imprinting??
Terminei de comer rápido e lavei meu prato, enquanto Jacob me encarava.
Billy me chamou na sala e eu fui até lá, ele estava na frente de uma poltrona e pediu que eu me sentasse.
- Você já sabe tudo que deveria, não sabe querida?- não entendi sua pergunta mas seus pensamentos me conduziram a resposta adequada.
- Sobre a tribo? Sim... Mas Sr. Black...
- Me chame de Billy- assenti positivamente.
- Billy, o que seria imprinting?- ele me olhou com um sorriso e uma tossida veio da cozinha, parecia que Jacob havia se engasgado com um osso.
- Ah... Que tal perguntar isso ao Jacob mais tarde?- ao Jacob? Por que? O mesmo murmurou um “valeu velho” que se eu não tivesse a audição aguçada demais, não teria escutado.
- Claro, claro... Mas então, o que quer saber de mim?- ele me olhou por um segundo pensando e soltou.
- Qual é seu sobrenome?- ok, meio estranho, mas se eu ia me abrir pros Black (não me perguntem o por quê), teria que falar pelo menos isso, certo?
- Scarlet- vi os olhos do índio brilharem e sua mente ficar turbinada de pensamentos, muitos do tipo “chegou a hora”, “filha do rei”, “como se as lendas estivessem aqui na minha frente”
- Billy- chamei sua atenção.- Será que pode me explicar essa coisa de lenda?- fiz careta, ele moveu sua cadeira de rodas em silêncio até uma estante próxima e eu o acompanhei com os olhos, ele pegou um livro e trouxe até mim. Jacob estava entrando na sala nesse instante.
- O que é isso?- ele perguntou apontando pro livro em minhas pernas.
- Parece que é parte de uma lenda.
- Eu?- mal me contive e já remexia o livro. Pra mim, era somente preciso tocar nas páginas que o conteúdo invadia minha mente.
Lenda... A profecia da Justiceira, uma garota com dons gerados por feiticeiros, ela se tornaria a chave da salvação do Mundo. Seu objetivo era manter o Mundo estável e sem os transformos nele, todo o tipo de escuridão poderia domá-lo. Ela teria um “imprinting” com o alpha de sangue, e os dois formariam o sol e a lua, eles juntariam as luzes e a guerra começaria.
- Mas que mer...- não pude terminar de falar e Billy segurou minha mão.
- , você é mais do que somente uma descendente de feiticeiros. Eles te deram esses poderes por um motivo.
- Sim, meu pai me dizia que um dia eu uma luta aconteceria, os Scarlet’s não estariam mais aqui e tudo o que me restaria seria meus poderes.
- O seu maior poder é a justiça, querida.- não entendi suas palavras.- Você ainda tem muito que aprender, mas saiba que não poderá fugir disso, é seu destino, assim como o de Jacob.
- Meu destino o que?- Ele encarou o pai.- Do que nós estamos falando?
- Com calma filho, você saberá na hora certa- ele me olhou significativamente e eu soube que não era hora mesmo de Jacob saber o que quer que seja essa lenda. Mas uma coisa que não conseguia sair da minha cabeça era o fato de que quando eu ouvi as lendas pela mente de Billy, soube que Jacob era o alpha de sangue, e se eu iria ter um “imprinting” com o alpha... Alguma coisa muito estranha estava acontecendo ali.

Capítulo 4- Jacob, não tão forte, Black.


Após a pequena e confusa conversa com Billy, Jacob não parava de fazer perguntas enquanto me levava até a casa dos Cullen.
- Jake, cala a boca, tá me dando dor de cabeça. – murmurei impaciente, ele fez um barulho engraçado e riu.
- Eu parei de falar há uns 2 minutos.- eu o encarei zangada.
- E seus pensamentos estão mais altos que uma buzina de caminhão.- debati
- Tudo bem Senhorita Rabugenta, eu paro de pensar e você me explica o que dizia na história.
- Coisas bobas sobre a minha família, eles eram reis.- tentei fingir e parece que o lobão acreditou.
- Reis? Do tipo, que sentam num trono e mandam no mundo?
- No reino, sim.- ri um pouco da inocência dele.
- Você é estranha Scarlet...
- Por que?- parei com uma sobrancelha erguida
- Seu temperamento, ele é totalmente anormal, você ri, dai você grita e ri de novo.- ele mexeu no cabelo e seus músculos ficaram mais rígidos, limpei a garganta e olhei aqueles olhos negros que me tiravam o ar.
- Você também é estranho, numa hora merece minha educação, e em outras eu devia pisar em você- ele balançou a cabeça com um sorrisinho.
- Você não conseguiria.- ele me desafiou?
- Isso é... Um desafio?- mal falei e um lobo tomou lugar do corpo forte de Jake, ele realmente queria brincar.- Ok cachorro, duvida mesmo que eu pise no seu focinho?- perguntei irônica e ouvi um rosnado bravo. Ri.
“Suas falas de velha já estão me dando sono” Agora sim ele pegou pesado, ele foi pra trás assim que viu meu corpo ficar em pose de ataque, ele sabia me irritar.
Poderia ter feito mil pesadelos em sua mente, quebrado todos os ossos de seu corpo, tirado cada gota de seu sangue, mas isso era uma diversão e não uma caça. E Jacob merecia sofrer um pouco.
Pulamos quase ao mesmo tempo no ar, a floresta parecia maior agora, as patas gigantes do lobo, castanho avermelhado, me atingiram em cheio, ele me agarrou antes de tocarmos no chão, mas eu me soltei com rapidez, pulei em cima dele e ri da situação, ele rodava que nem um cachorro idiota. Antes que ele decidisse levantar, dei uma cotovelada em sua costela e senti os ossos se partirem, ele rosnou alto, e então meu peito doeu.
Eu não sabia o que fazer, levei a brincadeira a serio demais, Jacob estava agora nú na minha frente, fora tudo muito rápido, eu sentia meu coração doer demais.
- Jacob, responda, por favor, desculpa!- minhas mãos tremiam, minha cabeça rodava e a dor parecia aumentar, eu não sabia como poderia sentir isso, eu nunca senti nada parecido, nem um pouco de pena dos monstros que matei, mas Jacob não era um monstro, ele era a criatura mais pura e magnífica do Mundo, um quileute, o garoto mais idiota e lindo. Eu não poderia ter o machucado, idiota.
Sua mente vagava numa escuridão completa, mas eu sentia sua respiração. Comecei a olhar para os lados e então ouvi um rugido, não tinha percebido a chegada deles, mas 3 lobos gigantes me encaravam com os dentes para fora. Um deles, o menor, que eu sabia ser Seth, olhava para o corpo de Jake com os olhos apavorados.
“O que essa garota fez?” uma voz feminina entrou em sintonia com a minha mente.
- Eu... Desculpem, meu nome é , o Jake... A gente estava brincando, mas daí acabou que eu o machuquei- me expliquei rápido demais, o lobo cinza com partes castanhas, latiu e a voz se repetiu.
“Mate-a Sam! Olha isso, o Jake está quase morrendo” o lobo de maior tamanho ali, me encarou seriamente e depois para Jake.
“Acho que ela nos ouve”
- Sim, eu ouço, posso contar quem sou depois, mas por favor me ajudem com Jacob, ele... Ele não tem pensamentos.- meu corpo tremia agora mais forte, a visão começava a embaçar e então senti um focinho gelado no meu ombro. Era Seth.
“Ela é o imprinting de Jake, Sam” de novo essa palavra, encarei o lobinho confusa, Sam chegou perto de Jacob e latiu ordenando.
“Leah, leve Jake para a minha casa, Seth chame ao doutor Carlisle, eu vou depois”, a voz era pesada, quase me fazia sentir medo, eu disse quase. Após ver Leah tentando pegar Jake com os dentes eu berrei.
- NÃO! Vai machuca-lo!- não sabia o por que de me preocupar tanto com aquele lobo bobão, mas mesmo o conhecendo há poucas horas, não podia vê-lo ferido.
“Você já fez isso demais” a loba rebateu, eu a ignorei e supliquei a Sam.
- Deixe que eu o leve- eles se entreolharam.
“Acho que se você causou isso a ele, deve conseguir carrega-lo” indicou a cabeça para que eu o pegasse, Leah bufou forte e eu peguei Jacob nú em meus braços, acredite, não tinha forças para olhá-lo. Segui a loba estressada até uma casa de madeira um tanto maior que a de Jacob.
“Entre, vou pegar roupas” disse fria.
- Claro- revirei os olhos pra ela e segui até a porta com Jake nos braços, mal pensei em bater na porta e uma índia de cabelos compridos e uma marca um, tanto quanto chamativa, no rosto a abriu.
- Oh! Jacob!- ela exclamou assustada e me encarou mais confusa ainda.
- , bom... Sam falou pra traze-lo aqui, Carlisle está vindo...- ela assentiu sem pestanejar e me guiou até um quarto onde coloquei Jake deitado, parecia que ele era a menina da história, ele gemeu alto quando foi colocado na mesma.
- O que houve com ele?- ela me olhou com um pouco de insegurança.
- Um desentendimento, parece que esse lobo não é tão forte.- franzi o cenho com a piada, eu não queria rir, ver aquele homem suando e gemendo de dor, me deixava inquieta.
A mulher chamada Emily, mexeu em uma mecha de cabelo e o resto de sua cicatriz apareceu, era muito grande, muito funda, mesmo assim não escondia a beleza em seu rosto. Resolvi não perguntar nada sobre isso e continuei encarando Jacob.
- Jake- choraminguei- Por que tinha que ser tão teimoso?
- Eles são assim- ela suspirou- Mas fica calma, eles sempre se curam.
- Sempre?- questionei, ele parecia tão fraco e tão inconsciente que eu chegava a duvidar.
- Sempre- um homem de porte grande apareceu no batente da porta, ele deu três rápidos beijos no rosto da índia e ela sorriu, ele era o Sam.
- Sam! Onde está Carlisle?- voei até ele, eles se encararam confusos.
- Você os conhece... Não me cheira a vampira.
- Ah... Posso explicar depois, mas, me diga que Jake vai ficar bem!- ele passou os olhos para Jacob na cama e mordeu os lábios.
- Não sou médico, só o Dr Cullen pode nos dizer, mas somos lobos, não nos quebramos fácil.
- Claro- murmurei pra mim mesma.
- Como você fez isso garota?- Agora uma linda mulher entrava no quarto, ela tinha os cabelos até um pouco acima dos ombros e um corpo incrivelmente com curvas, era simplesmente linda. Mas seu rosto era carrancudo e eu soube que aquela era Leah.
Suspirei tentando acalmar meus nervos.
- Ele duvidou que eu pisasse nele, começamos uma “lutinha”, mas eu não me controlei, nunca precisei me controlar!- tentei explicar
- Está tudo bem .- aquela voz me fez me acalmar, era Carlisle, ele olhava com pena para Jake e em seguida suspirou.- Podem nos deixar sozinhos?- se referiu aos outros.
- Se não se incomoda Dr, eu prefiro ficar aqui- Sam o encarou sério, ele assentiu, mas continuou.
- Um só está ótimo para a segurança dele- os dois se encararam por mais um tempo e Sam falou.
- Nos deixem.- olhou para os 3 na porta, Seth também estava ali, me virei para Carlisle e ele abriu sua maleta de emergência. Examinou Jacob e enfim falou.
- Ele fraturou a costela, e parece que seu corpo não se cura sozinho, foi um estrago e tanto.
- E agora?- me apavorei.
- Eu teria que coloca-la no lugar, mas isso será doloroso- ele olhou pra Sam como se pedisse permissão, o mesmo assentiu sério. Carlisle se posicionou na frente de Jake e contorceu o corpo mole do menino, uma dor forte me atingiu, mais forte que a outra, Jacob berrou e eu caí de joelhos no chão.
Carlisle me encarou apavorado e Sam tentou me ajudar, Jake gritava e eu sentia meu peito se rasgar, as lágrimas caíam fortemente.
- O que é isso?- perguntava a Carlisle, ele continuava me olhando apavorado, deitou Jacob na cama novamente com alguns gemidos de dor, e começou a enfaixa-lo.
Sam me ajudou a levantar e me sentou na cama ao lado de Jake. Eu me abraçava soluçando.
- ...- Carlisle ia falar algo mas Sam o impediu.
- Acho que Jake ainda não contou.- pareceu papo encerrado, o Cullen me encarou e perguntou em sua mente.
“ O que sabe sobre imprinting?” eu pisquei forte e respondi somente para ele.
“Estou querendo saber o que é o dia inteiro” ele sorriu de lado e se virou para Sam.
- Jacob vai ficar bem, peça a Emily para preparar esses chás- ele escreveu num bloquinho e entregou ao grandalhão.- Vai ficar ?- me perguntou, eu olhei para Jacob e para Sam.
- Posso?- supliquei, ele descansou os ombros e assentiu positivamente. Acho que nunca, em toda minha vida, me senti assim, nem mesmo quando meu pai falecera na madrugada de verão em uma cama cercado por serviçais.
- Será que a gente pode conversar?- A voz de Sam me tirou de lembranças, eu concordei já muito calma.- Como você pôde fazer isso a Jake?
- Sam... É difícil, eu tenho centenas de anos.- seus olhos se esbugalharam- Não sou vampira, eu caço vampiros, lobos, bruxas... É tudo uma questão de equilíbrio, eu mantenho o Mundo equilibrado a mais tempo que seus bisavós pensavam em nascer, essa força- olhei para minhas mãos- é muito grande, e eu nunca tive se conte-la, mas esqueci que Jake era um lobo e não um justiceiro como eu.
- Justiceiro, bruxas... Tudo muito anormal- ele sacudiu a cabeça.
- E você é um transformo. De onde acha que a magia de vocês veio? Tudo tem sua fonte, com certeza os deuses de vocês foram feiticeiros na vida.
- Entendo seu ponto, , será impossível separar você de Jake de agora em diante, mas não use essa força- apontou pra mim- de novo.
- Por que impossível?
- Vocês tiveram um Imprinting.- ele olhou em meus olhos, eu fervi ao ouvir essa palavra.
- E o que é um Imprinting, Sam?- ele gargalhou.
- Você está tentando descobrir a muito tempo não é?- assenti- ele sentou do meu lado e suspirou.- É quando o lobo encontra sua metade, na verdade, o centro de sua vida. Nem todos nós temos, mas os que a recebem sabem, é o sentimento mais puro, mais intenso e verdadeiro. É impossível separar o lobo de seu imprinting, só a morte pode desfazer essa ligação, e acredite, não é fácil.
- Você teve um Imprinting com Emily?- seus olhos brilharam e ele encarou a porta com um sorriso lindo no rosto, eu senti que aquele sentimento era mesmo perfeito.
- Sim, e você com Jacob- impossível, eu não senti, senti? Quero dizer, essas dores, esses arrepios, as briguinhas... Isso tudo era Imprinting?
- Mas Sam... Eu não acho que isso tenha acontecido.- fiz careta.
- Aconteceu, é só olhar nos olhos dele pra ver, eu vi pelos olhos de Seth, quando ele bateu os olhos em você.
- Isso é um pouco demais pra mim.
- Realmente, é demais pra todos.
- Então...- tudo fez sentido, as lendas, Billy e seu jeito misterioso, o fato que Jake me levara em sua casa. Mas ele era tão novo, tão...- Ele é uma criança!- quase gritei para Sam e ele gargalhou.
- Você que é velha demais. Não se preocupe Ruama, os lobos não envelhecem.- Ok, isso foi um alívio, mas por que? Eu queria ficar com ele por toda minha eternidade? Com aquele cachorro fraco e cheiroso que parecia mais um deus? Eu só podia estar ficando louca ou aquele imprinting realmente aconteceu, e isso era insano.
- Talvez você devesse descansar- Sam fez uma careta e eu assenti
- Mas não quero voltar para os Cullen- assim que lembrei da perebenta Swan senti um arrepio imenso.
- Pode ficar aqui
Sam saiu do quarto e eu fiquei sentada ao lado de Jake na cama, encarando cada detalhe daquele rosto moreno, agora ele parecia mais calmo, ainda com dor, mas suas bochechas estavam menos vermelhas que antes. Aquilo causava um pouco de nervoso em mim, já que agora eu sabia o que a lenda significava, mas como saberia se Jacob aceitaria tudo isso? E se ele negasse? E se ele se recusasse a ficar comigo?
Muitas perguntas me fizeram ter sono, e foi ali mesmo, ao lado daquele corpo suado de dor e quente, que eu cai no sono.

Capítulo 5- Intrusa.

Jacob Black

Acordei meio dolorido e enfim lembrei o que acontecera, de princípio fiquei constrangido, mas então coloquei na cabeça que ela era uma "Justiceira", digo, era fato que ela devia ser mais forte que eu. Ia me levantar até que senti seus cabelos em meu braço, ela estava ali enroscada perfeitamente no meu peito. Eu não sabia como fui parar ali na casa de Sam, e nem como ELA foi parar do meu lado.
Seu rosto era tão perfeito que me fazia suspirar, sim, eu sei que isso era gay, mas era a verdade. Eu não ligava nem um pouco por quase ter sido morto por ela, eu simplesmente não conseguiria odiá-la. Vi que ela estava sorrindo, e isso me fez sorrir junto, decidi não me mexer para continuar vendo aquela menina que parecia tão indefesa(dormindo).
- Você acordou- Sam disse da porta, virei para ele e vi sua cara de bobão.
- Fala baixo- cochichei, ele riu engraçado e negou com a cabeça.
- Imprinting, tão anormal e tão estranho.
- Sam, entendi que você quer me zoar, mas ela está dormindo- fiz cara feia e ele então saiu de lá.
se remexeu em meus braços e eu bufei, devo anotar: Matar Sam assim que melhorar.
- Jake?- ela perguntou com os olhinhos semi abertos, parecia uma bebe, sério.
- - sorri assim que vi seus olhos azúis abrirem por completo. Ela parecia espantada, olhou para todo meu corpo e vibrou.
- VOCÊ ACORDOU!- mal falou isso e me abraçou forte, tive de conter o gemido de dor para que ela não percebesse.- Eu pensei que... Eu...
- Tá tudo bem... Acho que te subestimei- cocei o cabelo rindo.
- Me desculpa- ela ficou de joelho na cama e eu me perguntei como em toda a minha vida consegui viver sem ela, era tão estranho me imaginar com qualquer outra mulher que chegava a me dar ânsia em lembrar de Bella.- Assim você me torra- ela estava vermelha e foi quando lembrei que ela podia ouvir meus pensamentos.
Aqueles olhos azúis encontraram os meus e passamos um tempo somente nos olhando, até que ela suspirou forte e disse.
- Jacob, eu não sei como dizer isso, quero dizer, sou bem velhinha e nunca na vida passei por isso.- ela parecia confusa e então um sorriso brincalhão brotou em seu rosto.- Eu conheci você ontem e olha... Droga.- ela não terminou, quando fui perguntar o que houve, sinto o cheiro 'dela', aqui. parecia com raiva, eu senti isso.
- Jake!- Bella entrou eufórica no quarto dando de cara para nós dois ali na cama, e pra falar a verdade eu não dava a mínima para o que ela pensava sobre isso. Me perguntei se estava bem e se não gostava de Bella, assim como Leah, mas não precisei realmente falar isso em voz alta porque a mesma sorriu assim que pensei nisso.- Oh, eu... Me desculpe- Bells parecia intimidada com a presença de , e quem não ficaria? Ela era simplesmente uma deusa, e mantinha o olhar preso ao de Bella.
- Tudo bem- disse por final- Ele é seu amigo não é?- ela levantou da cama e me olhou.- Eu espero lá fora.- Bella ergueu uma sobrancelha com a atitude da minha menina, sim, minha. Mas antes de sair do quarto a chamei.
- Fica, acho que Bella errou de endereço- disse frio, ela pareceu se questionar do que se tratava e Bella se espantou.
- Desculpa?
- É Isabella- disse seu nome tão friamente quanto a primeira vez- Você deveria estar com os sanguessugas não é?- ela recuou um passo e me perguntei se fora muito rude, mas no momento eu estava mais preocupado com o que pensava. Ela estava parada encarando tudo.
- É isso Black? Vai fingir que nada aconteceu entre a gente? Vai simplesmente me ignorar? Eu vim pra ver se você estava bem, eu me preocupei com você
- Acontece que você foi a que fez o maior estrago. E quer saber? Eu cansei de ser sua segunda opção- aquilo pareceu uma facada para Bella, ela olhou para incrédula e a mesma deu ombros.
- Você...- suas palavras ficaram fracas e rolou os olhos. Ela realmente não gostava de Bella.
- Ela é meu imprinting- soltei na lata. Bella esbugalhou os olhos e pareceu se engasgar, eu sorri vendo-a entrar num desespero interior, senti por ela as pernas ficarem bambas. Mas que coisa, Sam nunca me falou que o imprinting era assim tão forte.
- Eu... Tchau- Bella saiu do quarto numa velocidade anormal para aquelas pernas finas, eu sabia que ela nunca fora de correr, mas se superou ali mesmo.
olhava para o chão e eu me perguntava se aquilo era ruim, será que ela sabia o que era imprinting? E se ela não me aceitasse? E se alguma maldição acontece comigo e ela não quisesse me ter como seu?
- ?- a chamei e ela levantou a cabeça com um sorriso no rosto, meu coração quase pulou de mim e ela se sentou na cama.
- Eu juro que tive medo de você voltar pra ela...- aquele sussurro era repleto de confusão e admiração. me encarava com aquele rosto sem nenhuma imperfeção. Eu não podia parar de olhá-la, me ajeitei de um jeito confortável na cama e peguei sua mão, ela se assustou de primeira mas depois vi suas bochechas corarem.
- Você realmente acha que eu voltaria para ela? Depois de conhecer você?- seus olhos faiscaram e muitos dos seus sentimentos invadiram meu corpo, o que tornava isso mais estranho ainda.
- Esse... Imprinting... É verdade?- ela continuou me olhando, isso de fato era uma qualidade de , ela enfrentava as coisas, esperava a resposta me olhando nos olhos.
- Acredite, eu nunca pensei que teria a sorte tão grande. Eu só não sabia como te contar.
- Na verdade Sam me disse, eu não sabia se acreditava, você é tão... Imprevisível- ri junto com ela e aproveitei esse momento para me aproximar. Ela parou de rir assim que, com certeza, ouviu meu pensamento, ficou parada que nem uma estátua com seus olhos atentos a cada movimento.
Com a mão não enfaixada a puxei sem medo pra mim, mantivemos uma distância mínima apenas nos encarando, ela então fechou os olhos, era tão linda, tão... Perfeita.
Quebrei a distância entre nós e nossos lábios se tocaram. Eu não sei se era o meu estômago ou o dela, mas tudo se embrulhou em mim e acredite, nem o beijo de Bella chegaria ao dedinho desse.

Scarlet
Eu não sabia o que estava acontecendo, qual planeta eu estava, nem mesmo se estava viva. Quando os lábios de Jake tocaram os meus, tudo que um dia foi o Mundo, se resumiu nele, eu podia senti-lo, seu gosto, sua essência... Eu podia sentir o Imprinting.
Eu tentava ter todo cuidado possível para não tocar em suas partes feridas, ele parecia tão desesperado por aquilo como eu, já que nunca tivera outro.
Jacob finalizou nosso beijo (infelizmente), com selinhos e me deu um sorriso imenso, daqueles que fazem tudo se iluminar.
- Isso foi...
- Incrível- conclui.
- Você é incrível .- ele me fez corar, de novo.
- E pensar que ontem você queria me enxotar da sua terra.-ri
- Não queria te enxotar, queria falar com você.
- Enxotar teria sido melhor- ele ergueu a sobrancelha confuso, então continuei.- Porque de hoje em diante, eu vou te atormentar.- recebi uma gargalhada e ele me puxou para um beijo rápido, teria de me acostumar a isso, e claro, isso não era problema algum.
- Você vai ser a atormentada.
- Sem desafios pro enquanto lobão- ri da cara dele e ele olhou para a porta, estava tão perdida nele que nem vi Seth entrar no quarto.
- Er... Jake...- ele estava com vergonha de entrar e nos incomodar, ri com isso e ele ficou vermelho.- Eu vim porque minha mãe te fez uma torta de banana.- Jacob quase infartou quando ouviu isso, Seth riu disso e então se sentiu mais a vontade.
- Desculpe por ontem Seth.- murmurei o encarando e ele pareceu assustado.
- Nã-não foi nada , no final tudo deu certo- seu sorriso sincero me fez ver nele um menino fofo e confiável, Jake já atacava a torta e nem ligava pro mundo.
- Leah está bem?- Seth tirou a atenção de Jake e me olhou de volta.
- Leah... Sim, ela só é um pouco...
- Estressada- falei.
- Sim, é uma história complicada- ele não precisou terminar pra que sem querer suas memórias viessem a tona, e claro, eu as vi. Leah sofrendo, chorando com a separação, vendo sua prima ficar com o homem da sua vida, sua transformação sendo a única mulher da matilha, tendo de aturar Sam e seus pensamentos em Emily todos os dias. Eu senti a dor nela, a dor dela!
- Oh- foi tudo o que consegui dizer, Jacob me olhava preocupado e Seth estava confuso.
- , isso passou, ela está bem hoje em dia.- Jake me entendia, mas não entendia Leah, as coisas não eram assim, ela não havia encontrado seu imprinting.
- Ela diz estar bem- foi tudo que achei necessário falar, eles deram ombros, talvez tivessem se acostumado a essa Leah carrancuda e infeliz, mas eu era nova aqui, e me sentia ligada demais a esse povo, tanto que precisava bolar um plano pra me aproximar de Leah.
- Agradeça a Sue- Jacob sorriu pra Seth, ele estava com a tigela de torta, vazia.
- Pode deixar- Seth se levantou da cadeira onde estava e pegou a tigela de Jake.- Ela pediu pra que você fosse lá assim que melhorasse, parece que Billy teima em tentar vir te ver mas a dona Sue não é mole e já deixou claro que você está bem e volta logo.
- Tudo bem- tinha esquecido de Billy, sinceramente agora ele deve estar me achando a justiceira mais irresponsável desse mundo, ele tinha deixado claro que nossos destinos eram unidos e eu teimosa quase matei meu imprinting, afinal, o que viria agora, e a tal guerra que Billy disse? O que nos espera no futuro?
- Tudo bem ?- ele me olhava sério e percebi que Seth já tinha ido embora.
- Eu estava aqui pensando numas coisas.- olhei para a parede e ele se inclinou pra mim.
- Que coisas?- eu não podia contar, Billy deixou isso bem claro, então falei:
- Como vão ficar as coisas? Eu ainda tenho vampiros a matar.- seu punho foi apertado e seu rosto agora demonstrava ira, eu não queria invadir sua mente, e ele falou em um fio de voz.
- Não entendo como mata vampiros e vive com 7 deles.
- Um deles te salvou e os 7 são ótimas pessoas, não devia pensar neles como ameaça, afinal, se fossem ameaça, eles com certeza não estariam por ai- me deu náusea só de imaginar um dos Cullen sendo morto, ainda mais por mim.

Isabella Swan
Quem aquela garota achava que era? Primeiramente eu havia me encantado com ela, mas agora tudo que eu queria era que ela sumisse de Forks, e principalmente de La Push, onde ela nunca deveria ter aparecido.
Jacob era o meu lobo, meu sol! Onde já se viu ter um imprinting por uma imortal? Eu nem sabia direito o que ela era, mas Edward disse que era “Justiceira”, mas que diabos era isso? Ela chega, linda, perfeita e ainda com poderes, me evita, faz Edward falar dela praticamente o dia todo, e ainda faz o meu Jacob me dar um fora? Aquilo era loucura, eu precisava dele aqui comigo, agora que Victoria está a solta em Seattle, tudo que eu mais preciso é do meu lobo comigo.
- Bella, você não parece bem, o que houve?- Edward estava com seus braços frios e confortáveis em baixo de mim.
- Não é nada...- menti- É que... Você sabia que Jacob sofreu um imprinting?- ele pareceu tão surpreso quanto eu, parecia que tinha entendido tudo, mas então sua expressão de confuso mudou para raivoso.
- Quem é o imprinting dele Bella?- nunca vi Edward daquele jeito, seus olhos pareciam sombrios e seus punhos estavam cerrados. Sentei na sua frente e murmurei.
- .- eu não terminei o nome e ele pareceu não acreditar. O que essa menina tinha afinal? Era tão bonita quanto Rosalie, deveria eu ter medo de perder meu Edward pra ela? Porque sinceramente, eu já temia isso.
- Bella... Eu tenho que ir.- e essa fora a primeira vez em que Edward saira do meu quarto sem me esperar cair no sono, agora era pessoal, eu precisava mais que nunca virar uma imortal, ou eu perderia Edward para sempre!

Cap 6- Ruiva e estúpida.

Scarlet
Jacob podia ser um lobo, mas eu podia ver em seus olhos o cansaço o consumindo por inteiro. Assim que seus olhos pesaram, fiz em sua cabeça uma ilusão de um campo e tudo muito calmo, então me retirei do quarto. Sam que estava até agora com Emily na cozinha, apareceu na sala e me parecia muito sério.
Eu me sentia muito bem na casa de Sam, e isso era de fato esquisito. Ele puxou uma cadeira e me pediu para sentar ao seu lado. Esperei calma para que ele se pronunciasse.
- ... Sei que isso pode parecer estranho, mas você citou o fato de caçar vampiros.- não sabia onde Sam queria chegar com isso e não me preocupei em vasculhar sua mente, mas era muito forte a imagem de um ser ruivo e tão cristalino quanto os Cullen. Uma vampira.
- O que te intriga?- apoiei o queixo e uma das mãos na mesa e ele respirou fundo.
- Bom, nossa cidade, assim como Forks, está sendo atacada- concordei me lembrando do real motivo de estar ali. Ficar com Jacob me fazia esquecer meus próprios deveres. Temi que isso fosse longe demais e acabasse me atrapalhando em meu cargo. - Sei também que é pedir demais, mas precisamos de toda ajuda.
- A vampira está envolvida em muitos crimes-disse olhando em seus olhos confusos. Só pelas lembranças de Sam pude ver que Victoria, a vampira ruiva, cometera mais crimes que os vampiros que vinha caçando.
- Crimes?- indagou Sam.
- Sou uma justiceira Sam, não saio matando todos pela frente, existem regras, todos os vampiros a conhecem, e elas são bem claras.
- Que regras?
- Não se deve levantar suspeitas da existência desse Mundo, o sangue humano pode ser ingerido a menos que o vampiro não tenha controle da sede. - me irritava falar das regras para alguém, isso era tão ridículo que me sentia nojenta por permitir tal atitude vampiresca.
- Então os humanos podem morrer?- ele parecia tão incrédulo quanto eu da primeira vez que ouvi tal estupidez.
- Eu não fiz as regras, e nunca as aceitei muito bem. Por isso sou temida pelos olhos de sangue. Eu simplesmente preciso de uma denuncia e não me importo muito se eles mantêm o controle ou não.
- Você não gosta de vampiros?- vi sua pergunta seguinte e então a respondi antes de ser falada.
- Era amiga de Carlisle antes de ser transformado, na verdade eu mesma o levei aos Volturi, ele morreria e era um grande amigo- franzi o cenho me lembrando de tudo, às vezes me perguntava como fui tão ignorante ao ponto de entregar a vida de meu amigo à escuridão. - E Carlisle nunca foi como os outros, ele lutava pela humanidade e não contra ela.
- Você está certa, ele é um bom homem- Sam parecia indignado por ter de assumir tal fato.
- Mas você precisa que eu detenha a vampira- voltei ao assunto e ele pareceu assustado pelo meu conhecimento, até lembrar de meu dom (que até agora ele achava ser o único).
- Os lobos ajudarão- sorriu, mas eu não.
- Sam, deixo claro que a partir de agora os lobos deverão ficar longe disso- sabia que estava sendo fria, mas era o que devia ser feito, eu era a única ali que não se machucaria com uma vampira, e não colocaria em risco a vida de mais quileutes.
- Entendo... É seu trabalho- ponderou- Mas conte conosco.
- Posso pedir uma coisa?- ele me encarou. - Não conte ao Jacob.
- Claro, e como fará isso?
- Tenho meus métodos, essa vampira causou muitos estragos aqui, isso não poderá passar em branco. - me levantei da cadeira e segui até a porta, ele me olhava ainda esperando uma despedida. - Até mais Sam, se cuide- sorri sincera e ele retribui. Sai da casa com pensamentos a mil, Victoria não tinha cara de vampira descontrolada e com sede exagerada, mas mesmo assim ela havia feito aquilo.
E o fato de Jacob ser meu imprinting me deixava inquieta, não sabia o que fazer em relação a isso, as coisas eram mais complicadas do que aparentavam ser, e todos nós sabíamos isso. Uma hora ou outra teria de voltar ao trabalho, e parecia mais cedo que tarde.
Chegando a casa dos Cullen pude ver uma certa anã correndo de um lado para o outro até sentir meu cheiro, sabia que ia ouvir reclamações para uma eternidade da parte de Alice. Mas agora não era hora de papo, e mesmo sendo quase impossível escapar da baixinha, eu deveria.
- ONDE VOCÊ ESTAVA? EU PASSEI UM DIA TODO PLANEJANDO NOSSA TARDE E VOCÊ SOME DE MANHÃ PRA VOLTAR NO DIA SEGUINTE?- seus olhos borbulhavam ira e era até estranho imaginar aquele tom de voz numa miniatura como ela. Jasper estava por trás mantendo os olhos atentos em Alice e descobri que tentava acalma-la.- - ela tentou chamar minha atenção mas eu precisava seguir para o quarto e me vestir adequadamente. Alice me seguiu até as escadas ficando mais irritada ainda pelo fato de estar sendo ignorada.
- Me diz uma coisa- parei de repente na escada fazendo-a frear os passos. Ela esperava minha pergunta então suspirei - O que vê no futuro de Victoria?- bastou isso para que Alice olhasse para Jasper com certo medo, ela entendeu de primeira o motivo de estar sendo ignorada e meu sumiço de um dia. Ou achou que entendeu.
- ... - ela parecia suplicar com os olhos, aquilo me intrigou. Ora, eu era Scarlet não uma iniciante, eu era a Justiceira! Não deveria temer minha vida por conta de uma vampira.
- O que vê?- repeti a pergunta e ela suspirou forte.
- Eu sei o que via- olhou para o nada e continuou- Ela vinha se vingar. - aquilo me deixou com uma pulga atrás da orelha, e então adentrei a mente de Alice. Em frações de segundos tudo fez sentido, Victoria estava aqui porque perdera seu companheiro, para Isabella Swan! Edward o matou por tentar beber o sangue da múmia em corpo de mulher, agora as consequências eram essas. Forks e La Push sofriam por erros cometidos pelos Cullen, e eu não os culpava, mas culpava a ela. Bella Swan, o motivo dos desastres presentes em minha família.
Victoria queria o sangue de Bella, e eu queria seu sangue. Mas que droga, será que eu não podia ter chegado após o assassinato de Isabella?
Sacudi a cabeça com meu pensamento imaturo e não merecedor de meu nome, e voltei a encarar Alice.
- Íamos te contar- ela tentou se apressar e dei as costas voltando para o quarto.
- Vocês acham que eu estou de férias? Que vim somente fazer compras e aproveitar a vida?- minha paciência estava esgotada por conta “dela”, e seria Alice que apanharia com as palavras.
- ...
- Não Alice, eu não estou!- parei já na frente da cama a olhando, ela parecia triste e isso me deu um nó na garganta. Alice era minha melhor amiga, e a única que poderia realmente ouvir todos os meus problemas, não deveria trata-la assim por causa de uma humana sem sal. Controlei minha raiva e continuei. - Vou atrás de Victoria e espero que não venham atrás de mim. Isso passou dos limites, e vocês deveriam ter feito a denúncia- mesmo não querendo magoá-la tinha de admitir que estava muito decepcionada com a atitude dos Cullen.
- Nós estávamos planejando uma cilada. - ela explicou, vi sua visão da guerra. Era isso que eles planejavam.
- Um exército de recém-criados contra vocês?- podia sentir o ácido em minhas palavras. - Acontece que esse trabalho é meu, não de vocês- peguei minha roupa que parecia estar limpa, coloquei minha calça de coro, meu coturno preto, minha jaqueta igualmente de coro e minha espada.
Alice continuava parada olhando para o chão. Passei ao seu lado e pousei a mão em seu ombro.
- Eu espero que não me odeie Alice, mas isso não pode se repetir. - odiava trata-la assim, mas era preciso, eles eram a minha família, eu não podia arriscar perde-los, ainda mais por causa de Bella.
Sai da casa dos Cullen sem mais interrupções, fui até o topo da colina e fechei meus olhos, era a hora.
Concentrei-me em sua imagem, seus cabelos tão vibrantes e vermelhos que faziam sua pele branca ser destacada. Olhos vermelhos. E então a achei.
Corria pelas árvores já sabendo que mesmo se um humano passasse ao meu lado não me veria ou sentiria minha presença. Eu sabia que Victoria estaria aqui perto, mas não tão perto como Port Angeles. Me indignava imaginar aquela pedra ruiva criando um exército de recém-nascidos, mesmo sabendo que isso era proibido. Mesmo sabendo que eu viria atrás deles.
Cheguei em um depósito antigo e não mais utilizado. Pude ver uma movimentação dentro do local e também 4 capas pretas em cima de um dos prédios. Muito estranho, vir atrás de Victoria e dar de cara com a guarda Volturi.
- Olá.- sorri ao cair perfeitamente em cima do prédio, Jane encarou o irmão com os olhos vermelhos num tom vivo e esbugalhados. Demetri e Felix mantinham os movimentos robóticos. Tinha esquecido em como os velhos Volturi, e até a sua guarda, não eram como os outros vampiros.
- Scarlet- Demetri falou num fio de voz e Jane engoliu a seco. Todos sempre souberam que Jane para mim era uma menina insuportável, sempre quis receber uma só reclamação sobre a vampira, mas ela se mantinha atrás de Aro e tentava ao máximo não cometer nenhum erro para não ter de me encontrar. E aqui estava eu, a encarando com um sorriso brincalhão. Só que eu sabia o motivo de estarem aqui, e isso não era nenhum crime. Aro havia mandado os 4 mais aptos de sua guarda da frente para que pudessem dar um ponto final nessa bobagem de exército que Victoria estava fazendo, até porque, Aro era esperto demais para deixar tal erro escapar.
- Acalmem-se vampiros, ainda não chegou a hora de vocês- vi todos ali relaxarem os ombros, se é que isso é possível.
- Creio que tenha escutado sobre a vampira.- Felix me encarou com os olhos vermelho vivos, eu sorri para ele.
¬- Não só ouvi como vi. Muitas infrações, muitos erros- dei ombros.- Espero que não cometam um erro assim- encarei Jane e Alec, os dois gêmeos pareciam se comunicar mentalmente mas eu sabia que não o faziam, até porque eu ouviria. Eles pareciam me encarar petrificados, mas Jane não admitiria o medo que tinha por mim, e por isso falou trêmula.
- Não somos tão idiotas- eu gargalhei.
- Claro que não - olhei para os vampiros distantes que não seriam capaz nem de nos rastrear aqui e voltei a atenção para os 4 parados a minha frente.
- Creio que já esteja na hora de ir, e mandem lembranças a Aro.- dizendo isso dei um olhar significativo a cada um deles. Sabia que Demetri e Felix eram de fato muito mais maduros que os gêmeos, e mediam palavras comigo. Eles assentiram como um aceno e sumiram deixando somente manchas pretas no ar.
Jane pensava em como tinha sido por pouco, e isso era engraçado.
Pulei em um caminhão chamando a atenção de muitos dos vampiros que ali estavam. Vi um deles, que parecia ser o comandante, correr até mim.
- Quem é você?- indagou. Os outros encaravam tudo com as presas a mostra. Revirei os olhos. Vi corpos humanos jogados no chão e alguns dos vampiros ainda se alimentavam ali mesmo.
- Onde está Victoria?- perguntei já sabendo a resposta. O tal Riley, pelo que pude ver, parecia com muita raiva ao ouvir quem eu procurava.
- O que você quer com ela? Ela não espera sua visita!- Ri alto e muitos dos recém-nascidos pareceram tremer na base, fiz 5 caírem inconscientes, simples assim. Eles não mereciam sofrer tanto, eu faço justiça e sabia que aqueles vampiros foram criados sem os seus consentimentos. Somente monstros sem nem mesmo saber o motivo.
- Eu não vim bater papo.- me direcionei para Riley que encarava os 5 caídos.
- Você... Venha- ele se virou para dentro do depósito e muitos me olhavam durante o caminho. Era engraçado, pois vi que Riley era totalmente apaixonado por Victoria, então por que continuar querendo sua vingança?
Victoria era uma vampira extremamente linda, tão linda que não precisou de um segundo para perceber o real motivo de Riley decidir passar a eternidade ao lado dela. Pena que não seria possível.
Ela me encarou tão assustada que podia ter um treco ali mesmo. Riley olhava tudo atento e com preocupação.
- Victoria- sussurrei, eu sabia seu dom, e ela podia sentir que eu estava ali somente por ela, atrás dela. Ela sentia perigo ao me ver, e ao sentir os poderes em minhas veias.
Ela olhou para Riley incrédula pensando em como ele fora estúpido ao ponto de me levar até ela.
- Você não pode culpa-lo- a encarei, ela se mantinha calada até o momento, Riley parecia ter um enorme ponto de interrogação em sua testa. - Você nem fez questão de avisá-los as consequências.
- Que consequências?- Riley percebeu que sua amada não falaria nada e não aguentou.
- Ah querido. Victoria está usando você- o olhei com pena- Ela não se abriu por completo. Tudo isso, é por causa do seu querido James que foi morto por um vampiro. E você- apontei para ele- Só faz parte de um plano de se vingar, só isso. E depois...- olhei para Victoria e seus pensamentos confirmaram.- Ela pretende fugir de você. Se você não morrer antes, é claro.
Riley olhava para a ruiva incrédulo, e então ela se pronunciou.
- Ela é uma bruxa, usa magia para persuadir. - sua voz era como a de um anjo, ela o olhava como se estivesse suplicando ajuda e fosse um animal indefeso.
- Bruxa? Mal te conheço e já desejo de ter sua cabeça separada de seu corpo. - ela se assustou com a ameaça e Riley grunhiu.
- Você não vai encostar nela, ela me ama. Sim, quer vingar a morte de seu ex, mas eu já sabia disso.- neguei surpresa
- Você diz que ela te ama Riley- ele se surpreendeu por saber seu nome. Me aproximei dele e Victoria se manteve como uma pedra, parecia até uma Volturi.
Riley me encarava com ódio, claro, era um recém-nascido assim como os outros e seus sentimentos um tanto quanto descontrolados.
- O que ela faria se eu fosse te matar?- olhei seus olhos ainda não tão vermelhos quanto os da amada. Ele franziu o cenho e olhou para Victoria que mais parecia uma estatua da perfeição.
Não deu tempo para que ele raciocinasse e minhas mãos já estavam presas em seu pescoço. Ele não conseguia se mover, mesmo sendo um vampiro com força.
Seus olhos ainda presos em Victoria mostravam desespero e ele buscava ajuda. Ela me olhava aterrorizada, mas qualquer um sabia que seu medo era de sua própria morte.
- Riley, você perdeu sua alma assim que ela te transformou num monstro, e deixou-se levar por uma infratora de leis. Pode não ter sido sua culpa, mas a justiça grita por seu fim. Nem Victoria, nem ninguém virão te socorrer. – tive pena de falar aquela frase, mas era necessário. – Veja enquanto morre os olhos de quem te causou isso. - ela o encarou então e ele parecia querer chorar, mas era impossível. Foi uma cena um tanto quanto dolorosa de se ver, ainda mais de se praticar. Mas num piscar de olhos o corpo de Riley não estava mais conectado a sua cabeça. Ele até lutou contra, mas não era forte o bastante.
Assim que soltei sua cabeça que estava virada para a ruiva, seu corpo começara a queimar ardentemente num fogaréu. Assim como todos os corpos vampirescos ali presentes.
Victoria esbugalhou mais os olhos e seu medo cheirava tão forte quanto o cheiro de queimado no local. Ela correu pela janela como um foguete. Acompanhei seus cabelos vermelhos no ar. Abaixei o olhar com pena de Riley por ter amado um monstro como ela.
Assim que levantei o rosto, meu corpo flutuou até o dela. Como todos sabem, vampiros são lentos, e Victoria não era uma exceção entre eles.
A alcancei em menos de um minuto e a prendi no chão. Olhando diretamente para seus olhos vermelhos.
- Espero que viva com seu querido James... No inferno- vi sua visão sair de foco e seus olhos irem para um preto de morte. Agora ela estava presa em minhas ilusões.
Victoria estava em seu inferno, ela temia os Volturi, e eram eles que a prendiam em sua mente. Enquanto ela se rebatia tentando fugir de suas garras, eles riam e a torturavam. Algo que realmente acontecia.
Victoria merecia sofrer por seus atos. Ela começou a ver uma porta no chão onde estava presa. Aro ria enquanto seus irmão seguravam a ruiva. E então eles abriam a porta, que dava direto para o inferno em chamas. Victoria tentava fugir, mas nem mesmo sua voz saia. E eles a jogaram lá, numa piscina de fogo ardente onde o fogo nunca cessava. Ela então conseguiu gritar, somente um grito após a porta ser fechada e seu corpo real a minha frente ser domado por fogo.
Um exército a menos na minha lista. Agora teria de conversar sério com os Cullen.


