22 de dezembro de 2012

I'm Yours by Gabi

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PRÓLOGO


Eu sabia que não deveria ter entrado ali. Eu sabia. Mas não pude evitar. Ele estava ali também e precisava de mim, mesmo não querendo admitir.
Eu sabia que algo muito, muito ruim estava para acontecer. Mas não iria voltar atrás. Não agora, nem nunca.

CAPÍTULO 1


Eu estava correndo. Não, eu estava fugindo. Mas de quê? De quem?
Eu virei minha cabeça para olhar, mas não havia nada atrás de mim. Então eu parei de correr, percebendo, agora, o penhasco a minha frente. Senti que havia alguém me observando e me virei para olhar. Não acreditava no que via.
– Você? – perguntei ouvindo minha voz falhar. Tudo o que ouvi depois disso foi um som distorcido e um grito.
's P.O.V
Acordei com o sol batendo na minha janela. Olhei no relógio e vi que horas eram: 04 horas e 42 minutos.
– Droga!
Fui dormir às 02 horas e 30 minutos, graças a um vampiro desgraçado que resolveu caçar aqui. Suspirei. Tem sido assim desde que me mudei com o meu irmão, David, para cá. Estamos em Manaus.
Nós eramos do Rio de Janeiro, mas devido a alguns problemas (lê-se: nossa transformação), tivemos de nos mudar. Quer dizer, nós éramos dois lobos enormes. Não dava para manter esse segredo por muito tempo em um lugar como o Rio. Nós moravamos lá com a nossa avó por parte de mãe (David é meu irmão por parte de mãe), minha mãe se chamava Suzana e era descendente da tribo Quilleut. Porém, nunca se tornou uma loba. Meu pai era um vampiro. Não apenas isso, ele já foi da guarda dos Volturi, que é como a "Elite Vampira". Ou seja, lados extremamente opostos de um mesmo mundo sobrenatual. E eu sou a aberração da natureza, que saiu dessa mistura de genes. Sou uma híbrida. Deixe-me explicar: o termo ‘híbrida’ significa "aquele que provém de espécies diferentes", ou seja, sou metade loba e metade vampira. Como? Ninguém sabe. Isso não deveria ser possível. Tecnicamente, eu deveria estar morta antes mesmo de nascer, devido ao fato de que, o veneno dos vampiros deveria anular os genes de lobo e vice-versa. Porém, nem morri e nem sou humana. Eu sou a própria contradição.
Mamãe dizia que eu era um milagre.
Minha mãe morreu há dois anos e meu papai estava atualmente em São Paulo, devido ao frio, já que, no Rio de Janeiro era meio que impossível manter seu segredo.
Bom, ele é um vampiro, como já havia dito. Por isso não pode sair ao sol sem ser descoberto e vamos combinar, o Rio é o pior lugar para se esconder.
Certa vez lhe perguntei se ele morreria se saísse ao sol. Ele me disse que não, e ia me mostrar o por quê.
FLASHBACK ON
Ele me levou a um descampado longe da civilização. Ele saiu de perto de mim e começou a andar em direção a claridade, quando a luz do sol o atingiu, ele começou a brilhar.
Isso mesmo. Ele começou a BRILHAR.
Eu perguntei se era um jogo de luzes e ele me disse que aquela era a pele de um assassino. Então, eu só tive uma escolha.
Comecei a rir.
Rir era pouco. Eu gargalhava de ter de me dobrar.
Minha mãe e meu pai me encaravam como se eu fosse louca e meu irmão segurava o riso.
– Do quê está rindo? – meu pai perguntou.
– Desculpa. – engoli o riso – Mas essa com certeza não é a pele de um assassino. Uma fada, talvez. Mas um assassino, nunca.
Então, eles balançaram a cabeça em negação e meu irmão gargalhou.
– Essa é a minha irmã.
FLASHBACK OFF
Nesse mesmo ano eu comecei o processo de transormação, logo após o meu irmão. Ele tinha 17 anos e eu tinha 15. Hoje eu tenho 17 anos e ele 19. Apesar de ser meio idiota, eu o amo muito e nos damos muito bem. Ele sempre me protege. Ou tenta, já que, mesmo sendo mais velho, David é o meu Beta. Isso mesmo. Apesar de toda a loucura, eu ainda sou a Alpha.
Claro que isso gerou vários conflitos. Além de chegar aqui e ser a Alpha, eu era a única loba do bando, sem contar com o fato de que sou meia vampira. Muitos quiseram me matar. O bando foi dividido e tudo. Lucas era o Alpha de um, e eu do outro. Ao todo éramos 12. Apesar dos pesares, se mudar para cá até foi bom. Quer dizer, nos mudamos para o lugar que tem maior cobertura vegetal do país, o que é uma tremenda vantagem para nós. Adicione o fato de que as tribos indígenas conhecem as lendas. Aqui é perfeito...
Tirando o fato de que não aceitam meu pai aqui. Mas toda regra tem sua excessão né?
Espera, se toda regra tem uma excessão, então quer dizer que a excessão a regra é uma regra? E se a excessão a regra é uma regra, e toda regra tem sua excessão, existe uma regra que não tenha excessão? Mas se isso...
? – meu irmão me chamou, colocando a cabeça para dentro do meu quarto pelo vão da porta, me tirando de meus desvaneios.
– Já acordei.
– São 5 horas. – ele disse.
– Já estou indo.
Coloquei uma roupa confortável e desci.
– Hora da ronda. – dissemos. Saímos e nos transformamos.
Jake's P.O.V
Correr. Era tudo o que eu fazia. Não queria parar, não queria pensar.
– Apenas siga seus instintos. – eu repetia para mim mesmo.
Não podia parar, não podia nem sequer pensar em parar. Se eu parasse, começaria a pensar e logo meus pensamentos se voltariam para uma única pessoa. A pessoa que eu que eu mais precisava esquecer e, no entanto, em quem eu mais pensava: Bella.
Não queria, mas era inevitável não pensar nela. Não lembrar que logo ela estaria se casando com o sanguessuga leitor de mentes. Que logo ela seria um deles.
Ela deixaria de ser minha Bella e se tornaria um frio. Uma sanguessuga.
Eu não conseguia aceitar.
Eu disse que a amava e ela disse que me amava também. No entanto, ela preferiu ficar com aquele imbecil que a abandonou e que a transformaria em um monstro, como ele, a ficar comigo.
Eu a ofereceria um lar de verdade, uma família e todo o meu amor. Eu cuidaria dela e a protegeria com a minha vida. Ela não precisaria deixar tudo para trás e ainda teria Charlie.
E o que ele poderia oferecer a ela? Uma vida (?) cheia de mentiras?! Porque é exatamente isso que ela teria de fazer. Sempre mentir para evitar desconfianças.
Viver Sobreviver da vida dos outros. Ainda que fosse da vida de animais.
Não dava. Simplesmente não dava para entender.
Mas eu não podia deixá-la me afetar dessa maneira. Eu tinha abandonado a matilha, meus amigos, minha família e a minha vida por ela. Eu precisava encará-la com o queixo erguido. Se ela havia tomado essa decisão então, ela deveria arcar com as consequências. Eu já sabia o que deveria ser feito. Era isso. Eu iria a esse casamento. Afinal, essa poderia ser minha última chance de ver Bella. A minha Bella. Minha amiga. Meu amor impossível.

's P.O.V

Chegamos a casa depois da ronda e cada um foi para o seu próprio quarto. Tomei um banho e desci para fazer o almoço.
– Hey, D. O que você quer para o almoço? – perguntei batendo em sua porta.
– O que você fizer tá bom.
– Ok.
Desci e comecei a preparar o almoço. Bife com batata frita. Adoro isso. Estava colocando a batata no prato forrado com papel toalha quando o telefone começou a tocar.
– David! – gritei – É pra você!
– Você nem atendeu! – ele gritou do quarto.
– Exatamente! - gritei de volta e dei um sorriso maroto quando o vi descendo as escadas e bufando.
– Folgada. – disse baixinho – Alô.
– David! – ouvi meu pai dizer, graças a minha audição aguçada. – A está aí?
– Aham. – ele disse mais alguma coisa e botou no viva-voz. – Pronto. – ouvimos uma movimentação.
– Hey, campeões. – ouvi a voz aveludada já conhecida.
– Pai! – disse animada. Tinha tempo que não nos falávamos.
– Hey, Rony. – meu irmão disse ao padrasto.
– Crianças, arrumem as malas.
– O quê? – dissemos juntos.
– Vamos para Forks! – ele disse visivelmente empolgado.
– Como assim? – dissemos juntos novamente.
– Às vezes vocês me assustam com essa coisa de falarem juntos. – ele disse de forma pensativa.
! – falamos juntos em tom de repreensão e depois rimos.
– Ok, ok. Vocês se lembram do meu amigo Carlisle Cullen?
– Claro. – respondemos.
– Seu filho, Edward, vai se casar em 3 dias e ele nos convidou. Estava pensando em ficarmos lá por algum tempo, podemos arranjar uma casa e o tempo lá é bom o suficiente para nos escondermos, além de ter uma reserva. Sabiam que sua mãe descende dessa reserva? – ele dizia animado.
– Espera! E a matilha? – disse arregalando os olhos. – Eu sou a Alpha. Além disso, D. é o Beta. Não podemos simplesmente sair daqui. – disse rápido.
– Eu concordo com ela. Não podemos simplesmente ir embora. – David concordou comigo.
Ouvimos um suspiro do outro lado da linha e depois ficou o silêncio.
– Desculpem, é que eu fiquei tão ecstasiado com a possibilidade de revê-lo que nem ao menos pensei nisso. Achei que vocês fossem gostar. Perdoem-me. – ele disse tristemente.
Respirei fundo. Odiava magoá-lo.
– Pai, espera. Também não é assim. – suspirei. – Olha, podemos conversar com o Lucas e resolver isso. A matilha estava bem antes de chegarmos aqui, é só voltar a formação inicial, unir os bandos e Lucas assumir como único Alpha.
– Filha, não precisa fazer isso, você sabe. – ele disse tentando esconder a felicidade.
– Se é importante para você, então eu preciso, sim. E nós ficaremos juntos finalmente. – disse sorrindo, mesmo que ele não pudesse ver.
– O que acha David? – ele perguntou apreensivo. Ficou o silêncio.
– David? – eu chamei sua atenção.
– Acho... Que pode ser uma boa. – ele sorriu e eu sorri também. – Mas não acho que possamos chegar a tempo para o casamento...
– Por quê? – meu pai perguntou.
– Lucas... – meu irmão começou a falar.
– Oh, droga! – disse me lembrando de um pequeno detalhe – Lucas está fora por um tempo, eu sou a Alpha dos dois bandos. Não posso sair daqui antes dele voltar.
– Ah! – papai disse desanimado.
Olhei para o David esperando que ele dissesse algo.
– Mas você pode ir na frente. Assim que conseguirmos, vamos até você. – David disse.
– Não tem problema? – papai questionou.
– Claro que não. Nós sabemos nos virar. – disse, fingindo estar ofendida.
– Tudo bem. Nos vemos em breve, crianças.
– Beijos. Tchau. – desligamos.
– Você é demais! – disse pulando em cima dele em um abraço de urso.
– Eu sei... – disse com uma pose esnobe.
– Convencido!
– Apenas realista. – sorriu e fomos almoçar.

Capítulo 2


Jake's P.O.V

Quando cheguei ao local onde acontecia a festa do casamento, não me surpreendi. Eles sabiam como dar uma festa.
As luzes nas árvores cintilavam, conferindo brilho às flores brancas. Havia milhares de flores ali, servindo como tenda fragrante (aromática) e estérea à pista de dança montada no gramado sob dois velhos cedros (árvores).
Varri o local com os olhos até encontrá-la. Estava estonteantemente bonita.
O vestido branco e cintilante se abria sutilmente na calda, como se fosse um copo-de-leite invertido. Ela estava elegante e ao mesmo tempo graciosa. Edward percebeu minha presença e a trouxe em minha direção.
Ela parecia não ter percebido minha presença. Estava tão feliz. De repente estar lá ganhou todo o sentido. Ela estava feliz. Era isso o que importava.
– Obrigado – disse Edward. – É muito... Gentil de sua parte.
– Gentileza é o meu nome. – respondi. – Posso ter esta dança?
– Jacob! – Bella disse surpresa. – Jacob!
– Olá, Bells.
Então ela soltou o vampiro e se jogou em meus braços. Eu a puxei e a abraçei enquanto ela enterrava seu rosto em meu peito. Apoiei meu rosto sob sua cabeça de modo que ficassemos mais próximos. Edward viu assim sua deixa, dizendo algo que nem ao menos me importei em prestar atenção.
– Ah, Jacob! – Bella disse com a voz embargada pelo choro. – Obrigada.
– Pare de choramingar, Bella. Vai estragar seu vestido. Sou eu, só isso.
– Só? Ah, Jake! Agora tudo está perfeito.
Bufei.
– É... A festa pode começar. O padrinho finalmente chegou. – disse eu.
– Agora todo mundo que eu amo está aqui. – ela disse e eu rocei meus lábios por seus cabelos.
– Desculpe-me o atraso, querida.
– Estou tão feliz por você ter vindo!
– A ideia era essa.
[...]

Depois de algum certo tempo conversando e dançando (nossa segunda música), resolvi tirar uma dúvida que estava me atormentando. Abri a boca diversas vezes, porém, nenhum som era emitido.
– O que foi, Jake? Pode me dizer. Pode me falar qualquer coisa. – Bella disse percebendo minha inquietação.
– E-eu... Eu não tenho nada para dizer a você.
– Ah, por favor. Fale de uma vez.
– É verdade. Não é... é... é uma pergunta. Uma coisa que eu quero que você me diga. – disse nervoso.
– Pergunte.
Comecei a pensar se eu não deveria ter ficado calado. Por fim, suspirei.
– Eu não devia. Não tem importância. É só curiosidade mórbida.
Pela expressão dela, ela parecia ter entendido.
– Não será esta noite, Jacob. – sussurrou.
– Ah! – tentei esconder o alívio. – Ah! Quando? – sussurrei.
– Não sei bem. Daqui a uma ou duas semanas, talvez.
– Por que o adiamento? – perguntei em tom defensivo e zombeteiro.
– Eu só não queria passar minha lua de mel me retorcendo de dor.
– Prefere passá-la como? Jogando xadrez? Rá-rá.
– Muito engraçado.
– Brincadeirinha, Bells. Mas, sinceramente, não vejo o sentido disso. Você não pode ter uma lua de mel de verdade com um vampiro. Então, por que passar por tudo isso? Não é a primeira vez que você adia. Mas isso é bom. – disse sério. – Não fique constrangida.
– Não estou adiando nada. E, sim, eu posso ter uma lua de mel de verdade! Posso fazer o que eu quiser! Não se meta!
Estaquei.
– Como é? – ofeguei. – O que você disse?
– Sobre o quê...? Jake? Qual é o problema?
– Como assim? Ter uma lua de mel de verdade? Enquanto você ainda é humana? Está brincando? É uma piada de humor negro, Bella!
Senti seus olhos me fuzilarem.
– Eu disse para não se meter, Jake. Isso não é da sua conta. Eu nem devia... A gente nem devia estar falando disso. É particular...
Segurei seus braços no alto, envolvendo todo o seu corpo, os dedos se entrelaçando.
– Ai, Jake, me solte! – ela gritava enquanto eu a sacudia.
– Bella! Você perdeu o juízo? Não pode ser tão idiota! Diga que está brincando!
Eu a sacudi novamente. Ela só podia estar louca. Senti meu corpo tremendo, mas não conseguiria me acalmar até ela dizer que tudo não passava de uma brincadeira.
– Jake... Pare!
De repente muitas pessoas apareceram por aqui.
– Tire as mãos dela! – Edward disse de maneira fria.
Ouvi um rosnado atrás de mim, que percebi ser de Quil e um segundo que se sobrepôs e eu percebi ser de Sam. Os dois estavam em suas formas lupinas.
– Jake, mano, afaste-se. – Seth dizia a mim. – Você está perdendo o controle. – ele continuou, mas eu estava paralisado. Na verdade, estava apavorado, encarando Bella. – Você vai machucá-la. – sussurrou ele. – Solte-a.
– Agora! – rosnou Edward.
Tirei minhas mãos dela e elas caíram ao lado de meu corpo. Seth tentava tirar meu corpo trêmulo dali.
– Vamos, Jake. Vamos embora. Venha.
– Eu vou matar você. – disse com minha voz carregada de raiva. Meus olhos eram furiosos e estavam focados no maldito vampiro a minha frente. – Eu mesmo vou matar você! Vou fazer isso agora!
Sam grunhiu asperamente.
– Seth, saia do caminho. – sibilou Edward.
Seth tentou me puxar novamente, dessa vez obtendo algum progresso já que eu estava completamente atordoado.
– Não faça isso, Jake. Vá embora. Venha.
Sam pôs sua cabeça contra meu peito me empurrando para longe dali juntamente com Seth, que me puxava. Quil continuou lá, parado. Estava tão absorto em meus pensamentos que só me dei conta de que já me encontrava em casa quando Sam, já em sua forma humana, me perguntava se eu gostaria de conversar. Respondi algo que parecia ter sido um não, visto que no momento seguinte ele me disse que se precisasse de algo, para lhe avisar e se afastou. No momento, a única coisa que eu precisava era ficar sozinho.

Capítulo 3


's P.O.V

– "Dave!" – gritei no momento em que vi o vampiro pulando por trás dele.
Ele conseguiu desviar a tempo e eu pulei por cima dele, me chocando com o vampiro no ar e caindo por cima dele. Ele tentou morder meu dorso, mas eu arranquei seu braço, o que o distraiu por tempo o suficiente para que eu pudesse arrancar sua cabeça e jogá-la na foqueira feita com o corpo de sua parceira.
Assim que percebi que todos estavam ali, corri até meu irmão enquanto os outros corriam atrás do vampiro que fugiu.
– Hey, lobinho. – disse por pensamento já que estavamos em nossas formas lupinas. – Acho que está ficando velho. – zombei.
– Haha, muito engraçado. – ele pensou ironicamente. Tentou se levantar e se dispôs a correr pela floresta atrás do outro vampiro que fugiu, mas eu o impedi.
– O que foi? – ele perguntou.
– Ele já está longe, não vai adiantar nada. Vamos pra casa. – ele viu na mente dos outros que eu estava certa, o desgraçado conseguiu fugir. – O Lucas chega hoje e ainda temos que ir nos despedir da vovó. – ele concordou e nós voltamos depois de eu dizer para os garotos voltarem para casa, mas ficarem atentos, deixando somente Bernardo e Fernando na ronda.
Assim que saímos da floresta – já em nossas formas humanas – senti algo estranho. Meu peito estava doendo. Como se eu estivesse queimando por dentro. Dave percebeu e parou.
– Mana! O que houve? – ele perguntou já ao meu lado, me segurando.
– Não sei. Só estou com uma sensação muito ruim. – disse pensativa.
– Ah não. – ele murmurou e eu percebi que ele tinha pensado na mesma coisa que eu. Na última vez que eu tive esse presentimento, encontramos minha mãe. Morta.
Eu só esperava que nada desse errado dessa vez, tentava me convencer de que isso era coisa da minha cabeça, mas estava cada vez mais difícil.
Chegamos a casa e eu corri para o telefone. Disquei os números já bastante conhecidos por mim e esperei... esperei... esperei... e nada. A cada toque meu nervosismo aumentava.
– Droga! – gritei quando ninguém atendeu.
, relaxa. – Dave disse ao meu lado tentando me acalmar. – Vai ver ele saiu e esqueceu o celular em casa.
– Bem, isso pode acontecer né? – perguntei nervosa esperando que ele me dissesse que sim.
– Claro, linda.
– Mas porque ele não me ligou para avisar que tinha chegado lá? Ele disse que ia ligar. – eu disse, ficando nervosa de novo.
– Vai ver ele esqueceu, . Você sabe como ele é. Ele deve ter ficado tão empolgado que nem lembra mais que tem uma filha. – ele disse rindo.
– Pois é, né. – concordei. – E eu aqui parecendo uma louca!
– Quando você não parece uma louca, mana? – ele falou e nós começamos a rir.
– Olha o respeito moleque. – disse dando um tapa nele.
– Eu que sou sou mais velho aqui, tampinha. – ele disse, me devolvendo o pedala.
Depois de algum tempo em silêncio, ouvimos uma batida na porta.
– É o Lucas. – falei por falar, eu sabia que o David já sabia.
– Entra aí. – eu disse depois de abrir a porta.
Depois de conversar com ele sobre as novidades, fui preparar algo para comermos, voltei pra sala e ficamos lá conversando até tarde, no dia seguinte partiríamos para o Rio, visto que o Lucas aceitou voltar a assumir sozinho. Apesar de dizer que nós faríamos falta.
– Bom, então... Acho que já deu minha hora. – Luh disse se levantando. – Vou sentir falta de vocês. – ele disse nos abraçando.
– Também vamos sentir falta de você. Na verdade, de tudo isso aqui. – eu disse retribuindo o abraço e o David apenas acenou, confirmando minhas palavras.
– Até algum dia então.
– Até.
– Boa viagem.
– Obrigada.
Depois que ele saiu eu fui me deitar.
– David? – o chamei quando estava subindo.
– Sim?
– Vai dar tudo certo, não vai?
– Claro que vai, mana.
Sorri para ele e fui dormir depois de lhe desejar boa noite. O dia seguinte iria ser cansativo. Eu só não tinha ideia do quanto.


