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24 de janeiro de 2011

Imprinting- Problemas à vista by Gabhy

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Imprinting – Problemas à vista










Capítulo 01


Eu ainda não acreditava que estava prestes a voltar pra casa, para o meu lar. Depois de todos esses anos voltaria a La Push, voltaria para os braços de minha família que, mesmo passando dificuldades, sempre deram um jeito de não me faltar nada e de me proteger e por isso me mandaram pra o Brasil.

Flashback on: Era minha festa de cinco anos e apesar de estar me divertindo muito, sentia um aperto em meu peito. Eu não sabia o porquê, mas minha mãe parecia me esconder algo.

E quando a noite chegou comecei a entender a partir do momento em que me disseram que queria conversar comigo.

-Filha nos precisamos conversar com você, meu anjo. - minha mãe falou de forma muito serena.

-Querida, aconteça o que acontecer saiba que nós te amamos e sempre amaremos. - meu pai estava nervoso, eu, porém, não entendia o porquê deles estarem me falando essas coisas.

-Eu sei que vocês me amam. - disse com muita certeza e os abracei.

-Saiba que só vamos fazer isso para o seu bem. - minha mãe falou chorando.

E por vê-la chorar comecei a chorar, enquanto meu pai continuava a tal conversa.

-Meu amor, amanhã nós a mandaremos para o Brasil morar com sua tia. - neste momento eu e minha mãe já estávamos abraçadas e chorávamos muito enquanto meu pai se fazia de durão e continuava. - Você estudara lá até completar o ensino médio, depois você voltara e fará sua falcudade aqui. - ele fez uma pausa. - Serão apenas 11 anos. Você verá, vai passar rapidinho.

Foi nesse momento que eu vi uma lágrima rolar em seu rosto, que perguntei o porque deles me mandarem pra lá se eu poderia estudar na escola da Reserva, e ele me respondeu que eles estavam com medo do que poderia me acontecer, que eles tinham medo de me perder, pois estavam acontecendo vários assassinatos na região.

Flashback off


Despedi-me de minha família brasileira e embarquei no avião chorando muito, pois durante todo esse tempo que passei no Brasil eles haviam sido minha família e era difícil deixá-los, mas era preciso. Saí com a promessa de voltar para visitá-los.

Eles moravam numa cidadezinha no oeste de SC chamada Maravilha. Minha tia chamava-se Tânia, ela era uma mulher muito bonita tinha cabelos lisos de coloração loura, lindos olhos verdes. Tinha se tornado minha mãe durante esse tempo, ela tinha dois filhos. Sua filha mais nova eu ajudei a cuidar. Minha priminha era, e ainda é, muito linda, com grandes olhos castanho esverdeados, com cachos louros claros; parecia mais uma boneca. Já meu primo não tinha nada de muito especial. Apesar de ser bonito ele era extremamente normal, de olhos verdes e cabelo loiro.

Assim passei boa parte da viagem: pensando na família e na vida que eu estava deixando para trás.

Capítulo 2: Lar doce lar

Quando cheguei estranhei, pois aparentemente não havia ninguém a minha espera, mas então avistei
Marines, minha mãe, ao longe. Ela estava ainda mais bonita do que eu me lembrava, ao seu lado estava , meu pai, com uma felicidade irradiante que iluminava tudo ao seu redor como eu me lembrava, ele não havia mudado em nada com seus lindos olhos verdes, cabelos de um dourado acinzentado estilo Elvis Presley. O contrario de minha mãe que possuía olhos chocolates, como os meus, com um brilho tão lindo que combinava perfeitamente com sua pele marrom avermelhada e seus longos e negros fios cacheados.
Eu estava tão feliz que corri abraçá-los. Eu morria de saudades de tudo isso.

- Mãe, pai que saudades eu senti de vocês – Como da ultima vez, minha mãe e eu, chorávamos abraçadas, mas dessa vez era um choro bom, era de alegria.
-Filha, como você cresceu e está cada dia mais linda. – Meu pai adorava ver-me corada de vergonha e sabia fazer isso muito bem.
-Querido, por que não vai buscar as coisas da enquanto nós vamos para o carro?- Minha mãe pediu e foi neste instante que me lembrei de Kiky. Minha pequena cachorrinha presente do meu aniversário de 15 anos.
-Não, eu preciso ir junto. - Meus pais estavam confusos então tratei de esclarecer – Kiky minha cachorrinha deve estar assustada ela nunca viajou de avião. – Esclareci. -Preciso buscá-la.
- Ok, ok vem comigo.
, você pode esperar no carro se quiser. – Ele mal falou e ela o cortou.
-Nananinão . E eu já fiquei muito tempo longe de você minha filha. –Eu não era muito a favor de nome completo então tratei de avisar.
- Mãe desculpa, mas prefiro que me chamem de
! – Nesse momento ela deu um suspiro de alivio.
- Ótimo! Também não sou a favor de nome completo. Apelidos são melhores, mas como é esse cachorrinho?
- Nhá é fêmea. Tem porte médio, pelo preto com o peito, as patinhas e uma espécie de coleira de pelos brancos.
Depois de buscar minhas coisas e chegarmos à casa mesmo muito cansada da viajem conversei horrores com meus pais, e depois de muito esgotada cai na cama.


