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2 de abril de 2014

Escolhas Erradas?! by Nubia Ruz

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Escolhas Erradas?!

POV
Sexta-feira, 23 de dezembro de 2013.
Hoje é mais um dia comum, exceto pelo fato de que depois da meia noite será véspera de natal. Argh!! Odeio natal. Todos estão presos em suas bolhas de felicidade e querem ver as bolhas das outras pessoas.
– Vamos dançar, . - Alice falou me puxando pelo braço em direção à pista de dança.
– Não Ali, eu estou bem aqui. - falei me desvencilhando de suas mãos.
– Droga . Você veio na festa para ficar com a cara emburrada? - Alice perguntou nervosa com as mãos na cintura.
– Eu avisei que não estava com humor para participar da festa, e você me escutou? Não. Me trouxe aqui e nem escutou as minhas reclamações, então agora aguenta. - falei calma e bebendo um pouco da minha bebida.
– Argh!! Se você não quer se divertir, eu quero. Vamos Jasper. - Alice falou puxando Jasper, se juntando a minha prima Isabella e o seu namorado Robert Pattinson.
Suspirei cansada e olhei as horas em meu Iphone. 19h30min, ele já deve ter ido embora uma hora dessas. Guardei meu Iphone dentro da minha bolsa e caminhei em direção à porta.
– Esteja na casa da Renné até 20:00 da noite, se não você já sabe o escândalo que ela vai fazer. - Isabella falou ao aparecer na minha frente.
– Estarei lá. - falei e passei por ela saindo do salão de festa da empresa.
Caminhei ainda indecisa e olhei em todas as direções do salão da recepção, querendo ter certeza de que ele não estava mais ali. Respirei aliviada quando não o encontrei e caminhei rapidamente até o estacionamento. Tirei as chaves da minha bolsa, desliguei o alarme e destranquei a porta.
Swan? - uma voz muito rouca pronunciou meu nome em um tom divertido.
Virei rapidamente para ver quem era o dono da voz, mais tudo que vi foi um pano branco com um cheiro horrível vindo em direção ao meu rosto. Lutei contra a mão que segurava e pressionava o pano em meu rosto, mas foi em vão. O cheiro estava muito forte e a cada respiração minha, aquele cheiro me deixava tonta e enjoada. Não aguentei mais lutar contra, e meu corpo amoleceu sendo amparado pelo estranho. Meus olhos pesaram e pisquei tentando mantê-los abertos, para que a escuridão não vencesse.
– Finalmente você é minha. - foi tudo que escutei antes de apagar completamente e ficar a mercê daquele estranho...


Minha boca continha um gosto amargo, e eu ainda podia sentir aquele cheiro horrível. Remexi-me e logo pude senti que estava presa pelos braços e pernas, abrir meus olhos devagar e os fechei quando uma luz forte os feriu. Os abrir novamente, já acostumada com a claridade do lugar, meus olhos arregalaram-se ao ver o lugar, que na verdade era um quarto - de luxo - estranho. Levantei minha cabeça que parecia pesar toneladas e meu desespero gritou a plenos pulmões.
Simplesmente, eu estava totalmente presa e nua em cima de uma casa de dossel, minhas pernas estavam presas pelos tornozelos deixando-me aberta e exposta formando um V. Olhei para a cabeceira e minhas mãos estavam presas pelos pulsos. Tentei me soltar, mas foi inútil e gritar não adiantaria, minha boca estava tampada com algo que parecia ser fita adesiva.
Oh meu deus! Será que fui estuprada? Me perguntei mentalmente.
Meu desespero gritou ainda mais alto dentro de mim e passei a gritar, mas tudo que saia de minha boca eram sons estranhos. Passei a me remexer na cama enquanto tentava gritar para pedir ajuda. Tudo que eu queria era sair daquele lugar e ir me esconder em minha casa, no meu quarto. Lágrimas de medo, angústia, desespero e raiva, saíram dos meus olhos e escorreram pelos lados do meu rosto molhando meu cabelo vermelho.
Mas do nada, meu corpo ficou paralisado quando escutei barulhos de passos ecoando do lado de fora do quarto, acompanhei os passos olhando para a parede como se eu fosse capaz de enxergar quem estava caminhando do lado de fora.
Queria fechar meus olhos e fingir está dormindo, mais a curiosidade sempre foi um defeito meu. Não resisti e fiquei encarando a porta que se abriu devagar, demorando a revelar quem era o meu sequestrador.
Quando a porta foi totalmente aberta, o meu sequestrador deu um passo a frente para dentro do quarto. Novamente meus olhos arregalaram-se. Isso é impossível. Era... Era... Era ELE ali em pé na porta. Ele é o meu sequestrador. A princípio o olhei surpresa, depois fiquei confusa por ele está fazendo isso comigo e, por último o olhei com medo e receio. Afinal, apesar de eu está completamente apaixonada por ele há mais de dois anos em segredo, não mudava o fato de está presa e nua nessa cama por ele.
Ele caminhou lentamente pelo quarto, aumentando ainda mais a minha aflição. Meu coração batia violentamente contra as minhas costelas e chegando até meus ouvidos. Meus olhos seguiam atentamente cada mínimo movimento que ele fazia. Ele calmamente levantou seu braço esquerdo e afastou a cortina do dossel da lateral direita, e ficou em pé ao lado da cama examinando e encarando cada pedaço do meu corpo que esquentou com sua inspeção detalhada até demais. Por fim ele chegou ao meu rosto e me encarou, seus olhos transmitiam tantos sentimentos de uma vez, que acabei por desviar daquele olhar.
Prendi a respiração quando ele sentou-se ao meu lado colocando uma mão em cada lado da cama me encurralando ainda mais. Minha respiração foi de vez para o espaço quando ele acariciou um dos meus seios com as pontas dos dedos e descendo até meu umbigo e subindo de volta.
– Você não sabe o quanto eu imaginei quando eu poderia ver esses montes rosados nus em minhas mãos. - ele falou fechando sua mão em meu seio apertando-o rudemente.
Fechei meus olhos para controlar as reações do meu corpo, mas estava perdendo feio a batalha. Poxa, não sou nenhuma vadia, mas já perdi a conta de quantas vezes sonhei e fantasiei com ele me possuindo. E agora ele está aqui, me tocando finalmente. Fica difícil de resistir.
– E em minha boca. - ele falou tirando-me dos meus devaneios.
Abrir meus olhos a tempo de vê-lo abocanhar o seio que antes ele apertava. Ele começou a sugar forte e mordendo bico de vez em quando. Gemi descaradamente com aquilo e ele olhou para mim. Seus olhos estavam de um verde muito escuro, mais escuro do que os quais eu estou acostumada a encarar de segunda a sexta.
Ele abandonou o seio que sugava para dar o mesmo tratamento ao outro enquanto ainda mantinha seus olhos presos nos meus. Remexi-me querendo fechar minhas pernas, para poder provocar qualquer tipo de atrito em minha intimidade, mais aquilo seria impossível no momento.
– São ainda mais macios e deliciosos do que eu imaginei serem. - ele sussurrou em meu ouvido tirando a fita adesiva da minha boca. - Quero ouvi-la claramente dessa vez. - ele continuou a falar com a voz rouca e extremamente sexy, enviando uma pontada em meu sexo.
Não , se controle! Ele te sequestrou, coisa boa é que não vai acontecer com você. Ordenei a mim mesma.
– Edward... - gemi seu nome sem pensar, ao senti-lo voltar a sugar meu seio.
– Repita. - ele ordenou mordendo com um pouco mais de força. Ali ficaria uma marca. - Repita meu nome novamente. - ele exigiu.
– Edward, eu...
– Assim não. - ele me cortou bruto. - Quero ouvir você gemer meu nome. - ele esclareceu.
– Edward... - gemi novamente o obedecendo, quando ele tocou o ponto mais sensível entre minhas pernas, me provocando.
– Assim mesmo. - ele penetrou um dedo em mim. - Eu te deixo molhada. - ele falou divertido e beijou minha bochecha, e se dirigiu a minha boca, que eu tratei de tirar do seu caminho. Para em seguida ter o rosto segurado fortemente pelas bocehchas. - Não resista. - Edward falou sério e irritado com a minha recusa.
– Edward eu... Você... O que você está fazendo? - perguntei ao gaguejo escolhendo bem minhas palavras.
– Não está meio óbvio? - ele respondeu sarcástico e penetrou um segundo dedo os movimentando trazendo o meu alívio. - Vou possuir você, até não sentir mais nada além do meu pau todo melado dentro de você. - ele declarou por fim.
– Pelo amor Deus, pare. - pedi tentando não me entregar ainda mais a essa loucura.
– Tem certeza de que quer que eu pare? - ele perguntou e continuou com a sua tortura. - Pois pelo que eu estou vendo, sua boceta está dizendo totalmente o contrário. - ele completou curvando seus dedos, fazendo com que eu mordesse meu lábio inferior para não gemer alto.
Fiquei atônita quando ele tirou seus dedos de mim e levantou. O olhei confusa e meio indignada por ele parar agora. Mas fiquei excitada e assustada ao vê-lo abaixar sua calça de moletom junto com sua boxer, expondo seu membro rígido e grosso apontando para mim.
– Está vendo como ele está? - Edward perguntou se masturbando na minha frente, deixando minha respiração rala. - É assim que fico toda noite quando penso em você. Fico duro e babando ao imaginar que estou fodendo a sua boceta molhada. - gemi e fechei meus olhos querendo provocar algum atrito na minha intimidade.
Controle-se, controle-se. Seja forte e não se renda. Minha consciência pedia. É fácil para ela falar, JÁ QUE NÃO É ELA QUE ESTÁ SENDO TOCADA E QUASE SENDO FODIDA PELO Edward E QUE ESTÁ HÁ 2 ANOS SEM TRANSAR. Gritei comigo mesma.
Abrir rapidamente meus olhos ao sentir o colchão afundar com o peso extra. Edward estava nu e de joelhos entre minhas pernas. Resisti ao máximo para não olhar para baixo. Não olhe para baixo, não olhe para baixo.
– Não precisa ter vergonha de mim. Pode olhar o quanto quiser. - ele falava intercalando com cada beijo pelo meu corpo, que desciam cada vez mais.
Minha mente apesar de está perturbada deu um estalo e logo percebi o que ele iria fazer.
– Não faça isso, saia daí agora. - ordenei desesperada tentando me soltar para empurra-lo para longe de mim.
Edward apenas deu um sorriso molha calcinha, antes de se abaixar por completo e lamber toda a extensão da minha intimidade que estava molhada sem a minha permissão. Ele pressionou levemente a minha entrada com a língua e meu corpo arqueou com o prazer daquilo.
– Porra. - xinguei e fiz força para fechar minhas pernas, mais suas mãos me impediram. Ele segurou em minhas coxas e me deixou ainda mais aberta a ele.
– Seu cheiro aqui, é ainda mais delicioso. - ele falou separando minhas dobras com as pontas dos dedos lambendo-me rudemente.
Gemi sendo incapaz de conter, mais prendi meu lábio inferior entre os dentes para abafar qualquer som que ameaçasse sair. Apesar da situação ser um tanto estranha e beirar um crime quase que hediondo, devo dizer que Edward faz coisas maravilhosas com a língua.
– Edward pare, por favor. - pedi num fio de voz.
– Não. - ele respondeu penetrando 3 dedos e voltando a me chupar enquanto curvava seus dedos dentro de mim.
Ele ficou ali trabalhando entre minhas pernas, subindo sua mão livre até um dos meus seios o apertando com força.
– Ahhh... Edward... Com mais força. - gritei pedido por mais. Ele riu e sua respiração bateu em meu sexo provocando mais êxtase.