Cap 7- vs Bella

Scarlet

Minha espada , que era oriental, continuava presa ao suporte do cinto. Eu estava pensando em usá-la já que a muito tempo não tocava nas minhas bebês. Essa era a mais atual de todas, digo, ela foi feita há uns 200 anos atrás e ao contrário das outras, não possuía magia nas lâminas. E isso fazia com que me sentisse mais no controle.
Mas como não a usara, tive de me contentar para uma próxima luta. Às vezes era tedioso ter de usar meus poderes, eles eram práticos demais e tiravam a adrenalina do momento.
Ficar lembrando algumas guerras passadas fez com que me surpreendesse ao ver que já me encontrava na frente da casa dos Cullen. Já passava das 22h e Alice estava apreensiva no sofá com Jasper ao seu lado. Esme estava ao lado de Carlisle enquanto Rose e Emmett estavam sentados no sofá da frente. Mas o que mais me chamou atenção foi o ser com o rosto pálido e gélido parado de braços cruzados me encarando da porta.
“Edward” sussurrei em sua mente e ele pareceu borbulhar de ódio, eu sabia o motivo. Na verdade, eu sabia tudo o que estava acontecendo. Alice contou a família o que aconteceu antes da minha partida, Carlisle se preocupou com o fato de eu realmente estar chateada com a família, afinal, éramos amigos há tantos séculos que seria besteira terminar tudo por conta de um errinho, mas eles me conheciam, e conheciam minhas atitudes, por isso estavam ali na sala me esperando.
Agora Edward, ele estava pensando em outra coisa, e eu queria decapitar a infeliz que o avisou sobre isso sem o meu consentimento.
Sabia que não era hora de falar isso com ele, por isso assim que cheguei até a porta ele abriu caminho me deixando adentrar. Vi todos os olhares em mim e também pude perceber que Alice procurava algum arranhão sequer em meu corpo.
- Eu estou perfeitamente bem- sorri para minha amiga tentando ao máximo demostrar que estava arrependida pelo acontecimento de hoje cedo.
- , queria dizer que minha família pede desculpas pela falta de consideração ao não denunciarmos o caso de Victoria- assenti como compreensão para Carlisle e eles suspiraram, eu não queria imaginar que eles estivessem com medo de que eu os machucasse então me sentei ao lado de Emmett e falei.
- Eu realmente me chateei bastante com tal atitude- olhei para todos, menos para Ed, que parecia mais raivoso por eu bloquear minha mente assim que o vi parado na porta. – Mas entendo que vocês se importam com a humana e não queriam que a história circulasse. Bom... Acontece que mesmo sendo um ato muito errado, eu vos desculpo e como sabem, vos amo demais e nunca, nunquinha, colocaria um dedo contra vocês- recebi vários sorrisos e o grandalhão do meu lado me abraçou forte.- Mas eu espero que não se repita. Carlisle, você deve entender que meu dever é proteger esse segredo, e a partir do momento que um vampiro infringe as regras, ele deve ser punido.
- E você conseguiu?- Alice olhou em meus olhos um pouco receosa.
- Já viu eu não conseguir alguma vez?- e mais uma vez ouvi risadas. Quando todos já estavam mais calmos sobre o assunto, Edward me indicou com a cabeça para ir até a varanda. Dei boa noite a todos e fui atrás dele.
- Fale- me sentei na escada de madeira e ele me encarou perplexo.
- Até quando ia me esconder?- aquela pergunta pareceu bem dolorosa, e realmente era doloroso ouvir vindo dele. Eu nem mesmo me acostumei com aquela história toda de Imprinting e teria que falar sobre tudo isso com o único cara que amei em minha vida?
- Como esperava que lhe contasse? Eu descobri tudo isso ontem! E a sua querida Bella não me deu tempo nem de contar a você- ele enrugou a sobrancelha e sua voz se alterou.
- Agora a culpa é de Bella? Se fosse por você eu nunca saberia. - ele está me culpando?
- Ah claro! E por que isso te incomoda? A vida é minha, o imprinting é meu! E eu acho que você não se importa tanto assim já que botou sua família em risco pela sua lindinha- minha voz parecia cuspes de ácido, e eu sentia o quanto atingia Edward com elas.
- Que droga , você sabe que não é assim- eu não sabia, não, eu queria entender.
- Eu não sei Edward, sinceramente! Como você pode fazer tudo isso por alguém que nos tempos vagos corre para os braços quentes de um lobo? Não se perguntou como ela descobriu sobre isso?- ele reprimiu os lábios e olhou para baixo. Nossa situação estava crítica, pois os dois já estavam de pé frente a frente.
- Eles são amigos.
- Amigos- ironizei. - Você não quer realmente que eu libere meus pensamentos e você veja o que ela pensava enquanto conversava com ele.
Edward fechou fortemente os olhos, o veneno de seu corpo já borbulhava.
- Como pode ter ficado tão cego meu amigo?- senti a palavra “amigo” sair espontaneamente. Edward já devia saber que nosso relacionamento, mesmo que não tenha passado de carícias e palavras, havia terminado, e não pelo meu imprinting com Jacob, mas sim pelo envolvimento dele com Bella. Porque ao contrário de mim, ele teve escolha.
- Ela me ama , e eu demorei meses para acreditar nisso. Ela me aceita pelo que sou. - ver aquela cena fez meu coração se acelerar de raiva. Eu já tinha visto isso antes, ele se apaixonou por um monstro, e ela o usava livremente.
- Escute suas palavras! Você é um vampiro, e ela uma humana Edward- minha voz tinha passado o tom para pena, e ele percebia isso. Ele não me olhava mais nos olhos, então vi que sua guerra não era mais contra as minhas palavras, e sim as dele. Ele lutava contra ele mesmo para aceitar o fato de Bella o amar.
- E você acha que só por ser um monstro eu não posso amar?- sim, o estado de Edward estava deplorável, seu rosto estava repleto de dor. Me aproximei dele pousando minhas mãos em seu rosto e falando em sua mente.
“Você não é um monstro, é a criatura mais pura, linda e compreensiva do Mundo. ” Ele me encarou com aqueles olhos cor de mel e me respondeu.
- Então qual é o problema?
- Eu não sei...- pela primeira vez abaixei o olhar.- Mas eu não consigo me acostumar com isso.- Edward estava pensativo demais, então dei um tempo para ele.
- Nós não sabíamos que isso aconteceria, eu também não queria que, bom...
- Você é meu melhor amigo- murmurei- E eu não quero te ver magoado ao mesmo tempo em que não quero te ver com ela. - fechei fortemente os olhos e ele levantou meu queixo com seus dedos gelados.
- Acho que estamos num impasse. - seu hálito bateu em meu rosto e eu suspirei.
- É- foi tudo que pude falar. Ele abriu um sorriso acolhedor e me abraçou.
- Eu posso não gostar tanto de Jacob assim... Mas eu sinto que ele te faz feliz, e se o destino colocou vocês dois juntos, quero dizer, eu não poderia impedir um imprinting mesmo se quisesse- deu uma risada baixa.- Desejo que vocês fiquem bem.
Era por isso que eu o amava. Edward conseguia entender meus problemas e ouvir meus pensamentos.
- Então... Eu também espero que você e Isabella fiquem bem- confessei, nunca gostaria de ver Edward sofrendo, e se aquela humana o fazia feliz, eu não poderia me meter.
Após o “nosso” momento, decidi relaxar. Tomei um banho gelado tentando tirar de mim as mágoas da vampira maligna de cabelos de fogo, o que me fez lembrar de Edward e Bella. Eu sentia que algo muito ruim estava pra acontecer com essa garota.
Assim que acabei o banho, vesti uma roupa que encontrei em cima da cama (Alice não se cansava), e então percebi que não estava cansada. Mesmo sendo noite, decidi sair.
Desci pelas escadas agora reparando todos sentados fazendo algo. Carlisle me olhou cauteloso e me chamou até a cozinha, eu o segui.
- Te conheço há muito tempo para saber que algo está errado.- e murmurou me jogando uma maça que peguei no ar.
- Não há nada de errado. – mordi a fruta saboreando seu suco, ele continuou me encarando como se só fosse sair dali após contar a verdade. Suspirei bem fortemente e revirei os olhos.
- O problema é que eu não gosto de Bella- falei entre os dentes. Ouvi uma risada baixa de Rose da sala e continuei- Eu sinto algo muito errado nessa garota, e ver Edward com ela só piora tudo. - apertei o punho e sem perceber esmaguei a maça em pedaços. Minha mão estava cheia do suco da fruta e eu resmunguei por isso.
- Tome- ele me deu um guardanapo e agradeci- Sei que é difícil pra você, vocês sempre tiveram uma conexão, mas você não irá perde-lo.
- Não Carlisle... - eu ia protestar, mas a minha frente quem estava era Carlisle Cullen, um ser no qual era impossível protestar, ele teria todas as respostas. Então dei ombros- Você está certo Carl, ele é meu melhor amigo há mais de 100 anos, não poderia acabar agora- ele sorriu vitorioso e eu organizei a roupa.
- Vai sair?- perguntou meu amigo curioso. Pisquei pra ele e ele riu.- Toma - jogou-me uma chave de carro e falou:
- Espero que não volte tarde mocinha. - rimos de sua “piada” e o abracei.
- Onde pensa que vai?- Alice me parou no batente da porta.
- Dar uma volta Alice, não consigo ficar parada.
- Mas assim não - ela choramingou- Eu vou com você- empinou o nariz e me puxou para fora de casa. Ouvi passos de salto atrás da gente e sorri com isso.
- Sinto cheiro de caramelo- ri, Rose segurou meu outro braço e resmungou.
- Que seja uma noite interessante.
Entramos no Pajero preto que Alice disse ser um dos carros de Carl, e pisei no acelerador.
- Não acredito nisso. - Rosalie revirou os olhos do banco de trás. Procurei o que ela encarava e dei de cara para 4 garotos do tamanho de um armário. Um deles era Seth, os outros eu não conhecia, mas com certeza conhecia a garota que estava no meio deles. E era Isabella Swan. Ela viu o carro grande e já procurou por ‘ele’. Alice acenou e eu continuei a encarando mortalmente.
Eu desejava sim o bem de Edward, mas isso não faria com que eu gostasse dela. Não!
- Vamos logo embora, não aguento esse fedor de cachorro- Rose bateu de leve em meu ombro e lancei um sorriso para Seth e ele acenou animado. Bella o encarou pensando de onde nos conhecíamos.
- Você não gosta dela. - Alice franziu o cenho.
- Corrigindo, eu não suporto ela. - sorri e Rose fez um high five.
A noite com as meninas tinha sido muito animada. Alice nos levou a um pub no centro de Port Angeles (já que Forks não tinha muita coisa), Rose parecia uma humana novamente. Os homens davam cantadas baratas para as três e riamos com tal atitude, até um cara tentar puxar Alice para o banheiro com certeza pensando que sua força era igualável a sua altura, ela não aguentou e simplesmente quase esmagou o pobre homem na parede. O idiota não morreu porque nós duas vimos tudo e o ajudamos.
Dançamos como loucas e decidimos ir embora assim que deu 05h00min.
- Por que uma de vocês não dirige?- Me espreguicei assim que saímos da boate. Muitos homens do lado de fora nos encaravam. As duas vampiras riram me encarando.
- Esqueci que você dorme que nem um urso.- Rose me empurrou pro banco de trás, mas eu estava cansada demais pra reclamar.
Não consegui dormir, só encostei a cabeça na janela do carro e vaguei em pensamentos.
Chegamos à casa dos Cullen, de novo, sem que eu percebesse. Emmett saiu com uma cara emburrada da casa seguido de Jasper.
- IIHH!- abri a porta do carro. - Essa é minha deixa.- eu sabia o que ia rolar, Em estava furioso por Rose ter o deixado, e se eles soubessem que fomos a uma balada, as vampirinhas iriam ouvir demais.
Entrei na casa ainda ouvindo as “briguinhas” dos dois casais e ri com a situação. Acho que aquela noite realmente tinha me alegrado, e eu perdi totalmente o sono. Olhei no relógio e vi que já eram 6h30min. Fui pro quarto rápido e tomei um banho refrescante.
Após me vestir com o mesmo short e uma outra camiseta, desci depressa para o primeiro andar. Os vampiros agora estavam em seus quartos e percebi que era a melhor hora de se sair. Fui até a floresta atrás daquela mente calma e doce.
Me vi parada na frente da casa aconchegante de Sam e sorri, mas havia algo errado. No mesmo tempo que dei meu primeiro passo até a casa, avistei uma caminhonete vermelha parando.
Nossos olhares se cruzaram, ela mordeu o lábio inferior e praguejou mentalmente. Era incrível a capacidade que essa garota tinha de levar um fora e continuar correndo atrás. Mas aquele era o meu lobo, e ela estava com o meu vampiro.
- Isabella- ironizei com seu nome assim que cheguei perto o suficiente.
- - ela murmurou. Assim que Bella olhou em meus olhos pude ouvir claramente as palavras “Não vai demorar muito até Aro me transformar”. MAS O QUE?
Ela com certeza percebeu algo errado, porque seus olhos se esbugalharam e ela deu um passo para trás.
- Swan- suspirei forte- Você. Não. Vai. Chegar. Perto. De. Aro. – falei pausadamente tentando conter meu ódio.
- Isso...- ela olhou pra baixo e enfim me encarou- É problema meu!
- Acontece Bella- cheguei mais perto dela e a mesma recuou mais um pouco- Que a partir do momento que o veneno passar por sua veia, nem mesmo Edward OU Aro poderão impedir que eu arranque sua cabeça- Eu sabia as consequências daquela ameaça, mas sabia também que Ed não fazia ideia do plano maluco de sua namorada idiota.
Ela estava aterrorizada, mas eu senti dentro dela um fúria. Bella queria me enfrentar.
- , a vida é minha, e creio que não saiba a força de um recém nascido.- ela me olhava com ódio e apertava o punho. Foi então que gargalhei, sério, eu simplesmente caí na gargalhada.
- Por favor, Swan, não conte muitas piadas, não combina com você- ela parecia mais perdida que cega em tiroteio. Então continuei. – Eu sei que você pode ser mais inteligente que isso. Pensa no que uma justiceira faz, vai... – ela procurou em sua memória o que Ed havia lhe contado sobre mim, e então sua cor branca passou-se para um tom verde e ela prendeu o ar. – Sim, eu MATO vampiros, eu acabo com todos eles.
- Mas isso não faz sentido- murmurou.
- Nem mesmo os Volturi conseguiriam contra mim- meu olhar estava amargo novamente.- Mas não é isso que vim fazer- olhei pra casa de Sam e pra ela de novo.- Se você se transformar numa vampira, você fará com que tudo que Edward um dia achou verdadeiro sobre você, sumir. Ele vai ver que tudo que você queria era a imortalidade.
- Não é verdade!- ela avançou então ergui a sobrancelha.- Eu amo Edward, e sempre amarei.
- Palavras muito fortes pra quem está atrás de outro. - ela grunhiu. – Eu amo Edward como um irmão, e Bella você infelizmente faz bem a ele. Só que a partir do momento que você fizer mal a ele... Você- bufei- Eu só realmente espero que não cometa essa idiotice criança tola.- cuspi as palavras. Eu me sentia esnobe ao falar com aquela garota, todas as minhas regras sumiam e eu só conseguia sentir ódio. Por isso me virei de costas pra ela e bati na porta de Sam. Não queria nem saber se ela ia entrar ou não. Mas onde já se viu humana tão idiota a ponto de entregar sua alma a escuridão para viver como um monstro?
- - Emily sorriu meiga e eu a abracei, era bom sentir a felicidade de alguém com um abraço. As lembranças de Emily me faziam me sentir em casa e ao mesmo tempo me faziam querer deixa-la muito feliz.
- Ele está bem?- perguntei um pouco tímida, o que era com certeza o contrário do que sentia a minutos atrás.
- Ah, ele está MUITO bem, não consegui segurá-lo na cama- ela riu. – Ele quer te ver.
- Espera, ele levantou?- esbugalhei os olhos.
- Eu falei, eles se curam muito rápido!
- E onde ele está agora?- Emily olhou por cima do meu ombro e fez uma careta engraçada. Não precisava me virar para saber o que ela olhava, não, eu senti, eu ouvi.
Jacob estava parado e sem blusa encarando Isabella, do lado de fora.
- Ele estava na oficina, deve ter sentido você aqui.- “ou ela”, foi que Emily pensou. Senti uma dor no peito e continuei encarando aquilo da porta. Não sei o que sentia no peito, mas não deixei essa dor interromper minha concentração de ouvir aquela conversa.
- Você realmente pensa em se transformar numa sanguessuga? – sua voz grossa me deu arrepios e ele a encarava como se fosse algo nojento.
- Eu ia te contar- ela murmurou – Eu preciso Jacob, você sabe que eu preciso, me desculpe.
- PRECISA? COMO SE PRECISA ALGO ASSIM BELLA? COMO VOCÊ PODE FAZER ISSO?- ele estava tendo tremores no corpo, eu sabia o que estava por vir, me preparei rapidamente para tirá-lo dali. Bella deixou a primeira lágrima cair em sua bochecha e tocou em seu ombro.
- Eu pensei que você seria o único que me entenderia, eu não posso ficar sem sua amizade Jake, por favor- ela começou a chorar mais e ele fechou fortemente os olhos.
- Edward sabe dessa sua ideia maluca?
- NÃO!- ela quase berrou, ele riu ironicamente
- Você é incrível... Não Bella, a partir do momento que você for mordida, não PENSE em pisar em La Push de novo.
- Jacob você não pode fazer isso!- ela chorou mais- Eu já tomei a minha decisão.
- ENTÃO O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?- os tremores ficaram mais fortes e ela deu um passo pra trás. Jake estava tão irado que não percebera minha presença. Eu sabia o que aconteceria se ele se transformasse ali. Emily sabia, e eu a olhei na hora.
Eu podia odiar Bella, mas ao sentir o pânico de Emily, corri como o vento e antes que o primeiro pelo estourasse no corpo do lobo, o arrastei para dentro da mata. Isso foi tão rápido que mesmo Jake demorou um segundo pra raciocinar, ele agora era um animal imenso e peludo.
Eu estava agarrada nele impedindo qualquer movimento que fosse, afundei meu rosto naqueles pelos e falei.
- Por favor, acalme-se- ele ainda imóvel tentando raciocinar o que acontecera, relaxou os músculos e senti um gemido de arrependimento. O soltei devagar e encarei aqueles olhos negros e profundos.
” foi tudo que ele disse.
“Está tudo bem, ela ficou bem” respondi aqueles pensamentos que agora afloraram em sua mente.
“Eu... Não consegui me segurar” ele me olhava nos olhos e agora sua voz parecia calma
“Eu to aqui Jake, não vou deixar que nada aconteça a ela. Eu sei que você zela pela proteção dela” admiti, ele olhou para além da mata e encostou o focinho no meu pescoço.
“Obrigado por estar aqui, na hora certa” não consegui me conter e o abracei forte como se precisasse desse abraço mesmo que ele estivesse em sua forma de lobo.
Jake respirou fundo e decidiu falar novamente.
”Está tudo bem? Sam me contou que estava um pouco cansada ontem” ele passou o focinho em mim e eu acabei rindo com cóssegas. Fiquei contente por saber que Sam realmente mantivera sua parte do acordo.
- Eu estou bem, mas eu também durmo, não é?- ri. Ele pareceu acompanhar minha risada com algo mais parecido com um engasgamento. Pediu que eu esperasse que ele se trocasse. Não sabia se deveria dizer que já havíamos passado desse nível quando ele desmaiou, então fiquei quieta apenas esperando que ele voltasse com aquele abdômen definido e nu a minha frente.
Ele me deu um abraço forte e senti todos os pelos do meu corpo se enrijecerem com o contato. Jacob parecia tão acostumado com aquilo tudo que chegava a ser duvidoso que nos conhecêssemos há apenas 2 dias.
Saimos da floresta ainda abraçados, e por mim não nos soltaríamos muito cedo. A caminhonete não estava mais ali e senti Jake aliviado por isso.
- Ai, graças a Deus - Emily correu até mim e apertou meu rosto procurando por algum arranhão.
- Emily- falei ainda com suas mãos apertando minhas bochechas e produzindo uma vo engraçada. – Eu não sou humana, lembra?- ela suspirou aliviada e deu um tapa no peitoral de Jacob.
- NUNCA MAIS faça isso, tá me entendendo?- Sério, eu tive até um pouco de vergonha pelo Jake, o olhar de Emily era intimidador.
Ele passou a mão nos cabelos, como de costume e me apertou seu corpo com a outra mão.
- Me desculpe, eu só não consegui controlar- Ela murmurou um “aham” e enfim entrou na casa,
- , isso não tá certo.
- Claro que não. Bella tem titica na cabeça – bufei.
- O que você disse sobre o vampiro... Você o ama?- Jacob olhou em meus olhos e eu não soube o que responder.

Cap 8- Resgate da "Bella" adormecida.


Jake me olhava como se precisasse dessa resposta agora, eu puxei muito, mas muito mesmo, ar pelos pulmões até formar a frase correta em minha cabeça.
- Ele é como um irmão – finalmente falei, o lobo olhou pra floresta, pra oficina, pra casa de Sam, até olhar para mim novamente.
- Irmão... Irmãos não fazem... Tudo isso.
- Tenho certeza que se você vivesse mais de duzentos anos com alguém e ainda compartilhasse sua mente com ela, você faria. – ele fez uma careta e bufou.
- Eu não gosto de Edward- admitiu
- Eu não gosto de Bella- seus ombros se enrijeceram e seus olhos pareciam fogo.
- Mas ela é uma humana.
- Aquilo? Você viu com seus próprios olhos o que ela quer fazer, você ouviu
- E você acha que ela realmente vai fazer isso? – raiva? Não, aquilo era dor, nosso assunto não mais era sobre Edward e sim sobre aquela menina.
- Eu não deixarei Jacob- tentei aconchega-lo com um sorriso mínimo e ele pareceu mais calmo.
- É bom ter você- riu engraçado enquanto me abraçava.
- Pena que não posso dizer o mesmo- gargalhei com a cara que ele fez, claro que eu amava ter Jacob por perto. Não era como se eu precisasse de outra coisa quando estava com ele.
- Vem, vamos comer algo- ele praticamente me carregou por estar me apertando em sua cintura.
- Você realmente está me convidando pra comer numa casa que nem é sua?- rimos até a casa e Emily já estava fazendo algo na cozinha.
- Pensei que tinham ido pra outro lugar- murmurou.
- Oh, assim Sam vai achar que você gosta mais de mim- Black se gabava enquanto Emily tacava um pão na cara dele.
- Como se você fosse alguma coisa- riu.
- Chega desse momento fofo- interrompi me sentando na mesa. – Jake me ofereceu comida. - Emily riu e negou com a cabeça.
- Vocês são todos iguais. - com isso, tirou biscoitos fresquinhos do forno e colocou na mesa. Hora do lanche!

Alice Cullen
Tudo estava bem, pelo menos aparentava estar, até minha visão se embaçar e eu sentir somente os braços fortes de Jasper me segurarem. Não precisava de caderno, não, ela estava nítida.

”- Isabella – Aro se mexia contente em sua cadeira, os outros dois Volturi examinavam tudo com certa frieza.
- Aro – sua voz foi fraca, ele olhou para a menina, ainda extasiado, ela então ajeitou a jaqueta e falou em um fio de voz- Eu vim para fazer um pedido.
- Pedido?- Caius riu. Bella então mordiscou os lábios.
- Eu quero que vocês me transformem. – Marcus pareceu tão surpreso quanto Caius, mas o mais afetado fora, sem dúvida alguma, Aro. Ele se moveu como uma gazela pulante até Bella. Seus cabelos formaram ondas no ar, e bem perto do ouvido de Bella ele perguntou.
- E por que Edward não o fez para você?- respirar, Bella não conseguia fazer isso.
- Ele... Ele não... – ela ia inventar algo, estava na cara, e Aro gargalhou.
- Ele não sabe!- colocou as mãos para o ar ainda rindo. – Oh Bella, realmente, eu quero muito ter seu dom em minha guarda, ele com certeza ficara muito ampliado com sua forma de vampira. Você simplesmente nasceu pra isso. - Ela sorriu um sorriso quase que não visível. – Mas... O que fez você querer... A transformação?
- Alguém não pode querer se transformar sem motivos?
- Ah sim querida, mas você não é esse alguém.
- Eu quero passar a eternidade com Edward, eu o amo. Ninguém poderá ficar no nosso caminho – ela sussurrou a ultima parte, mas Aro ouviu.
- E quem seria esse alguém?- ele passou o polegar contornando o rosto branco de Bella.
- Scarlet.”


- Alice?- Jasper perguntou assim que meus olhos voltaram ao normal.
- Jasper – ofeguei – Eu preciso falar com Edward agora!
- O que houve?- Rose apareceu na sala com uma cara preocupada e Emmett veio atrás dela.
- Bella... Ela... Ela vai até os Volturi.- todos pareciam chocados e Rose se pronunciou.
- O que essa idiota vai fazer lá?- não consegui olhá-la, mas falei.
- Ela quer se transformar.
- E ELA FOI AOS VOLTURI?- Emmett se alterou grunhindo.
- Onde está Edward?- perguntei agoniada
- Ele está com Bella, eu acho. – Jasper murmurou.
- Não, ele está aqui- Edward estava ao pé da escada com uma cara não muito feliz, na verdade NADA feliz, e ele tinha razão.

Bella Swan
Idiota, idiota, idiota. Como aquela garota podia falar comigo daquele jeito e ainda por cima Jacob não entender nada do que eu falava? Ele só sabe ter esse ódio idiota por vampiros. Pois se fosse pra me odiar se eu me transformasse em uma vampira, assim seria.
Eu já tinha comprado minha passagem para a Itália, ontem mesmo quando Edward falou que havia matado Victoria. Eu havia guardado esse dinheiro de mesada e felizmente consegui uma passagem econômica que conseguia pagar.
Era tudo ou nada, eu não aceitaria as ameaças de e Jake como impedimento, eles não podiam decidir minha vida por mim.
Peguei minha mochila da caminhonete assim que estacionei na frente do aeroporto de Port Angeles. Esperava que meu pai não ligasse para Edward ao ver a carta que deixei em cima da mesa. Eu não queria que Edward soubesse disso enquanto eu não estivesse no avião pelo menos.
Meu plano era nada mais nada menos que pedir a Aro que me transformasse, e eu iria até o fim por isso.
falou que acabaria com os Volturi, mas eu não nasci ontem, eles eram a realeza, tão poderosos quanto aquela “justiceira”, assim esperava.
Entrei na sala de embarque um pouco nervosa, afinal, nunca fui até os Volturi sem Edward.
Eu temia que Alice visse algo, mas se fosse pra ver, que não seja agora. Ouvi o chamado para meu voo e me senti mais forte para isso.
Ajeitei-me na poltrona e bufei, agora era esperar horas até descer. Assim que o avião decolou, cai num sono profundo.
- Srtª- a aeromoça me chamou, acordei assustada, tinha sonhado com , peguei minha mochila e sai do avião, agora era a parte mais difícil, chegar a Volterra. Olhei para tudo em volta e acabei me lembrando que o lugar era muito frequentado por turistas, qualquer um ali saberia como chegar lá!
- Com licença – bati no vidro de uma das atendentes onde indicava “Can I Help You?”.
- Sim? – ela disse com um sotaque carregado e um olhar um tanto quanto superior.
- Poderia me ajudar? Eu preciso ir até Volterra. – ela me examinou de cima a baixo e eu corei, pegou um panfleto e entregou para mim.
- Essa excursão leva pessoas de fora até lá, a próxima van sai as 14h – olhei o relógio grande do aeroporto que indicava 13h 30min, ela me mostrou onde comprar a passagem e agradeci.
Encontrei rápido o grupo para a próxima ida. Todos ali estavam felizes por estarem na Itália, queria eu estar tão feliz assim.
A van saiu não muito depois que eu chegasse, me acomodei no ultimo banco na janela. Vendo toda aquela beleza até a cidade, lembrei-me de como conheci Edward, quando ele me olhou nos olhos no refeitório, quando me evitou nas primeiras semanas, quando me salvou do acidente da caminhonete, ou até mesmo os pequenos detalhes, como quando ele sorriu por uma besteira qualquer que falei, ou o jeito que ele me pegou no colo quando eu adormeci em seus braços... Tudo aquilo, todos aqueles momentos, eles eram tudo para mim, Edward era tudo para mim e era por ele que eu estava aqui indo até os Volturi.