Capítulo 4


Jake's P.O.V

Havia passado somente alguns dias desde o casamento de Bella e eu ainda estava atordoado com tudo o que havia acontecido. Era simplesmente demais para mim. Isabella devia ser algum tipo de masoquista. É a única opção viável. Ou vai ver ela está sobre efeito de alguma droga. Com certeza é isso. A Droga do Edward!
Bufei.
– Mas que droga, Paul. Você não tem casa, não? – perguntei ao babaca que estava esticado no meu sofá, vendo algum jogo de beisebol na minha TV e comendo o que eu esperava não ser meu Doritos. – É melhor que você tenha trazido isso... – disse encarando o saco de salgadinhos que ele passou a comer lentamente, como se quisesse me tirar do sério.
– Não. – respondeu enquanto mastigava – Sua irmã disse pra eu ir em frente e fazer o que eu quisesse.
– E ela está aqui agora? – perguntei me segurando para não socá-lo.
Ele percebeu o que eu queria e escondeu o saco atrás de suas costas. O saco fez barulho quando ele o amassou. Os chips viraram pedacinhos. Paul fechou as mãos em punho, perto de seu rosto, como um boxeador.
– Vamos lá, garoto! Eu não preciso da Rachel para me defender.
Eu bufei.
– Certo, certo. Como se você não fosse chorar atrás dela na primeira chance. – retruquei.
Ele gargalhou e relaxou no sofá.
– Eu não vou fofocar para uma garota. Se você acertar um golpe de sorte, vai ficar apenas entre nós dois. E vice-versa, certo?
Legal da parte dele me fazer um convite. Eu deixei o meu corpo cair, como se tivesse desistido.
– Certo.
Os olhos dele se voltaram pra TV...
Eu ataquei.
O nariz dele fez um barulho muito satisfatório quando o meu punho o acertou. Ele tentou me agarrar, mas eu girei o meu corpo pra fora do caminho, antes que ele pudesse achar um jeito de me pegar, com o saco de Doritos amassado na minha mão esquerda.
– Você quebrou meu nariz, seu idiota. – ele resmungou com uma voz estranha.
– Entre nós dois. Certo, Paul? – comentei me divertindo com a cena.
Eu deixei o saco de chips longe. Quando voltei, Paul estava colocando o seu nariz no lugar antes que ele ficasse torto. O sangramento já havia parado. Parecia não ter uma fonte para o que escorria pelos seus lábios e em seu queixo. Ele reclamava, estremecendo enquanto ajeitava a cartilagem.
– Você é um porre, Jacob. Eu juro, preferia passar o tempo com a Leah. – resmungou.
– Ouch. Uau, eu aposto que a Leah vai mesmo adorar saber que você quer passar um bom tempo com ela. Isso vai amansar o coração dela. – rebati irônico.
– Você vai esquecer que eu disse isso. – ele disse sério, no momento que percebeu o que tinha dito.
– Claro. Eu tenho certeza que não vou deixar isso escapar. – fingi estar pensativo.
– Ugh! – ele grunhiu e então se jogou novamente no sofá, limpando o restante do sangue na gola da camisa. – Você é rápido, garoto. Tenho que admitir. – ele voltou sua atenção para o confuso jogo.
Eu fiquei ali por um segundo, e então fui para o meu quarto, murmurando sobre abduções alienígenas.
Antigamente você podia contar com Paul para uma briga sempre que quisesse. Você não precisava bater nele – apenas um pequeno insulto resolvia. Não precisa de muita coisa para tirá-lo do sério. Agora, claro, quando eu realmente queria uma boa briga com xingamentos, rasgos e árvores no chão, ele tinha que estar totalmente relaxado. Não era ruim o suficiente que outro membro do bando tivesse tido um imprinting – porque agora eram quatro dos dez! Quando isso ia parar? Um estúpido mito que se acreditava ser raro, fazendo todo esse estardalhaço! Toda essa coisa de amor à primeira vista era revoltante!
Tinha que ser a minha irmã? Tinha que ser o Paul?
Eu imaginei – uma bala na minha têmpora me mataria ou apenas faria uma grande bagunça pra eu limpar?
Eu me joguei na cama, estava cansado – não tinha dormido desde a minha última ronda – mas eu sabia que não ia dormir. Minha cabeça estava muito confusa. Os pensamentos giravam pelo meu crânio como um enxame de abelhas desorientado. Barulhento. De vez em quando elas picavam. Deviam ser vespas, não abelhas. Abelhas morrem depois de picarem uma vez. E os mesmos pensamentos me picavam várias e várias vezes. A espera estava me deixando louco. Já fazia quase quatro semanas. Eu esperava de um jeito ou de outro que as notícias já tivessem chegado nesse momento. Eu fiquei noites imaginando como ela viria.
"Charlie atendia o telefone. Bella e o marido dela perdidos num acidente. Desastre de avião? Seria difícil de mentir. A menos que os sanguessugas não se importassem de matar um monte de curiosos para dar autenticidade ao acidente e por que se importariam? Talvez um avião pequeno. Eles provavelmente tinham um disponível; Ou o assassino voltaria para casa sozinho, mal sucedido na tentativa de fazê-la ser um deles? Ou nem teria ido tão longe. Talvez ele a tenha amassado como um saco de chips quando foi tentar dormir com ela? Porque a vida dela era menos importante que o prazer dele...
A história seria trágica – Bella perdida num terrível acidente. Vítima de um assalto mal sucedido; Morreu no jantar; Acidente de carro, como a minha mãe. Muito comum. Acontece o tempo todo. Ele a traria pra casa? Enterrando-a aqui por Charlie? Cerimônia íntima, claro. O caixão da minha mãe ficou fechado...
Eu só podia esperar que ele voltasse aqui, ao meu alcance. Talvez nem tivesse uma história. Talvez o Charile ligaria para o meu pai para perguntar se ele teria ouvido alguma coisa sobre o Dr. Cullen, que não apareceu no trabalho hoje. A casa abandonada. Ninguém atendendo nos telefones dos Cullen. O mistério apareceria num programa de notícias de segunda, cheio de suspeitos...
Talvez a grande casa branca seria queimada de cima a baixo, todo mundo preso lá dentro. Claro, eles precisariam de corpos para isso. Oito humanos aproximadamente do mesmo tamanho. Queimados sem poderem ser reconhecidos – sem ajuda nem de arcadas dentárias."
Qualquer uma dessas seria difícil – para mim, isto é. Seria difícil encontrá-los se eles não quisessem ser encontrados. Claro, eu teria a eternidade para procurar. Se você tem a eternidade, você pode verificar cada mísera palha do palheiro, para ver se é a agulha. Agora mesmo eu não me importaria em desmontar um palheiro. Ao menos teria alguma coisa para fazer. Eu odeio saber que poderia estar perdendo a minha chance. Dando aos sugadores de sangue tempo para fugir. Se esse fosse o plano deles.
Poderíamos ir essa noite. Poderíamos matar todos os que encontrássemos. Eu gostava desse plano porque eu conhecia Edward bem o suficiente pra saber que se eu matasse alguém do clã, eu teria minha chance com ele também. Ele viria se vingar. E eu daria isso a ele – eu não deixaria meus irmãos pegarem-no. Seríamos apenas ele e eu. Que o melhor homem vença. Mas Sam não ouviria. Nós não vamos quebrar o acordo. Deixe que eles o façam. Só porque não tínhamos provas de que os Cullen tinham feito algo errado. Ainda. Você tem que colocar o ainda, porque nós todos sabemos que era inevitável. Bella voltaria sendo uma deles ou não voltaria. De todo jeito, uma vida humana seria perdida. E aquilo significava a caça.
No outro quarto, Paul relinchava como uma mula. Talvez ele tivesse mudado o canal para uma comédia. Talvez o comercial fosse engraçado. Tanto faz.
Aquilo estava me dando nos nervos. Eu pensei em quebrar o nariz dele de novo. Mas não era com Paul que eu queria brigar. Não exatamente. Eu tentei ouvir outros sons, o vento nas árvores. Não era a mesma coisa, não com os ouvidos humanos. Havia milhões de vozes no vento que eu não podia ouvir com esse corpo.
Mas esses ouvidos eram sensíveis o suficiente. Eu podia ouvir além das árvores, das estradas, os sons dos carros vindos da curva onde você finalmente pode ver a praia – a vista das ilhas e as rochas e o grande oceano azul se estendendo até o horizonte. Os policiais de La Push gostavam de ficar bem ali. Os turistas nunca percebiam o sinal de redução do limite de velocidade do outro lado da estrada.
Eu podia ouvir as vozes do lado de fora da loja de souvenirs da praia. Eu podia ouvir o sino tocar quando a porta abria e fechava. Eu podia ouvir a mãe do Embry na caixa registradora imprimindo as contas. Eu podia ouvir as ondas quebrando nas rochas da praia. Eu podia ouvir o grito das crianças por causa da água gelada vindo rápido demais pra eles saírem do caminho. Eu podia ouvir as mães reclamando da roupa molhada. E eu podia ouvir uma voz familiar...
Eu estava prestando tanta atenção no que ouvia que de repente a estrondosa gargalhada de asno de Paul me fez pular da cama.
– Saia da minha casa. – eu resmunguei. Sabendo que ele não prestava nenhuma atenção, eu segui meu próprio conselho. Eu abri a minha janela e passei pelo caminho de trás, de modo que eu não visse Paul novamente. Seria muito tentador. Eu sabia que bateria nele de novo e Rachel já ficaria bastante enfurecida. Ela veria o sangue na camisa dele e colocaria a culpa em mim sem esperar por uma prova. Claro, ela estaria certa, mas ainda assim.
Eu caminhei pela costa, mãos nos bolsos. Ninguém olhava para mim duas vezes quando eu atravessava o sujo estacionamento da First Beach. Uma coisa legal do verão: ninguém se importa se você não está usando nada além de shorts.
Eu segui a voz familiar que eu escutei e encontrei Quil facilmente. Ele estava na parte sul da praia, evitando a parte que ficava lotada de turistas. Ele mantinha constantes avisos.
– Fique longe da água, Claire. Venha. Não, não faça. Oh! Bom, garota! Sério, você quer que Emily brigue comigo? Eu não vou mais te trazer na praia se você não... Ah, é? Não. Ugh. Você acha isso engraçado, não é? Há! Quem está rindo agora, hein?
Ele pegava a criança risonha pelos tornozelos quando eu os alcancei. Ela tinha um balde em uma mão e os seus jeans estavam ensopados. Ele tinha uma enorme marca de molhado na frente de sua camisa.
– Cinco a zero para a menininha. – eu disse.
– Hey, Jake. – Claire gritou e jogou seu balde nos joelhos de Quil. – Chão, chão!
Ele a colocou cuidadosamente em pé e ela correu para mim. Ela prendeu seus braços na minha perna.
– Tio Jay!
– Como vai, Claire? – ela riu.
– Quil toooodo molhado agora.
– Eu estou vendo. Onde esta a sua mãe?
– Foi, foi, foi. – Claire cantou. – Claire ficou o dia toooodo com Quil. Claire nunca vai voltar pra casa. – ela me deixou e correu para o Quil.
Ele a levantou e colocou-a sobre seus ombros.
– Parece que alguém atingiu os terríveis dois anos.
– Três, na verdade. – Quil me corrigiu. – Você perdeu a festa. Tema de princesa. Ela me fez colocar uma coroa e então Emily sugeriu que ela testasse seu novo kit de maquiagem em mim.
– Uau, eu realmente sinto muito não ter estado perto pra ver isso.
– Não se preocupe, Emily tem fotos. Na verdade, eu pareço bem gostoso.
– Você é muito otário.
Quil deu de ombros.
– Claire se divertiu. Isso era o que importava.
Eu rolei os olhos. Era difícil ficar perto de pessoas que tinham tido imprinting. Não importava o estágio em que elas estivessem – prontos para dar o nó na gravata, como o Sam ou sendo babás muito exploradas, como o Quil. – a paz e a certeza que radiava deles me dava ânsia de vômito.
Claire gritou nos ombros dele e apontou pro chão.
– Pegue rocha, Quil! Para mim, para mim!
– Qual delas, criança? A vermelha?
– Vermelha não!
Quil ficou de joelhos – Claire gritava e puxava os cabelos dele como rédeas de cavalo.
– Essa azul?
– Não, não, não... – a garotinha cantou encantada com seu novo jogo.
A parte esquisita era: Quil estava se divertindo tanto quanto ela. Ele não tinha aquela cara que os turistas que eram pais ou mães tinham – a cara de quando-será-a-hora-da-soneca? Você nunca via um pai de verdade tão interessado em um joguinho infantil que suas crianças pudessem pensar. Eu vi Quil brincar por uma hora direto sem ficar entediado. E eu não podia sequer zoar a cara dele por isso – eu muito o invejava por isso. Embora eu achasse um saco ele ter mais quatorze bons anos de eu-sou-bobo pela frente até que Claire tivesse a idade dele – para Quil, pelo menos, era uma coisa boa que lobisomens não envelhecessem. Mas todo aquele tempo não parecia aborrecê-lo muito.
– Quil, você já pensou em namorar? – eu perguntei.
– Hã?
– Não, amarelo não! – Claire reclamou.
– Você sabe. Uma garota de verdade. Digo, só por agora, certo? Nas suas noites de folga do serviço de babá.
Quil olhava pra mim, de boca aberta.
– Pega pedra! Pega pedra! – Claire gritava quando ele não oferecia a ela outra escolha. Ela bateu na cabeça dele com seu pequeno punho.
– Desculpe, Claire-ursinha. O que você acha dessa linda roxa?
– Não. – ela suspirou. – Roxo não.
– Me dê uma ideia. Eu imploro, criança.
Claire pensou.
– Verde. – ela finalmente disse.
Quil olhou pras rochas, estudando-as. Ele pegou quatro pedras de diferentes tons de verde e as ofereceu a ela.
– Consegui?
– YAY!
– Qual delas?
– Tooodas elas!
Ela abriu as mãos e ele colocou as pequenas pedras nelas. Ela gargalhou e imediatamente jogou as pedras na cabeça dele. Ele fingiu ficar zonzo e ficou de pé e andou em direção ao estacionamento. Provavelmente preocupado que ela se resfriasse com as roupas molhadas. Ele era pior que qualquer mãe paranoica e super protetora.
– Desculpa se eu estava sendo insistente, cara, sobre a coisa da garota – eu disse.
– Não, está tudo bem. – Quil disse. – Isso meio que me pegou de surpresa. Eu não tinha pensado sobre isso.
– Eu aposto que ela entenderia. Você sabe, quando ela tiver crescido. Ela não ficaria brava que você tenha uma vida enquanto ela está nas fraldas.
– Não, eu sei. Eu tenho certeza que ela entenderia.
Ele não disse mais nada.
– Mas você não vai fazer isso, não é? – eu pensei.
– Eu não vejo isso. – ele disse com a voz baixa. – Eu não posso imaginar. Eu apenas não... vejo ninguém desse jeito. Eu não reparo nas garotas mais, você sabe. Eu não vejo o rosto delas.
– Coloque a tiara e maquiagem e talvez Claire vá ter um diferente tipo de competição para se preocupar.
Quil riu e fez barulhos de beijo para mim.
– Você está disponível essa sexta, Jacob?
– Bem que você gostaria. – eu disse e então fiz uma careta. – É, acho que sim.
Ele hesitou um segundo e então disse:
– Você pensa sobre namorar? – eu suspirei. Acho que eu tinha feito a deixa para aquilo. – Você sabe, Jake, talvez você devesse pensar em ter uma vida.
Ele não disse aquilo como piada. A voz dele estava compreensiva. O que fez aquilo ser pior.
– Eu não as vejo também, Quil. Eu não vejo seus rostos.
Quil suspirou também.
Longe dali, baixo demais pra que qualquer pessoa ouvisse, exceto nós, ao invés das ondas, um uivo surgiu da floresta.
– Merda, é o Sam. – Quil disse. As mãos dele suas mãos voaram para tocar Claire, como que para se certificar que ela ainda estava ali. – Eu não sei onde a mãe dela está!
– Eu vou ver o que é. Se precisarmos de você, eu aviso. – eu corri com as palavras. Elas saíram todas emboladas. – Hey, por que você não a leva para casa dos Clearwater? Sue e Billy podem ficar de olho nela se for preciso. Eles devem saber o que está acontecendo, de qualquer maneira.
– Ok, saia daqui, Jake!
Saí correndo, não pelo caminho cheio de ervas daninhas, mas no caminho mais curto em direção à floresta. Eu ultrapassei a primeira parte da ponte e então passei pelas roseiras, ainda correndo. Eu senti algumas lágrimas quando os espinhos cortaram a minha pele, mas as ignorei. As picadas delas seriam curadas antes que eu alcançasse as árvores. Eu virei atrás da loja e voei pela rodovia. Alguém buzinou para mim. Uma vez a salvo nas árvores, eu corri mais rápido, dando grandes passadas. As pessoas ficariam pasmas se me vissem. Pessoas normais não podem correr tanto assim. Algumas vezes eu pensei que seria divertido entrar numa corrida – você sabe, nas Olimpíadas ou algo do tipo. Seria engraçado ver a cara dos atletas quando eu passasse por eles. Eu tinha certeza absoluta que no teste que eles fazem pra se certificar que você não usa esteroides, eles provavelmente encontrariam alguma coisa estranha no meu sangue.
Assim que eu cheguei de verdade na floresta, sem estar cercado por estradas ou casas, eu tive que parar para tirar as minhas roupas. Com rapidez e movimentos treinados, eu as enrolei e amarrei com uma corda em torno do meu tornozelo. Enquanto eu dava o último nó, eu comecei a me transformar.
O fogo percorreu minha espinha, fazendo grandes espasmos pelos meus braços e pernas. Isso durou apenas um segundo. O calor me inundou e eu senti pelo silêncio que eu era algo mais. Eu joguei minhas pesadas patas contra a terra e estiquei as minhas costas. Me transformar era muito fácil quando eu estava concentrado daquele jeito. Eu não tinha problemas com meu temperamento mais. Exceto quando ele entrava no caminho.
Por meio segundo, eu me lembrei do terrível momento daquela piada de casamento. Eu estava tão tomado pela fúria que eu não conseguia fazer meu corpo funcionar direito. Eu estava preso, balançando e queimando, incapaz de fazer a transformação e matar o monstro que estava a alguns passos de mim. Foi muito confuso. Morrendo de vontade de matá-lo. Com medo de machucá-la. Meus amigos no caminho. E então, quando eu estava finalmente pronto pra tomar a forma que eu queria, a ordem do meu líder. A ordem do Alpha. Se fossem apenas Quil e Embry ali naquela noite, sem Sam... Eu seria capaz de matar o assassino, então? Eu odeio quando Sam impõe a lei desse jeito. Eu odeio o sentimento de não ter escolha. De ter que obedecer. E então eu tinha consciência da plateia. Eu não estava sozinho nos meus pensamentos.
"Tão absorvido consigo mesmo" – pensamento da Leah.
"É, sem hipocrisia aqui, Leah" – pensei em resposta.
"Posso, caras..." – Sam nos disse.
Nós ficamos em silêncio e sentimos a reação de Leah pela palavra ‘caras’.
Tocante, como sempre.
Sam fingiu não perceber.
"Onde estão Quil e Jared?"
"Quil estava com Claire. Ele a está levando para os Clearwater."
"Bom. Sue vai ficar com ela."
"Jared estava indo pra casa da Kim" – Embry pensou. – “Há chances dele não ter te ouvido."
Havia um resmungo baixo no bando. Eu resmuguei junto. Quando Jared finalmente apareceu, sem dúvida ele ainda estava pensando em Kim. E ninguém queria saber o que eles estavam fazendo.
Sam se sentou sobre suas patas e deu outro uivo. Era um sinal e uma ordem ao mesmo tempo. O bando estava reunido a alguns quilômetros a leste de onde eu estava. Eu girei na floresta em direção a eles. Leah, Embry e Paul estavam indo em direção a eles também. Leah estava perto – logo eu conseguiria ouvir os passos dela não muito longe das árvores. Continuamos em linha paralela, escolhendo não correr juntos.
"Bem, não esperaremos por ele o dia todo. Ele vai ter que saber depois."
"O que foi, chefe?" – Paul queria saber. Eu senti os pensamentos de Sam voltados para mim – e não apenas os de Sam, mas os de Seth, Collin e Brady também.
Collin e Brady – os garotos novos – estavam rondando com Sam hoje, então eles deviam saber tudo o que Sam sabia. Eu não sabia por que Seth já estava aqui e consciente. Não era a vez dele.
"Seth, diga a eles o que você ouviu."
Eu acelerei, querendo estar lá. Eu ouvi Leah se mover mais rápido, também.
Ela odiava ficar para trás. Ser a mais veloz era a única coisa que ela reivindicava.
"Reclame disso, estúpido." – ela assobiou e então realmente acelerou.
Eu afundei minhas garras no chão e me apressei. Sam não parecia animado a tolerar nossa competição.
"Jake, Leah, dêem um tempo." – nenhum de nós desacelerou. Sam grunhiu, mas deixou para lá. – “Seth?"
"Charlie ligou para todo mundo até que encontrou Billy na minha casa."
"É, eu falei com ele." – Paul completou.
Eu senti um solavanco quando Seth pensou no nome de Charlie. Era isso. A espera tinha acabado. Eu corri mais rápido, me forçando a respirar, embora meus pulmões parecessem paralisados. Qual história seria?
"Então, ele está abalado. Acho que Edward e Bella voltaram para casa semana passada e..." Meu peito relaxou.
Ela estava viva. Ou ela não estava morta, pelo menos. Eu não percebia o quão diferente aquilo seria pra mim. Eu pensei nela morta o tempo todo e eu via isso apenas agora. Eu vi que eu nunca acreditei que ele a traria de volta com vida. Isso não importava, porque eu sabia o que estava por vir.
"É, cara. E aqui estão as más notícias. Charile falou com ela, disse que ela parecia mal. Ela disse para ele que está doente. Carlisle pegou o telefone e disse que Bella pegou uma doença rara na América do Sul. Disse que ela está de quarentena. Charlie está ficando louco, porque nem mesmo ele tem permissão de vê-la. Ele disse que não se importa em ficar doente, mas Carlisle não concordaria. Sem visitas. Disse a Charlie que era muito sério, mas que ele estava fazendo tudo que podia. Charlie soube disso há alguns dias, mas ele só ligou pra Billy agora. Ele disse que ela parecia pior hoje."
O silêncio mental quando Seth acabou foi profundo. Nós todos entendemos.
Então ela morreria dessa doença, assim que Charlie saberia. Eles o deixariam ver o corpo? O pálido, perfeitamente congelado, e branco corpo? Eles o deixariam tocar a pele gélida – ele notaria quão dura ela estaria a esse ponto. Eles teriam que esperar até que ela pudesse se controlar, pudesse aguentar pra não matar Charlie e os outros. Quanto tempo levaria? Eles a enterrariam? Ela se desenterraria sozinha ou os sugadores de sangue viriam ajudá-la? Os outros ouviam minhas especulações em silêncio. Eu pensava muito mais sobre isso do que qualquer um deles. Leah e eu entramos na clareira mais ou menos ao mesmo tempo. Ela estava certa que tinha entrado primeiro. Ela se sentou sobre suas patas ao lado de seu irmão enquanto eu marchava em para ficar ao lado da mão direita de Sam. Paul circulou e me deixou ficar em meu lugar.
"Ganhei de novo"– Leah pensou, mas eu mal pude ouvi-la.
Eu imaginei porque eu era o único que ainda estava de pé. Meus pelos dos ombros se levantaram, mostrando a minha impaciência.
"Bem, o que nós estamos esperando?" – eu perguntei. Ninguém disse nada, mas eu senti a hesitação deles. – “Oh, vamos! O acordo está quebrado!”.
"Nós não temos prova – talvez ela esteja doente...".
– "AH, POR FAVOR!".
– "Ok, as evidências são fortes. Mas... Jacob." – o pensamento de Sam era lento, hesitante. – "Você tem certeza de que isso é o que você quer? De que é a coisa certa? Nós todos sabemos o que ela queria.".
– "O acordo não fala nada da preferência da vítima, Sam!".
– "Será que ela é mesmo uma vítima? Você a considera mesmo dessa forma?".
– "Sim!"
– "Jake," – Seth pensou – "eles não são nossos inimigos.".
– "Cala a boca, menino! Só porque você tem uma adoração por aquele sugador de sangue, isso não muda a lei. Eles são nossos inimigos. Eles estão no nosso território. Nós os tiramos daqui. Eu não me importo se nós lutamos ao lado de Edward Cullen alguma vez na vida".
– "Então o que você vai fazer quando Bella lutar ao lado deles, Jacob? Hein?" – Seth perguntou.
– "Ela não é mais a Bella.".
– "Você a mataria?" – eu não pude evitar me arrepiar. – "Não, você não faria. Então, o que? Você vai querer algum de nós faça? Então você culparia algum de nós por isso para sempre?".
– "Eu não faria..." – o instinto me tomou e eu me agachei, rosnando para o lobo cor de areia do outro lado do círculo.
– "Jacob!" – Sam chamou a atenção. – "Seth, cale-se por um instante." – Seth concordou com sua cabeça grande.
– "Merda, o que foi que eu perdi?" – pensamento do Quil.
Ele estava correndo para o local da reunião a todo o gás. – "Ouvi sobre a ligação do Charlie...".
– "Nós estamos nos aprontando para ir" – eu disse a ele. – "Por que você não passa na Kim e pega o Jared com seus dentes? Vamos precisar de todo mundo.".
– "Venha diretamente para cá, Quil." – Sam ordenou. – "Nós não decidimos nada ainda." – eu grunhi. – "Jacob, eu tenho que pensar no que é melhor para esse bando. Eu tenho que pensar no jeito que melhor protege todos vocês. Os tempos mudaram desde que nossos ancestrais fizeram aquele acordo. Eu... bem, eu honestamente não creio que os Cullen sejam um perigo para gente. E nós sabemos que eles não vão ficar aqui por muito mais tempo. Certamente, uma vez que eles tenham contado a história deles, eles vão sumir. Nossas vidas poderão voltar ao normal.".
– "Normal?"
– "Se nós os desafiarmos, Jacob, eles vão se defender.".
– "Você está com medo?".
– "Você está pronto para perder um irmão?" – ele fez uma pausa. – "Ou uma irmã?" – ele disse depois de pensar um pouco.
– "Eu não estou com medo de morrer.".
– "Eu sei disso, Jacob. Esta é uma razão pela qual eu questiono a sua opinião." – eu olhei em seus negros olhos.
– "Você pretende honrar o acordo dos nossos pais ou não?".
– "Eu honro o meu bando. Eu faço o que é melhor pra eles.".
– "Covarde.".