Ele me obedeceu, chupando-me com mais rudeza mordiscando meu clitóris e trabalhando seus dedos dentro e fora. Meu ventre pulsou em expectativa e os seus movimentos ajudava a construir o meu orgasmo.
– Eu vou gozar... - anunciei arqueando meu tronco sentindo a sensação maravilhosa e relaxante de um orgasmo.
Edward em momento nenhum parou de me chupar, ficou ali me provando fazendo as sensações durarem por mais tempo. Quando ele terminou, depositou um selinho em meu sexo e subiu com sua boca até chegar ao meu ouvido.
– Mas doce do que o mel. - ele sussurrou mordendo minha orelha.
– Edward, deixe-me ir embora. - pedi com os olhos fechados para não ter que encara-lo. Estava morrendo de vergonha dele, por ter pedido para que ele continuasse a me chupar. Eu fui fraca.
– Não. - ele falou do seu jeito bruto saindo de cima de mim. - Você será minha. Completamente minha. - ele falou desamarrando as cordas que prendiam meus tornozelos massageando-os.
– Isso está errado. Nada disso deveria está acontecendo. Isso não pode está acontecendo. - falei divagando, quando Edward voltou novamente para cima de mim, encostando a sua ereção em meu ventre.
– Não há nada de errado aqui. - ele falou com fúria piscando em seu olhar. - Você ser minha, está corretamente certo. - ele falou pincelando minha intimidade com a ponta do seu membro ainda rígido. - Vou mostrar a você. - ele falou sério.
– Não, sai de cima de mim. - gritei aflita. Se ele ficasse ali, eu não iria resistir.
– Eu estou bem aqui, obrigada. - ele falou sarcástico enfiando todo seu membro em mim ficando parado em seguida. Soltei um grito pela súbita invasão.
– Merda. - xinguei de novo movendo meu quadril em sua direção o ouvindo gemer.
– Você está muito molhada. - ele falou dando-me um selinho. - Estou louco para me enterrar em você. - ele falou com aquela voz rouca e sexy.
Uma lágrima solitária escapou pousando no travesseiro. Foram 2 malditos e fodidos anos que eu fiquei sonhando e até me tocando pensando no Edward. Por que agora que ele está aqui dizendo que me deseja, eu fico o evitando mandando ele parar? Porque ele te sequestrou e você está com medo dele. Minha consciência respondeu. Mas a verdade é que, eu não imaginava que tudo fosse acontecer, e agora que aconteceu eu fico evitando? Você é mesmo uma burra desmiolada. Uma das minhas fantasias era ser “sequestrada e estuprada”, e agora que ela foi realizada e ainda mais pelo Edward, eu deveria está dando pulos de alegrias.
Mas quer saber afinal? Foda-se. Passei 2 anos desejando esse homem e agora ele está aqui dizendo que me quer. Pra quê resistir? Isso não vai me levar a nada.
Decidida, circulei sua cintura com as minhas pernas livres o fazendo se enterrar mais fundo em mim,e pude ver a sua expressão de prazer e dor.
– Eu estou aqui amarrada a sua mercê, está esperando o quê para realizar suas fantasias e as minhas? - perguntei fazendo a melhor cara de safada que consegui, vendo Edward sorrir lindamente.
–Nada. - ele respondeu ao sair e me estocar novamente do seu jeito bruto. - Porra. - ele gritou beijando-me.
Ele me beijava ao mesmo tempo que me estocava, mas eu queria mais dele. Queria ele ainda mais bruto. Levantei meu quadril o fazendo entrar mais fundo, guiava meu quadril para ir de encontro ao dele, vendo estrelas e sentindo ele atingir lugares desconhecidos.
Quando o ar se fez necessário, Edward abandonou minha boca depois de chupar minha língua, para lamber a pele do meu pescoço, colo e seios.
– Edward... - gemi seu nome agora sem pudor nenhum. - Eu quero te tocar. - falei puxando meus braços.
Ele parou seus movimentos e encarou-me por alguns segundos. Sem sair de dentro de mim, ele desamarrou meus pulsos que foram de encontro ao seu cabelo os acariciando. Ele continuou parado ainda olhando para mim, então tomei a iniciativa me mexendo em baixo dele.
– Mexe vai. - sussurrei em seu ouvido ao puxa-lo para perto de mim.
Ele não falou nada, apenas puxou uma das minhas do seu cabelo e cruzou seus dedos com os meus retomando seus movimentos, que agora estavam ainda mais brutos e ensandecidos. O silêncio do quarto foi preenchido com os nossos gemidos e palavrões que soltávamos.
– Eu esperei tanto por isso. - ele sussurrou mordendo meus lábios.
– Eu também. - respondi vagamente jogando a cabeça para trás gritando ao sentir seu dedo em meu clitóris enquanto ele me estocava.
Essa posição estava realmente boa, mas uma ideia passou-me pela cabeça e o empurrei. Ele caiu ao meu lado na cama e eu levantei, mas meu pulso foi segurado e fui puxada de volta para cama.
–Não. - ele gritou raivoso. - Você me enganou. - ele gritou tentando voltar para cima de mim. Ele entendeu tudo errado.
O empurrei de volta, sentando e me encaixando novamente em seu membro, suas mãos foram para o meu quadril apertando-o com força. Ficariam marcas amanhã.
– Em quê eu lhe enganei? - perguntei mordendo seu queixo iniciando as minhas subidas e descidas em seu membro.
– Pensei que fosse tentar fugir. - ele respondeu cravando suas unhas curtas em minha pele.
– Nem se eu quisesse, fugiria daqui agora. - lhe dei um selinho e me apoiei em seu peito ganhando mais impulso.
... - Edward gemeu meu nome novamente ajudando-me nos movimentos. Ele sentou-se e me abraçou para beijar e lamber meus seios.
Meu ventre passou a dá os primeiros sinais do meu segundo orgasmo, e coloquei mais velocidades nas descidas e subidas.
– Droga, eu vou gozar. - anunciei e ele segurou minha cintura nos virando na cama. Agora eu estava de quatro e ele atrás de mim.
– Assim é bem melhor. - ele falou voltando a me estocar puxando meu cabelo levantando minha cabeça.
Apertei entre meus dedos o lençol da cama o sentindo estocar em mim. Gritei surpresa ao sentir dois dedos entrando em meu orifício, devo confessar que não gosto muito de sexo anal, mais ali com ele, era impossível não gostar de nada. Acabei movendo meu quadril contra ele.
A cada estocada de seu membro e de seus dedos, o meu ventre pulsava querendo a libertação. Tentei segurar, mas acabei explodindo novamente.
– Ah merda. - Edward falou ainda estocando mais 5 vezes, para depois segurar meu quadril e gozar dentro de mim. Cai molemente na cama, tendo a breve noção de que ele também estava deitado ao meu lado.
– Sabe por que eu nunca tentei nada com você? - perguntei de repente depois de alguns minutos em descanso, sem me virar para olhar em seu rosto. - Porque você me tratava de forma fria e mal falava comigo. - falei magoada e ele beijou meu pescoço.
– E eu não tentei nada antes, por pensar que você não fosse querer nada com Zé ninguém do segurança da empresa da qual você é vice-presidente. - ele falou calmamente enquanto acariciava meu cabelo.
– Se você tivesse tentando alguma aproximação antes, isso que acabamos de fazer, já teria acontecido há muito tempo e teria tido várias repetições. - falei baixo, ouvindo sua risada.
– Teremos muito tempo para repetir, a partir de agora. - ele falou abraçando-me por trás.
– Promete? - perguntei em duvida.
– Prometo com certeza. - ele falou e beijou novamente meu pescoço. O cansaço acabou me atingindo em cheio e acabei adormecendo naquela posição mais do que gostosa


Acordei algum tempo depois, sentindo alguém fazer um carinho em meu cabelo. Sorri involuntariamente e abrir meus olhos vendo o par de olhos verdes me encarando.
– Bom dia. - falei me espreguiçando alegremente. Nesses 2 anos, nunca acordei tão bem disposta como hoje.
– Bom dia. - ele desejou dando-me um selinho, mas quis aprofundar o beijo e o empurrei de leve vendo-o ficar confuso.
– Nem escovei os dentes ainda. - esclareci sua duvida e ele sorriu em resposta.
– Tem tudo o que você precisa no banheiro. - ele falou apontando para a porta branca ao lado esquerdo da cama.
– Volto em 20 minutos. - falei o beijando de leve e corri para o banheiro.
Nem fiquei surpresa ao ver os mesmos produtos que eu uso em seu banheiro. Fiz minha higiene matinal e aproveitei para tomar um banho relaxante. Quando voltei para o quarto, a cama já estava arrumada e impecavelmente e ele não estava mais. Havia um vestido verde solto, peguei-o e vesti, penteei meu cabelo rapidamente e sair do quarto, depois de olhar em todas as direções do corredor.
Andei cautelosamente por aquele corredor imenso e cheguei até as escadas que se dividiam em duas na metade, desci pelo lado esquerdo e continuei até chegar a sala que estava decorada com bom gosto, avistei alguns porta-retratos. A curiosidade foi maior e eu fiquei de frente para as fotos ficando paralisada no segundo seguinte. Era Edward ali apertando a mão de Carlisle, o presidente da empresa onde eu sou vice-presidente?!
– Inauguração da empresa CULLEN&MENSEN. - falei baixo lendo a legenda que continha em uma faixa atrás deles. - Não acredito. - exclamei surpresa.
– No que você não acredita? - Edward perguntou assustando-me. Mas me recuperei rapidamente, olhando-o raivosamente.
– Eu vou embora. - falei sem responder sua pergunta.
Caminhei apressadamente pisando com mais força no chão, quando passei por ele, fui impedida de prosseguir pelo seu aperto firme em meu braço.
– Você.Não.Vai.Sair.Daqui. - ele falou pausadamente e firme com seus olhos faiscando raiva e outro sentimento oculto que eu não conseguir decifrar...
– Você pode até ser um dos meus patrões, mas aqui fora você não manda em mim. Então me largue seu mentiroso de uma figa. - gritei tendo me soltar dele mais sem sucesso.
– Você é minha, e depois do que houve ontem a noite toda, você não sairá mais dessa casa. - ele falou apertando ainda mais meu braço e me puxando em sua direção.
– Nem a pau que eu fico mais um minuto aqui. – gritei e o empurrei fazendo-o me soltar.
Corri em direção a porta conseguindo abri-la, mas antes que eu pudesse pisar no lado de fora, fui puxada bruscamente e jogada contra a parede, sendo encurralada com o seu próprio corpo.
– Você não vai mais embora, entendeu?– ele gritou segurando em meus braços e sacudindo-me.
Olhei-o assustada para logo depois ter a minha boca invadida por sua língua. Tentei empurra-lo, mais foi totalmente inútil. Meu corpo tremeu quando sentir sua mão massagear meu seio por cima do vestido e acabei gemendo e cedendo a sua investida.
Enlacei seu pescoço com meus braços o puxando mais para mim, e rodei seu quadril com minhas pernas sendo suas mãos em cada bochecha da minha bunda.
– Por que mentiu? - perguntei quando ele abandonou minha boca para lamber e chupar meu pescoço. Edward parou o que fazia e olhou-me profundamente.
– Quando você apareceu na empresa naquele dia, eu tinha descido para falar com um segurança, então eu vi você caminhando em minha direção e pensou que eu fosse o segurança e sorriu tão lindamente. - ele fez uma pausa. - Não tive coragem para desfazer o engano, e assim eu passei 2 anos fingindo ser um simples segurança para tentar de testar. - ele falou.