Edward Cullen
Eu não consegui acreditar de primeira o que Bella estava fazendo, mas a visão de Alice era clara. Bella havia me dito que sairia com as amigas para assistir um filme pois as mesmas acusavam-na de ter deixado de viver desde que começamos a namorar. Era tão fácil assim para Isabella mentir para mim? Só o fato de sua mente ser um mistério para mim já era difícil. Mas ela por inteiro?
- Edward!- Alice esbravejou. – Vá atrás dela! – fiquei uns segundos parado na escada, refletindo o que fazer.
- Garota estúpida. – Rose murmurou, eu não me importava com o que ela pensava de Bella, mas ela estava certa, que estupidez era essa que Bella estava fazendo?
Sai de casa como uma rajada de vento, sendo o mais veloz corri até a floresta. Eu não iria de avião.
- EDWARD!- ouvi um grito atrás de mim, era , mas eu não pararia. Ela ao perceber isso me acompanhou, apareceu do meu lado mais rápido que eu poderia raciocinar.
”O que está acontecendo?” mandei a ela toda a visão de Alice, e por incrível que pareça, parou. Simplesmente parou de correr. Indignado com sua atitude, parei também.
- O que?
- Ela veio de manhã, me desafiou e disse que estava destemida.
- E POR QUE VOCÊ NÃO DISSE ISSO PARA MIM?- se assustou com minha atitude. Ela dei um passo para trás um pouco confusa.
- Porque ela é uma humana Edward! Eu não sabia que a idiota ia mesmo fazer isso!
- E agora ela vai, ela foi atrás deles! ELA VAI MORRER!
- NÃO!- foi sua vez de avançar com raiva- Ela não vai morrer, ela vai se matar!
- Você...- não sabia o que falar para agora. – Não vai ajudar?
- Me desculpe Ed.- ela abaixou o olhar, mas que diabos? – Eu não posso, já dei meu aviso, se Bella se transformar, você sabe.
- VOCÊ PRENTENDE MATÁ-LA?- a olhei incrédulo.
- Você sabe como são as coisas. – ela olhou para mim de novo. – Ela tem uma chance, se ela estragar... Isabella é uma idiota- murmurou.
- ... Por favor... – talvez fosse a primeira vez que eu pedisse algo a de mente e alma, ela sabia disso.
- Droga...
- O que?
- Jacob me seguiu...- murmurou novamente, após alguns segundos um lobo apareceu em meu radar vampírico e depois ao lado de .
Ela o olhava, eles estavam conversando, mas me bloqueou.
- Mas que merda!- falou com raiva.- Odeio prometer coisas. – eu estava por fora de tudo ali, e continuou.
- Prometi que cuidaria dela- cuspiu as palavras. – Mas até ela ser humana, e você sabe muito bem- me encarou fria. – Que a decisão é tomada por ela. – assenti um pouco chocado, Jacob a fizera mudar de ideia, deveria agradece-lo mais tarde, ou não.
“Vamos” Jacob disse alto em sua mente, o que ele planejava?
- Não pensava que iria sozinho, pensava?- riu. – Vamos patetas – e começou a rir. Jacob nos acompanhava às vezes, mas mesmo assim éramos mais rápidos, ou devo dizer, era. O lobo pensava muitas coisas de Bella que me deixava intrigado, e mais ainda a . Quando a mesma percebia que estava em sua mente, ela simplesmente a trancava, e eu não gostava dessa distancia que estava tendo de mim.
Não consegui distinguir o tempo em qual chegamos perto de Volterra, mas Jacob não poderia entrar como lobo. Ainda achava MUITO errado que ele fosse conosco, Aro veria uma espécie que nunca viu em sua vida, e eu sentia que isso não seria bom.
- Vamos logo- aprecei o mesmo enquanto ele saia da floresta já vestido. Ele me encarou mal humorado e me xingou mentalmente, ignorei aquilo. Entramos em Volterra e continuava calada. Ela andava ao lado de Jacob, era estranhos os ver juntos, era algo como... Nojento.
- Eles conseguem viver aqui?- Jacob perguntou baixo a , ela olhou para ele e sorriu, senti uma pontada de ciúmes, mas tentei esquecer.
- Vampiros velhos têm mais controle, mas eles ainda se alimentam de turistas – vi o lobo ficar sério, pegou sua mão e continuamos o caminho até o grande prédio tão conhecido por nós dois. Jacob olhava tudo em sua volta, dois guardas apareceram assim que entramos.
- Que cheiro é esse?- um deles perguntou, Jacob rugiu. Encarei mandando mentalmente que ela fizesse seu animal ficar quieto. Ela quase me matou com um olhar.
- O que querem?- um deles perguntou com o queixo erguido, seus olhos vermelhos refletiam naquela escuridão do grande corredor.
- Viemos ver Aro- se colocou em nossa frente, Jacob, assim como eu, ficou em guarda.
- E você é...?- o outro continuou a encarando.
- Scarlet – ela sorriu de uma maneira não muito agradável, eu teria medo dela se não a conhecesse há tantos anos.
- S-s-im, podem entrar- eles abriram espaço para o elevador dourado. Jacob riu baixo.
- Não sabia que você tinha todo esse poder- comentou.
- Minha beleza, é claro- ela riu já apertando o andar no subsolo.
Era bom ver feliz, ela parecia bem espontânea com Jacob. Sentir seu cheiro num elevador era desagradável, riu de mim e eu continuei sério, o assunto aqui era Bella.
- Olá?- Assim que saímos a secretária se levantou de sua mesa, ela olhou para mim e fez reverencia, humana boba.
- O que foi isso?- Jacob perguntou baixo- Ela é humana.
- Ela quer ser transformada... – murmurei, doía saber que na verdade tudo que ela teria era uma morte rápida.
Jacob ainda a encarou com certa raiva e voltou a andar, entramos no corredor para a grande porta do salão dos Volturi.
na frente, abriu a grande porta e nesse mesmo instante ouvi palmas alegres. Aro.
- Olha, temos visitas. – ele riu, no grande circulo do chão, estava Aro e Bella, os outros dois estavam sentados apenas observando. – , querida... Quem é esse?- ele apontou para Jacob, em seguida tapou o nariz.
- Mas o que é isso?- Caius reclamou.
- Que foi? Vocês que fedem sanguessugas! – Jacob rugiu, Aro ia se aproximar dele, mas pegou seu braço e o prendeu.
- Nem pense em chegar perto dele- ela sussurrou em seu ouvido. Vi um sorriso surgindo no rosto de Aro, seus pensamentos eram claros, ele sabia que Jacob era algo mais que especial para , um ponto fraco.
percebeu o mesmo que eu e empurrou Aro para longe.
- Viemos aqui pegar Isabella- ela olhou para Bella que estava vendo tudo muito assustada. Fui para seu lado sem falar nenhuma palavra, eu estava realmente desapontado. Bella sabia o quanto eu a amava e zelava por sua vida, por que mais iria querer fazer isso se não fosse para me ver acabado?
- Ah, mas ela parecia bem interessada em fazer o que veio fazer- Aro riu. Jacob olhou para Bella com raiva.
- Eu devo deixar bem claro Aro, que não ultrapasse os limites ou algo não dará muito certo aqui.
- Está ameaçando a nós?- Caius levantou de seu trono com suas sobrancelhas juntas. virou a cabeça para ele, Aro negou um pouco chateado. Caius tinha uns 300 pensamentos em como estrangular , a mesma deu alguns passos até ele. Caius parecia bem raivoso, ele se aproximou de e perguntou de novo. – Está ameaçando a nós?- ela pareceu confusa, olhou para Aro como se pedisse explicação.
- Está me desafiando, Caius?- colocou os olhos nos dele. Toda coragem que antes estava em seu rosto, havia sumido.
- Este lugar é nosso- ele mudou de assunto indo para perto de Aro. – Você não deveria estar aqui, afinal, ninguém transformaria essa humana- falou desgostoso de Bella, ela abriu a boca chocada.
- Scarlet – Marcus se pronunciou pela primeira vez – Devo lembra-la que a transformação de modo algum é algo a ser castigado.
- E eu devo lembra-lo, que você não conhece as regras. – ela parecia furiosa, eu sabia por que. odiava todos os Volturi, nenhum, sem exceção.
Marcus se calou novamente e se virou para Aro.
- Acho que é isso. - sorriu falsamente- Já que Bella é tão misteriosa para você, querido Aro, acho que está na hora de leva-la de volta.
- Oh, sim... Mas que tal perguntarmos o que ela acha?- fiquei rígido, assim como , ela me mandou ficar calmo, mas era difícil, Aro estava jogando de novo, e na verdade eu não sabia o que esperar de Bella.
- Eu... O que vieram fazer aqui?- ela perguntou erguendo a voz. riu e se juntou a Jacob, franzi o cenho a encarando incrédulo.
- No que você está pensando?- foi tudo que me atrevi a perguntar.
- Eu vim por conta própria, não sairei daqui sem o que vim buscar.- Aro gargalhou.
- Viu só? Ela quer ficar!- o olhei mortalmente, mas ele não tinha medo de mim.
sabia que nada poderia fazer se Bella quisesse ser transformada, ela não poderia tira-la dali a força, mas eu poderia.
- Não Bella, você não vai ficar!- esbravejei.
- O que?- ela me olhou com medo. – Você não vê Edward? Tudo isso é por você, como acha que me sinto quando você fala de todas as noites? Quando você me compara a ela ou quando você diz quão amigos vocês são?- Então era isso? Bella estava com ciúmes? De todas as coisas que esperei de Bella, essa não era uma delas.
- Uh- Aro vibrou.
- Eu não acredito que você está duvidando que eu te amo.- disse chocado.
- Não é isso...
- Então o que é? Você acha que sendo imortal eu iria te amar? Eu já te amo Bella, ou amava – olhei para baixo decepcionado. – Eu nunca esperei isso de você.
Ela olhou para aterrorizada, não sabia o que pensava.
mandou a ela alguma mensagem e ela pareceu pensar. Olhou para Jacob, para mim, para Aro, Caius e Marcus.
- Me desculpe – sussurrou – Eu não queria te fazer mal Edward, de verdade, mas ela é imortal, você é imortal... Eu quero ser imortal- murmurou. O que? Ela tinha decidido isso? Eu não conseguia encaixar as peças, pedi ajuda a , mas ela disse que tentou.
Jacob parecia tão incrédulo quanto eu.
- É... Mas se vocês transformarem-na eu os mato- ele falou quase inaudível.
- Não fale isso Jake- ela implorou. – Eu tomei a decisão, já te falei isso.
- Mas...- ele pensou mais um pouco, ele não poderia mata-los, eles eram mais fortes.
- Bom... Temos um acordo – Aro sorriu vitorioso. – Deseja fazer isso aqui querida?
- Bella, não faça isso. – ela caminhou até Aro.
- Aqui não. – falou quase sem forças, eu não sabia mais o que fazer. apareceu do meu lado e me abraçou, ela sabia o que eu sentia, mas não poderia fazer nada. Eu conhecia as regras, não poderia matar os Volturi sem motivos, transformação voluntária não era um dos motivos.
- Por que não fazem nada?- Jake bufou tremendo ao nosso lado.
- Jake, eu não posso, eu só faço justiça. Lembra do livro de regras?- ele assentiu – Eu não posso mata-los, porque Bella pediu isso.
- Mas que coisa estúpida. – ele berrou. Jacob ia se transformar. Caius e Marcus se alarmaram
- O que ele é?- gritou Caius. apavorada agarrou Jake, ela o abraçou forte e vi seus tremores pararem. Ele estava em pânico. Bella havia sumido, eu deixei isso acontecer mesmo? Como pude ter sido tão fraco?
- Tire-o daqui- Caius mandou, o olhou com raiva, mexeu com a cabeça e Caius havia sido arremessado no ar batendo as costas no chão.
- Cale a boca- ela murmurou tirando Jake dali, eu não sairia, não depois de Bella.
Cada minuto naquela sala me fazia mais acabado, sem poder fazer nada, decepcionado e ainda sim esperando que ela saísse de lá feliz, e viva. Mas então eu ouvi um grito. Caius riu e eu corri até a porta até agora fechada, ao entrar encontrei Bella caída em uma cama, ela sangrava enquanto fechava os olhos. Então estava feito, o veneno fluía em seu corpo, e a transformação estava começando. Agora eu não sabia mais o que fazer.

Cap 9- Bitch descontrolada

Scarlet

Por mais que Jacob estivesse ali comigo, eu sentia tremores sinistros no meu corpo, os pensamentos de Edward eram tão altos que eu não sabia como lhe dar com eles.
Eu pensei em vários planos, milhões de desculpas para inventar para Bella como: “Você não vai aguentar, eles vão te matar”, mas nada foi o suficiente. Agora ela estava lá naquele quarto sendo transformada. E meus dois homens pareciam destroçados por completo.
Jake continuava em silêncio desde que saímos do salão dos tronos e Edward infelizmente achara Bella. Eu vi em seus olhos quando ele a encontrou na cama. Aro sorridente ao seu lado enquanto ela se contorcia de dor e gritava estridentemente. Ainda não conseguia entender o porquê daquilo, por que magoar a pessoa que tanto ama? O que Isabella Swan tinha na cabeça?
Jacob, que até então estava encarando o lado de fora por uma janela, se virou para mim e mordeu os lábios. Em um momento qualquer, isso seria um ato extremamente sexy, mas agora era somente um ato triste para evitar que suas lágrimas caíssem, suas lágrimas para Swan.
- Hey. – o abracei. Não sei se ele realmente queria isso, mas eu sentia que devia. Depois de 4 séculos, eu estava perdidamente apaixonada, amando, louca. Eu não conseguia vê-lo naquele estado, não era certo.
- Me desculpa – ele murmurou.
- Desculpar? O que você está dizendo Jake?- saí de seus braços somente para o olhar nos olhos.
- Eu... Perdi o controle, podia ter feito uma besteira. – ouvindo aquilo, o meu Jake rebelde falando aquelas palavras, eu podia jurar que tudo estava no automático. Ele não sabia o fazer ou dizer, tudo que ele queria era ir embora agora.
- Tudo bem, você não fez nada, mas Jake... - ele esperou a continuação, mas decidi fazer isso mais secretamente.
“Por favor, eu preciso que você toma mais cuidado agora, não só você, mas toda a aldeia” Ele me olhou confuso e ficou se perguntando o porquê disso.
”Os Volturi’s sabem que você é alguma coisa que eles nunca viram, eles perceberam logo que você entrou na sala. E se por acaso Aro tocar em Edward lá dentro.” Olhei para a sala de canto de olho. “Ele pode ver todo o passado e pensamentos das pessoas. E Edward é um telepata”
- Você tá dizendo que...
- Sim.- “Os quileutes estão em perigo agora”, completei. – E eles acharam um ponto fraco pra mim...
- – Jacob me fez encará-lo – Eu prometo que vou me cuidar, mas eu não vou deixar eles te fazerem algum mal. Agora que Bella... Eu sinto o cheiro dela se intensificando e... Você é tudo o que eu tenho.
- Eu te amo Jacob. – olhando para seus lábios não pude deixar passar o sorriso safado que ele fez. Com suas mãos fortes, ele puxou-me de encontro ao seu peito, ele era quente e forte, sua pele macia. Então ele se aproximou do meu pescoço, depositou um beijo quente com seus lábios macios e sussurrou.
- Também te amo, bruxinha.- Dei uma risada extremamente alta e não evitei dar um tapa em seu braço.
- Não te amo mais, você me chamou de bruxa.
- Aaah , é quase isso. E devo admitir que você me parece uma bruxa bem gostosa. – mais um tapa, mas esse doeu e ele gemeu.
- Não me chame de bruxa seu mané! Elas não existem – rimos.
Era engraçado como Jake me fazia rir até em momentos péssimos como esse. Ele me abraçou de costas e deu uma fungada em meu pescoço me fazendo estremecer.
- Você está com cheiro de drácula. – ri mais.
- Vou fingir que não te ouvi. Hey Jake será que, bom... Dá pra não ser tão mala com Edward, pelo menos esses dias? – ele ficou em silêncio durante um bom tempo até suspirar.
- Parece que ele está provando o mesmo veneno...
- Sim... Só que ele não tem uma imprinting perfeita e gostosa que ajude na dor.
- Não se gabe querida- ele deu uma risada gostosa e voltou a falar. – Mas você está certa, talvez eu dê uma trégua essa semana.
- Claro que dará, porque eu estou te pedindo. – virei para ele e fiz bico. Ficar com Jake me fazia sentir como uma adolescente de novo. Todos os toques, os gostos, as risadas. Tudo nele era exatamente perfeito para mim.
- Tudo que você pedir baixinha.
- Cala a boca. - gargalhamos.
- Er... Quanto tempo...
- Não tem tempo determinado, às vezes leva uma hora, duas, ou até mesmo uma semana. – ele olhou para o nada como se estivesse pensando o tempo que Bella levaria. E era exatamente o que ele pensava.
- Você consegue... Ouvi-la?- ele esperava ansiosamente a resposta. Descansei os ombros, e suspirei.
- Cada palavra. - olhei para a janela que antes ele observava. – Mas eu estou tão acostumada.
- E o que ela pensa? Agora?
- Ela... Ela está chorando.

Bella Swan
Aro me arrastou até um quarto como uma rajada de vento. Perdi o equilíbrio assim que paramos e acabei caindo em uma cama gigante com uma maciez incrível. O quarto era claro, com quadros, uma prateleira gigante cheia de livros, uma mesa, papéis, penas, tintas... Aquilo me lembrava um quarto de algum filme de terror. Agora me perguntava se tudo aquilo valia a pena, eu sabia como Edward sofreria e como Jake tentaria arrancar minha cabeça, mas ao pensar em tudo se encaixava novamente. Eu não tinha forças para falar e Aro não precisava de palavras.
Ele veio para o lado da cama tão rápido que mal pude sentir sua chegada. Tocou minha bochecha com o polegar enquanto cantava algo que, mesmo eu que estava ao seu lado, não conseguia identificar.
- Vamos ser rápidos, querida. Cenas dramáticas acabam deixando memórias indesejadas. – engoli a seco e prendi o ar. Foi então que Aro, com seus lábios extremamente gelados, encravou suas garras em meu pescoço. Não depositou um beijo como Edward fizera ou sussurrou algo agradável em meu ouvido. Ele simplesmente me mordeu e me largou ali na cama.
Assim que seus lábios saíram da minha pele, de supetão, senti um fogo caminhar da mordida até meu cérebro. Tudo queimava, era horrível, todas minhas veias pareciam estar sendo estouradas, minhas células sendo desintegradas como um vírus solto no organismo. O fogo corria pelo meu corpo, ia até o pé, as unhas, a cintura, a virilha... Eu não conseguia identificar o que estava a minha frente, Edward não sugara o veneno dessa vez, tudo estava embaçado, eu gritava com a dor, implorava para que ela fosse embora, mas nada mudava. Imaginei que ali mesmo seria meu fim, nem como vampira seria aceita. Tudo que antes vivia em meu corpo, agora estava morrendo aos poucos e dolorosamente. Pensei em e como ela poderia fazer a dor ir embora, como ela era poderosa... Queria que alguém me salvasse, mas nada. O fogo se arrastava em todo meu corpo, eu estava sentido a morte vir, eu iria para o inferno de vez. Foi então que ele chegou a meu coração, pude ouvir as batidas do mesmo cessarem, 1...2...3...1...2...3...1...2... e ele parou. Um silêncio mórbido se estabeleceu no local, eu sabia que não estava sozinha, sentia alguém, mas eu não conseguia ver. A dor parecia estar indo embora, imaginei que Edward tivesse entrado no quarto a tempo, ele me salvou!
Mas então, a dor voltou, só que dessa vez em meu coração e triplicada. Senti meu corpo pular com a pressão. Minha voz já não saia mais. Eu chorava, suplicava por ajuda mentalmente, pedia desculpas a e enfim, desmaiei como uma pedra na cama.
Tudo ficou preto e nada mais ardia. Senti todo meu corpo mole, dormente.
- Isso é normal. - uma voz suave sussurrava de longe. Não conseguia abrir os olhos de primeira, meu peito agora parecia congelado, quieto, sem batidas, sem nada.
- Mas ela está assim há 6 dias !- outra voz se apressou em dizer. Eu sabia que voz era essa, mas estava muito distante, podia ouvir como um vento soprando.
Senti um cheiro delicioso que fez minha garganta arder, então meus olhos se abriram. Meu pulmão parecia tão congelado que me fez tossir com a intenção de mexe-lo, mas nada aconteceu.
Estava numa cama grande e branca, o quarto era amplo e com detalhes bem claros. Eu lembrava daqui, mas agora via tudo tão amplamente que podia enxergar até mesmo uma formiga a metros de distância. Olhei para fora assim que ouvir um estrondo, tentando descobri o que era, corri até lá, mas assim que fiz isso meu corpo foi arrastado pelo chão tão rapidamente que desequilibrei e cai esborrachada no chão.
Ótimo, uma vampira atrapalhada. Desisti de olhar a janela e fui até um espelho.
- Dá pra parar de ficar cantarolando essa música chata na sua cabeça Emmett?- (que consegui reconhecer pela voz), falou tacando algo em Emmett que fez um barulho grande. Tapei os ouvidos com o som e assim que cheguei no espelho, minhas mãos caíram duras como pedra.
Se eu tivesse de respirar agora, eu estaria sem ar. Uma mulher linda estava no reflexo do espelho. Ela tinha cabelos vivos e sedosos num tom castanho avermelhado, a pele era branca como a neve e o corpo era totalmente perfeito. As curvas, a postura, tudo muito bem feito e parecendo um desenho de revistas de moda.
Demorou alguns segundos para que caísse a ficha de que aquela era eu. Aproximei-me do vidro olhando todos os detalhes de meu rosto. Os olhos eram vermelhos vivos como os dos Volturi, e se destacavam na pele lisa e branca. Estava usando um vestido de seda azul, os lábios estavam avermelhados naturalmente e pude perceber que aquele ser/eu era tão lindo quanto Rosalie ou Alice. Não sabia exatamente quanto tempo estava ali me encarando, mas ouvi uma tensão no andar de baixo, todos estavam calados.
- O que foi ? – pude identificar a voz de Alice.
- Bella acordou – respondeu um pouco estranha.
- O q...- e em uma fração de segundos a porta se abriu. Pulei para trás, mas dessa vez minhas pernas se equilibraram perfeitamente no chão.
Ao ver quem era, não aguentei e pulei em seus braços. Ele parecia congelado, mas sua pele era morna. Edward enfim me abraçou e me apertou contra seu corpo.
- Me perdoa- sussurrei. Ele se afastou e olhou profundamente em meus olhos. Agora podia ver coisas em Edward que antes não via. Ele era tão perfeito quanto tudo que eu sempre o comparei.
- Você... – ele comprimiu os lábios. – Essa foi a maior burrice que você já fez. – murmurou. Edward com certeza que odiava agora.- Mas eu não posso ficar bravo com você. Ainda mais agora... – um sorriso brotou em ambos lábios e ele examinou meu corpo. Não fiquei vermelha, mas senti que se fosse humana, meu rosto estaria em chamas.
- Edward- o abracei novamente. Ele puxou meu rosto contra o seu e selou nossos lábios como se quisesse isso tanto quanto eu.
O gosto era diferente de antes, era doce e macio, os lábios era de uma temperatura normal e agora eu não parecia tão frágil.
Não consegui me controlar e aprofundei o beijo, agarrei Edward pelo pescoço e ele parou na hora. Fez um barulho estranho e eu o soltei como se perguntasse o motivo.
- Sua força é um pouco demais agora – limpou a garganta.
- Oh, desculpe!- ri fraco. Senti um fedor estranho entrar em minhas narinas e tive vontade de vomitar. Então vi Jacob apoiado no batente da porta.
- Isabella.
- Jake- falei com uma careta bem visível. Edward riu baixinho e apareceu ao lado de Jake. Ela me olhou com um sorriso mínimo.
- Que bom que acordou- comentou. Devia estar louca da vida por me ver assim, com o Edward e tudo.
- Nem tudo. – ela falou rígida dessa vez. Os dois homens nos encaravam confusos e ela continuou. – Você não tem tudo.
- O que você quer dizer com isso? – a encarei com desprezo.
- Você não tem mais vida. – ela sorriu vitoriosa. Jake a olhou com uma cara nada boa assim como Edward. – Ela pediu – murmurou e deu as costas. Jake tossiu e quebrou o clima pesado.
- Você nos preocupou...
- Pensei que ia me odiar.
- Ah... Sim, nós estamos renovando o trato. - tossiu de novo. – Você não é mais bem vida a La Push Bell.
- O que?- falei num tom alto e parecia não ser minha voz. Jake também estranhou, mas respondeu.
- Uma recém-nascida é muito perigosa para a aldeia. – olhei para o chão pensando nisso. Jake me tratava agora como uma vampira qualquer, e devo admitir que eu não esperava realmente isso. Mesmo que seu fedor me desse náuseas, eu não sabia o que faria sem ele comigo. – Vim aqui para dar o aviso e...
- Eu ouvi vocês conversando – me apressei – Você estava preocupado Jake, você sabe que nossa amizade vale mais que isso.
- Eu espero você acordar a seis dias, e sempre tive a esperança de ouvir seu coração bater desengonçadamente de novo. Mas na verdade... Você é uma deles agora. – ele olhou para Edward ainda calado. – Te derroto amanhã no campo, panaca.- os dois riram e Edward respondeu.
- Você disse isso da última vez. – ok, o que eu perdi.
- O que foi isso?- perguntei assim que Jake saiu. Edward me encarou sério, talvez procurando as palavras certas para falar.
- As coisas mudaram desde que você se transformou.
- Percebi- murmurei. O cheiro delicioso apareceu no ar novamente. Era algo doce e tão, eu precisava daquilo. Minha garganta ferveu e meus olhos identificaram a direção no cheiro. Eu não pensava em mais nada a não ser naquele desejo insano. Voei janela a fora em direção ao doce milagre. Minha velocidade era tão grande que tudo em volta parecia borrões.
- Bella- ouvi de longe, mas ignorei. A floresta estava a meu favor, o vento batia me trazendo o cheiro e dando todas as direções. Então vi de longe um lago, e lá havia uma pessoa. Ele sangrava por conta de um caco de vidro em seu pé. Ele gemeu tentando arrancá-lo. Não queria mais saber, eu ia até lá, e minhas pernas foram. Assim que apareci a sua frente, o garoto pulou, mas eu so podia ver seu machucado.
- O-o-oi. – gaguejou. Lambi os lábios imaginando o sabor enquanto minha garganta implorava pelo líquido. Fui até seu pé e puxei o caco. Olhei em direção ao seu braço que era tão macio e quentinho. As veias pulsavam gritando meu nome. Minhas presas pularam para seu pulso, mas algo me parou. Eu fiquei congelada ali, somente os olhos mexiam. Queria aquele sangue, queria beber até a última gota, urrei de raiva e não conseguia mexer meu corpo ainda.
- Bella! – a voz de Edward veio aterrorizada atrás de mim. Pude sentir sua tristeza de onde estava. Olhei para o ser a minha frente e vi seus olhos pularem de medo. Meu Deus, eu ia matar um homem. Eu... Olhei para o lado e vi me encarando como uma assassina, linda e poderosa. Era ela que me mantinha paralisada.
- Me solte- gritei. olhou para Edward e eles pareciam se comunicar. Droga, eu odeio essa garota com toda minha força (que não era pouca).
- “Quinque dies est maximum.”- Falou dura para Edward e se aproximou do homem a minha frente. Ela parecia estar dentro da mente dele, ele olhou para o pé, a floresta e enfim apagou. O que ela havia feito? Ela era uma bruxa demoníaca?

Scarlet
Bella saiu descontrolada da casa, eu senti isso já perto da aldeia. Pedi a Jake que ele fosse na frente porque Alice havia me chamado, ele não quis no começo, mas enfim cedeu. Segui o cheiro de Bella e vi Edward atrás dela. Ela corria em direção a um homem perto ao lago. O sangue dele estava forte. Ela não demorou muito para tomar a inciativa e tentar ataca-lo. Tirou-lhe o caco que estava preso no pé, e examinou seu pulso. Seus pensamentos me enjoavam, eu queria explodir sua cabeça, mas Edward enfim chegara e me olhou pedindo ajuda, foi então quem a imobilizei. Ela parecia uma ratazana assustada. Me encarou com medo e gritou.
- Me solte. – Eu podia gargalhar ali com aquilo. Mas eu sabia o mal que aquela coisa causava em Ed. Ele me encarou e falou mentalmente.
“Não faça nada, por favor” Era incrível como ele a defendia mesmo estando tão decepcionado e acabado.
“Se ela se descontrolar eu não poderei ignorar”
“Eu me responsabilizo por ela, eu prometo, em dias ela vai estar com os olhos claros” Minha pena por Ed aumentava e eu odiava isso. Odiava saber que tudo que mais o fazia mal estava ali na minha frente e eu não podia fazer nada contra isso.
- “Quinque dies est maximum.” (Cinco dias é o máximo) – deixei bem claro. As vezes quando impunha alguma ordem, era preciso usar a língua Latin. A língua morta fazia com que todos se lembrassem quem os dirigia a palavra. E essa era a primeira vez que ordenara algo em Latin para Edward. Fui até o homem que se chamava Max e estava quase morrendo de medo ao olhar Bella. Entrei em sua mente e fiz com que tudo aquilo não passasse de um sonho estranho que ele teve assim que desmaiou quando cortou o pé e perdeu muito sangue.
- “Licuit” (Tudo bem). – Edward respondeu. Me levantei assim que Max caíra no sono e dei uma última olhada para Bella.
- Hoje me despeço dos Cullen, não devo ficar lá.
- ...- Ed ia questionar, mas eu havia decidido. Voltei para a casa dos Cullen e todos me encaravam esperando notícias.
- Ela está bem- ouvi suspiros. – Quase matou um rapaz, mas nada aconteceu. Ed vai leva-la para caçar.
Alice me olhou profundamente e fechou a cara.
- Você não vai fazer isso.- assim que ela disse, falei.
- Carlisle, preciso falar com você – ele pareceu entender tudo e me chamou com a cabeça para seu escritório. Chegando lá nos sentamos e ele falou.
- Acho que você já tomou uma decisão.
- Sábio como sempre –ri. – Ela acordou, é uma recém-nascida. Veja, longe dela é mais fácil para que ela se acostume. Creio que Bella não é muito minha amiga, assim como não aprovo tudo isso. – ele concordou. – Vocês me ajudaram tanto, devo tanto a vocês...
- Você não nos deve , somos uma família. Se você acha melhor se manter afastada, nós iremos apoiar. –ouvimos Alice bufar- Quase todos nós.
- Eu agradeço Carl. Você é mais que um amigo. – me levantei e o abracei forte. Ele riu com a atitude.
- Jake te faz realmente bem. –corei na hora com o comentário e ele riu mais ainda. – Acho que você deve explicações a alguém. - lembramos de Alice e revirei os olhos rindo. Aquela nanica...

Cap 10- O Intruso

Scarlet

Alice não conseguia me deixar em paz desde que decidi ir embora. Ela dizia que estava agindo imprudentemente e ela não conseguia ver nem mesmo um borrão em meu futuro, o que a fazia pensar em um lugar muito óbvio para onde eu iria. Jasper me encarava confuso por estar tão calma enquanto Alice berrava com aqueles saltos barulhentos de um lado para o outro enquanto guardava minhas coisas.
- E quando eu quiser te mimar ? Quem vai arrumar suas roupas? Você NEM tem roupas!- continuou seu discurso longo sobre moda e dependência (como se eu fosse realmente depender disso).
- Alice, está decidido, não sei como você ainda insiste. Me diz aí, você vê outro futuro? Você consegue enxergar pelo menos uma pista?
- Não , mas isso não significa que eu não vou tentar. Você sabe que é minha única amiga, a única com quem eu posso me sentir “eu” de novo. – Jasper tossiu como se chamasse sua atenção e ela sorriu para ele. – Você também, amor. – e em seguida virou para mim. – Mas eu preciso de uma amiga.
Cansada do drama de Alice, peguei a bolsa com as armas e a abracei.
- Eu vou estar aqui do lado Ali, sem drama, eu venho aqui sempre que necessário.
- E quando você vai sab...
- Shiu – a cortei, fazendo Jasper rir. – O seu vampirão pode cuidar de você enquanto eu não estiver aqui, não é?- Ele ainda rindo confirmou balançando a cabeça e abraçou a baixinha por trás.
- Eu tenho que ir, vou falar com Jake – acenei rápido e saí de casa já que Rosalie e Emmett estavam... No quarto.
Bom, relembrando os acontecimentos. Bella virou uma vampira descontrolada e mimada, Edward e Jacob fizeram as pazes e agora os Cullen podiam entrar na aldeia (coisa que me deixou muito feliz porque os dois são muito queridos), graças a um novo “contrato” entre eles. Acontece que nesses poucos dias que Bella estava desacordada, Sam e Emily decidiram dar um passo a frente e criar uma família, pois é. Jacob havia sido chamado para tomar o lugar de alpha que o pertencia. Ele relutou um pouco até, enfim, ceder e virar o alpha da alcateia.
Emily e Sam viajaram de “férias” para o Brasil, com a mente limpa por eu estar aqui, mas ainda sim algo muito ruim incomodava a Sam, e essa coisa era Leah Clearwater, que até hoje não havia parado para falar comigo a não ser no dia do acidente de Jake.
Mesmo sabendo sua história pelo que Seth deixou escapar numa tarde, eu ainda tinha uma grande curiosidade sobre como tudo aconteceu do ponto de vista dela. Como alguém poderia se tornar uma carrancuda e infeliz da noite para o dia?
Andando para a casa de Jake pude reparar que a casa de Seth ficava tão perto da de Sam quanto de Jacob.
Como Leah se sentia ao sair todos os dias pela porta de casa e dar de cara com sua prima e seu único amor? Senti-me terrível por nunca ter me desculpado por trata-la mal quando tive a oportunidade de conhecê-la.
Cheguei à casa de Jacob e ele me esperava na varanda sentado na escada de madeira, sério.
- Voltei- sorri, mas ele olhou para a mata ainda de cara fechada.
- Leah passou aqui. – falou raivoso – Ela contou o que viu na floresta. – meu sangue pareceu parar de circular. Eu sabia o quanto Jacob ainda estava mexido com a transformação de Bella, e não sei o que ele iria falar por ter mentido para ele. Eu era uma pessoa fria e sem sentimentos há umas semanas atrás, mas agora, só de pensar em ter de me afastar de Jacob, meu coração parava de pulsar.
- Jake...
- Ela ia atacar alguém, você viu. E você não me disse ! – ele levantou indignado e finalmente olhou em meus olhos.
Não conseguia sentir raiva de Jacob, mesmo que às vezes ele se alterasse um pouco. Sentia que pelo menos dessa vez ele estava certo, eu não deveria tê-lo escondido.
- Eu sei, mas você está vendo como você age quando toco no assunto? – Ele pareceu atingido profundamente. Franziu o cenho e negou.
- Eles estavam na minha área. Ela não pode . Não mais- a dor daquelas palavras fora tão grande que meu peito se apertou. Eu sentia a dor dele. Olhei para os lados procurando palavras, mas os pensamentos de Jake acabavam me atrapalhando.
- Já está resolvido de qualquer maneira. Eu saí da casa dos Cullen. – soltei a bomba e enfim Jake olhou para minhas mãos onde se encontravam duas sacolas de viagem com minhas armas.
- O-o-que? – ele estava confuso, pensava que eu estava indo embora, doía pensar que ele me imaginava o deixando. Apertei a alça de uma das malas na mão e neguei.
- Eu não pretendo sair da cidade. - Ele suspirou aliviado e sorriu.
- Não sabe o quanto me assustou agora.
- Na verdade... Eu sei- limpei a garganta, pois Jacob era um tanto quanto esquecido e às vezes apagava de sua memória quem eu era.
- Oh, claro! Você devia parar de ficar ouvindo meus pensamentos. Qualquer dia desses vai ouvir algo não muito agradável. - falando isso, ele se aproximou e me puxou contra seu corpo.
- Ah é? Tipo o que?- brinquei.
- Tipo, como toda a vez que olho pra você, eu te desejo loucamente. – sussurrou em meu pescoço. Jacob me levava à loucura, e eu já estava com a pele fervendo com seu toque.
- Não é tão ruim assim – o provoquei. As malas pararam no chão e tirando uma força do além, perguntei:
- Não está com raiva de mim?
- E tem como?- ele riu me dando um beijo no canto dos lábios. Gemi frustrada e ele gargalhou.
- Você vai acabar comigo. – resmunguei.
Jacob fez questão de carregar uma das malas, mesmo que não pesasse nada, e levou para dentro de sua casa falando que eu ficaria por lá para sempre.
- Para sempre é muito tempo, e não quero incomodar a vida de seu pai.
- Ele vai adorar te ter aqui, até por que... Ele anda falando muito sobre aquela lenda. - desviei o olhar do moreno assim que tocou no assunto. Ainda era um assunto que Jake não podia ter acesso. Assim que chegamos em seu quarto (que eu dormiria), me deitei em sua cama não muito grande. Estava exausta, admito, por algum motivo os dias em que Isabella estava em transformação, me deixaram desgastada e sem dormir nem um pouco. O máximo de tempo sem dormir que já ficara fora de uma semana, mas esses poucos dias me cobraram muita tensão psicológica.
- Me promete que caso isso aconteça de novo, você vai me contar. - ele se deitou ao meu lado e apoiou minha cabeça em seu braço musculoso e quente.
- Eu prometo. – sorri. Estávamos muito perto e nossa respiração era acelerada. Não conseguia conter pensamentos impuros, assim como Jake, e ouvi-lo estimulava a meus desejos.
Ele me beijou delicado como se fosse uma boneca. Prendeu-me por debaixo de seu corpo e logo estávamos em um beijo quente. O beijo parecia ficar mais saboroso enquanto esquentava. O gosto nunca era o mesmo, ele tinha sentimentos, pensamentos e carícias.
Jake passou a mão por minha cintura e isso me causava arrepios. Eu realmente não desejava parar, meu corpo gritava por mais e mais, parecia que estava alucinando de febre e meu peito se rasgava de prazer. Sem pestanejar rasguei a blusa branca de Jacob, ele parou por um instante para olhar a blusa estraçalhada no chão e rir.
Voltou o olhar pra mim e não pude conter a cara sapeca, ele então sorriu e com as duas mãos, partiu minha camiseta ao meio me deixando somente com o sutiã a mostra.
- Agora estamos quites. – sussurrou me examinando. Não sabia ao certo se era seu olhar ou seus pensamentos que me deixavam mais envergonhada, mas senti meu rosto queimar por completo até que ele retornasse a encostar nossos lábios e todo o calor de desejo voltasse a tona.
Era como se Jacob fosse feito para mim, cada toque causava incríveis sentimentos. Nenhum dos dois desejava impor limites ou parar antes que algo acontecesse. Estávamos cientes do que aconteceria e queríamos que acontecesse.
De todos meus anos de vida, esse, definitivamente, fora o melhor. Sem culpa ou arrependimento, sem medo por algo inesperado ou ser flagrado pelos pais aos 18 anos com seu namorado. Nós sentíamos que havia chegado a hora, que tudo rodava em torno disso. Agora éramos um só corpo.

Jacob Black
Adormeci com o corpo colado ao dela. Tudo agora parecia ter sido um sonho. Ela era mais que perfeita, seu corpo se comparava a uma escultura esculpida por deuses.
me fizera o homem mais feliz do Mundo, e assim que chegamos ao nosso limite, ela sussurrou um “eu te amo” tão doce que fez meu coração derreter. Não tinha como, de maneira alguma, explicar ou demonstrar o que senti ao tê-la ali. Sabia que ela me amava assim como eu a amava, e estaria ali por mim como eu por ela. Agora éramos um só, era a minha vida.
- Jake. – sussurrou em meu ouvido com uma voz doce. Abri os olhos lentamente e pude a ver sorrir. Sorri instantaneamente ao vê-la.
- Não foi um sonho?
- Não. - me deu um soquinho leve e riu.
- Pensei que ia acordar e ver que na verdade você nunca existiu, porque devo admitir você é muito boa pra ser verdade. – fez uma careta exagerada, mas pude ver que seu rosto estava corado, ela sorriu e disse.
- Você é perfeito.
- Eu posso ser perfeito quando você está comigo. – nos olhando intensamente e sorrindo, ouvimos a porta de casa se abrir fortemente e se levantou como um jato e num piscar estava vestida. Ou quase, sua blusa continuava rasgada no meio dos lençóis e ela praguejou baixo.
Vesti minha bermuda e a dei uma camisa minha que ficara enorme em sua cintura fina e esguia. Seus seios ficaram fartos na mesma e um desejo subiu por meu corpo. Ela era linda e me deixava totalmente excitado vê-la com aquela roupa.
- Jacob – exclamou. Lembrei que na verdade minha garota podia ouvir e sussurrei um “eu avisei”.
- JACOB! – ouvimos Leah berrar na sala. Olhei preocupado para que apontou para a porta.
Saímos juntos e Leah estava lá parada com os punhos cerrados e a expressão raivosa.
- Er... Olá Leah – sussurrou e Leah pareceu extasiada, olhou pra mim e pra e a roupa que a mesma usava.
- Santo Deus! Vocês estavam... – fez uma cara de nojo e balançou a cabeça.
- O que você quer?- murmurei impaciente. Leah com certeza tiraria sarro da minha cara para o bando, e quanto menos ficasse aqui, melhor seria.
- Hm... Eu... – ela olhou desconfiada para , mas continuou. – Sam ligou.
- Pra você?- mesmo odiando Leah às vezes (quase sempre), sabia muito bem suas dores, o que ela tinha passado com Sam e após o término do namoro. Ver Leah chorar por ele, perder o chão, ver sua própria prima levar seu amor... Aquilo fazia com que todos nós tivéssemos um grande cuidado com ela. Nós éramos uma família, e zelávamos por todos.
- Sim... - seus olhos pareciam tristes e desesperados. assistia tudo com as sobrancelhas franzidas numa pose sexy.
- O que ele disse?- limpei a garganta para não pensar muito na mulher extremamente linda do meu lado e perder a linha.
- Emily ficou doente. – assim que ela falou isso seu corpo se enrijeceu. Também sabia que Leah não culpava Emily por tudo aquilo, na verdade ela culpava o imprinting e de certa forma, Sam.
- Doente?
- É, tá surdo? Ela pegou uma espécie de doença da dengue ou algo do tipo. Ele está com medo. E ele quer que você vá até lá.
- Você só pode estar brincando!
- Tô com cara de parque de diversão?- perguntou ela séria. parecia congelada. Fechou os olhos e tive o instinto de me aproximar. Ela parecia pensar em algo sério demais. Leah continuou parada ali.
- Por que ele ligou para você?
- Eu não sei – disso numa linha de voz. – Talvez ele ache divertido.
- Não é isso – tentei a acalmar, mas ela bufou e saiu da casa dizendo um “dei o recado”.
- – ela abriu os olhos grandes e azuis, e olhou para mim. Senti meu corpo estremecer.
- Tem alguma coisa errada.
- O que?- ela parecia falar algo para ela mesma.
- Alguma coisa errada. Sam não ligou para Leah hoje.
- Como?- perguntei alto, ela ajeitou o cabelo e continuou.
- Ela acha que ele ligou, mas ele não fez isso. É como se um pensamento fosse forçadamente enfiado em sua cabeça. Eu sei disso.
- Você tá dizendo que ela estava hipnotizada ou algo do tipo?
- É mais que isso Jake. Eles querem você longe daqui. Alguém fez isso para... – Seu rosto congelou e ela me olhou em pânico. – Onde está seu pai, Jacob? – meus pés perderam o chão e cai um pouco para trás. estava insinuando que...
Olhei para a porta e senti meu corpo tremer, corri para fora antes que explodisse dentro de casa. me seguiu tão apavorada quanto eu. Assim que o lobo tomava meu lugar, ela olhou para a mata e falou.
“Vampiro”
“Os Cullen?” ela negou e girou a cabeça como se o seguisse.
“Não” e correu em direção ao que imaginei ser o cheiro. Não conseguia acompanhar direito o raciocínio de , mas sabia que meu pai estava em perigo e algo muito errado acontecia ali.