's P.O.V

– Bebê, você arrumou tudo direitinho? – perguntou minha avó me encarando.
– Já, vo¬¬vó! – respondi pela milésima vez só na última hora.
– Não se esqueceu de nada? – continuou.
– Vovó, se eu lembrasse que me esqueci de algo, eu não teria esquecido. – disse como se fosse óbvio e minha avó me encarou confusa.
– Opa. Mais respeito mocinha, não foi essa a educação que eu te dei! – ela me repreendeu. – Você pensa que está falando com as suas coleguinhas de escola? Eu posso colocar pimenta na sua boca...
– Desculpe vovó. Só estou um pouco nervosa.
Ela suspirou.
– Seu pai sabe se cuidar, querida. Se algo tivesse acontecido, você saberia. – disse em tom de acalento enquanto afagava meus cabelos.
Assenti, mesmo sem concordar com aquilo.
– Vamos? – Dave perguntou.
– Vamos. – respondi, logo em seguida, despedindo-me de minha avó, sendo seguida por meu irmão.
Entramos no carro e seguimos em direção ao aeroporto. O caminho estava sendo silencioso, mas não era um silêncio incomodo. Eu sabia que o Dave queria conversar comigo, mas ele me conhecia e sabia o momento certo de falar e o de ficar em silêncio, como agora. Era por isso que nos dávamos tão bem, nos conhecíamos tão bem que podíamos conversar apenas por olhares. Peguei meu caderno e comecei a escrever sem nem perceber, enquanto olhava para o meu irmão. Quando olhei para o caderno, estava escrito:
"Você deve ser maluco, mas te disse ultimamente que te amo?".
Sorri imediatamente ao ver aquilo. Eu amava cantar e tocar, assim como compor. É claro que quase ninguém sabia disso, porque eu morria de vergonha de cantar em frente aos outros. Dave sabia disso e vivia me dizendo que era bobagem, que eu era ótima e que se alguém fizesse alguma piadinha ele podaria arrebentar o babaca. Depois disso nós sempre acabávamos rindo. Nós dois éramos inseparáveis e inconsequentes, sempre agíamos por impulso e isso nos metia em várias confusões.
"Não me importo quando dizem que você é pirado. Me olhe, eu digo que não me canso de você."
– Dave? – chamei baixinho.
– Fala, formiguinha. – ele disse, doce como -quase- sempre.
– Sabe, eu acho que nós devíamos... – fui interrompida pelo toque do meu telefone. E Dave e eu começamos a cantar junto ao toque.

So no one told you life was gonna be this way
Your job's a joke, you're broke, your love life's D.O.A.
It's like you're always stuck in second gear
When it hasn't been your day, your week, your month,
Or even your year, but...

I'll be there for you...

Ainda gargalhando, olhei para o visor e meu coração acelerou assim como minha respiração ficou presa por alguns segundos.
– É o papai!
– Tá esperando o quê? Atende. – meu irmão disse, delicadamente - sintam a ironia.
– Tá, é que, ok. – disse sem nem mesmo entender. – Alô? Papai?
– Filha, presta atenção! Eu preciso ser rápido. Vocês tem que sair daí, agora mesmo. Vá para a casa dos Cullens, nos encontraremos lá e de lá bolamos um plano.
– Espera, o que aconteceu? – Dave perguntou antes que eu pudesse fazê-lo.
– Os Volturi descobriram sobre a . Eu estava preso, mas consegui fugir. Precisam ser rápidos. Amo vocês. – ele disse e em seguida a ligação caiu.
Nos entreolhamos e ficamos apreensivos.
– Vai dar tudo certo! – eu disse e sorri para Dave.
– Vai! – ele sorriu de volta.
Nenhum dos dois sorrisos eram verdadeiros, mas precisamos acreditar que sim, não é?
De repente, ouvimos um estrondo enorme e o carro parou de andar. Olhamos para trás e o que vimos nos fez gelar.
– DROGA! – Dave gritou – Sai do carro, sai do carro!
Saímos do carro o mais rápido que pudemos e ficamos de frente para os quatro vampiros que estavam sorrindo.
(Coloquem para tocar: http://www.youtube.com/watch?v=O-fyNgHdmLI).
Olhei para Dave e percebi que estávamos ferrados. Não podíamos simplesmente explodir em dois lobos enormes no meio do Rio de Janeiro. Mas eu podia atrasá-los, dando tempo o suficiente para que Dave pudesse escapar.
– Corre. – disse sem que som algum saísse por meus lábios. Somente os movimentando.
No momento seguinte estávamos correndo o máximo possível para nos afastarmos dos vampiros.
O problema é que quando lobos estão como humanos eles não tem a mesma destreza, a mesma força e agilidade, o que dava aos sanguessugas uma bela vantagem. A parte boa, ou a menos pior, é que eu não era somente uma loba, então eu poderia usar isso a nosso favor.
– Temos que nos separar. – eu disse ao Dave, que estava próximo a mim.
– Nem pensar. Não vou te deixar. – ele dizia ofegante, nunca deixando de correr.
– Você não tem escolha. Eu tenho mais chances sozinha, se você ficar por perto não vou conseguir me concentrar. – eu sabia que isso o convenceria.
Ele suspirou e disse:
– Ok, mas nós vamos nos encontrar no mesmo lugar combinado. E se você não aparecer em 12 horas eu vou atrás de você. – ele disse com pesar.
Eu sabia que seria difícil nos separar, mas também sabia que se fizesse isso eles viriam atrás de mim e Dave estaria a salvo. Com o resto eu poderia lidar. E se eu tivesse que morrer por isso... Bom, Dave seria, com certeza, a pessoa por quem daria minha vida sem nem pensar duas vezes.
– Você não vai precisar. – nos olhamos. – Eu te amo.
– Amo você. – ele disse.
Era por ele. Sempre foi. Minha razão para viver, para continuar. Devíamos cuidar um do outro e ele sempre cuidou de mim, era a hora de retribuir. Comecei a correr em direção ao leste e ele foi para o oeste. Como eu havia planejado, os vampiros vieram em minha direção, logo estávamos afastados o suficiente para que eu não sentisse mais a presença do meu irmão. Acelerei meus passos e eles chegavam cada vez mais perto, eu sabia que se corresse rápido demais poderia escapar deles, mas acabaria ficando fraca demais para uma luta, o que com certeza ocorreria, assim que eu parasse. Sabia que isso tinha acontecido por minha causa, não somente por eles estarem atrás de mim, mas por eu estar com a guarda baixa. Eu não deveria ter ficado tão dispersa. Se eu estivesse mais atenta e menos deprimida, Dave não estaria tão preocupado comigo a ponto de não percebê-los também.
Será que eu nunca iria conseguir ter uma vida normal? Sem ter que fugir ou me esconder?
Ok, respire . Não é hora para ter crise existencial. Você precisa pensar em um jeito de contornar a situação. Pensa, pensa.
Minha cabeça estava a mil por hora e eu não conseguia me concentrar em uma só linha de pensamento. Já sei! Eu não precisaria correr ao máximo, só o suficiente para chegar a uma parte afastada, onde eu poderia me transformar, minha força iria aumentar e aí sim eu poderia ter uma luta mais "equilibrada". Se é que se pode dizer isso. Iniciei uma corrida desenfreada por entre as casas e tentei manter uma boa distância.
Depois de algumas horas eu consegui achar um local isolado, onde eu costumava treinar com Dave, antes de nos mudarmos. Eu já não estava tão forte. Com minhas habilidades acima do "normal" eu também me cansava mais rápido. Eu esperava conseguir lutar, sabia que não teria muita chance contra os quatro, mas precisava tentar. Pensei em Dave, no papai e na vovó. Pensei também na minha mãe. Todos eles se importavam comigo, sempre me ensinaram a encarar os problemas de frente e não seria agora que eu iria desistir. Parei onde estava, no centro daquele local, era um descampado, o mesmo onde meu pai me contou o que era. Me abaixei e esperei por eles, sabia que não estavam muito longe mas esperaria até o último segundo para me transformar, iria poupar toda a energia que me restava.
A essa hora David já deveria ter chegado à casa dos Cullens. Pelo menos, era o que eu esperava.
Comecei a me concentrar em seus passos, eles podiam ser bem silenciosos, mas eu podia ouvir o vento sendo quebrado por seus corpos. Podia ouvir cada mínimo detalhe, eu só precisava me concentrar. Eles estavam próximos agora. Muito próximos.
Então eu finalmente pude vê-los se aproximar, lentamente. Com sorrisos nos lábios.
Olhando mais atentamente, pude perceber algo muito importante que deixei passar. Dois deles eram recém-criados. Oh, oh. Isso complica as coisas. Eu teria que lutar de duas maneiras diferentes. Os dois recém-criados são mais descontrolados, seus movimentos são mais brutos, agem por instinto e não pensam nos golpes, seriam mais fáceis, apesar de mais fortes e rápidos, eu precisaria de uma distração para que eles perdessem totalmente o controle. Os outros dois tinham uma postura mais firme, mais segura, como se soubessem exatamente o que fazer, como se tivessem feito isso milhões de vezes. Coisa da qual eu não duvidava. Seus olhos eram astutos, atentos aos meus movimentos. Eles com absoluta certeza eram treinados. Teria que tomar cuidado com eles.
– Não a matem. Aro quer ela viva. – ouvi a voz maravilhosa de um deles.
Opa, isso pode ser uma vantagem.
– Mas ele não disse que não poderíamos machucá-la um pouquinho. – o outro respondeu colocando uma tremenda carga de ironia quando disse "um pouquinho".
Ou não.
Os novatos se aproximaram rapidamente e então eu explodi.
Minhas patas enormes apareceram e minha cabeça ficou pesada. Por um momento, meu cansaço sumiu. Um deles estava próximo demais, tanto que foi atingido quando me transformei. O outro me olhou com raiva e veio com tudo para cima de mim. Ele não tinha prática o que facilitou para mim. O joguei no chão e tentei arrancar sua cabeça, mas ele me deu uma cotovelada e eu acabei mordendo seu braço. O puxei de uma vez, arrancando-o e jogando longe. Ele se desconcertou e soltou o grito agudo. Minha deixa. Arranquei sua cabeça e a joguei para o lado. O outro vampiro já havia se recuperado e se lançava contra mim, enquanto os outros dois apenas observavam, eu sabia que eles estavam analisando meus movimentos, tentando achar minhas fraquezas. O recém-criado conseguiu acertar meu rosto, o que fez um filete de sangue escorrer e ele se concentrou nele.
Era isso! A distração que eu precisava.
Mordi meu dorso e o sangue escorreu o fazendo se descontrolar. Mesmo como loba meu sangue ainda era apelativo.
Ele pulou em cima de mim e eu rolei por cima dele. Ele tentou me morder, mas eu o soquei e ouvi um barulho, provavelmente do seu maxilar sendo deslocado. Ele conseguiu morder minha pata traseira enquanto eu arrancava sua perna. O local começou a queimar, mas eu não liguei. Arranquei seu braço e então sua cabeça. Dois já foram.
Os outros dois ainda observavam. Dessa vez sem sorrisos.
– Você é boa. – o mais alto disse.
– Mas nós somos melhores. – o baixinho disse.
Dei uma risadinha sarcástica. Mas saiu apenas um som estranho.
Eles avançaram ao mesmo tempo. Seus movimentos eram sincronizados, o que dificultava minhas chances de bloquear. Cada um atacava de um lado. Eu estava apanhando feio, mas precisava continuar resistindo. Não iam me levar tão fácil. Com o tempo, percebi certo padrão nos golpes e agora conseguia me defender. O problema é que já estava ficando exausta. Eu não teria tempo, ou uma maneira, de acabar com os dois. De uma maneira ou de outra, eles acabariam me levando...
Até que uma ideia me atingiu.
Eles não precisavam saber que eu não havia desistido, precisavam somente pensar que eu havia. Com esse plano em mente, passei a diminuir meus movimentos. Eles perceberam. Eles sorriram.
– Preparada para desistir, agora? – o mais alto perguntou.
– Acho que ela não vai conseguir te responder, Harry. – o baixinho disse com escárnio.
– Acho que já é o suficiente. Vamos levá-la ao Mestre. – disse o tal Harry.
Eu estava ofegante, completamente acabada. Mas esperaria a hora certa para confrontá-los. Eu precisava de tempo para repor minhas forças. Fingiria ir de bom grado e assim que estivesse melhor, daria um jeito de fugir.
– Luke, pegue-a. Vamos levá-la imediatamente.
– Sabe, você não é tão durona como dizem... – Luke disse enquanto se agachava ao meu lado, para me pegar. – Nem tão esperta.
Respirei fundo e tentei me concentrar em meu pai. Sabia que não havíamos nos conectado pelo fato de ele estar fraco quando me telefonou. No momento, era eu quem estava fraca. Logo, não podia lhes dizer o que estava acontecendo, sabia que eles deveriam estar preocupados, mas não poderia lhes dizer nada. Por hora.
Luke me pegou em seus braços e eu estremeci pelo contraste entre nossas temperaturas. Apesar de essa ser a temperatura de meu pai, eu sempre estremecia. A diferença é que nos braços do meu pai eu sabia que estava segura, já nesses... Era como aceitar ser carregada no colo em direção à morte.
Depois de algum tempo sendo carregada, finalmente avistei algo. Ho, ho. Isso é sério?
Desde quando vampiros andam de jatinho?
Tentei abafar a risada, sem sucesso. Eles me olharam de um jeito cortante, não que isso fosse me assustar, mas deixei isso de lado. Entramos no jatinho e o Harry foi em direção a cabine do piloto, Luke ficou tomando conta de mim. Segundos depois, decolamos.
Com o passar do tempo eu me sentia melhor. E então, eu senti. Sentia meu irmão cada vez mais próximo, devíamos estar indo em sua direção. Eu tinha que fazer algo. Não podia esperar mais. Luke estava jogado de um jeito estranhamente confortável, não estava prestando muita atenção em mim, olhei para a porta. Contei mentalmente até três e me levantei num rompante. Ele se assustou e tentou me nocautear, mas não estava preparado. Consegui acertá-lo com força, o que o fez cair para trás, sobre os assentos. Corri o mais rápido que pude, antes que o Harry viesse ver o que aconteceu. Derrubei a porta e me joguei do jatinho. Eu sabia que estávamos sobrevoando a água, por isso não me preocupei.
Enquanto caía senti o vento ricocheteando meu corpo, uma sensação de liberdade se apossou de mim e eu me senti bem. Estava toda machucada, meu corpo doía, mas eu me sentia bem. Meu pai estava bem e meu irmão também. Não teria com o que me preocupar, por enquanto.
Assim que meu corpo bateu na água, eu senti uma ardência, mas logo em seguida, a sensação de alívio me tomou. Eu sentia cada ferida sendo lavada, era como se o mar a estivesse acariciando. Como se as águas estivesse cuidando de mim. Quase me senti parte da água. Até que realizei que devia sair dali o mais rápido possível. Vai que os dois resolvem vir atrás de mim. Comecei a seguir meus instintos. Eu sentia que estava perto de Dave. Deixei que meu corpo e minha alma me guiassem até ele. Eu nadava o mais rápido que conseguia, com um único pensamento:
Logo estaria em casa. Afinal, "Home is where the heart is..."


Capítulo 5

Jake's P.O.V


FLASHBACK


 Assim que consegui fui até a casa dos Cullens, disposto a matá-los. Mas o que eu encontrei lá não era o que eu esperava.

 Bella estava viva... E grávida.
 As coisas estavam cada vez piores. O monstrinho estava acabando com Bella, mas ela não deixava que ninguém cogitasse a ideia de matá-lo. O que piorava era a Loira-Guarda-Costas.
 Depois me vem o Edward com uma ideia maluca de que eu deveria convencê-la a esquecer disso e ficar comigo. Eu tentei, mas Bella tocou no meu ponto fraco, começou a falar sobre o imprinting. Ignorei e continuei tentando convencê-la a desistir dessa coisa. Acabei levando outro fora. Não sei por que ainda tentava.
 Saí daquela casa e fui contar para a matilha que Bella ainda era humana. Mas o que ocorreu foi uma confusão. Sam queria atacá-los, pois não sabia dos riscos que essa criatura traria para nós. Eu o contestei e o único que ficou ao meu lado foi Seth.
 Depois de o Sam começar a bolar um plano de ataque, eu repensei. Eu não queria matá-los. Eles não eram nossos inimigos, pelo menos não no momento. Eu demorei em perceber isso, mas agora eu entendia. Depois de Sam me dar um comando de Alpha para que eu não desobedecesse e participasse da luta, eu tomei uma decisão que nunca pensei que fosse ser preciso.

