21 de janeiro de 2013

She Wolf

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Trailer:




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Capitulo 1: Duvidas

Acordei super feliz hoje faço 16 anos e apesar da minha febre estar muito alta ultimamente, nada estragará o meu aniversario. Abri meus olhos e fiquei observando meu quarto, ele tinha as paredes rosa bem claro, com uma estante de uma madeira bem clarinha perto da porta do meu banheiro, minha escrivaninha igual a estante embaixo da janela, que dava vista para uma floresta linda que fica atrás da minha casa, com o meu note da Minnie e alguns quadros em cima dela, uma poltroninha branca na frente da estante para que pudesse ler meus livros queridos e minha cama que ficava de frente para a porta do quarto. Simplesmente perfeito, como eu sempre sonhei. Eu e minha mãe nos mudamos pro Canadá a pouco mais de um ano por causa do seu trabalho, foi difícil abandonar o calor aconchegante do Brasil para vir para o frio congelante mas nada que eu não possa me acostumar certo?
Quando eu estava pensando em levantar minha mãe abre a porta do meu quarto com uma bandeja enorme de café da manha.
- Parabéns minha princesa
- Ah, obrigada mãe – Disse eu enquanto ela colocava a enorme bandeja no meu colo e se sentava na poltrona. Olhei para a bandeja, ela estava cheia das coisas que eu mais gostava de comer, chocolate quente, ovos com bacon, marshmallows e muitas coisinha mais que eu amo comer. – Não precisava...
- Ai filha claro que precisava. Agora coma logo e se vista para o colégio – Disse ela rindo da cara que eu fiz quando falou que eu teria que ir pro colégio. – Menos vai... Hoje é sexta, pense bem, amanha não tem aula. – Tentou me animar
- Mas não to a fim de ir pra escola hoje...
- Sem mais mocinha você vai sim.
- Ok mãe...
Terminei de comer meu “singelo” café da manha, que estava delicioso como sempre fui tomar banho. Assim que acabei, fui rapidamente me trocar, coloquei uma blusa de manga comprida de lã azul, uma calça jeans e um all star preto. Peguei minha mochila, coloquei alguns livros nela e desci as escadas. Lá em baixo tinha um bilhete da minha mãe:
Filha tive que sair mais cedo, você sabe... meu trabalho é um pouquinho corrido. De noite estou de volta. Te amo.
Às vezes tenho pena da minha mãe, ela trabalha muito para me sustentar. Acho que me esqueci de contar quem sou... Bem, sou e tenho 16 anos, sou adotada. Minha mãe se chama Sophie e me adotou quando eu tinha mais ou menos uns 3 anos. Ela me disse que minha mãe verdadeira havia morrido em um acidente e meu pai teve que cuidar de mim e mais 3 irmão cujo Sophie não sabia nada. Meu pai não sabendo como sustentar-nos pediu a minha mãe, que fazia uma pesquisa na cidade em que eu nasci (ela também não me falou o nome, acho que por medo de me perder, não sei) e ela ficou comigo... Enfim, eu sou morena, tenho mais ou menos 1,67 de altura e meus cabelos são lisos até a metade das minhas costas. Totalmente o contrario de minha mãe, que é branca como a neve, loira de olhos verdes e cabelos enroladinhos...
Olhei no relógio e vi que faltavam poucos minutos pra primeira aula. Legal, vou chegar atrasada de novo... Estranhei que o bilhete era meio pesadinho, olhei no seu verso e vi que tinha uma chave de carro, estranho... Tirei a chave que estava grudada com durex e vi outra mensagem:
Você já havia feito as aulas, certo? Então como merece, seu “brinquedinho novo” esta lá na garagem, sua carteira de motorista esta no porta luvas caso precise. Aproveite, feliz aniversario filha.
Dei um gritinho de felicidade e fui correndo pra garagem e não acreditei no que eu vi. Era um volvo vermelho, o carro que eu ficava paquerando toda vez que saia com minha mãe e passávamos na frente da concessionaria. Não acredito que ela havia comprado essa carro pra mim. Nota mental: Lembrar-se de abraçar minha mãe ate os olhinhos verdes pularem pra fora. Corri pra dentro do carro, coloquei minha mochila no banco do passageiro, abri a garagem com um botão que tinha na chave do carro, mamis pensando em tudo mesmo, puis o cinto de segurança, liguei o carro e fui em direção à escola.
Não demorou muito e lá estava ela. Estacionei rapidamente, por incrível que pareça hoje havia vaga, peguei minha mochila e fui pra sala pois logo o sinal iria bater. Sentei no meu lugar e logo chegaram Josh e Anny, meus únicos e melhores amigos na escola. Eles eram irmãos gêmeos, branquinhos como ninguém, só perdendo para minha mãe, tinham o cabelo castanho e os olhos caramelados. Umas figuras esses dois.
- Bom dia lady – Disse Josh pegando minha mão e beijando a palma dela – Feliz aniversario senhorita. – Completou ele fazendo gracinha
- Bom dia milorde Josh – Fiz reverencia – Obrigada nobre senhor, muito educado de sua parte – Rimos em seguida
- Nossa, comeu um dicionário ? – Disse Anny rindo de nós.
- Legal, bom dia pra você também Anny... – Fingi estar triste
- Own minha linda, bom dia – Ela fez aquela voz de quem esta falando com um bebe, sabia que me irritava – Ta, parei. Feliz aniversario mulher. Ai minha garotinha cresceu... – Fingiu limpar lagrimas e depois rio. Mandei um beijo pra Anny e depois comecei a rir também. Josh não tinha parado de rir da nossa conversa ainda, bobão. Acabou que os três estavam rindo que nem idiotas. Amo esses dois, nhaa.
Logo a aula começou e, assim como todas as outras, foi um tedio só. Ainda bem que a Anny sempre estava tagarelando alguma coisa ou o Josh fazia alguma gracinha que nos fazia rir e abávamos levando bronca de algum dos professores, fora isso tedio total.
Assim que acabaram as aulas, nós três ficamos conversando mais um pouco e logo fomos para nossas casas. Cheguei em casa, minha mãe, claro, não tinha chegado ainda. Fiz um miojo pra comer (não gosto de cozinhar ok?), assisti um pouco de tv, fiz algumas lições e fui mexer no computador. Depois de algumas horas comecei a sentir um cheiro doce, mas não era um doce bom. O cheiro era tão doce que deixava meu nariz irritado e fazia minha temperatura subir mais do que o “normal”, já que minha febre estranha não saia da casa dos 39º. Estranha eu não ter tido uma convulsão ou algo do tipo ainda... O que será que esta acontecendo? Olhei pela janela e vi um vulto branco passar na floresta, mas ele estava longe e muito rápido para que eu pudesse ver o que era aquilo. Assim que o vulto sumio, o cheiro ficou mais fraco, quase que imperceptível. Deixei pra la e voltei pro meu computador. Mas varias perguntas começaram a rondar minha cabeça. O que era aquele vulto branco que eu vi? Por que aquele cheiro me deixou um tanto enjoado de tão doce? Por que minha temperatura anda tão quente? Será que isso tem haver com a minha verdadeira origem? E a pergunta que chegou e não saio mais de minha cabeça: Quem eu realmente sou?


Capitulo 2

Essas perguntas, por mais que eu tentasse tira-las da minha cabeça, ficaram me rondando até minha mãe chegar. Assim que ela entrou em casa eu senti aquele cheiro doce estranho, meu corpo deu um leve tremor. Estou ficando louca, só pode. Sai do meu quarto e fui até a sala, onde estava minha mãe. Conforme eu fui chegando à sala o cheiro foi ficando cada vez mais forte, minha mãe não estava sozinha. Tinha um homem com ela, pele branca, parecia porcelana, aparentava ter uns 40 anos no máximo, seus olhos eram castanhos, mas havia um toque de falsidade no seu olhar, a cor de seus olhos não parecia ser real... Aposto que era lente, seus cabelos eram de um castanho perfeito, ele era de uma beleza sobrenatural.
Quando vi o jeito que ele olhava minha mãe, uma forma que parecia que ele iria devora-la a qualquer momento, isso me incomodou. Algo dentro de mim dizia que ele era perigoso e que eu deveria proteger minha mãe dele, ele deveria sair da minha casa e nunca mais voltar. Meu corpo começou a tremer mais e minha febre devia ter aumentado e se espalhado por todo o meu corpo de uma maneira que eu não conseguia entender. Antes que minha mãe ou aquele estranho perigoso, segundo aquela coisa estranha dentro de mim, me vissem, eu voltei pro meu quarto correndo, indo direto ao banheiro. Liguei o chuveiro no frio, louca eu? To nem ai precisava parar isso de algum jeito. Entrei embaixo da água gelada de roupa e tudo, depois seca. A cada segundo que sentia a água congelante no meu corpo quente o tremor diminuía, era tranquilizante...
Fiquei nisso mais uns minutos, até o tremor chegar a quase não existir mais e sai do banheiro. Sequei-me, coloquei as roupas molhadas penduradas e fui me trocar. Coloquei um moletom e uma camiseta, tomei coragem e desci as escadas de novo. Chegando à sala, vejo o homem sentado no sofá e pelo jeito minha mãe esta na cozinha fazendo o jantar. Esse cheiro ainda vai me fazer vomitar, certeza disso. Passei pela sala sem ao menos olhar para ele e fui pra cozinha falar com a minha mãe.
– Oi mãe. – Disse seca. Odiava ser assim com ela, mas eu não conseguia me controlar mais, meu corpo havia voltado a tremer de leve e minha temperatura também aumentou.
– Oi filha, o que houve?
– Eu que te pergunto o houve, quem é esse cara sentado no nosso sofá? Quando ia me contar? Pensei que não escondia nada de mim. – Disse demonstrando desgosto
– Só seja educada, ok? Depois conversamos. – Ela me disse enquanto me deixava sozinha na cozinha e ia arrumar a mesa para o jantar. Estou vendo que esse cara já está começando a mudar a minha mãe... Do nada senti como se fosse perdê-la, espero que seja só um pressentimento. Respirei fundo e fui para a sala. Esse cara estava me dando nos nervos, sinceramente. Ficamos sentados na sala, com um silêncio que me deixava cada vez mais incomodada, acho que minha mãe também sentiu a mesma coisa, porque logo falou alguma coisa.
, este é Stevan, Stevan esta é .
– Prazer em conhecê-la.
– Prazer. – Disse demonstrando indiferença, recebendo um olhar de advertência da minha mãe.
Depois disso o silencio se instaurou novamente. Ficamos assim mais um tempo até minha mãe ir até a cozinha e avisar que o jantar estava pronto. Comi em silêncio enquanto minha mãe conversava animadamente com o tal Stevan, algo nele me incomodava, mas não sabia ao certo o que. Assim que terminei de comer disse:
– Se me dão licença eu vou lá fora um pouco.
Sai sem ao menos olhar pra trás e fiquei sentada no banco da varanda por não sei quanto tempo. Comecei a admirar o céu, ele estava todo estrelado, coisa que eu não via há muito tempo, e a lua estava cheia, e naquele momento era a única que parecia me entender... Não sei quanto tempo fiquei lá fora ou o que pode ter acontecido lá dentro, na verdade já estava pouco me lixando pra tudo, estava com uma vontade imensa de entrar naquela floresta e nunca mais voltar, começar uma vida nova. Sei que é loucura, mas não aguentava mais a minha condição atual, não digo que eu não tinha o que eu queria, muito pelo contrario, eu tinha o bom e o melhor, mas na realidade eu não tinha nada, entende? Eu tinha amigos e uma mãe maravilhosa, mas eu nunca tive um amor verdadeiro, por exemplo. Estava com uma vontade louca de saber da onde eu vim, saber minhas origens, conhecer minha verdadeira família, quem sabe eles não tinham as respostas para o que estava acontecendo comigo?
Estava perdida em pensamentos quando ouço a porta da varanda ser aberta e vejo minha mãe, que parecia estar furiosa, sair.
– Me conta o que esta acontecendo com você ? – Disse ela alterada. Sentando-se do meu lado.
– Eu que te pergunto, o que esta acontecendo com você, não me conta mais as coisas. Isso nunca aconteceu. Porque esta fazendo isso agora? – Estava quase gritando e meu corpo tremia muito, mas acho que ela estava tão “descontrolada” que nem percebeu.
– Que foi agora, hein? O que você quer saber então? Pode perguntar tudo madame. – Cinismo, ótimo
– Por que nunca me contou sobre o Stevan?
– Achei que você não precisava saber...
– Eu, que sou sua filha, não precisava saber? Ótimo. – Eu tremia mais que nunca, meu corpo estava a ponto de entrar em erupção de tão quente, o que eu tenho!? – E saiba que eu não gostei nem um pouco dele.
– Não interessa se você gostou dele ou não. – Agora que eu explodo mesmo – E acho melhor você ir se acostumando, porque ele vai morar com a gente.
– O QUE? E VOCÊ FALA ISSO NA MAIOR NATURALIDADE? MINHA OPNIÃO NÃO É NADA? EU MORO AQUI E VOCÊ NEM AO MENOS FALA SOBRE ISSO COMIGO?
– CHEGA .
Essa foi a gota d’agua, quando eu menos percebi eu, que já tinha me afastado de Sophie há muito tempo e por incrível que pareça ela conseguia continuar sentada, senti meu corpo tremer muito, parecia uma convulsão, algo inexplicável. Uma dor enorme atingiu, senti meu corpo se contorcer todo e se esticar, não pude conter um grito de dor. Minha temperatura estava muito elevada, sentia como se eu fosse derreter de tão quente que fiquei. Tudo isso ao mesmo tempo. Logo passou... E algo estranho havia acontecido, eu via tudo mais nítido, podia ver quase que perfeitamente, cada coisa na noite escura do Canadá. Comecei a sentir vários cheiros diferentes, como o das árvores da floresta. Os sons ficaram mais altos, conseguia ouvir cada animal da floresta, o vento, tudo. Quando olhei pra mim mesma, vi que no lugar dos meus braços e pernas havia quatro patas com pelo caramelo em um tom mais escuro, tentei dar um grito, mas na verdade o que saio foi um uivo. Ai meu deus, virei uma loba/lobisomem? O que é isso?
Lembrei por fim que minha mãe se encontrava lá. Ela estava me olhando espantada, pra não dizer apavorada. Tentei me aproximar dela, com um olhar de agonia, pedindo ajuda, pois não tinha a mínima ideia de como pude ficar assim, estava desespera para voltar ao normal. Pelo jeito minha tentativa foi falha porque quando eu mexi minha primeira... Pata... Ela se afastou como se estivesse sendo atacada por um monstro, que provavelmente era o que eu aparentava ser.
– SAI DE PERTO DE MIM! –Parei no mesmo momento que vi o medo em seus olhos.
“Mãe sou eu, me ajude, por favor...” – Tentei falar, mas só saiam latidos.
– O QUE VOCÊ FEZ COM A MINHA FILHA? SE AFASTE DE MIM SEU MONSTRO! –Mostro, era o que eu era. Um monstro horrível.
“Mãe eu sou a sua filha” – Mais latidos...
Do nada ela saiu correndo e foi até o telefone, como estava longe só consegui ouvir o que ela falava:
– Alô, policia? Tem um lobo enorme aqui, por favor, me ajudem!
Logo ela voltou pra fora e começou a gritar
– VAI EMBORA DAQUI SEU MONSTRO.
Fiquei estática. Não sabia o que fazer, foi um choque pra mim, ouvir minha mãe me expulsando de casa.
– VOCÊ NÃO É A MINHA FILHA, É UM MONSTRO, VÁ EMBORA DAQUI E NEM PENSE EM VOLTAR, NEM MESMO NA FORMA NORMAL, SE É QUE ELA EXISTE.
Sem saber o que fazer, virei para a floresta e sai correndo. Tropeçando nos galhos e batendo nas árvores que estavam na minha frente. Não sei quando tempo passei correndo sem rumo naquela imensa floresta, só via o dia amanhecendo e anoitecendo naquela floresta sem fim. E a lua sendo a minha única companhia.

Capítulo 3


Correr, correr, correr. Era tudo que eu fazia desde o ocorrido a umas semanas. Não parei nem para dormir, pois não havia onde faze-lo. Comer, bem, tentei caçar um cervo, mas não gostei nada do gosto da carne crua, desde então não como mais. Também, não faz muita diferença, já que não ando sentindo muito fome... Pensando bem... Eu tenho fome, só não tenho como voltar pra minha forma humana...
Meu estomago roncava muito, não sabia a onde estava muito mesmos como voltar a forma humana, se é que conseguia. Vi uma macieira, ao longe, só tinha um problema estava dentro de uma fazenda, não tinha como eu ir pra lá sem que me vissem. Vamos lá , hora de tentar voltar a ter duas pernas ao invés de patas. Me concentrei, ficando o mais calma possível e aos pouco senti que já esta sobre minhas pernas de novo. Tinha agora um pequeno detalhe, eu estava nua. Daora hein, perdi o meu moletom preferido quando virei esse bicho. Bem né roupas explodindo a parte, fui andando bem de vagar rumo a macieira de maneira que ninguém me visse e peguei todas as maças que cabiam em meu braços, peguei quase todas hihi. Corri para a floresta, sentei em baixo de uma arvore e comi todas, todas, as maças, estava com muita fome, aquilo me saciou um pouco. Fiquei sobre a sombra pensando no que havia me acontecido, ou o porquê de tudo isso. Mal percebi que já tinha passado muito tempo ali, quando meu corpo começou a ficar mais relaxado e antes que eu pudesse evitar, acabei caindo no sono.
Enquanto isso em algum lugar

Pov’ desconhecido

Estava assistindo minha tv com minha filha quando uma noticia me chamou a atenção:
Lobo gigante aparece em cidade no Canadá
Sophie , 45 anos, afirma que sua filha , 16, se transformou em um lobo gigante a 2 semanas atrás. Essa noticia, infelizmente só pode ser divulgada agora por causa dos transtornos emocionais que Sophie vem passando desde o que supostamente ocorreu. Nada disso está realmente confirmado. Fontes disseram ter visto, durante essas semanas pegadas na floresta e uivos. Será um lobo comum que se perdeu do seu bando ou algo maior que isso? Traremos mais informações.
Olhei pra minha filha que me fitava com o mesmo espanto e esperança nos olhos.
- É ela

Pov’
Acordei assustada, havia tido um pesadelo/lembrança do que dia que me transformei. Já estava de noite. Tinha que me transformar de novo... Mas como? Olhei para a pequena fazenda, nada me ajudaria... Levantei e fiquei olhando pra floresta, precisava pensar no que fazer daqui pra frente, viver em forma de lobo pra sempre não era uma opção muito legal.
Tenho quase certeza que meu lugar de origem tem muito haver com isso, porque acho que essa transformação que me aconteceu não poderia acontecer assim, do nada. É isso que eu vou fazer, vou procurar minha família verdadeira em qualquer lugar que eles estiverem. Primeiro eu só preciso voltar pra minha forma animal (rawr selvagem). Me concentrei, como se estivesse deixando meus instintos me domirarem e logo a dor, a temperatura extremamente alta, os tremores e o corpo se contorcendo voltaram. Quando olhei pra baixo, onde estavam minhas pernas, já estava sobre patas. Até que não foi tão difícil, estava quase entrando na floresta para ir em direção às respostas que tanto me rondavam quando ouço algo se aproximar de mim. É um homem, de aparência humilde, provavelmente o dono da pequena fazendo que esta procurando quem roubou suas maçãs.
Assim que ele me viu ficou estático. Ótimo, era só isso que eu precisava para recomeçar minha vidinha com chave de ouro. Ele ficou me olhando por um longo tempo, certeza que ele esta com medo, o pavor estava estampado no seu rosto. Tentei me afastar, mas quando ameacei mexer minha pata traseira ele saiu correndo. Fico parada, sem reação, na verdade queria saber o que ele ia fazer, ainda bem que obtive sucesso, ia ser muito estranho ter uma loba parada na frente da sua casa, acho que ele morava lá né, sem fazer nada. Sim seria estranho, você esta ficando louca. Aguço minha audição e consigo ouvir ele dizer algumas coisas
- Policia? – De novo não... – Aquele lobo gigante que falaram na televisão esta na saída da floresta perto da minha horta. Sim tenho certeza de que não é um lobo comum. Certo. – Ele desligou o telefone e ficou olhando pra janela.
Acho melhor eu sair daqui antes que a policia chegue se é que vão vir pra cá... Virei em direção a floresta e desatei a correr feito uma louca, se eles entrassem na floresta poderiam seguir meu rastro, ai estaria ferrada.
Dias depois...
Entrei numa caverna, há quanto tempo não ficava desse jeito... Na verdade não sabia mais ao certo há quanto tempo tinha saído de casa, mas não se passava de duas semanas. Até por que essa eh a primeira vez desde que me transformei naquela coisa não volto a minha forma “humana” se é que sou realmente isso...
Peguei uma navalha, roubada obviamente. Sei que é errado, mas era a única maneira de conseguir uma sem que me vissem... Sem roupas. Segurei meu cabelo, fazendo um rabo de cavalo não muito alto, segurei aquele objeto, tomei coragem e cortei aqueles fios, que eu tanto amava. Não pude segurar as lagrimas que, aos pouco, caiam sobre meu rosto. Mas essa era a coisa certa a fazer, devia a minha vida antiga para trás, eu nunca mais seria a mesma. Uma nova surgiria. E ela era uma loba.
Fiquei olhando meus cabelos enquanto meu rosto era banhado pelas lagrimas. Isso era necessário, além de querer começar minha vida novamente do zero, precisava cortar meu cabelo, meu pelo estava muito cumprido e isso estava me dificultando na hora de correr pela floresta.
Estou sentindo que as minhas explicações estão próximas, então é bem provável que eu esteja a poucos dias da minha verdadeira família. Sinceramente estou muito animada para chegar até lá, não vejo a hora de conhecer meu pai, se este ainda estiver vivo, e meus irmãos. Quero ver se estes são parecidos comigo, só espero que me acolham bem, seria muito bom estar em um lugar onde eu sei que é meu assim por dizer.
Hora de partir. Sequei minhas lagrimas, joguei a navalha numa pequena fenda que tinha na caverna, me transformei e sai correndo. Corri, corri como nunca na minha vida, algo parecia estar me motivando, acho que a esperança de reencontrar minha família, não sentia fome, cansaço, nada. A cada passo que eu dava com as minhas patas enormes sentia que estava cada vez mais perto. Devo ter corrido uns 3 ou 4 dias sem parar, e nada nem ninguém iria me parar agora.
Depois de correr muito, de repente meu corpo parou, eu não conseguia me mover mais, estava perto, bem perto de uma pequena estradinha que por sinal estava deserta. Havia uma placa muito bonitinha de madeira (n/a: não sei ao certo como é a placa ok?) perto de mim, forcei meu corpo para mais perto da tal placa para que eu conseguisse ler o que estava escrito ali.
Bem vindo a La Push
E antes que eu fizesse alguma coisa, meu corpo caiu na frente da placa, não eu não estava desmaiando, tinha acabado de sentir o cansaço de tanto tempo sem parar de correr por um minuto sequer. Agora eu sabia, tinha chegado ao meu lugar, meu lar. La Push.

