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20 de março de 2011

Consequências Capítulo 16

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Consequências








Por: Ane Halfen | Beta: Raphinha Cullen



Capítulo 16




Dei as últimas escovadas no cabelo e coloquei meus brincos longos de prata com pequenos cristais. Olhei novamente no espelho. Até que a loucura de Alice tinha dado um certo resultado.





Mas o que eu estava fazendo afinal? As palavras de Rosalie não saiam de minha cabeça:
Ela vai adorar conhecer os Denali, principalmente Tania. ... Ninguém importante? Tânia é a namorada de Edward. Namorada de Edward! NAMORADA! E se fosse verdade? Seria tudo o que ele me disse uma grande mentira?

Atirei a escova no chão, fazendo com que ela se partisse e deixasse um sulco na madeira do assoalho.

Sabe de uma coisa? Eu não iria a essa festa. Stefan daria uma desculpa qualquer!

Me sentei na cma tirando um dos sapato caros de salto que Alice havia escolido. Olhe para ele por um instante. Eu não me reconhecia mais! Tinha caido na conversa mole de Edward! Aceito ser a nova boneca Barbie de Alice!

O meu celular tocou insistentemente.

– O que foi Alice?

– Nem pense! – ela gritou do outro lado da linha.

– Não pense no que? – perguntei me fazendo de desentendida enquanto tirava o outro sapato.

– Edward! Edward! – ela chamava do outro lado. Ouvi o barulho de uma porta de carro batendo.

– Ok! Diga a ele que já estou indo! – falei vencida soltando um bufo. – Não precisa vir!- gritei e desliguei o telefone.

– Você está linda, minha filha!- Stefan repetia pela trigésima vez.

– Obrigada, pai! Você também está muito elegante!- respondi sorrindo e desviei os olhos para fora, vendo as arvores passarem como um borrão. Stefan dobrou na entrada que levava até a mansão dos Cullens, que estava toda iluminada com pequenas luzes que em meio à vegetação e parou em meio a carros luxuosos que estavam estacionados no jardim.

– É, Alice se puxou. – Stefan disse olhando para a casa iluminada, cheia de convidados vestidos de gala. Todos vampiros, era claro.

Rolei os olhos. Em que Alice não exagerava.

Abri a porta ainda rindo saindo da Porche. Edward estava parado na varanda e sorriu quando nossos olhos se encontraram. Me virei para pegar minha bolsa e fechar a porta e ele já estava ao meu lado. Edward pegou minha mão, levando até os lábios e delicadamente.

– Você está estonteante! – ele disse com um meio sorriso nos lábios.

– Obrigada!- respondi lisonjeada.

– Como vai Stefan?- Edward perguntou.

– Bem Edward! Vamos ?- meu pai meu pai me deu o braço para que eu segurasse.

– Claro!- respondi. Notei a decepção de Edward por Stefan ser mais rápido, mas eu havia vindo com meu pai, nada mais justo. Você vai ter muito mais que meu braço, mais tarde! Pensei.

Edward tossiu, disfarçando uma risada enquanto nos seguia de perto.

– Muito bonito, Dona Salvatore Cullen! – disse Alice, com as mãos na cintura assim que atravessamos a porta branca da mansão. Os outros vampiros presentes se viraram para nos olhar.

– O que foi Alice?- perguntei tentando não rir.

– Que história é essa de quase desistir de vir à festa?- ela me fuzilou com o olhar.

– Não sei do que a Sra está falando, Alice! Mas por falar em festa, a decoração está linda! Parabéns! – falei rindo, tentando acalmar a festa.

– Você achou mesmo? – ela disse totalmente entregue.

– Claro! Está tudo perfeito!

Os móveis tinham sumido e no centro da sala havia uma pista de dança delimitada por um piso de vinil, uma musica de época tocava e alguns casais rodopiavam pela pista.

tem razão, Alice! A festa está fantástica!- Stefan falou. – O presente que mandamos para Esme foi entregue?

– Sim, Stefan! De extremo bom gosto o bracelete! – Alice respondeu.

– Você é fantástica! – Edward sussurrou no meu ouvido, assim que Alice se virou saindo conversando com Stefan. Pisquei um olho para ele.

- Onde está, Esme?- perguntei olhando ao redor.

– Ela já desce! – Edward respondeu.

