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11 de janeiro de 2013

Flame by Milena

19 comentários: | |



Capítulo 01

O sinal que anunciava o término da segunda aula soou e o professor disse algo sobre fazer uma tarefa da página 150, mas sua voz foi abafada pela bagunça na sala. Eu somente anotei em meu caderno e o fechei logo em seguida, para acompanhar Susan até os armários.
– Sério , você deveria ir à festa do Rick, sei lá, se socializar mais amiga! Conhecer mais garotos! – dizia enquanto guardava seu material de História e pegava o de Português.
– Suh, você sabe que eu não sou dessas coisas. Prefiro ficar em casa assistindo um filme, por pior que ele seja, a estar no meio de um bando de gente bêbada. – falei enquanto fazia o mesmo que ela.
– Tsc! Você é uma antissocial, isso sim! O que custa ir uma vez, na sua vida pacata, a uma festa?
– Eu não sou antissocial... Só não gosto das pessoas. Então se sinta privilegiada por eu gostar de você. – sorri para ela.
– Há! Quanta modéstia hein, Srt. Jonasson Mars?! – falou sarcástica.
– É um dom, não me culpe por isso, você sabe que... – deixei a frase no ar quando meu celular tocou, olhei no ecrã: CASA.

Atendi no mesmo instante.

– Mãe? –perguntei, ela nunca me ligava na escola, a não ser que fosse realmente importante.
, criança, se acalme. Você está na escola? – disse uma voz que eu reconheci sendo de Joana, nossa vizinha. E quando ela disse “se acalme” pude sentir que não era notícia boa.
– Sim, sim! O que aconteceu, Jô? Cadê minha mãe, foi alguma coisa com ela? – perguntei rápida e preocupada, Susan me olhava atentamente e segurava minha mão esquerda.
– Sim... Hã... Ela passou muito mal quando eu estava aqui, desmaiou. – senti o sangue do meu rosto sumir e meu corpo ficar gelado.
– Ela está bem? – cortei Joana.
– E-Eu não sei criança, ela já foi para o hospital. E eu só fiquei para avisar você, caso chegasse a casa e não houvesse ninguém.
– Para qual hospital ela foi? – cortei Joana novamente.

– Santa Luiza.¹ – eu desliguei assim que ela falou e saí correndo. Susan veio correndo atrás de mim perguntando o que houve e eu só tive tempo de dizer que minha mãe estava no hospital, antes de perdê-la de vista.
Saí batendo nas pessoas que passavam por mim sem me importar, a única coisa que me vinha na mente era: não posso perder minha mãe, eu não tenho mais ninguém. Saí pelo portão da escola correndo, eu via tudo embaçado devido às lagrimas que já caíam em grande quantidade. Corria como se minha vida dependesse disso, e bom, na verdade dependia. Minha mãe era minha vida. Na hora, nem pensei em táxi; nem me importava se minhas pernas estavam doendo; de quantas vezes eu pisei torto nas calçadas deformadas; ou se meu prendedor de cabelo favorito ficou para trás. Eu só queria chegar naquele hospital e encontrar minha mãe bem, entrar por aquela porta e a ver sorrindo, dizendo que tudo não passou de um susto e que logo estaria voltando para casa, era só o médico aparecer naquele quarto ainda hoje. Por mais que eu corresse parecia que eu nunca saía do lugar, era como se eu estivesse num filme e tudo passasse em câmera lenta.

Quando eu finalmente passei pelas portas da recepção do hospital, achei que aquele peso de perder minha mãe sumiria, mas não... Ele só aumentou, e muito.

– Por favor, eu preciso saber onde está uma paciente que deu entrada há pouco. – disse desesperada e ofegante, só agora o efeito da corrida estava me afetando.
– Qual o nome? – a recepcionista disse na maior calma. Eu era uma pessoa controlada, mas me deu uma vontade enorme de bater naquela mulher.
– Lilian Mars. –falei rapidamente, ela mexeu no computador.
– Quarto 248, no segundo andar. Você precisa... – só ouvi o número do quarto e saí correndo novamente – EI, VOCÊ NÃO PODE ENTRAR SEM AUTORIZAÇÃO, GAROTA! – gritou inutilmente, já que eu já estava longe.
Subi pelas escadas mesmo, já havia me cansado vindo da escola até aqui, o que custava mais esse pequeno esforço? Corri pelo corredor desviando de algumas pessoas, quando achei o quarto 248 de longe corri mais ainda. Abri a porta com tudo e a fechei, joguei minha bolsa em qualquer lugar do chão branco e fiquei junto à cama, segurando a mão esquerda de minha mãe.
– Mãe. – sussurrei com a voz estrangulada devido ao bolo que estava em minha garganta. Ela abriu os olhos devagarzinho e apertou minha mão. – Oh, mãe! Eu fiquei com tanto medo de te perder! – sentei na poltrona ao lado da cama.
– Filha... – sua voz saiu rouca e abafada devido à máscara de oxigênio. – Não se preocupe, já está tudo bem...
– O que aconteceu com você? Eu fiquei tão preocupada! – perguntei.
– Eu tive um mal estar. Não conseguia respirar, então desmaiei. Desculpe se te fiz ficar preocupada, filha! – falou apertando minha mão.
– O médico já te examinou? Sabe o que você tem? – perguntei já mais calma.
– Tá bem, eu vou ficar aqui com você e...
– Não, bonequinha. Escuta! – me cortou, olhei-a com cara confusa. – Você vai para casa.
– O que? Não, mãe. Vou esperar o médico!
, escuta a mamãe. Você se lembra de por que eu sempre te obriguei a aprender inglês, não é? – disse. Antes eu não entendia o porquê de minha mãe querer tanto que eu aprendesse inglês sendo que eu era brasileira e não pretendia sair do país.
– Sim, porque meu pai é americano. – mas quando eu já tinha idade suficiente para entender, ela contou sua história com meu pai. Foi um amor de inverno, como ela dizia. Mamãe sempre contava que ela havia ido para Forks – uma cidade americana, chuvosa, nublada e fria – fazer um intercâmbio e quando faltavam alguns dias para ela voltar se envolveu com meu pai, John Jonasson, e que ela não contou a ele sobre mim. Na verdade eu nem me importava, nunca tive vontade de conhecê-lo e nunca reclamei esse direito para minha mãe. Eu era feliz com ela e para mim era aquilo que importava.
– Sim. Bom querida, eu acho que já está mais do que na hora de você conhecê-lo, não acha? – falou.
– Não estou te entendendo, mãe. – disse confusa, aonde ela queria chegar com aquilo?
– Você vai para Forks, ! Você vai morar com seu pai em La Push! – falou e eu senti o sangue do meu rosto sumir pela segunda vez no dia. Ela não podia estar falando sério.
– Você não está falando sério, está? – ela soltou um riso fraco, é ela estava brincando. Sorri.
– Não, bonequinha. Eu nunca falei tão sério! – meu sorriso se desfez.
– Não! Mãe! Eu nem conheço ele, nunca o vi na minha vida, ele nem sabe da minha existência, não posso simplesmente chegar lá e dizer: Olá, John. Eu sou sua filha, você se envolveu com minha mãe há 17 anos, lembra? – falei irônica e nervosa.
– Sim, . – falou, ela estava mesmo falando sério. – John sabe da sua existência. – disse firme.
– O que? Ele sabe? Mas você disse que nunca contou a ele! – levantei da poltrona e fiquei andando de um lado para o outro na frente da cama.
– Eu contei faz 1 mês, . – falou e eu parei de andar, encarando-a.
– E você não me disse nada? – perguntei com raiva, decepção, tristeza e indignação. Minha mãe nunca escondeu nada de mim.
– Eu ia te contar filha! Eu juro que ia, inclusive seria hoje! – falou em um tom de desculpas. – Você precisa ir querida! Precisa conhecer seu pai. Eu sempre te privei desse sentimento paterno. – disse, eu balancei a cabeça em negativa.
– Não, mãe... Eu não vou deixar você aqui. Não vou deixar você aqui do jeito que está. Eu posso até ir, mas depois que você estiver bem, para você poder ir comigo! – falei chorando novamente, eu realmente era uma Maria mole.
– Isso está fora de cogitação, minha filha! Isso não é uma negociação, não é um pedido. É uma ordem, você vai para La Push morar com seu pai! Eu vou ficar bem, !
– Não, mãe! Não! Eu não vou deixar você aqui.
– Bonequinha, eu vou ficar bem meu amor. Além do que, você vai hoje! – disse e eu, pela terceira vez no dia, senti o sangue do meu rosto sumir.
– O que? – perguntei e ela somente me olhou emocionada. – Hoje? Você quer mesmo se livrar de mim, não é? – perguntei e ela sorriu, ela sabia que eu havia me conformado, pois nada a iria fazer de mudar de ideia. Nisso eu havia puxado para ela.
– Não se preocupe com suas coisas, Joana arrumou suas malas. Você só precisa ir para casa, tomar um banho, se trocar e ir para o aeroporto. – me instruiu.
– Mas eu nem ao menos sei como ele é... – falei deixando mais lágrimas caírem.
– Ele vai estar com uma placa com seu nome!
– E se ele não gostar de mim? Se ele tiver outros filhos e eles me rejeitarem? Uma mulher e ela me maltratar? – eu tinha tanto medo.
– Não se preocupe, bonequinha. Ele só tem um filho e a mulher dele é adorável, eu conversei rapidamente com ela... Sei que... Ela vai te acolher... Como filha. – começou a falar com dificuldade e eu apertei a campainha do quarto, completamente aflita, logo um enfermeiro apareceu colocando algum tipo de remédio no soro.
– Pra que serve isso? – perguntei.
– Isso serve para abrir as vias respiratórias de sua mãe. – disse simplesmente e saiu.
– Ah, mãe! Eu não quero deixar você aqui! – falei abraçando-a.
– Vai ficar tudo bem, meu amor. Joana vai vir cuidar de mim, você pode ligar sempre e eu te ligarei. – nesse momento eu confiei em minha mãe, mas ainda assim tinha medo de algo mais sério lhe acontecer e eu não estar aqui. – Vem aqui. – chamou e eu fui. Ela retirou a máscara e beijou minha bochecha, colocando a máscara em seguida. – Joana vai te levar ao aeroporto. Se cuida, minha bonequinha, meu bem mais precioso. Eu te amo, filha e sempre vou te amar. Vou ser sempre sua mãe, não esquece disso. – falou chorando também, não mais que eu, parecia que ela estava se despedindo.
– Parece que você está se despedindo. – falei
– E eu estou querida, você vai para outro país. – disse.
– Não. Não nesse sentido, se despendido como se fosse... – parei de falar, não queria pensar nessa hipótese.
– Eu não vou, meu amor. Eu só tenho medo de você gostar demais da mulher de seu pai. – falou e eu soltei uma risada fraca.
– Ai, mãe. Eu nunca ia amar outra mulher, você é minha única mãe! – disse. Abracei-a novamente e beijei sua testa. – Eu vou, mas eu volto para ver como você está. Eu te amo, mãe! E eu nunca vou esquecer isso, nem se eu cair, bater a cabeça no meio fio e um caminhão passar por cima dela! – ri e ela também. – Já vou. – e ela concordou com a cabeça. – Eu ligo assim que botar os pés no aeroporto de lá! – falei e ela sorriu concordando novamente. Fechei a porta e segui no automático até a casa, não pensava e não sentia.

¹Hospital Santa Luiza, é um nome meramente fictício, a PP mora em Curitiba, então não sei se existe esse hospital ;)

N/A: Obrigaadinha por lerem e comentem se gostaram ou não rs' Beeijoos :*


Capítulo 02

Cheguei a casa e Joana me esperava sentada no sofá lendo um livro qualquer. Sorri para ela, que devolveu o sorriso. Fui direto para meu quarto, tomei um banho e coloquei uma roupa quente, já que aqui em Curitiba o clima estava frio e quando eu chegasse em Forks iria estar mais frio ainda. Disso eu tinha certeza, pois mamãe sempre dizia que o frio que faz aqui é menor do que lá! Lembrei-me de Susan, tinha que avisá-la. Peguei meu celular e mandei uma mensagem de texto.

“Suh, eu vou ficar um tempo incomunicável, por favor, não pire, não me ligue. POR ENQUANTO. Eu te ligo assim que der ok? Te amo chatinha <3 data-blogger-escaped-center="">

Desliguei meu celular, assim era mais fácil. Nada de despedidas, odiava isso. Já basta ter me despedido de minha mãe. Coloquei-o dentro da minha bolsa, junto com meus documentos. Desci as escadas e Joana me esperava.
– Vamos? – perguntou. 
Joana era linda. Loira, pele cor marfim, olhos de um castanho dourado bastante incomum, um corpo lindo. Apesar de ter seus 46 anos, parecia que tinha no máximo uns 36. Não tinha filhos, marido, parentes e nem namorado, pelo que eu saiba. Eu invejava seus olhos, eram tão únicos, já os meus... São comuns demais, um tom de castanho sem graça, por isso eu uso lentes verdes. Queria ter puxado isso de minha mãe, mas ela disse que eu puxei meu pai, dizia que era bobagem esconder a cor deles, já que eram lindos. Eu particularmente não achava.
– Claro! – saímos e ela trancou a porta, já que a chave ficaria com ela, entramos em seu carro e seguimos para o aeroporto.
– Nervosa? – perguntou.
– A verdade? – falei e ela assentiu sorrindo. – Eu estou apavorada! Tenho medo de não gostarem de mim, medo de perder minha mãe... Sei lá. – falei remexendo as mãos no meu colo.
– Não se preocupe, eu vou cuidar de sua mãe! E quando você voltar, ela vai estar muito mais diferente do que imagina! – falou. 
Eu apenas concordei com a cabeça e ficamos em silêncio até chegar ao aeroporto. Fiz meu check-in e me sentei na sala de espera ao lado de Joana.
– Promete que vai cuidar da minha mãe, Jô? – falei quando chamaram meu voo.
– É claro! – pegou minhas mãos. – Ela é minha melhor amiga, vou cuidar dela pra você! O melhor possível! – sorriu com aquele sorriso encantador que só ela sabe dar e eu sorri de volta.
– Tchau! – abracei-a e caminhei para o portão, dei minha passagem para a moça ver e segui em frente. Olhei mais uma vez para trás, porque eu sentia que minha vida ia mudar, só não sei se para pior, ou melhor.
Entrei no avião, sentei em minha poltrona e me preparei para um voo longo e sem escalas. Tentei dormir, mas o sono não vinha. Quando finalmente consegui dormir, tive um pesadelo. Um lobo enorme vinha em minha direção e um homem de olhos vermelhos estava mais atrás de mim. Acordei assustada, ainda tive mais meia hora de voo. Logo foi anunciado para apertarmos os cintos, pois estávamos pousando no Aeroporto de Seattle. Assim que senti o pequeno impacto do avião pousando, pensei: “É... Agora é uma nova vida! Que Deus me ajude...”
Peguei minhas bagagens e fiz toda a burocracia, saí de lá e fiquei procurando com o olhar alguém com uma plaquinha escrita Jonasson Mars.
E logo achei, mas aquela pessoa não era meu pai. Era muito novo, um garoto com cara de criança, será que ele era filho de John?
– Oi? – falei.
– Oi! – olhou para mim rapidamente e olhou para frente, soltei um pigarro e ele me olhou de novo, apontei para a plaquinha e apontei para mim.
– Eu sou Jonasson Mars. – falei e ele sorriu. O sorriso dele era tão bonito e contagiante que eu sorri de volta, mesmo que eu não estivesse com a mínima vontade disso há 5 minutos.
– Sou Seth! – estendeu a mão e eu peguei, cumprimentando-o. Apesar de estar fazendo frio e ele usar somente uma blusa, uma calça e um tênis surrado, sua mão era bem quente.
– Você... É filho de John? – perguntei logo e ele sorriu mais, negando com a cabeça.
– Não. Eu sou um amigo do filho de John. Daniel não pode vir e então ele pediu para mim, que era o desocupado mais próximo. – riu do que disse.
– Hum. – disse – Quantos anos você tem? Quer dizer, você parece ser novinho, sua cara é de menino. Sem ofender nem nada. – ergui as mãos na altura do peito. Ele riu.
– 16, e você?
– 17. – falei somente.
– Sério? Daniel também tem 17... Como é? Sua mãe ou o pai dele pulou a cerca? – perguntou curioso.
– Nenhum, minha mãe se envolveu com ele quando era solteiro... Sei lá, às vezes ele casou depois, ou algo assim... – dei de ombros.
– Ah, sim... – paramos em frente a um carro simples, ele pegou minhas malas e colocou no porta-malas. Abriu a porta pra mim sorrindo, eu agradeci como se tivesse com aqueles vestidos antigos e ele riu. Entrei no banco do passageiro e ele logo estava dirigindo.
– Esse carro é seu? – perguntei tentando quebrar o clima.
– Não, é de um amigo... Ele que reconstruiu, sabe? É o xodó dele. – riu.
– Você tem carteira?
– Sim, tenho. Jake jamais iria me deixar pegar seu Rabbit sem carteira. – falou e eu assenti levemente.
– Você... – comecei a falar, mas parei. – Não, deixa quieto. – sorri.
– Pode falar. – neguei com a cabeça – Ah, fala vai. – insistiu.
– Como que eles são? Digo, John, Daniel e...
– Helena! – falou o nome da mulher do meu pai.
– Helena! Como eles são?
– Fisicamente?
– Ao todo...
– John é um homem bom, ama muito Helena e Daniel. Ele tem uma oficina em Forks, é engraçado, amoroso, enfim, uma ótima pessoa. Helena é uma mãe muito dedicada. Para ela, todos nós, os garotos de La Push são como filhos, uma mulher incrível. E Daniel é um palhaço, você vai adorá-lo, esse último mês ele só ficou falando que tinha uma irmã e que se chegássemos perto de você, ele arrancava nossa cabeça. – falou rindo e eu ri também. Isso já era um ótimo começo.
– Será que eles vão gostar de mim? – falei nervosa.
– Claro que vão. Afinal, é seu pai, irmão e madrasta, não? É sua família. – disse. Eu já adorava Seth, ele só via o lado bom das coisas.
– É... – concordei, encostei a cabeça na janela e logo o sono me tomou.


Capítulo 03

?– ouvi alguém me chamando e me cutucando. Abri os olhos e percebi que não estava em casa e não era minha mãe que me acordava, mas sim que ainda estava no carro e Seth me chamava.
– Hum? – perguntei piscando, meus olhos estavam embaçados.
– Estamos chegando. – falou e eu reparei que algumas casas apareceram. Ajeitei-me no banco e esperei. Seth parou em frente a uma casa simples de dois andares e de madeira. Simples, porém parecia ser bem aconchegante. Desci do carro e ajudei a tirar as quatro malas do carro, puxei duas e Seth mais duas. Ele nem bateu, somente abriu e entrou.
– Helena! – chamou e logo uma mulher morena, de olhos pretos e puxados, cabelos negros e estatura mediana, apareceu, secando a mão em um pano de prato.
– Olá, Seth. – olhou para mim e abriu um lindo sorriso. – Então você é a bela ?! – perguntou vindo e me abraçando em um abraço gostoso, um abraço de mãe.
– Sou. – falei quando nos afastamos.
– Você é mais bonita do que John descreveu, deve ter puxado sua mãe. – riu.
– Ah, ela diz que eu puxei algumas coisas de John. – falei sorrindo, ela assentiu e então um garoto/homem veio da cozinha comendo um bolinho, ele olhou para mim e arregalou os olhos.
– Ei! Você é a ! – falou de boca cheia, Helena bateu nele com o pano.
– Garoto! Fecha essa boca e engole, não foi essa a educação que eu te dei. Respeite sua irmã. – falou. Ah, então aquele era Daniel!
– Ah, tudo bem, Helena. Na verdade minha amiga era assim também. – sorri e ela também.
– Me chame de Hele, querida! Está com fome? – perguntou e eu assenti. – Então venha. – me chamou para a cozinha.
– Estou indo mãe, mais tarde eu volto. Tchau, maninha. – Daniel disse e eu dei um tchau com a mão, então ele saiu com Seth.
– Hã, Hele?
– Sim?
– Eu já vou, eu preciso ligar para minha mãe. – falei.
– Tudo bem, vai lá. Vou estar na cozinha. –disse e eu concordei.
Sentei-me no sofá e liguei meu celular, assim que ligou apareceu uma mensagem de Susan. Deixei para ler depois que ligasse para minha mãe. Disquei seu número e esperei, no quarto toque atenderam.
! – Joana falou.
– Oi Jô, cadê minha mãe? – perguntei logo.
– Ela foi fazer uns exames, saiu há uns 5 minutos... Ela vai demorar. – disse.
– Oh! Ok então, diga que eu liguei e que ela ligue assim que der, tudo bem?
– Claro meu bem, chegou bem aí?
– Sim, tudo ótimo. Já conheci meu irmão e madrasta, só falta meu pai, eles são ótimos. – falei realmente animada.
– Que ótimo! Viu? Não precisava ficar tão nervosa assim. – disse.
– É... Jô, eu tenho que desligar, ok? Não se esquece de dizer para minha mãe ligar, beijo e tchau!
– Tudo bem, claro que não. Beijo querida, tchau! – desligou. Agora eu ia ler a mensagem de Susan.