– Como assim me testar? - perguntei confusa.
– Desde que nasci, sou cercado por pessoas interesseiras que só querem desfrutar do meu dinheiro. - ele falou depositando-me no chão e passando a mão pelo seu cabelo. - E quando você apareceu, despertando um desejo, até doloroso em mim, fiquei em duvida se você ficaria comigo por gostar de mim ou do meu dinheiro. - ele falou e eu fiquei irritada.
– Eu não sou nenhuma garota desfrutável e aproveitadora, desde que fiz idade certa e comecei a trabalhar, sempre ganhei meu dinheiro honestamente. - falei ainda mais irritada e lhe dei as costas para sair pela porta, mais fui parada novamente.
– Eu sei. - ele falou olhando pesaroso para mim. - Mas você sempre fugia de mim, não ficava nos mesmo lugares que eu, e eu fiquei chateado pensando que você não queria nada comigo e desisti, mas continuei com o meu fingimento. - ele falou e colou seu corpo ao meu. - Mas depois de 2 anos te desejando de longe, não aguentei mais. Não vou dizer que me arrependo de ter feito o que fiz com você, muito pelo contrário. Foi a melhor noite da minha vida. - ele sussurrou a última parte no meu ouvido.
– A minha também. - respondi vagamente sentindo meu corpo mole em seus braços.
– E agora que você está aqui finalmente em meus braços, não vou deixar você ir embora. - ele falou beijando o canto da minha boca.
– Edward, as coisas não são simples assim. - falei e ele se afastou para me olhar. - Eu também te desejo desde que vi pela primeira vez, mas eu não quero um relacionamento baseado somente em sexo. Sinto muito. - falei e me afastei de vez do seu corpo abrindo a porta.
– Quer casar comigo? - ele perguntou fazendo-me congelar no lugar.
– O quê? - perguntei virando-me para olha-lo.
– Eu te amo , e quero você em todos os momentos da minha vida, quer casar comigo? - ele perguntou ajoelhando na minha frente.
– E-eu... E-eu... E-eu... E-eu aceito. - gaguejei ao responder jogando-me em seus braços, caçando sua boca desesperadamente com a minha.
Como eu fui cega!!
Se eu tivesse criando coragem e ter falado com ele antes, nada disso teria acontecido?
Sabe... acho que as coisas assim, estão fodidamente bem melhor para mim!!!
E esse foi definitivamente, o melhor natal de toda minha vida.


~~~~~~FIM~~~~~~

Operacão 2: Agarra Embry! by Nubia Ruz

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Operação 2: Agarra Embry!


Respira Julia, lembre-se de respirar. Eu dizia para me mesma enquanto corria para minha casa com uma e mil cenas envolvendo Embry e eu, ambos nus e ofegantes. Parei a pouca distância da minha casa e respirei fundo. Eu tinha que parar de ficar pensando que finalmente eu teria o Embry nu em cima e dentro de mim.
Voltei a correr e entrei em minha casa subindo diretamente para o banheiro e me tranquei lá. Tirei minha roupa em poucos segundos e gemi frustrada ao ver o matagal entre as minhas pernas.
– Merda! Vou ter que depilar. - falei pegando o barbeador e fiquei naquela tarefa por uns 15 e 20 minutos e passei minha mão na minha perna e vi que parecia uma perna de aranha.
Qual é? Não transo faz mais de nove meses, pra quê eu ia me depilar se só eu ia ver meu corpo sem roupa?
Novamente fiquei ocupada em depilar minhas pernas e quando terminei tomei um banho de verdade lavando meu cabelo. Quando terminei, sequei meu corpo e passei o meu creme preferido e vesti uma calcinha de renda preta de fio dental, uma blusinha branca que não precisava que eu usasse um sutiã. Peguei um jeans escuro, minha bota marrom e só aí fui arrumar as coisas para acampar.


POV NARRADOR
Jacob caminhava sem pressa para a casa do amigo Embry, com um sorriso besta ao lembrar-se das coisas que fizera com a sua atual namorada em seu quarto e já imaginando novas coisas para fazer quando se encontrassem a noite.
– Jacob. - Embry gritou seu nome quando viu o amigo da garagem.
– Ei Embry. - os amigos se abraçaram se cumprimentando.
– O que veio fazer aqui? - Embry perguntou quando se separaram.
– Preciso de um favor seu. - Jacob começou a encenação.
– Pode falar cara, sabe que pode contar comigo. - Embry falou inocentemente.
– Cara, você sabe que eu sou doido pra ficar com a Dália e até namorar com ela, não é? - Jacob perguntou e Embry confirmou com um aceno. - E hoje eu encontrei com ela e a Julia e fiquei sabendo que elas vão acampar e então foi que eu vi a minha chance e é aí que você entra. - Jacob terminou seu relato deixando Embry confuso.
– Seja mais específico. - Embry mandou sério.
– Quando ela disse isso, falei que iria com elas, mas você sabe que vou dá um jeito de fugir com a Dália no meio da noite, mas não sou um irresponsável e deixar Julia sozinha e preciso que você vá com a gente pra garantir que ela não fique sozinha. - Jacob falou e Embry ficou sério.
– ‘Cê tá brincando né? - Embry perguntou irritado. - Droga Jacob, você sabe que eu quero agarrar a Julia desde que a vi só de calcinha no vestuário feminino. - Embry passou a andar de um lado para o outro nervoso. - E você quer que eu fique sozinho com a garota no meio da mata e ainda por cima de noite? - Embry perguntou com sarcasmo.
– E o que te impede de ficar com a Julia? - Jacob perguntou normalmente. - Você vai ficar sozinho com ela cara, vai e aproveita. - ele incentivou. - E eu preciso ficar sozinho com a Dália, vai me ajudar ou não? - Jacob sorriu vitorioso. Embry se rendeu ao plano de Dália mesmo sem saber.
– Eu vou. - Embry falou num suspiro se rendendo.


Minhas pernas tremiam mais do que vara verde que está sendo cortada, enquanto nos aproximávamos do ponto de encontro. De onde estávamos já dava para ver Jacob e Embry nos esperando.
– Calma Julia. - Dália falou apertando minha mão.
– Ficar falando pra ter calma, não me ajuda em nada. - falei e a vi sorrir.
– Agora você sabe que eu tinha razão sobre essa palavra. - ela cutucou e eu estreitei os olhos pra ela.
– Oi Jacob. - Dália o cumprimentou com um beijo de canto perto dos lábios
– Oi. - ele falou depois que separaram. - Oi Julia.
– Oi. - respondi e olhei para Embry que estava parado com as mãos nos bolsos. - Oi Embry. - falei sentindo meu rosto arder.
– Olá. - ele respondeu apenas.
– Então... Estão prontas para acampar? - Jacob perguntou e eu apenas balancei a cabeça afirmando. - Então vamos. - ele falou pegando sua mochila e a da Dália.
– Quer ajuda? - Embry perguntou referindo-se a minha mochila.
– Não precisa, está leve. - falei sorrindo agradecida. - É melhor a gente acompanhar eles. - falei apontando para Jacob e Dália que já estava muito a nossa frente.
Embry sorriu amarelo e começamos a caminhar alcançando o novo casal de La Push que conversavam animadamente, enquanto Embry caminhava calado ao meu lado.


20 minutos de caminhada e chegamos ao local do acampamento, os meninos montaram sua barra e nós a nossa. Embry acendeu a fogueira, Jacob ficou encarregado de pegar mais madeira seca e Dália e eu ficarmos responsáveis pelos lanches com biscoitos, chocolate e marshmallows e além, claro, dos chocolates quentes que estavam nas garrafas térmicas...
– Acho que isso não vai dá certo. - falei encarando Embry que olhava para o reflexo da lua que estava sendo refletida no mar. - Toda vez que me aproximo dele, ele se afasta. - falei com pesar.
– Assim como o seu plano deu certo, o meu também vai dar, Julia. Vai dizer que não está doida pra ficar sozinha com o Embry na caverna? - ela perguntou maliciosa. - Vai dar tudo certo, você vai ver.
– Embry não é idiota, olha o tamanho dele. - falei já beirando o desespero. - E se ele dê um jeito de conseguir nos tirar de lá? - perguntei.
– Julia, vai dar tudo certo caramba. - Dália falou colocando as mãos na cintura. - Até parece que não confia na minha competência.
– Claro que confio em você; - afirmei.
– Pois então se prepare, porque se com o Jacob tudo é proporcional ao corpo dele... Embry Call não deve ficar muito pra trás. - ela falou maliciosa e meu corpo se arrepiou. Tô perdida.
– Então, esses petiscos estão prontos? Estou morrendo de fome. - Jacob falou dando tapas em sua barriga.
– E quando você não está com fome Jacob? - Dália perguntou rindo e dando um pedaço de chocolate na boca do namorado que a olhou com gula. Gula até demais pro candelabro aqui. Aff...
– Vamos logo nos sentar perto da fogueira, está frio aqui. - falei pegando a vasilha com os petiscos e sentando ao lado daquele pedaço de mal caminhado e totalmente burro.
Será que ele nunca viu os olhares nada comportados em direção a ele?

Estava rindo horrores com as piadas do Jacob, uma mais absurda do que a outra.
– Sabe por que uma loira demora uma semana pra consumir um iogurte? - ele perguntou retoricamente. - Porque no pote está escrito para consumir em 7 dias. - ele contou fazendo com que eu risse a beça.
– Eu sei de uma. - Embry se manifestou. - No céu havia duas filas, a primeira era a dos homens que obedeceram as suas esposas e a segunda era dos homens que mandavam nas esposas. A primeira fila estava lotada de homens quando apareceu um e foi para a segunda fila. Um deles o viu e falou: “Nossa cara, meus parabéns. Você foi o único homem que mandou numa mulher, ainda vivo.” O cara olhou pra ele e respondeu: “Que nada cara, só estou aqui porque minha mulher mandou.”
– Gente, para por favor. Não aguento mais rir. - falei secando uma lágrima que escapou.
– A fogueira está quase apagando. - Dália falou e piscou um olho pra mim. É agora. - Julia, você não quer me ajudar a pegar mais madeira seca? - ela perguntou e eu dei de ombros. - A gente já uma volta. - Dália levantou e eu também e limpei minha calça.
Caminhamos apressadas até a entrada da caverna e Dália pegou a corda que estava atrás de uma árvore amarrando na mesma e veio na minha direção.
– Dália, eu acho que...
– Cala a boca, já falei que tudo vai dar certo. - ela me interrompeu nervosa e amarrou a outra ponta na minha cintura e depois aproveitou para me sujar com um pouco de lama, simulando assim que eu tinha me sujado ao cair. - Agora desce que eu seguro a corda. - ela mandou e eu fiquei para olhando para o rosto dela. Eu iria ficar sozinha ali? Oh Oh! - Anda Julia. - dessa vez ela me empurrou e eu me obriguei a respirar fundo e entrei.
A entrada era meio estreita e estava escorregadia, mais continuei descendo até chegar ao fundo e não ver nada mais além do breu do lugar e um pouco distante, a água da pequena lagoa que tinha ali.
– Consegue me ouvir? - Dália gritou de lá de cima.
– Consigo. - respondi tirando a corda. - Pode puxar. - gritei e ela puxou a corda e depois ela desapareceu e voltou alguns minutos depois.
– Agora eu vou voltar e dizer que você caiu. - ela me informou. - Boa sorte amiga! E vê se aproveita o seu gato. - ela falou rindo e agora desapareceu de vez.