Capítulo 4


Juntei todas as minhas forças para levantar e seguir em frente, ainda bem que consegui. Voltei para a floresta, afinal não seria nem um pouco agradável para ninguém se vissem um lobo enorme andando pela estrada, certo? Certo. Assim que cheguei à floresta, prestei mais atenção ao lugar. Ele era lindo, cheio de arvores, vários animais e flores diferentes. Estava envolta de em pensamentos quando vi uma figura estranha muito ao longe em cima de uma arvore, quando de repente aquele cheiro enjoativo de tão doce chegou a mim. Ainda bem que o vento estava ao meu favor, se não aquela coisa em cima da arvore poderia sentir meu cheiro, caso fosse desenvolvida. Aquele cheiro me lembrava muito o daquele cara cujo o nome não tenho a mínima vontade de pronunciar. Ele/ela/aquilo estava apenas observando o lugar, mas algo me dizia que não era coisa boa. Meu instinto dizia que eu deveria acabar com aquela coisa, e seria agora.
Fiquei em posição de ataque e me preparei. Soltei um uivo, na verdade tentei gritar, mas como não da sabe, e corri em direção àquela coisa. Conforme fui chegando mais perto vi que na verdade era uma mulher, de cabelos ruivos, linda por sinal. Em muitas coisas se parecia com ele o que a diferenciava eram seus olhos, eles eram vermelhos igual sangue. Aquilo me assustou, de verdade. Mas nada me faria parar, eu iria acabar com ela, nem que eu tenha que morrer para que isso acontecesse. Com toda a minha força me joguei pra cima dela e tentei morder seu ombro, mas ela tinha uma velocidade sobrenatural e conseguiu desviar, derrapei até parar, fui pra cima dela de novo e começamos a lutar. Ouvi que tinha algum animal grande chegando perto da gente por um lado e por outro um humano, o humanos estava mais perto e estava sozinho. Acho que ela também ouviu os dois chegando e quando eu menos percebi, ela me jogou contra uma arvore e senti alguma coisa quebrando, em mim, e saiu correndo em direção ao mar, se jogando logo em seguida.
Levantei-me com dificuldade e olhei para a direção em que ouvi o humano e tomei um susto, ele estava a mais ou menos 5 metros de mim. Ele se assustou quando me viu, óbvio. Ele aparentava ter uns 50 anos no máximo, tinha um bigode preto, cabelos curtos também pretos e vestia uma roupa policial. Fiquei encarando-o durante um tempo, eu sei sou idiota e fico encarando policiais, pensei bem e fui dar meia volta. Mas o que eu não sabia era que ele iria dar um tiro em mim. Em menos de 10 segundos após o som do tiro, senti meu ombro ser perfurado e soltei um uivo de dor, aquilo era horrível, tinha que sair daqui antes que eu fosse morta. Porém não sabia pra onde correr, estava desorientada por causa da dor.
Ouvi então que o animal ainda se aproximada de mim, pelo som era grande e veloz, pois já estava a poucos metros de mim. Sem controlar, meu corpo enorme de lobo foi correndo, sem ligar pra minha dor no ombro, em direção ao grande animal. Enquanto corria ouvia que o humano de afastava, provavelmente estaria correndo, na direção contraria a minha. Corri por mais alguns poucos minutos, chegando no animal e não acreditei no que vi. Era um lobo enorme, parecido comigo só que seus pelos eram de um marrom avermelhado. Algo nele me parecia familiar, mas acho que era apenas coisa da minha cabeça.
Assim que vi que ele se aproximava de mim, senti meus ossos doerem, aposto que tinha quebrado alguns, e meu ombro latejar como se a bala estivesse me perfurando mais. Olhei para o lobo que tinha um olhar de desespero e falei pra mim mesma, querendo poder saber falar com ele, “Me ajude” e comecei a me entregar a escuridão. Apenas tive tempo de sentir meu corpo voltando a forma humana e ver, sem foco nenhum, o lobo se transformar em um homem colocar rapidamente uma bermuda, cuja cor não identifiquei, e vir na minha direção.
Pov’ Jacob
Estava andando pela floresta coisa que fazia recentemente não sei por que, estou ficando louco. Quando ouço um uivo, parecia estar com raiva de alguma coisa, mas não conseguia ouvir a mente de nenhum dos meninos, nem de Leah, estranho.
Deixei meus instintos me dominarem e sai correndo em direção ao uivo. Conforme fui chegando comecei a sentir aquele cheiro de vampiro insuportável, aquele cheiro me era familiar, Victória. O que ela esta fazendo aqui? Já basta ter matado o Harry ainda esta atrás da minha Bella?
Corria com toda a minha velocidade quando ouvi um tiro e um uivo de dor. Senti como se algo dentro de mim também sofresse, então comecei a correr mais rápido. Ouvi que o lobo se aproximada de mim então diminui um pouco a corrida, o lobo de movia lentamente, provavelmente estria muito ferido. Corri mais um pouco então eu o vi, não era um lobo, era uma loba. Ela parou no mesmo instante que me viu e ficou me olhando, do nada uma estranha sensação de que já a conhecia começou a me rondar. Comecei a me aproximar dela bem de vagar para tentar ajudar quando ouço uma voz quase como um sussurro na minha cabeça.
“ Me ajude” – Veio dela, assim que ela disse isso ela caio no chão e foi voltando a forma humana. O desespero começou a me consumir, tinha um grande medo de perdê-la. Rapidamente voltei ao normal, coloquei minha bermuda que ficava amarrada na minha perna/pata e peguei-a no coloco.
Corri em direção a minha casa, acho que meu pai e Rachel, que estava passando as férias por aqui, poderiam me ajudar. Enquanto ia até em casa, olhei para seu rosto, ela tinha os traços doces, bem delicados, parecia um anjo, porém estava bastante arranhada e seus cabelos lisos e escuros como a noite estavam um pouco acima de seus ombros. Foi quando eu vi que ela havia levado um tiro, que provavelmente teria vindo do Charlie, pois ele estava caçando sozinho hoje... Com isso corri mais rápido.
Quando estava quase chegando perto da minha casa, voltei a encara-la. Ela tinha algo muito familiar, mas não conseguia me lembrar direito o que... Foi quando a imagem da minha mãe veio na minha mente, há tempos que não lembrava mais de seu rosto mas essa garota era praticamente igual a minha mãe, seguida por duas lembranças que julgo ser bem antiga.
Flash Back on –
corria pra todos os lados e eu como bom irmão dois anos mais velho corria atrás para protegê-la. Papai e mamãe estavam sentados na varanda observando tudo enquanto Rachel e Rebecca conversavam sobre alguma coisa que eu não conseguia entender.
Fiquei sentado na grama olhando enquanto ela ia atrás de uma borboleta, mas ela voou alto e ela desistiu dela, então pegou uma flor, muito bonita por sinal e veio até mim.
- Jake, Jake, ola que for mais bunita! – Disse ela com sua vozinha infantil e depois deu uma risada – Bem! – Pegando minha mão e me puxando – Mãe, pai ola que for bunita! – Meus pais riram dela então papai me pegou no colo e mamãe pegou que colocou a flor no cabelo da nossa mãe e começou a rir – Mamãe ta lindaaa! – Gritou e depois começou a rir
Flash Back off-
Essa lembrança era muito antiga, bem antes dos meus pais sofrerem um acidente de carro e minha mãe não resistir. Mas ai veio uma lembrança triste para todos nós...
Flash Back on –
Estava chovendo, eu não parava de chorar. Fiquei olhando a janela quando sinto uma mãozinha me cutucar. Era , ela estava com seu ursinho e uma mochilinha nas costas, claro que o resto se suas roupas já tinha sido levadas pro carro.
- Jake, não chora, eu vou voltar... – Ela havia sido adotada por uma mulher que estava fazendo uma pesquisa aqui na reserva e meio que se apaixonou por ela, meu pai estava passando por dificuldades pra cuidar de mim e da minha irmã depois que minha mãe morreu no acidente de carro que o deixou numa cadeira de rodas, não havia outra saída, já que minhas irmãs saíram de La Push para escapar das tantas lembranças que tinham da mãe aqui.
- Vai mesmo ? – Disse com a voz chorosa
- Vou sim. – Disse ela limpando minhas lagrimas – Promete uma coisa pra mim?
- Prometo
- Promete nunca se esquecer de mim?
- Prometo, nunca vou esquecer na minha pequena Sarah. – Era como minhas irmãs e eu a chamávamos por causa da sua grande semelhança com a minha mãe.
Ela sorriu, me abraçou, deu um beijo na minha bochecha e saiu de casa indo em direção ao carro. Vi ela derramando uma lagrima enquanto acenava pra mim. É, minha pequena Sarah se foi..
Flash Back off –
Antes que percebesse, já estava chorando. Como eu pude esquecer-me dela? Tudo bem era uma criança mas nunca deveria ter me esquecido dela.
- – Sussurrei com a voz embargada – você voltou pra nós.


Capítulo 5


Jacob's POV
Entrei em casa correndo, sem ver quem estava em casa e coloquei na cama e fui ao quarto da Rachel pegar uma roupa pra ela, vai que serve... Assim que entrei no quarto dela ela levou um baita susto.
– Que isso Jake, está louco?
– Rachel, só me da uma blusa sua e um short rápido, melhor, me ajuda, por favor. – tá bom, eu estava só um pouquinho desesperado.
– Como que eu posso te ajudar se eu não tenho a mínima ideia do que você está falando?
– Olha, Rachel se eu te contar você vai falar que estou louco, então é melhor vir aqui comigo e ver com seus próprios olhos. – peguei-a pelo braço, junto com uma regata e um short e fui até o meu quarto, onde estava. O que me preocupou foi seu estado, ela não havia melhorado nada, mesmo sendo uma loba.
– Espera, Jake. É quem eu estou pensando que é? – Rachel estava estática ao meu lado, como se o que estivesse vendo fosse apenas um fruto da sua imaginação.
– Bem, se pensamos igual... Sim – assim que terminei de falar Rachel começou a chorar. Sério, nunca vi minha irmã assim...
– Não acredito. Como que ela conseguiu chegar aqui, como sabia aonde ir? – Rachel chegou bem perto dela e passou a mão no seu rosto, tendo certeza que aquilo não se passava de um sonho. – Ela é que nem você né, Jake? – até que Rachel aceitou bem o fato de eu virar lobo, bem, agora ela aceita bem. No começo foi bem confuso, mas até que ela reagiu bem.
– Sim, Rachel. E isso é o que mais me preocupa. – ela se virou pra mim com uma cara de quem não estava entendo absolutamente nada. – Ela já devia estar se curando, mas não vi nenhuma melhora, mesmo que tenha se passado pouco tempo de quando eu a encontrei na floresta.
– Bem, não sei se ajuda, mas acho melhor você ir procurar o Carlisle, eu fico aqui com ela. – fiquei meio receoso em deixá-la, tinha tanto medo de perdê-la novamente. – Tudo bem, ela vai estar aqui quando voltar. – ela me deu um sorriso. Fiquei mais um pouco e fui para a casa dos Cullen.
Não demorou muito para que eu chegasse na fronteira. Sentia o cheiro daqui, que horror. Voltei a minha forma humana e fui até a porta da casa deles, antes que eu batesse nela, Edward já estava abrindo-a.
– Lá em cima, Jacob. – disse ele que já havia lido meus pensamentos.
Apenas assenti e fui até o escritório do Carlisle. Quando cheguei à porta, novamente não precisei bater. – Entre, Jacob. – entrei silenciosamente na sala e fiquei mudo, não sabia o que falar. – Edward me disse que você precisava de mim, o que aconteceu?
– É a minha irmã... Na verdade vocês nunca devem ter ouvido falar dela, ela foi adotada quando minha mãe morreu porque meu pai não tinha como cuidar de nós dois sozinho, já que minhas irmãs saíram de La Push, e eu não me lembrava dela até que do nada ela apareceu na floresta lutando com a Victória, que estava aqui fazendo sei lá o que, depois o Charlie, que estava caçando na floresta, deu um tiro nela achando que ela iria atacá-lo. Eu a levei pra casa e Rachel está com ela, mas o problema é que ela deveria estar se recuperando, como todos nós transformos quando nos machucamos, e até agora ela está do mesmo jeito, toda arranhada. Deve estar com ossos quebrados e com um tiro no ombro. Por favor, Carlisle tem como você examiná-la? – desespero e medo. Era isso que me domina nesse momento. Desespero por ter de ver daquele jeito e não conseguir fazer nada e medo de perdê-la. – Claro que sim Jacob, vamos lá. – disse ele enquanto pegava sua maleta. – Tudo bem se eu ultrapassar a fronteira?
– Sim. Qualquer coisa eu conto para o pessoal o porquê.
Saímos da casa dos Cullen e fomos em direção a minha casa. Logo chegamos lá e foi logo examinada. Fiquei ao lado dela a todo o momento segurando sua mão, não correria o risco de perdê-la novamente, não mesmo. Enquanto Carlisle fazia os curativos na , percebi que a mesma estava muito magra, parecia que não comia direito há muito tempo. Um calafrio percorreu minha espinha só de pensar no que ela poderia ter passado. Ainda me pergunto como ela chegou aqui, mas só conseguiria saber quando ela acordasse. Acho que umas 2 ou 3 horas depois Carlisle finalmente terminou.
– Bem Jacob, a bala não chegou a perfurar muito, ela quebrou duas costelas que logo estarão novinhas em folha e os arranhões são superficiais. Mas ela está muito fraca, então eu vou dar um pouco de soro pra ela, isso vai ajudá-la na cicatrização. Ela vai acordar em no máximo dois dias por causa dos remédios, mas ela está bem agora.
– Obrigad, Carlisle. – disse aliviado.
– Não há de que, Jacob. E não se esqueça de levá-la para uma visita quando ela acordar.
– Pode deixar. – e assim ele se foi.
– E aí, está tudo bem com ela? – disse Rachel entrando no meu quarto.
– Agora está... – disse suspirando. Ficamos em silêncio uns minutos, só observando que agora dormia tranquilamente. Ela estava bem, apesar do curativos e das ataduras.
– Sabe, Jake. – disse Rachel. – Como vamos contar para o Billy? – agora ela me pegou de surpresa, não tinha a mínima ideia de como contar isso pro meu pai.
– Me contar o... – ferrou, agora que meu velho morre do coração. – que? Rachel, eu estou sonhando?
– Não pai, não está.
– É ela? É a minha ? – disse meu pai com lágrimas nos olhos.
– Sim pai, é ela. – dessa vez eu que respondi.
– Jake, meu filho. Você se lembra dela?
– No começo não me lembrava, mas depois a última vez que nos vimos veio na minha cabeça e tudo ficou claro novamente. – disse sorrindo enquanto olhava pra Cris.
– Mas o que houve com ela? Onde você a encontrou?
– Eu estava na floresta e senti cheiro de vampiro e a vi lutando com Victória. Não me pergunta o que aquela coisa estava fazendo aqui. Victória a machucou, um caçador viu Cris e se assustou, claro um lobo enorme no meio da floresta, mas enfim, e atirou nela. Trouxe-a para cá, Carlisle passou aqui, está tudo bem. Ela só está com duas costelas quebradas, alguns arranhões, o tiro não foi tão grave e está fraca. – falei rápido, eu sei.
– Ótimo. E em quanto tempo ela acorda?
– No máximo 2 dias.
– Agora é só esperar pra ver, vamos ter que contar a ela toda a verdade. Só espero que ela reaja bem. Meu medo agora é perdê-la.
– O meu também pai, o meu também.

Capítulo 6

's POV
Aos poucos minha consciência voltou pra mim. Foi quando senti que estava deitada numa cama, mas onde? Possivelmente em um hospital ou algo do tipo. Bem, era o que eu achava, até eu abrir meus olhos e descobrir que estava num quarto comum, mas de quem?
Tentei me sentar devagar, mas foi algo bem difícil, logo soube por quê. Estava cheia de ataduras nas minhas costelas, pelo jeito tinha quebrado algumas quando aquela mulher estranha me lançou contra a árvore, e um curativo no meu ombro por causa do tiro. Mas quem será que me trouxe aqui...
Resolvi então olhar o lugar onde eu estava. Ele era muito simples, mas também muito bonitinho, apesar de estar um pouco desorganizado... Quarto de menino, pensei. Enquanto passava o olho naquele pequeno cômodo um cheiro amadeirado me invadiu e uma lembrança de quando eu era criança veio até a minha mente.

Flashback on
– Jake, não chora, eu vou voltar... – Disse enquanto limpava as lagrimas do meu irmão.
- Promete nunca se esquecer de mim?
- Prometo – Sorri com a resposta.

Flashback off

Mal percebi e já estava chorando. Eu consegui, eu achei minha família depois de tanto correr sem rumo, eu realmente consegui. Foi ai que me entreguei às lagrimas e aos soluços, quando percebi a porta do quarto se abriu rapidamente e alguém, que julgo ser um homem, me abraçou e aquele cheiro amadeirado ficou mais forte. Abracei-o de volta com o braço que não estava enfaixado.
- Jake, não acredito que é você – Disse em meio a soluços, ele me abraçou mais forte e quando vi nós dois chorávamos. Ficamos assim por um tempo até que nos afastamos um pouco. – Quanto tempo...
- Concordo. – Disse ele. – Mas espera aí, como você lembrou?
- Seu cheiro – Dei um sorrisinho tímido que ele retribuiu com um enorme sorriso.
- Então quer dizer que minha irmãzinha é uma loba que nem o irmão aqui. – você acha? Nem um pouco.
- Inha? Irmãzinha? Olha o meu tamanho menino não tenho mais 4 anos pra você cuidar de mim. – Por favor né, odeio que me tratem como criança, tudo bem que ele é mais velho que eu, mas não tanto. -
-Você sempre vai ser um bebê pra mim. – Ele bagunçou meu cabelo.
- Ei, não faça isso, só vai piorar a situação do meu cabelo. – Estávamos rindo quando me lembrei da mulher com que lutei, do tiro e do lobo, que já sabia que era o Jake. – Jake, eu lutei com uma mulher muito bonita e perigosa, ela tinha um cheiro muito doce e enjoativo. Você sabe o que ela é?
- Ela é uma vampira. Sei que parece mentira, mas não é, o nome dela é Victória e digamos que ela não é uma vampira boa.
- Como assim, boa?
- Não são todos os vampiros que são “maus”. – Fiz uma cara de interrogação – Alguns vampiros não se alimentam de sangue humano pra saciar a sede, tipo os Cullen que são uma família, parece que “clã” não os agrada, é mais pra quem se alimenta do sangue animal. Neles eu meio que confio, um pouco. Se não fosse o Carlisle, que é uma espécie de pai da família, você talvez demorasse mais que dois dias pra acordar, foi ele que fez esses curativos em você.
- Ata, acho que entendi... E o que eu, quer dizer, nós somos?
- Bem, não somos apenas nós dois, tem mais umas 8 ou 9 pessoas.– Ok, fiquei espantada - Somos transformos, podemos nos transformar em um animal, que no caso de todos aqui, é o lobo. Nós existimos para proteger o povo de La Push e qualquer humano dos vampiros, sempre que um vampiro novo se aproxima das nossas terras, algum garoto começa a ter os sintomas da transformação, que aposto que você já sabe, e depois de algum acesso de raiva tem sua transformação completa.
- Pera, você disse garoto?
- Sim, você e Leah são as únicas mulheres em toda a história quileute que se transformaram. Bem, continuando, quando nos transformamos, nosso corpo se desenvolve muito rápido, geralmente isso acontece na hora que viramos lobo pela primeira vez, e perdemos a capacidade de envelhecer como se o nosso corpo estivesse paralisado, o bom é que nos curamos rápido e nunca ficamos doentes. Ficamos no mesmo jeito até pararmos de nos transformar, ai começamos a envelhecer normalmente. Ah, e como lobos não falam, obviamente, nos comunicamos mentalmente, mas essa parte não é muito boa, porque qualquer coisa que a gente pensar, os outros vão “ouvir”, então controle seus pensamentos – Ele riu
- Estranho isso, tem mais alguma coisa que acontece com a gente?
- Tem, mas não acontece com todos. Se chama imprinting, é uma coisa louca que acontece quando encontramos a nossa “alma gêmea”, é como a gravidade. Toda a força dela muda. De repente não é mais a terra que te prende aqui. Você faria qualquer coisa, seria qualquer coisa que ela precisasse. Um amigo, um irmão, um protetor. (n/a sim eu peguei a fala do Jake em amanhecer part 1)
- Nossa que profundo, mas eu acho meio injusto...
- Como assim injusto?
- Você é obrigado a amar essa pessoa, ela pode ser uma desconhecida e quando você olha pra ela, BUM se apaixona feito um idiota. – Ele riu – Quem já teve?
- Por enquanto só o Sam e o Jared.
- Sinceramente, eu acho que nunca quero ter um imprinting. Não quero ser obrigada e amar uma pessoa... – Disse enquanto encostava minha cabeça no ombro do Jake e suspirava. – Cara seu cheiro é muito bom... – Ele riu. Fiquei um tempo encostada nele, depois tive uma ideia – Que tal me levar pra conhecer aqui?
- Com essas ataduras? – Ele levantou uma sobrancelha
- Aposto que já está tudo curado, você disse que nos curamos rápido, não é? – Ele assentiu – Então, minhas costelas nem doem mais, por favorzinho Jake. – Fiz carinha de cachorro sem dono.
- Tudo bem- Ele disse derrotado- Vamos tirar ver como está esse ombro primeiro. – Ele foi até o ombro que eu havia levado um tiro e tirou o curativo pela metade, não havia mais nada. Dei um sorriso de alivio. – Novinho em folha, agora vamos tirar essas coisas de você. Vou pegar uma tesoura, já venho. – Ele saiu do quarto e acho que foi ao banheiro, não sei. Olhei pra mim mesma e vi que estava com uma regata e um short, mas de quem será? Hum... Logo ele voltou com a tesoura. – Vire de costas pra mim. – Fiz o que ele pediu, logo ele estava cortando aquelas faixas.
- Jake, de quem são essas roupas? Porque você deve saber que quando voltamos à forma humana estamos... – Não precisei terminar, ele soltou uma risadinha fraca. Sinceramente eu não ligo do Jake ter me visto sem roupa, ele é meu irmão, confio nele tenho certeza que ele nunca faria nada de mal comigo.
- São da Rachel
- Da Rachel? Ela está aqui também? – Falei toda esbaforida e animada, não via a hora de rever a todos.
- Sim, mas ela foi para Seattle fazer compras.
- E o papai? – Tinha medo da resposta, não o via há tanto tempo...
- Ele foi pescar com o xerife Charlie, só volta de noite. – Disse ele terminando de cortar as faixas. – Pronto, agora é só você puxar. – Claro que ele não ia fazer isso, elas estavam enroladas por todo o meu tórax.
- Obrigada Jake. – Abaixei a blusa e virei pra ele. – Jake, será que a Rachel não se importaria de me emprestar mais uma blusa e um short? Queria tomar um banho. – Sorri envergonhada.
- Certeza que não, vou te levar no banheiro e vou pegar as roupas no quarto da Rachel.
Ele me ajudou a levantar, assim que fiquei de pé senti tudo rodar um pouco. Jake segurou forte na minha cintura.
- Desde quando você não come pequena?
- Desde que eu fiz 16 anos. Nesse meio tempo vindo pra cá eu comi algumas maçãs, mais nada
- Pelo jeito Carlisle estava certo sobre você estar fraca.
Ficamos parados até minha tontura passar, ele me levou ao banheiro e foi buscar umas roupas da Rachel. Assim que ele entregou-as pra mim, tirei as faixas, jogando todas no lixo e então entrei debaixo do chuveiro e deixei a água cair no meu corpo. Enquanto lavava meus cabelos curtos, pensei em como eu fui sortuda em conseguir chegar até aqui e em como eu consegui lembrar do Jake. Agora eu estava mais que ansiosa pra rever a Rachel e o meu pai.