 Assumi meu posto como Alpha, não para liderar o bando, eu não queria isso. Queria apenas ter minha liberdade de volta, sem ter que fazer o que Sam mandava, como lutar contra a minha vontade. Assim que pude me livrar deles, corri o mais rápido possível para avisar aos Cullens. Acabou que Seth me seguiu. Tentei mandá-lo para casa, mas não deu muito certo e logo Leah também se juntou ao "bando".
FLASHBACK OFF


 Agora Seth e Leah estavam rondando o perímetro. Eu estava tentando relaxar. Algo me dizia para ficar alerta. Bella estava se alimentando de sangue, para o bebê-monstro parar de se alimentar dela.
 Nojento.
 Depois da visita de Jared, Paul, Quil e Collin, a situação estava mais calma, mas ainda um pouco tensa.
 Eu estava dentro da casa dos Cullens, mais precisamente na cozinha, comendo a comida maravilhosa, preparada por Esme, quando ouvi um uivo de Leah.
 Droga!
 Corri rapidamente para fora da casa, já me preparando para a transformação. Os Cullens já estavam do lado de fora, com exceção à Rosalie e Alice, que estavam com Bella.
 Depois do conhecido formigamento, eu já estava atento e sobre quatro patas.

O que houve? – perguntei tentando me por à par da situação.
Tem sanguessuga na área. – disse Leah.

Venham para cá. – chamei os dois.
Isso é uma ordem, chefinho? – zombou Leah.
Não é hora para brincadeiras, Leah.
– bradei.

Estamos chegando.
– Seth disse.

 Depois de estarmos a postos, ficamos esperando. Todos estavam tensos e eu sabia os motivos. Volturis.
 Só podiam ser eles. Será que descobriram sobre Bella e o monstrinho? Assim que tive esse pensamento, Edward resfolegou.
– Qual é? Sério que você não tinha pensado nisso?
Jake!
– Seth me alertou olhando fixamente para um local.

Fixei meus olhos naquela direção, porém atento ao resto.
Parece ser um só. Leah comentou.
Não se enganem, esses vampiros podem ter poderes.
– Esperem! – Carlisle deu um passo à frente. – Eu conheço esse cheiro.
 Por dentre as árvores surgiu um homem extremamente pálido que contrastava com seus cabelos extremamente escuros, seus olhos eram como os dos Cullen.
Ele é vegetariano. – Seth disse. Deve ser algum amigo da família.
Ouvimos o arfar surpreso de Carlisle.

– Rony?
– Olá, amigo. – o vampiro respondeu, sorrindo de modo cansado.
Então os dois se abraçaram.
– Quanto tempo! – Carlisle exclamou.
– Pois é, sinto muito não ter comparecido ao casamento. Houve alguns... Imprevistos.
Eles trocaram olhares sérios depois dessas palavras.
– Venha, vou te apresentar a minha família. – eles se aproximaram. – Esta é Esme, minha mulher.
– Muito prazer, Esme. – ele beijou sua mão, como aqueles antigos cavalheiros. – Carlisle me falou muitas coisas ao seu respeito, já estava curioso.
– Espero que tenham sido boas coisas. – Esme disse e os outros riram, mais relaxados.
– Muito bem. Aliás, nunca ouvi Carlisle falar mal de alguém.
– Bom, esses são meus filhos, Emmett, Jasper e Edward. – eles se cumprimentaram por meio de acenos.
– Com filhos, você quer dizer criações?
– Sim.

Ele assentiu e nos encarou confuso.
– Esses são amigos da família. Jacob, Seth e Leah.
– Vampiros e transmorfos juntos? Não vemos muito disso.
– Jura? – Leah resmungou. – Por que será, né?
– Espera, você disse Leah? – Rony perguntou.
– Sim.
– Oh, uma garota. – ele exclamou surpreso.
Não, um travesti. – Leah retrucou irritada.

Seth, Edward e eu rimos.
– Sim, algum problema? – Carlisle perguntou.
– Ah, não. Imagine. – ele disse se recuperando do choque. – É que eu não sabia que existia outra loba. Pelo menos nunca encontrei com uma.
– Espera. Você disse outra? – Edward ecoou nossos pensamentos.
– Sim. Minha filha .
Oh! Isso sim é novidade. – Seth exclamou animado.
– Outra garota? – estranhei, nunca ouvi falar dela.
– Sua filha é uma loba? – Esme perguntou confusa. – Mas você é um vampiro!
– É. Ela é uma híbrida. Mas pode se transformar. – ele explicou um pouco tenso.
– Uma híbrida de lobo com vampiro? – Carlisle disse. – Interessante...
– Precisamos conversar. – Rony disse à Carlisle.

– Vamos entrar.
– O que vamos fazer?
– Não sei vocês, mas eu vou comer. – respondi.
 Me transformei de volta e vesti minha bermuda. Entrei na casa e segui em direção à cozinha, onde um prato com bolo me esperava.
 Eu já me sentia à vontade naquela casa, o que era estranho, considerando que era uma casa cheia de vampiros. De algum modo, essa convivência quase forçada me fez vê-los de modo diferente. O jeito de Esme me lembrava da minha mãe e Carlisle realmente era um bom "homem".
 Terminei o bolo e fui para a sala. Edward estava colocando Bells no sofá e Carlisle estava no escritório com o tal Rony.
– Você disse alguma coisa? – Edward perguntou confuso.
– Eu? – Bella perguntou depois de um segundo. – Eu não disse nada.
– No que está pensando agora? – perguntou ajoelhada em frente a ela.
– Em nada. O que está acontecendo?
– No que estava pensando um minuto atrás?
– Só na... Ilha de Esme. E nas plumas.
Ela disse e corou. Preferi nem saber o que era.
– Diga mais alguma coisa. – sussurrou ele.
– Como o quê? Edward, o que está acontecendo?

 Rosalie desceu as escadas e Edward fez algo que me deixou de queixo caído. Ele, muito suavemente, pousou as mãos na barriga imensa e redonda de Bella.
– O f... – ele engoliu em seco. – A... O bebê gosta do som da sua voz.

Uma fração de segundo se passou em silêncio absoluto.
– Santo Deus, você pode ouvi-lo! – gritou Bella. No segundo seguinte, estremeceu.
 A mão de Edward se moveu até o topo de sua barriga e gentilmente acariciou a mancha; aquilo devia tê-la chutado.
– Shhh. – ele murmurou. – Você assustou isso… ele.
 Seus olhos se tornaram totalmente arregalados e cheios de dúvida. Ela deu um tapinha ao lado de seu estômago.
– Desculpe, bebê.
 Edward ouvia com dificuldade, sua cabeça inclinada na direção da protuberância.

– O que ele está pensando agora? – ela demandou ansiosa.
– Isso… ele ou ela está… – ele parou e olhou nos olhos dela. Seus olhos estavam cheios de algo como admiração, só que mais receosos e de má vontade. – Ele está feliz. – Edward disse, em uma voz incrédula.
 Ela prendeu o fôlego e era impossível não perceber o vislumbre em seus olhos. A adoração e a devoção. Grandes e gordas lágrimas escorreram de seus olhos e silenciosamente desceram por sua face até seus lábios sorridentes. Quando ele a olhou, sua expressão não estava aterrorizada, ou zangada ou em chamas, ou nenhuma das outras expressões que ele adquirira desde seu retorno. Ele estava se maravilhando com ela.
– Claro que você está feliz, bebê lindinho, claro que você está. – ela cantarolou, enquanto lágrimas lavavam suas bochechas. – Como você poderia não estar, estando a salvo, quentinho e amado? Eu te amo tanto, pequeno E.J., claro que você está feliz.
– Do que você o chamou? – Edward perguntou curioso.
Ela corou novamente.
– Eu meio que dei um nome a ele. Eu não achei que você ia querer… bem, você sabe.
– E.J.?
– O nome do seu pai era Edward também.
– Sim, era. O que? – ele parou e então disse – Hmmm.
– O que?
– Ele gosta da minha voz também.
– Claro que ele gosta. – seu tom era quase regozijante agora. – Você tem a voz mais linda do universo. Quem não gostaria dela?
– Vocês tem um plano B? – Rosalie perguntou, se levantando de trás do sofá com o mesmo olhar duvidoso, de regozijo de Bella em seu rosto. – E se ele for ela?
 Bella passou as costas das mãos pelos olhos úmidos.
– Eu pensei em algumas coisas aleatórias. Brincando com Renée e Esme. Estive pensando… Re-nesme.
– Renesme?
– R-e-e-n-e-e-s-m-e. Muito estranho?
– Não, eu gostei. – Rosalie assegurou. Suas cabeças estavam juntas, dourado e mogno. – É lindo e de criança, então isso serve.
– Ainda acho que ele é um Edward.
Edward estava encarando o nada, sua face branca enquanto ele escutava.
– O que? – Bela perguntou, seu rosto simplesmente brilhando. – O que ele está pensando agora?
De início ele não respondeu e então, chocando todo o resto de nós mais uma vez, três diferentes e separados sobressaltos, ele deitou sua orelha carinhosamente contra a barriga dela.
– Ele te ama. – Edward suspirou, soando pasmo. – Ele absolutamente adora você.
 Nesse momento eu soube que estava sozinho. Completamente sozinho. Eu queria me chutar quando percebi o quanto eu estive contando com aquele vampiro repugnante. Que estupidez, como se pudesse confiar em uma sanguessuga! Claro que ele ia me trair no final. Eu tinha contado com ele ao meu lado. Eu tinha contado com ele para sofrer mais do que sofri. E, acima de tudo, eu tinha contado com ele para odiar aquela revoltante coisa que estava matando a Bella mais do que eu odiava aquilo. Eu tinha confiado isso a ele.
 Agora eles estavam juntos, os dois inclinados para o mostro invisível que crescia, com seus olhos brilhantes como uma família feliz. E eu estava sozinho com meu ódio e dor que era tão ruim que era como se eu estivesse me torturando. Como se eu estivesse sendo arrastado lentamente por uma cama feita de navalhas. Doía tanto que você aceitaria a morte com um sorriso só para se ver longe disso.
 O calor destravou os meus músculos congelados e me pus em pé. Todas as três cabeças viraram para cima e eu vi a minha onda de dor passar pelo rosto de Edward assim que ele entrou em minha cabeça de novo.
– Ahh! – ele engasgou.
 Eu não sabia o que eu estava fazendo, parado ali, tremendo, pronto para fugir na primeira maneira que eu conseguisse pensar. Se movendo como um golpe de cobra, Edward se lançou a uma pequena mesa e pegou algo da gaveta. Ele o lançou em mim e peguei o objeto em um reflexo.
– Vá, Jacob. Dê o fora daqui. – ele não me disse isso de forma áspera. Ele lançou as palavras para mim como se fosse para preservar minha vida. Ele estava me ajudando a achar a saída que eu estava morrendo para achar. O objeto em minha mão eram as chaves de um carro.


Leah's P.O.V (Especial)

 
Era só o que faltava. O Jacob sumiu. Saiu desesperado. Eu imaginava como ele estava se sentindo e me sentia mal por ele. Sabia que ele precisava de um tempo para colocar a cabeça no lugar. Mas não podia ser outra hora?
– Argh! Seth, não sai daí! – praticamente gritei quanto percebi que ele estava indo em direção ao cheiro. Com toda a certeza era um lobo! – Me espera chegar!
– Não é do bando.

– Como não é? Tem que ser! – disse desesperada por pensar que Seth estava em perigo.
– Não é. Eu não reconheço o cheiro. – ele resmungou.
– Péssima hora para Jake sumir!
 Seth parou e o cheiro estava cada vez mais forte. Ele estava perto. Corri ainda mais rápido e logo o alcancei. Parei e me pus em posição de ataque. Então ele apareceu. Aparentemente confuso e perdido. Quando olhou para frente e nos viu, seus olhos se arregalaram. Seth rosnou para ele e ele deu um passo para trás.
– Olha, eu não quero brigar, ok? – ele começou a falar, mas eu não esperei.
 Dei um salto em sua direção e ele se assustou. Mas logo em seguida se transformou. Ele era enorme. Sua pelagem era num tom escuro, mas não chegava a ser marrom. Ele saltou em minha direção e eu pulei para o lado. Quando ele percebeu, eu já havia contra-atacado. Pulei em cima dele, mas quando tentei mordê-lo ele inverteu nossas posições. Eu não havia encarado seus olhos ainda, mas assim que o fiz, meu mundo parou. Era ele!
Senti como se a única razão para respirar fosse ele. Eu daria minha vida por ele. Cabos invisíveis nos uniam. Pude ver o mesmo olhar de admiração em seus olhos. Eu finalmente tinha encontrado a minha felicidade, minha segunda chance. O meu imprinting.
 Me recuperei e saí de cima dele. Ainda fiquei o encarando por alguns minutos até Seth me acordar. Fiz um meneio com a cabeça para que ele me seguisse.
– Parabéns, mana. – Seth disse, genuinamente feliz. – Eu sabia que um dia você ia encontrar a pessoa certa e finalmente esquecer o Sam.
 E, pela primeira vez, eu não me importei em ouvir o nome do Sam. Eu não me senti triste, eu não me senti ferida, não senti dor alguma. Era como se aquele cara moreno e deslumbrante, aquele lobo imenso e lindo, fosse a cura para tudo que me machucou. Como se fosse o meu band-aind. Só meu. Finalmente.
 Corremos até a casa dos Cullens e em menos de dois minutos Alice apareceu com roupas para todos nós. Eu peguei apenas as que eram destinadas a mim, sem nem me importar com o fedor. Corri para trás de uma árvore e me transformei de volta, coloquei as roupas e quando voltei Seth já estava arrumado, mas não havia o menor sinal de... Qual é o nome daquela perfeição toda?
 Alguns segundos depois ele apareceu. Devidamente vestido e caminhando em minha direção com um sorriso enorme no rosto. Um sorriso que me deixou completamente trêmula. Não sabia se conseguiria encará-lo sem desmaiar. Ele tinha sua pele bronzeada, seus cabelos eram curtos e estavam bagunçados, seus olhos eram hipnotizantes e estavam me deixando fora de órbita. Ele parou quando estava a centímetros de distância e pegou minha mão, levando-a aos lábios, com carinho, e depositando um beijo cálido.
– É um prazer finalmente conhecê-la. Espero que não pule em cima de mim dessa vez. – ele disse sorrindo e eu abaixei minha cabeça com vergonha.

Ele riu e o som era perfeito, tão gostoso que dava vontade de rir junto, e foi o que eu fiz.
– Me chamo David.
– Leah.
– Não que você esteja interessado, mas eu me chamo Seth, sabe? Seu futuro cunhado. – Seth disse me fazendo passar vergonha. O que fez os dois rirem.
– Prazer conhecê-lo, cunhado. – ele disse, dando ênfase no cunhado. Nada de futuro.
– Acho que você nos deve uma explicação, não? – perguntei.
– David! – ouvi o grito de Rony. – Que bom que está bem! – ele disse e o abraçou. – Cadê a ? – ele perguntou procurando atrás dele.
 Vi o sorriso de David diminuir e ele ficar preocupado. Os Cullens apareceram e passaram a prestar atenção.
– Ela disse para nos separarmos. Eu não queria, mas ela falou que eu acabaria a desconcentrando. Combinamos de nos encontrar aqui. Eu sei que não devia deixá-la sozinha, mas ela sabe como me convencer. Então, eles foram atrás dela. – ele dizia agoniado.
 Comecei a ficar confusa, quem era ? Será que era a namorada dele? Oh, não. Por favor, que não seja!

– Eles? – Rony perguntou assustado. – Eles quem?
– Eu não reconheci ninguém. Talvez sejam novas aquisições.
– Quantos? – Rony perguntou sério. A preocupação era evidente no rosto dos dois.
– Quatro. – ele disse num sussurro.
– QUATRO? – Rony gritou. – Ela não vai conseguir se livrar dos quatro, ainda não está pronta. Precisamos voltar.
– Rony, acalme-se. – Carlisle pediu. – Não sabemos onde ela pode estar. O melhor é esperar.
– Eu não posso ficar parado aqui, Carlisle. É minha filha.
– A híbrida? – Seth perguntou.
– O que você sabe sobre a minha irmã? – David perguntou confuso direcionando seu olhar a Seth.
– Irmã? – perguntei confusa. – Você também é um híbrido?
– Sim e não. Ela é minha irmã por parte de mãe. – ele explicou.

– Ah!
– Acho melhor entrarmos para conversar direito sobre o assunto. – Esme propôs.
 Todos nós entramos e nos acomodamos na sala.
– Então. Agora, vocês poderiam nos explicar o que está acontecendo?
– Bom, tudo começou...


 Depois de escutarmos tudo, percebi que havia mais problemas. Parece que nossas vidas nunca serão tranquilas. Resumindo: O vampiro foi sequestrado pelos Volturis, mas depois conseguiu fugir. Só que agora Aro sabe sobre a híbrida e está atrás dela. Eles precisam arranjar um lugar para escondê-la. Resolveram vir para cá porque precisavam descobrir mais sobre a garota. E segundo os rumores que ele ouviu, há algo sobre uma lenda da Escolhida e o Guardião. Eles acham que os conselheiros de La Push podem saber sobre isso. Mas a garota sumiu, porque quando estavam vindo para cá, surgiram quatro vampiros e os cercaram. Eles resolveram se separar e eles foram atrás dela. Agora temos de esperar por ela. Por algum sinal de vida.
– Hey. – disse me sentando ao lado de David. – Vai ficar tudo bem.
Ele me encarou triste. Eu não conseguia me imaginar no seu lugar. Com Seth desaparecido, correndo risco. Mas tinha que apoiá-lo.
– Eu não devia tê-la deixado sozinha. Ela é minha irmãzinha. Eu tenho que a proteger. Mas eu fugi. Como um covarde!
– Não foi ela mesma que disse pra você ir? Pelo que você me disse, ela é forte, sabe se virar sozinha. Você vai ver. Ela vai ficar bem. – sorri para encorajá-lo.
– Apesar de tudo. Foi bom.
– O que?
– Ter conhecido você.
 Eu sorri e ficamos nos encarando. Até que ele começou a se aproximar. Eu já podia sentir sua respiração batendo em meus lábios entre abertos. Então senti nossos lábios se unindo. Seu gosto era maravilhoso. Como tudo nele. E o melhor de tudo, ele era meu!


Capítulo 6


[N/a: Desculpem pelo capítulo. Ele ficou grande porque eu acabei juntando dois. Assim a PP aparece no próximo. ;D]




Jake's P.O.V

Eu meio que tinha um plano enquanto eu corria para a garagem dos Cullens. A segunda parte disso era acabar com o carro do sugador de sangue no meu caminho de volta. Então eu estava em ruínas quando eu esmaguei o botão do controle remoto e não foi o volvo que bipou e jogou suas luzes em mim. Foi outro carro, um carro proeminente, mesmo junto daqueles carros que eram todos praticamente “de se babar” em seu próprio modo. Ele realmente quis me dar as chaves de um Aston Martin Vanquish. Ou isso foi um acidente? [N/a: Essa versão é a de 2013]

Eu não parei para pensar sobre isso, ou se isso mudaria a segunda parte do meu plano. Eu simplesmente me joguei dentro do banco de couro macio e liguei o motor enquanto meus joelhos ainda estavam amassados embaixo do volante. O rugido do motor talvez me fizesse gemer em algum outro dia, mas agora tudo o que eu podia fazer era me concentrar o suficiente para poder dirigir.

Eu achei o lugar do cinto e encostei no banco enquanto meu pé forçava o pedal para baixo. Pareceu que o carro voou enquanto avançava. Levou só alguns segundos para passar pela curva fechada. O carro respondia a mim como se meus pensamentos estivessem dirigindo e não minhas mãos. Quando eu passei do túnel verde para a rodovia, eu peguei um reflexo curto do rosto cinza de Leah, espiando pelas samambaias. Por meio segundo eu me perguntei o que ela estava pensando, e então eu percebi que não me importava.

Virei para o sul, porque hoje não tinha paciência para cruzamentos, trânsito ou qualquer outra coisa que me fizesse tirar o pé do acelerador. De um jeito doentio, esse era meu dia de sorte. Isso se, por sorte, você entende dirigir em uma rodovia a 200 km/h mais ou menos e não ver nenhum policial, mesmo no limite de 50 km/h que seguravam os carros dessa cidade. Que decepção. Uma perseguiçãozinha teria sido legal, sem falar que a informação da placa iria multar o parasita. Claro, ele subornaria o policial para se livrar da situação, mas podia ter sido um pouco inconveniente para ele.

O único sinal de vigilância pelo qual passei foi só um lampejo de pelos marrons passando pelas árvores, correndo paralelamente a mim por alguns quilômetros ao lado sul de Forks. Quil, me pareceu. Ele deve ter me visto também, porque desapareceu depois em um minuto sem dar o aviso. Novamente, eu estava me indagando qual história dele poderia ser antes de me lembrar de que eu não me importava.

Eu corri em uma rodovia em forma de U, indo para a maior cidade que eu poderia achar. Essa era a primeira parte do meu plano.

Pareceu que ia durar para sempre, provavelmente porque eu ainda estava me apoiando nos escudos da razão, mas na realidade não levou mais que duas horas até que eu estivesse dirigindo para o norte, rumo à expansão indefinida que era parte Tacoma e parte Seattle. Eu diminuí a velocidade então, porque eu realmente não estava tentando matar algum pedestre inocente.