Sentei e encostei minhas costas em uma pedra e comecei o meu choro falso - fazer parte do teatro da escola tem suas vantagens - deixando meu rosto um pouco vermelho. Não demorou muito para que eu ouvisse os gritos de Embry e Jacob.
– Julia? Julia? Você está bem? - Embry gritava.
Levantei e olhei para cima vendo seu rosto toda a sua preocupação para comigo.
– E-Estou b-bem. - respondi fingindo soluçar e gaguejar. - Me tire daqui, por favor. - pedi chorando mais alto.
– Eu vou tirar você daí, não se preocupe. - ouvir Embry dizer.
–Olha, tem uma corda grande aqui, dá pra nos ajudar. - Dália falou surpresa. Aquela fingida. Rir internamente.
– Alguém tem que descer pra ajudar Julia a subir. - Jacob jogou a isca.
– Eu vou. - Dália logo se prontificou.
– Você não vai aguentar, eu vou e subo com a Julia. - Jacob discordou.
– Nada disso, eu que vou descer. - Embry falou firme. Isso! Vem direto pra mim gostoso.
– Se você prefere. - Dália falou com desdém. - Julia, o Embry vai descer e ajudar a você a subir, tudo bem? - ela avisou.
– T-Tudo bem. - eu havia parado de soluçar, mas as lágrimas ainda desciam.
Vi quando ele entrou no buraco e foi descendo aos poucos, sujando sua roupa no processo. Quando seus pés tocaram no chão, eu me joguei nos seus braços apertando meu corpo contra o seu.
– Calma Julia, estou aqui agora. - ele falava enquanto afagava minhas costas.
– Tive tanto medo, Embry. - menti esfregando sem querer - mas querendo - o meu corpo no seu.
– É melhor a gente subir agora. - ele me afastou delicadamente. - A gente vai subir. - ele gritou avisando.
Embry me apertou contra o seu corpo e quando íamos começar a subir, a coda caiu aos nossos pés. Pronto! Estávamos os dois presos ali.
– Embry? Embry, cara você esta bem? - Jacob gritou aflito de lá de cima.
– Estou, mais por que jogou a corda pra baixo cara? - Embry perguntou confuso.
– A corda estourou cara. - foi Dália quem respondeu. - E agora teremos que voltar e pedir ajuda. - ela explicou. - Jacob vai jogar cobertores e um colchão de ar para que vocês fiquem confortáveis até voltarmos. Tudo bem? - ela explicou.
– Só não demorem, por favor. - pedi, mas querendo dizer para que eles não voltassem nunca mais.
– Merda! - Embry exclamou irritado tirando a corda de sua cintura e sentando no chão.
Alguns minutos depois, eles jogaram os cobertores e o colchão de ar como tinham falado e foram embora dizendo que não iriam demorar. Arrumei o colchão em um canto e o forrei com um cobertor e me enrolei em um entregando outro ao Embry. Nos sentamos nos colchão e ficamos esperando.
Ficamos alguns minutos em silêncio e ele nem olhar na minha cara olhava, então tive que apelar. Abracei meus joelhos e passei a tremer o queixo, fingindo estar mais com frio do que eu realmente estava.
– Você está tremendo. - ele apontou o óbvio. Não. Estou com um vibrador dentro de mim e ele está fazendo eu tremer, idiota. - Vem aqui. - ele me puxou um pouco pra frente e sentou atrás de mim abraçando meu corpo. - Melhor agora? - ele perguntou perto do meu ouvido arrepiando a pele daquela região.
– Humm... - só pude confirmar e fiquei quieta sentindo-o atrás de mim.
Não sei quando foi, mas eu senti que aos poucos Embry se aproximava mais de mim e sua respiração fazia meu cabelo se mexer um pouco. Fiquei surpresa - apesar de esperar - ele roçar seu nariz em meu pescoço depositando um beijo no mesmo lugar. Finalmente eu iria tirar as teias de aranhas com Embry Call. Chupa essa Vanessa. Hehehehehehe...
– Embry... - sussurrei seu nome pendendo minha cabeça para o lado, dando mais espaço para explorar e ele não me decepcionou.
Colou totalmente nossos corpos que eu pude até sentir seu membro já rígido nas minhas costas. Ele tirou o cobertor de mim e dele e afastou meu cabelo distribuindo chupões pelo meu pescoço enquanto suas mãos subiam pelas minhas costelas chegando perto da dos meus seios. Gemi em antecipação e ele parou.
– Posso parar se quiser. - ele falou e mordiscou o lombo da minha orelha.
– Faça isso... - peguei suas mãos e a coloquei em cima dos meus seios e ele prontamente os apertou e eu gemi. - Faça isso e será um homem morto. - falei e o ouvi rir baixinho.
– Eu não quero ser morto. - ele infiltrou suas mãos geladas por baixo da minha blusa tocando meus seios sem barreiras. - E pra isso, eu vou ter que te agarrar aqui mesmo. - ele falou.
– Não irei me opor contra isso. - falei e ele tirou suas mãos de mim ficando de pé a minha frente.
Uni as sobrancelhas em sinal de confusão e ele apenas sorriu do seu jeito safado e tirou seu casaco e sua blusa expondo aquele peitoral pelo qual eu babei várias vezes, e depois tirou suas calças levando sua cueca, tênis e meia junto.
Meu queixo foi ao chão de tanto que minha boca se abriu ao vê-lo totalmente do jeito que veio ao mundo e aquela coisa apontando para cima batendo continência. Meu pai, eu iria chorar de tanto gozar ali.
Embry voltou a sorrir safado e me ofereceu a mão - que eu aceitei - e fez com que eu ficasse de pé e passou a me despir, tocando em meu corpo mais do que deveria para fazer a tarefa. Quando fiquei totalmente nua em sua frente, ele passou a analisar cada detalhe do meu corpo e fez com que eu ainda desse uma voltinha e nisso ele apertou uma das bochechas da minha bunda.
– Está ainda mais gostosa desde a vez que lhe vi no vestiário feminino. - ele falou fazendo com que eu deitasse no colchão colocando-se entre minhas pernas e acabando por roçar seu membro na minha perseguida.
– Droga Embry... - gemi abraçando seu quadril aumentando o contato lá embaixo.
– Está louca pra me dá, não é? - ele perguntou lambendo meu pescoço e descendo para o meu colo e seios. - Está doida para que eu me enterre em você. - ele abocanhou meu seio esquerdo e eu arqueei as costas me oferecendo mais a ele.
– Embry... - gemi seu nome agarrando seu cabelo da nuca voltando a esfregar nossos sexos e ele parou gemendo de olhos fechados.
– Desculpa, eu não consigo. - ele falou empurrando o seu quadril de encontro ao meu me deixando confusa.
– Como não consegue? - perguntei já com a mente nublada. Aquela esfregação estava fazendo meu cérebro virar gelatina.
– Não vou conseguir fazer os preliminares. Me desculpa. - ele falou e antes que eu pudesse falar alguma coisa, ele nos girou me deixando por cima e seu membro se encaixando em mim. Gemi jogando a cabeça pra trás buscando apoio em sue peitoral. -Cavalga vai. - ele pediu se remexendo embaixo de mim. É muito para minha sanidade mental.
Fiz o que ele pediu e passei a fazer os movimentos de sobe e desce em seu membro sendo ajudava por suas mãos que estavam em meu quadril. Eu estava transando com Embry. Eu. Euzinha aqui. Hehehehehehe...
– Nunca mais vou esquecer essa paisagem. - ouvi ele falar e abrir os olhos e ele estava olhando para o ponto em que nossos sexos se encontravam. - Vou querer repetir isso todo dia. - ele falou apertando um dos meus seios e eu parei com que estava fazendo.
– O quê? - perguntei confusa querendo confirmar o que ele havia dito.
Mas em vez disso, ele voltou a nos girar e a voltar ficar por cima estocando ele mesmo fazendo com que eu gemesse muito alto.
– Falei que a partir de agora, vamos repetir isso todos dias. - ele sussurrou em meu ouvido. - A parti de hoje você é minha. - ele decretou e me beijou, já invadindo minha boca com sua língua e prontamente foi recebida pela minha.
Eu só posso estar sonhando meu pai do céu!
Embry por nenhum segundo parou de estocar enquanto nos devorávamos em um beijo pra lá de quente. A ânsia e espera por esse momento foi tanta que eu já sentia meu ventre pulsar anunciando meu orgasmo. Embry percebendo isso, saiu de dentro de mim. Já ia reclamar quando sentir sua língua lambendo meu clitóris. Vou reclamar depois.
Ele lambia e chupava minha intimidade como se estivesse dando um beijo de língua NELA, e eu claramente estava gostando. Ele endureceu sua língua e passou a me estocar fazendo as vibrações do meu ventre voltar com força total agora.
– Isso Embry... Estou quase lá. - falei puxando seu cabelo forçando seu rosto a se aproximar mais do meio das minhas pernas.
Eu já podia ver tudo embaçado, meus dedos dos pés ficaram dormentes e estava quase gozando quando Embry parou de chupar e estocou com tanta força que eu gozei gritando seu nome.
Quando minha visão voltou ao normal, vi que Embry me encarava com um sorriso vitorioso naqueles lábios perfeitos.
– É melhor parar de rir e me foder novamente. - mandei o empurrando e voltando a monta-lo.
– Adoro mulheres por cima. - ele falou com os olhos semicerrados.
Eu subia até quase tirá-lo totalmente de dentro de mim, para voltar a sentar com tudo em seu membro que ainda estava rígido e duro dentro de mim.
– E eu adoro homens por cima de mim. - falei e ele ficou sério.
– Corrija sua frase. - ele mandou apertando meu quadril. - Eu adoro somente um homem por cima de mim. E serei somente eu que poderei ficar assim. - ele ditou totalmente sério e eu sorri. A primeira crise de ciúmes. É tão fofo...


– E então? Como foi? Foi melhor do que você esperava? - Dália perguntou enquanto eu trocava de roupa em seu quarto, depois de Jacob ter nos tirado de lá, só hoje de manhã.
– A mulher foi ao médico e não deixou que seu marido ciumento fosse junto. Quando ela chegou em casa, encontrou o marido roendo as unhas: “E então? O médico falou o quê pra você?”. Ele perguntou a esposa: “Ele falou várias coisas.” Ela respondeu fazendo pouco caso: “Ele falou das suas pernas?” Perguntou o marido: “Falou sim.” Respondeu a esposa: “Ele falou dos seios e do seu bundão?” voltou a perguntar: “Dos meus seios sim, mas de você ele não falou nada.”
– Para de me enrolar e conta logo. - Dália falou irritada.
– Viu como é bom fazer isso com as pessoas? - perguntei colocando a blusa por último e me jogando na cama dela. - Foi tudo mais que perfeito. - falei e nós duas rimos cúmplices. - Tô assada, acredita? - perguntei e vi Dália abrir a boca.
– Eu te falei que os quietinhos, são mais perigosos. - Dália falou sorrindo maliciosa. - E o que mais aconteceu? - ela perguntou curiosa.
– Estamos namorando. - respondi e passamos a pular e gritar na cama dela.
– Não acredito que estamos as duas com os garotos mais gostosos dessa cidade. - Dália falou fazendo uma dança ridícula.
– E completamente apaixonadas. - falei suspirando dramaticamente.
– Você sabe que você é como uma irmã pra mim, né? Que sem você, eu não estaria tão feliz e namorando o Jacob. - ela falou agora seria.
– E se não fosse por você, eu não estaria namorando o Embry. - falei e nós duas nos abraçando. - A melhor best friend que alguém poderia ter.
– Faço de suas palavras a minha. - ela falou e ficamos ali a manhã toda conversando sobre os detalhes de nossos namorados.