Scarlet
A mata se movia a meu favor. Não importava por onde o vampiro fosse seu cheiro era guiado até mim. Jacob pensava coisas muito altas e estava desesperado, não era pra menos, Billy estava em perigo. O vampiro usara Leah para fazer parecer que Emily estava doente e levar Jacob até o Brasil. Claro, sem o alpha tudo seria mais fácil.
Fechei os olhos tendo em mente seu cheiro, ele estava próximo à casa dos Cullen. Deveria me apressar para pega-lo, não podia continuar na velocidade que Jake estava.
“Desculpe Jake, eu preciso ir” Ele não pode negar, pois meus pés se apressaram e já estava muito longe dele.
O cheiro do vampiro era forte, o que mostrava que ele não era um vegetariano. Apressei mais um pouco os passos até vê-lo correndo velozmente. Ele olhava para trás apavorado. Mas que diabos ele fazia ali? Cheguei perto dele não muito depois e ele parou bruscamente mudando de destino.
Ah! Esse cara estava me cansando, então o fiz parar. Paralisado como Bella estava mais cedo, o vampirão que se chamava Ethan rugia.
Apareci a sua frente e seus olhos percorriam todo meu corpo. Fabuloso, eu usava um short e a blusa quase transparente de Jake. Ethan pensou algo safado e revirei os olhos.
- O que você veio fazer aqui?- fui direta. Ele me olhou intensamente e vi seus olhos passarem de um tom vermelho vivo para violeta. Ele parecia concentrado, estava tentando entrar em minha mente. – Sério? Você vem atrás de alguém e não sabe quem é?- ele realmente não sabia, tanto que ficou muito assustado ao ver que havia uma barreira em seus poderes.
brandou Jake atrás de mim. Ethan ficou trocou os olhares entre mim e Jake e então sorriu. Droga!
- Não...- era tarde, Jacob estava com os dentes para fora em minha direção. Ethan o usara contra mim.
“Jake, pare! Ele está te controlando” o lobo deu um passo para frente e latiu alto. Ele parecia inconsciente, sua mente estava numa grande ilusão.
- O QUE VOCÊ QUER?- gritei furiosa para o vampiro que mantinha os pensamentos em Jacob. Eu queria mata-lo ali e agora, mas ele sabia algo que não falaria. Não conseguia me concentrar em sua mente já que a mesma se fundia com a de Jacob.
Ele latiu novamente e ameaçou atacar. Odiava pensar em ter de machuca-lo de novo.
“Por favor Jake, se concentre” implorei em sua mente. Estava ali sem poder fazer nada. Se matasse o vampiro, Jake com certeza iria a loucura, e se não matasse, teria de machucar o meu imprinting.
Até perceber que desde que tentara me controlar ele precisou olhar em meus olhos, assim como os de Jacob. Claro, podia ter me descontrolado por meros segundos, mas então com um fio invisível me conectei em sua mente. Sua visão ficara turva e pela primeira vez ele falou.
- VADIA! – Jacob sacudiu a enorme cabeça e me olhou assustado.
- Olha aqui seu inútil. – o enforquei com minhas próprias mãos. Ele parecia tentar enxergar sem sucesso. – Eu perguntei DUAS vezes! O QUE VOCÊ QUER?
- Eu... – então ele pensou. Era tudo o que precisava. Sua lembrança de Aro enviando-lhe uma carta com o mandato de captura de Jake era claro. Tudo que ele teria de fazer era distraí-lo e deixa-lo sozinho. Então a intensão na verdade era levar Jake para longe e assim pega-lo sozinho. Mas como Aro sabia que Jacob era um lobo? Como ele sabia que havia mais deles?
- Aro... Ele... – encarei Jacob aterrorizada.
“O que houve ?”
- Como ele sabe?- sacudi o vampiro cego e paralisado.
- Eu, eu não sei. Tudo que recebi foram ordens por uma carta. Eu não tenho contato com eles. Eles ameaçaram meu clã. – o vampiro falava a verdade e isso me deixava mais raivosa.
“O que Aro fez?” insistiu Jake.
Virei para o lobo novamente, estava confusa e nervosa.
- Aro o mandou para te capturar. Eles querem a você Jake, não a seu pai!
“O QUE??”
- Eu não sabia que... Eu não sabia que ele era amigo da Justiceira. – o vampiro já estava quase sem voz. Percebi que minha mão continuava apertando seu pescoço então o soltei.
- Sim, você não sabia. Então você voltará e avisará que quem estiver aos comandos dos Volturi, morrerá. Eu, de agora em diante, matarei todos os vampiros que aparecerem em meu caminho. Essa é a nova lei. – o soltei libertando-o de tudo e o mesmo não hesitou em sair correndo como um raio sem olhar para trás.
- Esse é um de vários Jake. – minha voz estava fraca. Ele pareceu então entender. Os Volturi acharam um jeito de me derrotar, eles fariam de tudo para acabar com Jacob. Tudo graças a Isabella Swan, quem agora estava muito frita e sem notar meus passos seguiam até ela.

Capítulo 11- Acordando a Fúria.


Sentia meus músculos se enrijecerem por todo meu corpo. Minha temperatura estava elevada, mas que merda! Jacob estava em perigo, não só por causa da vadia Swan, mas por minha causa, por ter um imprinting justamente pela coisa mais amaldiçoada do Mundo.
” Onde está indo, ?” Jake parecia apavorado e preocupado. Não tinha certeza por onde andava, mas sabia que estava perto de Bella. Minha mente vagava num Mundo de pensamentos.
Sem resposta, Jake pareceu chateado e me seguiu em silêncio até, o que puder logo avistar, a casa dos Cullen. Era como voltar após anos, parecia que sempre que ia até aquela casa era por algo errado que Bella fizera.
- ? – Esme apareceu na porta olhando com um ponto de interrogação em sua testa. Jacob já se trocava atrás das árvores.
- Desculpe vir assim, mas eu preciso falar com Isabella.- minha voz saiu como um poço de dor. Esme começou a se preocupar pensando em o que estava acontecendo.
- Entre. – assim que entrei na casa, Jake apareceu somente com uma bermuda atrás de mim mantendo uma distância minúscula entre nossos corpos.
- . – Edward indagou levantando do sofá. Bella me olhou com olhos vermelhos e esbugalhados e o resto da família estava em pé como sempre, com aquela pose de pinturas antigas. Isabella parecia já achar que era uma deles e, de fato, era, mas eu não admitiria isso.
Não demorou mais que um segundo para que todo meu corpo desobedecesse à razão e esbofeteasse uma tapa na cara daquela criatura. Todos se moveram rapidamente, suas mentes eram confusas, Jake me abraçou por trás evitando que eu avançasse nela. Bella, que havia caído no chão, levantou atordoada e seus olhos pareciam assustados como um veado fugindo de um vampiro.
- O que significa isso? – Edward tentou não alterar a voz. Ele estava certo de estar com raiva da minha atitude imatura, mas ao ver o que acontecera, seus ombros relaxaram e percebeu que eu, na verdade, não estava tão consciente assim.
- Edward, ?- Carlisle pedia uma explicação, mas tudo que fiz foi olhar para Jake como se fosse a ultima coisa que faria. Sentia um drama naquilo, mas eu precisava encontrar a paz de seus olhos, ele me abraçou mais forte e inalei seu cheiro másculo e gostoso. E pensar que fizemos amor há pouco tempo atrás e agora Jake estava sendo perseguido... Pensar que eu podia estar um dia distraída e pegarem Jacob de mim. Aquilo me aterrorizava, me fazia apertar mais seu corpo contra o meu tentando fundi-lo a mim.
Os Cullen continuavam quietos e Bella se mantinha atrás deles. Edward então se pronunciou a família.
- Parece que Aro está convocando vampiros especiais para caçar Jacob. Ele sabe que ele é algo muito valioso para , ele soube disso quando fomos buscar Bella... E ... Culpa Bella por tudo isso...
Ouvir isso, meus pensamentos, sendo expostos para a família inteira, inclusive Swan, foi como jogar na minha cara o quão fraca estava sendo. Virei-me um pouco tonta com o cheiro maravilhoso de Jacob e encarei-os como se fosse desmentir algo, mas eu não podia. Aquilo era realmente verdade. Eu temia mais que tudo que algo de ruim acontecesse ao meu lobo.
- Minha culpa? Jacob, eu não pedi que você fosse! – Bella saiu de trás da família. Seus olhos eram raivosos, mas sua mente era triste, porque apesar de tudo parecia que Bella ainda amava Jacob, ainda amava o MEU Jake.
- Não seja tão hipócrita Isabella. Todos eles foram atrás de você pra te ajudar, afinal, era isso sim que você queria, não era? Você implorou por atenção! – por incrível que pareça Rose falou aquilo sem nem mesmo ligar para o que Carlisle ou Ed pensariam. Ela estava tão furiosa quanto eu, claro, aquela era minha irmãzinha.
- Eu não implorei por nada – debateu Swan- Eu simplesmente decidi algo sobre a MINHA vida.
- Você só fez isso porque sabia que Edward correria para te proteger. Deixa de ser criança, agora que está tão realizada sendo imortal, arque com as consequências. Se você não quis chamar atenção, por que diachos você está aqui?
- Rose!- Alice quase berrou. Esme me olhava apreensiva e parecia um pouco triste, assim como Emmett que todos sabiam gostar de mim assim como de Bella.
- Não quero brigas entre vocês! – Carlisle se pôs a frente.
- Depois de levar um tapa, isso não é tão válido. – ainda estava somente vendo a reação de Bella, porque Jacob me prendia em seus braços, mas minha raiva começava a aparecer de novo.
- Não provoque algo que não conhece. - Ed segurou os braços de Bella e olhou no fundo de seus olhos. Ela desviou o olhar para mim e pulou para trás.
- O que diabos está... – então todos me olharam. Todos os pensamentos se viraram para mim.
Jake me soltou um pouco como se tomasse um susto. Senti minha visão ficar turva e senti todos meus sentimentos se explodirem dentro de mim. O que estava acontecendo? Minhas veias começaram a queimar, como se estivesse com um veneno percorrendo-as. Todo o ódio que sentia por Bella, por Aro, Caius, Marcus... Todo o ódio dentro de mim queria se expandir pela sala. Não conseguia ver os olhos do meu imprinting para me acalmar, eles pareciam estar em outro mundo. Senti medo de que alguém chegasse agora e o pegasse, então um pânico percorreu meu corpo. Tentei chamar Ed, mas era como se uma barreira nos bloqueasse. Mas que barreira? Como isso aconteceu? Será que era algum vampiro? Mas isso é impossível.
Me sentia desgastada, como se estivesse usando uma força elevada demais. Parecia estar fora de meu corpo, agora só via meus pensamentos.

Isabella Swan
No momento em que Edward me repreendeu, tive vontade de dar uma de garota rebelde e responde-lo, mas assim que olhei para , vi seus olhos ficarem pretos, totalmente, tão escuros que conseguiu me assustar muito rápido.
- O que diabos está...- foi tudo que consegui dizer. Edward a olhou desesperado e todos pareciam estar igualmente assustados. Jacob se soltou dela com um pulo assim que viu algo errado. estava calada, com o corpo paralisado até que o mesmo começou a se erguer no ar, exato, ela estava flutuando. Senti um arrepio descomunal, aquela cena me lembrava qualquer filme de terror. Ela deu um grito tão estridente que até mesmo nós caímos de dor. Todos estavam no chão, os vidros da sala estouraram e como se fosse de noite para o dia, ela cessou, e olhou para mim.
Acho que nunca senti tanto medo na minha vida, ela estava tão assustadora que nem ao menos sentiu Jake tentando desce-la.
- Pare Jake, ela está inconsciente. – Carlisle falou um pouco desesperado. – Isso não é bom...
virou os olhos para ele e o mesmo congelou.
- Sou eu , não vou fazer nada contra ninguém, eu não sou assim você sabe. –não entendi nada daquele papo de Carslisle, sobre o que ele estava falando afinal?
- Isso já aconteceu uma vez. – Explicou Edward falando baixo demais. – Não se alterem.
- O que aconteceu uma vez?- Jake quase berrou. , ou o corpo dela, deu uma volta de 90º para ele. Mas ele não parecia com medo, ele examinava seu rosto com um olhar abatido.
- foi consumida pela fúria – Carlisle falou com a voz tão baixa quanto a de Edward.- Isso acontece quando o ódio nela é muito elevado.
- O que é Fúria? – ousei perguntar num sussurro.
- É a parte assassina dela. – eu preferia não ter ouvido aquilo, pois agora sim eu sentia que não passaria viva daquele dia.
- E como a fazemos voltar?- Jake ia chegar perto dela e Carlisle fez um gesto exagerado mandando-o parar.
- A fúria nunca sentiu um imprinting – avisou – Elas são pessoas diferentes. – era uma bipolar psicótica com super poderes?
Mal pude pensar isso que seu rosto virou para mim, sua mão se moveu num movimento quase como robótico, e quando percebi era tarde. Eu estava sendo erguida com minhas próprias mãos me estrangulando. Aquilo doía, mesmo sendo uma vampira. Tentei lutar contra, estava ficando sem ar.
- PA. PARE – implorei inutilmente. Os Cullen pareciam muito preocupados. Edward então foi até ela. Sua cabeça batia em seus pés. Mas ele só precisou tocá-la, e seu corpo desfaleceu no chão. Assim como o meu.


Jacob Black
Eu não sabia o que devia ou não fazer, fiquei parado a observando e de certo modo ignorei as tosses exageradas de Bella. Era como se eu estivesse tendo o imprinting novamente. Edward a tocou e seu corpo caiu, por sorte (ou não), nos braços do pálido.
Carlisle e Esme os guiaram até o quarto e eu os segui, Alice se mantinha de olhos fechados e parecia atordoada, Jasper atrás dela tentando acalma-la. A vampira extressada estava agarrada na blusa do gigantão. E Bella estava no chão assistindo a tudo.
Assim que nós 4 chegamos no quarto, todos em silêncio colocaram na cama, Esme suspirou tristemente e não aguentei segurar.
- Podem explicar agora?- Edward me olhou sério e indicou o corredor, fui com ele sem problemas, afinal, nós já estávamos nos dando bem há uns dias.
- contém muitas coisas dentro de si, coisas essas que nem nós mesmos conhecemos. Essa coisa de Fúria é uma junção de ódio em seu corpo, a única vez que isso acontecera fora 1939...
- Isso não foi a época da
- II Guerra Mundial. – completou ele. – Onde mais que nunca, o ódio era presente.
- Eu não entendo... Por que isso existe?
- Acho que nem mesmo ela sabe, mas eu deduzo que por ter ganho todos os dons da feitiçaria, é como o poder de cada feiticeiro estivesse preso ali, como parte de sua alma.- agora fazia sentido, mas eu não conseguia sentir medo, não conseguia achar que aquilo me faria mal.
- Ela ficará bem?- perguntei derrotado.
- Sim Jake- Edward deu leves batidas em meu ombro. – é forte.
Sorri forçadamente e voltei para o quarto onde Esme e Carlisle falavam algo baixinho entre eles.
- E isso vai adiantar? Ela é teimosa Carl, ela não vai aceitar.
- Aceitar o que?- perguntei. Eles se viraram de supetão e o homem olhou na cama.
- Achamos melhor se afastar por um tempo. – O QUE? Eles queriam que a minha fosse embora? Do que ele estava falando?- Com você, é claro – sem entender nada a examinei e lembrei o que estávamos passando, ou melhor dizendo, do que eu a fiz passar.
- É o melhor pra ela?- eles confirmaram um pouco exaustos. – E para onde você estavam pensando em manda-la?
- Algo como o Brasil. – Brasil? Era do outro lado do globo!!!
- Eu posso falar com ela.- eu não sabia o que ela falaria sobre isso, mas eu sabia o que ela precisava fazer, e Carlisle estava certo, se a fúria voltar pode ser que não seja tão boazinha quando hoje.

(n/a: Pois é meninas, esse capítulo foi minúsculo e meio pra baixo, mas eu coloquei porque eu não poderia deixar a fanfic parada e estou muito enrolada com pré-vestibular. Todos os dias da semana é muito barra pra mim. Mas eu estou aqui me esforçando demais para não deixar minhas lindas dádivas sem uma história.
Agradeço muito a todas que estiveram aqui me motivando a continuar e sempre me dando um puxão de orelha bem dado. Devo agradecer principalmente a BinhaBack, Luh Dias e Raquel, que estão aqui nos comentários sempre, e todas as outras que não foram citadas, mas também fazem parte desse grupo. Bom, é isso, prometo que assim que puder mandar o capítulo 12, ele será bem cheio de ação e intrigas bem do jeitinho que vocês amam ahhahahah mil beijos lindonas)


Capítulo 12- Brasil


Quatro horas haviam passado desde que estava desfalecida naquela cama. O clima pálido e gélido que aquele quarto transmitia já me deixava com ânsia. Ela continuava paralisada na cama, seus traços tão perfeitos que qualquer um diria ser uma atriz atuando como a própria bela adormecida. Seth já havia passado mais de três vezes aqui para saber de algo novo. Sam estava preocupado demais com a situação que me encontrava e principalmente por , que dizia ele, ter uma divida enorme a pagar. Tentei de qualquer maneira encaixar as coisas, mas o que Sam tanto devia a ?
Esme passava no quarto de 10 em 10 minutos me oferecendo algo e sempre olhando para com aquele olhar materno e triste. Para falar a verdade, eu já estava farto disso, queria poder olhar logo em seus olhos e dizer o quão importante ela era pra mim, e poder repetir inúmeras vezes o que fizemos hoje mais cedo. Eu estava cansado de olhar para ela e não ver seu sorriso e sua cara de mandona.
- De fato você está cansado- uma voz rouca atingiu meus ouvidos e me arrepiei, olhei para a garota tão linda que na cama estava.
- - sussurrei, corri até ela e não pude evitar pular ao seu lado e beijar todas as partes daquele rosto sem imperfeições, assim como Sam costumava fazer com Emily.
- Jake, assim eu não consigo respirar- ela riu dentre os beijos. Afastei-me e comecei a encara-la.
- Você está bem?
- Eu estou ótima- sorriu delicada, como se nada tivesse acontecido há poucas horas. – Me desculpe pelo que aconteceu... – seu olhar se transformou rapidamente num olhar triste e aquilo me doeu.
- Hey, hey- levantei seu queixo fazendo seus lábios ficarem próximos aos meus. – Você ficou muito sexy lá embaixo. – Ela riu de novo e aqueles dentes brancos pareciam tão brilhantes quanto nunca.
- Eu não sei como consegui todos esses anos sem você...
- E foram longos anos, devo admitir- brinquei.
- Me chamando de velha de novo Sr. Black?- ela arqueou a sobrancelha e eu gargalhei.
- Vejo que está melhor . - Alice entrou pulante no quarto. Senti-me meio desconfortável com isso, pensei em deixar espaço para as duas, mas segurou minha mão e sentou por trás de mim encostando o queixo em meu ombro.
- Melhor impossível- sorriu.
- Então levantem essa bundinha daí que Esme preparou um bolo de chocolate para vocês.
- Mandona- reclamou . Percebi que Alice fingia que nada tinha acontecido e quando descemos, percebi que na verdade todos fingiam.
- Bolooo- correu até Esme e beijou sua bochecha fazendo a mesma rir. Se todos fingiam estar felizes, é porque era preciso, e eu não contrariaria.
Procurei Isabella com os olhos, mas não a achei.
- Vem Black- chamou , me sentei à mesa junto a ela e Esme me entregou um pedaço do bolo melecado de chocolate, ele parecia molhado por dentro e por fora, gordo e delicioso.
- Isso tá uma delicia. – comentei.
- Pra quem não come nada há horas, qualquer coisa seria deliciosa... - Esme riu. parou de comer e me encarou séria.
- Quatro horas? Sem comer?- pensei em mil desculpas porque sabia muito bem em como era protetora.
- Eu não senti fome- dei ombros, ela olhou para o nada e voltou a se concentrar em seu pedaço. Senti que aquilo de alguma forma a afetara.
- . – Carlisle apareceu no batente da porta.
- Diga – ela o olhou como se já soubesse a pergunta, ele me olhou e suspirou. Ela estava fazendo aquilo de novo, me deixando fora de suas conversas.
- Depois – murmurou.
- Tudo bem?- ousei perguntar. Ela me olhou e respondeu:
- Ele quer conversar, sobre aquilo. - agora sim entendi o motivo de todos fingirem estar bem. não gostava de tocar no assunto, eu podia sentir a tristeza vindo dela, dentro de mim.
- Eu posso ficar com você- não sabia se ela queria minha presença, mas ela sorriu e tudo parecia estar bem por um segundo.
- Você vai, eu não posso te deixar sozinho Jake. Não agora. – não entendi o motivo de tal frase, mas com estando ao meu lado eu não precisaria entender nada.

Scarlet
Desde que acordei, todos mantinham seus sorrisos e mentes limpas, eles me conheciam o suficiente para saber como me sentia em relação a isso. A Fúria só fora acordada uma vez, e tudo que ela causara fora dor, morte e arrependimento... Ela fez coisas que nem mesmo eu, A Justiceira, pensara em fazer, e devo admitir que fora um milagre nada ter acontecido hoje.
Bella estava longe com Edward, provavelmente caçando, e Carlisle queria conversar sobre “ela”. Pelo menos Jacob estaria comigo, eu não deixaria que ele fosse capturado. Ainda não tinha denuncias sobre os Volturi, mas caso outros vampiros aparecessem isso não seria preciso.
Jake e eu caminhamos de mãos dadas até o gabinete de Carlisle. Ele nos olhou e pareceu decepcionado por não estar sozinha.
- Olá- falei. Jacob acenou e se sentou em uma poltrona.
- Bom, não imaginava que Jacob viesse, mas se você deseja assim- deu ombros. – Você sabe o quanto fiquei preocupado com isso, e como isso não pode se repetir.
Na verdade eu sabia onde Carlisle queria chegar com isso tudo, o que ele estava com medo de falar no momento.
- Me desculpe Carl, mas você sabe como é.
- Sim, sei. E é por isso que tive uma ideia. – eu, particularmente, não sabia se aquilo era uma boa ideia, mas deixei-o falar. – Com tudo isso acontecendo e Aro escoltando novos vampiros, tememos que eles viessem até aqui, atrás de vocês.
- E desde quando vampiros são problemas para mim?
- São a partir do momento que podem atingir Jacob e sua família. – pimba, Carlisle estava certíssimo, aquilo me afetava muito, mas será que fugir era uma boa maneira? Será que eu conseguiria realmente salvar Jacob saindo de Seattle?
- E você acha que o Brasil é a melhor opção?- ele examinou a mim e Jake e depois respondeu.
- Eu já comprei as passagens, e aqui estão os passaportes. - arrastou-os pela mesa- Sei que você fará a coisa certa, por um tempo.
- Até que eu a tranque novamente?- deduzi, ele assentiu e então decidi ceder.
- Eu irei.
- Nós iremos- Jacob consertou rapidamente segurando minha mão. Pelo que parece eu estava em observação pelo meu próprio lobo.
Peguei os documentos em silêncio e não precisei falar nada quando saí da sala de Carlisle. Assim que atravessei a porta, vi Emmett entrando em casa com Rose. Não pude evitar um sorriso imenso assim que o vi correndo até mim. Jacob soltou minha mão rindo e Em se jogou contra meu corpo pequeno e delicado, depois gritando de dor.
- EU PODIA QUEBRAR MEU BRAÇO - dramatizou, afinal, que vampiro quebraria um braço assim?
- Eu não posso fazer nada se você não sossega o bumbum- ri, Rose veio de trás do imenso Ursão e me abraçou forte e docemente.
- Senti sua falta sua cabeça dura.
- Foram algumas horas, vocês me amam tanto assim?- recebi um soco de Rose e um alto "Sim" de Emmett
- Por que eu nunca vi a emburradinha aí feliz desse jeito?- Jacob apontou pra Rose que revirou os olhos
- Vai catar suas pulgas, cachorro- e ela saiu batendo os saltos nos chão. Eu e Emmett gargalhamos.
- O que eu falei de errado?- Jake choramingou.
- Nada Jake, vamos, Emmett eu volto aqui para me despedir.
- Ele te falou?
- Sim. E talvez, só talvez, isso seja legal.
- Vai ser legal, você me ama e vou estar lá- Jacob se pendurou em mim e ficou mandando beijinhos.
- Afff- ri. Emmett deu um pedala em Jake e saímos da casa dos Cullen.
- Você vai ter que me responder uma coisa agora. - ele falou assim que entramos na trilha.
- E o que é?
- O que Sam tanto deve a você?- quase me engasguei e parei no caminho.
- Ele te falou alguma coisa?- me fiz de desentendida.
- Não, mas comentou. O que é ? Por que você escondeu isso?- vi que ele começou a pensar em mil coisas, coisas essas que estavam bem longe da realidade.
- Jacob, tá bom, eu pedi que ele não te contasse. - respirei fundo e coloquei minhas mãos em seus ombros.- Eu pedi que ele não te contasse que eu iria matar Victoria.
- O QUE?- ele se exaltou.
- Ele pediu ajuda, disse que poderia aparecer por trás, mas é o que eu faço Jake, eu mato vampiros. Victoria mexeu com muitos daqui, ela matou o pai da Leah! Você realmente acha que eu deixaria você se machucar?
- E se você se machucasse?- ele andou de um lado para o outro esfregando a mão em seus cabelos e deixando-os bagunçados.
- Eu não me machucaria, droga, por que você não entende que eu sou A Justiceira? Eles não podem me machucar Black! Você é a única coisa que pode ser usada contra mim!
Jacob parou de andar e começou a me encarar, profundamente, como sempre fazia.
- Se eu sou a única coisa que pode te machucar...
- Não- o cortei- Você não vai fazer isso e você não vai sequer FALAR ISSO!- comecei a me desesperar. Jacob queria se afastar de mim.
- É o jeito . - ele sussurrou.
- É exatamente por isso que não queria te falar sobre ela. Você ia ficar assim. – peguei sua mão. - Jacob, você é tudo pra mim, não existe NINGUÉM que possa me fazer feliz a não ser você. Esse imprinting, leva a sério, eu também sinto.
- Eu sei- ele bufou- Você também é tudo pra mim, por isso eu não aguentaria te ver machucada.
- E por que você acha que eu aceitei ir ao Brasil? É o único meio que tenho de te manter longe deles, pelo menos por um tempo.
- Certo, mas não me esconda algo assim de novo- assenti sorrindo e ele me abraçou voltando a andar.
- Como acha que seu pai vai reagir com a notícia?
- Ele vai entender, ele te ama. - ri.
- Todos me amam, de fato.
- Convencida.

Chegamos à casa de Jacob e Billy estava sentado em sua cadeira de rodas na varanda.
- Olá crianças- ele acenou quando nos viu.
- Hey, velho. - Jake deu três tapinhas em suas costas.
- Billy. - me abaixei para o abraçar e ele gargalhou.
- Perdi algo?
- Ah sim, vamos entrar? – ele perguntou ao Jake com o olhar, mas ele fez uma careta e me seguiu para dentro da casa. Chegando lá ficamos todos em silêncio, então me pronunciei.
- Eu e Jake temos algo a falar, mas a história é bem grande então eu estava pensando se não poderia mostrar...
- Mostrar?- ele pareceu confuso.
- Sim, posso?- indiquei com a mão e ele assentiu, então encostei os dedos em sua bochecha e reproduzi todas as lembranças em sua mente, tanto quando o vampiro que veio atrás de Jake como A Fúria, e sobra a viagem.
Assim que o soltei pude ouvir seu arfar surpreso.
- Isso é uma coisa que não vemos sempre. – Ele comentou, depois ficou um tempo em silêncio. Jake pigarreou e ele nos olhou. – Bom, eu não tenho muito que falar, vocês já decidiram, e se for para o bem de Jake, e o seu . Eu concordo com tudo.
- Você é demais Billy!- o abracei de novo.
- Tudo bem, tudo bem, mas vocês devem avisar Sam. Jake ainda é o Beta.
- Eu sei, vamos falar com ele mais tarde. Temos que arrumar as malas, vem . - fui puxada por Jake para seu quarto.
- Jake, eu não tenho roupas. – senti vergonha pela primeira vez ao falar isso. – Eu nunca precisei comprar, eu só hm... As pegava. E aqui Alice arrumava meu guarda-roupa.
- A gente resolve isso , eu também não tenho roupas, elas simplesmente rasgam...
- Será que a gente deve mesmo ir?- perguntei insegura.
- Sim, não são roupas que vão nos impedir disso. - ele me segurou num abraço e caímos em sua cama.
Eu amava seu cheiro e ali enroscada em seu peito podia contar os segundos das batidas de seu coração.
- Eu te amo- ele sussurrou beijando o topo de minha cabeça.
- Eu te amo. – o abracei mais forte.
Ficamos um tempo indeterminado trocando carícias, até ouvir quatro patas pesadas dentro da floresta e depois se transformarem em duas pernas. Fiquei quieta esperando Jacob ouvi-lo, mas ele estava quase dormindo e pelo que sabia, não havia dormido por um bom tempo.
Ele fechou totalmente os olhos e deu um longo suspiro, levantei de modo que ele não sentisse e saí do quarto. Billy estava na cozinha e a porta se abriu. Seth estava parado me encarando até dar um sorriso.
Indiquei silêncio e apontei para fora, não queria que Black acordasse.
- Você está melhor! Eu passei nos Cullen, mas não entendi muito bem o que aconteceu, Jacob não se transformou e ficamos só com o básico.
- Ah, bom... Não tem problema te dizer o que aconteceu, mas terei que fazer como em Billy.- ele deu ombros e repeti a dose de lembranças. No final, ele riu como uma criança.
- Jake está dormindo- briguei como ele. Todos os lobos eram iguais, até Sam era uma criança num corpo gigante e forte.
- Esse negócio do Brasil, você tem certeza?
- Não, mas decidimos arriscar, de qualquer forma é melhor do que esperar aqui. Isso é pelo bem de todos os quileutes.
- Você está certa, os dois precisam de um tempo.- ele olhou para a floresta e continuou. – Mas Sam está longe...
- Nada vai acontecer aqui Seth, e se estiver para acontecer, é só você pensar bem forte, forte mesmo, que eu venho.
- Eu não consegui agradecer pelo que você fez... Com a Victoria.
- Ah, tudo bem filhote, é o que eu sou.- rimos com o “apelido”.
- Vocês vão se encontrar com Sam no Brasil?
- Talvez, por que?
- Diz pra ele que todos estão com saudades. - Seth mexia em seus próprios dedos, seus olhinhos brilhavam e suas bochechas coraram.
- AH SETH, DEIXA EU TE APERTAR- voei nele e ele tentou fugir rindo.

Sam Uley
Brasil
- Você está bem amor?- Emily se deitou ao meu lado com seu corpo nu por debaixo das cobertas.
- Sim, sim, eu só estou preocupado com o que está acontecendo em La Push.- a puxei para mais perto. Ela era linda e estava cheirosa demais para minha consciência.
- Eles vão ficar bem, é muito forte, até demais- ela riu.
- Eu estou mais preocupado com Jake.- murmurei.
- Por que não tentamos aproveitar nossas férias e quando voltarmos nos focamos nos problemas?- ela subiu as mãos em meu peito, senti um arrepio por meu corpo inteiro.
- Assim você me deixa louco Yong. – ela gargalhou e não aguentei mais a distância de nossos corpos.
....
- Sam, você pode vir aqui?- Emily me chamou em mais uma barraca, estávamos andando no centro do Rio de Janeiro há horas, aquela mulher não cansava.
Fui até ela e pude ver seu brilho nos olhos ao olhar uma camiseta.
- Quanto é?- perguntei com o pouco de português que sabia.
Assim que olhei o vendedor, meu sangue congelou e enfim o cheiro chegou em minhas narinas. Muitas pessoas passavam naquele lugar e por isso não havia sentido antes.
- Tudo bem amor? – Emily apertou meu braço.
Não consegui tirar os olhos do sanguessuga a minha frente, ele olhou para mim e para minha mulher, depois sumiu como um borrão no ar.
- O. o que ele era?
- Vampiro.- sussurrei. – E ele nos conhecia.
- O que você quer dizer com isso?- ela pareceu assustada.
- Não estamos tão seguros aqui. Vem, vamos voltar- depois disso, a arrastei até um taxi e voltamos para o hotel. Era hora de me comunicar com Cullen.

Capítulo 13- Novos frutos.


Alice Cullen
Lá estava eu escolhendo blusas, regatas, shorts, calças, botas, sapatos... Tudo isso para arrumar uma mala decente para minha amiga não tão controlada Scarlet.
Eu e Jasper tínhamos combinado de arrumar duas malas, uma para e outra para Jake. Não era como se não soubéssemos que eles não tinham roupas. Eu, particularmente, queria que descansasse e vivesse essas férias como se nada tivesse acontecido, era o que eu queria para a minha amiga.
Aquela mala estava totalmente cheia, acho que até para uma vampira como eu, teria de ser mil vezes mais organizada para conseguir encaixar tudo em seu devido lugar. Jasper apareceu no quarto com uma mala gigante como a minha em sua mão e deu uma risada leve.
- Acho que ganhei. – olhei para ele um pouco sapeca.
- Mas é claro que ganhou, acha mesmo que é tão fácil arrumar a mala de uma mulher? Querido... – indiquei com a cabeça para uma mala pronta na parede e ele gargalhou.
- Você já sabia!- reclamou.
- E você achou que eu não ia saber?
- Então quer dizer que vamos ao Alasca?- ele soltou a mala e eu finalizei o fechamento da minha.
- Acho que sim- sorri animada com a possibilidade de passar um tempo com meu amor. Ele se aproximou com seus gestos lentos e colou nossas testas.
- Daqui a alguns anos me perguntarei como consegui alguém tão angelical.
- Quem disse que sou tão angelical?- Jasper selou nossos lábios e antes de aprofundar nosso beijo, senti minhas mãos tremerem e os olhos perderem o foco da visão. Eu cairia no chão se não fosse pelas fortes mãos que me seguravam.
“- Alô?- Rosalie estava irritava com alguma brincadeira de Emmett quando atendeu o telefone, sua voz era fria e seu rosto gélido como sempre.
- Rose? É o Sam... – ela revirou os olhos e bateu na mão de Emmett que tentava implicar com ela.
- Fala.
- É meio urgente, eu tô aqui no Brasil e... Bem, eu dei de cara com um vampiro. Não sei o que está acontecendo, eu sinto que eles estão nos seguindo. – Rose esbugalhou os olhos e Emmett parou de brincar.”

Assim que voltei ao presente, Jasper me sentou na cama e se manteve quieto esperando que eu falasse algo. Ouvimos o telefone tocar e pude ouvir Rose resmungando algo para Emmett no andar de baixo. Jasper ouvia atentamente.
- Alô?- perguntou a mal humorada assim que atendeu ao telefone.
- Rose? É o Sam... - pude sentir que ela revirou os olhos, ou apenas lembrei. Por impulso puxei o braço de Jasper e corri até a sala onde eles se encontravam.
- É meio urgente, eu tô aqui no Brasil e... Bem, eu dei de cara com um vampiro. Não sei o que está acontecendo, eu sinto que eles estão nos seguindo. - os atos da visão se concretizaram e Jasper me apertou contra seu peito.
Não demorou muito para Carlisle sair de seu gabinete com os olhos aterrorizados. Pediu licença para Rose e a mesma o entregou o telefone.
- Sam, é Carlisle. – Sam pareceu suspirar aliviado. Emmett tirou o boné da cabeça e Rose se sentou ao seu lado.
- Doutor, esse vampiro... Ele me olhou bem profundamente, parecia que me conhecia, na verdade, ele estava exatamente perto de Emily. - ouvimos um tremor em sua voz. – Existe algum vampiro amigo de vocês por aqui?
- Nossos amigos não se encontram na cidade. Olhe Sam, vamos resolver isso, por enquanto fique no hotel com sua esposa. Vai dar tudo certo, mas vampiros no sol... Essa é nova.
- Ele estava bem coberto. - resmungou Sam. – Se algo acontecer a Emily...
- Não vai, acalme-se, você também não quer se transformar em um lobo gigantesco no meio da cidade.
- Eu sei...
- e Jacob já estavam a caminho, vai dar tudo certo, talvez espante os mosquitos. – os dois riram nervosos da piada, mas por motivos diferentes. Sam estava nervoso pelo fato de sua mulher estar em perigo, já Carlisle tinha medo de algo acontecer com , ou qualquer coisa dentro dela. Após tranquilizar Sam, Carlisle encerrou a ligação e se virou para nós quatro.
- O que vai rolar?- Emmett perguntou ansioso demais.
- Acho que todos concordam que isso estraga os planos de recuperação para , mas não podemos ignorar o fato de Sam e Emily estarem em perigo... - Carlisle pensou, pensou, pensou. Nessas horas queria poder ter a habilidade útil de Edward, mas não demorou muito para que ele se pronunciasse novamente. – Alice e Jasper, eu quero que vocês viajem para o Brasil com eles.
- O QUE?- quase berrei. Jasper mostrou muita decepção em seu olhar. Parecia que nossas férias haviam sido jogadas avião a fora.

