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6 de julho de 2011

O casamento do meu melhor amigo by Nannah

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O casamento do meu melhor amigo











O CASAMENTO DO MEU MELHOR AMIGO – By Nannah Andrade


De Caixa suspensa



Londres – 03:00 am


O telefone de tocava desesperado, a garota se encontrava debaixo de uma grossa camada de cobertas, mesmo tendo nascido e sido criada no frio constante de La Push, ela não se acostumava ao inverno inglês. Sem sair do seu refugio quente, pegou o telefone da mesinha de cabeceira.


- Espero que seja algo muito, mas muito importante mesmo – ela falou sem nem perguntar quem era.


- Te acordei ? – só uma pessoa chamava por esse apelido.


- Jake? – gritou despertando totalmente e se sentando na cama.


- Olá minha linda, como você está? – ele perguntou e poderia apostar que o sorriso lindo que ela tanto amava estava no seu rosto.


- Estou bem... e você? A propósito qual a razão para um telefonema a essa hora? Aconteceu alguma coisa? – perguntou tudo de uma vez.


- Calma, . Tá tudo bem, não aconteceu nada... – Jake tentou acalma-la – desculpa a hora, é que eu fiquei tão ansioso em te ligar que eu nem me toquei que ai seria de madrugada.


- Então me fala o por que da ligação...


- Eu queria que você fosse a primeira a saber, afinal você é minha melhor amiga... – Jake fazia suspense.


- Jake! – gritou – fala logo.


- Ta bom, eu falo – ele riu da agonia de – lembra da Nessie?


- A Cullen? – perguntou, sentindo um aperto estranho no peito.


- Ela mesma, então nós estamos namorando há algum tempo e hoje eu a pedi em casamento! – essa noticia foi como um balde de água fria bem na cara de . Ela ficou tão surpresa que nem sabia o que falar – ... ... você ta ai?


- Tô, to sim... – gaguejou buscando palavras – é que você me pegou de surpresa...


- Você não ficou feliz com a noticia? – ela podia ver o sorriso de Jake se desmanchando.


- Claro que fiquei! – mentiu – Muito feliz Jake... eu só fiquei surpresa por que sei lá, vocês são novos ainda... você namoram há quanto tempo?


- Um ano. – Jake falou – Eu sei que é pouco tempo, mas a Ness é especial...


- Se vocês se gostam, vocês tem mesmo que ser felizes – tentou esconder a tristeza na voz.


- Mas não foi só pra isso que eu liguei pra você. – Jake falou – Nós marcamos o nosso casamento pra daqui três meses, vai coincidir com as suas férias, eu já me informei, então eu quero você aqui, .


- Não sei se vai ser possível Jake – falou – eu costumo fazer cursos nas minhas férias, algumas vezes eu arranjo empregos temporários...


- , você é minha melhor amiga, eu quero você aqui – Jake falou sério – eu preciso de você aqui.


não queria se imaginar no casamento de Jacob Black, o único homem que ela amou em seus 20 anos de vida. Só ela sabe o quanto foi difícil se mudar pra Londres e deixa-lo em La Push, quantas vezes ela sentiu vontade de se declarar, mas a coragem sempre lhe faltava.


- Tudo bem Jake – ela falou – eu vou estar lá.


- Ótimo, então assim que começarem as suas férias você vem pra cá. Vou deixar você dormir agora. Boa Noite .


- Boa noite Jake.


Jacob desligou o telefone, e ainda ficou alguns minutos olhando o aparelho nas suas mãos. Em sua cabeça passavam imagens das inúmeras vezes que teve oportunidade de se declarar, dos momentos mágicos que passou ao lado de Jacob, seu melhor amigo, seu amor secreto.


sentiu as lágrimas quentes molharem seu rosto, ela devia ter lutado, devia ter deixado as palavras saírem de sua boca, devia ter deixado Jacob saber o quanto ela o amava. Mas agora era tarde, agora era muito tarde ele ia se casar com outra e perderia pra sempre o seu grande amor. Mas se Jacob seria feliz se casando com Nessie, ela ficava feliz por ele.




Dois meses e meio depois



estava cansada do avião, já tinha se passado horas desde que ela embarcou no avião em Londres, ela já tinha tentado dormir, ver um filme, ler, mas nada fazia o tédio passar. A verdade era que o que ela estava sentindo mesmo era medo e ansiedade.


Estava ansiosa em voltar pra casa, fazia dois anos desde que ela se mudou para Londres, deixando pra trás sua família, seus amigos e o mais importante, Jacob. Quando recebeu a proposta de fazer faculdade em Londres, ela não pensou duas vezes, mas hoje ela sentia o arrependimento por ter feito essa escolha.


Não que o curso e a vida em Londres não fosse boa, mas por ter escolhido viver longe, ela perdeu a chance de ter o amor de Jacob, agora ele ia se casar e ela nunca mais poderia te-lo.

estava tão distraída com seus pensamentos que só percebeu que já haviam chegado quando ouviu o pedido do piloto para apertar os cintos. O avião pousou no aeroporto de Seattle e mal teve tempo de respirar e já estava entrando num pequeno vôo para Port Angeles.


oOo


O vôo de Seattle a Port Angeles foi rápido, desembarcou preparada para encontrar seus pais, provavelmente seria uma sessão de choro da sua mãe, abraços do seu pai e um milhão de perguntas de sua irmã.


Ela pegou sua mala na esteira e se encaminhou pro lugar onde se encontraria com sua família.


- ! – a voz que ela menos esperava ouvir soou atrás dela. ela se virou e viu Jacob parado a alguns passos dela. ele estava ainda mais lindo que da ultima vez que ela o viu.


O cabelo que antes era longo estava cortado curto, deixando mais a mostra seu rosto de traços fortes e o sorriso que ela tanto amava. O corpo antes de menino adiquirira músculos que o deixavam ainda mais sexy.


sentiu seu coração acelerar a medida que Jake se aproximava e por mais que ela resistisse, a vontade de correr até ele venceu. E foi o que ela fez, largou a mala e a bolsa no chão do aeroporto e correu para os braços de seu melhor amigo.


Jacob não se sentia diferente, por um minuto ele era o garoto de 18 anos de novo e aquela na sua frente era a sua melhor amiga. Aquela pra quem ele confidenciava todos os seus segredos, exceto um. Mas estava diferente da ultima vez que ele a viu no triste dia da partida dela pra Londres, agora não tinha mais o corpo de menina, ela tinha curvas de mulher. Seu rosto, que antes trazia feições inocentes agora estava mais maduro.


Os dois compartilharam um abraço há muito desejado, cheio de saudade e carinho.


- Meu Deus que saudade eu senti de você garota! – Jake falou sufocando num abraço de urso.


- Também senti sua falta Jake – falou se desvencilhando dos braços dele – mas me fala o que aconteceu pra você cortar o cabelo! Eu jurava que você cortaria fora um dedo, mas não mexeria no seu cabelo!


- Resolvi ouvir o conselho de uma amiga – ele deu um sorriso torto. riu pois se lembrou de que muitas vezes pediu a Jake que cortasse o cabelo – foi um jeito que encontrei de ter uma lembrança sua – ele riu sem jeito.


- Háha – ela riu – fala sério Jake, a coisa mais fácil La Push é ter uma lembrança minha. Pensa como foi em Londres?


- Então meu presente te ajudou né? – ele falou tocando na correntinha que trazia no pescoço, com um pequeno relicário onde havia uma foto dos dois no penhasco em La Push.


- Você não faz idéia do quanto – sussurrou se arrependendo imediatamente do que disse, o que a fez mudar de assunto – e então, como estão os preparativos pro casamento?


Jacob ficou sem jeito, ele sabia que devia estar animado, mas algo dentro dele não o deixava se empolgar com o casamento.


- A Ness está bem animada – ele falou – apesar de Alice a deixar uma pilha às vezes...


- Algo me diz que você não está tão animado com o casamento como deveria estar – falou, ela conheci Jacob melhor que ele mesmo.


- Bobagem – Jake falou – deve ser o nervosismo. Vem, vamos logo ou então seu pai vem aqui te buscar e me bater por estar demorando tanto.Os dois riram, sabia que seu pai seria capaz mesmo de fazer isso.


Os dois saíram do aeroporto e viu o carro onde Jake estava guardando sua mala.


- Eu não acredito que você terminou de montar esse carro! – ela se lembrava das horas que Jacob gastava na garagem da casa dele mexendo nas peças do carro.


- Terminei, você acredita? Montei ele todo sozinho – Jake se orgulhava desse feito, o carro era velho e fora de moda, mas ele se sentia feliz andando nele.


- Ficou ótimo Jake! – admirava o carro como se olhasse para uma Ferrari zero Km – Nem parece aquela lata velha de antes. Você fez um ótimo trabalho.


- Obrigado – Jake a abraçou de lado – a Ness odeia esse carro – ele comentou com uma ponta de tristeza na voz – ela já tentou diversas vezes me convencer a aceitar um carro novo de presente do pai dela.


Ele se soltou do abraço de e abriu a porta do passageiro para ela entrar.


- Mas eu não abro mão dele – ele falou com um sorriso tímido nos lábios. – se a Nessie me quiser mesmo, vai ter que me aceitar com carro e tudo.


- Que carro o pai dela queria te dar? – perguntou como se quisesse mudar de assunto.


- Um volvo – Jake deu de ombros – é o carro dele, quer dizer, é um dos carros dele. Os Cullen tem o defeito, ou qualidade pra alguns, de esbanjar demais o dinheiro que tem. Às vezes Ness me irrita com isso.


- Como assim? – perguntou. Jake respirou fundo antes de responder, afinal essa foi uma questão que ele avaliou diversas vezes antes de pedir Nessie em casamento.


- Tem vezes que Ness parece não me aceitar como eu sou, e quer me moldar à maneira dela – ele falou – primeiro foi o carro, ela começou pedindo pra sair no carro do pai dela em vez de usar o meu alegando que o do pai dela era mais rápido e mais econômico, depois ela veio com o papo de que o pai dela estava usando mais o carro da mãe dela e que quase não usava o Volvo e que ele estava querendo me dar o carro de presente.


Jake parou de falar por um minuto fitando a estrada na sua frente. Ele se sentia aliviado por poder estar conversando esse assunto com alguém. Isso era algo que sempre o incomodou, mas que nunca pode conversar com ninguém nem mesmo com Embry e Quil ele se senti a vontade para falar sobre isso.


- Eu não aceitei o carro – ele continuou – e não foi só pela questão de não querer abrir mão do meu Rabbit, foi também por uma questão de orgulho. Depois do carro, ela começou com uma mania de querer me vestir. Sempre que nós íamos sair, juntavam ela e a tia doida dela, a Alice, e as duas queriam ‘me produzir’. Foi ai que eu comecei a perceber que ela queria me moldar a maneira dela.


- E você a pediu em casamento assim mesmo? – falou sem conseguir disfarçar o julgamento em sua voz.


- Pode parecer loucura – Jake tentou se explicar – mas eu acho que depois que nós nos casarmos e Nessie estiver morando em La Push ela vai me entender e me aceitar como eu sou.


- Jake – falou – eu não quero ser chata, longe de mim querer isso, mas eu acho que ser sua melhor amiga me dá o direito de falar.


- – Jake a interrompeu – você pode falar o que quiser que não vai estar sendo chata, você não tem idéia de como eu estou aliviado em estar conversando sobre esse assunto com alguém.


- você acha mesmo que Nessie vai querer morar em La Push quando vocês se casarem?


- É claro que ela vai querer – Jake falou encarando – por que não quereria?


- Por que pra morar em La Push ela teria que abrir mão de todas as regalias que a família dela tem. – foi sincera, ela não conhecia a tal Nessie muito bem, mas pelo pouco que a tinha visto e pelo que Jake falou ela era o tipo de garota fútil e mimada.


- Não acredito nisso, Nessie não é assim. Ela pode ser meio supérflua às vezes, mas eu acho que ela me ama o suficiente pra aceitar a vida que eu posso da-la. – Jake falou, mas no fundo ele sentia uma certa insegurança com as palavras de , pois ele sabia que talvez ela pudesse ter razão.


- Se você pensa assim... – deu de ombros – mas eu acho que você devia conversar sobre isso com ela.


- Eu vou conversar –Jake falou e sorriu para , ele se sentia bem por te-la de volta – Sabe, é bom ter você aqui de novo – ele falou externando seus pensamentos.


- É bom estar de volta – sorriu pra Jake.


Os dois seguiram o resto do caminho conversando coisas mais agradáveis. contou sobre a faculdade que já estava quase no fim, Jake falou sobre o curso de mecânica que fez e sobre a possibilidade de abrir uma franquia de uma oficina famosa juntamente com os garotos de La Push.


A conversa estava tão agradável que os dois nem notaram que já haviam chegado. O barulho das ondas do mar se chocando nas rochas fez o coração de tremer de alegria. Ela podia sentir o cheiro salgado da praia, ela podia sentir a areia entre seus dedos do pé. De repente ela sentiu uma vontade enorme de voltar ao penhasco, as lembranças dos piqueniques, dos saltos e até mesmo das noites em que ela e Jacob acampavam lá apenas para ver a lua, surgiram em sua mente.


Como se lesse os pensamentos de , Jacob saiu da estrada, entrando numa pequena trilha de terra. Sua amiga ainda não tinha percebido o desvio, ela ainda estava de olhos fechados apenas sentindo as emoções de estar de volta ao lar.


abriu os olhos assim que sentiu o carro parar, ela olhou ao redor e percebeu onde estava.


- Como você adivinhou? – ela perguntou a Jake que tinha um sorriso brincalhão nos lábios.


- Eu te conheço melhor do que você imagina – ele saiu do carro e foi abrir a porta do lado onde estava a amiga – vem – ele a puxou pela mão – vamos matar a saudade.


sabia muito bem a que Jake se referia, ela encostou no carro retirando as botas e o casaco, Jake fez o mesmo, os dois se olharam e saíram correndo, em direção à ponta do penhasco.


Assim que saltou, sentiu a mesma sensação de liberdade, sensação que a muito ela não tinha. Nem mesmo a ventura de morar sozinha em Londres lhe proporcionou isso.


A água parecia não chegar nunca, mantinha os olhos fechados por isso o impacto a pegou de surpresa. Ela não puxou ar suficiente o que a fez engolir água salgada e se engasgar. No momento em que ela sentiu que ia afundar, mãos fortes a seguraram, puxando-a pra cima.


Jacob estava assustado, ele não queria nem imaginar a idéia de perder , ela era importante demais pra ele.


- Você costumava ser melhor nisso – Jake falou no ouvido de enquanto a puxava para a praia – acho que os anos em Londres de deixaram lenta.


Ele tentou brincar, mas estava realmente preocupado com que tossia muito tentando tirar toda a água que a engasgou.


- Está melhor? – Jake perguntou tirando o cabelo que estava nos olhos dela. Jacob percebeu que mesmo que tenha ganhado curvas, postura e atitudes de mulher, ela ainda tinha o olhar de menina. Da menina que ela era antes de se mudar pra Londres.


- Estou bem – falou ainda recuperando o fôlego – acho que perdi a prática.


Os dois riram. Jake ajudou a se levantar, ela gastou um tempo tentando tirar a areia da roupa, mas a tarefa era muito difícil e ela acabou desistindo.


- Posso te roubar só mais um pouquinho antes de te levar pra ver seus pais? – Jacob perguntou.


- Por mim não tem problema – Fllávia respondeu – mas acho que você vai ter que enfrentar meu pai depois.


- Acho que posso viver com isso – Jake respondeu puxando pela mão – vem eu quero te mostrar uma coisa.


Os dois caminharam pela praia, aproveitava para matar a saudade do lugar onde nasceu e passou boa parte da sua vida.


- Caramba, eu senti falta disso aqui – ela deixou um pensamento escapar alto.


- Por que você foi pra Londres ? – Jacob perguntou, há anos essa pergunta estava presa na garganta dele e ele não tinha coragem de fazê-la.


- Sei lá Jake, eu vi a oportunidade e resolvi me agarrar a ela. – falou sem querer revelar o real motivo de ter se mudado – mas o que é que você quer me mostrar? – falou mudando de assunto.


- Isso – Jacob falou parando na frente de uma casinha pequena pintada de branco – eu e os garotos a reformamos há algum tempo. Era uma cabana abandonada agora eu pretendo morar aqui, com Nessie.


- É linda Jake – falou encantada pela casa na sua frente – eu posso ver por dentro?


- Claro, ! Vem vamos entrar – ele tirou as chaves do bolso e abriu a porta – eu não sei se Nessie vai gostar, mas eu adorei reformar isso daqui.


- Ela vai ter que ser muito imbecil pra não gostar daqui – falou.


A casa era realmente simples, como todas as outras de La Push. Os móveis eram de madeira simples, mas cada um tinha algo especial, como se cada um deles trouxesse em si um sentimento único. analisava cada objeto cada móvel como se observasse obras de arte raríssimas.


- Algumas coisas aqui fui eu que fiz. – Jake falou tímido e a olhou surpresa – você sabe que eu aprendi algumas coisas de carpintaria...


- Claro – respondeu – todo garoto Quileute aprende carpintaria.


- Isso ai. – ele foi até onde estava – Essa cadeira aqui – ele mostrou uma cadeira de balanço encostada próximo à janela – foi a primeira que eu fiz.


Jacob ainda se lembrava do dia que fez a cadeira, da imagem que ele tinha na cabeça, a mulher que amava amamentando o primeiro filho dos dois. Ele balançou a cabeça espantando a lembrança.


- Eu imagino que não deve ter faltado inspiração pra reformar a casa, e pra construir cada um desses moveis. – falou, sentindo uma pontinha de inveja de Nessie.


- Eu não fiz todos os moveis – Jake riu – alguns foram feitos pelos outros garotos. Cada um fazia uma coisa e me dava de presente. Na verdade, sozinho mesmo eu fiz essa cadeira e a cama.


Jacob ia levar pra ver o quarto, mas foi interrompido por seu celular tocando. Ele parou e o atendeu.


- Alô – Jacob falou, já sabendo quem seria.


- Eu posso saber aonde você se enfiou com a minha irmã? – era Megan, irmã de – Nós estamos aqui igual um bando de pamonhas esperando vocês dois.