Capítulo 7


Terminei de tomar meu banho e fui me secar com uma toalha que o Jake havia trazido pra mim junto com as roupas de Rachel. Troquei-me, sequei meus cabelos, pendurei a toalha e saí do banheiro. Assim que abri a porta e pisei no corredor, senti um cheiro de comida, muito bom por sinal. Comecei a caminhar em direção aquele aroma delicioso. Cheguei à cozinha, sentei numa cadeira perto e vi que Jake preparava panquecas, varias panquecas pra dizer a verdade. Elas podiam muito bem alimentar umas 4 pessoas, eram muitas mesmo.
- Nossa Jake, quantas pessoas vão comer? – Disse rindo – Aliás, tá um cheiro muito bom. – Ouvi meu estômago roncar.
- Pelo ronco do seu estômago, acho que no mínimo 3. – Disse ele rindo
- Valeu – Meu estômago roncou novamente
- Acho que vou ter que fazer mais... – Ele riu. Senti minhas bochechas corarem.
- Para com isso já esta bom, eu como duas e você come duas e eu como duas.
- É preciso muito mais pra alimentar o lobo aqui. – Ele apontou pra ele com a espátula. Já disse que ele é convencido? Já? Só relembrando.
- Ok então, lobo foda do bando. Falando nisso, já que eu to aqui, eu vou ter que entrar pro bando?
- Se for ficar, que é o que eu mais quero, acho que sim. Mas ainda temos que falar com o Sam.
- O alfa?
- Sim
- E quando vamos falar com ele? – Disse animada, queria conhecer o pessoal do bando.
- Se ele estiver em casa, assim que terminarmos de comer – Jake colocou um prato na minha frente. No meu prato deviam ter umas 3 panquecas, no dele tinham umas 5.
- Comilão, ainda bem que não engordamos mais... – Acho que não se fosse assim meu irmão já tinha explodido de tanto comer.
- Isso é verdade – Disse ele com a boca cheia.
- Não fale de boca cheia – Disse batendo na cabeça dele depois rindo.
- Doeu – Ele passou a mão no lugar onde havia batido.
- Blábláblá. – Ri.
Ficamos conversando mais um pouco até terminarmos de comer, então fomos lavar a louça e saímos. Ficamos andando pelas ruas de La Push enquanto conversávamos, ele me contava tudo o que havia acontecido nesses anos que eu não estive por aqui, enquanto eu contava os mínimos detalhes das minhas pequenas, mas super divertidas, aventuras. Assim que chegamos na praia e sentamos na areia eu perguntei.
- E ai tenho alguma cunhada? – Ele riu com o nariz
- Não tem não – Ele disse suspirando, parecia deprimido.
- Que foi Jake? - Olhei pra ele, que encarava o mar agora – Tem alguma coisa que você queira me contar?
- É que – Ele suspirou – Tem uma garota que eu meio que, sou apaixonado. – Terminou cabisbaixo.
- Mas isso é ótimo, por que não conta pra ela?
- Ela tem namorado...
- Mas o que ele tem de tão especial que você não tem? Você é lindo, forte, alto, fofo, engraçado e tudo mais.
- Mas eu não sou um vampiro. – Tá, confesso que fiquei chocada, a garota namora um vampiro, só acho que quer morrer, tipo, só to achando mesmo. Garota loca meu Deus.
- Ela é retardada ou o que? – Ele me olhou surpreso – Sério Jake, ela namora um vampiro, ela quer morrer, é? – Ele deu uma gargalhada gostosa, esse era o meu Jake, não o garoto triste e cabisbaixo de cinco minutos atrás.
- E olha que você não sabe nem da metade, ela quase morreu, depois quase virou vampira, tentou suicídio e muito mais, tudo em menos de dois anos de namoro.
- Que menina louca! – Gritei indignada, ele só ria – E você ainda gosta dela? – ele deu os ombros. – Louco você também. Mas enfim, me conte essas histórias aí.
E assim ele fez, ele me contou cada detalhe, desde o vampiro que estava louco pra dar uma chupada no sangue da “Bellinha” até o dia que ela se jogou do penhasco. Realmente essa garota não bate bem da cabeça. Mas a parte que me deu mais raiva foi quando ele contou que enquanto o namorado havia sumido ela tinha procurado por ele, passou um tempo gigante com ele enquanto ele pensava que ela gostava dele mais que um amigo, ele se transformou nessa época e teve que se afastar dela, foi quando ela se jogou do penhasco também, e depois da cena do penhasco ela voltou correndo pros braços do vampirinho como se fosse um cachorrinho e não quis mais saber dele. Não conheço essa menina, mas se a visse eu seria capaz de socar a cara dela que ficaria um pouquinho, só um pouquinho, machucada. (n/a: eu não gosto muito da Bella ook? Acho que já deu pra perceber um pouco.) Ficamos conversando mais um pouco até que vimos que estava escurecendo.
- Vamos ver se o Sam esta em casa? – Nossa, verdade, eu havia esquecido que íamos falar com ele...
- Vamos. – E lá fomos, rumo a casa do Sam.
Chegamos lá e Emily, noiva do Sam, nos atendeu. Jake havia me contado que Sam tinha ficado com muita raiva e se transformou perto de mais da Emily, causando uma cicatriz no seu rosto. Ele se culpa até hoje pelo ocorrido, mesmo eu achando que foi apenas um acidente, afinal, acidentes acontecem todos os dias.
- Olá Emily – Jake disse enquanto entravamos – Essa é a .
- Me chame de – Eu disse enquanto apertava sua mão. Ela estalou os olhos e me olhou assustada.
- Já vai saber, Emily. – Jake deve ter visto o jeito com que ela me olhou. Ela assentiu – Sam está?
- Está sim, ele acabou de voltar da ronda. – Disse ela de um jeito todo delicado – Querido, Jacob está aqui. – Logo ele veio. Vestia apenas uma bermuda surrada e tênis que nem Jake.
- Oi Jake – Ele sorriu pro amigo, então me olhou – E você é , certo? – Como ele sabia? Ah, verdade...
- Super audição, verdade – Sussurrei pra mim mesma. Mas acho que ele ouviu porque me olhou espantado, como se eu tivesse falado algo terrível – Apenas , por favor – Disse sorrindo de lado.
Ele olhou pro Jake e disse.
- Algo pra me contar Jake? – Ele assentiu. – Venham vamos nos sentar. – E aí Jake contou tudo ao Sam, desde a história de eu ser irmã dele, até me encontrar na floresta depois que ter lutado com a vampira Victória. – Mas o que será que ela estava fazendo aqui? E como não descobrimos nada? Temos que aumentar as ronda, mas voltando ao assunto inicial. , você vai ficar por aqui então?
- Sim ela vai – Antes que eu pudesse responder Jake já se adiantou. –Meu velho não vai a deixar ir embora de novo depois que ele a viu. – Sorri, meu pai já havia me visto, mas eu deveria estar desacordada.
- Então creio que irá entrar para o bando, mas enquanto você não conhece o pessoal, pode ir fazer a ronda com o Jacob e a Leah, assim você conhece a floresta, tudo bem? – Assenti.
- E, quando é sua ronda Jake?
- 5 horas da manha. – Daora...
- Ok... – Disse triste – Vou ter que acordar cedo... – Rimos. Ficamos conversando, nós quatro, até umas oito horas. Foi quando fomos embora, nosso pai já devia estar em casa. Não via a hora de vê-lo. Chegamos em casa e assim que subimos na varando, ouço barulho da televisão e cheiro de comida, Rachel e Billy estavam em casa.
Abrimos a porta e assim que eu entrei com Jake atrás de mim, não acreditei no que vi.


Capítulo 8


- Pai! – Corri para abraça-lo. – Eu, eu não acredito que é o senhor. – Ok, já estava chorando, mas quem não choraria depois de ver o seu pai depois de mais de 10 anos?
- Shii, calma meu amor – Ele dizia baixinho enquanto passava a mão por meus cabelos, tentando me acalmar. Ficamos naquela posição por um tempo, eu chorando abraçada a ele e o mesmo passando a mão nos meus cabelos, até que eu comecei a me acalmar um pouco. - Melhor agora? – Ele deu um sorriso suave. Assenti e sentei no sofá, coloquei minha cabeça em seu ombro. Não falamos nada, apenas ficamos aproveitando aquele momento. Logo Rachel apareceu dizendo que o jantar estava pronto e eu saí correndo para abraça-la também. Fomos todos jantar, e olha, a comida estava muito boa. Jake até fez gracinha.
- Rachel, já pode casar hein – Rimos.
- Mas me conta, onde você esteve esse tempo todo? – Perguntou Billy
- Bem, eu morei no Brasil até os meus 10 anos, mas nunca parava em um estado por mais de 1 ano por causa do trabalho da Sophie. Vivíamos nos mudando, depois fui morar no Canadá, onde Sophie está até hoje... – Suspirei lembrando o dia que ela me colocou pra fora.
- E como chegou até aqui? – Perguntou novamente – Não, vamos do inicio. Como se transformou? – completou ele.
- É uma longa história... – Comecei a encarar o prato.
- Temos a noite toda – Disse Jake, eu ri de lado sem olhar pra ele.
Suspirei, tomando coragem. Vamos , você consegue você não vai deixar uma lembrança, por mais que ela seja ruim, te abalar certo? Certo.
- Eu já estava com “febre” há muitos dias, mas a temperatura do meu corpo nunca saia do mínimo dos 39,40 graus. Num dia, estava mexendo no meu computador quando eu vejo ao longe, um vulto branco passar na floresta, meu quarto ficava de frente pra ela dando uma vista ampla da grande floresta que ficava ali, quase que ao mesmo tempo em que aquela coisa passou eu senti um cheiro doce, muito doce, era um doce enjoativo, horrível. Na mesma hora senti meu corpo tremer bastante e minha temperatura aumentar, mais do que já estava. Não sabia o que fazer então corri pro chuveiro e tomei um banho de água gelada. Fiquei bastante tempo ali, tempo suficiente para sentir meu corpo relaxando e os tremores parando. Passada algumas horas, eu ouvi Sophie chegando, mas ela não estava sozinha, ela estava com um homem extremamente branco, olhos castanhos, que com certeza eram lentes, e extremamente bonito. Foi quando o cheiro enjoativo voltou, mas dessa vez mais forte, se é que isso era possível. Meu corpo começou a ter os mesmo efeitos, corri pro meu banheiro e tive que fazer todo o processo de novo. Me acalmei, em partes já que meu corpo não havia parado de tremer, e desci. O homem, que mais tarde descobri que era se chamava Stevan, estava na sala e Sophie na cozinha, fui até lá. Na cozinha ela deu um ataque, sei lá o que ela tinha e acabamos brigando. Algo dentro de mim dizia que aquele cara era perigoso e que devia sair da minha casa. Comi calada só os ouvindo conversarem como se fossem íntimos e quando acabei fui pra varanda. Fiquei lá durante um longo tempo, quando Sophie apareceu nervosa pra caramba e começou a gritar comigo e eu com ela e a cada palavra que nós gritávamos, sentia meu corpo tremer mais, minha temperatura aumentar. Comecei a sentir umas coisas estranhas, como uma dor enorme e meu corpo sendo jogado no ar e quando dei por mim era um lobo enorme. – Disse respirando sem ar. – Eu disse que era uma longa história.
- E como que ela reagiu ao ver você virar uma loba? – Quem perguntou dessa vez foi Rachel.
- Nada bem, começou a me chamar de monstro, dizer que não era mais filha dela e mais um monte de coisa. Eu via o medo e o desespero no olhar dela, era horrível. Mas o pior foi quando ela me mandou ir embora e nunca mais voltar, então eu virei pra floresta e sai correndo para dentro dela sem olhar pra trás.
- E como chegou aqui? – Jake perguntou dessa vez, sabia que essas perguntas iriam acontecer, sinceramente já estava esperando.
Olhei pra ele e respondi. – Eu corri, sem rumo, literalmente, sem parar durante umas duas semanas. Achei uma pequena fazenda e comi umas maçãs, foi a primeira vez que voltei para a forma humana, depois corri novamente. Depois de mais alguns dias, eu comecei a pensar que as respostas para o que estava acontecendo estavam na minha família, então decidi que precisava recomeçar do zero, começando por mim mesma, então voltei para a forma humana mais uma vez, e comecei a andar pela floresta. Depois de umas horas andando achei uma navalha perto de um acampamento, então peguei aquela faca e fui para uma caverna onde havia parado para descansar na noite anterior e que não estava muito longe e cortei meu cabelo, na altura que eles estão, eles iam até a metade das minhas costas. Fiquei mais um tempo na caverna, me transformei e comecei a correr, mas dessa vez eu estava seguindo meus instintos. Sem eles eu não estaria aqui...
- E como você a encontrou filho? – Perguntou meu pai
- Eu estava na floresta, algo havia me mandado ir pra lá, e vi um lobo lutando com a Victória de longe, devo acrescentar que você é mais rápida que qualquer lobo que já vi e não conseguia ouvir sua mente, temos que falar sobre isso com o Sam depois, mas voltando ao assunto, Victória acabou jogando a numa árvore e se jogou no mar, foi quando Charles apareceu e assustado, como qualquer outra pessoa que não sabe o segredo ficaria, acabou dando um tiro no ombro dela. Então a , acho que sem perceber, veio na minha direção. Quando ela me viu, parou no mesmo instante e começou a cambalear, eu acho que ela abriu a mente para que eu a ouvisse porque antes dela desmaiar e voltar à forma humana eu ouvi um me ajude. Fim
- Mas agora o mais importante é que você voltou pra nós e que agora vai ficar conosco. Certo? – Disse Billy
- É o que eu mais quero – Disse feliz. Depois disso Billy me disse que eu dormiria no quarto da Rachel, já que lá tinha duas camas. E ficamos os quatro conversando, sem ligar pra quanto tempo estávamos naquela mesa. Agora apenas uma coisa me importava, estávamos todos juntos e agora nada nem ninguém estragaria a minha alegria de reencontrar a minha família. Eu só não sabia que estava totalmente errada.

Capítulo 9


Depois de um tempo, eu e Rachel fomos dormir. No quarto ela me deu um pijama para eu usar, ele tinha uma camiseta azul com o emblema do super-homem (amo super-heróis) e um short preto. Me troquei no banheiro e voltei pro quarto, lá Rachel me contou que amanhã, depois que eu voltasse da ronda com o Jake e a Leah - que eu iria conhecer amanhã- iria me levar pra fazer compras em Seattle e que no dia seguinte teria que ir embora porque as aulas da faculdade iriam voltar na segunda, que seria daqui dois dias.
Ficamos de bobeira conversando mais um pouco até que Billy entrou no quarto.
- , você ainda está no colégio, certo? – Assenti. – Então vou aproveitar amanhã e arrumar as documentações para você entrar no colégio daqui, na segunda-feira, tudo bem?
- Tudo bem pai- Respondi sorrindo.
- Suponho que esteja no segundo ano, certo? – Assenti novamente, tenho sorte do sistema de escola da onde eu morava fosse igual ao daqui, seria horrível fazer o segundo ano de novo... - Ótimo, agora vão dormir, que já é muito tarde e pelo que o Jake me falou, vocês têm ronda amanhã de manhã. Boa noite meninas – Terminou ele saindo do quarto.
- Boa noite pai – Respondemos juntas, olhamos uma pra outra e rimos. Jake também passou para dar boa noite pra gente, e relembrou que as 5 da manha teríamos ronda. E bem na hora que eu acho que ta tudo alegre e brilhante, a ronda aparece pra me atrapalhar. Bem, pelo que estou vendo, isso é apenas o começo da minha nada mole vida. Ficamos conversando por mais uns minutos até que o cansaço nos dominou e acabamos dormindo.
“Eu estava numa campina muito linda por sinal, ela estava cheia de flores de pétalas roxas. Estava sentada sob a sombra de uma arvore, eu admirava aquele lugar quando vi um garoto virado de costas para mim. Ele é alto e forte, parecido com o Jake, mas um pouco mais baixo que ele, ele estava só de bermuda então suponho que também era lobo. Ele encarava algo a sua frente, foi quando o cenário muda e tudo fica sombrio. Eu me levanto e me aproximo do garoto, mas quando dou uns dois passos ele se transforma num lobo cor de areia e rosna para alguma a sua frente, olho para a direção em que ele encara e vejo um vampiro, que se parecia muito com Stevan, correndo ao seu encontro e ele faz o mesmo.
Eles começam a lutar vorazmente, não sei o que eu tinha, mas vê-lo lutando com o vampiro que toda vez tentava morder seu pescoço, me dava um desespero, um medo descontrolado de perdê-lo. Foi quando o vampiro arremessou-o numa arvore, pude ouvir o barulho de ossos se quebrando, e partiu para cima dele pronto para mordê-lo. Meu instinto de salva-lo falou mais alto e corri, em forma humana com uma velocidade anormal, para cima do lobo. Assim que chego nele sinto meu corpo começar a arder, mais que quando estou me transformando, e começo a me contorcer no chão. Começo a me entregar a inconsciência enquanto ouço alguém gritando meu nome.”

- ! !
Do nada começo a reconhecer a voz, era Jake. Que me chacoalhava como se um incêndio estivesse tomando toda a casa.
- , acorda menina tá na hora da ronda!
- Nossa... – Me sentei na cama silenciosamente para não acordar Rachel – Que sonho mais real...
- Acho que era mais um pesadelo porque você sussurrava coisa como, “arde, arde. Não não”, muito estranho. – Ele dizia enquanto íamos até a floresta, eu estava indo de pijama mesmo, assim que voltasse me arrumaria. – Quer me contar o pesadelo?
- Ah, depois eu mostro, é mais fácil.
- Claro, claro. – Disse ele. Andamos mais um pouco até que ficássemos invisíveis para quem olhasse para a floresta. – Então vamos lá, tira a sua roupa e pendura naquela árvore ali – Ele apontou pra árvore – E se transforma ou se transforma assim mesmo, mas acho que a primeira opção é melhor, pelo menos não explode a roupa... Eu vou pra lá – ele apontou pra outra árvore não muito longe da minha, mas escondida o bastante para que nenhum dos dois visse nada. Fui até a “minha” árvore, fiz o que Jake tinha dito e me transformei, até que não foi muito difícil.
- ? Está aí? – Disse o Jake dentro da minha cabeça, ainda vou me acostumar com isso, é uma promessa.
- Estou sim Jake.
- ? Não te ouço... - Estranho isso. Caminhei até onde Jake disse que iria se transformar. - Como não consigo te ouvir? - Ele estava confuso, eu também, não era para ele me escutar? Ai, além do fato de ser loba, ainda não consigo fazer com que os outros me escutem? Legal, joinha pra mim.
Me concentrei e meio que “deixei” com que lessem minha mente.
- Jake?
- Agora te ouço, o que fez?
- Ah, só “falei” pra mim mesma que os outros podiam ler a minha mente.
- , você é estranha.
- É, eu sei disso... – Suspirei – Mas e aí, vamos?
- Vamos sim, só temos que esperar a Leah, logo ela está aí. – E não demorou muito, em menos de 5 minutos Leah apareceu.
- E ai Jake. – Disse uma voz que eu suponho ser da Leah, vi pelos olhos dela que ela já corria, acho que ao nosso encontro. - Quem é ela? – Perguntou ela se referindo a mim
- Sou irmã dele, , mas me chame de .
- Irmã? Pensei que ele só tivesse duas... – Mais uma confusa, pensei. – Eu ouvi isso – Disse ela. Comecei a mostrar a ela toda a história, desde eu ser adotada por Sophie até eu chegar aqui depois de semanas. – Estranho isso... Mas tá bom, vamos logo fazer essa ronda chata. – E do nada ela ficou quieta e votou a correr, mas dessa vez para outra direção, que eu acho que é o leste enquanto eu e o Jake íamos para o oeste. Fiquei conversando com o Jake, ele me contava algumas coisas da matilha como o Paul ser um idiota que só pensa em provocar os outros e ficar dando em cima das garotas ou como o Jared ficava todo bobo quando estava com a Kim, seu imprinting. Ele me contou também que teria uma fogueira no domingo, lá eu poderia conhecer todos os meninos do bando, e que nosso pai aproveitaria a ocasião para me apresentar para todos.
Enquanto conversávamos, percebi que Leah ficava calada o tempo todo. Foi quando vi que, provavelmente sem querer, ela soltou uma lembrança que a deixava muito triste, e que foi isso que a deixou ranzinza desse jeito. Deixei quieto, fingindo que não tinha visto nada e quando estávamos terminando a ronda eu resolvi que ajudaria Leah.
- Leah, você poderia, assim que se transformar de volta vir até aqui um pouquinho? Queria conversar com você.
- Eu não tenho nada pra conversar com você garota. – Nessa hora o Jake já havia voltado à forma humana e estava me esperando em casa.
- Eu só queria conversar sabe de mulher pra mulher... – Ela suspirou derrotada e me disse que estava vindo. Voltei para a arvore em que tinha pendurado minha roupa, voltei à forma humana, me vesti e mandei Jake entrar que eu logo entraria também e esperei Leah chegar no lugar onde eu estava. Assim que ela chegou eu soube, agora seria a hora da verdade.