Olhei em volta pelos convidados, alguns eram vegetarianos como nós, mas a grande maioria era vampiro com a dieta normal.

– Nós pedimos que eles não se alimentassem pela redondeza. – Edward disse ao meu ouvido, respondendo as minhas constatações. Assenti. – Tenho uma surpresa para você! – disse rindo.

– Para mim?- perguntei espantada.

– Sim, está lá no meu quarto! – ele disse sorrindo maliciosamente.

Mordi o lábio inferior o provocando. – Pra mim? No seu quarto é?

– Mas é para depois da festa. – Ele respondeu.

– Ed! – uma vampira loira usando um vestido vermelho muito justo e muito curto, chegou ao nosso lado, colocando a mão com unhas longas, também vermelhas, no ombro de Edward. – Você não vai me apresentar sua amiguinha? – ela perguntou sorrindo.

Ele se desvencilhou sutilmente da mão dela, indo para o meu lado segurando fortemente a minha cintura. – Tânia, essa é minha namorada .

– Namorada, é? – ela me olhou de cima abaixo. – Bem que Rose, me disse! Prazer!

– Prazer! – respondi incomodada com o jeito que ela me olhava. Edward apertou mais minha cintura, encostando meu corpo no dele.

– Com licença, Tânia, mas Esme já está descendo e quer cumprimentá-la.

– Claro! Mas eu também vou! Quero cumprimentar Esme também ! – ela disse sorrindo arrogante e entrelaçando o braço no dele, o que me fez frear e o olhar zangada.

Edward fez uma careta, mas não fez menção e afastá–la, o eu me deixou tremendamente zangada.

– Que bom que você veio, ! E você também Tânia! Fico muito feliz com a presença de vocês! – Esme disse docemente. Ela estava linda e extremamente elegante em um vestido azul Royal.

– Parabéns Esme! – Respondi sorrindo.

– Você sabe, Esme que eu não perderia uma oportunidade de rever vocês. – Tânia disse e olhou intensamente para Edward que suspirou. Eu sabia que ela estava querendo me provocar e eu não cairia nessa fácil.

– Vamos dançar, Edward?- perguntei segurando sua mão.

Ele sorriu assentindo.

– Edward!- Rosalie chamou assim que pusemos os pés na pista de dança.

– O que Rose?- ele perguntou impaciente.

– Eu preciso de sua ajuda, Emmet sumiu! Ele disse que faria uma surpresa para Esme, mas eu estou até com medo de pensar o que é!

Edward girou os olhos. – Já volto!- ele me disse me dando um selinho de leve e saindo sendo seguido por Rose.

Comecei a caçar Stefan com s lhos, por meio as pessoas, mas ele deveria estar em algum canto conversando com Carlisle.

– Sabe! Edward tem um senso de dever e tanto! – Tânia disse as minhas costas, me fazendo trincar os dentes. Me virei para encará-la.

– Porque você me diz isso?- perguntei tentando não demonstrar minha incomodação.

– Rose me contou sobre o passado de vocês dois!

Ahhh! Rose!

- Pois é, que sorte a minha, não é?- falei apertando as mãos para controlar o acumulo de energia nelas, não queria estragar com a iluminação da festa.

– Muita!- ela disse sinicamente, se virando e saindo na mesma direção que Edward.

É! Essa noite seria longa! Muito longa!

Recomecei minha procura por Stefan, caminhando habilmente entre os casais dançantes, até o outro lado da sala. Nada! Então decidi subir até a biblioteca. Era promissor já que Carlisle costumava ficar muito tempo lá e Stefan certamente estava conversando com ele.

Quando cheguei até o corredor, ouvi claramente as vozes que vinham da biblioteca. Não eram Carlisle e Stefan, eram Tânia e Edward.

– Edward você me deve! – ela sussurrava para ele. Eu não pensei duas vezes. Abri a porta com um empurrão forte, dando de cara com Tânia pendurada no pescoço de Edward. Ele tirou os braços dela se afastando.

Tarde demais! Pensei.

– O que está acontecendo aqui? – perguntei com os braços cruzados sobre o peito.

não é nada disso que vc está pensando!- ele começou se defendendo vindo para o meu lado.

Típico!

– Não é?- rosnei.

– Acontece que eu e o Ed temos uma história longa, queridinha! – Tânia disse.

– Tânia, cala a boca!- Edward sibilou.