Scarlet
Acordei enroscada no corpo quente de Jacob. Ele dormia pesadamente e mesmo assim parecia um anjo. Tentei sair da cama sem acordá-lo, mas assim que meus pés tocaram o chão, seus braços me puxaram para o lençol.
- Ia fugir sem dar bom dia?- a voz rouca roçou em meus ouvidos como um pedido suplicante para ficar. Resmunguei baixo.
- Eu não queria te acordar. - ele me virou para seu corpo e selou nossos lábios. Jacob estava nu e suas coxas me prendiam na cama. Quero dizer, elas estavam lá, mas eu não conseguia... Sair.
- ... - ele grudou mais nossos corpos e senti seu parceiro se enrijecer lá embaixo.
- Sério Jake, nós vamos viajar hoje, lembra disso? Eu nem arrumei uma mochila direito.
- Por mim eu fico aqui. - ele fez dengo e depositou um beijo em meu ombro. Meu desejo de ficar era imenso, mas tínhamos prioridades, então o encarei brava e disse.
- Levante Jacob! Já! Eu vou tomar um banho GELADO e você irá DEPOIS de mim. – Levantei enfim e ele ficou reclamando sobre Deus e o Mundo naquela cama quentinha. Meu corpo estava nu e quem entrasse ali morreria. Peguei uma toalha no guarda-roupa da pessoa rabugenta e me enrolei na mesma indo em direção ao banheiro. Por sorte não havia ninguém em casa. Conseguia ouvir as reclamações de Jacob até do banheiro, o que me causou altas gargalhadas.
Assim que me senti puramente limpa, me vesti com umas roupas que Jacob separou na noite anterior para mim e saí do banheiro com os cabelos molhados.
Não dei nem um passo e ouvi uma corrida veloz dentro da floresta. Virei-me para a porta da casa e de lá gritei para Jacob. – PODE IR TOMAR SEU BANHO! – ele saiu do quarto com uma toalha e o corpo no mesmo estado que antes, passou pelo corredor fazendo poses e caras me fazendo rir mais ainda. Eu não conseguia não rir com ele. Quando Jake fechou a porta do banheiro, abri a porta da casa. Fui até a varanda e me apoiei ao corrimão da pequena escada.
Alice e Jasper apareceram quase que flutuando dentre as árvores. Pararam de correr assim que cruzaram a linha entre a floresta e a casa de Jake.
- . - a baixinha gritou. Jasper estava com um sorriso colgate que me fez questionar coisas.
- Alice... – a abracei, ainda desconfiada. Olhei para Jasper de novo e ele riu novamente. Ok, não dá, eles estão escondendo algo e isso é mais forte que eu, porque segundos depois eu estava na mente dos dois! MAS QUE DIABOS!
- COMO ASSIM VOCÊS VÃO? E POR QUE ACHAM QUE EU NÃO CONSIGO SEGURAR ALGUNS VAMPIROS?- Alice virou o tornozelo furiosa para Jasper e quase gritou um “ERA PRA DISFARÇAR”.
- Calma , é temporário, não vai ser a pior coisa do Mundo... – sinceramente eu estava ficando farta dessa coisa de “cuidar da ”, ora, eu deveria cuidar deles!
- Alice- pousei as mãos em seus ombros. – Sem ofensas minha linda, mas olha o seu tamanho. – bastou falar isso para ver as chamas nos olhos da baixinha, ela parecia prestes a explodir. Jasper riu baixinho e eu também não aguentei muito tempo.
- Eu. Nem. Vou. Responder. – ela disse pausadamente, respirou fundo e em seguida ergueu uma mala gigantesca –maior que ela- dizendo: É sua! Toma. – e simplesmente jogou em mim. Agora fico imaginando se existe coisa mais delicada que essa. Jasper segurava outra mala que logo descobri ser para Jake.
Agradeci os dois de coração, pois me senti muito mal ao saber que não tinha nada, mas não sabia o que Jacob falaria em relação a isso.
Entramos na casa dos Black e os dois se sentaram no sofá vermelho da sala. Jacob saiu vestido- graças a Deus- do banheiro e logo se espantou com a visita.
Explicar tudo a ele foi bem complicado porque o mesmo começou a pirar em relação ao Sam, disse que teria de ir logo e sua agonia começou a preencher meu peito.
- Vamos buscar nossas coisas e voltamos com o carro. – Alice pulou do sofá e seu vampiro a seguiu. Assenti para os dois enquanto Jacob andava de um lado para outro pouco ligando se usaria roupas dadas por vampiros.
- E se eles conseguirem pegá-lo?
- Credo Jake- ri – Eles não vão pegar o Sam, até porque ele é um lobão e, fala sério, nós estamos indo. Você sabe como é fácil rastrear um vampiro.
- Eu sei, mas ele é quase meu irmão! Não consigo não me preocupar. – abracei meu lobo tentando aconchega-lo e acho que funcionou porque sua mente estava mais calma e a angustia também havia passado.
Minutos depois o carro dos Cullen estava em frente a casa. Havíamos nos despedido de Billy ontem à noite e os Cullen se despediram mentalmente.
No carro o assunto mais tocado era o que faríamos no Brasil. Os 4 pareciam tensos, eu tinha medo de que algo acontecesse a Sam e Emily nesse curto tempo. Precisava chegar ao maldito hotel logo e me certificar de que tudo estivesse bem.

Aro Volturi
Estava exausto destas humanas impertinentes que eram trazidas até nós. Ora, não podia perder meu tempo com caprichos, afinal, tínhamos uma Swan transformada e agora sabíamos que Scarlet estava junta aos filhos da lua.
Nunca pensei que tal coisa fosse acontecer, odiava os lobisomens com tanta força que quando via um era capaz de nem dar tempo do mesmo pensar, e isso era quase que um presente para nós. Mas estava mudada, eu senti, todos sentiram.
- Vamos querido irmãos, temos um banquete a nossa espera- Caius parecia excitado com o cheiro vindo do salão ao lado.
- Deixe-o, Aro não parece tão motivado a isso- meu irmão Marcus me olhou com aqueles profundos olhos escarlates.
- Está certo- levantei quase com um pulo de meu trono. – Estive pensando e repensando em como estamos perdendo nosso tempo aqui. Já era de se esperar que a diversão tomasse conta de Caius, mas com algo de alto nível como esse, acontecendo. Esperava mais de todos vocês.
- O que você quer dizer?- Caius quase me atacou com os olhos. Ele era fútil, tinha grande ego e isso acabara estragando o nome Volturi por muitos séculos.
- Olhem em volta amados irmãos, não veem o que está correndo? O tempo!- suspirei- Passamos séculos sendo reis, tratados como reis, mas estamos enjaulados! – rugi- Enjaulados por uma criatura bela e imortal!
Marcus se levantou e pôs-se atrás de mim.
- Mas você viu algo a nosso favor. Talvez aquele lobisomem?
- Sim, sim, sim, Marcus!- bati palmas animado com o caminho que estávamos seguindo.
- Ele era importante, tão importante que pude ver dor nos olhos da pequena Justiceira.
- Não só dor como injúria. Fomos tão ofendidos que temi nosso fim, naquele momento.
Ele estava certo, eu não gostava do jeito que brincava com nossa existência, aturei séculos apenas a obedecendo, mas hoje era diferente.
- Eu sinto que aquele rapaz pode ser nossa luz.
- Eu poderia esmagá-lo, se pedissem- Caius se pronunciou, meus olhos o seguiram e mantive-me calado.
- Poderíamos segui-los. lançou um verdadeiro pedido de guerra. Ela está contra todos que chegarem perto do garoto. – Marcus era inteligente, gostava disso nele, talvez por ser de sangue meu irmão.
- Claro, existem mais, pude ver- indiquei com o braço para que um guarda chamasse Jane, que sempre estava do lado de fora. Meus irmãos continuavam parados a espera de um falar.
- Sim. – a loira jovem apareceu dentre as imensas portas e seus olhos orgulhosos pausaram-se em mim.
- Querida Jane- em um estante estava ao seu lado. Ela continuou ali me olhando. – Temos um trabalho para você.
- Acha mesmo que ela seria a ideal?- todos sabiam o ódio que sentia por Jane, mas ela era uma peça, não o jogador.
- Ah sim- dei uma risada triunfante. – Minha jovem, que tal dar uma passadinha no Brasil? – Jane não pareceu gostar da ideia, pois suas sobrancelhas se uniram e ela falou.
- O que eu faria por lá?
- Bom, alguns vampiros estão com medo, mas precisamos de alguém que... Vigie algumas pessoas. Lobisomens. – Ela pareceu tremer por um instante, Jane era obediente, mas não podia ignorar seu pavor por lobisomens.
- Tudo que o senhor ordenar. – ela fez reverência e com o olhar frio caminhou até o lado de fora do salão.
- Espero que realmente esteja certo disso. – Marcus parecia pensativo demais, ri de sua pose e falei:
- E aquele banquete?- logo Caius esboçou um sorriso e seguimos até a nossa diversão.

Edward Cullen
Depois de tudo que acontecera com , a coisa que eu menos queria era Isabella por perto dela. Estávamos no Canadá, não muito longe de casa, mas longe o suficiente.
- Edward- ela me chamou no quarto. Bella estava deitada, seus cabelos mais longos e brilhantes, seus lábios rosados e seus olhos cor mel.
- Fale- me sentei ao seu lado.
- Se ela for realmente para o Brasil, tudo volta ao normal, não é?- eu não sabia o que falar para Bella, porque a maior parte de mim não queria que fosse. Eu nem ao menos poderia me despedir dela.
- Eu não sei – sussurrei desejando que tudo aquilo passasse logo. Bella pegou minha mão e olhou em meus olhos.
- Me desculpe por tudo que causei Ed... – ela me chamou por aquele apelido, contive-me para não mostrar que não havia gostado. – Eu só sinto muito ciúme quando te vejo com ela.
- E esse ciúme quase te matou... – quero dizer, matou. Mas Bella não se importava com aquilo. Ela não ligava nem um pouco se nunca mais sentisse o sabor de uma fruta, ou se nunca mais sentisse o calor do sol esquentar seu corpo. Bella não ligava se era uma imortal ou teria que matar seres para sobreviver.
- Eu estou bem, não estou?- Está? Eu não a entendia, nunca entendi. Tínhamos um trato, trato esse que eu não estava motivado a cumprir, mas mesmo assim ela quebrou. Esperar o ano letivo acabar, faltava pouco, mas Bella não se conteve.
- Você não está bem- rangi os dentes. – Você está morta! – ela congelou por um instante e olhou no fundo dos meus olhos.
- Não combinamos de não voltar nesse assunto?
- Não Isabella, você falou isso, porque você não consegue admitir que fez uma besteira. Como você acha que me sinto toda vez que lembro como você era e o que você é.
- Você esqueceu que eu sou como você!- retrucou.
- É exatamente isso! Você é como eu, você... Bella você é um monstro.- eu odiava admitir aquilo, ainda mais em voz alta. Mas minha cabeça estava confusa, meus sentimentos misturados e Bella... Bella, que uma vez fora meu refúgio disso tudo, agora era mais um dos motivos.
Ela se remexeu incomodada na cama e decidiu se levantar e seguir para fora do quarto.
- Onde você pensa que vai?- a segui.
- Eu VOU para qualquer lugar esfriar minha cabeça. – e então ela saiu. Agora era somente eu e... Olhando para o lado puder ver meu parceiro Whisky.

Scalet
9 horas de voo! Meu Deus, como eu odeio esses meios de transporte. Eu levaria pelo menos 3 horas para chegar ali, mas não, eu tinha que ir de avião porque era “mais normal”. Jake parecia tão irritado quanto eu, já Alice e Jasper sorriam para tudo e todos- só Alice, na verdade- e isso me irritava mais ainda.
- Vou pegar um carro, vocês esperem aqui- ela apontou para duas cadeiras. O aeroporto estava muito cheio, Jake segurou minha mão assim que viu dois homens me encararem.
- Sério?- ri.
- Esses brasileiros são tão irritantes.
- Dois caras Jake, e eles nem fizeram nada.- ok que eles pensaram, e muitas coisas... Mas Jake não precisa saber os detalhes.
Ele fez cara feia e apertou minha mão mais forte. Vi que essa viagem prometia...
Os dentes afiados- apelido carinhoso dado por mim- chegaram com os documentos e a chave de um carro. Saímos do aeroporto e logo estávamos indo para o hotel. Jacob ainda ansioso tentava se manter quieto, mas era impossível.
Minutos depois de tanta tensão ao meu lado, o carro parou. Jake praticamente pulou do carro e acabou assustando o manobrista do Hotel.
- Desculpa por ele. É claustrofóbico- falei em português.
- Eu tomei um susto com ele- o mesmo riu. Alice e Jasper saíram do carro e seguimos para o deck.
- Por que demoraram tanto?- o lobo logo reclamava enquanto nos esperava na porta.
- Se você não estivesse um tanto eufórico com motivo, eu daria um soco na sua linda cara- resmunguei. Ele ficou falando como aquilo tinha sido rude e blábláblá. Jake era o rei do drama.
Depois de fazer o check-in, os vampiros foram levar nossas malas para os quartos e eu fui levar uma mala para o quarto de Sam, se é que me entende.
Batemos na porta e Jake mexia o corpo impaciente, até que a porta se abre e Emily mostra a cara sorridente. Até eu fiquei aliviada naquele momento, a abracei ignorando Jake e ela riu engraçado.
- Vocês estão bem? Esperávamos que chegassem a noite.- a soltei procurando por Sam que logo apareceu com os cabelos molhados.
- Jacob?- ele se assutou e Emily deu espaço para que entrássemos, dando um tapinha nas costas de Jake. Ele correu para Sam e o abraçou forte. – O que tá acontecendo?
- Ele ficou nervoso- expliquei- Com a coisa dos vampiros.
- Sam! Você os preocupou!- então Emily não sabia...
- Ele fez o certo Em, vampiros são perigos...- eu parei de falar assim que ouvi algo diferente.
- ?- Jake me olhou preocupado. Sam imitou seu ato e Emily só assistia a tudo.
- Meu Deus.- lágrimas começaram a escorrer por meu rosto. Eu sei, não sou tão sensível assim, mas como todos sabem, sou protetora dos humanos, e quando um nascia, principalmente no meu ciclo de amizade, aquilo era um tanto quanto emocionante para mim.
- o que houve? Amor!- Jake já estava quase gritando, mas pedi silêncio.
- Vocês não podem ouvir, mas é claro que não, são lobos não super-homens!- eles estavam confusos. – Emily... você anda... tendo aqueles dias?
- Aqueles... Ah, na verdade...- ela parou para pensar, olhou para mim, para Jake e por fim para Sam. – Por que você pergunta?- seus olhos brilharam por conta da porção de lágrimas que estava por vim.
Não aguentei e me agachei para poder ouvir sua barriga. E foi ali que pude ouvir um “tum tum, tum tum” acelerado e baixinho.
- - Sam insistiu. Emily já tapava a boca com lágrimas escorrendo por toda parte do rosto.
- Emily está grávida. – ouvi melhor e percebi que ele estava rápido demais para um bebê tão pequeno.- Oh!- exclamei- São dois.
Com isso Emily deu um gritinho engasgado, seu soluço aumentou e Sam a agarrou com força.
- Meu Deus! Você tem certeza?- ele tocou a barriga.
- Sinta- sorri. Ele sentiu, porque eu pude ver em sua mente. Eles estavam felizes demais, nada mais importava naquele momento. Senti Jake me abraçar por trás.
- Olha.- ele sussurrou no meu ouvido- Um dia eu quero te ver assim, com esse sorriso no rosto, e chorando por esse motivo.- Eu me comovi, muito, e aquelas palavras grudaram em meu peito como chiclete.
Virei-me para ele e selei nossos lábios, porque melhor do que uma vida vindo, eram duas.

Alice Cullen
Eu e Jasper estávamos conformados com toda essa bagunça de vir para o Brasil, mesmo que só possamos sair algumas vezes de manhã e normalmente só à noite.
- Jasper- chamei sua atenção que estava em algum jogo na tv.
- Hum- ele se virou para mim com o olhar apreensivo.
- Você acha que eles estão sendo seguidos de verdade? Não deveríamos ter visto algo? Você sentido?- ele pareceu pensativo.
- Talvez eles estejam escondidos.- deu ombros e continuou a assistir seu jogo. Bufei impaciente. Eu sabia que tinha alguma coisa errada aqui.
e Jacob estavam no quarto de Sam e eu estava com um vampiro folgado na cama. Decidi que estava com raiva de Jasper e queria que ele SENTISSE isso. Bufei novamente e sai do quarto. Eu ia dar uma volta no hotel.
Fiquei rondando o deck e sendo observada por muitos humanos. As vezes esqueço como somos bonitos para eles. Fui para a piscina do hotel e como estava anoitecendo, não tinha nenhum problema estar por ali.
Fiquei uns minutos examinando as crianças nadando, eram tão lindas, tão vivas.
Quando fui levantar da cadeira onde estava, senti uma tontura. Droga.
“O som do jogo era alto. “GOOOL” gritava o locutor. Jasper se ajeitou na cama sorrindo, ele amava aquele time, eu sabia disso.
Mas seus olhos saíram da tv e pararam na porta. Ele sentiu algo.
Rapidamente um homem de preto apareceu a sua frente. Ele era tão imenso quanto Emmett, seus cabelos escuros e uma capa preta. Ele era da guarda dos Volturi. Jasper não pensou, logo começaram uma luta. Coisas se destruíam no quarto. Jasper era o melhor lutador, depois de mim é claro.
E quando suas mãos prenderam o pescoço do grandalhão. Ele sentiu uma dor insuportável e caiu de joelhos no chão. Seus olhos pareceram chocados a vê-la a sua frente. Jane!”


Eu não precisei voltar totalmente a consciência. Meus pés corriam, mas não podiam correr tão rápido. Se eu tivesse um coração pulsante, ele estaria disparado.
“Droga, droga, droga”, não podia acontecer. O elevador não chegava. Fui pelas escadas, ninguém ia pelas escadas, assim que abri a porta de emergência, meus pés voaram e já estava em nosso andar. Jasper era tudo que eu pensava. Cheguei em nosso quarto, mas tudo estava vazio. A cama, o banheiro, a cozinha. Tudo quebrado no chão e nenhum sinal do meu vampiro. Eu estava nervosa demais para qualquer coisa. Precisava de !
Com as mãos trêmulas os dedos conseguiram digitar o número do quarto de Sam. Três toques até atenderem, o tempo era curto.
- !- berrei. Mas era Sam, e ele passou o telefone para ela. Eu não conseguia ver futuro nenhum, porque minha cabeça estava confusa e desesperada.
- Alice.
- ME AJUDE!- ela me conhecia, pois depois de alguns segundos uma garota estava entrando o quarto.
- O QUE HOUVE AQUI? MEU DEUS!- ela me olhou e entendeu.
- Eles pegaram Jasper ! Eles pegaram... – e enfim as lágrimas caíram de meus olhos. estava paralisada, não sabia o que ela estava fazendo, mas eu precisava sair dali e procurar meu Jasper.
- Jane- rangeu os dentes- Está morta. – E ela sumiu da minha frente. NÃO ELA NÃO PODIA FAZER ISSO, ELA NÃO PODIA ME DEIXAR AQUI!
sabia que eu não podia ver o futuro dela. Mas eu precisava ir com ela. Meu Deus, me ajude!!
Sentei no carpete do chão. Eu tinha que conseguir! Forças, forças, eu nunca havia me esforçado tanto assim. Minha mente estava totalmente dedicada em Jasper. Foi quando apaguei ali mesmo no chão.

Capítulo 14- O Destino De Jane.


Jacob Black
Alice havia ligado para o quarto do Sam, todos nós ouvimos seu desespero, mas sequer esperou algum de nós ou avisou. Ela simplesmente correu como um jato para o quarto dos vampiros. Sam e Emily estavam assustados, eu não sabia o que fazer.
- Vá Jacob.- Sam me incentivou. Não esperei muito para correr para o elevador, que graças a Deus não demorou a chegar.
No nosso andar tudo estava muito calmo, senti o cheiro de vampiro há metros de distância. Cheiro irritante, doce, e forte demais para dois vampiros. Corri em direção ao quarto e a porta se encontrava escancarada.
Vi um pequeno corpo caído no chão, pequeno mesmo, e era Alice. Confesso que gelei, eu não odiava a baixinha, não a ponto de desejar mal a ela.
Mas eu sabia que vampiros não dormem ou desmaiam, não adiantou tocar em sua pele porque eles eram frios de natureza. Droga! O que eu ia fazer? Não encontrava , Alice não se movia. Tudo que achei prudente a fazer foi ligar para Sam e dizer que talvez fosse hora dele voltar para La Push.
Passei horas naquele quarto, meu nariz já estava praticamente enferrujado. Alice estava deitada na cama. Já eram quase meia noite e não voltara. Meu peito estava angustiado por inteiro.
Devia acreditar pelo menos dessa vez que era capaz, mas eu tinha tanto medo de que algo acontecesse a ela...
Mas meus pensamentos foram interrompidos quando Alice pulou na cama como se tivesse voltado da morte.
- Jacob!- ela me olhou com aqueles imensos olhos cor de mel.
- Pensei que você tinha morrido!- ela negou.
- Eu entrei no maior transe que já tive. Nem sabia que isso era possível. - ela ajeitou-se na cama, agora parecia calma.
- O que você viu? Porque você está bem mais calma que quando ligou.
- É uma longa história. Me diga que já são meia noite e trinta e seis.- olhei o relógio na cabeceira e assenti. Alice deu um sorriso.
- Temos que ir. - ela levantou apressada e atravessou a porta.
- Ir para onde?
- Nós temos que encontrar e Jasper. - não precisei de mais explicações para seguir a baixinha que corria pelas escadas.

Andamos até a garagem e ela mandou logo que entrasse no carro. Mandona.
- Agora pode explicar?- ela ligou o carro e respirou fundo, não sei por quê.
- Certo. Eu vi isso...

Scarlet
Quando saí do quarto de Alice, não pensava em mais nada a não ser Jane! Aquela vampira imunda de olhos de sangue iria me pagar muito por existir.
Eu não entendia como ela tinha capacidade de aparecer no mesmo hotel que eu e cometer tal crime-humano-. Com certeza foram ordens de cima de um palanque com 3 tronos.
Alice iria me odiar por isso, ela não admitia que fosse deixada de lado em uma guerra, ainda mais se fosse o vampiro dela em perigo. Mas era mais forte que eu.
Pensei em Jacob e como ele estaria agora, mas pensar nele me deixaria desconcentrada.
Em plena noite do Rio de Janeiro, Jane poderia estar em qualquer lugar, a não ser pelo fato de ter olhos vermelhos e uma cara de criança mal amada. Isso excluía lugares como bares, bordéis, e coisas relativas.
Eu pensei que teria de procurar bastante, mas ela tinha sido tão idiota que nem mesmo o cheiro conseguiu disfarçar.
Jane tinha cheiro de morte, assim como todos os vampiros que se alimentavam de sangue humano.
Minha velocidade era tão grande que os que sentiam, sentiam um vento. E os que viam, não viam nada.
Vi-me entrando em uma mata. Mas como os Volturi são previsíveis! Eu não precisava nem rastrear a mente da loira oxigenada porque eu simplesmente a sentia muito perto de mim.
Prometi a mim mesma que faria Jane sofrer, muito.
Pensei também na possibilidade de ser uma armadilha. Só que Jake estava longe e no meio do mato Jane não teria nada contra mim.
Avistei uma cabana a uns 3 km e mantive o percurso. O cheiro ficou mais forte e agora se misturava ao de Jasper. Mas o que martelava em minha cabeça era o porquê de Jane fazer isso sabendo que eu estava aqui, que Jasper era meu amigo e eu iria atrás dela.
Um ruído foi ouvido na floresta e ao lado da casa um fogo cresceu. Conhecia aquela mente de longe e era de Santiago, um guarda fiel dos Volturi.
Minha velocidade aumentou e não demorou muito para que meu rosto ficasse próximo ao do vampiro. Ele tomou um susto, mas não ousou se mover.
- Santiago.- sussurrei, olhei para o lado e uma fogueira havia sido criada.- Onde está Jane?
Ele manteve a pose machona por um momento, mas depois relaxou os ombros.
- Ela queria que você viesse. – depois disso um sorriso sapeca se abriu em seu rosto.
- Como é?- senti-a atrás de mim e me culpei mentalmente por não ter visto isso antes.
O que Jane queria? Evitei o riso quando ouvi seu pensamento, mas por diversão fiz uma cara medonha.
Jasper estava preso em uma dor criada por Jane, invadi sua mente.
”Jasper, eu vou fazer a dor sumir, mas me prometa que continuará fingindo”. Não consegui ouvir nada além de gritos em sua mente, mas sabia que ele cumpriria, então enfim fiz a dor sumir. E como combinado, Jasper continuava com a cara de dor- que para ele não era tão difícil de fazer.-
- Você deve estar surpresa, não achava que eu queria isso, não é?- Jane estava de brincadeira não é? Mantive a cara de surpresa.
- O que você planeja fazer Jane? – olhei para a fogueira com “medo” no rosto. Não sei por que entrei nessa brincadeira, mas era bem divertido ver essa cara de “sei de tudo” que Jane fazia nesse momento.
- Fala sério , buscar o vampiro no seu hotel, correr pra cá...
- Você realmente foi inteligente- menti- Para conseguir me enganar.
Santiago me “prendeu” por trás. Jane deu uma risadinha.
- Fogo “Justiceira”, o que dá fim a tudo!- Sério? Boa teoria.
- Por favor Jane, não seja tão baixa- fiz uma voz desesperada.
- Baixa? Você matou metade da minha família, nos subornou por séculos. Quem você pensa que é pra tratar a nós, criaturas magníficas, desse jeito?
- Você anda muito perto de Aro- murmurei. Ela me olhou com o olhar faiscante.
- Acabe logo com isso Jane- o vampiro atrás de mim estava com medo que eu fugisse (como se eu estivesse presa). Ela sorriu para ele e olhou para o fogo.
- Seus fins são sempre clichês, então aqui vai seu ultimo momento. De todos os erros que você cometeu, subornar aos Volturi foi o pior deles, assista seu corpo queimar no fogo do inferno.- dito isso, ela gargalhou e pensou em como tinha me imitado tão bem. Santiago me jogou com força no fogo. Os olhos de Jasper se abriram assustados e eu me ajoelhei no meio da fogueira. Eu sabia meu ponto fraco, e ele não era o fogo. Mas não me lembrava o motivo de estar aqui, de verdade, e foi naquele momento que lembrei. Quando o fogo em minha volta abriu um caminho para mim, meus pés saíram do chão e aquela voz em minha cabeça disse “Minha vez, Justiceira” . Naquele momento eu lembrei que meu pior pesadelo se chamava “Fúria”, e agora não só Jane estava em perigo, mas Jasper também.

Por mais estranho que isso parecesse, eu não desmaiei, eu fiquei ali em meu corpo como se assistindo tudo por outro ponto de vista. Minhas mãos, ou as mãos da Fúria, se levantaram e o fogo a seguiu. Jane e Santiago estavam tão atormentados que tudo que queriam era correr, e eles tentaram, mas estavam paralisados no chão. O fogo da mão esquerda do corpo “dela” foi arremessado em direção a Santiago, que por dentro sofria uma visão quase que idêntica a visão que criei para Victoria. Já Jane, olhava para o fogo como se o mesmo já a consumisse mesmo que a distância. Ela nem percebeu seu parceiro sendo corroído pelo fogo.
A Fúria se moveu no ar e foi em direção a Jane, eu não conseguia controlar nada em meu corpo. Ela, ainda com uma bola gigantesca de fogo em sua mão direita, tocou na testa pálida da vampira. O fogo simplesmente foi absorvido para dentro de sua cabeça, eu nem sabia o que era aquilo.
“Isso se chama dor” a voz arrastada voltou a falar em minha cabeça.
“Dor” pensei comigo mesma, ou com ela.
Meu corpo se afastou de Jane. Ela gritou com tanta dor e agonia, que meus ouvidos podiam sofrer com ela, claro, se ele estivesse no meu comando.
“Ela merece, ela sempre mereceu. Vampira suja” a voz voltou a murmurar. “Foi escrito assim, vampira suja, ela deve morrer.” Eu não entendia, não sabia por que estava acordada e muito menos o que ela falava. O grito de Jane era agudo e não me deixava raciocinar. Desejei logo que aquilo acabasse e tudo ficasse em silêncio.
“Seu desejo se torna o meu desejo” disse ela novamente. Então fogo saiu pelos olhos de Jane, seus cabelos começaram a cair e em seguida sua cabeça explodiu em mil pedaços pelos ares. “Ela é suja, sujou o lugar.” Reclamou a voz.
“O que está acontecendo?” perguntei.
“Depois de séculos você tentou me enfrentar... Não está sendo como a primeira vez.”
“O que há de diferente agora?” berrei mentalmente. Ouvi passos na floresta e nós duas nos viramos para os mesmos. Percebi Jasper paralisado me encarando no ar.
“Eu sou seu desejo Scarlet. Todo ódio que você sente. Mas agora o ódio foi substituído por isso”
- !- ouvi Jacob gritar de longe. Meu peito doeu, ela também sentiu.
“Você está dizendo que...”
“Está escrito assim, A Justiceira e o lobo. Eu o amo tanto quanto você, eu o defenderei até nossa morte”
Isso estava mais do que confuso para mim, no final das contas eu comandava a Fúria?
“Você comanda meus desejos.”
“E por que aquilo aconteceu antes? Por que você causou guerras e por que tentou matar Bella?”
“Talvez você devesse pensar no por que de você ter desejado tudo isso, Scarlet” meu mundo girou, então era isso. Eu quis causar guerras, eu queria sangue, eu queria o sangue de Bella, bem no fundo...
Abri minha cabeça para coisas mais complexas, coisas que vinham acontecendo há séculos. A Fúria era parte de mim, era eu. Senti meus dedos formigarem, o que queria dizer que eu estava sentindo meu corpo. Depois senti meus pés e logo em seguida o chão.
“Assim você facilita as coisas. Somos duas afinal, mas podemos viver ao mesmo tempo”
Sorri vitoriosa. Mas não sabia se aquilo era realmente bom. Como iria me acostumar a ter alguém falando em minha cabeça comigo? Quando meu corpo estava por inteiro em meu poder, tentei perguntar algo a mais para a Fúria, mas ela se mantinha calada. Procurei-a por toda minha mente, mas ela parecia adormecida como todas às vezes. O que tinha acontecido?
- !- Jacob me sacudia em seus braços.- Alice, você disse que ela conseguia.
- Mas ela conse...
- Guiu- terminei- Eu...- Olhei para Jasper confusa, ele sorriu e abraçou Alice de lado.
- Você não vai fazer isso nunca mais, tá me entendendo?- Jake me apertou em seus braços e me senti segura de novo. Lá era quente e aconchegante, o abracei de volta e ficamos daquele jeito até Alice tossir divertida.
- Eu lamento não estar aqui para assistir o fim de Jane, mas por conta de Jasper, eu consegui ver tudinho.
- Hã?
- A vampira entrou num futuro privado. Ela viu o futuro pelos olhos de Jasper...- olhei surpresa para Alice que deu ombros.
- O amor quebra barreiras- e voltou seu olhar para o branquelo ao seu lado. Sorri feliz por eles.
- E que barreiras- murmurei. Mal eles sabiam que o imprinting quebrou a barreira entre meu maior pesadelo e eu.

N/a: Olá minhas coisas gorduchinhas de marshmallow! Bom, primeiramente eu quero me desculpar com TODAS vocês. Eu sei que estou semanas sem atualizar a fic e esses dois capítulos são minúsculos, mas eu realmente tive alguns problemas ao decorrer dos meses. A inspiração sumiu, tive provas, viajei no final de Junho e só estou voltando pra casa nesse Domingo... Bom, muitas coisas aconteceram e me impediram de conseguir produzir algo decente. Mas isso vai acabar (se Deus quiser) daqui a algumas semanas, que será o tempo que eu volto pra escola, reponho provas e volto a ativa de fanfics. Eu espero que vocês não criem mágoa de mim porque eu sou sensível tsc tsc...
Eu agradeço a todas que estiveram aqui firme e forte pedindo mais capítulos. Prometo que recompensarei a cada uma de vocês! Esse era meu aviso ;) See Ya gatas kkk


Capítulo 15- Meu precioso... Anel?

Voltar para o hotel com um lobo e os dois vampiros mais que felizes, era de fato muito bom. O carro de Alice parecia mais uma mini balada de seres sobrenaturais. Alice recebia carícias de seu vampiro enquanto dirigia com um sorriso gigante.
- Abaixa essa música- Jacob resmungou enquanto ouvíamos alguma música muito agitada no rádio.
- Deixa de ser bobão, Alice escuta músicas assim quando está feliz.
- Mas esse tipo de música? – ignoramos Jake e continuamos a conversar até chegarmos ao hotel com altas risadas e um lobo agora emburrado.
Nos despedimos dos vampiros e fomos direto para nosso quarto no final do corredor.
- Finalmente!!!!- me joguei na cama e ouvi uma risada. - Vamos Jake, venha até aqui. - minha voz parecia mais manhosa que esperava que saísse.
- Ah , promete não repetir isso. Essa coisa de Fúria... Não deixe essa doida te machucar. - uma dor preencheu meu peito e gemi de dor.
- Não fale algo assim, por favor. Não a trate mal.- Jake se jogou ao meu lado na cama, apoiou seu rosto em seu braço e me encarou.
- O que está acontecendo? – suspirei derrotada. Não poderia esconder isso dele por muito tempo.
- Ok Jake, aqui vai uma bomba...- comecei a falar tudo que acontecera nas últimas horas. Desde quando Jane ainda estava viva e depois disso também.
- Você... Ela...
- Sim, ela também sofreu um imprinting por você.
- Mas isso não faz muito sentido, da primeira vez ela poderia ter me matado.
- Não, se você parar para pensar, ela queria Bella...
- Então ela é como sua raiva?
- Quase isso, ela é como meu ódio. Ela age quando eu quero- odiei ter de admitir isso em voz alta. A Fúria, um monstro dentro de mim, era controlado pelo meu ódio e isso matara quase meio mundo há séculos atrás.
- Eu não sei se me sinto bem tendo essa... Conexão com mais uma “pessoa”. – Jake parecia muito preocupado e aquilo me deixava aflita.
“Diga que somos uma só. Diga a ele que você e eu queremos o seu bem”
Aquilo me assustou, porque ela estava sumida, não estava?
- Ela quer seu bem, não é outra pessoa, sou eu. Somos a mesma pessoa Jacob. - ele desviou o olhar pensativo.
- Estou mais preocupado com você.
- Estou ótima, se quer saber. Melhor que nunca. - Aquilo era uma meia mentira, porque eu teria de me acostumar com outra mente em mim.
Ele assentiu enterrando seu rosto no travesseiro felpudo da cama. Ele estava lindo naquela posição, mesmo que não fosse possível ver seu rosto, Jake estava mais lindo que nunca.
- Sabe o que seria melhor? - minha voz saiu tão doce que nem mesmo eu poderia encontrar a maldade naquelas palavras.
Ouvi um “hm” abafado pelo travesseiro e sorri com sua atitude.
- Seria muito bom relaxar agora, não acha? - aproximei meu rosto de seu pescoço e com os lábios roçando sua pele quente, sussurrei – Black.
Seus pelos se enrijeceram e um gemido foi solto. Jacob virou seu corpo para mim, com os lábios de encosto aos meus. Agora eu estava entregue a seus charmes, porque só o cheiro de sua pele já fazia meu corpo tremer, e o toque de seus dedos por debaixo de minha camisa me fazia perder o ar.
- Espero que ela- ele começou a puxar minha blusa pra cima tão devagar que algo dentro de mim se remexia ansioso. – Saiba – Retirou a blusa e começou a formar uma linha com o dedo que ia do seio até o botão da calça jeans. – Que eu não tenho pena de vocês. – choraminguei de excitação e ele riu baixo. Assim que jogamos a calça para trás, já me sentia quente demais para pensar em alguma coisa.
- Ela não pretende ter pena de você. – depositei um beijo no canto de seus lábios carnudos. Sua blusa parecia cooperar em sair de seu corpo, assim como sua calça e enfim, sua boxer, que neste momento era meu único problema.