“Como assim incomunicável? Certo se você esta pedindo, eu não ligo, mas eu quero saber de tudo, absolutamente tudo, quando você me ligar. Te amo azeda <3 center="">

Ri de sua mensagem. O bom de Susan era que ela não pressionava, se você quisesse contar ou não, não fazia diferença para ela. Mas como somos melhores amigas, ela deixava meu livre arbítrio um pouco de lado. Deixei para ligar para ela no outro dia, afinal, eu não sabia que horas eram no Brasil, eu teria que ver isso depois. Larguei o celular no criado mudo do lado do sofá e fui para a cozinha. Helena estava fazendo um bolo de chocolate, tinha certeza que meus olhos brilharam quando eu vi pedaços de chocolate em cima da mesa. Roubei um e me sentei de frente para Helena, que riu da minha traquinagem.
– Igual a Daniel. – sorriu balançando a cabeça negativamente. Sorri de volta.
– O que mais a gente tem de parecido? – perguntei realmente interessada.
– O jeito de sorrir, até o jeito de andar é parecido. – riu – Se Daniel não fosse moreno e você loira, diria que eram gêmeos!
– Gêmeos? Meu Deus, Hele, não! Você já viu o tamanho do seu filho? Ele tem o que, 1,85, 1,90? Eu tenho 1,70, se não menos! –ri.
– Ah, mas não tem nada a ver! Você é linda, querida! Até puxou os olhos verdes de sua mãe, não? – falou. Ok, eu não sou tão linda assim, eu sou bonita – modéstia a parte –. Loira, não tão branca, olhos castanhos encobertos pelas lentes verdes, 1,70 de altura, um corpo mediano e adequado.
– Na verdade, são lentes. – disse e ela me olhou confusa.
– Por que você usa lentes verdes?
– Não gosto da cor dos meus olhos, é sem graça. – dei de ombros.
– E qual é a cor deles? – perguntou enquanto despejava a massa na forma.
– Castanhos. – ela olhou para mim com uma expressão divertida.
– Aposto que eles são lindos, você que ainda não percebeu! – sorri.
– Não conta pra ninguém não, tá?
– Claro, vai ser nosso segredo. – fez um movimento como se estivesse fechando um zíper na boca e piscou, eu ri e roubei mais um pedacinho de chocolate.
– Hele! – alguém chamou da sala.
– Seu pai chegou. – disse para mim. – Aqui na cozinha, querido! – falou mais alto. Então logo um homem de uns 1,80, moreno, cabelos negros e olhos castanhos, um porte físico atlético, alguns fiozinhos brancos perdidos, se fez visível. Ele parou entre o balcão e a parede, já que o balcão servia como divisória da sala para e cozinha, e me encarou admirado. Eu fiquei de pé, de frente para ele e o encarei também.
– ? – perguntou com a voz falha e os olhos enchendo de lágrimas, assim como eu. Eu assenti e ele abriu os braços, olhei por alguns segundos para seus braços e corri até ele, pulando em seu colo. Ele me apertou e senti pingos em meus ombros que estavam descobertos devido à regata que usava. – Você se parece tanto com ela. – falou.
– Todos dizem isso. – sussurrei. Por mais emocionante que seja o reencontro, eu não conseguia chorar, apesar de ser uma manteiga derretida, como mamãe dizia. É só que para mim ele ainda era um estranho. Um estranho que era meu pai, um estranho que era meu irmão, uma estranha que era minha madrasta e uma cidade estranha. E por mais que isso soe mais estranho ainda, eu me sentia em casa, me sentia bem aqui. Sabe aquela sensação quando você chega a casa depois de dias fora? Uma sensação de conforto de poder deitar na sua cama e tomar banho em seu banheiro. Era assim que eu me sentia.
John me soltou, passou as mãos pelos meus cabelos, em minhas bochechas, braços e pegou minhas mãos. Olhando-me ainda admirado.
– Parece uma boneca. – riu de suas palavras e eu sorri, olhou para Helena e esticou a mão chamando-a, ela pegou sua mão e o beijou. Abaixei a cabeça, pois eles eram um casal que dava vergonha de olhar se beijando, pois havia tanto amor ali, que você podia pegá-lo com a mão. Então nos abraçou. – Minhas mulheres. – rimos.
Ele disse que ia tomar banho e eu continuei na cozinha, até ajudei Hele a preparar o recheio e cobertura do bolo, que era para um aniversário, segundo ela. Hele trabalhava com pequenas encomendas de doces, eu me ofereci para ajudá-la e ela aceitou de bom grado, dizendo que já que Daniel era homem e tinha suas obrigações como homem não podia ajudá-la, então eu seria de boa ajuda.


Capítulo 04

Enquanto ajudava Helena, fiquei pensando. Como John aceitou tudo tão facilmente? Quer dizer, ele teve um mês para pensar e repensar. Poderia até ter cogitado a idéia de eu não ser filha dele, será que ele aceitou tudo tão numa boa assim? E Helena e Daniel? Será que aceitaram também numa boa? Afinal, eu era uma estranha para eles. Nunca duvidei de minha mãe quando dizia que eu era filha de John, ela havia me dito que eu fui gerada na primeira vez deles, e sempre me sentia feliz quando ela dizia que John deu-lhe o melhor presente de toda sua vida – que no caso, sou eu. Eu teria de perguntar isso a ela quando ligasse.
– Mãe! Cheguei! – Daniel entrou gritando. Apareceu na cozinha, pegou uma maçã e deu um beijo na bochecha de Helena, rodeou a mesa e me beijou na bochecha também. Olhei surpresa para ele que só riu, acompanhado de Helena.
– Pronto! Terminamos. – falou quando colocou o último morango – morango era minha fruta predileta – sobre o bolo e sorriu satisfeita com nosso trabalho. – Pode ir para a sala se quiser. – Anunciou e eu concordei indo para sala e me sentando no sofá, Daniel assistia um jogo de futebol americano enquanto mordia lentamente sua maçã.
– Hey! – disse quando me viu e eu sorri. – Vem cá!? Eu vou precisar ser aqueles irmãos chatos? – perguntou divertido e riu quando eu fiz uma careta.
– Não... Hã... Que tal assim? Seremos irmãos amorosos. – falei, eu nunca tive irmãos, mas as pessoas que eu conhecia e tinha irmãos, algumas eram de se invejar a relação, pois eram amigos e irmãos, já outros viviam quase na base da pancada. Então eu sempre quis ter um irmão legal.
– Ok então, irmãzinha! – me puxou e deu um abraço de urso.
– Ar! Daniel! – falei batendo em seu braço.
– Me chame de Dan, somos irmãos, e irmãos não são formais uns com os outros! – falou.
– Tudo bem, me chame de então. – estendi minha mão e ele pegou, apertando e balançando para cima e para baixo.
– Ok, então. – ri – Quer conhecer La Push? – perguntou.
– Quero! – falei animada. Ok, essa cidade é estranha realmente. Ok, não é uma cidade. Cidade é Forks, La Push é uma reserva, preciso anotar isso.
– Tudo bem, então vamos. – falou se levantando e estendendo sua mão para eu pegar, foi o que eu fiz, e notei que ele também era quente, como Seth. E reparei também que ele só usava uma camiseta de mangas, um short e um tênis.
– Não vai trocar de roupa? – Perguntei e ele fez uma cara confusa. – Está frio lá fora, você vai assim? – apontei.
– Ah... Sim... E-eu já me acostumei com o frio daqui, na verdade não é quase nada para mim. – disse todo estranho.
– Ok...
– Vamos?! – perguntou de novo abrindo a porta, peguei meu casaco de novo e o acompanhei.
– Aonde vamos? – perguntei curiosa.
– À praia. – disse normalmente. Caminhamos alguns minutos conversando e rindo, logo chegamos a uma linda praia, o mar era cinza ornando com o céu, ao longe algumas pequenas ilhas, mais a direita tinha um penhasco e perto de nós alguns troncos caídos, alguns em forma de roda e outros espalhados aleatoriamente.
– HEY, DAN! – alguém gritou. Me virei e vi um menino, ou melhor, um homem, vindo em nossa direção, e meu Deus! Que abdômen era aquele? E por Deus, como ele estava sem camisa nesse frio?
– E aí, Embry. – Dan disse enquanto o cumprimentava. Ele me olhou e olhou para Dan novamente.
– Namorada nova? – falou malicioso.
– Sim, é minha namorada. Se chegar perto eu te mato. – fechou a cara e abraçou meus ombros.
– Dan. – sussurrei o repreendendo. Como assim ele iria falar uma coisa dessas para um lindo como ele?
– Ah, ok! Ela é minha irmã, mas o “se chegar perto, eu te mato”, continua valendo. – estreitou os olhos e eu belisquei sua barriga. – Ai! – e me olhou surpreso.
– Sua irmã? Ah, sim! , não é? – perguntou para mim e eu assenti sorrindo. – Sou Embry Call. – estendeu a mão e assim como Dan e Seth, ele era quente. Qual é a desse povo de La Push? São todos febris assim? Pegou minha mão e beijou, eu só ri.
– Embry... – Dan chamou perturbando.
– Nossa, cara. Como você é chato, só estou cumprimentando sua irmã, meu Deus. – falou. – Tenho que ir. Ah, vai ter fogueira hoje, vem ?! – chamou e eu olhei para Daniel e ele sorriu.
– Claro! – falei simpática.
– Ok então. E Daniel, Sam disse para você ir a casa dele agora. – falou sério e ele assentiu. Embry saiu correndo, eu e Dan continuamos a caminhar só que indo em direção a casa desse tal de Sam.
– Você vai conhecer o resto do pessoal. – falou feliz e eu sorri de volta. Isso era uma coisa que eu estava fazendo muito hoje. Sorrir. Aqui tinha um ar tão familiar e aconchegante, eu realmente me sentia em casa e feliz.
Caminhamos mais um pouco e logo chegamos a uma casa simples, porém com um ar aconchegante, como tudo aqui em La Push.
– Não encare Emily, Sam não gosta. – falou baixinho enquanto abraçava meus ombros novamente. Encarei-o confusa.
– Por que eu ficaria encarando ela? – perguntei e ele só deu de ombros.
– Só não faça. – disse antes de entrar me carregando com ele.
Fomos recebidos com uns “E aí, Dan”, “Fala, Dan”, “Quem é essa linda?”, “Apresenta a amiga, cara”. Eu fiquei uma pimenta de tão vermelha que eu tenho certeza que fiquei.
– E aí, bando de desocupados. – falou fazendo um comprimento com um homem, e que homem. Meu Deus, acho que vou adorar morar aqui. Ok, eu não era disso, na verdade nem ligava para isso no Brasil, mas aqui... Era tanto homem bonito junto e seminu. – Essa aqui é a , minha irmã, e vou reforçar o aviso que eu tinha dado e que já falei para o Embry. Se chegar perto e ficar de gracinha com ela, eu mato! – falou sério, tentando passar medo. Mas o que todos fizeram foi rir. – Eu estou falando sério. Se vocês ficarem de gracinha com ela, eu torturo vocês. – falou emburrado, me puxando para sentar a mesa.
– Você está me saindo um irmão muito chato. – falei o cutucando. – E não se esqueça que eu mando em você, sou mais velha. – falei convencida e todos ficaram zoando ele, que só disse um “Valeu, irmãzinha”. Então uma mulher apareceu, seu rosto tinha três longas cicatrizes que iam até abaixo de seu pescoço, agora entendi porque Dan disse aquilo. Mas ela era, ou melhor, é linda! Sua beleza esconde aquelas marcas, até posso dizer que as faz ficar mais bonita.
-Então essa é a famosa ?! – Emily disse enquanto vinha em minha direção. Eu levantei, cumprimentei-a com dois beijinhos no rosto e sentei novamente.
– Eu mesma. – falei envergonhada. Seth não exagerou quando disse que Daniel havia falado de mim para todos.
– Tem certeza que é irmã do Dan? É tão bonita. – falou e todos caíram na risada novamente.
– Até você, Emily? – Dan disse indignado. – Agora só falta o Sam dizer isso. – falou cruzando os braços.
– Concordo com Emily. – um homem apareceu atrás dela e deu três beijos em suas cicatrizes, desviei os olhos. Ok! Essas pessoas de La Push realmente têm algo estranho. Quentes demais, amorosos demais... Bom para eles, pelo menos não iam morrer de frio e nem encalhados.
– Ah, não! – Dan falou mais indignado ainda, e mais uma vez riram dele.