Este era um plano estúpido. Não iria funcionar. Mas, assim que eu vasculhei minha mente atrás de qualquer maneira de fugir da dor, o que Leah disse hoje ressurgiu.
– Isso passaria, você sabe, se você tivesse o imprinting. Você não sofreria mais por causa dela.

Pareceu-me que, talvez, alguém pegando suas escolhas e as jogando longe de você não era a pior coisa no mundo. Talvez esse sentimento deste jeito fosse a pior coisa no mundo. Mas eu vi todas as garotas de La Push e até mesmo Makah e de Forks. Eu precisava de um maior raio de caça.

Então, como você procura sua aleatória alma-gêmea no meio da multidão?

Bem, primeiro eu precisava de uma multidão. Então no meio de uma, procurando por um provável espaço. Eu passei por uns shoppings, os quais seriam ótimos para encontrar garotas da minha idade, mas eu não consegui me fazer parar. Eu queria ter a impressão com alguma garota que fica o dia inteiro em um shopping?

Eu continuei indo para o norte e foi ficando cada vez mais cheio. Eventualmente, achei um grande parque lotado de crianças, famílias, skates, bicicletas, pipas, piqueniques e mais de tudo um pouco. Eu não havia percebido até agora, era um dia lindo. Sol e tudo mais. Pessoas ao ar livre celebrando o céu azul. Eu estacionei do outro lado de duas vagas para deficientes, apenas implorando por uma multa, e me juntei à multidão.

Andei em círculos pelo que pareceram horas. Tanto que o sol havia mudado de lado no céu. Comecei a lembrar do rosto de cada menina que havia passado em qualquer lugar próximo a mim, forçando a mim mesmo a olhar realmente, reparando em quem era bonita e que tinha os olhos azuis, e que ficava bem de suspensórios, e quem se maquiou demais. Tentei achar alguma coisa interessante em cada rosto, e então eu poderia ter certeza de que realmente tentei. Coisas como: esta aqui tem realmente um nariz reto; aquela deveria tirar os cabelos da frente dos olhos; esta aqui deveria fazer anúncios de batom e se o resto da face fosse perfeito como os lábios…

Às vezes algumas retribuíram meu olhar. Às vezes pareciam assustadas, como se estivessem pensando: Quem é este maluco grande que fica me encarando? Algumas vezes pensei que elas olhavam com algum interesse, mas talvez fosse apenas meu ego correndo selvagem.

De qualquer maneira, nada. Mesmo quando eu encontrei os olhos da garota que era, sem concorrência, a garota mais gostosa no parque e provavelmente na cidade, e ela me encarou de volta com ares de quem parecia interessada, não senti nada. Apenas o mesmo desespero em dirigir e achar uma rota para fugir da dor.

Conforme o tempo foi passando, eu percebi todas as coisas erradas. Coisas da Bella. Esta tinha o cabelo da mesma cor. Os olhos moldados do mesmo jeito. Os ossos da bochecha atrás da face exatamente do mesmo jeito. A mesma ruga entre os olhos, que me fazia imaginar sobre o que ela estava preocupada… E isso foi quando resolvi desistir. Porque era além da estupidez pensar que eu estava exatamente no lugar e na hora certa e eu iria apenas caminhar ao encontro da minha alma-gêmea apenas porque eu estava desesperado para fazê-lo.

Não teria sentido achar ela aqui, de qualquer maneira. Se Sam tivesse razão, o melhor lugar para achar meu par genético seria em La Push. E, claramente, ninguém lá serve. Se Billy tivesse razão, então quem sabe? O que foi feito para um lobo mais forte?

Eu vaguei para parte de trás do carro e então caí contra o capuz e brinquei com as chaves. Talvez eu fosse o que Leah pensou que ela era. Alguma espécie de beco sem saída em que minha vida era uma grande, cruel piada e não havia como escapar disso.

– Ei, você está bem? Oi? Você aí, com o carro roubado.

Levou-me um segundo para perceber que a voz estava falando comigo, e então outro segundo para decidir levantar minha cabeça.

Uma menina parecendo familiar estava me encarando, com a expressão meio ansiosa. Eu soube por que eu reconheci a face dela, eu já tinha catalogado esta aqui. Cabelo vermelho-ouro claro, pele clara, algumas sardas bem coloridas espalhadas pelas bochechas e nariz e olhos cor de canela.

– Se você está sentindo remorso por roubar o carro, – ela disse, sorrindo de forma com que uma covinha aparecesse no queixo dela. – você sempre poderá se entregar.

– É emprestado, não roubado. – repreendi.

Minha voz soou horrível, como se eu estivesse chorando ou algo do tipo. Embaraçoso.

– Certo, isso te salvará no tribunal.

Eu fiz uma carranca.

– Você precisa de algo?

– Não, realmente. Eu estava brincando sobre o carro, você sabe. É apenas que… Você realmente parece aborrecido com algo. Oh, ei, eu sou Lizzie. – ela ofereceu a mão dela.

Eu olhei para a mão estendida até que ela a deixou cair.

– De qualquer maneira… – ela disse sem jeito. – Eu apenas desejava saber… se eu podia ajudar. Pareceu que você estava procurando por alguém antes. – ela gesticulou em direção ao parque e encolheu os ombros.

– Sim.

Ela esperou. Eu suspirei.

– Eu não preciso de ajuda. Ela não está aqui.

– Oh. Sinto muito.

– Eu também. – murmurei.

Eu olhei para a garota novamente. Lizzie. Ela era bonita. Bastante gentil para tentar ajudar um estranho resmungão que deve parecer doido. Por que ela não poderia ser a escolhida? Por que tudo tinha que ser tão estranhamente complicado? Uma garota agradável, bonita e meio engraçada. Por que não?

– Esse é um carro bonito. – ela disse. – É realmente uma pena que não façam mais dele. Eu quero dizer, a modelagem da estrutura de Vantage é linda também, mas tem alguma coisa sobre o Vanquish…

Garota legal que conhece carros. Wow. Eu a encarei mais duramente, desejando que eu soubesse como fazer isso funcionar. Vamos, Jake! Imprinting agora.

– Como é dirigir? – ela perguntou.

– Como você não imaginaria. – disse a ela.

Ela deu aquele seu sorriso, claramente satisfeita de ter arrancado uma meia resposta gentil de mim, e eu dei a ela um relutante sorriso de volta. Mas o sorriso dela não ajudou quanto à dor, lâminas cortantes que raspavam meu corpo para cima e para baixo. Não importava o quanto eu queria, minha vida não iria se arrumar assim.

Eu não estava naquele lugar saudável em que Leah se conduzia. Eu não estava sendo capaz de me apaixonar como uma pessoa normal. Não enquanto eu estava sangrando por outra pessoa. Talvez, se isso fosse dez anos no futuro e o coração de Bella estivesse morto e eu tinha passado por todo o processo de me afligir e sair inteiro de novo, então talvez eu pudesse oferecer para a Lizzie uma carona em um carro rápido, fazer planos e conhecê-la um pouco e ver se eu a tinha matado como pessoa. Mas isso não ia acontecer agora. Magia não ia me salvar. Eu teria que aguentar a tortura como um homem. Engolir isso.

Lizzie esperou, talvez esperando que eu oferecesse aquela carona. Ou talvez não.

– Acho melhor eu devolver esse carro de quem eu peguei emprestado. – murmurei.

Ela sorriu de novo.

– É bom saber que você está indo no caminho certo.

– Sim, você me convenceu.

Ela me olhou entrar no carro, ainda meio que preocupada. Eu provavelmente parecia com alguém que estava prestes a se jogar de um precipício. Algo que eu provavelmente faria, se esse tipo de coisa funcionasse com um lobisomem.

Ela acenou uma vez, seguindo o carro com os olhos.

No início eu dirigi um pouco mais são no caminho de volta. Não estava com pressa. Eu não queria ir onde estava indo. De volta para aquela casa, de volta para aquela floresta. De volta à dor da qual eu tinha fugido. De volta a estar totalmente sozinho com aquilo.

Certo, isso era melodramático. Eu não estaria totalmente sozinho, mas isso era ruim. Seth e Leah teriam que sofrer comigo. Eu estava feliz que Seth não teria que sofrer por muito tempo. A criança não merecia ter a paz de sua mente arruinada. A Leah também não tinha, mas pelo menos isso era algo que ela entendia. Nenhuma dor nova para a Leah.

Eu suspirei profundamente quando pensei no que a Leah queria de mim, porque agora eu sabia que ela ia conseguir. Eu ainda estava bravo com ela, mas não podia ignorar o fato que eu podia fazer sua vida mais fácil. E, agora que eu a conhecia melhor, eu achei que ela provavelmente faria isso por mim, se as posições estivessem trocadas. Isso seria interessante, no mínimo, e estranho também, ter Leah como companhia, como amiga. Nós com certeza nos sentiríamos um no lugar do outro com muita frequência. Ela não seria alguém que me deixaria socar, mas pensei que isso era uma coisa boa. Acho que na verdade ela era realmente a única amiga com quaisquer chances de entender pelo que eu estava passando. Pensei sobre a caçada dessa manhã e como nossas mentes estavam próximas naquele único momento no tempo. Não foi algo ruim. Diferente. Um pouco estranho e um pouco assustador. Mas também bom, de um jeito esquisito.

Eu não tinha que estar completamente sozinho.

E eu sabia que a Leah era forte o suficiente para encarar comigo os meses que viriam. Meses e anos. Fiquei cansado só de pensar sobre isso. Senti como se estivesse parado em um oceano que eu teria que nadar de cais a cais antes de poder descansar novamente.

Tanto tempo por vir, e então, tão pouco tempo antes que isso começasse. Antes que eu fosse arremessado naquele oceano. Três dias e meio a mais, e aqui estava eu, desperdiçando esse restinho de tempo que eu tinha.

Eu comecei a dirigir rápido demais de novo. Eu vi Sam e Jared, um de cada lado da estrada como sentinelas, enquanto eu acelerava na estrada em direção a Forks. Eles estavam bem escondidos na vegetação cerrada, mas eu os estava esperando. E eu sabia o que procurar. Eu acenei conforme os passei, sem me incomodar em perguntar no que eles tinham tornado o meu passeio diurno. Eu acenei para Leah e Seth, também, quando cruzei a estrada dos Cullens. Começava a escurecer e as nuvens estavam densas, mas eu vi os olhos deles reluzirem ao brilho dos faróis. Eu explicaria para eles depois. Haveria muito tempo para isso.

Foi uma surpresa encontrar Edward me esperando na garagem. Eu não o tinha visto longe da Bella por dias. Podia dizer pela face dele que nada de mal acontecera a ela. Na verdade, ele parecia mais pacífico que antes. Meu estômago se apertou quando eu me lembrei de onde essa paz veio. Era uma pena que, depois de tanto considerar, eu tinha me esquecido de destruir o carro.

Oh, bem. Eu provavelmente não conseguiria quebrar esse carro, de qualquer modo. Talvez ele tenha percebido isso e por isso o emprestou pra mim, em primeiro lugar.

– Algumas coisas, Jacob. – ele disse assim que eu desliguei o motor.

Eu respirei profundamente e segurei o fôlego por um minuto. Então, lentamente, eu saí do carro e joguei a chaves pra ele.

– Obrigado pelo empréstimo. – disse azedo. Aparentemente, aquilo teria um preço. – O que você quer agora?

– Primeiro… eu sei que você tem aversão em usar sua autoridade com seu bando, mas…

Eu pisquei, surpreso que ele iria sequer sonhar em começar por esse ponto.

– O que?

– Se você não pode, ou não vai controlar a Leah, eu…

– Leah? – interrompi, falando entre dentes. – O que houve?

A face de Edward estava difícil.

– Ela apareceu para ver porque você saiu tão abruptamente. Eu tentei explicar. Suponho que não deu certo.

– O que ela fez?

– Ela mudou para sua forma humana e…

– É mesmo? – interrompi de novo, chocado dessa vez. Eu não conseguia processar isso. Leah baixando a guarda bem na boca da toca dos inimigos?

– Ela queria… falar com a Bella.

– Com a Bella?

Então Edward ficou cheio dos silvos.

– Eu não deixarei Bella se chatear desse jeito de novo. Eu não me importo o quão Leah acha que está justificada! Eu não a machuquei, claro que não, mas eu vou arremessá-la para fora da casa se acontecer de novo. Eu vou lançá-la direto no rio…

– Espera aí. O que ela disse? – nada disso fazia sentido.

Edward respirou fundo, se recompondo.

– Leah foi desnecessariamente áspera. Eu não vou fingir que entendo, porque a Bella não pode largar de você, mas eu sei que ela não age desse jeito para te machucar. Ela sofre bastante por causa da dor que está infligindo a você, e a mim, pedindo que você fique. O que a Leah disse foi inoportuno. A Bella está chorando...

– Espera! Leah estava gritando com a Bella por minha causa?

Ele acenou com a cabeça.

– Você foi veementemente defendido.

Nossa.

– Eu não pedi para ela fazer isso.

– Eu sei.

Eu revirei meus olhos. Claro que ele sabia. Ele sabia tudo. Mas isso realmente era algo sobre a Leah. Quem teria acreditado? Leah andando até a casa dos sugadores de sangue, humana, para reclamar sobre como eu estava sendo tratado.

– Eu não posso prometer controlar a Leah. – disse para ele. – Eu não farei isso. Mas falarei com ela, certo? E não acho que vai se repetir. Leah não é de ficar guardando as coisas, então acho que ela botou tudo para fora hoje.

– Eu diria que sim.

– De qualquer modo, vou falar com a Bella também. Ela não precisa se sentir culpada. Isso é comigo.

– Eu já disse isso para ela.

– Claro que disse. Ela está bem?

– Ela está dormindo agora. Rose está com ela.

Então a psicopata era “Rose” agora. Ele tinha mudado de vez para o lado negro. Ele ignorou esse pensamento e continuou com uma resposta mais completa para a minha pergunta.

– Ela está… melhor de algum jeito. Excluindo-se a tirada da Leah e a culpa resultante.

Melhor. Porque agora Edward podia ouvir o monstro e tudo era “pombinhos apaixonados”. Fantástico.

– É um pouco mais que isso. – ele murmurou. – Agora que eu posso ouvir os pensamentos da criança, é aparente que ele ou ela está desenvolvendo faculdades mentais consideravelmente. Ele pode nos entender, até certo ponto.

Meu queixo caiu.

– É sério?

– Sim. Ele parece ter um senso vago do que a machuca agora. Ele está tentando evitar isso, tanto quanto possível. Ele… já a ama.

Eu encarei Edward, sentindo meio que como meus olhos podiam saltar fora das órbitas. Debaixo dessa descrença, eu podia ver que esse era o fato crítico. Era isso que tinha mudado Edward, que o monstro o tinha convencido desse amor. Ele não podia odiar o que amava Bella. Provavelmente era por isso que ele também não podia me odiar. Havia uma grande diferença, porém. Eu não a estava matando.

– O progresso, eu acho, é mais do que tínhamos presumido. Quando Carslisle voltar…

– Eles não voltaram? – eu cortei afiado. Pensei em Sam e Jared vigiando a estrada. Eles ficariam curiosos sobre o que estava rolando?

– Alice e Jasper voltaram. Carlisle mandou todo o sangue que pode adquirir, mas não era tanto quanto ele esperava. Bella vai gastar essa provisão em um dia, do jeito que seu apetite cresceu. Carlisle ficou para tentar outra fonte. Não acho que seja necessário agora, mas ele quer estar preparado para qualquer eventualidade.

– Porque não é necessário? E se ela precisar de mais?

Eu pude ver que ele estava assistindo e ouvindo minha reação enquanto explicava.

– Estou tentando convencer Carlisle a induzir o parto assim que ele chegar.

– O que?

– A criança parece estar evitando movimentos bruscos, mas é difícil. Ele ficou muito grande. É crueldade esperar quando ele claramente se desenvolveu além do que Carlisle esperava. Bella está muito frágil para esperar.

Eu continuava perdendo o chão. Primeiro, contando com o ódio de Edward pela coisa. Agora eu tinha percebido que eu pensava naqueles quatro dias como algo certo. Eu confiei neles. O oceano sem fim de aflição que esperou estirado a minha frente. Eu tentei segurar meu fôlego. Edward esperou. Eu o encarei enquanto eu me recompunha, reconhecendo outra mudança em seu rosto.

– Você acha que ela conseguirá. – sussurrei.

– Sim, essa era a outra coisa que eu gostaria de falar com você.

Eu não consegui dizer nada. Depois de um minuto, ele voltou a falar.

– Sim. – ele repetiu. -– Esperar, como nós estamos fazendo, a criança estar pronta é insanamente perigoso. A qualquer momento pode ser tarde demais. Mas se nós formos proativos sobre isso, se agirmos rapidamente, eu não vejo razão para que tudo corra bem. Conhecer a mente da criança é inacreditavelmente útil. Felizmente, Bella e Rose concordam comigo. Agora que eu as convenci de que é seguro para a criança se nós agirmos, não há nada que impeça tudo de sair bem.

– Quando Carlisle voltará? – perguntei, ainda sussurrando. Eu ainda não tinha voltado a respirar.

– Amanhã no começo da tarde. Ele foi com Rony.

Meus joelhos cederam. Eu tive que me apoiar no carro para não cair. Edward estendeu as mãos como que para oferecer suporte, mas depois ele pensou melhor sobre isso e abaixou suas mãos.

– Desculpe-me. – ele sussurrou. – Eu sinceramente sinto muito pela dor que isso causa a você, Jacob. Embora você me odeie, eu devo admitir que não sinto o mesmo por você. Eu penso em você como um… um… irmão de várias maneiras. Um companheiro de luta, pelo menos. Eu lamento seu sofrimento mais do que você pensa. Mas a Bella vai sobreviver. – quando ele disse isso seu tom de voz era feroz, até mesmo violento. – E eu sei que isso é o que realmente importa para você.

Ele provavelmente estava certo. Era difícil dizer. Minha cabeça estava rodando.

– Então, eu odeio fazer isso agora, enquanto você está pensando tanto sobre isso, claramente ainda temos algum tempo. Eu preciso pedir uma coisa a você, implorar, se for preciso.

– Eu não tenho mais nada. – respondi chocado.

Ele levantou de novo sua mão, como se fosse colocá-la sobre meu ombro, mas depois a abaixou como antes e suspirou.

– Eu sei o quanto você tem se esforçado. – ele falou tranquilamente. – Mas isso é algo que você tem. E só você tem. Eu estou pedindo isso para o verdadeiro Alfa, Jacob. Eu estou pedindo isso para o herdeiro de Ephraim.

Eu não consegui responder.

– Eu quero sua permissão para desviar do acordo que fizemos com Ephraim. Eu quero que você nos dê uma exceção. Eu quero sua permissão para salvar a vida dela. Você sabe que eu farei isso de qualquer forma, mas eu não quero quebrar o acordo com você se tiver um meio de evitar isso. Nós nunca pretendemos voltar ao nosso mundo e nós não queremos fazer isso ilegalmente agora. Eu quero que você entenda Jacob, porque você sabe exatamente o porquê fazemos isso. Eu quero que o acordo entre nossas famílias sobreviva quando tudo isso acabar.

Eu tentei engolir. Sam, eu pensei. É o Sam que você quer.

– Não. A autoridade de Sam foi revogada. Ela pertence a você. Você nunca a tirará dele, mas ninguém pode concordar com o que estou pedindo, a não ser você.

Essa decisão não é minha.

– É sim, Jacob, e você sabe disso. Sua palavra sobre isso nos condenará ou nos absolverá. Só você pode me dar permissão.

Eu não consigo pensar. Eu não sei.

– Nós não temos muito tempo. – ele espiou a casa.

Não. Não havia mais tempo. Meus poucos dias tinham se tornado poucas horas. Eu não sei. Deixe-me pensar. Dê-me apenas um minuto aqui, tudo bem?

– Claro.

Eu comecei a andar em direção a casa e ele me seguiu. Louco como isso parecia ser, andar pelo escuro com um vampiro bem atrás de mim. Eu realmente não me senti em perigo, ou mesmo desconfortável. Era como se eu estivesse caminhando perto de ninguém. Bem, ninguém que cheirasse mal. Houve um movimento no arbusto na margem do grande gramado, e depois um alto lamurio. Seth deu de ombros pela samambaia e veio rapidamente em nossa direção.

– Oi, criança. – murmurei. Ele acenou com a cabeça e eu dei um tapinha em seu ombro. – Está tudo bem. – menti. – Depois conto tudo a você. Desculpe por te assustar desse jeito.

Ele forçou um sorriso para mim.

– Ei, diga a sua irmã para se afastar, ok? Já chega.

Seth acenou com a cabeça uma vez. Eu o empurrei pelos ombros dessa vez.

– Volte ao trabalho. Meu turno é logo depois do seu.

Seth se inclinou sobre mim, me empurrando de volta e então ele correu em direção às árvores.

– Ele tem uma das mais puras, sinceras e gentis mentes que eu já ouvi. – Edward murmurou quando ele estava fora de vista. – Você tem sorte de ter os pensamentos dele para compartilhar.

– Eu sei disso. – rosnei.

Nós fomos em direção à casa e nossas cabeças se viraram quando ouvimos o som de alguém sugando o ar. Edward estava com pressa então. Ele voltou para as escadas e desapareceu.

– Bella, amor, pensei que estivesse dormindo. – o ouvi dizendo. – Me desculpe, eu não deveria ter ido.