O sol batia diretamente em meus olhos, resmunguei rolando para o lado da cama vazia. Espera, vazia? Levantei com um pulo exagerado, onde estava Jacob?
Demorei segundos para sentir seu cheiro vindo do banheiro e ouvir o som do box sendo aberto. Suspirei aliviada.
Logo depois Jake aparece saindo do banheiro com o peitoral nu e uma toalha presa em sua cintura.
- Bom dia meu amor, você parecia uma pedra hoje- ri de sua “piada”.
- Acho que você está me acostumando mal.- ele sorriu sapeca e correu até a cama, se jogando por cima de mim como uma criança.
Seu corpo cheiroso e quente entrou em contato com meu corpo nu.
- Ah Jake, não brinque comigo.
- Vem , vamos comer, você precisa ficar forte para a próxima rodada. – ergui a sobrancelha.
- Ou será porque o senhor gordo está morrendo de fome? – ele se levantou com um sorriso.
- Lobos precisam comer.
- Ah claro. – ri. – E você nem se aproveita de sua situação, não é?
- Levanta sua velha. – eu juro que me segurei para não jogar Jake na parede do outro quarto.
Arrumei-me com algo confortável porque no Rio de Janeiro fazia muito calor. Já sabia que Alice e Jasper não iriam sair do quarto agora e me senti culpada por estragar a décima lua de mel do casal.
Tirando isso, o café da manhã com Jake fora perfeito. Decidimos sair após o café para visitar a cidade. Era muito engraçado ver Jake tentando falar alguma coisa em português, ele era um horror nisso.
- Cansei de tentar me comunicar- bufou.
- Você poderia ter parado há horas atrás, quando eu falei para parar.
- Só porque você fala umas 300 línguas...
- Ora Jacob! Eu fiz parte de quase todas elas.
- E quando eu digo que você é v...
- Não ouse- o cortei. – Olha que lindo!!- parei em frente a uma vitrine de joias, eu não gostava dessas coisas, mas ali tinha um anel com uma pedra vermelha e chamativa que parecia gritar meu nome. - Eu juro que já vi esse anel.
- É realmente incrível...- Jake olhou para o objeto e seu preço e aquele pensamento veio à tona.
- Não Jake, ele é muito caro e eu nem preciso dele. Ele só me pareceu familiar. – até demais, pensei.
- Tudo bem- ele pareceu meio afetado- Eu só estava pensando.
Depois disso, fizemos um passeio até a praia e rimos com alguns americanos que cantavam algumas brasileiras- até eles chegarem a mim e Jacob quase entrar em transformação-.
Chegamos no hotel por volta das 19h e encontramos Alice e Jasper no lobby com duas toalhas e sorrisos no rosto.
- O que é isso? - ri da situação, digo, Jasper com uma bermuda de bolinhas azul e uma camiseta vermelha.
- Decidimos ir até a piscina!! O sol aqui vai embora muito cedo. – Alice pulava alegre.
- Mas estava sol lá for...- Jake enfim percebeu que conversava com ALICE, ou melhor, o oráculo nanico.
- Certo, Jake, você quer nadar? - ele sorriu tão lindamente que percebi o quão especial essas “férias”, estavam sendo para nós dois.
- É pra já!
Já com o biquíni por debaixo da roupa, desci com Jake até a piscina e fomos ao encontro do casal.
Alice usava um biquíni azul escuro com bolinhas que combinavam com a bermuda de Jasper. Sua pele tão branca que parecia reluzir na água. Alguns meninos do outro lado da piscina lançavam olhares maliciosos para Alice, e Jasper recebia suspiros de algumas meninas que estavam sentadas nos bancos do bar.
- Não esquece que esse corpo tem dona- dei uma piscadela para Jacob e tirei as roupas, deixando somente o biquíni à mostra. E os pensamentos misturavam entre eu, Alice, Jasper e Jacob.
Pulei na piscina sem dó, a água fria passou pelo meu corpo tão rápido que logo já estava parecendo quente. Senti outro “bum” e dois braços me puxaram para perto de seu corpo. Levantamos a cabeça juntos como se tivéssemos programado.
- E o seu é meu. - ele sussurrou me causando arrepios.
- , abriu um bar na cidade, todos estão indo, é tipo um pub.- Alice nadou até mim com Jasper a abraçando por trás exatamente como Jake estava em mim.
- Você já procurou por isso- ri. – Nossa última vez não foi muito legal, não é?
- Última vez? - a voz de Jake saiu grave demais por um momento.
- Hm... É, antes de... Você sabe- mas mesmo assim ele pareceu tenso, seus pensamentos estavam confusos e Jake se perguntava o que acontecera naquela última vez.
- Tudo bem se vocês não quiserem ir...- Alice percebeu o clima e logo tentou consertar.
- Nós vamos! - Jacob se apressou em dizer- Não é ?- olhei para Alice um pouco desesperada, mas ela deu ombros então fui obrigada a dizer.
- Claro que vamos.
- Ótimo, então passo no seu quarto às 23h, você sabe que não pode ir de qualquer jeito. – concordei em silêncio, mas sabia como Jake estava tenso sobre isso.
Às 23h00min Alice bateu na porta do nosso quarto e Jake sorriu me dando um beijo delicado.
- Fique mais linda, se for possível. – corei instantaneamente e saí com Alice para seu quarto. Pude ver Jasper no corredor a caminho de meu quarto e ri imaginando o que os dois falariam em nossa ausência.
Alice levara tanta maquiagem, sapatos, coisas para cabelos, que mesmo em sua velocidade vampírica, demorou mais de uma hora para terminar seu “trabalho” em mim. Ela usava um vestido preto que colava até sua cintura e descia em uma saia com babados e bem soltinha. Seus cabelos espetadinhos e uma tiara prata fazendo com que ela parecesse ainda mais uma princesa, ela estava tão linda que poderia ter todos os homens em suas mãos.
- Pronto, você está magnífica!!!- ela gritou um pouco afobada e me arrastou até um espelho que completava uma parede inteira.
Eu usava um vestido colado totalmente preto, ele se parecia muito com as calças de couro que eu costumava usar em caças. Tinha uma alcinha mínima e fazia minha curvas ficarem mais acentuadas. Alice cacheou meus cabelos, o que demorou muito por serem muito lisos, e agora eu nem conseguia me reconhecer. A maquiagem era marcante, mas pedi um batom não tão vermelho para não incomodar a Jake, se é que me entende.
O salto era muito alto, disso eu reclamei, mas não ia arranjar uma discussão àquela hora com Alice. Suspirei alto e sorri para meu reflexo no espelho.
- Eles estão aqui em 3...2...- três toques foram ouvidos da porta e senti meu estômago se embrulhar por inteiro.
- Vamos lá.- Quando abrimos a porta, Jasper envolveu Alice em seus braços e a puxou como se dançassem. Ao lado dos vampiros, um homem moreno com uma camiseta social branca e calça preta me encarava paralisado.
Sorri para ele sentindo todo o nervosismo ir embora, ele tinha gostado. Ele gostou muito.
Sua pose mudou então para uma cara sexy e atrevida.
- Será que eu mereço tudo isso?- ele ergueu a mão e a peguei corando. – Você está tão linda que todas as mulheres no mundo deveriam ficar em suas casas. – por sorte os vampiros já estavam muito longe e eu ri.
- Muito obrigada Milorde, você está tão lindo que tenho medo de leva-lo para fora desse prédio.
Jake passou o braço musculoso sobre mim e beijou o topo de minha cabeça.
Ao chegarmos à tal PUB, Alice falou com um segurança e ele nos olhou espantado abrindo espaço. Muitos na fila para o local reclamaram, outros nos olhavam abismados e outros simplesmente ignoravam falando “Ricos”.
O lugar era incrível e estava cheio. Bebidas voavam por nossas cabeças, a música extremamente alta e todos dançando ou gritando por um canto. Nós não precisávamos berrar, podíamos nos ouvir, mesmo que a música estivesse atrapalhando um pouco.
- Vamos dançar!!-Alice estava muito animada. Jasper sorria sempre que a mesma esboçava um sorriso ou falasse algo alto demais.
- Nós vamos no bar primeiro. – Jake agradeceu mentalmente por minha atitude. Ele não sabia dançar e eu não era uma fã disso.
Enquanto andávamos, os olhares vinham até nós. Homens, mulheres e derivados. Jake apertava o braço em minha cintura sempre que ouvia algum marmanjo sussurrar algo com o amigo e eu simplesmente sorria para ele.
Chegando ao bar, pedi logo duas bebidas fortes e Jake quase recusou.
- Vamos Black, dizem que a bebida esquenta... Tudo- e isso foi o suficiente para meu lobo aceitar o drink que chegara a sua frente momentos depois.
- Isso é... Nada que a gente veja em La Push.- ri.
- Você tem que explorar mais o Mundo Jacob! – ele fez careta.
- Você e eu em La Push está ótimo. – aquilo me incomodou instantaneamente. Jacob queria continuar em sua cidade natal para sempre? E eu era A Justiceira. Sempre em missão, sempre em vigia, em todos os lugares. Bebi mais uma golada daquela coisa com vodka. Queria que fizesse efeito, mas meu organismo não sofria nenhum efeito sob o álcool.
Não falei nada pra Jacob depois disso. Ele parecia observar todos os cantos da boate com um olhar curioso.
- Vampiros. Estão ali na pista de dança- ouvi. O som era muito alto, mas aquele sussurro atingiu minha audição como se estivesse ao meu lado. Ela virou para a direção da voz. Todos em volta pareceram sumir e somente aquela pessoa permaneceu em sua vista.
Uma garota alta e esguia segurava um copo com um líquido vermelho, encarava a pista de dança com um olhar perigoso e lambia os lábios molhados com o tal liquido. Puxei o ar para tentar sentir seu cheiro. Bang, um forte cheiro de morte atingiu minhas narinas.
Jake percebeu algo de errado e segurou meu braço.
- O que houve ?- o olhei séria. Ainda estava um pouco mexida com aquela história de viver feliz em La Push.
- Eu vou ao banheiro- foi tudo que disse antes de me dirigir em direção à garota vampira. Chegando perto dela, pude ver um pequeno grupo de garotas ao seu lado. Todas com os olhos vermelhos cor de sangue.
Não era algo difícil de esconder ali. Todo mundo em volta estava chapado ou bêbado. Uma das vampiras cutucou a mais alta e ela se virou para mim. Seus cabelos eram longos e partidos para a direita. O lado esquerdo estava raspado. Quando seus olhos encontraram os meus, ela sorriu maliciosamente.
Parei em frente à ela e a mesma ajustou sua postura.
- Pois não? O que uma criatura tão magnífica faz sozinha dentro de um lugar como esse?- uma rodada em sua mente e já entendi tudo.
- Não estou aqui para virar uma de suas escravas sexuais, Bruna.- ela olhou para suas crias e voltou a olhar para mim com um ponto de interrogação estampado em sua testa.
- Scarlet, prazer- ergui a mão e senti o copo em seus dedos oscilar. Ela apertou minha mão com os olhos presos aos meus.
- Não esperava vê-la aqui.
- Claro que não... – continuei a encarando- Acho que seria mais educado que eu perguntasse qual o seu interesse em meus amigos. Não sou muito de pedir explicações. – ela olhou para Alice e Jasper no meio da pista de dança.
- Sua amiga tem um belo perfil.- deu ombros.
- Certo. Devo acreditar que não está aqui por Aro? Eu poderia descobrir agora mesmo.- não precisei invadir sua mente para isso. Bruna riu tão alto que sua bebida quase derramou de seu copo.
- Eu? Trabalhando para os Volturi? Poupe-me Justiceira. Aqueles seres não merecem nem mesmo meu olhar. E que guarda real é aquela? Parecem mais um monte de vermes ambulantes. – sorri com sua atitude.
- Certo, o que faz aqui?- ela direcionou o olhar para suas meninas.
- Gosto das brasileiras. - piscou como se me fizesse entender o que dizia. E o pior era que havia entendido.
- Não teremos problema, não é?- apontei para as mesmas.
- Todas aceitaram a transformação.- ela se aproximou de uma ruiva e depositou um beijo em seu pescoço.- Acontece que elas amam essa vida, não é?- a vampira fechou os olhos com seu toque e sorriu.
Assenti sem saber um pouco o que fazer naquele momento. Bruna era uma vampira “inofensiva”, não teria problemas com ela.
- Apague aquela ali da sua lista- indiquei Alice com o dedo e ela sorriu com um rosto sapeca para mim.
- Por mim tudo bem, mas e você Justiceira? Não deseja se divertir um pouco por hoje?- ri daquilo. Passei os olhos por todas as mulheres que esperavam minha resposta ali. Olhei para Jake no bar e respondi.
- Estou acompanhada. Não arranje problemas. – ela fez um gesto exagerado de curvatura do corpo e pegou minha mão para depositar um beijo.
- Quando precisar, estamos aqui.
- Não precisarei- mantive a pose séria e virei em direção a Jake.
Ele parecia digitar algo em seu celular e assim que me viu o guardou.
Contive-me para não ouvir seus pensamentos. Achei que pelo menos dessa vez ele merecia privacidade.
- Você demorou.- murmurou me puxando para um beijo. Depois de se afastar, fez careta. – Você foi dançar com Alice? Está só cheiro de vampiro.
- Sim. Ela me chamou por um momento- menti. Olhei para Bruna e percebi que a mesma me encarava com um sorriso.- Você quer sair? Não parece muito bem- mudei de assunto.
- Estou bem sim. Acho que devemos dançar. – Jacob me chamando para dançar?
- Você bebeu muito depois que saí?- ele riu e me puxou para a pista de dança com meu corpo colado ao seu.

Ao sair da PUB, Alice e Jasper pareciam super animados, assim como eu e Jacob. Quando entramos no hotel, Jacob me puxou com aquele olhar sedutor para nosso quarto e eu simplesmente o segui. Nem preciso dizer que tivemos uma noite maravilhosa.
No dia seguinte, acordei como no anterior, tarde. Black estava sentado na poltrona de frente para a TV, assistindo algum jogo idiota.
- Jake- murmurei fazendo com que sua atenção se desviasse para mim.
- Bom dia meu amor- ele saiu de onde estava e deitou ao meu lado selando nossos lábios.- Que tal se arrumar para almoçarmos no restaurante?- gemi baixinho com certa relutância.
Quando me levantei, senti uma tontura fraca e estranhei. Jacob não percebeu, porque me encarava com um sorriso idiota no rosto. Segui para o banheiro e parei em frente ao espelho da pia. Eu me sentia estranha. Como podia ficar tonta?
Sacudi o rosto, tirando esses pensamentos idiotas da cabeça e fui tomar um banho quente e relaxante. Preferia evitar pensar em tudo que acontecera ontem. Em relação a Jacob e nossa... Vida.
Quando saí já vestida do quarto, Jake sorriu para mim e ofereceu o braço como guia. Descemos até o restaurante nos olhando e sorrindo um para o outro.
Assim que chegamos, estranhei o fato de Jacob me levar para o interior e ser rapidamente direcionado para o canto do restaurante por um garçom sorridente.
- O que está acontecendo aqui?- ele nada respondeu. Tudo que fez fora me indicar uma mesa com uma toalha vermelha, dois pratos, uma garrafa de vinho e velas. Minha curiosidade só aumentou e mesmo não querendo, os pensamentos de Jacob invadiram minha mente. Mas tudo era sobre o jogo de futebol que assistia antes que eu acordasse. O que tava rolando? Ele puxou uma cadeira para mim e esperou que me sentasse para me ajustar e sentar-se na cadeira a frente. Ele estava tão cavalheiro que podia jurar não ser o mesmo Jake que vive sem blusa em La Push. Mas se ele estava mantendo sua mente presa a um jogo, é porque algo tentava esconder.
- Não vasculhe minha mente mais a fundo- suspirou risonho enquanto via o que estava tentando fazer.
- Eu só...
- Não , aproveite nosso almoço. – sua mão puxou a minha e nos encaramos. Ele com um sorriso estonteante e eu com uma cara um pouco desconfiada.
- Tudo bem- relaxei os músculos. - Mas essa de fixar o pensamento em uma coisa para que eu não escute o resto... Não funciona por tanto tempo. - ele deu ombros rindo.
- Preciso mantê-lo por mais alguns minutos. – me remoí por dentro de curiosidade.
A comida chegou em nossa mesa e me senti honrada por ser tratada tão bem pelos garçons e principalmente Jake, que me elogiava a cada 3 minutos.
Tentei relevar a surpresa e passar um bom momento com meu lobo, mas aquilo me deixava mais ansiosa ainda. Só Jake me deixava assim, e eu tinha prometido não vasculhar sua cabeçinha travessa.
Depois de terminar a sobremesa e rirmos um pouco com uma conversa sobre a infância de Jacob, ele recompôs sua pose e passou a me olhar sério.
- O que houve?- corei.
- Você é extremamente linda . Me pergunto todos os dias como posso ter passado tanto tempo sem seus olhos, seus lábios, seus toques...- meu corpo começou a se arrepiar. – Eu sinto como se fosse hoje o dia em que Seth me gritou da floresta e me fez correr para ver uma intrusa em nossas terras, quando você estava lá parada com aquele cheiro maravilhoso que só você tem. Seus olhos encontraram os meus e eu nunca tinha visto olhos tão lindos. Você era uma cabeça dura e bem rabugenta, não que tenha mudado- dei uma tapa em seu pulso e ri. Mas eu não podia negar como aquelas palavras me tocavam profundamente. - Eu lembro quando você pensou que eu morreria e você não saiu de perto de mim, você não fugiu. Eu amo seu jeito forte e determinado, mesmo que me esconda uma boa parte de você, eu consigo ver aquela menina frágil e delicada aí dentro. Não só porque você é meu imprinting, mas eu te conheci tão bem em tão pouco tempo e quero conhecer mais.
“Eu amo cada parte do seu corpo, cada célula do seu organismo, e eu quero amar muito mais, eu quero poder dividir tudo com você.” – não consegui conter as lágrimas que começaram a jorrar de meus olhos. Jacob se aproximou se apoiando na mesa e enxugou-as com as costas da mão.
- , eu quero te fazer a mulher mais feliz do Mundo. Eu senti o quanto você se incomodou com aquele assunto de viver em La Push. Eu sei que você não pode se prender a um lugar, mas... Eu preciso que você se prenda a mim. Porque eu não viveria um dia sem saber que você não me quer. Eu aprendo a viver como você, a explorar lugares, lutar... Tudo. Você é minha vida desde o momento em que nossos olhos se cruzaram.
Jake tirou os olhos de mim e puxou uma pequena caixinha de veludo de seu bolso da calça. O choro ficou ainda mais forte, eu não sabia o que falar ou fazer. Jacob era tudo pra mim, minha vida, meu ar, meu lobo.
Ele abriu a pequena caixinha e a deixou em cima da mesa, deixando a mostra o anel vermelho e brilhante que parecia mais lindo ainda à luz de vela. Olhei para Jake e para o anel. Minhas mãos tremiam. Nunca esperei por esse momento, e agora que ele acontecia, queria que nunca acabasse.
- Scarlet, estou aqui, olhando no fundo dos seus olhos e te dizendo que te amo com todo meu ser... E te pedindo do modo mais verdadeiro. Você aceita ser minha primeira e única mulher? Aceita se casar comigo?



Capítulo 16- Ramon Scarlet


9 séculos atrás.
Ramon Scarlet

Diante de um trono sagrado, todos os feiticeiros se ajoelhavam com seus mantos escondendo-lhes os ferimentos. Todos estavam fracos demais, havia sido uma guerra e tanto a que passamos há pouco tempo.
Levantei-me olhando para cada um deles, todos pálidos, seus olhos escarlates já pareciam duas poças de lama.
- Feiticeiros e feiticeiras de toda Grécia estiveram aqui hoje, todos lutando por vossa vitória, queridos sobreviventes. – todos erguiam os olhos para mim, olhavam seu Rei. – Muitos não conseguiram sobreviver, mas os que venceram estão aqui neste momento. Digo-lhes que há esperança, mesmo em meio a essa guerra, mas temo dizer igualmente que de hoje não passaremos.
Um súdito levantou-se cambaleante e seu vampiro o ajudou.
- Nosso exército pode vencê-los, majestade.
- Pode? De que vale a palavra de um comandante destruído?- o mesmo se calou. – Há algumas noites criei uma tábua de regras. Eu, o Rei Scarlet, sacrificarei a alma de todos os feiticeiros até hoje nascidos.
Um grande murmúrio começou a crescer no templo.
- A única maneira de nos preservar, preservar nossa magia, é nos sacrificando.
- Mas Majestade, como pode sacrificar a todos nós?
- Ora Lady Abadon, até mesmo eu farei parte. Nossa magia será trancafiada na tábua, e daqui a alguns séculos um herdeiro a tomará para si. Nossa magia fará parte de sua alma e nós, então, não estaremos por total em extinção.
Nossos herdeiros tomarão o Mundo, meus queridos.
- E os vampiros?- Lady Ciara ergueu a voz.- Vampiros não têm alma ou magia.
- Os vampiros não serão problema se não forem conhecidos. – virei para Cerci, minha vampira. – Vocês deverão manter-se pelas sombras, onde ninguém saberá de sua existência.
Cerci tinha seus olhos vermelhos e brilhantes presos em mim.
Peguei a tábua por dentro de meu manto e a levantei para que todos vissem
- Guardiões, se despeçam de seus amos. – todos se levantaram e se abraçaram. Cerci chorava em silêncio enquanto ainda me olhava. Tirei de meu bolso o pequeno anel azul. Cerci o pegou confusa então a mandei uma mensagem telepática.
“ O rei nunca morre, minha cara. Guarde minha alma com sua vida. Eu voltarei meu amor.”
Cerci fechou o anel em sua mão pálida e gélida. Um sorriso formou-se em seus lábios antes de se virar para os feiticeiros presentes.
- É hora. – minha voz parecia forte demais para tal momento. Todos se levantaram já reconhecendo o que fazer.
As palavras do feitiço saíam como a água que caía fluente na cachoeira. O templo foi preenchido por nossas vozes unidas. No final do feitiço todos olharam para a tábua e falaram em uníssono som. “Xaptóvi” enquanto meus lábios produziram “daktýlios”, que significa anel.
Meu corpo teria caído no chão se Cerci não me segurasse, e antes de minha alma se esvair, seus lábios tocaram os meus e esse foi nosso secreto “até mais”.

Século XXI
Scarlet
- Você está me dizendo que vendeu seu carro para comprar o anel?- Jake estava risonho deitado na cadeira da piscina.
- Eu não disse nada, você que vasculhou minha mente.
- Black, isso foi uma fortuna.
- Mas valeu a pena !- ele se sentou e pegou minha mão. – Hey, ele não era vermelho?- seus olhos se voltaram para meu dedo. Olhei junto e tomei o mesmo susto.
- Eu acho... Deve ser daqueles que mudam de cor.
- Pode ser, o que o torna mais especial. – seria estranho falar para Jacob que desde que tocara naquele anel algo obscuro preencheu meu corpo, então dei ombros e deitei em seu peito.
- Você viu Alice e Jasper?
- Não, acho que devem estar trancafiados naquele quarto- rimos. Enquanto Jake fechava os olhos para sentir o calor do sol em seu corpo, eu mantinha os meus presos naquele anel. Ele era misterioso demais, antigo demais. Quando me deparei com ele naquela loja, eu senti que havia algo que nos conectava, como uma ima.
Enquanto o encarava percebi que ele parecia se mover por dentro. Muito estranho, eu sei. Mas o azul era tão intenso que olhando bem profundamente, parecia que ondas batiam umas nas outras como no oceano.
- Tudo bem ?- Jacob estava me olhando, desviei o olhar para ele.
- Eu não te contei ontem, mas havia alguns vampiros naquele PUB.
- Além dos dois?
- Sim, era uma mulher. Uma cafetão...
- Cafetão?- os olhos de Jacob se esbugalharam antes de gargalhar. – Uma vampira cafetão?
- É Jake- ri- Ela se interessou por Alice.
- Alice com aquele corpinho minúsculo e os cabelos espetadinhos... Não, não consigo imaginá-la trabalhando para uma cafetona.
- Idiota. Acontece que eu fui falar com a vampira e bom... Ela se mostrou interessada em mim.
- Ah sim, agora eu consigo imaginar- Jake gargalhou e dei um soco em seu braço fazendo-o reclamar de dor. - O que? Você nunca se achou muito feroz e gostosa pra isso? Qual é.
- Jacob, acho que você tem que se conter- ri. – Eu tenho medo de que ela faça algo.
- Como te prender em uma cama cercada por vampiras valentonas?
- Cala a boca Black, sério. Deus! Como você é pervertido.
- Ok, ok. Mas não acho que uma vampira vá causar problemas.
- Eu não sei... Eu sinto que ela não é do tipo que desiste fácil.
- Eu a entendo. Olhar para você é bem estimulante.
- E você voltou com isso- bufei enquanto ele ria e falava bobagens sobre como seria interessante assistir uma “luta” entre nós duas, Senti um embrulho no estômago e meu corpo se enrijeceu. Jake continuava tagarelando sobre mil possibilidades de uma orgia, mas se calou no momento que meu braço apertou meu estômago e meu corpo se inclinou para frente enquanto o vômito saia de minha boca. Eu estava chocada, assim como Jacob que não sabia o que fazer. Algumas pessoas em volta da piscina tiveram a bondade de puxar meus cabelos para trás enquanto Jacob continuava paralisado assistindo tudo de boca aberta.
Limpei o que restava em meus lábios e me senti tonta.
- Você está bem?- uma americana perguntou preocupada já percebendo que não éramos dali.
- Sim- sussurrei. Ela olhou para Jake com as sobrancelhas unidas. - Não costumo ficar doente.- expliquei. Ela assentiu meio preocupada com minha situação.
- Eu... Eu cuido dela. – o lobo se levantou de sua cadeira ao meu lado e teve cuidado ao passar pelo local agora sujo no chão. A americana que se chamava Melanie afagou meus cabelos e pediu que Jake me levasse para o quarto.
- Precisa de ajuda?
- Não, eu aguento. Obrigado- ele me colocou em seus braços (mesmo que eu tenha dito que conseguia andar perfeitamente) e me levou facilmente até o elevador.
Ficamos em silêncio até que Jake me deitasse em nossa cama e se sentasse ao meu lado.
- O que está acontecendo?- sua voz era séria como se eu tivesse feito algo muito errado. Eu tinha ideia do que acontecia, mas tinha medo.
- Pode ter sido o almoço.
- Nós dois sabemos que comida não te faz mal. Mesmo que aquele prato tivesse entupido de veneno, você não sentiria nada. – senti minha garganta se fechar e fechei os olhos. Eu devia ter percebido antes, mas não sou como as mulheres normais. Não tenho dias especiais em meus meses e nunca precisei calcular meus dias férteis. Toquei meu estômago e não podia acreditar no que ouvia. Eu pude ouvir aquilo em Emily tão claramente, como pude deixar passar despercebido em mim?
- Jake...- as palavras não saiam.- Nós temos que voltar para La Push.
- O que houve ? Me explica!- ele quase gritava e comecei a sentir sua agonia.
- Black...- de novo tentei falar sem sucesso- Eu... Nós...
- O QUE ?- ele já estava em pé esfregando as mãos nos cabelos agora bagunçados.
- Nós seremos pais. - se eu esperava ver Jacob gritando por aí, isso foi um fracasso. Ele se manteve em pé, olhando para mim como se estivesse congelado. Comprimi os lábios e senti meus olhos se encherem de lágrimas. Dias atrás descobri que Emily e Sam teriam dois filhos, e ficara tão feliz que não podia esperar para que minha vez chegasse, mas nunca havia pensado que já tinha chegado minha vez. Eu já carregava uma vida quando estive com eles, já tinha um bebê dentro de mim quando enfrentara Jane e quando A Fúria possuíra meu corpo.
Tudo parecia tão louco que meu choro se intensificou. Por Deus! Meu bebê poderia ter se machucado e eu nem mesmo sabia de sua existência.
E Jacob parado ali a minha frente me causava arrepios por toda espinha. Eu estava tão atordoada que nem ouvir seus pensamentos era possível, os meus próprios me confundiam.
- Amor, não chore, por favor.- ele se sentou novamente ao meu lado e pousou a mão em minha barriga.- Você tem certeza disso?
- Absoluta, eu nunca precisei contar meus dias férteis, não tenho isso. Mas... desde a nossa primeira vez Jake, se completou 3 semanas.
- , você está me dizendo que eu vou ser pai.
- Isso... Isso é ruim?
- O que? Essa é a melhor coisa que pode acontecer em toda minha vida. Você é a mulher que eu amo, que eu amarei pelo resto da minha vida e você me dará um presente tão...
- Eu te amo Jake- não evitei abraça-lo. Um abraço forte que fazia meu corpo se esquentar por inteiro.
Eu não podia acreditar, estava grávida!
Quando fui tomar um banho, passei um longo tempo examinando minha barriga. Não parecia ter nada de diferente ali, mas eu podia ouvir o coração fraquinho batendo.
Assim que saí do banheiro, vi Jacob em frente a uma de nossas malas, aberta, e com os olhos vidrados no que fazia.
- O que está fazendo?- perguntei secando meus cabelos.
- Você está certa, está na hora de voltar. Já liguei para os Cullen, disse a eles que ocorreu uma emergência e precisamos voltar.
- Mas... E Alice?
- Eles estão se arrumando. – não me senti mal com aquilo. Eu queria voltar para La Push com todo meu ser. Queria me sentir em casa novamente e queria contar aos Cullen o que estava acontecendo.
Arrumei minha coisas em menos de 20 segundos, o que deixou Jake um fera por não ter a super velocidade.
30 minutos depois estávamos fazendo o check-out no hotel e entrando no carro alugado de Alice a caminho do aeroporto.
Alice e Jasper se olhavam com aquele olhar de “algo muito sério está acontecendo” e era realmente o que eles pensavam.
- Vocês podiam ao menos explicar.- Alice me olhava pelo espelho do carro.
Virei-me para Jacob que sacudiu a cabeça em confirmação. Respirei fundo e soltei uma risadinha.
- Estou grávida. - o carro freou com uma força absurda e todos se seguraram antes de se baterem em algo. Alice se virou para trás com os olhos esbugalhados.
- O QUE?
- É isso mesmo. Eu estou grávida- meu risinho se transformou em uma gargalhada. Alice juntou-se a mim na risada. Parecíamos duas sequeladas rindo. Jasper sorriu nos assistindo e Jake igualmente.
- VOCÊ VAI TER UM BEBÊ?? MEU DEUS!
- EU SEI- berrei. Alice me puxou desajeitadamente pelo vão ao lado dos bancos e me agarrou num abraço. Ainda ríamos quando ela colocou a mão em minha barriga e as lágrimas começaram a escorrer em seu rosto.
- Eu consigo ouvir.
- Eu também- ela me olhou e olhou para Jake. Parecia tão feliz.
- Vocês dois... Eu vou ter uma sobrinha- assenti. – Meu Deus! O que é isso em seu dedo?
- Acho que vocês perderam muita coisa nessas poucas horas. - Alice tapou a boca chocada e meu sorriso aumentou enquanto Jacob pegava minha mão.

Chegamos ao aeroporto duas horas antes do voo. Tudo precisou ser feito muito rápido, então logo estávamos entrando no avião com destino a Port Angeles. O voo foi uma chatice, com havia sido da última vez. No meio da viagem tive de ir ao banheiro e vomitei mais uma vez. Logo Alice apareceu sorridente ao meu lado com uma escova de dente.
Conversamos sobre muitas coisas enquanto Jacob dormia, principalmente sobre o que faríamos com o bebê e o melhor ainda, seu nome. Mas os nomes não me alegravam, eram muito sem significado. Jacob acordou nas horas de refeição e como estávamos na primeira classe, pôde comer mais de uma vez, assim como eu.
Jasper pareceu bem feliz com a ideia de ser tio e acabou entrando em nosso assunto quando falamos sobre treinar o bebê quando ele completasse uma idade decente.
Acontece que eu nunca estive tão feliz como agora. Teria um bebê com o cara que amo, casaria com ele e teria minha família comigo, mas em meros segundos alguns flashbacks vieram à tona e lembrei. Lembrei-me do verdadeiro motivo de ir ao Brasil. A Fúria era um problema a menos, mas não todos. Os Volturi ainda perseguiriam Jake e tentariam de tudo para acabar comigo. Se eles descobrissem sobre a gravidez, seria um ponto a menos, ou dez.
Aterrissamos em Port Angeles às 5h da manhã. Ao sair do portão de embarque levei um susto gigante, os Cullen estavam enfileirados como uma grande família de modelos, esperando por nós.
Alice correu até eles e se deixou ser carregada por Emmett, enquanto eu abraçava o resto deles. Meus olhos correram por todos, mas antes que eu comentasse algo, Carlisle sussurrou em meu ouvido – Ele está no Canadá.
“No Canadá?” perguntei em sua mente a fim de ter privacidade. Carl assentiu.
”Com Bella” claro que sim. Lembro muito bem do motivo de Edward não estar em minha rápida despedida. Não que eu o culpasse, naquele momento A Fúria poderia arrancar os cabelos de Bella com a unha, ou até eu mesmo.
- Vamos querida, sentimos tanto a sua falta. – Esme puxou-me pela cintura e todos se locomoveram até o estacionamento.
- Não sabia que a família inteira iria nos buscar.
- Ah tampinha, não começa a se achar- Emmett brincou piscando.
- Não tínhamos muito o que fazer- Esme deu ombros- Os meninos estão tecnicamente acampando. Bella e Edward voltarão em breve e logo, logo todos voltam para suas atividades escolares. – Rose bufou impaciente e Alice fez uma careta. Só Deus sabia quantas vezes essas criaturas já cursaram o ensino médio.
- , o que é esse anel aí?- Emmett puxou minha mão para que todos pudessem ver. Já estávamos em frente aos carros dos Cullen. Todos se espremeram para ver melhor.
- Er... – eu fiquei vermelha, mas meu salvador logo se manifestou.
- Nós estamos noivos- com um sorriso no rosto e um brilho nos olhos, Jake examinou a reação de cada um ali. Emmett exclamou um “WOW BRO!” e deu high-five em Jake. Esme me encarou sorridente, Rose também, mas ela tentou esconder isso. Carlisle parecia surpreso demais.
- O que foi Carl? Pensou que a velhinha aqui passaria a vida sozinha?- ele riu e negou.
- Pensei que quando chegasse a hora, você o colocaria para correr. Mas é claro, se um Imprinting não estivesse envolvido. - por algum motivo aquilo me afetou. Meu sorriso sumiu do rosto e encarei Carlisle em defesa.
- Com ou sem Imprinting aconteceria. – ele ficou confuso com a grosseria em minha voz, então vi que todos nos olhavam, principalmente Jake, que acariciou meu braço como se estivesse acalmando uma fera.
- Ele não teve a intenção. - claro que não teve, pensei. Mas Jacob não sabia de nossa profecia. Aquela que dizia que o Alpha de uma tribo quileute se tornaria a metade da Justiceira e juntos combateriam as forças obscuras que estavam por vir. Lembrar disso causou-me um arrepio estranho.
Desculpei-me com Carlisle e decidimos voltar para La Push, onde me deixariam com Jacob.

- Será que vocês poderiam entrar?- Jake me olhou confuso com meu pedido, mas logo se lembrou do motivo da tal pergunta.
Os vampiros entraram na casa pequena de Jake e tudo pareceu muito apertado lá dentro. Eles ficaram em pé ao lado do sofá e vi que o cheiro impregnante de lobo os incomodava.
- Eu e Jacob temos um anúncio muito sério. É por causa desse motivo que tivemos de voltar às pressas para Seattle. - dei uma pausa tentando montar palavras ideais para contar a notícia.
- Nós... Bom, vamos ser diretos... Eu estou grávida. – ouvi muitas exclamações e seus pensamentos começaram a fervilhar em minha cabeça.
Positivos, muito positivos, porém, em meio a eles, aquele pequeno pensamento de preocupação pareceu mais alto que os outros. Carlisle pensara o mesmo que eu, só que com mais rapidez. Ele deduziu o perigo que corríamos (Eu, o bebê e Jake), por conta disso.
Apertei a palma de minha mão contra minha unha até que a mesma perfurasse a carne. Nada de dor, nada de nada. Droga.
Uma rodinha de vampiros havia se formado a minha volta. Rosalie com os olhos tão brilhantes que me fizera lembrar a mulher que ela já foi. Sonhadora, apaixonada, iludida... Agora ela parecia aquela doce garota de novo. Esme se sentia uma vovó de verdade. As três vampiras faziam planos e planos para o bebê. Os homens sorriam e faziam piadas para Jake que mais parecia um farol ambulante de tanto irradiar luz.
Quando Billy chegou em casa e quase morreu de susto ao nos ver ali, os Cullen decidiram ir embora com a promessa de que eu os visitaria na manhã seguinte.
”Sabe que temos de conversar” Carlisle falou antes de sair.
Billy, que quase teve um ataque do coração ao nos ver ali, quase caiu da cadeira quando contamos as notícias.
Por fim ele parecia uma criança feliz novamente, fez cafuné em nossas cabeças e pediu para tocar em minha barriga. Os conselheiros, como Billy, tinham uma espécie de magia em seus sangues. Eles sentiam coisas e viam coisas, então me senti lívida quando Billy deu uma gargalhada logo após sentir o quase nada de bebê.
Às 23h00min meu querido sogro rolou suas rodas até nosso quarto e nos informou que na noite seguinte os quileutes formariam uma fogueira na praia para comemorar a benção das crianças, tanto minhas quanto de Emily, e mais uma vez senti que estava no lugar onde sempre deveria ter ficado.

- Você está bem? O dia foi bem corrido hoje- o lobo a minha frente tirou sua camiseta branca e a colocou no cesto ao lado da cama. Seu corpo moreno e definido chamou minha atenção como sempre, e eu assenti.
- Foi bom, sabe? Essa agitação toda, faz passar um pouco a tensão.
- Que tensão?- Jacob deitou-se ao meu lado e me abraçou de frente para ele. Nossos olhos muito próximos e os lábios quase colando.
- Os Volturi, ainda estão atrás de você- balbuciei. Jake mordeu os lábios um pouco aflito. Ele pensava que era forte o suficiente para se defender e defender nossa futura família.
- Não é só você Jake. Eu tenho medo por ele- peguei sua mão e a pousei em minha barriga.- Medo que descubram.
- Eles não vão, eu te prometo Scarlet. Os vampiros não podem entrar aqui.
- Eu sei... – fechei os olhos e senti os lábios macios daquele meu homem tocarem minha bochecha esquerda.
- Você precisa descansar agora. Afinal, é um pouco velha pra essa rotina- sorri ainda de olhos fechados e me aconcheguei em seu peito.
Eu sabia que os Volturi não poderiam tocar em mim, mas e os Cullen? Jacob era um lobo e sabia realmente se defender, mas Edward... Ah, Edward, como sentia sua falta...
Aproveitei o momento sereno que estava e minha mente se expandiu de mim. A pequena casa de Jacob estava ali, quieta. Meus olhos correram para a floresta e as árvores também ficaram para trás como um borrão. Logo em seguida o céu se abriu e o caminho se tornou mais claro. Alguns rios, algumas montanhas, pedras e, enfim, a mente dele me chamou.
Passei por vilarejos e subi montes até chegar lá, no Canadá, num hotel de cinco estrelas com vista para as montanhas congelantes. Voei pelo ar como uma águia, senti o cheiro de chocolate, junto com o cheiro de álcool.
O vi sentado numa cama grande e espaçosa segurando uma garrafa de uísque. Ouvi a tevê ligada no cômodo ao lado e a presença de Bella me atingiu.
“Ed...” sussurrei como o vento em seus ouvidos. Ele ergueu os olhos como se estivesse me procurando.
Vampiros podiam se embebedar. Estúpido quem acha que não, mas eles precisam de muita, muita quantidade de álcool para conseguir tal coisa.
Edward se levantou da cama um pouco cambaleante e fechou os olhos se forçando a algo.
“Eu sinto você”
“O que aconteceu? Por que está fazendo isso?”
”Mas será realmente você? Não seria a primeira vez que minha mente brinca comigo”
”Sou eu Ed, eu voltei para La Push... Por que ainda está no Canadá? Por que está bebendo?”
”Não é só sua mente, é? Você trouxe sua alma.
”Sim” sussurrei acabada. ”Eu precisava te ver.
”Ela está acabando comigo . Bella, ela se alimenta a noite e então se deita ao meu lado”
”Edward, não entendo seu ponto. Isabella é sua companheira, uma vampira
- EU NÃO A CONHECI ASSIM!- sua voz ecoou pelo quarto e um barulho veio da sala ao lado. A porta bateu e senti Bella se afastar.
”Amigo, você a ama. Pelo que ela é, mas eu vejo sua mente. Você criou uma imagem de Bella que cobriu a antiga visão que tinha sobre ela.”
”Você mesmo falou. Bella é um monstro. Ela usou-me para conseguir a imortalidade” Senti meu peito doer. Então eu causei isso a Edward? O meu ciúme fez com que ele odiasse sua mulher. Tudo bem que Bella fez por merecer. Causou caos, nos entregou e se tornou uma imortal, mas eu podia odia-la. EU odiava Bella por tomar de mim meu único confidente. Mas o que eu era? Uma criança? Fiz Edward se afastar dela e isso o fez mal, enquanto eu vivia feliz e contente com meu lobo. Eu tinha a Jake, Edward tinha a Bella.
”Você está errado. Eu estava errada. Bella errou muito, muito mesmo. Mas ela errou comigo Edward, com quem tem de consertar os erros dos vampiros. Ela errou por ter se aproximado de você, do MEU vampiro e errou quando ME desafiou.
Mas acontece que ela te amou, em todo esse tempo. Ela não queria a imortalidade para si. Ela não queria te perder, ela tinha medo que... Ela tinha medo que eu o tomasse dela, assim como ela fez. Você não deve culpá-la por fazer isso. Ela fez por amor, um amor cego e idiota. Você não pode afastá-la. Desculpe-me irmão, mas creio que está cometendo o maior erro de sua existência.”
Odiava admitir tais coisas para ele. Queria dizer que ele estava certo, que ela era uma sugadora de vidas e um real monstro. Mas os olhos de Ed estavam tristes e sem vida, suas roupas amassadas e um bom tempo sem se alimentar. Ele a amava.
Ele socou a cama e caiu sentado. Colocou a garrafa no criado mudo e bufou.
- Você está certa. Eu sou idiota. Tenho a tratado tão mal e olhe só, ela está aqui mesmo assim.
”Procure-a. Se alimente primeiro, tire o álcool de seu corpo e vá atrás dela.” Edward olhou para a janela e abaixou a cabeça pensativo. Pensamentos que não estavam ocultos.
- Obrigado . E... Desculpe-me por não me despedir. – assenti positivamente como se ele realmente me visse e num suspiro longo, deixei-me vagar de volta para meu corpo, onde o calor de Jacob aquecia-me aconchegante.