Leah Clearwater e O Forasteiro by Nubia Ruz

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Leah Clearwater e O Forasteiro

Leah Clearwater e O Forasteiro



Heart Attack - Ataque Cardíaco By Demi Lovato
Arrumando minhas defesas
Porque não quero me apaixonar
Se alguma vez fizesse isso
Acho que teria um ataque cardíaco
Nunca coloquei meu amor em jogo
Nunca disse ´´sim`` para o cara certo
Nunca tive problemas em conseguir o que quero
Mas quando se trata de você, nunca sou boa o bastante
Quando não me importo
Posso manipulá-los como um boneco Ken
Não lavarei meu cabelo
Depois os farei balançar como uma bola de basquete
Mas você
Me faz querer agir como uma garota
Pintar as unhas e usar salto alto
Sim você
Me deixa tão nervosa
Que não consigo segurar sua mão
Você me faz brilhar
Mas eu disfarço
Não vou demonstrar
Então estou armando minhas defesas
Por que não quero me apaixonar
Se alguma fizesse isso
Acho que teria um ataque cardíaco 3x
Nunca derramei uma gota de suor por outros caras
Quando você surge, eu fico paralisada
E toda vez que eu tenho ser eu mesma
Dá tudo errado como um grito por socorro
Isso não é justo
A dor é mais confusa do que vale o amor
Eu sufoco querendo ar
Parece tão bom, mas você sabe que machuca
Refrão novamente
Os sentimentos se perderam em meus pulmões
Eles estão queimando, preferia estar dopada
E não há outra pessoa para culpar
Tão amedrontada que eu disparo e fujo
Estou voando muito perto do sol
E eu explodo em chamas
Você me faz brilhar
Mas eu disfarço
Não vou demonstrar
Então estou arrumando minhas defesas
Por que não quero me apaixonar
Se alguma vez fizesse isso
Acho que teria um ataque cardíaco 5x

Vazio!
É o que tem dentro de mim, desde que meu namorado me trocou pela minha prima e melhor amiga da onça. Depois veio à morte do meu pai e a minha transformação, para completar o meu círculo de azar e tristeza.
Agora eu corro por ai me transformando em uma loba peluda tamanho família e ainda por cima, tenho que receber ordens do babaca do meu ex, Samuel Uley. Qual é? Só posso ter jogado pedra na cruz, cuspido e ter colado chiclete e ainda ter dançado funk nua em cima da mesa da santa ceia.
E ainda só pra terminar de massacrar com o resto da minha dignidade, fui madrinha de casamento da Emily e Sam. Minha mãe me obrigou, acreditam? Tive que ver de camarote o homem que eu julgava ser o amor da minha vida todo alegre ao se casar com a cicatriz, julga Emily.
Bem, mas agora a coisa tá preta.
Agora os queridinhos dos Cullen têm permissão permanente para atravessarem a fronteira quando bem quiserem, já que Jacob nos fez o favor de sofrer o imprinting pela filhote de cruz credo que eles carinhosamente chamam de Renesmee. Nome mais esquisito. Argh! Coitada da garota. Bem, e agora eles ficam por aqui infectando o nosso ar com o cheiro podre deles.
Vê se eu posso com isso? Argh... Por que ainda não fui mordida por um vampiro e o veneno deles acaba logo com a minha vida? Porque você foi muito bem treinada para se defender Leah. Minha loba interior respondeu. Cala a boca que ninguém te perguntou nada. Ótimo, agora falo comigo mesma.
– LEAH? - alguém gritou meu nome no mesmo segundo que recebi uma almofada na cara tirando-me dos meus devaneios.
– Quem foi o filho da mãe que se atreveu a jogar essa almofada em mim? - perguntei de pé irritada fuzilando cada um deles.
– E somos filhos do pai também. - Embry falou fazendo todos rirem.
– Sam tava te chamando há horas, o que você tanto pensava que não o ouviu? - Quil perguntou.
– Nada que seja da sua conta moleque irritante. - rebati cruzando os braços, nervosa. Eu nem deveria está aqui.
– Sai desse TPM eterno, mulher. - Paul falou estalando os dedos em volta de si.
– Você vai ver o TPM eterno quando eu o socar no seu rabo, Paul. - falei por entre os dentes fazendo todos se calarem. - Olha Sam, você tem alguma coisa importante pra falar além de todo esse blá blá blá chato pra caralho? - perguntei a ele que me olhou confuso. - Foi o que eu pensei. Então tchau. - falei caminhando para a porta e saindo finalmente daquela casa.
–Isso é falta de homem. - ainda pude ouvi Paul falar.
Por que ainda continuo nessa porcaria de vida ein? É, por que eu ainda continuo nessa reserva convivendo com todas essas pessoas que não me suportam e ficam me olhando com pena? Já tenho 23 anos, ainda moro com a minha mãe e meu irmão. Não tenho emprego, não fui para a faculdade e ainda ganhei o posto de mulher sem coração, rainha do gelo e a megera de La Push que foi trocada pela prima cicatriz. Chame-me do que preferir.
Eu não tenho que aturar isso. Não foi nada disso que planejei pra minha vida. Eu não pedi por nada disso.
Mas quer saber? Chega. Preciso sair desse poço sem fundo que toda essa porcaria de magia ancestral me jogou a ponta pés aos risos

oOoOoOo

Dois meses depois...
– Então Paul, Brad e Collin ficam com o turno das 3 horas da tarde. Leah, Jacob e Embry pegam em seguida e...
– Tenho compromisso, fico com o turno de madrugada. - interrompi Sam enquanto olhava para minhas unhas recém-feitas. Isso era mais tempo do que o suficiente para fugir.
– O quê? - Sam perguntou debilmente.
– Você não é surdo, ouviu muito bem o que eu falei. - respondi em tom cansado.
– Leah! - ele me repreendeu em seu tom de alfa. Puff... Grande merda!
– Então já que terminei por aqui, eu vou embora. - levantei e caminhei até a porta.
– Ainda não terminamos, então acho melhor você sentar Leah. - Sam falou tentando controlar para que sua voz não saísse muito alta.
– Já deixei avisado. - falei sem me importar com a sua ordem e saí daquela casa.
Caminhei tranquilamente chegando até minha casa e entrando no carro saindo daquela reserva. Era ótimo ver que as ordens do Sam não fazia mais efeito em mim, eu já tinha largado o bando, agora só faltava todos saberem disso.
Três horas bastou para que eu resolvesse os meus problemas e as minhas últimas pendências e então voltei para reserva desejando tomar um longo banho. Mas chegando perto da minha casa vi que não teria sossego agora. Estacionei o carro e bufei irritada. Saí do carro e entrei em casa com a minha melhor cara de paisagem e inocente rodando as chaves do carro no dedo.
– Boa tarde. - falei para todos e dirigir-me para o corredor.
– Leah, temos que conversar. - minha mãe falou séria.
– Pois não? - falei voltando-me e encarando Sam que tinha um sorriso de canto na porcaria daquele rosto.
– Recebemos queixas de que você não tem recebido muito bem as ordens do seu alfa. - o velho Áteara foi quem se pronunciou.
– O que exatamente o Sam falou? - perguntei me escorando na parede do corredor e fuzilando aquele filho de uma puta. Sim, filho da puta. Pois a minha ex sogra, nunca foi com a minha cara mesmo.
– Só falei a verdade. - Sam falou cruzando os braços dando de ombros. - Que você tem desrespeitado seu alfa. - ele continuou retribuindo o meu olhar.
– Se é só isso, tô caindo fora. - falei, mas parei quando ouvir a voz do Billy.
– Leah, Sam é o seu alfa e você tem que respeitá-lo. - ele falou como se eu não soubesse disso.
– Ele não é mais o meu alfa. - falei tranquila. - Ele nunca foi na verdade. Só está ai servindo de substituto para o Jacob que não quer viver essa merda de responsabilidade para ficar por aí bancando o coitado e sobrou pra ele bancar o chefe idiota. - falei e vi Sam trincar o maxilar. - E se vocês querem saber, eu tô fora. JÁ ESTOU FARTA DESSA MERDA DE VIDA. - gritei assustando a todos.
– Leah? - minha mãe falou me questionando com o olhar.
– Estou largando o bando, mãe. É isso o que está acontecendo. - falei e todos ficaram de pé me fitando.
– Leah, se está fazendo isso por causa do bebê, você sabe que isso ia acabar acontecendo uma hora ou outra. - Sam falou me pegando de surpresa. Por essa eu não esperava. Não mesmo.
– Sam, sem querer ser rude, mas já sendo... Pouco me importa você e sua vidinha de casado e muito menos o que acontece entre você e a sua mulher. Todos aqui sabem muito bem que eu odeio essa merda toda de ser uma loba e de ficar correndo por aí, como se não tivesse nada mais importante para fazer. - apontei e respirei fundo. - Eu só estou retomando o controle da minha vida. Irei fazer a minha faculdade na Califórnia e deixarei toda essa porcaria de magia enterrada nesse buraco que vocês chamam de casa com a minha partida, a partir de hoje eu não me transformarei mais. - falei dando as costas, mas voltei a encarar a todos. - E só pra vocês verem que digo a verdade... - falei rasgando a manga da minha blusa mostrando que eu não possuía mais a tatuagem. - Eu renego a tudo isso. - falei fazendo com que os anciãos me encarassem com fúria.
– Você não pode fazer isso. - Sam exclamou com seus braços tremendo.
– Não estou pedindo a permissão de ninguém aqui, apenas estou informando a todos a minha decisão. - rebati sorrindo aliviada com a revelação. - Agora, se me derem licença, tenho que terminar de arrumar minhas malas, meu voo irá partir em 4 horas, e pretendo tomar um banho antes de sair. - falei caminhando para o meu quarto com um sorriso besta em meu rosto.


oOoOoOoOoOoOoOo

Seis anos se passaram desde que rejeitei o meu povo e o meu bando. E me atrevo a dizer que foi a melhor decisão que tomei em toda minha vida. De dois em dois meses entro em contato com a minha mãe para dar noticias e dizer que estou bem, e sempre tenho que ouvir os seus pedidos para voltar para casa.
E devo dizer que seu desejo finalmente foi realizado.
Graças ao Seth que sofreu o imprinting também por uma mestiça - metade vampira e não sei o quê - há dois anos atrás, e devo dizer que ele ficou muito triste no começo afinal a garota não entendia todo esse sentimento que o imprinting nos faz sentir e ficou assustada.
Mas passada essa fase - que só durou uma semana - eles vão casar e agora eu tenho que voltar para casa, já que Seth quer que eu seja sua madrinha.
É claro que neguei de imediato e relutei- e relutei muito na verdade - pois afinal prometi nunca mais colocar meus pés naquela terra novamente. Mas Seth abusou da chantagem emocional pra cima de mim, e eu me ouvir dizendo que SIM... Contanto que eu só voltasse no dia do casamento e ele achou justo.
E agora estou aqui parada na entrada da reserva encarando a placa de SEJAM BEM-VINDOS A LA PUSH há duas horas.
– Vamos lá, você já lutou contra vampiros. - falei pra me mesma. - Seja a mulher forte que você sempre foi. - continuei e liguei o carro entrando naquela reserva sentindo algo se agitar em mim.
Eu tinha que admitir que sentia falta de sair correndo a toda velocidade por aí, de sentir os meus pelos sendo bagunçados pelo vento, dos meus músculos se contraindo durante a corrida. Mas agora que voltei pra casa, vejo que fiz bem em sair daqui. Com a minha partida, deixei pra trás aquela Leah que todos detestavam. Não vou dizer que voltei a ser a mesma Leah antes do Sam, porque seria mentira, agora eu sou uma nova e melhorada Leah soltando ironias mais disfarçadamente. (risos)


oOoOoOo

Estacionei o meu carro em frente a minha antiga casa que agora pertenceria a Seth e a minha cunhada, já que Sue mudou-se para a casa do Charlie um ano depois que me mudei para a Califórnia.