– Não se preocupe. Eu apenas estou com tanta sede, que me acordou. É uma coisa boa que Carlisle esteja trazendo mais. Esta criança irá precisar quando não estiver mais dentro de mim.

– Verdade. Este é um ponto positivo.

– Eu imagino se ele irá querer outra coisa. – ela questionou.

– Eu suponho que teremos que descobrir.

Eu passei pela porta.

Alice disse “finalmente” e os olhos da Bella piscaram para mim. Aquele sorriso exasperante, um sorriso irresistível passou por seu rosto por um segundo. Então, morreu e sua face caiu. Seus lábios se enrugaram como se estivesse tentando não chorar. Eu queria calar Leah e sua estúpida boca.

– Oi, Bells. – disse. – Como está?

– Estou bem. – ela disse.

– Grande dia hoje, huh? Muitas coisas novas.

– Você não precisa fazer isso, Jacob.

– Não sei sobre o que está falando. – eu disse indo sentar no braço do sofá onde estava a cabeça dela. Edward já tinha o chão. Ela me deu um olhar reprovador.

– Estou tão… – ela começou a dizer.

Belisquei seus lábios juntos entre meu polegar e indicador.

– Jake. – ela sussurrou tentando por minha mão longe. Sua tentativa foi tão fraca que foi difícil acreditar que ela realmente estava tentando.

Eu balancei a cabeça.

– Você pode falar quando não estiver sendo estúpida.

– Ótimo, não vou falar. – pareceu que ela resmungou.

Coloquei minha mão para longe.

– Desculpe! – ela terminou rapidamente, então sorriu.

Revirei os olhos e sorri para ela também. Quando eu encarei os olhos dela, vi tudo que estive procurando no parque. Amanhã, ela seria outra pessoa. Com esperança, viva, e isso era o que contava, certo? Ela me olharia com os mesmo olhos, mais ou menos. Iria sorrir com os mesmos lábios, quase. Ela ainda me conheceria melhor que qualquer um que não tivesse acesso completo à minha mente.

Leah talvez fosse uma companhia interessante, talvez até amiga verdadeira, alguém que se levantaria e me defenderia. Mas ela não era minha melhor amiga do jeito que a Bella era. À parte do amor impossível que eu sentia por Bella, havia também essa outra ligação, que ia até os ossos.

Amanhã, ela seria minha inimiga. Ou ela seria minha aliada. E, aparentemente, essa distinção estava de pé para mim. Eu suspirei. Ótimo! Eu pensei, desistindo da última coisa que eu tinha para desistir. Fez-me sentir superficial. Vá em frente. Salve-a. Como herdeiro de Ephraim, você tem minha permissão, minha palavra, que isso não violará o trato. E os outros só vão ter que me culpar. Você estava certo, eles não podem negar que é meu direito concordar com isso.

– Obrigado. – o sussurro de Edward era tão baixo que Bella não escutou nada.

Mas as palavras eram tão intensas que, pelo canto de meus olhos, eu vi os outros vampiros se virando para ver.

– Então. – perguntou Bella, trabalhando seu sentido para ser casual. – Como foi o seu dia?

– Ótimo. Dei um passeio. Fui ao parque.

– Parece legal.

– Claro, claro.

De repente ela mudou a expressão.

– Rose? – perguntou ela.

Ouvi a loira rir.

– De novo?

– Acho que eu bebi dois galões na última hora. – Bella explicou.

Edward e eu saímos do caminho, enquanto Rosalie se levantou do sofá para levar Bella até o banheiro.

– Posso andar? – Bella perguntou. – Minhas pernas estão adormecidas.

– Você está bem? – Edward perguntou.
– Rose saberá se eu andar com meus próprios pés. O que poderia acontecer com facilidade, mas eu não posso vê-los.

Rosalie ajudou Bella cuidadosamente com seus pés, mantendo a mão direita abaixo de seu ombro. Bella estava com seus braços esticados para frente, recuando um pouco.

– Eu me sinto bem… – ela suspirou. – Ugh, mas eu estou enorme.

Ela realmente estava mesmo. O seu estômago era o próprio continente. Eu não poderia ajudar em nada, e a dor só aumentou subitamente, apunhalando-me, mas eu tentei manter isso fora do meu rosto. Eu podia me esconder por mais um dia, né?

– Tudo bem, então. Ooops. Oh, não!

A taça que Bella havia deixado cair sobre o sofá, tinha um conteúdo vermelho, sangue, que caiu sobre o pálido tecido. Automaticamente, apesar de três outras mãos tocarem sua barriga, Bella parou outra vez, chegando a capturar algo. Era esquisito, um som abafado que chegava a partir do centro de sua barriga.

– Ah! – ela engasgou.

Então ela ficou completamente mole, escorregando para o chão. Rosalie a pegou no mesmo instante, antes que ela pudesse cair. Edward estava ali também, com as mãos para o alto, a sujeira no sofá esquecida.

– Bella? – ele perguntou. Então seus olhos ficaram sem foco e pânico atingiu suas feições.

Meio segundo depois Bella gritou. Não era só um grito, era um berro de agonia de congelar o sangue. O som terrível parou com uma golfada de ar e seus olhos se reviraram. O corpo dela virou seguro nos braços de Rosalie, e então Bella vomitou uma fonte de sangue.

O que ocorreu a seguir foram cenas desconexas. Eu estava atordoado e quase não conseguia me mexer. Tinha vislumbres do que aconteceu.

[...] Bella tendo convulsões, estalos agudos, espasmos [...]

[...] Alice ligando para Carlise [...]

[...] Rosalie rasgando a barriga de Bella [...] Rosalie perdendo o controle com o cheiro do sangue [...] Eu avançando na loira [...]

[...] Bella sufocando [...] Eu fazendo respiração boca a boca [...] Edward tirando o monstrinho [...] A loira levando o monstrinho para fora [...] Edward e eu tentando manter Bella viva [...] Seu coração parando de bater [...]

Saí de lá transtornado. Eu sentia a dor da perda, o ódio do monstro que Bella tanto quis proteger e que acabou a matando, a raiva por Edward tê-la colocado em perigo. Tudo estava se misturando. Tentei respirar fundo, mas o cheiro de sangue e vampiros só piorou a situação. Minha vontade era de entrar lá e matar aquela aberração, como Sam havia sugerido desde o início. Talvez ele fosse um Alpha melhor que eu. Ele sabia que essa coisa era perigosa mas, não. Eu tinha que fazer merda!

– Droga! – gritei dando meia volta e correndo para a sala onde a loira estava com o bebê.

Olhei aquele troço e minha raiva aumentou. Meu corpo tremia e eu sentia meu sangue esquentar. Avancei nele com tudo, mas a "babá" se colocou na frente. Nós rolávamos no chão, hora eu estava por cima, hora ela estava. O barulho que fazíamos era ensurdecedor. Batíamos em sofás, estantes. Várias coisas já haviam se tornado pedaços.

Ela tinha me jogado contra a parede, o que fez minha visão se tornar desfocada e quando retomei o foco, havia mais pessoas na sala. Alice segurava a criança nos braços, para protegê-la. Seth estava próximo à porta, assim como Leah. Os dois me encaravam assustados. Dei um passo à frente.

– Me dá a coisa! – grunhi para Alice.

– Jake! Se acalma, cara. – Seth tentava falar comigo, mas eu não queria me acalmar. Eu queria fazer picadinho de monstro.

– O que está acontecendo aqui? – Leah perguntou.

– Aquela coisa matou a Bella! – gritei.

Avancei na fadinha e tentei pegar a coisa de seus braços, mas Seth se colocou na minha frente.

– Jake, é só uma criança! – ele disse e encarou o "troço".

– Não, você é uma criança. Isso é um assassino! – rugi, mas Seth não prestava atenção. Ele encarava a aberração com... Admiração?

– Mas, o quê...?

Ah, não. Não mesmo. Ele não poderia ter sofrido um imprinting por essa... NÃO! Droga. ROGA! Se ele tivesse sofrido um imprinting, eu não poderia matar aquilo.

Grunhi e saí daquela casa. Meus olhos estavam em chamas. Eu tinha vontade de matar algo. Qualquer coisa. Derrubei a primeira coisa que eu vi. Não era o que eu imaginava. Eu derrubei uma árvore.

Pensando bem, era melhor do que matar um inocente.

Precisava me acalmar. Apesar de não querer, eu teria que voltar lá, mais cedo ou mais tarde. Agora que Seth sofreu um... imprinting. Pelo menos agora, Sam não poderia atacar. Não podíamos matar um imprinting. Essa era a regra. Ok, respira Jacob. Vai ficar tudo bem.


n/beta(Nina Alves): Ai, gente! Estou adorando betar essa história. Só quero ver no que nisso tudo vai dar! *o* haha


Capítulo 7


's P.O.V
Eu já conseguia ver a margem. Ao que parecia, era uma praia e estava deserta.
Melhor assim.
Meus músculos estavam duros como pedra e meu estômago implorava por comida. Comecei a nadar mais rápido. Eu já não aguentava mais ver água me cercando.
Depois de alguns minutos, meus pés já alcançavam a areia. Permiti-me relaxar por uns instantes, permanecendo de pé e sentindo a areia entre meus dedos.
Depois de tanto tempo apenas nadadando, era bom sentir o chão abaixo de mim. Mas tudo que é bom não dura tanto quanto desejamos. Toda aquela paz que sentia segundos atrás se esvaiu no momento em que senti aquele cheiro, bastante conhecido por mim.
Mas que merda! Achei que tinha desistido! Saí da água o mais rápido que pude, afinal, aquela era a zona de conforto dele, a vantagem não seria minha se eu continuasse ali.
Corri em direção à floresta que cercava a praia. Por um golpe de sorte, ou não, se eu tivesse que me transformar, ao menos estaria segura e invisível aos humanos.
Apesar do cheiro estar se intensificando, eu ainda não conseguia avistá-los. Embrenhei-me ainda mais na mata, mas, dessa vez, eu não corria, apenas dava passadas mais largas, analisando o local. Até que outro cheiro tomou conta do ar local. Transmorfos. Ou transmorfo, já que pelos meus sentidos, apenas um se aproximava.
Estaquei onde estava e esperei. Do meio das árvores surgiu um garoto, sem camisa. Sua pele era morena, num tom um pouco avermelhado. Seu corpo era magro, apesar de possuir alguns músculos. Seu rosto era anguloso e seus olhos castanhos eram expressivos, seu nariz arrebitado e sua boca era pequena, porém desenhada. Seus cabelos eram negros e não aparentava mais que 19 anos, apesar da aparência adulta, seu rosto demonstrava certa infantilidade. Resumidamente, era o que se poderia chamar de gato.
– Olá.
– Oi.
– Você não é daqui. – aquilo não havia sido uma pergunta. – Não deveria andar sozinha pela floresta. É perigoso.
– Bem, você também está aqui. – rebati sorrindo.
– É diferente. – ele desconversou.
– Por quê?
– Eu sou daqui.
– Não se preocupe, eu não tenho medo de lobo mau. – disse o encarando desafiadoramente.
Ele me olhou com os olhos arregalados.
– O que disse?
– Eu... – comecei a falar, mas parei no instante seguinte.
O cheiro deles estava ficando cada vez mais próximo e eu posso apostar que ele sentiu também, pois se colocou em posição de alerta.
– Deveria ir para casa. – disse tenso.
– Eu voltaria... Se tivesse algum elevador no maior estilo Willy Wonka que me deixasse de volta no Brasil.
Ele me olhou assustado e confuso. Provavelmente se perguntava o que eu fazia tão longe de casa.
– Droga! – ele resmungou.
Logo dois vultos apareceram. Ele tentou me proteger me escondendo atrás dele e eu rolei os olhos.
– Ora, ora. Você é realmente esperta. – o tal Luke falou.
– Nah, – eu desdenhei – vocês é que são otários mesmo. – dei um sorrisinho de lado.
Oh, é. Eu gosto de provocar.
– Você não tem medo de morrer não?
– Medo? De você? Por favor, não me façam rir.
– Acha que pode nos vencer só por causa do cachorro? – ele passou a encarar o transmorfo, que parecia confuso.
Meu sorriso morreu.
– Deixem ele fora disso. – ordenei, como se meu tom de Alpha pudesse afetá-los, e saí de trás do... bem, eu não sabia seu nome.
– Acho bom que dê o melhor de si. – posicionei-me.
– Eu sempre dou.
Afastei o lobo com as mãos, colocando-o atrás de mim, de modo que eu pudesse observar os movimentos dos vampiros e me antecipar, caso decidissem atacar ele.
Começou uma dança. Eles andavam em volta de nós, seguindo um círculo imaginário. Eles se moviam lentamente em direções opostas, como cobras à espreita, esperando pelo momento certo de dar o bote. Sabia que teria de ser cautelosa com eles. Eles não eram como os recém-criados, como eu já havia observado. Eles tinham técnica e experiência. Seus movimentos foram sutis, eles estavam apenas analisando, até que pararam.
– Saia daqui. – disse ao transmorfo assim que percebi a intenção deles.
– Não vou sair. – ele respondeu firmemente e eu pude notar o tremor tomando conta dele.
Isso não era bom. Os olhares dos dois estavam fixos nele. Eles tentariam pegá-lo para me atingir. Sabiam que eu não deixaria ninguém se machucar por mim. No momento, ele era a minha fraqueza.
Senti um certo tremor no ar e um lobo enorme surgiu ao meu lado. Olhei rapidamente para ele e assenti com a cabeça, sabia que ele não iria embora, era dever dele proteger sua terra, seu povo. Ele não deveria ser o único então, imagino que logo outros apareçam. Posicionei-me e ele também.
Foquei minha atenção no Harry, o mais alto, enquanto o lobo se voltava para o Luke, mas apesar de me concentrar no mais alto, deixei margem para que pudesse perceber, caso o lobo precisasse de ajuda.
Afastei-me um pouco de meu parceiro e Harry me seguiu. Dávamos passos leves e nos olhávamos atentamente. Avancei e ele recuou, seu reflexo era bom. Foi a vez de ele atacar. Ele se lançou em minha direção e eu desviei, ele se desequilibrou por uns segundos, que foram o suficiente para que eu o atacasse, ataque esse que não o afetou muito.
Voltamos à posição inicial, porém mais próximos. Próximos o suficiente para que pudéssemos lutar como em uma briga de rua. Eu chutava, ele defentia, ele socava, eu defendia. Até que...
STRIKE 1: Consegui dar um soco em sua cabeça, o que o deixou tonto e me deixou marcar o STRIKE 2: chute no fígado.
O que se seguiu foi uma sequência de chutes e socos, até que eu tentei conservar o momento angular, rodando meu corpo para acertá-lo na cabeça novmente, porém ele se recuperou mais rápido que o esperado e segurou minha perna no ar, girando-a num ângulo estranho e a quebrando.
Reprimi o grito. Aquela perna estava quebrada e a outra estava machucada, eu não conseguiria me transformar sem causar maiores danos, teria de lutar desse jeito. Olhei para o lobo e ele parecia estar melhor que eu. Pelo menos ele estava inteiro.
Mesmo tendo quebrado minha perna, ele ainda a segurou e aplicou um sanda takedown em mim. Ele segurou minha perna perto de seu peito e chutou minha outra perna, fazendo com que eu perdesse a estabildade e caísse no chão.
Praguejei baixinho e respirei fundo. Eu não estava em uma posição muito boa para me deixar distrair. Tentei movimentar minha perna esquerda, mas ela não estava muito boa. Claro, ela estava quebrada. Apoiei-me, com muito esforço, na direita, e me pus de pé. Ele brincou com a garota errada. Teria que acabar com ele, e rápido.
Ele estava de pé e sorrindo.
– Por que está sorrindo?
– Você já perdeu. Por que não desiste?
– Você sabe, sou brasileira...
Fiz algo que havia aprendido em alguma luta que não lembro direito o nome. Todos aqueles treinos teriam de valer a pena. Tentei pensar somente na perna direita e levantei a esquerda com dificuldade, para que eu não acabesse a apoiando no chão por engano. Respirei fundo e aguçei minha audição. Senti ele se mover de encontro ao meu corpo. Olhei para ele e ele mirava minha perna direita. Antes de ele tocá-la, eu o peguei pela cabeça e em um movimento calculado, arranquei-a.
Fiquei um pouco tonta pelo movimento brusco, mas voltei meu olhar para o lobo perto de mim. Ele parecia ter dificuldade com o baixinho, pois ele era mais ágil. Mas por alguma razão, parecia estar se concentrando mais que o normal. Olhei para minha perna e essa sangrava muito. Percebi a razão do desconforto. Sorri e tentei me aproximar, mas não estava em condições. Ele mordeu o dorso do lobo e eu tentei pensar rápido.
– Hey, Luke né? – ele desviou a atenção para mim. – Você acha que Aro vai ficar chateado se nenhum de você voltar? – ele fechou o semblante e se levantou. - Porque sabe, eu acho que posso mandar as roupas de vocês como lembrança, o que acha?
Ele voou até mim, mas eu me defendi e ele me empurrou, acabei me desequilibrando e ele conseguiu ficar em cima de mim, e ainda morder minha barriga. Desgraçado. Senti meu sangue sendo derramado e minha consciência me deixando. Concentrei a força que me restava e o soquei, sentindo minha mão atravessar seu corpo sólido. Arranquei sua cabeça, só para garantir. Acabou.
Ouvi um gemido e me virei para o lobo caído. Ele havia sido mordido e tinha voltado à forma humana, o veneno era letal para ele. Arrastei-me até ele e toquei sua ferida.
– Oh, droga. Não acredito que vou ter que fazer isso. – resmunguei e ele tentava olhar pra mim.
– O que você vai fazer? – disse com dificuldade.
– Você vai ficar bem.
Aproximei-me, respirei fundo e o mordi. Ele gritou, mas eu precisava tirar o veneno.
Quando senti seu sangue limpo e ia me afastar, senti garras enormes se cravando em minhas costas.
Gritei.
– Espera. – o lobo murmurou. – Ela está do nosso lado.
O outro lobo o fitou e se afastou, olhei em volta e havia mais dois. Eles pareciam se comunicar para saber se era seguro, até que sairam de perto de nós. Voltaram segundos depois em suas formas humanas.
– Você está bem, cara? – um deles perguntou ao lobo, claro. Não era pra mim.
– Acho que sim. – ele resmungou e tentou se levantar, recebendo apoio do outro.
– Precisam queimá-los. – murmurei de forma cansada.
– Como você está? A propósito, eu sou Embry. – o lobo ferido se apresentou.
. – sorri fraco. – Acho que vou sobreviver.
– Como você fez aquilo? – ele perguntou.
– Aquilo o que? – o outro perguntou.
– Acabou com eles.
– Digamos que eu seja especial.
– Especial?
– Híbrida.
Eles apertaram os olhos e fecharam os punhos. Parece que não gostaram da resposta. Encolhi-me diante da raiva deles.
– Vampira? – os outros perguntaram.
– E loba. – disse fraquinho. – Eu... Acho que tenho que ir.
– Espera! O Sam não fez por mal. – o tal Embry gritou e segurou minha perna quando eu fiz menção em levantar. Gemi. Ele olhou. – Está quebrada?
Afirmei.
– Temos que levá-la ao hospital.
– Não precisa, o amigo do meu pai é médico.
– Esse amigo se chama Carlise Cullen? – o tal Sam perguntou.
– Sim. Podem me levar até ele?
– Na verdade... – Embry começou, mas foi interrompido por Sam.
– Claro que podemos. – os outros dois o olharam confusos.
– Obrigada.
– Eu preciso de uma roupa e curativo. Será que podemos ir até a reserva primeiro? – Embry disse, um pouco envergonhado.
– Ela também precisa.
– Na verdade, prefiro esperar aqui.
– Você precisa de cuidados! – Embry guinchou.
– Preciso ver meu irmão.
– Ok. – eles suspiraram derrotados. – Vou pedir para alguém trazer algumas coisas para vocês.