- Desculpa Meg – Jake falou rindo – eu a roubei por uns minutos, mas já estou levando ela de volta.


- Acho bom, Sr. Black, ou eu farei questão de caçar vocês dois! – Meg falou ameaçadoramente e desligou o telefone.


- Acho melhor nós irmos, sua irmã está uma fera, e eu imagino como seu pai deve estar – Jake falou puxando pela mão.


Os dois caminharam juntos e em silencio até onde deixaram o carro, depois seguiram para a casa dos pais de .


- Entregue Srta – Jake brincou.


- Você não vai entrar? – perguntou.


- Não, eu vou conversar com a Nessie, eu combinei de leva-la a POrt Angeles hoje e tive que desmarcar, então tenho que ir vê-la agora.


- Mas eu te vejo depois, certo? – perguntou, ela queria aproveitar cada segundo ao lado de Jacob antes que ele se casasse.


- Claro que sim – Jake deu um beijo no rosto dela e saiu do carro, se debruçando na janela – mais tarde eu volto. E trago a Nessie pra te conhecer.


- Vou ficar esperando – fingiu um sorriso e entrou.


Jacob ligou o carro e dirigiu em direção à casa dos Cullen, no momento que ele avistou a casa ele se lembrou das palavras de , será que Nessie aceitaria viver na cabana reformada? Seria tudo simples demais pra ela? Bom se ela realmente quisesse Jacob pelo que ele era, então ela teria que aceitar.


Jacob entrou na casa sem bater na porta, grande erro pois ele levou uma baita bronca de Nessie e Alice que estavam fazendo os últimos ajustes no vestido de noiva.


- JACOB! – Nessie gritou se escondendo na sala de jantar – O que você está fazendo aqui?


- Nossa que recepção Ness, - Jake reclamou – eu vim te ver, já que eu prometi te levar a Port Angeles e tive que desmarcar.


- E você não podia ligar antes, ou pelo menos bater na porta garoto? – Alice respondeu nervosa – Agora você viu o vestido e nós vamos ter que conseguir outro!


- Não dá tempo tia – Nessie voltou da sala de jantar vestindo um vestido verde curto – nós vamos ter que fazer algumas modificações nesse ai mesmo.


- Tudo culpa sua Jacob! – Alice reclamou indo buscar o vestido na sala de jantar – tanto trabalho pra conseguir o vestido perfeito pra você chegar e estragá-lo!


- Gente, é só um vestido! – Jacob prendeu a risada, tanto escândalo por causa de um vestido – Todo mundo vai vê-lo no dia do casamento.


- No dia do casamento, Jacob, mas antes dele você não pode vê-lo! – Nessie gritava feito louca.


- Tá bom – Jacob levantou as mãos se redendo – mas não foi pra estragar a “surpresa” do vestido que eu vim aqui.


- Não é só pela surpresa, seu imbecil – Alice falou brava, Jacob sempre suspeitou que ela não ia com a cara dele, nem ela nem nenhum dos outros Cullen, com excessão talvez de Esme, avó de Nessie que sempre o tratou como filho – O noivo ver o vestido antes do casamento trás má sorte! E já basta a sorte da minha sobrinha em se casar com você.


Algo dizia a Jacob que havia uma certa ironia na palavra sorte dita por Alice, mas ele resolveu ignorar isso.


- Bom, então não foi pra trazer ‘má sorte’ que eu vim aqui – Jacob falou já se cansando do piti das duas – eu vim pra te buscar Nessie, tenho uma surpresa pra você.


- Surpresa? – Nessie chegou perto dele pulando, a raiva pelo momento vestido tinha passado – adoro surpresas!


- Então vamos – Jacob a pegou pela mão – depois vou te levar pra conhecer .


- Aquela sua melhor amiga que mora em Londres? – Nessie perguntou com uma careta. Ela nunca gostou de , mesmo não a conhecendo bem, mas era o fato de Jacob sempre falar da amiga que a irritava.


- Ela mesmo. – Jacob falou abrindo a porta do carro pra Nessie que o olhava – o que foi?


- Vamos no carro do papai. – Nessie falou andando em direção à garagem.


- Não Ness – Jacob foi firme, já estava na hora de parar com essa mania de sair no carro de Edward – nós vamos no meu carro.


- Mas o carro do papai...


- Sem mas nem meio mas. – Jacob a interrompeu – nós vamos no meu carro.


- Ok Jacob, então curta a surpresa sozinho, por que eu não.vou.andar.nessa.lata.velha. – Nessie cruzou os braços fazendo birra.


- tudo bem – Jacob falou entrando no carro dele – se você quer fazer o papel de menina mimada, o problema é seu.


- Eu vou Jacob – Nessie gritou – mas sabia que eu não fico nem um pouco feliz em andar nessa lata velha.


- Pois eu fico muito feliz em andar no meu carro. – Jacob falou dando partida.


Os dois seguiram o caminho sem trocar uma só palavra. Nessie se mantinha encolhida no banco do carro. Quem os visse assim nunca diria que em três semanas se casariam.


O trajeto foi curto e logo Jacob estava parando em frente à cabana. Ele se virou pra Nessie antes de sair do carro.


- Ness – ele falou pegando sua mão – me desculpa ta, eu não quis ser grosso com você. É que você me irrita quando começa a falar em usar o carro do seu pai, parece que você não está satisfeita com o que vem de mim.


- Não é isso Jake – ela se virou pra ele – é que eu acho que você merece algo melhor que esse carro!


- Ta, mas eu vou ter algo melhor que ele quando eu puder comprar. Você tem que entender que eu não quero nada dado assim, sem motivo, eu quero conquistar as coisas com meu esforço.


- isso é orgulho Jacob – ela falou soltando a mão dele – e orgulho nunca levou ninguém a nada.


- Pra você é fácil aceitar presentes assim, mas eu não fui criado dessa maneira. Meu pai me ensinou a fazer por merecer. – ele respirou fundo voltando a olhar para Nessie – agora chega de brigar, você ainda quer sua surpresa?


- Claro que eu quero – os olhos de Nessie brilharam e um sorriso apareceu em seu rosto – onde ela está?


- Ali na frente! – Jacob mostrou a casa na frente deles. Nessie desceu do carro e ficou olhando pra frente sem entender.


- Isso é a surpresa? – ela perguntou com a sobrancelha arqueada – essa cabana? Por que uma cabana seria surpresa pra mim?


- Primeiro – Jacob a pegou pela mão levando-a para a porta – isso era uma cabana, agora é uma casa. E segundo, isso seria uma surpresa pra você por que é aqui que vamos morar.


- Você ta brincando né? – Nessie o perguntou, Jacob ficou confuso, afinal de brincadeira não tinha nada – Nós não vamos morar aqui, nós vamos morar no apartamento que meu pai nos deu em Nova York.


- Como? – Jacob estava confuso, ele não sabia nada sobre apartamento nenhum e muito menos sobre morar em Nova York – Que historia é essa de apartamento em Nova York?


- Meu pai comprou um apartamento pra gente em Nova York – Nessie estava empolgada, seu sonho sempre foi voltar para NY – nós vamos pra lá depois da nossa lua de mel em Paris.


- Owowowowowowow espera um pouquinho ai – Jacob escorou na parede – desde quando ficou decidido que nós vamos passar a lua de mel em Paris?


- Desde que tia Rosalie nos deu isso de presente. – Nessie falou como se fosse obivio.


- Então eu tenho que aceitar todos os presentes da sua família e você se recusa a aceitar um presente meu e dos meus amigos.


- Amor, nós não vamos discutir isso vamos? – Nessie perguntou voltando pro carro – É melhor nós voltarmos logo, nós ainda temos que conhecer a sua amiguinha e eu tenho que ajudar tia Alice nos últimos preparativos pro casamento.


- Você não vai nem entrar pra ver do lado de dentro? – Jacob perguntou ainda parado na porta da casa. Percebendo o olhar de desprezo que Nessie dava pra casa ele desistiu de falar qualquer coisa e entrou no carro.


Jacob dirigia se sentindo péssimo, ele achava que no fundo Nessie o amasse pelo que ele era, mas ao que tudo indicava ele estava enganado.


Jacob passou direto pela entrada para La Push, seguindo para a casa dos Cullen.


- Nós não íamos ver a sua amiga? – Nessie perguntou confusa.


- Não – Jacob falou grosseiramente – você vai pra sua casa e eu vou pra minha.


Foi tudo o que foi dito até que eles chegassem na casa de Nessie. Ela saiu do carro sem nem mesmo se despedir e bateu a porta com mais força que o necessário, fazendo Jacob trincar os dentes e arrancar o carro com raiva.


Enquanto tudo isso acontecia, estava em casa matando a saudade dos pais e da irmã e entregando todos os presentes que trouxe de Londres.


Além da família, também estavam na casa de seus amigos, Embry, Quil, Seth, Paul , Jared e Leah. Essa depois de Jacob era a sua melhor amiga, a única que sabia do amor que sentia por Jacob.


- E ai? – Leah perguntou baixinho à – Como você está?


- Bem – respondeu.


- , você pode estar qualquer coisa, menos bem – Leah falou revirando os olhos.


- Vamos conversar no meu quarto – falou puxando Leah pela mão. As duas subiram para o quarto de e se sentaram na cama.


- Você deve estar péssima né? – Leah comentou – eu que sou só amiga do Jake não estou feliz com esse casamento...


- Não é o casamento que me incomoda Leah – falou se levantando e indo até a janela – eu não vou mentir pra você, a noticia não me fez a pessoa mais feliz do mundo, mas eu gosto tanto do Jake que saber que ele está feliz me deixa feliz, entende.


fitou a noite pelo lado de fora da sua janela e voltou a falar.


- É exatamente por saber que ele não vai ser feliz que eu estou mal.


- Como assim? – Leah perguntou – ele te falou alguma coisa?


- Não, quer dizer, não abertamente – voltou a se sentar ao lado de Leah – ele comentou o quanto ela é frívola e supérflua e mimada. Claro que ele não usou essas palavras. Eu tenho medo que ela queria dele só um brinquedinho pra ela apresentar pras amigas riquinhas dela, e se isso acontecer, ele vai sofrer.


- Eu acho que você pensa e sente isso tudo, porque você o ama. – Leah olhava para a amiga, ela sabia do sentimento que nutria por Jacob, ela era a única que sabia o quanto foi difícil para ir embora e porque ela tinha decidido ir – e eu tenho certeza que se você falar pra ele o que você sente, ele desiste de se casar.


- Eu não vou fazer isso Leah – falou nervosa – eu não vou fazer o Jake desistir das suas escolhas.


Leah não queria entender as atitudes de , mas também não iria interferir em suas escolhas, ela se lembrava bem das conseqüências de suas intromissões quando resolveu ir embora. As duas ficaram mais alguns minutos conversando no quarto, até que Leah resolveu ir embora.


tomou um banho demorado e se vestiu para dormir, mas antes que se deitasse ouviu duas batidas conhecidas na janela. Ela caminhou até lá e abriu o vidro, vendo Jacob parado na varanda.


- Jake o que você esta fazendo aqui? – ela perguntou.


- Primeiro, porque eu te prometi que viria hoje segundo... – ele deu um sorriso travesso – você se lembra que dia da semana é hoje?


- Sexta-feira – respondeu sem entender.


- Pois é – Jake falou entrando – sexta-feira do cinema e do sorvete – ele mostrou o DVD, o pote de sorvete de chocolate e as duas colheres que ele trazia nas mãos.


- Eu não acredito que você lembra! – exclamou surpresa com a lembrança de Jacob. Antes de ir embora os dois costumavam se juntar na sexta-feira para assistir um filme e tomar sorvete.


- Claro que eu me lembro – Jacob falou depois de colocar o filme no aparelho e a puxando para se deitar na cama – eu nunca me esqueci.


- Sabe – falou abrindo o pote de sorvete e dando a primeira colherada – mesmo sozinha em Londres, eu sempre fiz isso. Nas sextas-feiras eu sentava na minha cama e assistia um filme tomando sorvete.


- Eu também fazia isso – Jacob falou também dando uma colherada no sorvete – todas as semanas.


- E ai que filme vamos ver hoje? – perguntou pegando a caixa do DVD das mãos de Jacob – As idas e vindas do amor? Jake desde quando você gosta de comédia romântica?


- Achei que você fosse gostar desse – ele falou dando play no filme – foi indicação da Leah.


- Leah? – perguntou, se era indicação da Leah tinha até medo de assistir.


Os dois ficaram deitados assistindo o filme e tomando sorvete, os minutos se transformando em horas. O filme era realmente interessante, alguns atores realmente lindos, mas foi o contexto da história que chamou mais a atenção de , nada que a surpreendeu, já que foi uma indicação da Leah.


Dentre as várias histórias que se contava no filme, tinha uma de dois amigos. Cada um teve sua decepção amorosa, e no fim os dois descobrem que se amam. Coincidência? tinha certeza que não.


O filme acabou e os dois ainda ficaram deitados terminando o sorvete. Até que Jacob resolveu falar.


- Eu levei a Nessie na cabana hoje – ele falou.


- E ai? – perguntou com os olhos transbordando curiosidade.


- Ela fez pouco caso – Jacob tomou mais uma colher de sorvete antes de continuar – segundo ela nós vamos morar num apartamento que o pai dela nos deu, em NY.


- E o que você pensa sobre morar em NY? – perguntou.


- Fora de cogitação – Jacob respondeu – eu não saio de La Push, . Aqui é meu lar, eu cresci aqui, meus amigos estão aqui. E eu não posso ir embora e deixar meu pai pra trás, muito menos arrasta-lo pra uma cidade grande onde ele vai ficar preso dentro de casa.


- E você falou isso tudo pra Nessie?


- Não, eu fiquei magoado, com raiva seria a palavra certa, porque ela nem quis ver a casa por dentro e já foi empinando o nariz e dizendo que não iria viver lá. – Jacob estava realmente magoado, podia ver isso refletido em suas íris negras.


- E agora, o que você vai fazer? – perguntou.


- Sei lá – Jacob deu de ombros – na verdade, agora, nesse exato momento, eu vou terminar esse sorvete.


- Nem pensar me querido – falou pegando o pote e se levantando – quem vai terminar isso aqui sou eu!


- Ah vai sonhando – Jacob se levantou tentando tirar o pote dela, mas corria pelo quarto – você acha mesmo que vai conseguir fugir de mim?


corria tentando escapar de Jacob, mas o quarto era muito pequeno. Ela subiu na cama mas ele a alcançou a segurando pela cintura.


- Agora eu te peguei – Jacob falou, estava ofegante e a única saída que encontrou foi virando o pote de sorvete na cabeça de Jacob. Ele a olhou não acreditando no que ela tinha feito, estava rindo descontroladamente – você ri? – ele perguntou se afastando. desceu da cama.


- Desculpa Jake – ela falou ainda rindo – eu não pude evitar.


- Não pode evitar? – ele perguntou com uma sobrancelha arqueada e um plano na cabeça – eu vou te mostrar o que não dá pra evitar.


Jacob pegou pelo braço fazendo que ela deitasse na cama e se jogou em cima dela, esfregando o rosto dele sujo de sorvete no rosto dela.


- Ahhh Jake – reclamou – eu acabei de tomar banho!


- Toma de novo – ele falou ainda esfregando o rosto nela.


De repente eles pararam, os rostos muito próximos, era possível sentir a respiração ofegante de um contra o outro. O único som presente era dos corações acelerados.


- Por que você foi embora – Jacob sussurrou o que apertava seu coração desde a partida de há dois anos.


- Eu precisava ir – sussurrou de volta.


- Eu precisava de você, – Jacob falou fitando os lábios entreabertos de – eu precisava tanto de você.


- Jake – sussurrou prevendo no que daria essa situação – é melhor você ir pra casa.


Jacob se levantou e estendeu a mão pra ajudar a se levantar.


- Eu te vejo amanhã? – ele perguntou.


- Claro. – ela respondeu e deu um beijo no rosto de Jacob que retribuiu o beijo.


Jacob saiu pela janela, da mesma maneira que entrou. voltou a tomar um banho, ainda com as palavras de Jacob rodando na sua cabeça. “Eu precisava de você, . E foi com essas palavras que ela adormeceu.


oOo


As semanas passaram rápido, os garotos da reserva – Seth, Paul, Embry, Quil, Jared, Colin, Brad e Sam – estavam preparando a despedida de solteiro de Jacob. Leah tentava a todo custo convence-los de deixar que ela e participassem da festa.


- Mas Paul – Leah insistia – nós tmabém somos amigas dele!


- Sim Leah – Paul retrucava enquanto levava alguns engradados de cerveja pra dentro da casa de Jared, onde seria a festa – mas vocês são amigAs, mulheres...


- E daí? – Leah falou com os braços cruzados – desde quando amigas não podem participar da despedida de solteiro de um amigo?


- Desde que despedidas de solteiro são apenas para os homens! – Jared falou se intrometendo na discussão – Por que vocês não vão para a despedida de solteira da Renesmee?


- Eu prefiro beber água de privada – Leah falou fazendo cara de nojo – e aposto que tem a mesma opinião.


- Seja qual for a opinião suas – Paul falou deixando os engradados na cozinha – a minha opinião é Leah e fora da nossa festa.


- Vocês são uns machistas imbecis! – Leah falou se virando para sair, mas completou antes de passar pela porta – se vocês não deixam, eu vou pedir ao dono da festa. Duvido que o Jake vá proibir a entrada de .


- Hey Leah, espera – Paul gritou correndo atrás dela – o Jake não sabe da festa! É surpresa.


- Ah é – Leah fez cara de inocente – então vocês tem duas opções, deixar eu a participar da festa, ou eu conto tudo pro Jake e estrago a surpresa.


- Tá bom Leah – Paul se rendeu – mas eu não vou mudar NADA, entendeu, nada. Se vocês se sentirem ofendidas pela nossa “decoração” – ele fez aspas no ar ao falar a ultima palavra – eu não tenho culpa.


- Se a sua decoração se refere à garotas de programa, bolo com alguma dançarina ridícula dentro ou papel de parede de mulher pelada – Leah falou – não se preocupe, eu só queremos beber e nos divertir.


- Então estejam aqui às 23h. – Paul se virou e voltou pra dentro da casa.