Capitulo 05:
-Ei Dan, será que podemos conversar? - Sam perguntou a ele.
-Claro! Já volto - Falou para mim, que concordei.
-Então, !- Falou, Paul? É, Paul, Dan havia me dito seus nomes- Tem namorado? - Perguntou logo de cara, e eu corei – para variar...
-Não.
-Mas já beijou, não é?- Perguntou de novo, eu sentia meu rosto esquentando cada vez mais.
-Já... Mas, que pergunta... – Falei e ele riu.
-Ah, querida, não deixe Paul te perturbar, ele é chato e inconveniente assim mesmo- Emily falou enquanto colocava mais uma fornada de bolinhos em cima da mesa, e estes foram devorados em menos de 5 minutos.
-!- Alguém me chamou e eu olhei para trás.
-Oi Seth!
-Conhecendo o bando?- Falou e todos olharam para ele que deu de ombros.
-Sim, mas bando não - Falei e eles me olharam - Tá mais pra alcatéia, por que eles comem como uns lobos famintos - Falei rindo e todos me acompanharam com risadas estranhas. Então resolvi ficar quieta, ser engraçada não era lá muito o meu forte. Um tempo depois Daniel e Sam aparecem.
- - Daniel me chamou- Vamos?
-Sim!- Falei me levantando e indo em direção a ele.
-Ah, mas já? - Emily falou - Queria conversar mais com ela - Me abraçou de lado... Emily, em pouquíssimo tempo me conquistou e, se posso dizer, virou minha amiga.
-Mais tarde vocês fofocam mais - Falou me puxando.
-Você vai à fogueira ?- Perguntou e eu respondi um sim, antes de sair pela porta.
-Mais que coisa!- Falei enquanto Daniel continuava me puxando- Pra que tanta pressa?
-Não quero aquele bando de homens olhando para minha irmã- Falou carrancudo, olhei-o indignada.
-Pois eu sim!- Ele me olhou surpreso e com a boca levemente aberta- O que? Eu tenho 17 anos, tenho minhas necessidades- Falei emburrada. Ele riu, me puxando novamente- Queria ver se fosse você, com um bando de mulheres bonitas e seminuas te olhando- Ele arregalou os olhos.
-Hum... Eu ia gostar... E muito!- Disse fazendo uma cara de safado.
-Tá vendo?! Então não implica comigo- Bati em seu braço e ele riu. Chegamos em casa e me toquei que ainda não havia arrumado minhas coisas- Cadê minhas malas?- Perguntei confusa, já que elas estavam num canto da sala.
-Seu pai as levou para seu quarto- Helena apareceu explicando.
-Ah, sim! Então Dan, que horas vamos?- Perguntei
-Lá pelas 19hrs - Falou e eu assenti.
-Então vou arrumar minhas coisas, quando estiver faltando uns 40min me avisa- Falei subindo as escadas e ele disse um tudo bem. Escutei Helena dizendo: “Estão se dando bem, que bom querido”.
Eu acho que fiquei umas 3hrs arrumando minhas roupas no armário branco. Meu quarto era simples, uma cama encostada na parede, um criado mudo ao lado com um abajur e uma foto minha da minha mãe e Susan que eu tinha colocado a pouco, uma cômoda ao lado da porta, uma escrivaninha ao lado, aos pés da cama a janela e na frente desta o armário, tudo bem colocado. Sorri satisfeita quando terminei meu serviço. Dan bateu na porta e abriu.
-Terminou?- Perguntou sorrindo e eu assenti- Se arrume, daqui a pouco estou indo- Deu uma piscadela e saiu fechando a porta.
Corri para o banheiro, tomando um banho quente e relaxando, 5 minutos depois sai, correndo novamente até o quarto. Coloquei minhas roupas íntimas, uma calça cinza, uma blusa com manga que ia até meus cotovelos, um casaco, cachecol, coloquei um All Star e passei um rímel. Deixei meu cabelo solto e sai descendo as escadas tranquilamente. John e Helena estavam sentados assistindo um filme.
-Vai sair?- John perguntou olhando para trás.
-Vou! Com Dan, nós vamos à fogueira!- Falei- Aliás, cadê ele?
-Aqui, maninha!- Apareceu vindo da cozinha, ele vestia uma calça, blusa preta, tênis e um casaco- Então, vamos?
-Vamos!- Peguei em sua mão e ele saiu me puxando pela porta.
-Tchau mãe, pai!
-Tchau Hele e... John- Falei sem jeito.
-Tchau- Eles responderam.
-Não voltem muito tarde- Helena disse.
-Pode deixar mãe!- Dan respondeu entediado.
-E cuide de sua irmã!- John reclamou.
-Ah, eu já sou bem grandinha para me cuidar sozinha, por favor!- Reclamei também e eles riram. Saímos e fomos caminhando.
-Por que você não disse “tchau pai”?- Dan perguntou, respirei fundo, dando de ombros.
-Não estou acostumada a chamar alguém de pai, na verdade, nunca chamei alguém de pai... É meio estranho ainda- Falei, ele balançou a cabeça negativamente- O que foi?
-Nada... – Falou simplesmente e eu deixei quieto. Quando estávamos quase chegando à praia pude ver uma fogueira e várias pessoas em volta e algumas conversando um pouco afastadas.
-E ai Dan, oi - Seth veio nos cumprimentar, logo foi Emily e os outros.
-É sua irmãzinha, Quil?- Perguntei para ele que estava sentado em um tronco com uma menininha de mais ou menos quatro anos no colo. Ele a olhava com tanto carinho.
-Não, essa é Claire, sobrinha da Emily, mas é como se fosse minha irmãzinha mesmo- Falou fazendo cócegas nela, tinha uma risada tão gostosa. Eu adorava crianças, acho que quando fosse mãe – o que era um sonho – iria mimar muito meu filho(a). E sempre dizia que se fosse para escolher uma profissão, eu seria pediatra.
-HEY, QUIL, VEM JOGAR COM A GENTE!- Embry gritou, chamando-o para jogar futebol.
-Ah, não cara e a Claire?- Perguntou e eu vi em seus olhos que ele realmente queria jogar.
-DEIXE-A COM !- Respondeu dando as costas, Quil me olhou e perguntou.
-Você pode?
-Claro! Eu adoro crianças!
-Claire, eu vou jogar com o Tio Embry e os outros, você fica com a ?- Conversou baixinho com ela, que olhou para mim e assentiu sorrindo. Quil me passou ela e saiu correndo, sentei com ela no colo.
-Oi Claire!- Falei
-Oi- Disse tímida.
-Tudo bem?
-Sim e voxê?- Disse errando o c. Tão fofa.
-Eu estou ótima!- Disse e escutei o estomago dela reclamar- Está com fome?- Perguntei e ela assentiu afobada, ri de sua reação.
-Então o que você quer comer?- Perguntei colocando-a no chão, peguei sua mãozinha e fomos em direção à mesa de comida.
-Batata fita e refigelante!- Disse e eu fiz uma careta, tão pequena e com a alimentação tão ruim. Olhei o que tinha para ver se tinha algo mais saudável, avistei alguns palitos de cenoura, uns cubinhos de beterraba, e salada de folhas quase intocada.
-Que tal algo mais saudável?- Perguntei enquanto colocava a cenoura e a beterraba em um copinho para ela.
-Eca Tia, eu não quelo isso- Fez careta e eu fiz outra- É ruim.
-Você já comeu?- Perguntei e ela negou- Então como sabe que é ruim? É bom sabia? Deixa-te forte, assim você não fica doente! Prova pelo menos, você vai gostar- Falei abaixando até ficar em sua altura e lhe entregar o copinho. Puxei-a para sentar no mesmo lugar de antes, ainda hesitante ela mordeu um palitinho de cenoura, primeiramente fez uma careta de desgosto, mas logo uma de surpresa e de que havia gostado.
-Gostou?- Perguntei.
-Sim! É gostoso!
-Viu? Eu disse!- Ficamos sentadas um pouquinho, assim que ela terminou fomos andar um pouquinho, corremos e brincamos, mas ela disse que estava com sono. Peguei-a no colo, parecia mais uma peninha de tão leve, fiquei andando pela praia com ela.
-Claire?- Perguntei baixinho, mas ela não respondeu, estava com a cabeça em meu ombro e sua respiração era lenta e ritmada- Dormiu- Falei sozinha, andei de volta para a fogueira e estavam começando a contar histórias, lendas, na verdade. Sobre espíritos guerreiros, lobos, frio, terceira esposa, imprinting e mais um monte de coisas.
-Quer me dar ela?- Quil perguntou e eu neguei.
-Ela vai acordar se você pegá-la, posso ficar com ela até a hora de ir embora- Respondi e ele assentiu.
Capitulo 06:
Sentei com Claire no colo e olhei para frente, para um homem que olhava para baixo e tinha uma expressão triste e cansada. Perguntei-me o porquê, pois todos ali estavam alegres. Logo os mais velhos começaram a contar as lendas, observei tudo atentamente, às vezes olhando para aquele homem, que continuava de cabeça baixa. Quando tudo acabou cada um foi para um canto, alguns ainda ficaram sentados conversando, eu fui atrás de Quil.
-Quil!- Chamei-o.
-Sim?
-Onde eu vou deixá-la?- Perguntei.
-Quer me dar ela?- Perguntou e eu neguei.
-Só me diz! Não me importo de ficar com ela.
-Estou começando a achar que você quer Claire só pra você- Falou emburrado.
-Larga de ser bobo, eu gostei muito dela, mas eu só não a dou para você, por que ela pode acordar, e ela esta dormindo tão gostoso- Expliquei.
-Na casa da Emily.
-Então vamos!- Falei começando a andar, mas logo parando e olhando para ele que continuava no mesmo lugar.
-Ah, eu não vou poder! Tenho que resolver uns negócios com Sam- Falou estranho, dei de ombros.
-Tá, então cadê o Dan? Assim de lá nós vamos para casa- Falei olhando em volta e não o achando em lugar algum.
-Ele saiu.
-Como assim saiu? Ele ia embora comigo!- Falei desconfiada.
-Ele foi falar com Sam também... – Ai que legal! Todos foram falar com Sam, o que será de tão importante assim?!
-Certo, então eu vou sozinha- Falei recomeçando a andar.
-Não! Espera- Quil disse de repente- Vou arrumar alguém para ir com vocês, esperai ai!- Disse e saiu, observei ele ir até o homem que eu observei quase a noite inteira, falou algo, apontou para mim, o homem olhou e deu de ombros, então os dois vieram em nossa direção.
-, esse é o Jacob, Jacob, essa é - Apresentou, Jacob acenou com a cabeça e deu um pequeno sorriso, que eu devolvi.
-A famosa - Falou, enquanto começávamos a ir embora.
-Todo mundo diz isso quando me conhece- Disse divertida.
-É porque Daniel espalhou aos quatro ventos sobre você- Sua voz era tão bonita, assim como o pronunciador, causava pequenos arrepios em mim.
-Ele é um linguarudo de primeira, não é?- Perguntei baixinho.
-Profissional- Respondeu no mesmo tom. Ficamos em silêncio até chegar à casa da Emily, Jacob bateu na porta e a mesma abriu.
-Jacob?- Olhou para trás e me avistou- Oh, ! Você trouxa a Claire, mas cadê o Quil?-Perguntou abrindo espaço para eu passar com Claire.
-Não pôde vir, disse que tinha que falar com Sam, você acredita que até Daniel me abandonou? Isso porque ele disse a John que voltaríamos nós dois- Reclamei enquanto colocava Claire na cama, devia estar em um sono pesado, pois nem se mexeu. Emily riu.
-Se acostume- Falou simplesmente- Obrigado por trazê-la, não quer ficar?
-De nada. Ficar? Ah, não, não. Já está tarde e não quero ficar incomodando. Tchau Emily, amanhã eu venho aqui, tá bom?- Me despedi, dando um beijo em sua bochecha.
-Tudo bem, querida- Me acompanhou até a porta, fechando-a logo em seguida. Comecei a caminhar de volta para casa.
-Ei- Escutei alguém chamar e me arrepiei de medo, olhei para trás e vi Jacob, relaxei meus músculos.
-Tá aqui ainda? Pensei que tivesse ido embora- Falei e ele deu de ombros.
-Não ia deixar uma mulher andar sozinha a essa hora da noite- Falou.
-Ah, obrigada?- Falei divertida e ele riu.
-Então, quantos anos você tem?- Perguntou e eu reparei ele fazer uma careta.
-17 e você?
-Também... – Silêncio- é um nome bonito- Falou do nada e fez outra careta.
-Obrigada... Eu acho... Bom, Jacob também é bonito!
-Jake!- Falou e eu olhei confusa para ele- Me chame de Jake, é como todos chamam- Deu de ombros.
-Ah, sim! Me chame de - Sorri para ele, então lembrei o que Seth disse quanto me trouxe- Você que reconstruiu o carro que Seth foi me buscar?- Ele me olhou surpreso.
-Sim! Deu um pouco de trabalho, mas valeu a pena- Sorriu. Seu sorriso era tão lindo, parecia o nascer do Sol.
-Ele disse que era seu xodó- Falei baixinho, cruzando os braços quando um vento frio passou, o percebi chegando mais perto.
-Ele disse a verdade!- Chegamos à porta de casa- Está entregue- Sorriu novamente.
-Obrigada, Jake!- Sorri, ficamos nos encarando, meus olhos se prenderam nos seus e senti meu coração acelerar um pouco- Boa noite- Disse, ele pareceu despertar e assentiu.
-Boa noite- Fiquei parada em frente à porta até ele ficar mais longe, abri e entrei, estava tudo escuro. Subi para meu quarto, acendi a luz e olhei o despertador: uma e meia da manhã. “nossa, o tempo passou rápido”, Pensei. Peguei meu pijama, uma toalha e fui tomar banho. Vesti-me e cai na cama, minha mente vagou, parando em uma pessoa. Sim, essa pessoa era Jacob. Ok, só podia estar louca, mal conheci o cara e já estou pensando nele antes de dormir? Acorda ! Um cara lindo daqueles não pode estar solteiro.
Bufei e virei para o lado da parede. Tantos homens bonitos e você pensa justo no que mal conhece.
(...)
Acordei – incrivelmente - de bom humor. Definitivamente, essa cidade era mágica! Fiz minha higiene e desci de pijama mesmo.
-Bom dia!- Falei, me sentando ao lado de Daniel, que me olhou de cima a baixo e começou a rir- Que foi? Qual a graça?- Perguntei, sem entender nada.
-Pantufas de garrinhas?- Falou e começou a rir mais ainda, sendo acompanhado por John e Helena. Fiz cara de ofendida.
-Qual é? Eu gosto, é confortável!- Fiz bico e peguei uma caneca colocando leite e café- E esquenta- Conclui, tomando um gole do meu café com leite.
-Ah, claro!- Daniel comentou irônico, engolindo um pedaço de bolo, fiquei encarando ele- O que?
-E você, hein? Me deixou plantada lá, sozinha! Que eu saiba, voltaríamos juntos para casa! Sabia disso, John? Eu voltei sozinha para casa!
-Como é Daniel?- John olhou para ele pedindo explicações, ele encolheu os ombros.
-Tive que falar com Sam- Respondeu, dando um olhar cheio de significados.
-Ah, sim- Disse simplesmente, sério? Ele não ia nem dar uma bronca nele por me deixar sozinha? Que droga hein John!- Você voltou sozinha, ?- Perguntou e eu olhei para ele, terminei de mastigar o pedaço de bolo e respondi.
-Na verdade não... Fui deixar Claire na casa da Emily, e como Quil TAMBÉM tinha que falar com Sam, pediu para Jacob me acompanhar, então ele me acompanhou até aqui depois- Dei de ombros.
-Jacob, é?- Daniel falou fazendo cara de bravo.
-O que é que tem? Ele foi gentil, me trouxe até em casa, o que era SEU trabalho... Então não venha querer dar uma de irmão ciumento, por que comigo- Falei enquanto terminava de tomar meu café com leite e saia da cadeira- Isso não cola- Dei um beijo em sua bochecha e subi para trocar de roupa.
Capitulo 07:
Quando desci, John e Daniel já haviam saído. John para a oficina e Daniel, não sei.
-, você gostaria de ir comigo a Forks? Preciso levar as encomendas- Hele perguntou.
-Claro. Você está indo agora?
-Sim!- Disse enquanto colocava a tampa em cima do bolo.
-Certo, só vou pegar um casaco!- Subi correndo, peguei um casaco que também era uma capa de chuva, pois o tempo já estava começando a dar indícios de que iria chover. Quando desci, Helena estava na sala.
-Pegue esse daqui- Apontou para um bolo branco, enquanto ela carregava o que nós havíamos feito ontem. Ela pegou a chave do carro e seguimos em direção a Forks.
-Conheceu muita gente ontem?- Perguntou calma.
-Sim, foi legal... Adorei Claire, é tão fofa- Falei sorrindo.
-Sim, ela é realmente um encanto! Conheceu algum menino...? – Perguntou sorrindo.
-Helena!- Falei envergonhada, Deus ela parece minha mãe! Pensei. Então eu lembrei que ela não havia ligado ainda, e também eu não havia ligado para Susan. Eu iria fazer isso assim que chegasse em casa. Em casa... É eu realmente havia me enraizado aqui, já tinha uma verdadeira relação de irmãos com Daniel, adquiri amigos – o que é algo extremamente ótimo -, já que eu sou como Susan disse antes de eu vim para cá, uma antissocial, e para mim, arranjar amigos era um feito extraordinário. Não que eu fosse antissocial realmente, mas é que as pessoas que eu conhecia eram muito chatas.
-O que? ! Você é jovem, bonita, engraçada e de boa família. Aqui em La Push e Forks tem ótimos garotos. Embry, por exemplo, ele é meio desajuizado, mas tem uma ótima mãe- Falou e eu neguei com a cabeça, sorrindo.
-Hele, relaxa! Quando eu arranjar um namorado, eu o levo em casa. OK?- Perguntei e ela riu.
-OK! Afinal, tem que passar pelo radar do John- Riu mais uma vez e eu acompanhei. Logo chegamos em frente a uma casa, nem tão grande e nem tão pequena, ficava ao lado da uma loja de equipamentos esportivos, nem reparei no nome. Hele tocou a campainha e uma mulher loira, branca e de olhos azuis abriu.
-Olá, Sr.ª Newton- Hele sorriu simpática.
-Olá Helena, eu já disse para me chamar somente de Karen- Repreendeu simpática.
-Oh claro, desculpe, força do hábito! Essa daqui é minha enteada, - Me apresentou.
-Olá, Sr.ª Newton- Falei e ela sorriu.
-Oi, , apenas Karen, não pegue essa mania de Helena, por favor- Disse.
-Tudo bem!
-Aqui está seu bolo Karen- Helena entregou o bolo que nós duas fizemos- Se estiver alguma coisa ruim, devo dizer que me ajudou a fazer este.
-Ei! Eu só fiz o que você me mandou fazer- Falei indignada e elas riram.
-40 Dólares, não são?
-Sim!- Hele respondeu, pegou o dinheiro e se despediu da Sr.ª Newton, quando estávamos voltando ela foi falar com uma garota que jogava o lixo da loja fora.
-Oi, Bella- Cumprimentou com um pequeno abraço- Como esta Charlie?
-Está bem, obrigada por perguntar- Não sei por que, mas eu não gostei dela. Ela olhou para mim questionadora, seus olhos conseguiam ser mais sem graça do que os meus, pensei maldosa. Ok? O que está acontecendo? Nunca fui de odiar de graça as pessoas.
-Esta é , minha enteada- Helena me apresentou novamente.
-Oi, sou Bella- Estendeu a mão, olhei para ela e segurei-a.
-Prazer- Dei um sorriso amarelo. Sua mão era fria, tão diferente das pessoas de La Push.
-Bom, eu tenho que ir, mande lembranças ao Charlie- Falou e ela acenou com a cabeça. Entramos no carro e Hele deu partida- Parece que não gostou muito da Bella, não é?- Olhou para mim e eu dei de ombros.
-Nem a conheço, como não vou gostar?- Menti, eu não havia gostado dela mesmo. Hele também deu de ombros, entregamos o último bolo e fomos ao mercado. Enquanto Hele colocava as coisas no carrinho eu empurrava.
-Buh!- Alguém falou em meu ouvido e eu dei um pulo de susto, me virei e vi Embry. Dei um tapinha em seu ombro.
-Quer me matar de susto, garoto?- Perguntei com a mão na base da minha garganta.
-Oi Hele- Me ignorou.
-Oi Embry- Falou sorrindo- Veio ajudar Emily?- Perguntou e ele assentiu.
-Ela está do outro lado, escutei vocês conversando e vim dizer um “oi”- Explicou, então eu escutei passinhos apressados e me virei.
-Tia !- Gritou e pulou em mim, que a peguei rapidamente.
-Oi Claire Lindinha- Dei um beijinho em sua bochecha.
-Oi, Tia- Falou para Hele.
-Oi, amor- Deu um beijo em sua outra bochecha e afagou seus cabelos castanhos.
-Vamo na plaia hoje?- Perguntou mexendo na pulseira que Susan me deu. Segundo ela, aquela era nossa pulseira da amizade.
-Claro, pequena. Quil também vai?- Perguntei, afinal, ele disse que eu queria Claire só para mim, então ele devia vir junto.
-Não- balançou a cabeça- Ele tem que tabalha- Falou sorrindo- Quando eu clece, a gente vai casa- Falou inocente, eu sorri com o que a pequena disse.
-Claro, claro!- Falei e ela sorriu.
-Voxê falou que nem o Tio Jake- Falou rindo e eu sorri. Que coisa, pensei.
-É? Então eu vou falar que nem Voxê agola- Deitei-a nos braços e fiz cócegas nela.
-HAHAHA pa-para t-tia- Falou entre as gargalhadas. Dei outro beijinho em sua bochecha e coloquei-a no chão.
-Oi Hele!- Emily apareceu.
-Oi Em- Cumprimentou-a com dois beijinhos no rosto.
-Oi - Me cumprimentou do mesmo modo.
-Oi Emily.
-Embry, eu já terminei, vamos?- Perguntou e ele acenou com a cabeça e se despediu de nós.
-Tia, eu posso ficar com a Tia Hele e a Tia ?- Claire perguntou
-Claro, se não for incomodar.
-Claro que não, é sempre uma alegria ter criança em casa- Hele disse.
-Certo, se comporte Claire- Emily decretou e Claire assentiu. Terminamos de fazer as compras, colocamos tudo no porta malas e voltamos para La Push. Eu fui atrás com Claire.
-Que bonita sua pulsela Tia- Claire disse mexendo nos pingentes.
-Foi minha melhor amiga que me deu- Falei fazendo carinho em seu cabelo.
-Eu vou ganha uma dessa um dia?- Perguntou me olhando.
-Claro que vai, pequena!- Sorri para ela, que devolveu. Logo chegamos em casa, deixei Claire na sala assistindo desenho e ajudei Hele a retirar e guardar as compras. Quando terminei, sentei ao lado de Claire no sofá.
-Então, o que vamos fazer?- Perguntei.
-Vamos a plaia!- Gritou ficando em pé e estendendo a mão pra mim, eu só ri dela, pegando sua mãozinha.

11 de dezembro de 2010

Lua e Sol by Milena

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Lua e Sol



















Prólogo




E se eu me tornasse o que você mais odeia no mundo? Se eu me tornasse aquilo que fez sua vida mudar de um momento para o outro?Se eu não tivesse culpa disso? Você me odiaria? E se eu tivesse nascido para ser sua? Ser seu amor e não poder te amar com medo do que você acharia
de mim? Que você me odiasse pelo o que eu poderia me tornar? Você aceitaria isso? Que eu fosse o que você mais odeia?Mas ainda bem que eu não vou! Nunca fui normal. Tudo e todos fugiam de minha família, conseqüentemente de mim também. O que eu mais queria era ter nascido uma
garota normal sem problemas, com uma família amorosa e presente e não monstros que não respeitam a vida... Mas em você, eu encontrei isso: Encontrei amor, felicidade, carinho, dedicação... Foi como se o Sol tivesse nascido novamente e eu sou a Lua: duas coisas diferentes
mas mesmo assim tão iguais. Nunca se encontram e quando isso acontece forma um Eclipse, um fenômeno único e um acontecimento não tão raro, mas lindo... Assim como o que eu sinto por você.




Capítulo 1:



Eu nunca fui de ter amigos... Agora você me pergunta por quê. Porque os pais das crianças nunca deixaram elas se aproximarem de mim... Eles agiam como se eu fosse uma aberração! Bom, na verdade eu era... Mas nunca tive culpa disso. Nasci na família errada, no dia errado, no ano errado, na época errada! Eu nunca pedi para ser o que eu sou! Nunca...



Flashback ON:



Eu estava correndo com algumas crianças... Estava feliz por elas brincarem comigo... Mas já estava quase no pôr do sol e algumas já iam embora... Fomos correndo até a escada do parquinho e quando vi que as últimas crianças iam embora, minha felicidade sumiu. Então ouvi duas mães dizendo as suas filhas:

"-Mary, eu já te disse que não pode brincar com aquela garota!"

"-Mas mamãe..."

"-Nada de 'mas', Mary, vamos!"

"-Nikki, não chegue perto daquela menina!"

"-Mas, mamãe, ela é legal."


"-Não, Nikki, ela não é, e não me desobedeça ouviu bem?"

"-Sim, mamãe."

Nikki olhou para trás e deu um sorriso tímido, sorri de volta. E quando me vi sozinha de novo, chorei... Eu sempre fazia isso, então eu já estava acostumada. Sempre fui sozinha. Nem mesmo minha família me amava... Depois que nasci, minha mãe por pouco não morreu, mas meu “pai” se é que pode se chamar aquilo de pai a transformou. No que? Em uma aberração da natureza, uma coisa que não respeita a
vida e seus limites, uma criatura doentia. E eu tinha medo de me tornar o mesmo que eles...

Caminhei até minha “casa”, que ficava afastada da cidade, mas tinha uma trilha que ia do parque até ela. Não me pergunte como tinha uma trilha que vai para uma mansão “mal assombrada”! Devia ser de alguns idiotas que se achavam corajosos e provavam para os amigos que ia até a casa, mas na realidade iam somente até a metade do caminho, esperavam um tempo e depois voltavam com cara de ganhador.

Como sei disso? Bem, a trilha ia somente até meio caminho da casa, o resto eu abri sozinha. Agora você pergunta como uma garota de oito anos consegue abrir uma trilha? Como eu disse, não sou normal. Tinha aparência de uma menina de oito anos, mas somente tinha Dois.



Flashback OFF




Como?Bom, deixe-me apresentar-me...

Brye Codden, Filha de Catherine Brye e Royce Codden, Neta de Elizabeth e John Brye, Guilhermina e Phillip Codden, Sobrinha de Kristen e Julia Codden; sou filha única; tenho Nove anos agora mas tenho a aparência de uma garota de 19. Talvez eu envelheça um pouco mais, até os 25 talvez mais não vá passar disso. Por quê? Porque eu sou meio-vampira e meio-humana:
meu pai é um vampiro e minha mãe se tornou uma assim que nasci. Não sei se sabem, mas quando uma criança híbrida nasce, sua mãe morre, a não ser que um vampiro lhe morda. Minha mãe sobreviveu apenas porque meu “pai” a mordeu... Meus avôs maternos morreram há 12 anos, já minha “família” paterna são todos vampiros. Me dou bem com minhas tias e com minha mãe, mas com meus avôs e meu pai não... Nunca gostei deles...


"-, filha, venha! Nós vamos caçar"- Mamãe disse, eu caçava somente animais, mas só os pequenos, pois só eles me satisfaziam. Nunca tomei e nunca vou tomar sangue humano. Mas já minha família tomava... Já disse que eles não respeitam a vida não é?Então...olha, eu posso colocar também o fundo de um eclipse.

"-Certo já vou"- Respondi, coloquei minha roupa que usava para caçar e desci.

"-Quanta demora, garota!"-Royce disse. Somente o olhei e ignorei-o.

"-Vamos, querida?"

"-Sim, mamãe!"-Minha mãe sempre me acompanhava, pois ela também só caçava animais, minhas tias também por isso nos dávamos bem... Começamos a correr pela floresta, e logo já estava sentindo o cheiro de um rebanho de cervos perto de uma nascente de água límpida, minha mãe e tias foram mais a frente ver se achavam algum animal maior que satisfazem elas. Aproximei-me devagar, e pulei no menor que tinha
no rebanho. O cervo se contorceu debaixo de mim, mas eu o fiz ficar inconsciente. Como?É que... Eu tenho uns poderes sabe?Como deixar alguém inconsciente, flutuar objetos e flutuar pessoas e se eu me concentrar bastante consigo fazer ou botar fogo em algo, por isso eles (Meus “queridos” ‘papai’ ‘vovó’ e ‘vovô’) tem medo de mim, quer dizer medo, medo, nem tanto, pois eles me provocam, mas nem tanto
porque sabem o que eu faço. Teve uma vez que Royce me irritou tanto que eu queimei um dedo dele. Coitado, gritou tanto, sorte dele que eu não sou tão malvada e queimei só um pouquinho, só para ele ver do que sou capaz. Depois disso nunca mais me irritaram tanto. Terminei com o cervo e já me sentia cheia, então fui procurar elas. Estavam a uns 15 metros de onde eu estava com uns ursos. Voltamos para
casa e meia hora depois eles apareceram com cara de assustados e Tia Julia perguntou:

"-O que houve?"

"-Nós estávamos nos alimentando, quando alguns humanos imbecis nos viram e saíram correndo , nós iríamos pegar eles mas não deu tempo, eles entraram na multidão. Os Volturi logo, logo vão saber disso e vão vir até aqui, temos que ir embora agora!"- Dito isso subimos para arrumar nossas coisas. "-Nada de levar coisas fúteis, entendeu garota? Leve somente o que for precisar!"-Disse o idiota, e eu em resposta
rosnei. Entrei em meu quarto peguei minha big mochila (Maior que as normais) e coloquei 10 calças, 20 blusas, 15 pares de lingerie, 3 blusas de frio(Eu sinto um pouco de frio, sim) , 2 botas fora a que eu uso , 3 Ipod ,4 Mp11 , coisas para cabelo, unhas, maquiagem e 2 vidros de perfume .Fui direto para a sala e tia Julia estava lá , 1 minuto depois todos descem.



Capítulo 2:



“-Vamos rápido, há essa hora eles já devem ter saído de Volterra”- Disse Royce.

“-Para onde vamos?”- Perguntei

“-Não sei, talvez para o Brasil!”

“-Brasil?”- Disse alto.

“-É distante o bastante até eles descobrirem que não estamos mais aqui.”

“-E quando eles descobrirem que estamos no Brasil? Pra onde vamos?”

“-Não sei, isso nós vemos na hora, agora vamos ,Corra mais rápido.” -Dito isso comecei a correr o mais rápido possível...


Não sei há quanto tempo estávamos correndo, mas já estávamos muito distante do Tennessee.

Passou-se um, dois, três, quatro, cinco, seis. Uma semana inteira correndo.

“-Falta muito para nós chegarmos?” –Perguntei, não sei por que.

“-Não mais um dia e estaremos na Amazônia.”

“-Amazônia?”

“-Sim, lá existem várias tribos indígenas e muitos animais, assim, todos nós nos alimentamos.”

“-Ta e onde iremos morar?”

“-Vamos construir algo!”

Não sei por que estou aqui, não fui eu quem fez a burrada, mas estou pagando por ela, saco!


“-Vamos, garota, ou você prefere morrer?”-Rosnei e recomecei a correr.

Mais um dia e estávamos passando pela fronteira: Colômbia X Brasil.

Mais um dia e estávamos em Anori, uma cidade no interior do Amazonas.

Mais um tempo e estávamos construindo uma cabana (Foto: http://www.casasdemadeirainformacao.com/construcoes/bungalow2.jpg ), muito espaçosa se posso dizer.

Depois saímos para caçar, nós fomos muito mais rápidas, pois os animais estavam por toda parte, já eles... Demoraram bastante até achar uma tribo de índios... Mas a noite eu fui dormir na minha caminha improvisada. Amanheceu e eu fiquei sem fazer nada...

Foi assim por 20 dias, até eu ter uma visão (Sim, eu sou vidente também, mas só fui descobrir isso, aqui em Anori) dos Volturi vindo para cá.



Flashback ON:



Eu estava como sempre fazendo nada. Saco! eu estava entediada.


“-Filha, me ajude aqui sim?”-Mamãe falou, ela agora deu pra fazer cesta de folha de coqueiro (N/A: Esqueci o nome desse treco ai =D) e quer que eu a ajude! Aff

“-To in... –A visão veio em cheio, mamãe veio até mim porque ela sabia que eu não terminava uma frase, a não ser que eu estava tendo algo...