Jake's P.O.V
Era muito estranho ver o Seth tão dependente daquela aberraçãozinha, mas não tínhamos muito que fazer. E para piorar, Leah sofreu um imprintig. Estava um saco viver no meio desses casaizinhos, de todo esse clima de amor e etc.
Talvez, apenas talvez, eu tivesse um pouco de inveja deles. Eu também queria um amor. Alguém com quem eu fosse feliz. Criasse uma família. Tudo isso.
– Está pensando em que? – Leah apareceu ao meu lado.
– Em nada importante.
– Claro que não. – disse sarcástica. – Ela está por aí, Jake. Em algum lugar. Esperando por você.
– Quem disse que eu quero isso?
– Seus olhos.
Bufei.
– Lee! – ouvimos um grito.
– Dave? – ela se levantou imediatamente. E eu também. – O que houve? – ela perguntou preocupada, assim que ele saiu da casa, parando em frente a ela, com Rony e os outros o seguindo.
– Ela está chegando! – ele disse com uma felicidade visível.
– Ela? Quem? Sua irmã? – Leah perguntou começando a enteder a situação, diferente de mim, que estava cada vez mais perdido.
– É. Ela está perto.
– Sua irmã? Como assim? E como você sabe disso? Eu não sinto ninguém próximo.
– Eu sinto. Está ficando mais forte.
– O que?
– Sua presença.
– Espera! Você tá sentindo a sua irmã? Vocês são gêmeos ou algo assim?
– Não. Somos apenas muito próximos. Nossa ligação é bem forte.
– Falta muito? – Lee perguntou ansiosa e assim que Dave abriu a boca para responder nós sentimos o cheiro. Era a matilha.
Todos se coloram em posição de alerta em frente a casa. Eles estavam em suas formas humanas, mas não baixamos a guarda.
Na frente surgiu Sam. Logo vieram Paul e Quil carregando Embry e uma garota, provavelmente a irmã de Dave.
? – Dave gritou e correu em sua direção, abraçando-a tão forte que seus pés saíram do chão e ela fez uma careta de dor, soltando um gemido baixo. Olhando bem para ela, parecia um anjo, apesar de alguns arranhões e machucados ainda era bela, como nunca havia visto antes. Era uma beleza única, diferente. – O que aconteceu? – ele perguntou aflito quando a pôs no chão e ela cambaleou, o que fez com que ele a segurasse.
– Nada de mais. – ela respondeu de forma simples.
– Nada de mais? – Embry a encarou como se ela fosse louca. – Você...
– Sr. Cullen ? – ela o cortou a fala de Embry.
– Pois não? – Carlisle disse dando um passo a frente.
– Sei que ainda não nos conhecemos, mas seria muito pedir que o Sr. desse uma olhada no Embry ? É que ele se machucou e até agora não se curou.
– Claro, vamos Embry. – Carlisle se aproximou de Sam e pediu permissão para carregá-lo para dentro, permissão essa, que foi concedida.
– Que tal todos entrarmos? – Edward perguntou.
– Filha! – Rony se aproximou de . – O que aconteceu? Você está bem? – ele perguntou colocando suas mãos em volta de seu rosto.
document.write(Gabriela) se encolheu com o toque e Rony recolheu as mãos um pouco decepcionado. Ela percebeu e voltou a sua posição de antes.
– Desculpa, papai. É que, bom... minhas últimas horas não foram agradáveis e seu toque me lembrou deles. Não que você seja como eles, eu não quis dizer isso.
– Princesa, se acalma. Está tudo bem. Eu entendi.
Ela respirou fundo e fez outra careta. Rony a olhou desconfiado e analisou seu corpo de cima a baixo.
– Por que está com o manto dos Volturi?
– Porque ela é teimosa e não quis ir até a reserva cuidar dos machucados, que aliás, não são poucos. – Paul disse.
– Ela lutou bastante. Não sei como ainda está de pé. – Quil completou.
rolou os olhos e seu pai e irmão a encararam sérios, mas ao mesmo tempo, podia-se notar a preocupação nos olhos deles.
! – Rony bradou.
– Eu estou bem! – ela retrucou emburrada. – Só estou com fome.
Assim que ela disse isso, sua barriga roncou. Ela abaixou a cabeça envergonhada e suas bochechas, mesmo sendo morenas, ficaram levemente avermelhadas.
– Essa é a minha irmã! – Dave comentou e eles sorriram um para o outro. E que sorriso lindo que ela tinha.
– Acho melhor você entrar. Carlisle deve analisar seus ferimentos. – Sam disse sério.
– Ela não parece ferida. Eu nem ao menos sinto cheiro de sangue. – Emmett comentou.
– Isso é porque ela consegue controlar seu cheiro. Não só o seu, na verdade. Como acham que vampiros e lobos podem conviver pacificamente? – Dave explicou. – Tira o manto. – ele disse sério para a .
– Você não está falando sério. – ela ficou tensa.
– Vamos, . Se estiver tudo bem mesmo, você não precisa se esconder, não?
Ela ficou parada o olhando fixamente. Nenhum dos dois desviavam o olhar, era como se estivessem conversando através deles. Até que Dave deu um passo a frente, o que a fez ficar assustada e menear a cabeça negativamente. Ele pegou a capa e fez menção em tirar.
– Por favor, não faz isso! – ela pediu, perdendo toda a postura confiante que mantinha desde que chegou. Ela estava frágil e com medo. Praticamente implorava ao irmão que parasse. Ele a olhou mais preocupado ainda e puxou a capa.
Todos arfaram.
Seu corpo estava coberto por machucados, roxos, verdes e muitas manchas de sangue, algumas secas, outras ainda recentes. Ela se encolheu e abraçou ao próprio corpo. Dave se aproximou e a abraçou levemente, com medo de machucá-la, imagino.
– Já passou. Está tudo bem agora. – ele sussurrava enquanto afagava seus cabelos.
– Acho melhor entrarmos. – Rony falou. – Esme, pode me trazer algumas toalhas?
-x-


Depois que todos entramos, subiu para tomar um banho e cuidar de seus machucados. Embry nos contou o que havia acontecido com eles. Surpreendi-me ao ouvir as coisas que ela fez. Logo, ela desceu e nos contou tudo o que aconteceu desde que Dave e ela se separaram. A cada coisa que ela falava, todos ficavam assustados e surpresos. No final, Esme a chamou para comer, assim como todos nós (os que comiam). foi apresentada aos Cullen, mas ainda faltavam os lobos.
? – Dave chamou delicadamente.
– Oi, amor? – ela disse sorrindente, depois de terminar sua sopa.
– Venha até aqui. Quero que conheça uma pessoa. – ele a colocou de frente para Leah e ela sorriu. – , essa é a Leah, meu imprinting. – seu sorriso morreu.
– Eu te deixei sozinho por algumas horas e você arranja um imprinting? – ela disse séria.
Leah engoliu em seco e eu segurei a risada, apesar de ter me assustado um pouco. passou a andar em volta de Leah, como naqueles filmes de suspense. Ela avaliava a garota dos pés a cabeça.
, para com isso. Vai assustar a Lee.
– Quieto. Sabe que se eu não gostar dela...
– Ela não vai chegar nem perto de mim outra vez. – ele completou rolando os olhos. sorriu.
– Bom garoto.
– Me senti um cachorro.
– É quase isso.
Ela voltou a olhar Leah.
– Qual o seu nome?
– Leah Clearwater.
– É a única loba da matilha?
– Sim.
– Deve ser difícil...
– Já foi pior.
– Então, você gosta de Britney Spears?
– Não. – Leah disse fazendo um careta.
– Que pena, eu gosto.
– Bom para você. – depois que Leah disse isso, arregalou os próprios olhos.
deu um sorrisinho de lado e disse:
– Gostei dela. Tem personalidade. E já tem pontos só por fazer você colocar a coleira, quase literalmente. Agora só resta saber se ela vai conseguir aturar você né...
– Muito engraçado, mana.
– Eu tento.
Eu ri e ela olhou nos meus olhos pela primeira vez. Naquele momento nada mais existia. Só nós dois. Ela passou a ser o centro do meu universo, a coisa mais importante. Minha vida. Sorri ao pensar que tudo o que eu não desejava adias atrás passou a ser o meu maior desejo há apenas algumas horas, e agora ela estava aqui. Ela sorriu de volta e foi como se o mundo acabasse de se tornar um lugar melhor. Nada mais importava, nem a guerra que estava por vir, nem as dificuldades, nem as feridas de um amor não correspondido. Tudo se resumia a ela. .
– Finalmente. – pude ouvir sua voz delicada.

N/A: Hey, girls. Desculpem a demora para escrever o capítulo, mas,ultimamente, estive ocupada e a inspiração estava me abandonando, não sabia ao certo o que fazer e cheguei a pensar em desistir da fic. Mas então, me surgem uns anjos que me motivaram (vocês, minha divas, com seus comentários). Sei que esse capítulo não ficou muito bom, porque acabou saindo na correria, mas vou me dedicar bem mais aos próximos, ok? Quem sabe não sai um att dupla ;D
N/B(Nina Alves): Demorou, mas saiu o capítulo 7! *-* E da onde você tirou que esse capítulo não está muito bom?! Pode parar de palhaçada, porque está ótimo, como sempre! E leitoras, comentem, porque ela merece!


Capítulo 8


Jake’s P.O.V

Comecei a caminhar em sua direção e ela fez o mesmo, nunca deixando de olhar nos olhos um do outro. Meus passos eram lentos, não por estar incerto sobre querê-la, mas por querer ter certeza de que isso estava mesmo acontecendo. Quando estávamos próximos o suficiente, eu parei.
- Eu estava procurando por você. – disse bem próximo ao seu rosto ao mesmo tempo em que o acariciava com o polegar. Ela fechou os olhos com a carícia e então sorriu.
Sua pela era tão macia. Seu cheiro era tão gostoso, doce e ao mesmo tempo
apimentado.
- Então não precisa mais procurar. Eu estou bem aqui. – ela respondeu abrindo os olhos lentamente. Seus olhos eram de um castanho intenso, uma mescla perfeita entre o claro e o escuro. Eram profundos e hipnotizantes.
- Você está.. – suspirei.
- O que foi? – ela perguntou franzindo o cenho e acariciando meu rosto, do mesmo modo que eu fazia com ela, segundos atrás.
- Não é nada demais. Eu achei que você nunca fosse chegar. Que eu não teria isso. Não sentiria isso. E é tão estranho, porque eu nunca vi você antes, mas sinto que conheço tudo sobre você. – eu estava confuso. Não deveria me sentir feliz?
- É estranho, - ela concordou – mas isso não significa que não seja bom.
- Não. Não significa.
Aproximei nossos lábios, apenas acariciando-os. Fiquei assim por um tempo, até ela me puxar pela nuca e me beijar de um jeito completamente entregue e voraz. O que fez com que eu a puxasse pela cintura e passasse a retribuir na mesma intensidade.
Resolvi esquecer minhas dúvidas. Eu a queria e ela estava aqui, em meus braços. Pra que complicar?
Subi uma de minhas mãos para sua nuca e intensifiquei o contato entre nossos corpos e consegui o poder de controlar o ritmo do nosso beijo e eu não ia parar por aí se não tivesse escutado uma gargalhada.
Paramos o beijo e olhamos para o lado, onde uma Leah gargalhava e um Dave me olhava com raiva. No mesmo momento, me toquei de onde estava e de quem estava aqui.
Abracei pela cintura e ela se pôs na minha frente.
- Dave, acho que tem espuma escorrendo da sua boca, amor. – Leah zoou.
- Não. Tem. Graça. – ele respondeu sério e entre dentes. – O que você pensa que está fazendo com a minha irmã?
- Não vai querer saber o que ele estava pensando. – Edward sussurrou, mas foi o suficiente para todos nós escutarmos.
Só aí eu percebi que todos os Cullen estavam na sala. Pelo menos o pai dela não estava.
Dave deu um passo em minha direção e rosnou. Seu olhar era furioso e ele nem piscava.
“A que me desculpe, mas se o irmão dela resolver brigar eu não vou fugir, muito menos dar mole.”
Assim que tive esse pensamento, ele deu mais um passo e dessa vez, não foi o único. se colocou em uma postura ereta e o encarou.
- Dave ? – ela o chamou, mas ele não desviou o olhar. – O que pensa que está fazendo?
- Eu vou acabar com esse cara! Quem ele pensa que é pra ficar te... ARGH!
- Come on, Dave! Você nunca teve um ataque de ciúmes quando eu ficava com alguém...
Ok, fui só eu que não gostei desse comentário? Qual é! Eu não precisava saber disso. Nesse momento eu devo ter feito uma careta muito estranha, porque Edward olhou para mim e começou a rir.
me olhou confusa e Dave continuou sério. Eu balancei a cabeça negativamente como quem diz que não é nada e ela deu de ombros, voltando a olhar para Dave que continuava tremendo, mas não havia respondido.
- Achei que você fosse ficar feliz por mim, mano.
- Eu estou. – ele finalmente olhou para ela. – Eu estou!
Seu olhar estava perdendo o foco e todos sabiam o que viria a seguir. Ele se transformaria. se pôs na frente dele.
- Lá fora. – sua voz soou séria e imperativa.
- ...
- Lá fora, Dave! – ela repetiu pausadamente.
Os dois se afastaram da casa e então todos os olhares se voltaram para mim. Passei a encarar a cozinha e fingir que nada havia acontecido.
- Então, sou só eu ou mais alguém está com fome?
Todos permaneceram em silêncio, até que Esme se moveu.
- Vou preparar algo para você, querido. – disse prestativa e eu a segui.
Só esperava que meu futuro cunhado não se tornasse um problema.


N/A: Hi, girls. Eu sei que não tenho me dedicado muito a fic, mas esse ano está um pouco corrido com as provas para vestibular, o último ano, a procura por estágio. Então não sobra muito tempo pra escrever e a inspiração acaba fugindo. Mas espero que entendam. Vou tentar att mais rápido, mas os capítulos vão ser menores. Estou pensando em colocar o P.O.V masculino como principal, o que acham? Beeijos ;*



Capítulo 9


’s P.O.V

Assim que saímos daquela casa, me dispus a caminhar em direção a floresta, afinal, não queria ninguém escutando a nossa conversa. Dave me seguia em silêncio. Quando cheguei a um local que julguei afastado o suficiente, parei. Virei-me para olhar meu irmão e ele já me encarava um pouco temeroso. Respirei fundo antes de começar a falar. Amava Dave e não queria ter que brigar com ele ou algo do tipo.
– O que foi aquilo lá dentro, Dave?
– Eu não sei, . – ele disse verdadeiramente confuso. – Eu realmente não sei o que deu em mim.
Seu olhar estava baixo e eu estava tentando entender o que se passava por sua mente. Logo eu, que julgava sempre saber o que ele estava pensando ou sentindo, não sabia decifrar sua expressão. Ele parecia estar sofrendo, mas eu não conseguia imaginar um motivo para isso. Ele havia acabado de achar seu imprinting. Aproximei-me dele e coloquei minha mão em seu ombro.
– Quer me contar o que te aflige? – disse da maneira mais doce que pude.
Dave olhou em meus olhos.
– Acho que estou com medo.
– Medo?
– É.
– Mas medo de que?
– De te perder. – ele respondeu se escorando em uma árvore. – Quando vi seu olhar para ele, como se ele fosse o seu mundo e nada mais importasse, foi como... Se eu estivesse te perdendo.
Meus olhos estavam marejados. Eu só conseguia sorrir. Atirei-me sobre ele num abraço mais que apertado.
– Você NUNCA vai me perder! Eu amo você, seu bobo.
– Eu sei que parece idiota... – ele começou a falar, mas eu o repreendi.
– Nada, absolutamente nada, que tenha a ver com seus sentimentos é idiota. Ouviu? – perguntei segurando seu rosto para que ele me olhasse. Ele sorriu e acenou com a cabeça em afirmação.
Ele me abraçou fortemente e eu só pude gemer. Ele me olhou preocupado, pois havia se esquecido dos machucados.
– Desculpa, mana.
– Não desculpo. – retruquei séria e então abri um sorrisinho malandro. – A não ser que você me leve de cavalinho.
– Tenho cara de burro de carga?
Lancei-lhe um olhar assassino e ele gargalhou.
– Sobe logo, sua chata. – ele disse enquanto se abaixava para me dar altura.
– Upa, upa cavalinho. – dizia lhe zoando. – Mais rápido, pangaré!
– Se ficar me chamando assim vou te largar no chão.
– Você não faria isso!
– Paga pra ver!

Jake’s P.O.V

Desde que minha garota saiu da casa, os que restaram ficavam me encarando, como se eu devesse alguma satisfação. Minha garota. Gosto de como soa. É estranho pensar que ontem eu estava desesperado pelas ruas buscando por ela, e agora ela está aqui. Sorri involuntariamente.
– Hey, Jake. Que sorrisinho idiota é esse na sua cara? – Leah zombou.
– Não sei. Mas deve ser o mesmo que você está fazendo. – rebati e ela sorriu.
Estávamos sozinhos na cozinha e ficamos em silêncio por alguns segundos. Cada um absorto em seus próprios pensamentos. Até que ela quebrou o silêncio.
– É. Acho que a sorte finalmente sorriu pra gente, chefe.
Estava tão feliz que nem liguei para o fato de ela ter me chamado de chefe.
Comecei a achar que estava demorando demais. Será que eles haviam se desentendido? Eu sinceramente esperava que não. Já esperei tempo demais pelo meu amor. Mesmo que antes achasse que nunca fosse querer isso pra mim. Agora já achava que não saberia viver sem ela. Isso porque não ficamos nem 1 hora juntos ainda, e eu já estava viciado nela. No seu cheiro, seu gosto, seu sorriso.
É estranho pensar que aquele foi o meu primeiro beijo. Quero dizer, a menos que você considere tentar dar um selinho na sua melhor amiga por quem você é apaixonado, ela não corresponder, te dar um soco na cara e ainda quebrar a mão, como um primeiro beijo. Acho que não.
Enfim, foi incrível. Era como se meu corpo soubesse exatamente o que fazer. Como se nós dois já tivéssemos feito aquilo milhares de vezes. Como se fosse o certo. Ser correspondido fazia sim uma enorme diferença.
Meus pensamentos foram cortados pela voz de e Dave. Eles irromperam pela sala, rindo. Ela estava em suas costas e ele a segurava pelas pernas. Ok, eu fiquei feliz por vê-la sorrindo. E com muito ciúme por ver outro cara com as mãos nela. Eu sei que eles são irmãos, mas...
– Jake! – ela desceu do colo dele e veio correndo em minha direção com o maior sorriso que eu já havia visto.
Abri os braços em sua direção e ela veio se sentar no meu colo, de lado, me dando um selinho e enlaçando seus braços ao redor do meu pescoço enquanto eu envolvia sua cintura. Enterrei meu rosto em seu pescoço e aspirei seu perfume. Ela era perfeita.
– Tudo bem? – perguntei e olhei em seus olhos.
– Agora está perfeito. – ela disse suavemente e então acariciou meu rosto.
– Quer dar uma volta? Isso é, se você não estiver cansada ou...
– Eu adoraria. – ela disse já se levantando do meu colo.
Coloquei-me de pé ao seu lado e passei meu braço por sua cintura. Eu não conseguia não ficar em contato com sua pele.
– Dave, vamos dar uma volta. – ela avisou ao irmão que estava na sala com Leah.
– Ok. Não volta muito tarde, tá?
Ela riu e afirmou com um aceno.
-x-

Estávamos caminhando pela floresta de mãos dadas há alguns segundos.

– Seu irmão parece ser bem ciumento.
– Ele só é superprotetor. Sempre cuidamos um do outro. Ele tem medo de que você o substitua.
– Isso não vai acontecer. Família é família. Acima de tudo. – disse sereno.
– Eu sei. Foi o que eu disse a ele.
– Por isso ele fez aquela cena hoje? – perguntei rindo e ela fez uma careta.
– É. Mas já coversamos. Está tudo bem.
Eu estava me sentindo leve ao seu lado. Como não me sentia há muito tempo. Desde que Bella apareceu. Desde que minha vida se tornou essa confusão.
– O que acha de pararmos aqui?
– Aqui? – ela perguntou franzindo o cenho. – No meio nada?
– Eu queria te conhecer melhor. – eu disse olhando para o céu.
– Ok. Tipo um jogo de pergunta e respostas?
– O que você tem em mente?
– Eu te faço uma pergunta e você me diz a primeira coisa que vem a sua mente. Depois você faz o mesmo.
– Parece bom.
– Ok. Quem começa?
– Vai você. – eu disse.
– Ok. – ela pensou um pouco. – Vamos começar pelo básico. Nome?
– Jacob Black.
– Idade?
– 16 anos.
– Família?
– Meu pai se chama William "Billy" Black Jr, mas todos o chamam de Billy. Minha mãe se chamava Sarah Black, mas ela faleceu. – disse mordendo o lábio inferior.
– Sinto muito, Jake. – ela disse colocando sua mão sobre a minha. – Sei como se sente.
– Tudo bem. Já faz tempo. Fora isso, tenho duas irmãs mais velhas: Rebecca se casou com um surfista e foi morar no Havaí e Rachel estuda num colégio interno aqui em Washington e teve um imprinting com o inútil do Paul.
sorriu e balançou a cabeça negativamente.
– Uma cor.
– Azul.
– Comida favorita.
– Não tenho uma só. Gosto de todas.
– Nenhuma que goste muuuito?
– Bom, eu gosto muito de lasanha.
– Um hobbie?
– Mexer com carros. Motores são minhas paixões.
– Um amor.
– Você. – disse sério a encarando.
Ela sorriu e se dispôs a engatinhar em minha direção até que seu rosto estivesse a centímetros do meu. Ela acariciou minha bochecha e selou nossos lábios. O beijo não tinha a voracidade do primeiro. Esse era calmo, mas do mesmo jeito, entregue. Ela findou o beijo com selinhos e eu demorei a abrir os olhos.
– Acho que é a minha vez. – sorri. – Nome.
.
– Idade.
– 17 anos.
– Família.
– Vai repetir tudo o que eu disse?
– Foram perguntas que eu quero saber. Não vai responder?
– Minha mãe se chamava Suzana ou Suzan, como vocês chamam. Meu pai se chama Rony. Eu tenho apenas um irmão, por parte de mãe que é anos mais velho, o Dave.
– Cor.
– Roxo ou lilás.
– Comida.
– Sorvete ou chocolate.
– Eu disse comida. – ele riu.
Bufei.
– E eu respondi. – ele me olhou com a sobrancelha arqueada. – Tá bem, lasanha.
– Tá me imitando? – perguntei.
– Não tenho culpa se você tem bom gosto.
– Um hobbie.
– Música. Qualquer coisa relacionada à música. Cantar, dançar...
– Você toca algum instrumento?
– Arranho alguma coisa. – ela respondeu envergonhada. – Também gosto de cozinhar. Adoro na verdade. Doces, salgados, agridoces, é divino.
– Viu como somos perfeitos? – eu disse. – Você adora cozinhar, eu adoro comer.
Ela deu uma gargalhada gostosa e então me deu um soquinho no braço.
– Eu tenho mais uma pergunta.
Ela me olhou divertida, pensando que eu iria repetir sua última pergunta.
– Fala.
– Quer namorar comigo? – perguntei sério.
Seu sorriso divertido sumiu e ela me olhou surpresa. Foi uma cena até divertida de se ver, seus olhos se arregalando e sua boca se abrindo em um “O”. Eu estaria rindo se não estivesse tão tenso. Já pensou, ela me dando um fora?
Sua falta de reação estava me deixando tenso.
– Você poderia me responder, sabe? – tentei soar divertido, mas sabia que minha voz estava trêmula.
Ela então começou a sorrir e se jogou no meu colo dizendo algo como “É claro que sim” e me beijando. Sorri durante o beijo e pensei:
“Que seja eterno enquanto dure!”