Leah seguiu para a casa de com um sorriso enorme no rosto. Era hoje que ela dava um jeito nos dois amigos.


oOo


- anda logo, você está ai dentro a uma eternidade – Leah gritava batendo na porta do banheiro – já são 23:20!


- Já saí desespero – falou abrindo a porta e fazendo Leah sorrir – então como ficou?


- Perfeito! – Leah pegou a amiga pela mão a fazendo dar uma voltinha e olhando o vestido que a amiga usava. Era curto solto e preto – simplesmente perfeito!


As duas saíram em direção à casa de Jared. sentia o coração pular de ansiedade e tristeza. Ansiedade porque ela veria Jacob mais uma vez o que sempre lhe deixava abalada e tristeza por essa ser a ultima vez que ela o veria solteiro.


Elas entraram na casa de Jared, onde o som estava alto. Alguns dos garotos estavam na sala, mas a maioria estava nos fundos da casa, onde Paul e Jared haviam montado um pequeno palco e algumas mulheres dançavam.


Jacob foi o primeiro que viu. Ele estava sentado numa cadeira bem em frente ao palco e uma das dançarinas parecia dançar especialmente pra ele. Ela sentiu a raiva crescer dentro dela. uma coisa era aceitar que ele se casaria com outra, outra coisa bem diferente era ver uma dançarina oferecida quase se esfregar nele.


- Calma ai, – Leah falou percebendo o nervosismo da amiga – é a despedida dele, então elas estão aqui pra dançar pra ele.


- Eu vou embora Leah – sussurrou – na verdade eu nem sei o que eu vim fazer aqui.


Mas antes que virasse pra sair, Jacob olhou para a direção onde ela estava, como se ela tivesse chamado por seu nome, e abriu um imenso sorriso ao vê-la lá. Com essa atitude de Jacob, não teve coragem de ir embora e Leah sorriu satisfeita, pois ainda havia a possibilidade de por seu plano em prática.


Jacob se levantou e andou em direção à onde e Leah estavam. Leah despistou dizendo que ia atrás de algo para elas beberem e deixou os dois sozinhos.


- Eu não sabia que você vinha – Jacob falou dando um beijo no rosto de – na verdade eu não sabia de nada.


- Foi idéia da Leah – falou rindo – parece que ela encheu tanto o saco do Paul que ele deixou ela vir.


- Vem – Jacob a puxou pela mão – senta aqui comigo, vamos comemorar minha ultima noite de solteiro.


deu um sorriso fraco e o seguiu. Jacob nem imaginava como era difícil pra ela comemorar a ultima noite de solteiro dele.


Os dois curtiram a festa junto com os outros garotos. Depois da uma da manhã as dançarinas foram embora e ficaram apenas os amigos mais íntimos de Jacob, todos sentados numa mesa rindo e contanto fatos engraçados da infância e adolescência deles.


já tinha perdido a conta de quantos coquetéis de frutas tinha bebido, ela sentia que já estava bem alta e decidiu ir embora. Acabou que todos decidiram que era hora de encerrar a festa.


- O Jake te leva, não é Jake? – Leah falou para .


- Claro – Jacob respondeu – vamos .


Jacob e seguiram a pé, nenhum dos dois estava em condição de dirigir e a casa de não era tão longe. Conversavam sobre assuntos diversos, mas nenhum ligado ao casamento que aconteceria no dia seguinte.


- Ainda bem que não tem ninguém em casa – falou tentando acertar a chave no buraco da fechadura, enquanto Jacob ria dela – meu pai ia surtar se me visse nessa situação.


- Deixa eu te ajudar – Jacob falou tirando a chave da mão de .


- Hey eu estou bêbada e não cega – ela reclamou tentando pegar a chave de volta, mas tudo o que conseguiu foi fazer com que os dois se desequilibrassem.


Jacob conseguiu se reequilibrar, encostando-se na grade da varanda, mas como no dia do sorvete, os dois ficaram perigosamente próximos.


Os segundos se transformaram em minutos e os dois continuavam na mesma posição, um encarando os outro, os olhares se revezando, ora olhos nos olhos, ora olhos nos lábios.


lutava para controlar o desejo de sentir os lábios de Jacob nos seus, desejo que a segue há anos. A respiração forte de Jacob sendo soprada no rosto de não a ajudava a se controlar.


E não mais resistindo à sua vontade, se esticou, ficando na ponta dos pés, para alcançar a boca de Jacob. No momento que os lábios se tocaram, ambos sentiam ondas de choque percorrer seus corpos.


Jacob sentia ali, no beijo da , um sentimento que nunca sentiu em um ano de namoro com Renesmee. O desejo há muito escondido no seu peito, extravasava agora fazendo-o puxar pela cintura, colando os corpos dos dois.


Como se algum instinto o guiasse, Jacob suspendeu , ela enlaçou suas pernas na citura dele, sem nunca interromper o beijo. Jacob abriu a porta, e entrou na casa de subindo com ela as escadas.


Ele interrompeu o beijo para que os dois buscassem um pouco de ar, mas não abandonou a pele dela, descendo beijos pela linha do maxilar de , pescoço, colo.


sabia que o que eles estavam fazendo não era certo, mas ela não encontrava força para lutar contra seus instintos que no momento só queriam uma coisa: Jacob Black.


Foi quando Jacob alcançou o feixe do vestido de que ela encontrou palavras para alerta-lo do que eles estavam prestes a fezer.


- Jake – ela sussurrou ofegante – nós não podemos, você vai se casar amanhã.


- Essa é minha ultima noite de solteiro – ele falou o fitando nos olhos – depois de amanhã eu vou dormir e acordar ao lado da mesma pessoa. Eu quero me despedir da minha vida de solteiro fazendo amor com a única mulher que eu desejei de verdade.


sentiu seus olhos se enchendo de lágrimas, ela não recusaria esse pedido de Jacob, mesmo porque era o que ela mais queria.


oOo


acordou de manhã cedo com uma terrível dor de cabeça e sem conseguir acreditar no que ela e Jacob tinham feito na noite anterior. Desde que se descobriu apaixonada por Jacob, tudo o que mais quis foi ser completamente dele e agora que seu maior desejo tinha se realizado ela se sentia mal.


Não que a noite com Jacob não tivesse sido perfeita, foi a mais perfeita de todas as noites da vida de , mas foi única. Ela nunca mais estaria nos braços dele. Pior era imaginar que em poucas horas, Renesmee estaria ocupando esse lugar.


A tristeza que abateu o coração de foi tão grande que foi quase impossível segurar as lágrimas. Como ela encararia Jacob agora? Sem pensar muito, se levantou e vestiu a primeira roupa que viu na frente. Juntou todas as suas coisas na mala e pegou um papel e uma caneta, rabiscando de qualquer forma um bilhete para os seus pais. Em outra papel ela escreveu um bilhete para Jacob, se desculpando por não ir ao casamento.


Deixou os dois bilhetes na mesa da cozinha e saiu, pegando as chaves do carro de Megan. Ela deixaria o carro no estacionamento do aeroporto de Port Angeles e depois ligaria para a irmã a avisando.


No mesmo momento Jacob acordava em sua casa com um sorriso imenso nos lábios e uma decisão na cabeça. Ele se levantou, tomou um banho rápido e vestiu uma roupa confortável. Sua alegria pelo que estava para acontecer era tão grande que nem a dor de cabeça da ressaca o abatia.


Ele entrou no seu Rabbit e dirigiu em direção à mansão dos Cullen. Mal estacionou no gramado e já ouviu Alice reclamando por ele estar ali.


- Você ta louco garoto? – Alice perguntou com as mãos na cintura – a essa hora você devia estar na sua casa se arrumando!


- Eu tenho que falar com Nessie – Jacob falou passando pela baixinha sem dar a mínima atenção pras coisas que ela falava.


Entrou na sala encontrando Esme e Bella arrumando os últimos detalhes. Mal as cumprimentou e subiu as escadas correndo. Alice ainda estava atrás dele reclamando de alguma coisa que ele não fazia a menor questão de ouvir.


Jacob abriu a porta do quarto de Nessie sem nem mesmo bater. Ela estva sentada numa cadeira de frente para a penteadeira e Rosálie estava arrumando seu cabelo.


- Jake! – Nessie esclamou se levantando – O que você está fazendo aqui?


- Nós temos que conversar – Jacob falou olhando para Rosalie e Alice que se mantinham no mesmo lugar – sozinhos.


- Tia Rose, Tia All, vocês podem dar licença um minuto? – Nessie perguntou para as duas que saíram de cara feia.


- Um minuto, ouviu garoto? – Alice falou antes de sair pela porta.


- O que você tem de tão urgente pra falar? – Nessie perguntou voltando a se sentar na cadeira.


Jacob caminhou até ela e sentou na cama, virando a cadeira de Nessie para que ela ficasse de frente pra ele.


- Olha Ness, o que eu vou falar não é algo fácil – Jacob começou a falar – eu sei que vai te magoar, mas eu prefiro magoar você agora.


- Eu não to entendendo Jake.


- Não dá mais pra gente casar – Jacob falou de uma vez, vendo Nessie perder a cor depois ganhar um tom de vermelho vivo.


- Como assim não dá pra casar? – ela quase gritou.


- Não dá, Ness – Jacob falou – eu não quero mais.


- e você descobriu isso agora? – ela ainda gritava.


- Não exatamente, eu já sabia, mas só tive certeza hoje, ontem pra ser mais exato.


- É por causa dela não é? – Nessie perguntou se levantando e caminhando até a janela – é por causa da sua amiguinha.


- Também – Jacob falou começando a se irritar pela maneira como Nessie se referia à – mas não é o único motivo.


- O que é então Jacob? – Nessie se virou pra ele com os olhos flamejando – você tem certeza que quer ficar com ela ao invés de ficar comigo? O que ela pode te dar? NADA. Já eu posso te dar um mundo. Um mundo longe dessa vidinha que você tem aqui nesse fim de mundo. Eu sou seu passaporte pra alta sociedade!


- É exatamente esse o problema – Jacob falou alto – eu não quero um passaporte pra alta sociedade! Eu não quero ser um brinquedinho pra você apresentar pras suas amigas ricas. Eu quero essa vidinha que eu tenho aqui. Vidinha da qual se orgulha.


- Ah então você quer ficar com a coisinha, vivendo num barraco na beira no mar de La Push e criando um monte de filhos remelentos! Tenha dó Jacob!


- Sabe Ness – Jacob falou andando até a porta – eu não sei o que foi que eu vi em você. Você não tem alma! Mas eu espero que você encontre alguém que te conserte.


Jacob falou e saiu, deixando uma Renesmee cheia de raiva e com lágrimas molhando o rosto. Sem se despedir ele passou pela sala e foi em direção ao seu carro, mas antes que o alcançasse, ouviu a voz de Alice atrás dele.


- O que você fez com ela? – Alice gritou.


- Falei a verdade – Jacob falou simplesmente e entrou no carro.


- Eu espero profundamente que você esteja brincando e apareça nessa casa vestido decentemente e pronto para se casar – ela falou apontando o dedo ameaçadoramente na cara de Jacob – eu não preparei o casamento perfeito para vê-lo desperdiçado.


- Pois eu espero profundamente não ver nunca mais essa sua cara de psicótica! – Dito isso Jacob arrancou o carro deixando Alice parada no meio do gramado.


Ele acelerou o carro o Maximo que pode, queria estar logo em La Push, queria ver outra vez, dizer a ela que não ia mais acontecer casamento nenhum e que ele queria ficar com ela.


Jacob parou o carro na porta da casa de cantando pneu e desceu correndo. Megan abriu a porta, assustada com o barulho.


- Ta louco Jacob? – ela falou – vai tirar o pai da forca?


- Não – ele respondeu rindo – eu preciso falar com .


Megan fez uma careta e entrou, fazendo sinal para que Jake a seguisse.


- Quando eu cheguei hoje em casa, me ligou falando que meu carro estava no aeroporto de Port Angeles, na vaga 32 e desligou o telefone. Eu estranhei, e quando entrei na cozinha, tinha dois bilhetes na mesa, um pros meus pais e um pra você. – ela estendeu o bilhete para Jacob que o pegou já sabendo de que se tratava.


Ele abriu o papel e reconheceu a caligrafia de , que mesmo com pressa era linda.


Jake,


Me desculpa por ser covarde demais e não conseguir te encarar hoje. A noite de ontem foi a mais perfeita da minha vida, eu nunca irei esquecê-la.


Eu sempre fui uma medrosa, a Leah me lembra disso o tempo todo. E foi por ser covarde demais que eu fui embora dois anos atrás e estou indo embora hoje de novo.


Mil desculpas por não estar no seu casamento. Eu desejo do fundo do coração que você seja muito feliz com Renesmee e que ela o aceite como você é, porque ai ela vai perceber o quão maravilhoso você é.


Você sempre foi meu melhor amigo, a primeira pessoa pra quem eu contei tudo o que sentia, mas tem apenas um sentimento que eu sempre escondi de você.


Eu t...


Adeus Jake, seja feliz.


Da sua .


- Ela... ela... – Jacob gaguejava – ela foi embora?


- O que aconteceu ontem Jake? – Megan perguntou – Ela não iria embora assim se não tivesse acontecido algo.


- Eu não posso deixa-la ir embora de novo, Meg – Jacob falou e saiu correndo, entrando em seu carro.


Ele dirigiu até a casa de Leah, que não era muito longe.


- Leah! Leah! – Jacob saiu do carro gritando – Leah!


- Owowowow – Leah falou saindo de casa – onde é o incêndio?


- ... – Jacob tentava falar – ela foi... embora. – ele falou e se sentou na escada da varanda.


- Como assim foi embora? – Leah perguntou se sentando ao lado dele.


- Indo – Jacob falou colocando a cabeça entre os joelhos – eu achei que ela tinha ficado feliz depois de ontem...


- O que aconteceu ontem? – Leah perguntou.


- A gente ficou junto – Jacob falou olhando para Leah que o encarava com as sobrancelhas erguidas –a gente transou Leah.


- E ela foi embora? – Leah perguntou sem entender, pois ela tinha certeza absoluta que gostava de Jacob. – mas eu achei que era isso que ela sempre quis.


- Do que você ta falando Leah?


- Ah Jake deixa de ser imbecil – Leah deu um tapa da cabeça dele – sempre te amou, mas sempre foi uma medrosa e nunca teve coragem de te deixar saber disso. Ela foi embora a primeira vez por causa disso, por não ter coragem de dizer pra você o que ela sentia.


- Eu não posso deixar ela ir embora de novo Leah – Jacob falou. – não agora que não vai mais ter casamento.


- Não vai ter casamento? – Leah perguntou assustada.


- Não, eu terminei com Nessie e fui na casa de contar tudo pra ela e pedir pra ela ficar comigo, mas ela não estava lá. – Jacob maltratava os cabelos – eu não posso perdê-la!


- Não pode e não vai – Leah se levantou – Nem que você tiver que ir até Londres buscá-la!


- Escuta Leah – Jacob falou se levantando um novo brilho de esperança em seus olhos – liga pro celular dela, descobre onde ela ta, que hora o vôo sai, sei lá, descobre alguma coisa.


Leah pegou o celular e ligou pra . O telefone tocou quatro vezes, na quinta vez, atendeu.


- É melhor você ter uma boa explicação pra não estar em La Push nesse exato momento – Leah falou brava.


- Desculpa Leah, mas não dava pra encarar o Jake. falou do outro lado da linha. Jake fez sinal pra Leah não contar que ele estava lá e que não ia mais haver casamento, Leah não entendeu, mas fez o que ele pediu.


- Onde você está agora? – Leah perguntou.


- Acabei de desembarcar no aeroporto de Seattle respondeu – o vôo pra Londres só sai no final da tarde. Mas Leah, não conta pra ninguém, por favor, principalmente pro Jake.


- Tudo bem, – Leah respondeu – mesmo não concordando, eu vou deixar você ser covarde mais uma vez.


- Obrigada Leah falou – Assim que chegar em Londres eu te ligo. Até mais amiga.


- Até mais. –Leah desligou o telefone olhou pra Jacob que estava quase entrando em colapso – o vôo dela sai no final da tarde.


- Eu to indo pro aeroporto. – Jacob falou indo pro carro.


- Sem querer ser pessimista, Jake – Leah falou – mas você não vai conseguir chegar a tempo. Nem que você dirigir a 200 por hora.


- Quem disse que eu vou de carro? – Jacob tirou o celular do bolso e começou a discar enquanto ligava o carro – Sr. Markenzie? Lembra daquele favor que o senhor quis me recompensar? Pois é eu vou aceitar agora.


oOo


já estava cansada de esperar, mas ela não desistiria agora, não dava pra voltar e encarar Jacob. Lembrar dele fez o coração de se apertar, a essa hora ele já devia estar casado.


“Chamada do vôo 360 com destino à Londres, embarque no portão três”


ouviu a chamada e se encaminhou para o portão de embarque, seu coração ficava em La Push, com Jacob.


Já acomodada na sua poltrona, colocou os fones do seu ipod no ouvido e tentou se desligar do mundo exterior, mas uma movimentação chamou sua atenção. abriu os olhos e tirou os fones do ouvido.


- O que está acontecendo? – ela perguntou pra ela mesma tentando ver pela janela.


- Um resgate – ela ouviu a voz grossa e tão familiar soar atrás dela.


Devagar se virou, ela ainda achava que essa voz era apenas fruto da sua imaginação, mas qual não foi sua surpresa ao se virar e se deparar com Jacob parado no corredor do avião bem de frente para a poltrona dela.


- Ja-Ja-Jake? – gaguejou – Como? O que?


- Eu vim te buscar – ele falou se sentando ao lado dela – eu não vou deixar você fugir de novo.


- Mas seu casamento, Renesmee?


- Meu casamento acabou, antes mesmo de começar e a Nessie... bom ela não é mais tão importante assim – Jacob se acomodou ao lado de – na verdade Nessie nunca foi importante. Você é importante , você sempre foi a mais importante.


olhava incrédula, o momento que ela mais esperou, mais desejou em toda sua vida estava se realizando, Jacob estava se declarando para ela.