É claro que não gostei muito disso, quer dizer, eu não nunca fui contra ao romance dela com Charlie mesmo ele sendo um dos melhores amigos do meu falecido pai. A ideia que não me agradava nem um pouco é que agora eu era meia-irmã da branquela songa monga da Isabella Cullen. Argh!!! Uma loba meia-irmã de uma vampira purpurinada. Credo!
Saí do carro e fiquei parada ali revivendo as minhas melhores lembranças e as piores também. Fechei os olhos e respirei fundo para controlar as lágrimas. Claro que sempre imaginei o que teria acontecido se ninguém tivesse se transformado. Se eu estaria casada e feliz com Sam. Mas eu paro e penso que um dia eu iria acordar em um casamento infeliz, já que não seríamos o verdadeiro amor um do outro. E a droga da magia do nosso povo fez questão de esfregar isso na minha cara. Eu sabia. Eu sabia que voltar não era uma boa ideia.
Já estava voltando para o carro quando ouvir falarem o meu nome. Merda!
– Leah. – era o Seth. Virei e o vi parado na porta com um sorriso largo em seu rosto.
Respirei fundo e larguei a maçaneta da porta do carro e me afastei da segurança que ele me proporcionaria e logo fui abraçada por Seth que me deu um abraço de urso chegando a até a me suspender do chão.
– Senti sua falta, mana. – ele falou depois de me soltar e acariciar o meu rosto.
Seth mudou muito nesses seis anos, cresceu e se tornou um homem maduro, bonito e até um pouco mais alto do que eu.
– Também senti sua falta. – falei agora tomando a iniciativa e dando outro abraço nele, deixando-o um pouco surpreso até. – Você não imagina como eu sentir a sua falta e da mamãe. – falei suspirando alto. Era a mais pura verdade.
– Você deixou seu cabelo crescer. – ele reparou quando nos separamos. – Ficou mais bonita assim. – ele falou fazendo um carinho no meu cabelo que agora batia no meio das minhas costas.
Olhei para a porta a tempo de ver uma garota de aparência de entre 17 e 20 anos, de longo cabelo liso e loiro mel, a pele branca mais não como os purpurinados. E o que me intrigou, os seus olhos eram de um verde d`água, que nunca havia visto um humano com aquela cor.
– Vem, quero que conheça a mulher da minha vida. – Seth falou puxando-me pela mão em direção a porta. – Leah, essa é a Katrina. – ele falou quando paramos em frente a garota que sorriu tímida pra mim. – Katrina, essa é a minha irmã Leah, uma das três mulheres mais importante da minha vida. – ele falou todo meloso indo abraçar a garota por trás fazendo-a sorrir mais largamente.
– É, você deixou meu irmão ainda mais meloso. – brinquei sorrindo feliz por ver Seth também feliz.
– Ele que me faz feliz Leah, não o contrário. – Katrina falou com os seus olhos brilhando e vi em seu dedo o seu anel de noivado.
K. & S. - Polyvore
– Fazemos um ao outro feliz. – Seth a corrigiu beijando seu pescoço.
– Eu realmente espero isso. – falei ficando séria. – Pois eu só lhe digo uma coisa Katrina... – apontei o dedo pra ela que ficou rígida deixando Seth com a cara fechada. – Faça o meu irmão infeliz e eu farei da sua vida um inferno seja lá onde você estiver. – ameacei. – E não me olhe assim Seth. – falei dando de ombros pra ele.
– Você não tem que se preocupar com isso Leah. – Katrina falou ainda com a expressão séria. – Eu só quero ver seu irmão feliz, e se depender de mim, ele ficará assim todos os dias. – ela falou firme.
– Eu realmente espero. – falei quando a porta abriu e ouvimos um grito.
– LEAH. – minha mãe gritou vindo me abraçar. – Minha filha, nem acredito que está aqui. – ela falava enquanto beijava todo o meu rosto.
– Também senti a sua falta mãe. – falei divertida enquanto ela ainda me beijava e me apertava em seus braços.
– Teremos tempo para conversar e colocar a o papo em dia. – minha mãe falou quando se afastou. – Mas vim buscar a noiva, temos que arrumá-la para o casamento afinal. – minha mãe falou animada. O sonho dela é ver os seus dois filhos casados. Eu pelo menos vou deixar a desejar. Hehehehehe...
– O meu irmão já chegou Sue? – Katrina perguntou do nada. Dessa eu não sabia. Aliás, não sei de muita coisa.
– Ele ligou e disse que teve uns imprevistos, mas que chegará a tempo de encontrá-la antes da cerimônia. –minha mãe respondeu.
– Acho bom mesmo. – Katrina falou irritada.
– Agora vamos, se despeça do seu noivo. – minha mãe mandou e eu tive que sair dali para não ter todos os dentes ficando podre de tanto mel que escorria do casal de pombinho na sala, que estava engolindo um ao outro em um beijo.
– Agora podemos ir. – Katrina falou entrando no carro da minha mãe.
– Vocês deveriam abrir uma fabrica de mel, vão ficar ricos. – brinquei fazendo as duas rirem.
– É que eu amo muito o seu irmão. – ela voltou afirmar fazendo meus olhos rolarem. Vai ser um longo dia...


oOoOoOo

Não fiquei nenhum pouco surpresa ao ver que paramos em frente a casa da cicatriz, quer dizer Emily, que já nos esperava na porta com o seu sorriso de orelha a orelha. Argh! Eu disse que era outra Leah, e não que eu já tinha esquecido o que aconteceu comigo com a sua vinda para La Push.
Saímos do carro e por um instante o sorriso da Emily vacilou quando me viu, mas eu sorrir de volta e ela me encarou confusa mais retribuiu o meu sorriso.
– Seja bem-vinda de volta Leah. – ela desejou do seu jeito doce de sempre. Fala sério!
– Obrigada. – agradeci olhando ao redor e vendo o pessoal do bando e outras pessoas que eu não conhecia.
Assim que o pessoal que estava no bando quando eu saí, me viram, vieram todos me cumprimentar até o Sam falou oi. Grande coisa.
Entramos na casa e todas as mulheres começaram a arrumar Katrina, fazendo seu cabelo, maquiagem, as jóias e por fim o vestido de noiva.
Katrina - Polyvore
– Você está linda minha filha. – minha mãe falou emocionada encarando a nora.
– Acha que o Seth vai gostar? – ela perguntou insegura.
– Se ele não gostar, é porque ele não estará enxergando direito de tanto nervosismo achando que você provavelmente pode acabar fugindo a qualquer momento. – brinquei enquanto me olhava no espelho e estava gostando do que via.
L.C. - Polyvore
Katrina sorriu agradecida pra mim.
– Agora vamos, antes que Seth realmente venha lhe buscar aqui. – falei e todas as damas pegaram os buquês de rosas cor de rosa assim como o da noiva e elas saíram do quarto.
– Mas o meu irmão ainda não chegou. – Katrina falou triste e irritada. – Até no dia do meu casamento ele se atrasa. – ela bufou.
– Bem, eu tenho que ir pro altar, qualquer coisa você grita ou sei lá. – avisei e sair da casa da cica... Emily, caminhando em direção à arrumação no quintal.
– Vejo que você está muito bem, Leah. – Sam falou parando a minha frente de repente.
– Me afastar desse lugar me fez bem. – falei dando de ombros.
– Leah, eu tenho que pedir desculpas por...
– Esqueça Sam. – o interrompi. – Não preciso das suas desculpas. A merda já foi jogada no ventilador há muito tempo, não tem porque querer limpar a bagunça agora. – falei passando por ele e caminhando pelo tapete vermelho vendo olhares nada maliciosos em minha pessoa. Realmente valeu a pena o dinheiro que gastei no vestido.
Caminhei direto ao altar e me coloquei no meu lugar de madrinha esperando a entrada de Katrina.

Vinte minutos depois...
– Por que ela está demorando tanto? – Seth perguntou andando de um lado para o outro com um olhar aflito e roendo as suas unhas.
– Calma Seth, parece que o irmão dela ainda não chegou. – falei tentando acalmá-lo e nada adiantava.
– E se ela desistiu? – ele perguntou olhando-me apavorado dando um passo em direção a casa.
– Não se atreva. – ordenei e então a marcha nupcial tocou anunciando a entrada da noiva, fazendo-o respirar aliviado.
Todos ficaram de pé e ao longe pude ver Katrina de braço dado com o homem mais lindo que já vi. Oh Oh...Fotos da Linha do tempo - Homens loiros, lindos e alto(o homem que leah se refere é ao o deus thor viu moçada?)
Ele era alto, tinha os ombros largos, o rosto másculo de traços marcantes, lábios um pouco rosados para um homem, mas que nada lhe afetava. Seu tom de pele era um pouco mais escuro que o da irmã. Em um movimento meio que hipnotizante, ele passou os dedos entre seu cabelo loiro tirando algumas mechas do seu rosto, que o vento novamente fez questão de colocá-los no mesmo lugar.
Olhei relutante para Katrina que estava com um sorriso largo e os olhos lacrimejados, querendo não ver o homem ao lado dela. Mas minha tentativa foi inútil. Quando vi, já estava encarando-o novamente. Ele como se sentisse alguém o observar, levantou seu olhar que imediatamente se encontrou com o meu e foi ali que senti todos os meus medos e desejos se realizarem bem diante dos meus olhos. Vi ele estancar no lugar olhando fixamente para mim.
Sua expressão ficou confusa, para em seguida mudar para surpresa e depois para de satisfação. Eu não estava acreditando que tinha tido o imprinting pelo o cunhado do meu irmão. Não podia ser. Lobas não podem ter imprinting. Ao que parecem podem sim.Rebateu minha consciência.
Mas o meu estava bem ali na minha frente me encarando com um sorriso que demonstrava pura felicidade. E então o medo cravou-se em meu peito. Medo por acabar sendo rejeitada e medo por ser obrigada a amar outra pessoa.
”...O imprinting não obriga ninguém a amar outra pessoa, ele apenas mostra o que nós simples humanos não conseguimos enxergar Leah, ao procurar pelo amor verdadeiro. Ele mostra a quem a nossa metade da nossa alma pertence e a completa ao encontrar o seu objeto de imprinting. Isso é mais do que uma simples obrigação...”
As palavras do meu pai soaram pela minha mente me acalmando novamente apenas por alguns segundos. Despertei somente quando ouvi a voz do Seth.
– Leah. – Seth exclamou surpreso olhando de mim para o cunhado espantando.
Olhei ao redor e vi nos rostos de todos aqueles que sabiam o nosso segredo a compreensão do que acabará de acontecer. Olhei para minha mãe que sorria pra mim secando uma lágrima que lhe escapou.
Olhei novamente para o irmão de Katrina que estava ao lado oposto que o meu, e vi que ele também me encarava. Desviei o olhar rapidamente e respirei fundo apertando o buquê em minhas mãos. Tudo que eu queria era correr para bem longe dali e nunca mais voltar.
Sentir os espasmos pelo meu corpo anunciando minha transformação e passei a respirar fundo várias vezes para acalmar a minha loba que lutava contra querendo sair e sobrepor a minha vontade. Ela estava sendo contra o meu desejo de fugir. De fugir dele.