Capítulo 10


[Coloquem essa música para carregar e soltem quando virem a letra: http://www.youtube.com/watch?v=UKiR4UMnJbQ]

Jake’s P.O.V
Ficamos bastante tempo sentados, apenas curtindo um ao outro, e eu nunca me senti tão bem. Ela me fazia bem, me deixava confortável para falar de qualquer coisa. Acabamos conversando e eu descobria cada vez mais sobre a garota incrível que eu tinha. Eu a conheci há apenas algumas horas e era como se estivéssemos juntos por uma vida toda. Já sentia cada parte de mim a desejando, querendo estar com ela a todo o momento. Eu me sentia como um viciado. Não que eu soubesse exatamente como um viciado se sentia, mas pelas coisas que eu ouvia falar era mais ou menos assim. Eu estava dependente dela e não me sentia mal por isso, pelo contrário, eu me sentia ótimo por isso. Ela era o meu vício, o melhor de todos. Eu não poderia querer mais.
— Sabe... Esses dias, enquanto eu caminhava por Seattle, eu escutei uma música que falava um pouco sobre isso que eu estou sentindo agora. — eu dizia enquanto olhava para o céu e fazia carinho em seus cabelos. — Na hora eu achei completamente idiota, mas agora eu entendo.
Ela me olhou e sorriu.
— E como ela era?
— Promete não rir? — eu perguntei.
— É claro que eu não vou rir, Jake. — ela falou enquanto se posicionava de frente para mim.
— Era algo mais ou menos assim... — respirei fundo e fechei os olhos.

You never know when you're gonna meet someone
Você nunca sabe quando vai conhecer alguém
And your whole wide world, in a moment, comes undone
E todo o seu mundo, muda completamente de uma hora pra outra
You're just walking around then suddenly
Você apenas está andando quando de repente
Everything that you thought that you knew about love is gone
Tudo o que você sabia sobre amor sumiu
You find out it's all been wrong
E você descobre que tudo estava errado
And all my scars don't seem to matter anymore
E todas as minhas cicatrizes não parecem importar mais
'cause they led me here to you
Porque elas me levaram até você

Lembrei das coisas que senti por Bella e agora tendo junto a mim, eu apenas conseguia rir por achar que ela seria o amor da minha vida. O que eu senti por ela não era nem de longe um terço do que eu sinto pela minha morena.

I know that it's gonna take some time
Eu sei que vai levar um tempo
I've got to admit that the thought has crossed my mind
E eu tenho que admitir que eu pensei que isso
That this might end up like it should
Talvez tivesse que terminar assim
And i'm gonna say what i need to say
E eu vou dizer o que eu preciso
And hope to God that it don't scare you away
E eu espero pelo amor de Deus que isso não te assuste
Don't want to be misunderstood
Não quero que você me entenda errado
But i'm starting to believe that
Mas eu estou começando a acreditar que
This could be the start of something good
Isso pode ser o começo de algo bom
Everyone knows life has it's ups and downs
Todo mundo sabe que a vida tem altos e baixos
One day you're on top of the world
Um dia você está no topo do mundo
Then one day you're the clown
Até que um dia você é um palhaço
Well, i've been both enough to know
Bom, eu já fui os dois pra poder saber
That you don't wanna get in the way when it's working out
Que você não vai querer se meter no meio de algo quando está dando certo
The way that it is right now
E agora está dando certo
You see my heart, i wear it on my sleeve
Você vê meu coração, eu o deixo aberto
'cause i just can't hide it anymore
Porque eu não consigo mais esconder
I know that it's gonna take some time
Eu sei que vai levar um tempo
I've got to admit that the thought has crossed my mind
E eu tenho que admitir que eu pensei que isso
That this might end up like it should
Talvez tivesse que terminar assim
And i'm gonna say what i need to say
E eu vou dizer o que eu preciso
And hope to God that it don't scare you away
E eu espero pelo amor de Deus que isso não te assuste
Don't want to be misunderstood
Não quero que você me entenda errado
But i'm starting to believe that
Mas eu estou começando a acreditar que
This could be the start
Isso pode ser o começo

'cause i don't know where it's going
Porque eu não sei aonde nisso vai dar
There's a part of me that loves not knowing
E tem uma parte de mim que adora não saber
Just don't let it end before we begin...
Não deixe que acabe antes de começar
You never know when you're gonna meet someone
Você nunca sabe quando vai conhecer alguém
And your whole wide world in a moment comes undone
E todo o seu mundo, muda completamente de uma hora pra outra

I know that it's gonna take some time
Eu sei que vai levar um tempo
I've got to admit that the thought has crossed my mind
E eu tenho que admitir que eu pensei que isso
That this might end up like it should
Talvez tivesse que terminar assim
And i'm gonna say what i need to say
E eu vou dizer o que eu preciso
And hope to God that it don't scare you away
E eu espero pelo amor de Deus que isso não te assuste
Don't want to be misunderstood
Não quero que você me entenda errado
But i'm starting to believe that
Mas eu estou começando a acreditar que
Oh, i'm starting to believe that
Oh, eu estou começando a acreditar que
This could be the start of something good
Isso pode ser o começo de algo bom

Quando a olhei novamente, ela sorria e seus olhos brilhavam devido às lágrimas que se acumulavam neles.
— Ela é linda. — ela sussurrou e se aproximou, deixando nossos rostos a centímetros de distância. — Nada conseguiria explicar melhor o que eu sinto, e saber que você sente o mesmo... — ela respirou fundo e fechou os olhos por um breve momento. — Eu não tenho como explicar o quão feliz eu estou.
— Você não precisa, porque eu sei exatamente como se sente. — sorri e voltei a unir nossos lábios.
Eu nunca cansaria disso. Ter seus lábios nos meus era tão... certo. Tão bom. Nosso encaixe era perfeito. Tê-la em meus braços me fazia sentir completo. Quem era Bella? Porque eu perdi tanto tempo com ela? Como eu queria ter conhecido minha pequena antes. Minha linha de raciocínio foi cortada quando ouvimos um barulho de galhos se quebrando.
Afastei do meu corpo e me levantei. Segundos depois avistamos Embry por entre as árvores.
— Hey, achei vocês! — ele dizia sorrindo. — Interrompo algo?
— Embry! — exclamou se aproximando dele. — Como você está? — perguntou o examinando de maneira preocupada.
Já mencionei que não gosto de vê-la perto de outros homens? Pois é. Não estava nada feliz com essa preocupação toda.
— Relaxa, . Eu já estou bem. Graças a você. — ele sorriu pra ela.
Decidi me aproximar e então envolvi a cintura da minha garota de maneira possessiva e encarei Embry. Queria que ele percebesse que ela era minha.
Quando ele percebeu isso seus olhos se arregalaram e ele ficou um tempo me encarando meio surpreso até que por fim ele abriu um sorriso enorme.
— Jake, cara... Vo-você conseguiu! Não acredito!
Eu apenas dei um sorriso de lado e ele pulou em cima de mim me abraçando forte e então ele soltou uma gargalhada, o que fez com que eu o acompanhasse e retribuísse o abraço. Afinal, ele era meu irmão, não tinha motivos pra desconfiar dele. Relaxei e olhei de canto para . Ela nos olhava com um sorriso divertido.
Embry se afastou e eu puxei de volta para mim. Ele nos olhou e sorriu.
— Sabe, . Eu já gostei de você, logo que te vi, mas agora... Saber que você e o Jake... Você... Cara, eu sou seu fã número um! — ele sorria tanto quanto podia. Parecia que ela era o imprinting dele e não o meu.
Eu ri com isso.
Sabia que meus irmãos sofriam comigo e torciam pela minha felicidade, talvez até mais do que eu.
— Bom, mas não foi por isso que você veio aqui né? — falou.
— Ah, é! Sam quer falar com você, Jake.
— Aconteceu alguma coisa? — perguntei preocupado.
— Não, acho que é sobre a monstrinha e o Seth.
— Embry! — exclamou.
— O que?
— Não chama ela assim!
— Por quê?
— Porque ela não é um monstro. — ela disse indignada e eu ri.
— Ok, melhor ir ver o que o Sam quer. — interrompi os dois antes que a discussão ficasse séria.
Puxei comigo e Embry veio atrás. Seguimos até a fronteira e encontramos o resto dos meninos junto com Sam, todos eles em suas formas humanas.
— Jake, gostaria de falar com você! — Sam falou dando um passo a frente.
— Tudo bem.
Virei-me para e ela analisava os garotos como se estivesse checando se era seguro me deixar ali. Sorri com isso e a chamei.
— Acho melhor você voltar para a casa dos Cullen. Eu vou daqui a pouco.
Ela olhou novamente para os garotos e depois me encarou como se perguntasse, “Tem certeza?”. Sorri e acenei positivamente com a cabeça. Ela deu de ombros e me deu um selinho antes de se virar e começar a andar em direção a casa. Tinha certeza de que sorria como um bobo e assim que ela saiu os meninos começaram a se agitar, gritar coisas e fazer várias perguntas ao mesmo tempo. Só param com uma ordem de Sam. E então ele me pediu que o acompanhasse. Sem mais o que fazer, o segui.
Eu tinha a leve impressão de que a coisas iriam melhorar.

’s P.O.V
Eu me sentia nas nuvens. Quem diria que esse lugarzinho perdido e chuvoso fosse trazer tantas surpresas. Dave havia encontrado seu imprinting e eu conheci o meu lobo. Jacob era tudo e mais um pouco. Não somente pelo fato de ele ser gostoso pra caramba, mas o modo como ele fala, age e o jeito como ele me olha e me trata. Ah, eu não conseguia acreditar em tudo isso. Eu posso estar parecendo uma boba apaixonada, mas era exatamente assim que eu me sentia. Com ele eu não precisava ser forte o tempo todo, eu poderia agir como uma simples menina frágil e que precisa de segurança, porque eu sabia que ele seria meu porto seguro, ele cuidaria de mim e me guardaria. Eu me sentia completa, e eu nem sabia que não estava antes dele aparecer.
Só de me lembrar de seus beijos... Levei minha mão até meus lábios.
Eu nem acreditei quando ele disse que nunca havia beijado alguém antes. (N/A: Aqui não tem nada de beijinho da songa pra tentar convencer o lobão a não lutar.)
Se ele estava assim sem prática, não conseguia imaginar o que aquele homem faria quando fosse experiente. Sim, homem. Porque Jake já não era um garoto, nem de corpo e nem de mentalidade, apesar de às vezes ele agir de maneira inconsequente, era apenas um meio de fuga. Jake tinha responsabilidades demais para alguém de 16 anos.
Mas de agora em diante eu cuidaria dele, não que eu fosse muito experiente, mas se dependesse de mim, Jake iria aprender muitas coisas...

46 comentários:

  1. Omg!! Está maravilhosa!!
    Estou adorandooooo a fic e não tenha dúvidas de que estarei acompanhando, bjssss!!!

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. CARAA!!


    Adorei a fic, adorei mesmo.
    Pode ter toda certeza de que estarei acompanhando viu...

    XOXO

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  4. E o mistério? To coçando a orelha aqui pra saber se o pai da PP tá bem ou não. Achei bem legal o fato do irmão dela aceitar mole mole ir para Forks. E Jacob? Será que vai dar certo esse encontro deles no momento mais tenso da vida do lobão? Uuuh curiosa

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  5. Amei. adorei a Historia. Pode ter toda certeza de que estarei acompanhando viu...
    XOXOXOXO

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  6. Hibrida de lobo com vampiro? Hm, interessante. Estarei acompanhando.Bj

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  7. Ho-ho... lendo agora descobri um primor de fic!!! Haha, amei!, Sério... gostei muito da PP e a relação dela com o irmão é tão fofa, tão linda!! <3
    Mas o que irá ocorrer agora??? Vai ser o caos em La Push se juntar ela, a Bella no transforma-não transforma mais a Nessie... e o Jacob??? Curiosidade no ultimo nível!!

    Posta logo maisss...
    Bjsss

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  8. Wow que luta! Adooorei demais!!
    Essa conecção que ela tem com o irmão é incrível e muito linda!
    Ela conseguiu enrolar os vampiros muito bem. E Jake agora descobre que a songa está grávida, affs, vamos ver o que nos aguarda.
    Amandooooooo demais!!!
    Bjkssss!!!

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  9. af, mto perfeito. Não pode mandar a att antes do final de semana ? u-u , quero que ''eu'' apareça logo HUAUHA. perfeito.

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  10. Ok!

    Volturi, POR QUE SEMPRE ACABANDO COM A FELICIDADE DE TODO MUNDO? Me diz u-u

    Jake sofrendo, Leah tendo um imprinting AWNS, ADOREI essa parte hehi.

    PP tem que aparecer logo hehi, mal posso esperar para ver o que vai acontecer...

    Espero pelo próximo post viu,

    XOOX, *3*


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  11. Uhuuuu!! Leah teve seu esperado imprinting e pelo meu irmãozinho. ^_^
    Jake sofrendo horrores por causa da Bella songa monga e seu filhote. ¬¬ Affs!!
    Mas logo ele encontrará a felicidade, estou chegando lobinho, me aguarde. hehehehehe
    Omg, espero que eu consiga chegar sã e salva.
    Adorandoooooo demais, demais!!!
    Bjksssss!!!!

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  12. Ah leah tendo um imprinting com o Dave *---* Finalmente ela vai parar de ser ranzinza hahaha
    Essa historia da Escolhida e do Guardião, obviamente é a PP e o Jake, CLARO!
    Posta mais, plis. bjs

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  13. Está ótima! Continue logo.. Só quero ver quando a PP chegar *-*

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  14. Jake no momento ódio PUTZ! Esse capítulo está DEMAIS Nina! Essa coisa de Seth e Nessie sempre dá certo. Mas devo admitir que quase desejei a morte da vampirinha mirim. Esperando ansiosamente para a PP reaparecer.

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  15. Omg, e eu achando que eu já ia aparecer. ¬¬ Ain, a ansiedade está me matando.
    Também acho que Nessie ficaria melhor com o Seth, afinal, ele sempre gostou de Edward e da família vamp. ¬¬ Para ele não faria diferença ficar próximo e ajudá-los na cria da filha da songa. u.u
    Ain, já estou louca para me encontrar com meu lobinho.
    Adorandooooo demais, demais!!!!
    Bjkssss!!!

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  16. Morrendo de curiosidade adorei a historia quero maissss logo quero o meu encontro com o Jake logo poxa u.u nAum demora por favorrr.
    Bjos

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  17. Jake momento raiva, PUTAQUELHEPARIU essa foi tensa HSUAHSAUSHAUSH...

    Ok, a coisinha, monstrinha ter ficado com o Seth foi legal e tals, é a vida, além do mais que ele sempre teve um certo apego pela família Cullen u-u...

    E agora? Como será que o Jake vai ficar?

    Ele precisa sei lá,sofrer o imprinting dele, é muito sofrimento pro lobão gente...

    E a PP, cade ela hein?

    Ains, estou morrendo pela continuação, poste logo viu...

    XOXO, *3*

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  18. leah encontrou o amor... e o lobão em... amei!!! agora vai deixar de sofrer....
    leah e jake com dois hibridos e seth tb amei!!!!!!!!

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  19. Caramba essa luta foi demais!! Muito show, consegui visualizar perfeitamente os golpes. Está de parabéns, descrever lutas é muito, muito complicado. u.u
    Ain, e a PP declarou o que eu realmente pensava... finalmente meu imprinting aconteceu. Uhuuuuu!!! \o/
    E para me deixar ainda mais contente, fi com meu moreno delicia, ebaaaa!!!
    Adorandoooooo demais, demais!!!
    Bjinhossssss!!!

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  20. adorei eta fic, não a conhecia e fiquei curiosa depois de ver a capa, com certeza eu vou acompanhar

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  21. Espere só um minutinho que eu vou ali fora gritar de felicidade ok HSUAHSUAHSA
    ...
    ...
    ...
    ...

    Estou de volta...

    ENTÃO, menina, essa PP é durona hein, até fiquei de queixo caído com o que ela fez, e ainda é sarcástica. Ains, AMEI SHAUSHASUHAS...

    Ok, vou chegar na parte que eu mais quero O IMPRINTING ENTRE PP E JAKE, ahh, foi tão aguardado esse imprinting viu, nass.

    Chega de sofrer pela songamonga, chega de dor.

    Agora, assim sabe, imprinting, guerra, PP e Jake, não pode ficar sem postar sabe, porque meu pobre coração não aguentaria hehi.

    Cara, to ADORANDO essa fic, sério mesmo.
    Poste mais,

    XOXO, *3*

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  22. OOOOWWNT <3
    _
    _
    _
    Simplismente amei esta fic, esse capitulo 7 esta P-E-R-F-E-I-T-O
    tirando a parte do meu imprinting com o Jake, sem palavras!!!
    ....
    ownt posta logo viu!!
    bjos
    -Joyciane Clearwater

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  23. Finalmente mesmo hahahahha
    O q foi aquela luta junto com o Embry hein? Meu deus! Que foda! E o momento q ela suga o veneno? *o* hahahah adorei o cap, por favor, poste mais logo

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  24. Amei, amei, amei, amei, simplismente amei, por favor poste mais... nao me largue na mao..
    .
    .
    .
    Bjkas

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  25. finalemente, posso até ouvir os anjos cantanto aleluia e sinos tocando. kkkkkk e a bella? será que vai ficar com ciúmes?

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  26. Wow
    Muitoo perfeita
    Continua

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  27. Cunhado esquentado esse hein? HSUAHSUAHSUAHS, mas CAAAAAAAARA, FINALMENTE. Ains, to tão feliz pelo lobão haha.


    Eita a PP é fogosa haha, ADOREI SHAUSHAUSHA...


    Bom, e agora? O que vai acontecer? NECESSITO SABER HAHA...

    Adorando a fic,

    XOXO, *3*

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  28. Só eu achei hilário que num momento o Dave ta praticamente implorando pra PP aceitar a Leah, todo temeroso... E no outro a PP tem seu imprinting e ele surta? Cade os direitos iguais nessa merda?????kkkkkkkkkkkkkk
    E outra.. Eu achei MEGA hilário que eles tão la no momento cute deles, sussurrando e se beijando e a sala toda olhando pra eles KKKKKKKKKKKKKKK
    sorry, eu devo ter problemas... enfim
    Louca por mais! Tente não demora, ok? bjs

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  29. gostei muito ( como sempre) só fiquei triste pelo cap ser tão curtinho

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  30. FINALMENTE VOCÊ POSTOU! Estava demorando já kkk EU AMEEEEEI *-*

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  31. *---------------* Momento fofo no final do capitulo hahaha
    E o Dave lindinho com ciumes... ownt *-* vontade de morder!
    Posta mais logo, plis

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  32. Own, que fofo... Meu irmão todo cheio de ciúmes... rsrsrs
    E mais lindo ainda foi passar um tempo curtindo meu moreno lindo!! *o*
    E não perdemos tempo, já fomos atacando um ao outro. hehehehe Bem que eu gostaria que o primeiro beijo do Jake fosse em mim. *o* Mas foi na songa em Eclipse. ¬¬ Se bem que eu prefiro mesmo esquecer essa cena. Fato!! u.u
    Ain, amandooooooo demais, demais!!!
    Bjinhossss!!!

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  33. Clessiane Magalhães28 de julho de 2013 16:44

    Simplesmente PERFEITA! Ta muito bom flor! Tô tão ansiosa para os próximos capítulos. Não vejo a hora de ver o que irá acontecer! Espero que você poste logo! Ta tudo maravilhoso!
    Beijos da Clessy!
    Xauz

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  34. amei!!! agora o lobão e a leah encontrarão os seus pares... akakakakak....

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  35. Aaaaaah continuee pf !! Foi a melhor q eu li !! Bjs

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  36. AMEI O CAPITULO ESTAVA MARAVILHOSO,CONTINUA.

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  37. Esse foi um ótimo capitulo. Não sei por que mas senti um duplo sentindo nessa ultima frase da PP, já to até vendo as MUITAS coisas que ela vai ensinar pro Jake, pressinto que logo mais teremos safadezas em dose tripla kkk
    Bom, por favor não demore a mandar a continuação estou curiosa com o enredo que esta história ira tomar, só espero que não haja mais sofrimentos nem para a PP nem para o Jake, beijinhos e parabéns pela história.

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  38. AMEI!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! CONTINUA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  39. Aiiiin que linda a musica. Adorei! E esse cap foi fofo *-* hahahhaa eu to sorrindo feito boba, acho q to parecida com os personagens hahahaha vê se pode isso? hahaha E ADOGUEI esse "Se ele estava assim sem prática, não conseguia imaginar o que aquele homem faria quando fosse experiente. [...]mas se dependesse de mim, Jake iria aprender muitas coisas..." Altas promessas hahhahahha Amei, posta mais bjs

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  40. Amei a att, EU VOU CUIDAR DO MEU LOBINHO...HAAAAAAAAAAAAAA QUE TUDO

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