- Eu te perdi uma vez e não vou te perder outra vez! – Ele segurou as mãos dela – Eu sempre te amei , mais do que qualquer outra coisa nesse mundo, mas eu tinha medo de te dizer isso e perder sua amizade. Então eu preferi guardar esse sentimento só pra mim. Eu reformei aquela cabana pensando em você, fiz cada móvel, cada canto imaginando você lá, mas ai você chegou feliz, me contando que ia pra Londres. Eu ainda terminei a casa, tinha esperança de você voltar e nós ficarmos juntos, mas ai eu conheci a Nessie, e você estava longe, provavelmente feliz com alguém. Mas eu nunca deixei de amar , e ontem, ontem foi a noite mais perfeita da minha vida. Eu acordei hoje decidido a terminar tudo com Nessie, e foi o que eu fiz, mas ai quando eu cheguei na sua casa pra te contar, pra pedir pra você ficar comigo, pra sempre, você tinha ido embora. E agora eu estou aqui, morrendo de medo de ser rejeitado, mas também louco pra deixar você saber que eu te amo. Eu vou tentar compreender se você disser que quer ser só minha amiga...


- Jake – o interrompeu – cala a boca – ela o beijou como sempre desejou, um beijo cheio de amor e desejo.


- Volta pra casa comigo? – Jacob perguntou.


- Só se for agora! – falou se levantando, os dois saíram do avião sendo aplaudidos por todos os passageiros e tripulantes.


Do lado de fora pode ver como Jake conseguiu parar o avião, um enorme helicóptero estava parado bem no meio do caminho.


- Pronto para voltar para casa Sr. Black – o piloto do helicoptero perguntou – acho que não podemos mais ficar parados aqui.


- Claro, Thomas – Jacob respondeu – vamos pra casa.


Os dois embarcaram no helicóptero e foram em direção à La Push, de onde nunca mais sairia.


- Eu te amo – falou assim que eles levantaram vôo.


The End

30 de junho de 2011

Efeitos by Nannah Andrade

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Efeitos


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EFEITOS – BY NANNAH ANDRADE

De Caixa suspensa


POV – JACOB BLACK


Tudo parecia perfeito. Cada coisa em seu devido lugar. Será? Até quando esse sentimento de paz e tranqüilidade irá durar? Algo me diz que por muito pouco tempo.
Minha obsessão por Bella acabou, eu finalmente entendi que ela é do sanguessuga leitor de mentes – vulgo Edward – e ele é dela. Duas partes da mesma laranja... Mas ai vocês se perguntam, e você?
E eu respondo: eu... eu estou metido em mais uma enrascada!
- Espero que isso não seja uma referencia à minha filha – Edward gritou do andar de cima.
- Nunca diria uma coisa dessa da Nessie – respondi não tão alto quanto ele.
Nessie é a filha do Edward e da Bella. Estranho? É eu também pensei isso no começo. Bella engravidou ainda na lua de mel, quando era humana. Ninguém achava isso possível, como imaginar que um vampiro poderia fazer um filho numa humana? Nenhuma mulher sobreviveu para que isso se provasse provável. Nenhuma exceto Bella.
Bom Bella engravidou e em menos de nove meses, menos de um mês na verdade, Nessie nasceu. Quando eu descobri a gravidez, na verdade achei que os Cullen já tivessem a transformado e apenas mentiram que ela estava doente pra que tivessem uma maneira de justificar sua ‘morte’, mas ao chegar aqui vi qual era a real situação.
Bella estava enorme e a ‘criatura’ estava sugando toda a vida dela. eu odiei aquele ser, com todas as minhas forças. Mas esse ódio não foi o suficiente pra concordar com Sam e atacar os Cullen, afinal pra matar a criatura Bella teria que morrer e isso não era algo possível pra mim, eu ainda a amava – ou pelo menos achava isso.
Eu acabei me desvencilhando da matilha de Sam. Assumi meu posto de alpha por direito. Seth e Leah me seguiram, cada um com seus motivos, que no momento não são nem um pouco importantes. Acompanhei todo o sofrimento de Bella e dos Cullen, o medo por não saber o que era a criatura na barriga dela e a dor por vê-la definhar, mas mesmo que isso me causasse dor, eu não conseguia sair do lado dela. uma força maior que eu me prendia ali, como se minha vida dependesse de cada segundo a mais da vida de Bella.
Meus planos estavam traçados na minha cabeça, eu mataria a criatura assim que ela saísse de dentro de Bella. No dia do parto, eu me sentia em um filme de terror, eu vi Bella morrer, vi a mulher que sempre amei sem vida nenhuma bem diante dos meus olhos. A revolta me tomou e mesmo entorpecido pela dor, decidi colocar meu plano em ação. Eu só não sabia o que ia acontecer quando eu estivesse de frente para a criatura.
Como num passe de mágica, ao olhar para os olhos cor de chocolate da criança nos braços da vampira loira – olhos da cor exata dos de Bella – meu mundo parou de rodar. Tudo o que me importava, tudo o que eu era deixou de ter importância. Minha vida agora seria regida por aquele pequeno ser. Renesmee, era ela agora o centro do meu mundo, o que faria tudo na minha vida ter sentido.
Nessie – apelido que eu a dei e que irritou bastante Bella – era uma criança especial, ela crescia numa velocidade maior e tinha uma inteligência muito mais avançada que as crianças normais.
Hoje, sete anos depois do nascimento de Nessie, ela tem aparência de uma garota de 17 anos e a inteligência de... de alguém velho como o pai dela.
- Isso eu ouvi! – Edward gritou de novo.
- Quem manda ficar futricando a cabeça dos outros? – respondi rindo – além do mais, você é velho mesmo Edward! Pra mim 117 anos é algo bem ultrapassado!
- Eu vou te mostrar o velho Sr. Black! – ele falou bravo e eu ri.
- Já está brigando com o papai de novo? – Nessie falou sentando-se do meu lado – O que foi dessa vez?
- O de sempre – falei rindo – seu pai fica xeretando na minha cabeça, ai ele escuta algo que não quer...
- Que você provavelmente pensa de propósito! – ela me acusou.
- Eu Ness – falei fazendo cara de ofendido – eu só penso a verdade.
- Ta – ela rolou os olhos – então vamos ao cinema hoje?
- Vamos – respondi – vai se trocar, eu vou em casa tomar um banho e já venho te buscar.
- Então ta bom – ela deu um beijo na minha bochecha e saiu gritando – Tia Aliiiiiiice.
Balancei a cabeça e fui pra casa.

POV- Nessie
Eu hoje tomaria a iniciativa, Jake ainda me vê como uma garotinha, será que ele não percebe que eu cresci? Que agora eu sou uma mulher e que minha idade real não é nada comparada à minha aparência?
Eu posso até ter sete anos, mas meu rosto, meu corpo tudo me faz parecer ter 17! Será que ele não sente nada quando me vê? Não é possível que mesmo com toda a nossa proximidade ele não se sinta nem um pouquinho atraído.
Se ele não me percebia por conta própria, eu o faria me perceber. Desci as escadas e o ouvi discutindo com meu pai. De novo...
- Já está brigando com o papai de novo? – falei sentando lado dele, o seu cheiro me invadiu e fez uma corrente elétrica percorrer todo o meu corpo – O que foi dessa vez?
- O de sempre – ele respondeu rindo – seu pai fica xeretando na minha cabeça, ai ele escuta algo que não quer...
- Que você provavelmente pensa de propósito! – ele sempre fazia isso, sempre provocava meu pai em pensamentos.
- Eu Ness – ele fez cara de ofendido – eu só penso a verdade.
- Ta – rolei os olhos – então vamos ao cinema hoje?
- Vamos – ele respondeu – vai se trocar, eu vou em casa tomar um banho e já venho te buscar.
- Então ta bom – dei um beijo na bochecha dele, mas pelo que percebi não causou nenhum efeito. Então eu só tinha uma opção – Tia Aliiiiiiice.
Subi as escadas correndo, encontrando tia Alice e tia Rose no meio do caminho.
- Preciso de ajuda pra me arrumar – falei entrando no meu quarto. Percebi As duas me seguindo.
- desde quando você precisa de ajuda pra se arrumar pra sair com o cachorro – tia Rose perguntou.
- Primeiro o nome dele é Jacob, - reclamei, essa implicância de tia Rose e Jake me irritavam – e segundo, desde que eu preciso que ele me note como mulher e não como a menininha que ele ajudou a criar!
- Eu te ajudo Nessie – tia Alice falou com um sorriso enorme no rosto – acho que você deve vestir algo mais ousado, mas sem parecer vulgar, ou você vai assusta-lo.
Ela revirava meu closet atrás de alguma coisa.
- Acho que sua mãe tem a roupa perfeita! E aposto o que quiser como ela nunca a usou! – ela fez uma careta – eu já volto.
Nem deu tempo de respirar e tia Alice estava de volta com uma saia rodada em ton de cinza e uma blusa no mesmo tom com um decote redondo.
- Não disse que sua mãe tinha a roupa perfeita e que nunca havia a usado? – ela falou brava.
- Também pudera né tia, esse não é o estilo de roupa da minha mãe. – tentei amenizar para o lado da minha mãe – pensa só Bella Cullen usando saia?
- O que tem? – tia Alice me olhou com as sobrancelhas arqueadas – Sua mãe é jovem e linda. Saias dão tão certo nela como qualquer outra roupa.
- Tá, ta – peguei a roupa da mão dela – vamos nos concentrar em me arrumar, daqui a pouco Jake está aqui.
Vesti a roupa e calcei um par de peep toes preto rendado, coloquei algumas pulseira de argola e no pescoço apenas o medalhão que minha mãe me deu. Tia Alice cuidou da maquiagem, algo provocante mas leve, sem exageros, uma pequena bolsa de mão em formato de coração fechou o look, coincidentemente na mesma hora Jake bateu na porta. Passei um pouco de perfume e desci. (look: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=33019359&.locale=pt-br).
Jake estava lindo – como se ele precisasse de muito esforço pra isso – vestido com uma calça jeans escura, uma camisa preta, super justa que deixa seus músculos a mostra e uma jaqueta escura. O cabelo curto estava bagunçado. (look: https://picasaweb.google.com/lh/photo/XV8G6tyIPXqYiRXDPpm8ZPaZ-7u71EFdqLxUSSMGD90?feat=directlink).
- Vamos? – ele perguntou sorrindo.
- Vamos sim. – me despedi dos meus pais e tios e nós saímos, não é claro sem uma piadinha do tio Emmett.
- Cuidado hein cachorro o Edward vai estar com o radar ligado quando vocês chegarem! – todos riram, menos eu.
- Até parece que ele teria motivos pra fazer qualquer coisa – Jake murmurou rindo, sorriso que não apareceu no meu rosto, afinal ele acabou de dizer que não faria nada comigo. N-A-D-A!
Fomos o caminho todo em silencio, sinceramente eu não queria nem ir mais. Jake não me via como mulher, então que sentido tinha sair agora se meus planos não dariam certo?
- Você ta quieta Ness – Jake quebrou o silencio – o que aconteceu?
- Nada – falei – não aconteceu nada.
- Então porque esse bico? – ele intercalava olhares pra mim e pra estrada – você parecia animada antes.
- Eu ainda estou animada Jake – menti.
- Ness eu te conheço desde que você nasceu, então eu sei quando você mente, pra mim você é transparente.
- Não é o que parece – falei, se eu fosse transparente mesmo ele saberia exatamente o que eu sinto por ele.
- O que? – ele me olhou.
- Nada Jake – falei – olha me desculpa ta? Eu fiquei irritada com a piadinha do tio Emm. Vamos ao cinema, vamos nos divertir e tudo isso passa ok?
- Ok, Ness, mas você não devia ficar dando ouvidos pra tudo o que Emmett fala – ele balançou a cabeça e sorriu – ele às vezes é um crianção.
- Certo Jake. – eu tinha que encontrar uma maneira de fazer ele me notar.
- Chegamos – ele falou depois de um curto tempo de silencio.
Jake comprou nossas entradas e foi na fila que eu vi a chance de faze-lo me enxergar como mulher.
- Olha Jake – apontei pra pessoa parada na porta do cinema.
- Hey Embry! – Jake gritou depois de vê-lo – ta perdido?
- Que nada – Embry falou com uma cara emburrada – acabei de levar o maior toco. Oi Nessie – ele falou ao me ver.
- Oi Emb... – eu o abracei com um pouco mais de intimidade – então você vai ver o filme sozinho? – perguntei quando o soltei e vi Jake olhar com a cara séria. Eu estava conseguindo.
- Não acho que vou deixar pra ver outro dia – Embry falou tristonho.
- Nem pensar! – o puxei pelo braço – você vai ver o filme conosco, não é Jake?
- Claro – Jake falou não muito animado.
- Não, eu não quero atrapalhar vocês... – ele olhou pro Jake.
- Que isso cara, você não vai atrapalhar nada... – Jake ficou um pouco desconfortável com o olhar de Embry – vamos lá é a nossa vez – falou indicando que a fila já tinha acabado e o porteiro estava nos esperando.
Entramos na sala do cinema e eu sentei entre Embry e Jake. O filme era uma comédia e eu fiz questão de rir bastante no ombro do Embry. No final do filme fui até o banheiro, deixando os dois sozinhos. De onde eu estava dava pra ouvir bem a conversa deles.
- Desculpa Jake – Embry falou – eu não sei o que deu nessa garota!
- Ta tudo bem Embry... – como assim tudo bem? Ele não vai gritar, xingar... eu sou ou não sou o imprinting dele? – a Ness ta estranha hoje.
- O que rola entre vocês, Jake? – Embry perguntou.
- Como assim?
- Ora como assim? Vocês estão juntos?
- Claro que não Embry! Ela é uma criança!
- Criança, Jake! – Embry falou um pouco mais alto – eu sei que ela é seu imprinting, então me desculpa a sinceridade, mas de criança a Nessie não tem nada!
- Tem sim – Jake falou – a idade. Porra Embry a menina tem sete anos! Sete anos! Não exite possibilidade de eu ter nada com ela.
Então esse era todo o problema. Jake ainda me via como uma criança. Que grande merda! Sai do banheiro muito irritada e passei pelos dois sem nem mesmo os olhar.

POV – Jacob
Ness saiu do banheiro feito um furacão, eu não entendi nada.
- Acho melhor você explicar pra ela o que me falou agora... – Embry falou olhando para a porta, onde Ness acabava de passar.
Sai correndo e a encontrei no meio da rua, na direção oposta do lugar onde eu tinha parado o carro.
- Hey Ness – gritei – o que aconteceu?
- Nada Jacob! E esse é o problema, nada acontece! – ela gritava com as mãos pra cima.
- Ok, eu não to entendendo nada, mas vamos pro carro, em casa a gente conversa.
- Eu não vou pra lugar nenhum com você Jake, eu vou pra casa, mas é sozinha. – ela se virou e voltou a caminhar.
- Ness, Ness espera – peguei-a pelo braço – o que foi que eu fiz?
- Eu não sou criança Jake! É isso que ta acontecendo, todo mundo me vê como criança, mas eu não sou criança! – ela gritou.
- Então é isso? – falei – o problema todo, toda essa crise, é por isso?
- É Jake, é por isso. – ela começou a chorar – você não me vê, Jake, você vê uma criança de sete anos.
- E o que você quer que eu veja Ness? Hum? – falei – O que você quer que eu veja? Eu vi você nascer, vi você crescer desse seu jeito louco, eu sei que você não aparenta ter sete anos, mas eu não consigo te ver como mulher. Não ainda! – eu queria que ela entendesse – não que você não seja bonita, Ness, você é. Você é linda, mas pra mim é difícil demais imaginar qualquer coisa com você, foi pouco tempo pra muita coisa. Em uma hora você era uma menininha que corria pela floresta e pulava no meu colo, em outra hora você já era uma garota de 17 anos, cheia de vida e de energia. Só que pra mim Ness, o tempo não passou tão rápido assim, eu olho pra você e vejo a minha menininha.
Ela chorava muito, e isso partia meu coração, mas eu precisava dizer essas coisas pra que ela entendesse o meu lado.
- eu queria te ver como mulher Ness, Deus como eu queria. Eu esperei tanto pra encontrar a minha metade... eu sofri tanto até isso acontecer, mas eu não consigo... não agora Ness, me desculpa, mas eu não consigo.
Terminei de falar e não consegui a olhar nos olhos, eu sabia o que veria ali, dor, tristeza, rejeição. Eu podia sentir tudo o que ela estava sentindo.
- Me leva pra casa – ela falou chorosa.
Entramos no carro e eu dirigi direto pra casa dos Cullen.
- Boa noite, Jake – Ness falou e saiu do carro, sem nem me dar chance de me despedir.
- Boa noite Ness – murmurei. Liguei o carro e dirigi pra minha casa, tudo o que eu precisava agora era de uma boa noite de sono.