Capítulo 10

- Fala logo o que você quer. – Disse Leah assim que chegou perto de mim. Tá, aquela lembrança pode ter sido um dos motivos para deixar ela assim, sentia que ela não era assim há uns tempos atrás. Era como se algo tivesse a deixado assim.
- Queria saber o que te deixou assim, tão ranzinza...
- Não é da sua conta – Ela disse toda grossa – Afinal, você nunca iria entender mesmo... – Essa parte ela falou baixinho, como se estivesse pensando alto. Aproximei-me dela.
- Quem sabe se você me contar, eu não entenda... – Incentivei
- Você não vai desistir até eu contar, não é?
- Não mesmo.
- Igualzinha ao Jake – Suspirou ela.
- Fazer o que né? Meu irmão... – Ela riu baixinho enquanto sentava no chão. Me juntei a ela, sentando ao seu lado.
Ela respirou fundo e ficou olhando pra frente, como se estivesse tendo um flashback.
- Bem, há uns anos atrás, eu namorava o Sam. – Choquei, o Sam? Tá, mais tenso que eu pensei... - Naquela época ele já tinha se transformado, nós éramos um casal feliz, literalmente perfeito. – Ela suspirou, parecia que estava segurando lagrimas – Até que minha prima veio fazer uma visita a minha família e Sam teve um imprinting com ela e tudo acabou. Eu achava que mesmo com o imprinting poderíamos ser felizes juntos, que poderiam passar por cima disso, mas ele me largou... E tem meu pai que morreu de ataque cardíaco há um mês e meio por causa daquela vampira idiota, sem contar que eu virei esse, mostro. Eu fui a primeira mulher a se transformar nisso, eu tive que lidar com tudo isso sozinha, mesmo com os outros me ajudando, e ver o Sam pensando na Emily me faz ficar pior ainda, mesmo eu entendendo o imprinting agora, dói tanto... – Nessa hora ela chorava muito, não era mais aquela pessoa mal humorada de 5 minutos atrás, era apenas uma pessoa frágil que estava sofrendo muito por diversos motivos. Quando dei por mim já tinha abraçado Leah, que retribuía meu abraço e chorava cada vez mais, acho que ela estava botando pra fora tudo que não teve coragem de expressar esse tempo todo.
- Sabe Leah – Comecei, enquanto passava minha mão no seu cabelo, tentando conforta-la – Não vale a pena sofrer por homem nenhum, eu entendo que isso machuca, mas ficar do jeito que você ficou só vai fazê-lo ter certeza que ainda tem um lugar no seu coração, isso só aumenta o ego dele. Tenho certeza que você não quer isso quer? – Perguntei quando ela se afastou.
- Nunca... – Me respondeu enquanto eu limpava suas lágrimas.
- Então, que tal levantar essa cabeça e mostrar pra todo mundo que a Leah não se abala com nada? – Ela sorriu – E quanto a vampira, prometo que vai ter sua vingança. E ai topa voltar a ser a Leah de antes?
Ela levantou arrumou a roupa e me disse. – Só se for agora – Sorri com o que ela disse, ela já não era mais a Leah de uns minutos atrás, que guardava coisas demais sem nunca conseguir compartilhar isso com ninguém, agora ela era uma pessoa confiante, uma nova Leah.
- Tive uma ideia. – Disse enquanto levantava também. Tirei a terra do meu short e continuei – Eu vou fazer comprar com a Rachel depois do almoço, to precisando sabe, não tenho nenhuma roupa minha aqui, topa ir com a gente?
- Mas, será que sua irmã não vai achar ruim eu ir com vocês?
- Tenho certeza que não, aproveitamos e damos uma repaginada no visual de nós três, que tal, vamos?
- Vamos. – Ela disse sorrindo.
Então fomos para a minha casa, tínhamos que ver que horas mais ou menos minha irmã pretendia sair, afinal tínhamos que comer e tomar banho depois dessa ronda. Entramos na minha casinha linda rindo porque Leah começou a imitar o ronco do seu irmão, que acho que se chamava Seth, enquanto eu imitava o ronco do Jake.
- Não, mas é serio , o do Seth é muito mais engraçado. – Disse ela enquanto tentava controlar o riso.
- Se você diz... Eu nunca ouvi seu irmão roncar, só o meu. Mas se for parecido com o barulho que você fez, nossa é bem pior mesmo – Minha barriga já estava doendo de tanto rir. Incrível como em tão pouco tempo eu e Leah ficamos tão próximas, mas eu estava gostando, e muito, disso. Foi bom fazer uma amiga que além de ser super divertida e uma pessoa maravilhosa, me entendia como ninguém.
- Para tudo – Disse Jake ficando na nossa frente – Quem é você e o que fez com a Leah de hoje de manhã?
- Oi Jake – Disse Leah sorrindo pra ele. Ele olhou pra mim com aquela cara, o que você fez? Eu apenas dei ombros como quem não sabe de nada.
- Leeh, fica com o Jake um pouquinho que eu já volto, ok? – Ela assentiu e eu fui procurar a Rachel, ela estava no quarto mexendo no guarda roupa. – E ai Rachel?
- Ah, oi – Ela disse sorrindo. – Nossas compras ainda estão de pé?
- Então era sobre isso que eu queria falar com você. Tem problema se a Leah for com a gente?
- Nenhum problema, vai ser até legal, faz tempo que não converso com ela que nem antes. - Sorri
- E que horas nós vamos?
- Bem, como já esta quase na hora do almoço, que tal almoçarmos nós três no shopping?
- Ótima ideia! Vou falar pra Leah. – Sai correndo e fui pra sala, onde a Leah conversava animadamente com o Jake.
- E ai ? – Perguntou Leeh.
- Vamos assim que nos arrumarmos, então... Corre mulher – Comecei a rir.
- Melhor eu ir mesmo se não to vendo que a me arrasta pelos cabelos.
- Não duvide de mim – Continuei rindo. Nos despedimos e ela se foi. Assim que fechei a porta, Jake me encara com um olhar de curiosidade.
- Como que você conseguiu?
- O que? – Fingi de desentendida – Ah! A Leeh? Só conversei com ela. – Respondi enquanto ia pro quarto da Rachel, deixando para trás Jake de boca aberta.
- Voltei Rachel.
- Ok, eu já estou pronta, agora eu te deixo o meu guarda roupa a sua disposição pra você escolher o que quiser – Ela terminou de falar dando uma risadinha leve enquanto saia do quarto, me dando privacidade, olhei algumas roupas. Escolhi e fui tomar meu banho. Voltei pro quarto e vesti o que tinha escolhido, uma camiseta branca com um coração preto que parecia esta derretendo, uma calça jeans clara e um all star preto. Sequei meus cabelos e fui pra sala. Para minha surpresa Leah já estava lá, será que demorei muito?
- Vamos? – Perguntei assim que cheguei à sala. Elas concordaram nos despedimos de Jake, meu pai deve estar resolvendo aqueles documentos de que me falou ontem e fomos para Seattle fazer compras.

Capítulo 11

Nosso dia no shopping foi muito legal. Compramos diversas roupas, maquiagens, bolsas, sapatos. Tudo e muito mais. Aproveitamos também para comprar meus materiais já que enquanto estávamos no shopping meu pai ligou para Rachel avisando que tinha dado tudo certo e que eu estava matriculada no colégio. Antes de irmos embora paramos numa lanchonete para comer, de novo.
- Então quer dizer que vai estudar com os garotos e a Kim? – Começou Leah
- É, parece que sim... Mas você não estuda lá? – Perguntei enquanto tomava meu refrigerante.
- Eu já terminei a escola faz um tempinho. – Tá. Segundo choque do dia. Acabei engasgando.
- Para tudo – Ainda não tinha parado de engasgar – Como assim?
- Tenho mais de 20 anos, – Ela disse rindo.
- Oh my gosh! – Gritei. E elas riram
Continuamos comendo, conversando por mais um tempo e então voltamos pra casa. Deixamos Leah na casa dela, claro que só a deixamos ir depois que prometesse que voltaria para assistir filme com a gente, afinal já era de noite. Assim que chegamos em casa dei um “oi” para Billy, Jake já estava roncando no quarto dele, dorminhoco. Vou admitir também estava cansada, dormi muito tarde ontem e ainda acordei cedo pra caramba hoje. Fui pro quarto com a Rachel com um monte de sacolas, não estavam nem um pouco pesadas, mas mesmo assim eram muitas. Sinceramente não sabia onde enfiar tanta coisa, coloquei todas as minhas roupas na minha cama, para organizar direitinho, enquanto Rachel colocava as roupas dentro da sua mala, já que amanha cedinho ela teria que ir pro aeroporto. No tempo que eu apenas dobrava as roupas, Leah já tinha chegado aqui em casa. Logo eu terminei de dobrar tudo e colocar nas gavetas. Claro, com Leah me ajudando, óbvio que seria rápido, e fomos assistir a um filme.
Vimos um par de filmes, acho que quando terminamos o último já se passavam das 3 da manhã, como íamos ter ronda as 5, Rachel foi tirar um cochilo enquanto eu e Leah ficamos conversando na sala e vendo um programa qualquer na tv. Logo deu a hora da ronda e lá fomos nós ao trabalho. Antes disso Sam passou em casa para levar Rachel para o aeroporto. Nos despedimos com a promessa de que ela voltaria nas férias e aí sim fomos para nossa ronda. Como da última vez, ela foi tranquila. Enquanto íamos nos transformar, uma ideia veio na minha cabeça, na verdade uma lembrança do sonho, quando eu corro até o lobo numa velocidade fora do normal.
- Quer ver se é real? – Disse Jake após ver o que eu pensava.
- Vão vocês, eu to cansada, vou dormir porque hoje tem fogueira. – Disse Leah, antes de voltar à forma humana.
- Quero tentar Jake. Fica assim, vou voltar pra forma humana. – Dizendo isso voltei pra árvore onde havia deixado minhas roupas, me transformei e me vesti. Jake me esperava atrás de casa, ainda como lobo. Olhei pra ele e continuei. – Quando eu disser já, ok? – assentiu com a sua cabeça enorme. Preparei-me, respirei fundo. – Já! – Gritei e comecei a correr. Sai correndo e ouvi o Jake correr também, logo ele me passou, mas não foi muito. Apertei o passo e logo o alcancei, corremos mais uns metros e depois paramos. Jake foi se transformar e logo voltou.
- Tá, o que foi isso ? - Ele me perguntou surpreso.
- Nem eu sei Jake, nem eu sei. Era pra eu correr rápido desse jeito?
- Que eu saiba não, na forma humana nós somos mais rápidos que o normal, mas não assim. Vamos ter que falar com o Sam sobre isso também. Você é estranha . – Ele riu
- Tinha que ser né? Irmã de um bobalhão que ronca como um porco que nem você... – A cara dele foi hilária, comecei a rir sem parar.
- Ah para vai, eu não ronco que nem um porco. – Ele fez bico
- Ronca sim. – Apertei a boca dele, fazendo o bico ficar parecido com boca de peixe. Gargalhei.
- Ah é? Tá se achando engraçadinha? Vamos ver a engraçadinha agora. – E quando eu menos esperei Jake já havia me colocado no seu ombro e saído correndo comigo gritando, parecia uma patrícia mimada, afes. Estávamos rindo enquanto ele corria comigo de ponta cabeça no seu ombro, quando ele parou de repente e percebo que tem alguém na nossa frente. Jake me colocou no chão no mesmo instante que viu a pessoa.
- Bella? O que faz aqui? – Disse Jake. Então essa era a Bella? Ela era branca, de cabelos castanhos, seu rosto era até que um pouco delicado. Seu corpo, bem não tem muito a dizer, só que se ela dobrasse provavelmente quebraria no meio. Mas se o vampiro gosta, quem sou eu para julga-la? Eu tenho é que julgar o Jake por ter tanto mau gosto. Arg.
Bella olhou pra mim com um olhar um pouco estranho, parecia me analisar. Claro, estou de pijama e estou saindo da floresta com um cara lindo e musculoso, meu irmão é lindo mesmo, qualquer um que não soubesse que eu e Jake somos irmão, tipo ela, pensaria que estávamos fazendo orgia na floresta. Mas seu olhar tinha um toque de... Ciúmes, eu diria.
- Quem é essa? – Essa seria eu? E esse tom de desprezo? Ai garotinha abusada.
- Olha como você fala comigo, não sabe do que eu sou capaz. – Disse, já tremendo. Essa garota me deixava sem paciência, mesmo sem a conhecer, só pelo fato do Jake ter me contado o que ela fez com ele há uns meses já dava pra saber um pouquinho do caráter dela.
- Ela é , minha irmã e eu não vou aceitar que você fale com ela desse jeito Bella. – Repreendeu Jake.
- Desculpe Jake... – Disse ela se fazendo de vitima. Vi meu irmão de derretendo todo. Ai que vontade de arrancar a cabeça dessa vadia. Respira , respira. Comecei a contar até 10 em português para tentar me acalmar, isso sempre me ajudava, e aos poucos consegui parar o leve tremor do meu copo.
- Mas me diga Bella, por que está aqui? – Perguntou Jake.
- Alice teve uma visão, Victória está fazendo um exército de recém-criados. E bem, em nome dos Cullen, estou aqui para perguntar se vocês nos ajudam a combatê-lo.
- Certamente que sim, mas isso não é comigo, é com o Sam, vamos lá falar com ele.
- Jake eu não vou, tudo bem? Estou cansada, vou aproveitar e dormir um pouco antes da fogueira.
- Tudo bem . Vou aproveitar que vou estar no Sam e falar com ele sobre o que você faz.
- Faça isso, até mais Jake. – Dei um beijo na bochecha dele e aproveitei pra sussurrar, num tom que ela não ouvisse. – Lembra do que eu falei, ela só esta se aproveitando dos seus sentimentos, não se deixe levar. – Ele assentiu e eu fui para casa, quando passei por Bella não aguentei e acabei falando, bem baixo, mas numa altura boa o suficiente para ela e Jake ouvirem. – Uma coisinha que você fizer com o meu irmão, e eu mesma mato você. – Ri baixinho e fui pra casa. Como meu pai estava pescando com Charlie, não havia ninguém em casa então simplesmente entrei no meu quarto e me joguei na cama, me entregando a inconsciência.

Capítulo 12

Volte pra mim , por favor, não me abandone agora que eu tenho você. Não faça isso comigo...
- , acorde está quase na hora da fogueira. – Disse Jake me acordando. Levantei e passei as mãos no meu cabelo. Sonho estranho...
- Sonho de novo? – Assenti suspirando. – Quer me contar?
- Depois, tenho me arrumar. Aliás, que horas vai ser a fogueira?
- Daqui a uns 30 minutos. – Desesperei-me, e agora? Pouquíssimo tempo.
- Ficou doido Jake? 'Cê acha que eu vou me arrumar em meia hora? Ai meu Deus, não vai dar tempo – Já estava andando de um lado pro outro no me quarto, uma coisa nada legal de se ver.
- Calma tá? Não tem que chegar na hora , se arruma do seu jeito e depois a gente vai, ok? – Disse Jake me segurando pelos ombros. – E para de ficar andando de um lado pro outro, isso me deixa louco. – Rimos e ele me deixou no quarto.
Corri pro banheiro e tomei um banho demorado, afinal, eu tinha dormido desde as 11h até agora. Depois fui pro meu quarto para me trocar, coloquei um vestido tomara que caia com varias flores brancas, azuis e verdes com um cinto bege na cintura, uma tiara de laço bege e uma rasteirinha da mesma cor. Passei uma maquiagem básica; rímel, blush e um brilho clarinho. Sequei meus cabelos, deixando eles soltos, já que estavam curtos demais para prender e pronto, já estava mais que pronta. Fui até a sala, onde Jake me esperava para irmos para a fogueira, meu pai foi antes já que ele é do conselho.
- Onde você pensa que vai mocinha? – Disse Jake
- Eu vou pra fogueira ué, não deveria? – Perguntei. Será isso ciúmes? Irmãos tcs tcs.
- Com essa roupa? – Olhei pra mim mesma procurando algum problema e só olhei pra ele com quem dizia: O que tem de errado? – Se você não conhecesse ninguém do bando, iria achar que está tentando impressionar alguém.
- Ah, para com isso Jake, vamos logo, já estamos atrasados. – Falei enquanto ia até a porta.
- Ninguém mandou você ficar acordada até tarde e depois dormir até agora pouco.
- Dormir é vida, tá bom? – Mostrei a língua pra ele. Já estávamos andando até a praia, local da fogueira, e quanto mais nos aproximávamos de lá, mais meu coração se apertava como se eu estivesse atrasada e alguém me esperasse lá. Odeio essas “sensações”, elas sempre conseguem me deixar estranha, de um jeito ou de outro.
- Hey !
- O que? Que foi? – Me assustei, eu devo ter ficado muito mergulhada dos meus pensamentos, nem prestei atenção no Jake.
- Nossa, estava aonde?
- Foi mal, eu acabei pensando demais numas coisas...
- Tudo bem, é que eu me senti falando com uma parede... – Ele fez biquinho
- Ownt que fofo – Rimos.
- Vem, estamos chegando. – Ele disse enquanto me levava já na praia, para onde seria a fogueira.
Andamos mais um pouquinho e logo vi uma roda de algumas pessoas, sentadas em troncos, com uma fogueira no meio. Havia algumas pessoas que eu já conhecia, como o Sam, a Emily, meu pai, que estava conversando com um senhor, que, pelo que o Jake havia me contado era o Velho Quil, e Leah. Além dessas havia vários garotos, que eu tenho certeza que são do bando. Ótimo, já estou nervosa. Nunca fui muito boa em falar com desconhecidos, homens desconhecidos. Respirei fundo.
- Ei, ei tá tudo bem, eles não mordem. – Riu
- Nossa. Muito engraçado você Jake, você é assim o tempo todo ou só quando tem vontade? – Zombei dele, que revirou os olhos.
- ! – Disse Leah quando me viu.
- Oi Leah! – Respondi animada, ela pegou pelo meu braço e me levou até onde estava o bando de garotos, com Jake logo atrás da gente. Assim que chegamos perto dos meninos eu me escondi atrás do meu irmão, tímida.
- E ai Jake! – Disseram os meninos juntos, parecia até que tinha combinado, muito bonitinho.
- Fala aí gente. – Respondeu Jake. – Quero apresentar uma pessoa pra vocês. – Ele me puxou pra frente, para que eu pudesse aparecer. – Essa é a Christina. esses são Paul, Embry, Quil, Jared e Collin. Sam e Emily você já conhece. – Assenti.
- Olá. – Disse baixinho, mas aposto que eles ouviram.
- Oi – Falaram ao mesmo tempo de novo.
- Aliás, falta um. Onde está o Seth? - Perguntou Jake para Leah.
- Está dormindo, aquele preguiçoso. Até tentei acordá-lo, mas sabe como é. Sono de pedra...
- E de onde surgiu esse anjo? – Disse o garoto que acho que se chama Embry. Ótimo, mal conheço eles e já descobrem como me fazer ficar envergonhada.
- Verdade, nunca vi mais linda. – Disse Paul, me deixando mais vermelhinha ainda.
- Ei, deixem a longe do alvo de vocês. – Disse Jake todo possessivo, rosnando baixinho.
- Calma Jake, quanto ciúme dela. – Disse Leah rindo.
- Ela não é seu... – Disse Quil, não terminado a frase com medo de eu não saber o segredo, creio eu.
- Imprinting? Não, longe disso. – Completei sua frase, o que fez com que os garotos me olhassem para mim como se eu tivesse falado a pior coisa do mundo. – Calma eu sei o segredo, ok? Logo irão saber.
Ficamos conversando mais um pouco, eles eram muito legais, cheios de piadas. O tempo passava rápido com eles lá. Aproveitei o tempo em que meu pai terminava de conversar umas coisas com o pessoal e contei para o Sam, junto com o Jake, sobre as minhas habilidades “estranhas”. Como se virar um lobo enorme não fosse suficientemente estranho. Conversei mais um pouco com o pessoal mas, por mais que eles me distraíssem, o nervosismo de ser apresentada para o tribo e aquela sensação estranha ,que eu estava tendo desde que acordei para vir para a fogueira, não tinham me deixado por um minuto se quer. Logo meu pai falou para todos que iriamos começar. Todos foram se sentar em seus devidos lugares. Eu, não sabendo onde sentar, fiquei entre Jake e Leah.
Então meu pai começou a falar, ai eu sabia. Minha nova vida estava realmente começando.