“-Filha?, fale comigo.” – Passou a mão na frente do meu rosto”- “Oh!Você esta tendo uma visão?Certo você não ira responder...”



Visão ON:


Como de costume estávamos voltando de uma caça quando sentimos um cheiro diferente...

“-São eles... Eles estão aqui!”-Royce disse assustado e cauteloso ao mesmo tempo.

“-Eles quem?”-Mamãe pergunto.


“-Os Volturi”- E quando ele disse o nome dos benditos eles apareceram. Uma vampira que eu deduzo que foi transformada aos seus 15 anos estava na frente e falou:

“-Vocês violaram as regras de não se mostrar aos humanos e irão pagar por isso!”-Sua voz era fria e aveludada, como sinos.

“-Por favor, não faça nada, eu impl... AAAHHH”- Phillip tentou falar, mas a vampira não deixou e usou seu poder que devia ser de causar dor porque o coitado estava se contorcendo todo. Há ha.

“-PARE! POR FAVOR, PARE!”-Guilhermina implorou e a vampira parou (N/A: I rimou: Implorou + parou.)

“-Vocês vão pagar caro por isso”- Ela sorriu um sorriso de dar calafrio”- Félix-“Garotos? Cuidem deles.”, e um monte de guardas veio. Daí eu não quis mais ver e sacudi a cabeça.



Visão OFF.




“-Mãe?”


“-O que?”

“-ROYCE! ROYCE! ROYCE!”- Gritei.

“-O que foi, garota?”

“-Os Volturi, eles estão vindo pra cá, eu vi.” - Ele ficou sem expressão e disse:

“-Vamos temos que ir embora. “- Nesse momento todos estavam arruando suas coisas como da ultima vez.

“-Aonde vamos agora?”

“-Estados Unidos novamente!”

“-O que? Mas eles podem estar esperando a gente lá!”- Eu falei

“-Eles não vão, nós vamos para Forks, lá é um dos lugares que eles nem vão imaginar que estamos!




Flashback OFF.




Desde então não paramos de correr, só uma vez no litoral da Venezuela. E pode crer que nos alimentamos muito, até não dar mais. Meus olhos iriam ficar do marrom mais claro (infelizmente ele não fica âmbar) por mais de 4 semanas, mas eu estava ficando fraca, não sei porque, enfim, depois daí seguimos nadando até Cuba de Cuba seguimos para :Florida, Geórgia, Tennessee, Indiana, e quando chegamos em Iowa eu tive outra visão:



Visão ON:



Um vampiro disse:

“-Eles não irão escapar dessa vez, irmã.”

“-Espero que não.”

...
Estávamos chegando a Montana e eles nos esperavam em uma única fila (na horizontal). Quando vi aquilo tentei flutuar a mim, minha mãe e tias mas antes a vampira da dor (Apelidinho carinhoso que dei a ela) me pegou, ou seja, usou seu poder em mim e como da ultima vez sacudi a cabeça para não ver mais.



Visão OFF.




Como estávamos correndo eu parei e disse, ou melhor, gritei porque eles passaram muito rápidos por mim.

“-PAREM!”- Pelo que eu ouvi, eles pararam.

“-O que foi, garota? Se quiser morrer, morra sozinha! Vamos”- Ele disse aos outros.

“-SE VOCÊ quiser morrer vá mais deixe minha mãe e tias fora.”

“-O que? Do que esta falando menina?”

“-Os Volturi estarão nos esperando em Montana, eu vi”- Disse a eles “-Teremos que ir pelo Canadá e contornar, passar por La Push e então Forks.” - Falei- Então vamos para Minnesota, depois Manitoba, Saskatchewan, Alberta, British Columbia, La Push, que até onde eu sei é uma reserva indígena, e finalmente Forks.

“-Ótimo, vamos nos alimentar em Alberta e vamos o mais rápido possível até Forks, tenho uns amigos lá que nos ajudarão, e que também seguem a mesma “dieta” que vocês quatro. Agora vamos!”- Dito isso recomeçamos a correr, chegamos a Alberta e fizemos como na Venezuela, nos enchemos até não caber mais. Começamos a correr, se passou 4 dias e chegamos até B. Columbia , daí em diante começamos a nadar.


CAPITULO 3:

Estávamos nadando a 2 dias e meio, beeem ao longe dava para ver uma costa, que creio eu, seria La Push .
-Estamos chegando. –Tia Kristen disse.
-Finalmente. –Disse- Não sou tão indestrutível quanto vocês, estou cansada. –Reclamei
-Royce? Quem são esses seus amigos?-Tia Julia perguntou
-Bom eles são mais conhecidos do que realmente amigos, mais são muito hospitaleiros eu garanto!E bom... Eles são os Cullen (N/A: Alguma surpresa? Hahah.)
-Ai que ótimo! Agora vai que eles não nos recebem bem e temos que ir embora? Hein senhor esperto?-Disse ríspida.
-Eles vão! E agora cale a boca e nade!
Mais 1 hora nadando e chegamos à praia.
-Ate que enfim! Aleluia Senhor!!-Exclamei e levantei as minhas lindas mãozinhas que agora estão todas enrrugadinhas...
-Anda, vamos!
Recomeçamos a correr. Então entramos em uma floresta, só então eu fui sentir um cheiro forte, mais para mim era bom (Não me pergunte como).
-Argh! Que cheiro horrível é esse?-Julia e Kristen perguntaram, mas para eles é horrível
-Não sei... Mas continue a correr.
Comecei a ouvir passos pesados... Meu Deus! Será mesmo que existe gigante?? Ou é só um monte de animais?
-Meu Deus o que é isso?- Paramos e nossa parada foi seguida de rosnados por todos os nossos lados... Então vários lobos enormes e quando eu falo enorme é porque são imensos pra serem somente lobos






[IGNOREM OS CULLEN/ FINJA SER VOCÊS]






Tinha um preto com ar de líder que era o maior deles ganhando só de um de pelagem marrom avermelhado, se fosse mais vermelho seria da cor do meu cabelo –que é ruivo-...Eu estava assustada





[Finja que é você]




Bom quem não ficaria com vários lobos enormes em volta de si?
O lobo preto deu tipo um comando e os outros atacaram, eu fui esperta e flutuei a mim, minha mãe, e tias, tentei sair dali mais não fui muito longe, pois enfraqueci derrepente e caímos, outros lobos incluindo o preto e o ruivo vieram até nós, mas alguma coisa os fez parar... Não sei o que mais pararam... Eles pareciam estar conversando... Como??
Então um lobo cinza escuro veio pra cima de mim, eu tentei correr mais ele pegou minha perna, eu dei um soco nele e me soltei, mais ele me pegou novamente pela perna e me jogou longe, assim me fazendo bater em uma árvore.
-NÃÃÃÃÃOOOOO- Mamãe gritou – !- Tentei levantar novamente mais tudo ficou rodando então eu cai...

Jacob POV. (Os pensamentos são em itálico)

Estávamos na ronda matinal e derrepente nos pensamentos de Seth aparecem 7 vampiros.
Seth não saia daí!- Sam ordenou. Já estamos chegando.
Fomos correndo até lá, chegamos, e começamos a correr atrás deles, mas derrepente uma deles parou e os outros também, começamos a rosnar, então atacamos. Mais o incrível mesmo foi o que aquela ruiva fez... Ela flutuou
Cara ela ta flutuando! Como?- Jared perguntou. Os outros 3 vampiros estavam perdendo para os meus irmãos. Mas as outras 4 não durou muito tempo no ar pois a ruiva enfraqueceu. (como eu sei disso?). E quando íamos atacá-las, elas olharam para nós e vimos à cor de seus olhos.
São como o dos Cullen- Seth pensou.
Mais não é por isso que vamos deixar de atacá-las- Paul falou e atacou à ruiva
AUL NÃO - Gritamos todos, mais já era tarde ele pegou a ruiva pela perna, mais ela deu um soco nele e tentou escapar, mais Paul a pegou novamente pela perna jogando-a para uma árvore uma das vampiras gritou:
-NÃÃÃÃÃOOOOO, !-Ela ainda tentou levantar, mais ela não conseguiu. E o imbecil do Paul ainda tentou ir pra cima das outras mais Sam lhe mandou parar com o comando Alfa.
Paul pare agora!
A vampira que gritou foi correndo para a Milena. Que agora sei que é seu nome.
-Minha filha... – Ela passou a mão na perna dela e sua mão estava com sangue, ela levou ate o nariz e cheirou- Ah meu Deus... (N/A: Cena Alice e Bella no estúdio de balé)
Epa, Perai! Vampiros não sangram! –Seth disse. E Sam se aproximou delas que rosnaram. Ele recuou e foi pra trás de uma arvore. Ele vai ficar humano?
-Nos desculpem, por favor. – Sam pedindo desculpas? –Não sabíamos que ela era...
-Ela não é vampira e sim uma híbrida. - Uma das loiras disse. Tinha duas uma com mechas rosa (Julia) e outra com azuis (Kristen), eu acho que era pra diferenciar, pois elas eram gêmeas idênticas, a que falou foi a com mechas rosa.

GÊMEAS:








Cabelo Júlia:









Cabelo Kristen:







-Como iremos fazer agora Cath, os Volturi estão atrás de nos e temos que achar o Clã.
-Kris? Você acha que podemos continuar com a assim?
-Hã desculpem, vocês disseram Volturi?
-Sim algum problema Lobo?- Eita! Parece que a azul é mais irritada
-Não nenhum realmente, mais é que nenhum vampiro entra aqui, e o que eu pude perceber vocês não são vampiras como os outros, digo que bebem sangue humano.
-Realmente não, bebemos só animais.
-Bom nesse caso vocês podem ficar aqui até ela se recuperar, é um modo de nos redimir.
-Creio que não vamos demorar, ela se recupera rápido. Mais já era pra ter se recuperado - Essa ultima parte ela sussurrou bem baixinho, mais mesmo assim ouvimos.
-Como você disse já era pra ter se recuperado...
-Como irei saber se ele- Apontou para Paul- Não ira nós atacar?
-Pode deixar que dele cuidamos...Bom eu vejo que vocês não se afetaram com o sangue dela.
-Não nós estamos há muito tempo longe do sangue humano, Catherine não mais ela consegue se segurar muito bem ate mais do que a gente.
-Bom se é assim venham conosco... Hã Jake? - Fui ate ele- Poderia levar... certo?-Ele perguntou para a tal de Cath
-Sim. –Ela disse enquanto levantava ela, observei, ela é bonita. Não tão branca era uma cor bem natural, Cabelos ruivos liso em cima e ondulados nas pontas,
baixa não como a nanica Cullen mais da altura da Bella, ela parecia ser frágil, com roupas resistentes mais mesmo assim não deixando de ser feminina. Fomos correndo
para a casa do Sam, o Sam esta estranho, primeiro pede desculpa pra vampiras e agora trás elas para a casa dele? Tiraram ela de cima de mim e fui me destransformar, os mais novos voltaram para a ronda.
-Emily?- Sam chamou Emily, saiu ela, Samuel o filho deles (se passaram uns anos depois da Bella ser transformada e Nessie nascer), Bella, Nessie, Claire e Leah que
teve o imprinth, parou de ser loba, casou e agora esta grávida, Seth teve imprinth com a Nessie (N/A: Eu acho que eles dois combinam mais e também o nosso Jake tinha que estar livre para a fic rolar neh?
É a Leah casou e ta esperando um bebê, alias ela não é a msm Leah do livro ela é mais alegre, a Claire cresceu e esta com o Quil, tem mais lobos na matilha que vocês logo vão descobrir, e também os Cullen
tem novos integrantes que também logo vocês vão descobrir, Samuel vai ser algo de você mais é só beeem mais pra frente, Talvez tenha mais informações pra frente, é só).

Capitulo 4:

Elas saíram e viram.
-Sam o que é isso?- Emily perguntou. E pelo visto as outras se assustaram com a Bella e a Nessie, porque pararam. Bella e Nessie também
-Tudo bem Bella, elas não iram fazer nada. Emily? Arrume o quarto de hospedes.
-Elas vão ficar aqui?
-Só o tempo de Milena se recuperar, elas estão atrás de um Clã que talvez ira ajudá-las, Alias que Clã é?- Catherine olhou para Kristen e Julia.
-Os Cullens. –Silêncio.
-Os... Cullens? – Sam perguntou e olhou para a Bella, que estava com cara de surpresa.
-O que foi?- Julia perguntou.
-Eu sou uma Cullen- Bella respondeu. Elas se entreolharam. – O que querem com minha família?
-Bom me deixe colocar deitada primeiro daí eu explico tudo. - Levou ela pra dentro, demorou uns 2 minutos e então voltou.

Catherine POV.

CATHERINE:










:









Deixei deitada e voltei para fora, todos esperavam.
-Bom, deixe-me começar do inicio de tudo.
Eu era uma moça jovem, que gostava de tudo, minha vida era simplesmente a coisa mais bonita em minha opinião, todos me adoravam não apenas por eu ser bondosa, mais pela minha beleza, todos os homens da minha cidade me cobiçavam,
mais eu não tinha olhos para nenhum deles, pois eu sabia que meu amor estava por vir, e que não seria daquela cidade. Certo dia eu estava saindo da floricultura, e ouvi pessoas dizendo que tinha chegado uma família nova na cidade
e que eles se mudaram para a mansão no pé da colina. Ninguém ia lá depois que a baronesa morreu então todos ficaram desconfiados, pois era de se imaginar que eles iriam comprar uma casa na cidade e não uma mansão mal assombrada como
diziam ser. Eu fiquei interessada, pois tinha que ser uma família que não se importasse com a casa e nem com a cidade inteira falando deles, mais o que me deixou mais interessada ainda foi o fato deles terem um filho solteiro, e eu
boba como era, pensei que essa era minha oportunidade de me ver casada e com filhos de um homem sem medo nenhum, e o principal, que tivesse o suficiente para nos sustentar para a vida. Eu era uma garota bondosa mais mesmo assim eu
tinha os meus interesses e um deles era ter um marido rico. Passou-se dois dias e o burburinho ainda continuava e nada da nova família misteriosa aparecer. Claro, estava sol e eles não iriam aparecer e já sabem por que, em nossa cidade
o sol não era muito freqüente mais aparecia de vez em quando. Mais em um dia sem sol, eles finalmente apareceram. Eram como anjos, andavam como um e agiam como tal, a beleza deles era imensurável. Eu fiquei totalmente encantada com o
filho mais velho da família Codden, como minha família era uma das mais poderosas da cidade eles de imediato foram até minha família, para conhecê-los e meu pai como não era bobo foi logo tratando de me apresentar a Royce e sua família,
Royce se mostrou interessado em mim... E 1 ano depois estávamos namorando, como o costume era de nos casarmos assim que nossas famílias concordassem, 5 meses depois estávamos casados e eu fui morar com eles, mais ai eles contaram o que
eram, eu não me importei, 7 meses depois eu descobri que estava grávida eles então me perguntaram se eu queria me tornar uma deles, eu disse que sim com toda a certeza do mundo, só que eles me contaram o que um bebê hibrido fazia para
nascer, de principio eu fiquei com medo mais eu fui me apaixonado por aquele pequeno ser, por mais que ele me machucasse eu o amava. Vários dias depois Maya nasceu. Royce me transformou, eu passei três dias agonizando por causa da
transformação mais era o que eu queria, eu queria viver para sempre no corpo de 21 e eu queria ver minha filha, quando eu senti o fogo abaixar eu abri os olhos e tudo estava diferente. Nós não estávamos mais na mansão e não estávamos
mais na mesma cidade. Tivemos que nos mudar, pois já estávamos dando bandeira e era perigoso, quando eu vi foi como ver um pequeno anjinho, com cachinhos ruivos a pele branquinha e bochechas
rosadinhas, com o sorriso mais lindo do mundo e quando ela me estendeu aquelas lindas e pequenas mãozinhas eu queria chorar mais não podia, então eu sorri, Royce não era mais o mesmo homem que era antes ele se revelou assim como sua
família, eu nunca quis matar humanos então eu segui Kristen e Julia e só me alimentei de animais, também. Um ano depois escutamos uma risada da sala da mansão no Tennesse, a surpresa foi grande
já que estava flutuando em cima do sofá, ela tinha 1 anos mais aparentava ter 4, era uma criança travessa... Anos se passaram e com eles cresceu e nós não
saímos mais do Tennesse, eu sabia que sofria, pois ela queria ser uma criança como as outras, nada de rejeições, uma família normal, em que o pai brincasse com ela, mais eles, digo Royce, Guilhermina,
Phillip e nunca se deram bem... Um tempo depois descobrimos que tinha outro poder, de fazer fogo, ela uma vez ate queimou Royce. Mais um tempo atrás os três
estavam caçando e alguns humanos os viram, tentara pega-los mais não conseguiram, os Volturi ficaram sabendo e tivemos que sair às pressas de lá, nós fomos para o Brasil ficamos um tempo lá e descobrimos outro poder de ,
ela via coisas que iriam acontecer se seguíssemos um determinado rumo, então ela viu os Volturi lá onde estávamos e saímos às pressas novamente desde então não paramos somente na Venezuela e Alberta para nos alimentarmos mais quando estávamos
em Iowa ela viu novamente os Volturi, mudamos de curso Royce disse que tinha um Clã amigo dele que poderia nos ajudar, pois eles deviam um favor a ele, então só paramos na floresta quando vocês nos atacaram...
-Cara que história!- Seth
-Sim...
-AAAAHHHH- Alguém gritou de dentro da casa, fomos correndo
-Xiii, , xiii, calma meu amor, calma- Disse para minha filha

POV.

Eu estava na escuridão total. Não sabia se era noite ou dia, me parecia que eu estava num túnel que só quando estamos desistindo a luz aparece, no meu caso foi diferente, foi por causa de uma visão que eu voltei.
-AAAAHHHH- Gritei assustada, mamãe e outros entraram no lugar, ou melhor, no quarto em que eu estava.
-Xiii, , xiii, calma meu amor, calma- Ela disse afagando meus cabelos, eu estava um pouco ofegante.
-Mamãe eles estão vindo nós temos que sair daqui- Eu disse apavorada
-Como assim querida?
-Eu vi, vai ter uma batalha.
-Batalha?- Um cara grande, pele cor de bronze, cabelos pretos e curtos perguntou.
-É.
-Explique . –Tia Julia exigiu.
-Eu vi todas nós com uma família de vampiros, que eu deduzo serem os Cullen, pois seus olhos eram iguais aos nossos, derrepente eu e mais uma vampira tem uma visão dos Volturi vindo:

Visão ON:

Eu estava rindo mais uma vampira que mais parecia uma fadinha de contos de fada e derrepente nos paramos e nossos olhos perdem o foco: ...
Estávamos todos em uma única formação de meia-lua mais lobos atrás então várias pessoas com capas pretas esvoaçantes aparecem na clareira.
-É como da ultima vez. –Emmett disse.
-Exatamente- Jasper
-Igual- Rosalie completou a fala de Jasper
-Ora, ora! O que vemos aqui! Os Cullen novamente- Aro
-Só nos escute Aro... - Carlisle disse

Visão OFF.

-Alice... – Uma vampira disse... Opa...
-Vo-vo-você é você.
-O que tem ela ?- Mamãe perguntou
-Ela é uma Cullen- Disse e ela sorriu
-Sim, eu sou. E não se preocupe, vamos falar com Carlisle, ele ira ajudar- Sorri para ela- A propósito eu me chamo Isabella mais me chame de Bella.
- , mas me chame de . –Rimos todos.
-Consegue se levantar querida?-Mamãe perguntou.
-Acho que sim. –Fiquei em pé, deu uma tontura mais foi rápida
-Porque você ficou assim? Nunca deu isso.
-Han... Eu acho que Carlisle pode olhar ela, ele é médico.
-MEDICO?- Nós 4 perguntamos
-Um vampiro pode ser medico?
-Claro, é só ter muiito autocontrole. Se quiser podemos ir lá agora.
-Não precisa. - Tia Kristen disse.
-Certo, agora que todos estão bem vamos para as apresentações?- Sam disse
Fomos todos para fora e tinha um monte de gente ali, que se calaram quando nos viram
-Bom como vocês viram atacamos elas por engano e Paul agiu errado atacando , mas tudo esta resolvido e agora vamos nos apresentar certo?
Foi respondido com alguns “claro”, “tudo bem”, “certo”, “vamos lá”.
-Então comece você- Apontou para um garoto que parecia ter somente uns 14 anos
-Fyn Turner, 14 anos, prazer. – Acertei
-Johan Brawn, 15 anos, prazer- O que uma garota faz como loba?
-Collin Vyper, 16 anos, prazer.
-Brady Coner, 16 anos, prazer.
-Bruna Turner, 15 anos, sou irmã do Fyn, prazer- Outra garota.
-Jared Homes 20 anos, olá.
-Seth Clewater, 17 anos, sou irmão da Leah, muito prazer.
-Quil Ateara, 18 anos, prazer.
-Embry Call, 19 anos, olá.
-Paul Ford, 20 anos, foi mal por ter te atacado. – Falou direto para mim, eu só balancei a cabeça dizendo que sim, tinham falado todos e faltava somente um, que foi o que me chamou mais atenção, ele estava olhando Paul,
músculos bem definidos, pele em uma cor de bronze linda, cabelos pretos brilhantes, dava pra notar que era recém cortado, um sorriso lindo, de parar o coração de qualquer garota, um rosto com o contraste menino-homem,
lindos lábios carnudos, dentes brancos, e por ultimo olhei em seus olhos e ele nos meus. Derrepente eu senti cabos, que me puxavam para ele de maneira nunca sentida por mim, sentia que ele era o Sol e eu a Lua, eu sendo
a Lua girava em torno dele, senti que estaria disposta a dar minha vida por ele e ele por mim, e que era ele que me segurava aqui em terra agora e não meus pés. Vi a surpresa e mais alguma coisa que eu não sabia o que
era em seus olhos... Derrepente eu percebi que não tinha só nós aqui e ele também, parece que meu momento não durou nem 5 segundos direito.
-Jacob Black, 19 anos, prazer- Se ele era tudo isso, sua voz também era como musica para mim.
-Bom tem mais alguns que estão na ronda, mas agora é a vez de vocês!- Sam disse.
-Catherine Brye, 60 anos, muito prazer.
-Julia Codden, 215 anos, olá. – Alguns ergueram as sobrancelhas, foi hilário, Haha
-Kristen Codden, 215 anos eu e Julia somos gêmeas.
- Brye, aparento 19 mais tenho somente nove, sou filha de Catherine e Royce que creio que foram vocês que o mataram, sobrinha delas duas- Apontei Julia e Kristen- E neta dos outros
dois vampiros que vocês mataram. -Falei e olhei para o Jacob.
-Bom, eu liguei para Carlisle e ele disse que vocês podem ir para lá se quiserem é claro- Bella disse


N/A: Aeee ATT DUPLAA xD Gostaram? É vocês já encontraram os Lobos e os Cullen (Bella / Nessie) Como eu disse na introduçao da fic terá novos integrantes no Wolfpack
que alías já apareceram xD e tem mais integrantes na família Cullen tambeem =) Que vocês já, já iram conhecer xD Bom como eu perguntei: Gostaram? Se sim, deixem coments. xP
Se não, deixem coments tambeem . kkk . Beijos meus amoress .s2.
Continua...