POV – Walker (n/a: Gente a vai ser irmã do Paul e como no livro não cita o sobrenome dele, eu inventei!)
Cheguei no aeroporto de Port Angeles já bem tarde. Eu tinha duas opções, dormir aqui mesmo e pegar um táxi para La Push amanhã, ou procurar uma carona hoje. Fiquei parada olhando a rua e tentando decidir o que fazer quando ouvi uma voz atrás de mim.
- Hey moça ta perdida? – me virei e dei de cara com um homem enorme, a pele avermelhada e todos os traços que me faziam lembrar dos quileutes.
- Eu acho que te conheço – falei.
- Eu também acho que te conheço. – ele falou rindo – você cresceu bastante .
- Você lembrou de mim, mas eu não me lembro de você – dei um sorriso sem graça.
- Eu devo estar bem diferente mesmo... – ele se aproximou e riu – eu sou o Jared, lembra?
- Para tudo... EMBRY? – corri e pulei nele – Meu Deus você ta tão diferente!
- É eu cresci um pouquinho... – ele retribuiu meu abraço – mas você também mudou, não é mais aquela menina magrela...
- É eu mudei...
- Então como é que você vai pra La Push? – ele perguntou.
- Eu estava pensando justamente nisso quando você apareceu – expliquei – acho que vaio ser meio difícil achar um táxi agora, eu estava pensando em tentar uma carona...
- Tá louca? – ele quase gritou – você tem noção dos perigos que corre pegando carona? Além disso, o Paul me mata se souber que eu deixei você pegar carona. Vem eu te levo.
- Achei que fosse perigoso pegar carona – dalei rindo.
- Não comigo – ele piscou um olho.
- A propósito, o que você estava fazendo aqui uma hora dessas? – perguntei.
- Eu vim pra um encontro com uma garota, mas ela me deu um bolo. Ai eu assisti um filme no cinema com um casa de amigos depois fui andar pela cidade, ai vi você aqui parada e te reconheci... – ele riu – por que você voltou?
- Problemas de saúde.
- Espero que não seja nada sério.
- Eu também espero – falei.
Subi na moto de Embry e nos fomos em direção à La Push, meu lar que a tanto tempo eu não via. Depois de algum tempo de viagem, Embry me deixou na porta da casa dos meus pais.
- Então até mais – Embry me deu um beijo no rosto, mas se assustou assim que entrou em contato com minha pele, eu bem sabia o por que – hey você está bem quente.
- É eu sei... – falei – problemas de saúde lembra? Bom eu vou entrar. Obrigdaa pela carona Embry...
- Até breve ...
Embry arrancou a moto e saiu, eu me virei e encarei a porta da casa dos meus pais. Que saudade eu sentia daqui, desde que decidi estudar fora, nuncaimaginei que sentiria tanta falta desse lugar. As praias, penhascos, as pessoas, que antes me transmitiam tédio, me fizeram uma tremenda falta.
Fui tirada dos meus devaneios pela conversa que ouvi dentro da casa.
- Não pai eu vou lá – era Paul sempre querendo ser o mais forte, o mais destemido. Algumas coisas não mudam – além do mais eu me curo rápido lembra?
Cura rápido? Que historia maluca é essa? Paul abriu a porta, fazendo a luz da varanda se acender automaticamente.
- OI maninho – falei. Paul fez uma cara de espanto.
- ? – eu corri e pulei em cima dele. – Menina o que você ta fazendo aqui uma hora dessas? – ele perguntou me descendo do colo dele.
- Oi e eu também estava com saudades, Paul. – ele me abraçou.
- Eu também senti sua falta tampinha.
- Cadê o pai e a mãe? – falei procurando os dois com os olhos. Os encontrei no pé da escada, minha mãe pra variar estava chorando e meu pai com um sorriso besta na cara – eu não ganho um abraço não? – perguntei aos dois.
- Ah minha filhinha – minha mãe veio me abraçar – você está tão grande!
- Vem cá minha princesa – meu pai me puxou – meu Deus eu estou ficando velho, olha o tamanho dessa menina!
- Também senti falta de vocês. Na verdade senti falta de tudo aqui, nunca pensei que La Push fosse tão importante pra mim. – confessei.
- E como foi o intercambio? – mamãe perguntou – e por que você voltou?
- Mãe – falei – se vocês não se importarem, eu posso falar sobre isso amanhã? É que meu vôo chegou a pouco tempo, eu mal dormi no avião, então eu estou muito cansada.
- Claro minha filha – mamãe respondeu – eu vou lá em cima arrumar seu quarto. – ela me deu um beijo e subiu.
- Vou ver se sua mãe precisa de ajuda – meu pai me deu um beijo na testa, mas parou sem se afastar – você está quente! Miah! – ele chamou minha mãe, ótimo a idéia de conversar amanhã foi por água abaixo.
- Não precisa chamar a mamãe, pai – reclamei – eu já fui ao médico...
- E o que você tem? – ele me perguntou preocupado – foi por isso que voltou? Você está doente?
- Calma pai, eu vou explicar. – falei e me sentei, essa conversa ia ser longa.
- O que foi John? – minha mãe perguntou entrando na sala – qual o problema?
- , ela esta com febre. – papai falou se sentando também e minha mãe veio conferir a minha ‘febre’.
- Meu Deus, filha! – mãe gritou – vocês está ardendo em febre, eu vou buscar um antitérmico.
- Não adianta mãe – falei – eu já tomei, de todas as marcas conhecidas! Eu queria deixar pra falar amanhã, mas melhor explicar tudo logo de uma vez.
Minha mãe se sentou ao lado do meu pai e Paul ficou de pé, me olhando como se me avaliasse.
- Eu estava bem, estava tudo normal na minha vida até uma semana atrás. – comecei a contar tudo o que tinha acontecido.
“Eu estava indo pra aula de trigonometria depois do almoço, quando fui abordada por Vivian, a garota popular da escola, ela queria saber o por que de eu ter me candidatado à rainha do baile.
“Eu não quis discutir com ela, primeiro porque eu nem queria ser rainha do baile, mas alguém me inscreveu, e segundo porque eu não queria briga, e eu sabia que se começasse a discutir com ela ia acabar em briga.
“Eu sempre fui a nerd que ninguém olhava, vocês lembram como eu era desengonçada, magrela. Mas de uns meses pra cá tudo isso mudou, eu mudei. Meu corpo se desenvolveu de repente, eu cresci uns bons centímetros e o principal, eu fiquei muito temperamental. Qualquer coisinha me irritava, por isso eu sabia que se desse corda pra Vivian, nós iríamos brigar.
“Eu a ignorei e continuei seguindo pra minha aula, mas ai ela fez a burrada de me segurar pelo braço e começar a falar um mundo de desaforos colocando o dedo na minha cara.
“Eu vi tudo vermelho, comecei a tremer muito e quando dei por mim, Vivian estava caída no chão com o nariz quebrado. Eu não pensei muito, apenas sai correndo. Muita gente me ajudou, porque Vivian não era querida pela maioria, ela era arrogante demais, então essas pessoas me deram cobertura e eu consegui sair do colégio e fui pra casa.
“E foi ai que minha febre começou. O mais estranho era que fora as tremedeiras quando eu ficava muito nervosa, eu não sentia nada. Eu fui ao médico no dia seguinte, ele constatou minha temperatura muito alta, fez diversos exames, mas não encontrou nada de anormal.
“Eu fui em outros médicos, fiz mais um milhão de exames, e nada, vocês entendem, eu não tinha nada. Foi ai que eu resolvi voltar pra casa. Eu não queria ficar com todos esses problemas sozinha, foi nessa hora que eu senti falta daqui, senti falta de vocês, dos meus amigos, da praia, da total falta de sol...
Eu já estava chorando muito, minha mãe tinha se sentado do meu lado e acariciava meu cabelo. Meu pai tinha os olhos fixos em Paul, que me fitava com intensidade.
- Acho que precisa descansar – Paul falou – amanhã nós vemos o que fazer.
- Paul tem razão – papai falou – vamos Miah, vamos arrumar o quarto da .
Meus pais subiram para o quarto e eu fiquei na sala com Paul.
- Não é só o que você contou, é? – Paul falou me analisando com os olhos.
- Como assim? – me fiz de desentendida.
- Tem mais coisa ai, eu sei que tem. Você precisa me contar tudo – ele se sentou do meu lado – pode se abrir comigo, eu sou seu irmão, vou ficar do seu lado.
Eu olhei pra ele e vi que era verdade, ele ficaria mesmo do meu lado. Não consegui conter as lágrimas que desciam pelo meu rosto. Paul me abraçou e nós ficamos um tempo em silencio.
- Ela não quebrou só o nariz – falei entre soluços – a Vivian entrou em coma Paul. Ela entrou em coma! Onde eu teria força suficiente pra dar um soco em alguém e a deixar em coma! – eu chorava muito – e ainda tem mais coisa estranha... eu escuto muito mais, consigo ouvir coisas a distancias longas. Eu posso ouvir tudo o que nossos pais estão falando lá em cima. E não é só isso, eu posso ouvir os corações deles batendo.
Respirei fundo e olhei pro rosto do meu irmão e ao contrario do que eu imaginava, não havia surpresa, decepção ali, havia, compreensão. Era como se Paul entendesse perfeitamente tudo o que eu estava falando.
- Eu também estou enxergando melhor – falei – e quando eu digo melhor, é melhor mesmo. Eu posso ver as coisas nítidas quando está tudo escuro! Eu me sinto como se estivesse num filme de terror!
- Vai ajudar se eu disser que tudo isso também acontece comigo? – ele me perguntou
- Com você? – eu estava espantada – então é tipo algum problema da nossa família?
- Não exatamente – ele pegou minha mão e eu percebi que ele também era quente – isso é uma coisa dos quileutes. Não é só comigo que acontece...
- Embry... – falei.
- O que tem Embry?
- Ele também é grande, forte e... quente. – falei me lembrando de como Embry estava diferente e da expressão no rosto dele quando percebeu o quanto eu estava quente.
- Como você sabe? – Paul me perguntou com a sobrancelha arqueada.
- Ele me deu carona – dei de ombros, mas a cara de Paul de ‘explique-se’ me fez falar mais – eu estava no aeroporto, estava tarde não tinha táxi e eu estava decidindo se dormiria lá ou se me arriscaria a pegar uma carona. Ai o Embry apareceu, falou que se você soubesse que ele me deixou pegar carona com um estranho você mataria ele, ai ele me trouxe aqui na moto dele.
- Prudente da parte dele – Paul falou – eu realmente o mataria, possibilidade que ainda não se perdeu... pois se eu souber que ele tentou alguma gracinha com você eu ainda vou mata-lo. – dessa eu tive que rir.
- Ele se comportou... – falei – mas então você vai me explicar que história é essa de o que eu tenho ser um ‘problema quileute’ ou eu vou ter que arrancar do Embry?
- Não eu te explico. – ele falou e voltou a me olhar nos olhos – Lembra das lendas do nosso povo?
- Qual delas?
- Todas, mas principalmente a dos espíritos guerreiros.
- Lembro, era algo sobre os espíritos dos guerreiros que saiam de seus corpos e usavam a magia pra proteger o povo, afastando os inimigos... – falei.
- Isso mesmo – Paul sorriu – e você lembra da história de Taha Aki e Utlapa?
- Mais ou menos – tentei me recordar do meu pai contando – Taha Aki era o guerreiro chefe, e Utlapa um de seus guerreiros, Utlapa queria o lugar de Taha Aki, que descobriu esse desejo e o expulsou da tribo, proibindo-o de usar a sua magia. Utlapa ficou com raiva seguiu Taha Aki um dia e viu o espírito dele deixando o corpo. O espírito de Utlapa também deixou o corpo e entrou no corpo Taha Aki. O espírito de Taha Aki ficou perdido, ai ele encontrou um lobo dividiu espaço no corpo dele, um dia ele ficou com muita raiva, ai o lobo se transformou em homem. Ele conseguiu desmascarar e matar Utlapa e voltou a viver com o povo dele, ele teve muitos filhos que também descobriram a magia de lobo no sangue deles ee viraram guerreiros com Taha Aki.
- É isso – Paul falou rindo – bem resumido, o Billy não ia gostar de ouvir a história assim, mas ta valendo.
- E o que isso tem haver com o que eu to sentindo? – perguntei.
- Tudo – ele me olhou sério – pode parecer loucura , mas essas lendas são verdadeiras.
- Como assim verdadeiras? Você quer dizer que existem mesmo guerreiros que se transformam em lobos?
- É – ele deu um sorriso de lado – eu, o Jared, o Sam, o Jacob, o Embry, o Quil, o Seth, a Leah e agora o Colin e o Brad também.
- Owowowowowowow espera ai... – levantei do sofá e olhei pro meu irmão que provavelmente estava enlouquecendo – você quer dizer que você, você Paul, meu irmão marrento vira um enorme lobo?
- Por ai?
- É difícil de acreditar... – murmurei – bem difícil... espera ai... se você falou que você tem o mesmo que eu tenho quer dizer que eu... – minha voz morreu.
- Vai virar uma loba – Paul falou me olhando e eu percebi um brilho diferente nos olhos dele.
- Eu acho que você precisa dormir Paul, você com certeza está delirando – falei pegando minha mochila e indo em direção às escadas.
- Você não acredita, não é? – ele falou.
- Não – virei para olha-lo – e fica bem difícil acreditar em algo tão... tão... místico!
- Então vem comigo – ele me pegou pela mão e me levou pro lado de fora da casa.
Caminhamos pro meio da floresta e quando estávamos bem longe ele parou e me olhou.
- Ignora que eu sou seu irmão e que vou tirar a roupa na sua frente ok? – ele deu um sorriso sem jeito.
- Você vai tirar a roupa na minha frente? – perguntei arqueando uma sobrancelha.
- É preciso – ele falou e se afastou – não se assuste, por favor, e não sai daí também. Não corre, porque senão você vai se perder...
- Ta bom Paul, vai logo! – gritei. Ele se afastou um pouco mais e tirou a camisa e a bermuda. Ok a visão do meu irmão sem roupa não era nada agradável, mas antes que eu pensasse em fechar os olhos ou virar o rosto, eu vi Paul se transformar em um enorme, e quando digo enorme, é enorme mesmo, lobo cinza – OMG! – gritei – Paul é verdade? As lendas são verdade!
Avancei um passo pra perto dele, mas ele se afastou.
- Ah qual é Paul, me deixa chegar perto. – falei – Eu sou tenho que tocar pra acreditar, não basta só ver.
Ele ladrou baixo, uma risada de lobo e se aproximou de mim. Estiquei minha mão e toquei no pelo dele.
- Surreal demais – sussurrei. Ele tocou na minha cintura com o focinho, me fazendo virar de costas pra ele – Ah, você deve estar querendo se vestir, né. Ok eu me viro, a imagem de você sem roupas não é nada agradável.
- Engraçadinha – ele falou.
- Tão rápido – respondi me virando pra ele – você é mais bonito como lobo, sabia?
- É mesmo? – ele passou o braço pelo meu pescoço – a Rachel não pensa assim.
- Rachel? – perguntei parando e o olhando – quem é Rachel?
- Minha noiva – ele esticou a mão direita e me mostrou uma aliança de ouro.
- Não acredito! – falei alto – Meu irmão mulherengo vai colocar as algemas! Eu preciso conhecer a louca que aceitou se casar com você!
- Ela não é louca. – ele falou bravo – e você já a conhece. É a Rachel Black.
- A filha do Billy? Mas eu achei que ela tinha ido embora...
- Ela foi, depois voltou – ele sorriu – ai nós nos encontramos e bum... imprinting.
- Im- o quê? – perguntei.
- Imprinting, é uma das coisas loucas de lobo...
- Que você vai me explicar agora! – falei.
- Imprinting é meio que a forma que o nosso ‘lobo interior’ tem de encontrar a parceira, o no caso seu e da Leah, o parceiro ideal. É como um amor a primeira vista, só que mais forte. Mas não acontece com todo mundo, não é obrigatório.
- E aconteceu com você – falei.
- Sim. Primeiro foi com o Sam, depois o Jared, o Quil, eu e o Jake.
- Cinco em um bando de dez... isso não é tão raro assim – falei.
- É, não é mesmo, mas não quer dizer que tem que acontecer...
- Entendi. – bocejei – tem mais coisa pra eu saber?
- Tem, mas depois.
- Que eu dormir é claro...
- Não depois que você se transformar – eu o olhei – não falta muito.
- Uhhh que bom saber – ironizei – vou dormir bem melhor agora.
- Pelo menos você sabe o que você tem. – ele tentou me animar.
- É pelo menos eu sei...
oOo
Dormi uma noite tranqüila, apesar de todas as descobertas, Paul tinha razão, pelo menos eu sabia o que eu tinha, o que era melhor que não saber se acordaria no dia seguinte. Levantei e fiz minha higiene pessoal, busquei uma roupa confortável na minha mochila, acabei usando uma saruel estampada, uma regata branca e um casaco marrom, apesar de não senti nem um friozinho. Calcei uma rasteirinha gladiador e coloquei duas pulseiras de madeira e um par de brincos. (look: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=33070807&.locale=pt-br).
Sai do quarto e encontrei minha mãe na cozinha, preparando o café.
- Bom dia filha – ela sorriu pra mim – quer tomar café?
- Bom dia mãe – me sentei à mesa – quero café sim, acho que estão ouvindo meu estomago roncar lá em Nova York.
- Você e seu irmão conversaram ontem? – ela perguntou enquanto preparava ovos e bacon.
- Conversamos sim – respondi – Paul me explicou o que ta acontecendo comigo...
- Seu pai está tão feliz em ter dois filhos guerreiros. Eu fico feliz também, mas eu tenho muito medo.
- Medo de que? – perguntei
- Dos perigos – ela falou colocando meu café na minha frente – só de me lembrar das duas ‘batalhas’ que seu irmão enfrentou, me dá clafrios.
- Como assim batalhas?
- Contra os frios. Mas ele vai saber te explicar melhor que eu.
- Frios? – perguntei assustada – como os da lenda?
- É – ela voltou lavar a louça – como os da lenda.
- Onde o Paul está? – perguntei, eu queria saber mais sobre as lendas que ao que parece não são apenas lendas.
- Estou aqui – ouvi Paul falar atrás de mim – e vim te buscar. Sam quer te ver.
- Não saio daqui antes de matar minha fome – falei enchendo a boca de comida.
- Primeiro, essa sua fome não vai acabar nunca – olhei pra ele assustada, como assim nunca – e segundo, nós vamos pra casa de Emily e lá SEMPRE tem comida.
- Duvido que seja melhor que a da mãe – falei voltando a comer.
- Claro que não – Paul tirou o prato da minha frente, me fazendo rosnar pra ele. Espera ai, eu rosnei? – Há, a loba dela já está dando sinal de vida!
- Eu rosnei mesmo? – perguntei.
- Rosnou sim, maninha – Paul riu me puxando pelo braço – feito uma cachorrinha!
- Paul! – reclamei.
Fomos andando até a casa de Emily, eu me sentia ansiosa.
- E se ninguém gostar de mim? – perguntei.
- Impossível – ele me abraçou – além do mais todo mundo ali já te conhece.
Estavamos quase chegando na casa de Emily e mesmo de longe dava pra ouvir os garotos brincando uns com os outros.
- Agora nós temos duas matilhas, a de Sam e a de Jake. – Paul me explicou – mas apesar de ser dois alphas diferentes, nós ainda nos reunimos como uma só matilha.
- Por que são dois alphas? – perguntei.