Capítulo 13

Billy se ajeitou na cadeira, suspirou, olhou para mim e para Jake, que a essa altura segurava minha mão, prevendo o que estava por vir, e começou a falar.
- Amigos, antes que começar com a nossa reunião de costume gostaria de dizer algumas palavras. Eu não tenho palavras para descrever esse momento de tanta alegria para minha família. Todos sabem que, há alguns anos atrás, minha mulher Sarah e eu, sofremos um acidente de carro, que me fez ficar nessas cadeiras de rodas e acabou tirando a vida da minha esposa. Mas o que muitos não devem lembrar é que nós não tínhamos três, mas quatro filhos. Minha caçula foi adotada quando tinha quatro anos por uma pesquisadora que passou uns meses aqui, e como eu não tinha como cuidar dela por conta da minha condição e minhas filhas mais velhas estavam longe, apenas queria o melhor para ela, então eu acabei deixando-a ir. Mas parece que o destino nos deu mais uma chance e trouxe a nossa de volta, espero que vocês façam com que ela se sinta em casa novamente.
- E como você chegou? Porque pelo que eu acho, você é menor de idade.
- Bem, isso já é uma longa história... – Disse eu, olhei em volta e, em todos os rostos, o que eu via era a mesma expressão curiosa, me incentivando a falar. Bem, acho que não tenho outra escolha, pensei. Comecei a contar tudo para o pessoal, demorou um pouco, mas no fim eu consegui contar tudo para eles. Eu só não disse que Sr. Swan me deu um tiro, nem que Victória havia me atacado, creio eu que isso é assunto apenas para o bando.
Depois da minha longuíssima história, meu pai começou a contar as lendas. Curiosa, escutei todas com muita atenção, afinal, era a primeira vez que as ouvia. Cada uma tinha algo de impactante, como a da terceira esposa, que acaba morrendo para ajudar o seu amado, achei essa atitude uma demonstração de amor verdadeiro muito grande onde se é capaz de tudo para que seu amor fique a salvo. Assim que as lendas acabaram, alguns foram comer, outros conversar ou eles eram os meninos, que ficavam fazendo aposta de quem come mais ou “lutando”. Eu e Leah ficamos só observando aquelas crianças com alturas enormes fazendo bagunça. Sue, como preferiu ser chamada, chamou Leah e eu fiquei sentada olhando o pessoal. Mas não fiquei só por muito tempo, logo os meninos pararam de badernar e se juntaram a mim.
- Então . – Disse Embry – Como está sendo seu primeiro dia aqui em La Push?
- Ah, eu estou gostando muito, aqui é muito bonito sabe, pena que eu não me lembre muito... – Sorri.
Fiquei conversando com Embry e os outros sem nem perceber o tempo passar quando sinto um cheiro que não pertencia a ninguém que estava no começo da fogueira, ele era amadeirado como o do Jake só que mais fraco, acho que pela distância em que ele se encontrava, e muito melhor, bem, pra mim. Parei de falar no mesmo instante e fui à procura do dono do cheiro, olhava para todos os lados, mas não conseguia encontrá-lo. Estava distraída à procura do cheiro quando uma voz nova apareceu:
- E ai gente, desculpa a demora. – Ouço uma leve risada – O que eu... Perdi.
- Ah, perdeu as lendas – Começou Jake - e o discurso do Billy sobre... Ah, que droga... – Protestou Jake, me tirando do mini transe. Olhei para Jake e percebi que ele olhava para a direção da voz desconhecida até então para mim.
Fiz como Jake e acompanhei o seu olhar. E no instante que meu olhar encontrou o do “desconhecido” meu mundo parou e um milhão de coisas vieram para a minha cabeça ao mesmo tempo.
Flash Back on –
- Oi, qual o seu nome? – Pergunto para o menino que está sentado do meu lado.
- Seth – Ele responde tímido – E o seu?
- , mas pode me chamar de . – Sorrio pra ele, que retribui.
- E quantos anos você tem? – Perguntou Seth.
- Três – Respondo mostrando a quantidade com os dedos. - E você?
- Eu também – ele diz sorrindo.
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Estava em volta da fogueira brincando com Seth quando uma mulher muito bonita se aproxima da gente.
- Oi Seth, quanto tempo hein? – Ela bagunça seus cabelos enquanto ele ri – Quem é essa garotinha linda? – Sorri tímida
- Ela é a , minha namorada. – Ele beija minha bochecha, me deixando corada, pega minha mão e sai correndo comigo envolta da fogueira.
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- , você não pode ir... – Diz Seth já com os olhos vermelhos por causa das lágrimas.
- Eu não posso ficar... Eu tenho uma nova mamãe agora...
- Mas a minha mãe podia ser a sua mãe também... – Ele diz baixinho.
- , está na hora de ir! – Chama Sophie.
- Tenho que ir Seth... – Digo segurando minha lágrimas.
- Não! Você não pode ir! – Ele começa a gritar e chorar, fazendo Dona Sue ter que levar ele pra dentro de casa.
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“É como a gravidade. Toda a força dela muda. De repente não é mais a terra que te prende aqui, é ela. Você faria qualquer coisa, seria qualquer coisa que ela precisasse. Um amigo, um irmão, um protetor.”
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- Sinceramente, eu acho que nunca quero ter um imprinting. Não quero ser obrigada e amar uma pessoa...
Flash Back off –
Levantei bruscamente tentando me livrar desse transe louco, tento dizer alguma coisa, mas a única coisa que consigo dizer é seu nome, ao mesmo tempo em que ele diz o meu. Então ele se lembrou de mim também...
Pisco algumas vezes tentando voltar a realidade e percebo que estamos os dois parados feitos dois loucos um olhando para o outro enquanto as pessoas a nossa volta nos observam como se o que estivesse acontecendo fosse algo incrível. Mas, na realidade, o que aconteceu? Concentro-me e a única palavra que vem a minha mente me assombra. Imprinting.
Não, não e não, eu não posso ter um imprinting, não agora. A coisa que eu mais temia aconteceu, por que? Eu não estou pronta para isso, eu não quero ter um imprinting, só a hipótese de amar alguém já me deixa assustada, imagina ser obrigada a isso. Dou um passo para trás, me afastando de Seth, viro de costas e me preparo para correr, quando sua voz chama meu nome.
- , espera. – Diz ele. Respiro fundo, tomo coragem e viro em sua direção. – Você... Você se lembrou de mim? – Pergunta ele. Em sua voz, a esperança podia ser notada, mas em seu olhar, ela estava totalmente exposta. Percebi que ele não era mais a criança inocente que eu conheci há anos atrás, essa criança tinha se tornado um homem, e que homem... "! Não é hora de ficar pensando nessas coisas!”. Respirei fundo, não conseguia dizer nada, minhas palavras simplesmente não saiam da minha boca.
Senti lágrimas se formando nos meus olhos, eu não merecia estar passando por isso, não depois de tudo o que passei para chegar até aqui. Virei de costas novamente e deixei as lagrimas molharem meu rosto. Respirei fundo e sai correndo sem direção, só querendo sair daquele lugar, pedindo com todas as minhas forças que o que aconteceu fosse apenas um sonho. E, antes se sair, disse apenas uma frase tão baixo que só quem tem audição apurada poderia ouvir.
- Eu nunca esqueci.

Capítulo 14


Corri por algum tempo até chegar a casa, entrei meu quarto batendo a porta e fui logo me jogando na minha cama. Assim que senti o travesseiro contra meu rosto, desisti de tentar segurar e logo comecei a soluçar por causa das lágrimas. Agora vou obrigar Seth a gostar de mim, eu vou ser obrigada a ama-lo. Como vou olhar na cara dele amanhã depois do que fiz hoje saindo correndo daquele jeito? Como eu vou conseguir conversar com ele sem ficar hipnotizada pelo seu olhar?
Fiquei mais uns minutos ali, quando ouço alguém entrando apressado em casa. Sento rapidamente na cama e seco meu rosto, não querendo que, quem quer esteja em casa, me veja ou me ouça chorar. Logo a porta do meu quarto se abre e percebo que é Jake. Ele senta do meu lado.
- Como ele está? – Pergunto baixinho.
- Ah, ele ficou muito mal quando você saiu correndo daquele jeito, queria até vir atrás de você, mas não deixamos.
- Eu sou um monstro, só faço os outros sofrerem. Que droga! – Dou um soco no colchão, sentindo os tremores começando.
- Calma você não é nenhum monstro, só está assustada, isso é mais do que normal depois do que aconteceu hoje, e se você não se acalmar é capaz de entrar em fase aqui no quarto. – Disse Jake passando as mãos no meu ombro, tentando me acalmar. Respiro fundo algumas vezes e sinto os tremores parando. – Melhorou? – Assenti. – Que bom, achei que iria ter que te jogar lá fora para não explodir o quarto – Brincou Jake, me fazendo rir. – , me responde uma coisa, o que você disse antes de sair, é verdade?
- Sobre eu nunca ter esquecido Seth? – Ele assentiu – É verdade, desde que eu me lembro, eu sempre tenho uns sonhos e pesadelos que o envolvem. No começo era um menino chorando falando para eu não ir embora, mas nos últimos meses é sempre uma voz pedindo para eu voltar. Foi só vê-lo que eu soube. – Terminei. Suspirei e coloquei minha cabeça no ombro do Jake. – E agora? Como vai ser?
- Como assim?
- Ah, eu queria ter algo normal, se é que imprinting é normal né.
- O que é normal pra você?
- Sabe, se for realmente pra ter algo mais... Sério, pra mim, precisa ser amigo primeiro depois tentar algo a mais... Entendeu?
- Sim... Você é estranha .
- Por quê?
- Porque você sabe que, uma hora ou outra, vai acabar cedendo ao imprinting e fica complicando as coisas...
- Eu sei, mas vou tentar fazer com que tudo ocorra normalmente, tudo tem seu tempo. Não precisamos ter pressa.
- Bem, se você pensa assim...
Ficamos conversando por algum tempo sobre o que aconteceu hoje e acabei pedindo para que ele falasse ao Seth o que eu havia dito à Jake de não termos pressa. Enquanto conversávamos ele ficou mexendo no meu cabelo e quando mal percebi, me entreguei ao sono.
Acordei com o Jake me chamando, chacoalhando, mas tudo bem.
- , vamos acordar, vamos chegar atrasados.
- Só mais cinco minutinhos... – Coloquei a coberta na cabeça.
- , já faz mais de meia hora que você falou isso. – Ele tira a minha coberta e sinto uma brisa gelada me atingir, estranho. – Se você não eu levantar eu juro que te pego no colo e você vai pra escola de pijama.
Ouvindo isso dou um salto pra fora da cama e saio correndo para o banheiro.
- Pronto levantei. – Digo enquanto corro.
Entro no banheiro que nem uma louca e fecho a porta, mas ao longe ouço Jake gargalhando.
- Isso vai ter troco. – Falo enquanto ligo o chuveiro e tiro minha roupa.
- Nossa que medo de você. – Zomba ele.
- Deveria ter – Faço uma voz muito sombria deixando Jake quieto. Dou uma risada e continuo meu banho.
Depois de um tempo saio do chuveiro, me seco e vou enrolada na toalha pra o meu quarto. Ainda enrolada, vou até o guarda roupa e pego uma calça jeans, um all star preto e uma blusa de moletom com uma careta desenhada. Mesmo depois do banho quente, ainda sinto frio...
Troquei-me rapidamente, provavelmente já estamos atrasados. Penteei meus cabelos e passei um gloss clarinho. Peguei minha mochila e fui para a cozinha tomar café.
- Jake, nós podemos sentir frio?
- Não , por quê?
- Porque eu to com – Assim que me aproximo da cozinha sinto o cheiro dele, o que será que ele esta fazendo aqui? - frio. – Parei um pouco antes de entrar na cozinha, criando coragem para agir o mais natural possível. Respirei fundo e entrei na cozinha, ele estava sentado na mesa, comendo panquecas, enquanto o Jake fazia mais algumas.
- Hum, que cheiro bom. – Disse enquanto chegava perto do Jake e dava um beijo de bom dia nele.
– Bom dia Seth – Sorri.
- Bom dia – Ele sorriu de volta. Que sorriso lindo... Tá, se acalme , sem pressa, só amigos. Estava tudo bem até nossos olhares se encontrarem e eu ficar paralisada, sentia que podia ficar anos ali olhando para ele. Só consigo voltar à realidade quando Jake coloca panquecas em outros dois pratos e me chama. Desvio meu olhar do seu e me sento à mesa. Tenho certeza que estou vermelha, ótimo, adoro isso, só que não. Olha de canto para Seth e vejo que ele não esta diferente.
Jake que só nos observava sem dizer nada, sussurra quase que sem emitir som perto de mim. – Isso vai ser divertido. – Ele fala tão baixo que Seth nem escuta, pois ele continua a comer suas panquecas. Olho para Jacob com um olhar mortal e começo a comer. Como em silêncio enquanto Jake conversa animadamente com Seth.
Terminamos de comer, lavamos a louça e fomos para o colégio, assim que saímos de casa, senti um vento gelado e meu corpo tremeu um pouco.
- Com frio? – Perguntou Jake. Assenti, fazendo com que ele colocasse o braço em volta do meu ombro e me trazendo para mais perto dele. Logo senti meu corpo esquentar um pouco, mesmo não sendo o suficiente para me esquentar totalmente, ajudou. – Melhor? – Assenti novamente dando um sorrisinho de lado enquanto Seth nos olhava de canto, calado.
Andamos por mais alguns minutos até que avistei a escola, ela era pequena porque o número de alunos na escola é menor, já que apenas quem mora em La Push pode estudar nela, tirando algumas exceções que são aprovadas pelo conselho. Logo avistamos o resto do pessoal e vamos logo nos juntando a eles.
- Olá garotos.
- Oi – Todos responderam juntos, me fazendo rir com a sincronia.
- , essa é a Kim. – Disse Jared olhando meloso para a garota ao seu lado. Que me deu um aceno tímido.
- Olá – Disse ela tímida antes de voltar a olhar para Jared. Acabei não respondendo, não queria estragar esse momento fofo deles. Apenas sorri para eles.
Ficamos conversando mais um tempo até que o sinal bateu e fomos para as nossas respectivas salas, Jake me deixou na sala da minha primeira aula e com isso o dia foi seguindo, foi quando vou para a aula de educação física e vejo Seth que me lembro de que estamos no mesmo ano, já que temos a mesma idade e as chances de termos aulas juntos eram muito grandes, como nessa aula. Por sorte a aula foi mista com o pessoal do terceiro ano, série de Jake, que acabou perdendo um ano por causa da sua transformação. Mas, mesmo assim, não consegui me concentrar direito, já que a todo o momento meu olhar era atraído para o dele e em todas as vezes que eu o olhava ele estava fazendo o mesmo comigo. E Jake? Só ria de tudo isso, porque tanto eu quanto ele acabávamos nos distraindo por causa disso. E o meu irmão ingrato sempre dizia a mesma coisa ao passar por mim na aula.
- Isso vai ser divertido, muito divertido.

Capítulo 15

Os dias que foram se seguindo eram sempre a mesma coisa, Seth tomava café em casa, íamos para a escola juntos, conversávamos um pouco, fazíamos ronda e Jake ficava zoando comigo. Mas o que eu mais gostei nessas semanas que se passaram foi o fato de termos ficado bem mais próximos, como amigos, é claro.
Depois, com o tempo, nós acabamos conversando sobre o nosso imprinting e, por burrada da minha boca grande, acabei falando besteira e dizendo, deixando bem claro, que não precisávamos ficar presos um ao outro, ele era livre para fazer o que bem quisesse. O que poderia me causar sofrimento, já que se ele seguir meu conselho vai acabar ficando com outra garota, mas eu prefiro assim. O modo de como estamos ligados um no outro me assusta, mesmo depois de ter digerido parcialmente essa situação.
Saí do banho, depois dessa minha reflexão que já deveria ter acabado há muito tempo, já que estou atrasada. Sequei-me e fui, enrolada na toalha, para o meu quarto me trocar.
- Vai logo ! – Gritou Jake da sala
- Será que o senhor poderia deixar eu me trocar, por favor? Ou você prefere que eu vá de toalha para a escola? – Respondi irritada
- Pouco me importa como você vai, só vamos logo... – Disse Seth com a boca cheia, aposto. Ótimo, agora ele me irritou. Parei na porta do meu quarto e dei meia volta indo para a sala com passos apressados.
Cheguei à sala e os dois estavam comendo enquanto assistiam televisão.
- Carram! – Chamei a atenção deles, que me olharam rapidamente – Então quer dizer que eu posso ir assim mesmo, que vocês não vão ligar? – Perguntei com um sorriso maroto no rosto. Assim que eles repararam o que eu estava usando Jake arregalou os olhos e já foi se levantando enquanto Seth estava literalmente de boca aberta passando seus olhos pelo meu corpo.
Ta, eu admito que era provocação, mas eles me irritaram. E eu adoro fazer isso de vez em quando. Principalmente com Seth, faz uns dias que eu sinto que não quero mais ele só como amigo, é incrível como o imprinting age rápido na gente. Mas não está na hora ainda, preciso me contentar com a amizade dele mesmo que eu acabe sofrendo depois. Vou tentar esconder ao máximo o que estou sentindo, só que como Jake descobre tudo... É, ele já sabe.
- Vamos sim , agora vai se trocar, por favor... – Disse Jake enquanto me empurrava pelo corredor. Antes de fechar a porta ele sussurra no meu ouvido – Antes que eu tenha que limpar baba de lobo. - Fechei a porta rindo.
Fui me trocar depois desse pequeno showzinho particular, não conseguia parar de rir, enquanto pegava minha calça jeans habitual e uma camiseta branca com um mustache preto e um agasalho rosa bebe de moletom, ouvia Jake brigando com Seth. Claro que eu amava isso né, ainda mais depois que eu entendi meus sentimentos. Depois de me vestir e colocar o meu all star preto que eu amo muito, passei um gloss clarinho, penteei meus cabelos, que já estavam chegando às minhas costas. Pelo que Leah me falou, que foi uma coisa que ela descobriu sozinha, nosso cabelo pode chegar até um pouquinho antes do meio das costas, o que me deixou muito feliz, poderia ter meus cabelos grandes de novo. Não do tamanho de antes, eles estavam quase encostando-se ao final da minha coluna ( vulgo bunda )
Terminei de me arrumar e fui para a sala, onde os meninos já tinham parado de comer e estavam vendo tv de novo.
- Pronto.
- Até que enfim, você demora de mais – Resmungou Jake, enquanto Seth apenas olhava para mim.
- Então, vamos? – Perguntou Seth assim que voltou para a realidade.
- Vamos, já estamos atrasados.
Eles desligaram a Tv e saímos de casa, e novamente o frio me toma. Tudo isso por quê? Imprinting. Como eu sou uma loba e tecnicamente não precisaria de “proteção”, meu próprio organismo de encarrega desse porém. Fecho minha blusa de frio e me encolho um pouco.
- Com frio? – Perguntou Seth. Assenti. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa ele já estava com um braço envolto em meu ombro. – Já, já melhora pequena. – Terminou ele me puxando para mais perto de dele. Era incrível como ele conseguia me deixar quentinha tão rápido.
Jake, por outro lado só nos encarava de canto com uma cara travessa, certeza que ele iria tirar uma com a minha cara depois.
Andamos mais um pouquinho e logo avistamos a escola e o pessoal, nos aproximamos deles, cumprimentamos o povo e ficamos conversando. Nesse tempo eu acabei fazendo amizade até que rapidamente com a Kim, era muito legal ter uma amiga no meio desse bando de garotos que mais parecem nossos seguranças. Logo o sinal bateu e todos nós fomos para as nossas respectivas aulas. Como meu horário era quase idêntico com o do Seth, acabamos indo juntos para a nossa sala.
Não pude deixar de notar que desde que saímos da minha casa ele ainda estava com o braço no meu ombro, isso era tão bom...
Entramos na sala e fomos para os nossos lugares. Logo o professor entrou e começou a aula, que não durou muito, pois, na metade dela a diretora fez um anúncio geral na escola anunciando um baile que aconteceria na semana que vem. Era um baile de máscaras em que as meninas que deveriam convidar os meninos, isso já me deixou preocupada, as chances dele ser convidado antes que eu o chamasse eram grandes, já que os meninos fazem um certo sucesso com as meninas na escola. A diretora continuou a falar mais algumas informações sobre o baile, mas eu nem me dei ao trabalho de prestar atenção, já estava pensando em como eu iria, como convidaria Seth para ser meu par e essas coisas. O que está acontecendo comigo? Eu nunca fui assim...
Depois do anúncio da diretora é obvio que o professor não conseguiu mais dar aula por causa do burburinho da sala. Todos estavam animados para o baile, parecia que essas coisas não acontecem sempre por aqui, principalmente as meninas que já faziam planos e mais planos com suas amigas de quem chamar, como se vestir, com que máscara ir, essas coisas.
Fico conversando com Kim, que por sorte tem aula comigo, enquanto Seth conversa animadamente com Jared.
- Então , quem vai chamar? – Pergunta Kim, sinto o olhar de Seth em mim, mas disfarço e finjo que não percebi e continuo a conversar com ela.
- Ah, não sei ainda... São tantas opções. – Rimos. Seth fechou a cara. Ponto pra mim. – Tá, sério. To pensando em chamar uma pessoa, mas tenho que pensar ainda, acho que vou acabar indo sozinha só pra causar daquele mistério. – Pisquei pra ela. – E você, quem vai chamar?
- Vou chamar o Jared, claro. – Ela riu tímida enquanto eles se olhavam. O amor deles é muito lindo...
Ficamos conversando por mais um tempo até que deu o sinal, arrumei minhas coisas e sai da sala, sendo seguida por Seth.
- Então quer dizer que você pretende ir sozinha ao baile? – Ele disse brincalhão.
- Então quer dizer que você ouve a conversa dos outros?
- Sabe como é, ouvidos de lobo. – Riu. – Mas então, você não respondeu minha pergunta.
- Sim, gosto de deixar um mistério no ar. – Pisquei pra ele depois comecei a rir. Começamos a andar para a outra sala.
- Aposto que eu adivinho que é você no baile. – Disse ele todo sedutor, por que faz isso comigo?
- Será? Eu sou ótima com disfarces – Acabei decidindo entrar no joguinho dele.
- E eu, em acabar com eles. – Disse ele parando e se aproximando de mim, ficando a centímetros de distancia. Ele estava tão perto... Foco .
- E o que cada um vai ganhar se o outro perder a aposta?
- Segredo – Disse ele piscando pra mim enquanto me deixava na frente da sala.
- Vamos ver quem ganha então. – Pisquei de volta. – Até mais tarde. – Disse eu antes de dar um beijo no canto da boca dele, to tentando provocar? Nem um pouco. Deixei-o ali parado e entrei na sala. E como sempre não consegui me concentrar na aula. Muitas incertezas rondavam minha mente ao mesmo tempo.
Só uma coisa era realmente certa ali, esse baile promete.