Eu nunca tinha visto Edward ser rude com alguém. Até Tânia parecia se surpreender com o tom dele.

– Sabe de uma coisa? Fiquem os dois juntos! Eu não vou atrapalhar! – falei me virando e saindo correndo. Abri a primeira porta do primeiro quarto que se seguiu e saltei pela varanda, caindo por sobre os saltos e correndo logo em seguida.

Não vale a pena! Não vale a pena! Eu repetia mentalmente. Não foi à primeira vez que alguém te passou a perna! Mas certamente ai ser a última!

Senti as mãos de Edward segurando fortemente a minha cintura, tentando arar minha corrida.

– Me larga! – gritei.

– Calma ! Só quero que você me escute!

– Me. Larga. – uma forte corrente de eletricidade passou pelo meu corpo fazendo com que Edward fosse jogado contra uma árvore. Ela acabou sendo caindo deixando as raízes expostas.

– Eu não quero ouvir nada, Edward. Eu já entendi tudo! – gritei.

– Entendeu o que? – ele se levantou e sacudiu os cabelos, fazendo lascas de madeira e folhas caíram no chão. – Não aconteceu nada, lá. E nem vai acontecer.

– E porque você não barra as investidas ela? – perguntei indignada, tentando controlar a eletricidade que se concentrava em minhas mãos.
– Tânia é insistente! Eu já deixei claro várias vezes que nada vai acontecer entre nós.

– Ahhh! Eu vi bem! – falei sarcástica.

Mas então eu parei. Mas o que eu estava fazendo? Eu estava com ciúmes?

– Quando você vai admitir que me ama, ? – ele perguntou se aproximando devagar.

– Você está se achando, não é? – eu ri sem humor.- Era isso que você queria o tempo todo? – perguntei me odiando por me deixar seduzir por ele.

– Que você retribuísse o que eu sinto por você? Sim!

– Pois fique sabendo que eu... não estou apaixonada por você! – falei sem convicção nenhuma.

– Repita isso para você mesma, para ver se você se convence. – ele disse frustrado. – Sabe de uma coisa ? Cansei!

– O que? – perguntei alarmada.


N/A Meninas o capitulo ficou enorme e eu acabei tendo que corta-lo em dois. Pena que o lime ficou para o próximo, com direito a aparição de Damon. Bjs e comentem bastante.

22 de fevereiro de 2011

Consequências Capítulo 15

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Consequências









Por: Ane Halfen | Beta: Raphinha Cullen



Capítulo 15



Eu havia conseguido me desvencilhar dos braços de Edward e tomado banho, por mais que ele entrado atrás de mim com segundas e terceiras intenções, fugi dele o deixando se acalmar com um banho. Agora eu observava a floresta escura pela noite já avançada e a chuva que caia forte lá fora pela varanda do meu quarto. Eu podia ouvir Edward cantando em baixo do chuveiro, o que me fez rir.

Mas em uma mudança de vento trouxe o cheiro característico de vampiro até mim. Todos os meus sentidos ficaram alerta e o deslumbre de um raio vermelho se fez entre as árvores. Victória!

Saltei da varanda e comecei a correr atrás dela. Mas a vampira era rápida. Logo Edward estava ao meu lado. Ele havia apenas colocado as calças e corria descalço, logo ele me ultrapassou. Victoria saltou em uma árvore, sendo seguida de perto por Edward. Pude perceber o barulho de mais vampiros se aproximando rápido. Os outros seis Cullens aparecerem na perseguição.

As árvores passavam rapidamente por nós. Edward era muito mais rápido e seguia a frente. Emmet explodiu a minha esquerda. Jasper e Carlisle se juntaram a ele e tentavam cortar Victoria. Rosalie corria paralelamente a mim, com Esme e Alice logo atrás.

Victória saltou em direção a uma árvore e foi atingida por Emmett, a fazendo cair ao lado do desfiladeiro. Ela estava cercada! E nós estávamos a beira do território Quileute.

– O que você quer? – Edward perguntou dando um passo a minha frente. Victoria rosnou.

Eu coloquei a mão no ombro de Edward. Deixa que eu falo com ela! – Você perdeu alguma coisa Victória? O que você pretende bisbilhotando a minha casa?

Ela riu. – Se eu perdi alguma coisa? Sim, perdi. E é por isso que estou aqui.

Edward rosnou. Os outros se posicionaram mais.

– Ela está comigo, não com Damon!