Cap 3 Festa, agora sim em casa!
Minha mãe me acordou depois de algumas horas, dizendo-me para me arrumar, pois teria uma festa de boas vindas para mim.
Eu odiava o jeito dela de ser mandona, mas apenas assenti, pensei que eu estava nervosa desse jeito por causa de minha menstruação estar chegando, eu sempre ficava nervosa.
Escolhi um vestido verde balone que valorizava mais as minhas curvas, que ultimamente estavam mais acentuadas.
A festa estava muito bonita, mas eu estava frustrada de não poder curti-la do meu jeito, já que minha mãe fazia questão de apresentar-me a todos os presentes. No momento ela me reapresentava a uma tia minha chamada Sue Clearwater, seu marido já falecido era irmão de minha mãe.
Agradeci aos céus por ela ser a última convidada a chegar, pois assim só faltaria apresentar-me aos mais jovens que deviam ter mais ou menos a minha idade. Mas essa gentileza quem fez foi meu primo Seth e apesar de eu ter plena consciência de ele ser quase dois anos mais novo que eu, ele tinha um físico de um cara de 20 anos q vive na academia, mas o que lhe denunciava a idade era seu rosto que apesar de maduro apresentava feições infantis.
Sentamo-nos na roda enquanto ele apresentava cada um dali.
-Paul e Rachel- esses pareciam namorados, assim como o segundo casal que ele apresentou-me – Jared e Kim, Quil e a menininha no colo dele. Ela é a Clair, sobrinha da Emily- ele mais parecia pai dela que outra coisa- Leah minha irmã e sua prima, Embry, Brad e Colin- não prestei muita atenção nos últimos, pois já estava pedindo a Quil para pegar Clair.
-Quil não é? –perguntei.
- Sim- respondeu.
- Posso pega-la?
- Claro- falou passando-me Clair
- Oi princesinha como é o seu nome? – comecei uma conversa com aquela pequena criancinha.
- Clai – brinquei a noite inteira com a pequena.
Fiz muitos amigos naquela noite. E o mais importante é que nessa noite descobri que minha mudança pra cá seria muito mais fácil do que eu imaginava. Pois as pessoas daqui são muito mais acolhedoras e fazem com que eu realmente me sinta em casa!