Capítulo 16

Saindo do refeitório, enquanto nós íamos para a sala, Jake me puxa pelo braço e me leva para um lugar um pouco mais afastado.
- Que foi Jake? – Pergunto sem entender de nada
- O que você fez com o Seth? Na segunda aula eu tive que empurra-lo pra sala dele porque ele não saia do lugar.
- Ah... Isso? – Lembrei-me do nosso joguinho de mais cedo. – Segredo. – Terminei antes de sair rindo e indo de encontro com a Kim, que me esperava para irmos para a aula, que tínhamos juntas.
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Hoje eu vou comprar o meu vestido para o baile com a Kim, já que ela é a única que sabe do meu plano, o Seth não conta, nada mais justo do que irmos juntas para Port Angeles. Combinamos de nos encontrar aqui em casa para o Jake nos levar.
Tomei um banho rápido e coloquei minha calça jeans de sempre, uma cacharréu branca, já que tenho frio é melhor não bobear, uma bota preta e fiz uma maquiagem bem leve. Estava penteando meus cabelos quando Kim chegou. Terminei rapidamente e lá fomos nós para Port Angeles.
- Tem certeza que não quer que eu fique com vocês? – Perguntou Jake pela milionésima vez.
- Sabe que não quero nenhum de vocês bisbilhotando o que vamos comprar, é pra ser surpresa. – Respondi – E Jake, qualquer um que tentar algo morre, então... Não precisa se preocupar. – Completei.
- Mas...
- Sem mais Jake, até mais tarde – Me despedi dele com um beijo na bochecha sendo seguida por Kim e lá fomos nós a procura dos nossos vestidos.
Andamos por várias lojas, experimentamos diversos vestidos, mas nada me agradou. Kim já havia comprado seu vestido há tempos e eu não tinha gostado de nenhum. Já estava quase desistindo quando uma loja me chama atenção.
- Tem que ser aqui, se não eu vou com o meu vestido florido mesmo. – Disse enquanto puxava Kim para dentro da loja.
Comecei a experimentar vários vestidos, nenhum ficava bom, isso já estava me frustrando. Até que me surge um vestido definitivamente perfeito, experimento na mesma hora. Assim que olho no espelho tenho a confirmação, é esse que eu quero.
Saio do provador com um sorriso gigante no rosto, mostro o vestido para Kim e ela tem a mesma reação que eu, o vestido é definitivamente lindo. Vou até o caixa, pago e saímos da loja.
- Ai, até que enfim achamos esse vestido. – Suspiro cansada.
- Verdade, achei que teríamos que procurar em outro lugar... Já estou cansada de andar.
- Eu também... – Nisso meu estômago ronca, olho no relógio do meu celular, quatro horas da tarde... – Nossa como tempo passou! O que acha de irmos comer antes de ligarmos para o Jake?
Fomos para o Mc, comemos e ficamos conversando. Kim me contou de como conheceu o Jared e sobre o imprinting, já falei que esses dois são uns fofos né? Ficamos jogando papo fora por um tempo quando eu senti aquele cheiro extremamente doce chegando até mim.
- Kim, vamos embora. – Disse já puxando ela pra fora do Mc.
- O que houve ? – Ela perguntou assustada, enquanto eu pegava meu celular e já ligava para o Jake.
- Alô.
- Jake, venha nos buscar, rápido.
- , o que houve? Você e Kim estão bem?
- Vampiros aqui em Port Angeles. Não sei o que querem. Assim que senti o cheiro sai de lá com a Kim.
- Ok, nós estamos indo, fiquem em um lugar movimentado. Cuidado.
- Espera, nós? – Mas era tarde de mais, ele já havia desligado o telefone.
- , é isso mesmo o que eu ouvi? Vampiros aqui? – Perguntou Kim
- Sim Kim. Mas não se preocupe, logo os meninos chegam. – Legal, um lugar com bastante movimento, comecei procurar por todos os lados até que avistei o cinema. Perfeito, pensei. – Vamos ficar na frente do cinema. – Disse levando Kim comigo.
Ficamos sentadas em um banco que tinha lá na frente por alguns até que não muito tempo depois, vejo o carro de Jake entrar na avenida principal. Aceno com a mão só para ter certeza que ele já nos viu. Ele para o carro e ele, Jared e Seth, pera, Seth? Descem do carro e vêm até a nossa direção. Kim corre para os braços de Jared e este pergunta se ela esta bem.
- , tudo bem? – Perguntam Seth e Jacob ao mesmo tempo.
- Estou bem, só estou preocupada com esses vampiros por aqui. – Respondo.
- É isso que nós viemos ver. Jared, leve Kim e para casa eu e Seth vemos o que está havendo por aqui.
- Eu não vou Jake. – Disse. Como se eu não servisse para nada, já estou cansada disso, me tratam como que eu não soubesse de nada.
Jake suspirou. – Ótimo, como sei que não vou conseguir te convencer mesmo, leve Kim então Jared. – Sorri vitoriosa.
- Kim, será que eu posso deixar o meu vestido com você?
- Claro o dê aqui para mim. – Entreguei a sacola para ela.
- Não deixe nenhum desses bisbilhoteiros ver hein. Isso vale para você também Jared. – Rimos
- Pode deixar , se eles tentarem ver eu bato neles com um taco de basebol.
Depois disso nos despedimos do casal e fomos para o Mc. Assim que entro na loja, sinto o cheiro doce de novo, mas ele está fraco, o vampiro já deve ter ido embora há algum tempo.
- Esse cheiro não é de nenhum dos Cullen e que eu saiba, eles não estão tendo nenhuma visita. Acho que temos um culpado para os desaparecimentos locais. – Disse Jake.
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Depois que Jake contou para o Sam o que havia acontecido nossas rondas ficaram muito mais rigorosas, sentia que cada pedaço do meu corpo sofria em cada ronda que eu tinha que fazer. Nesses poucos dias que passaram algumas coisas aconteceram, como a perseguição a vampira ruiva, que me atacou meses depois, e eu descobri que não consigo mais “trancar” minha mente, ou seja, todos podem saber o que estou pensando agora.
Mas finalmente chegou o sábado, o dia do baile das máscaras. Nesse dia eu me isolei do mundo para me arrumar, depois da ronda, claro. Expulsei Jake de casa para que ele não espiasse o que eu iria vestir e contar pro Seth, Jacob acabou descobrindo a nossa pequena aposta enquanto fazíamos ronda, triste realidade.
Já tinha separado tudo, vestido, sapatos, maquiagem, máscara. Tudo. Tomei um banho bem demorado, sabe, aqueles que têm direito até a discussão interna sobre as leis do universo e tudo que está nele (n/a: Brizei legal). Já no meu quarto coloquei o meu vestido, tomara que caia meio nude com uma faixa preta com um laço, abaixo do busto e com alguns detalhes pretos em forma de folhas. Passei uma sombra preta nos olhos e deixei meus cílios bem curvados e volumosos, passei um pouco de blush e um batom bem vermelho, cor de sangue.
Fiz um coque desfiado, que desse para colocar minha mascara sem que eu o estragasse, coloquei meus sapatos meia pata pretos, com um laço na parte de trás, também preto, combinando com o laço do vestido. Por fim, coloquei a minha mascara branca com detalhes pretos. Olhei-me no espelho e não acreditei no que vi, a que eu conhecia não estava mais lá, estava irreconhecível. Passei perfume, para tentar disfarçar o meu cheiro, ser descoberta não é o meu objetivo hoje, não mesmo.
Respirei fundo, tomando coragem. Apaguei todas as luzes, deixando a sala acesa, meu pai estava na reunião do conselho então não demoraria a voltar. Peguei minha bolsa de mão que estava com o meu celular apenas e sai de casa, rumo ao baile que com certeza não vou esquecer tão cedo.

Capítulo 17

Saí de casa e fui andando até a escola. Hoje a noite estava definitivamente linda, sem nuvens no céu, com uma lua linda e banhada de estrelas. No caminho fui pensando nesse tempo que passou e como em pouquíssimos meses tudo mudou na minha vida.
Logo cheguei à escola, havia vários carros no estacionamento do colégio, o pessoal daqui deve amar uma festa. Parei por um instante. É agora, pensei. Tomei o último fragmento de coragem que me restava e entrei no salão. Comecei a procurar Kim por todos os lados, até que a encontrei, por sorte Jared não estava com estava com ela.
- Kim! Como você está linda! – Disse assim que cheguei até ela
- ? É você? – Ela perguntou. Assenti. – Menina, você esta irreconhecível hein. – Ela riu.
- Será que funciona com os meninos?
- Certeza que sim. – Ela disse – Que tal testar agora? – Ela disse um pouco mais baixo e apontou a cabeça para Jared, que estava vindo para a nossa direção.
- Oi amor – Disse Jared dando um selinho na Kim. Assim que se separaram, ele olhou para mim. – E qual o nome da sua amiga? – Perguntou ele me analisando.
- Sou Carol – Disse sorrindo.
- Carol é? – Legal ele está desconfiado – Não te conheço de algum lugar?
- Acho que não... Deve ser mera coincidência...
- Sério, você me lembra muito uma amiga minha...
- Que amiga Jared? – Kim disse com um ar falso de ciúmes. Kim sua linda. Nota mental, agradecer a ela por isso.
- A , você não acha a Carol parecida?
- Nem um pouco... – Depois disso o Jared aceitou... Acho. Logo fomos para uma mesa e ficamos conversando lá, durante um tempo.
Já estava angustiada, nada dos meninos, vulgo Seth, chegarem. Continuo a procurar pelo salão quando vejo um grupo de gigantes entrarem. Sinto meu coração quase sair pela boca quando vejo Seth entrando. Ele está definitivamente lindo, com uma camisa social branca com dois botões abertos, dando um ar mais sensual, calça jeans, tênis e um blazer preto. Ele estava com uma mascara do fantasma da ópera. É hoje que eu morro do coração. Percebo que Seth está olhando para todos os lados... Yes, ele não me viu. Os meninos vêm até a nossa mesa.
- E ai gente! – Cumprimentou Jared. Os meninos fizeram o mesmo. Apresentei-me como Carol quando eles vieram me cumprimentar. Jake ficou olhando para mim com uma cara de quem diz te peguei. Legal, ele já sabe, se contar para os meninos eu mato esse cachorro. Os meninos ficaram conversando sobre a ronda e essas coisas, achando que eu não estaria ouvindo. Bobinhos. Fiquei conversando com a Kim por um longo tempo e percebi que Seth vivia olhando para mim. Será que ele me descobriu?
Começa a tocar umas musicas super animadas, vejo Jake, Seth e Embry indo dançar. Logo Seth está se esfregando numa piranha, ou melhor, ela está se esfregando nele porque a criança estava tentando se livrar da vadia. Puxo Kim para a pista de dança e ficamos dançando por um longo tempo.
- Amiga, estou cansada de dançar – Ela ri – vou sentar um pouco ok?
- Tudo bem, vai lá Kim.- Me despedi dela e fui pro interior da pista.
Fico dançando sozinha na pista, nunca falei, mas eu amo festas, principalmente as animadas. Olho para a direção de Seth e noto que ele olha na minha direção. Hora de provocar, penso.
Sexy Back – Justin Timberlake

I’m bringing sexy back
The other boys don’t know how to act
I think you’re special, what’s behind your back?
So turn around and I’ll pick up the slack
Eu vou trazer a sensualidade de volta
Outros homens não sabem como agir
Eu penso que você é especial, o que tem atrás de você?
Dê meia volta que eu recupero o atraso.




Começo a dançar, olhando fixamente em Seth, que já havia retirado a máscara há tempo, balançando meus quadris de um lado para o outro. Ele volta para a mesa, tira o Blazer e volta para a pista, dessa vez mais perto de mim.

Dirty babe
You see these shackles
Baby I’m your slave
I’ll let you whip me if I misbehave
It’s just that no one makes me feel this way
Menina levada
Está vendo estas correntes?
Garota, eu sou seu escravo.
Eu deixo você me chicotear se eu me comportar mal
É que ninguém me faz sentir assim.



Ele abre mais um botão da camisa, se aproxima mais e começa a dançar também. Fecho meus olhos e começo a dançar como se ele não estivesse ali. Sinto ele se aproximar mais. Não sei como não morri ainda, meu coração está mais acelerado que não sei o que. Ele coloca a mão na minha cintura e me puxa para trás, colando nossos corpos.

Come here girl (go head, be gone with it)
Come to the back (go head, be gone with it)
VIP (go head, be gone with it)
Drinks on me (go head, be gone with it)
Let me see what you twerking with (go head, be gone whit it)
Look at those hips! (go head, be gone with it)
You make me smile (go head, be gone with it)
Go ahead child (go head, be gone with it)
And get your sexy on (go head, be gone whit it)
Get your sexy on (go head, be gone with it)
Vem cá menina (Vamos nessa, se entrega)
Vem aqui pros fundos (Vamos nessa, se entrega)
VIP (Vamos nessa, se entrega)
Bebidas por minha conta (Vamos nessa, se entrega)
Mostre o que você sabe fazer (Vamos nessa, se entrega)
Olhe esses quadris! (Vamos nessa, se entrega)
Você me faz sorrir (Vamos nessa, se entrega)
Vá em frente criança (Vamos nessa, se entrega)
E ficar bem sexy (Vamos nessa, se entrega)
Ficar bem sexy (Vamos nessa, se entrega)

Começamos a dançar juntos, a cada segundo da musica ficávamos mais próximos. Não estou mais conseguindo me segurar, vou acabar perdendo o controle. Começo a rebolar, aproveitando o pouco espaço que temos nos separando. Ele aperta mais a minha cintura. Ótimo, está funcionando. Ficamos assim até o final da música. Quando ela acaba, uma das minhas musicas preferidas começa a tocar. Separo-me dele rapidamente, antes que eu faça alguma besteira, e volto a dançar.
Tonight (I’m loving you) – Enrique Iglesias
I know you want me
I made it obvious that I want you too
So put it on me
Let’s remove the space between me and you
Now rock your body
Damn I like the way that you move
So give it to me
‘Cause I already know what you wanna do
Eu sei que você me quer
Fiz parecer obvio que eu quero você também
Então, coloca em mim
Vamos remover o espaço entre mim e você
Agora balance seu corpo
Caramba eu gosto do jeito que você se move
Então dê para mim
Porque eu já sei o que você quer fazer




Presto atenção na letra da musica e percebo que o que ela diz é exatamente o que eu estou querendo. Olho na direção de onde Seth estava e não o encontro. Fecho os olhos e me entrego a musica, dançando de um lado para o outro. Não ligo se estou dançando bem ou mal, apenas danço como se eu fosse o último segundo da minha vida.

Here’s the situation
Been to every nation
Nobody’s ever made me feel the way that you do
You know my motivation
Given my reputation
Please excuse me, I don’t mean to be rude
Aqui está a situação
Já fui a todas as nações
Ninguém nunca me fez sentir do jeito que você faz
Você sabe que a minha motivação
Dada a minha reputação
Por favor, me perdoe, eu não quero ser rude

Sinto uma aproximação e abro meus olhos. La está ele de novo, dançando de frente para mim, só que bem mais próximo agora.
- Você por acaso não viu a ? – Pergunta ele com um ar sedutor, se aproximando mais.
- Não... – Digo quase sem som por causa da nossa proximidade.
- Será? – Ele coloca uma das mãos na minha cintura. A outra foi indo em direção a minha máscara, puxando-a para trás. Ele a deixa cair, me revelando, deixando sua mão na minha nuca. – Achei. – Ele diz antes de puxar minha nuca levemente ao seu encontro e acabar com a distância que nos restava, colando nossos lábios.

But tonight I’m loving you
Oh oh, you know
That tonight I’m loving you
Oh oh, you know
Mas hoje eu vou amar você
Oh oh, você sabe
Essa noite eu vou amar você
Oh Oh, você sabe

Assim que ele desce a mão que estava na minha nuca para a minha cintura, envolvo seu pescoço com meus braços e começo a mexer nos seus cabelos curtos com minhas mãos. Ele intensificou o beijo forçando minha boca para que sua língua a invadisse. Nós nos beijávamos com força, sentia meu ar acabando rapidamente. Ficamos nos beijando por mais um tempo até que nosso ar acabou. Seth colou sua testa na minha e ficamos assim um olhando para o outro, ofegantes.

Capítulo 18

Seth olha para os lados se certificando de alguma coisa.
- Vem – Ele disse antes de me puxar.
- Pra onde você está me levando? – Perguntei, não recebendo respostas.
Ele me leva para um lugar menos movimentado do salão, me prensa na parede e voltamos a nos beijar, seu beijo é definitivamente muito bom, é viciante, hipnotizante. Ficamos nos curtindo ali por um bom tempo até que as pessoas começaram a ir para as suas casas. Os meninos já tinham ido também, então decidimos ir. Seth pegou o blazer que estava na mesa, eu peguei minha bolsa, ele insistiu em me deixar em casa. Assim que saímos da escola ele pegou minha mão e entrelaçou nossos dedos. Fomos caminhando lentamente até a minha casa. No caminho até lá, Seth ficava brincando com nossos dedos.
- Bem, está entregue. – Disse ele quando paramos na frente de casa.
- Obrigado por me trazer aqui Seth – Agradeci tímida, por que eu estou tímida? Argh. Fiz menção de me afastar, mas ele foi mais rápido, pegou na minha cintura me puxando e colando nossos lábios em um beijo lento. Assim que nos separamos dei um selinho demorado nele e me afastei indo em direção à porta de casa. Dei uma última virada dando um pequeno aceno respondido com um sorriso e entrei em casa.
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Acordei na manhã seguinte me sentindo estranha. Fui tomar meu banho e várias perguntas começaram a surgir na minha cabeça, me deixando ainda mais confusa, se é que isso era possível. O que eu acabei fazendo ontem? Perdi totalmente o meu controle e fiz besteira, não era a hora ainda. Deixei-me levar pelo imprinting. E agora, o que eu faço? Acho que o jeito é falar com Seth. Mas como eu vou fazer isso sem magoa-lo? Começo a pensar em vários jeitos de como dizer pra ele que não estou pronta e todos me parecem ridículos, desde quando você ficou tão patética ?
Saio do banho e vou pro meu quarto para trocar de roupa. Opto por uma regata e uma calça de moletom; pretendo ficar em casa hoje. Aproveito minha folguinha e decido que está é a hora perfeita para conversar com ele. Pego meu celular e mando uma mensagem para Seth.
“Seth... Precisamos conversar.”
Ele me responde rapidamente
“Sabia que isso acabaria acontecendo... :/ Tem alguém na sua casa?” – Pergunta. Aguço minha audição para ver se tem alguém em casa. Está vazia.
“Não, estou sozinha.” – Respondo.
“Então abre a janela que eu estou chegando ai” – Ele terminou. Qual o problema dessas pessoas usarem a porta? Nunca vou entender.
Vou até a janela e a deixo aberta. Sinto um vento gelado entrar pelo meu quarto. Pego uma blusa de moletom no meu guarda roupa e coloco. Assim que fecho a porta do mesmo sinto o cheiro de Seth e ao olhar para a janela o vejo entrando por ela. Ele está com uma regata branca e uma bermuda surrada.
- Oi... – Disse eu apenas. Não conseguia olhar para ele, eu só não iria aguentar ver ele magoado. Droga de imprinting.
- Oi – Ele respondeu – Então... O que você quer me dizer? – Perguntou ele. – Apesar de eu já ter uma ideia do que seja. – Ele completou um pouco mais baixo.
- E o que você acha que eu vou falar? – Perguntei
- Que o que nós fizemos foi um erro, que você não queria ter feito aquilo, que foi só do momento. Essas coisas. – Ele me respondeu de cabeça baixa.
- Seth, se eu não quisesse te beijar eu não teria te beijado. – Me defendi, fazendo com que ele levantasse a cabeça.
- Então pra que tudo isso ? Me diz. Pra que dificultar as coisas assim?
- Porque nós fomos levados pelo imprinting, não pelos nossos próprios sentimentos. – Ele fechou a cara, ótimo além de magoa-lo, o deixei irritado.
- Você acha que só o imprinting leva as pessoas a gostarem umas das outras? Você está totalmente enganada. Mas não adianta né, você não consegue aceitar o nosso imprinting. – Ele disse exaltado.
- O que eu não aceito é o fato de uma coisa de lobo nos obrigar a gostar de alguém. Eu nunca consegui passar da amizade com nenhum menino, eu sempre me sentia culpada, como se eu estivesse traindo alguém. Sempre que eu tentava, eu acabava mal. E agora eu sei que tudo isso foi por causa desse imprinting idiota e dessa obrigação idiota. – Disse também exaltada.
- Você faz tudo isso por obrigação? Então o que sentimos é totalmente diferente, sabe por quê? Desde que você foi embora, a mais de dez anos, eu nunca esqueci você. Nunca consegui deixar de lembrar a garotinha que, desde pequeno, entreguei meu coração. Quando você foi embora, levou consigo o meu coração , levou com você a minha capacidade de amar alguma garota como mais que amiga, mais que irmã. E quando você voltou eu senti que poderia amar alguém de novo. Mas parece que eu estava errado não é? – Ele jogou tudo, assim na minha cara, de uma vez. – Só me responde uma coisa bem simples. Você quer que eu saia da sua vida?
- O que?
- É isso que você ouviu. Por mais que me doa dizer isso, por mais que eu vá sofrer, faço de tudo para ver você feliz. – Disse ele seco. – Então, me responde de uma vez por todas. Quer que eu saia de uma vez que sua vida? – Como ele teve a coragem que me dizer isso? Eu não... Eu não vou conseguir suportar, mas se eu não fizer isso é capaz de eu ser levada de novo pelo imprinting...
- Quero. – Disse. Abaixei minha cabeça para que eu não tivesse como encara-lo. Parecia que nesse momento sentia meu coração se apertar como se uma parte dele tivesse sido arrancada.
- Ótimo – Ele disse apenas. Virou-se para a janela, a mesma que ele havia entrado, e começou a sair. Antes de sair totalmente ele se curva na minha direção e diz as palavras que fizeram com que as lágrimas que eu segurava a tempo começassem a molhar meu rosto. – Espero que você encontre alguém que você possa amar e que ele ame na mesma proporção que... – Ele suspira. – Na mesma proporção que eu amo você. – E se foi.
Sinto meu corpo levar um baque, como se eu tivesse levado vários tiros e não me aguentasse mais em pé. Começo a soluçar por conta das lagrimas.
- Que droga! – Grito, socando a porta do meu guarda roupa que, por sorte, não se quebra. Caio de joelhos e me entrego totalmente às lágrimas. – Como você é idiota . – Fico chorando por um bom tempo. Percebo Jake chegando da sua ronda.
- ! – Ele me chama, mas não respondo. – , se você não abrir a porta eu arrombo.
- Me deixa em paz Jacob. – Grito em meio a lágrimas. Ele bate mais umas vezes na porta depois desisti. Depois de um tempo meus soluços vão sessando. Deito na minha cama e fico deitada lá. Fecho meus olhos pedindo para que quando eu abri-los novamente, acordasse desse pesadelo e tudo voltasse a ser como antes. Mas é claro que isso não vai acontecer. Acabo dormindo depois de muito tempo, em meio a lágrimas e com as frases que Seth disse para mim rondando a minha cabeça.
“você foi embora, levou consigo o meu coração”.
“Você quer que eu saia da sua vida?” “Quero”.
“Na mesma proporção que eu amo você”
É, eu sou mesmo, uma idiota.