– Isso eu percebi! – Victória respondeu. – Eu só não sei se Damon sabe!

– Damon não tem nada a ver com a minha vida! – falei. – Se ele sabe ou não sabe, não me importa!

Ela estreitou os olhos para mim. Edward deu um passo a frente, se pondo entre mim e ela.

– Eles estão chegando!- Edward disse sem desviar os olhos de Victória.

O cheiro nos atingiu logo depois. Um cheiro forte de pêlo de cachorro molhado. Victória arregalou os olhos.

São os Quileutes? perguntei mentalmente. Edward assentiu.

– Nós não queremos lhe fazer mal! – Carlisle falou. – Mas se você aparecer por aqui de novo, iremos considerar como invasão hostil ao nosso território. -Victória empinou o nariz. Depois assentiu. –Vá em paz!

Ela ainda andou um pouco nos olhando, com medo de virar as costas, depois partiu.

– Ah Carlisle! Achei que teríamos diversão. – Emmett resmungou como uma criança de 7 anos.

– Fica para a próxima! – Carlisle respondeu sorrindo, colocando a mão no ombro do enorme vampiro.

Edward ainda estava tenso. – Vamos que estamos os deixando nervosos.

Olhei para a linha da floresta, mas apesar da minha visão, não consegui distinguir nada. Só ouvia três corações batendo forte.

- Não são os Quileutes, são animais! - afirmei.

Os Cullens riram.

- São os Quileutes!- Jasper respondeu.

-Depois eu te explico. - Edward falou baixinho.



Corremos em direção a casa dos Cullens. A mansão iluminada, se destacando em meio as árvores.

– Afinal o que ela queria?- Emmett perguntou assim que entramos na sala.

Edward passou as mãos em volta da minha cintura.

– Ela culpa a por Damon ter a largado. Agora ela quer vingança.

Revirei os olhos.

– Se vingar da ?- Esme perguntou.

– E de todos que tiverem ao lado dela. – Edward completou apertando as mãos em volta da minha cintura.

Respirei fundo. Tudo que eu não queria era colocá-los em risco.

– Deixa que ela venha! – Emmett urrou batendo uma mão na outra.

– Não se preocupe, nada de ruim vai acontecer. – Edward sussurrou no meu ouvido.

– Gostaríamos que você ficasse aqui em casa, ! Pelo menos até Stefan voltar. – Carlisle pediu.

– Eu não sei! Não gosto da idéia e colocar vocês em risco!

– Agora é um pouco tarde para isso! Não acha?- Rose falou.

– Rose, a faz parte da família agora. – Esme disse docemente. Rose bufou.

– Não ligue para a Rose, . – Alice falou. – Eu fico muito feliz que você tenha se juntado a nós.

– Yep! Todos nós ficamos. – Emmett disse sorrindo, fazendo Rose se virar e subir as escadas batendo os pés. Ele sorriu e foi atrás da esposa.

– Obrigada! – agradeci. Mas o bolo no meu estômago ainda era enorme.

– Vêm! Vamos subir. – Edward disse me pegando pela mão e me guiando escada acima. Ele me levou a mais um lance de escadas e atravessamos o corredor até a última porta. – Meu quarto! – ele disse parecendo ansioso. Sua mão abaixou a maçaneta e ele me puxou para dentro.

Seu quarto tinha uma imensa parede envidraçada na parte sul. De lá tinha toda a visão do rio, da floresta e as montanhas. O restante das paredes era coberta por estantes lotadas de CDs. Em um canto tinha um sofisticado microsystem. Não havia cama somente um sofá de couro preto. O chão era coberto por um grande tapete dourado, as paredes eram escuras.

– Nunca pensei que precisaria de uma cama. – ele sussurrou em meu ouvido, respondendo minha observação e passado suas mãos ao redor de minha cintura.

– Percebe–se! – respondi. – Você fala da minha obsessão por livros, mas olha só quantos CDs você tem! – apontei. Edward sorriu. Seu rosto de anjo iluminado, seus olhos faiscando. Desviei os olhos dele e olhei para a paisagem pela vidraça. Uma claridade cinza já se formava na linha do horizonte. O que eu estava fazendo? O que eu tinha na cabeça? Colocar todos eles em perigo desse jeito!

! – Edward interrompeu minha linha de pensamento. – Não pense assim, por favor! – disse agoniado.