- Depois que Bella se casou com Edward e ficou grávida, Sam achou que o bebe pudesse representar perigo e resolveu atacar os Cullen, ai Jake se revoltou com essa idéia e aceitou seu lugar de alpha de direito, já que ele é bisneto de Ephraim Black... – ele parou de flar vendo minha cara de completa duvida – Você não entendeu nada né?
- Não – falei – quem é Bella, quem é Edward, quem são os Cullen?
- Bella é a filha do Charlie, o chefe de policia de Forks. Edward é o agora marido dela, e os Cullen são a família dele, do Edward.
- Que risco o bebe deles poderia trazer?
- , os Cullen são vampiros – parei de andar.
- Vampiros? Tipo aqueles que bebem sangue?
- É isso ai...
- Os frios... da lenda.
- Eles mesmo – Paul me puxou pra que eu continuasse andando – as lendas são mais reais do que você imagina.
- Mas vampiros podem ter filhos? – perguntei.
- Vampiro com vampira não.
- Mas como esse dois, Edward e Bella, como eles tiveram um bebe?
- Bella era humana. Ela se apaixonou pelo vampiro, os dois se casaram e tiveram uma filha. – ele me olhou – olha essa historia é longa, outra hora eu te conto tudo, ok?
- Ok.
- Chegamos – ele falou me mostrando uma casinha pequena decorada com muitas flores – olha, não encara muito a Emliy não ta. Teve um acidente com ela e ela machucou uma parte do rosto...
- Não se preocupa com isso, eu sei ser discreta. – ele me puxou pela mão e nós entramos na casa.
- E ai cambada! Tem gente nova no pedaço! – Paul gritou tentando falar mais alto que o grito dos garotos. Funcionou pois eles pararam de falar e nos olharam – essa daqui é a minha irmã, , em breve a mais nova integrante do bando.
- Oi – uma moça muito linda falou comigo, devia ser Emily pois ela tinha uma enorme cicatriz do lado direito do rosto – eu sou Emily, esposa do Sam. Seja bem vinda à família.
- Obrigada Emily – falei.
- Hey, seja bem vinda – um garoto menor que o Paul mas tão forte quanto meu irmão falou – sou Seth.
- O pirralho – Paul falou do meu lado e Seth rosnou – e aqueles ali – ele apontou pra dois garotos que estavam num canto – são os outros dois pirralhos, Colin e Brad. Esses daqui, ele mostrou os que estavam na mesa – você já conhece, Jared, Leah, Quil e Embry.
- Oi de novo – Embry falou – parece que você descobriu quais são os seus problemas de saúde.
- E eu aposto que vosê já disconfiava – falei.
- Eu suspeitava sim – nós rimos.
- Falta o Jake e o Sam – Paul falou.
- Sam foi chamar o Jake, parece que ele teve problemas com a Nessie ontem. – Emily falou.
- É a coisa não ta bonita pro lado deles não – Embry comentou.
- Bom vamos comer então – Emily falou colocando uma enorme frigideira com ovos mexidos na mesa – , por favor sinta-se em casa, esses meninos às vezes parecem que foram criados no meio do mato, mas são todos inofensivos.
Todos riram. Em questão de segundos a comida sumiu, por sorte eu tinha tomado café em casa. Ficamos conversando na cozinha mais um tempo, até que Sam e Jake chegaram.
Jacob Black. Eu me lembrava dele um garoto desajeitado com um cabelão enorme e um sorriso que antes era a única coisa de bonito que ele tinha. Um sorriso sincero, do tipo que ilumina o lugar onde ele estiver.
Me virei pra porta pra poder vê-lo melhor e qual não foi a minha surpresa ao dar de cara com um homem lindo. Jake não tinha mais o cabelo comprido, ele agora era cortado curto e estava num peteado bagunçado do tipo ‘acabei de acordar e não quero ver o pente’.
O peitoral super definido estava coberto por uma camiseta branca, que o deixava ainda mais perfeito. Nossos olhares se encontraram e ele sorriu pra mim, o mesmo sorriso, aquele que te aquece até a alma.
- , é você mesmo? – Jake perguntou vindo me abraçar.
- Sou eu Jake, mas parece que eu não sou a única diferente aqui. – falei mexendo no cabelo dele – cadê aquele cabelão todo que você tinha?
- Tive que cortar – ele falou passando a mão pelo cabelo – cabelo grande dá trabalho demais pra um lobo.
- Ainda bem que você cortou – falei – ele te deixava horrível!
- Quer dizer que agora eu sou bonito? – ele perguntou
- Bonitinho, eu diria – falei, ele riu.
- Oi – Sam falou – você realmente está bem diferente.
- Oi Sam, digo o mesmo de você!
- Bom já que vocês encheram a pança – Sam falou – vamos pra clareira, tem reunião agora.
- Então ‘vambora’ – Seth falou passando correndo pela porta. Os outros garotos o acompanharam.
Segui pra clareira com Jacob.
- Os meninos falaram que você estava tendo problemas com a ‘Nessie’ – falei puxando assunto – é sua namorada?
- Não – ele falou olhando pro chão – tinha que ser... mas é complicado...
- E eu sou tão burra assim? – tentei fazer piada.
- Não, não é. – ele fez alguns minutos de silencio, depois voltou a falar – Nessie é filha do Edward e da Bella.
- O vampiro e a humana – ele me olhou de olhos arregalados – o Paul me contou – expliquei.
- Ah... bom mas Bella não é mais humana, ela foi transformada no dia que Ness nasceu. E eu tive imprinting por ela.
- Pela tal Nessie?
- É.
- Mas ela não é uma criança?
- É ai que ta o problema – ele passou a mão pelo cabelo – como Ness é uma meio-vampira, o crescimento dela é acelerado.
- Acelerado como?
- Ela tem sete anos mas aparenta ter 17.
- Ahhh – falei – isso é bem... estranho.
- Eu sei – ele riu – bom, voltando ao problema, ontem Nessie se declarou pra mim, disse que me queria como homem...
- E qual o problema nisso?
- O problema é que eu não consigo vê-la como mulher! – ele bufou – ela é linda, isso eu não posso negar, mas é que pra mim, ela ainda é uma criança, eu não consigo sentir atração por ela, não consigo sentir...
- Tesão – falei e ele me encarou com a boca aberta – o que? É isso que você quer dizer não é? Você a viu de fraldas e agora não consegue imagina-la nua... Eu acho que isso é normal, já que não deu tempo de processar a informação que ela cresceu e talz...
- É mais ou menos isso. – ele falou – queria que ela entendesse fácil como você entendeu.
- Vai ver ela não quer entender.
Jake ia falar alguma coisa, mas Sam chamou nossa atenção.
- Bom gente – Sam falou – eu estou aqui pra duas coisas hoje. A primeira é dar as boas vindas à , apesar dela ainda não ter se transformado. E a segunda é avisar que eu estou deixando o bando. – todos fizeram um sonoro ‘ahhhhh’ – ei suas mariquinhas parem de choramingar. Eu não vou embora de La Push, só vou sair do bando, eu quero curtir minha família, que vai crescer.
- A Emily ta grávida? – Seth perguntou.
- Não Seth, é o Sam! – Jared respondeu dando um pedala nele.
- Vamos parar? Eu ainda não acabei de falar – Sam reclamou – eu vou sair e Jake vai ficar como alpha do bando todo.
- E quem vai ser o beta dele? – Paul perguntou – Por que eu era seu beta e Leah é beta do Jake...
- Isso vocês resolvam entre si – Sam falou – e bem vinda mais uma vez. – dei um sorriso sinsero pra ele – Se vocês precisarem de reforço, é só me chamar.
Dito isso Sam saiu, logo começou uma discussão sobre quem seria o beta de Jake.
- Talvez a novata queria reclamar o posto – Leah falou – ela e Jake já se mostraram bem íntimos no caminho.
- Hey Leah pega leve ta – Paul reclamou – acabou de chegar, ela não merece ser presenteada com seu azedume matinal.
- O que é Paul, vai ser advogado da irmãzinha agora? – Leah continuou – A lobinha ai não sabe se defender sozinha?
Vi que Paul ia falar em minha defesa, mas resolvi tomar a dianteira.
- Qual o seu problema hein Leah? – falei – Pra que me atacar assim se eu nem troquei uma palavra sequer com você?
- Uhhhh ela fala – Leah riu – ou melhor ela ladra...
- O que é Leah, ta com medo de perder o posto de senhora exclusividade? – eu também sabia provocar – agora que você não é tão rara assim, agora que tem mais uma loba no pedaço? Ah eu sei o que é... o negocio é que já era difícil conseguir homem sendo a única lupina e agora que chegou outra você percebeu a concorrência né?
- Escuta aqui garota – ela avançou pra cima de mim.
- Escuta aqui digo eu – falei a encarando – você começou, então agora agüenta.
- Aguentar o que? Você nem se transformou ainda e me que se transformar, acha que so por que derrubou uma patricinha de Nova York você vai conseguir me derrubar? – ela estava me irritando eu já sentia meus músculos tremendo – Ou será que você vai chamar o irmãozinho pra me parar...
Eu queria bater nela, queria muito, mas a imagem de Vivian caída desacordada no chão vinha a minha mente. Fechei as mãos em punho e apertei, apertei tão forte que pude sentir as minhas unhas perfurando a carne.
Eu precisava me acalmar, precisava respirar fundo, mas eu não conseguia, as tremedeiras estavam ficando cada vez mais forte, meu coração estava acelerado, parecia que ia furar meu peito. Tudo ficou pior quando eu vi o sorriso no rosto dela. era um sorriso de triunfo. Ela queria me ver fraquejar, e eu estava sucumbindo à sua vontade.
- Jake vai acontecer – ouvi Paul falando – nós precisamos nos transformar, ela vai precisar de ajuda.
- Todos não, ela vai surtar com todo mundo falando na cabeça dela – como assim todo mundo falando na minha cabeça? – Só você e eu Paul.
Os dois saíram do meu campo de visão, alguns segundos depois dois lobos apareceram, um era Paul, o outro, Jake, era cor de chocolate, lindo.
Me desconcentrei de tudo à minha volta quando senti um calor absurdo invadir meu corpo, começando na ponta dos dedos das mãos e dos pés e se concentrando a minha espinha. Senti como se todo o meu corpo estivesse se rasgando. Perdi o equilíbrio e cai pra frente, mas antes de tocar o chão, senti meu corpo mais pesado, então eu abri os olhos e vi que o que estava apoiado no chão, onde deveriam estar minhas mãos tinha duas enormes patas brancas. Então era isso, eu era uma loba agora.
“Uma loba linda diga-se de passagem”
“Ok, além virar loba estou ficando louca também. A voz da minha consciência é a mesma do meu irmão.” Pensei.
“Sou eu mesmo sua besta” Paul pensou “É que quando estamos na forma de lobo, nós compartilhamos nossos pensamentos”
“Isso é... péssimo!” reclamei “agora eu não vou poder ter mais segredos!”
“Você se acostuma” Jake falou. Jake... ok vou ter que vigiar meus pensamentos... “O que você pensa sobre mim que precisa ser vigiado?”
“Nada Jake... para de xeretar na minha cabeça...” falei “ E agora? Como eu volto ao normal?”
“Você precisa se acalmar, pensar em coisas tranqüilas” Jake falou “ Mas agora não”
“Por que?” perguntei
“Porque ao se transformar você explodiu suas roupas, então se você voltar agora, você vai ficar nua na frente de todos os garotos”
“Ta isso não vai ser legal... Espera ai, você disse que eu explodi minhas roupas?... Droga aquela era a minha calça favorita!”
“Acostume-se maninha” Paul falou “ Daqui pra frente as coisas só tendem a piorar”.
oOo
Ficamos mais um bom tempo na clareira todos tentavam me explicar um pouco de como ser um lobo, mas os que me ajudavam mesmo era Leah – é eu sei que nós estávamos quase nos matando a poucos minutos, mas ela me explicou que só fez o que fez pra que eu me irritasse e me transformasse logo, agora nós estamos, como disse o Jared, ‘de boa’ – e o Jake.
Ah Jake... seria bem difícil controlar meus pensamentos perto dele, agora que quando estivesse na forma de lobo ele estaria na minha cabeça.
- – Jake me tirou dos meus devaneios – quer ir conhecer os Cullen?
- Os vampiros? – perguntei – sei lá eles vão me querer lá?
- Deixa de bobagem garota, vem quero que você conheça a Nessie. – ele me puxou pela mão, senti meu corpo se arrepiar com o contato da pele dele. Percebi que ele também ficou mexido.
Será? Será que eu ‘pertubava’ Jacob Black?
- Então vamos – falei – também quero conhecer a Nessie. Como é o nome dela, por que Nessie é apelido né? Nenhuma mãe em sã consciência colocaria um nome estranho desses na filha.
Jake me olhou como se avaliasse se deveria dizer o que queria dizer.
- O nome dela é Renesmee – ele falou depois de um suspiro longo. Foi impossível não cair na gargalhada.
- Re- o quê? – perguntei entre as risadas.
- Renesmee – ele falou tentando não rir – eu sei é estranho. Coisa de Bella...
- Estranho? – falei controlando o riso – Estranho é o apelido dela Jake. O nome dela é bizarro! Pensa como deve ser na escola, ela deve ser muito zoada.
- Ela não vai pra escola – ele falou sem rir – lembra o que eu falei sobre crescer rápido demais? Pois é ela também é bem inteligente pra alguém da idade dela.
- Ok, uma nerd chamada Renes...Renes...
- mee, Renesmee, – Jake falou mais sério – por favor, não faz piadinha na frente dela. na verdade nem pensa em nenhuma piadinha.
- Por que ela lê pensamentos? – perguntei.
- Ela não, o pai dela.
- Owowowowow – parei de andar e o olhei – o vampiro é leitor de mentes?
- É. Edward lê pensamentos, Alice vê o futuro, exceto nós lobos e híbridos como Nessie, Jasper pode meio que ler as emoções das pessoas, Nessie pode mostrar os pensamentos dela com um toque e Bella é tipo um escudo.
- Ok, estou indo pro covil de uma família de cinco vampiros onde todos tem poderes... tipo um X-men no castelo do Drácula.
- Na verdade, são nove vampiros. – ele deu um sorriso torto.
- Oi? – olhei pra ele sem acreditar – Nove?
- É. Esses cinco que e falei, Edward, Bella, Nessie, Alice e Jasper são os que tem poderes, ainda tem Carlisle, Esme, Rosalie e Emmett.
- Agora eu fiquei curiosa pra conhece-los nunca imaginei tantos vampiros juntos.
- Você devia ter visto a batalha sete anos atrás – ele falou olhando pro céu – só do nosso lado tinha mais de vinte vampiros. Do lado inimigo tinha mais uns trinta e poucos. Foi bem bizarro.
- Como eles são? – perguntei – Os vampiros.
- Frios – ele riu – e muito pálidos e brilham no sol, como pisca pisca de natal. Os Cullen e uma outra família amiga deles, tem os olhos dourados, porque eles se alimentam de sangue animal, mas os outros, os que se alimentam de sangue humano, tem os olhos vermelhos.
Ele me olhou avaliando se eu ainda queria conhecer os Cullen.
- O que foi? – perguntei – não vou desistir de ir lá não. Você não conseguiu me assustar.
- Eu não queia isso – ele riu alto – tem mais uma coisa – ele me olhou – eles fedem. Muito.
- Como assim fedem? – perguntei no momento em que atravessávamos um ponte no rio, foi quando o vento tocou jogando um cheiro horrível na minha cara. Um cheiro doce e enjoativo, que queimava minha narina como se eu estivesse cheirando amônia. – Urgh... que cheiro horrível.
- Viu – ele riu – eles fedem.
- Esse é o cheiro deles? Credo, não sei se vou conseguir ir até lá.
- Mas é bom que você vá, eles tem que conhecer o novo membro do bando.
- Leva uma foto minha – falei voltando pro outro lado do rio.
- Ah , deixa de ser frouxa. Vamos lá é só prender a respiração. – ele falou me puxando pelo braço.
Tentei resistir, mas tudo o que consegui foi enroscar meu pé no dele. Nos desequilibramos, mas Jake me segurou antes que caíssemos, fazendo nossos corpos ficarem muito próximos. Eu tinha plena consciência das mãos dele na minha cintura e da sua respiração forte batendo no meu rosto. Meu coração estava acelerado, o dele também, seus olhos negros e profundos emanavam tanta coisa diferente, tantos sentimentos. É eu mexia com Jacob Black.
- Acho melhor a gente ir – ele sussurrou fechando os olhos, minhas mãos, como se tivessem vida própria subiram pelo peitoral musculoso dele, ele respirou fundo e o vi se arrepiar – antes... antes... que alguém apareça.
- Então vamos – sussurrei próximo aos seus lábios e me desvencilhei do seu abraço.
Seguimos em silencio o resto do caminho, eu tentava a todo custo afastar a cena de poucos minutos atrás da minha cabeça, eu não queria que o tal Edward visse, não queria causar problemas pra Jake.
- Chegamos – Jake falou quebrando o silencio – vem vou te apresentar ao pessoal.
- Eu devia ter trago um crucifixo ou uma cabeça de alho? – brinquei.
Nós entramos eu vi o que pareciam ser oito estátuas no meio da sala.
- E ai pessoal? – Jake falou.
- Visitas Jacob? – uma das estátuas, uma loira bonita falou, mas eu senti que havia mais do que essa pergunta apenas. Algo como ‘intruso’ ou ‘você contou nosso segredo’.
- É Rosalie – Jake respondeu no mesmo tom – visitas. Essa aqui é – ele falou pras outras pessoas – a mais nova loba da matilha.
- Mais um? – um vampiro loiro muito bonito falou, Jake fez que sim com a cabeça – bom então seja bem vinda . Eu sou Carlisle Cullen.
- Muito prazer Carlisle. – respondi.
- Esses são Esme, Emmett, Rosalie, Edward, Bella, Alice e Jasper.
- Oi todo mundo – falei.
- Cadê a Ness? – Jake perguntou, respirei fundo pra não rir do nome da garota. Vi o tal Edward me lançar um olhar reprovador. “Foi mal”pensei “não é culpa minha que sua esposa tem a imaginação fértil” ele deu um sorriso torto.
- Está no quarto dela – Bella falou – a propósito, eu ainda quero saber o que foi que aconteceu pra ela chegar daquele jeito ontem.
- Desculpa Bella, mas isso é coisa nossa – Jake falou e foi em direção às escadas.
- Coisas sua nada – Bella gritou indo atrás dele – ela é minha filha o que faz ser problema meu também.
- Desde quando você ficou tão chata Bells? – Jake perguntou parando na frente de Bella.
- Desde que um cachorro imbecil fez minha filha chegar chorando ontem à noite.
- Olha Bells, o que aconteceu não foi completamente culpa minha, eu vou tentar consertar ok? Mas me deixa falar com ela primeiro.
- Se ela chorar mais uma vez, eu vou arrancar essa sua cabeça grande, certo?
Jake bufou e subiu as escadas. Eu entendi isso como minha deixa pra sair.
- Não precisa ir embora – Edward falou.
- Eu não vou – falei – só vou esperar lá fora, tem mais ar pra respirar. Sem querer ofender.
- Você não ofendeu – ele sorriu.
- melhor ficar lá fora mesmo, assim polui menos o ambiente – a loira falou lixando as unhas – já basta o fedor de cachorro molhado do Jacob.
- Rosalie - Esme, se não me engano, falou – cadê sua educação?
- Deve ter escorrido pelo ralo junto com a água oxigenda – falei saindo, sem nem mesmo olhar pra cara aguada da loira. Ouvi ela rosnar e os outros rirem.
- Foi você quem começou – Ouvi Carlisle falar.