No dia seguinte, Jacob acordou-me às nove horas dizendo que deveria encontrar a matilha na casa de Sam. Levei-o até a porta e tive de insistir que ficaria bem e estaria com os Cullen. Tomei um banho demorado e examinei novamente minha barriga. Por incrível que pareça, ela estava maior. Isso me assustou um pouco, mas tive de admitir que aquela criança não seria normal. Eu não esperava menos. Quando era apenas uma criança e encontrara o livro de profecias de Ramon, encontraram meu corpo desmaiado na biblioteca do palácio. O rei, meu pai, que sabia muito sobre a profecia, ordenou que ninguém além dos empregados pudessem me ver. Cresci isolada do povo por 14 anos. Meu corpo se estabilizou quando eu completei 7 anos. Os empregados eram os únicos que conheciam minha história e o povo nunca ouviu falar de anormalidades no Reino. Tudo que pensavam era que a pequena princesa Scarlet havia sido pega pela Peste Negra e por anos lutou contra ela.
Se minha barriga estava daquele estado um dia após saber da gravidez, aquilo queria dizer que minha criança cresceria como eu cresci, e ainda, meu bebê carregava magia em seu sangue. Magia quileute e magia de feiticeiros. Eu não sabia se ficava preocupada ou feliz por saber que ele não seria tão frágil assim.
Respirei fundo quando saí do banheiro. Carlisle repararia em mim assim que pisasse em sua casa, estava visível.
Vesti uma regata branca e um short jeans, achei uma havaiana na mala e saí de casa já que Billy estava fora.
Correr pela floresta era algo que sentia muita falta, e por ali pude sentir a vida que aquelas árvores e plantas distribuíam ao terreno.
Quando a mansão de vidro se tornou visível, apressei os passos e entrei pela porta da frente.
- !- Emmett acenou do sofá, onde assistia a um jogo de futebol com Jasper.
Rosalie saiu da cozinha acompanhada por uma Alice pulante. Elas vieram até mim e me abraçaram.
- Meu Deus!- Rosalie tocou minha barriga. Ela já marcava um pouco a camisa. – Ele já cresceu assim?
- Pois é- suspirei. – Acho que meu filho tem algo em comum comigo.
- E isso é ruim?- Emmett se intrometeu virado para nós, do sofá.
- Bom eu não sei se é, muito menos se é ruim. Quero dizer, ele cresce rápido... Se for como eu, ele parará de crescer numa certa idade.
- Mas isso faz com que a infância dele seja muito curta.- Eu já estava sentada no sofá com Alice do meu lado com um rosto aflito.
- Não me importa a infância dele. Eu só quero tê-lo comigo.
- está certa- Rosalie murmurou. – O que importa é ele existir. Mas eu espero que ele não feda a cachorro molhado- os vampiros torceram o nariz com caretas. Eu ri.
- Não sabemos se ele nascer com gene de lobo. Mas é provável que não. Por conta da magia.
- Eu não entendo essas coisas de magia- Emmett levantou os dois braços em rendição.
- Você fala “ele” como se soubesse que é um garoto.
- Eu acho que quero que seja um – rimos.
- Já falou com Carlisle? Você devia tentar ver o sexo. Ele cresceu muito rápido.- assenti. Examinei a casa e senti a mente e presença de Carl.
- Vou falar com ele.- levantei-me do sofá e corri para o escritório do vampiro velho. Ri com meu pensamento idiota.
- – ele indicou para que eu entrasse. Estava sentado com alguns papéis na mão. Eram páginas arrancadas de livros antigos, sobre mim. Senti-me desconfortável e Carlisle guardou as folhas. – Ele cresceu- chamou minha atenção com um olhar preocupado.
- Sim. Estava comentando com os meninos. Acho que ele tem o mesmo metabolismo que eu.
- Com certeza. – ficamos em silêncio até que Carlisle me olhasse e suspirasse.
- Você sabe que o bebê nos leva a um risco muito grande.
- E por isso não posso vacilar. Não posso deixar que os Volturi saibam dele.- Carlisle começou a perceber que aquilo de “bebe perigoso para o momento” não colaria comigo. Ele limpou a garganta e concordou.
- Eu estava pensando se não teria como... Ver o sexo.
- Bom, se fosse um bebê normal, realmente não teria. Mas ele está grande e acho que o corpo está crescendo a cada minuto.
Com Carlisle evitando pensamentos sobre o que pesquisava de mim, mantive-me à espreita. Eu não queria invadir sua privacidade, mas o que ele procurava sobre mim? Ele me deitou em uma maca que ficava ao lado de uma máquina de ultrassom. Levantou minha blusa com cautela enquanto mexia na máquina com os olhos focados no que fazia.
Passou um gel na parte embaixo do umbigo e logo algo geladinho encostava em minha barriga.
Mantive os olhos presos na tela da tevê que estava presa no teto. Tudo parecia borrado e meio escuro.
- Aqui. Ele apertou em algo e apontou para uma direção na tela. Seu rosto agora estava mais calmo, como se tivesse acabado de comprovar que sua teoria sobre algo ruim estivesse errada. – Essa é a cabeçinha. – Indicou. Comecei a perceber aos poucos as curvas e linhas formadas pelo pequeno ser dentro de mim. – Aqui o braço, as pernas e... Bom.- ele deu zoom na imagem- Esse é o membro reprodutor.
Olhei para Carlisle rápido e surpresa demais. Ele sorriu de orelha a orelha. Meus olhos começaram a encher d’água e meu amigo deu-me lenços para limpar o gel de minha barriga.
Sentei-me atônica e toquei a barriga com certo carinho. O escritório estava silencioso.
Um menino. Eu teria um pequeno menininho.


Capitulo 17- De volta a ação.

Scarlet

Às 20h Jacob apareceu na porta da mansão Cullen e me encontrou devorando uma macarronada que Esme havia acabado de preparar.
- Nossa mulher, vai com calma- fez piada.
- Cala a boca. – ri. – Nós estamos atrasados? Pra fogueira?
- Não, vim te buscar, mas pelo visto aqui tem muita comida pra mim.
- Para de ser gordo Jacob, eu estou carregando nosso menino, você só carrega essa lombriga de lobo.
Jacob riu, mas em seguida parou e coçou a cabeça com uma cara confusa.
- Você disse menino? – assenti.
Puxei a mão de meu marido para minha barriga e o olhei nos olhos.
- É um menino, vi hoje com Carlisle.
- Espera, você viu sem mim?
- Qual é Jake, você saiu pra uma reunião e eu acabei vindo pra cá. Não podia esperar mais que isso.
- Mas eu queria estar aqui quando acontecesse.
- Não importa Black, ele é nosso, e é um menininho. – o sorriso bobo voltou para o rosto de Jacob e percebi o quanto ele se parecia com um homem agora.
- Um menino... – a frase vagou pela cozinha até Alice aparecer e nos tirar de nosso momento “pais bobões”.
- Hm... Vocês não tinham uma fogueira pra ir?- Jacob riu do jeito que Alice nos expulsava e eu a olhei, incrédula. Uma raiva subiu em meu corpo, mas a contive. Não era mais uma garotinha ciumenta, aquilo sumiu há muito tempo.
Assenti mais calma para Alice e ela se desculpou mentalmente. Jacob então envolveu nossos braços e se despediu de todos que estavam pela sala de estar. Rose me olhou com o rosto duro, mas a mandei relaxar, então saímos da casa e entramos na trilha da floresta.
Quando estávamos longe o suficiente da audição dos vampiros, Jake se virou para mim com a feição brincalhona.
- Alice queria mesmo nos expulsar, talvez aqueles vampiros não estejam tão enferrujados- sorri para ele e continuei andando.
- Você não aguentaria um dia no ritmo deles. – apontei para a casa com uma careta e Jacob fingiu que ia vomitar.
Andamos lentamente pela trilha, enquanto sentia a brisa bater em meu rosto. Eu estava enroscada no peito de Jake enquanto ele respirava calmamente me cobrindo com seus braços quentes.
Os animais pareciam cantar em sincronia e pude sentir meu poder mais forte do que nunca. O anel brilhou em meu dedo e senti mais frio.
- Tudo bem?
Jacob me encarava com o olhar atencioso, como se a qualquer momento eu fosse cair e quebrar. O olhei sentindo minhas bochechas corarem no frio.
Normalmente eu não sentiria frio, mas pensei que talvez a gravidez tenha me deixado um pouco mais sensível às coisas.
Andamos em silêncio pela trilha e logo estávamos na praia de La Push, uma praia coberta por pedras, onde a areia aparecia somente em alguns pontos. As águas batiam nas grandes rochas e respingavam nas pedrinhas cintilantes.
No final da praia pude avistar uma fogueira. Ela brilhava e distribuía uma cor vívida no cenário. Era lindo. Vi alguns quileutes caminharem em direção à fogueira e reconheci alguns deles.
Toquei minha barriga por instinto e senti um movimento leve.
Parecia que ele gostava daqui, do ar, do clima, do cheiro.
- O velho Billy vai adorar saber o sexo do neto- ouvir Jacob falar aquela palavra fez meu estomago se remexer por inteiro. Seus olhinhos estavam apertados e sua covinha quase inexistente enfim apareceu por completo.
Ele estava muito feliz por ser pai. Ele se sentia orgulhoso e me amava por isso. Eu nunca me perdoaria se algo... Tentei não pensar nisso por um momento, era algo que eu precisava evitar. Não queria que aquele momento acabasse.
- Ele não parece ligar muito para o sexo.
- Ah... Ele adoraria ter uma neta também, mas tenho duas irmãs. Acho que ele está bem com três mulheres na casa.
- Você me incluiu como se eu fosse sua irmã.
- Isso seria impossível- Sim, seria. Jacob me apertou mais em seu braço e finalmente chegamos à fogueira. Emily estava radiante no meio de um bolo de nativos. Usava um vestido florido e folgadinho e seus cabelos lisos estavam a todos os lados carregados pelo vento.
Sam parecia mais um adolescente com a primeira namorada. A exibia por todos os cantos e para todos.
Ao lado da fogueira uma tenda foi levantada. Havia uma mesa comprida com muita comida e pratinhos de plástico azul e rosa.
Logo muitas pessoas estavam ao meu redor também para me parabenizar.
Os lobos cutucavam minha barriga e faziam cafuné em minha cabeça. Os outros me olhavam com sorrisos no rosto, mas eu podia ouvi-los pensar, alguns assustados com minha barriga, outros com dúvida se eu realmente tive esse bebê com Jacob e bom... Alguns comentários femininos que preferi ignorar.
- Nossa , sua barriga está gigante!- Emily se sentou ao meu lado no tronco posicionado de frente para o fogo.
- Ela cresceu em menos de dois dias. –murmurei- Não acho que vá durar muito e isso me preocupa.
Emily pegou minhas mãos e me olhou profundamente.
- Seu bebê é como você, ele vai ficar bem.
- É- foi tudo que consegui falar. Eu amava meu filho, mesmo com dias o tendo dentro de mim. Ele era meu e de Jake, a pessoa que mais amo em todo o Mundo. Não poderia deixar que algo acontecesse a ele, mas... Meu peito doía tanto e agora tinha acabado de perceber, meu anel estava branco.
Branco como as nuvens no céu, e como os dentes de Jacob. Um arrepio percorreu meu corpo.
Pensar naquele anel me assustava, porque eu sabia que tínhamos uma conexão. Só não sabia se isso era bom ou ruim.

No final da noite, quando as estrelas no céu já brilhavam como loucas, todos sentaram em volta da fogueira e começaram a cantar músicas nativas.
Eu me senti em casa. Jacob estava ao meu lado, Emily com Sam e todos os outros lobos amontoados em outro tronco. Billy estava com a cadeira de rodas presa nas pedras e sorria para mim como um pai.
Depois de algumas músicas, Billy decidiu seguir com o costume, as histórias quileutes.
Ele contou sobre os espíritos guerreiros e sobre a terceira esposa. Contou como se sua alma estivesse presente na época, assistindo de fora. Perguntei-me onde eu estava naquele tempo. Talvez em Roma, ou até mesmo em Paris, não conseguia lembrar. Minha vida se baseava em viagens curtas e caçadas.
Lembrei de que estava parada por muito tempo, muitas coisas poderiam estar acontecendo. Muitas bruxas praticando magia negra e alguns vampiros saqueando cidades. Meu Deus, eu estava sendo tão egoísta.
Mas eu tinha meu bebê... E Jacob, o que eu poderia fazer?
Quando Billy terminou as história, falou algumas palavras de parabéns para mim e Emily. Todos aplaudiram e, como sempre, o canto dos lobos foi onde o estardalhaço fora maior.

Depois de comermos e nos divertimos, Billy pediu que alguém o ajudasse a voltar para casa então puxei Jacob para irmos.
- Foi uma noite muito divertida. Você gostou?- ele perguntou enquanto carregávamos sua cadeira até o fim das pedras da praia.
- Maravilhoso. Acho que nunca me diverti assim em toda minha vida. – Jake e eu tivemos uma breve troca de olhares e ele sorriu. – Vocês têm uma sorte muito grande em ter todo esse povo.
- É seu povo também .
- Mas eu não posso ficar para sempre- sussurrei. – Eu sou o equilíbrio Billy.
- Eu entendo- ele olhou para Jacob como quem estivesse examinando sua reação. Mas ela fora neutra.
Chegamos a casa de Jacob e Billy rolou sua cadeira até a cozinha.
- Devemos contar agora?- Jacob parecia em outro mundo. Esforcei-me muito, mas muito mesmo, pra não entrar em sua mente. Meus dedos formigavam com tamanha força imposta em meus punhos. – Black?- chamei-o novamente. Ele me olhou como se tivesse sido pego em um crime, logo sorriu. Mas o sorriso não chegou aos olhos.
- Sim, sim, ele vai ficar muito feliz.
- O que está acontecendo?
- O que? Ah, nada meu amor. Vamos contar juntos- fui arrastada até a cozinha onde meu sogro cantarolava alguma das músicas cantadas hoje mais cedo e preparava um chá de ervas.
Seus cabelos pareciam mais brilhantes que nunca, caindo como uma chuva de fios negros por seus ombros. Ele se virou para nós e pareceu surpreso por nos ver ali.
- Eu estava começando a preparar um chá de ervas para . É algo que eu preparava para a mãe de Jake quando ela se sentia mal na gravidez.
- Isso é muito gentil Billy, mas não me sinto mal.
- Não tem problema. Ele é gostoso. - seu riso contagiou a nós três e Jake o observou por um tempo.
- Temos algo a falar, pai.
- Claro que têm, senão, não estariam aqui.
Tomei coragem para falar e dei um passo à diante.
- Quando eu tinha sete anos, na época que encontrei o livro de Ronan, a magia entrou em mim como se estivesse restaurando todo meu corpo. Até mesmo minha mente. Ela fez com que meu metabolismo disparasse e meu corpo mudasse de forma de um dia para o outro. Eu tinha sete em um dia e no outro eu tinha 13.
- Isso sim é algo fascinante. – comentou Billy no meio da história.
- Eu me assustei um pouco, mas acabou que tudo terminou bem. Meu corpo se estabilizou em alguns dias e assim fiquei. – demorei um tempo para pensar em como contar aquilo para Billy, afinal, eu nunca me imaginei falando algo assim. Senti a mão quente de Jacob apertar a minha como se passasse forças para mim. Bom, funcionou.
- O bebê é assim.
- Eu percebi quando você apareceu na praia. Sua barriga está como uma de três meses.
- E vai piorar... Ou melhorar. Mas o que temos a dizer aqui Billy... – Me ajude aqui Jake, mandei para ele. Ele riu.
- Parece que a grande Justiceira tem medo de algumas situações. Pai, e eu queremos falar que hoje descobrimos o sexo do bebê.
- O sexo?- ele quase deu um pulo na cadeira. Seus olhos começaram a brilhar e seus cabelos se agitaram enquanto ele se mexia.
- Sim, nós vamos ter um menino.
Ah sim, Jacob estava certo. Billy ficou extremamente feliz. Seus olhos sempre mudando o ponto de visão entre mim e Jacob.
Ele nos prendeu na cozinha por um tempo, mas não fazia diferença, porque vê-lo assim fazia com que meu ser se alegrasse.
Quando o chá estava pronto, ele fez questão de me fazer beber até a última gota. Era realmente gostoso e como Billy havia falado “faz o bebê ter forças para continuar por ali”, aquilo sim me forçara a beber.
Eu queria que meu filho tivesse forças para continuar.
Quando estava muito tarde e Jacob já quase caia ao meu lado, dei boa noite para Billy e levei Jacob num abraço para o quarto, Coloquei-o em sua cama e ele se virou sonolento pra mim,
- Você parece minha mãe.
- Devo levar isso como um elogio?- ele riu.
- Dos grandes. Sabe , você tem me feito o cara mais feliz do Mundo. Eu não posso descrever como estou orgulhoso de nós dois por termos esse coisinha dentro de você.
Meus olhos iam vazar, mas segurei o choro e sorri para meu homem.
- Eu também estou orgulhosa de você Black. Mas você precisa dormir porque amanhã seu bando lhe espera. – ele assentiu como um bebê e fechou os olhos.
Peguei uma toalha no guarda-roupa e fui tomar um banho para me refrescar. Era um ótimo tempo entre eu e meu filho, e também um ótimo momento para pensar.
Eu sabia por que Jacob estava daquele jeito, mas não queria admitir. Ele tinha uma alcateia, uma família e eu... Eu só tinha a ele e o pequenino dentro de mim.
Mas eu não podia ficar assim para sempre.
Xinguei mentalmente aquele livro idiota e todos os monstros que habitavam na Terra.


“- Estamos voltando. Bella disse que precisa rever alguns amigos e ela parece mais controlada. – Edward tocava suavemente na coberta de cama do hotel. Ele parecia mais feliz ou até um pouco mais vivo.
- Estou feliz por vocês estarem bem de novo, não queria que vocês se acabassem por minha causa.
- Não é bem assim...
-Além do que, ela te ama, não é?
- Sim, Isabella me ama... – ele olhou para fora do quarto e suspirou. – Ela está caçando agora. Aqui têm muitos Leões das montanhas.
- Eu sei.
- E você, como está?
- Muito bem. Ontem pude ver o sexo do bebê. Ele cresce muito rápido.
- Um menino- falou Edward vagamente. – Espero que ele puxe a você.
- Vocês vampiros e suas intrigas com os lobos – sorri brincalhona.
- Bom. Intrigas a parte, eles podem nos matar.
- Não esse daqui. Ele pode não ser um lobo.
- Ou pode ser.
- Se ele for, eu vou me sentir muito honrada. - Ed torceu o nariz em uma careta.
- Você é quem sabe, não é?
- Volte logo Ed, eu sinto sua falta. – ele mexeu na coberta de novo e respirou- desnecessariamente- forte.
- Também sinto sua falta. Logo, logo estaremos aí.
O abracei com minha presença e senti que ele se aconchegou com o vento em seu rosto. Eu não podia toca-lo naquela forma, mas ele podia sentir que eu o abraçava, ou quase isso.
- Tenho que ir. O tempo passa rápido quando estou assim.
- O tempo não faz diferença pra mim. – ele deu ombros e sorriu. - Até mais .
E então voltei a sentir o cheiro gostoso de Jacob ao meu lado”


De manhã, acordei um pouco mais cedo que Jake. Ele dormia tranquilamente ao meu lado e tive de agradecer aos céus por ele não roncar. Seu rosto parecia com o de um bebê sereno. Levantei-me sentindo um peso a mais em mim, olhei para minha barriga e levei um susto. Estava maior, muito maior. Eu teria de me acostumar com isso.
Meu bebê se mexeu novamente e soltei um riso abafado. Era bom senti-lo demonstrar que estava vivo.
Billy ainda dormia quando decidi arrumar a mesa do café. Preparei panquecas e bacon, fiz também uma limonada com o resto de limões que Billy tinha pela casa.
Depois de sete horas, Jacob apareceu um pouco descabelado na cozinha. Ele bocejou, me deu um beijo no topo da cabeça e seguiu para o banheiro. Eu queria ver sua reação. Fiquei naquela posição abobalhada com sua beleza matinal enquanto ele escovava os dentes no banheiro.
Billy veio logo em seguida, como se houvesse uma hora estimada para acordar na casa. Ele olhou para mim com um sorriso aconchegante e os olhinhos apertados no rosto quase sem rugas.
- Você preparou o café? Meu Deus, não precisava ter feito isso.
- Não tem problema Billy. Eu gosto. Queria agradecer por tudo.
Ele se posicionou na ponta da mesa, onde havia um lugar para sua cadeira. Não esperou nem um minuto para encher o prato de panquecas e se virou com um sorriso aprovando o gosto.
- Amor, você viu minha camisa az...- Jacob paralisou no batente da cozinha. Ele olhou pra mim direito agora. Seus cabelos estavam encharcados e ele estava coberto por somente uma toalha. – Você... Você está linda.
Eu corei. Porque eu pensei que ele fosse comentar algo sobre a barriga ou como o bebê deveria estar. Mas ele comentou sobre mim e aquilo significava tudo.
- Obrigada. Ele cresceu muito mais. Senti até o peso quando levantei.
- E você ainda preparou o café da manhã?- a pergunta não foi direcionada para mim, Billy deu ombros e continuou comendo.
- Black, vai se vestir. Sua blusa está... – examinei o que havia feito ontem, como um filme, depois decidi examinar a mente de Jake. – Você a deixou em cima de uma árvore ontem. Então eu o aconselho a vestir outra.
Ele riu engraçado e correu para o quarto gritando um “Obrigada aberração”.
- Não sei o que esse menino tem na cabeça. – Billy negou com a cabeça.
- Juízo é que não é.

Quando Jacob saiu de casa, Billy avisou que teria uma reunião do conselho e me convidou para ir. Neguei dizendo que ficaria bem e talvez saísse para Seattle para dar uma volta.
- Então pegue o carro de Jacob. Não precisa ficar andando por aí o dia todo.
- Obrigada Billy.
O ajudei a descer da varanda e encontramos Sue na frente da casa o esperando. Eles pareciam felizes em se ver, então a cumprimentei e entrei para trocar de roupa.
Vesti um vestido azul clarinho, um pouco rodado, que Alice colocara na mala. Calcei um coturno de couro preto e peguei a chave do carro.
Eu precisava sair, mas não para compras. Eu tinha trabalhos a fazer.

Quando cheguei ao centro de Seattle, estacionei o carro em uma rua meio deserta. Ninguém pensaria em roubar um Rabbitt vermelho, a não ser Jacob, e isso só melhorava as coisas para mim. O vestido parecia disfarçar bastante minha barriga. Olhei meu kit de espadas no banco de trás e pensei em pegar ao menos uma adaga, mas... E se eu sem querer o machucasse?
Aquilo martelou em minha cabeça e decidi por deixar tudo escondido no porta-malas. Saí do carro e caminhei até o final da rua, que dava para uma parte da floresta.
Eu estava longe de La Push e aquela parte da floresta era a mais próxima que eu teria de Riverton, onde meu primeiro trabalho estava.
Na noite passada, depois de me contatar com Edward, percebi que já era hora de decidir o que faria de minha vida. Eu não podia simplesmente esquecer meu dever e viver um conto de fadas. EU tinha deveres, e devia cumpri-los.
O bebê não pareceu ter problemas com minha velocidade enquanto corria em direção a Riverton. No meio do caminho senti uma força absurda de dentro de mim e vi meus passos ficando cada vez mais rápidos. Aquilo era incrível.
Senti cada animal da floresta e cada vento projetado no ar. Meus cabelos voavam para trás como se soubessem que não deveriam cruzar meu ponto de visão. E então cheguei ao meu destino.
O sol ainda brilhava forte e não se passavam de dez horas quando identifiquei o primeiro esconderijo.
As coisas pareciam mais descaradas agora. Como se eu nunca tivesse existido ou eles simplesmente tivessem esquecido de quem eu era.
Um garoto com cabelos roxos andava com passos firmes para dentro da mata. Ele vestia uma jaqueta de couro com alguns spikes. Seus olhos eram pintados com lápis de olho e ele calçava um coturno preto.
O segui.
Ele chegou a uma cabana abandonada. Olhou em volta para checar se estava seguro, mas nem mesmo se pudesse ver, ele me veria.
Após entrar na cabana, pude o ver andar para a sala. Fui para a janela da lateral da cabana e ainda pude vê-lo abrir uma porta no chão embaixo do tapete empoeirado da sala.
Ele desceu como um rato e quando fechou a porta pensei em entrar. Olhei as laterais da janela e encontrei dois saquinhos aparentemente inofensivos. Ah, essas bruxas nojentas.
Os saquinhos se dissolveram rapidamente e aí sim entrei.
Pensei em como chegar na parte da porta sem ser ouvida por eles lá embaixo.
”Seria uma ótima hora para flutuar como da última vez, não?” não sabia exatamente o que estava fazendo, mas esperava ser escutada pela segunda mente dentro de mim.
Mas fomos fundidas, não? Ela não se manifestara desde... Um bom tempo.
Vamos Fúria, pelo menos me ensine.
Esperei por alguma resposta. Nada.
Se ela conseguiu fazer aquilo, eu conseguiria. Foquei-me no peso de meu corpo e a distância que eu desejava ficar entre o chão. Será que funcionaria?
Olhei para o chão e pela minha surpresa, sim, funcionou.
Era como mover um objeto, por que não pensei nisso antes?
Flutuei até a parte da pequena porta no chão e decidi esperar e escutar.
- Talvez seja tarde para ajuda-la Mitchel.
- Tarde? Vocês disseram que éramos um time, lembra? Todos se ajudando e como uma família? Isso tudo é culpa sua! – Mitchel culpava um garoto chamado Mathew.
- Ah, claro! Porque o pobre Mitchel e sua namoradinha Linda não sabiam as consequências de um pacto.
- Nós entramos nisso juntos cara. Ela devia ter lido o livro- outra voz entrou na conversa. Seu nome era Jorge. Ele era o mais novo deles e tinha uma pequena queda por uma tal de Margaret.
- Ela está morrendo porque o maldito feitiço deu errado.
- Ela está presa, não morta. Ela ficou presa em Summerland, você sabe disso.
- FODA-SE ESSE SUMMERLAND, PRECISAMOS SALVA-LA.
Summerland.
Eu já estivera lá. Há muito tempo atrás. Um lugar mágico no subconsciente e em outra dimensão. Era um lugar onde tudo era possível e o tempo passava rápido demais; um lugar onde havia luz e escuridão.
Summerland era uma lugar para as criaturas do mundo mágico, mas a minoria delas sabia de sua existência. Algumas bruxas conseguiam passagem para lá, mas era muito perigoso. Uma vez preso em Summerland, sua mente ficava muito fascinada pelo mundo. Era como uma pegadinha, ele te prendia.
- Pense só. Ela queria tanto conhecer Summerland.
- Não ficar presa para sempre!
- Na-hã. Você não pode dizer o que ela queria.
- Meu Deus vocês são loucos.
- Vaza Mitchel, a gente precisa terminar isso aqui.
- Não!- ele sussurrou- EU NÃO VOU ATÉ VOCÊS ME AJUDAREM!- eu pude sentir uma onde de poder muito grande. O chão começou a tremer e eu sabia disso porque o tapete tremia. Meu anel ficou roxo, como o roxo da cor de cabelo de Mitchel.
- Cara, para com isso!- Jorge falou um pouco assustado.
- Não vale usar magia negra!
- Isso não é magia negra. Vocês vão me ajudar ou não? – eu pude ver pela mente de Jorge quando Mitchel o ergueu no ar com uma mão. Ele parecia brilhar. Oh não... Isso não era bruxaria. Era feitiçaria.

Capítulo 19- Uma rápida viajem a Summerland


Depois de deixar Mitchel no banco de carona do carro, fechei meus olhos e inspirei fundo. Eu precisava apagar todos os pensamentos da minha cabeça e esse era o trabalho mais difícil.
- Você está bem?
- Eu preciso me concentrar Mitchel. Silêncio.
Ele não ousou falar de novo, então voltei a inspirar e expirar sentindo o ar passar leve pelos meus pulmões. Apaguei tudo de minha mente, inclusive o fato de estar tarde e Jacob estar me procurando por La Push.
Senti uma brisa fria e abri os olhos.
Lá estava eu, de volta a Summerland depois de tantos anos. Era um lugar incrível que podia facilmente te deixar convencido a ficar. A grama verdinha e macia fazia com que eu parecesse mais leve.
O céu estava azul e por alguns segundos pude ver as estrelas brilhando e desaparecendo. Tudo mudava. O que antes era uma árvore, agora era uma torre de guarda, como a que eu costumava ver nas vilas da Europa. Minha mente era cheia de lembranças então os cenários sempre mudavam.
Eu precisava achar Linda, mas isso era um pouco difícil. Eu podia simplesmente pensar na presença dela e então ela surgiria ao meu lado. Mas não seria ela de fato. Seria uma projeção de Summerland, algo que sumiria após alguns minutos.
Mas eu conhecia Linda agora, pelo menos o que Mitchel sabia sobre ela e isso era algo que me ajudava bastante.
Eu precisava pensar como ela, olhar tudo em volta como ela.
O que uma garota de 18 anos faria em Summerland?
Teria namorados? Teria uma mansão? Um carro?
O vento soprou mais forte dessa vez e vi as imagens se distorcerem. Agora eu estava numa floresta. Mas eu não tinha pensado nisso...
Alguém estava perto e eu não podia saber quem era, porque Summerland é um lugar que não tem limites e ele poderia estar em qualquer parte.
Olhei para todos os lados e nada.
- Você sente frio?- uma voz gritou por de trás das árvores. Eu sabia agora onde ele estava. E também sentia que conhecia aquela voz.
Continuei calada.
- Ele é uma beleza não é? Eu queria que ele viesse, mas parece que aquele menino não tem coragem de vir até aqui. Então ele mandou a namorada.
Ele estava falando de Mitchel?
Preparei-me para uma luta e continuei encarando a direção de onde a voz vinha.
- Sabe, você acaba vindo muito aqui. Mas sabe como é, eu não posso entrar num corpo feminino.
Eu estava confusa, isso era tudo. Mas ele voltou a falar, sem se importar com o meu silêncio.
- Mas essa é a primeira vez que você vem com o anel. Então devo concluir que conheceu Cerci.
Cerci?
- Claro que sim. Ela guardava o anel. Bom, se você o tem e a menina está aqui agora, creio que minha hora está chegando.
- Me devolva a garota!- gritei de volta finalmente.
- A garota? Ela não deseja voltar, não é Linda?- um silêncio preencheu o lugar, mas pude ouvir alguém se debatendo.
- Quem é você?
- Como assim, quem sou eu? Seu ascendente. A origem da sua força. O ditador das suas crenças.
Isso não era possível. Não mesmo. Minhas mãos começaram a tremer e finalmente olhei para o anel em meu dedo. Ele brilhava.
Estava negro como um corvo e brilhava como uma pérola. Fiquei tonta.
- Adivinhou, não? Achei que Cerci já teria te preparado para isso.
- Cerci?
- Minha vampira, ora bolas.
- Sua... Vampira? Não acho que saiba de fato quem você é... Por que não mostra a cara?
Ele resmungou em Grego e meus pelos se arrepiaram.
O cenário mudou novamente. Agora estávamos em Roma, Com os templos dos deuses intactos e a terra seca sob meus pés.
Olhei adiante e vi a imagem de um homem. Ele usava uma burca preta que cobria até seu rosto. Ao seu lado estava Linda com os olhos marejados e o corpo sendo manipulado.
Isso nunca aconteceu em Summerland.
- Eu sei o que está pensando. Mas isso não é real, é? Eu consigo controlar o pouco que existe por aqui, mas não posso voltar à Terra. Não enquanto ainda estiver preso.
- Você está preso?
- Sim, aí dentro dessa sua linda aliança. Muitos acharam que eu fiz parte do sacrifício. Mas eu não seria um bom Rei se abandonasse minha nação.
- Você está me dizendo que é Ramon?
Eu consegui ver um sorriso por de trás da burca enquanto ele se aproximava de mim.
- Ramon, sim. Mas só uma projeção. Criei esse Mundo antes do sacrifício para que pudesse me manter vivo até o dia da minha volta. Mas acabei me sentindo preso aqui. Nada é real, as coisas mudam e algumas pessoas conseguiram entrar.
- Então você não existe?
- Ah, eu existo sim criança. Mas meu corpo ainda não tem forma. Por enquanto sou apenas parte de uma lembrança. Eu estou com você, mas não passo de uma alma dentro de um anel. Eu preciso que o menino me receba e então eu possa voltar.
- Voltar?
- Para meu Mundo. – ele sorriu- Como vai Cerci, afinal.
Neguei com a cabeça. Se ele era mesmo Ramon, eu estava diante ao meu Rei, meu mestre e deveria servi-lo, mas... Por que ele me parecia tão... Errado?
- Não conheço nenhuma Cerci.
Ele surgiu a minha frente e Linda caiu sentada na areia do chão.
- Então como conseguiu o anel?- seu hálito era como a morte e podia ver chamas no lugar de seus olhos. Tive medo.
- Em uma cidade do Brasil. Estava em uma loja.
- Brasil? Onde é isso?
Ele estava falando sério?
- Você não parece saber muito sobre o Mundo.
- Não sei. Não mantenho contato com quem invade Summerland. Eu vivo na parte obscura desse mundo.
Na parte obscura... Por isso nunca o vi.
- Não importa onde o Brasil fica. Não conheço nenhuma Cerci.
- Você não mentiria para mim não é?
- Eu não sei o que você é. Ramon está morto, deixou os mandamentos e a ordem para aniquilar todos os vampiros. Ele não perguntaria sobre uma vampira e não a chamaria de “sua”.
- O QUE? – ele congelou- Do que você está falando?
Pensei no livro dos mandamentos que achei quando pequena. Em todas as páginas e a capa dura de couro. Ele surgiu em minha mão e entreguei para ele.
- O livro dos mandamentos.
- Mas... Eu não escrevi tantos mandamentos assim. E... Era uma tábua.
Eu fiquei o olhando por minutos e não consegui assimilar nada com nada. Linda tentou chamar minha atenção e lembrei o porquê de ter ido ali.
- Eu tenho que voltar. E levar a menina.
Ele olhou para ela por uns dois segundos e se virou para mim.
- Algo muito errado está acontecendo. Eu nunca mandaria o extermínio dos vampiros. Eles me serviam. Agora ouça Scarlet.
Eu vou voltar e usarei o menino para isso. E então meu legado será eterno e terei meus poderes de volta. Não tente me negar quando a hora chegar. Você era só uma ferramenta.
- O que?
- Você terá seu dia final e então terá concluído sua jornada. Isso- balançou o livro- É falso e agora eu voltarei para ajeitar as coisas.
- Você não...
- Pegue a menina e vá. Nos encontraremos em breve.
Perdi o fôlego e me vi sendo puxada para longe de tudo aquilo. Quando percebi estava sentada ao lado de Mitchel com uma Linda soluçando no banco de trás.

Dirigi para La Push com Mitchel chorando ao lado de Linda no banco de trás. Eu estava em silêncio enquanto eles se abraçavam. Minha cabeça estava a mil e eu não sabia direito o que pensar sobre o que passara em Summerland.
Meu Deus, Roman estava vivo e planejava voltar? Aquilo não era possível.
E o que era aquilo sobre “estou no seu anel”? Olhei para meu dedo e o vi cinza. Como se a cor clareasse quando saía de perto dele.
Ele ia voltar? E não queria que eu matasse vampiros?
O que tudo isso significava? Nada mais fazia sentido.
Senti um embrulho no estômago assim que estacionei na frente da casa de Jacob.
- ! – Ele berrou quando saiu de dentro de casa. Olhou para o carro e depois para mim. Eu estava devastada.
Jacob abriu a porta do motorista e olhei em seus olhos com esperança de encontrar paz. Mas nada fazia sentido.
Nós fomos feitos um para o outro? Então porque eu teria de morrer no final? Porque Ramon voltaria? Por que nós dois teríamos de lutar contra uma escuridão tão grande que...
“Eu vivo na parte obscura desse Mundo.”
“Estava negro como um corvo.”
“Os dois formariam o sol e a lua, eles juntariam as luzes e a guerra começaria.”
“Você ainda tem muito que aprender, mas saiba que não poderá fugir disso, é seu destino, assim como o de Jacob.”

Então... Quando Billy me contou sobre a Lenda, ele não se referia ao Imprinting... Ele se referia a Ramon. E era essa escuridão que eu teria que enfrentar.
E foi tendo esse pensamento em mente que senti minhas pernas ficarem úmidas e tudo rodar enquanto uma dor absurdamente forte surgia em meu colo. Minha bolsa tinha estourado.

Continua…


130 comentários:

  1. Wow!! Adorandooooo!!!
    Pelo visto, serei uma poderosa justiceira?! ¬¬
    Gostei disso. rsrsrsrs
    Vou acompanhar com certeza, bjsssss!!!!

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  2. adorei!!! esta feticeira. e muito fofa....

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  3. adorei!!! esta feticeira. e muito fofa....

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  4. Own que demais uma feiticeira super poderosa amei e ainda amiga dos Cullens , por favor não demora para att.
    bjus.

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  5. Ta muito bom!!!!! Parabens!!!!! Continua logo

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  6. Já me prendeu, espero que me surpreenda!!!
    Tem uma leitora
    Bjos

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  7. Amei, serio! Amei isso de justiceira, caçar vampiros, odiar lobisomens, TUDO. Vou esperar ansiosamente por os próximos capítulos. <3

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  8. Estou amando.
    Mal posso esperar para ler os próximos capítulos.
    Bjos

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  9. Meu deus, que fic maravilhosa!!! Eu simplesmente AMEI!! Essa coisa de justiceira ficou perfeito!!! Esperando ansiosamente a próxima ATT

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  10. ela e lobão gostei!!!!!! agora o lobo não vai mais sofrer por bela..... a songa... akakakakak
    e ela vai enloquecer pelo lobão e ela por ela....

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  11. Poderosa, Feiticeira, vai ficar com meu lobo favorito... Já ameei
    continua logo tá..
    =)

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  12. Caraca, a PP é d+ superior, poderosa e ainda com raiva da Swan gostei; Se tornou a minha preferida, ansiosa para a próxima att.
    bjus.

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  13. Amei, serio! Amei isso de justiceira, caçar vampiros, odiar lobisomens, TUDO. Vou esperar ansiosamente por os próximos capítulos.

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  14. Wow, a PP já mostrou que odeia a songamonga Swan, Bella que se cuide. rsrsrsrs Adooorei saber disso!!!
    Uhuuuu, meu lobinho apareceu e sofreu o imprinting por mim, né?! Ahh, mais isso é bom para mais de metro. *o*
    Adorandooooo a história, bjssss!!!

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  15. AMEI ,AMEI , AMEI ... Quando irá postar mais ? espero que breve, estou muito ansiosa pra ler mais :)

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  16. Que capitulo foi esse? Adorei, a PP podia nomear Bella como a Monga de Forks kkkk enfim, espero que o proximo capitulo venha logo !
    Beijos !

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  17. Adorei eu começei a ler e eu assumo eu já gostei logo de cara.Ela mata lobisomens e vampiros,mais é amiga de um monte de vampios e um lobo vai ter imprinting com ela 0.o . Já to vendo q nessa fic vai ter muiitas brigas !!! Fala sério quem ñ gosta de uma briga kkkkkkkkkkkkkkk fic ta maravilhoosaaa *__*

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  18. SOU UMA PEDÓFILA! kkkkkk
    Brinks. Mas tipo, 407 anos perto de um de 17 é PURA PEDOFILIA! kkkk
    Mas a gente abre uma exceção, né?
    Adorei minha opinião sobre a monga da Bella. Ciuminho básico né? kkk
    E esse encontro com o Black, amei!!!!
    Quero mais

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  19. Wow, a PP faz parte de uma lenda Quileute?! Oh, god... mais do que nunca o destino dela com Jacob está ligado. Ehhh, chupa essa manga Bella Swan. hehehehe
    E Billy de cara soube o quão importante a PP seria. E se deram muito bem pelo visto. rsrsrsrs
    Jacob e a PP são hilários juntos, adorando demaaaaais!!
    Bjsssss,!!!!

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  20. Primeiramente quero parabenizar a autora pela fic, ela está simplesmente MARAVILHOSA. O primeiro capítulo já consegue prender a leitora e no final deixa com aquele gostinho de quero mais, uma fic romântica, mas com aquele toque de aventura que deixa tudo mais emocionante. Parabéns você já ganhou mais uma fã. bjos

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  21. Nossa que fic maravilhosa por favor, não pare de escreve-lá

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  22. Aiii adorando essa fic *-*
    Já fui com a cara da PP pq ela não gostou da Bella songa monga.
    Ahh ela e o Jake que fofo :D

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  23. adorando... ela e lobão amei!!!!!!!!!!!!!