Capitulo 5:



"-Eu acho melhor irmos, lá ninguém dorme e aqui estaríamos atrapalhando, muito obrigada Sam, meninos." –Mamãe disse.


"-De nada."

"-Correção, lá tem pessoa que dorme, sou eu e agora nós duas né, ?"

"-Certo, Reneesme."

"-Hã, me chame de Nessie, Reneesme é muito formal, alem do mais só me chamam assim quando eu faço algo errado." – Nos duas rimos, nos despedimos de todos e eu olhei Jacob mais
uma vez e ele estava me olhando, disfarcei. Começamos a correr na floresta e uns minutos depois pude sentir a mudança de cheiro: estávamos no território dos Cullens. Logo avistamos
a grande mansão branca de 3 andares e com muitas paredes de vidro e tinha 9 vampiros nos esperando, tinha vampiro demais aqui eles não davam bandeira não? Paramos de correr e estávamos
andando. Bella e Nessie continuaram, mas nos 4 paramos.

"-Olá"- Eu acho que foi Carlisle que disse- "Eu sou Carlisle e esses são minha esposa Esme, meus filhos Jasper, Alice, Rosalie, Emmett, Edward, e . Vejo que conheceram Bella e Nessie."


"-Muito prazer, Carlisle, eu sou Catherine essas são minhas irmãs Kristen e Julia e minha filha . Sim, já as conhecemos e já conhecemos também os lobos."

"-Bella me contou o que aconteceu com Royce... Ele sempre foi descuidado." – Disse ele pensativo.

"-Vejo que conheceu bem meu marido."

"-Sim, bom... Vamos entrar? Conversar aqui fora é bem inconveniente."

"-Sim vamos. –Entramos e sentamos..."
"-Bom vocês podem ficar aqui e se os Volturi vierem estaremos preparados."

"-Bom não é SE e sim QUANDO. "- Falei.

"-??"

"-Eu os vi vindo e estávamos todos nós."


"-Você também vê o futuro?"- Alice perguntou.

"-Sim, mas elas vêm sozinhas. Eu tenho que me concentrar para saber o que eu quero porque eu ainda não dominei esse poder."

"-É como eu!!"- Ela sorriu e eu sorri de volta, por alegria também, mas foi por saber que eu não era a única assim.

"-Bom eu posso controlar o fogo, deixar alguém inconsciente e flutuar também..."

"-FOGO"- alguns disseram e outros disseram:- "FLUTUAR?"

"-Sim"- Então eu flutuei.

"-Nossa..." – Estalei os dedos e uma chama saiu do meu dedo indicador. – "Uau!"- Voltei a sentar.

"-Os Volturi já estão querendo quatro dos nossos por ter poderes bons. Você tem que tomar cuidado, eles vão te querer a todo o custo.' – Ta, agora eu fiquei assustada.

"-Não fique." – Olhei quem disse. Edward, eu acho. Como ele sabe...


"-Eu leio mentes"- Disse e deu um sorriso, agora ta explicado. Eu sorri também mais pensei: Fica longe da minha mente... Ele só sorriu e acenou com a cabeça. De repente Alice sai do nada e fala.

"-Veemm. "- Ela disse e saiu me puxando, subimos uma escada e entramos em um quarto.

"-Esse quarto é da Nessie e agora seu também ela adorou a idéia de dividir ele com você. [N/a:FINJA QUE O QUARTO É MAIOR E TEM 2 CAMAS DE SOLTEIRO]

"-Ele é lindo... –Eu disse.



"-Que bom que gostou, eu que decorei! Tia Alice não gostou muito da idéia, mas agora esta conformada"- Nessie disse rindo.

"-É, não gostei, você sabe que eu gosto de fazer essas coisas... Bom, agora vou deixar vocês duas conversarem." –Dito isso saiu.


"-Um conselho, ela vai querer que você vire a Barbie cobaia dela, não deixe, vai ser uma tortura para você."

"-Ela é tão fixada assim?"

"-Você não imagina o quanto..." – Passamos o resto do dia assim, conversando sobre coisas banais, até Esme nos chamar pra jantar, descemos e eles estavam na sala, nos duas fomos para a cozinha e
comemos uma macarronada Ó-T-I-M-A que Esme preparou, o celular de Nessie tocou e era Seth. Ela foi para o quarto conversar com ele e eu fiquei rodada, então eu vi na varanda de frente para
o rio, ela parece ser legal, cabelos de um ruivo escuro, médio e repicado, estatura média da altura da Bella, cara de menina, ela parece ter sido transformada aos seus 17 anos. Aproximei-me.

"-Oi." – Disse um pouco tímida.

"-Oi." –Ela disse sorrindo.

"-Sou ." –Me apresentei
"- , mas pode me chamar de "- Ela estendeu a mão pra mim"- Prazer.


"-Nossa..."

"-O que?"

"-Pensei que você ia dizer: “Cai fora, garota”."

"-Ah não! Quem diz isso é a Rose, mas é só você elogiar ela e você vira amiga... Mas demora um pouco, sabe!" –Disse ela sorrindo.

"-Espero que ela não me rejeite"- Sorri

"-Alice disse que você vai ser a nova Barbie cobaia dela!"- ela falou.

"-ELA disse isso, eu não disse que sim nem que não."

"-Alice é um diabo quando se trata de fazer essas coisas."

"-Eu imagino."


"-Vamos entrar? Já esta anoitecendo."

"-Vamos"- Disse e entramos.



Capítulo 6:

Nós entramos e fomos até a sala, foi até (



Sabe os dois combinam e muito, eles têm a mesma altura, olhos, e a mesma cara de criança. Quem visse acharia que eram irmãos. (N/A: Sei lá, ele parece o Taylor- minha opinião- se vocês não acham procura Drew From Degrassi)
Novamente fiquei rodada... Então eu vi Rosalie no que parecia ser uma biblioteca/escritório fui até ela que percebeu minha presença.
-Olá – Eu disse tímida. Ela me deu uma olhada meio esquisita mais falou:
-Oi.
-Você é Rosalie né?- Perguntei
-Sim.
-Você é muito bonita- Sorri sincera.
-Obrigada, você também é. – Silêncio.
-Olha... Eu não quero ir chegando e conquistando sua amizade logo de uma vez... Sei que deve ser difícil 3 vampiras e uma meia-vampira ir chegando assim na sua casa, e ainda mais trazendo problemas... Mais eu não quero também ter inimizade com vocês.
-Sim é difícil! Mais Bella me ensinou que nem tudo é como queremos... Mais vocês parecem ser legais, e Carlisle disse que vocês fazem parte da família agora, e nós protegemos a família. - Ela sorriu sincera (N/A: Sim povinho a Rosalie esta mais mansa)- Você parece nova... Quantos anos têm?- Me perguntou
-Em aparência 19 mais em contagem 9.
-O nome do seu pai era Royce não é?
-Sim por quê?
-O que me levou a ser o que sou agora, o MEU problema foi ROYCE KING.
-Como?
-Bom você vai ser a primeira que eu conto isso sem me importar realmente... - Então ela começou a falar de seu passado:
Os meus pais eram inteiramente classe média. O meu pai tinha um emprego estável num
Banco, algo de que agora eu percebo que ele era presumido, ele viu a sua prosperidade como
uma recompensa pelo seu talento e trabalho duro, e não reconhecendo a sorte que envolvia isso. Nessa época eu achava que tudo estava garantido; na minha casa, era como se a Grande
Depressão fosse apenas um rumor problemático. É claro que eu via as pessoas pobres, aquelas
que não tinham tanta sorte. O meu pai me passou a impressão de que eles haviam trazido os
problemas para si mesmos. Era trabalho da minha mãe manter a nossa casa, e eu mesma e os
meus dois irmãos mais jovens, para mantê-la impecável. Era claro que eu era tanto a sua
prioridade como também a sua favorita. Eu não entendia completamente na época, mas eu estava sempre vagamente consciente que os meus pais não estavam satisfeitos com o que eles tinham, mesmo que isso fosse tão mais do que a maioria tinha. Eles queriam mais. Eles tinham aspirações sociais – escalas sociais,
eu acho que você chamaria. A minha beleza era como um presente pra eles. Eles viam muito mais potencial nela do que eu. Eles não estavam satisfeitos, mas eu estava. Eu estava muito feliz por ser eu, por ser Rosalie Hale. Agradada porque os olhos dos homens me observavam onde quer que eu fosse desde o ano que
eu fiz doze anos. Deliciada porque as minhas amigas suspiravam de inveja quando elas tocavam o meu cabelo. Feliz porque a minha mãe estava orgulhosa de mim e que o meu pai gostava de me comprar vestidos bonitos. Eu sabia o que eu queria da vida, não parecia que haveria uma forma de eu não conseguir o que eu queria.
Eu queria ser amada, ser adorada. Eu queria ter um casamento enorme, todo florido, aonde todos na cidade iam me observar entrar na igreja de braço dado com o meu pai e pensar que eu era a garota mais bonita que eles já tinham visto. Admiração era como ar pra mim, Milena. Eu era boba e superficial, mas eu era
feliz. - Ela sorriu, divertida com sua própria avaliação. - A influência dos meus pais tinha sido tanta que eu também queria coisas materiais da vida. Eu queria uma casa grande com móveis elegantes que outra pessoa limparia e uma cozinha moderna na qual outra pessoa cozinharia. Como eu disse: superficial. Jovem e muito
superficial. E eu não via nenhuma razão pela qual eu não conseguiria essas coisas. Haviam algumas coisas que eu queria que eram mais significantes. Uma em particular. A minha amiga mais próxima era uma garota chamada Vera. Ela se casou jovem, apenas aos dezessete. Ela se casou com um homem que os meus pais jamais
considerariam pra mim, um carpinteiro. Um ano depois ela teve um filho, um lindo menino com covinhas nas bochechas e cabelos pretos encaracolados. Foi a primeira vez na minha vida inteira que eu senti inveja de outra pessoa. - Ela olhou pra mim com olhos insondáveis. - Era uma época diferente. Eu estava com a mesma idade que você, mas eu já estava pronta pra tudo isso.
Eu desejava ter o meu próprio bebê. Eu queria ter a minha própria casa e um marido que me
beijasse quando chegasse do trabalho, como Vera. Só que eu tinha um tipo diferente de casa em mente ... – Rosálie suspirou (N/A: Girls, eu sei que vocês devem ter lido isso daqui um monte de vezes... Eu já li 3 vezes, mais tinha que ser assim tudo bem ?Mais eu não vou continuar =)...)

Ficamos ali um bom tempo… Eu me sentia honrada e feliz por Rosalie ter confiado em mim para me contar sua drástica história.
-Essa é minha história…
-Tão linda e tão dramática… - Ela me olhou- Desculpe…
-Não, tudo bem, você tem razão!- Ela sorriu, sorri de volta.
-Bom… Uaaahhh- Bocejei – Eu acho que vou dormir- Ri e ela também
-Boa noite!- Desejou ela
-Obrigada e pra você também- Sorri.
-Obrigada!
Fui para cima e tomei um banho, coloquei uma roupa mais confortável, Nessie ainda estava acordada, conversamos um pouco até nós duas cairmos no sono…

Capítulo 7:

Acordei feliz, não sei se foi pelo fato de Rosalie e terem cofiado em mim ou eu ter sonhado com Jacob. O fato é, que eu nunca tinha sentido algo tão bom e forte antes. Eu me sinto feliz como eu nunca fui, parece que o mundo tem mais cor, parece que ele ta mais vivo.
Olhei pro lado e Nessie não estava, olhei para o outro e vi o despertador: 09h35min, ou seja, hora de levantar! Levantei, me espreguicei e fui para o banheiro




fazer minha

Escutei uma batida na porta. Claro que eles já sabiam que eu estava acordada.
- , querida?- Mamãe disse, sai do banheiro e disse:
-Pode entrar mãe!- E fui para o closet



Que agora era metade meu e metade da Nessie, já que ela era um pouco como Bella - não gostava de coisas muiiito extravagantes, mas mesmo assim tinha bastante roupa e o closet era enoorme -, fui escolher uma roupa leve já que o dia lá fora estava com sol – uma coisa não muito normal aqui, como Nessie falou a mim ontem a noite – Optei por uma roupa



mais confortável, claro esta frio mais eu não sinto tanto assim

Sai do closet e mamãe estava sentada na minha cama.
-Sim? –Perguntei
-Nada!- Sorriu, sorri de volta. – Vamos descer?
-Sim! –Respondi. Descemos conversando. Como era domingo nenhum dos Cullen tem que ir para escola ou trabalhar, então todos estavam ali.
-Olá querida!- Esme me cumprimentou.
-Oi Esme, oi gente!- Falei pros outros.
-Oi !- Disseram Alice, Nessie, Bella, Rosalie, , Tia Julia e Tia Julia juntas e...
-Ué!? Cadê os homens daqui? – Perguntei. Alice suspirou, levantou do sofá e veio ate mim e me abraçou de lado.
-Não sabemos. - Disse ela.
-Como assim não sabem?- Tentei ver alguma coisa, mas não consegui.
-Não adianta, se eu não consegui ver você também não vai. Eles devem ter saído com Seth. – Olhou para Nessie.
-O que? Eu não tenho nada a ver com isso.
-Mais eu não disse nada- Alice falou rindo. Ri também indo sentar-me na mesa de mármore da cozinha



-Huum... Panquecas adooooro. - Esme sorriu.
-Não sei como você gosta. Eu detesto panquecas. –Nessie falou com nojo.
-Ah... Eu gosto. –Disse e comi. Terminei de comer e todas foram para a sala.
-O que vamos assistir?- Perguntou Nessie. Alice viu e disse:
-Um de Drama/Romance.
-Drama/Romance? – Bella perguntou.
-Sim, Cartas para Julieta (N/A: Ainda não assisti mais eu vou)
-E temos esse filme aqui?- Perguntou Nessie, olhando para as prateleiras cheias de DVDs e CDs
-Sim, Hã... - Seus olhos perderam o foco e voltaram- Ali – Apontou.
-Achei.
-Perai, esse filme não saiu a 2 meses?- Perguntei e Bella, Esme, Rosalie, Nessie e olharam para Alice.
-A o que? É bom comprar filme não é?
-Se fosse só os filmes- Bella falou.

Capítulo 8:

Colocamos o filme e todas se acomodaram na sala, eu, Nessie e no chão e Mamãe, Esme, Rosalie, Alice, Bella e Tias Julia e Kristen no sofá. Estávamos com os “aiin”, “oown”. Passaram-se quase duas horas e o filme acabou.
-Ahh. Que bom que eles ficaram juntos. -Disse
-Não é?- Falei. – O que vamos fazer agora?
-Caçar?- Esme
-Vamos!-Rosalie, que estava quieta falou. Todas saíram pela porta dos fundos, começamos a correr, pulamos o rio e logo sentimos o cheiro de um rebanho de cervos, eu e Reneesme ficamos ali, as outras foram atrás de algo maior.
-Aquele é meu- Disse apontando para um médio perto de uma poça d’água.
-Então aquele ali é meu- Ela apontou para outro médio perto de uma pedra pastando. Preparamos-nos para atacar, então atacamos. Deixei o meu inconsciente e suguei-lhe todo o sangue, joguei o corpo seco do animal para o lado e coloquei fogo nele. Olhei para o lado e vi Ness sentada sorrindo para mim, fui até ela.
-Que foi?
-Nada, olha!- Me mostrou seu celular – Não é fofo?- Estava escrito ali um: Te amo eternamente. De Seth.
-Que fofo!- Disse
-Não é?- Disse ela manhosa.
-Falando nisso será que eles já chegaram?- Perguntei.
-Não sei...
-Meninas? Vamos?- Rosalie chamou
-Vamos... -Dissemos juntas
-Corrida?-Nessie disse para mim e
-Vocês duas só vão ver uma coisa!-
-O que? –Perguntei.
-Minhas costas -Apontou pras costas e saiu correndo.
-Hey! Isso não vale -Nessie gritou e saímos correndo a tempo de ouvir: Crianças das mais velhas.
Kayla estava a uns 5 metros de mim e uns 7 de Nessie. Eu estava quase chegando nela. Chegamos perto do rio ela deu uma pequena parada e eu aproveitei para acelerar mais, pulei o rio e cheguei ao jardim da mansão. Virei-me para trás e vi um com cara de surpresa.
-Mais o que...?- Dei de ombros como que: “desculpa-mais-eu-fiz”
-Hahahaha, querida, acho que você achou uma concorrente a altura. - Nessie falou feliz.
-Humpf! É acho que sim né!-Ela falou divertida. Rimos
-Ué... Eles não voltaram ainda?- Julia
-O que será que eles estão aprontando?- Rosalie
-Já tentaram ligar para eles?- Perguntei
-Já, mas todos os celulares estão desligados!-Alice
-Mais o Seth me mandou uma mensagem agorinha, não é ?- Nessie disse.
-Sim!-Confirmei
-Melhor ligar de novo não?- Kristen.
-Sim, vou ligar- Reneesme disse, pegou o celular e discou um número. Chamou, chamou e caiu na caixa postal.
-Emmett vai me explicar direitinho porque eles fizeram isso- Rose disse com cara de má.
-Edward também. - Bella
-Jasper também. –Alice
-Carlisle também- Esme
- também-
-Seth também- Nessie.
Entramos e ficamos a toa, quando ouvimos sons de carros diminuindo a velocidade e entrando na estrada de terra.
-São eles!- disse.
-AAA mais eles vão ver só- Rosalie disse indo em direção da porta.
-OII FLORES DO MEU JARDIM- Emmett entrou gritando
-ONDE É QUE VOCÊ ESTAVA SR. EMMETT MCCARTY CULLEN? E PORQUE NÃO ATENDEU O CELULAR? ALIAS PORQUE VOCÊS NÃO ATENDERAM O CELULAR? SAIBAM QUE FICAMOS PREOCUPADAS ESTÃO ENTENDENDO? E AI DE VOCÊS SE FIZEREM ISSO DE NOVO!- Rosalie gritou muito brava. Tadinho do Emmett, ele tava com um sorriso de orelha a orelha e agora ta muchiinhoo.
-1º Rosalie- Edward disse – Nós fomos comprar coisas, 2º nós todos desligamos os celulares para vocês não perturbarem, 3º vocês não tinham nada com o que ficar preocupadas e 4º se vocês não quiserem que nos façamos outras festas tudo bem!- Ele disse dando de ombros.
-Peraí, perai! Festa?- Alice disse com os olhinhos brilhando, serio deu medo- Porque vocês não disseram isso bem muito antes?-Disse ela indignada.
-Porque dessa vez nós vamos organizar a festa!-Disse
-Vocês?- disse. Todas se olharam e caíram na gargalhada.
-Ahh muito obrigado pela confiança garotas- Jasper disse.
-A desculpa, mais é que vocês não têm o mínimo de noção para fazer uma festa!- Esme disse.
-Aé?-Carlisle disse- Pois então iremos fazer uma festa e vamos arrasar!
-Nossa, o vovô dizendo essas coisas?- Nessie
-O negocio é serio- Alice – Ta bom então! Mais não iremos ajudar em N-A-D-A, nada!-Soletrou.
-Ta ué- Seth que ate então não tinha dito nada falou. Emmett continuava magoado.
-A ursinho me desculpe?- Rose perguntou passando a mão no rosto dele.
-Não sei não, você gritou comigo- Disse
-Por favor, me desculpe?!- deu um selinho nele- Por favor?- Deu outro.
-Nha eu não consigo ficar longe da minha ursinha!- Disse ele abraçando ela e beijando-a.
Só quero ver como vai ser essa festa, pensei sorrindo.


Capitulo 9:



-Amanha tem aula!-Disse Nessie da geladeira

-Né. - Disse

-Como “né”? Você vai não é?-Perguntou ela ainda da geladeira

-Sim?

-Sim!-Disse ela ainda da geladeira. Meu Deus isso já tava dando agonia

-Vou... Ness o que você ta procurando ai hein?- Perguntei logo

-Ah, uma maçã!- Ela falou e eu olhei para a fruteira que tinha na minha frente.

-Sabe? Aqui tem!- Ela fechou a geladeira e olhou para a fruteira.

-Você devia ter falado antes.

-Eu não sou leitora de mentes. - Ela riu, pegou a maça e deu uma mordida

-Mas é vidente... Sabe? Você tem que ter uma roupa pro seu primeiro dia de aula e isso significa...

-Significa...?

-COMPRAS!-Gritou

-Eu ouvi compras?-Alice aparece do nada

-Sim, tia! Eu e iremos fazer compras!

-Eu posso ir?

-Claro!-Reneesmee disse.
–A propósito, Cath, Ju e Kris vocês não querem ir conosco?- Alice perguntou

-Claro- Disseram juntas aparecendo na cozinha

-Afinal, eu e Kris vamos para a escola também- Tia Julia disse

-Mas será que nossa aparência não vai dar nada? Nós não parecemos tão jovens assim. - Kristen disse.

-A... – Alice começou a dizer mais foi interrompida.

-Meninas, reunião na sala!-Esme disse.

-Vamos.