Esse era outro mistério para mim. Nesses seis anos, não consegui parar de me transformar, estava mais controlada do que nunca, mas o meu espírito guerreiro nunca me abandou. Agora eu sei por que, ela estava pressentindo que isso iria acontecer.
Inferno! Um grande inferno duplo!

Good enough – Evanescence

Sob o seu encanto novamente
Eu não consigo te dizer não
Deseje meu coração e ele estará sangrando em sua mão
Eu não consigo te dizer não
Não deveria ter deixado me torturar tão docemente
Agora eu não consigo acordar deste sonho
Eu não consigo respirar mas me sinto boa o bastante
Me sinto boa o bastante para você
Beba desta doce decadência
Eu não consigo te dizer não
E eu me perdi completamente e não me importo
Eu não consigo te dizer não
Não deveria ter te deixado me conquistar por completo
Agora eu não consigo acordar deste sonho
Não posso acreditar que me sinto boa o bastante
Me sinto boa o bastante
Demorou muito, mas me sinto bem
E eu ainda estou esperando pela chuva a cair
Despeje a vida real sobre mim
Porque não consigo me apegar a algo tão bom assim
Eu sou boa o bastante para você me amar também?
Portanto tome cuidado com o que você me pede
Porque eu não consigo dizer não



oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo

Engoli o bolor que crescia em minha garganta a deixando seca e meus olhos úmidos, eu queria chorar e berrar contra tudo aquilo. Eu não queria nada daquilo. Mas só de pensar que eu poderia ficar sem ele a partir de agora, destroçava-me por dentro de uma tal maneira que fazia meu peito doer como se realmente estivesse ferido. O que eu faço agora meu Deus?
Passei toda a cerimônia olhando para a saída contando cada segundo, querendo entrar no meu carro e pisar fundo no acelerador para ir bem longe daquele lugar. Nunca tive tanta força de vontade como eu estava tendo agora, para não ter que olhá-lo, olhar para aquele belo rosto e... Para com isso agora Leah, lembre-se que ele não é nada pra você. Mas eu sentia um olhar constante em mim e eu podia jurar que era o dele. Quem mais seria? Daaarrr...
– O noivo pode beijar a noiva. Ouvi o padre dizer e todos levantaram aplaudindo o mais novo casal de La Push. E eu respirei aliviada.
Um por um foram dando suas felicitações ao casal e eu vi ai a minha oportunidade para fugir. Desci do altar segurando a barra do meu vestido, mas não dei nem dez passos e fui parada.
– Nem pense nisso. Seth falou segurando meu braço com força, atrasando minha fuga. Mas que fedelho filho... Não vou xingar minha mãe.
– Seth, por favor. - Falei apavorada vendo o cunhado do meu irmão vindo em nossa direção. Tentei soltar meu braço e o aperto de Seth ficou ainda mais forte. - Seth eu não...
– Ei Seth. - Tremi ao ouvir sua voz e Seth ergueu uma sobrancelha perante minha reação. Ele mais do ninguém deveria saber sobre as reações que sofremos. Olhei irritada para ele que apenas sorriu debochado. ÓTIMO! ÓTIMO E ÓTIMO!
– Chris, quero te apresentar minha irmã Leah. - Seth falou ficando ao meu lado segurando fortemente minha cintura para que eu não pudesse fugir.
– Olá. - falei baixo encarando seu peito evitando seus olhos.
– Olá Leah. Fui incapaz de não tremer novamente ao ouvi-lo pronunciar meu nome com aquela voz que soou tremendamente sexy aos meus ouvidos. –Prazer em conhecê-la. - ele estendeu a mão para que eu apertasse.
Fiquei olhando para sua mão decidindo se devia ou não segura-la e senti Seth me cutucar discretamente, e por fim acabei apertando sua mão meio incerta sentindo a eletricidade atravessar meu corpo. E quase tive um ataque cardíaco quando ele se aproximou e acabou por beijar minha bochecha bem perto do canto da minha boca. Posso ir ali rapidinho e me matar? É bem rapidinho mesmo.
– Chris, por que não acompanha minha irmã até o local da festa? - meu futuro falecido irmão sugeriu. Tem alguém querendo ser morto antes da lua-de-mel.
– Eu vou adorar Seth. - Chris respondeu empolgado demais. - Me acompanha srta.? - ele me estendeu a mão?...
– Eu... Eu... - que porra Leah. Deu pra gaguejar agora?
– Mas é claro que ela aceita. - minha mãe falou colocando minha mão na do Chris que a apertou com delicadeza. Gemi internamente ao sentir novamente aquela eletricidade. Tô ferrada... Não, ferrada é pouco.
– Não precisa, posso ir sozinha mesmo. - falei puxando minha mão, a qual foi segurada com mais firmeza, mas ainda sim, com delicadeza pelo deus a minha frente.
– Eu sei que pode, mas eu faço questão de acompanha-la seja para onde for. - ele falou sorrindo e meu coração acelerou ainda mais com aquelas palavras. Voltei a gemer quando vi a palavra RENDIÇÃO piscar em minha mente. NÃO. Não assim tão fácil.
Como não vi outra opção caminhei ao lado dele que atrevidamente rodeou minha cintura apertando de leve o meu quadril. Minhas pernas travam no lugar e olhei espantada para ele que sorria abertamente.
– Você agora é minha Leah. - ele falou com tanta segurança que engoli em seco. Ele parecia saber exatamente o que tinha acontecido ali. Será? Não. Para de divagar e dê uma resposta à altura Leah. Meu lado sarcástico mandou.
– Eu não sou sua, seu... - minha negativa foi interrompida quando sentir seus lábios se chocarem contra os meus.
Meus olhos arregalaram-se de surpresa e tentei empurra-lo, mas ele era mais forte do que eu e acabou por me prender entre seus braços forçando ainda mais sua boca contra a minha. Minha loba estava adorando tudo aquilo, de sentir a maciez de seus lábios e de sua língua se movendo buscando pela minha, mas o meu gênio ruim queria socá-lo por está me forçando a beijá-lo.
– Não resita Leah. - ele desgrudou sua boca da minha para sussurrar em meu ouvido. Não! A palavra PERIGO apareceu com luzes de neon em minha mente. Quase soltei um gemido quando fui pega de surpresa quando ele beijou meu pescoço segurando em minha nuca firmemente.
– NÃO. FIQUE LONGE DE MIM. - gritei empurrando-o com toda força que consegui reunir, fazendo ele cambalear para trás confuso.
– Leah, você não...
– EU MANDO NA MINHA VIDA, E NINGUÉM OU MERDA NENHUMA DE MAGIA VAI ME DIZER AO CONTRÁRIO. FICA LONGE. - gritei aos quatro cantos deixando-o sério. Sério até demais pro meu gosto.
Fiquei atônita quando ele rodeou minha cintura com seus olhos queimando em fúria. Ele estava irritado comigo? Ele não tinha motivos nenhum. Eu era a única que tinha motivos para está irritada ali.
– Você tem que entender e aceitar que eu sou o seu destino. - ele falava com os dentes trincados. - Você sofreu o imprinting e eu encontrei minha alma gêmea. Conforme-se. Você agora é minha e eu vou mostrar a você. - ele ditou sério e minha boca se abriu em um perfeito O.
Ele não tem o direito de falar assim comigo!
– Ora seu... seu... seu... - cadê meu vocabulário de palavrões? Voltem, não fujam de mim logo agora. Voltem. - Fique longe de mim. - mandei firme soltando-me dele.
Corri em sentindo contrário para onde íamos e acabei por entrar na floresta, eu podia ouvir muito bem os galhos e raízes rasgando a barra do meu vestido mais estava pouco me lixando para esse pedaço de pano inútil.
– LEAH! - ouvi ele gritar meu nome e olhei para trás para ver que ele estava a poucos metros de mim. Eu queria me transformar, mas não daria o gostinho pra ele me ver nua depois. Não mesmo.
Soltei um grito ao ser surpreendia por braços em minha cintura e algo mais que cutucava na base das minhas costas.
– Saiba que esse jogo de gato e rato, só está servindo para me deixar excitado. - aquele maldito sussurrou e foi agora mesmo que petrifiquei em seus braços. Aquilo que me cutucava era o... era o... Oh merda!
– Seu tarado. - falei bufando e dando-lhe uma cotovelada capaz de quebrar várias costelas ao mesmo tempo, mas tudo que ouvir foi sua risada.
– Sabe Leah... - ele deslizou suas mãos para a barra de dentro do meu vestido e puxou um pedaço para cada lado rasgando-o.
– Pare. - falei alarmada tentando me soltar e nada. Ele acabou por rasgar meu vestido e fiquei somente de calcinha no meio da floresta. Oh meu deus, dei-me forças. - Eu mandei parar. - voltei a falar mais seu aperto era firme e novamente ouvir barulho de tecido sendo rasgado e só então me dei conta que era minha calcinha. Oh Oh...
– Eu esperei muito tempo, tempo demais por você. - ele falou quando me encurralou contra uma árvore com ele as minhas costas. - 200 anos pra ser exato. E devo dizer que valeu a pena cada minuto desses malditos 200 anos. - ele mordeu meu pescoço e inconscientemente meu centro pulsou com seu gesto.
Resista Leah, você é forte. Resista. É FÁCIL PRA VOCÊ FALAR, SABE HÁ QUANTO TEMPO ESTOU SEM SEXO?
– Finalmente eu achei aquela que irá governar ao meu lado, que irá ser a mãe dos meus herdeiros, que viverá ao meu lado. - ele falava enquanto suas mãos subiam lentamente em direção aos meus seios que a essa hora já estavam mais duros do que pedra de desejo. - E que principalmente... - ele acabou com a tortura e deu um aperto firme fazendo com que eu gemesse. Ouvir seu riso e me amaldiçoei por isso. - Irá me satisfazer de todas as maneiras em cima de uma cama ou... até mesmo encostados em uma árvore. - ele fez com que eu virasse e ficasse de frente para ele que passou a examinar meu corpo de cabo a rabo. - Realmente valeu a pena. - ele falou com a voz rouca.
– Não pense que vai ser assim tão fácil seu... - comecei meu discurso, mas fui interrompida quando senti dois dedos me penetrarem. Considerando o tamanho da sua mão, era grande coisa.
– Seu corpo diz outra coisa. - ele falou retirando os dedos de mim e os chupando. Ainda posso me matar ali rapidinho? - É sério, vai ser bem rápido. vai levar menos de dez segundos.
Gemi com sua atitude e ele abriu os olhos sorrindo safado e colou nossos corpos.
– Pare de resistir, me satisfaça minha Leah. - ele pediu acariciando meu rosto e roçando seu polegar em meu lábio inferior.
– Já fui muito machucada, não quero passar por isso de novo. - falei em um fio de voz olhando para baixo vendo o volume que estava em sua calça. Inspira e respira, inspira e respira...
– Se isso te fizer feliz, posso voltar e matar o Sam pelo que ele lhe fez. - ele falou erguendo meu rosto. - É só pedir. - ele completou e vi pelo seu olhar a determinação de que ele realmente faria isso.
– Faria isso mesmo sabendo que pode ser morto pelo bando e deixar a Emily desamparada? - perguntei com o cenho franzido. Ele teria que ser louco para fazer isso.
– Por você, eu faço qualquer coisa. E pouco me importa como a sua prima vai ficar. - ele falou sério. - Farei todos os seus desejos, serei seu escravo Leah, não o contrário. - meu queixo deveria estar no chão agora.
– Você é louco. - falei espantada.
– Você não sabe o quanto. - ele voltou a me beijar.