– Rose tem razão! – sussurrei ainda olhando para fora.

– Rose é egoísta!- ele disse entredentes.

Rose é egoísta? E eu sou o que?

– Você é minha vida! – ele respondeu me virando para que eu encarasse.

– Eu preciso ir para casa trocar de roupa. – falei o empurrando.

– Deixe só eu e contar uma coisa, . – ele disse segurando meus braços fortemente. – Carlisle também já viveu com os Volturis.

Eu arregalei meus olhos surpresa. – Carlisle!

– Venha comigo! – disse segurando minha mão e me conduzindo até o andar de baixo. Ele abriu as portas duplas de uma enorme biblioteca. Não pude deixar de ficar admirada com a quantidade de livros que ali haviam. Era maravilhoso!

Ele me girou de frente a única parede livre de livros onde havia vários quadros pendurados. O que estava em nossa frente era o maior de todos. Nele quatro homens com roupas vitorianas estavam em um balcão mais elevado, olhando para baixo. Reconheci Carlisle e...

– Aro, Marcus, Caius! – disse friamente deslizando os dedos pelas figuras tão conhecidas.

– Mas Carlisle não aceitava a forma como eles se alimentavam, assim como você! – desviei os olhos da pintura e encarei seus olhos dourados. – Ele não ficou com eles por muito tempo. Então ele se dedicou a medicina e a salvar vidas. – Edward suspirou e desviou os olhos para o quadro, mas eu percebi que ele buscava memórias antigas. –Quando a epidemia se alastrou, ele estava trabalhando a noite num hospital em Chicago, ele tinha uma idéia girando em sua mente por diversos anos, e tinha se decidido quase agir, desde que não poderia encontrar um companheiro, criaria um. Ele não estava absolutamente certo de como a transformação ocorreria então ele hesitou, ele estava sentindo-se receoso por tirar a vida de alguém, pois a sua tinha sido roubada, Ele tinha esse pensamento quando me encontrou. Ele me ajudou, eu estava no meu leito de morte, ele cuidou dos meus pais e sabia que eu estava sozinho, ele decidiu tentar...- Sua voz estava um murmúrio agora. Passei a mão pelo seu rosto e ele sorriu me puxando mais para perto. Então seu sorriso morreu. – Desde o tempo do meu renascimento – Ele murmurou – Eu tinha vantagem sabia o que cada um ao redor de mim estava pensado, ambos humanos e não humanos, foi por isso que eu levei dez anos para desafiar Carlisle. Eu podia ler sua perfeita sinceridade, eu entendia por a vida tinha colocado ele no meu caminho. Eu usava o meu poder para ler os pensamentos das minhas presas, poderia me fazer de inocente e atacar só os maus e usar isso como desculpa. Se eu seguisse um assassino que se aproveita uma menina. Se eu a salvasse não seria tão terrível.

– Edward... – pedi, tentando demonstrar que aquele assunto não me agradava.

– Eu só quero que você entenda que todos tem passado. Eu sei que você luta para confiar em mim. E eu sinto como você fosse mudar de idéia e desaparecer a qualquer momento. Me diga se eu estou sendo paranóico?

Eu não respondi, mas ele sabia a resposta.

– Entre Alice! – Edward disse sem desviar os olhos dos meus.

– Com licença! Mas , não se esqueça que você tem prova do seu vestido do baile hoje a tarde! – ela disse sorrindo.

– Vestido? – desviei os olhos de Edward e encarei Alice .- Que vestido?

– Não se preocupe, você vai amá-lo! – ela disse sorrindo mais, saindo e fechando a porta.

–Bem vinda à família! – Edward sussurrou no meu ouvido.

– Ela é sempre assim? – Perguntei.

– Normalmente é pior. – ele respondeu me fazendo gemer. Edward segurou meu rosto com as duas mãos me obrigando a olhar para ele. – Vamos pensar somente no hoje, ok? – assenti, sentindo seu hálito batendo em meu rosto e me dando água na boca. Ele encostou a sua boca na minha devagar a principio. Sua língua roçando nos meus lábios, fazendo com que eles se abrissem instintivamente. Quando ela encostou na minha, borboletas revoaram no meu estômago, parecendo que iriam sair pela boca. Nunca havia sentido nada como isso antes. Minhas mãos foram direto para seus cabelos os bagunçando mais e o puxando mais para mim. Eu já estava nas nuvens quando ele se afastou. – Vamos para o meu quarto? – disse com os olhos fechados e um sorriso lindo no rosto.- Eu não tenho cama, mas o tapete é bastante confortável.