Chegamos lá e todos estavam menos Seth que já tinha ido embora.
-Bom, como todos sabem temos novas integrantes na família Cullen- Carlisle começou dizendo- Agora vamos ter que arrumar uma história para os humanos que eu já tenho em mente.

-Qual?- Nessie perguntou.

-Catherine é uma irmã de Esme, que vivia em Londres com suas 3 filhas, Catherine tem 30 anos que não podia engravidar então adotou as gêmeas, Julia e Kristen de 18 e
17, como os outros já cursaram a ensino médio estão na faculdade, somente vocês 3, Nessie, e
estão no colegial, vocês vieram morar conosco porque a casa em que vocês moravam pegou fogo. Tudo bem?

-Sim- Mamãe disse.

-Ok, agora vocês estão dispensados para fazer o que estavam fazendo- Disse ele

-Nós vamos para o shopping!- Alice

-Eu também vou!-Rosalie falou

-Bella, não vem?-Alice perguntou

-Hã... Não eu to bem aqui!- Hum, sei, ela que é ficar sozinha com o Edwardzinho, haha, Pensei e ele me olhou um pouco constrangido mais mesmo assim divertido. Fomos para a garagem.

Foi eu, Nessie, e Tia Julia no carro da Ness e Mamãe, Rosalie, Alice e Tia Kristen no carro da Rose.


(...)



Descemos dos carros.

-Ta, primeiro vamos à loja da Chanel!-Disse Ness

-Nananinanão!- Alice- Primeiro vamos à Dolce e Gabbana!

-Chanel. –Ness

-Dolce e Gabbana!-Alice

-Chanel! E pronto!- Disse, Alice ficou emburrada- Ah, Lice, depois vamos à Dolce e Gabbana!- Prometi

-Ta... A meu Deus que blusa lindaa, vamos! - Saiu me puxando.

Provamos taantaas roupas que eu até perdi a conta, quando Nessie e disseram que era uma tortura quando Alice resolvia fazer essas coisas não
estavam brincando. Estou cansada de tanto provar roupa.

-Chega, Alice! Eu não agüento mais. –Quase implorei para ela.
-É acho que POR HOJE chega!- POR HOJE? Ai meu Deus ate quando isso vai durar? (N/a: Para a eternidade, baby kkkk)
-É acho melhor irmos- Rosalie- Só quero ver o que aqueles lá estão aprontando. –Falou estreitando os olhos.

-E se eles quebrarem algo além de limpar vão me dar igualzinho ao que era- Disse Esme

Estávamos indo em direção a saída do shopping quando sentimos um cheiro de vampiro. Ficamos todas em alerta olhando de um lado para o outro.

-ESME QUERIDAA!!- Alguém gritou, olhamos para trás para ver quem era. VAMPIRAS.

-Tânia, querida, quanto tempo?!- Esme disse indo em direção a vampira “Tânia” e suas amigas? Seus olhos eram iguais aos nossos.

-Oh! Eu não as conheço!- Disse apontando para nós quatro.

-São as mais novas Cullen, elas estão com uns problemas com os Volturi e nós iremos ajudá-las.

-Bom, se fazem parte da Família Cullen, é parte da Família Denali, nós iremos ajudá-las no que for preciso, porque nós defendemos a família. E bom... Sou Tânia, minhas irmãs: Kate
e Carmen, Eleazar esta em Denali, nós só estávamos de passagem e aproveitamos para vim fazer umas comprinhas!

-Ah que ótimo! Vocês não querem ir para nossa casa? Os meninos estão organizando uma festa.

-A não... Peraí, você disse “os meninos estão organizando uma festa”?- Perguntou

-Sim.

-A eu não perco isso por nada!- Disse Tânia

-Eu muito menos- Kate e Carmen falaram juntas.

-Então vamos! Vocês estão de carro?- Perguntou

-Sim

-Então vamos!- Disse Alice e fomos para o estacionamento.



Capítulo 10:




Estávamos chegando à casa dos Cullen, que agora era nossa também, e de longe dava pra ouvir barulhos na casa.

-O que será que eles estão fazendo?- Tia Julia perguntou.

-Não sei mais parece bagunça- disse e rimos.

Estacionamos na frente da casa e a barulheira só aumentou, era uma mistura de musica com coisas sendo arrastadas e muito mais.

-Se eles quebrarem algo, terá a ira de Esme Anne Platt Evenson Cullen.
-Calma, vovó.

Entramos na sala e a casa estava organizada até, claro tinha um monte de coisas espalhadas no chão, mais fora isso... Um Emmett meio doido passou correndo por nós dizendo um:

-Oi Tânia, Kate e Carmen – E elas respondendo com outro “oi”. Então ouvimos Jasper gritar do andar de cima:

-Edward, onde estão os seus CDs de musica mais atual hein? Aqui só tem velharia!

-Não tenho culpa se você é sem cultura!- Respondeu ele

-, você tem CDs melhores que os do Edward, não têm?- Perguntou

-Claro, não sou um sem cultura, mas também sei escolher!

-Ótimo, onde estão?

-Na prateleira do meu quarto né!

-AAAA NÃO, NÃO, NÃO. NO MEU QUARTO NINGUEM ENTRA NÃO!- disse e saiu correndo escada acima em direção a seu quarto.

-AAA Kayla me deixa entrar!!- Jasper disse

-NOT, GEEN, NUK KA, NEIN, EZ DAGO, HE, INGEN, NIE, PAS- Nossa agora ela humilhou legal o simples inglês. (N/a: Uaau, xD, créditos ao tradutor do Google, isso tudo quer dizer um simples ‘não’)
-Então me de os CDs!- Disse e ouvimos os sons de CDs, a porta abrindo e Kayla dizendo:

-Toma!- E fechando a porta de novo.

-Nossa! Parece que tem ouro dentro do quarto?!- Disse

-Liga não ela é assim mesmo, não gosta que ninguém entre no quarto dela e do .- Rose falou.

Eu fiquei com uma cara do tipo “Tô-pensando” e depois sorri maliciosa.

-Não é nada disso que você esta pensando. -
disse aparecendo do nada.

-Mas eu não pensei nada!- Falei com cara de anjo.

-PENSOU SIM!- Edward gritou de algum lugar.

-NÃO PENSEI NÃO!- Gritei de volta.

-SEI!-Gritou novamente.

-Pra quando que é essa festa?- Kate perguntou.

-Pra sexta!- Respondeu Carlisle.

-Então dá para chamar Eleazar.

-Sim- Alice disse batendo palmas e saiu correndo chamando Jasper. Para fazer o que? Prefiro nem pensa nisso sabe!

-Que bom!- Disse Ness

-O que?

-Seth irá vir para a festa!

-Você ligou para ele?

-Sim, e eu chamei outros lobos, essa festa promete- Disse ela com cara de sapeca!

-Nessie? Esta me assustando. –Falei

-Não precisa, eu só disse que essa festa promete, ou seja, vai ser demais!

-Sei... Bom vamos lá pra cima?- Perguntei

-Sim!- Subimos, organizamos nossas roupas e ficamos conversando, Reneesme estava se tornando minha melhor amiga! Assim como . O que eu espero é
que continue assim. Logo escureceu e logo também fomos dormir, o dia foi tão cansativo que caímos rápido no sono e... Uaah... E eu sonhei novamente com o homem mais lindo da terra, em minha opinião claro.




Capitulo 11:




Acordei com uma Reneesme pulando em cima da MINHA cama, ou seja, em MIM.

“-AAAAAAAAAA, SAI DE CIMA, CANGURU.” – Gritei pra ela, que continuou pulando.

“-Andaaa temos que nos arrumar.”- Disse ela. Olhei pro despertador 5:00 da MANHA.

“-NESS, SÃO 5:00 DA MANHA, E NÓS SÓ TEMOS AULA DAQUI 2 HORAS.”- Continuei gritando

“-Eu sei, mas demora para escolhermos uma roupa e arrumar o cabelo.”- Disse ela.

“-ALICEE!”- Gritei Alice e ela apareceu no quarto.

“-Sim?”

“-Que roupa iremos usar?”- Perguntei a ela. Seus olhos perderam o foco
“-Você ira usar uma calça saruel jeans,
Com uma blusa tomara que caia rosa,salto gladiador roxo,cabelos presos em uma trança meio bagunçada
e Nessie irá com uma calça cenoura cinza,blusa preta de manguinha e All Star, cabelo solto. Nessie, você não irá assim!”- Alice disse.

“-Vou sim!”-Ness falou.

“-Grr, teimosa que nem a mãe!”-Disse Alice

“-Hey, eu ouvi isso hein!”- Bella gritou lá de baixo

“-Eu não estou mentindo!”- Respondeu ela, eu só ria e fui para o banheiro fazer minha higiene pessoal, não demorei muito, já estava vestindo a roupa que Alice falou e arrumando meu cabelo, Nessie também.

Descemos.

“-Bom dia, querida!”- Mamãe disse e deu um beijo em minha bochecha

“-Bom dia família.”- Disse simplesmente, eles se tornaram minha família.

“-Bom dia!”- Todos disseram.

“-E ai nanica, pronta para ir pro inferno?”- Tinha que ser o Emmett.

“-Estou e não sei se vai ser verdadeiramente um inferno! E EU NÃO SOU NANICA!”- Disse e sorri.

“-Credo, parece a Alice, você me dá medo!”- Todos riram e só eu e Alice dissemos:

“-Hey!”- E demos um tapa nele. Sentei-me e comecei a comer.

“-Seus horários serão todos com um dos 3.”- Alice falou.

“-Que bom, pelo menos não vou ficar rodada!”- Disse e era verdade, porque eu não conheço ninguém ainda e então eu ia ficar sozinha naquela escola? Nem pensar. Ouvi Edward rindo baixinho e lancei-lhe o meu melhor olhar mortal. Acho que funcionou porque ele parou na mesma hora.

“-Carlisle!”- Alice disse.

“-Esta bem, Alice, esta bem. Vá e mostre a ela.”- Ela soltou um gritinho e veio pulando ate mim.

“-Ai, o que foi?”- Perguntei.

“-Você vai adorar!”- Eu tentei ver o que era.

-Não adianta, meu bem, Nessie esta lá, você não conseguira ver nada!”- Assim como Alice minhas visões não funcionavam com outros híbridos alem de mim, ou seja, nem meio-vampiros e nem lobisomens- Feche seus lindos olhinhos!”- Ela ordenou e eu o fiz, e para garantir que eu não veria nada ela tampou meus olhos com as mãos.

“-Gente, que suspense é esse?”- Perguntei, já que eu ouvia vários passos atrás de nós.

“-Não seja apressada, você já ira descobrir.”- Andamos mais uns 12 passos e paramos.

“-Só abra quando eu mandar”- Disse ela

“-Certo!”-Assenti.

-1... 2... 3... E... Pode abrir!- Ela tirou as mãos dos meus olhos e eu abri e...

“-MEU DEUS! Isso é... Isso é...”

“-Um Porsche Cayenne, Segunda Geração novinho.” - Alice disse

“-AAAAAAAAAAAAAAAAAA”- Gritei e comecei a pular- “MEU DEUS, QUEM FOI O ANJO?”-Disse. Ta isso soou mais como uma ironia, já que eu os chamei de “anjo”, a aparência é realmente de um, mas eles se consideram como “demônios”, coisa que eu acho realmente impossível, pois eles são as “pessoas” mais lindas e boas que eu já conheci.

“-O “anjo””- Rosalie disse fazendo aspas com os dedos quando disse anjo- “Foi Carlisle”- Ta, Carlisle realmente se parece um anjo. Ironia talvez?

“-AAA, obrigada Carlisle, obrigada”- Disse e o abracei, ele retribuiu.

“-De nada, querida!”- Ele sorriu- “Na verdade o presente é de todos nós- Disse ele.”

“-Então, nesse caso, obrigada a todos”- Falei.

“-E para estrear o seu lindo e novo carro, iremos com ele para a escola!”- Nessie disse.

“-Hã, mas perai”- Carlisle disse- “Você tem carteira, ?”- Perguntou ele.

“-Tenho”- Respondi-o.

“-Tudo bem, podem ir!”- Disse ele e eu, Nessie, Julia e Kristen fomos no meu carro.

Que chique: MEU carro, aii! E e foram na moto dele.

Saímos da garagem e passou na frente, já que eu não sabia pra onde era a escola. Na auto-estrada eu acelerei para ver o quanto esse bebê corre e a criança corre, parecia até que tinham mexido nele.

“-Gostou?”- Ness perguntou

“-Claro! Alguém mexeu nele?”

“-Rosalie. Ela é boa com mecânica, você acha que aquele conversível dela era o Emmett que mexia? Há! Tio Emm não mexer nem no jipe dele, quem mexe é Tia Rose! Todos os carros e motos.” -Disse ela

“-Uau”- Falei diminuindo a velocidade, pois estávamos entrando na cidade, * Até que é grandinho aqui* pensei. (N/a: A cidade cresceu um pouco mais, mas não aquela coisa “nossa, olha quanto cresceu”) virou e paramos em um sinal. E todos que - já – estavam na rua, saindo de casa, indo trabalhar ou indo para a escola
pararam para olhar o reluzente Porshe, que como os vidros eram escuros não dava para ver quem estava dentro, o sinal abril e seguimos para a escola com todos ainda olhando em direção ao Porsche.

Capítulo 12:



Estávamos chegando à Forks High School como a placa dizia. Entramos no estacionamento e assim como no sinal todos pararam o que estavam fazendo para olhar em direção a entrada. E dava para ouvir varias pessoas fazendo a mesma pergunta: “Quem são?”.
parou em uma vaga e eu estacionei ao lado, desliguei o carro.

e já haviam descido da moto e estavam dando a volta no carro. Abrimos as portas ao mesmo tempo. Dava para escutar os garotos dizendo besteiras e suas namoradas reclamando deles. Descemos, fechamos as portas e eu apertei o alarme do carro, os dois vieram até nós e
disse:

“-Vocês estão causando, priminhas!”- Falou sorrindo. Rimos- “Vem, vamos à secretaria para pegar os papeis.”- Nessie suspirou. Ajeitei minha mochila nas costas, não sei por que eu vim com essa blusa e salto, podia ter vindo com uma regata, moletom e All Star, mais básico e combina mais.
Julia e Kristen estavam de salto, jeans e uma blusa colada demais
e isso combina com elas para vir à escola. O gosto é delas, eu não tenho que discutir isso. MAS, como eu sou do contra E teimosa, eu trouxe outra blusa e um moletom confortável, eu iria trazer um All Star também, mas eu não ia colocar meu salto alto dentro da mochila. Até porque seria estranho e Alice iria me matar quando eu chegasse a casa. FATO.

Enquanto íamos andando escutávamos a mesma pergunta do estacionamento. Fomos até a secretaria e entramos.

“-Aff!”- e Nessie disseram baixo.

“-O que?” –Perguntei

“-Rebbeca Bens, a fofoqueira da escola, ela com certeza irá escutar toda a conversa aqui e irá espalhar para a escola quem são vocês.”- Falou baixo e rápido de modo que nenhum humano iria ouvir.

“-Olá!”- Uma mulher de cabelos pretos lisos, magra e de um belo rosto disse. Aos humanos, ela é linda.

“-Oi, Hair, alunas novas.”- Nessie falou.

“-Oh! Vocês devem ser as sobrinhas de Esme! , Julia e Kristen certo? Vocês são adotadas não é? Oh, me perdoe é que algumas pessoas estavam comentando, parece que é comum todos da família Cullen serem adotados, oh me desculpe de novo é que dizem que Esme não pode ter filhos e eu acho que a mãe de vocês também não,
não é? Meu Deus, me desculpe novamente é que eu não consigo controlar o que eu falo, sempre sai demais sabe? “

“-Hair, pára, pára, respira”- falou e assim ela fez, parece que estava certa, Hair terminou de falar e a tal de Rebbeca saiu apressada. *Cobra* pensei, essa tem que ter cuidado comigo, odeio gente que é assim, ta certo eu falo dos outros, mas eu não saio contando para todos.

“-Só os horários, please”- Nessie pediu.

“-Certo, aqui estão e o papel para os professores assinarem, tragam de volta no final da aula, por favor.” –Pediu

“-Tudo bem”- Kristen disse. Nós combinamos de eu parar de chamá-las de Tia, porque agora para todos os efeitos somos irmãs, então eu parei de chamá-las assim ontem. Às vezes escapa, mas é por causa da convivência né? Não da pra mudar de uma hora para a outra. Bom, na verdade tem, mas isso já é outro assunto.

“-Sua primeira aula é de que?”- Nessie perguntou para mim.

“-Literatura, com a Profª. Magie.” (N/a: Lê-se Mégui, acho bonito esse nome, por isso é o nome da profª. mais legal)

“-Ah, não é a minha.”- Disse ela.

“-Mas é a minha”- disse sorrindo e eu sorri também

“-E a de vocês?”- perguntou para Kris e Ju.

“-Química”- Kris

“-Matemática”- Ju

“-Kris, você vem comigo”- Ness

“-E Ju comigo”- disse, ela foi até e lhe deu um selinho.

“-Bom, então até mais né!”- Disse, passei meu braço pelo o do e ele nos guiou para a sala.

“-Você tem vergonha?”- perguntou rindo.

“-Não... Um pouco por quê?”

“-Porque a Profª. Magie vai querer que você faça um relatório de você mesma...”

“-Bom...”

“-Na frente de todo mundo da sala.” – Ele completou.

“-Ah, isso é mau.” – Disse parando.

“-Não se preocupe, ela é legal, vem.”- Disse ele me puxando. Entramos na sala e já tinha algumas pessoas sentadas com suas duplas, eu e sentamos no fundo da sala e ficamos conversando um pouco. A sala já estava cheia e a Profª entrou logo dizendo:

“-Bom dia, meus queridos!”- Ela era de estatura média, seios grandes para seu tamanho, cabelos com tintura loira que antes de tudo isso eu acho que era preto, branca com sardas nas bochechas, o que eu achei bonitinho até, se não fosse um pouco infantil, tinha o sotaque diferente então eu perguntei.

“-De onde ela é?”

-Ela é russa- disse- “Mas apesar do sotaque, ela está no E.U.A desde dos 12 anos.”

“-Ah tá” – Disse.

“-Oh! Vejo que temos uma linda aluna nova!”- O meu Deus eu estava torcendo para ela não me notar. Tá, como se isso fosse possível. –“Venha aqui, querida!”- Dei uma olhada to tipo “Socorro” para , que só sorriu me encorajando. Levantei e caminhei em direção a frente da sala. Todos os garotos ficavam de queixo caído quando eu passei. Levei meu papel para ela assinar, ela o fez e disse:

“-Vamos lá se apresente!”

“-Bom... Sou Brye Platt Everson, 17 anos, sei que pareço ter mais. Sou filha adotada de Catherine Brye Platt Everson e Royce Brye Codden, ele morreu há 10 anos, eu tenho duas irmãs gêmeas também adotadas Kristen e Julia Codden Platt Everson, de 18 anos. Sou sobrinha de Esme e Carlisle Cullen e prima de Edward, Emmett, Jasper e
” - Suspiro de garotas – “Isabella, Rosalie, Alice e ” - Suspiros de garotos- “Nós nos mudamos para cá porque nossa casa em Londres pegou fogo, puro descuido e Tia Esme nos chamou para vivermos com eles.” –Suspirei e olhei para a professora.

“-Ok, querida, pode se sentar.” –A aula passou rápida e as seguintes também até tocar o sinal para o intervalo.

“-Aleluia”- disse enquanto nós saímos da sala e eu ri. Fomos para o refeitório encontramos Kris, e Ju sentados em uma mesa afastada e Ness nos chamando da fila para pegar a comida. Fomos para lá, não demorou muito e eu já estava pegando a minha comida: Uma maçã, um refrigerante e um pedaço de pizza. Fomos rindo até a mesa e nos sentamos.

O resto do dia se passou do mesmo jeito: Apresentações, risadas e pessoas falando sobre nós. Bateu o sinal e todos saíram voando para o estacionamento, nós não. Tínhamos que ir à secretaria entregar os papéis.

“-A gente já vai ta?”- disse.

“-Tudo bem”- Dissemos juntas e rimos.

“-Tchau, nos vemos em casa.” –Disse e os dois se foram.

“-Vamos”- Disse. Entramos na secretaria e Hair estava lá- “Aqui está”- Falei entregando os papeis.

“-Obrigada!”- Disse ela- “Tchau.”

“-Tchau! “–Dissemos. Saímos da escola indo em direção ao estacionamento, estava quase vazio, fomos em direção ao carro, o destravei. Uma rajada de vento passou trazendo cheiros, ainda bem que eu troquei a blusa, Alice iria me matar eu sei, mas... De repente um cheiro forte e um pouco familiar passou, olhei em direção a floresta: Nada. Apertei mais os olhos e vi dois grandes pares de olhos negros e uma enorme cabeça de lobo avermelhada. Kris me chamou a atenção para eu entrar logo no carro. Olhei novamente no mesmo local e não tinha mais nada lá, apenas floresta. *Deve ser coisa da minha cabeça* pensei. Então estávamos novamente na auto-estrada e eu testando novamente meu bebê. Logo chegaríamos a casa.

Capítulo 13:



Chegamos a casa e tava uma barulheira doida. Só podia ser aqueles sem noção dos meus “primos”.

“-Meu Deus! Tão desmontando a casa é?”- Nessie falou

“-Só pode!”- Julia disse. Entramos em casa e tava tudo de pernas pro ar.

“-Vovó? Catherine?”- Nessie chamou e nada. –“Onde será que estão elas? Porque se estivessem aqui já tinham desmembrado um, por causa da bagunça.”

“-Gente! Gente!”- apareceu, com cara um pouco apavorada. –“Eles vão pôr a casa a baixo desse jeito. Temos que fazer algo!”- Falou ela. Nessie então pegou o celular e discou o numero de Esme. Que atendeu no primeiro toque.

“-Oi, querida!”

“-Vovó? Onde vocês estão? Vocês precisam vir para cá agora!”

“-Calma querida, o que houve?”

“-Os garotos simplesmente estão quase botando a casa a baixo.”

“-O QUÊ?”