POV – Jake
Entrei no quarto de Nessie sem bater na porta, ela estava sentada na cama escrevendo.
- Oi – falei ela tirou os olhos do papel e me olhou por dois segundos, voltando a escrever depois.
- Oi – falou seca.
- Eu queria conversar com você – falei.
- Se for sobre a coisinha nova do bando, eu já ouvi tudo – ela não me olhava - inclusive como o seu coração bate forte ao falar dela.
- é uma amiga Ness – me expliquei – eu a conheço desde moleque e ela estava morando em Nova York...
- Não to te pedindo explicações Jacob – ela ainda estava ríspida – eu não sou nada sua. Sou no máximo o que sua irmã mais nova? – ela me olhou e eu vi a tristeza que ela tinha nos olhos.
- Nessie – me aproximei dela, sentando ao seu lado na cama – me desculpa se eu te magoei ontem, eu só fui sincero. Tenta entender meu lado.
- Por que você não tenta entender o meu Jacob? – ela falou alto.
- Caramba Ness, a que nem sabe direito da história entendeu e você não consegue entender!
- Como é – ela deu um pulo da cama me olhando com os olhos brilhando de raiva – quer dizer que você anda contando sobre a nossa vida pra essa coisinha.
- Eu já te disse que a é minha amiga, e às vezes é bom desabafar com os amigos.
- Desabafasse com o Embry, ou Quil ou Seth! – ela estava furiosa – Por que com ela?
- Meu Deus que raiva toda é essa da garota? Você nem a conhece, como pode julga-la dessa maneira?
- Eu posso não conhece-la, mas eu ouço muito bem o coraçãzinho dela. E ele fica bem acelerado perto de você.
- Ah Nessie, tenha dó! Essa sua crise de ciúmes não tem o menor cabimento! – me levantei e fui em direção à porta – Quando você quiser conversar, quando você estiver coerente de novo, me liga que eu venho aqui falar com você.
Sai e fechei a porta atrás de mim, segundos depois ouvi algo se chocar contra a porta, depois o som de muitas coisas se quebrando.
- Se você quiser continuar vivo é melhor não estar aqui quando eu sair daquele quarto – Bella falou passando feito um foguete por mim.
- Ótimo eu já tava indo embora mesmo – falei e sai. Encontrei sentada na escada da varanda, não foi preciso chama-la, assim que passei por ela, ela se levantou e me seguiu.
Andamos um tempo em silencio, até que resolveu falar.
- A coisa foi bem feia né?
- Foi péssimo – resmunguei – Ness se recusa a me entender.
- Minha presença também não ajudou ... – ela falou.
- Bobagem, ela só queria um motivo pra brigar e encontrou você. – parei nervoso – mais que porra, será possível que nada pode dar certo pra mim! Até a porcaria do meu imprinting é defeituoso.
- Calma Jake, o problema não é com você, o problema é com ela. Ela cresce rápido demais, mas você não consegue acompanhar esse crescimento.
- Vai explicar isso pra ela! – me sentei embaixo de uma árvore. sentou na minha frente – eu queria sentir desejo por ela, você não tem noção de como eu queria... caramba eu tenho 24 anos e ainda... – voz morreu, eu não tinha nem coragem de falar em voz alta que eu ainda era virgem.
- E ela sabe? – perguntou, eu a olhei confuso.
- Quem sabe do que? – perguntei e ela veio sentar ao meu lado.
- Renesmee – ela falou – ela sabe que você ainda é virgem?
Desviei os olhos dela e olhei pro chão, ótimo, percebeu o quão ridículo eu sou.
- Não por mim – falei baixo – digo, eu nunca contei pra ela...
- Talvez se ela soubesse, ficaria mais fácil dela entender.
- Eu não vou contar isso pra ela – eu não seria ridículo ao ponto de chegar e dizer ‘Olha Renesmee, acontece que eu ainda sou virgem’ – não consigo contar isso pra ela.
- Quer que eu fale? – ela perguntou. Ela queria mesmo juntar a Nessie e eu?
- Não – falei passando a mexer na grama – eu não quero vocês duas juntas, a Nessie ta com muito ciúme de você, e eu não quero imaginar o que ela pode fazer...
- Ciumes? – perguntou – e ela tem motivos pra ter ciúmes?
De repente as imagens do que aconteceu na fronteira vieram à minha mente. Imagens de próxima demais, seu cheiro invadindo minhas narinas, sua pele quente sob minha mão, seus lábios tão convidativos...
Senti meu coração se acelerando, minha respiração rápida demais, olhei pro lado e vi escorada na arvore, a cabeça jogada pra trás deixando a mostra seu pescoço e o colo. O vento soprou trazendo de novo seu cheiro até mim, um cheiro que deixou meu lobo inquieto. Eu queria me aproximar, queria encostar meu nariz ali e arrancar o maximo que eu pudesse desse perfume maravilhoso. Um pequeno feixe de luz do sol passou por entre as folhas das árvores, iluminando parte do seu rosto e eu vi o quanto ela era linda.
O que é isso que eu estou sentindo? Não é Nessie o meu imprinting? Não é por ela que eu deveria sentir essas coisas? Ela não tinha que ser por obrigação a única mulher pra mim? Então porque meu corpo, minha mente, meu lobo desejavam tanto ?
- Acho melhor irmos pra casa – falei. se levantou e parou na minha frente, tirando da maneira mais inocente do mundo as folhas secas que grudaram na sua roupa. Esse simples gesto foi a gota d’agua pra mim, pois da onde ela estava, eu tinha a visão perfeita do seu corpo. E que corpo meu pai do céu! Não tinha nada sobrando e nada faltando, era simplesmente perfeito. Engoli seco sentindo um baita incomodo entre as pernas. Melhor não comentar.
- Você vem? – ela me olhou sorrindo – ou vai ficar ai me secando?
- O-o – pigarro – oi? – gaguejei.
- Você vai pra casa comigo ou vai ficar ai sentado me olhando feito um besta? – ela riu.
- Vamos embora – falei me levantando – e eu não estava te secando.
- Ta bom – ela ironizou – mas se quiser fazer isso qualquer dia, é só falar.
Dessa eu tive que rir. Seguimos pra casa conversando sobre outros assuntos. Ela me contou sobre Nova York, sobre o incidente com a colega Vivian, sobre os poucos amigos que ela tinha. Eu contei sobre La Push depois que ela foi embora, sobre as batalhas contra vampiros, sobro os primeiros dias da minha transformação. Estávamos tão entretidos na nossa conversa que nem percebemos que já havíamos chegado.
- Então até mais tarde chefe Jacob – ela falou batendo continência.
- Sem essa coisa de chefe, por favor – falei – nos vemos na ronda, às seis, ok?
- Ok – e foi ai que ela me surpreendeu me dando um beijo no canto da minha boca. Ela piscou um olho sorriu e entrou em casa, rebolando os quadris, na minha opinião, mais que o necessário. – Fecha a boca Jake – ela falou da porta. Balancei a cabeça espantando as idéias malucas que estavam surgindo e fui pra casa.
- Um banho frio, é disso que eu preciso – falei pra mim mesmo.
oOo
(em itálico são os pensamentos dos lobos)
‘Tem certeza que não tem problema Jake?’ Embry perguntava pela milhonésima vez.
‘Embry, vai logo antes que eu mude de idéia!’ reclamei. Já tinha horas que ele estava perguntando se tinha algum problema ele não fazer a ronda hoje, já que ele ia sair com a garota que deu bolo nele alguns dias atrás.
‘Eu posso tentar chamar a Leah ou Seth de novo, vai ver dessa vez eles atendem’
‘Não precisa Embry, eu e damos conta, se tiver qualquer problema eu chamo os outros. Vai logo cara.’
‘Então ta certo Jake, eu vou’ ele saiu em direção à reserva ‘Você até que é um chefe legal’.
‘Uhhh vale pela parte que me toca. Some logo daqui.’
Senti a mente de Embry se desligar da minha no momento que ele voltou para sua forma humana. Eu estava sozinho, e isso era muito bom, mas esse sossego logo acabaria, estaria aqui para sua primeira ronda.
A idéia de ficar sozinho com era tentadora, na verdade, qualquer idéia com era tentadora. Mas o que eu estou pensando? Nessie Jacob, se concentra na Nessie. É por ela que você tem que se sentir atraído, ela é seu imprinting.
‘Conflitos internos chefe?’ ouvi a voz de na minha cabeça.
, nem percebi você chegando...’
‘É, você estava muito ocupado tentando se convencer a sentir atração pela monstrinha’.
‘Hey, não fala assim da Ness’
‘Desculpa chefinho, mas foi você que a chamou de monstro do lago Ness primeiro...’
‘Vamos fazer a ronda, a gente ganha mais com isso...’
‘Será?’
‘Chegou ’ reclamei ‘Concentração na ronda agora, ok?’
‘Ok, mas não sou eu quem fica perdendo a concentração...’
‘Tá, corre o perímetro leste e eu vou no sentido contrário’.
‘Certo, chefe’
‘E para de me chamar de chefe!’
Terminamos a ronda sem que o assunto, Nessie fosse retomado. também parou de me provocar, mas eu tive bastante dificuldade em conseguir controlar meus pensamentos. Volta e meia eu me pegava lembrando da pele dela sob a luz do sol, ou do cheiro inebriante dela. E ela com certeza viu tudo isso, mas não falou nada. Melhor assim.
Estávamos voltando pra casa na nossa forma humana. Era difícil deixar de olhar para , ela estava usando um micro short jeans e uma regata curta que deixava uma parte da sua barriga de fora. O cabelo agora curto estava solto sem balançado pelo vento, o que trazia, mais uma vez, seu perfume até mim. (look: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=33100022&.locale=pt-br).
- Você ficou bonita com o cabelo assim – falei tentando me distrair do perfume dela. (cabelo: https://picasaweb.google.com/117255278742745291049/Greene?authkey=Gv1sRgCIilws-D9qGRaw&feat=directlink).
- É uma droga ter que corta-lo – ela fez bico e eu senti vontade de toma-lo pra mim – eu amava meu cabelo grande.
- Realmente ele era mais bonito comprido, mas você continuou linda assim
- Obrigada chefinho... – ela falou rindo – acho que eu não conseguiria um elogio desse do Sam.
Nós dois rimos.
- É eu acho um pouco difícil conseguir algo assim do Sam – falei – mas nem por isso ele deixa de ser gente boa.
- Ele tem cara de ser bem bravo quando toma a posição de alpha.
- Eu também posso ser bravo se eu quiser – falei ela riu.
- Eu imagino que pode – ela falou – mas ser bravo não combina com você.
- E o que combina comigo? – estávamos parados na porta da casa dela. Ela me olhou com olhos travessos e se aproximou de mim, falando no meu ouvido.
- Você combina com ser sexy – ela deu uma leve mordida no lóbulo da minha orelha, o que me fez estremecer dos pés a cabeça. Depois ela se virou e entrou em casa, mais uma vez mexendo os quadris mais que o necessário.
Fui pra casa ainda tonto, de duas uma ou queria me enlouquecer, ou ela já o tinha feito. Entrei em casa e a encontrei vazia. Provavelmente meu pai estava assistindo a algum jogo na casa de Charlie e Rachel estava enfiada na casa de Paul.
Pensar na casa de Paul me fez lembrar de em toda a sua formosura. Sem pensar duas vezes me enfiei debaixo do chuveiro frio, esse tem sido meu ritual desde que descobri essa louca atração por .
Demorei bastante no banho, eu precisava me acalmar. Quando sai do chuveiro e entrei no meu quarto quase morri de susto ao encontrar sentada na minha escrivaninha como se fosse a coisa mais natural do mundo.
- O que você está fazendo aqui? – perguntei.
- Vim te ver – ela falou de um jeito um tanto sensual – eu não consegui parar de pensar em você e de lembrar das coisas que você pensou durante a ronda.
Ela se levantou e veio andando na minha direção, ao mesmo tempo eu me afastava dela andando pra trás.
- Eu... eu... estava meio perturbado na ronda... não pensei coisas muito coerentes.
- Pra mim tudo estava coerente demais – ela continuava se aproximando e eu me afastando, mas isso não durou muito pois eu encontrei uma barreira, a porta que tinha se fechado – você se sentiu atraído por mim. E eu sinto o mesmo por você.
- Eu só to confuso , é só isso – falei segurando seus ombros e a afastando de mim. O que não era fácil pois eu tinha que lutar contra ela, que é bem fortinha, e contra o meu lobo, que a queria, muito.
- Você me quer Jake – ela sussurrou em meu ouvido – eu sinto isso. Eu posso sentir no seu cheiro o quanto você me quer – dito isso ela encostou o rosto na curvatura do meu pescoço e puxou o ar pelo nariz, sentindo meu cheiro.
Com a proximidade, eu pude sentir o cheiro dela também e pude perceber o quanto ela me queria.
- Eu não estou te pedindo nenhum compromisso Jake – ela falou me olhando nos olhos – eu sei que você é da Renesmmee e ela é sua. Eu só quero o agora, só isso. E você quer também, não tenta fugir.
- Eu não posso fazer isso com a Ness – falei encostando nossas testas – eu não posso.
- E você vai conseguir esperar por ela? Hum? Você já esperou por 24 anos, e eu vejo que você não agüenta esperar mais. E ainda tem o fato de que você não sabe quando ela vai virar mulher pra você, pros seus olhos.
- Eu quero – sussurrei, na verdade era meu lobo quem falava pela minha boca – eu quero você , agora.
- Eu to aqui, Jake – ela falou contra meus lábios. E foi ai que minha sanidade foi pro ralo. Eu a agarrei num beijo urgente e quente.
Em segundos ela estava sentada de volta na minha escrivaninha, enquanto eu maltratava sua pele com beijos e mordidas, ela era mais perfeita do que eu tinha imaginado. Eu ainda não entendia o porque de sentir tanta atração por , se eu tinha imprinting com Ness, mas decidi por deixar isso de lado e curtir esse momento tão delicioso.
POV –
Ok eu estava sonhando, só podia ser, em que outro lugar se não no meu sonho, Jacob Black estaria devorando meus lábios no melhor beijo que já ganhei na minha vida? Eu o tinha provocado sim, desde a nossa conversa, depois da briga dele com a monstra, quando eu percebi a maneira como ele me devorava com os olhos, eu decidi o provocar.
Eu sei que eu não terei nada além dessa noite, a monstra é imprinting dele e ele pode até não sentir atração por ela agora, mas um dia isso vai acontecer. Mas quer saber? Eu não me importo, eu vou aproveitar o agora. Que por sinal está maravilhoso.
- Por que eu não consigo resistir a você garota? – Jake perguntou no meu ouvido, me fazendo arrrepiar.
- Por que você não quer resistir – falei com um fio de voz que me restava.
- Não, eu não quero – ele falou isso e arrancou minha blusa, transformando-a em apenas algumas tiras de pano - você é tão perfeita.
Ele me olhou por alguns segundos, os olhos cheios de desejo. Foi impossível não sorrir, ele não sentia isso pela monstra. Era por mim que seus olhos flamejavam. Mas ele não perdeu muito tempo me olhando, logo ele voltou a me devorar com seus lábios, me levando à loucura quando senti seus lábios no meu seio esquerdo. Uma de suas mão acariciava o outro seio, enquanto a outra se ocupava em se livrar do meu short.
As mãos quentes de Jake pareciam estar pegando fogo agora, não havia um centímetro sequer da minha pele que não tenha sido tocada por ele. E a cada toque a cada beijo eu enlouquecia a ponto de não me lembrar mais nem do meu nome.
Eu o puxei pelos cabelos até que seus lábios alcançassem os meus.
- Eu quero você agora – falei.
- Seu desejo é uma ordem – ele respondeu me puxando pro seu colo e me levando pra cama. Ele tirou a toalha, a única coisa que vestia já que invadi seu quarto enquanto ele tomava banho, e deitou sobre mim.
Meu coração disparou nesse momento, era a primeira vez de Jake, mas era a minha primeira vez também. Não vou mentir que senti um frio na espinha. Jake se ajeitou entre minhas pernas e começou a me penetrar, devagar como se não existisse tempo pra nós dois.
Senti um desconforto que logo foi esquecido, pois Jake tomava meus lábios num beijo sufocante. Uma dor aguda que aos poucos foi se transformando em um calor crescente eu parecia estar entrando em combustão. Cada vez que Jake intensificava as estocadas em mim, eu me perdia mais ainda no prazer que ele me proporcionava.
Senti uma vibração gostosa no meu baixo ventre, Jake aumentou ainda mais as estocadas, se eu não fosse uma loba, com certeza não resistiria a tamanha força. Nossos gemidos preenchiam todo o quarto, se bobear os vizinhos já estavam ouvindo também.
- Junto comigo – Jake sussurrou no meu ouvido, e logo nós alcançamos juntos o nosso ápice.
Jake caiu ofegante ao meu lado e me puxou pros seus braços.
- Isso... foi... incrível – ele falou – muito incrível.
- Hum hum – foi tudo o que consegui dizer. Ficamos ali deitados esperando nossas respirações se acalmarem percebi que Jake tinha dormido e me levantei devagar. Era hora de acordar desse sonho bom.