Eu olhei para fora, vendo a claridade cinza do dia. – Não posso! Tenho que ir para casa me arrumar para a aula e trazer algumas coisas minhas para cá. Seu tapete vai ter que esperar.

– Só se você me prometer! – ele sorriu torto. – Nada de pensamentos de deixar o Edward.

Eu ri. – Prometo! – falei lhe dando mais um selinho.

– Eu te levo!

– Não precisa Edward. – reclamei.

– Eu faço questão! – ele respondeu me fazendo revirar os olhos.

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Eu havia ido em casa trocado de roupa e colocado algumas mudas em uma mochila. Stefan só voltaria no outro dia, e eu iria ficar com os Cullens até sua volta. Então fui direto para la depois da aula.

Edward me puxou para que eu sentasse ao seu lado no sofá. Uma de suas mãos envolveu minha cintura, enquanto a outra alisava meu rosto. Coloquei as mãos no seu peito restringindo a aproximação.

- Edward... – sussurrei, já pronta para começar o discurso de que em uma casa com seis vampiros, eu não me sentia bem em dar uns amassos, ainda mais no sofá da sala, quando meus olhos se arregalaram ao ver Emmet passando só de sunga azul com uma toalha no ombro.

- Onde você vai Emmet? – perguntei, aproveitando a chance de me livrar das mãos de Edward, antes que eu caisse em tentação.

- Vou aproveitar o sol e ver se pego uma cor. – Emmet respondeu me fazendo dar uma gargalhada.

- Emmet pela milesima vez, vampiros não se bronzeiam. – Edward disse sério, mas seus lábios se contorciam em uma risada que ele tentava segurar.

- É, mas agora eu consegui um bronzeador ultra potente. O Jasper disse que o farmaceutico garantiu que funcionava.

Ouvimos a risada de Jasper que vinha do andar superior. Emmet rosnou se tornando só um borrão, enquanto subia as escadas correndo, para acertar as contas com Jasper. Enquanto eu me contorcia de tanto rir.

Alice voou escada abaixo parando a nossa frente com as duas mãos na cintura e começou a bater o pé, fazendo barulho com o bico fino do stileto que usava.

– Sim? – perguntei, me segurando para não rir de sua cara feia. Ela estreitou os olhos.

– Estamos atrasadas, dona Salvatore Cullen! – eu ri do acréscimo em meu nome.

– Eu gostei!- Edward sussurrou.

– Atrasadas para que, Alice?- me fiz de desentendida.

– Você acha que é fácil, tudo que eu tenho que resolver para a festa que é daqui a dois dias. DOIS DIAS! E ainda ter que achar os sapatos perfeitos para você? Porque eu já vi os sapatos, mas onde eles estão é outra história.

– Não sei se você percebeu, mas tem sol! – falei apontando a janela com o queixo.

– Não importa, vamos ter que ir a Seattle!- sentenciou. – Quando chegarmos lá vai estar nublado novamente.

– Seattle?!?

– Sim! Então mexa–se!

– Boa sorte!- Edward falou caindo na risada. Bufei, me levantando e seguindo Alice até a garagem.

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Eu estava em frente ao espelho enquanto a costureira dava os últimos ajustes no modelo criado pela própria Alice.

– Francamente, Alice, agora é oficial. Você está louca! LOU– CA! Esse vestido mal tapa a minha...- puxei a parte de trás da saia do vestido, levando uma cara feia da costureira.

Alice revirou os olhos! – Você não confia em mim?

Fingi pensar por um instante. – Não! – respondi.

Ela inspirou uma grande quatidade de ar, depois expeliu em um jato.

– O vestido é perfeito! A festa vai ser perfeita! Tudo vai correr exatamente como eu imaginei. Então... – ela me lançou um olhar que fez eu e a costureira nos encolher. Depois voltou a sua postura doce. – Além disso, Edward vai amar ver suas pernas nesse vestido.

– Edward já viu muito mais que minhas pernas. – falei por sob a respiração.

- Está divino! Agora tire que já sei onde estão os sapatos perfeitos! – ela cantou saindo dançando do provador.

Eu olhei para onde ela havia saído. Às vezes Alice me dava medo!