“-Nessie, o que você esta fazendo?”- Emmett perguntou- “Falando com Esme?”- Ele perguntou meio assustado- “Me dá esse celular aqui”- Falou e tomou o celular de Nessie e logo em seguida pegou os nossos, como eu não sei .*Ele é vampiro né, dã! Super velocidade lembra?*. Meio que meu subconsciente disse/pensou, sei lá. E saiu correndo.

“-Hey, volta aqui!”- Disse e sai correndo atrás de um Emmett doido. – “Emmett, me devolve esses celulares AGORA!”- Gritei, saímos para os fundos, passamos perto do rio, entramos em casa novamente e subimos e ele desapareceu. – “EMMETT, APARECE AGORA!”- Exigi, até que eu tive uma idéia. Bom se ele não quer devolver as NOSSAS coisas eu vou pegar algo DELE.
*Haha como eu sou esperta*.

“-NOSSA, MUITO ESPERTA!”- Edward gritou de algum lugar. *Ah fique quieto e não enche*. Pensei, fui correndo até o quarto dele e de Rose. Confesso: o quarto é até normal, pensei que teria algo mais pervertido. (N/a: kkkk é surpreendente até pra mim que escrevi isso kk xD) Hmm deixa eu ver o que eu vou pegar aqui. *Olha um ursinho será que é dele? Edward, o ursinho é dele?* perguntei por pensamento

“-SIM!”- Ele gritou lá de baixo peguei o ursinho com um sorriso malvado.

“-Olá, Teddy! Que tal darmos uma voltinha?”- Falei com o urso. Que horror eu estava falando com um urso de pelúcia e que ainda por cima tinha uma camiseta escrita Teddy atrás e eu amo você na frente.

“-NÃÃO, O TEDDY NÃO!”- Emm gritou aparecendo no quarto, me olhando. –“Não faça nada, querida ”- Sorri e pulei pela janela de vidro do quarto, aterrissando com leveza no chão, comecei a correr em direção da floresta- “NÃÃO, ,VOLTAA! TRAZ O TEDDY DE VOLTAA! NÃO FAZ ISSO, ELE TA COM MEDO!”

“-QUE NADA! ELE TÁ ADORANDO A CORRIDA, NÃO É ,TEDDY? HAHAHAHA.” –A floresta passava voando por mim, ela era só um borrão. De repente uma visão:




“-Se acalme querida, Jane. Logo iremos atacar, se como disseram elas estão com os Cullen será como da última vez, elas iram pagar por isso.” –Aro falou

“-Mestre, e se elas fugirem novamente?”- Perguntou Jane

“-Não vão. Eu tenho uma idéia em mente, elas não vão escapar novamente.” - O ancião do Clã Volturi anunciou.

“-Ótimo, mestre!”- Disse a vampira da dor sorrindo.




Parei abruptamente, o que fez Emmett quase bater em mim devido sua velocidade. Eu estava no mínimo com cara de assustada.

-O que foi?- Perguntou ele

-Eu... Eu tive uma visão... Os Volturi – Eu estava ofegante não sei por quê.

-...?- Senti meu corpo pesar e ficar tudo escuro.

(...)

“-Ela vai acordar daqui uns 5 minutos, não me surpreenderia se ela estivesse nos escutando agora”- Ouvi a voz de fada de Alice.

“-Ela esta escutando”- Edward disse.
“-Filha? Querida, você pode me ouvir?”- Mamãe disse, eu queria gritar SIM, mas minhas forças já eram, não, eu não ia me entregar. Forcei meus olhos a abrirem e eles me obedeceram. – “Oh meu bem! Que susto você nos deu.” – Disse ela me abraçando

“-O que... Aconteceu?”- Perguntei confusa

“-Você desmaiou na floresta quando estávamos correndo”- Emmett disse.

“-Desmaiei?”

“-Sim, você disse teve uma visão com os Volturi... “–Quando ele disse Volturi a lembrança da visão veio.




“-Se acalme querida, Jane. Logo iremos atacar, se como disseram elas estão com os Cullen será como da última vez, elas iram pagar por isso.” –Aro falou

“-Mestre, e se elas fugirem novamente?”- Perguntou Jane

“-Não vão. Eu tenho uma idéia em mente, elas não vão escapar novamente.” - O ancião do Clã Volturi anunciou.

“-Ótimo, mestre!”- Disse a vampira da dor sorrindo.




“-O que será que ele tem em mente?”- Edward perguntou mais para si do que para os outros.

“-Eu e Alice já teríamos visto o que ele planeja não é? Mas eu não vi nada; você viu algo envolvendo os Volturi, Alice?”- Perguntei

“-Não, a ultima coisa que vi foi o mesmo que você.”

“-Hã... Gente, nós não estamos entendendo nada!”- Kate falou por todos, então eu expliquei a visão e eles entenderam nossa conversa.

“-Bom, só nos resta esperar para ver o que ele planeja”- Carlisle disse – “Mas por enquanto deixemos isso de lado sim? Temos que organizar a festa”- E os meninos falaram um “Aé”.

“-Ta! Mais nós iremos ajudar, porque eu não quero nada quebrado aqui e nem essa bagunça!”- Esme falou

“-Sim, vocês parecem mais um monte de crianças bagunceiras, até você Carlisle que eu achei que iria botar ordem aqui!”- Mamãe disse, Carlisle ficou sem jeito.

“-É que isso esta nos envolvendo, querida “cunhada””- Falou ele e sorriu

“-Oh claro!”- Esme disse- “Minha querida “irmã” tem razão”- Deu um abraço de lado em minha mãe- “Eu achei que você iria botar ordem aqui, Carl.”

“-Certo, certo, iremos arrumar isso, e sim vocês podem ajudar, até porque cá entre nós: essa festa tem que ter o toque feminino de vocês.”- Disse ele baixo, mas é claro que os meninos iriam ouvir.

“-Obrigado pela força, pai!”- Disseram eles em coro. Ficamos o resto do dia organizando a festa, quando foi meia-noite eu e Nessie demos boa noite a todos e subimos para dormir.
Acordei de manha com o despertador. Levantei, me espreguicei, e fui fazer minha higiene pessoal. Tomei um banho gostoso e coloquei minha roupa para ir para a escola.

Desci e todos estavam na cozinha *estranho, os meninos sempre ficam na sala*

-Oi, bom dia!- Falei dando um aceno geral e sussurrei um “bom dia, mãe” lhe dando um beijo na bochecha, me sentando na mesa pra comer.

-Nooossa!- Olhei Emmett com uma cara de interrogação- As mulheres Cullen estão gatas hoje uh? Vocês não acham dudes?- Ele perguntou para os outros que assentiram. Rosalie estava com um vestido que parecia de lã, todo caído, e com uma botinha que parecia um tênis, de cabelo solto.

Alice estava também com um vestido só que o dela era azul de alcinha, caído no busto, com um cinto abaixo do mesmo, uma meia-calça preta e uma bota azul, com seus pequenos cabelos lisos. (N/a: Só ignorem a outra modelo).

Nessie e estavam ambas com calça jeans escura, Nessie estava com uma blusa preta, um casaco também preto de couro, um tênis Nike e cabelo preso num rabo de cavalo. estava com um blusa rosa queimado, um casaco branco com capuz e uma fivela de caveira, e uma sapatilha bege, cabelo solto.

Esme estava com um vestido tomara que caia branco com um cinto e colete rosa, e um escarpam azul escuro, com o cabelo solto.

Kristen e Julia estavam bonitas. Kris estava com uma calça jeans escura, com uma blusa preta de manga comprida com decote em V, um sobretudo cinza, um xale preto e branco, bota estilo amazona, com seus lindos cabelos loiros e azuis presos de lado. Ju estava com uma jeans clara, uma blusa amarela também de manga comprida,
um casaco bege um pouco cinza, com uma botinha azul esverdeada e com seus belos cabelos loiros e rosas soltos.

“-Emmett, meu querido “primo”, nós não ESTAMOS bonitas. Nós SOMOS bonitas, meu bem!”- Eu disse sorrindo para ele.

“-Nossa... To impressionado com sua modéstia hein “prima””- Disse ele.

“-Não é pra menos querido, eu sou a modéstia em pessoa, gato!”- Falei pra ele com uma cara maliciosa.

“-Epa, epa, tensão sexual no ar!”- disse e eu senti meu rosto esquentar.(N/a: A roupa dele é o modelo do meio, ta gente?!).

“-Deixa de ser besta, !”- veio ao meu socorro percebendo meu desconforto- “Não ta vendo que ela só ta treinando para quando ela for naquele encontro!”- Hã? Perai, ela veio pra me ajudar, ou para me deixar com mais vergonha ainda?

“-Que encontro que eu não estou sabendo?” - Mamãe disse, e eu só corei mais ainda.
“-AI! Não tem encontro nenhum, que fica inventando coisa... “–A fuzilei com o olhar e esta se escondeu atrás de seu marido.

“-Ta, vamos logo”- Nessie disse, fomos para a garagem e foi como ontem: Eu, Nessie, Ju e Kris no meu carro. Mas hoje e foram no carro dele que é um Aston Martin.

Chegamos rapidamente à escola, e foi como ontem, as mesmas aulas, a mesma reclamando, a mesma Nessie pulando na fila, os humanos afastados de nós. Mas hoje tivemos que chegar perto, pois tínhamos que entregar os convites para a festa - que seria sexta-feira e hoje era terça-feira, o povo tinha que ter tempo para arrumar roupa né?! Afinal, como eles dizem: é festa na casa dos Cullen, então tinham que estar à
altura - fora isso correu do jeito monótono de sempre. E hoje eu olhei para o mesmo lugar de ontem e em vez de um lobo tinha um pássaro meio sinistro, tipo um corvo com corpo de águia, de olhos vermelhos. Eu sentia que ele estava me observando, mas eu deixei para lá, afinal, como eu disse ontem: Deve ser coisa da minha cabeça. Apostamos corrida para ver quem tinha o carro mais veloz; claro que quem chegasse primeiro
na estrada de terra venceria, afinal, não cabem dois carros lá não é? E adivinha quem venceu? Se você disse EU (N/a: Você, eu, você, eu, tanto faz kkkk), você acertou! Ta eu confesso dei uma trapaceadinha básica: Segurei os pneus do carro dele com meu eficiente poder. Noosssaa. Claro que ele percebeu e depois veio falar que eu trapaceei, e eu lógico me fingi de santa. Fingi tão bem que ele acreditou. Eu deveria ser atriz sabe, ou alguma agente secreta kkkk. Ta bom exagerei com o “agente secreta”, a mas é verdade. Então ajudamos os meninos a arrumar mais a festa, e quando foi de noite eu e Nessie fomos dormir.


Capitulo 14:

Acordei e Nessie não estava no quarto, olhei pro relógio 9:00Horas, levei um susto, olhei pra janela e vi o motivo: SOL, fui para o banheiro, vesti uma roupa simples, short jeans, blusa e uma rasteirinha, desci seguindo o barulho.

-Oi- Falei- Cadê as meninas?- Perguntei

-Estão lá fora treinando com Kate- Esme respondeu ternamente, como sempre e eu só sorri, passei na cozinha e peguei uma maça.

-O que vocês estão fazendo?- Perguntei para elas quando sentei no degrau da escada.

-Treinando!-Kate falou- Para aperfeiçoar os poderes

-Hum...-Disse simplesmente

-Quer treinar também?- Nessie perguntou

-Claro- Concordei levantando, me postei a frente de Kate- O que vamos trabalhar primeiro?- Perguntei

-Hum... Acho que sua projeção de fogo, você consegue formar alguma forma com ele?- Kate perguntou

-Eu acho que sim- Disse, estiquei minhas mãos para frente e me concentrei em um coração de fogo, logo ele estava saindo de minhas mãos e formando o coração logo acima delas.

-Que lindo- Nessie disse e concordou

-Faça outra forma- Então eu me concentrei no símbolo do infinito e este apareceu no lugar do coração, eu movimentava o fogo, conforme a margem do desenho, mais o fogo estava pesando – se isso é possível- e eu não consegui mais fazer nada, ele apagou.

-Ué?- Kate disse- O que aconteceu?

-Eu também não sei, o fogo pesou e apagou- Falei

-Pesou?- Perguntou descrente

-É, ele ficou pesado pra mim.

-Tente fazer novamente- Eu fiz o que ela pediu mais não aconteceu nada, nem uma fagulha, me concentrei mais ainda e nada, tentei mais uma vez, perdendo o fôlego e nada.

-Nada...

- ... Bom, vamos ver sua telecinetica?- e eu concordei com a cabeça, tentei flutuar e nada também, tentei novamente fazendo todo o esforço do mundo e nada, minha cabeça estava latejando devido ao grande esforço que eu estava fazendo.

-Não consigo- Declarei ofegando

-O que esta havendo com você?- perguntou

-Eu também não sei!- Falei, as mulheres que estavam lá dentro saíram, obviamente ouviram a conversa, tudo estava rodando e então a ultima coisa que ouvi foi Alice falando:

-Ela vai desmaiar!- Falou

- !- Gritaram as outras, depois disso somente escuridão...

(...)

-Você tem certeza Carlisle? – Ouvi a voz de Kristen falando com Carlisle

-Tudo indica que sim Kristen, os casos são muito, muito raros, já que não temos uma estimativa exata de quantos híbridos existem, mais ainda sim não deixa de existir.

-Mais porque com ela?- Julia

-Eu também não sei Julia, o caso dela é diferente, o normal seria ela ter somente um poder e nem isso, já que ela não é uma completa vampira, eu acho que a sobre carga de poderes sobre seu corpo é muita que uma hora acaba por acabar, para híbridos com somente um poder isso resulta ou em transformação em vampiro ou em um humano, que ainda sim não seria como os outros.

-Como assim?- Foi a vez de mamãe perguntar

-Bom... Ela sentiria dor como um humano normal, mais envelheceria como um hibrido ou pelo menos mais lento, muito mais que um humano, mais creio eu que isso levaria tempo. – Eu estava ouvindo bem? Eu iria me transformar em humana?

-Ou em um vampiro completo- Edward disse e toda a atenção foi voltada para mim, que estava ouvindo a conversa como se ainda estivesse desmaiada, embora Edward e Alice soubessem que eu estava acordada, me sentei de vagar no sofá.

-Não , fique deitada- Mamãe disse

-Mãe? Mãe! Eu estou bem- Falei quando ela tentou me deitar novamente- Eu ouvi o que eu ouvi? Sério que eu posso me tornar humana?- Disse minha alegria crescendo

-Ou como Edward e eu dissemos: Uma vampira completa!- Carlisle acrescentou

-Não... Eu sei, eu sinto! Eu vou me tornar humana- Falei com um sorriso que não cabia mais em meu rosto de tão grande.

- ... Não crie expectativas, você pode tanto se tornar humana, vampira ou continuar uma hibrida- Carlisle disse, * nossa ele acaba com a alegria de qualquer um, aff!* pensei e Edward riu, eu olhei pra ele desejando que ele não pudesse ler meus pensamentos, então ele fez uma careta.

- ? No que você esta pensado?- Perguntou e todos arregalaram os olhos, pensado: “Tipo assim, ele é um leitor de mentes porque ele esta perguntado isso?”

-O quando você pode ser irritante entrando na cabeça dos outros?- Falei e ele fez outra careta

-É sério!- Disse-me

-Estou pensando como seria minha vida como humana- Disse sincera, ele fez outra careta * O que esta acontecendo com ele? Resolveu jogar, quem faz mais careta?*

-Você é apenas um espaço vazio pra mim, assim como Bella- Disse e eu arregalei os olhos, como assim eu era um espaço vazio? Ele quis dizer que minha cabeça era oca? Agora eu fiquei irritada, levantei-me do sofá em um movimento só.

-Você... Esta dizendo... Que minha cabeça... É oca?- Perguntei entre dentes, meus braços tremiam e minhas mãos estavam comprimidas em uma quase bola.

-N-não foi isso que eu quis dizer, até porque eu citei Bella!- Mais isso não adiantou, senti minhas mãos ficarem geladas e algo cair ao meu pé, algo gelado, então olhei para baixo, movimentando somente o olho, neve, era isso que tinha caído aos meus pés, pera aí! Neve? Como assim? Eu só fiquei mais irritada por estar confusa e mais confusa por sentir uma felicidade em quanto eu estava confusa e irritada.

-Eu não estou conseguindo acalmá-la!- Jasper disse, eu não precisava ser acalmada como um tigre que se comportou mal e teve que ser dopado pelos veterinários, até porque eu era muito mais resistente do que um, mas selvagem e arisca quando me convinha ou quando eu era atiçada como tal.

-Eu não preciso ser acalmada!- Falei entre dentes. Senti meus cabelos irem para cima, e com minha visão periférica pude ver alguns objetos flutuarem e uma rajada de vento passar pela sala, quando dei por mim todos estavam em posição defensiva, até minha própria mãe, eu vendo aquilo me senti mal, me senti o maior monstro, que nem a própria mãe é capaz de não se defender. Tudo o que estava flutuando eu deixei cair, algumas coisas quebraram e outras não, eu aproveitei que a rajada de vento tinha feito a porta se abrir e corri como nunca corri antes, corri apenas por correr, ou somente para sair dali, aquele clima de ameaça – no caso eu – estava me sufocando, eu precisava de um tempo somente para mim, para refletir, eu ainda pude ouvir Carlisle falando para minha mãe que era melhor me deixar sozinha, que eu precisava disso, eu o agradeci mentalmente por me poupar. Eu não queria que me enchessem de perguntas agora, não agora, eu estava frágil, insegura, eu precisava por meus pensamentos em ordem e se tivesse alguém comigo nesse momento eu acho que surtaria.

Parei debaixo de uma grande arvore, acabei me sentando ali, no meio de duas raízes que serviam de parede, impedindo que alguém/algo me visse ou visse alguém/algo, eu apenas me sentei ali colocando minha cabeça em cima dos joelhos dobrados e os abraçando com os braços, então eu chorei, chorei porque eu não queria ser um monstro, não queria que todos a minha volta se sentissem ameaçados à minha presença, eu queria passar segurança; bem no fundo da minha cabeça havia uma voz calma, porem ameaçadora, que dizia * Você é um mostro, todos á desprezam, mais não mostram isso para não te deixar nervosa, eles querem você como um gatinho manso que podem controlar, mas eu sei que você não deixara*, e eu a respondi * Eles são minha família, nunca me desprezariam, muito menos me vêem como um gatinho manso, disposto a dar carinho a hora que quiserem*, eu estava ficando maluca só pode, conversando com minha subconsciência. Eu simplesmente não conseguia parar de chorar, quando dei por mim estava deitada, eu somente puxei as pernas para cima formando uma bola com meu corpo, uma chuva fina, que logo se tornou grossa, começou a cair me encharcando toda. Mais que se importa? Dane-se minhas roupas, meu cabelo. As roupas eu poderia muito bem comprar outras, Alice surtaria quando me visse com elas todas sujas de lama e folhas, mais quem disse que eu ligo? Meu cabelo eu posso ir a um salão e fazer uma super hidratação nele. Logo eu adormeci, tanto pelo cansaço quanto pelo choro.





N/A: Hello Girls, nãao me mateem, eu sei que estou demorando a postar, mais vocês sabem né? Final de ano, prova uma atras da outra, trabalhos um atras do outro, tarefas e mais tarefas. Ufa!! O bom é que só falta um mês rsrs.
Bom eu só to aqui para avisar aquelas que querem o Jake logoo!! Que: no Cap.15 a PP "encontra" ele e no Cap.16 é que vai melhorar, se é que me entendem rsrs. Beijos e mais beijos florzinhas ;** ( Juro que posto mais rapido).




Capítulo 15:
Jacob POV.


Estava eu e Seth na ronda matinal, eu sabia que ele estava doido pra falar com a Nessie, mais ele teria que esperar pelo menos uns 5 minutos.

A Jake! Vamos, deixe-me ir! Garanto que se fosse você, você também ficaria insistindo. Era a décima vez que ele dizia isso.

Ok! Vai garoto. Cedi

AH! Valeu Jake, você é o melhor amigo. Disse ele todo animado... Tsc, tsc o que o imprinth não faz, assim que eu falei imprinth a imagem da veio a minha cabeça, será que eu tinha tido um por ela?

Balancei a cabeça espantando esse pensamento, porque logo Paul e Jared viriam para trocarmos e eu não queria que eles soubessem disso até eu confirmar. Comecei a correr cobrindo cada perímetro de La Push, indo até a fronteira com os Cullens, a chuva estava fina, e eu consegui sentir um cheiro, um pouco vago, vindo da direção da terra dos Cullens e comecei a seguir o rastro, a chuva só foi aumentado cada vez mais, os pingos grossos e pesados poderiam machucar a pele de um humano, o cheiro foi sumindo conforme a chuva ia aumentando, mais como ele seguia em uma linha reta, deduzi que: quem quer que fosse ia somente reto, em um certo ponto o cheiro parou, mais exatamente em uma grande arvore de raízes enormes, dei a volta nela e me deparei com um visão linda e nada boa: deitada no meio de duas raízes enormes, no mesmo momento eu fui pra trás da mesma arvore e me transformei em humano novamente, botei meu short e fui rápido em direção a ela, me ajoelhei ao seu lado e coloquei a mão na sua testa, ela estava gelada, claro, devido ao frio e a chuva... Quanto tempo ela estava aqui? Peguei-a no colo, ela parecia estar desmaiada, pois com todo o movimento que eu fiz não acordou. Esse pensamento só me fez correr mais rápido indo em direção a minha casa, minha... Era estranho dizer isso, porque ela era realmente minha, Billy foi pro Havaí morar com Rebbeca, Rachel mora com Paul, e eu fiquei com a casa... Eu sentia falta do velho, mais isso queria dizer que eu amadureci... Queria dizer que eles confiavam em mim certo? Ah, vou deixar de pensar nisso. Estava quase chegando em casa, tive um pouco de dificuldade em abrir a porta, já que eu e estávamos molhados... ? Que intimidade é essa Jacob? Você mal conhece a garota e já esta a chamando pelo apelido? Foco Jacob, Foco! Entrei na casa e fui para meu quarto, coloquei-a na cama, não me importei se o colchão ficaria sujo e molhado, eu poderia pegar o do ex-quarto da Rachel, sentei ao seu lado na cama limpando seu rosto, ela parecia tão inocente em um sono tranqüilo mesmo não sendo um sono, perfeita é o que ela é. Derrepente me peguei imaginado como seria nós dois juntos, nosso futuro... Nos casaríamos? Teríamos filhos? Quantos? Eles se juntariam ao bando em um futuro? PARE JACOB! Eu não deveria estar pensando nisso e muito menos acariciando seu rosto, ela estava desacordada e nem ao menos podia se defender do meu toque se ela não o quisesse, eu estou parecendo um tarado... Sentei-me na poltrona ao lado da janela e acabei adormecendo.