POV – Jake
Acordei com a luz do sol na minha cara. Antes mesmo de abrir os olhos me lembrei da noite incrível de ontem, de invadindo meu quarto, de sentir no cheiro dela o quanto ela me desejava, de provar do seu gosto doce e quente. Eu ainda podia senti-la nos meus braços.
Abri os olhos sorrindo, mas meu sorriso logo se desfez ao perceber que eu estava sozinho. Sentei na cama procurando algum vestígio de que a noite de ontem foi real e não um sonho. Sorri ao encontrar a blusa dela no chão, ou pelo menos o que sobrou dela, então foi real.
Me levantei e vi um papel em cima da escrivaninha.
‘Jake,
A noite passada foi incrível, a melhor de toda a minha vida, disso eu tenho certeza. Mas é hora de acordar desse sonho bom. Hora de voltar pra realidade. Me desculpa se te fiz ficar com peso na consciência por ter, de certa forma, traído Renesmee, mas como disse ontem, eu não estou pedindo a você nenhum laço, nenhum compromisso. Eu entendo e respeito o imprinting (apesar de não te-lo respeitado ontem). Por isso estou mudando o horário da minha ronda e sugiro a você que procure a sua Nessie. Converse com ela, quem sabe assim você não abre os olhos e a vê como ela quer ser vista? Não te peço pra esquecer a noite passada, mesmo porque acho isso meio difícil, uma vez que foi a primeira pra nós dois, só te peço pra que não a faça ser mais importante que as que você passará com a sua Nessie.
Espero ainda poder ser sua amiga. Estou aqui para te ouvir, sempre.
Beijos
.’
Como assim ela me pede pra não fazer a noite de ontem ser a melhor da minha vida? Isso é impossível! E como eu vou encarar a Ness agora? Eu devo contar o que aconteceu ontem? Seja qual for minha decisão, de uma coisa eu tenho certeza, eu não quero esquecer o que houve entre e eu.
Tomei um banho e decidi ir na casa dos Cullen, seria melhor enfrentar a Ness de uma vez. Fui de carro, eu sei que na forma de lobo eu chegaria mais rápido, mas a questão é que eu não queria ser rápido.
Parei na porta e vi a casa vazia e silenciosa. Ou pelo menos eu achei que estava silenciosa até ouvir um gemido que vinha do terceiro andar. Era o quarto de Nessie, será que ela estava com problemas? Abri a porta e subi as escadas rápido, mas eu não estava preparado pra cena que vi.
Nessie estava lá, mas ao contrario do que eu imaginava, ela não estava com nenhum problema. Pelo menos não era o que parecia, pois Nahuel – o meio humano, meio vampiro que ajudou os Cullen na batalha contra os Volturi – estava a protegendo bem, deitado em cima dela.
- Mais que merda é essa aqui? – perguntei tentando controlar minha raiva,
- Ja-Já-Jake? – Ness gaguejou.
- Não, o lobo mau. – ironizei – da pra explicar o que ta acontecendo aqui?
- Qual é cachorro – o sanguessuga falou – não sabe identificar uma cena de sexo quando vê?
- Sei – falei – e também sei identificar a cena da sua cara quebrada por mim, seu imbecil!
- JAKE PARA! – Ness gritou – Você não tem direito nenhum de reclamar nada aqui! Você me desprezou, eu só encontrei alguém que me quis, que me viu como mulher e não como uma bonequinha de luxo. Nahuel só aceitou o que você jogou fora.
- Eu não joguei nada fora! – gritei – mas por que é tão difícil de entender, eu vi você crescer, pra mim hoje você deveria ser do tamanho da minha perna e devia estar me pedindo pra brincar de amarelinha ou pra te levar pra festinha de uma colega de escola! Eu não consigo pensar em você sem imaginar que você tem sete anos e eu seria um pedófilo se tentasse qualquer coisa!
- Por isso você resolveu se esfregar na cadela? – ela me olhou com os olhos vermelhos de raiva.
- O que? – perguntei confuso com as palavras que ela me jogou na cara.
- Eu fui na sua casa ontem, eu ia te pedir desculpas, mas quando eu cheguei na janela do seu quarto, eu ouvi – ela sentou na cama chorando – eu ouvi vocês dois, juntos. Eu tenho nojo de lembrar Jacob, tenho nojo.
- Eu não vou pedir desculpas Ness – falei me ajoelhando na frente dela – por que o que eu fiz não é algo desculpável. Mas eu queria que você soubesse que eu estou confuso com o que aconteceu. Eu não sei por que eu me sinto atraído pela se você é o meu imprinting.
- Vai embora Jacob – ela falou sem me olhar – eu quero ficar sozinha.
-Sozinha ou com o meio sanguessuga? – perguntei ríspido.
- Acho que isso não é da sua conta – ela me respondeu da mesma forma – agora vai embora.
- Quando você quiser conversar, me liga ta? – falei, mas ela não me respondeu.
Sai da casa dos Cullen e fui direto pra ronda. Por sorte que me acompanharia seria Embry, pra ele eu não precisaria ficar dando explicações, Embry era meu amigo e como tal me ouvia e me aconselhava.
POV –
Estava em casa, ainda sonhando com a noite anterior. Doía pensar que isso era tudo o que eu teria de Jacob, principalmente agora que descobri o quanto eu o amo. Mas ele e a Renesmonstra eram prometidos, o laço que os unia era guardado por uma força muito maior que nós, algo que não podia ser facilmente quebrado.
Fui tirada dos meus pensamentos por uma batida forte e insistente na porta de casa. Desci as escadas depressa e abri, dando de cara com um serzinho mínimo que eu já conhecia através dos pensamentos dos meus irmãos – e irmã – lobos. Uma coisinha vestida com um micro vestido e uma sandália de salto alto. Renesmee.
- O que você está fazendo aqui? – perguntei.
- Precisamos conversar – ela falou se sentindo superior demais.
- Pode falar.
- Posso entrar? – ela perguntou
- Não. Se quer falar, fala logo. Eu não tenho o dia todo.
- O que? Você vai passar o resto do dia se esfregando no meu namorado? – ela falou, eu vi a raiva nos olhos dela.
- Primeiro, Jake não é seu namorado, você queria muito, mas ele não é. – falei – e segundo em quem eu me esfrego ou deixo de me esfregar não é da sua conta.
- Eu sou o imprinting dele, sabia? – ela falou – Eu sou a prometida dele.
- Olha só Resnemonstra... – ela rosnou – digo Renesmee, eu sei muito bem o que você é do Jake. Mas eu acho que nesse imprinting seus, tem algum defeito, pois pelo que eu sei, Jared, Quil, Sam e Paul não conseguem olhar pra outras mulheres, muito menos sentir atração... sentir tesão, por outra. Eles só tem olhos para os imprintings deles.
- Fica bem difícil pra um homem não olhar quando uma mulher fica se oferecendo, o que eu imagino que você fez.
- Háhá – eu gargalhei alto – é eu realmente tive a iniciativa, eu não me ofereci como você disse, não sou nenhuma vagabunda, eu só dei o primeiro passo por que eu senti que ele também queria, eu vi na mente dele que ele queria.
- Não me interessa se ele queria ou não, eu quero você longe dele! – ela gritou.
- Meio difícil – falei ignorando o chilique – uma vez que ele é meu alpha. – ela se aproximou me olhando ameaçadoramente, e tentando me encarar nos olhos, o que a altura dela não permitia.
- Pro seu bem estar, é melhor você ficar longe dele – ela colocou o dedo na minha cara – ou eu não respondo por mim.
Segurei firme o dedo que ela estiva na minha frente e torci seu braço pra trás, travando seu pescoço com meu braço direito.
- Não me interessa o que você pensa, e pouco me importa o que você ou seus familiares parasitas podem fazer – apertei um pouco mais o pescoço dela – mas se fosse você, nunca mais me ameaçaria dessa maneira.
Soltei ela a fazendo cambalear um pouco e segurar na grade da varanda pra não cair.
- Agora é melhor você sumir daqui – falei tentando controlar os tremores no meu corpo – eu não quero ser responsável pela extinção da sua espécie.
- Isso não vai ficar assim. – ela saiu batendo o pé.
Entrei e fechei a porta, mas antes que ela se fechasse Paul passou por ela.
- O que a Renesmee estava fazendo aqui? E por que ela saiu daquele jeito? – ele me olhou – E por que você está tremendo desse jeito?
- Eu preciso de um banho, Paul. – falei entre dentes – Tenho que me acalmar primeiro, depois a gente conversa.
- O Jake tem alguma coisa com isso? – ele perguntou, segurando meu braço.
- Paul, por favor, se eu me transformar aqui, eu vou acabar com a casa e mamãe vai ficar possessa.
- Só me fala se o Jake tem algo haver com isso – suspirei com o olhos fechados – não precisa falar mais.
Ele saiu de casa correndo, provavelmente ia falar alguma coisa com Jake, mas eu resolveria isso depois.Agora eu precisava de um banho.
POV – Jake
Paul entrou na minha casa parecendo que tinha o capeta no corpo.
- O que ta acontecendo entre você a e a Nessie? – ele perguntou.
- Como assim? – falei sem entender.
- A Nessie acabou de sair da minha casa com cara de poucos amigos e a ficou tão nervosa que estava quase entrando em fase! – ele falou tudo de uma vez.
Nem esperei ele terminar de falar, sai de casa correndo. Quando já estava num lugar onde não poderia ser visto por nenhum humano, tirei minha bermuda e me transformei.
‘Hey Jake’ Seth falou, hoje era ele quem estava de ronda ‘Algum problema cara?’
‘Não, Seth, pelo menos eu espero que não tenha’.
Corri na direção da casa dos Cullen, me destransformando e vestindo minha bermuda sem parar a corrida. Entrei sem bater e fui direto pro quarto de Nessie.
- Hey cachorro – Rosalie reclamou da sala – onde é que está a sua educação? Ninguém entra assim na casa dos outros não.
- Rosalie – falei – faz um favor pra humanidade, CALA A BOCA!
Continuei subindo as escadas e entrei no quarto sem bater, não tinha tempo pra formalidades agora. Ness estava sentada na cama chorando muito. Bella e Edward estavam do lado dela.
- Que bom que você esta aqui, assim me poupa de ter que ir até a reserva arrancar sua cabeça! – Bella avançou pra cima de mim, sendo segurada por Edward – me solta Edward, eu vou matar esse cão sarnento, depois vou até La Push matar a cadelinha de estimação dele.
- PARA BELLA! – gritei – Me deixa falar com a Nessie.
- Você não tem nada pra falar com a minha filha. Some daqui, Jacob!
- Não mãe – Nessie falou – deixa ele ficar. Eu quero saber o que ele tem pra me dizer.
- Mas filha... – Bella tentou argumentar.
- Deixa eles Bella – Edward falou – eles precisam conversar.
- Vou estar lá embaixo filha – Bella foi até Nessie e deu um beijo na testa dela – vou estar atenta a você aqui.
Os dois saíram do quarto, mas antes de fechar a porta Edward me sussurrou um ‘precisamos conversar’.
- O que você foi fazer na casa da ? – perguntei quando ficamos sozinhos.
- Mandar ela ficar longe de você – ela me respondeu sem me olhar – mas parece que ela não quer fazer isso.
- Você não devia ter ido lá Ness, é uma loba jovem, ela podia não ter se controlado... – na verdade o que passava na minha cabeça era que podia ter se machucado, Ness pode ser jovem, mas ela é muito forte e treinada para uma luta.
- Ela soube se defender muito bem – ela falou olhando pro lado de fora da janela.
- Você a atacou? – agora sim eu tinha ficado realmente preocupado com .
- Não, eu só a ameacei, ela que me atacou – ela me olhou com os olhos cheios de raiva – ela quase arrancou meu dedo!
- Não acredito que ela tenha feito isso – falei – sem um motivo.
Ness deu de ombros.
- Não interessa agora – ela caminhou até ficar de frente pra mim – eu quero saber uma coisa de você Jacob, quero saber com quem você vai ficar.
- Eu já te expliquei quão confusa está a minha cabeça, Ness.
- Bom então faça um teste – ela falou mais calma – você já ficou com ela e descobriu como se sente, agora é a vez de testar o que acontece comigo.
Ela se aproximou mais e me puxou pra um beijo. Eu não resisti. Eu não quis resistir, Ness tinha razão, talvez se eu a beijasse, talvez assim tudo se resolvesse, o imprinting finalmente se despertaria e eu a veria como mulher, como minha mulher.
Doce ilusão. No momento em que os lábios de Ness encostaram no meu eu não senti o que esperava, não era aqueles lábios que eu buscava. Aquela não era a temperatura certa, os lábios que eu queria eram mais quentes, mais macios...
A língua de Ness pediu passagem e eu cedi, mas aquele não era o sabor pelo qual eu ansiava, as mãos dela percorriam minhas costas nuas, meu corpo não se aquecia com aquele toque. Meu coração não acelerava com aquela presença.
Doía ter que admitir, mas eu não amava a Nessie, e eu não fazia idéia de como ia falar isso pra ela. Era por que meu corpo chamava, era por ela que meu coração batia. Eu não sei qual a razão de ter tido esse imprinting ‘defeituoso’ por Nessie.
Ela se afastou de mim com os olhos fechados. Eu não tive coragem de falar nada, eu não sabia como dizer. Eu não queria magoa-la ela era importante pra ser ferida dessa maneira. Mas eu não podia ignorar o que meu coração pedia.
- Não precisa falar nada Jake – Ness falou me olhando nos olhos – depois que fui na casa de – ela caminhou até a janela e ficou olhando a floresta – eu cheguei aqui muito nervosa, muito nervosa mesmo. E ao que parece, esse nervosismo, a raiva que eu sentia, fez um novo dom ‘aflorar’ em mim.
Eu a olhava sem entender nada, como assim um novo dom? e por que ela está falando isso agora?
- Eu posso ler pensamentos Jake – ele tirou os olhos da floresta e encontrou os meus – como o meu pai. Eu vi tudo o que você pensou desde que chegou a essa casa. Eu vi como você se sente em relação à , eu não posso lutar contra isso.
Ela voltou para perto de mim e colocou a mão no meu rosto. Então todos os momentos meus e de Nessie foram projetados na minha mente.
- Você vê – ela falou, as imagens continuavam a passar pela minha cabeça – comigo você sempre teve um sentimento de irmão. Agora veja isso – ela me mostrou os meus próprios pensamentos, a minha preocupação com , a descoberta de que é ela que eu amo – viu, com ela é diferente. Você a ama. E ela te ama de volta, eu pude sentir quando estive lá.
Ela tirou a mão do meu rosto e voltou pra janela.
- Foi por isso que eu fiquei com tanta raiva, eu não queria te perder. – ela balançou a cabeça negativamente – mas como a gente perde algo que nunca teve?
- Desculpa Ness – falei – eu não queria te magoar.
- Você não tem que se desculpar Jake – ela me olhou sorrindo – não se manda no coração. Você a ama e isso é algo que não pode ser evitado, simplesmente acontece.
- Mas eu não entendo – falei – e o nosso imprinting? Eu teria por obrigação, que amar você!
- Jake deixa de ser teimoso, a gente não tem que entender o amor, a gente tem que sentir, tem que viver. Você já sofreu tanto quando amava minha mãe, você merece ser feliz agora. – ela foi até a porta e a abriu – e eu sugiro que você vá até a casa de e a deixe saber o que você sente por ela.
- Obrigado Ness – falei dando um beijo em sua testa – você tem um coração de ouro, eu desejo do fundo da minha alma que você encontre alguém merecedor dele. Alguém que te faça feliz da maneira que eu não pude fazer.
- Tudo bem Jake, eu também espero que te faça feliz da maneira que eu teria feito. – ela me deu um beijo no rosto e eu sai.
Passei pela sala sem falar com ninguém, vi pelo canto do olho Edward se levantar, mas o enviei um pensamento claro “Agora não Edward, tenho uma coisa muito importante pra fazer”. Corri feito louco pra casa de , pela hora ela estaria sozinha. Paul estava na ronda e o John e Miah ainda não teriam voltado pra casa.
Decidi não bater na porta, escalei a janela do seu quarto e a encontrei deitada na cama. Caminhei devagar até ela e deitei do seu lado.
- Jake! – ela perguntou assustada se sentando. A puxei pra que deitasse de novo – o que você está fazendo aqui?
- Precisava te ver – falei a colocando de frente pra mim – precisava muito te ver.
- Renesmee esteve aqui – ela falou desviando os olhos dos meus – e eu acho que fui rude demais com ela.
- Eu sei, já fui lá conversar com ela – falei – e já resolvi tudo também.
- Resolveu tudo o que? – ela ainda não me olhava nos olhos.
- A minha vida, e a da Ness. Eu descobri uma coisa importante...
- E o que você descobriu?
- Que eu amo... – parei de falar, queria que ela me olhasse nos olhos – olha pra mim .
Ela se levantou de supetão.
- Eu não quero olhar pra você pra saber que você descobriu que a ama Jake! Eu sei que eu te falei que não te pediria nenhum compromisso, e eu não vou pedir. Mas eu não tenho como convencer meu coração a aceitar o fato de você ama-la. – ela falou de uma vez. Levantei da cama e fui até ela pegando-a pelos ombros.
- Olha pra mim – ela levantou o rosto, encontrando meus olhos. Ela chorava muito – Eu descobri que amo você. – os olhos dela adquiriram um brilho especial – Eu amo você Walker! Amo você como nunca amei mulher nenhuma na minha vida. Eu não imagino minha vida sem você.
Sem conseguir esperar mais eu a beijei, um beijo cheio de amor. Ela agora era minha. Minha e eu a protegeria, eu faria de tudo para mante-la na minha vida pra sempre...
- – sussurrei em seu ouvido – Kwop Klawtlay...

The End


N/a: E ai flores o que acharam dessa oneshot? Bom eu dei um fim que na minha opinião o Jake merecia. Nunca achei justo ele ter que ser babá de sanguessuga (nada contra a tia Steph nem à ideia dela!). Então... na minha opinião Jake tinha que ficar com uma loba, como ele e a Nessie tinha que ficar com Nahuel (apesar de não ter dito claramente na fic). Espero que tenham gostado.