Capítulo 19

Os dias que se seguiram depois da briga só se baseavam na ronda, na escola e dormir. Não tinha ânimo para nada, só saía de casa quando me obrigavam. Tudo ia muito bem até que no baile de formatura da Bella (Fera), que o Jake acabou indo uma dos Cullen, que consegue ver o futuro. Ela viu que aquela vampira ruiva estava montando um exercito de vampiros para matar a Bellinha.
Mais um dia de aula. Ainda bem que hoje não tenho ronda, vou poder dormir até amanhã. E hoje é sexta, ah que coisa linda, final de semana dormindo... Droga tem treino amanhã. Coloquei uma calça jeans com uma blusa de manga comprida azul clara, peguei um casaco, calcei o meu all star e fui pra escola. A escola era a mesma coisa, eu ficava olhando para a lousa pensando em qualquer coisa que viesse a minha mente, mesmo Seth sendo a única coisa consiga pensar.
Depois da nossa briga eu não falei mais com ele. Nem ao menos olhei para ele, era como se fôssemos meros estranhos. Confesso que sinto muita saudade disso, mesmo que nunca tivemos nada, só a sua presença me animava. Sabe quando só o sorriso, só um simples “olá” daquela pessoa te faz bem? É, não tenho visto nem isso. Fiquei o resto da aula dormindo e depois fui para casa, dormir, óbvio. Mas não pense que durmo direto assim... Eu não tenho uma boa noite de sono desde... Nunca, para falar a verdade, mas desde os últimos dias meus pesadelos aumentaram e muito, me fazendo acordar a cada cinco minutos.
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Acordei na manhã de sábado e, como sempre, estava chovendo. Fico na cama tentando dormir mais um pouco, não conseguindo. Decidi tomar um banho já que meu sono tinha ido embora. Saio do banho e vou pro meu quarto me trocar. Hoje tem o primeiro dia de treinamento contra o exército de recém-criados que a vampira ruiva criou para matar Bella. Mas eu não vou, como se quisesse ajudar aquelazinha, me poupe, e ainda ter que ficar aguentando aquele fedor escroto de vampiro.
Fui para o meu quarto e peguei minha roupa. Coloquei um top preto com uma regata branca por cima e um short de moletom preto. Depois que me troquei voltei para a cama. Vou tentar dormir mais um pouco, pensei. Mal deito na cama e me cubro que Jake vem me chamar.
- , vamos para o treinamento. – Disse ele batendo na porta.
- Eu não vou Jacob, já disse isso um milhão de vezes.
- se você não for por bem, o Sam vem aqui e te obriga a ir.
- Então que venha. – Respondi mal humorada.
Não levou muito tempo para que ele chegasse e fizesse a porcaria da ordem de alfa, me forçando a ir para esse treinamento idiota. Nem troquei de roupa, pouco me importa como vão me ver.
- Posso ir na minha forma humana pelo menos? – Perguntei enquanto ia em direção à floresta com Sam e Jake.
- Pode – Ele suspirou derrotado.
Chegando à floresta, fiquei esperando meu irmão se transformar, subi nas suas costas e fomos para a clareira, onde seria o treinamento. No meio do caminho Jake fazia de tudo para tirar algum sorriso de mim, conseguindo vários conforme passávamos pelas arvores e ele me fazia pular nas suas costas. Continuamos correndo, dessa vez mais rápido, depois de um tempo chegamos à clareira. Assim que avistamos local, Jacob parou bruscamente me fazendo praticamente voar uns metros à frente. Quando eu paro de rolas não tenho tempo nem para ver exatamente onde estou que já sinto um focinho gigante me fazendo cocegas.
- Para Jake, para, por favor – Disse enquanto ria. Mas ele não parou, então tive que apelar para a força bruta. Empurrei Jake com toda a minha força (ui) e ele se afastou. Quando parou por um segundo que seja de fazer cocegas me levanto e saio correndo para onde os outros estão. Mas ele me pega antes que eu chegue ao Sam, me empurrando e nos fazendo descer, rolando, morro a baixo. Assim que paramos de rolar começo a rir e percebo que Jake não esta diferente.
- Eles disseram que sentem saudades de ver você assim. – Disse um cara meio ruivo com um topete, mais branco que folha de papel sulfite, seus traços eram muito... Perfeitos, parecia porcelana. Não precisei de muito tempo para descobrir quem falava, o cheiro era inconfundível, vampiro. Só podia ser o Edward o leitor de mentes que Jake me disse. – Exatamente. – Ele me respondeu. Nossa saia da minha cabeça, você não vai querer saber o que eu penso, pode acreditar. – Tarde de mais... Sinto muito. – Imaginei um dedo do meio bem grande e depois olhei diretamente para ele, que riu. Vampiro estranho, eu o mando tomar no cu e ele ri. Seu estranho.
Assim que Jake levanta, me empurra pro meio dos lobos. Sentou perto de Sam e Embry e eu sentei embaixo da sua cabeça, ele apoia sua cabeça na minha, me fazendo abaixar por causa do peso.
- Abusado – Sussurro. Ele bate uma pata em mim. – Ei, você é mais forte que eu assim. – Protestei, batendo minha mão na perna dele.
Logo um vampiro com cara de dor começou a falar sobre os recém-criados, de como combater, como eles são essas coisinhas. Depois vieram demonstrações, Sam falou que iriamos apenas observar. Mas eu queria mesmo era treinar... Pedi ao leitor de mentes para perguntar a Sam se eu poderia praticar, na forma humana e na animal.
- está perguntando se ela pode treinar, nas duas formas – Disse Edward. Assim que ele terminou de falar ouço protestos vindos de alguns meninos. Pouco tempo se passa e ele transmite minha resposta.
- Ele permite desde que você se controle... – Respondeu o leitor de mentes com um ar meio incrédulo, aposto que ele não acredita que eu consiga lutar na forma humana. Ele assentiu, vai se ferrar sanguessuga.
- Ótimo, vamos lá. – Disse me levantando, saindo do meu mini esconderijo, vulgo Jake. Tirou minha regata, ficando apenas de top e meu short e caminho em direção ao centro da clareira, que é onde o pessoal, sanguessugas, estava treinando. – Se um de vocês falar alguma coisa, eu juro que arranco cara parte do corpo de você com as unhas. – Ameacei os meninos, fazendo alguns encolherem enquanto outros faziam barulhos característicos a risos. – Falo sério. – Vi que os que “riam” pararam. Dei um risinho de lado. Enquanto um vampiro gigantesco com uns músculos enormes dava altas gargalhadas.
Assim que chego ao centro, percebo uma figura quase invisível no meio dos Cullen. Adivinha quem é? Isso ai, Bella. Quando paro de andar ela finalmente sai do pseudo anonimato e diz alguma coisa.
- O que você esta fazendo aqui? – Ela pergunta com tom de desprezo.
- O que você imagina que seja? Me divertindo que não estou. – Respondo no mesmo tom. – Meio obvio o que eu estou fazendo aqui não acha queridinha? – Ri.
- , sabe o que eu não entendo?
- Além de como se vestir bem? O que mais?
- Ah cansei disso... – Ela suspirou tomando ar, ui ela está irritadinha. O que vai fazer? Vai espernear que nem uma patricinha fresca? Ri com esse pensamento. - Se você me odeia tanto assim, por que você esta aqui garota? - Ela pergunta com raiva.
- Por dois motivos. Primeiro: Eu amo meu irmão, por mais que ele seja um idiota por gostar de você, e eu faço de tudo pelas pessoas que eu amo. Segundo: Eu estou sendo obrigada por uma ordem do alfa, pois pode ter certeza, se eu não tivesse esses motivos estaria pouco me fodendo pra sua vidinha insignificante. – Ela ficou calada, na verdade todos ficaram calados.
- Bem, não estamos aqui para brigar uns com os outros, que tal irmos direto para o treinamento? – Disse um vampiro loiro, que eu suponho ser o líder do clã, quer dizer “família”. Assim que ele termina de falar uma onda muito forte de calma paira no ar.
Depois dessa pequena discussão me posicionei no meu lugar e o vampiro com cara de dor veio ao meu encontro correndo. Quando ela fica perto o suficiente de mim, corro na sua direção também e no momento em que ele está para me agarrar, pego impulso e pulo sobre ele, mas ele é mais rápido pegando no meu pé, me jogando no chão. Pego seus ombros com toda a minha força e o jogo para longe.
- Eu não queria estragar a minha roupa, mas acho que logo mais vou ter que fazer isso não é? – Digo rapidamente.
Ele volta na minha direção e me joga para o alto antes que eu pudesse desviar. Aproveito que ainda estou no ar e deixo o fogo passar pela minha espinha, quando toco o chão já estou sob quatro patas. Vou para cima dele e recomeçamos a lutar. Depois de um tempo paramos, pois já estava ficando tarde.
- Bem, por hoje é só, vocês estão convidados para assistir mais vezes ou treinar sempre que quiserem.
Sam agradeceu e nós fomos embora. Assim que viramos as costas, a puta da Bella solta a gota d’água que me faltava para eu arrancar a cabeça dela.
- Vai lá, volta pra casa cachorrinha. – Ela disse com desdém.
“É, agora que essa cretina morre” pensei e virei pronta para atacar.
“Não! Você não vai ataca-la ”. – Disse Sam com sua voz de alfa. Minhas pernas travaram. Como não tive como matar essa vadia agora, dei o meu rosnado mais alto. Fazendo a idiota pular. Ri, virei e saí correndo pela floresta sem rumo. Ouvi-os me chamando na minha cabeça, mas não respondi, eu só pensava em correr, não me importando com como ou quem me chamava eu só queria sumir. Corri tanto que depois de uns minutos seus pensamentos não apareciam mais na minha mente, eu estava tão longe que não podia mais ouvi-los.



Capítulo 20


Não sei quanto tempo fiquei correndo sem rumo, mas assim que minha cabeça estava livre dos pensamentos alheios, deixei meu corpo cair sobre minhas patas e fiquei deitada por um tempo, pensando no que fazer. Já sei, vou para a minha antiga casa, preciso de roupas que caibam em mim se eu quiser sumir no mundo.
Levantei, sacudi meu pelo para tirar as folhas e voltei a correr. Corri sem parar, não estava nem um pouco cansada e o vento batendo em mim junto com as árvores passando na minha frente como se fossem meros vultos me motivavam ainda mais. Percebi que havia cruzado a fronteira com o Canadá quando passei perto de uma estrada sem movimento nenhum, e numa placa indicava uma cidadezinha a uns poucos quilômetros da minha. Procurei um lugar mais afastado da estrada para ficar. Deitei embaixo de uma árvore e me deixei ser levada pela inconsciência.
Acordei assustada com mais um pesadelo, já estava começando a me acostumar com eles (só que nunca), eles estavam muito frequentes na verdade, todo dia eu tinha pesadelos. Me recuperei do pequeno susto e voltei a correr, rumo a minha antiga casa. Corri por mais algumas horas até que reconheço a floresta que ficava perto da minha casa, eu costumava brincar lá com meus amigos. Paro de correr. Começo a andar lentamente entre as árvores até que avisto a minha casa, ela parece intocada, como se ninguém morasse ali mais.
Mas eu estava errada, ouço barulho de panelas sendo tiradas do armário. Aguço meu olfato e não sinto cheiro de vampiro na minha casa. Será que minha “mãe” terminou com aquele vampiro asqueroso? Bem, não tenho como saber, visto que ela não pode nem suspeitar que eu estive aqui. Fico observando a casa ao longe até que vejo Sophie saindo dela e indo trabalhar, penso eu. É a minha hora, penso. Vou para trás de uma árvore e volto para a forma humana. Ótimo, estou nua. Corro até a parte de trás da casa e procuro a chave reserva que guardávamos ali. Procurei um pouco e finalmente a encontrei, para a minha sorte. Entro na casa e não perco tempo, vou direto para o meu antigo quarto.
Quando entro nele, tenho uma surpresa ao ver que ele está intocado. Vou para o meu guarda roupa e pego uma calça jeans e uma blusa qualquer, coloco meu all star. Procuro uma mochila bem grande, onde eu posso colocar uma quantidade aceitável de roupa e comida e coloco o máximo de roupas que eu posso. Vou para a minha escrivaninha e procuro pela caixinha de madeira que deixava ali. Assim que a acho, abro e pego a chave da minha gaveta onde guardava umas economias para o caso de emergências, como essas. Pego todo o dinheiro que se encontra ali e coloco num bolso escondido dentro da mochila.
Arrumo tudo, deixando de um jeito que nem parece que passei por ali. Saí da casa pela porta do fundo, a mesma que entrei, tranquei e coloquei a chave no lugar que ela estava antes. Corri de volta para a floresta e comecei a andar sem rumo. Logo já estava escuro. Sentei embaixo de uma árvore e comecei a olhar para o céu, que estava muito estrelado nessa noite. Fico olhando para as estrelas quando começo a lembrar de muitas coisas. (n/a: altos flashbacks agora, alguns repetidos, ok?)

Flashback on

— Oi Seth, quanto tempo, hein? — ela bagunça seus cabelos enquanto ele ri. – Quem é essa garotinha linda? – sorrio tímida.
— Ela é a , minha namorada. – ele beija minha bochecha, me deixando corada, pega minha mão e sai correndo comigo envolta da fogueira.


-x-


Estávamos sentados na areia da praia olhando as estrelas, hoje o céu estava tão estrelado, havia tempos que eu não via um céu assim. Nós tínhamos acabado de falar sobre o “problema” do imprinting e até que não foi tão difícil falar sobre isso.
— Sabe , não importa quanto tempo demore, eu vou te esperar. – Seth disse enquanto olhava para cima.
— Mas – suspirei – você não precisa, não gosto que estejamos presos assim um ao outro... Quem sabe você não acha outra garota e... – ele riu baixo e começou a falar, me interrompendo.
— Posso achar milhões de garotas por aí, mas eu não vou conseguir ficar com nenhuma delas.
— Por quê?
— Porque desde pequeno, por mais que isso soe estranho, eu entreguei meu coração para uma garotinha muito linda que foi embora e que voltou para La Push. – ele terminou olhando para mim.
Ficamos nos encarando por um tempo quando percebi que nos aproximávamos. O desespero me atingiu e voltei a olhar para o céu, envergonhada.


-x-


“Faz uns dias que eu sinto que não quero mais ele só como amigo, é incrível como o imprinting age rápido na gente.”


-x-


— Com frio? – perguntou Seth. Assenti. Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, ele já estava com um braço envolto em meu ombro. – Já já melhora, pequena.


-x-


— Você por acaso não viu a ? – pergunta ele com um ar sedutor, se aproximando mais.
— Não... – digo quase sem som por causa da nossa proximidade.
— Será? – ele coloca uma das mãos na minha cintura. A outra foi indo em direção a minha máscara, puxando-a para trás. Ele a deixa cair, me revelando, deixando sua mão na minha nuca. — Achei. – ele diz antes de puxar minha nuca levemente ao seu encontro e acabar com a distância que nos restava, colando nossos lábios.


-x-


“Seth... Precisamos conversar.”


-x-


— Você faz tudo isso por obrigação? Então o que sentimos é totalmente diferente, sabe por quê? Desde que você foi embora, há mais de dez anos, eu nunca esqueci você. Nunca consegui deixar de me lembrar da garotinha que, desde pequeno, entreguei meu coração. Quando você foi embora, levou consigo o meu coração, . Levou com você a minha capacidade de amar alguma garota como mais que amiga, mais que irmã. E quando você voltou, eu senti que poderia amar alguém de novo.


-x-


– Espero que você encontre alguém que você possa amar e que ele a ame na mesma proporção que... – ele suspira. — Na mesma proporção que eu amo você.

Flashback off

Quando me dei conta de como estava, sinto meu rosto molhado pelas lágrimas.
Funguei.
— O que está acontecendo comigo? – perguntei a mim mesma. Continuei olhando para as estrelas enquanto sentia mais e mais lágrimas caindo, até que adormeci.

Seth’s POV
Treinar, ronda e dormir. Essas eram as únicas coisas que eu conseguia fazer desde que ela se foi. Parecia que a cada dia que se passava era pior, como se eu estivesse morrendo aos poucos. Por que ela dificultava tanto as coisas? Justo o meu imprinting que tem que ser o defeituoso? Será que ela não conseguia entender, que mesmo sem essa droga desse imprinting ia me apaixonar por ela? Argh.
Estou indo para mais um treino, faltam apenas alguns dias para a batalha com os recém-criados, nessa época eles estão ainda mais frequentes. Tudo para proteger os humanos desses sanguessugas malditos. Pelo que ouvi, esses vampiros novos vão ficar loucos com o cheiro da Bella espalhado pelas árvores. Foi um jeitinho que o Jake inventou para atrapalhar esses doidos. Eu por sinal fui poupado da luta e vão me enviar para o acampamento que Edward vai armar para deixar Bella em segurança, o que é uma pena, pois eu adoraria arrancar a cabeça de alguns vampiros. Seria uma ótima saída para extravasar tudo que eu estou guardando.
Por outro lado, é até bom que a não esteja aqui, eu nunca me perdoaria se algo acontecesse com ela durante a luta. Admito que não me concentraria direito se ela fosse lutar, mesmo sabendo o quão boa ela é. O motivo de eles me pouparem? Tem medo de eu me machucar e isso acabar ferindo também, mas eles não sabem que ela parece nem ligar para mim. Já falei, imprinting com problema. Eles também não têm a mínima ideia de que a única coisa, a única pessoa para ser mais exato, nesse mundo, nesse universo, que pode e que sempre vai poder me machucar por menor que sejam as suas intenções é ela. .

Capítulo 21

Acordei com os raios do sol que passavam pelas árvores batendo no meu rosto. Olhei em volta e percebi que eu estava deitada, não me lembro de ter deitado, devo ter caído enquanto dormia... Levantei e dei umas batidinhas na roupa para tirar as folhas. Prendi meu cabelo, que deveria estar um ninho de tantos nós, e voltei a andar sem rumo.
Fiquei andando por uns dias, parando em algumas cidades, que nem me lembro do nome, para dormir, tomar banho e comer. Ainda bem que não me perguntavam minha idade nem nada disso senão estaria ferrada, já que não sou maior de idade. Na primeira vez que me perguntaram o meu nome menti descaradamente e no dia seguinte voltei para a floresta e lá fiquei, tinha que decidir o que fazer daqui pra frente. Enquanto não decidia preferi andar por ai, sem destino algum.
No caminho, tudo o que eu lembrei ontem veio me assombrar, me deixando em duvida. Será que o que eu sinto pelo Seth é apenas imprinting? Comecei a pensar o que teria acontecido se não tivéssemos o imprinting... Provavelmente poderíamos gostar um do outro, mas um dia um de nós teria uma impressão e tudo ficaria acabado. E qual seria o destino do que não havia tido isso? Ficaria ranzinza como a Leah quando o Sam teve o imprinting com a Emily? Talvez nós só tenhamos o imprinting para garantir que... Fiquemos juntos sem nada nos atrapalhar?
Foi com essas e muitas outras perguntas que eu continuava andando. E todo lugar que eu olhava, por mais longe que pudesse estar de La Push, me lembrava dele. E a mesma frase nunca saia da minha cabeça: “Na mesma proporção que eu amo você”. Ele me amava? É, no passado, por que depois de tudo o que eu fiz é impossível essa pessoa ainda querer falar comigo, no mínimo.
Fiquei pensando nisso durante mais uns dias, dois para ser mais exata. Mas foram suficientes para eu tirar minhas “duvidas”. Já sabia o que fazer, e teria que fazer agora, antes que seja tarde de mais, antes que... Tem a luta! Ah... Tenho que voltar logo, não posso deixa-los na mão. Guardei minha roupa na mochila e deixei o fogo passar pela minha espinha. Quando me dei conta, já estava sob minhas quatro patas. Sem perder tempo algum, pego a mochila com a boca e saio em disparada correndo para La Push. Não sabia ao certo se estava na direção correta. Deixei meu corpo ser guiado pelo meu coração, que pedia mais e mais para chegar até lá. A cada minuto que se passava eu gritava na minha mente na esperança de estar perto o suficiente para que alguém do bando me ouvisse.
“Alguém me ouve?" Não obtive resposta. Já estava escurecendo e nada de me responderem. Será que ninguém me ouve ou esses lobos são todos surdos? Pensei.
“Ei, olha como fala da gente tampinha” Respondeu Embry.
“Embry, como é bom ouvir a sua voz!” Exclamei feliz. “Diga-me uma coisa, eu estou muito longe?”
“Um pouquinho ainda, onde estava? Você deixou todo mundo preocupado”.
“Ah... Por aí, precisava pensar um pouco... Embry, quando que é a luta com os vampiros doidos?”
“Hum... É amanhã...”
“AMANHÃ? COMO? Eu nem sei onde tenho que ficar... aaargh”
“Pera, eu vou falar com Sam e já volto.” Senti sua mente se desligando da minha. Continuei correndo até onde meu corpo queria, até que sinto Embry voltando. , você está aí ainda né?”
“Sim Embry” Respondi enquanto via os vultos das árvores passando por mim.
“Então, como você não estava aqui esses tempos todos e não sabíamos quando e se voltaria, você não tem um lugar pra ficar. Por isso o Sam falou pra você ir pro acampamento do Edward com a Bella, por que no momento tem duas pessoas, mas na hora da luta só vai ter uma.”
“Ok, estou indo pra lá” Respondi antes de ir em direção ao acampamento. “Quem que está lá?”
“Jake e Seth” Quando Embry disse o nome dele meu corpo parou. ? Tudo bem?”
“É... tudo sim eu... Eu vou na minha forma humana. Até mais Embry” Assim que terminei de falar fui logo voltando para a forma humana. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde eu teria que falar com ele, só não imaginava que seria tão cedo assim. Peguei uma roupa qualquer da mochila e fui em direção ao acampamento.
Não demorei muito a chegar e já senti um vento super frio. Olhei em volta e vi duas barracas montadas. Comecei a não saber o que fazer, fiquei parada perto das barracas esperando que alguém saísse de dentro delas para que eu pudesse falar com alguém. Não demorou muito e uma pessoa sai da primeira barraca, que era a única com uma pequena iluminação. Para o meu alivio era Jake saindo da barraca. Quando ele fechou o zíper e percebeu minha presença ficou me olhando com se estivesse vendo algo fora do normal.
- Jake! – Corri para abraça-lo, deixando minha mochila no chão.
- ... – Ele disse enquanto retribuía o abraço – Onde você estava? – Ele perguntou já com a cara fechada.
- Ah... Por ai sabe...
- Então como me explica essa mochila?
- Bem... – Passei a mão no cabelo – Eu acabei indo para a minha casa antiga, lá no Canadá – Ele ia me interromper... – Espera eu terminar, por favor. – Ele fechou a boca. – Quando eu cheguei lá fiquei observando a casa de longe e vendo se não tinha nenhum cheiro de sanguessuga por perto. Esperei a Sophie sair de casa e entrei nela com a chave reserva que abre a porta dos fundos. Peguei algumas roupas e um dinheiro que eu guardava desde pequena e fui embora. No inicio eu não estava pensando em voltar, mas enquanto eu pensava no que ia fazer várias coisas à minha cabeça e cá estou...
Jake chegou mais perto de mim e começou a falar no meu ouvido.
- Olha, só to falando assim porque ele pode ouvir ok? – Assenti. – Foi por causa dele que você voltou?
- Também... – Disse envergonhada. – E como ele está? – Perguntei mais baixo ainda.
- Acho que está dormindo, ou está apenas de olhos fechados, há dias que ele não dorme direito... Não sei o que ele faria se você não tivesse voltado.
- Por quê? – Perguntei receosa.
- Ele estava tentando participar da luta a qualquer custo, nem ligava se iria se machucar ou não. Só estava a fim de matar alguns vampiros para se livrar da saudade.
Será que ele seria capaz de fazer isso mesmo? Não se importar com a própria vida por uma causa boba? Nem tive tempo para pensar, ainda bem, pois entraria numa crise existencial enorme, quando Jake continuou a falar.
- É bem isso que eu estou querendo fazer amanhã. – Terminou ele baixinho.
- COMO?! Você está louco Jacob Black? Por que está pensando numa bosta dessas?
- Ah... Você sabe por quê...
- Só por causa dessa Bella? Puta que pariu Jacob, você está pensando mesmo em fazer isso? Sabia que você era idiota, mas não ao ponto de pensar em fazer isso. Se eu fizesse isso, você ia gostar?
- Claro que não, ta louca?
- A mesma coisa serve pra você. Será que eu ia gostar de ver você se machucando por uma garota que não ta nem aí pra você? Ah caramba viu. – Comecei a tremer
- Calma ... – Ele já veio com as mãos nos meus ombros.
- Como eu vou ficar calma? Você me tira do sério Jake... – Disse tentando me acalmar. Quando os tremores diminuíram afundei meu rosto no seu pescoço e fiquei sentindo seu cheiro amadeirado. – Só me promete uma coisa: não faça nada que vá te machucar amanhã tá?
- Tá bom ... – Ele suspirou. Ficamos uns tempos abraçados, coisa de irmão, ok? Não pense besteira, quando ouço o zíper de uma das barracas se abrir. Assim que olho para trás vejo Seth saindo da barraca, com o cabelo todo bagunçado e com uma cara de sono muito linda.
- Jake, com quem você está conversando?
Jake me pegou pelos ombros e me escondeu atrás dele.
- Sabe cara, se eu disser você nem vai acreditar...