POV.


Acordei em um susto, arfando. Então eu vi que não estava na floresta e sim em um... Quarto? Olhei para o lado e vi um belo garoto. Jacob! Mais o que eu estava fazendo aqui no quarto dele? Eu lembro que estava na floresta e da “discussão” que eu tive com os outros. Tentei me levantar devagar e um pouco de tontura veio, olhei para fora pela janela. Estava chovendo e muito, levantei da cama tentando fazer o mínimo de barulho possível, tirei o lençol da cama e sai do quarto, fui em direção a cozinha e quando cheguei fui até uma porta e lá havia a lavanderia, coloquei o lençol lá e quando eu estava voltando para o quarto um trovão soou forte no céu e eu soltei um grito que logo tratei de abafar com a mão. Sim, eu tenho medo de trovão, é um medo de criança eu sei, mas os “adultos” como eu também podem ter seus medos não? Ouvi o barulho de passos pesados e rápidos, e um Jacob aparecendo na porta do quarto com uma cara de assustado.

-Mais o que...?

-Desculpe, eu não tinha intenção nenhuma de te acordar eu só fui colocar o lençol na maquina e já estava indo embora!- Falei tudo rápido.

-Calma, calma! Você não precisa se desculpar e também não precisa ir embora- Disse-me

-Mais eu não posso ficar aqui...

-Não tudo bem. Eu sou o Alfa e tenho o direito de trazer quem eu quiser para minha casa. Mais me diz uma coisa, por que você gritou? Tem algo aqui? Por que se tiver eu mato!- Jacob disse já indo procurar algo.

-Não! Bom... Na verdade não tem nada não- Falei meio envergonhada

-Então porque você gritou?

-É que... Eu... – Soltei um suspiro- Eu tenho medo de trovão- Falei tudo junto e rápido

-Peraí... Você tem medo de trovão?- Ele riu um pouco e eu bufei cruzando os braços e virando a cara- Oh! Desculpa- Disse erguendo as mãos em sinal de rendição.

-As pessoas não podem ter medos?- Perguntei ainda um pouquinho irritada

-Claro que podem, mais uma mulher como você... Ter medo de trovão- Ele falou e eu corei com o “uma mulher como você”

-Bom eu tenho! E não tenho vergonha de dizer- Afirmei

-Bom, não foi o que pareceu no inicio- Contradisse

Bufei outra vez- Porque estamos discutindo mesmo?

-Não sei, mais sua cara de birra é linda!- O que? Corei novamente olhando para baixo, ele deve ter batido a cabeça...

-Você é louco- Falei balançando a cabeça negativamente

-Louco é? Então um louco pode fazer isso- Ele disse e abaixou-se. Eu soltei um grito quando ele me pegou no colo, Jacob começou a rir. Não tem aquele ditado: “Não pode com eles, junte-se a eles”. Foi o que eu fiz, comecei a rir com ele, fomos pra sala, ele me colocou no sofá e começou a fazer cócegas em mim. Eu chorava de tanto rir, eu pensei em um momento em que eu me diverti tanto com uma pessoa só e me veio um momento que eu gostaria de não pensar mais, então eu afastei ele da minha mente e continuei rindo, me contorcendo no sofá, mas Jacob pareceu ter percebido, pois parou de fazer cócegas e me olhou serio

-O que foi? Eu te machuquei?

-Não... É que... Eu lembrei de algo que eu não gostaria.

-Pode me contar?

-Bom... Posso. Se você quiser ouvir.

-Estou escutando.

-Certo... Eu tinha uns 4 anos, na contagem humana, mais aparentava uns 16, eu conheci um meio-vampiro e me apaixonei por ele e ele por mim, seu nome era Peter, alto, cabelos loiros, enfim, eu achava que ele era minha alma gêmea, nós riamos e nos divertíamos muito, mas um tempo depois ele veio com aquele papo de não é você, sou eu. E simplesmente foi embora, o que me magoou e muito. Ah vamos parar de falar disso eu não gosto.

-Tudo bem- Jacob disse e um silencio mortal se instalou entre nós. Eu olhava minhas mãos quando ele pegou-as e instantaneamente eu olhei pra ele que me mirava serio.

- ... Posso te chamar assim né?-Perguntou

-Claro- Respondi.

-Você acha possível um coração despedaçado em milhares de pedaçinhos voltar a ser um belo e vivo coração?

-Claro que sim!

-Você acha possível alguém se apaixonar por uma pessoa completamente diferente dele, mas que estava destinada a ele desde o inicio?

-Lógico Jake!

- , eu... – Ele hesitou um pouco – Eu tive um imprinth por você.

-Você teve o que?- Perguntei assustada.

-Um imprinth, é quando um lobo encontra sua alma gêmea- Oh My God!

Capitulo 16:

-Alma... A-alma gêmea?- Eu estava meio aérea com essa informação.

-Você esta bem?- Perguntou chegando mais perto e pegando em meu rosto. Eu somente balancei a cabeça afirmando que sim. Eu estava tentando entender o que Jacob tinha acabado de falar, mas quando eu olhei aqueles olhos negros... Eles estavam pedindo carinho, eu pude ver naquele olhar que ele já tinha sofrido por amor e eu deveria tirar esse olhar de sofrimento dele. Meu corpo não respondia por mim, simplesmente agia sozinho. Cheguei mais perto dele e coloquei minha mão em seu rosto, automaticamente ele fechou os olhos e colocou sua mão em cima da minha, abriu os olhos e me encarou profundamente, juro que fiquei vermelha. Jacob, não, Jake foi chegando mais perto, alternado seu olhar entre meus olhos e minha boca e eu fazia o mesmo, até que nossos rostos estivessem a um milímetro de distancia um do outro. Eu podia sentir sua respiração quente, seu hálito de menta e seu perfume inebriante, uma mistura de canela com cheiro de terra molhada, ou seria de floresta? Seu cheiro era intenso, na verdade tudo em Jacob era intenso. Só com esse pequeno tempo com ele percebi que tudo que envolvia ele tinha intensidade. Fui acordada de meus devaneios quando senti seus lábios tocarem os meus de leve, nesse momento eu senti uma corrente elétrica passa por meus lábios e formigar, ansiando pelo contato. Quando o beijo se concretizou eu senti o mundo ao meu redor parar. Tudo o que estava lá fora não me importava mais realmente, os problemas, os Volturi, as decepções, os Cullen, os Lobos. Nada. Nada mais me importava somente o homem que estava em minha frente e como fazê-lo feliz. Sei que parece precipitado falar isso, mas eu sinto que isso é o certo: estar com ele. A medida que o beijo foi se aprofundando mais e mais, me sentia como se alguém tivesse me puxado para fora d’água depois de minutos debaixo dela sem respirar. Sentia alivio, me sentia mais leve... Realmente o que dizem é verdade, quando estamos com quem amamos sentimos borboletas no estômago. Eu estava feliz, exatamente ali.

-Foi como eu imaginei- Jacob me falou sorrindo imensamente assim que quebramos o beijo. Sorri envergonhada.

-Nem sei o que falar- Disse

-Não precisa dizer nada- Sussurrou- Só fique comigo- Pediu grudando sua testa na minha. Isso era covardia, ele sabia que eu não resistiria.

-Hoje?- Perguntei.

-Sempre- Eu não vou ficar aqui para sempre, ainda mais com os Volturi atrás de nós. Pensei

-Sempre não é muito tempo? Você vai enjoar de mim, sou muito chata.

-Não sempre não é muito tempo, não eu não vou enjoar de você nunca, você não e chata, e um imprinth é isso, estar em tudo com sua parceira, não importa se ela é chata, feia, gorda. Para nós ela é a coisa mais linda do universo.

-Mas eu sou uma meia-vampira.

-E isso não é problema, Seth teve um imprinth por Nessie e teve algum problema? Não.

-Eu não vou poder te dar filhos- Falei com uma tristeza sombria, eu gostaria de ter filhos algum dia, um casal, todos iguais Jacob. Seriam lindos. Mais o que eu estou pensando?

-Não tem problema.

-Não poderá continuar a linhagem Jake!- Falei um pouco mais alto- Eu não sou apta para ser sua mulher, eu nem ao menos sei o que vou me tornar daqui uns meses...

- !- Me chamou alto e sério, fazendo-me olhá-lo – O destino não brinca com nossas vidas... Se você é minha prometida, você de um jeito ou de outro É a mulher apta pra mim!

-Eu... Eu tenho tanto medo Jacob- Falei com a voz embargada e os olhos cheios de lagrimas.

-Medo do que?- Perguntou-me.

-Do futuro... – hesitei um pouco- Eu não sei o dia de amanha, os Volturi podem aparecer daqui 5 dias, uma semana, esse... Imprinth, eu realmente queria ter uma família. A MINHA família, o meu marido, meu filho ou filhos, eu queria ser uma pessoa normal, alheia a todo esse mundo sobrenatural, com um emprego, buscar minha menina na pré-escola, vesti-la com um vestidinho vermelho e um laço na cabeça para o natal em família... –Só ai me dei conta que estava chorando compulsivamente. Eu andava muito sentimental esses tempos.

-Shhh!- Jacob me abraçou- Se acalma, por favor... E quanto ao futuro, eu te prometo que se você ficar comigo eu vou te fazer a mulher mais feliz do mundo!

-Obrigada... Você me faz sentir segura, me traz paz- Me soltei dele um pouco envergonhada.

-JAKE!- Uma voz que eu reconheci sendo de Seth, invadiu o ambiente, ao mesmo tempo em que abria a porta.

-Fala Seth!- Jacob o cumprimento com uma careta engraçada.

- ?! O que você ta fazendo aqui na casa do Jake?- Perguntou me dando um beijo no rosto

- ? Que intimidade é essa Seth?- Jake perguntou.

- é minha amiga, Jake.

-Desde quando?

-A gente conversa por celular e quando eu vou lá na mansão.

-Hey, eu ainda estou aqui sim? Vocês não podem ficar falando de uma pessoa como se ela não estivesse presente- Disse meio emburrada, mas ninguém me deu atenção. Ah, fazer o que né?

-Hum... Sei. - Jake falou ainda meio desconfiado

-Calma chefe eu não vou roubar sua garota, até por que eu tenho o meu próprio imprinth e sou muito feliz com ela e desejo o mesmo para vocês dois!- Seth disse e eu fiquei espantada.

-Seth sabe que eu... – Olhei sugestivamente para Jacob

-Sabe. Até por que não tem como esconder e só pela cara dele, e como eu conheço essa velha fofoqueira, o bando inteiro já deve estar sabendo- Disse naturalmente e eu meio que engasguei. Seth deu um sorrisinho de culpa.

-Desculpa, mais não deu pra segurar- Deu de ombros- Mas você não disse por que está aqui na casa do Jake!- Falou e eu fiz uma careta.

-Ah, é uma longa história, depois Jacob conta. – Disse, eu realmente queira contar a ele mais essa história já havia me cansado demais.

-Ta bom... – Seth disse e Jake o olhou tipo: “Eai cara o que você veio fazer aqui”. – Aé! Jake, a Emily esta fazendo um super almoço e mandou te chamar- Disse o motivo de estar aqui.

-Oh! Você vai sair. Eu acho que já vou então- Falei

-NÃO!- Jake quase gritou- Quer dizer, vem também!?

-Não vai haver algum problema?- Perguntei receosa.

-Claro que não, Emily gostou muito de você e os garotos do bando também. E além do mais você é meu imprinth então tem todo o direito de ir e eu tenho certeza que as outras meninas vão estar lá, não é Seth?

-Sim- Afirmou sorrindo- Vamos! Eu até chamei a Nessie mais ela disse que tinha algumas coisas para resolver e que viria mais tarde... (N/A: Esse dia é uma quarta-feira e é feriado, só na fic ta rsrs)

-Mais eu estou toda suja- Disse abrindo os braços e olhando para baixo desanimada, eu realmente queria ficar perto de Jacob, mas não parecendo uma mendiga, eu sei foi uma comparação grotesca, até por que eu não estava tão suja assim.

-Olha... Tem algumas roupas da Rachel que ela deixou aqui. Vocês são do mesmo tamanho então eu acho que serve. Pode ir lá e escolher o que você quer, nós esperamos- Disse e sorriu o sorriso de sol que eu achei lindo e com certeza vai ser meu favorito. Fui até o quarto e abri o pequeno armário, ali havia poucas peças, no máximo umas 10. Escolhi um vestidinho tomara que caia, com a parte superior branca e a parte de baixo florida com o fundo preto. Mas antes fui ao banheiro tirar um pouco das manchas de sujeira da minha pele. Ela não era tão branca quanto a de Nessie, minha pele era de um tom bonito e natural. Penteei meu cabelo e notei que precisava cortá-lo, mas nada tão urgente assim. Quando eu senti que podia sair do banheiro e que minha aparência estava melhor eu sai. Jacob estava sentado no sofá com Seth conversando e quando me viu ficou calado. Senti-me insegura, será que ele não gostou?

-O que foi? Não ficou bom?- Perguntei

-Bom? Não- Fiquei triste- Ficou ótimo!- Ele completou e eu fiquei com um pouco de vergonha, aposto que corei. Jacob também estava bonito, com uma camisa branca gola em V, que eu amei nele, uma bermuda dando um tom descontraído e um tênis.

-Obrigada, você também esta bonito... Vamos?!- Perguntei

-Sim!- Seth e eu saímos e Jake trancou a porta, pegou na minha mão – o que me pegou de surpresa, pois não esperava que ele fizesse isso- e começamos a caminhar e a conversar, eles me diziam como a comida da Emily é deliciosa e como eu iria gostar das meninas...

Capítulo 17:

Chegamos à mesma casa em que nos conhecemos, eu estava com medo, vai que eles não gostassem da minha presença ali? Jacob parecia ter lido meus pensamentos, pois me mandou ficar calma. De fora já dava para ouvir a bagunça dos meninos. Sim, meninos, pois se comportavam como. Risadas altas, briguinhas, as meninas rindo, o barulho do fogão... Tudo numa aura de família grande, quando se juntam para a ceia de natal.

-Hey Jake! Você veio!- Eu acho que Jared disse.

-Hey Jared! Claro cara, não perderia a comida da Emily- Jake disse passando a mão em cima do estomago, fazendo-me rir.

-Veio acompanhado uh? Oi !- Jared falou me abraçando, devolvi o abraço e sorri.

-Ou! Vai procurar a Kim vai!- Jake falou me puxando para seu lado, fazendo todos ali – Seth, eu e Jared- rir, dei um beijo na bochecha de Jake e ele nos guiou para dentro da casa, Mein Gott! Como aqueles monstros- sim, monstros, porque eles são enormes- cabem nessa casa?.
Quando entramos pela porta estava uma zona só, mas assim que eles nos viram ficaram quietos. Ok, eu era uma presença indesejável ali, senti-me deslocada, envergonhada. Até que alguém se pronunciou.

-Até que em fim o Sr. Alfa trouxe seu belo imprinth para conhecermos- Paul disse. Conhecerem? Oh God, eles já me conhecem. Droga eles quase me mataram, alias Paul quase me matou. Assim que ele disse isso começou um coro de Uuuh e alguns assovios, corei dando um sorriso sem graça.

-Ah calem a boca- Jake disse emburrado, eles começaram a discutir e eu meio que fiquei constrangida, pois não falava nada, até que uma voz feminina me chamou, olhei instantaneamente em direção a voz, era Emily me chamando para cozinha. Todas as garotas estavam lá, Emily me apresentou uma por uma, Kim, uma garota de pele morena, cabelos e olhos castanhos, de aparência meiga. Claire, uma menina de pele mais clara, mas também de cabelos e olhos castanhos assim como os de Emily. Rachel, irmã de Jacob, ela é igual a ele só que como mulher. Leah, exatamente como Emily, só que esta mostrava a linda barriga de 7 meses. E mais duas meninas do bando, Johan e Bruna, as duas de pele morena, curtos cabelos e olhos negros. Disse um oi tímido e me sentei, Claire já puxou conversa e logo todas nós estávamos conversando.

-Então você sabe cozinhar?- Leah perguntou

-Sei sim por quê?

-Porque para agüentar o estomago de urso do Jake você vai ter que passar a vida em frente ao fogão- Disse isso e todas nós rimos.

-HEY! EU ESCUTEI ISSO HEIN!- Jake gritou da sala, fazendo-nos rir mais ainda.

-Ele que se vire, eu não vou passar o dia inteiro cozinhando pra ele, ainda mais que Jake já é adulto e sabe muito bem cozinhar!- Falei

-É assim que se fala- Leah estendeu a mão e eu bati.

-Quanta consideração uh?- Jake apareceu, ou melhor, brotou atrás de mim tentando pegar um pedaço de frango, mas Emily bateu em sua mão antes dele chegar a ele.

-Espere o almoço estar pronto- Disse ela “tentando” parecer brava. Jake apenas deu um sorriso travesso e me deu um beijo na bochecha, as meninas fizeram como os garotos e cantaram um uuh, me deixando meio sem graça, mas mesmo assim sorrindo. Estava feliz, ali tudo era bom e em um ar de família, não que na mansão dos Cullen não fosse assim, ao contrario, era muito agradável e feliz. Mas em La Push tudo é mais intenso. Emily chamou todos para comerem e por pouco não arrancaram minhas mãos. Eita povo doido rsrs, comem realmente como lobos famintos. (...)

-Ai ai estou cheio- Seth disse sentado no sofá passando a mão em sua barriga.

-Também não é pra menos, você comeu por 5 pessoas e mais uma criança- Paul disse gozando da cara de Seth.

-Há Há que graça, sabe? To morrendo de rir aqui!

-Ah Paul você comeu mais que Seth- Eu disse.

-Eu?! Que nada eu como que nem passarinho!- Disse com toda a certeza do mundo fazendo todo mundo ali rir, que no caso era somente eu, Jake, Rachel, Seth, Emily e Sam. Até ele riu do absurdo que ele disse.

-Alguém chegou- Jake disse.

-É a Ness- Seth falou saindo do sofá num pulo e indo para fora- NESS- Ouvimos ele gritar e Nessie rir, provavelmente ele suspendeu-a no ar.

-Oi gente- Ness disse- ? Oh meu Deus você esta aqui!?- Ela me abraçou- Todos estão preocupados!- Falou se separando de mim e me olhando pra ver se eu estava bem- Ué? Que roupa é essa?

-É da Rachel- Apontei para ela que sorria- Jake disse que eu poderia pegar, não tem problema não é?- Perguntei para ela que respondeu.

-Não, eu nem uso mais aquelas roupas- Sorriu.

-Jake?- Reneesme perguntou ainda sem entender nada.

-É ele me achou desmaiada na floresta e me levou pra casa dele.

-E porque não foi pra casa assim que acordou?

-Porque ficamos conversando- Jake respondeu.

-Conversando? O que?- Jake somente olhou pra mim com ternura- Oh fala sério! Vocês dois? Você teve um imprinth por ? Ah Jake estou tão feliz por você- Nessie disse abraçando-o e me abraçando novamente em seguida.

-Sim, sim, obrigado- Ele agradeceu sorrindo aquele sorriso de sol.

-Hey! Vamos á praia?- Paul falou. Fomos todos caminhando, Paul, Rachel, Emily, Sam, Seth e Jake foram mais a frente deixando eu e Nessie um pouco pra trás.

-Eai?- Disse ela trombando em meu ombro.

-Eai o que?- Perguntei inocente

-Ah fala sério! Como foi?

-Como foi o que?

-Ai meu Deus o pedido de namoro?!- Disse um pouco impaciente.

-Pedido? Ele não me pediu em namoro.

-Não?- Fez uma careta

-Não! Porque? Ele deveria?

-Claro! Voces se assumiram. Para isso tem que estar namorando, não é simplesmente “Pessoal é meu imprinth, nós vamos nos beijar mais é só isso, não vamos ter nada sério”. Faça-me o favor né!- Eu ri da cara dela e da tentativa frustrada dela tentar imitar a voz dele, essa guria é louca- Do que você ta rindo? Virei palhaça agora foi?

-Calma Nessie, no tempo certo tudo acontece não é?

-Rum, tempo certo. Voces são muito pacientes da licença viu!- Saiu resmungando pra perto de Seth e eu fui rindo e andando calmamente de encontro a Jake que me esperava sentado num tronco, me sentei do seu lado e fiquei admirando o mar cinzento e o barulho das ondas, tão relaxante.

-Do que esta rindo?- Jake perguntou calmo.

-Da Ness.

-Por?

-Ela disse que somos muito pacientes.

-Pooor?- Olhei pra ele fazendo uma careta e tentando conter o sorriso.

-Palavras dela: Vocês se assumiram. Para isso tem que estar namorando, não é simplesmente “Pessoal, é meu imprinth, nós vamos nos beijar mais é só isso, não vamos ter nada serio”- Jake só soltou uma gargalhada gostosa e eu sorri em resposta. Der repente ele me olhou sério.

-E você quer?- Fiquei muda por alguns segundos, mas respondi, timidamente, mas respondi.

-Sim- Ele se aproximou de mim e me beijou, um beijo calmo e terno, assim que terminou ele disse:

-Ok, então estamos namorando.

-O que? Sério? Desse jeito?

-Porque? Você quer que eu peça a sua mãe?

-Bom... Sim.

-Esta bem, hoje a noite eu vou lá- Soltei um suspiro e sorrindo disse:

-Ta bom, estarei te esperando- Nessie apareceu e disse que tínhamos que ir, dei um beijo de despedida em Jake e falei tchau pra os outros, durante o caminho até a mansão nós fomos cantando e rindo.