Dessa vez não resisti e nem impus barreiras a ele que ao ver que eu correspondia ao beijo, apertou minha cintura com força até demais. Minhas mãos estavam em seu cabelo sentindo a maciez da cabeleira loira dele. Separei nossas bocas e mordi seu queixo descendo para seu pescoço, sendo impedida de ter acesso àquela área pela gola da sua camisa. Estava pronta para rasga-la quando ele se afastou sorrindo safado.
– Se rasgar minhas roupas terá de voltar nua pra casa. E mesmo já adorando vê-la nua, não quero outro macho cobiçando o que é somente meu. - ele falou tirando ele mesmo suas roupas numa velocidade impressionante.
E se eu não estivesse encostada na árvore, teria caído de costas quando vi seu membro saltar totalmente ereto e rígido. Minha. Nossa. Senhora. Aquilo não era normal. Vai me rasgar em duas.
– Apreciando a paisagem? - ele perguntou pegando sem membro e passou a se masturbar na minha frente sem vergonha nenhuma. Ele passou o dedão em sua glande espalhando seu pré-gozo, o vi jogar a cabeça para trás soltando um gemido rouco.
– Espero que você consiga se segurar bastante. - falei pressionando minhas pernas uma na outra para tentar aliviar a queimação de surgiu em minha intimidade deixando-a mais molhada do que já estava.
– Descubra. - falou somente me erguendo em seu colo, fazendo com que rodeasse sua cintura com as minhas pernas.
Dei um longo gemido ao sentir seu membro entrar em mim fazendo com um arrepio subisse e descesse pela minha coluna deixando meus pelos mais eriçados e novamente fui encostada contra a árvore com ele parado dentro de mim.
– Agora, essa vai ser minha casa. O meu lar. - ele falou segurando minha nuca e sustentando meu peso com a contra.
– Você tem a chave, basta apenas enfiar na fechadura e entrar. - brinquei fazendo-o rir.
– Você é absurda. - ele falou lambendo meu pescoço e finalmente deu sua primeira estocada fazendo com que eu sentisse vários choquinhos lá em baixo.
Peguei sua cabeça e a guiei para os meus seios e ele não me decepcionou, sugando o seio direito com tanta força que o bico chegou a doer pela sucção forte. Mas aquilo me excitava ao extremo.
Suas duas mãos agora seguravam as bochechas de minha bunda estocando em uma velocidade que nenhum humano conseguiria atingir.
– Mais fundo. - pedi arranhando suas costas, ele atendeu meu pedido e suas estocadas ficaram mais violentas. Eu me sentia completamente cheia com ele ali, entrando e saindo.
Ele cada vez mais me encurralava contra a árvore, e fiquei impressionada em ver que a madeira estava resistindo. Mas isso não impedia minhas costas de esfregarem e arranharem na madeira enquanto Chris invadia meu corpo.
Ele alternava entre meus seios que quando eram abandonados pela sua boca, eu podia sentir o vento gelado bater em minha pele que estava quente e ardendo por causa de suas violentas chupadas.
Estreitei minha passagem fazendo com que ele tivesse dificuldade para entrar dando tanto prazer a mim, quanto a ele. Ele abandonou completamente os meus seios e rugiu feito um animal.
– Oh merda... - meu baixo ventre deu o primeiro sinal do meu orgasmo e ele sorriu. Um sorriso completamente sacana.
Ele girou o quadril quando voltou a me invadir e ele acabou atingindo o meu pontinho da felicidade plena. Quê? É assim que eu chamo o meu ponto G.
– Isso é bom. - falei jogando minha cabeça para trás o sentindo repetir o mesmo movimento, voltando a atingir o meu ponto da felicidade plena a cada estocada.
– Você ainda não viu nada. - ele saiu de dentro de mim colocando-me de pé e de costas para ele.
– O que vai fazer? - perguntei confusa e irritada pela interrupção.
Ele não respondeu. Que costume feio. Ele levantou minha perna esquerda e me penetrou por trás. Colei minha testa na árvore e gemendo alto quando sua mão livre passou a massagear o meu clitóris e voltou atingir meu ponto da felicidade plena.
– Chris... Eu não... Isso... Eu... - passei a gemer frases desconexas que nem mesmo eu entendia o que saia da minha boca.
Girei minha cabeça e logo os lábios dele estavam grudados nos meus, tendo nossas línguas travando uma batalha para entrar na boca um do outro. Minhas pernas já estavam ficando moles, meu ventre passou a pulsar e se contrair, enquanto eu sentia o meu estômago vazio.
Abandonei a boca do Chris e cravei minhas unhas na casa da árvore sentindo elas se quebrarem. Eu não queria resistir, queria logo ver as estrelinhas do prazer pairando sobre a minha cabeça.
E eu consegui!
Explodi em um orgasmo gritando alto e eu não pude mais sentir minhas pernas, e tive que ser segurada pelo Chris para não cair. Minha cabeça pesava, tudo rodava a minha volta e foi então que senti o prazer do meu imprinting inundar o meu interior se misturando ao meu.
Desabei completamente, apenas sentindo que estava sentada no colo do Chris com ele ainda dentro de mim.
– Nossa, isso foi uau! - falei com a cabeça encostada em seu ombro.
– Foi uau mesmo! - ele falou rindo.
– Estamos perdendo a festa do casamento da sua irmã. - comentei quando ele saiu de dentro de mim, arrancando mais um gemido baixo.
– Não ligo nenhum pouco. Estou aproveitando mais o meu tempo com você aqui. - ele declarou beijando meu pescoço. - Você está salgada. - ele comentou lambendo aonde ele tinha beijado.
– Isso faz cócegas. - falei rindo e gemendo. - Mas temos que conversar. - falei e ele bufou.
– Pode perguntar. - ele falou abraçando meu corpo.
– O que você é? - perguntei. - Sei que é metade vampiro, mais não sei sobre a outra. E sobre aquele papo de herdeiros?
– Sou um transmorfo assim como você. - ele começou. - Mas de um tipo diferente, cada um de nosso povo se transforma em um animal diferente. E eu sou o alfa deles. - ele falou e agora choquei legal. - Vivemos em uma ilha não muito longe do Caribe. Seu irmão só se encontrou com a minha irmã, porque tivemos que localizar um dos nossos desgarrados que estava em missão no continente e foi perseguido por alguns vampiros e acabou parando perto de Seattle. - ele explicou e as coisas fizeram sentido. - Eles vão morar aqui nos dois primeiros anos do casamento e depois vão para a ilha.
– Minha mãe sabe disso? - perguntei traçando linhas invisíveis em seu braço.
– Sabe, ela concordou depois que explicamos que não é muito seguro para alguém como nós, vivermos no mundo “humano”. Lá, pelo menos estamos cercados dos nossos. E você vai pra lá quando nos casarmos. - ele falou despreocupado e eu ri.
– E quem falou pra você que vou me mudar pra uma ilha? E que muito menos vou casar com você? - falei rindo a beça agora.
– E não vai? - ele roçou os lábios pelo meu pescoço até os ombros.
– Pior que vou. - falei ainda rindo, mas já sentindo o meu corpo ascender.
– Eu te amo Leah. - ele falou segurando meu rosto depois de me virar para ficar de frente para ele.
– Eu também já te amo. - falei dando um selinho nele que sorriu largamente.
Onde é que eu estou amarrado o meu jegue?
– Então, qual é o seu animal? - perguntei mudando de assunto.
– Posso mostra-lo a você se quiser. - ele falou sorrindo maroto e eu concordei.
Chris levantou e caminhou para longe até ficar a uma certa distância segura de mim, vi cada músculo de seu corpo se contorcer e tremer até ele se transformar em um leão bem na minha frente.
Devo dizer que fiquei mais impressionada ainda?
Levantei e caminhei a sua direção e ele vinha ao meu encontro, parou diante de mim e sentou sobre suas patas traseiras. Passei minha mão pela sua juba e depois pelo seu rosto e ele acabou lambendo minha barriga até meus seios. Ri alto perante sua atitude. Ele voltou a ficar nas quatro patas e se transformou de volta em humano me abraçando.
– Devemos voltar. - ele falou quando se afastou. - Quero pedir sua mão oficialmente a sua mãe. - ele falou acariciando minha bochecha.
– Vamos voltar. - falei sorrindo recebendo de bom grado o seu beijo.


oOoOoOoOoOo

DEZ ANOS DEPOIS...
– Chris, tenha cuidado. - falei enquanto trançava o cabelo da minha filha, Letícia de três anos.
– Ele é forte amor. - Chris falou rindo e desviou de um soco que meu filho Harry - que tinha nove anos, mas tinha aparência física de um adolescente de 17 anos - tentou acerta-lhe.
– Homens. - falei rolando os olhos vendo os dois homens da minha vida lutarem na areia branca. - Ainda bem que tenho você minha gostosa. - falei fazendo cócegas na barriga da minha filha que começou a rir histericamente.
– Para mamãe. - ela pedia entre as gargalhadas.
– Essa sim,é uma cena linda. - Chris falou sentando ao meu lado pegando Letícia no colo.
– Mãe, vou na casa do tio Seth. - Harry gritou correndo para a floresta.
– Não demore. - gritei de volta e fiquei olhando o meu marido brincar com a minha boneca.
– É melhor aproveitar enquanto Peter não chega. - avisei e Chris fechou a cara.
– Aquele moleque. - Chris bufou e foi brincar com a nossa filha perto das ondas.
Isso mesmo, tive dois filhos em intervalos de cinco anos e estou grávida de seis meses do meu terceiro filho e segundo menino, Pablo será seu nome. Chris e eu nos casamos um mês depois e voltamos para a ilha e devo dizer que fui muito bem recebida. Claro. Sou a esposa do alfa deles. Hehehehehe... Engulam essa.
Bem, meu filho Harry devo dizer que puxou o pai na aparência e a mim, o meu gênio ruim. Ele se transformou em lobo assim como eu, e acabou tendo o imprinting pela Melany, filha do Seth e Katrinha que é um ano mais velha que ele.
Já a Letícia puxou a aparência do pai e personalidade também. Nada meu. E quem é Peter? É uns dos lobos de La Push que sofreu o imprinting pela minha filha quando ela tinha dois anos, quando fomos visitar a minha velha. Chris não gostou muito, mas aceitou, e agora o moleque de 15 anos largou tudo para morar aqui na ilha. Tudo pelo imprinting.
E em todo nosso aniversário de casamento, voltamos para La Push, especificamente para a árvore onde fizemos o melhor sexo da minha vida. Estranho não é?
Acho que nem preciso dizer que vivi perfeitamente feliz ao lado do meu leão né? Depois de tanto sofrimento, encontrei a felicidade!


Leah(imaginei o chris no lugar do marido da megan fox ok?):http://s1012.photobucket.com/user/Nubia_Ruz/media/personagens/Megan-Fox_zps20163ac1.jpg.html
Chris:http://s1012.photobucket.com/user/Nubia_Ruz/media/personagens/Thorb_zpsa24aeb09.jpg.html
Léticia:http://s1012.photobucket.com/user/Nubia_Ruz/media/personagens/6055-com-apenas-seis-anos-a-menina-tem-0x414-3_zps50647251.jpg.html
Harry:http://s1012.photobucket.com/user/Nubia_Ruz/media/personagens/images5_zpsc581053a.jpg.html
Peter:http://s1012.photobucket.com/user/Nubia_Ruz/media/personagens/images7_zps257f1410.jpg.html
Pablo:http://s1012.photobucket.com/user/Nubia_Ruz/media/personagens/1441241_592574270816143_1604825817_n_zps01111ac8.jpg.html
Ilha:http://s1012.photobucket.com/user/Nubia_Ruz/media/cenarios/images4_zps1f8a34ff.jpg.html