Capítulo 22

– Como assim cara? – Seth perguntou confuso. Nesse instante o vento mudou de direção indo contra mim. Ele arregalou os olhos. – ?
Jake pegou nos meus ombros novamente e me tirou das suas costas. Colocando-me virada para Seth. Ele deu um passo à frente, ficando mais próximo de mim.
– Eu vou fazer a ronda, vocês tem muito que conversar. – Jake disse isso e foi em direção à floresta.
Assim que o Jacob se foi, nós dois ficamos nos encarando, como se nunca tivéssemos visto um ao outro. Por um longo tempo não disse nada, apenas fiquei olhando para os seus olhos e ele fazia o mesmo. Foi quando um vento gelado chegou até nós, me fazendo tremer.
– Com frio? – Ele perguntou, quebrando o silencio.
– Um pouco... – Respondi. Ele então fez algo que eu achava que nunca mais sentiria novamente, não com ele. Quando me dei conta seus braços me envolveram num abraço. Não perdi tempo e o abracei de volta, há quanto tempo que não sentia seu abraço... Afundei meu rosto no seu pescoço e aspirei seu cheiro.
– Já, já você esquenta minha pequena... – Ele disse na minha orelha, o que me deixou arrepiada, e fez com que Seth desse uma leve risada por causa do efeito que ele causa em mim. Ficamos assim por mais um tempo até que eu decidi que precisava falar alguma coisa.
– Seth, eu queria pedir desculpas. Eu não mereço estar falando com você agora, eu... Eu deveria ter sumido para deixar você em paz de uma vez, mas minha teimosia e meu coração falaram mais alto e eu acabei voltando. Sei que você provavelmente está bravo comigo, com muita razão. Se não quiser falar comigo, eu vou entender. Se quiser se afastar de mim, eu vou entender também... – Disse tudo de uma vez e fiquei olhando para ele.
– Nunca ficaria sem falar com você, muito menos, me afastaria. É totalmente impossível para mim ficar longe de você. – Ele colocou uma mexa do meu cabelo atrás da orelha e ficou me encarando – , por que você foi embora desse jeito? – Ele desceu as mãos para minha cintura discretamente.
– Eu precisava pensar numas coisas... Mas eu já consegui arrumar a minha cabeça e o resto e já tomei minha decisão. - Respondi subindo meus braços para o seu pescoço.
– Hum... E qual seria essa decisão? – Ele me puxou para mais perto dele, diminuindo o espaço entre nós.
– Não dá para explicar, mas dá para mostrar... – Me aproximei dele, deixando um espaço mínimo entre nossos rostos. – E é essa.
Fiquei na ponta dos meus pés e me aproximei mais de Seth. Acabei com o espaço que nos restava e colei nossos lábios. Foi apenas um selinho demorado. No momento que fiz menção de me afastar uma de suas mãos vai até a minha nuca nos juntando novamente e aprofundando o beijo. Sua língua pede passagem e eu cedo sem pensar, quando nossas línguas se encontraram, a sensação que tenho é como se fizesse anos que eu havia o beijado, as borboletas que habitavam meu estomago se agitaram sem parar. Senti meu corpo flutuando, como se estivéssemos nas nuvens. Comecei a brincar com seus cabelos enquanto sentia a mão da nuca descer para a minha cintura e as duas me puxarem ainda mais para ele. Meu ar se esgotava rapidamente, meus pulmões pediam ar, mas todo o resto do meu ser só queria ficar ali, aproveitando o momento. Depois de um tempo o nosso ar se esgotou por completo e tivemos que interromper o beijo. Agradeço a ele mentalmente por estar me segurando, pois meu corpo estava totalmente mole nos seus braços. Ficamos nos encarando ofegantes por um longo tempo.
Quando nossas respirações voltaram à normalidade senti meu rosto ficando vermelho e escondi meu rosto no seu peito, numa tentativa falha de me esconder. Ele deu uma leve risada, passando a mão nos meus cabelos e beijando o topo da minha cabeça. Senti ele me apertar mais e no segundo seguinte me senti sendo rodada no ar. Dei um gritinho por conta do susto e comecei a rir, com ele me acompanhando. No meio das risadas soltei um pequeno bocejo, fazia quantos dias que não dormia? Uns dois no mínimo, o que tive desde que brigamos foram apenas pequenos cochilos.
– Qual foi a ultima vez que você dormiu pequena? – Ele perguntou enquanto mexia nos meus cabelos.
– Depende se for dormir bem, durante uma noite inteira, desde que brigamos, se cochilo contar, uns dois dias... – Respondi com a voz sonolenta – Seth, se você continuar a mexer no meu cabelo assim, eu vou dormir em pé... – Completei calmamente, fechando os olhos.
Ele deu uma risada, pegou na minha mão e me levou até a barraca de onde havia saído há um tempo. Assim que entramos nela percebi que ela não era tão pequena quanto aparentava, dava tranquilamente para deitarmos ali e sobraria muito espaço ainda. Seth se deita e me puxa para deitar também. Fico virada para ele apenas olhando para seu rosto. Enquanto ele acaricia lentamente meu rosto, fecho os olhos aproveitando o carinho.
, posso te pedir uma coisa? – Ele pergunta calmamente.
– Uhum... – Respondo ainda de olhos fechados.
– Você poderia não participar da luta amanhã?
Abro os olhos rapidamente. – Só se você não participar também. – Respondo séria.
– Jake já falou que eu queria trocar com alguém né? – Ele suspirou fechando a cara um pouco.
– Já, e ele está certo em se preocupar. Eu não conseguiria ficar aqui enquanto penso em você lutando lá embaixo. Já estou com medo pelo Jake, imagina com você...
Ele não diz nada. Que imprinting teimoso esse viu.
– Então... – Comecei, passando a mão bem de leve no seu rosto – Amanhã os dois ficam aqui. Pode ser? – Rocei nossos narizes.
– Você provoca de mais . – Ele respondeu com a voz rouca.
– Seth? ? Onde vocês estão? – Ouvi a voz do Jake aparecendo aos poucos, devia ter voltado da ronda.
– Estamos aqui na barraca – Respondi rapidamente e voltei à Seth - Você não respondeu a minha pergunta... – Aproximei nossos lábios, ficando a milímetros de distancia, sem encosta-los.
– Ok, amanhã ficamos aqui em cima. – Sorri com a minha vitória e dei um selinho nele.
– Pera, o que vocês tão fazendo ai? – Perguntou Jake já com um tom bravo.
– Eu estava com frio e com sono, então entramos aqui para escapar do frio e tentar dormir um pouco.
– Hum... Sei... Seth, se você fizer alguma coisa com a minha irmã eu arranco a sua cabeça depois de te castrar. – Jake ameaçou. Dei uma gargalhada com a cara que o Seth fez.
– Tá, tá, Jake deixa a gente dormir.
Aproximei-me de Seth novamente e voltei a dar o selinho. Quando nossas bocas se encontraram suas mãos foram direto para a minha cintura, me puxando até ele, colando nossos corpos. Dessa vez eu pedi passagem com a minha língua e ele cedeu no mesmo instante. Começamos uma dança com nossas línguas, aproveitando o momento. Perdi o controle do meu corpo por completo quando senti suas mãos quentes indo por de baixo da minha camiseta, entrando em contado com a pele das minhas costas. Minhas mãos agora revezavam entre dar pequenos puxões no seu cabelo e leves arranhões no seu pescoço. Quando suas mãos foram para a minha cintura, e dando um leve aperto na mesma, tive que me controlar para não soltar um leve gemido, já que Jacob estava lá fora.
– Eu achei que vocês tinham dito que iriam dormir né? – Rosnou Jake do lado de fora.
Nos separamos rapidamente e demos uma risadinha.
– Já estamos indo Jake. – Respondi me fazendo de irritada. – Boa noite Jacob.
– Boa noite. – Ele soltou um resmungo.
– Boa noite Seth. – Disse mais baixo. Aproximei-me dele dando um selinho e me aconchegando no seu peito. Fechei os olhos e a ultima coisa que ouvi antes de ser levada pelo sono foi a sua voz.
– Boa noite minha pequena. – Ele me respondeu enquanto beijava minha testa.


67 comentários:

  1. Acho que teremos uma loba, logo, logo por aí!
    Estou adorandooo, bjkssss!!!

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  2. Nossa, essa mulher só pode estar fora de si. Como pôde ser tão cruel com a própria filha, ainda mais agora que ela precisa tanto do carinho materno. O monstro é ela e não a PP. u.u
    E o pior é que a PP poderia ajudá-la agora que a idiota colocou um vampiro dentro de casa. Ela vai conhecer o monstro logo, logo. ¬¬
    Adorandoooooo demais, demais!!
    Bjkssss!!!

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  3. já tô animada com a fic !!!!

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  4. Que maldade hein? vc parou a fic na parte mais chocante. to com pena da pp, tadinha né? sozinha, confusa, sem rumo, abandonada....triste, não? por isso estou Curiosa, roendo as unhas quero + capit. posta + please, vc escreve muito bem. Parabens!

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  5. Omg, a bruxa da mulher que dizia ser sua mãe a denunciou e colocou o mundo atrás dela. ¬¬ affs!!!
    Mas ela conseguiu, enfim, chegar até La Push, onde encontrará a maioria de suas respostas ou se não, todas elas. ^_^
    Adorandooooooo demais, demais!!!
    Bjkssss!!!!

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  6. Oh estou a-m-a-n-d-o... continua! *-*

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  7. Omg, omg, omg!! Jake é meu irmão?! Ahhhhh, meu paizinho do céu, por essa eu não esperava, não mesmo! Não vou dar uns pegas no meu moreno. :( Que tisti!
    Essa foi uma surpresa e tanta. E Charlie tinha que me acertar um tiro. Affs, tinha que ser o pai da songa. ¬¬
    Ainda bem que eu sou uma loba e me curarei rápido, ainda mais com os cuidados do meu irmãozinho. ^_^
    Voltei literalmente para casa. Uhuuuu!!!
    Adorandoooooo demais, demais!!!
    Bjkssss!!!

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  8. Puxa, eu não consegui me recuperar e ainda vou ficar dois dias dormindo? o.O Ain, não vi meu lobinho. snif, snif!! E como era de se esperar, foi uma surpresa para meu pai e minha irmã, a minha volta para casa. E o pior é que nem eu mesma sei como fui parar ali. u.u
    Adorandooooo demais, e louquinha pelo reencontro em família. ^_^
    Bjinhosssss!!!!

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  9. Cada capítulo que leio, me deixa mais ansiosa por mais, sinceramente. Esse mistério todo da PP sobre como ela reagirá quando Billy contar que na verdade é seu pai... Mas teria um incesto nessa fanfic? Pelo fato de Jake ser seu irmão? Muito ansiosa mesmo.

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  10. LEGAL NUNCA TINHA LIDO UMA FIC ASSIM COM A IRMÃ DO JACOB VC GANHOU MAIS UMA LEITORA,ESSE ENCONTRO FOI EMOCIONANTE E PROMETE SER MAIS AINDA QND ELA ACORDAR.POSTA LOGO ANSIOSSIMA.

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  11. DEMAISSS! Pena q o cap. foi pequeno :(, esperando ansiosamente o próx.
    Bjs

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  12. Nossa PP se lembrou do Jake apenas com o cheiro, mas também com aquele aroma amadeirado e único, quem não se lembraria? Jake é único!!!
    E já amei saber que a PP é das minhas, já não foi nem um pouco com a cara da songa, vulgo Isabella Swan. u.u
    Amandooooo demais, demais, demais!!!
    Bjinhossss!!!

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  13. Jake é o meu ppar? to confusa nisso, mas amei a fiction!

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  14. É tão bom vê-los se dando bem. Ainda queria que fosse mentira eu ser irmã dessa coisa linda. u.u Mas tudo bem, me conformo em ser a irmã amada, hehehehe ^_^
    E agora ela deve ver o papis e a irmã, né?! Uhuuu!!!
    Adorandoooo!!!
    Bjinhossss!!!

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  15. opa, o que será que vai acontecer agr? e quando vai começar o romance entre a pp e o nosso querido lobo? curiosidade a flor da pele.

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  16. Agora eles estão mesmo juntos e irão enfrentar tudo o que vier um ao lado do outro, como sempre deveria ter sido. Agora vamos saber como os outros irão reagir com a chegada de mais uma Black! ^_^
    Adorandooooo demais, demais!!!
    Bjinhosss!!!

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  17. Leah como sempre, um doce de pessoa. rsrsrs Pelo visto ela ainda terá que aguentar e muito a nova moradora. Acho que o lobo cor de areia vai ser o responsável por isso.
    Adorandooooo demais, demais!!
    Bjinhosss!!!

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  18. Nada como uma boa conversa sincera para aliviar o coração de uma loba. A PP conseguiu o que muitos achavam impossível, ela amansou a Leah com pequenas palavras, mas que, ditas com sinceridade e se cobrança podem e fizeram grande diferença. ^_^
    Adorandoooo demais, demais!!
    Bjinhosss!!!

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  19. ameiiiiiiiii boaaaaa

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  20. Que bom que a leah achou uma amiga né que de bons conselhos sinceros e amigos vamos ve qual é dessa repaginada agora.

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  21. fiquei confusa agr... será que a pp vai é ficar com seth ao invés do jacob? eles são os meus preferidos.
    adorei a conversa com a leah... aumentar o ego do sam,essa frase foi golpe baixo viu?

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  22. Ficaria tão feliz se a PP torturasse a Bella um pouquinho (Pelo menos eu posso imaginar!#sorrisomaquiavélico)
    Estou adorando sua fic,principalmente pela PP ser amiga da Leah!
    Beijos!! XOXO

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  23. Primeiro encontro com Bella e já saiu faiscas. Mas essa Bella merecia era uns tabefes para aprender a ser menos egoísta. ¬¬ Songamongairritante
    Ela agora que se cuide, pois a PP já mostrou que não tem papas na língua. Faz o meu lobinho sofrer e vai conhecer o outro lado rapidinho. u.u
    Adorandoooo demais, demais!!
    Bjinhossss!!

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  24. Own, que bonitinho... a PP cheia de vergonha se escondendo atrás do Jake. muito fofo. ^_^
    E para melhorar a noite, nosso Seth, enfim, apareceu e já chegou causando. rsrsrsrs
    Foi tão lindo o imprinting, muito perfeito. Eles já se conheciam... Own, ficou demais!!!
    Mas agora ela sai disparada por achar que não está preparada. :\ O que será que vai acontecer? Louquinha para descobrir.
    Amandooooooo demais, demais!!!
    Bjinhosssss!!!

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  25. Ownn a PP com vergonha dos meninos *u*
    Acho que o jake vai ficar com um pouco de cumes.
    Ansiosa pelo proximo capitulo!!

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  26. Muito, muito boa! O reencontro foi triste, mas espero que logo isso se torne algo feliz. Foi muito lindo a pp com vergonha dos meninos xD

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  27. Nossa amei de mas otima continua.

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  28. Ouwww!!! Amando os novos capitulos... curiosa pra saber o que vai acontecer com PP e suas habilidades diferenciadas!!!! continua!!!!

    Bjobjo

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  29. Meu DEUS do Céu isso está otimo continua continua continua

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  30. Realmente esse baile promete. A PP se esqueceu dos sentidos mais aguçados dos lobos.... Vai ser muito fácil o Seth saber que ela é pelo cheiro. ;) A não ser que ela saiba como sumir com ele, o que seria muito complicado. rsrsrsrs
    Eles são muito fofos e duvido que ela consiga se manter longe por muito tempo. Ela deve agir rápido ou outra passará a frente. u.u Candidatas é que não faltam. rsrsrs
    Jake tirando sarro deles é uma comédia. Adorandoooooo demais, demais!!!
    Bjinhosss!!!

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  31. Não tem coisa que me conquiste mais, do que uma cena de provocação com dança bem escrita. E a sua definitivamente me conquistou, conquistou tanto que resolvi deixar de ser anônima. Parabéns pela fanfic, a cada dia ela fica melhor.
    Confesso que meu fave é o Jake, mas o Seth esta me conquistando.

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  32. meu deus ate eu fiquei com o coraçao aos pulos nesse baile hahhaha...adorando a fic!!!!!

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  33. Meu Deus oh my Good!!! Ameiiiii ate que enfim um beijo dos bons kkkkk continua! estou amando.<<Larissa

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  34. coitada da pp esta tao confusa com os sentimentos que nao encherga seus proprios

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  35. Tô adorando, só espero q a pp pare de ser burra e agarre logo o Seth gostoso... rsrsrs

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  36. Que idiota a PP foi!! Cara, que vontade de matar ela!!!!! Amei *---*

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  37. Capítulo 16
    Omg, já temos mais companhias indesejadas, pelo visto, né? :\ Quem será que já está causando alvoroço... Victória?! Hum, vamos ver se é somente ela, não?!
    Agora chegou a hora do baile... será que Seth desvenda nossa amada PP? Louquinha para descobrir. ^_^

    Capítulo 17
    Hummm, ela bem que tentou, mas não conseguiu enganar o Seth e muito menos o Jake. rsrsrs
    Que dança quente foi aquela? Deixou a PP e o Seth queimando.
    Foi um beijo de tirar o fôlego. Ulálá!!!

    Capítulo 18
    Realmente a PP é uma idiota... Como ela pôde deixar o Seth ir? Ou melhor como ela pôde deixar o único capaz de fazê-la feliz ir embora daquele jeito? Está certo que ela não queria o imprinting, mas entre eles a coisa foi desde antes... como ainda não pôde ver isso? o.O
    Espero que ela enxergue logo, que Seth é o garoto ideal para ela e volte atrás, ou sofrerá muito por conta disso. ¬¬

    Adorandoooooo demais, demais!!!
    Bjinhossssss!!!!!!!!

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  38. Cara a PP é muito idiota por fazer isso com o Seth,ele é tão perfeito =,(

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  39. parabens pela fic muito boa estou ansiosa pelo próximo capítulo. Tadinho do seth que pp malvada, como pode fazer isso com ele.

    aguardando prox cap..... : )

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  40. Omg, estou ansiosa pelos próximos capítulos! Please, não demora com a att. Beijos.

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  41. QUEM MANDOU ELA DISPENSA O SETH AGORA FICA NA SAUDADE. E AINDA TEM QUE ATURA A CHATA DA BELA.AI QUE VONTADE DE ARRANCAR A CABEÇA DELA.

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  42. Cara, cade o Seth? Eu amo o Seth e ainda estou triste pela briga deles.... Amei o cap está tão divo >.< Posta mais please!!!

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  43. AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH
    Mais que incrível. Superultramegahiperlegal essa história!!!!
    Continua Vai!!!!!!!!!!!!!!!!!(carinha do gato de botas)kkkk

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  44. *---------*
    To adorandooo, posta maiss please, to doida pra ver a PP com o Seth!!!

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  45. a tadinho do seth, agora ela fica ai toda abatida fala serio hem, como ela é burra.
    posta mais preciso de continuação

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  46. Quero meu Seth de volta, e logo! Não suporta ver a tristeza que a distância esta causando a ele, não gosto de feri-lo e de me ferir também claro.

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  47. OI.AMEI O CAPITULO, MAIS QUANDO A PP VAI ENTENDER QUE NÃO PODEMOS MUDAR O DESTINO,PODEMOS ENROLA-LÓ, MAIS NUNCA MUDA-LÓ

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  48. Tanto sofrimento e tudo causado por ela mesma, será que a PP não vê que Seth a ama desde sempre. o.O Está na cara que eles se gostam desde antes do imprinting, a magia mais certa foi a deles. u.u Está na hora dela cair na real e parar de sofrer à toa. u.u
    Hum, Bella não tem amor a vida, não?! Como pode mexer com uma loba daquele jeito? Aproveita que está protegida pela ordem de Sam, pois se não fosse ela, Bellinha teria virado patê. Eu iria adorar. rsrsrs
    Adorandooo demais, demais!!
    Bjinhosss!!!

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  49. Oh God!!! Que isso mulher? É tão fofo, o Seth é fofo. Divo e a PP é uma bitch!! u.u Posta mais amore! Brigadinha :)

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  50. Ok,eu jurava que já tinha comentado antes,mas pelo visto esqueci,sorry!!To amando sua fic,pra falar a verdade essa é a primeira fic Team Seth que leio kkk.Admito que a PP é muito cabeça dura,mas ela é nova e não estava preparada pra um imprinting agora(eu acho) mas é notável o amor que ela sente por ele desde pequenos!!Amei o capítulo e espero que esses dois se entendam o mais rápido possível.

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  51. ai que dó do seth gente... juro q a minha vontade é de dá uns bons tapas na pp. como ela simplesmente rejeita o seth assim? garota o q vc tem na cabeça?

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  52. Pobrezinho do Seth, esta super triste, sera que ela agora volta pro Seth? Espero que sim.
    Por favor não demora pra postar estou super ansiosa.

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  53. AMEIIII,O CAPÍTULO. ATÉ QUE FIM ELA OUVIU O CORAÇÃO E VOLTOU.COMO SERÁ QUE O SETH VAI FICAR QUANDO VER A PP.POR FAVOR NÃO DEMORA POSTAR.

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  54. Ahhhhhhhhhhhh sua bitch!!! Como vc pode parar logo ai? Please posta maaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaais eu preciso d emaaaaaaaaaaaaais!!!

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  55. obrigada por todo domingo me dar esse presente q é ler a sua fic!!!! to amando !!!! muito boa mesmo...ansiosa pelo proximo!!!xD

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  56. Até quem fimmm ela volto para o Seth, que fofo ele acordando. posta mais logo, por favor!

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  57. Fala serio, o seth é perfeito até quando acorda, rs. Falando serio agora, isso foi muuuuito injusto, bem na hora que ela vê o Seth para tudo. Você é muito má, mas te perdou se você continuar a postar essas magnífica história. Não demora pra posta, por favor. "bjos"

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  58. Cara, continua, por favor fdhus0óçkljfikl eu amo essa fic ♥
    Btw, o site tá fora do ar, só consegui abrir em cache, não sei o que houve, mas parece que tá bloqueado ;;;;

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  59. A fic esta muito boa! Continua! Literalmente apaixonei-me pela fic ahahahah continua serio! Adorei

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