Cap. 4 - Mudanças, Raiva & Descoberta
O tempo ali estava passando rápido, eu estava mudando mais a cada dia. Achava até impossível uma pessoa (no caso eu) mudar tanto em tão pouco tempo. Eu sempre fui do mesmo jeito desde menina, ou seja, reta, cabelos ondulados de coloração castanha escura, olhos vivos de um azul intenso com a pele bronzeada.
O que mais havia mudado era meu temperamento nuca fui a “senhora calmaria”, mas também não era estourada como agora estou. Meu corpo também mudara bastante neste tempo, a garota magrela e sem graça havia ficado para trás, pois hoje eu tinha um corpo tão acentuado que daria inveja ate em Angelina Jolie e também estava mais alta.
Mas para piorar a situação eu estava ficando doente, e não sei se é pelo lugar ser no meio do nada e tão quieto, mas meus sentidos pareciam mais apurados. Foi por causa deles, afinal, que descobri tudo.
Flashback on:
Eu estava no meu quarto quando escutei uma conversa muito estranha dos meus pais.
_ … com os anciões._ minha mãe falou
_ E eles confirmaram as suspeitas?_ suspeitas? Suspeitas de quê?
_Sim. E Sam já esta sabendo. _ Sam o que ele tinha a ver com isso?_Ele e os outros estão de plantão. Ele acha que acontecera logo. _ Acontecera o quê? Do que eles estão falando?
Não agüentei já estava nervosa não esperaria mais tinha certeza que falavam de mim e “minha doença.”
_Mãe, pai, se vocês estão falando de mim e “minha doença” pode ter certeza que não sairei de La Push .
_ Filha não se trata de você. _ minha mãe tentou desconversar o que me deixou muito mais irritada do que já estava, e que me fez tremer compulsivamente.
_ Mãe o que esta acontecendo? _ estava extasiada
_ Não é nada minha filha.
_ Não é nada eu estou tremendo compulsivamente e não é nada? _ gritei com muita raiva e nesse instante faltou-me ar e quando puxei ar novamente senti que ele passava queimando por minhas narinas e que eu havia inalado uma quantia muito maior que o habitual, então escutei um som parecido com algo se rasgando. Foi só nesse momento que notei que já estava do lado de fora da minha casa e de quatro no chão.
Levei um susto quando olhei para onde deveriam estar minhas mãos, mas no lugar delas estavam patas negras com uma espécie de sapatinho branco. As patas eram muito pesadas, alias como todo o meu corpo estava.
Fiquei nervosa e comecei a gritar, mas de meus “lábios” só saíram ganidos, então gritei em pensamentos como a muito não fazia. Eu estava desesperada!
«O que esta acontecendo aqui? Cadê minhas mãos? Isso só pode ser um pesadelo!»
«?»
«Sam?»
« Sim.»
O que esta acontecendo? Por que Sam está na minha cabeça? Eu pensava de um jeito todo atrapalhado.
« calma. 1° você não está sonhando, 2° você lembra as nossas lendas?»
«Lembro.» Falei bem devagar associando as coisa «Não, você não vai me dizer que é verdade. Não pode ser não pode ser...»
«, é verdade sim. Você agora é uma loba. E 3°, eu estou na sua cabeça, porque enquanto estivermos em nossas formas lupinas teremos conexão de pensamentos.»
«Não isso não pode estar acontecendo comigo. Logo comigo.»
«Calma garota, não é tão ruim assim, tem muitas coisas boas nesse meio como tem coisas ruins é claro, mas Leah ira lhe explicar todos os detalhes.»
N/A: Oi gente desculpa a demora é que eu fiquei sem pc do dia 8 de março ate a quarta-feira santa ou seja mais de um mês e meio perdi tudo que eu tinha pronto porque no dia que estragou eu estava ligando para mandar o cap e esses últimos dias eu estava me "atualizando" e só tive tempo pra digitar esse cap, mas logo tem mais.
Bjos Gabhy
N/B: Nossa que tenso. Assim do nada se transforma em loba! Kkk. Eu acho que pirava!
Comentem!
Kissus



Cap. 5 - Espera
«Leah? O que ela tem a ver com essa história? Ela também é uma loba? — Sam tirou-me de meus devaneios.»

«Sim ela também é uma loba, mas agora você tem de voltar a sua forma humana...»

«Como?» o interrompi.

«Calma, vá até à porta da cozinha e espere. Pedirei a Sra. para lhe trazer roupas.»

«Roupas! Então foi isso que eu escutei se rasgar.»

«Boa garota já entendeu que você estará nua então, mas continuando, quando ela lhe trouxer suas roupas você vai começar a se concentrar apenas na sua forma humana, para isso você terá de limpar a sua mente até que o fogo a baixe. Ok? Estarei lhe esperando lá na sala.»

«Ótimo como se fosse fácil limpar a minha mente. Sou tratada como uma cadela.»

«Ainda estou lhe escutando.» senti minha mente ficar vazia sem a voz de Sam, fui ate a porta dos fundos e minhas roupas já estavam la agora era só concentrar-me.

5 minutos depois já estava vestida indo em direção da sala de onde escutava , e Sam conversando, sinceramente meus sentidos estavam muito mais aguçados, mas voltando ao assunto meus pais já sabiam de tudo e não me contaram nada a, mas eles me pagam por essa a se pagam. Droga já estava irritada de novo.
para já com isso, você não é nenhuma criancinha para se irritar com coisas sem importância.
Eu tinha muito dessa mania de me xingar mentalmente e de discutir comigo mesma em pensamentos, é claro não quero que me chamem de louca.

Nesse momento eu estava sentada no sofá da sala super irritada, por ter de esperar a boa vontade de Leah se manifestar e ela lembrar que Sam tinha dado um comando de ALFA, era isso que descobri que Sam era, ou seja, ele é o nosso líder, pra ela vir explicar-me tudo que fosse necessário por que como eu era mulher tinha algumas singularidades que eram diferentes do resto do bando. Quando pensei em ir lanchar, pois já estava tarde e eu estava morrendo de fome o que para mim era muito estranho, eis que surge a alma-rabugenta de Leah a minha porta explicando para Sam que só estava atrasada por não ter conhecimento da minha transformação.