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  24. Adoro sua fic, sério ta muito boa mesmo!

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  25. Adorei a personalidade arreliada da pp. kkkk
    Agora a coisa ficou bem confusa, como eles vão lidar com essa lenda??
    Adorei o cap. Posta mais

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  26. Caraiiiii manoo na boa continua eu sou uma justiceira, imprintig pelo gostoso do Jacob e ainda amiga dos Cullens cara eu amei saber que eu não gosto da puro-osso-swan ahsuahushauhsu' continua cara please

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  27. Wow gostei!!! Interessante lendas e mais lendas. Os Cullen`s. A songa er.. quer dizer Bella. Eu e Jake num imprinting ou seja Sem a monstrinha no meu caminho!!(o/) Hummm To gostando! Posta mais!!

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  28. CARACA!!!

    Linda amei sua fic mais lendas e novos mistérios ...

    PP super poderosa e um imprinting decente!!!
    Isso mesmo D.E.C.E.N.T.E
    porque é isso que o nosso lobinho mereça um imprinting decente e não aquilo que a nossa adora titia Steph fez sem desmerecer as team jackeness mas fala sério pra isso não passa de prêmio de consolação!

    Mas aki estou eu leitora nova na área e já vós teclo V.I.C.I.E.I!

    Isso mesmo adorei a história e os novos mistério A Justiceira ja está nas minhas favoritas!!

    Pode apostar que sempre que der eu comento e te apoio e se eu não gostar de algo eu digo sou sincera...
    Mas sei expressar a minha opinião e te digo adorei os capítulos!!

    Pode contar comigo!!

    Beijones *cabelosaovento* FUII!!!

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  29. Leitora nova aqui! O/ Adorei a fic! Parabens! Muito curiosa aqui! Posta mais bj

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  30. Curiosa é apelido, eu estou quase me sufocando querendo mais, kkkkk'
    Poste, pleeease.
    Estou adorando.
    Beijos.

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  31. AWNNNNN...

    Ok...essa Justiceira é um pouco fortinha né? HSUAHSUAHSUAS...

    Cara, Imprinting...que divo *3*...nada de Swan...nada e mais nada HSUAHSUA...
    AMEI HEHE...

    Man... é claro que o Jake vai querer ficar com ela certo?
    Tipo...imprinting moço u-u...

    Ok..não sei se tinha comentado antes...mas a partir de agora vou comentar sempre. Amei a fic meu deus.

    Espero pelo próximo cap...
    XOXO.

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  32. amei!!! este casal vai dar o que falar.....akakakakakakakka
    não demora esta historia e otima,,,, original... parabéns....

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  33. Ameii, espero que não demore a postar denovo..

    E perabéns pela historia e otima.

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  34. Ai que capítulo lindo, parabéns por mais um capítulo maravilhoso. Espero que o próximo não demore a ser postado estou muito curiosa. bjos

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  35. Omg!!! Caramba eu quase matei o meu lobinho. buáaaa!!!
    Meu deus, como eu sou forte, Jake se for esperto nunca mais entra numa briga comigo. hhehehehe
    E finalmente explicaram a PP o que é o imprinting. Até que ela levou numa boa. rsrsrs
    Mas ainda acha que o Jake não vai aceitá-la, ahh tá! Até parece, está certo que depois de quase morrer pelas mãos de sua companheira, ele ficará meio assim né?! rsrsrs Mas, meu caramelinho não é nenhum covarde e vai apreciar muito essa justiceira. rsrsrs
    Adorandooooooo, bjsssss!!!!

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  36. TOTALMENTE PIRANDO POR FAVOR EU IMPLORO MANDE O 5 CAPITULO LOGO ! EU NECESSITO DELE :)

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  37. AHH uma nova leitora aqui u.u
    Oque dizer dessa fic? Quel tal PERFEITA?! Sério muito SHOW lol srsrsrs'
    Parabéns u.u
    E esse capítulo ein? Ai que dó do Jake :( Mas deixa que a PP vai ser a enfermeira dele :9 kkkkkkkkk

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  38. Eu simplesmente AMO essa fic *-* Não demora com a att, beijos ;*

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  39. Sem comentários!!!É... Perfeito!!! Posta mais to esperando ansiosamente!!!

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  40. Tadinho do meu jake T-T Como eu sou malvada! Agora finalmente sei o q é o imprinting, e ai... o q sera q vai acontecer? Posta mais logo, bjs

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  41. Caaaaaaaaara aaaaaaaaaamo essa fic serio uma das minha preferidas aqui no site U__U posta logo outra att *u*

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  42. Q perfeitaa *----* linda posta mais pfv pfv pfv :)

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  43. Fiquei super viciada nesta fic. Que cutuvelada forte hein?

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  44. Espero q a Bella vire vampira e eu acabe com a raça dela. Sério, eu amo a Bella, mas nessa fanfic eu a estou odiando....
    P.S.: amei esse capitulo...
    Beijusculos e candies.
    Tori!!!!

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  45. ARGHHHHHHHHHHHHH!


    NUNCA gostei dessa songamonga, e olha, to odiando cada vez mais u-u.

    Na boa, JAKE DELA O CARA***...mina sem noção u-u, e bem que eu queria que ela perdesse o Edward, ia ser tão bem feito u-u.

    Hum..isso, vire imortal pra PP poder ACABAR COM A SUA RAÇA, AGORA SIM TO GOSTANDOOO HOHO SHAUSHASUHAS...

    Awn, PP e Jake tão fofos juntos e nhaw..sem palavras.

    Porque o Edward ficou TÃO nervoso hein? Curiosa, Curiosa...

    Amei o cap

    XOXO

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  46. bela e um idiota.... ajkakakakkakak
    Ed esta morrendo de ciumes... akakakakkakak
    a justiceira esta perdida....pois nunca sentiu isso,...

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  47. Apenas um pedido: Me faça matar Victoria!
    Quero matá-la desde que li "A Segunda Vida de Bree Tanner" por culpa dessa... vadia a Bree foi transformada, perdeu sua vida humana e morreu. TENHO RAIVA DESTE SER! EU QUERO MATAR ELA!

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  48. Uhuuu, Jake deu um senhor passa fora na songa. rsrsrsrs Foi demais assistir de camarote a songa sair com o rabo entre as pernas.
    Agora a vaca da Isabella está morrendo de inveja da PP, affs, fazer o que se ela é muito melhor que você Bellita. ^_^
    E não adianta, Jake jé foi fisgado e Edward também ama essa garota. u.u Se contente com as sobra, humpft!!
    Amandoooooo demais, bjssss!!!

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  49. Ai q att foi essa? Jesuis lol
    Fiquei com gostinho de quero mais :)
    Olha nunca tive nada contra a Bella Mas Meu Deus agr quero q ela vire vampira pra eu poder dar uma boa surra nela u.u Esfregaria a cara dela na terra! Que bitch já tem o Edward agr quer o Jake ? O.O Q puta ela mereçe ficar sozinha tb u.u ~Modo perversa onn ~

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  50. Nunca fui muito na da songa ... er... Bella então esse fora foi tudo!!! Jake te amo cada vez mais querido!!
    Luh Dias Concordo com você em tudo o que você disse!!!
    Binhablack também disse tudo kkkk
    Agora o Edward com ciumes foi... sem coments! Principalmente fazendo com que a Songa ficasse morrendo de inveja! O jake e a pp juntos são tão fofos!! To AMANDO essa fic serio perfect Esperando ansiosamente por mais aqui!!!

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  51. Olha eu aki de novo.
    Postando mais um coments para incentivar nossa autora linda do nosso coração ...

    OBRIGADA por mais um capitulo..
    adorei espero que continue a escrever essa história que eu adorei, Adorei?!?! Não não adorei eu A.M.E.I

    CONTINUE GATAH.

    sempre que der eu venho aki posso até demorar mais eu venho comentar!

    umas das poucas fics que eu lei e relei e posso dizer que tem uma escrita maravilhosa e diversas descrições do que acontece na cena que nos fazem transportar e ver oquê acontece como se estivéssemos realmente dentro da história.
    Continue assim porque se depender de mim eu sempre vou ler.

    Ahhh e lembrando eu posso até demorar para aparecer para comentar mas eu venho não se preocupe autora linda!

    bom já enchi seu saco agora eu tenho que ir.
    ahahahaaaaaaaaa ai vc me pergunta.

    mais já ???

    e eu respondo: sim!!

    tenho que passar nas outras fics que eu leio para apoiar as autoras com os meus lindos comentários sem noção!!! hsuahsuahu

    bOm agora me vou


    Beijones *cabelosaovento* FUII

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  52. Eihhh gatah ja ia me esquecendo..


    F.E.L.I.Z A.N.O N.O.V.O!!!


    \o/

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  53. Essa bitch da Isabella... Seu é o caralho! Ele é MEU! Sai pra lá mocreia! Fica com o Edward e deixa meu Jake em paz!
    Ja to vendo q vai rolar fight entre Jake e Ed... Ele ta boladão sobre o imprinting ne?
    Quero mais e logo ta? bjs

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  54. Aaaaaaah obrigada meu Deus! Matei Victoria! Tadinho do Riley... Amou quem não devia... É né, fazer o quê! Mas eu não me entendo. Não tem como ficar com o Edward e o Jacob ao mesmo tempo. Ainda releio e começo a rir quando o Embry fala: "O JACOB DESENCALHOU!" ¬¬ Vai correr atrás do rabo vai, Embry. Foi fácil fácil matar o exército... Como eles são lentos. Me dão até sono.

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  55. Mais uma vez tudo por causa da vaca da Isabella..Aff
    hahaha Adorei, ponho medo até nos Volturi rsrs
    Tadinho do Riley fiquei até com pena, mas fazer o que né? E adorei o fim da Victoria, merecido.

    Aah que cap lindoo :) ansiosa pro proximo, não demora tá
    Bjão

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  56. Isabella, Isabella. Argh tudo por culpa dessa... dessa... Argh dessa coisa sem sal nem açúcar! Cara eu parei de ser fã dela em LN (por causa do que ela fez com o Jake) agora,não quero "ve-la" nem pintada a ouro! Que vaca!
    Adorei o Cap apesar de tudo ser culpa da criaturinha a pp mostrou o que é capaz de fazer e foi lindo! Adorei essa de os gêmeos do mau terem medo da pp foi ótima essa!
    Psta mais!!! espero ansiosamente!

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  57. Por que essa songamonga não se toca de vez hein?

    Sério, TUDO acontece por culpa dela, argh que raiva.
    Sério, concordo com a PP, porque ela não veio depois da morte da coisinha feia? Aff u-u

    Bom...nem devo falar que a PP literalmente subiu no meu conceito de foda né? Antes ela estava no topo, agora então, acho que nem existe lugar porque né...ela foi literalmente foda colocando medo nos Volturi e acabando com a ruiva...

    Sem mais...

    E agora? Essa conversa com os Cullen?
    Cara, pelo amor de deus, poste logo que minha curiosidade está pelos explodindo, literalmente.

    XOXO, bye ^^

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  58. como ela e poderosa..... o cullem estão ferrados?????

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  59. UAU esse capitulo mostrou mais ainda como tenho poder u.u ~tenho até do da bella se se meter comigo, sqn~
    Ai caraca conversa com os Cullens? Vish será que rola briga??
    Adorando ler essa fic ! <3

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  60. WOOOOOOOW! Que final foi esse? Até eu to com medo da PP... Fico imaginando se ela é tao poderosa assim, se pra ela vampiros,lobisomens e tals são fichas... Que especie de ser sobrenatural vc vai inventar pra ser o vilão da historia kkkkkkkkkkkkk Sim, eu to pulando mta historia. Mas, eu sou curiosa e tenho visao futurista... o q posso fazer rsrsrs
    Por favor, posta mais logo bjs

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  61. wow, a PP é demais!!! Caramba, o exército de Victória não durou 5 segundos com ela. rsrsrs
    Pobre Riley fez uma péssima escolha e teve uma péssima consequência. Dançou nas mãos da PP.
    Ahhh, os Volturis piaram fininho com a minha chegada. hehehehe A cara da Jane foi impagável... toma bruxinha. u.u
    Quero só ver a cara de Isabella quando souber o que a justiceira foi capaz de fazer, a bonitona não está se achando.... ahhh, mas ela vai ter uma bela surpresa.
    E os Cullens que se preparem pois a coisa vai feder para o lado deles. u.u
    Adorandoooooo demais, bjksssss!!!!

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  62. adorei esta menina,,, ela e poderosa...
    os cullem que se cuidem

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  63. Perfeitoooooo! Sua fanfics é maravilhosa estou ansiosa pra próxima att. Eu realmente estou amanado essa fanfics!

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  64. Houston, we've got a problem...
    Galaxy defenders, stay forever Never get enough of you..

    Estava ouvido Star Girl do Mcfly
    Sou viciada!! *.*

    Brizando enquanto lia o capitulo!!

    Adorei o capitulo a victória se ferrou de vermelho...

    rsrsrsr

    Sonsabellaswan oque será que ela vai aprontar hein??

    Jackedelicia beija eu tbm!!!

    \o/

    Adorei o capítulo muito mesmo e estou
    muito aciosa para o próximo quero muitas surpresa autora e mistério
    para deixar nós reles mortais leitoras roendo as unhas de curiosidade!!

    Bom agora me vou...

    Beijones *cabelosaovento* FUIII!!

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  65. Tadinho do Ed... Deu pena dele no momento q eles estavam conversando =/
    e essa discussao com a Bella? Ridicula! Cada vez mais eu n gosto da bella, graças as fics de vcs u.u
    Ainda bem q a PP tava la pra impedir o Jake de fazer com a Bella o mesmo que o Sam fez com a Emily... Apesar de q ver o rostinho dela disfigurado seria otimo hahahahaha
    Enfim, esse final ai... A pp deixou claro enquanto falava com a Bella sobre amar o Edward como irmao... Nao tem motivos pra todo esse drama no final do capitulo rs
    Quero mais, bjs

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  66. Os cullens deram muita sorte por terem a justiceira como amiga, mas eles que não cometam outro erro equivocado desses. ¬¬
    Ain, realmente existe uma conexão bem forte entre Edward e a PP, um amor bem forte, mas ainda bem que não passa de um amor fraternal.
    Nossa, ameeei a deiscussão entre a PP e a songa, rsrsrsrs, a Bella realmente ousou enfrentar a justiceira? ! o.O Essa daí é louca de pedra mesmo, com certeza tem titica na cabeça. ¬¬
    E ainda tem a idéia absurda de ir aos Volturis para ser transformada, affs, vai é trazer mais problemas como sempre, isso sim. Rhum!!
    E por pouco não tem a face desfigurada, ela agradeça por Emily estar por perto, se não duvido que a PP teria impedido Jake. rsrsrsrs
    Amandoooooooo demais, demais, demais!!!
    Bjksssss!!!!

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  67. Perfeito capitulo perfeito como todos os outros U.U manda mais pq estou louca pra dar uns catas no Jake e meter o tapa na cara dessa vagabasonssa da Bella U.U

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  68. AHHHH NÃO!

    Por que ela não morreu? Ia tudo ficar tão mais fácil...ain

    Sério que a songamonga está mesmo pensando em pedir pro Aro transformar ela? Sério? Tipo, eu realmente espero que isso aconteça, ai a PP acaba com ela rapidinho e o Edward vê quem ela realmente é, ahan...

    Man, como eu ri da burrice dela, achando que a PP não seria capaz de matar ela por ser recém criada? Sério? Vish, só lamento.

    Jake, tão lindo, e tão decidido. Isso mesmo, expulse ela de La Push e ela que se fu***

    AAAAAAAAAAAAAMEI o cap, estou maravilhosamente maravilhada com ele huehue, e espero ANSIOSAMENTE por mais, mais e MAIS *W*

    XOXO, :*

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  69. bela e songa.... mais fazer o que????

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  70. OMGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGGG AAAAAAAAAAAAAAH SUA SONGAMONGA EU VOU TE MATAR SUA....SUA.....SUA.... PURO-OSSO Ú.Ú AHUSHAUHSUAHSUH' CARA EU DEFINITIVAMENTE A-M-O ESSA FANFIC ENTÃO MANDA O PRÓXIMO CAPITULO LOGO PLEASE :)

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  71. To adorando a fic!! OMG!! Oque essa criatura tem na cabeça? pedir pro Aro transforma-la é o cumulo da isabellice kkk Posta mais espero ansiosamente pelo próximo cap.

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  72. AHHHH q tudo esse cap *---*
    E a cada cap tenho uma vontade de matar a songa monga u.u pq será? kkkkkkkkkkkkk tó amando acompanhar essa fic <33

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  73. bela e uma idiota, songa... mereçe se ralar muito para apreender....

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  74. QUE VADIA!

    Sim, eu falei isso u-u.

    Songamonga nojenta, idiota, puro osso, ARGH TUDO DE RUIM.
    Nunca senti tanta vontade de matar essa coisinha nojenta como agora.

    Eu juro, desejo que o Edward NUNCA mais olhe na cara dela, coisa sem cabeça, argh.
    Ou que ela cometa algum erro e a PP mate ela, mas bem lentamente.

    Sério, não existe ser mais idiota do que essa garota.
    Faz tudo errado argh.

    Tirando isso, eu amei o capítulo e amo a fic, é.
    E espero ansiosamente pelo outro viu hehi.

    XOXO *3*

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  75. Francamente... Eu já não gosto da Isabella e ela fazendo essa sacanagem tremenda com Edward é demais. Egoísmo mora nela. Ela merece bem mercido perder o Edward... Essa boa oportunidade para mostrar uma lição a ela... que nem tudo deve ser da forma como desejamos no momento. Ele, por decepção, deve terminar com ela para ela pagar pelo próprio egoísmo. ¬¬ Capítulo ótimo.

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  76. OMG!Amandooooooooo esta fic que feiticeira poderosa hein? ARGHHH!!! odeio essa BELLA oh garota burra que só arruma confusão só podia ser a songaosso mesmo. Haja paciência NINGM merece né? Posta +++ to curiosa bjos!!!

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  77. Omg, Bella conseguiu se superar no quesito burrice e egoísmo, como pôde ser tão caeça dura?! Que idiota!
    E agora por estúpidez dela, Aro e os outros sabem sobre meu lobinho, argh, e pior sabem que ele é o ponto fraco da PP. ¬¬
    Que ódio dessa vadia.
    Amandoooooo demais, demais!!!
    Bjkssss!!!

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  78. Que Filha da p*** egoísta!!!! Ela não fez isso fez? Se antes eu já odiava a Bella agora então nem se compara!! Aiii que ódio! Os Volturi agora sabem o ponto fraco da pp ferrou! E o Edward tadinho fiquei com pena! kk

    Posta mais!!! vou esperar asiosamente

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  79. Ok! Não vou xingar, não vou gritar.

    Diferente da songamonga, eu sou uma Lady(-sqn), então não me exaltarei...

    Então voltando...Ok, ela é uma vampira, como se isso fosse algo de mais u-u (eu sei que é u-u)

    Para ela virar isso, ferrou com a vida da PP, mostrou a existência dos Quileutes, fez o Ed sofrer e mais um par de coisa que só ela, BURRA, faz.

    Ai ela acorda, tem o momento com o Ed, a PP dá aquela cortada LINDA nela e a songamonga sente o cheiro de sangue.

    Quase ataca a pessoa e a PP (claro), impede ela. Isso porque a songamonga achou que seria muito mais fodona que a PP né u-u. Já falei, BURRA u-u.
    E tudo sobrou pro Ed, mais uma vez.

    O que eu acho? Que essa bitch deveria fazer a pior burrada da vida dela e MORRER, sério mesmo. QUE ELA MORRA U-U.
    Só faz as pessoas infelizes e sofrerem ARGH.

    Cinco dias o caramba, ela não vai se controlar mesmo. E eu ainda espero que a PP dê uma bela surra nela u-u.

    Então é isso, tirando o fato de ter a songamonga eu AMEI o capítulo e espero, LOUCAMENTE, pelo próximo post ok.

    XOXO, *3*

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  80. Bem feito pra Bella! Ela merecia q a PP tivesse matado ela... Nem tinha uma hora de recem nascida e já ia perder o controle? tsc tsc tsc tsc É bom o Ed cuidar bem dela, pq se nao a PP nao vai ter dó!
    Agora com a burrada da sonsa monga, os Volturis sabem dos Quilets... Isso ainda dará merda!
    Louca por mais, bjs

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  81. Surtando em 3..2..1..AAAAAAHHHH
    Como assim agora vai todo mudo atras do meu Caramelinho?!?
    Tudo por causa daquela praga da Swan! Aff maldita!

    To esperando o proximo capitulo...
    bjus e ate a prox

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  82. FILHA DUMA PUTA! TA VENDO? EU SABIA QUE IA DAR MERDA! EU SABIA! ERA SÓ O QUE ME FALTAVA! ESSA SWAN MERECIA MORRER! ARRRRRGH! AINDA BEM QUE A PP TAVA JUNTO COM O JAKE NA HORA E PERCEBEU A MANIPULAÇÃO NA CABEÇA DA LEAH
    Posta mais logo, plis

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  83. Uhuuu!! Que saudade dessa fic!!! ^_^
    Maldita Swan, enfim, conseguiu o que tanto queria, a imortalidade, mesmo que passando por cima das pessoas que a ama. ¬¬ Vaca de uma figa!
    E graças a essa burrice sem tamanho, agora os Volturis estão atrás do meu lobinho. Argh!! Que ódio dessa piriguete... Tomara que a PP dê um belo sacode, para ver se ela tome emenda, mesmo achando difícil, já que a vaca atolou na burrice. ¬¬
    Omg, foi por pouco que o manipulador não conseguiu enganar o meu Jake, mas felizmente a PP estava por perto e descobriu a armação, conseguindo protegê-lo. Agora é ficar de olho, pois como ela disse: esse é apenas o primeiro. ¬¬
    Adorandoooooo demais, demais!!!
    Bjksssss!!!!

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  84. Swan filha de uma p*#*#! Consegue o que quer mas fo** com os outros. Ah vai...! O resto eu não vou escrever pois eu tenho que parar de falar palavrões!Mas a songamonga não deixa de ser uma FDP por causa disso!!! minha opinião não muda!!! Agora o Aro ja sabe meu ponto fraco e pode Fu** com minha vida!! A FDP citada anteriormente- me recuso a falar o nome dela!!- fo** com a vida de todos os que ama, ou diz q ama! o Ed e os Cullens tadinhos principalmente o Ed!! não fizeram nada- eu acho... não eu tenho certeza!- para merecer isso! E o MEU(possessiva? é eu sei!) Jake agora ta na mira dos 'valentões' por que esses não sabem viver/jogar justamente! Aff. A Songa Swan! tinha que ferrar com tudo mais uma vez! fala serio! Posta mais to amando a fic principalmente a justiceira- vulgo eu- botando a vaca Swan no seu lugar! Bjos!

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  85. Argh que raiva que eu to dessa songamonga Pqp!
    Serio mesmo, agora a vida do Jake ta em perigo por causa dela ARGH
    Hoje meu comentário vai ser breve, apenas com um desejo: Que essa bitch pague pelo que ela causou u.u
    Os Volturi que morram também u.u

    Eu só quero ver o que a PP vai fazer com a songamonga hehi

    É isso, adoro a fic e mal posso esperar por mais...


    XOXO, *3*

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  86. Antes tarde do que nunca, cheguei :P skpaoskpoakpasok
    Enfim, brincadeiras a parte, aaaaaaa mas se eu pego essa Isabella songa monga acabo com ela com minhas próprias mãos, o que ela ta pensando, o Jake corre perigo por culpa dela, aquela escrota, que raaaaiva --'
    Bom, só tenho que dizer que estou muuuito ansiosa para o próximo, vou aguardaaar e espero que não demore muito viiu... Beeeijos :*

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  87. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH MEU DEUS DO CÉUUUUUU!!

    O capítulo pode ter sido pequeno, mas que teve conteúdo, ahh como teve viu SHUAHSAUSHA...

    PP dando um tapa na cara da songamonga AMEI ISSO GENTE... a coisinha tava merecendo u-u.

    E que coisa é essa de fúria, menina, fiquei de queixo caído com isso, sério mesmo lol.

    Essa coisa é tensa mesmo, e tudo por culpa dessa songamonga NOJENTA U-U, (sim, eu não gosto dela MESMO)
    E agora sim ela viu que a PP é REALMENTE poderosa e ficou com o rapinho entre as pernas, aham u-u


    Ai vem essa coisa de viajem pro Brasil, eita moço, que isso?

    Bom, se for pro bem do Jake e da PP que façam isso.

    AHHHHH, MEU NOMINHO LIIIIIIIIIIIINDO FOI CITADO, GENTE PIREI AQUI SHAUSHASUAA, é um prazer ler essa fic lindinha, esquenta não.

    Então, aguardo ANSIOSAMENTE pelo próximo capítulo viu...

    XOXO *3*

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  88. Acho que tudo q eu preciso dizer sobre esse cap. é que esta PEERFEITO!

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  89. AMEI o capítulo... a Bella nojentinha tomou na cara e ainda ia se matar. Melhor que isso só dois disso rsrs!

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  90. Eu amei, a historia esta ficando cada vez melhor. Eu amei esse capitulo. Ate a próxima att bjs

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  91. Wow!!! Surtando aqui!! Pulinhos a lá Alice Cullen! Ebaaa!! A songa levou um tabefe daqueles e ainda por cima quase partiu dessa para melhor. Uhuuuu!! *o*
    Toma sua songa mimada. ¬¬
    Agora ela vai pensar duas vezes antes de despertar a Fúria da PP. hehehehe
    E isso foi uma tremenda surpresa, a PP conseguiu ficar ainda mais poderosa, mas acho que isso ainda será um grande problema. Espero que esse tempo no Brasil ela se acalme. Mas com o lobo mór, ai, ai... duvido que não se acalme. ^_^
    Uhuuuu, vou passar um tempo com meu moreno. Ebaaa!!!
    Amandoooooo demais, demais!!!
    Bjinhossss!!!!

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  92. Adorei o capitulo!!! Foi um dos melhores da fic!! serio Amei o Tapa que a pp deu na songa!!! Cara tava com vontade de fazer isso a algum tempo!!! A justiceira é foda!! Esse tempo no Brasil com o Jake... Deus muito bom!

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  93. Adorei o capítulo, foi bem emocionante, eu acho que a PP deveria matar a vaca da Bella, ela só faz merda e sempre acaba prejudicando o meu Jake. Ela me irrita kkkk. Ansiosa para o próximo.

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  94. O capitulo pode ter sido pequeno, mas foi foda do mesmo jeito *o*
    Preciso dizer q amei essa tal de Furia? Eu praticamente podia tocar o poder pelo tela do meu pc... *viajando na maionese aqui*
    Por pouco a Swan nao vira picadinho... hahahahahaha eu ia amar q isso acontecesse u.u Meu Jake corre perigo graças a essa vaca.
    Quero mais logo, por favor! Bjs

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  95. CARACA!

    Esse capítulo foi mais levinho né? Gostei HSUAHSUHSA.

    Bom, vam lá...

    PP desacordada, Jake quase morrendo de preocupação e ai ela acorda. Toda diva como só ela sabe ser *w*

    Ai tem o momento divo com a Rose e depois A CONVERSA.

    Sim, acho que ir pro Brasil seria o certo.

    Jake dando um de cabeça dura e querendo ficar longe da PP? É ISSO MESMO BLACK?

    Tio Billy concordou rápido hein, nossa. Ok, é, ele ama a PP.

    O momento fofo que TODOS sonham em fazer com o Seth, porque né...O COISA FOFA *W* SHAUSHAUSA

    Ai tem um finalzinho do Sam no Brasil nos mostrando que se tem vampiros rondando eles?

    COMO ASSIM? TIPO, O.O.

    A PP ta indo pro Brasil, huum, mal posso esperar para ver o que está para acontecer huehue.

    Aguardando ansiosamente pelo próximo.

    XOXO, *3*

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  96. Nao acredito q o Jake pensou por um momento em me largar... Ele é maluco é? O efeito seria justamente o contrario... ele longe, seria mais facil de ser pego, e os inimigos iriam dar um jeito de me achar e me ameaçar ou sei la q eles fariam...
    E essa de vampiros no Brasil eu n esperava... O Brasil é mto quente, mto sol... Seria o lugar perfeito sem vampiros... Como q tem vampiros lá? affs
    Posta mais logo, bjs

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  97. Raquel tenho que concordar com você em tudo! Como o Jake pode se quer pensar em se afastar?? As coisas estão tensas até Sam e Emily estão em perigo. To amando a fic! Posta mais bjos!!

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  98. EU necessito dos capitulos eu amei a fic com certeza vai ser a melhor fic ameiii ameiii muitooo bjsss.<larissa emanuela.

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  99. cada capitulo que postam, fico ansiosa pelo próximo.

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  100. Nossa, e agora mais essa, tem vampiros rondando o Brasil? o.O
    Omg, e a PP e o Jake estão indo pra lá. Ain, isso vai dar o que falar.
    Ir para o Brasil era uma idéia excelente, mas agora, acho que a coisa não vai ser tão boa assim, não!
    E Jake querendo se afastar... ele enlouqueceu só pode, isso só iria piorar a situação.
    E Seth é mesmo um fofo, é lógico que a PP não teria como não se render à ele.
    Amandoooooo demais, demais!!!
    Bjinhosss...

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  101. Esses Volturi estão pedindo para serem mortos... tsc tsc tsc tsc tsc
    Fiquei emocionada com o momento q descobrem a gravidez da Emily... Tao fofinhos hahahahaha
    posta mais logo,bjs

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  102. COMO VOCÊ PARA BEM NESSA PARTE? SÉRIO, QUER ME MATAR DE CURIOSIDADE É?

    Meu deus, na boa, os Volturi tão pedindo pra morrer, que isso.

    Songamonga, AI COMO VOCÊ MERECE ISSO. Cara, espero que ela sofra muito e que o Edward não fique com ela u-u

    Emily grávida, OMG, que lindo isso.

    Alice e Jasper, awn, Jasper folgado. Ai como eu ri HSUAHSUAHSA...

    Jane sua chatinha, você vai morrer HA.
    Sério, Jane não tem medo de morrer não?

    PP ta P*** da vida e cara, Jane, se prepare.

    Não foi nada legal parar bem naquela parte, só atiça ainda mais a curiosidade humph.

    Bom, amei o cap e pelo amor de deus poste logo.

    XOXO *3*

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  103. Meu deus posta logoo o proximo capítulo! !!! Ameei sua fic

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  104. Super Adoguei a morte da Jane hahahahhaa Mais que merecido!
    E que show eu estar podendo controlar a Furia... Mto foda! Agora, pq conseguiu dessa vez e nao qndo tentou matar a Bella/ Se fosse o imprinting o causador... da outra vez, ela ja estava ligada ao Jacob...
    Enfim, mto show!
    Posta mais logo, bjs

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  105. QUE SAUDADES EU ESTAVA DESSA FIC CADA VEZ ELA ESTA MELHOR ...

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  106. Ai que lindo! Que lindo! Que lindo! Que lindo!!!!! Isso foi M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O!! Deus a PP agora controla a fúria!! Sam e Emily com nenéns (to louca pra 'ver' os filhos da pp e do Jake!)o melhor foi o fim da Jane!! Agora o que os Volturi tão tramando? não é nada bom! nada bom! kkk To amando a fic! Posta mais vou esperar ansiosamente a próxima att! Bjos!!

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  107. OMGGGGGGG!!!!

    Estou de queixo caído!
    Fascinada e tudo mais e mais e MAIS!

    Esses capítulos foram MARAVILHOSOS OMG!

    PP controla a fúria agora, OMG. E cara, O MELHOR FIM PRA JANE, LITERALMENTE SHAUHAUSHAUSH.

    A fúria falou que vai defender o Jake, OMG! Que coisa perfeita.
    Alice vendo o futuro pelo Jasper, cara, o que o amor não faz né? HSUAHSAUSH

    Mal posso esperar pelo próximo capítulo, ANSIOSA é pouco HSUAHSUAHS

    Amando a fic,

    XOXO *3*

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  108. Eu adoro a fic, mas capitulos tãão pequenos realmente desanimam um pouco:(

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  109. Este comentário foi removido pelo autor.

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  110. li tudo e fiquei com gosto de q quero mais capítulos,adorei a sua historia é diferente,tem muita ação,a historia é ótima,e adorei o fato de não ter só lobos e vampiros,mais uma feiticeira,muito show e criativo,continue escrever a sua fanfic q estou adorando e viciada nela kkkkk,agora as coisas se encaixam não tem a Reneesme entre eu e o Jake uhuuu \o/ kkkk,o Ed parece q é muito amigo de mim,mais as vezes parece q gosta um pouco da justiceira aqui kkkkk (mais ele com a Bella e eu com o Jake),a Bella parece uma bobinha na fanfic kkkkk as vezes no próprio livro e no filme parecia um pouco,mais no ultimo não, ela se superou,o legal é q todos os Cullens são amigos dela(eu),e incrível q sou a feiticeira poderosa e única kkkkk,sou ate mais forte q os Volturi,(essa é boa kkkkk adorei d+ isso kkk,ninguem pode com a feiticeira aqui kkk)adorei a parte q a Fúria matou a xarope da Jane,eu detesto a Jane(outra coisa q me identifico com a feiticeira,e outro fato de amar Jacob kkkk e adorar o Ed tbm,ter atitude e ser mandona tbm,e baixinha na verdade um monte de coisas só de menos q não tenho olhos azuis) mais q a Victoria tbm mereceu morrer,mereceu kkkkk,sera q mais para frente na fanfic exista alguém como eu? (um(a) feiticeiro(a)(eu sei q ficou bem claro q não exista mais feiticeiros,mais sera q pode existir no meio da historia? não estou pedindo q coloque só estou curiosa kkkk),e já q não tem Reneesme,não me coloque uma vaca dando em cima do meu Jake,só se vc colocar q eu farei ela virar poeira,dai tudo bem kkkkkk,eu queria se pode-se um final legal para Leah mesmo q ela é mal humorada,quem sabe um novo amor mude ela né?!?(ou um imprinting por um lobo ou melhor vampiro isso seria diferente já q ela não gosta kkk quebrar este preconceito dela kkkk) e esse lance de a justiceira poder se comunicar com a Fúria na mente me lembrou da hospedeira kkkkk(legal isso),q tri q a feiticeira pode controlar a Fúria,quer dizer sua raiva é a raiva da Fúria,quase q a Bella se lasca kkk(já estava com medo pelo Jasper naquele capitulo kkkk,sei la o q a Fúria poderia fazer) mais ve se posta mais capítulos,eu espero q a justiceira acabe com os Volturi kkkk,ou coloque eles no lugar deles!!

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  111. Amando demais a sua fic,ela e tao perfeitaa!!!Posta logo outro capitulo,pelo amor de Deus. Bjs

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  112. *OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO*
    QUE LINDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
    O Jake é um amor mesmo *-----* hhahahahahaha
    E ainda o anel lindo daqueles *-*
    Perfeito! Eu só achei um pouco cedo pra ele pedir ela em casamento... Mas, ok né hahahaha
    E espero q essa Bruna não resolva aprontar
    Bjs e att logo

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    1. Talvez não seja tão cedo pra um casamento... Afinal, muitas coisas estão por vir

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  113. Ai que romantico o jack, ele é mto lindo né?
    adorando, amando, viciada, e aguardando prox cap.


    bjim.. bjimm

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  114. Sim, aceito!! É claro que eu aceito! quem não aceitaria??
    Perfeitoooo! Lindo de mais! Amei o cap. to amando a fic. esse pedido de casamento foi... sem comentários! O Jake é muito perfeito! agora a pp ta gravida??? Sim porque essa tontura pra Justiceira tem que ter um motivo né! Posta mais. bjos!

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  115. Não tenho palavras isso tudo está ótimo Meu Deus estou amando Jacob pedir a PP em casamento babei kkkk continua.<<Larissa

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  116. sério isso? own q lindo *_* eu aceito,aceito,aceito,aceito eternamente!!! q sonho kkkkkkk espero q não atrapalhem ein kkkkk,quero um casamento perfeito,to vendo q a Alice vai ser uma q vai querer me ajeitar assim como a Bella q otimo <3,quero um casamento de arrasar kkkkkk tem q ser diferente kkkkk estou amando continue postando,estou muito feliz q vc não abandou a fanfic como as outras escritoras daqui!!!!

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  117. sério queria saber da onde q o Jacob conseguiu dinheiro para comprar o anel kkkkk(Alice ajudou? ou Jasper?sei la ou talvez o Ed? kkkkkkk),eu sei a situação do meu futuro marido né kkkkk,não estou ofendendo nem nada ele kkkk,mais é a realidade!! Jake vai ter q se explicar kkkkkkkkkk

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  118. Capítulo 14

    Céus, o imprinting conseguiu fazer a PP controlar a fúria?! Omg!! Quem diria, a fúria somente fez os desejos da PP se tornarem real. Lógico que a PP queria a morte de Bella... rsrsrsrs Quem não queria? :D
    E Alice conseguiu ver tudo o que se passava pelo olhos de Jasper... Wow, a baixinha está mais forte que nunca. O amor realmente quebra barreiras. ^_^
    Mas agora com Jane morta... Affs, lá vem Volturi pra cima. :\ Mas a PP e os outros estarão preparados, isso com certeza.
    Amandoooo demais, demais!!
    Bjinhosss!!!

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  119. Aiiii Que lindo!! A pp ta realmente gravida!!! E é um mini-Jake!!!
    To amando de mais essa fic!!! A pp é muito sabia mesmo não gostando da Bella(comomuitos...) aconselhou o Ed a fazer as pazes com ela... Eu não conseguiria u.u kkkk Estou esperando por mais ansiosamente bjos!!

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  120. OMG! Gravida?! *o* Tenho certeza q esse menino vai ser a reencarnação do Ramon...
    Agora é preciso mais cuidado ainda com os Volturi... Se eles souberem da criança, eles vão querer matá-la
    Posta mais logo, mega ansiosa. Bjs

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  121. uhuuuuu vou ter um menino \o/ kkkkk,pena q a Bella ja se transformou antes de ter uma filha,quem sabe poderia esse meu futuro filhinho metade feiticeiro e lobo fazer par com a Renesmee,mas ja foi,ja era kkkkkkkk,seria tri se tivesse a Renesmee fazendo par com o filho da justiceira e do Jacob ^_^

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  122. Summerland *----* Acho que uma certa autora leu a série Os Imortais ne? hahahahaha Essa PP quer mesmo lutar enquanto está gravida? Ela é maluca! Aff! Posta mais, bjs

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    1. Vou te falar que é uma das minhas séries de livros, favorita.

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  123. Admito q não gostei mt da PP gravida ( isso acontece muuito nas fanfics), mas já to me acostumando com esse fato, de qualquer forma ta muuuito bom! Adorando!

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  124. Eu amei a história, então por favor continue logo por que com certeza vou querer essa continuação!!!

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  125. PUUUUUUUUTZ! Que doideira toda é essa???? N entendi nadinha! Quero explicações. Obrigada

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